Mostrando postagens com marcador animadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animadores. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Idealistas ou profetas?
Idealistas ou profetas?
Daqui mais algumas horas, querendo Deus, deverei estar cumprindo mais um compromisso em uma alegre e acolhedora igreja e tenho a privilegiada honra de mais outra vez nela ser recebido para ministrar a boa e eterna Palavra de Deus. Mas nestes minutos que antecedem aquela oportunidade de servir a Deus, proponho-me a trazer aos caros e generosos leitores um tema que em conversa com outros amigos de nosso bom círculo de cordiais companheiros pregadores faz extensivamente a todos também refletirem talvez em tônica mais forte que a nossa que convivemos em tribunas e púlpitos.
Neste momento tenho a clara visão de que este artigo possa provocar inquietude em alguns corações minoritários e isolados, todavia tenho a certeza de que produzirá profundas lições edificantes na imensa maioria de vidas sérias que servem a Deus e buscam viver piamente na Sua obra.
Em todas as nações, povos e tribos sempre existiram os seus ideólogos, adivinhos e magos. Em qualquer tempo sempre houve no coração humano o desejo de saber com antecedência os fatos que lhes ocorrerão no futuro. Existe naturalmente no interior do homem a vontade de saber quais coisas acontecerão ao seu futuro.
Em todas as nações, povos e tribos, nos mostra também a história que neles sempre fora comum a prática de suas autoridades e de suas multidões se empenharem em consultar seus ideólogos, adivinhos, sonhadores e magos que existiam entre si, e mormente se tornava mais intensa e freqüente essa procura quando aproximavam-se datas relevantes ou acontecimentos importantes em sua volta. Algumas autoridades consulentes dessas nações e povos chegavam até possuírem seus consultores particulares, exclusivos para lhes atenderem ou lhes assistirem especialmente em determinados assuntos de seus interesses.
A estonteante corrida ansiosa por desejar saber antecipadamente os acontecimentos futuros através das muitas e variadas formas, naturezas e tipos prognosticadores empregados para essa busca sedenta movimentava grandes números de visitantes a acessarem os adivinhadores e imenso volume financeiro embalava o comércio do misticismo e do supersticismo que alimentavam fortemente a cegueira do paganismo.
Os tempos passaram e a humanidade chegou ao século da plenitude do conhecimento e vemos como se tornaram numerosa a turba de idealistas e crescente o índice de ideólogos e adivinhos, notavelmente nestes anos. O espírito do idealismo e da superstição rondando na aridez espiritual de muitas vidas consulentes, levando-as aos corredores do engano e batendo às portas da ilusão de seus consultores. Uma prisão espiritual que conduz multidões encurraladas nas densas trevas da cegueira espiritual de idealistas.
O espírito idealista e adivinho não contendo-se nas suas costumeiras veredas inquietantes e mentirosas do mundo de pseudopromessas ilusionistas e adivinhações fantasiosas, vezes após vezes levanta-se afoito a infiltrar-se no seio do povo do Senhor, a tomar assento nas tribunas e oportunidades nos púlpitos também para aproveitar-se de momentos e investir sua operação enganosa no meio confortador da igreja do Senhor através de idealistas seduzidos pelo sensacionalismo e que literalmente perambulam nas tribunas e púlpitos rotulando-se e afirmando serem “profetas”. Idealistas que com toda avidez buscam assumir lugar entre nós, pregadores. Idealistas que vivem perambulando para encontrar um “Mica” de boa proposta que os acolha para serem sacerdotes domésticos, particularmente exclusivos da casa. Jz 17. Idealistas compartilhadores do espírito que residiu nas vidas de Janes e Jambres e tentou frustrar o plano de Deus impressionando os olhos do maioral de cerviz em processo de endurecimento. Idealistas que mais caracterizam-se por pajés e feiticeiros tribais com seus talentos agoureiros do que por nós, pregadores da Palavra de Deus anunciando as mensagens que dEle recebemos e as quais realmente nos tem mandado entregar aos seus rebanhos e públicos.
Idealistas inspirados pela torrente engenhosa de suas idéias e mentalizações que tomam asas a voarem alto nas correntes de estranhos modismos apenas até o momento em que evidenciam suas próprias quedas ao despencarem das alturas positivistas abatidos pelo efetivo poder bombardeador do discernimento e do consistente ensino da Palavra de Deus. Indivíduos idealistas que se aproveitam da carência nítida de ensino aos rebanhos, do pouquíssimo número de pastores-mestres em atuação e da negligência e inconstância em aprender que há em muitas ovelhas lamentavelmente vagarosas em aprender e tenras em ganhar estatura e maturidade espirituais.
Indivíduos idealistas cujas lamparinas espirituais encontram-se apagadas pela ausência de azeite e pela sequidão de seu pavio, aproveitam-se de momentos da força do braço de carne para disseminarem fórmulas idealistas e pensamentos otimistas, tentando com isto “alimentar e alegrar” as almas carentes de pregação realmente bíblica acompanhada de verdadeiros sinais e maravilhas de Deus. Idealistas, ilusionistas e manipuladores de massas cujas habilidades da simonia enfeitam suas artificiosas frases da arte da mentira.
Idealistas incentivados pela fome do sensacionalismo, abandonam a verdade da Palavra de Deus, entristecem e extinguem o Espírito e seguem os seus pensamentos navegantes em ventos de doutrinas estranhas às Escrituras Sagradas. Indivíduos insensíveis ao mover verdadeiro do Espírito do Senhor, motivados por seus próprios impulsos afoitos e intentos imitadores, demonstrando insensatez nas suas palavras descomprometidas que jogam sobre os públicos, avançam ávidos de emocionalismo pessoal que em nada identificam a vontade circunstancial de Deus, ignoram o conteúdo escriturístico e tomam implicitamente uma atitude de busca de auto-afirmação do ideal positivista e otimista que pretendem aconteça ou esperam que se estabeleça em alguma circunstância ocasional futura. Um impulso movido pela força influenciadora da adivinhação e arrastado pelo fascínio da pseudofama que seduz tais “profetas” ao campo fértil e aberto da prognosticação.
Indivíduos que forçam alinhavar em suas vidas uma aliança impossível com o Espírito do Senhor estando irmanados com o espírito da mentira, que buscam co-habitar com a docilidade do bálsamo refrescante e curador da Palavra de Deus estando cooperando aliados com a camuflada amargura resultante do pecado de feitiçaria.
Idealistas que ansiosos por cativarem públicos e colherem aplausos e fama, abraçam confortavelmente o positivismo e o otimismo, e com imenso carisma sincretista se permitem em plena disposição a oferecerem seus préstimos ao engano das ilusões idealistas iludindo e manipulando as massas. Dizem em altas vozes palavras que Deus não lhes falara e entregam mensagens falaciosas e declaram pensamentos contradizentes com a Palavra de Deus. Que tristes são a vida e a obra desses idealistas que andarilhos passam suas vidas a se dizerem “profetas” – profetas da ilusão -, dando lugar ao espírito de mentiras. Alguns mais arrogantes se lançam deliberadamente ao supersticismo ao induzir pessoas a acreditarem em coisas estranhas e fantasiosas desviando-as da verdade e excitando-as a exercitarem inconsequentemente sua fé sobre coisas mistificadas e supersticiosas. Afinal, que pode ser escolhido hoje dos classificados para edificar o povo de Deus? As fantasias dos idealistas surgidos pelo oportunismo ou as mensagens evidentes dos profetas levantados pelo Senhor? Como disse o comandante hebreu Josué “escolhei hoje”. A quem está sendo dada a honra devida nas tribunas e púlpitos, a idealistas fantasiosos em falácias e ilusões ou aos profetas poderosos em palavras e obras?
