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sábado, 14 de setembro de 2013
USANDO O NOME DE DEUS
USANDO O NOME DE
DEUS
Não o tomemos em
vão...
Naturalmente existem os que crêem e os que não, na existência de
Deus. Há os que não conhecem o Seu nome, mas também existem os que o ignoram.
Infelizmente o grande perigo concentra-se sobre aqueles que desconhecem,
porquanto o desconhecer não significa apenas não conhecer ou ignorar. Mas sim
conhecer e apesar de conhecer desconsiderar.
O buscar crer em Deus de alguma forma ou de maneira que adeque à
sua visão pessoal particular não é definitivamente o que recomenda as
Escrituras Sagradas. Na verdade, nada em Deus muda ou deixaria de existir por
qualquer influência a bel-prazer do homem. Nada do que o homem mantenha ou
externe causaria qualquer influência sobre o nome e a pessoa de Deus ou sobre
uma vida que com Ele possui experiências pessoais vivas, reais e
inconfundíveis.
Fato é que já sabemos que os nomes de Deus escrituristicamente
são conhecidos e manifestos em circunstâncias e situações das mais diversas,
conforme era o caso e a causa do clamor ou da demonstração de gratidão a Ele. E
na Nova Aliança, Deus nos permitiu não somente a pronunciar, mas também a usar
o Seu nome diante de algumas situações e para algum fim estabelecido e
preconizado no Seu Livro.
Entretanto, fato também é o de que estamos no tempo em que tomar
o nome de Deus para todo e qualquer propósito desde os mais honrosos até os
mais infames e vis está sendo uma moda e ao mesmo tempo uma demonstração de pobreza
de sensos. Intenções desconexas. Algumas são desrespeitos vergonhosos e profanação
aberta e propriamente dita. O nome de Deus nunca precisou e jamais carece de
defesa.
Não são os sórdidos e infames objetivos que movem pretextos para
fazer mal uso, excessos e abusos do nome
de Deus que provocariam ou promoveriam coisa alguma ou descaso algum contra
Deus ou alteração no Seu agir e na Sua Palavra. Na verdade, os tempos passam e
tudo ocorre naturalmente cumprindo a vontade soberana de Deus e o Seu nome
permanece imutável para sempre.
O homem debaixo de suas fome e sede de auto promover-se e se
projetar, parece não medir as terríveis conseqüências do ato de usar o nome de
Deus a fim de atender aos seus interesses, de lograr sucesso, de captar fama e
poder. Inconsequentemente, homens vêm usando o nome de Deus para conquistar e
cativar multidões para si próprios sob os mais aparentes fins justificáveis. Alguns
até se aproveitando da comodidade, da ignorância e da confiabilidade alheias,
aplicam a sua hermenêutica distorcida aos textos sagrados para aludirem
justificativas ao seu próprio favor.
Para manter públicos e aplausos cativos; para fazer brilhar os
seus brios; para ostentar suporte a auto-afirmação perante meios e ambientes;
para arrebanhar gentes e obter satisfação do ego e riquezas terrenas; para
expor os produtos de suas criatividade e imaginações; para apresentar seus dons
e talentos; para provocar homicídios em todas as formas; para promover ameaça,
intimidação, dissensão, separatismo, corporativismo e partidarismo; para
angariar e conseguir posição e lugar nos assentos dos cargos públicos eletivos.
Enfim, homens estão usando o nome de Deus para atenderem aos seus desejos,
sonhos, intentos, empreendimentos e satisfações pessoais que buscam
estabilidade de aceitação para o próprio ego.
Homens têm usado do poder e da força de suas criatividades para
em nome de Deus engenharem as mais baixas e covardes prevaricações. Prevaricar
é saber e conhecer comprovadamente que algo é um erro grave e que seu
cometimento é ofensor, reprovável e inaceitável, mas praticá-lo ou ajudar a promovê-lo
ignorando as conseqüências. Certamente
um dia no futuro isso será trazido à tomada de contas e levados em consideração
os estragos e desastres que produziram no presente.
É uma medonha inconseqüência zombeteira o iludir e influenciar
pessoas se escudando e usando o nome de Deus para atingir fins pessoais e
atender anseios e desejos egoístas. Quantas atrocidades, hostilidades e
zombarias algumas mentalidades fazem usando o nome de Deus. Quantas negociatas
e manobras fazem usando o nome de Deus. Quantos seletivismo, separatismo,
partidarismo, revanchismo, fazem usando o nome de Deus.
