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segunda-feira, 25 de março de 2013
ENTUSIASMO: UMA BÊNÇÃO.
Uma bênção chamada entusiasmo.
Fator motivacional verdadeiro.
Entusiasmo é uma das palavras que jubilosamente contagiam a
nossa visão. Tão necessária quanto também tão importante e significativa é. Não
se pode confundir entusiasmo com outras atitudes de alegrias comuns e eventuais
da vida. O entusiasmo não nos deixa abater e inspira confiança e coragem aos
demais que estão ao nosso redor. Entusiasmo é uma palavra que faz parte do
vocabulário dos vencedores.
A palavra entusiasmo vem recebendo novos entendimentos a cada
tempo. Nos melhores dicionários encontramos alguns significados modernos para a
palavra entusiasmo. Neles o entusiasmo quer dizer de um estado de grande
euforia e alegria refletindo como efeito a coragem e a disposição para
enfrentar dificuldades e desafios. Entusiasmo é um ardor veemente que impele
uma pessoa a fazer algo.
Entusiasmo tem origem na palavra grega entheos, e quer dizer literalmente
'em Deus'. Seu significado original a princípio era o de estar inspirado pela
presença de Deus. Hoje, se entende que entusiasmo aponta para um estado de
grande alegria, de euforia, que leva uma pessoa à coragem para fazer ou
enfrentar alguma coisa. A palavra enthousiasmós quer literalmente dizer “ter Deus dentro de nós”.
Uma pessoa estusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e
desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos que estão consigo.
O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista.
Os estudiosos do comportamento humano afirmam
que existem dois tipos de entusiasmo: o que é gerado dentro da pessoa, que se
levanta dentro de si; e o que depende do ambiente externo, de fatores externos,
para ser motivado.
Nosso verdadeiro e maior entusiasmo não depende
de fatores externos. Nosso real entusiasmo reside dentro de nós. É o de
servirmos ao Mestre, segui-lO e esperá-lo vir nos buscar ou irmos a qualquer
momento ao Seu encontro. Se pormos nosso entusiasmo nas coisas desta Terra,
certamente quando elas fenecerem, também nosso entusiasmo juntamente com elas se extinguirá.
Nosso entusiasmo está dentro de nós e aponta
para as coisas do Céu. Nosso entusiasmo é inspirado e movido pelo Espírito de
Deus, é Deus dentro de nós. Ainda que ambientes passem uma influenciação de
desânimo e apataia, e os fatores externos possam nos clamar por ações de
respostas, nosso enfrentamento é com entusiasmo. A última demonstração de
entusiasmo de um servo de Deus está no momento de deixar o seu fardo, de
atravessar o rio e chegar na eternidade com o Senhor.
No nosso coração o entusiasmo está ligado à
nossa fé, à nossa confiança e à nossa consciência. Assim, o nosso entusiasmo
transcende as possibilidades do mundo material e avança para vitórias nos garantidas
pelo Senhor Jesus Cristo.
Não permitamos que nosso entusiasmo se apóie prioritariamente
nas coisas visíveis e temporais. Elas passam, e com elas se vão quem sobre elas
depositou cegamente a sua confiança e nelas investiu a sua fé. Avancemos a cada
dia com entusiasmo.
Que frase incentivadora do apóstolo Paulo: “Combati
o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”. 2Tm 4.7. Isso demonstra a
motivação verdadeira, o entusiasmo verdadeiro, postos em coisas permanentes.
Essa frase nos sugere que o seu entusiasmo esteve presente nas suas lutas, no
seu progresso, na sua visão de Reino de Deus, na sua maneira de crer e agir durante
toda a sua vida de servo do Senhor Jesus Cristo.
Onde reside o seu entusiasmo? Em quais coisas
seu entusiasmo está firmado? Para que coisas seu entusiasmo está direcionado e
governado? Seu entusiasmo é mantido e alimentado pelas conjunturas e fatores
eventuais desta vida? Seu entusiasmo é capaz de lhe mover a enfrentar os
desafios e permanecer firme custe o que lhe custar? Seu entusiasmo é capaz de
lhe manter determinado na sua visão de cumprir os propósitos do Evangelho da
graça de Deus?
Mantenha a sua esperança com entusiasmo!
Realize as tarefas de seu ministério com entusiasmo! Enfrente os embates da
vida com entusiasmo! Olhe para o passado com entusiasmo nas suas atitudes de gratidão!
Olhe para o presente com entusiasmo na sua devoção! Olhe para o futuro com
entusiasmo nas suas expectativas e esperança!
PbGS
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sábado, 6 de outubro de 2012
ASSIM COMO O RECEBESTE...
Continue vivendo em Cristo
Eis um grande desafio... Cl 2.6
O lindo e rico texto de
Colossenses 2.6 é por demais
precioso e admirável. Sobremaneira inspirado pelo Espírito de Deus, o apóstolo
Paulo escreveu com tamanha riqueza e profundidade a Carta aos Colossenses. E
esse versículo revela o segredo do sucesso contido num principio elementar da
fé cristã: continuar vivendo em Cristo, palmilhando nos princípios aprendidos nas
Escrituras Sagradas.
Epafras, um cristão
convertido, havia levado as boas novas do Evangelho para a cidade de Colossos.
E mais tarde, uma visita de Epafras ao apóstolo, quando este esteve em Roma,
foi uma ocasião precursora da referida Carta.
O versículo em pauta
diz: “Portanto, assim como vocês
receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele”. Cl 2.6. (NVI)
Começar bem e
continuar assim como começou é um enorme desafio para não poucos crentes em
Cristo nos dias hodiernos. E não obstante, para uma numerosa multidão de
pessoas a mesma coisa lhes acontece em relação a tantas áreas da vida. Os
caminhos da vida humana possuem os seus percalços, seus pontos de solicitudes,
desencontros, desgastes e provações. Afinal, há de se refinar o ouro e há de que
seja purificada a prata, a fim de que estes alcancem a consistência e o brilho concedidos
pelo Céu.
Mudanças ocorrem, e
muitas se fazem necessário acontecerem. Não se pode ganhar todas as coisas sem
perder algumas outras que não se carece ter, e ficar estagnado no tempo é um
sinal de ignorância e desalinho para com o curso da vida. Mas felizes são os
que sabem guardar os princípios recebidos durante esse movimento da existência.
E o grande e real desafio consiste em continuar e permanecer com o cerne e a
seiva conservados assim como se começou. Os vendavais e as tempestades da vida
sempre hão de bater forte contra a estrutura da construção.
