Mostrando postagens com marcador anunciantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anunciantes. Mostrar todas as postagens
domingo, 10 de março de 2013
AS PEDRAS CLAMARÃO.
As pedras clamarão.
Não se cale de testemunhar...
Digo-vos
que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão. Lucas 19:40.
Esse texto das Sagradas Escrituras nos fala de uma verdade para
a qual não devemos estar em tempo algum despercebidos. A Bíblia Sagrada está
repleta de textos contendo elementos e figuras que apontam para verdades e
acontecimentos nem sempre identificados os seus tempos e extensão enquanto
estão ocorrendo. Esse é um deles, e que
nos exige dinâmica, esforços e urgência, e para o qual temos que estar atentos.
O texto faz parte de uma passagem narrativa da entrada triunfal
do Senhor Jesus na cidade de Jerusalém. O versículo em especial fala sobre um
momento de júbilo e louvor a Deus, em razão da multidão de discípulos do Senhor
Jesus ter visto os milagres operados por Deus e estarem O reconhecendo e O
aclamando. É impossível servir ao Senhor Jesus e não louvar a Deus com júbilo
ao ter visto os Seus milagres e maravilhas.
O texto fala de uma classe de pessoas. Aqueles que testemunham
dos milagres e que são movidos pelo amor ao Senhor a anunciarem os feitos dEle.
Tudo nos mostra no texto que as pessoas que seguem ao Mestre e conhecem os Seus
feitos são pessoas de sensibilidade espiritual, crentes no Senhor e na Sua
Palavra. Pessoas que não são estranhas ao convívio do Senhor. Pessoas íntimas
do convívio do aprisco do Senhor.
O texto diz de uma possibilidade. Isto quer nos dizer de que é
possível que alguns que testemunhem os milagres em algum tempo possam vir a
calarem-se por algum motivo. Que pode fazer uma testemunha se calar? Vários são
os fatores que podem levar uma pessoa a silenciar sobre fatos e acontecimentos
que sabe serem verdadeiros. Esses fatores podem ser circunstanciais, impositivos,
temporais, condicionais, posicionais, sociais, individuais, particulares,
coletivos, públicos, etc.
O texto possui um foco profético. Os verbos do texto estão no
tempo futuro. Parecem nos dizer que chegará o momento em que corações sensíveis
que conhecem o Mestre e são conhecidos dEle poderão em algum tempo virem a calar-se
de anunciar as obras do Senhor Deus.
O texto expressa uma declaração condicional. Caso aqueles que andam
com o Senhor, que O seguem, que são testemunhas do Senhor, se calem de anunciar
os milagres do Senhor, até mesmo os frios, indiferentes, os considerados
estranhos e insensíveis, de alguma forma vão anunciar em clamores pelos feitos
do Senhor. O texto não fala de uma substituição, mas de um acontecimento que
poderá ocorrer em resultado de alguma condição que possa vir levar as
testemunhas a se calarem de anunciar os feitos do Senhor Jesus. De formas que o
anúncio da mensagem não ficará preso ou contido ou restringido a pessoa alguma.
O texto nos deixa ver que não existe pessoa predileta ou grupo
especial que manipule ou detenha o anúncio dos feitos do Senhor por seu bel-prazer.
A mensagem do Evangelho não está cativa ou subjugada a interesses ou prazeres
de pessoa alguma. Deus levanta anunciadores de onde Ele quiser e como quiser. Se
alguém pensar que manipula o anúncio dos feitos do Senhor, está redondamente
enganado em si mesmo. Se não aparecer disposição ou disponibilidade das
testemunhas em anunciar, os rogos e súplicas por esse anúncio vão surgir.
Se pessoas conhecedoras e sensíveis se calarem, corações
insensíveis, frios e indiferentes, estranhos naqueles dias e daquelas pessoas,
gente empedernida sem o conhecimento de Deus, vão chegar ao momento de bradarem
em alta voz, de gritarem em rogos, de implorarem em súplicas, pelos feitos do
Senhor, independente de fé e de credo que professem, visto que as obras do Senhor
se tornarão patentes e inconfundíveis de tal maneira que se mostrarão dignas de
serem suplicadas e anunciadas, e que sempre terá alguém para testemunhar sobre
os feitos do Senhor a atender rogos e súplicas para que seja falado deles.
Não subestimemos o que diz o texto em foco. São palavras faladas
pelo Senhor Jesus. Não venhamos ceder à tentação de querermos pretensiosamente
ser detentores ou manipuladores do anúncio da mensagem do Evangelho. É
impossível manter confinado o testemunho dos milagres feitos pelo Senhor Jesus.
Não venhamos calar e deixar que as pedras clamem. Façamos a nossa parte e
cumpramos a nossa missão com alegria, júbilo e louvor ao Senhor.
PbGS
Marcadores:
anunciantes,
anunciar,
clamar,
clamor,
mensagem,
pedras,
premência,
prioridade,
urgência
domingo, 19 de agosto de 2012
O EVANGELHO DE DEUS.
O Evangelho de Deus
A notícia de boas novas do Rei.
A palavra evangelho
traduz a original do texto grego “euangelion”, que por sua vez
traduziu a hebraica “besorah”. Evangelho significa uma mensagem
de boas novas, as boas notícias. Era empregada para dizer de uma mensagem de boa
notícia da parte de um monarca ao seu povo, através dos seus arautos mensageiros
dedicados aos serviços desse anúncio, chamados e distintamente incumbidos para tal.
A mensagem de boas
novas expedida pelo monarca possuía o teor original, imutável e irrevogável contendo
a divulgação da sua vontade, o objeto da mesma e os propósitos para os quais a
mensagem se destinava alcançar. Nenhuma outra autoridade possuía competência
para efetuar alteração, mudança ou revogação no teor original da mensagem de
boas novas do monarca que a originou.
Os arautos,
mensageiros encarregados de transmiti-la e divulgá-la para o povo, eram reconhecidos
e credenciados pelo monarca para a tarefa do anúncio. Eram cônscios e
conhecedores dos requerimentos de suas funções de arautos. Nenhum arauto era
desconhecido ou anônimo ao monarca credenciador. Eram notoriamente adestrados, reconhecidamente
capazes e comprovadamente habilidosos em lidar com as palavras recebidas
diretamente do monarca, assim como com os seus significados, aplicações e
implicações.