Mantenhamos cuidados ao usar o nome de Deus. Continuemos sendo
tementes e realmente inteligentes ao usar o nome de Deus. Somos apenas vasos em
Suas poderosas mãos para fazermos a Sua vontade e realizarmos a Sua obra. Nossa
missão não é influenciar ou iludir pessoas para conseguir fins quaisquer que
sejam. Muito menos usando o nome de Deus. Nossa missão não é promover ou
projetar os nossos nomes para atingir objetivos ou alcançar satisfações de
nossos desejos pessoais, tampouco o seria usando o nome de Deus.
Louvamos a Deus pela multidão de servos de Deus sérios,
honrados, bem compromissados com o Senhor Deus, com a Sua Palavra e com as
vidas. Servos esses que têm usado o nome de Deus adequadamente e dentro dos
propósitos de Deus, aproveitando as oportunidades e meios que Deus tem lhes
favorecido para fazer cada vez mais o nome do Senhor nosso Deus ser conhecido,
temido e adorado. Homens de Deus que têm usado coerentemente o nome de Deus,
com temor a Deus e demonstração de respeito para com o próximo.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
NA BUSCA DAS BENÇÃOS DE DEUS.
Na busca das bênçãos de Deus.
Os perigos do atalho chamado barganha.
Diariamente multidões
de pessoas se dirigem a Deus, em busca de receberem do favor de Sua boa e
potente mão alguma bênção para si ou para outrem. Essa é uma iniciativa
extremamente louvável, visto que a Bíblia Sagrada nos recomenda a buscar ao
Senhor enquanto se pode achar e invocá-LO enquanto está perto. Is 55.6
E um dos requisitos para
essa busca é a fé. Quem busca ao Senhor, declara possuir fé. Independente se
esta seja minúscula como um grão de mostarda, ou tão grande que se aproxime da
fé de Abraão. Nenhum instrumento seria dotado de algum mecanismo ou dispositivo
que meça a fé de uma pessoa. A fé é uma virtude preciosa. Sem ela é impossível
agradar a Deus. 1Pe 1.7; Hb 11.6.
Teologicamente, a
bênção de Deus não está condicionada a qualquer que seja a iniciativa humana.
Deus é Senhor e Soberano, e como tal Ele não está forçado ou obrigado a coisa
ou pessoa alguma. Dentre os Seus atributos está o da misericórdia, e dentro da
Sua majestosa expressão de favor está a graça em realizar o que lhe apraz no
Universo e também aos não-merecedores.
Por outro lado, “a mão do Senhor não está encolhida, para que
não possa salvar. E os seus ouvidos não são surdos para que não possa ouvir”.
Is 59.1. E diante de questionamentos e indagações, surge que a resposta de Deus
para nos abençoar repousa unicamente nEle.
Nenhum de nós poderia
bitolar, restringir, influenciar, o querer de Deus, e tampouco impedir ou ditar
regras e fórmulas para as pessoas que O buscam. Entretanto, nos anos mais
recentes e em meio à multiplicação de crises, de flagelos e de males que têm
assolado a vida humana, um dos fenômenos sociais que se avoluma é a procura do
homem em aplicar a sua fé em busca do favor de Deus.
E nessa busca, pessoas
se deparam com as mais diversas portas, com os mais diferentes corredores e com
as mais instigantes vitrines, que convidam a arriscar a fé. Nessa busca,
pessoas formulam seus caminhos e arquitetam seus atalhos, pressupondo que sejam
esses os seus trunfos e segredos que forcem atrair a atenção de Deus, ou que obriguem
que Ele realize as intenções, ou faça valer regras humanas.
Nos últimos anos,
algumas mentalidades parecem ter criado um caminho de busca da bênção de Deus.
Que na verdade, o que pareceria ser um caminho é distorcidamente um atalho.
Chama-se barganha. E como se fizesse a homens, pessoas também intentam
barganhar com Deus. Agentes e clientes de barganha buscam se encontrar e
satisfazer ambas as partes, não se importando com o que lhes possa sobrevir. Os
agentes se postam por trás de um altar como autoridades destras no assunto, e
os clientes na frente dele se colocam como investidores afoitos no risco da
apólice sugestionada.
