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segunda-feira, 25 de março de 2013

ENTUSIASMO: UMA BÊNÇÃO.


Uma bênção chamada entusiasmo.
Fator motivacional verdadeiro.
Entusiasmo é uma das palavras que jubilosamente contagiam a nossa visão. Tão necessária quanto também tão importante e significativa é. Não se pode confundir entusiasmo com outras atitudes de alegrias comuns e eventuais da vida. O entusiasmo não nos deixa abater e inspira confiança e coragem aos demais que estão ao nosso redor. Entusiasmo é uma palavra que faz parte do vocabulário dos vencedores.

A palavra entusiasmo vem recebendo novos entendimentos a cada tempo. Nos melhores dicionários encontramos alguns significados modernos para a palavra entusiasmo. Neles o entusiasmo quer dizer de um estado de grande euforia e alegria refletindo como efeito a coragem e a disposição para enfrentar dificuldades e desafios. Entusiasmo é um ardor veemente que impele uma pessoa a fazer algo.

Entusiasmo tem origem na palavra grega entheos, e quer dizer literalmente 'em Deus'. Seu significado original a princípio era o de estar inspirado pela presença de Deus. Hoje, se entende que entusiasmo aponta para um estado de grande alegria, de euforia, que leva uma pessoa à coragem para fazer ou enfrentar alguma coisa. A palavra enthousiasmós quer literalmente dizer “ter Deus dentro de nós”.

Uma pessoa estusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos que estão consigo. O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista.

Os estudiosos do comportamento humano afirmam que existem dois tipos de entusiasmo: o que é gerado dentro da pessoa, que se levanta dentro de si; e o que depende do ambiente externo, de fatores externos, para ser motivado.  

Nosso verdadeiro e maior entusiasmo não depende de fatores externos. Nosso real entusiasmo reside dentro de nós. É o de servirmos ao Mestre, segui-lO e esperá-lo vir nos buscar ou irmos a qualquer momento ao Seu encontro. Se pormos nosso entusiasmo nas coisas desta Terra, certamente quando elas fenecerem, também nosso entusiasmo juntamente com elas se extinguirá.

Nosso entusiasmo está dentro de nós e aponta para as coisas do Céu. Nosso entusiasmo é inspirado e movido pelo Espírito de Deus, é Deus dentro de nós. Ainda que ambientes passem uma influenciação de desânimo e apataia, e os fatores externos possam nos clamar por ações de respostas, nosso enfrentamento é com entusiasmo. A última demonstração de entusiasmo de um servo de Deus está no momento de deixar o seu fardo, de atravessar o rio e chegar na eternidade com o Senhor.

No nosso coração o entusiasmo está ligado à nossa fé, à nossa confiança e à nossa consciência. Assim, o nosso entusiasmo transcende as possibilidades do mundo material e avança para vitórias nos garantidas pelo Senhor Jesus Cristo.

Não permitamos que nosso entusiasmo se apóie prioritariamente nas coisas visíveis e temporais. Elas passam, e com elas se vão quem sobre elas depositou cegamente a sua confiança e nelas investiu a sua fé. Avancemos a cada dia com entusiasmo.
Que frase incentivadora do apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”. 2Tm 4.7. Isso demonstra a motivação verdadeira, o entusiasmo verdadeiro, postos em coisas permanentes. Essa frase nos sugere que o seu entusiasmo esteve presente nas suas lutas, no seu progresso, na sua visão de Reino de Deus, na sua maneira de crer e agir durante toda a sua vida de servo do Senhor Jesus Cristo.

Onde reside o seu entusiasmo? Em quais coisas seu entusiasmo está firmado? Para que coisas seu entusiasmo está direcionado e governado? Seu entusiasmo é mantido e alimentado pelas conjunturas e fatores eventuais desta vida? Seu entusiasmo é capaz de lhe mover a enfrentar os desafios e permanecer firme custe o que lhe custar? Seu entusiasmo é capaz de lhe manter determinado na sua visão de cumprir os propósitos do Evangelho da graça de Deus?

Mantenha a sua esperança com entusiasmo! Realize as tarefas de seu ministério com entusiasmo! Enfrente os embates da vida com entusiasmo! Olhe para o passado com entusiasmo nas suas atitudes de gratidão! Olhe para o presente com entusiasmo na sua devoção! Olhe para o futuro com entusiasmo nas suas expectativas e esperança!
PbGS




sábado, 14 de julho de 2012

FÉ: um bem mais precioso.


FÉ: um bem mais precioso.
Guarde a sua fé...
Começo este artigo convidando o caro e generoso leitor a por as vistas com mais carinho e apego ao lindo texto sagrado, escrito pelo Apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” 2Tm 4.7.

