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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CINCO "AIS" BEM PERCEBIDOS.

CINCO “AIS” BEM PERCEBIDOS.
Eles estão gritando na atualidade.
O Livro do profeta Habacuque é extraordinariamente apreciável por todo aquele que se dispõe a emitir respostas de fé em meio ao caos. Apesar de não conter o nome de nenhum rei ou autoridade política ou sacerdotal de sua época, os episódios se dão em meio a uma época de ídolos e adoração generalizada a todos os deuses que fossem levantados ou importados pelo povo.

As lições de seu conteúdo são intemporais. Apesar de ter sido um tempo de por um lado uma parte do povo de Deus haver estado debaixo da experiência de avivamento, por outro as crises e o caos estavam campeando a outra parte. Habacuque abre seus escritos com queixas, acusações e denúncias, mas também os fecha mostrando respostas e triunfos de fé. Seu nome do hebraico antigo significa "abraçar", "abraçador". 

Habacuque demonstra que não apenas abraçou o seu ministério de profeta, mas também abraçou causas e sobretudo o caminho de fé em meio a um panorama incontrolavelmente hostil e violento reinante entre o seu povo na sua época. Um tempo de forte ameaça contra o seu povo. O livro nos deixa ver que o profeta Habacuque não foi propriamente um orador, um homem da fala. Mas sim um escritor. Viu, ouviu e expôs através da escrita.

O profeta reconhecia o estado sintomático do seu povo. Mas também cita como denúncia os "ais" contra aqueles que estavam por sobrevir e oprimi-lo. Num clima de instabilidade pontilhado por injustiças inescrupulosas e violências sem medida, o perigo silencioso estava se aproximando a vir sobre a nação. A invasão dos caldeus estava às portas a pisotear sem piedade, sem respeito e sem medidas. A luz havia se apagado e o sal tinha se tornado insípido. Um dos grandes perigos de um povo é alimentar o engano em achar que tudo vai bem quando sabe que não está nada bem e que precisa realmente fazer alguma coisa para estar.

Mas naqueles dias, o ritmo habitual e vicioso familiarizadamente vivido sob conveniências no meio do seu povo era uma constante. Em meio ao clima de fogo estranho e de alaridos de prosperidades e de sucessos, um profeta estava com uma exposição de assuntos que iria retinir nos ouvidos e que não seria crida entre o povo. Deus declarou que estava fazendo uma obra para o povo como inacreditável.  

E em meio ao panorama diário o profeta vê e sente a condição do seu povo, mas também escreve os “ais” que viriam sobre os opressores do seu povo. Se por um lado o povo parecia estar abandonado por Deus, por outro o mesmo Deus estava agindo em corrigi-lo, mas também em se vingar dos opressores babilônicos. Se por um lado o pecado, o relaxamento e a iniqüidade do seu povo eram a causa da ruína vir sobre si, por outro os seus castigadores não passariam despercebidos e impunes.

Enquanto o povo estava moroso e conformado no clima medíocre e viciado que estavam vivendo, também assim estavam despercebidos de uma realidade iminente se aproximando a cada dia dos umbrais de suas portas. Importava que Habacuque expusesse o anúncio em um “outdoor” para que todos que passassem correndo lessem as inscrições nele.

Ai dos injustos, hipócritas. Hc 2.6. Esse foi o primeiro “ai”. Uma denúncia e uma acusação contra os opressores que estavam favorecendo, explorando  e aplicando ganhos, multiplicações, injustas. Assim como uma lamentação contra aqueles endividados, que se metiam em dívidas sobre dívidas. Habacuque estava denunciando atos e misérias praticados costumeiramente contra o seu povo. E isso não passaria despercebido por Deus.

Ai dos avarentos. Hc 2.9. O segundo “ai” denunciando o tipo cruel de gente que ajuntava em suas casas bens mal adquiridos. O profeta viu os opressores ficando ricos praticando a maldade. Enquanto o primeiro grupo multiplicava ganhos em cima das coisas alheias, este segundo agora era denunciado por uma falsa prosperidade angariada através do uso da maldade e da extorsão. Coisas mal adquiridas para com a riqueza delas se protegerem. Isso não passaria despercebido por Deus.

Ai dos injustos e violentos. Hc 2.12. Aqui está o terceiro “ai” que estava denunciando corações cuja injustiça era praticada com malícia, perversidade. Gente construindo as coisas na base da violência e do roubo, criando e estabelecendo as coisas na base da perversidade e da malícia usadas nos assassinatos e roubos. Habacuque estava denunciando uma política da violência que não passaria despercebida por Deus.

Ai dos enganadores e opressores. Hc 2.15. Esse “ai” está denunciando a classe daqueles que enganavam, achacavam, extorquiam e oprimiam os seus vizinhos de tal forma que sem qualquer sentimento estavam levando-os a perderem o equilíbrio como se fossem ébrios e a padecerem vergonhas em razão da violência tirana que sofriam na mão de seus opressores. Os opressores enriquecendo na base do engano opressor empobrecendo e mantendo os seus oprimidos empobrecidos e envergonhados. Isso não passaria despercebido por Deus.

Ai dos idolátras. Hc 2.19. Esse é o quinto “ai” expresso pelo profeta Habacuque sobre gente mergulhada cegamente na idolatria. Gente que não sabia discernir o que eram os ídolos e tampouco quem era o Deus Todo-poderoso e Soberano. Gente que sobrevivia de descasos, injustiças e opressões contra outras. Gente que se lançava cegamente a fazer orações, rogos, a figuras de madeira, de pedra e de metais, a fim de buscarem ensino, orientações e conselhos. Gente que não sabia diferenciar o que é do Céu e o que é próprio da Terra. Gente que em vão a todo custo queria poder e favores seja de onde fosse a origem. Isso não passaria despercebido por Deus.

Assim sendo, imaginemos como foi a difícil tarefa ministerial de Habacuque nos seus dias. Uma pessoa temente a Deus, um profeta, com um anúncio público estarrecedor da verdade sobre o que estava havendo entre o seu povo e também o que estava determinado e direcionado a vir sobre o seu povo.

O iminente, o zombado, o inesperado, veio. A invasão dos caldeus lhe sobreveio varrendo lares, poderes, costumes, tradições, valores, famílias, gente grande e pequena. A impiedade dos caldeus deu sem misericórdia, sem compaixão sobre o povo. Agora aqueles de Judá estariam sendo abatidos pelos caldeus enquanto ao mesmo tempo sendo corrigidos por Deus a voltarem ao rumo e ao apego ao Senhor que lhes escolheu para povo separado.

Em nossos dias, estamos em todos os lugares com homens de Deus, anunciando o que está por vir, abraçando causas, denunciando “ais” e desenvolvendo os seus ministérios com probidade, honestidade, temperança, tolerância estável (não conveniência ajustável), sensatez e ousadia. Certamente que tal qual foi com o profeta Habacuque, assim tem sido com aqueles que não coadunam e não se dobram a coisas como as do tempo daquele profeta canônico.