Na tentativa de
fortalecer o incentivo e na busca de garantia da rentabilidade do negócio, a
criatividade a cada dia inventa e traz a lume estratégias inovadoras com novos
kits, cultos e quotas. Amuletos dos mais engenhados e artificiosos adereçam o
ranking do tabelamento elaborado pelas fantásticas técnicas da contabilidade e pela
assistência das incisivas observações da estatística.
O atalho chamado
barganha parece sofrer das vistas. Parece possuir deficiência no raciocínio.
Parece ignorar o que está escrito no Livro de Deus, e desconhecer o próprio
Deus a quem se dirige. Ora como um atacadista, e ora como um feirante, o atalho
chamado barganha armazena e posta suas mercadorias em nome de Deus. Afinal, a
barganha assenta-se na mesma mesa do mercenário. No atalho chamado barganha, o
que mais importa não é a integridade, idoneidade e honestidade da pessoa do
vendedor, e sim o produto negociado.
O atalho da barganha
não se interessa e nem se satisfaz pela mensagem de Deus. Visto que sua visão é
genérica e seu destino interesseiro está concentrado unicamente no cego
objetivo de sair dos sufocos, de se livrar das inquietudes e de se safar das
aflições. Não importa se seja uma toalha batizada nos cômodos da mentira
oportunista; pouco interessa se seja a água tirada do rio da ilusão usurpadora;
e nada diz se sejam a flor, o cordão e a pulseira confeccionados pelas mãos do
engano insaciável. Pouco ou quase nada influencia se seja o azeite das
prateleiras dos conchavos avarentos. Para a arte da barganha, vale investir nos
resultados das apostas e arriscar nos preços das promessas.
Em certo lugar alguém
disse que a fé é cega. Coisa que de texto algum das Escrituras Sagradas se
possa inferir, induzir, comparar ou deduzir, e chegar a tal ilação. Cegueira é
uma deficiência. A fé é uma virtude que se fundamenta em certeza e esperança. A
barganha se estriba na aposta e se afoita nos riscos. A fé se posiciona na
Palavra de Deus e se lança e se entrega deliberadamente nas mãos do Eterno. A
barganha se assanha e se excita na tabela dos sacrifícios. A fé olha o Seu
Autor, nEle crer decididamente e se satisfaz em confiar e esperar na soberania de Deus.
Engenhar barganha com
Deus, pressupostamente acreditando na força de causar impressões é atrair para
si o atestado de hipocrisia e falsidade. É declarar que no mesmo prato come-se
num dia e nele cospe no outro. Barganha é sinal de pechincha e de negócio por
troca. Biblicamente, na busca das bênçãos de Deus não há lugar para trocas de
favores, pechinchas, negociatas, trocas.
Na Bíblia Sagrada, o
que o Senhor Deus requereu de alguma pessoa não há como ser traduzido ou
assemelhado em algum negócio das fileiras da barganha. Nenhum valor ou bem
material que se entregue ou se ofereça a Deus deveria ser assemelhado a
barganha. Para a busca das bênçãos de Deus, as condições requeridas aos homens
são traduzidas como elementos e veículos de prova que incidem diretamente sobre
a determinação deliberada e a sinceridade voluntária de quem busca receber
bênçãos de Deus.
O atalho da barganha é
terrivelmente perigoso. Visto que a barganha nunca se firma na verdade. Os seus
efeitos são patenteados pelos becos duvidosos. O seu futuro está sempre
ameaçado pelos fachos da vergonha e da frustração. E um dos maiores e mais avassaladores
perigos da barganha são a vergonha e a frustração aniquiladoras sobre a
consciência e o abandono ressentido da fé, quando não se consegue o que pensaria
que com a barganha fosse receber.
Quantas pessoas
transitam nesta vida mergulhadas em decepções e frustrações consigo mesmas, outras
lamentosas e revoltosas, por não haverem tido algum sucesso com a tentativa de
ter feito barganha com Deus. O atalho da barganha é curto, ainda que o painel
que lhe promova seja inteligente e bem desenhado. Ainda que o cartaz que lhe
divulgue seja estrategicamente pintado com a diversidade de cores.
