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sábado, 30 de novembro de 2013
JÁ A HORA É CHEGADA...
Já a hora é
chegada...
Não sejamos mais como
meninos...
Uma das fases mais interessantes da vida humana é a das tenras
idades da infância. A fase de criança é por demais bela, linda e interessante,
tem no seu tempo próprio os seus encantos. Nela o fator instintivo é
patentemente visível e de certa forma apreciável e aplaudido. Ser criança é estar
em uma das melhores e mais felizes fases que abrem caminho para todas as demais
experiências humanas seguintes. Uma fase dominada e governada pela força
impulsiva dos instintos em direção ao prazer, mas também impressa pelas marcas
da inconstância e da insipiência.
Uma fase na qual o instinto natural é o fator psicológico que
impulsiona o prazer, o princípio do prazer, imanente na natureza humana. Querer
apenas o que oferece prazer, e oferece diversão e entretenimento. Fugir de
sacrifícios e abraçar o prazer é tudo que a mente infantil quer e deseja. Para
esse governo total do prazer não há noção de freios e limites, muito menos de
conseqüências. Nessa fase se percebe melhor o que está mais perto e se despreza
tudo que está mais distante.
Entretanto, ao passar dos anos e com eles se atingindo as fases
e idades seguintes, esse governo dirigido pelo prazer deve perder o seu trono.
Aqueles ímpetos da infância devem naturalmente perder a liberdade da força do
querer instintivo, e sendo disciplinados e abalizados pela chegada de uma nova
força – a da consciência -. Agora nessas novas fases o indivíduo já deve não
mais se deixar ser governado pelo instinto do prazer. É preciso se predispor a
pelo menos saber lidar com a realidade dos sacrifícios e desafios e enfrenta-la.
E já não mais como criança, se deve perceber as regras e as
razões, as implicações e as conseqüências, as semelhanças e as diferenças de
tudo que queremos e falamos assim como as de tudo que nos rodeia. Os filhos da
casa do Pai precisam abrir os olhos para o panorama geral e aplicar a
consciência espiritual adulta, amadurecida. E não se deixarem ser levados por
fantasias alvissareiras e alaridos, movidos pelo emocionalismo infantil e
infrutífero.
Com o homem espiritual não é diferente. O homem espiritual
também passa por fases. Assim como as da vida natural, a espiritual também tem as
suas, apesar de possuírem as suas diferenças em âmbitos. Na fase da infância
espiritual, muitas coisas ocorrem e vão apontando para um desabrochar de
crescimento e aquisição de mais conhecimento no Reino de Deus. É a fase de
sentar-se aos pés de bons mestres servos de Deus e deles aprender, enquanto se pode
e os momentos e desafios de nosso tempo permitirem.
E como adultos espirituais, já não podem mais se deixar ser
governados pelas forças de ímpetos e afoitamentos. Já se deve ter em mente o
peso, o teor e alguma visão dos resultados de suas responsabilidades, tanto nos
atos presentes como na visualização prévia de suas conseqüências futuras para
si próprio e para a obra de Deus.
Muitos desafios árduos, difíceis e trabalhosos, em várias áreas
da vida, estão aflorando, surgindo e se levantando em nosso tempo. E a mentalidade
infantil deixa transparecer a forte insuficiência e o despreparo em equipar e
aperfeiçoar os rebanhos diante dos confrontos espirituais, filosóficos e morais
destes tempos. Conjuntos e arranjos de preceitos moralistas idealistas seculares,
afinados e recheados com as adequações humanistas de nosso tempo, estão fantasiados
forçando as portas dos filhos da casa do Pai. Velhas heresias cobertas com
novas fantasias.
E diante de uma avalanche friamente hostil e oposta para com a
Palavra de Deus, todos nós servos de Deus já não mais podemos dar lugar para coisas
infantis e rasas, perdidas, desatinadas e desequilibradas dos lastros da
maturidade, do bom senso e do decoro requeridos pela tribuna e pelo púlpito
sagrados. Coisas focadas apenas na busca de satisfação e prazer pessoais e nas
contingências de seus próprios anseios e desejos.
