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domingo, 20 de maio de 2012
ÁGABO: Atos 11.27-30 e 21.10-14
ÁGABO: Atos 11.27-30 e
21.10-14
Um profeta que não desceu em vão...
Um profeta que cumpriu sua missão.
Quase como que escondidos,
mas como raras pérolas preciosas estão, assim alguns nomes de servos de Deus nas
páginas do Novo Testamento residem, cujas ações ou palavras não foram caídas
por terra, não foram apagadas pelo tempo e nem sofreram o embotamento da
incredulidade.
Apesar de sabermos os
nomes daqueles servos pelos registros das Escrituras, apenas pouco em
profundidade conhecemos de suas vidas. E por vezes o quase nada que sabemos já se
faz suficiente e bastante para entendermos o todo e necessário para a nossa
edificação.
Neste artigo, preciso
me ater a um raro nome em especial e apenas mencionado por duas vezes na Bíblia
Sagrada - o nome de Ágabo -. Um profeta entre outros de Jerusalém, da igreja
primitiva, um dos raros profetas da igreja do Novo Testamento que foi mencionado
nominalmente. Realmente nada se tem do significado de seu nome e
tradicionalmente seu nome é visto como de sentido incerto.
Este artigo se refere responsavelmente
a um profeta, como a Escritura indubitavelmente narra. Alguém encontrado digno
de ser mencionado por haver passado no crivo cuidadoso de um relato de
investigação detalhada e minuciosa feita pelo escritor do Livro de Atos. Enfim,
alguém com uma história testemunhada.
Ágabo por duas vezes
desceu de Jerusalém e esteve na presença de Paulo em dois momentos distintos,
no Livro dos Atos registrado claramente está. At 11.27-30 e 21.10-14. Em
nenhuma daquelas vezes, o profeta Ágabo desceu vazio e em vão. E o teor central
de cada uma de suas profecias teve o cumprimento testemunhado.
Apesar de algumas
observações sugestionarem uma aparente e suposta possibilidade de “erros” quanto
à imprecisão nas profecias ditas por Ágabo, em função da aplicação de palavras
cujo cumprimento ao pé da letra não tenha ocorrido conforme a exatidão contida
em pequenos detalhes literais vistos no texto original grego, Deus fez com que as
profecias ditas por Ágabo estejam eternizadas no Seu Livro para testemunho às
gerações. Ainda que houvessem pequenas imperfeições ou aparente influência da imprecisão
humana, Deus não permitiu que a consistência do teor central dos fatos fosse
perdida.
Em termos de exegese
literal nos textos das Escrituras Sagradas, seria de muita valia que sejam considerados
algumas lacunas históricas e certos fatores geográficos e antropológicos presentes
nas línguas bíblicas da antiguidade, assim como as considerações conduzidas
pelas ferramentas competentes e especializadas nesse fim. Mas este é
definitivamente um ponto alheio e desprezível ao foco deste artigo.
O gume deste artigo
pretende incidir sobre as profundas lições extraídas de dois cenários na vida
de um profeta da igreja primitiva, cujos propósitos da missão em cada um deles foram
corroborados pelo cumprimento de suas palavras, tempos depois das duas vezes
que desceu de Jerusalém.
Seguindo o texto, na primeira vez, Ágabo desceu de Jerusalém para a Antioquia, e predisse uma grande fome no mundo
romano. At 11.28 (NVI). Algum tempo depois isto veio de fato acontecer durante
o reinado do imperador Cláudio. Textos da História dão conta de que no mundo
romano sob a égide daquele imperador houve um tempo em que começou a
experimentar uma carestia esta veio a culminar em uma fome massacrante. Ainda
que o consideremos como um profeta leigo, Ágabo falou pelo Espírito Santo diante
de um grupo de pessoas testemunhas, e esta sua profecia teve o seu cumprimento.
Após haver tomado
conhecimento daquela palavra profética, e como resultado motivacional sincero, os
crentes de Antioquia decidiram se mobilizar, conforme suas possibilidades, para
enviar ajudas aos demais irmãos da Judéia. O Senhor Jesus deu profetas para a
Sua igreja amada. Seríamos sempre mais
sensatos e mais sábios e teríamos mais sucessos se déssemos um pouco mais de
atenção ao que diz o profeta Amós: “Certamente o Senhor, o Deus Soberano, não
faz coisa alguma sem revelar os Seus planos aos seus servos, os profetas”. Am
3.7 (NVI)
Ainda seguindo o texto, na segunda vez, tempos
depois, Ágabo desceu de Jerusalém para a Cesaréia, e desta vez foi diretamente
ao encontro do apóstolo Paulo e a este se dirigiu com palavras proféticas. At
21.10-11 (NVI). Desta vez, empregando uma demonstração ilustrativa numa
linguagem simbólica, acompanhada de sua fala, o profeta Ágabo diante de Paulo e
de um grupo de crentes daquela igreja nos arremete a lembrar dos profetas do
Antigo Testamento. Jr 13.1-9 e Ez cap 4.
O que o povo viu e
ouviu o levou a um impacto responsivo rogando insistentemente com choros,
buscando dissuadir ao apóstolo Paulo a que não subisse à Jerusalém. Aquele povo
conhecia a Ágabo e certamente já ouvira falar sobre aquele profeta da igreja
primitiva e fatos ligados a ele. Não se tratava de falas de um encantador de
cenas com palavras evocadas do seu próprio coração, movidas por sentimentos
contingenciais.
Ainda que sabido dos
cristãos e também da maioria naquelas regiões comandadas pelo império romano de
que os ares estavam cheirando intrigas e hostilidades contra os cristãos, Ágabo
exerceu o seu papel de profeta em prenunciar ou anunciar fatos envolvendo
diretamente a pessoa de Paulo. As responsabilidades, a prontidão e as decisões
pessoais sobre o assunto e os riscos da missão eram especialmente da
competência de Paulo sobre si mesmo com suas experiências vivenciais com o
Senhor.
Alheio a detalhes de
cunhos exegéticos literários, fica, dessa forma, claro que o profeta Ágabo não
desceu de Jerusalém vazio e em vão. Ágabo cumpriu sua missão. Fica
terminantemente compreendido que o Senhor revela os Seus planos aos Seus
servos. Historicamente isto tem sido testemunhalmente comprovado em diferentes
épocas e lugares desde os dias da igreja primitiva até os nossos tempos no seio
do povo temente ao Senhor.