Apesar do teor das
boas novas contido na mensagem ser original e imutável, a forma e a estrutura dispositiva
da mensagem era da responsabilidade tácita e fiel do mensageiro comissionado
pelo seu senhor monarca. Sua autoridade de arauto possuía limitações e
salvaguarda, e o seu trabalho de mensageiro jamais lhe conferia abertura para
efetuar composições extras, juntadas, anexos, adendos, emendas, locupletações, pareceres
e opiniões alheias ao monarca de quem originou as boas novas.
Qualquer elemento
divulgador da mensagem que não fosse o arauto era considerado apenas um retransmissor
e narrador informal e popular do reino. Daí o fato de naquele tempo haverem
circulado entre o povo o repasse de boatos e rumores oriundos de mensagens
fracionadas, incompletas, truncadas e desafinadas do teor da mensagem original.
O lindo texto da Carta
de Paulo aos Romanos, especialmente Rm
1.1-4, abre alguns lampejos que nos despertam responsabilidades, nos
requerem e nos tornam capazes de compreender detalhes vitais e sumamente
importantes sobre o Evangelho de Deus.
Primeiro, o evangelho de Deus tem uma origem, como diz o seu
próprio nome no texto em pauta. Ele pertence ao Senhor Deus Eterno, Criador e Todo-poderoso.
Ele é a mensagem de boas notícias da parte do Senhor Deus para os homens, suas
criaturas. O evangelho de Deus expressa a sua vontade revelada aos homens e
trata da manifestação de Seu bom favor e graça para com eles, para a obediência da
fé. O seu assunto-tema central e o seu teor se concentram acerca de Seu Filho Jesus
Cristo.
Segundo, o evangelho de Deus havia sido prometido através dos Seus profetas. Os
profetas exerceram o papel de arautos na função de mensageiros exclusivos do
Senhor Deus aos homens. As Escrituras Sagradas nos deixam notar claramente que
nenhum profeta que esteve na condição de arauto mensageiro de Deus teve por
usurpação extrapolar as suas limitações e responsabilidades para com o anúncio
de Deus ao povo. Os profetas conheciam e lidavam com os assuntos do seu tempo, do
seu povo e da sua nação. Mesmo alguns por vez fugindo, ou se escondendo, ou
sendo incompreendidos, ou sendo ignorados e perseguidos, ou se contrariando a
si mesmos, ou sofrendo momentos de tristeza em si mesmos, não efetuaram
acréscimos na mensagem das boas notícias do Seu Senhor.
Terceiro, o evangelho de Deus foi prometido nas Santas Escrituras. Elas
são a fonte referência da mensagem de boas notícia de Deus aos homens. O
evangelho de Deus não foi um resultado de códices, códigos, escritos duvidosos,
efeitos da capacidade criativa e intelectual humana. O evangelho de Deus foi
prometido pelo próprio Deus na Sagrada Escritura. Deus havia falado antigamente, muitas vezes e de muitas maneiras, aos
pais, pelos profetas. A nós Ele nos falou, nestes últimos dias, pelo Filho, a
quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. Hb 1.1-2
Quarto, o evangelho de Deus trata acerca de Seu Filho. O evangelho de Deus não
se destina e nem se prende a assuntos fora do propósito da mensagem de Deus – a
que os homens através dele pela fé cheguem ao conhecimento de Deus através de
Seu Filho Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, provido por Deus para redimir o
homem da lei do pecado, para livrá-lo do poder do pecado e por fim para
preservá-lo completamente da presença do pecado.
Quinto, o Senhor Jesus, Salvador Ungido, é o assunto-tema da mensagem do
evangelho de Deus. O Salvador Ungido nasceu
da descendência do rei Davi, segundo a linhagem humana. Rm 1.3. Portanto,
como o homem Maravilhoso Conselheiro e Príncipe da Paz, Ele nasceu da linhagem
real, querida, amada, respeitada e reverenciada, de Davi. O Salvador Ungido foi
da descendência do patriarca Abraão e, portanto, como homem, pertence à
linhagem da promessa. Mt 1.1
Finalmente, o Senhor Jesus, Salvador Ungido, foi declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de
santificação, pela ressureição dos mortos. Rm 1.4; Lc 3.22; Lc 24.5-8. Portanto,
como Deus Forte e Pai da Eternidade, Ele foi testemunhado como varão poderoso em palavras e obras e em
poder no Espírito. Deus ressuscitou Jesus Cristo e nos ressuscitará dos
mortos pelo Seu poder. At 17.31; 1Co 6.14.
À luz de tudo isso,
precisamos compreender que a mensagem das boas novas de salvação pertence e
procede do Senhor Deus. Que ela foi prometida por Ele e anunciada através dos
Seus profetas nas Santas Escrituras. Que o assunto-tema dela é o Senhor Jesus, Filho
de Deus. Que ela é completa e íntegra em si mesma e não está aberta a qualquer alteração,
mudança ou revogação. Que a mensagem das boas notícias de salvação foi provida por
Deus através de Jesus Cristo pelo qual recebemos o favor de Deus imerecido por
nós para a obediência da fé.
Cabe, portanto, a todo
aquele que anuncia o evangelho de Deus conhecer as suas tarefas de arauto
mensageiro de Deus, estar cônscio de suas limitações e responsabilidades para
com o teor original da mensagem das boas notícias de Deus aos homens, ser
dedicado ao comissionamento recebido e fiel aos propósitos do anúncio do evangelho
de Deus.
Não troquemos o teor
das boas notícias de Deus, e nem trunquemos a Sua mensagem, a fim de agradar
arranjos desarranjados, desafinados, descabidos, descasados e desconexos para
com as Santas Escrituras e para com os propósitos do evangelho de Deus. Sejamos
criativos, e ainda que mais imaginativos, dependamos das revelações do Espírito
inspirador e ministrante da Escritura Sagrada. Não falemos o que o Rei não
disse. Não sejamos mensageiros de péssimos arranjos e de más notícias. Não entreguemos
uma mensagem que não veio da parte do Rei comissionador de arautos.