Há que se faça boa e consciente distinção das influências e
tendências que nos rodeiam. O triunfalismo e a supersticiosidade religiosa
estão mesclando falas em lugar da genuína pregação bíblica. O aumento alarmante
da confusão entre o espiritual e o material, entre o terreno e o celestial,
entre aquilo que é eterno e o que é temporal e momentâneo estão assumindo o
conteúdo do que alguém suposta e equivocadamente chama de pregação, e outros de
louvor.
Coisas tentando forçar e distorcer o texto sagrado a dizer o que
não diz. Uma declaração sutil de autoritarismo pessoal particular, e não de autoridade
dos princípios bíblicos. Não é coisa de aplicação, e nem de métrica ou rítmica
silábicas, encaixes, arranjos ou composição. É coisa própria de criança mesmo...
E de crianças falantes e cantantes um tanto crescidas!
Destarte a isso, a grande distância entre o fazer e o falar, ou
o cantar, está destronando o respeito e a honra de vidas nos santuários. Bons e
inteligentes olhos no seio dos rebanhos estão focados batendo o crivo e ora
denunciando coisas estranhas e ora clamando por coerência, transparência,
seriedade e honestidade no lugar santo. Não nos enganemos com os desejos particulares
das multidões.
Diante desses indicadores, olhemos para a recomendação do texto
a nos dizer “não sejamos mais como
meninos”. Joga-se com palavras e falas e brinca-se de pregação ou de louvor.
Troca-se o verdadeiro mover da chama do Espírito pelos fiascos de fagulhas de
diversão, distração, psicologicamente emocional. Que sinais ou maravilhas há de
se esperar num discurso ou canto apenas apreciavelmente lógico, todavia espetaculosamente
infantil, se não há a presença de autoridade bíblica neles?
Não sejamos mais como meninos.
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sábado, 14 de setembro de 2013
USANDO O NOME DE DEUS
USANDO O NOME DE
DEUS
Não o tomemos em
vão...
Naturalmente existem os que crêem e os que não, na existência de
Deus. Há os que não conhecem o Seu nome, mas também existem os que o ignoram.
Infelizmente o grande perigo concentra-se sobre aqueles que desconhecem,
porquanto o desconhecer não significa apenas não conhecer ou ignorar. Mas sim
conhecer e apesar de conhecer desconsiderar.
O buscar crer em Deus de alguma forma ou de maneira que adeque à
sua visão pessoal particular não é definitivamente o que recomenda as
Escrituras Sagradas. Na verdade, nada em Deus muda ou deixaria de existir por
qualquer influência a bel-prazer do homem. Nada do que o homem mantenha ou
externe causaria qualquer influência sobre o nome e a pessoa de Deus ou sobre
uma vida que com Ele possui experiências pessoais vivas, reais e
inconfundíveis.
Fato é que já sabemos que os nomes de Deus escrituristicamente
são conhecidos e manifestos em circunstâncias e situações das mais diversas,
conforme era o caso e a causa do clamor ou da demonstração de gratidão a Ele. E
na Nova Aliança, Deus nos permitiu não somente a pronunciar, mas também a usar
o Seu nome diante de algumas situações e para algum fim estabelecido e
preconizado no Seu Livro.
Entretanto, fato também é o de que estamos no tempo em que tomar
o nome de Deus para todo e qualquer propósito desde os mais honrosos até os
mais infames e vis está sendo uma moda e ao mesmo tempo uma demonstração de pobreza
de sensos. Intenções desconexas. Algumas são desrespeitos vergonhosos e profanação
aberta e propriamente dita. O nome de Deus nunca precisou e jamais carece de
defesa.
Não são os sórdidos e infames objetivos que movem pretextos para
fazer mal uso, excessos e abusos do nome
de Deus que provocariam ou promoveriam coisa alguma ou descaso algum contra
Deus ou alteração no Seu agir e na Sua Palavra. Na verdade, os tempos passam e
tudo ocorre naturalmente cumprindo a vontade soberana de Deus e o Seu nome
permanece imutável para sempre.