A ignorância, a influência
cética e os interesses das vistas da impiedade buscam impedir a igreja do
Senhor para que não perceba as necessidades nessa área, e imprimem forças
contra a verdadeira palavra profética, contra o dom espiritual de profecia, que
deveria predominar com maturidade e sabedoria na igreja dos nossos dias, assim
como haver a consciência e a lucidez quanto a aplicação do exame apreciativo
com sensibilidade, propriedade bíblica e fundamentação teológica sobre tais
conteúdos expostos.
Num tempo em que nos
parece que o exercício do apascentamento está sofrendo sérios comprometimentos
e abandonos, a negligência paira contra as bases de oração, o sensacionalismo
fantasioso abraça inexperientes e aventuras abarcam neófitos na fé, o exercício pouco responsável para com o ensino bíblico e o desinteresse pela sua aprendizagem,
cooperam conjuntamente para um ambiente de artificialidade, superficialidade e a ameaça de
instalação do menosprezo pela profecia como um dom específico para a igreja do
Senhor Jesus.
Se algumas
denominações evangélicas se privaram de reconhecer com legitimidade aqueles que
o Senhor Jesus deu para a Sua igreja como profetas (pessoas cujo dom espiritual
específico para a igreja é o de profecia), e nelas está ausente o exercício
desse dom, sente-se muito por esta imaturidade, em vista do enfrentamento ao panorama hodierno
de confusões, heresias, desencontros de ensaios e de teorias, falas
fantasiosas, ilusionistas e sensacionalistas que a cada dia campeiam, permeiam
e se alastram. “Sem profecia o povo se
corrompe”, diz a Bíblia, mas pior se torna com as falsificações e enganos
rondando os rebanhos.
Mesmo com determinadas
linhas de críticas literárias e observações sobre alguns detalhes vistos nas
profecias ditas por Ágabo, fica claro que ele era um profeta entre outros
profetas no tempo do Novo Testamento e segundo a visão e consideração da igreja
primitiva. O escritor do Livro dos Atos, nos seus relatos investigativos,
considerou o papel e a condição de Ágabo como um profeta que falou pelo
Espírito Santo e em nome deste.
Dessa forma, podemos
descansar confiantes na veracidade investigativa nas palavras dos escritos
lucanos e por elas referentes a Ágabo podermos perceber grandes e boas lições
aos profetas das gerações futuras a ele. Não desça do lugar santo em vão. Tenha
convicção e experiência no que diz. Esteja seguro, lúcido e previdente do peso
de qualquer conteúdo que venha sair de sua boca. Esteja seguro de seus lastros
de intimidade com o Espírito que comissiona os Seus profetas. Não se permita
ceder ao caprichismo das eventualidades e nem a demonstrações de
sensacionalismo fantasioso. Não se intimide e cumpra com legitimidade,
sensibilidade, firmeza e coerência a sua missão!
Os profetas que são
verdadeiramente profetas, profetas verdadeiros, sabem discernir e respeitar as
reuniões cristãs, conhecem experimental e vivencialmente a operação e o mover
do Espírito que lhes equipou e sabiamente compreendem que púlpitos e tribunas jamais
foram palcos de espetáculos e coisas infrutíferas, de procura ou oferecimento
do apogeu do ego. Louvamos a Deus pelos profetas verdadeiros a cada dia levantados
pelo Senhor e concedidos à Sua amada igreja até a vinda do Senhor Jesus para
nos buscar ante ao toque da trombeta.
Faça como Ágabo: desça
sempre com propósitos e cheio do Espírito, da graça, da unção e da Palavra! Cumpramos
a nossa missão como servos de Deus!
PbGS
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
UMA PALAVRA SOBRE CRISES.
UMA PALAVRA SOBRE CRISES.
Em Cristo, e não em crises.
O nosso Eterno Senhor nos dotou de suas incomensuráveis dádivas. Deus ao ter feito o homem, viu que este era bom. Uma dessas dádivas é a capacidade de percepção com a qual dotou o homem. O poder de percepção do homem, independente de sua formação acadêmica e de seu nível social, é extraordinário.
Dos mais letrados aos mais símplices, o homem é capaz de perceber detalhes por vários ângulos e analisá-los dentro de sua visão e grau de maturidade, ainda que não tenha por si previamente conteúdos definidos e preconcebidos sobre tais detalhes. É possível perceber coisas sem saber conceituá-las e sem conhecê-las de forma profunda, clara e definida, coisas e situações novas que a princípio fogem à explicação.
Algumas pessoas buscam disciplinar, desenvolver e empregar melhor a sua capacidade de percepção do que outras. Nem todos possuem os mesmos grau e perfil de percepção, assim como nem todos deixam os detalhes passarem sem que sejam por eles percebidos. E esse poder de percepção quando aliado ao da capacidade de interpretação, melhor se torna, se potencializa.
Crises e choques são o nosso assunto nesta oportunidade, e queira o Senhor nosso Deus nos fazer juntos aos caros e diletos leitores conhecer algumas verdades sobre as crises e os choques, assim como alguns de seus detalhes. Conhecer para saber lidar com elas e corrigir rumos. Quem não aprende com crises e choques dificilmente saberá o rumo de sair deles.
Atualmente, não poucos bons observadores têm percebido e identificado os fenômenos das crises também no seio de alguns rebanhos do povo do Reino. Têm percebido causas e exteriorizado suas observações. Na verdade, há sempre uma ou mais vozes usadas por Deus para proclamarem sobre os contextos. Pena que nem sempre são propriamente experientes e legitimamente oportunas. Todavia há outras que muito merecem o crédito de serem ouvidas e recebidas.
De alguns poucos anos para cá, os fenômenos das crises e choques vêm assumindo maior volume e se estendendo em espectro. Crises e choques são duas palavras que têm marcado e abrangido os contextos pelo mundo afora e paralisado algumas boas gentes.
Em qualquer escala, todos têm percebido e todos têm buscado, senão os melhores, pelo menos os mais apropriados caminhos para superarem os choques e vencerem as crises. Esse panorama da instalação de crises é profético e continuativo. Crises e choques estão sempre no visual.