Não troquemos a
mensagem das boas notícias da Salvação por receitas de auto-ajudas e nem
tampouco por orientações e rudimentos da psicologia. Não abramos fábricas de
mensagens particulares, cujos direitos autorais não pertencem ao nosso Mestre
por Excelência. Não ponhamos conceitos particulares onde não existe e nem coloquemos
nossas próprias definições em que não as cabe. Deixemos as Escrituras Sagradas
se revelarem. Permitamos que o Rei nos diga a Sua mensagem a ser entregue. Dependamos
mais do Espírito ministrador nos ensinar.
Sejamos apenas servos
dispostos a servir, chamados para um comissionamento e separados para uma
dedicação impar, distinta e singular para o evangelho de Deus.
PbGS
Marcadores:
anunciantes,
boas novas,
comissionamento,
evangelho,
mensageiro,
mensagem,
ministério,
pregação,
serviço,
servir
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
ANÚNCIOS E ANUNCIANTES
Anúncios e Anunciantes.
Aos meus caros leitores e companheiros pequenos pregadores, desejo de antemão apresentar-lhes meus sinceros e profundos agradecimentos em atenção aos e-mails contendo dezenas de expressões de singulares reconhecimentos aos temas por mim abordados e comentados, bem como as que por unanimidade dentre elas nos deixam claro que ainda existe um bom e expressivo número de homens de Deus em nossa pátria alcançando os horizontes da prédica e enxergando neles a existência dos mesmos indícios de que alguma coisa estranha e pouco virtuosa vinha sendo levantada e acontecendo com a pregação cristã. E nós que pensávamos que somente os experientes e os ainda muito mais experientes veteranos estavam vendo tais coisas se avolumando e forçando se estabelecer no meio do povo de Deus, ora vemos que até os mais jovens pregadores estão também notando. De certa forma folgo em tomar conhecimento de que também jovens pregadores estão vendo lamentáveis acontecimentos pelo mesmo prisma nosso, e não se permitindo estarem amordaçados manifestam e alçam suas observações juntamente com as nossas. Glória a Deus por estes Seus pequenos pregadores chamados, vocacionados e levantados para a Seara!
Nesta oportunidade de agora venho com mais outro tema, que nos faz valer tomar algum espaço e precioso tempo para nos ater nele com um pouco mais de detalhes. A temática deste artigo objetiva tecer algumas linhas sobre anúncios e anunciantes. Creio piamente que sua importância e significância podem nos despertar para alguns fatos curiosos que em muito se assemelham ao que o povo de Deus tem visto e ouvido.
Vez após vezes encontramos anúncios das mais diversas naturezas, classificações e finalidades. Dentre estes focalizamos os mais contundentes e esmerados pelas suas multiformes estratégias e arranjos quase miraculosos da publicidade, haja vista que estamos vivendo a era da informação supervalorizada graças a imponente ajuda das tecnologias e apoiada quase que na sua totalidade pela informatização.
São os caminhos, e por que não dizer os “atalhos”, da viabilidade acelerada para que os anúncios cheguem com maiores eficiência e abrangência ao público e confiados nisto seus anunciantes se vejam contentes e eficazes em atingir seus objetivos no público alvo.
Os anúncios tomaram conta de todos os setores da vida, e em nome da comunicação se tornaram cada vez mais modernizados e revestidos complementarmente pelas demais ciências humanas. Hoje já não se contenta mais apenas com as cores nem com as vinhetas e chamadas simplificadas indicando a realeza da sinceridade e da verdade daquilo que nos é comunicado pelos anunciantes. São necessárias as matizações e mixagens nos intrincados projetos engenhosos a fim de engodar e atrair a atenção e mover a vontade humana como se estivessem ordenando algo expressa e forçosamente ao público. Já se foram os tempos em que os simples anúncios pessoais no conhecido estilo “cara-a-cara” de porta em porta que aos poucos tomavam longo alcance no bairro e assumiam as primeiras posições nos elencos de diálogos das praças e logradouros da cidade. Sem qualquer tendência de saudosismo, lembro-me de que foram estes os mais eficazes métodos de anúncios por haver neles a oportunidade precisa de conhecer de perto tanto o anúncio e seu objeto anunciado como o seu anunciante. Temos certa medida de dificuldade e de desconfiança sobre as coisas que nos são anunciadas na maioria das vezes. A dúvida e a suspeita de falsidade comprometem negativamente o conteúdo dos anúncios por desconhecermos também o seu anunciante, quanto mais quando este não possui estabelecido um histórico. E por mais incrementados que sejam os anúncios sobre seus objetos de campanha, todos ficamos aterrados no senso de proteção defensiva, e quando mais tomamos conhecimento de que aqueles anúncios antes vistos não espelharam a verdade que agora constatamos mais somos arrastados pela frustração de que de quase nada valeram a pena aquelas tantas “vultuosas fanfarras alvissareiras” apresentadas quase artisticamente, e que ao surgirem outros sobre o mesmo objeto de anúncio são todos rotulados como sendo a mesma coisa desprezível e indigna de aceitação e por conseguinte devam ser desacreditados. Os anúncios hodiernos já não precisam se apoiar em demonstrar toda a verdade sob pena de seus objetos anunciados serem “pirateados” e invadidas as idéias de quem os produziu, sendo melhor e mais barato apenas mostrar frases resumidas em títulos substantivados, carregados de adjetivação para supervalorizar e superlativar as características de algo até então desconhecido ou pouco experimentado pelo público. Há de ser que sempre tenham que restar as “deixas” para que leve o público a responsabilizar-se cabalmente sobre suas escolhas e preferências imediatistas a fim de parcialmente isentar seus anunciantes de possíveis e futuras culpas e desmerecimento. Os segredos e mistérios são trabalhados a permanecerem entre linhas latentes e ora sugestivamente patentes nos anúncios até que sejam desvendados seus significados reais pelo público como possível promissor de suas aquisições ou contratações. Finalmente, e lamentavelmente, estamos vivendo a época da frase popular tão conhecida literalmente do “embrulha e manda”, sendo mais importante o “existir” fantasiosamente apresentado e não mais o “ser” naturalmente comprovado. Surgem os anúncios do tipo “mil e uma utilidades”, nos quais tentamos encontrar uma aplicabilidade específica do objeto anunciado, porém ainda na descoberta nos deparamos que nem mesmo seu anunciante se conhece basicamente a si mesmo e tudo quanto é, possui e anuncia é de caráter genérico e de consistência pouco suficiente. “Quem vê cara não vê coração” é a citação popular que muito bem conseguimos depreender das inúmeras deduções sobre o que numa maioria de anúncios e seus anunciantes deixam espalhadas nos seus rastros por onde trilharam. Como mudam os anúncios e os anunciantes...!