As máscaras da
barganha caem ao chão debaixo da mesa no momento em que a última cartada recolha
os dados e passe o rodo em todas as fichas do tablado da superstição ou encerre
a última volta da roleta do desespero. Querer fazer barganha com Deus é pensar
que esteja entrando num jogo de trocas, cujas perdas já estão declarativamente
carimbadas e impressas no aviso da primeira porta de entrada. A barganha começa
a sua festa revestida de púrpura por cima, ocultando o roupão do seu luto
fúnebre por baixo e ao som de canções contraditórias.
A Bíblia Sagrada nos
deixa ver que o Senhor Deus não se impressiona com engodos de objetivos
humanos. Deus não se deixa escarnecer. Gl 6.7. A tentativa de querer fazer barganha
com Deus é semelhante a uma figura de dupla face. Num lado a estampa da
simulação e da falsa reverência e no outro a imagem do escarnecimento e da
vergonha. Deus não se deixa ser cativo, tentado ou levado pela engenharia
oculta do atalho chamado barganha.
Nunca tente
experimentar esse triste atalho enganoso chamado barganha. Jamais se permita
acreditar que apostas de sacrifícios anulariam os atributos da majestosa e
soberana pessoa de Deus e O forçariam ou O impeliriam a Se curvar diante de
alguma pessoa. Não seja um candidato à apostasia. Fuja das cativações criativas,
engenhosas e tentadoras do atalho chamado barganha.
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
TROPEÇO.
TROPEÇO.
Uma armadilha que desanima fortes e embaraça fracos.
Na vida, algumas experiências são ansiosamente desejáveis, perseverantemente esperadas e sumamente buscadas. Entretanto, outras são fortemente indesejáveis e não obstante completamente detestáveis, contrariadoras e por vezes amargas e dolorosas. Uma destas é a ação de tropeçar. Ninguém jamais aceita tropeçar. Nem mesmo o ignorante lúcido e o errante consciente no caminho em que trilham. Não devemos causar tropeço algum a pessoa alguma. A Bíblia Sagrada nos faz ver que não devemos ser e nem causar tropeços.
Tropeçar é uma ação quase sempre involuntária, inesperada, iminente, imprevista e passiva. Entretanto, se fazer agente ativo de tropeço a outros é uma atitude culposa, dolosa, intencional, decisiva, premeditada, preconcebida. E dependendo do seu grau de conhecimento e consciência do assunto, o agente de tropeços pode ser percebido como um prevaricador, um cooperador de Satanás.
Melhor na vida seria se existissem somente acertos, ou eventualmente que fossem muito menos desacertos, mais facilidades do que tropeços. Todavia, depois da queda de nossos primeiros pais no Éden, nenhum de seus descendentes ficou isento de tropeçar, e nem de causar tropeços a outros. Aqueles caíram e sofreram em face da queda, e esses experimentam continuamente tropeços, quedas e sofrimentos.
Tropeçar e ser alvo de tropeços passaram a ser uma experiência comum e suscetível a todos. Para qualquer um de nós existe a possibilidade e a suscetibilidade para tropeçar. Tg 3.2. Contudo, jamais nenhum de nós deve se fazer como tropeço aos outros. Rm 14.21. Apesar de os tropeços no mundo serem inevitáveis, podem ser preventivamente contidos, corrigidos, em tempo.
Os melhores dicionários normalmente definem tropeço como sendo um elemento que sirva como objeto de embaraço, dificuldade, obstáculo. Uma pessoa ou objeto causador de erro, de mancada, aquilo em que se tropeça.
Para se referir à ação de uma pessoa fazer outro tropeçar, os escritos originais do Novo Testamento trazem duas palavras distintas. A primeira “proskoptō”, e a segunda “ptaiō”. A primeira, fala de levantar-se contra alguém, atacá-lo, ofendê-lo, de maneira que o provoque ao erro, ao pecado, à apostasia, à morte espiritual. A segunda, fala de fazer alguém perder a graça, ficar vazio, cair e ficar prostrado.
De certa forma, aquele que faz outro tropeçar está intimamente ligado ao desamor e comprova o mau uso de sua liberdade individual, especialmente a liberdade que tem em Cristo. Aquele que faz mau uso do seu direito em lidar com outros. Sumariamente é uma pessoa egoísta, fundamentalmente é insensata e insensivelmente hostil aos outros ao seu redor. Reveste-se de erros nos quais investe contra si mesma.