Ainda nestes dias ouvimos soarem no nosso íntimo as firmes palavras do Profeta Oséias a nos dizer “o meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento”. Os 4.6. Que coisa terrível o “ser varrido como por uma vassoura” pela corrupção em razão de falta de conhecimento, de entendimento e de discernimento. “Não havendo profecia, o povo se corrompe”. Pv 29.18
Mas tenho uma boa notícia que alegra a todos, principalmente aos profetas verdadeiros. Fiquemos descansados no Senhor porque “Ele mesmo deu profetas” verdadeiros especial e particularmente ao Seu povo. Deus proveu e aprovisionou a Sua Igreja com profetas, e nunca com idealistas. Ele não nos deu idealistas. Idealistas surgem de si mesmos como mensageiros alheios aos caminhos e vontade de nosso Deus. Graças a Deus que foi Ele mesmo que nos “deu uns para profetas”.
Em todo tempo sempre existiram o verdadeiro (que é levantado por Deus) e o falso (que surge ou infiltra-se no meio do povo do Senhor).
O profeta verdadeiro não surge, e sim é levantado por Deus. O profeta verdadeiro cumpre o seu ministério em atender o querer de Deus “para o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério”. Cumprir é seguir obedecendo aos moldes preestabelecidamente propostos, e neste caso propostos pelo Senhor. Profetas cumprem com seriedade e verdade ministérios verdadeiros, e idealistas fantasiosos desenvolvem ciclos de idéias alheias à vontade de Deus com positivismo e otimismo humanos.
O falso profeta desenvolve um ministério construído sobre fundamentos de mentiras, aperfeiçoa os seus seguidores e fãs para darem continuidade a uma obra de mentiras que sustêm um ministério falacioso e duvidoso que se equilibra sobre a corda da probabilidade e da possibilidade, divulgado sob a força do engano e das falsas ilusões que lamentavelmente alimentam falsas esperanças em corações ternamente carentes da Palavra de Deus.
Li em certo lugar que “a presença do verdadeiro não é suficiente para impedir a manifestação do falso”. O idealista é um falso profeta, pois propaga as idéias geradas ou engenhadas de si mesmo visando aconteça o ideal particular que pretensamente pensa ou espera aconteça. O profeta falso é um embusteiro que aproveita-se da carência de ensino bíblico genuíno em muitos rebanhos para lançar sobre eles suas idéias e seus ideais ilusionistas.
Vejamos alguns itens sumamente oportunos para os quais encontramos várias referências nas Escrituras Sagradas e que muito podem ensinar, a fim de que nossos rebanhos não venham a cair nas velhas malhas das tarrafas de idealistas jogadas sobre os ajuntamentos das massas para cativá-las, manipulá-las, enganá-las, iludi-las, enfim promoverem confusão até que as pessoas por eles aliciadas e iludidas esmoreçam na fé, caiam da graça de Deus e com isto haja grandes prejuízos e tropeços para muitas vidas.
I – A FALSA MENSAGEM PROFÉTICA
1. Recheada de positivismo particular. 1 Re 22.11-13.
2. Enfeitada de idealismo presunçoso. Jr 28.2
3. Atende ao agrado de rebeldes para a sua própria ruina.
4. Ilude com promessas de falsos triunfos aos amantes do misticismo.
5. Concorda com o que o povo espera particularmente de si mesmo alheio ao que espera de Deus.
6. Não acontece no desenrolar dos fatos como predito. Dt 18.22
7. Não se cumpre ao atingir o seu efeito, a sua conclusão. Dt 18.22
8. Não tem finalidades de edificar, exortar (animar) e consolar. 1Co 14.3-4.
9. Massageia o ego, anestesia a alma e agrada os desejos sombrios.
II – O FALSO PROFETA
1. Apresenta uma espiritualidade simulada.
2. Age por audácia, arrogância, presunção, soberba e imposição carnal.
3. Causa impressão aos olhos e a anseios pessoais.
4. Imita eficientemente o exterior do verdadeiro, mas o cerne é falso.
5. Promove estragos em igrejas.
6. Provoca enganos, ilusões e destroços em vidas.
7. Coopera com a frieza e o caos espiritual na sociedade.
8. Afasta e aliena vidas da vontade de Deus para elas.
9. Cercam o povo com mentiras.
10. Faz o povo confiar em mentiras.
III – O DISCERNIMENTO
1. Deus prova a nossa capacidade afetiva de temor e de apego a Ele. Dt 13.3.
2. Deus nos ensina distinguir a verdade do erro, o bom do ruim.
3. Deus treina o nosso entendimento e as nossas capacidades espirituais.
4. Deus nos dá pelo Seu Espírito o dom espiritual do discernimento.
IV – ELEMENTOS BÁSICOS PARA O DISCERNIMENTO
1. A Palavra de Deus – é o fator principal e primordial que permite exame e comparação sobre o que vemos, ouvimos, pensamos e fazemos.
2. A origem da mensagem – é um fator que revela quem ou o que está por trás da profecia.
3. O conteúdo da mensagem – é um fator que revela o referencial e a relação.
4. A finalidade da mensagem – é um fator que revela para que serve e os resultados.
5. O tempo – é um fator que testa a veracidade e autenticidade da profecia.
Que venhamos nos manter nas nossas posição e vivência de pregadores, profetas que de fato Deus levantou no nosso tempo nos mantendo em nosso lugar de profetas levantados pelo Senhor e não nos permitir a sermos assemelhados aos que levantam-se a si mesmos e surgem nos recônditos do misticismo ansiando se promoverem nas correntes da fama e sobrevivendo das ninharias angariadas em apresentações artísticas misticistas e ilusionárias como se fossem avivamentos, mas que nada resultam a não ser lembranças de um avivalismo sem marcas e sem frutos.
Que o nosso Deus levante mais companheiros mestres e ensinadores realmente comprometidos primeiramente com o Senhor e com o Reino de Deus e que as multidões percebam a premente necessidade de se intensificarem em aprender diariamente o genuíno ensinamento da Palavra de Deus, que posicionem-se como servos de Deus em Cristo para sobriamente repugnarem de forma veemente as fantasiosas manifestações idealistas alimentadas pelo espírito positivista do otimismo disfarçadas em mensagens avivalistas que se dispõem a rondar muitas tribunas e púlpitos.
Que continuemos hoje no mesmo espírito vigoroso, ousado e intrépido que havia no diácono e evangelista Filipe que pregava na antiga cidade de Samaria, a fim de que o Espírito do Senhor continue no nosso tempo a nos usar com a genuína mensagem bíblica acompanhada de sinais e maravilhas realizados sob o poder da boa e poderosa mão de Deus e na unção do Espírito Santo.
PbGS
http://www.glaukosantos.com/
Daqui mais algumas horas, querendo Deus, deverei estar cumprindo mais um compromisso em uma alegre e acolhedora igreja e tenho a privilegiada honra de mais outra vez nela ser recebido para ministrar a boa e eterna Palavra de Deus. Mas nestes minutos que antecedem aquela oportunidade de servir a Deus, proponho-me a trazer aos caros e generosos leitores um tema que em conversa com outros amigos de nosso bom círculo de cordiais companheiros pregadores faz extensivamente a todos também refletirem talvez em tônica mais forte que a nossa que convivemos em tribunas e púlpitos.
Neste momento tenho a clara visão de que este artigo possa provocar inquietude em alguns corações minoritários e isolados, todavia tenho a certeza de que produzirá profundas lições edificantes na imensa maioria de vidas sérias que servem a Deus e buscam viver piamente na Sua obra.
Em todas as nações, povos e tribos sempre existiram os seus ideólogos, adivinhos e magos. Em qualquer tempo sempre houve no coração humano o desejo de saber com antecedência os fatos que lhes ocorrerão no futuro. Existe naturalmente no interior do homem a vontade de saber quais coisas acontecerão ao seu futuro.
Em todas as nações, povos e tribos, nos mostra também a história que neles sempre fora comum a prática de suas autoridades e de suas multidões se empenharem em consultar seus ideólogos, adivinhos, sonhadores e magos que existiam entre si, e mormente se tornava mais intensa e freqüente essa procura quando aproximavam-se datas relevantes ou acontecimentos importantes em sua volta. Algumas autoridades consulentes dessas nações e povos chegavam até possuírem seus consultores particulares, exclusivos para lhes atenderem ou lhes assistirem especialmente em determinados assuntos de seus interesses.