Quando tomamos algum tempo em analisar o anúncio do Evangelho no mundo neotestamentário da época dos poderosos romanos e dos sábios gregos, encontramos com relativa facilidade interpretativa o que de então tinham aquelas sociedades de avanços de sua época, pois o poder, o conhecimento e as correntes filosóficas daqueles dias eram suportes referenciais altamente almejados, considerados e buscados por elas. Foram as épocas nas quais o simples era visto como insignificante, o humilde reputado como fraco e vil, onde o auge do orgulho e da soberba humana aclamava e aplaudia somente as grandezas, as dominações e suas conquistas. Enfim, o orgulho, a luxúria e a soberba humanas tinham que se manter na mais alta posição do pódio da vida. E mesmo assim o arauto se punha como um elemento profissional neutro nos passos e palácios, nas esquinas e praças a alçarem seus anúncios a mando de quem os contratou e pagou. O importante era predominarem a grandeza e o luxo e abaterem a humildade, a simplicidade e a singeleza. Nos faz lembrar um anúncio de nosso tempo sobre veículos novos no qual o tema é aclamar não mais apenas o grande, mas sim o gigante poderoso e luxuoso.
Roma, com seu domínio e poder avassaladores, sendo aplaudida. Grécia, com seus conhecimentos e filosofias imbatíveis e desafiadores, sendo aclamada como astro. Ambas com sociedades notáveis porém marcadas pela decadência espiritual, moral e social batendo em suas portas, desprotegendo crianças, jovens e famílias. Os valores do homem ultrajados e vulnerabilizados na época e cada vez mais mergulhado na idolatria, na devassidão, nas religiosidades e crenças, e nas perversões e luxúrias. Que digam isto melhor e mais apropriadamente as literaturas de histórias. Mas ao saber sobre tudo daquilo nos conforta também saber que o nosso Deus escolheu um perseguidor Saulo e neste levantou o crente Paulo sábio segundo Deus e louco segundo o mundo, nas questões espirituais e vitais, humilde, pequeno em estatura, ousado na evangelização e doutrinação, e sobretudo um sincero portador de um anúncio diferente e jamais visto antes. Um anúncio revolucionário e transformador de pessoas, de lugares e de sociedades, no qual seu anunciante havia ancorado sua própria vida primeiro como selo testemunhal de garantia ao público que o ouvisse. Um anúncio capaz de nortear rumos que iriam fazer o diferencial para todas as línguas, povos, tribos e nações, onde quer que aquele anúncio chegue e atravesse as gerações. Nosso Deus escolheu um outrora perseguidor portentoso, rigoroso, zeloso e amplamente conhecido, e depois de abatê-lo, convencê-lo e prepará-lo no tempo de Deus o enviou aos estranhos e o destinou também para anunciar o Evangelho aos seus contemporâneos judeus, romanos e gregos onde quer que estes estivessem.
É próprio de nosso Deus escolher as coisas loucas, fracas e vis para ao usá-las como Seus anunciantes confundir os sábios, os fortes e os poderosos deste mundo. O anúncio deve demonstrar e fazer ser conhecido quem o está anunciando.
À vista disso, não é de nos admirar a expressão de Paulo, o apóstolo do Senhor Jesus Cristo, com vivência e experiência cristã suficientes, quando intentava visitar os crentes romanos de sua época e naquela visita anunciar o Evangelho em Roma. De tamanho projeto que era pela sua magnitude e amplitude, Paulo, o apóstolo pregador, anteviu as situações e circunstâncias e inspirado expressou: “...quanto há em mim, estou pronto a anunciar o Evangelho também a vós que estais em Roma”. (Rm 1.15).
Paulo não estava engendrando uma viagem de visita humanitária, não uma revista religiosa ou uma passagem representativamente politizada com práticas superficiais e elogiosas como os muitos religiosos e poderosos e reconhecidos deste mundo o fazem classicamente nos lugares aonde vão. Paulo sabia que pessoa ele era, que anúncio ele carregava, o que iria realizar e o que iria encontrar e enfrentar na sua trajetória ante a uma mega cidade imperial do mundo de então. Paulo sabia que iria abraçar e ser abraçado e confortado pelos crentes romanos, mas também sabia de que tipo de universo humano diversificado no qual ele iria penetrar e com o qual ele iria interagir. Paulo não buscou sob pretexto algum ser objeto de adorações, visto que tudo sobre ele registrado nos faz ver que ele mesmo sempre apresentou lucidez, inteireza e consciência de sua pessoa e missão em todos os seus momentos e locais de convívio e de visita. Paulo sabia que seu anúncio iria trazer mudanças conflitantes aos costumes, culturas e tendências por onde passasse anunciando-o. Paulo tinha marcas de um verdadeiro anunciante portador de um anúncio verdadeiro e eficaz ao qual não precisa anexos, apêndices e nem adendos para tranformá-lo em objeto de amistosas políticas religiosas por cruzadas interesseiras e catequeses sensibilizantes, lisonjeiras e atraentes. O anúncio do Evangelho sempre encontra terrenos conflituosos e sempre se deparará radicalmente com estes. Anunciar o Evangelho não significa se empenhar em obter adorações.