Crises e choques não significam uma guerra ou uma catástrofe em si mesmos, mas podem ser advindas destas ou concorrer para que estas aconteçam. As crises surgem como pacotes e os choques acontecem como ondas. Crises e choques não são parentes, mas desde os tempos históricos têm surgido e operado como co-irmãos. Nem sempre onde está presente o choque, se instala a crise. Todavia onde permeia a crise, pontilham os choques. Quantas crises e choques já vi, outras tantas estou vendo e quantas mais vou conhecer.
Verdade é que estamos em Cristo, e não em crises. Todavia por alguns fatores há gentes em algum lugar em crise porque deixaram de estar em Cristo e outras por rejeitarem o Seu senhorio e Seus conselhos. Em Cristo, e não em crises.
Há crises localizadas, mas existem crises espectrantes. Existem choques e sempre vão existir aos montes, visto que as trevas jamais subsistem e nunca resistem diante da Luz do Evangelho de Cristo. Lamentavelmente, alguém opta por viver das crises alheias ou nas suas próprias do que estar firmado em Cristo.
Têm surgido não poucos profetas falando e alardeando sobre crises e choques. No tempo de crises e choques sempre aparecem os profetas das crises e choques. Na verdade, não propriamente profetas, mas categoricamente agoureiros. Adoradores de crises e fomentadores de choques. Gente que mergulhada na lama, arrasta-se para se abastecer do monturo e se deliciar na falsa espera de ver carnificinas, escombros e ruínas. É duro, mas incrível que pareça é literalmente verdade essa premissa.
Algumas crises são gritantes e outras silenciosas. Algumas aparecem e batem mais fortemente do que outras. É inegável e incontestável a existência de crises não na totalidade dos rebanhos. Alguns deles estão vivendo sob crises, enquanto outros permitem e acostumam-se com as crises viverem neles.
Crise é uma palavra que acelera e ascende a sua presença em quase todos os contextos humanos. E cada vez que o fim dos tempos avança esse verbete se torna mais intimamente conhecido e testemunhado de todos, mais esse fenômeno se faz experimentado em larga escala por todos. Enfim, hoje até as crianças de primário recebem alguma noção sobre qualquer crise.
Que significa a expressão crise? Que podemos conhecer melhor e entender com mais propriedade e afinação do sentido de crise?
Em primeiro lugar, a crise é uma manifestação violenta e repentina que sobrevém em pleno curso de normalidade aparente. Tudo pode parecer estar dentro da normalidade e do equilíbrio, entretanto ao surgir uma modificação brusca, aguda e intensa de uma perturbação que ocorra sobre o estado aparentemente normal, a partir daí uma crise começa a se instalar. Crise se manifesta.
Em segundo, a crise também é um momento perigoso ou decisivo de transição, embaraço, convulsão. Uma fase perigosa e embaraçosa para a qual se requer cuidados eficientes e procedimentos eficazes. A crise pode se instalar, mas a sua permanência e extensão apontam para uma transição e à necessidade de tomada de decisão sobre o elemento-base que está provocando ou promovendo a crise. Crise é momento perigoso e transicional.
Em terceiro, a crise se caracteriza por um panorama de conflitos, tensão, incertezas, vacilações, que causa agravamento de um estado ou situação. Os conflitos fazem parte das crises. Nas crises são reveladas as tensões, e nelas são marcadas as incertezas, as ações vacilantes. É preciso saber lidar com crises, a fim de que as incertezas e vacilações não influenciem ou arrastem ao desmoronamento e ruínas. Crise causa agravamentos.
Ainda, a crise é um marcador de carências, ausência, falta, de alguma coisa em vasta escala. Uma crise por ser instalada em função da carência de alguma coisa. Pode ser motivada pela falta de alguma coisa. E essa em vasta escala a ponto de extrapolar a linha da normalidade e transformar-se em crise. Crise revela carências e pede soluções.
Além disso, a crise pode se configurar em uma decadência, uma queda, um enfraquecimento. Alguma coisa que vinha até então se mantendo, ou sendo mantida, dentro da normalidade e por um desequilíbrio entrou em processo de enfraquecimento, em decadência e por fim numa queda. Crise é um indicador requerente de cuidados.
E finalmente, a crise está ligada a mudanças e transformações, pode decorrer destas. Nem todos os participantes de um mesmo contexto sabem lidar com mudanças e transformações. A crise marca um período de perturbação, conturbação, em resposta a mudanças e transformações. A crise também pode ser motivada pelo âmbito externo ou pelo interno. Crise indica a presença de mudanças e revela dependência.
Nesses momentos de crises e choques, é comum aparecerem os profetas do destroçamento. Tomam proveito de focos de situações e pregam desmoronamentos e ruínas. Esses não semeiam porque somente percebem as nuvens, os vendavais e as tempestades. Enxergam e preocupam-se no poderio humano dos “midianitas”, e esquecem que um lagar pode ser o ponto de partida para grandes momentos e despertamentos.
Às vezes aliados a eles, vem os profetas do pessimismo em outra ala. Estes possuem a visão muito curta e as suas capacidades de crer, confiar e esperar não lhes dão suporte suficiente e maduro para enxergarem o quão a terra é boa e promissora. Estes apenas treinaram a si mesmos a somente perceberem gigantes. Movem os olhos da boa terra e os prendem cativados a gigantes.
Para os profetas do pessimismo, se houver lutas, dificuldades, confrontos, tomada de posição, firmeza e determinação para embates, o melhor seria aplicarem a aterrorização, entregarem os ânimos, desencorajarem os demais e esconderem-se no tempo como se concordassem com as crises e somassem-se a elas.
Os profetas do pessimismo não conseguem enxergar o socorro do Céu sob a ótica e perspectiva da fé, visto que esta não possuem ou não exercitam por estarem presos somente aos clamores e medos de aflições da Terra. Eles fogem de sacrifícios e evitam a resignação.
Ainda, com o rótulo de conservadores, surgem os profetas derrotistas. Esses parecem ser torcedores fanáticos pela derrota. Para eles quanto mais derrotas, ou a configuração aparente delas, mais engordam e engrossam os seus discursos e “mensagens”.
Eles somente enxergam derrotas porque as derrotas lhes são íntimas por lhes já haverem derrotado o íntimo. Para eles a fé alheia seria um amuleto ou substrato subjetivo, um elemento hipotético, utópico ou surreal. Afinal quem se prende olhando para trás, não consegue seguir arando a terra que vem pela frente. Também não aprendem a considerar e respeitar a fé dos outros.