A estonteante corrida ansiosa por desejar saber antecipadamente os acontecimentos futuros através das muitas e variadas formas, naturezas e tipos prognosticadores empregados para essa busca sedenta movimentava grandes números de visitantes a acessarem os adivinhadores e imenso volume financeiro embalava o comércio do misticismo e do supersticismo que alimentavam fortemente a cegueira do paganismo.
Os tempos passaram e a humanidade chegou ao século da plenitude do conhecimento e vemos como se tornaram numerosa a turba de idealistas e crescente o índice de ideólogos e adivinhos, notavelmente nestes anos. O espírito do idealismo e da superstição rondando na aridez espiritual de muitas vidas consulentes, levando-as aos corredores do engano e batendo às portas da ilusão de seus consultores. Uma prisão espiritual que conduz multidões encurraladas nas densas trevas da cegueira espiritual de idealistas.
O espírito idealista e adivinho não contendo-se nas suas costumeiras veredas inquietantes e mentirosas do mundo de pseudopromessas ilusionistas e adivinhações fantasiosas, vezes após vezes levanta-se afoito a infiltrar-se no seio do povo do Senhor, a tomar assento nas tribunas e oportunidades nos púlpitos também para aproveitar-se de momentos e investir sua operação enganosa no meio confortador da igreja do Senhor através de idealistas seduzidos pelo sensacionalismo e que literalmente perambulam nas tribunas e púlpitos rotulando-se e afirmando serem “profetas”. Idealistas que com toda avidez buscam assumir lugar entre nós, pregadores. Idealistas que vivem perambulando para encontrar um “Mica” de boa proposta que os acolha para serem sacerdotes domésticos, particularmente exclusivos da casa. Jz 17. Idealistas compartilhadores do espírito que residiu nas vidas de Janes e Jambres e tentou frustrar o plano de Deus impressionando os olhos do maioral de cerviz em processo de endurecimento. Idealistas que mais caracterizam-se por pajés e feiticeiros tribais com seus talentos agoureiros do que por nós, pregadores da Palavra de Deus anunciando as mensagens que dEle recebemos e as quais realmente nos tem mandado entregar aos seus rebanhos e públicos.
Idealistas inspirados pela torrente engenhosa de suas idéias e mentalizações que tomam asas a voarem alto nas correntes de estranhos modismos apenas até o momento em que evidenciam suas próprias quedas ao despencarem das alturas positivistas abatidos pelo efetivo poder bombardeador do discernimento e do consistente ensino da Palavra de Deus. Indivíduos idealistas que se aproveitam da carência nítida de ensino aos rebanhos, do pouquíssimo número de pastores-mestres em atuação e da negligência e inconstância em aprender que há em muitas ovelhas lamentavelmente vagarosas em aprender e tenras em ganhar estatura e maturidade espirituais.
Indivíduos idealistas cujas lamparinas espirituais encontram-se apagadas pela ausência de azeite e pela sequidão de seu pavio, aproveitam-se de momentos da força do braço de carne para disseminarem fórmulas idealistas e pensamentos otimistas, tentando com isto “alimentar e alegrar” as almas carentes de pregação realmente bíblica acompanhada de verdadeiros sinais e maravilhas de Deus. Idealistas, ilusionistas e manipuladores de massas cujas habilidades da simonia enfeitam suas artificiosas frases da arte da mentira.
Idealistas incentivados pela fome do sensacionalismo, abandonam a verdade da Palavra de Deus, entristecem e extinguem o Espírito e seguem os seus pensamentos navegantes em ventos de doutrinas estranhas às Escrituras Sagradas. Indivíduos insensíveis ao mover verdadeiro do Espírito do Senhor, motivados por seus próprios impulsos afoitos e intentos imitadores, demonstrando insensatez nas suas palavras descomprometidas que jogam sobre os públicos, avançam ávidos de emocionalismo pessoal que em nada identificam a vontade circunstancial de Deus, ignoram o conteúdo escriturístico e tomam implicitamente uma atitude de busca de auto-afirmação do ideal positivista e otimista que pretendem aconteça ou esperam que se estabeleça em alguma circunstância ocasional futura. Um impulso movido pela força influenciadora da adivinhação e arrastado pelo fascínio da pseudofama que seduz tais “profetas” ao campo fértil e aberto da prognosticação.
Indivíduos que forçam alinhavar em suas vidas uma aliança impossível com o Espírito do Senhor estando irmanados com o espírito da mentira, que buscam co-habitar com a docilidade do bálsamo refrescante e curador da Palavra de Deus estando cooperando aliados com a camuflada amargura resultante do pecado de feitiçaria.
Idealistas que ansiosos por cativarem públicos e colherem aplausos e fama, abraçam confortavelmente o positivismo e o otimismo, e com imenso carisma sincretista se permitem em plena disposição a oferecerem seus préstimos ao engano das ilusões idealistas iludindo e manipulando as massas. Dizem em altas vozes palavras que Deus não lhes falara e entregam mensagens falaciosas e declaram pensamentos contradizentes com a Palavra de Deus. Que tristes são a vida e a obra desses idealistas que andarilhos passam suas vidas a se dizerem “profetas” – profetas da ilusão -, dando lugar ao espírito de mentiras. Alguns mais arrogantes se lançam deliberadamente ao supersticismo ao induzir pessoas a acreditarem em coisas estranhas e fantasiosas desviando-as da verdade e excitando-as a exercitarem inconsequentemente sua fé sobre coisas mistificadas e supersticiosas. Afinal, que pode ser escolhido hoje dos classificados para edificar o povo de Deus? As fantasias dos idealistas surgidos pelo oportunismo ou as mensagens evidentes dos profetas levantados pelo Senhor? Como disse o comandante hebreu Josué “escolhei hoje”. A quem está sendo dada a honra devida nas tribunas e púlpitos, a idealistas fantasiosos em falácias e ilusões ou aos profetas poderosos em palavras e obras?
Ainda nestes dias ouvimos soarem no nosso íntimo as firmes palavras do Profeta Oséias a nos dizer “o meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento”. Os 4.6. Que coisa terrível o “ser varrido como por uma vassoura” pela corrupção em razão de falta de conhecimento, de entendimento e de discernimento. “Não havendo profecia, o povo se corrompe”. Pv 29.18
Mas tenho uma boa notícia que alegra a todos, principalmente aos profetas verdadeiros. Fiquemos descansados no Senhor porque “Ele mesmo deu profetas” verdadeiros especial e particularmente ao Seu povo. Deus proveu e aprovisionou a Sua Igreja com profetas, e nunca com idealistas. Ele não nos deu idealistas. Idealistas surgem de si mesmos como mensageiros alheios aos caminhos e vontade de nosso Deus. Graças a Deus que foi Ele mesmo que nos “deu uns para profetas”.
Em todo tempo sempre existiram o verdadeiro (que é levantado por Deus) e o falso (que surge ou infiltra-se no meio do povo do Senhor).
O profeta verdadeiro não surge, e sim é levantado por Deus. O profeta verdadeiro cumpre o seu ministério em atender o querer de Deus “para o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério”. Cumprir é seguir obedecendo aos moldes preestabelecidamente propostos, e neste caso propostos pelo Senhor. Profetas cumprem com seriedade e verdade ministérios verdadeiros, e idealistas fantasiosos desenvolvem ciclos de idéias alheias à vontade de Deus com positivismo e otimismo humanos.
O falso profeta desenvolve um ministério construído sobre fundamentos de mentiras, aperfeiçoa os seus seguidores e fãs para darem continuidade a uma obra de mentiras que sustêm um ministério falacioso e duvidoso que se equilibra sobre a corda da probabilidade e da possibilidade, divulgado sob a força do engano e das falsas ilusões que lamentavelmente alimentam falsas esperanças em corações ternamente carentes da Palavra de Deus.
Li em certo lugar que “a presença do verdadeiro não é suficiente para impedir a manifestação do falso”. O idealista é um falso profeta, pois propaga as idéias geradas ou engenhadas de si mesmo visando aconteça o ideal particular que pretensamente pensa ou espera aconteça. O profeta falso é um embusteiro que aproveita-se da carência de ensino bíblico genuíno em muitos rebanhos para lançar sobre eles suas idéias e seus ideais ilusionistas.