O que o Senhor Jesus procura não são adorações. Querem ver adorações requintadamente sinceras e reverentes? Conheçam as realizadas nas tribos e pelos tribais das muitas regiões espalhadas do nosso globo. Mas não são elas que o Senhor Jesus procura. Querem ver anúncios fantásticos e dinamicamente gigantescos e esplendorosos? Conheçam os tipos apresentados e falados nos centros das mega capitais dos maiores volumes de negócios financeiros e artísticos do mundo. O que o Senhor Jesus procura não são maravilhosos anunciadores e tipos de anúncios com montagens mirabolantes. O Senhor da Ceifa sabe onde estão os verdadeiros anunciadores das Boas Novas de Deus aos homens. O nosso Bondoso e Amoroso Deus sabe também onde encontrar e como preparar aqueles que, mesmo pelas circunstâncias jogados aos trapos das sarjetas ou mesmo aqueles arraigados nos credos e crenças da ignorância, pode o Senhor resgatá-los e transformá-los em Seus anunciadores poderosos em palavras e obras. Ser poderoso em palavras produz marcas eloqüentes apenas e ser poderoso em obras produz anúncio poderosamente eficiente. Ser poderoso em palavras e obras é produto de uma construção de vida e trabalho árduo e persistente sob convicção diante de Deus e diante dos homens - não é apenas o resultado de “ostentar” um título nominal de “conferencista”, e sim ser por chamada e vocação um evangelista. O que mais temos encontrado por esses lugares afora são anunciantes do Evangelho que num mês eram “conferencistas” e no outro já eram “escapistas” por terem caído da graça de Deus e vitimados pela infantilidade e despreparo pessoal sobre a desgraça das paixões e da falta do domínio próprio sobre seus apetites e desejos recalcada e sublimadamente camuflados na alma. Não é o anúncio, portanto, que diz quem somos, são as nossas obras que nos atestam o que somos como anunciantes dignos, idôneos e, sobretudo experientes e experimentados para anunciar o que anunciamos. Anunciar o Evangelho qualquer pessoa pode fazê-lo. Lembro-me de uma reportagem sobre uma novela secular de televisão na qual um ator foi previamente preparado e treinado para representar um personagem e interpretar nele o papel de um pastor evangélico. Aquela reportagem fazia elogios sobre aquele ator por este ter incorporado um personagem com um desempenho e desvelo tão afinados à vida real que naquela surrealidade, dizia a reportagem, “parecia literalmente com um pregador evangélico da vida real”. Reconhecemos e jamais ignoramos as necessidades e pré-requisitos humanos para tudo na vida, e por outro lado ficamos sobremaneira jubilosos quando olhamos nossa multidão de pregadores e ensinadores cristãos vemos as coisas louváveis que nos abraçam e favorecem abençoadamente em comum às nossas vidas de servos de Deus, despenseiros e porta-vozes sérios de um anúncio sobre todos os anúncios.
Senhores, o preparo e o adestramento exigem sobremaneira caras medidas de esforços disciplinares nas muitas áreas da vida, e por que não declarar em todas?
Agora, a esta altura do presente artigo, intencionalmente desejo chamar e direcionar a atenção dos nossos amáveis leitores e demais companheiros pregadores a colocarem a palavra “pregador” no lugar onde está o termo “anunciante”. Onde neste artigo se lê “anunciante”, leia-se “pregador”. Agora passo a me referir aos anunciantes denominando-os especificamente de pregadores. Uma coisa excetua muitos anunciantes – é a de que “importa que o Evangelho seja anunciado”, disse e deixou-nos registrado com muita propriedade o apóstolo Paulo.
Como cumprimento profético para esta era escatológica, um fenômeno que vem se nos apresentando já de alguns poucos anos para cá - é o de pretensos anunciantes pelas suas práticas mecanizadamente frias tentarem igualar o anúncio do Evangelho aos anúncios seculares do mundo, como se o anúncio do Evangelho estivesse sendo por eles colocado e exposto numa prateleira junta e igualavelmente como um outro produto. Enquanto nos anúncios seculares a ênfase se detém neles e apenas neles não importando quase nada sabermos sobre quem são seus anunciantes, no anúncio do Evangelho primariamente devemos nos deter o mais que tudo em conhecer quem são os anunciantes, quem pode vivencialmente dar referências e testemunhos seguros e comprovados a respeito destes. Nisto quero por minha conta inverter a supramencionada frase popular para: “quem vê cara tem que ver coração”!
É de nos surpreender como alguns anunciantes de nosso tempo se portam, se estribam e se auto convencem de que são seus exclusivos conhecimentos e diplomas escolares e teológicos, seus ternos, gravatas e sapatos patentemente grifados e valiosos, sua aparência pessoal artística e seus talentos naturais com certa desenvoltura de propagar algo ao público com relativa facilidade que os fazem e os atestam como anunciadores do Evangelho. Lembro-me que há algum tempo atrás passei em uma das calçadas de uma grande e famosa estação central ferroviária bem conhecida de nosso país, e nela notei um vendedor ambulante apresentando os seus produtos ao público, e com tamanha fluência e facilidade de expressão ele dissertava resumos sobre seus produtos tentando suscitar necessidades nos seus ouvintes persuadindo-os a admitirem o foco de suas condições de carência e assim lançar a sua rede para obter algum ganho. Longe esteja de nós o sermos anunciantes inconseqüentes, inconsistentes e inconscientes propagando um poderoso anúncio sem ter a experiência pessoal exigida e requerida para com o que de fato anunciamos.
Anunciar o Evangelho requer mais do seu anunciante do que alguns pretensos anunciantes descomprometidos imaginam. Senhores, precisamos repetidamente estar emitindo alertas de que estamos num tempo escatológico sem precedentes e incomparáveis, no qual em meio a tudo que vemos e vivenciamos, nos soam alto e em bom tom as palavras de Paulo a Timóteo dizendo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. (2Tm 3.1). E corroborando isto em outro lugar ele diz: “Mas O Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé”. (1Tm 4.1).
Caros e amados leitores e pequenos pregadores, que nossos anúncios sejam voltados e construídos sobre o anúncio cristocêntrico, e que nós como seus anunciantes continuemos sendo provas vivas dele. Que não nos deixemos nos permitir ser envolvidos por titulações ilusórias desprovidas de qualquer certificação conferida e expedida pelos nossos honrados e respeitados seminários e institutos bíblicos até então existentes e reconhecidos. Que jamais permitamos ser igualado o anúncio das Boas Novas de Deus aos homens aos anúncios de produtos e bens seculares deste mundo. Que jamais permitamos que nossas atitudes e comportamentos nos apresentem aos homens como pretensos anunciantes de algo sobre o qual nosso propósito vise ganhos ou lucros. Enfim, que continuemos sendo embaixadores de Jesus Cristo aos homens aos quais sem manchas O anunciamos sendo nós pequenos pregadores fazendo a obra de um evangelista e não de um “conferencista” – pois este título é tão sugestiva e socialmente grande e transitório que não é tido como dádiva de Deus para a Sua amada igreja e nem coube ser registrado em nenhuma página do Livro de Deus.