O saudosismo lhes faz aprisionados ao passado, que nem mesmo eles estariam prontos para viverem-no como requerem os contextos do presente. Falam de passado porque não perceberam o presente e perderam a visão do futuro. Na verdade, parece quererem impor um discurso desafinado e desfocado de suas próprias capacidades.
Assim não andam para frente por estarem com os corações presos aos preciosismos e saudosismos de trás. Terminam por não serem próprios e legítimos no que realizam e muito menos se realizam no contexto. Perdem-se na sua propriedade e conduzem outros perdidos por não reciclarem e contextualizarem as suas probidades. Enfim, vivem meticulosamente em choques inconfessáveis.
Em seguida, existem os profetas pura e sensacionalmente otimistas ao extremo. Esses somente enxergam presente e futuro, visto que tentam desconectar suas vidas da própria história. Para eles, as crises não existem, ainda que queiram sublimá-las e encobri-las. Para eles, não há tempo de crises porque pouco ou quase nada de piedade, de fidelidade, de lealdade, de legitimidade, de autenticidade e de propriedade possuem no íntimo e no exercício de seu papel.
As crises lhes surpreendem por também no fundo das crises já vivem sem perceberem que estão sob crises. Eles dizem se contentar, se conformar, com tudo, porque em coisa alguma triunfam. Para eles tudo tanto faz como tanto fez. Desde que não haja requisito de renúncia para a parte que lhes toca. Mostram um estereótipo inverso ao seu contexto e oposto da realidade.
Sobretudo também sempre há de existirem os profetas verdadeiros que enxergam além do cativeiro, que trabalham com afinco e esforço legítimos, dedicados e autênticos para se manterem a si e aos seus rebanhos distantes das crises, ainda que neles apareçam eventuais focos de choques.
E ainda que profetizem sobre crises e choques, o fazem com as vistas olhando acima do contexto presente e além do cativeiro. Existem os agoureiros, mas não podemos desprezar os profetas. Agoureiros parecem comungar as idéias infernais e os pensamentos carnais. Profetas consistentemente zelam por manterem a sua comunhão e o seu trajeto na direção do Espírito de Deus que os equipa.
Agoureiros somente sabem visualizar e profetizar as secas e a escassez, visto que são tenros e impotentes para enxergarem a nuvem de boas chuvas sobre o monte e a fartura de favores e provisão de Deus. Profetas jamais profetizam de secas e escassez segundo a sua visão e desejos próprios. Profetas interpretam os anos das vacas magras, e entendem os tempos de chegarem as gordas e a fartura do trigo nos celeiros.
Enquanto os agoureiros portam as suas falas oportunistas, os profetas entregam as mensagens oportunas. Melhor e proveitoso seria identificar aquelas e não desprezar estas. Agoureiros somente vêem o caos e o gigante, posto que deixam de possuírem a confiança própria e inabalável que reside nos profetas no nome do Senhor.
EM CRISTO, E NÃO EM CRISE!
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Idealistas ou profetas?
Idealistas ou profetas?
Daqui mais algumas horas, querendo Deus, deverei estar cumprindo mais um compromisso em uma alegre e acolhedora igreja e tenho a privilegiada honra de mais outra vez nela ser recebido para ministrar a boa e eterna Palavra de Deus. Mas nestes minutos que antecedem aquela oportunidade de servir a Deus, proponho-me a trazer aos caros e generosos leitores um tema que em conversa com outros amigos de nosso bom círculo de cordiais companheiros pregadores faz extensivamente a todos também refletirem talvez em tônica mais forte que a nossa que convivemos em tribunas e púlpitos.
Neste momento tenho a clara visão de que este artigo possa provocar inquietude em alguns corações minoritários e isolados, todavia tenho a certeza de que produzirá profundas lições edificantes na imensa maioria de vidas sérias que servem a Deus e buscam viver piamente na Sua obra.
Em todas as nações, povos e tribos sempre existiram os seus ideólogos, adivinhos e magos. Em qualquer tempo sempre houve no coração humano o desejo de saber com antecedência os fatos que lhes ocorrerão no futuro. Existe naturalmente no interior do homem a vontade de saber quais coisas acontecerão ao seu futuro.
Em todas as nações, povos e tribos, nos mostra também a história que neles sempre fora comum a prática de suas autoridades e de suas multidões se empenharem em consultar seus ideólogos, adivinhos, sonhadores e magos que existiam entre si, e mormente se tornava mais intensa e freqüente essa procura quando aproximavam-se datas relevantes ou acontecimentos importantes em sua volta. Algumas autoridades consulentes dessas nações e povos chegavam até possuírem seus consultores particulares, exclusivos para lhes atenderem ou lhes assistirem especialmente em determinados assuntos de seus interesses.
A estonteante corrida ansiosa por desejar saber antecipadamente os acontecimentos futuros através das muitas e variadas formas, naturezas e tipos prognosticadores empregados para essa busca sedenta movimentava grandes números de visitantes a acessarem os adivinhadores e imenso volume financeiro embalava o comércio do misticismo e do supersticismo que alimentavam fortemente a cegueira do paganismo.
Os tempos passaram e a humanidade chegou ao século da plenitude do conhecimento e vemos como se tornaram numerosa a turba de idealistas e crescente o índice de ideólogos e adivinhos, notavelmente nestes anos. O espírito do idealismo e da superstição rondando na aridez espiritual de muitas vidas consulentes, levando-as aos corredores do engano e batendo às portas da ilusão de seus consultores. Uma prisão espiritual que conduz multidões encurraladas nas densas trevas da cegueira espiritual de idealistas.
O espírito idealista e adivinho não contendo-se nas suas costumeiras veredas inquietantes e mentirosas do mundo de pseudopromessas ilusionistas e adivinhações fantasiosas, vezes após vezes levanta-se afoito a infiltrar-se no seio do povo do Senhor, a tomar assento nas tribunas e oportunidades nos púlpitos também para aproveitar-se de momentos e investir sua operação enganosa no meio confortador da igreja do Senhor através de idealistas seduzidos pelo sensacionalismo e que literalmente perambulam nas tribunas e púlpitos rotulando-se e afirmando serem “profetas”. Idealistas que com toda avidez buscam assumir lugar entre nós, pregadores. Idealistas que vivem perambulando para encontrar um “Mica” de boa proposta que os acolha para serem sacerdotes domésticos, particularmente exclusivos da casa. Jz 17. Idealistas compartilhadores do espírito que residiu nas vidas de Janes e Jambres e tentou frustrar o plano de Deus impressionando os olhos do maioral de cerviz em processo de endurecimento. Idealistas que mais caracterizam-se por pajés e feiticeiros tribais com seus talentos agoureiros do que por nós, pregadores da Palavra de Deus anunciando as mensagens que dEle recebemos e as quais realmente nos tem mandado entregar aos seus rebanhos e públicos.