E somente objetivando posicionar o assunto, preciso concentrar o foco na última expressão do versículo supracitado: “...guardei a fé.”. A fé é um bem precioso. Tão mais precioso do que o mais puro ouro, e muito mais do que a mais fina prata. Você está guardando, mantendo, a sua fé? Que você tem feito para guardar a sua fé?

A lógica e a razão são dois elementos admiráveis e cativantes. Mas apenas possuem o brilho de enfrentar os combates da vida trafegando dentro dos corredores das possibilidades, das probabilidades e das limitações, e quando findam a carreira se deparam com o esquife, com os limiares do aguilhão da morte e com o esbarro do túmulo. A lógica e a razão rejeitam entrar na galeria  “Aos Hebreus 11”, e se entrassem certamente se perderiam e se chocariam com as admiráveis riquezas de suas vitrines.

A fé, todavia, com sua nobreza, convicção e firmeza singra o combate ultrapassando os horizontes das impossibilidades, dos riscos e do inexplicável. E quase vista como loucura, vence o mundo, prossegue para o alvo, percebe o encerramento da carreira e entrega e abandona o corpo frio ao túmulo. Contudo, atravessa este e permanece enxergando os resultados de que tanto tem esperado.

A fé não encontrou dificuldade alguma para deixar parentelas e ter saído peregrinando na direção de Deus e sob os Seus cuidados. Ela não enxergou dificuldade alguma para ver imponentes muralhas caídas. Ela restaurou o altar e foi respondida com fogo do Céu. Ela obedeceu as ordenanças de Deus e discerniu as conformidades dos decretos humanos para restaurar muros em ruínas e ter reerguido portas do meio em escombros.

A mesma fé que subjugou ursos e leões, venceu o gigante, assumiu o palácio e não perdeu o seu cerne e nem a sua essência. A mesma fé que num dia transformou a água em vinho, curou enfermos e libertou endemoninhados, enfrentou os momentos cruciais do jardim, do julgamento, do flagelo e foi assunta ao Céu. A mesma fé que testificou e fortaleceu vidas, também se aprontou para o desterro e tendo sido ilhada não se omitiu do momento das grandes visões e revelações.  

Não causa nenhuma surpresa o ouvir alguém dizer que estamos vivendo tempos difíceis e dias trabalhosos. Dias da revelação plena e aberta do homem do pecado. Dias de cristos supostos e pressupostos. Dias de esquemas e manobras. Dias do alastramento de iniqüidades, da incredulidade e do conseqüente esfriamento do amor. Dias da ignorância e da insensibilidade imperarem. Dias da intolerância, da insensatez e dos desafinos e desatinos governarem. Enfim, dias que desafiam a fé.

Dias de tanto alguns sóbrios quanto outros imprudentes se permitirem adormecer de lamparina nas mãos debaixo destas altas horas da noite espiritual que assola o mundo, que entra em casas, divide famílias, inverte conceitos e preceitos, inebria musas e vira mesas, quebra princípios e despreza apelos, leva mentes a deitarem-se na lama e degustarem o vômito. Dias que o engano e as ilusões tentam obscurecer e desafiar a fé.

As muitas campanhas a serviço da incredulidade confusamente se acirram e até se chocam entre si mesmas. O volume de labirintos e facetas da incredulidade aumenta e o terreno da confusão e da distração cada vez mais se torna movediço. Enfim, tudo parece dizer que a cada dia precisamos de mais guardar a nossa preciosa fé. A fé insistente, que por vezes possa parecer importunação. Mas, afinal, “quando vier o Filho do Homem, porventura achará essa fé na terra?” Lc 18.8

A cada passo que o tempo avança, o bom combate da fé torna-se renhido e árduo. A cada momento, diante de atos e fatos, o Espírito de Deus está expressamente nos exortando: “Guarde a sua fé”. E como foi com Ló, parece que estamos também ouvindo a mesma voz firme nos recomendando: “Escapa-te por tua vida”. Gn 19.17. Os lampejos dos tempos estão publicando prenúncios de desafios à fé. Mas que nenhum de nós olhe para trás, e que cuidemos e reanimemos outros servos de Deus que conosco estão, a fim de que atravessemos as “campinas” até o Lugar Seguro.

Ainda as palavras inspiradas do Apóstolo Pedro estão nos dizendo em alto e bom som: “Sede sóbrios. Andai em temor. Sede santos”! A graça do Senhor Jesus Cristo concedida aos que nEle crêem há de ser revelada, como diz a Escritura! Provas e sinais disto, temos muitos. Históricos e histórias disto, são confirmados diariamente.    
Os “vãos esplendores terrestres, os passarinhos e as belas flores querem nos encantar”, diz o hino 36, da Harpa Cristã, por Justus H. Nelson. Mas o panorama também parece por outro lado nos dizer que as contingências da noite espiritual trevosa estão tentando desarmar a fé de muitos e ao mesmo tempo buscando neutralizar a fé dos exilados da Linda Pátria. A fé não deve se deixar ser iludida por demonstrações enganosas da mesquinhez e da mediocridade. A fé não deve se deixar ser levada pelas impressões produzidas dos frutos da artificialidade sutil.