PbGS
Aos meus caros leitores e companheiros pequenos pregadores, desejo de antemão apresentar-lhes meus sinceros e profundos agradecimentos em atenção aos e-mails contendo dezenas de expressões de singulares reconhecimentos aos temas por mim abordados e comentados, bem como as que por unanimidade dentre elas nos deixam claro que ainda existe um bom e expressivo número de homens de Deus em nossa pátria alcançando os horizontes da prédica e enxergando neles a existência dos mesmos indícios de que alguma coisa estranha e pouco virtuosa vinha sendo levantada e acontecendo com a pregação cristã. E nós que pensávamos que somente os experientes e os ainda muito mais experientes veteranos estavam vendo tais coisas se avolumando e forçando se estabelecer no meio do povo de Deus, ora vemos que até os mais jovens pregadores estão também notando. De certa forma folgo em tomar conhecimento de que também jovens pregadores estão vendo lamentáveis acontecimentos pelo mesmo prisma nosso, e não se permitindo estarem amordaçados manifestam e alçam suas observações juntamente com as nossas. Glória a Deus por estes Seus pequenos pregadores chamados, vocacionados e levantados para a Seara!
Nesta oportunidade de agora venho com mais outro tema, que nos faz valer tomar algum espaço e precioso tempo para nos ater nele com um pouco mais de detalhes. A temática deste artigo objetiva tecer algumas linhas sobre anúncios e anunciantes. Creio piamente que sua importância e significância podem nos despertar para alguns fatos curiosos que em muito se assemelham ao que o povo de Deus tem visto e ouvido.
Vez após vezes encontramos anúncios das mais diversas naturezas, classificações e finalidades. Dentre estes focalizamos os mais contundentes e esmerados pelas suas multiformes estratégias e arranjos quase miraculosos da publicidade, haja vista que estamos vivendo a era da informação supervalorizada graças a imponente ajuda das tecnologias e apoiada quase que na sua totalidade pela informatização.
São os caminhos, e por que não dizer os “atalhos”, da viabilidade acelerada para que os anúncios cheguem com maiores eficiência e abrangência ao público e confiados nisto seus anunciantes se vejam contentes e eficazes em atingir seus objetivos no público alvo.
Os anúncios tomaram conta de todos os setores da vida, e em nome da comunicação se tornaram cada vez mais modernizados e revestidos complementarmente pelas demais ciências humanas. Hoje já não se contenta mais apenas com as cores nem com as vinhetas e chamadas simplificadas indicando a realeza da sinceridade e da verdade daquilo que nos é comunicado pelos anunciantes. São necessárias as matizações e mixagens nos intrincados projetos engenhosos a fim de engodar e atrair a atenção e mover a vontade humana como se estivessem ordenando algo expressa e forçosamente ao público. Já se foram os tempos em que os simples anúncios pessoais no conhecido estilo “cara-a-cara” de porta em porta que aos poucos tomavam longo alcance no bairro e assumiam as primeiras posições nos elencos de diálogos das praças e logradouros da cidade. Sem qualquer tendência de saudosismo, lembro-me de que foram estes os mais eficazes métodos de anúncios por haver neles a oportunidade precisa de conhecer de perto tanto o anúncio e seu objeto anunciado como o seu anunciante. Temos certa medida de dificuldade e de desconfiança sobre as coisas que nos são anunciadas na maioria das vezes. A dúvida e a suspeita de falsidade comprometem negativamente o conteúdo dos anúncios por desconhecermos também o seu anunciante, quanto mais quando este não possui estabelecido um histórico. E por mais incrementados que sejam os anúncios sobre seus objetos de campanha, todos ficamos aterrados no senso de proteção defensiva, e quando mais tomamos conhecimento de que aqueles anúncios antes vistos não espelharam a verdade que agora constatamos mais somos arrastados pela frustração de que de quase nada valeram a pena aquelas tantas “vultuosas fanfarras alvissareiras” apresentadas quase artisticamente, e que ao surgirem outros sobre o mesmo objeto de anúncio são todos rotulados como sendo a mesma coisa desprezível e indigna de aceitação e por conseguinte devam ser desacreditados. Os anúncios hodiernos já não precisam se apoiar em demonstrar toda a verdade sob pena de seus objetos anunciados serem “pirateados” e invadidas as idéias de quem os produziu, sendo melhor e mais barato apenas mostrar frases resumidas em títulos substantivados, carregados de adjetivação para supervalorizar e superlativar as características de algo até então desconhecido ou pouco experimentado pelo público. Há de ser que sempre tenham que restar as “deixas” para que leve o público a responsabilizar-se cabalmente sobre suas escolhas e preferências imediatistas a fim de parcialmente isentar seus anunciantes de possíveis e futuras culpas e desmerecimento. Os segredos e mistérios são trabalhados a permanecerem entre linhas latentes e ora sugestivamente patentes nos anúncios até que sejam desvendados seus significados reais pelo público como possível promissor de suas aquisições ou contratações. Finalmente, e lamentavelmente, estamos vivendo a época da frase popular tão conhecida literalmente do “embrulha e manda”, sendo mais importante o “existir” fantasiosamente apresentado e não mais o “ser” naturalmente comprovado. Surgem os anúncios do tipo “mil e uma utilidades”, nos quais tentamos encontrar uma aplicabilidade específica do objeto anunciado, porém ainda na descoberta nos deparamos que nem mesmo seu anunciante se conhece basicamente a si mesmo e tudo quanto é, possui e anuncia é de caráter genérico e de consistência pouco suficiente. “Quem vê cara não vê coração” é a citação popular que muito bem conseguimos depreender das inúmeras deduções sobre o que numa maioria de anúncios e seus anunciantes deixam espalhadas nos seus rastros por onde trilharam. Como mudam os anúncios e os anunciantes...!