Idealistas inspirados pela torrente engenhosa de suas idéias e mentalizações que tomam asas a voarem alto nas correntes de estranhos modismos apenas até o momento em que evidenciam suas próprias quedas ao despencarem das alturas positivistas abatidos pelo efetivo poder bombardeador do discernimento e do consistente ensino da Palavra de Deus. Indivíduos idealistas que se aproveitam da carência nítida de ensino aos rebanhos, do pouquíssimo número de pastores-mestres em atuação e da negligência e inconstância em aprender que há em muitas ovelhas lamentavelmente vagarosas em aprender e tenras em ganhar estatura e maturidade espirituais.
Indivíduos idealistas cujas lamparinas espirituais encontram-se apagadas pela ausência de azeite e pela sequidão de seu pavio, aproveitam-se de momentos da força do braço de carne para disseminarem fórmulas idealistas e pensamentos otimistas, tentando com isto “alimentar e alegrar” as almas carentes de pregação realmente bíblica acompanhada de verdadeiros sinais e maravilhas de Deus. Idealistas, ilusionistas e manipuladores de massas cujas habilidades da simonia enfeitam suas artificiosas frases da arte da mentira.
Idealistas incentivados pela fome do sensacionalismo, abandonam a verdade da Palavra de Deus, entristecem e extinguem o Espírito e seguem os seus pensamentos navegantes em ventos de doutrinas estranhas às Escrituras Sagradas. Indivíduos insensíveis ao mover verdadeiro do Espírito do Senhor, motivados por seus próprios impulsos afoitos e intentos imitadores, demonstrando insensatez nas suas palavras descomprometidas que jogam sobre os públicos, avançam ávidos de emocionalismo pessoal que em nada identificam a vontade circunstancial de Deus, ignoram o conteúdo escriturístico e tomam implicitamente uma atitude de busca de auto-afirmação do ideal positivista e otimista que pretendem aconteça ou esperam que se estabeleça em alguma circunstância ocasional futura. Um impulso movido pela força influenciadora da adivinhação e arrastado pelo fascínio da pseudofama que seduz tais “profetas” ao campo fértil e aberto da prognosticação.
Indivíduos que forçam alinhavar em suas vidas uma aliança impossível com o Espírito do Senhor estando irmanados com o espírito da mentira, que buscam co-habitar com a docilidade do bálsamo refrescante e curador da Palavra de Deus estando cooperando aliados com a camuflada amargura resultante do pecado de feitiçaria.
Idealistas que ansiosos por cativarem públicos e colherem aplausos e fama, abraçam confortavelmente o positivismo e o otimismo, e com imenso carisma sincretista se permitem em plena disposição a oferecerem seus préstimos ao engano das ilusões idealistas iludindo e manipulando as massas. Dizem em altas vozes palavras que Deus não lhes falara e entregam mensagens falaciosas e declaram pensamentos contradizentes com a Palavra de Deus. Que tristes são a vida e a obra desses idealistas que andarilhos passam suas vidas a se dizerem “profetas” – profetas da ilusão -, dando lugar ao espírito de mentiras. Alguns mais arrogantes se lançam deliberadamente ao supersticismo ao induzir pessoas a acreditarem em coisas estranhas e fantasiosas desviando-as da verdade e excitando-as a exercitarem inconsequentemente sua fé sobre coisas mistificadas e supersticiosas. Afinal, que pode ser escolhido hoje dos classificados para edificar o povo de Deus? As fantasias dos idealistas surgidos pelo oportunismo ou as mensagens evidentes dos profetas levantados pelo Senhor? Como disse o comandante hebreu Josué “escolhei hoje”. A quem está sendo dada a honra devida nas tribunas e púlpitos, a idealistas fantasiosos em falácias e ilusões ou aos profetas poderosos em palavras e obras?
Ainda nestes dias ouvimos soarem no nosso íntimo as firmes palavras do Profeta Oséias a nos dizer “o meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento”. Os 4.6. Que coisa terrível o “ser varrido como por uma vassoura” pela corrupção em razão de falta de conhecimento, de entendimento e de discernimento. “Não havendo profecia, o povo se corrompe”. Pv 29.18
Mas tenho uma boa notícia que alegra a todos, principalmente aos profetas verdadeiros. Fiquemos descansados no Senhor porque “Ele mesmo deu profetas” verdadeiros especial e particularmente ao Seu povo. Deus proveu e aprovisionou a Sua Igreja com profetas, e nunca com idealistas. Ele não nos deu idealistas. Idealistas surgem de si mesmos como mensageiros alheios aos caminhos e vontade de nosso Deus. Graças a Deus que foi Ele mesmo que nos “deu uns para profetas”.
Em todo tempo sempre existiram o verdadeiro (que é levantado por Deus) e o falso (que surge ou infiltra-se no meio do povo do Senhor).
O profeta verdadeiro não surge, e sim é levantado por Deus. O profeta verdadeiro cumpre o seu ministério em atender o querer de Deus “para o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério”. Cumprir é seguir obedecendo aos moldes preestabelecidamente propostos, e neste caso propostos pelo Senhor. Profetas cumprem com seriedade e verdade ministérios verdadeiros, e idealistas fantasiosos desenvolvem ciclos de idéias alheias à vontade de Deus com positivismo e otimismo humanos.
O falso profeta desenvolve um ministério construído sobre fundamentos de mentiras, aperfeiçoa os seus seguidores e fãs para darem continuidade a uma obra de mentiras que sustêm um ministério falacioso e duvidoso que se equilibra sobre a corda da probabilidade e da possibilidade, divulgado sob a força do engano e das falsas ilusões que lamentavelmente alimentam falsas esperanças em corações ternamente carentes da Palavra de Deus.