Nessa Carta, o
apóstolo Paulo faz as suas preliminares como lhe é de praxe. Depois apresenta
os seus agradecimentos; segue falando da supremacia do Senhor Jesus Cristo;
continua fazendo uma breve exposição sobre o seu intenso trabalho pela igreja
militante; e chega a esse versículo com uma partícula conclusiva precedendo o
rico aconselhamento espiritual e experiente numa curta expressão aos crentes
colossenses, cuja tônica recai fortemente na ligação comparativa “...assim como...”.
Aqueles crentes
colossenses receberam a Cristo Jesus como o Senhor. Todavia, assim como
cotidianamente batem às nossas portas, também naqueles dias chegou o tempo das das
heresias e das filosofias sutis e suas misturas haverem assediado e fustigado
as deles. E aquele Jesus Cristo que receberam e dele provaram, já estava por
pouco não sendo visto e distinguido como O receberam quando pelas Escrituras
lhes foi ensinado.
Um dos mais crassos
erros que se comete, é trocar o certo, real e verdadeiro pelo duvidoso,
ilusório e mentiroso. O Senhor Jesus Cristo é a verdade e essência centrais das
Escrituras Sagradas e o Homem central de todo o universo. E tentar retirá-lo do
centro seria retirar todas as coisas dos seus lugares e ao mesmo tempo
desconhecer as linhas das extremidades.
Hoje, no pleno século
das luzes, ainda rondam às portas da fé, e batem forte contra ela, as mesmas
influências e os velhos confrontos tentando impedir que nossas raízes se
aprofundem em Cristo, que não extraiamos dEle a nutrição, que não cresçamos nEle, que não nos tornemos
fortes e vigorosos na fé e que não venhamos a experimentar uma vida de alegria
e gratidão por meio de Cristo Jesus.
Apesar das velhas
idéias e filosofias terem o mesmo miolo, e serem as mesmas as astuciosas
diligências, suas roupagens foram trocadas e ataviadas com idéias e pensamentos
sedutores, cujo fim deságua em estragar a fé e a alegria recebidas através do
Senhor Jesus Cristo.
Idéias e pensamentos
cujas cores ao passar dos anos assumiram variados brilhos, evoluíram em degrades,
acenderam cintilações e engenharam matizações. As sutilezas da polidez
pretensiosa, somadas aos ingredientes das receitas do inferno e das hostes de demônios
buscam iludir, arrebanhar e manter cativos as mentes oscilantes e fazer
tropegar os passos coxeantes.
A expressão “assim
como”, contida no texto de Colossenses 2.6, não significa dizer retrocesso,
estagnações. Contudo aponta para uma vida equilibrada, coerente e sustentada
efetivamente sobre os lastros dos princípios da Palavra de Deus em relação ao
Senhor Jesus. Uma vez conhecido o Senhor Jesus Cristo, e provado das excelências
do Seu precioso nome, continuemos vitalmente apreciando o Mestre e Seus
ensinamentos, continuemos nos ocupando, progredindo, crescendo e avançando
dentro de Sua vontade.
Assim como recebemos
Cristo Jesus, o Senhor, continuemos a viver nEle. Vivamos alegres e agradecidos
nEle. “O Senhor é bom, uma fortaleza no
dia da angústia, e conhece os que nEle confiam”. Na 1.7.
Viver diferente, ou
não continuar a viver em Cristo como O recebeu, seria tamanha imprudência, seria
expurgar os marcos antigos e substanciais das doutrinas de Cristo. Se por um
lado, não avançar e progredir no tempo é terrível sinal de ignorância e tolice,
por outro no mínimo é correr os mesmos riscos de apostasia, ou de soçobrar em
naufrágio na fé.
Quem continua vivendo
em Cristo, assim como O recebeu, demonstra estar vivendo enraizado, edificado e
firmado na fé nEle. Não venhamos a ceder nossas convicções para que as malhas sincretistas
das artimanhas de satanás viessem a encontrar lugar de roubar a preciosa
semente do Evangelho lançada nos bons e sinceros corações.
Continuar a viver em
Cristo Jesus, o Senhor, assim como O recebeu, é ter fortalecidas as convicções
e a esperança no porvir, é uma experiência ímpar e singular que o mundo jamais
irá tê-la. (Jo 14.1-4)
Portanto, avancemos na
grande obra, progridamos no Reino de Deus, sejamos bem sucedidos e
transbordantes de gratidão, continuando a viver em Cristo Jesus, o Senhor,
assim como O recebemos.
DEUS SEJA LOUVADO!
PbGS
terça-feira, 6 de março de 2012
EU, PORÉM, PERSEVEREI...
EU, PORÉM, PERSEVEREI...
Calebe: Js 14.6-14
Dentre as muitas coisas que nos incentivam, nos animam, nos estimulam e nos elevam, estão a capacidade de resistência e a de constância, aliadas às virtudes de confiar e de esperar, que uma pessoa possui e sustenta por toda a sua vida perseverando em seguir o Senhor Deus.
Muito provavelmente o número de pessoas assim não é tão expressivo quanto o universo de perseverantes nominais existente. E tudo tem nos mostrado que na medida em que o tempo avança, essas capacidades vão cada vez mais sendo postas à prova por diferentes e vários elementos provadores.
A vida de Calebe possuía essas capacidades e virtudes e por elas e com elas se manteve em perseverar seguindo o Senhor Deus. A vida de Calebe não foi uma vida de contingências convenientes e vantajosas, nem de ações preciosistas, ou ainda uma teimosia oportunista. Muito menos de realizações fantasiosas. É extremamente fortalecedor e edificante refletir no histórico curricular de uma pessoa com mais de oito décadas, sintetizado na declaração: “Eu, porém, perseverei em seguir o Senhor, meu Deus”.
Euforia situacional e teimosia contumaz jamais poderiam conferir lastros para uma tão forte e tamanha declaração, visto que elas nunca foram sinais de persistência e marcas de constância na vida daquele que persevera em seguir o Senhor. A vida de uma pessoa que persevera em seguir o Senhor Deus possui os dias de oásis e os dias de deserto, os dias férteis e os dias áridos.
O que leva uma pessoa a suster-se consistentemente e perseverar coerentemente durante eles não é uma arte de representações. Porém o resultado da prática de lições aprendidas das experiências passadas com outros e vividas com Deus. Representações artificiosas são embustes artísticos e ilusões inconsistentes e incapazes de conferirem solidez ou oferecerem estrutura para sobrevivência nos dias de tempestades e nos eventuais calores da caminhada.