Quando tomamos algum tempo em analisar o anúncio do Evangelho no mundo neotestamentário da época dos poderosos romanos e dos sábios gregos, encontramos com relativa facilidade interpretativa o que de então tinham aquelas sociedades de avanços de sua época, pois o poder, o conhecimento e as correntes filosóficas daqueles dias eram suportes referenciais altamente almejados, considerados e buscados por elas. Foram as épocas nas quais o simples era visto como insignificante, o humilde reputado como fraco e vil, onde o auge do orgulho e da soberba humana aclamava e aplaudia somente as grandezas, as dominações e suas conquistas. Enfim, o orgulho, a luxúria e a soberba humanas tinham que se manter na mais alta posição do pódio da vida. E mesmo assim o arauto se punha como um elemento profissional neutro nos passos e palácios, nas esquinas e praças a alçarem seus anúncios a mando de quem os contratou e pagou. O importante era predominarem a grandeza e o luxo e abaterem a humildade, a simplicidade e a singeleza. Nos faz lembrar um anúncio de nosso tempo sobre veículos novos no qual o tema é aclamar não mais apenas o grande, mas sim o gigante poderoso e luxuoso.
Roma, com seu domínio e poder avassaladores, sendo aplaudida. Grécia, com seus conhecimentos e filosofias imbatíveis e desafiadores, sendo aclamada como astro. Ambas com sociedades notáveis porém marcadas pela decadência espiritual, moral e social batendo em suas portas, desprotegendo crianças, jovens e famílias. Os valores do homem ultrajados e vulnerabilizados na época e cada vez mais mergulhado na idolatria, na devassidão, nas religiosidades e crenças, e nas perversões e luxúrias. Que digam isto melhor e mais apropriadamente as literaturas de histórias. Mas ao saber sobre tudo daquilo nos conforta também saber que o nosso Deus escolheu um perseguidor Saulo e neste levantou o crente Paulo sábio segundo Deus e louco segundo o mundo, nas questões espirituais e vitais, humilde, pequeno em estatura, ousado na evangelização e doutrinação, e sobretudo um sincero portador de um anúncio diferente e jamais visto antes. Um anúncio revolucionário e transformador de pessoas, de lugares e de sociedades, no qual seu anunciante havia ancorado sua própria vida primeiro como selo testemunhal de garantia ao público que o ouvisse. Um anúncio capaz de nortear rumos que iriam fazer o diferencial para todas as línguas, povos, tribos e nações, onde quer que aquele anúncio chegue e atravesse as gerações. Nosso Deus escolheu um outrora perseguidor portentoso, rigoroso, zeloso e amplamente conhecido, e depois de abatê-lo, convencê-lo e prepará-lo no tempo de Deus o enviou aos estranhos e o destinou também para anunciar o Evangelho aos seus contemporâneos judeus, romanos e gregos onde quer que estes estivessem.
É próprio de nosso Deus escolher as coisas loucas, fracas e vis para ao usá-las como Seus anunciantes confundir os sábios, os fortes e os poderosos deste mundo. O anúncio deve demonstrar e fazer ser conhecido quem o está anunciando.
À vista disso, não é de nos admirar a expressão de Paulo, o apóstolo do Senhor Jesus Cristo, com vivência e experiência cristã suficientes, quando intentava visitar os crentes romanos de sua época e naquela visita anunciar o Evangelho em Roma. De tamanho projeto que era pela sua magnitude e amplitude, Paulo, o apóstolo pregador, anteviu as situações e circunstâncias e inspirado expressou: “...quanto há em mim, estou pronto a anunciar o Evangelho também a vós que estais em Roma”. (Rm 1.15).
Paulo não estava engendrando uma viagem de visita humanitária, não uma revista religiosa ou uma passagem representativamente politizada com práticas superficiais e elogiosas como os muitos religiosos e poderosos e reconhecidos deste mundo o fazem classicamente nos lugares aonde vão. Paulo sabia que pessoa ele era, que anúncio ele carregava, o que iria realizar e o que iria encontrar e enfrentar na sua trajetória ante a uma mega cidade imperial do mundo de então. Paulo sabia que iria abraçar e ser abraçado e confortado pelos crentes romanos, mas também sabia de que tipo de universo humano diversificado no qual ele iria penetrar e com o qual ele iria interagir. Paulo não buscou sob pretexto algum ser objeto de adorações, visto que tudo sobre ele registrado nos faz ver que ele mesmo sempre apresentou lucidez, inteireza e consciência de sua pessoa e missão em todos os seus momentos e locais de convívio e de visita. Paulo sabia que seu anúncio iria trazer mudanças conflitantes aos costumes, culturas e tendências por onde passasse anunciando-o. Paulo tinha marcas de um verdadeiro anunciante portador de um anúncio verdadeiro e eficaz ao qual não precisa anexos, apêndices e nem adendos para tranformá-lo em objeto de amistosas políticas religiosas por cruzadas interesseiras e catequeses sensibilizantes, lisonjeiras e atraentes. O anúncio do Evangelho sempre encontra terrenos conflituosos e sempre se deparará radicalmente com estes. Anunciar o Evangelho não significa se empenhar em obter adorações.