Vejamos alguns itens sumamente oportunos para os quais encontramos várias referências nas Escrituras Sagradas e que muito podem ensinar, a fim de que nossos rebanhos não venham a cair nas velhas malhas das tarrafas de idealistas jogadas sobre os ajuntamentos das massas para cativá-las, manipulá-las, enganá-las, iludi-las, enfim promoverem confusão até que as pessoas por eles aliciadas e iludidas esmoreçam na fé, caiam da graça de Deus e com isto haja grandes prejuízos e tropeços para muitas vidas.
I – A FALSA MENSAGEM PROFÉTICA
1. Recheada de positivismo particular. 1 Re 22.11-13.
2. Enfeitada de idealismo presunçoso. Jr 28.2
3. Atende ao agrado de rebeldes para a sua própria ruina.
4. Ilude com promessas de falsos triunfos aos amantes do misticismo.
5. Concorda com o que o povo espera particularmente de si mesmo alheio ao que espera de Deus.
6. Não acontece no desenrolar dos fatos como predito. Dt 18.22
7. Não se cumpre ao atingir o seu efeito, a sua conclusão. Dt 18.22
8. Não tem finalidades de edificar, exortar (animar) e consolar. 1Co 14.3-4.
9. Massageia o ego, anestesia a alma e agrada os desejos sombrios.
II – O FALSO PROFETA
1. Apresenta uma espiritualidade simulada.
2. Age por audácia, arrogância, presunção, soberba e imposição carnal.
3. Causa impressão aos olhos e a anseios pessoais.
4. Imita eficientemente o exterior do verdadeiro, mas o cerne é falso.
5. Promove estragos em igrejas.
6. Provoca enganos, ilusões e destroços em vidas.
7. Coopera com a frieza e o caos espiritual na sociedade.
8. Afasta e aliena vidas da vontade de Deus para elas.
9. Cercam o povo com mentiras.
10. Faz o povo confiar em mentiras.
III – O DISCERNIMENTO
1. Deus prova a nossa capacidade afetiva de temor e de apego a Ele. Dt 13.3.
2. Deus nos ensina distinguir a verdade do erro, o bom do ruim.
3. Deus treina o nosso entendimento e as nossas capacidades espirituais.
4. Deus nos dá pelo Seu Espírito o dom espiritual do discernimento.
IV – ELEMENTOS BÁSICOS PARA O DISCERNIMENTO
1. A Palavra de Deus – é o fator principal e primordial que permite exame e comparação sobre o que vemos, ouvimos, pensamos e fazemos.
2. A origem da mensagem – é um fator que revela quem ou o que está por trás da profecia.
3. O conteúdo da mensagem – é um fator que revela o referencial e a relação.
4. A finalidade da mensagem – é um fator que revela para que serve e os resultados.
5. O tempo – é um fator que testa a veracidade e autenticidade da profecia.
Que venhamos nos manter nas nossas posição e vivência de pregadores, profetas que de fato Deus levantou no nosso tempo nos mantendo em nosso lugar de profetas levantados pelo Senhor e não nos permitir a sermos assemelhados aos que levantam-se a si mesmos e surgem nos recônditos do misticismo ansiando se promoverem nas correntes da fama e sobrevivendo das ninharias angariadas em apresentações artísticas misticistas e ilusionárias como se fossem avivamentos, mas que nada resultam a não ser lembranças de um avivalismo sem marcas e sem frutos.
Que o nosso Deus levante mais companheiros mestres e ensinadores realmente comprometidos primeiramente com o Senhor e com o Reino de Deus e que as multidões percebam a premente necessidade de se intensificarem em aprender diariamente o genuíno ensinamento da Palavra de Deus, que posicionem-se como servos de Deus em Cristo para sobriamente repugnarem de forma veemente as fantasiosas manifestações idealistas alimentadas pelo espírito positivista do otimismo disfarçadas em mensagens avivalistas que se dispõem a rondar muitas tribunas e púlpitos.
Que continuemos hoje no mesmo espírito vigoroso, ousado e intrépido que havia no diácono e evangelista Filipe que pregava na antiga cidade de Samaria, a fim de que o Espírito do Senhor continue no nosso tempo a nos usar com a genuína mensagem bíblica acompanhada de sinais e maravilhas realizados sob o poder da boa e poderosa mão de Deus e na unção do Espírito Santo.
PbGS
http://www.glaukosantos.com/
Marcadores:
adivinhos,
animadores,
avivalistas,
enganadores,
ilusionistas,
pregadores,
profetas,
prognosticadores
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
ANÚNCIOS E ANUNCIANTES
Anúncios e Anunciantes.
Aos meus caros leitores e companheiros pequenos pregadores, desejo de antemão apresentar-lhes meus sinceros e profundos agradecimentos em atenção aos e-mails contendo dezenas de expressões de singulares reconhecimentos aos temas por mim abordados e comentados, bem como as que por unanimidade dentre elas nos deixam claro que ainda existe um bom e expressivo número de homens de Deus em nossa pátria alcançando os horizontes da prédica e enxergando neles a existência dos mesmos indícios de que alguma coisa estranha e pouco virtuosa vinha sendo levantada e acontecendo com a pregação cristã. E nós que pensávamos que somente os experientes e os ainda muito mais experientes veteranos estavam vendo tais coisas se avolumando e forçando se estabelecer no meio do povo de Deus, ora vemos que até os mais jovens pregadores estão também notando. De certa forma folgo em tomar conhecimento de que também jovens pregadores estão vendo lamentáveis acontecimentos pelo mesmo prisma nosso, e não se permitindo estarem amordaçados manifestam e alçam suas observações juntamente com as nossas. Glória a Deus por estes Seus pequenos pregadores chamados, vocacionados e levantados para a Seara!
Nesta oportunidade de agora venho com mais outro tema, que nos faz valer tomar algum espaço e precioso tempo para nos ater nele com um pouco mais de detalhes. A temática deste artigo objetiva tecer algumas linhas sobre anúncios e anunciantes. Creio piamente que sua importância e significância podem nos despertar para alguns fatos curiosos que em muito se assemelham ao que o povo de Deus tem visto e ouvido.
Vez após vezes encontramos anúncios das mais diversas naturezas, classificações e finalidades. Dentre estes focalizamos os mais contundentes e esmerados pelas suas multiformes estratégias e arranjos quase miraculosos da publicidade, haja vista que estamos vivendo a era da informação supervalorizada graças a imponente ajuda das tecnologias e apoiada quase que na sua totalidade pela informatização.
São os caminhos, e por que não dizer os “atalhos”, da viabilidade acelerada para que os anúncios cheguem com maiores eficiência e abrangência ao público e confiados nisto seus anunciantes se vejam contentes e eficazes em atingir seus objetivos no público alvo.