Ainda que haja gentes que evitem ouvir e acatar os “ais” que biblicamente estão profetizados a virem, precisamos anunciar que eles estão por vir. Temos que tocar nos assuntos que estão afetando e destroçando pessoas e ambientes nos santuários e fora deles. Certamente como foi naqueles dias de Habacuque, chegarão dias que não se poderá mais trabalhar. A noite vem. E com ela gentes estarão tão viciosamente mergulhadas, entretidas e despercebidas nos desleixos e relaxamentos que rejeitarão qualquer coisa da parte do Eterno Deus que exponha a chegada dos “ais” sobre si.

Nestes dias de tantos “ais” minando e estarrecendo vários ambientes e lugares, o cuidado do Eterno Deus em manter Suas ovelhas abrigadas e fortalecidas no aprisco está nos direcionando a ênfase maior na apologética aplicada às áreas da vida cristã. A falsa educação omissa, a polidez pretexta, a falsa ética, estão na verdade contribuindo fortemente para que determinados assuntos e cobrança de postura comportamental sejam silenciadas. Estamos chegando às épocas das febres sazonais passarem e com elas os seus amantes apaixonados. Preparemos para manter nossas respostas de fé em meio ao panorama dos “ais” campeando e imperando.

Façamos como Habacuque. Não vamos nos omitir de falar sobre os “ais” nos enveredando e nos impressionando com alardes e gritos alvissareiros, rasos e vazios como que fugindo ou nos omitindo de nossa missão e do nosso propósito em cumprir as tarefas de anúncio do Evangelho da graça de Deus. A Palavra de Deus nos permite ver que a vontade dEle não é que afundemos em “ais” e com isso virmos a ser vitimados pelas surpresas iminentes, mas sim nos levantarmos e subir à torre com oração e descermos dela com respostas de fé triunfante durante o bom combate.
PbGS



segunda-feira, 25 de março de 2013

ENTUSIASMO: UMA BÊNÇÃO.


Uma bênção chamada entusiasmo.
Fator motivacional verdadeiro.
Entusiasmo é uma das palavras que jubilosamente contagiam a nossa visão. Tão necessária quanto também tão importante e significativa é. Não se pode confundir entusiasmo com outras atitudes de alegrias comuns e eventuais da vida. O entusiasmo não nos deixa abater e inspira confiança e coragem aos demais que estão ao nosso redor. Entusiasmo é uma palavra que faz parte do vocabulário dos vencedores.

A palavra entusiasmo vem recebendo novos entendimentos a cada tempo. Nos melhores dicionários encontramos alguns significados modernos para a palavra entusiasmo. Neles o entusiasmo quer dizer de um estado de grande euforia e alegria refletindo como efeito a coragem e a disposição para enfrentar dificuldades e desafios. Entusiasmo é um ardor veemente que impele uma pessoa a fazer algo.

Entusiasmo tem origem na palavra grega entheos, e quer dizer literalmente 'em Deus'. Seu significado original a princípio era o de estar inspirado pela presença de Deus. Hoje, se entende que entusiasmo aponta para um estado de grande alegria, de euforia, que leva uma pessoa à coragem para fazer ou enfrentar alguma coisa. A palavra enthousiasmós quer literalmente dizer “ter Deus dentro de nós”.

Uma pessoa estusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos que estão consigo. O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista.

Os estudiosos do comportamento humano afirmam que existem dois tipos de entusiasmo: o que é gerado dentro da pessoa, que se levanta dentro de si; e o que depende do ambiente externo, de fatores externos, para ser motivado.  

Nosso verdadeiro e maior entusiasmo não depende de fatores externos. Nosso real entusiasmo reside dentro de nós. É o de servirmos ao Mestre, segui-lO e esperá-lo vir nos buscar ou irmos a qualquer momento ao Seu encontro. Se pormos nosso entusiasmo nas coisas desta Terra, certamente quando elas fenecerem, também nosso entusiasmo juntamente com elas se extinguirá.

Nosso entusiasmo está dentro de nós e aponta para as coisas do Céu. Nosso entusiasmo é inspirado e movido pelo Espírito de Deus, é Deus dentro de nós. Ainda que ambientes passem uma influenciação de desânimo e apataia, e os fatores externos possam nos clamar por ações de respostas, nosso enfrentamento é com entusiasmo. A última demonstração de entusiasmo de um servo de Deus está no momento de deixar o seu fardo, de atravessar o rio e chegar na eternidade com o Senhor.

No nosso coração o entusiasmo está ligado à nossa fé, à nossa confiança e à nossa consciência. Assim, o nosso entusiasmo transcende as possibilidades do mundo material e avança para vitórias nos garantidas pelo Senhor Jesus Cristo.

Não permitamos que nosso entusiasmo se apóie prioritariamente nas coisas visíveis e temporais. Elas passam, e com elas se vão quem sobre elas depositou cegamente a sua confiança e nelas investiu a sua fé. Avancemos a cada dia com entusiasmo.
Que frase incentivadora do apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”. 2Tm 4.7. Isso demonstra a motivação verdadeira, o entusiasmo verdadeiro, postos em coisas permanentes. Essa frase nos sugere que o seu entusiasmo esteve presente nas suas lutas, no seu progresso, na sua visão de Reino de Deus, na sua maneira de crer e agir durante toda a sua vida de servo do Senhor Jesus Cristo.

Onde reside o seu entusiasmo? Em quais coisas seu entusiasmo está firmado? Para que coisas seu entusiasmo está direcionado e governado? Seu entusiasmo é mantido e alimentado pelas conjunturas e fatores eventuais desta vida? Seu entusiasmo é capaz de lhe mover a enfrentar os desafios e permanecer firme custe o que lhe custar? Seu entusiasmo é capaz de lhe manter determinado na sua visão de cumprir os propósitos do Evangelho da graça de Deus?

Mantenha a sua esperança com entusiasmo! Realize as tarefas de seu ministério com entusiasmo! Enfrente os embates da vida com entusiasmo! Olhe para o passado com entusiasmo nas suas atitudes de gratidão! Olhe para o presente com entusiasmo na sua devoção! Olhe para o futuro com entusiasmo nas suas expectativas e esperança!
PbGS




sábado, 14 de julho de 2012

FÉ: um bem mais precioso.


FÉ: um bem mais precioso.
Guarde a sua fé...
Começo este artigo convidando o caro e generoso leitor a por as vistas com mais carinho e apego ao lindo texto sagrado, escrito pelo Apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” 2Tm 4.7.