O tempo e as circunstâncias são efetivamente elementos provadores, reveladores e declarantes de tudo que uma pessoa é e realiza. Os anos passam e as situações acontecem. Com Calebe não foi diferente. Toda pessoa que determinadamente persevera em seguir ao Senhor deve estar consciente e lúcida de que mais cedo ou mais tarde será alvo desses elementos de provação.
E quase sempre o alinhamento dessas situações, como que perfazendo um conjunto de experiências, não é propriamente percebido. Com isto, cada conteúdo vai sendo trazido a exame e apreciação. Felizes são os que aprendem a contar os seus dias, visto que alcançará coração sábio. A consolidação de cada um conteúdo sempre vem após a soma entre as assimilações dos dias de oásis e as dos dias de desertos.
Com o passar dos anos, sempre algum dia chega o momento de fazer a contabilidade dos fatos ocorridos, executar o exame sobre as coisas realizadas, evocar à lembrança as coisas vividas e com equilíbrio expô-las e com presteza apreciá-las. Com Calebe foi assim. Não se trata simplesmente de voltar ao passado para invocar sofrimentos, vergonhas aflitivas e lamúrias externadas por ele, mas sim de perceber a glória e a grandeza da bagagem adquirida em todas as experiências boas e aparentemente ruins vividas nele.
Uma pessoa que persevera em seguir o Senhor Deus de fato e em verdade possui razões para perceber a sua grandeza quando observa o somatório total de todas as partes de sua bagagem real adquirida com experiências obtidas ao longo dos anos e como se manteve durante eles.
Quem vive de eventualidades, de experiências fantasiosas e mistas de representações fugazes e inconsistentes jamais teria palavras verossimilhantes às de Calebe quando este aos oitenta e cinco anos passados em travessias impressas de lutas, combates e vitórias. Possivelmente teria apenas uma bagagem mista de surrealismo e pouco capaz de suportar os caminhos da perseverança em seguir o Senhor Deus.
Uma pessoa que persevera em seguir o Senhor Deus de fato e em verdade, possui razões para perceber a sua glória quando olha para a imensidão real de todas as coisas que lhe esperam nos anos que estão por vir estando em pé e debaixo da promessa pela graça do Senhor Deus.
Na vida de quem de fato e em verdade persevera em seguir o Senhor Deus não há espaço misto de artes e representações artisticamente elaboradas. Existe, entretanto, uma escalada de montes e vales, própria e contribuinte para formar e disciplinar caráter, para construir valores, moldar interior e aperfeiçoar dons e virtudes na vida com Deus.
Na terra dos viventes, um histórico de vida com Deus jamais foi fácil de ser construído, e um legado de experiências nunca será fácil de ser mostrado na sua íntegra. O mais importante, corajoso e edificante não é dizer que nunca errou. Mas, sim, declarar que possui tanto as experiências de erros ocorridos como as de acertos obtidos, e no saldo lucrou superávits em sucessos reais e vitórias consistentes.
Uma vida como a de Calebe, perseverante em seguir o Senhor Deus, é uma vida possuidora de fé, coragem e força invencíveis – elementos básicos residentes num coração que olha por fé e almeja com confiança a entrada na Canaã celestial -.
Incontestavelmente, uma vida que persevera em seguir o Senhor Deus, sobrevive a vários anos de combate em diferentes teatros de operações. Uma vida que persevera em seguir o Senhor é uma vida útil e prestadora de serviços relevantes ao seu povo. Desprezar os alicerces e a construção de Calebe seria menosprezar e desconhecer o significado do senso de utilidade.
Na terra nunca existiu e não haverá um Calebe perfeito, apesar de todos os seus valores, virtudes, vitórias e heroísmo. Apesar de toda a sua coragem, demonstração de obediência e serviço, zelo e ousadia, Calebe não foi achado e nem mencionado a ser o líder supremo de um povo.
Apesar de toda sua capacidade de resistência, confiança e esperança haverem recebido os honrados e devidos reconhecimentos, não foram o indicador suficiente para que ele fosse indicado por Deus ou aclamado pelo povo para assumir o comando e liderança de Seu povo. Calebe não comandou o povo de Israel, mas liderou os filhos de Judá e recebeu Hebrom e depois conquistou Quiriate-Sefer.
Isso nos leva a refletir sobre a distinta visão de Deus para com cada um que persevera em seguir o Senhor. Ninguém que persevera em seguir o Senhor ficará sem uma bênção ou alheio à herança prometida pelo Senhor. No mundo passam milhões de realistas sem fé, todavia os que deixam profundas marcas nele são os milhares que enxergam a vida com os mesmos atributos pessoais de Calebe.
Passaram-se quarenta e cinco anos depois que Calebe havia prestado relevantes serviços ao seu povo na condição de servo como espia, e o real e verdadeiro histórico curricular do Calebe perseverante em seguir o Senhor Deus continuava sendo invejável e distinguível.
Se olhar para as páginas da Bíblia Sagrada, referindo-se a Calebe, sem fazer as devidas reflexões, seria uma perda de grande oportunidade em apreciar lições extraordinárias e servíveis a equipar e adestrar todo aquele que persevera em seguir o Senhor Deus e assim almeja alcançar entrada na Canaã celestial.
Quarenta e cinco anos se passaram, e então aos oitenta e cinco de idade, Calebe se dirige a Josué, seu ex-colega de peleja, mas que agora o seu então comandante superior e líder supremo de seu povo para respeitosamente e com propriedade e lucidez trazer à luz a memória de seu histórico vivido e de promessas lhe feita ainda quando estava nos meados de sua idade, no calor e no suor das pelejas. Quem persevera em seguir o Senhor Deus jamais esquece as promessas individualmente diretas feitas a si.
A iniciativa de Calebe não foi fruto de impetuosidade imprudente, oportunista e interesseira. Aos oitenta e cinco anos de idade, Calebe olha para o seu histórico e panorama passados e com lucidez também enxerga o seu legado e colheita futura. Quando se entrega todos os anos de vida perseverando em seguir ao Senhor, chega o momento de rever o histórico para possuir um fim melhor do que o começo.
Quando se entrega todos os anos de vida perseverando em seguir ao Senhor, chega o momento de fazer com que todas as missões e pelejas realizadas no Senhor sejam feitas objetos de lembranças, estímulos e encorajamentos a outros. Quem não valoriza e aprender as experiências dos antigos, jamais estará apto a apreciar e ensinar os mais novos.