Por vezes, sabiamente se precisa abrir mão de direitos lícitos, básicos e dignos, a fim de não incorrer no erro prejudicial em fazer os outros tropeçarem. Especialmente os que conhecem o Evangelho de Cristo. Não nos surpreendamos em que sejam encontradas nos arraiais evangélicos pessoas que, independente de posição ou cargo que ocupam, causam impacto negativamente em outras, devido ao fato de não avaliarem a repercussão resultante do exercício do que fazem a outros.
Para sermos veículos de edificação, precisamos nos desvencilhar de toda associação promotora de tropeços, a fim de não sermos achados infiéis e coparticipantes de suas intenções ocultas. Em todo tempo, todo aquele que teme e serve ao Senhor precisa ser sábio e está atento para não se fazer cooperador de causadores de tropeços aos outros.
Para sermos veículos de edificação, precisamos nos desvencilhar de toda associação promotora de tropeços, a fim de não sermos achados infiéis e coparticipantes de suas intenções ocultas. Em todo tempo, todo aquele que teme e serve ao Senhor precisa ser sábio e está atento para não se fazer cooperador de causadores de tropeços aos outros.
Aquele que faz o irmão tropeçar, não pensa nas coisas de Deus, mas sim somente nas dos homens. Aquele que faz tropeçar os pequeninos do Reino de Deus se faz um veículo do escândalo, da inimizade, do desgosto, do desrespeito aos fracos na fé. Com a multiplicação da iniqüidade e o esfriamento do amor, parece que o tempo do fim está marcado para ser o maior período de incidência do assassinato espiritual decidido e irresoluto aos fracos na fé.
No tempo do fim, para algumas mentalidades se tornou mais fácil assassinar os fracos na fé fazendo-os tropeçar, do que propriamente nutri-los e investir neles a fim de que esperadamente algum dia venham se tornar fortes no rebanho, e assim venham alcançar estatura e realização espiritual, tanto como indivíduo quanto como membro integrante de um grupo.
Para algumas mentalidades influentes, parece que eliminar os fracos na fé seria muito mais vantajoso do que “sacrificar” os fortes desejos e desmandos interesseiros, vestidos de direitos e licitudes eclesiásticos. Descartar os fracos na fé se tornou uma saída para aqueles que sentem pseudo-ameaçados. Então, um tropeço aqui e outro ali não são coisas tão preocupantes. São relevantes, afinal para eles todo o mundo estaria assim mesmo também.
Parece estarmos no tempo em que definitivamente foi aberta a temporada de causar tropeços aos fracos. Ou alguém está equivocadamente pensando que todos os fracos já foram dizimados e agora, portanto, somente existem fortes. Então, seguindo essa lógica anti-cristã e falaciosa, nada mais é considerado tropeço. Podem todos ser tropeços, visto que não há mais fracos! Hoje somente existiriam fortes!
Por outro lado, parece que para algumas mentes, somente são tolerados e assistidos medianamente os fracos influentes, considerados como “fiéis colaboradores”. E os fracos comuns que sejam diariamente “entregues ao deus dará”, e não assistidos e respeitados como o Deus Eterno ordena. Ultimamente, parece que estes precisam fazer muito mais esforço para “se segurarem firmes” nos bancos da igreja ao sentirem-se indesejados ou ignorados.
Parece haver chegado o tempo no qual alguém possivelmente esteja interessado que não existam mais nenhum fraco na igreja. Ou que equivocadamente nestes tempos modernos e evoluídos somente existem fortes e nada mais pode ser considerado como causa de tropeço. Afinal, a influência das mentes seculares está bradando em todos os lugares que “o mundo é dos fortes!”
Na ótica bíblica, o tropeço está ligado moralmente ao escândalo como sendo uma causa deste, uma armadilha para fazer outros tropeçarem. E o peso da sentença antecipada, com a pena pré-fixada, que se destina ao que faz outros tropeçarem é muito pior e mais sufocante e terrivelmente agonizante do que comparada ao sofrimento e horror experimentados num suicídio por afogamento. Mt 18.6-7; Lc 17.1-2.
O Senhor Jesus nos orienta a que olhemos (velemos, zelemos) por nós mesmos. Cuidemos de nossa vida relacionada a todos os contextos.