E somente objetivando posicionar o assunto, preciso concentrar o foco na última expressão do versículo supracitado: “...guardei a fé.”. A fé é um bem precioso. Tão mais precioso do que o mais puro ouro, e muito mais do que a mais fina prata. Você está guardando, mantendo, a sua fé? Que você tem feito para guardar a sua fé?

A lógica e a razão são dois elementos admiráveis e cativantes. Mas apenas possuem o brilho de enfrentar os combates da vida trafegando dentro dos corredores das possibilidades, das probabilidades e das limitações, e quando findam a carreira se deparam com o esquife, com os limiares do aguilhão da morte e com o esbarro do túmulo. A lógica e a razão rejeitam entrar na galeria  “Aos Hebreus 11”, e se entrassem certamente se perderiam e se chocariam com as admiráveis riquezas de suas vitrines.

A fé, todavia, com sua nobreza, convicção e firmeza singra o combate ultrapassando os horizontes das impossibilidades, dos riscos e do inexplicável. E quase vista como loucura, vence o mundo, prossegue para o alvo, percebe o encerramento da carreira e entrega e abandona o corpo frio ao túmulo. Contudo, atravessa este e permanece enxergando os resultados de que tanto tem esperado.

A fé não encontrou dificuldade alguma para deixar parentelas e ter saído peregrinando na direção de Deus e sob os Seus cuidados. Ela não enxergou dificuldade alguma para ver imponentes muralhas caídas. Ela restaurou o altar e foi respondida com fogo do Céu. Ela obedeceu as ordenanças de Deus e discerniu as conformidades dos decretos humanos para restaurar muros em ruínas e ter reerguido portas do meio em escombros.

A mesma fé que subjugou ursos e leões, venceu o gigante, assumiu o palácio e não perdeu o seu cerne e nem a sua essência. A mesma fé que num dia transformou a água em vinho, curou enfermos e libertou endemoninhados, enfrentou os momentos cruciais do jardim, do julgamento, do flagelo e foi assunta ao Céu. A mesma fé que testificou e fortaleceu vidas, também se aprontou para o desterro e tendo sido ilhada não se omitiu do momento das grandes visões e revelações.  

Não causa nenhuma surpresa o ouvir alguém dizer que estamos vivendo tempos difíceis e dias trabalhosos. Dias da revelação plena e aberta do homem do pecado. Dias de cristos supostos e pressupostos. Dias de esquemas e manobras. Dias do alastramento de iniqüidades, da incredulidade e do conseqüente esfriamento do amor. Dias da ignorância e da insensibilidade imperarem. Dias da intolerância, da insensatez e dos desafinos e desatinos governarem. Enfim, dias que desafiam a fé.

Dias de tanto alguns sóbrios quanto outros imprudentes se permitirem adormecer de lamparina nas mãos debaixo destas altas horas da noite espiritual que assola o mundo, que entra em casas, divide famílias, inverte conceitos e preceitos, inebria musas e vira mesas, quebra princípios e despreza apelos, leva mentes a deitarem-se na lama e degustarem o vômito. Dias que o engano e as ilusões tentam obscurecer e desafiar a fé.

As muitas campanhas a serviço da incredulidade confusamente se acirram e até se chocam entre si mesmas. O volume de labirintos e facetas da incredulidade aumenta e o terreno da confusão e da distração cada vez mais se torna movediço. Enfim, tudo parece dizer que a cada dia precisamos de mais guardar a nossa preciosa fé. A fé insistente, que por vezes possa parecer importunação. Mas, afinal, “quando vier o Filho do Homem, porventura achará essa fé na terra?” Lc 18.8

A cada passo que o tempo avança, o bom combate da fé torna-se renhido e árduo. A cada momento, diante de atos e fatos, o Espírito de Deus está expressamente nos exortando: “Guarde a sua fé”. E como foi com Ló, parece que estamos também ouvindo a mesma voz firme nos recomendando: “Escapa-te por tua vida”. Gn 19.17. Os lampejos dos tempos estão publicando prenúncios de desafios à fé. Mas que nenhum de nós olhe para trás, e que cuidemos e reanimemos outros servos de Deus que conosco estão, a fim de que atravessemos as “campinas” até o Lugar Seguro.

Ainda as palavras inspiradas do Apóstolo Pedro estão nos dizendo em alto e bom som: “Sede sóbrios. Andai em temor. Sede santos”! A graça do Senhor Jesus Cristo concedida aos que nEle crêem há de ser revelada, como diz a Escritura! Provas e sinais disto, temos muitos. Históricos e histórias disto, são confirmados diariamente.    
Os “vãos esplendores terrestres, os passarinhos e as belas flores querem nos encantar”, diz o hino 36, da Harpa Cristã, por Justus H. Nelson. Mas o panorama também parece por outro lado nos dizer que as contingências da noite espiritual trevosa estão tentando desarmar a fé de muitos e ao mesmo tempo buscando neutralizar a fé dos exilados da Linda Pátria. A fé não deve se deixar ser iludida por demonstrações enganosas da mesquinhez e da mediocridade. A fé não deve se deixar ser levada pelas impressões produzidas dos frutos da artificialidade sutil.

Estamos no tempo das maiores e mais esplendorosas impressões e das mais arquitetadas aparências. Impressões, demonstrações e aparências nem sempre declaram um coração movido pela essência da fé. Afinal, artes e cenas possuem a destreza para vestirem as várias roupagens e acessórios da ambigüidade, das ambientações e das conveniências. Estamos no tempo da mentira se tornar em candidato, da vergonha buscar pleitos e da falsidade oferecer apoios. Enfim, estamos no tempo de guardar a nossa fé.

Fé é um assunto altamente espiritual, e não pode ser confundida pela força única e exclusiva de vontades e nem pelos engenhos da intelectualidade. Algumas vezes o querer dispara uma declaração de fé, mas nem todo querer se fundamenta em necessidades ou se apóia na genuína fé. Muitas e na maioria das vezes as vontades e a intelectualidade se colocam a serviço do orgulho individual, da soberba “santa” e da ostentação pessoal.  

Ainda estão as palavras do Apóstolo João veementemente nos recomendando como um reforço fortalecedor: “Olhai por vós mesmos”. 2Jo 8.   
 
Não percamos a fé, porquanto a temos recebido para atravessar os anos vencendo o mundo e subjugando a carne. Aqui vão alguns conselhos úteis para guardar, manter, a nossa fé em Cristo Jesus:

1 - Não se entregue ao ostracismo espiritual e não perca o seu relacionamento individual com Deus e o coletivo com os outros servos do Senhor Jesus de seu círculo de comunhão e relacionamento. O afastamento gradual e a desagregação lenta quase sempre não são percebidos pela mente excessivamente ocupada com as responsabilidades e afazeres naturais da vida secular. Tudo faça para “morar na Casa do Senhor e aprender no Seu santo templo”.
2 - Não se desaponte diante dos problemas humanos que lhe circundam ou que diretamente lhe envolvem. A receita bíblica e eficaz é: “Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé”. Perceba que o verbo olhando do texto sagrado fala de uma ação contínua. Na vida existem muitas experiências de pessoas, contudo há milhares e milhares de testemunhos vivenciais da fé de outras que vivem uma vida devocional sadia e de intimidade com o Senhor Jesus. Nem sempre essas estão na galeria de fama, mas podem servir de referenciais honrados e úteis.