Quando se entrega todos os anos de vida perseverando em seguir ao Senhor, chega o momento de reconhecer que é o Senhor quem conserva a vida até o momento de alcançar o que se é para ser alcançado em vida. Um fim honrado coroa um começo árduo.
Passados quarenta e cinco anos depois da promessa, e aos oitenta e cinco de idade, Calebe mostra a sua idade e a força física que ainda possuía para realizar conquistas. Quem persevera em seguir o Senhor, confia para receber milagres, e também se prepara para o privilégio de continuar lutando.
“E Josué abençoou e deu a Calebe, filho de Jefoné, Hebrom em herança”. Js 14.13. Hebrom foi de Calebe, em herança, visto que perseverou em seguir o Senhor Deus.
Perseverar significa persistir, insistir, conservar-se firme, permanecer constante. Josué figura o Senhor Jesus, o General Conquistador que nos abençoa com as coisas que legitimamente conquistou. Calebe simboliza cada um de nós que se mantém perseverante em seguir o Senhor.
Na mesma postura, capacidade, visão e virtudes de Calebe em suas conquistas, empreguemos as nossas, e experimentamos as mesmas aflições suportadas pelo Senhor Jesus nas lutas da caminhada. Josué ouviu o testemunho de Calebe e a reivindicação da promessa feita a este. O Senhor Jesus ouve as nossas exposições, conhece os nossos históricos curriculares de experiências e nos abençoa com Hebrom e nos tem feito co-herdeiros da Canaã Celestial. Anos depois, Calebe presenteou a terra de Hebrom aos levitas. Com a bênção recebida abençoou aos que serviam exclusivamente no santuário.
Perseverar em seguir o Senhor é possuir uma vida marcada por fidelidade e constância, independente de elementos estranhos à visão e ao coração daquele que nisso persevera conforme a Palavra de Deus e a fim de agradá-LO.
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
NEM PRATA E NEM OURO.
NEM PRATA E NEM OURO.
Quando não se possuía ambos...
“Não possuo nem prata e nem ouro, mas o que tenho, isso eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” At 3.6
Séculos se passaram, e essas memoráveis palavras dirigidas pelo apóstolo Pedro a um coxo que jazia na porta do templo, chamada Formosa, ainda retinem nos ouvidos e afogueiam os corações dos inúmeros e verdadeiros discípulos do Mestre Amado. Ainda influenciam e poderosamente motivam sinceros e verdadeiros servos de Deus, cidadãos do verdadeiro Reino.
Os anos se foram, e o texto bíblico cuja passagem encontra-se a expressão acima tem sobremaneira servido aos milhares e milhares de pregadores. O lindo e rico texto de At 3.4-6 revela, além do contentamento num coração firme e convicto, também a propriedade, a confiança e a dignidade ousada em realizar as mesmas obras que fizera o Mestre.
As épocas transcorreram, e com elas a visão das coisas espirituais ensinadas pelo Mestre também foi por muitos sendo lentamente deixada de lado. Expressões vivas como as do texto em pauta foram substituídas em muitos lábios. Alguns números lamentavelmente jogaram a visão das coisas espirituais literalmente fora das prioridades e das práticas aprendidas com o Mestre.
Os tempos avançaram, e com o passar das gerações, algumas sensibilidades foram sendo enfraquecidas. A obscuridade e o entenebrecimento passaram a rondar muitos corações. Mentalidades estranhas ao Espírito do Novo Testamento e linhas das filosofias humanas assumiram vultos.
Gentes temidas e dominadoras em busca da prata e do ouro perderam os trilhos e dispuseram em prateleiras rentáveis negócios imobiliários com a venda de supostos loteamentos no céu. A ignorância para com as Escrituras liderou muitos a comprarem o perdão e as indulgências.
A prata recebeu o primado e ao ouro foi cedida a primazia. A prata comprou boas posições e o ouro enobreceu status. A prata ditou rumos às prioridades e o ouro endeusou personalidades. A prata e o ouro aos poucos foram assediando corações e assumindo tronos entre os homens.
Com a nova visão sobre a prata e focada sobre o ouro, muitas mentes passaram a falsamente acreditar no ganho de satisfação para todas as suas necessidades. A visualização de vantagens engenhou objetivos particulares que conjugassem com os propósitos eclesiásticos.
Com a corrida acirrada em busca da prata e na luta pelo ouro, muitas coisas passaram a encher os olhos de muita gente expressiva. A força da prata influenciou as arenas, e o imperialismo do ouro veio a amordaçar muitos lábios. Em muitos corações, a visão de bênçãos foi desfocada, e o espírito da ganância ganhou lugar de sócio-ditatorial.
E juntos e conjugados a prata e o ouro passaram a presidir muitas mentalidades e expulsaram a convicção e a firmeza da fé de muitos corações. Foram desmotivadas a coragem e a ousadia e abafadas a propriedade e a confiança de muito boas gentes influentes.
Quando não se possuia nem prata e nem ouro, tinha-se e guardava-se a confiança no nome do Senhor Jesus. Atitude que parece estar andando sob resfriamento em muitos corações. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a consciência mais avivada e consistente sobre toda e completa riqueza do poder e da autoridade empartidos pelo Senhor Jesus.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a plena certeza sobre todas as bênçãos espirituais com as quais o Deus Pai abençoou os Seus filhos santos em todos os lugares e fiéis em Cristo Jesus, o Deus Filho.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a forte convicção do suprimento de todas as necessidades em glória por meio de Cristo.
Os mecanismos de facilidades ofertados pela prata e garantidos pelo ouro vieram direcionar a visão de dependência para o que pertence a César, em substituição e desprezo para com o senso de dependência ao que pertence a Deus.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se o coração determinado a valorizar o resgate, a redenção. Assim como a reconhecer a soberania, a realeza, o poder e a glória de Deus.
A herança parece ter sido assaltada de muitos co-herdeiros e se esvaída dos seus pensamentos e lembranças. O prato de lentilhas que derrotou a fé de Esaú e o fez de profano, anda aromatizando olfatos influentes e atraindo paladares expressivos.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a coragem e a ousadia confiante de poder realizar muitos milagres, sinais e maravilhas através do sacrossanto nome do Senhor Jesus. Quando não se fixa os olhos na prata e no ouro, a excelência do poder de Deus manifesta a glória e a majestade do nome do Senhor.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se suficiente propriedade, legitimidade e transparência para se expor a receber os olhares carentes de todo e qualquer dos coxos desta vida. Quem está diuturnamente pautando a vida na prática dos ensinamentos do Mestre não sente receios e nem ares de temor e suspiros de ameaças diante dos olhares alheios.