O que o Senhor Jesus procura não são adorações. Querem ver adorações requintadamente sinceras e reverentes? Conheçam as realizadas nas tribos e pelos tribais das muitas regiões espalhadas do nosso globo. Mas não são elas que o Senhor Jesus procura. Querem ver anúncios fantásticos e dinamicamente gigantescos e esplendorosos? Conheçam os tipos apresentados e falados nos centros das mega capitais dos maiores volumes de negócios financeiros e artísticos do mundo. O que o Senhor Jesus procura não são maravilhosos anunciadores e tipos de anúncios com montagens mirabolantes. O Senhor da Ceifa sabe onde estão os verdadeiros anunciadores das Boas Novas de Deus aos homens. O nosso Bondoso e Amoroso Deus sabe também onde encontrar e como preparar aqueles que, mesmo pelas circunstâncias jogados aos trapos das sarjetas ou mesmo aqueles arraigados nos credos e crenças da ignorância, pode o Senhor resgatá-los e transformá-los em Seus anunciadores poderosos em palavras e obras. Ser poderoso em palavras produz marcas eloqüentes apenas e ser poderoso em obras produz anúncio poderosamente eficiente. Ser poderoso em palavras e obras é produto de uma construção de vida e trabalho árduo e persistente sob convicção diante de Deus e diante dos homens - não é apenas o resultado de “ostentar” um título nominal de “conferencista”, e sim ser por chamada e vocação um evangelista. O que mais temos encontrado por esses lugares afora são anunciantes do Evangelho que num mês eram “conferencistas” e no outro já eram “escapistas” por terem caído da graça de Deus e vitimados pela infantilidade e despreparo pessoal sobre a desgraça das paixões e da falta do domínio próprio sobre seus apetites e desejos recalcada e sublimadamente camuflados na alma. Não é o anúncio, portanto, que diz quem somos, são as nossas obras que nos atestam o que somos como anunciantes dignos, idôneos e, sobretudo experientes e experimentados para anunciar o que anunciamos. Anunciar o Evangelho qualquer pessoa pode fazê-lo. Lembro-me de uma reportagem sobre uma novela secular de televisão na qual um ator foi previamente preparado e treinado para representar um personagem e interpretar nele o papel de um pastor evangélico. Aquela reportagem fazia elogios sobre aquele ator por este ter incorporado um personagem com um desempenho e desvelo tão afinados à vida real que naquela surrealidade, dizia a reportagem, “parecia literalmente com um pregador evangélico da vida real”. Reconhecemos e jamais ignoramos as necessidades e pré-requisitos humanos para tudo na vida, e por outro lado ficamos sobremaneira jubilosos quando olhamos nossa multidão de pregadores e ensinadores cristãos vemos as coisas louváveis que nos abraçam e favorecem abençoadamente em comum às nossas vidas de servos de Deus, despenseiros e porta-vozes sérios de um anúncio sobre todos os anúncios.
Senhores, o preparo e o adestramento exigem sobremaneira caras medidas de esforços disciplinares nas muitas áreas da vida, e por que não declarar em todas?
Agora, a esta altura do presente artigo, intencionalmente desejo chamar e direcionar a atenção dos nossos amáveis leitores e demais companheiros pregadores a colocarem a palavra “pregador” no lugar onde está o termo “anunciante”. Onde neste artigo se lê “anunciante”, leia-se “pregador”. Agora passo a me referir aos anunciantes denominando-os especificamente de pregadores. Uma coisa excetua muitos anunciantes – é a de que “importa que o Evangelho seja anunciado”, disse e deixou-nos registrado com muita propriedade o apóstolo Paulo.
Como cumprimento profético para esta era escatológica, um fenômeno que vem se nos apresentando já de alguns poucos anos para cá - é o de pretensos anunciantes pelas suas práticas mecanizadamente frias tentarem igualar o anúncio do Evangelho aos anúncios seculares do mundo, como se o anúncio do Evangelho estivesse sendo por eles colocado e exposto numa prateleira junta e igualavelmente como um outro produto. Enquanto nos anúncios seculares a ênfase se detém neles e apenas neles não importando quase nada sabermos sobre quem são seus anunciantes, no anúncio do Evangelho primariamente devemos nos deter o mais que tudo em conhecer quem são os anunciantes, quem pode vivencialmente dar referências e testemunhos seguros e comprovados a respeito destes. Nisto quero por minha conta inverter a supramencionada frase popular para: “quem vê cara tem que ver coração”!
É de nos surpreender como alguns anunciantes de nosso tempo se portam, se estribam e se auto convencem de que são seus exclusivos conhecimentos e diplomas escolares e teológicos, seus ternos, gravatas e sapatos patentemente grifados e valiosos, sua aparência pessoal artística e seus talentos naturais com certa desenvoltura de propagar algo ao público com relativa facilidade que os fazem e os atestam como anunciadores do Evangelho. Lembro-me que há algum tempo atrás passei em uma das calçadas de uma grande e famosa estação central ferroviária bem conhecida de nosso país, e nela notei um vendedor ambulante apresentando os seus produtos ao público, e com tamanha fluência e facilidade de expressão ele dissertava resumos sobre seus produtos tentando suscitar necessidades nos seus ouvintes persuadindo-os a admitirem o foco de suas condições de carência e assim lançar a sua rede para obter algum ganho. Longe esteja de nós o sermos anunciantes inconseqüentes, inconsistentes e inconscientes propagando um poderoso anúncio sem ter a experiência pessoal exigida e requerida para com o que de fato anunciamos.
Anunciar o Evangelho requer mais do seu anunciante do que alguns pretensos anunciantes descomprometidos imaginam. Senhores, precisamos repetidamente estar emitindo alertas de que estamos num tempo escatológico sem precedentes e incomparáveis, no qual em meio a tudo que vemos e vivenciamos, nos soam alto e em bom tom as palavras de Paulo a Timóteo dizendo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. (2Tm 3.1). E corroborando isto em outro lugar ele diz: “Mas O Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé”. (1Tm 4.1).
Caros e amados leitores e pequenos pregadores, que nossos anúncios sejam voltados e construídos sobre o anúncio cristocêntrico, e que nós como seus anunciantes continuemos sendo provas vivas dele. Que não nos deixemos nos permitir ser envolvidos por titulações ilusórias desprovidas de qualquer certificação conferida e expedida pelos nossos honrados e respeitados seminários e institutos bíblicos até então existentes e reconhecidos. Que jamais permitamos ser igualado o anúncio das Boas Novas de Deus aos homens aos anúncios de produtos e bens seculares deste mundo. Que jamais permitamos que nossas atitudes e comportamentos nos apresentem aos homens como pretensos anunciantes de algo sobre o qual nosso propósito vise ganhos ou lucros. Enfim, que continuemos sendo embaixadores de Jesus Cristo aos homens aos quais sem manchas O anunciamos sendo nós pequenos pregadores fazendo a obra de um evangelista e não de um “conferencista” – pois este título é tão sugestiva e socialmente grande e transitório que não é tido como dádiva de Deus para a Sua amada igreja e nem coube ser registrado em nenhuma página do Livro de Deus.
PbGS
Marcadores:
animadores,
anunciantes,
cuidados,
discernimento,
empenho ministerial,
pregação,
pregadores,
sagrado ministério
Assinar:
Postagens (Atom)