3 - Não coloque peso de autoridade secular sobre a autoridade divina, bíblica. A visão secular tem a sua autoridade reconhecida e respeitada, mas não possui a última palavra sobre as coisas divinas, bíblicas. Os pensamentos céticos aumentam de forma gradual, em progressão lenta, até desaguarem em uma tempestade de conflitos e dúvidas que neutralizam a fé drasticamente.

Temos os deveres de conhecer o nosso tempo e também de examinar tudo, entretanto o que deve ser retido por nós para a nossa edificação é apenas o bem segundo a Palavra de Deus. E há um universo de muitas e diversas coisas na vida que biblicamente são classificadas como bem. Alguns deixam, ou perdem, de usufruir delas em função da ignorância, dos excessos, dos desafinos e dos extremismos. A tolice afoga uns, o preciosismo embriaga outros e o perfeccionismo sufoca muitos.

4 - Não se desanime diante das injustiças e desrespeitos promovidos pelo mundo. A Bíblia diz: “O mundo jaz no maligno”. O verbo “jazer” significa estar enterrado, sepultado, plantado. Portanto, não esperemos somente atos de justiça e de respeito para com a nossa fé. Dispensa-se todo e qualquer comentário a este respeito, visto que sobre isto as Sagradas Escrituras versam com toda propriedade e autoridade.
Todas as pessoas experimentam fases de sofrimentos, frustrações e decepções, todavia o nosso Mestre Amado Jesus Cristo nos ensina e nos conduz. As provações existem para provarem e as correções existem para corrigirem. Afinal, “todas as coisas cooperam juntas para o bem daqueles que amam a Deus”. Rm 8,28. E “as aflições do tempo presente não se comparam com a glória que em nós há de ser revelada”. Rm 8.18.

Diariamente, centenas de pessoas caem em desacertos, sofrem desastres espirituais, entretanto a cada momento milhares de pessoas são encontradas pela fé abraçam-na e logo não permanecem prostradas e se levantam pela fé que recebem do Senhor Jesus Cristo, o Autor e Consumador da nossa fé. A fé que recebemos do Senhor Jesus é um bem mais precioso que temos. 1Pe 1.7.

Por isso, guarde a sua fé sempre. Combata o bom combate pela fé. Siga pela fé a carreira que lhe está proposta.  Mantenha e proteja a sua fé.
PbGS



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

VERDADES SOBRE MUDANÇAS.


ALGUMAS VERDADES SOBRE MUDANÇAS
Aprenda com elas.
Qualquer um de nós já viu um caminhão de mudanças como este. O que não vemos são os itens e detalhes das mudanças transportadas no seu interior. As mudanças falam, e é preciso aprender com elas.

Mudança é um fator cuja força nem sempre é bem compreendida, cujas causas e conseqüências nem sempre são momentâneas ou impetuosas e cujas implicações nem sempre são bem recebidas. Mudanças nem sempre atendem as sugestões das linhas da ética, e nem sempre satisfazem aos ditames de tracejos da formalidade.

Toda mudança real tem motivos e toda mudança verdadeira e sensata possui propósitos. Mudanças sem motivos são mudanças sem propósitos, e mudanças sem propósitos são apenas pretextos e fugas de contextos. Mudança é uma resposta que silencia o conformismo, supera obstáculos, surpreende inimigos e cala interesses e manipulações.

Há mudanças cujas significações excedem o entendimento e cujos silêncios e planos extrapolam as avenidas da mesmice e as estradas da bitola. Mudanças possuem o poder surpreendente de desarticular interesses e de destronar proveitos. As almas dos aproveitadores e dos interesseiros, assim como os caminhos das  invejas e pessimismos se frustram diante dos êxitos e sucessos surgidos de mudanças.   

Mudar é uma iniciativa esperada por muitos, porém buscada e alcançada por poucos. É preciso ter convicção, coragem, persistência, ousadia e determinação para empreender mudanças necessárias. Mudanças são fruto de trabalho próprio e persistente. Mudanças que nada valem a pena, deixam de ser mudanças e se configuram em trocas e similaridades. Somente muda para melhor quem é determinado, e somente alcança mudanças aquele que inteligentemente as busca e persiste em obtê-las, enfrentá-las e realizá-las de forma correta e coerente.

Nem toda mudança é realmente abrupta e nem toda ocorre nas ondas da lentidão. Mudanças responsáveis e bem pensadas independem de pontos-de-vistas e esperas alheias, e são como disparos oportunos e impactantes de ogivas bem elaboradas, sumamente exatas e extraordinariamente eficazes. Mudanças são resultados de aprendizagem, de consciência, de visão e de disciplina. Somente crescem apropriadamente aqueles que aprenderam como mudar e a mudar com sabedoria, segurança e disciplina. 

Muitos não crescem porque também não mudam, visto que crescimento saudável é um fruto nascido no trabalho de mudanças também saudáveis e consistentes. Entre os maiores e terríveis inimigos das mudanças estão a tolice, o medo, a pobreza de lucidez, a arrogância e o conformismo.

Os tolos não se lançam a mudanças porque lhes faltam sabedoria, prudência e sensatez e se permitem ser governados nos corredores da ignorância e influenciados pelas bancadas de opiniões desafinadas com referências e padrões. Os tolos preferem subsistir comendo a sua própria carne do que enfrentar desafios de mudanças.

Os medrosos não ousam a mudanças porque se restringem no pátio que lhes é oferecido a neles se confinarem em mágoas. Faltam-lhes equilíbrio, estabilidade, confiança e sensatez nas passadas que devem pisar. Os medrosos preferem olhar para as nuvens e para o vento do que enxergar futuras colheitas provenientes das sementes em suas mãos que precisam lançar dentro do tempo propício.

Os pobres de lucidez fogem de mudanças porque tropeçam na passarela das escolhas e lhes faltam transparência e sobriedade nas tomadas de decisões. Os pobres de lucidez preferem ser dirigidos e governados pelo exército das lisonjas e pela tropa das generalizações lhes mantendo na cena da obscuridade. 

Os arrogantes detestam e ojerizam mudanças porque lhes faltam humildade e simplicidade suficientemente maduras quando nas grandes salas perante os holofotes e diante de seus pares. Abraçam e afagam somente aqueles que não lhes alertam mudanças que venham lhes afetar e exigir respostas dos seus brios. Arrogantes são como avestruzes - somente baixam a cabeça quando movidos pelos medos maiores de a exporem diante de perigos e ameaças.  