O preço da prata e a realeza do ouro engodaram e tornaram cativos muitos corações. Em contrapartida, o poder espiritual foi literalmente substituído por poderes terrenos e transitórios. Mecanismos e filosofias humanas tentam desviar e desvirtuar a visão do poder de Deus. Muito boas gentes com o intento de usar os seus púlpitos para manipular pessoas e exercer domínio sobre vidas, andam trocando a excelência da autoridade das Escrituras pelas falíveis correntes de conhecimentos e ciências humanas.
A força da prata e a realeza do ouro avaliáveis e perecíveis jamais cobrem a majestade, a significância e o esplendor do poder do nome do Senhor Jesus residente num coração crente e temente em ação sob a eficácia desse maravilhoso nome. Quem vive na eficácia do nome de Jesus, também a este nome teme, e impelido por ele realiza as mesmas obras feitas pelo Seu Dono.
Tão logo apareçam a ferrugem e a traça, a prata e o ouro são minados. E com eles vão-se os que neles estribam a confiança.
A prata e o ouro realmente passaram a assumir os primeiros lugares em muitos corações. Em contrapartida, nem poder e nem propriedade suficientes são nesses encontrados para se posicionarem a dizer: “olha para nós!”
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a visão da vida de cristão não via diferença entre passar a noite em vigília de louvores e adoração, mesmo estando sob restrições e adversidades. Com a influência da prata e do ouro, tentam transformar vigílias em “vigilhões”. E como resultado, nada mais é visto do que apresentações artísticas atravessando as horas noturnas regadas por muita comida e numerosos cambistas. E aqui e acolá a distribuição massiva da propaganda dos que almejam sentar nas cadeiras das câmaras municipais e estaduais com os votos dos filhos do Reino.
Quando não se possuia nem prata e nem ouro, via-se e eram encontrados vários evangelistas, um bom número de pastores e consideráveis doutores nas reuniões de oração, nas vigílias e na simplicidade dos cultos espirituais costumeiros.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, apelava-se com humilde dependência para a intercessão das providências e favores da mão do Senhor Deus. Para que as “campanhas dos sete”, “dos vinte e um” e “dos quarenta dias”? Para que a compra-e-venda de amuletos milagreiros incitadores de uma tal fé?
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a pregação da mensagem bíblica não exigia exclusividade de pregador, visto que até um diácono era poderosamente usado nas mãos de Deus em favor do anúncio da salvação em Cristo. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, havia a clara consciência de que um planta e Deus levanta outro companheiro para regar o que aquele plantou.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, todos na sua amplitude eram unânimes nas decisões sobre assuntos delicados. Para que negar o derramamento do Espírito a Cornélio e aos que com ele estavam em sua casa? Para que se tornar sucessor de Ananias e Safira, se a prata e o ouro são apenas acessórios para sustento nesta vida?
Rogamos ao Eterno que os valores avaliáveis da prata e o peso imponente do ouro voltem aos seus lugares devidos, e a excelência do poder de Deus em ação torne a habitar muitos bons corações. Que o poder de Deus volte a ser entronizado em muitos bons corações influentes, a fim de que de fato e em verdade a glória de Deus seja manifesta com toda a sua majestade e primazia.
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
BREVE PALAVRA AOS PRESBÍTEROS.
AOS QUE SÃO PRESBÍTEROS.
É preciso SER e jamais apenas ESTAR.
Uma breve palavra especial aos presbíteros que são PRESBÍTEROS. As expressões entre aspas (“”) se referem apenas a pseudos.
Não tem sido segredo, ou desconhecido, ou ignorado. E a velocidade das comunicações empregando todos os meios está em amplo espectro rasgando os ares, refletindo nas linhas telefônicas, irradiando nas antenas e cruzando os continentes publicamente, dando contas de não poucos acontecimentos envolvendo “ministros evangélicos”, mormente os “pastores”.
Um lamentável sinal com um ponto despertador das atenções focando sobre a forte cobrança de perfil, de performance, de cuidados, de decisões e de ética sobre aqueles que verdadeiramente são ministros do Evangelho e pastores. Como tudo possui e mostra as suas razões de ser, assim também possivelmente essas atenções, e certamente acenderão luzes e farão com que conhecidas discrepâncias comportamentais sejam corrigidas e gritantes desajustes sejam eliminados.
Com diferentes objetivos, os olhos mais habilidosos, astutos e blasfemadores do mundo estão postos e diretivos também sobre os ministros evangélicos e pastores, cujos ofícios são nobres e excelentes e cujas condutas devem ser honrosas. Esses olhos não pairam propriamente sobre os obreiros oficiais menores das igrejas evangélicas simplesmente, cujas limitações funcionais destes, por natureza, também lhes mantêm restritos, afastados, isolados e livres de acessos e de participações em autonomias de procedimentos. Esses olhares têm uma linguagem sutil e oferecem fios iluminados de cobranças.
Por um lado, aparece neles uma chamada e por outro surge uma fustigação influente pelos teores que são trazidos a lume. Ainda enquanto é dia, seria melhor que alguns “ministros” e “pastores” deixassem o pedestal e descessem os degraus e se voltassem ao primeiro amor primitivo e aos princípios, ENQUANTO PODEM e o TEMPO ESTÁ SENDO FAVORÁVEL A RETOMADAS. A noite vem...
Apesar de sabermos que nem todos envolvidos nesses acontecimentos são de fato ministros evangélicos e muito menos realmente pastores, é momento dos presbíteros que verdadeiramente são PRESBÍTEROS redobrarem e concentrarem os cuidados sobre si mesmos, sobre as coisas que lhes dizem respeito, sobre a doutrina e sobre os rebanhos. Enfim, manterem o seu sal temperador, digno e consistente.
A vergonha, a depreciação e o desmerecimento abriram suas portas para acolher e apadrinhar algumas figuras que transitam nos corredores das más notícias da mídia como portadoras de títulos e credenciais de “ministro evangélico” e de “pastor”. De alguns anos para cá, parece ter aumentado essa safra inescrupulosa e teatral. Nos nossos dias de desempregos e de desenfreados anseios almejantes, parece também haver aumentado o volume dos artistas faladores nos púlpitos evangélicos.