Li em certo lugar que “a presença do verdadeiro não é suficiente para impedir a manifestação do falso”. O idealista é um falso profeta, pois propaga as idéias geradas ou engenhadas de si mesmo visando aconteça o ideal particular que pretensamente pensa ou espera aconteça. O profeta falso é um embusteiro que aproveita-se da carência de ensino bíblico genuíno em muitos rebanhos para lançar sobre eles suas idéias e seus ideais ilusionistas.
Vejamos alguns itens sumamente oportunos para os quais encontramos várias referências nas Escrituras Sagradas e que muito podem ensinar, a fim de que nossos rebanhos não venham a cair nas velhas malhas das tarrafas de idealistas jogadas sobre os ajuntamentos das massas para cativá-las, manipulá-las, enganá-las, iludi-las, enfim promoverem confusão até que as pessoas por eles aliciadas e iludidas esmoreçam na fé, caiam da graça de Deus e com isto haja grandes prejuízos e tropeços para muitas vidas.
I – A FALSA MENSAGEM PROFÉTICA
1. Recheada de positivismo particular. 1 Re 22.11-13.
2. Enfeitada de idealismo presunçoso. Jr 28.2
3. Atende ao agrado de rebeldes para a sua própria ruina.
4. Ilude com promessas de falsos triunfos aos amantes do misticismo.
5. Concorda com o que o povo espera particularmente de si mesmo alheio ao que espera de Deus.
6. Não acontece no desenrolar dos fatos como predito. Dt 18.22
7. Não se cumpre ao atingir o seu efeito, a sua conclusão. Dt 18.22
8. Não tem finalidades de edificar, exortar (animar) e consolar. 1Co 14.3-4.
9. Massageia o ego, anestesia a alma e agrada os desejos sombrios.
II – O FALSO PROFETA
1. Apresenta uma espiritualidade simulada.
2. Age por audácia, arrogância, presunção, soberba e imposição carnal.
3. Causa impressão aos olhos e a anseios pessoais.
4. Imita eficientemente o exterior do verdadeiro, mas o cerne é falso.
5. Promove estragos em igrejas.
6. Provoca enganos, ilusões e destroços em vidas.
7. Coopera com a frieza e o caos espiritual na sociedade.
8. Afasta e aliena vidas da vontade de Deus para elas.
9. Cercam o povo com mentiras.
10. Faz o povo confiar em mentiras.
III – O DISCERNIMENTO
1. Deus prova a nossa capacidade afetiva de temor e de apego a Ele. Dt 13.3.
2. Deus nos ensina distinguir a verdade do erro, o bom do ruim.
3. Deus treina o nosso entendimento e as nossas capacidades espirituais.
4. Deus nos dá pelo Seu Espírito o dom espiritual do discernimento.
IV – ELEMENTOS BÁSICOS PARA O DISCERNIMENTO
1. A Palavra de Deus – é o fator principal e primordial que permite exame e comparação sobre o que vemos, ouvimos, pensamos e fazemos.
2. A origem da mensagem – é um fator que revela quem ou o que está por trás da profecia.
3. O conteúdo da mensagem – é um fator que revela o referencial e a relação.
4. A finalidade da mensagem – é um fator que revela para que serve e os resultados.
5. O tempo – é um fator que testa a veracidade e autenticidade da profecia.
Que venhamos nos manter nas nossas posição e vivência de pregadores, profetas que de fato Deus levantou no nosso tempo nos mantendo em nosso lugar de profetas levantados pelo Senhor e não nos permitir a sermos assemelhados aos que levantam-se a si mesmos e surgem nos recônditos do misticismo ansiando se promoverem nas correntes da fama e sobrevivendo das ninharias angariadas em apresentações artísticas misticistas e ilusionárias como se fossem avivamentos, mas que nada resultam a não ser lembranças de um avivalismo sem marcas e sem frutos.
Que o nosso Deus levante mais companheiros mestres e ensinadores realmente comprometidos primeiramente com o Senhor e com o Reino de Deus e que as multidões percebam a premente necessidade de se intensificarem em aprender diariamente o genuíno ensinamento da Palavra de Deus, que posicionem-se como servos de Deus em Cristo para sobriamente repugnarem de forma veemente as fantasiosas manifestações idealistas alimentadas pelo espírito positivista do otimismo disfarçadas em mensagens avivalistas que se dispõem a rondar muitas tribunas e púlpitos.
Que continuemos hoje no mesmo espírito vigoroso, ousado e intrépido que havia no diácono e evangelista Filipe que pregava na antiga cidade de Samaria, a fim de que o Espírito do Senhor continue no nosso tempo a nos usar com a genuína mensagem bíblica acompanhada de sinais e maravilhas realizados sob o poder da boa e poderosa mão de Deus e na unção do Espírito Santo.
PbGS
http://www.glaukosantos.com/
Daqui mais algumas horas, querendo Deus, deverei estar cumprindo mais um compromisso em uma alegre e acolhedora igreja e tenho a privilegiada honra de mais outra vez nela ser recebido para ministrar a boa e eterna Palavra de Deus. Mas nestes minutos que antecedem aquela oportunidade de servir a Deus, proponho-me a trazer aos caros e generosos leitores um tema que em conversa com outros amigos de nosso bom círculo de cordiais companheiros pregadores faz extensivamente a todos também refletirem talvez em tônica mais forte que a nossa que convivemos em tribunas e púlpitos.
Neste momento tenho a clara visão de que este artigo possa provocar inquietude em alguns corações minoritários e isolados, todavia tenho a certeza de que produzirá profundas lições edificantes na imensa maioria de vidas sérias que servem a Deus e buscam viver piamente na Sua obra.
Em todas as nações, povos e tribos sempre existiram os seus ideólogos, adivinhos e magos. Em qualquer tempo sempre houve no coração humano o desejo de saber com antecedência os fatos que lhes ocorrerão no futuro. Existe naturalmente no interior do homem a vontade de saber quais coisas acontecerão ao seu futuro.
Em todas as nações, povos e tribos, nos mostra também a história que neles sempre fora comum a prática de suas autoridades e de suas multidões se empenharem em consultar seus ideólogos, adivinhos, sonhadores e magos que existiam entre si, e mormente se tornava mais intensa e freqüente essa procura quando aproximavam-se datas relevantes ou acontecimentos importantes em sua volta. Algumas autoridades consulentes dessas nações e povos chegavam até possuírem seus consultores particulares, exclusivos para lhes atenderem ou lhes assistirem especialmente em determinados assuntos de seus interesses.