Os conformistas evitam mudanças porque estas lhes causam espantos desde os portões da oferta até o quintal da procura; lhes ocupam com desassossego e lhes  movimentam com inquirições; lhes assediam com inquietudes e lhes parecem ameaças, cobranças e questionamentos. Preferem sucumbir afogados nas banheiras das acusações brutais e serem socorridos pela toalha do ressentimento fosco, frio, incoerente com os tempos e épocas, do que avançarem com firmeza e propriedade no rio caudaloso dos tempos, sem perderem dos princípios e nem se desgovernarem dos propósitos.   
É preciso estar atento aos panoramas e sermos ousados e afinados com as oportunidades promovidas pelas mudanças e para elas. Somente se muda quando é necessário, mas também somente se deve mudar quando útil, proveitoso, adequado, justo, oportuno, inteligente e sábio, for e se faça. Quem não sabe observar e examinar mudanças, também perde a oportunidade e a oferta de em alguma coisa ser aperfeiçoado ou pelo menos ser seguramente competente e conhecedor nos assuntos e temas delas. 

Existem as más e intrigantes mudanças, e há as boas e felizes. Há mudanças que são veículos de pagas e existem mudanças que são objetos de recompensas. Não se deve mudar para embaraços e descomprometimentos, e jamais se precisa se mover, simular, mudar temporariamente para falsear caráter e identidade em nome de mudanças motivadas pelos modismos.

Mudanças inconsistentes deságuam em distúrbios de torrentes, as quais mais cedo ou mais tarde sedimentam em mesmices, assentam em decepções, decantam em frustrações e secam debaixo de fadigas e cansaços, voltando aos velhos e costumeiros leitos palmilhados pelos reclames da inquietude e das insatisfações.

Nem sempre se muda por razões de querer ou de desejos, assim como também não se deve se submeter a mudanças movidas por pensamentos inconsistentes e vontades instáveis e incoerentes. Há mudanças liberais e espontâneas, e existem mudanças obrigatórias e forçadas. Mudar apenas por desejos e influências é um perigo que tem descaracterizado não poucos e desviado a muitos. 

Na Bíblia Sagrada, a vida de alguns homens de Deus nos oferece lições que nos levam a nos questionar e refletir sobre ocasiões e oportunidades propícias para se efetuar mudanças.

Melhor é mudar durante o bom e claro tempo, antes que haja de assalto as mudanças debaixo das trevosas tempestades. O tempo possui as suas estações. E cada uma expressa sua linguagem e seus sinais. Nem sempre o tempo por si somente indica a necessidade de mudanças, contudo favorecem a mudanças. Melhor é aproveitar-se seguro do bom e claro tempo do que esperar o desgoverno e os vexames forçar mudanças impensadas, irrefletidas e sufocantes para atendimento de momentos. 

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina a estabilidade. Para que fechar as vistas e ficar estático diante de instabilidades e sofrer perdas sobre perdas, carece-se de exames e de fundo histórico e de conexão entre gerações. O tempo no qual reina a estabilidade é o tempo de trabalhar mudanças de forma segura e coerente. 

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina pelo menos alguns restos de respeito e resquícios do temor. O respeito mútuo e o temor são dois fatores que conferem lastros de entendimento para decisões sábias e consistentes e frutíferas. Efetuar mudanças em tempo de desrespeito e de falta de temor é uma via de facilitação a prejuízos quase que arrastados por longos anos sob discordâncias e estranhezas. 

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina o reconhecimento pela herança alheia. Não se é recomendável efetuar mudanças se eximindo de diferenciar o valor de uma herança e a importância da integridade de uma vinha coesa para impor o desejo de reduzi-la a canteiros divididos de uma horta. Mudanças devem ser efetuadas reconhecendo o valor da herança recebida, e não desmerecendo ou se desconectando desses valores. 

Para que tentar conjugar mudanças cujo interesse visionário e fissurado objetiva se dar ao luxo e ao prazer de transformar uma frondosa vinha numa horta comum cujos canteiros apenas podem  satisfazer brios isolados e desafinados com os requerimentos da coesão do Reino? Mudanças reais e verdadeiras e coerentes vão muito mais além de desejos visionários destinados a suportes distantes das metas do Reino de Deus.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina o espírito da verdade. Não se deve empreender mudanças se coadunando ou se apoiando no espírito de mentiras e palamentando disfarces oportunistas para as eventualidades. Mudanças devem ser feitas reinando o espírito da verdade. Qualquer mudanças pretexta ou mentirosa mais cedo ou mais tarde resultará em frutos ruins.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina a bênção da provisão. A provisão é um fator de necessidade inegável. E durante o tempo da provisão se pensa e se reflete melhor e com mais segurança. Efetuar mudanças durante tempos de escassez é um risco de cair e sucumbir em desgovernos. A escassez possui o poder e a força de obscurecer a visão, gerar intrigas e desviar pensamentos saudáveis e centrados.

Melhor é mudar durante o tempo fora de descrença, deboches e desdenho. Para que ver o capitão “descrente” ser pisoteado pelos seus patrícios na entrada da sua própria cidade, em razão de seu deboche e desdenho, se era no monte que a nuvem de Deus estava a aparecer? Para que mendigar dentro dos muros da cidade, se fora dela até leprosos são feitos portadores das boas notícias de abundância? Para que perseguir, descrer, debochar e desdenhar da voz de Deus através dos mestres e profetas, se quem responde com fogo do céu é o Senhor Deus?

Melhor é mudar durante o tempo no qual se pode atender à direção da voz de Deus. Para que permanecer em Ur, rodeado nas conformidades de “amigos” caldeus e parentelas, se a Fonte da bênção quer romper as comportas em Canaã, ainda que haja de passar por algumas guerras e conflitos? Afinal atravessar campinas, sofrer alguma perda vultosa, inavaliável e avançar sem olhar para trás é um pré e forte sinal demonstrado da vontade de servindo e agradando a Deus chegar na terra que mana leite e mel.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina a visão de Deus. Para que iria ficar sob servidão a Potifá, sendo levado no tempo pelo calendário aos anos da velhice, se foram o trono e os celeiros do Egito que esperavam receber a bênção de Deus em mudanças reais e maiores, ainda que sobre vacas magras e gordas se tivesse que anunciar? E para que iria ficar sendo um doméstico limitado, e desprezível numa casa de cárcere, se Deus designou e destinou o poder e o prestígio de ministro-administrador auxiliar e co-regente no trono em benefício a abençoar e beneficiar uma ampla nação inteira?