Perfis enganosos e ações ilusionistas tentam desmerecer a honra do sagrado ministério cristão. Mentes e mentalidades desvinculadas da verdade e dos propósitos tradicionais e correntes no sagrado ministério cristão. Maus procedimentos costumeiros e mecanismos ofensores contumazes, desconexos e desalinhados aos de um ministro evangélico e distanciados aos de um pastor.
Ao longo do calor da vida, se revelam rotineiramente os desequilíbrios e os desajustes que estão assolando e assoreando vidas que um dia FORAM, mas os espinhos, as contingências, as ambiências e os engodos lhes fascinaram e atraíram até o ponto de hoje apenas ESTAREM. Pessoas que perdem as condições de continuarem a SER. Pessoas que por seus atos e procedimentos, ultrapassam as linhas da tolerância, desprezam as do respeito, desgovernam das da equidade. Enfim, se distanciam das natureza e proposta do Evangelho e da essência da vida cristã.
Assim resta e recai o grande e triste remorso que revela o perigo do deixar de SER para apenas ESTAR. Pessoas que lamentavelmente se afastam das condições do nobre e excelente ofício vocacional sagrado, herdam feitos de outros nomes e lhes sobram apenas o que alguém chama de “vícios de pastor”. Uma pergunta move os ares: até onde vão algumas mentes supostamente inatingíveis, cegamente ignóbeis, desacertadas, desaprumadas e desalinhadas?
É ligeiramente impressionante como algumas mentes diante de certas circunstâncias perdem o tino e os trilhos, são fascinadas e atraídas por estranhas trilhas, idéias e artimanhas aparentemente vantajosas e perdem as noções da vida real e objetiva e a visão das atribuições de suas responsabilidades e da autoridade lhes empartida.
Assim como é impressionante a maneira pela qual o embaraço abarca, abraça, envolve e avilta algumas boas gentes até que seus nomes sejam expostos nas vitrines das más notícias e se tornem em objeto de escárnio e tropeço às muitas almas sinceras e famintas e sedentas para conhecerem o Senhor Jesus e os Seus preciosos dons.
A lama e o escárnio têm intentado levar algumas gentes à rotina de lampejos dos variados flashes e ao foco das muitas câmeras, assim como para as telas e às letras dos diversos impressos. Um pequeno número isolado de mentes que se dizem “ministros evangélicos” e “pastores” tem se tornado insípida, insipiente e desprezível. Mas que lamentável que isso tem atingido e influenciado opiniões contra os nobres e bons ministros de Cristo e honrados pastores de Seus rebanhos.
Sabemos que a mídia, cumprindo o seu papel profissional, com o seu olhar tecnologizado rastreia os muitos cantos, e ao encontrar um assunto, um press-release, um fato, que na sua visão sobressaiam acima da média geral e atraiam atenções, e por ela sejam julgados interessantes a serem noticiados, esses são fatalmente tornados em notícias.
Aqui um bom e muito oportuno momento de alerta aos presbíteros que realmente são PRESBÍTEROS. Cuidados consigo mesmos. Cuidados sobre os tesouros lhes confiados pelo Senhor. Cuidados sobre as suas probidade e competência. É preciso saber sobre quem e a que devemos endereçar o nosso olhar, corrigir caminhos e seguir bons passos dando firmes passadas sóbrias, lúcidas e convictas.
Jamais deixemos de cuidar de nossa individualidade, de nossos deveres pessoais para com o nosso Senhor, para com os talentos e dons nos confiados pelo Senhor a servirem às pessoas e aos rebanhos, pela chamada expressa a nós e pela vocação dada a cada um.
Como presbíteros, tenhamos em nós e mantenhamos também no seio do rebanho o cuidado com a doutrina que recebemos, sabendo de quem a recebemos. Os presbíteros que são PRESBÍTEROS possuem como dever sagrado o esforço de se aperfeiçoarem e se reciclarem através das soma e aquisição de bons conteúdos. Também têm que se manter seguros, comedidos e crescendo na graça, sem se afastar dos marcos fundamentais. Cuidando do que somos e do que fazemos junto a verdadeiros ministros e pastores.
Como presbíteros, não podemos nos enveredar a imitar o caminho de pseudo-ministros e pseudo-pastores. Pessoas insipientes cujos procedimentos são minados e pontilhados por interesses e astuciosas estratégicas feias, infames, réprobas, embusteiras e vergonhosas. Devemos e temos o compromisso principal e primário de honrar o majestoso nome do Senhor que nos chamou, a nós mesmos, depois cuidar das vidas a quem Deus confiou no nosso caminho.
Por qualquer e nenhum pretexto, ou favor que venha ser nos oferecido, não nos iludamos. Sejamos firmes e jamais nos deixemos ser enganados por fantasias, embustes e ilusões de “ministros” do charlatanismo, do engano e da manipulação de “pastores”. Sabendo que há algumas gentes embusteiras aparentemente humildes, e falsa e simuladamente sincera se escondendo por trás da boa fama de instituições, do bom nome de ministro e da boa honra de pastor.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, cuidemos de nós mesmos e da boa, séria, legítima e verdadeira doutrina cristã que sustentamos, para que não venha sobre nós o faminto e sedento foco crescente que lamentavelmente sempre rastreia, busca e recai avidamente nos “maiorais”. Para manter a boa honra dos presbíteros, não imitemos e nem nos associemos a quem até o próprio mundo ímpio esboçando sorrisos lhe cerra as portas do crédito e polidamente lhe vira as costas.
Não nos afastemos dos nossos bom siso e boa ordem de presbíteros, para que não venha a nos acontecer o que está lamentavelmente ocorrendo com alguns “ministros evangélicos” e “pastores”. Mantenhamo-nos firmes e convictos em nossa posição individual e não tomemos parte em corporativismo de desmandos, charlatanismo, enganos, manipulações e manobras escusas e interesseiras.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, ponhamos os nossos olhos, fé, confiança e esperança em Cristo, sabendo que a salvação e a vida digna do Evangelho não dependem de favores ou ofertas subliminares de homem algum. Sendo conscientes de que unânimes como irmãos devemos honrar, servir e auxiliar àqueles a quem o Senhor pôs em posição de eminência e responsabilidade sobre nós e aos rebanhos aos quais com eles os servimos.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, jamais nos irmanemos com “ministros” ou “pastores”, que possuem seus nomes sob os cordéis das dúvidas, sobre as adriças das fortes suspeitas, indícios e acusações de indignidade e improbidade. Pessoas cujos procedimentos trafegam nos corredores da difamação, vão além dos limites e extrapolam as linhas das tolerâncias.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, que sejam de fato presbíteros, vivamos como presbíteros, nos posicionemos como presbíteros, e se assim o nosso Senhor Deus nos fizer e outro tanto queira e coroe sobre nós, sejamos recolhidos à glória com dignificação e honradez de verdadeiros presbíteros e de PRESBÍTEROS VERDADEIROS, que servem e honram ao Senhor que nos chamou e vocacionou, que não tenhamos de que nos envergonhar em função da lama e do escárnio alheios, provocados e promovidos pelo descomprometimento de outrem.