Estamos no tempo das maiores e mais esplendorosas impressões e das mais arquitetadas aparências. Impressões, demonstrações e aparências nem sempre declaram um coração movido pela essência da fé. Afinal, artes e cenas possuem a destreza para vestirem as várias roupagens e acessórios da ambigüidade, das ambientações e das conveniências. Estamos no tempo da mentira se tornar em candidato, da vergonha buscar pleitos e da falsidade oferecer apoios. Enfim, estamos no tempo de guardar a nossa fé.

Fé é um assunto altamente espiritual, e não pode ser confundida pela força única e exclusiva de vontades e nem pelos engenhos da intelectualidade. Algumas vezes o querer dispara uma declaração de fé, mas nem todo querer se fundamenta em necessidades ou se apóia na genuína fé. Muitas e na maioria das vezes as vontades e a intelectualidade se colocam a serviço do orgulho individual, da soberba “santa” e da ostentação pessoal.  

Ainda estão as palavras do Apóstolo João veementemente nos recomendando como um reforço fortalecedor: “Olhai por vós mesmos”. 2Jo 8.   
 
Não percamos a fé, porquanto a temos recebido para atravessar os anos vencendo o mundo e subjugando a carne. Aqui vão alguns conselhos úteis para guardar, manter, a nossa fé em Cristo Jesus:

1 - Não se entregue ao ostracismo espiritual e não perca o seu relacionamento individual com Deus e o coletivo com os outros servos do Senhor Jesus de seu círculo de comunhão e relacionamento. O afastamento gradual e a desagregação lenta quase sempre não são percebidos pela mente excessivamente ocupada com as responsabilidades e afazeres naturais da vida secular. Tudo faça para “morar na Casa do Senhor e aprender no Seu santo templo”.
2 - Não se desaponte diante dos problemas humanos que lhe circundam ou que diretamente lhe envolvem. A receita bíblica e eficaz é: “Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé”. Perceba que o verbo olhando do texto sagrado fala de uma ação contínua. Na vida existem muitas experiências de pessoas, contudo há milhares e milhares de testemunhos vivenciais da fé de outras que vivem uma vida devocional sadia e de intimidade com o Senhor Jesus. Nem sempre essas estão na galeria de fama, mas podem servir de referenciais honrados e úteis.

3 - Não coloque peso de autoridade secular sobre a autoridade divina, bíblica. A visão secular tem a sua autoridade reconhecida e respeitada, mas não possui a última palavra sobre as coisas divinas, bíblicas. Os pensamentos céticos aumentam de forma gradual, em progressão lenta, até desaguarem em uma tempestade de conflitos e dúvidas que neutralizam a fé drasticamente.

Temos os deveres de conhecer o nosso tempo e também de examinar tudo, entretanto o que deve ser retido por nós para a nossa edificação é apenas o bem segundo a Palavra de Deus. E há um universo de muitas e diversas coisas na vida que biblicamente são classificadas como bem. Alguns deixam, ou perdem, de usufruir delas em função da ignorância, dos excessos, dos desafinos e dos extremismos. A tolice afoga uns, o preciosismo embriaga outros e o perfeccionismo sufoca muitos.

4 - Não se desanime diante das injustiças e desrespeitos promovidos pelo mundo. A Bíblia diz: “O mundo jaz no maligno”. O verbo “jazer” significa estar enterrado, sepultado, plantado. Portanto, não esperemos somente atos de justiça e de respeito para com a nossa fé. Dispensa-se todo e qualquer comentário a este respeito, visto que sobre isto as Sagradas Escrituras versam com toda propriedade e autoridade.
Todas as pessoas experimentam fases de sofrimentos, frustrações e decepções, todavia o nosso Mestre Amado Jesus Cristo nos ensina e nos conduz. As provações existem para provarem e as correções existem para corrigirem. Afinal, “todas as coisas cooperam juntas para o bem daqueles que amam a Deus”. Rm 8,28. E “as aflições do tempo presente não se comparam com a glória que em nós há de ser revelada”. Rm 8.18.

Diariamente, centenas de pessoas caem em desacertos, sofrem desastres espirituais, entretanto a cada momento milhares de pessoas são encontradas pela fé abraçam-na e logo não permanecem prostradas e se levantam pela fé que recebem do Senhor Jesus Cristo, o Autor e Consumador da nossa fé. A fé que recebemos do Senhor Jesus é um bem mais precioso que temos. 1Pe 1.7.

Por isso, guarde a sua fé sempre. Combata o bom combate pela fé. Siga pela fé a carreira que lhe está proposta.  Mantenha e proteja a sua fé.
PbGS