Os anúncios tomaram conta de todos os setores da vida, e em nome da comunicação se tornaram cada vez mais modernizados e revestidos complementarmente pelas demais ciências humanas. Hoje já não se contenta mais apenas com as cores nem com as vinhetas e chamadas simplificadas indicando a realeza da sinceridade e da verdade daquilo que nos é comunicado pelos anunciantes. São necessárias as matizações e mixagens nos intrincados projetos engenhosos a fim de engodar e atrair a atenção e mover a vontade humana como se estivessem ordenando algo expressa e forçosamente ao público. Já se foram os tempos em que os simples anúncios pessoais no conhecido estilo “cara-a-cara” de porta em porta que aos poucos tomavam longo alcance no bairro e assumiam as primeiras posições nos elencos de diálogos das praças e logradouros da cidade. Sem qualquer tendência de saudosismo, lembro-me de que foram estes os mais eficazes métodos de anúncios por haver neles a oportunidade precisa de conhecer de perto tanto o anúncio e seu objeto anunciado como o seu anunciante. Temos certa medida de dificuldade e de desconfiança sobre as coisas que nos são anunciadas na maioria das vezes. A dúvida e a suspeita de falsidade comprometem negativamente o conteúdo dos anúncios por desconhecermos também o seu anunciante, quanto mais quando este não possui estabelecido um histórico. E por mais incrementados que sejam os anúncios sobre seus objetos de campanha, todos ficamos aterrados no senso de proteção defensiva, e quando mais tomamos conhecimento de que aqueles anúncios antes vistos não espelharam a verdade que agora constatamos mais somos arrastados pela frustração de que de quase nada valeram a pena aquelas tantas “vultuosas fanfarras alvissareiras” apresentadas quase artisticamente, e que ao surgirem outros sobre o mesmo objeto de anúncio são todos rotulados como sendo a mesma coisa desprezível e indigna de aceitação e por conseguinte devam ser desacreditados. Os anúncios hodiernos já não precisam se apoiar em demonstrar toda a verdade sob pena de seus objetos anunciados serem “pirateados” e invadidas as idéias de quem os produziu, sendo melhor e mais barato apenas mostrar frases resumidas em títulos substantivados, carregados de adjetivação para supervalorizar e superlativar as características de algo até então desconhecido ou pouco experimentado pelo público. Há de ser que sempre tenham que restar as “deixas” para que leve o público a responsabilizar-se cabalmente sobre suas escolhas e preferências imediatistas a fim de parcialmente isentar seus anunciantes de possíveis e futuras culpas e desmerecimento. Os segredos e mistérios são trabalhados a permanecerem entre linhas latentes e ora sugestivamente patentes nos anúncios até que sejam desvendados seus significados reais pelo público como possível promissor de suas aquisições ou contratações. Finalmente, e lamentavelmente, estamos vivendo a época da frase popular tão conhecida literalmente do “embrulha e manda”, sendo mais importante o “existir” fantasiosamente apresentado e não mais o “ser” naturalmente comprovado. Surgem os anúncios do tipo “mil e uma utilidades”, nos quais tentamos encontrar uma aplicabilidade específica do objeto anunciado, porém ainda na descoberta nos deparamos que nem mesmo seu anunciante se conhece basicamente a si mesmo e tudo quanto é, possui e anuncia é de caráter genérico e de consistência pouco suficiente. “Quem vê cara não vê coração” é a citação popular que muito bem conseguimos depreender das inúmeras deduções sobre o que numa maioria de anúncios e seus anunciantes deixam espalhadas nos seus rastros por onde trilharam. Como mudam os anúncios e os anunciantes...!
Quando tomamos algum tempo em analisar o anúncio do Evangelho no mundo neotestamentário da época dos poderosos romanos e dos sábios gregos, encontramos com relativa facilidade interpretativa o que de então tinham aquelas sociedades de avanços de sua época, pois o poder, o conhecimento e as correntes filosóficas daqueles dias eram suportes referenciais altamente almejados, considerados e buscados por elas. Foram as épocas nas quais o simples era visto como insignificante, o humilde reputado como fraco e vil, onde o auge do orgulho e da soberba humana aclamava e aplaudia somente as grandezas, as dominações e suas conquistas. Enfim, o orgulho, a luxúria e a soberba humanas tinham que se manter na mais alta posição do pódio da vida. E mesmo assim o arauto se punha como um elemento profissional neutro nos passos e palácios, nas esquinas e praças a alçarem seus anúncios a mando de quem os contratou e pagou. O importante era predominarem a grandeza e o luxo e abaterem a humildade, a simplicidade e a singeleza. Nos faz lembrar um anúncio de nosso tempo sobre veículos novos no qual o tema é aclamar não mais apenas o grande, mas sim o gigante poderoso e luxuoso.
Roma, com seu domínio e poder avassaladores, sendo aplaudida. Grécia, com seus conhecimentos e filosofias imbatíveis e desafiadores, sendo aclamada como astro. Ambas com sociedades notáveis porém marcadas pela decadência espiritual, moral e social batendo em suas portas, desprotegendo crianças, jovens e famílias. Os valores do homem ultrajados e vulnerabilizados na época e cada vez mais mergulhado na idolatria, na devassidão, nas religiosidades e crenças, e nas perversões e luxúrias. Que digam isto melhor e mais apropriadamente as literaturas de histórias. Mas ao saber sobre tudo daquilo nos conforta também saber que o nosso Deus escolheu um perseguidor Saulo e neste levantou o crente Paulo sábio segundo Deus e louco segundo o mundo, nas questões espirituais e vitais, humilde, pequeno em estatura, ousado na evangelização e doutrinação, e sobretudo um sincero portador de um anúncio diferente e jamais visto antes. Um anúncio revolucionário e transformador de pessoas, de lugares e de sociedades, no qual seu anunciante havia ancorado sua própria vida primeiro como selo testemunhal de garantia ao público que o ouvisse. Um anúncio capaz de nortear rumos que iriam fazer o diferencial para todas as línguas, povos, tribos e nações, onde quer que aquele anúncio chegue e atravesse as gerações. Nosso Deus escolheu um outrora perseguidor portentoso, rigoroso, zeloso e amplamente conhecido, e depois de abatê-lo, convencê-lo e prepará-lo no tempo de Deus o enviou aos estranhos e o destinou também para anunciar o Evangelho aos seus contemporâneos judeus, romanos e gregos onde quer que estes estivessem.
É próprio de nosso Deus escolher as coisas loucas, fracas e vis para ao usá-las como Seus anunciantes confundir os sábios, os fortes e os poderosos deste mundo. O anúncio deve demonstrar e fazer ser conhecido quem o está anunciando.
À vista disso, não é de nos admirar a expressão de Paulo, o apóstolo do Senhor Jesus Cristo, com vivência e experiência cristã suficientes, quando intentava visitar os crentes romanos de sua época e naquela visita anunciar o Evangelho em Roma. De tamanho projeto que era pela sua magnitude e amplitude, Paulo, o apóstolo pregador, anteviu as situações e circunstâncias e inspirado expressou: “...quanto há em mim, estou pronto a anunciar o Evangelho também a vós que estais em Roma”. (Rm 1.15).
Paulo não estava engendrando uma viagem de visita humanitária, não uma revista religiosa ou uma passagem representativamente politizada com práticas superficiais e elogiosas como os muitos religiosos e poderosos e reconhecidos deste mundo o fazem classicamente nos lugares aonde vão. Paulo sabia que pessoa ele era, que anúncio ele carregava, o que iria realizar e o que iria encontrar e enfrentar na sua trajetória ante a uma mega cidade imperial do mundo de então. Paulo sabia que iria abraçar e ser abraçado e confortado pelos crentes romanos, mas também sabia de que tipo de universo humano diversificado no qual ele iria penetrar e com o qual ele iria interagir. Paulo não buscou sob pretexto algum ser objeto de adorações, visto que tudo sobre ele registrado nos faz ver que ele mesmo sempre apresentou lucidez, inteireza e consciência de sua pessoa e missão em todos os seus momentos e locais de convívio e de visita. Paulo sabia que seu anúncio iria trazer mudanças conflitantes aos costumes, culturas e tendências por onde passasse anunciando-o. Paulo tinha marcas de um verdadeiro anunciante portador de um anúncio verdadeiro e eficaz ao qual não precisa anexos, apêndices e nem adendos para tranformá-lo em objeto de amistosas políticas religiosas por cruzadas interesseiras e catequeses sensibilizantes, lisonjeiras e atraentes. O anúncio do Evangelho sempre encontra terrenos conflituosos e sempre se deparará radicalmente com estes. Anunciar o Evangelho não significa se empenhar em obter adorações.