Não como concordantes bajuladores, jamais como sindicalistas de causas, nunca como coadjuvantes de cenas gananciosas ou aspirantes visionários de batalhas avarentas. Em nada nos assemelhemos ou nos troquemos por “ministros” de delitos e por “pastores” da criminalidade. Não ponhamos o nosso ombro ao de “ministros” da vergonha e de falcatruas e nem demos a nossa mão às de “pastores” da falsidade e da desonra.
Tu, porém, tens cuidado de ti mesmo e do teu ensino...1Tm 4.16 (KJV)
Sobretudo, aos ministros que realmente são MINISTROS do Evangelho e aos pastores que realmente são PASTORES evangélicos, permanecem e sempre hão de perdurar o nosso apreço, o nosso respeito, a nossa elevada e distinta consideração, estima e admiração, pelo que realmente são, pela nobreza do que notoriamente realizam e comprobatoriamente desenvolvem para a glória de nosso bondoso Deus e para a edificação de vidas.
Especialmente aos presbíteros que realmente são verdadeiros PRESBÍTEROS. Aos que são presbíteros verdadeiros, de valor e com valor.
PbGS
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NOTA DE REFORÇO:
Relembro que as palavras e expressões entre aspas (“”) se referem a pseudo, a embustes – procedimentos que se dizem SER o que na realidade prática apenas demonstram ESTAR -.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
MATURIDADE ESPIRITUAL.
MATURIDADE ESPIRITUAL.
Deixando as coisas de menino...
Hoje no Brasil é um feriado a nível nacional – o feriado do Dia das Crianças -. O “dia dos meninos” tão esperado por todas as crianças brasileiras. Os adolescentes, os jovens e os adultos de hoje lembram do seu dia quando nele tiveram as experiências de o haverem passado como meninos. Foram dias de imaturidade, de instabilidade e de ingenuidade. Sonhos e aventuras foram as suas marcas.
Para os adultos esse dia e suas comemorações e homenagens já passaram, visto que suas vidas avançaram em muitos aspectos. A multidão de adultos de hoje presta homenagens às crianças e bem sabem como foram suas vidas quando crianças eram. O tempo passou e sobraram marcas do que se foi, visto que cresceram e deixaram de serem meninos.
A vida cristã possui também vários aspectos. Um deles é a dinâmica de seu desenvolvimento, de seu crescimento. Assim como a vida cronológica natural, a vida espiritual também ocorre em processo. Em alguns aspectos, a vida espiritual transcorre ligada a fases do processo da vida cronológica natural. De certa forma, existe uma relação de aspectos entre ambas.
Os aspectos cronológicos não significam o sinal de maturidade mental, e por vezes não indicam propriamente a referência de maturidade comportamental, e muito menos atestam maturidade espiritual. Existem os velhos em meninices e há os meninos que não crescem por razão de não deixarem de velhices.
Existe uma boa diferença entre maturidade e maturação. Maturidade indica a fase final e estável de um desenvolvimento. Maturação se constitui num processo sucessivo e dinâmico de transformações que implicam em alterações e desenvolvimento. Maturidade é um estado e maturação é um processo. Maturidade é estática e maturação é dinâmica.
Para se obter o quadro real que mostre os sinais de maturidade, assim como os movimentos da maturação, se faz necessário aplicar a capacidade perceptiva. O que percebemos e como percebemos são os fatores mais importantes para compreendermos o estado de maturidade e acompanharmos o processo de maturação.
A ação de interpretar os conteúdos observados e percebidos nesses fatores é um grande desafio para que sejam obtidos o conhecimento e a compreensão seguros sobre a maturidade e a maturação. É preciso conhecer e compreender tanto aquilo que está sendo apresentado como aquilo que já aconteceu. Isto é uma questão de maturidade de percepção e propriedade na aplicação da capacidade de interpretação.
Nem sempre os “cabelos brancos” possuem a sua capacidade perceptiva desenvolvida e capaz de perceberem e interpretarem com propriedade as relações entre diferentes padrões, entre variados contextos, entre faixas individuais, entre tempos e épocas. Jamais se pode conter e estatizar aquilo que por natureza é progressivo e dinâmico.
Para cada tempo, cada lugar e cada época é requerida a aplicabilidade da percepção a fim de que se produza apropriada e proveitosamente o fruto afinado e eficaz ao seu contexto. Do contrário, o descompasso de épocas traga e invalida as boas intenções de produzir, assim como torna os frutos inservíveis e inadequados.
Maturidade é decorrente também de esforços em investimento somados ao tino de perceber e aproveitar as oportunidades. A maturação contempla as mudanças e transformações e a maturidade aponta para a estatura. Para alcançar a maturidade são requeridos disciplina e esforços em investimentos pessoais.
Os horizontes da percepção podem substanciar a tomada de decisões. Se aqueles forem amplos e abrangentes, estas serão mais enriquecedoras, compensativas, adequadas, próprias e equilibradas. Se aqueles forem curtos e localizados, estas serão mais empobrecidas, mirradas, bitoladas e condicionadas a um universo pequeno, reduzido, fechado e restrito, e geralmente obscurecidas por focos de influências e indecisões.
Na verdade, os sinais fisiológicos e cronológicos não atestam a realeza adquirida e conservada nas bagagens mental e espiritual de uma pessoa. Os feitos demonstram a diferença modular existente entre diferentes pessoas com bagagens mentais e espirituais distintas. As portas da maturidade não estão fechadas para uns. Elas permanecem abertas a todos. Todos podem aproveitá-las, pois o privilégio dessa bênção está para todos.
Maturidade não é apenas uma fase da vida. Também não se restringe ao conhecimento e ao saber. Maturidade é uma questão de exercício da prática atingindo-a durante as empreitadas e realizações da vida. A maneira de tratar os assuntos da vida, assim como as ferramentas para enfrentá-los oferecem algumas pistas indicadoras de maturidade.