Melhor é mudar durante o tempo no qual se pode abrigar-se e proteger-se. Para que iria ficar e continuar tangendo a harpa no palácio, se a ponta da lança do capitão ungido rei não possuia escrúpulos e nem limites a espetar e atingir quem se configurasse em ameaças aos seus intentos, recalcamentos e sentimentos de inferioridades, e até mesmo o seu status?

Para que ter sentado estático à mesa do rei, vendo-o rodeado de seus comandantes escolhidos, que com mentalidade dividida veladamente aguardavam ver o poder do seu mando real ser retaliado, enfraquecido e declinado, e a disputada da bandeira do reinado, e a expectativa aguerrida sobre a indagação de quem reinaria após seu declínio?   

Melhor é mudar durante o tempo no qual reinam as convicções e o sucesso. Para que ter se estagnado nas contingências afrontosas dos desmandos e desacertos iníquos do rei Manassés, se por outro lado se poderia sob convicções andar nos primeiros caminhos de Davi e obter prosperidade, reconhecimentos e as vitórias de Josafá? Entre aqueles três reis há lições que ensinam a fazer mudanças convictas e de sucesso. Evitar os impulsos arrogantes de Manassés, andar e viver como Davi e trabalhar, lutar e temer como Josafá.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina o respeito a competências e pertinências. Para que se entraria em confrontos e conflitos contra os ímpetos variantes e arrogantes do poderoso Uzias, se era sabido que a competência e a legitimidade no altar não são manipuladas por rei algum e nem profetas, muito menos pertinentes a mentalidades arrogantes hostis exaltadas? Afinal, sacerdotes e profetas possuem os seus respeitados e respectivos lugares! E se lançar contra essa verdade é sinal de vida marcada pela lepra da insanidade. Para se mudar é preciso respeitar competências e pertinências.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina a paz e a oportunidade do comissionamento. Mudanças em tempo de paz percebem melhor as oportunidades do comissionamento. Para que ficar resumidamente confinados e trancados com medos, dentro de muros e portas, se a ordem é ir como testemunhas e com a mensagem atravessando terras de perto e de longe, de aqui e de ali, de cá e de lá e tanto de próximas quanto de distantes, mesmo que haja perseguidor com carta e poder conferidos em suas mãos contra o avanço do Anúncio? Afinal, todo o mundo turbulento, confuso e estressado espera ouvir a mensagem de paz, de saúde e de libertação ouvida nos termos do Reino!

Realmente, é preciso mudar, assim como saber quando e quais mudanças realizar. Com rogo e súplica se carece esquadrinhar quais mudanças exeqüíveis podem com ajuizamento e gradação serem empreendidas.

Agradecemos e louvamos ao Senhor Deus por aqueles que enxergam a necessidade, as ocasiões e as oportunidades de mudanças propícias, necessárias e coerentes. E bem mais que isso, louvamos e exaltamos o Eterno em razão daqueles que de fato empreendem, com verdade conduzem, com sinceridade realizam, mudanças sob senso ordeiro, com senso de responsabilidade, com sobriedade, estabilidade de conhecimentos e convicções e sob as guias da coerência.

Mudanças expressivas e significativas não são para os muitos que sonham e apenas vivem no querer, nem para os poucos que vivendo sonhando podem. Mas para todo aquele que em realidade conjunta quer, pode, sabe e se determina a fazê-las.

É tempo de ouvir a fala das mudanças e aprender com elas.
PbGS



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

GOD IS RED – conheça isso!

 

GOD IS RED

“Deus é Vermelho”

 

Este é o título de um dos livros interessantes do autor Liao Yiwu, um dos autores chineses mais importantes de versões não-autorizadas sobre a vida na China. “God Is Red” é um livro de suas memórias da prisão. Os livros desse apreciado autor, refugiado em outro país, são proibidos na China e circulam como se fossem contrabandos.


O livro “God Is Red” foi editado e publicado pela HarperOne. Ele traz interessantes conteúdos sobre a sincera e persistente adoração realizada por muitos chineses cristãos nas chamadas “igrejas domésticas”, não-autorizadas e fora do controle do Estado chinês. Ler esse livro é como fazer um passeio missionário na China ouvindo pessoalmente chineses cristãos.

"God Is Red" é uma publicação que fala sobre perfis informais de cristãos habitantes nas cidades de Beijing, Chengdu e Dali e em áreas distantes dentro da província de Yunnan. Nele são encontradas algumas descrições dos começos, e termina com a cobertura de uma entrevista com um jovem desocupado.

Os assuntos descrevem os dias dos missionários ocidentais, o advento do comunismo na China e a tolerância ambígua da era pós-Mao Tse-tung. O livro possui, ainda, a transcrição de conversas e vozes dos crentes parecendo estarem vívidas na tradução Wenguang Huang.

Liao é um cronista improvável de cerca de milhões de cristãos da China. Ele está com um pouco mais de 50 anos de idade. Embora sendo cético quanto à viciosa propaganda anti-religiosa comunista, ele também é cético em relação à própria religião. Liao já trabalhou nas ruas como um artista músico de ruas, e em contato com os públicos, ele conheceu as dificuldades das pessoas de camadas inferiores da sociedade.

De algumas dessas, suas histórias atraentes ele contou em um de seus livros escritos sob o título "The Corpse Walker". Também é precisamente deste interesse nas pessoas marginalizadas e de sua firme oposição contra o totalitarismo que o levaram ao tema do cristianismo em solo chinês.

Liao palmilhou cada centímetro do solo de lugares chineses tendo a forte sensação que o chão sob seus pés era vermelho, brilhando sob o frágil sol de inverno, "como se tivesse sido encharcado de sangue".

Enquanto nas suas viagens trilhando em um caminho estreito próximo da montanha no sudoeste da província chinesa de Yunnan, ele anotou essa observação em seu diário investigativo.Os circuitos dos caminhos tortuosos na província de Yunnan são vermelho porque durante muitos anos foram encharcados de sangue”, diz o autor Liao Yiwu.

O ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2010, Liu Xiaobo, declara acerca do livro “God Is Red” de Liao Yiwu: "A cobertura de cristãos feita por Liao permite trazer a verdade a brilhar na escuridão. That's the beauty of his writings.” —Liu Xiaobo, winner of the 2010 Nobel Peace PrizeEssa é a beleza de seus escritos."

Quando o jornalista historiador investigativo Liao Yiwu se deparou pela primeira vez em uma vibrante comunidade cristã na China oficialmente secular, ele sabia pouco sobre o Cristianismo. Na verdade, ele havia sido ensinado que a religião era o mal, e que aqueles que acreditavam nela foram iludidos, cultistas, ou espiões imperialistas.

Mas como um escritor cuja obra foi proibida na China e tem até mesmo o levado à prisão, Liao sentiu uma afinidade com os chineses cristãos em seu compromisso inabalável com a liberdade de expressão e de encontrar significado em uma sociedade tumultuada.