O que o Senhor Jesus procura não são adorações. Querem ver adorações requintadamente sinceras e reverentes? Conheçam as realizadas nas tribos e pelos tribais das muitas regiões espalhadas do nosso globo. Mas não são elas que o Senhor Jesus procura. Querem ver anúncios fantásticos e dinamicamente gigantescos e esplendorosos? Conheçam os tipos apresentados e falados nos centros das mega capitais dos maiores volumes de negócios financeiros e artísticos do mundo. O que o Senhor Jesus procura não são maravilhosos anunciadores e tipos de anúncios com montagens mirabolantes. O Senhor da Ceifa sabe onde estão os verdadeiros anunciadores das Boas Novas de Deus aos homens. O nosso Bondoso e Amoroso Deus sabe também onde encontrar e como preparar aqueles que, mesmo pelas circunstâncias jogados aos trapos das sarjetas ou mesmo aqueles arraigados nos credos e crenças da ignorância, pode o Senhor resgatá-los e transformá-los em Seus anunciadores poderosos em palavras e obras. Ser poderoso em palavras produz marcas eloqüentes apenas e ser poderoso em obras produz anúncio poderosamente eficiente. Ser poderoso em palavras e obras é produto de uma construção de vida e trabalho árduo e persistente sob convicção diante de Deus e diante dos homens - não é apenas o resultado de “ostentar” um título nominal de “conferencista”, e sim ser por chamada e vocação um evangelista. O que mais temos encontrado por esses lugares afora são anunciantes do Evangelho que num mês eram “conferencistas” e no outro já eram “escapistas” por terem caído da graça de Deus e vitimados pela infantilidade e despreparo pessoal sobre a desgraça das paixões e da falta do domínio próprio sobre seus apetites e desejos recalcada e sublimadamente camuflados na alma. Não é o anúncio, portanto, que diz quem somos, são as nossas obras que nos atestam o que somos como anunciantes dignos, idôneos e, sobretudo experientes e experimentados para anunciar o que anunciamos. Anunciar o Evangelho qualquer pessoa pode fazê-lo. Lembro-me de uma reportagem sobre uma novela secular de televisão na qual um ator foi previamente preparado e treinado para representar um personagem e interpretar nele o papel de um pastor evangélico. Aquela reportagem fazia elogios sobre aquele ator por este ter incorporado um personagem com um desempenho e desvelo tão afinados à vida real que naquela surrealidade, dizia a reportagem, “parecia literalmente com um pregador evangélico da vida real”. Reconhecemos e jamais ignoramos as necessidades e pré-requisitos humanos para tudo na vida, e por outro lado ficamos sobremaneira jubilosos quando olhamos nossa multidão de pregadores e ensinadores cristãos vemos as coisas louváveis que nos abraçam e favorecem abençoadamente em comum às nossas vidas de servos de Deus, despenseiros e porta-vozes sérios de um anúncio sobre todos os anúncios.
Senhores, o preparo e o adestramento exigem sobremaneira caras medidas de esforços disciplinares nas muitas áreas da vida, e por que não declarar em todas?
Agora, a esta altura do presente artigo, intencionalmente desejo chamar e direcionar a atenção dos nossos amáveis leitores e demais companheiros pregadores a colocarem a palavra “pregador” no lugar onde está o termo “anunciante”. Onde neste artigo se lê “anunciante”, leia-se “pregador”. Agora passo a me referir aos anunciantes denominando-os especificamente de pregadores. Uma coisa excetua muitos anunciantes – é a de que “importa que o Evangelho seja anunciado”, disse e deixou-nos registrado com muita propriedade o apóstolo Paulo.
Como cumprimento profético para esta era escatológica, um fenômeno que vem se nos apresentando já de alguns poucos anos para cá - é o de pretensos anunciantes pelas suas práticas mecanizadamente frias tentarem igualar o anúncio do Evangelho aos anúncios seculares do mundo, como se o anúncio do Evangelho estivesse sendo por eles colocado e exposto numa prateleira junta e igualavelmente como um outro produto. Enquanto nos anúncios seculares a ênfase se detém neles e apenas neles não importando quase nada sabermos sobre quem são seus anunciantes, no anúncio do Evangelho primariamente devemos nos deter o mais que tudo em conhecer quem são os anunciantes, quem pode vivencialmente dar referências e testemunhos seguros e comprovados a respeito destes. Nisto quero por minha conta inverter a supramencionada frase popular para: “quem vê cara tem que ver coração”!
É de nos surpreender como alguns anunciantes de nosso tempo se portam, se estribam e se auto convencem de que são seus exclusivos conhecimentos e diplomas escolares e teológicos, seus ternos, gravatas e sapatos patentemente grifados e valiosos, sua aparência pessoal artística e seus talentos naturais com certa desenvoltura de propagar algo ao público com relativa facilidade que os fazem e os atestam como anunciadores do Evangelho. Lembro-me que há algum tempo atrás passei em uma das calçadas de uma grande e famosa estação central ferroviária bem conhecida de nosso país, e nela notei um vendedor ambulante apresentando os seus produtos ao público, e com tamanha fluência e facilidade de expressão ele dissertava resumos sobre seus produtos tentando suscitar necessidades nos seus ouvintes persuadindo-os a admitirem o foco de suas condições de carência e assim lançar a sua rede para obter algum ganho. Longe esteja de nós o sermos anunciantes inconseqüentes, inconsistentes e inconscientes propagando um poderoso anúncio sem ter a experiência pessoal exigida e requerida para com o que de fato anunciamos.
Anunciar o Evangelho requer mais do seu anunciante do que alguns pretensos anunciantes descomprometidos imaginam. Senhores, precisamos repetidamente estar emitindo alertas de que estamos num tempo escatológico sem precedentes e incomparáveis, no qual em meio a tudo que vemos e vivenciamos, nos soam alto e em bom tom as palavras de Paulo a Timóteo dizendo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. (2Tm 3.1). E corroborando isto em outro lugar ele diz: “Mas O Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé”. (1Tm 4.1).
Caros e amados leitores e pequenos pregadores, que nossos anúncios sejam voltados e construídos sobre o anúncio cristocêntrico, e que nós como seus anunciantes continuemos sendo provas vivas dele. Que não nos deixemos nos permitir ser envolvidos por titulações ilusórias desprovidas de qualquer certificação conferida e expedida pelos nossos honrados e respeitados seminários e institutos bíblicos até então existentes e reconhecidos. Que jamais permitamos ser igualado o anúncio das Boas Novas de Deus aos homens aos anúncios de produtos e bens seculares deste mundo. Que jamais permitamos que nossas atitudes e comportamentos nos apresentem aos homens como pretensos anunciantes de algo sobre o qual nosso propósito vise ganhos ou lucros. Enfim, que continuemos sendo embaixadores de Jesus Cristo aos homens aos quais sem manchas O anunciamos sendo nós pequenos pregadores fazendo a obra de um evangelista e não de um “conferencista” – pois este título é tão sugestiva e socialmente grande e transitório que não é tido como dádiva de Deus para a Sua amada igreja e nem coube ser registrado em nenhuma página do Livro de Deus.
PbGS
Aos meus caros leitores e companheiros pequenos pregadores, desejo de antemão apresentar-lhes meus sinceros e profundos agradecimentos em atenção aos e-mails contendo dezenas de expressões de singulares reconhecimentos aos temas por mim abordados e comentados, bem como as que por unanimidade dentre elas nos deixam claro que ainda existe um bom e expressivo número de homens de Deus em nossa pátria alcançando os horizontes da prédica e enxergando neles a existência dos mesmos indícios de que alguma coisa estranha e pouco virtuosa vinha sendo levantada e acontecendo com a pregação cristã. E nós que pensávamos que somente os experientes e os ainda muito mais experientes veteranos estavam vendo tais coisas se avolumando e forçando se estabelecer no meio do povo de Deus, ora vemos que até os mais jovens pregadores estão também notando. De certa forma folgo em tomar conhecimento de que também jovens pregadores estão vendo lamentáveis acontecimentos pelo mesmo prisma nosso, e não se permitindo estarem amordaçados manifestam e alçam suas observações juntamente com as nossas. Glória a Deus por estes Seus pequenos pregadores chamados, vocacionados e levantados para a Seara!
Nesta oportunidade de agora venho com mais outro tema, que nos faz valer tomar algum espaço e precioso tempo para nos ater nele com um pouco mais de detalhes. A temática deste artigo objetiva tecer algumas linhas sobre anúncios e anunciantes. Creio piamente que sua importância e significância podem nos despertar para alguns fatos curiosos que em muito se assemelham ao que o povo de Deus tem visto e ouvido.
Vez após vezes encontramos anúncios das mais diversas naturezas, classificações e finalidades. Dentre estes focalizamos os mais contundentes e esmerados pelas suas multiformes estratégias e arranjos quase miraculosos da publicidade, haja vista que estamos vivendo a era da informação supervalorizada graças a imponente ajuda das tecnologias e apoiada quase que na sua totalidade pela informatização.