Maturidade é potencialmente um valor que se adquire da soma de outros valores e experiências angariados e vividos. Nem sempre na bagagem dos “cabelos brancos” de uns reside as mesmas riquezas de maturidade conquistadas por outros de “cabelos pretos”.
Enquanto existem tantos “cabelos pretos” realizando meninices, há tantos “cabelos brancos” lamentavelmente imaturos pensando e vivendo coisas de menino. Que pena que velhos meninos não crescem, e desastroso é que os meninos velhos não chegam à maturidade. A beleza da vida não começa na maturidade, mas reside com maior brilhantismo e mais propriedade quando é construída com a pauta adequada que leva ao estado de maturidade.
A maturidade pode ser adquirida precocemente, todavia melhor e mais consistência possui quando é atingida naturalmente, no seu tempo e fase próprios. Maturidade precoce pode indicar silenciosamente efeitos de rastros de anomalias, produto resultante de deficiências, de desafinos e desatinos.
A maneira dos homens avaliarem as estaturas de maturidade uns dos outros é interessante, e quase sempre não apresentam o quadro real alheio, como também ocultam ou embotam as deficiências ou incompletudes do de si próprios. Dificilmente encontramos alguém que se auto-avalie honestamente, assim como aplique o equilíbrio e a honestidade ao avaliar o próximo. Os homens conhecem padrões e encontram facilidade em aplicá-los aos outros.
Que desacerto, que desarranjo, que destempero, quando imaturos avaliam outros imaturos. Imaturos geralmente se perdem porque os desacertos de sua visão lhes impedem de se acharem. E o pior ainda mais se dá quando imaturos buscam maneiras obscurecidas e tentativas foscas para avaliarem status amadurecidos. Um desconcerto fatal, um desastre pode ser esperado. Enfim, meninos espirituais pouco ou quase nada percebem e compreendem da maturidade espiritual. Meninos espirituais sofrem, e como sofrem até chegarem à maturidade...
Alguns sinais da imaturidade nos meninos espirituais são identificados nos textos sagrados. Por meninos espirituais entenda-se o sentido dos textos originais como pessoas que ainda não atingiram o estado de maturidade espiritual. Pelo tempo deveriam ser mestres, mas infelizmente não chegaram a sê-lo.
Por que a Bíblia Sagrada chama os imaturos espirituais de meninos? Vejamos as coisas de menino que a Sagrada Escritura revela a seguir.
1 - A inconstância de menino. Ef 4.14
A inconstância é um sinal característico claro, próprio e patente do estado de imaturidade. Empregando um termo náutico para as ondas e vagas do mar, Paulo usa a mesma palavra “kludōnizomenoi” numa linguagem metafórica para caracterizar a imaturidade espiritual.
A palavra “kludōnizomenoi” do texto grego original usada em linguagem metafórica para nos falar da inconstância como uma característica de insegurança e falta de firmeza mental, ausência de convicções, mente agitada por influências externas, mente influenciada e arrastada por impetuosas e furiosas ações externas.
2 - A fala de menino. 1Co 13.11a
Aqui a expressão empregada no texto pelo apóstolo Paulo quer nos dar o sentido de “estava acostumado a falar como menino”. A fala é o meio de comunicação, e a comunicação feita por um menino é tenra, deficiente em amplitude de sentido, é muito limitada a uma exigüidade de experiências, de vivência e de um universo de sentidos em formação.
A fala de menino é incompleta, é superficial, sofre influências de fantasias e ilusões imaginativas, é carente de sentidos exatos e recorre a exteriorização de expressões físicas para lhe completar o que não conhecem e não sabem expressar para se fazer ser compreendida com propriedade. A fala revela o estado de maturidade.
Meninos recorrem a artifícios para dizerem através deles de alguma forma o que querem sejam entendidas e atendidos os seus gostos, as suas vontades pessoais. A fala de menino é desconexa do contexto geral completo que lhe rodeia, exatamente por lhe faltar maturidade.
3 - O pensamento de menino. 1Co 13.11b
O termo grego empregado por Paulo para a expressão “pensava” no texto original nos fala da maneira peculiar ao menino ao aplicar as suas faculdades de pensamento ligadas aos seus sentimentos. O pensamento de menino está ligado aos seus interesses próprios, ao seu próprio favor independente dos conflitos que possam causar.
O pensamento de menino discorre conjugado aos seus sentimentos. É um pensamento isolado no tempo e tenro em fé. É um pensamento recheado de sentimentos quase sempre senão misto, mas adaptado de irrealidades, de ilações incompletas. O pensamento de menino é um indicativo de imaturidade espiritual e identificado quando exteriorizado nas ações. A exteriorização do pensamento revela o estado de maturidade.
Paulo usa para esse tipo de pensar o termo grego “phroneō”. Essa palavra tem uma aplicação extraordinária, visto que ela quer dizer de um pensamento disposto e alimentado por sentimentos. Não é um pensamento conjugado a raciocínio lógico e judicioso. Apesar de ser um ato que envolve os sentimentos, a vontade e a consciência, ainda é informe e instável.
É um pensamento movediço que não se preocupa em se firmar em obediência. É um pensamento inseguro que ora oscila em excessiva dependência e ora quer se manter como se fosse o poderoso dono de si mesmo e isolado das outras pessoas e dos seus contextos. É um raciocínio inconsistente, mutante, e muitas vezes imprevidente em toda a maneira de ver o mundo real. Raciocínio de menino não enxerga futuro, por isso é um dos sinais da imaturidade espiritual.
Assim sendo, aos meninos espirituais o conselho paulino de natureza orientadora é “deixe de ser menino espiritual”. Deixemos a imaturidade e procuremos sair da condição de subdesenvolvimento espiritual. Fujamos do perigo da instabilidade. Saiamos do terreno da ingenuidade cega e exercitemo-nos nossas faculdades em perceber e discernir o bem e o mal.
Ganhemos crescimento e maturidade espirituais pela Palavra de Deus, no exercício da oração, nas empreitadas da comunhão, na experiência verdadeira do poder do Espírito Santo, no esforço e investimento disciplinados e inteligentes. Enfim, deixemos de ser meninos espirituais.
Na vida natural o tempo de ser menino passa. E na vida espiritual o tempo de ser meninos espirituais deve passar e ser deixado para trás.
DEIXEMOS, PORTANTO, AS COISAS DE MENINO ESPIRITUAL.
PbGS
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