Com este artigo, convido o caro e generoso leitor a refletir no sentido bíblico dessa expressão. Existem tropeços que são apagáveis e esquecíveis, mas há tropeços irremovíveis e irreparáveis. Existem tropeços que somam-se a outros, e há tropeços que estendem-se e alastram-se de outros. Existem tropeços que se diluem com o tempo, e há tropeços que deixam profundas e doloridas marcas. Na verdade, tropeços jamais são, ou trazem, respostas compensativas.
O perdão é um recurso que pode ser oferecido aos causadores de tropeços, todavia o perdão falado por si somente é insuficiente. O perdão sobre os causadores de tropeços se torna eficaz quando conjugado às devidas ações de conserto e reparações, de alguma forma demonstrada e comprovada. Assim como não perdoá-los é uma atitude anti-cristã, a falta de iniciativas de consertos e de algum esforço de reparos é um comprometimento com a omissão.
O Senhor Jesus foi considerado como pedra de tropeço e rocha de escândalo para os judeus, como o cumprimento profético registrado pelo profeta Isaias. Mas também o Mestre Maravilhoso foi posto como pedra de esquina para todos os homens. Sem pecado, o Senhor Jesus efetuou o perdão e também realizou reparos aos tropeços causados pelos tropeçadores. A cruz é a resposta única e verdadeira de perdão e reparos oferecidos por Deus aos homens. Para tropeços, existem perdão e também reparos.
O perdão é um recurso que pode ser oferecido aos causadores de tropeços, todavia o perdão falado por si somente é insuficiente. O perdão sobre os causadores de tropeços se torna eficaz quando conjugado às devidas ações de conserto e reparações, de alguma forma demonstrada e comprovada. Assim como não perdoá-los é uma atitude anti-cristã, a falta de iniciativas de consertos e de algum esforço de reparos é um comprometimento com a omissão.
O Senhor Jesus foi considerado como pedra de tropeço e rocha de escândalo para os judeus, como o cumprimento profético registrado pelo profeta Isaias. Mas também o Mestre Maravilhoso foi posto como pedra de esquina para todos os homens. Sem pecado, o Senhor Jesus efetuou o perdão e também realizou reparos aos tropeços causados pelos tropeçadores. A cruz é a resposta única e verdadeira de perdão e reparos oferecidos por Deus aos homens. Para tropeços, existem perdão e também reparos.
Será que o que muito boa gente anda fazendo não estaria se configurando descaso, desmerecimento, e afastando muitos da credulidade para com a mensagem bíblica? Será que o que muito boas gentes andam empreendendo não estaria destruindo os frutos alcançados ou herdados dos pioneiros na fé evangélica? Será que muito boa gente não estaria fazendo outros tropeçarem, ou viabilizando tropeços, em função de seu estilo de vida incoerente e desafinado com os ensinamentos do Senhor Jesus?
Será que de maneira geral, o fazer outros tropeçarem não estaria sendo uma forma de declarar que não valeria a pena fazer a diferença dentro de um contexto? Será que cobranças desafiançadas de exemplos práticos poderiam mesmo ser eficientes na empreitada de evitar causar tropeços a outros? Será que muito boas gentes não estariam fazendo com que sua maneira de lidar com coisas ou pessoas sejam elementos impeditivos para que outros não entrem pela Porta?
Será que os abusos e excessos ocultos por trás da influência, da eloqüência e da capacidade de comunicação não estariam servindo meramente de ferramentas de tropeço a outros por algumas gentes, ou estejam estas servindo de encobrimento e compensação com o fim de não serem vistos os tropeços causados por trás delas? Será que propósitos, meios e objetos, mal aplicados, não estariam conjugadamente formando triângulos intencionalmente facilitadores de tropeços a outros? Será que status e posições mal conduzidos não estariam nutrindo tropeços a outros?
Assim, que todo e qualquer resquício de tropeços seja definitivamente eliminado. Que toda e qualquer intenção a causar tropeços aos outros seja preventivamente evitada no seio do povo de Deus. Que toda e qualquer oportunidade se torne via de edificação a outros. Que toda consciência se faça judiciosa, cautelosa e prudente, antes de qualquer tomada de decisão. Que toda ação respondente seja contributiva a minimizar tropeços causados por outros. Enfim, que nenhuma de nossas ações se façam tropeços a outros.
NÃO NOS PERMITAMOS POR FORMA OU VANTAGEM ALGUMA SER PEDRA DE TROPEÇO A OUTROS.
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