A estonteante corrida ansiosa por desejar saber antecipadamente os acontecimentos futuros através das muitas e variadas formas, naturezas e tipos prognosticadores empregados para essa busca sedenta movimentava grandes números de visitantes a acessarem os adivinhadores e imenso volume financeiro embalava o comércio do misticismo e do supersticismo que alimentavam fortemente a cegueira do paganismo.
Os tempos passaram e a humanidade chegou ao século da plenitude do conhecimento e vemos como se tornaram numerosa a turba de idealistas e crescente o índice de ideólogos e adivinhos, notavelmente nestes anos. O espírito do idealismo e da superstição rondando na aridez espiritual de muitas vidas consulentes, levando-as aos corredores do engano e batendo às portas da ilusão de seus consultores. Uma prisão espiritual que conduz multidões encurraladas nas densas trevas da cegueira espiritual de idealistas.
O espírito idealista e adivinho não contendo-se nas suas costumeiras veredas inquietantes e mentirosas do mundo de pseudopromessas ilusionistas e adivinhações fantasiosas, vezes após vezes levanta-se afoito a infiltrar-se no seio do povo do Senhor, a tomar assento nas tribunas e oportunidades nos púlpitos também para aproveitar-se de momentos e investir sua operação enganosa no meio confortador da igreja do Senhor através de idealistas seduzidos pelo sensacionalismo e que literalmente perambulam nas tribunas e púlpitos rotulando-se e afirmando serem “profetas”. Idealistas que com toda avidez buscam assumir lugar entre nós, pregadores. Idealistas que vivem perambulando para encontrar um “Mica” de boa proposta que os acolha para serem sacerdotes domésticos, particularmente exclusivos da casa. Jz 17. Idealistas compartilhadores do espírito que residiu nas vidas de Janes e Jambres e tentou frustrar o plano de Deus impressionando os olhos do maioral de cerviz em processo de endurecimento. Idealistas que mais caracterizam-se por pajés e feiticeiros tribais com seus talentos agoureiros do que por nós, pregadores da Palavra de Deus anunciando as mensagens que dEle recebemos e as quais realmente nos tem mandado entregar aos seus rebanhos e públicos.
Idealistas inspirados pela torrente engenhosa de suas idéias e mentalizações que tomam asas a voarem alto nas correntes de estranhos modismos apenas até o momento em que evidenciam suas próprias quedas ao despencarem das alturas positivistas abatidos pelo efetivo poder bombardeador do discernimento e do consistente ensino da Palavra de Deus. Indivíduos idealistas que se aproveitam da carência nítida de ensino aos rebanhos, do pouquíssimo número de pastores-mestres em atuação e da negligência e inconstância em aprender que há em muitas ovelhas lamentavelmente vagarosas em aprender e tenras em ganhar estatura e maturidade espirituais.
Indivíduos idealistas cujas lamparinas espirituais encontram-se apagadas pela ausência de azeite e pela sequidão de seu pavio, aproveitam-se de momentos da força do braço de carne para disseminarem fórmulas idealistas e pensamentos otimistas, tentando com isto “alimentar e alegrar” as almas carentes de pregação realmente bíblica acompanhada de verdadeiros sinais e maravilhas de Deus. Idealistas, ilusionistas e manipuladores de massas cujas habilidades da simonia enfeitam suas artificiosas frases da arte da mentira.
Idealistas incentivados pela fome do sensacionalismo, abandonam a verdade da Palavra de Deus, entristecem e extinguem o Espírito e seguem os seus pensamentos navegantes em ventos de doutrinas estranhas às Escrituras Sagradas. Indivíduos insensíveis ao mover verdadeiro do Espírito do Senhor, motivados por seus próprios impulsos afoitos e intentos imitadores, demonstrando insensatez nas suas palavras descomprometidas que jogam sobre os públicos, avançam ávidos de emocionalismo pessoal que em nada identificam a vontade circunstancial de Deus, ignoram o conteúdo escriturístico e tomam implicitamente uma atitude de busca de auto-afirmação do ideal positivista e otimista que pretendem aconteça ou esperam que se estabeleça em alguma circunstância ocasional futura. Um impulso movido pela força influenciadora da adivinhação e arrastado pelo fascínio da pseudofama que seduz tais “profetas” ao campo fértil e aberto da prognosticação.
Indivíduos que forçam alinhavar em suas vidas uma aliança impossível com o Espírito do Senhor estando irmanados com o espírito da mentira, que buscam co-habitar com a docilidade do bálsamo refrescante e curador da Palavra de Deus estando cooperando aliados com a camuflada amargura resultante do pecado de feitiçaria.
Idealistas que ansiosos por cativarem públicos e colherem aplausos e fama, abraçam confortavelmente o positivismo e o otimismo, e com imenso carisma sincretista se permitem em plena disposição a oferecerem seus préstimos ao engano das ilusões idealistas iludindo e manipulando as massas. Dizem em altas vozes palavras que Deus não lhes falara e entregam mensagens falaciosas e declaram pensamentos contradizentes com a Palavra de Deus. Que tristes são a vida e a obra desses idealistas que andarilhos passam suas vidas a se dizerem “profetas” – profetas da ilusão -, dando lugar ao espírito de mentiras. Alguns mais arrogantes se lançam deliberadamente ao supersticismo ao induzir pessoas a acreditarem em coisas estranhas e fantasiosas desviando-as da verdade e excitando-as a exercitarem inconsequentemente sua fé sobre coisas mistificadas e supersticiosas. Afinal, que pode ser escolhido hoje dos classificados para edificar o povo de Deus? As fantasias dos idealistas surgidos pelo oportunismo ou as mensagens evidentes dos profetas levantados pelo Senhor? Como disse o comandante hebreu Josué “escolhei hoje”. A quem está sendo dada a honra devida nas tribunas e púlpitos, a idealistas fantasiosos em falácias e ilusões ou aos profetas poderosos em palavras e obras?