São os caminhos, e por que não dizer os “atalhos”, da viabilidade acelerada para que os anúncios cheguem com maiores eficiência e abrangência ao público e confiados nisto seus anunciantes se vejam contentes e eficazes em atingir seus objetivos no público alvo.
Os anúncios tomaram conta de todos os setores da vida, e em nome da comunicação se tornaram cada vez mais modernizados e revestidos complementarmente pelas demais ciências humanas. Hoje já não se contenta mais apenas com as cores nem com as vinhetas e chamadas simplificadas indicando a realeza da sinceridade e da verdade daquilo que nos é comunicado pelos anunciantes. São necessárias as matizações e mixagens nos intrincados projetos engenhosos a fim de engodar e atrair a atenção e mover a vontade humana como se estivessem ordenando algo expressa e forçosamente ao público. Já se foram os tempos em que os simples anúncios pessoais no conhecido estilo “cara-a-cara” de porta em porta que aos poucos tomavam longo alcance no bairro e assumiam as primeiras posições nos elencos de diálogos das praças e logradouros da cidade. Sem qualquer tendência de saudosismo, lembro-me de que foram estes os mais eficazes métodos de anúncios por haver neles a oportunidade precisa de conhecer de perto tanto o anúncio e seu objeto anunciado como o seu anunciante. Temos certa medida de dificuldade e de desconfiança sobre as coisas que nos são anunciadas na maioria das vezes. A dúvida e a suspeita de falsidade comprometem negativamente o conteúdo dos anúncios por desconhecermos também o seu anunciante, quanto mais quando este não possui estabelecido um histórico. E por mais incrementados que sejam os anúncios sobre seus objetos de campanha, todos ficamos aterrados no senso de proteção defensiva, e quando mais tomamos conhecimento de que aqueles anúncios antes vistos não espelharam a verdade que agora constatamos mais somos arrastados pela frustração de que de quase nada valeram a pena aquelas tantas “vultuosas fanfarras alvissareiras” apresentadas quase artisticamente, e que ao surgirem outros sobre o mesmo objeto de anúncio são todos rotulados como sendo a mesma coisa desprezível e indigna de aceitação e por conseguinte devam ser desacreditados. Os anúncios hodiernos já não precisam se apoiar em demonstrar toda a verdade sob pena de seus objetos anunciados serem “pirateados” e invadidas as idéias de quem os produziu, sendo melhor e mais barato apenas mostrar frases resumidas em títulos substantivados, carregados de adjetivação para supervalorizar e superlativar as características de algo até então desconhecido ou pouco experimentado pelo público. Há de ser que sempre tenham que restar as “deixas” para que leve o público a responsabilizar-se cabalmente sobre suas escolhas e preferências imediatistas a fim de parcialmente isentar seus anunciantes de possíveis e futuras culpas e desmerecimento. Os segredos e mistérios são trabalhados a permanecerem entre linhas latentes e ora sugestivamente patentes nos anúncios até que sejam desvendados seus significados reais pelo público como possível promissor de suas aquisições ou contratações. Finalmente, e lamentavelmente, estamos vivendo a época da frase popular tão conhecida literalmente do “embrulha e manda”, sendo mais importante o “existir” fantasiosamente apresentado e não mais o “ser” naturalmente comprovado. Surgem os anúncios do tipo “mil e uma utilidades”, nos quais tentamos encontrar uma aplicabilidade específica do objeto anunciado, porém ainda na descoberta nos deparamos que nem mesmo seu anunciante se conhece basicamente a si mesmo e tudo quanto é, possui e anuncia é de caráter genérico e de consistência pouco suficiente. “Quem vê cara não vê coração” é a citação popular que muito bem conseguimos depreender das inúmeras deduções sobre o que numa maioria de anúncios e seus anunciantes deixam espalhadas nos seus rastros por onde trilharam. Como mudam os anúncios e os anunciantes...!
Quando tomamos algum tempo em analisar o anúncio do Evangelho no mundo neotestamentário da época dos poderosos romanos e dos sábios gregos, encontramos com relativa facilidade interpretativa o que de então tinham aquelas sociedades de avanços de sua época, pois o poder, o conhecimento e as correntes filosóficas daqueles dias eram suportes referenciais altamente almejados, considerados e buscados por elas. Foram as épocas nas quais o simples era visto como insignificante, o humilde reputado como fraco e vil, onde o auge do orgulho e da soberba humana aclamava e aplaudia somente as grandezas, as dominações e suas conquistas. Enfim, o orgulho, a luxúria e a soberba humanas tinham que se manter na mais alta posição do pódio da vida. E mesmo assim o arauto se punha como um elemento profissional neutro nos passos e palácios, nas esquinas e praças a alçarem seus anúncios a mando de quem os contratou e pagou. O importante era predominarem a grandeza e o luxo e abaterem a humildade, a simplicidade e a singeleza. Nos faz lembrar um anúncio de nosso tempo sobre veículos novos no qual o tema é aclamar não mais apenas o grande, mas sim o gigante poderoso e luxuoso.
Roma, com seu domínio e poder avassaladores, sendo aplaudida. Grécia, com seus conhecimentos e filosofias imbatíveis e desafiadores, sendo aclamada como astro. Ambas com sociedades notáveis porém marcadas pela decadência espiritual, moral e social batendo em suas portas, desprotegendo crianças, jovens e famílias. Os valores do homem ultrajados e vulnerabilizados na época e cada vez mais mergulhado na idolatria, na devassidão, nas religiosidades e crenças, e nas perversões e luxúrias. Que digam isto melhor e mais apropriadamente as literaturas de histórias. Mas ao saber sobre tudo daquilo nos conforta também saber que o nosso Deus escolheu um perseguidor Saulo e neste levantou o crente Paulo sábio segundo Deus e louco segundo o mundo, nas questões espirituais e vitais, humilde, pequeno em estatura, ousado na evangelização e doutrinação, e sobretudo um sincero portador de um anúncio diferente e jamais visto antes. Um anúncio revolucionário e transformador de pessoas, de lugares e de sociedades, no qual seu anunciante havia ancorado sua própria vida primeiro como selo testemunhal de garantia ao público que o ouvisse. Um anúncio capaz de nortear rumos que iriam fazer o diferencial para todas as línguas, povos, tribos e nações, onde quer que aquele anúncio chegue e atravesse as gerações. Nosso Deus escolheu um outrora perseguidor portentoso, rigoroso, zeloso e amplamente conhecido, e depois de abatê-lo, convencê-lo e prepará-lo no tempo de Deus o enviou aos estranhos e o destinou também para anunciar o Evangelho aos seus contemporâneos judeus, romanos e gregos onde quer que estes estivessem.
É próprio de nosso Deus escolher as coisas loucas, fracas e vis para ao usá-las como Seus anunciantes confundir os sábios, os fortes e os poderosos deste mundo. O anúncio deve demonstrar e fazer ser conhecido quem o está anunciando.
À vista disso, não é de nos admirar a expressão de Paulo, o apóstolo do Senhor Jesus Cristo, com vivência e experiência cristã suficientes, quando intentava visitar os crentes romanos de sua época e naquela visita anunciar o Evangelho em Roma. De tamanho projeto que era pela sua magnitude e amplitude, Paulo, o apóstolo pregador, anteviu as situações e circunstâncias e inspirado expressou: “...quanto há em mim, estou pronto a anunciar o Evangelho também a vós que estais em Roma”. (Rm 1.15).