Disposto a deixar seu país e perder a memória do seu passado ou negar seu presente, Liao se estabeleceu para documentar as histórias não contadas de crentes corajosos cujo governo totalitário não poderia quebrar sua fé em Deus.

Liao diz que a viagem despertou nele o seu interesse no cristianismo sobre o qual ele conhecia muito pouco e lhe inspirou a escrever "God Is Red” (“Deus é Vermelho”) num momento em que o Oriente e o Ocidente estão se encontrando e conflitantes em muitas frentes.

Ele também diz que naqueles cantos remotos, descobriu um ponto central, onde o Oriente conheceu Ocidente, e embora tenha havido uma colisão de culturas, existe agora uma nova identidade cristã, que é distintamente chinesa.

Apesar de dizer que não se acha a si mesmo como um cristão, as pesquisas de campo foram muito importantes e promissoras, visto que através delas naqueles lugares distantes ele descobriu esse “ponto central”.

Liao se interessou pelo tema depois de encontros com dois médicos que desistiram de carreiras de sucesso para prosseguirem o trabalho missionário, um nas montanhas, o outro no underground "igrejas domésticas" de Beijing (esta é uma alternativa para as igrejas oficiais controladas pelo Estado).

Na época, para sobreviver, Liao lutou e fugiu dos agentes de segurança que ele havia provocado em razão de seus relatórios sobre o movimento espiritual Falun Gong, e passou a ser visto como um fugitivo, um fora da lei.

No seu encontro com um cristão médico conhecido entre os moradores locais como Dr. Sun, que após sua experiência de conversão, deixou sua posição como o reitor de uma grande escola de medicina, perto de Shanghai, e chegou à zona rural de Yunnan, curando os enfermos e difundindo o Evangelho de Cristo Jesus.

Quando aquele cristão tomou conhecimento de que Liao estava escrevendo um livro sobre o cristianismo, ele prometeu lhe levar para as aldeias montanhosas, onde ele disse que Liao poderia descobrir histórias e testemunhos extraordinárias.

Aquele médico cristão junto a Liao partiu numa jornada de mês de duração que os levou para as montanhas, primeiro de autocarro e, em seguida, em pequenos tratores nos caminhos de montanha perigosa pavimentada com pequenas pedras. Então, se arrastando ao longo de trilhas sinuosas de lama vermelha, chegaram a aglomerados de pequenas aldeias cercadas por altas montanhas, e nelas havia comunidades cristãs vibrantes.

Aqueles lugares lhe lembraram de um velho provérbio chinês: "O céu está elevado acima e o imperador está longe", que refere-se a regiões que são tão distantes e isolados que eles parecem cair fora do alcance dos poderes divino e secular. Liao se perguntava maravilhado naquelas visitas como era possível para o cristianismo, uma fé estrangeira, encontrar o seu caminho e crescer em tais locais isolados, onde a vasta modernização que estava varrendo outras partes da China ainda não tinha chegado.

O Evangelho de Cristo chegou a camponeses que ainda ganhavam a vida pobre arando pequenas parcelas de terra em terraços com enxadas e pás. Naqueles lugares, a televisão ainda era um luxo, e muitos nunca tinham ouvido falar de geladeiras, para não mencionar os computadores ou a internet.

Por aquelas bandas a assistência médica era quase inexistente - por exemplo, quando um dos moradores ficava doente, levava os outros de algumas horas para levá-lo ao hospital mais próximo. Por vezes, alguns naquele caminho da estrada esburacada, expiravam. O serviço médico itinerário do cristão Dr. Sun era a única esperança para os habitantes daquelas aldeias remotas da China.

Nos dias subseqüentes depois que Liao começou a falar com alguns dos aldeões, suas suposições iniciais mudaram gradualmente. Liao conta que em uma aldeia habitada por pessoas da etnia chinesa Yi, os moradores levaram-lhe para a cabana barrenta do Yingrong Zhang, um ancião da igreja de mais de 80 anos de idade, cuja pacífica e benevolente aparência lhe fez pensar em seu falecido pai. Zhang falou com carinho sobre a Londres baseado em “Missões no Interior da China” a qual que tinha enviado o seu primeiro grupo de missionários para Shanghai a mais de 150 anos atrás.

Em vista da falta do transporte moderno, esses estrangeiros, com "cabelo louro e nariz grande", montaram em burros, viajando por muitos dias para chegarem às aldeias Yi, bem a tempo de salvarem o povo da montanha sofrido a partir de uma epidemia devastadora bubônica, usando a medicina ocidental e seu conhecimento de práticas de higiene moderna. Eles também trouxeram com eles cópias do "Shengjing" - a Bíblia Sagrada -, em suas traduções inexatas em mandarim putong-hua.

A Palavra de Deus, disse o ancião Zhang, gradualmente penetrou toda a região, ganhando os corações e mentes dos moradores que por gerações haviam encontrado consolo no canto dos líderes xamãs locais e da adoração de deuses pagãos. Liao também diz que outro líder cristão, o reverendo Wang, que viveu em uma aldeia através de um rio, lhe contou uma história semelhante sobre os missionários de olhos azuis que salvaram vidas e espalharam a palavra do Evangelho.

Em resultado do progresso das entrevistas, Liao diz ter encontrado um padrão - moradores herdaram a fé cristã de seus pais e avós que tinham sido beneficiados dos ensinamentos de certos missionários cristãos estrangeiros -. Aqueles moradores não sabiam quais eram as nações daqueles missionários. Para eles, isso era sem importância.

Através dos esforços daqueles missionários estrangeiros, que tinha encontrado um terreno fértil para plantar as sementes da fé, o cristianismo tinha raízes mais cedo do que tinha em outras partes da China. Três ou quatro gerações mais tarde, o cristianismo era parte do patrimônio de cada família e parte integrante da história local.

O caminho do cristianismo também foi cheio de lutas e sangue. Um daqueles cristãos locais disse que “às vezes, forças demoníacas, e por muitas vezes seguiam os passos do Senhor Deus para tentarem desfazer o Seu trabalho", referindo-se ao período sob a força da ideologia comunista forçada que colidiu violentamente com a fé cristã.

Liao conta ainda que um pregador chinês nativo, Wang Zhiming, liderou o movimento cristão nas aldeias étnicas Miao depois que os missionários ocidentais tinham recuado da China.

Liao é um historiador investigativo oral, e suas atividades incluem a de rastrear assuntos, de maneira evasiva e fazendo repetidas viagens para concluir conversas interrompidas. Como um estranho entre os fiéis, ele é um observador inabalável do sofrimento humano e das deficiências, inclusive de si próprio.