Ainda nestes dias ouvimos soarem no nosso íntimo as firmes palavras do Profeta Oséias a nos dizer “o meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento”. Os 4.6. Que coisa terrível o “ser varrido como por uma vassoura” pela corrupção em razão de falta de conhecimento, de entendimento e de discernimento. “Não havendo profecia, o povo se corrompe”. Pv 29.18
Mas tenho uma boa notícia que alegra a todos, principalmente aos profetas verdadeiros. Fiquemos descansados no Senhor porque “Ele mesmo deu profetas” verdadeiros especial e particularmente ao Seu povo. Deus proveu e aprovisionou a Sua Igreja com profetas, e nunca com idealistas. Ele não nos deu idealistas. Idealistas surgem de si mesmos como mensageiros alheios aos caminhos e vontade de nosso Deus. Graças a Deus que foi Ele mesmo que nos “deu uns para profetas”.
Em todo tempo sempre existiram o verdadeiro (que é levantado por Deus) e o falso (que surge ou infiltra-se no meio do povo do Senhor).
O profeta verdadeiro não surge, e sim é levantado por Deus. O profeta verdadeiro cumpre o seu ministério em atender o querer de Deus “para o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério”. Cumprir é seguir obedecendo aos moldes preestabelecidamente propostos, e neste caso propostos pelo Senhor. Profetas cumprem com seriedade e verdade ministérios verdadeiros, e idealistas fantasiosos desenvolvem ciclos de idéias alheias à vontade de Deus com positivismo e otimismo humanos.
O falso profeta desenvolve um ministério construído sobre fundamentos de mentiras, aperfeiçoa os seus seguidores e fãs para darem continuidade a uma obra de mentiras que sustêm um ministério falacioso e duvidoso que se equilibra sobre a corda da probabilidade e da possibilidade, divulgado sob a força do engano e das falsas ilusões que lamentavelmente alimentam falsas esperanças em corações ternamente carentes da Palavra de Deus.
Li em certo lugar que “a presença do verdadeiro não é suficiente para impedir a manifestação do falso”. O idealista é um falso profeta, pois propaga as idéias geradas ou engenhadas de si mesmo visando aconteça o ideal particular que pretensamente pensa ou espera aconteça. O profeta falso é um embusteiro que aproveita-se da carência de ensino bíblico genuíno em muitos rebanhos para lançar sobre eles suas idéias e seus ideais ilusionistas.
Vejamos alguns itens sumamente oportunos para os quais encontramos várias referências nas Escrituras Sagradas e que muito podem ensinar, a fim de que nossos rebanhos não venham a cair nas velhas malhas das tarrafas de idealistas jogadas sobre os ajuntamentos das massas para cativá-las, manipulá-las, enganá-las, iludi-las, enfim promoverem confusão até que as pessoas por eles aliciadas e iludidas esmoreçam na fé, caiam da graça de Deus e com isto haja grandes prejuízos e tropeços para muitas vidas.
I – A FALSA MENSAGEM PROFÉTICA
1. Recheada de positivismo particular. 1 Re 22.11-13.
2. Enfeitada de idealismo presunçoso. Jr 28.2
3. Atende ao agrado de rebeldes para a sua própria ruina.
4. Ilude com promessas de falsos triunfos aos amantes do misticismo.
5. Concorda com o que o povo espera particularmente de si mesmo alheio ao que espera de Deus.
6. Não acontece no desenrolar dos fatos como predito. Dt 18.22
7. Não se cumpre ao atingir o seu efeito, a sua conclusão. Dt 18.22
8. Não tem finalidades de edificar, exortar (animar) e consolar. 1Co 14.3-4.
9. Massageia o ego, anestesia a alma e agrada os desejos sombrios.
II – O FALSO PROFETA
1. Apresenta uma espiritualidade simulada.
2. Age por audácia, arrogância, presunção, soberba e imposição carnal.
3. Causa impressão aos olhos e a anseios pessoais.
4. Imita eficientemente o exterior do verdadeiro, mas o cerne é falso.
5. Promove estragos em igrejas.
6. Provoca enganos, ilusões e destroços em vidas.
7. Coopera com a frieza e o caos espiritual na sociedade.
8. Afasta e aliena vidas da vontade de Deus para elas.
9. Cercam o povo com mentiras.
10. Faz o povo confiar em mentiras.
III – O DISCERNIMENTO
1. Deus prova a nossa capacidade afetiva de temor e de apego a Ele. Dt 13.3.
2. Deus nos ensina distinguir a verdade do erro, o bom do ruim.
3. Deus treina o nosso entendimento e as nossas capacidades espirituais.
4. Deus nos dá pelo Seu Espírito o dom espiritual do discernimento.
IV – ELEMENTOS BÁSICOS PARA O DISCERNIMENTO
1. A Palavra de Deus – é o fator principal e primordial que permite exame e comparação sobre o que vemos, ouvimos, pensamos e fazemos.
2. A origem da mensagem – é um fator que revela quem ou o que está por trás da profecia.
3. O conteúdo da mensagem – é um fator que revela o referencial e a relação.
4. A finalidade da mensagem – é um fator que revela para que serve e os resultados.
5. O tempo – é um fator que testa a veracidade e autenticidade da profecia.
Que venhamos nos manter nas nossas posição e vivência de pregadores, profetas que de fato Deus levantou no nosso tempo nos mantendo em nosso lugar de profetas levantados pelo Senhor e não nos permitir a sermos assemelhados aos que levantam-se a si mesmos e surgem nos recônditos do misticismo ansiando se promoverem nas correntes da fama e sobrevivendo das ninharias angariadas em apresentações artísticas misticistas e ilusionárias como se fossem avivamentos, mas que nada resultam a não ser lembranças de um avivalismo sem marcas e sem frutos.
Que o nosso Deus levante mais companheiros mestres e ensinadores realmente comprometidos primeiramente com o Senhor e com o Reino de Deus e que as multidões percebam a premente necessidade de se intensificarem em aprender diariamente o genuíno ensinamento da Palavra de Deus, que posicionem-se como servos de Deus em Cristo para sobriamente repugnarem de forma veemente as fantasiosas manifestações idealistas alimentadas pelo espírito positivista do otimismo disfarçadas em mensagens avivalistas que se dispõem a rondar muitas tribunas e púlpitos.
Que continuemos hoje no mesmo espírito vigoroso, ousado e intrépido que havia no diácono e evangelista Filipe que pregava na antiga cidade de Samaria, a fim de que o Espírito do Senhor continue no nosso tempo a nos usar com a genuína mensagem bíblica acompanhada de sinais e maravilhas realizados sob o poder da boa e poderosa mão de Deus e na unção do Espírito Santo.
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