Paulo não estava engendrando uma viagem de visita humanitária, não uma revista religiosa ou uma passagem representativamente politizada com práticas superficiais e elogiosas como os muitos religiosos e poderosos e reconhecidos deste mundo o fazem classicamente nos lugares aonde vão. Paulo sabia que pessoa ele era, que anúncio ele carregava, o que iria realizar e o que iria encontrar e enfrentar na sua trajetória ante a uma mega cidade imperial do mundo de então. Paulo sabia que iria abraçar e ser abraçado e confortado pelos crentes romanos, mas também sabia de que tipo de universo humano diversificado no qual ele iria penetrar e com o qual ele iria interagir. Paulo não buscou sob pretexto algum ser objeto de adorações, visto que tudo sobre ele registrado nos faz ver que ele mesmo sempre apresentou lucidez, inteireza e consciência de sua pessoa e missão em todos os seus momentos e locais de convívio e de visita. Paulo sabia que seu anúncio iria trazer mudanças conflitantes aos costumes, culturas e tendências por onde passasse anunciando-o. Paulo tinha marcas de um verdadeiro anunciante portador de um anúncio verdadeiro e eficaz ao qual não precisa anexos, apêndices e nem adendos para tranformá-lo em objeto de amistosas políticas religiosas por cruzadas interesseiras e catequeses sensibilizantes, lisonjeiras e atraentes. O anúncio do Evangelho sempre encontra terrenos conflituosos e sempre se deparará radicalmente com estes. Anunciar o Evangelho não significa se empenhar em obter adorações.
O que o Senhor Jesus procura não são adorações. Querem ver adorações requintadamente sinceras e reverentes? Conheçam as realizadas nas tribos e pelos tribais das muitas regiões espalhadas do nosso globo. Mas não são elas que o Senhor Jesus procura. Querem ver anúncios fantásticos e dinamicamente gigantescos e esplendorosos? Conheçam os tipos apresentados e falados nos centros das mega capitais dos maiores volumes de negócios financeiros e artísticos do mundo. O que o Senhor Jesus procura não são maravilhosos anunciadores e tipos de anúncios com montagens mirabolantes. O Senhor da Ceifa sabe onde estão os verdadeiros anunciadores das Boas Novas de Deus aos homens. O nosso Bondoso e Amoroso Deus sabe também onde encontrar e como preparar aqueles que, mesmo pelas circunstâncias jogados aos trapos das sarjetas ou mesmo aqueles arraigados nos credos e crenças da ignorância, pode o Senhor resgatá-los e transformá-los em Seus anunciadores poderosos em palavras e obras. Ser poderoso em palavras produz marcas eloqüentes apenas e ser poderoso em obras produz anúncio poderosamente eficiente. Ser poderoso em palavras e obras é produto de uma construção de vida e trabalho árduo e persistente sob convicção diante de Deus e diante dos homens - não é apenas o resultado de “ostentar” um título nominal de “conferencista”, e sim ser por chamada e vocação um evangelista. O que mais temos encontrado por esses lugares afora são anunciantes do Evangelho que num mês eram “conferencistas” e no outro já eram “escapistas” por terem caído da graça de Deus e vitimados pela infantilidade e despreparo pessoal sobre a desgraça das paixões e da falta do domínio próprio sobre seus apetites e desejos recalcada e sublimadamente camuflados na alma. Não é o anúncio, portanto, que diz quem somos, são as nossas obras que nos atestam o que somos como anunciantes dignos, idôneos e, sobretudo experientes e experimentados para anunciar o que anunciamos. Anunciar o Evangelho qualquer pessoa pode fazê-lo. Lembro-me de uma reportagem sobre uma novela secular de televisão na qual um ator foi previamente preparado e treinado para representar um personagem e interpretar nele o papel de um pastor evangélico. Aquela reportagem fazia elogios sobre aquele ator por este ter incorporado um personagem com um desempenho e desvelo tão afinados à vida real que naquela surrealidade, dizia a reportagem, “parecia literalmente com um pregador evangélico da vida real”. Reconhecemos e jamais ignoramos as necessidades e pré-requisitos humanos para tudo na vida, e por outro lado ficamos sobremaneira jubilosos quando olhamos nossa multidão de pregadores e ensinadores cristãos vemos as coisas louváveis que nos abraçam e favorecem abençoadamente em comum às nossas vidas de servos de Deus, despenseiros e porta-vozes sérios de um anúncio sobre todos os anúncios.
Senhores, o preparo e o adestramento exigem sobremaneira caras medidas de esforços disciplinares nas muitas áreas da vida, e por que não declarar em todas?
Agora, a esta altura do presente artigo, intencionalmente desejo chamar e direcionar a atenção dos nossos amáveis leitores e demais companheiros pregadores a colocarem a palavra “pregador” no lugar onde está o termo “anunciante”. Onde neste artigo se lê “anunciante”, leia-se “pregador”. Agora passo a me referir aos anunciantes denominando-os especificamente de pregadores. Uma coisa excetua muitos anunciantes – é a de que “importa que o Evangelho seja anunciado”, disse e deixou-nos registrado com muita propriedade o apóstolo Paulo.
Como cumprimento profético para esta era escatológica, um fenômeno que vem se nos apresentando já de alguns poucos anos para cá - é o de pretensos anunciantes pelas suas práticas mecanizadamente frias tentarem igualar o anúncio do Evangelho aos anúncios seculares do mundo, como se o anúncio do Evangelho estivesse sendo por eles colocado e exposto numa prateleira junta e igualavelmente como um outro produto. Enquanto nos anúncios seculares a ênfase se detém neles e apenas neles não importando quase nada sabermos sobre quem são seus anunciantes, no anúncio do Evangelho primariamente devemos nos deter o mais que tudo em conhecer quem são os anunciantes, quem pode vivencialmente dar referências e testemunhos seguros e comprovados a respeito destes. Nisto quero por minha conta inverter a supramencionada frase popular para: “quem vê cara tem que ver coração”!
É de nos surpreender como alguns anunciantes de nosso tempo se portam, se estribam e se auto convencem de que são seus exclusivos conhecimentos e diplomas escolares e teológicos, seus ternos, gravatas e sapatos patentemente grifados e valiosos, sua aparência pessoal artística e seus talentos naturais com certa desenvoltura de propagar algo ao público com relativa facilidade que os fazem e os atestam como anunciadores do Evangelho. Lembro-me que há algum tempo atrás passei em uma das calçadas de uma grande e famosa estação central ferroviária bem conhecida de nosso país, e nela notei um vendedor ambulante apresentando os seus produtos ao público, e com tamanha fluência e facilidade de expressão ele dissertava resumos sobre seus produtos tentando suscitar necessidades nos seus ouvintes persuadindo-os a admitirem o foco de suas condições de carência e assim lançar a sua rede para obter algum ganho. Longe esteja de nós o sermos anunciantes inconseqüentes, inconsistentes e inconscientes propagando um poderoso anúncio sem ter a experiência pessoal exigida e requerida para com o que de fato anunciamos.
Anunciar o Evangelho requer mais do seu anunciante do que alguns pretensos anunciantes descomprometidos imaginam. Senhores, precisamos repetidamente estar emitindo alertas de que estamos num tempo escatológico sem precedentes e incomparáveis, no qual em meio a tudo que vemos e vivenciamos, nos soam alto e em bom tom as palavras de Paulo a Timóteo dizendo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. (2Tm 3.1). E corroborando isto em outro lugar ele diz: “Mas O Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé”. (1Tm 4.1).
Caros e amados leitores e pequenos pregadores, que nossos anúncios sejam voltados e construídos sobre o anúncio cristocêntrico, e que nós como seus anunciantes continuemos sendo provas vivas dele. Que não nos deixemos nos permitir ser envolvidos por titulações ilusórias desprovidas de qualquer certificação conferida e expedida pelos nossos honrados e respeitados seminários e institutos bíblicos até então existentes e reconhecidos. Que jamais permitamos ser igualado o anúncio das Boas Novas de Deus aos homens aos anúncios de produtos e bens seculares deste mundo. Que jamais permitamos que nossas atitudes e comportamentos nos apresentem aos homens como pretensos anunciantes de algo sobre o qual nosso propósito vise ganhos ou lucros. Enfim, que continuemos sendo embaixadores de Jesus Cristo aos homens aos quais sem manchas O anunciamos sendo nós pequenos pregadores fazendo a obra de um evangelista e não de um “conferencista” – pois este título é tão sugestiva e socialmente grande e transitório que não é tido como dádiva de Deus para a Sua amada igreja e nem coube ser registrado em nenhuma página do Livro de Deus.
PbGS
Marcadores:
animadores,
anunciantes,
cuidados,
discernimento,
empenho ministerial,
pregação,
pregadores,
sagrado ministério
Assinar:
Postagens (Atom)