Em sua cidade natal Chengdu, ele reencontra com um velho amigo, um poeta que rejeitou seus pais comunistas para tornar-se desgostoso com o círculo de arte de vanguarda na qual tinha entrado. Liao lembra que numa manhã de domingo viajou junto com um conjunto, e conta que não esquece aquilo. Sem esquecer, e atraído, ele descreveu a beleza dos hinos, ali ele os ouviu numa manhã de domingo, e tornou-se como um cristão e, posteriormente, passou sete meses de prisão evangelizando.

Mesmo que muitos dos assuntos de Liao afirmem ter nenhum interesse na política, a questão da mudança política na China é o subtexto de seu livro "God Is Red". Eles não se vêem como anti-governo, ainda que as autoridades assim os vejam. Para alguns, a perseguição leva a busca ainda mais teimosa de fé em face da repressão hostilizadora.

Durante a revolução cultural chinesa, quando o partido negou-lhes o direito de orar - ele atuou corajosamente em desafio -. Como já esperado, ele foi preso enquanto liderava uma reunião de oração dentro de uma caverna da montanha, e foi brutalmente executado após uma assembléia de condenação pública. Sua língua foi cortada da sua boca e seu corpo em pedaços foi queimado. Mas tudo aquilo somente fazia cada dia mais o Evangelho de Cristo e o Seu poder tomar raízes profundas nas experiências das muitas pessoas.

Na era de Mao, os cristãos locais não foram autorizados a orar e ir à igreja, e foram forçados a aceitarem a ideologia comunista. Eles concordaram, mas apenas poucos denunciaram abertamente sua fé. Alguns cristãos corajosos se reuniram secretamente para os serviços de culto e orações.

Como resultado, o cristianismo sobreviveu, e alguns anos após a morte de Mao Tse-tung, ele voltou com toda a sua força fundamentada na verdade e no cumprimento da Palavra de Deus. Vilas após vilas tornaram-se territórios cristãos.

Liao conta que depois da morte de Mao, em 1976, a situação para os cristãos chineses aliviou um pouco. Eventualmente isso tornou-se, pelo menos, possível encontrar um equilíbrio entre a observância da fé e a conformidade com as regras do partido. Ainda assim, nem sempre é clara onde as linhas vermelhas estão.

Eles dizem que são assediados o tempo todo e há momentos que as coisas ficam muito estreitas a ponto de ficarem muito tensos na ocasião de acontecimentos políticos importantes ou de visitas de líderes estrangeiros. Esta acomodação desconfortável representaria o futuro?

Autor dissidente chinês, Liao Yiwu uma vez elogiou, mais tarde preso, e agora célebre autor de “The Corpse Walker”, no qual mostra perfis históricos da vida extraordinária de dezenas de cristãos chineses, oferecendo um raro vislumbre do mundo subterrâneo de crescente convicção de que está tomando conta dentro do oficialmente Estado ateu da China comunista.

Apesar de não ser cristão para si mesmo, Liao é um escritor brilhante sobre o cristianismo e suas missões na China, pois oferece uma perspectiva exclusivamente objetiva e perspicaz sobre a posição que os cristãos ocupam na China continental. Quem ler o livro "The Lost History of Christianity” (“A História Perdida do Cristianismo”, de Philip Jenkins, assim como o “Country Driving” do autor Peter Hessler, não vai querer perder de conhecer o conteúdo de “God Is Red” de Liao Yiwu.

Liao diz que enquanto os cristãos nas principais cidades da China são muito divididos sobre igrejas sancionadas pelo governo, os moradores daqueles lugares remotos não são tão políticos. Eles freqüentam os serviços de cultos e orações aos domingos em igrejas apoiadas pelo governo, mas também participam de serviços realizados pelos pastores de famílias.

Na China é muito comum ver famílias exibirem ao lado do retrato do presidente Mao o do Senhor Jesus em suas paredes da sala, demonstrando o respeito ao Estado e ao mesmo tempo a afirmação de sua fé depositada em Cristo Jesus.

Liao diz que vive também pesquisando nas cidades, onde o cristianismo também nelas floresceu na era pós-Mao, mas com sua identidade estrangeira distinta. Muitos novos convertidos, que são educados e bem sustentados por profissionais ou aposentados de boas condições sociais e financeiras estabilizadas que têm abraçado o cristianismo à maneira com que fazem com a Coca-Cola ou a Volkswagen - acreditando que uma fé estrangeira tem melhor qualidade, como os produtos fabricados no estrangeiro -.

Nas aldeias Yi, o cristianismo é agora tão nativo como o qiaoba, um bolo de trigo especial Yi.

"God Is Red" é concluido com o registro de uma conversa entre Liao e um cidadão chamado Ho Lu, um ex-desocupado, cuja visão do cristianismo é distorcida em face de sua rejeição pessoal às tendências ocidentais. A geração da China pós-Tiananmen (evento de cunho político ocorrido na Pça. da Paz Celestial) é freqüentemente como apolítica ou agregada pelo capitalismo autoritário do partido.

O conteúdo do livro escrito pelo jornalista hostoriador investigativo oral Liao Yiwu, por concentrar seu foco diretamente sobre o cristianismo, é diferente da visão do escritor Vine Deloria, Jr., que escreveu um livro também de mesmo título, publicado pela primeira vez em 1972. O livro de mesmo título, do autor Vine Deloria, Jr., está comemorando três décadas de publicação com uma edição comemorativa especial de seu 30º aniversário, todavia continua a ser o trabalho seminal sobre visões nativas religiosas, levantando novas questões sobre a espécie humana e seu destino final.

Nota-se que o trabalho de Vine Deloria Jr é visto como um “clássico” que parece pretender inculcar no seu leitor que o homem seria “parte da natureza, e não uma espécie transcendente sem responsabilidades para com o mundo natural." Uma visão mista de espiritualidade e ecologia. Parece que no seu livro, Vine Deloria Jr. quer lançar sua voz dizendo-nos que a vida religiosa é independente do cristianismo e que reverencia a interligação de todas as coisas vivas. Um teor completamente oposto ao de Liao Yiwu.

Trago, assim, especialmente aos leitores de língua portuguesa, a tradução e adaptação dos textos escritos em língua inglesa sobre essa tão importante e interessante publicação “God Is Red”, do autor chinês Liao Yiwu, que apesar de não se declarar cristão, traz uma grande contribuição literária viva ao conhecimento geral de todo aquele que ama a história das Missões. 
VALORIZE A SUA FÉ EM CRISTO !
PbGS


FONTES:
1)   Por Ellen Bork, Ilustre Diretora da Democracia e dos Direitos Humanos na Iniciativa Política Externa. Reprints Dow Jones & Company Inc. Djreprints.com (em inglês)
2)   HarperCollins Publishers. Harpercollins.com (em inglês)
3)   Huffingtonpost. The Internet Newspaper Huff Post RELIGIONS. Huffingtonpost.com (em inglês)