O homem debaixo de suas fome e sede de auto promover-se e se
projetar, parece não medir as terríveis conseqüências do ato de usar o nome de
Deus a fim de atender aos seus interesses, de lograr sucesso, de captar fama e
poder. Inconsequentemente, homens vêm usando o nome de Deus para conquistar e
cativar multidões para si próprios sob os mais aparentes fins justificáveis. Alguns
até se aproveitando da comodidade, da ignorância e da confiabilidade alheias,
aplicam a sua hermenêutica distorcida aos textos sagrados para aludirem
justificativas ao seu próprio favor.
Para manter públicos e aplausos cativos; para fazer brilhar os
seus brios; para ostentar suporte a auto-afirmação perante meios e ambientes;
para arrebanhar gentes e obter satisfação do ego e riquezas terrenas; para
expor os produtos de suas criatividade e imaginações; para apresentar seus dons
e talentos; para provocar homicídios em todas as formas; para promover ameaça,
intimidação, dissensão, separatismo, corporativismo e partidarismo; para
angariar e conseguir posição e lugar nos assentos dos cargos públicos eletivos.
Enfim, homens estão usando o nome de Deus para atenderem aos seus desejos,
sonhos, intentos, empreendimentos e satisfações pessoais que buscam
estabilidade de aceitação para o próprio ego.
Homens têm usado do poder e da força de suas criatividades para
em nome de Deus engenharem as mais baixas e covardes prevaricações. Prevaricar
é saber e conhecer comprovadamente que algo é um erro grave e que seu
cometimento é ofensor, reprovável e inaceitável, mas praticá-lo ou ajudar a promovê-lo
ignorando as conseqüências. Certamente
um dia no futuro isso será trazido à tomada de contas e levados em consideração
os estragos e desastres que produziram no presente.
É uma medonha inconseqüência zombeteira o iludir e influenciar
pessoas se escudando e usando o nome de Deus para atingir fins pessoais e
atender anseios e desejos egoístas. Quantas atrocidades, hostilidades e
zombarias algumas mentalidades fazem usando o nome de Deus. Quantas negociatas
e manobras fazem usando o nome de Deus. Quantos seletivismo, separatismo,
partidarismo, revanchismo, fazem usando o nome de Deus.
Mantenhamos cuidados ao usar o nome de Deus. Continuemos sendo
tementes e realmente inteligentes ao usar o nome de Deus. Somos apenas vasos em
Suas poderosas mãos para fazermos a Sua vontade e realizarmos a Sua obra. Nossa
missão não é influenciar ou iludir pessoas para conseguir fins quaisquer que
sejam. Muito menos usando o nome de Deus. Nossa missão não é promover ou
projetar os nossos nomes para atingir objetivos ou alcançar satisfações de
nossos desejos pessoais, tampouco o seria usando o nome de Deus.
Louvamos a Deus pela multidão de servos de Deus sérios,
honrados, bem compromissados com o Senhor Deus, com a Sua Palavra e com as
vidas. Servos esses que têm usado o nome de Deus adequadamente e dentro dos
propósitos de Deus, aproveitando as oportunidades e meios que Deus tem lhes
favorecido para fazer cada vez mais o nome do Senhor nosso Deus ser conhecido,
temido e adorado. Homens de Deus que têm usado coerentemente o nome de Deus,
com temor a Deus e demonstração de respeito para com o próximo.
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
NUM ABRIR E FECHAR DE OLHOS
NUM ABRIR E FECHAR DE
OLHOS
E muitas coisas passarão, mas nem todas ficarão para trás...
A Bíblia Sagrada é a
Fonte viva, infalível, inerrante e inesgotável das revelações do Senhor Deus
para o homem. Toda e cada expressão nela revelam detalhes suficientes para que através
deles possamos alcançar o entendimento da nossa história, das coisas do mundo
físico e dos limiares do espiritual, da majestosa e soberana vontade do Deus
Criador e Onipotente.
Na Bíblia Sagrada há
expressões que apenas falam do passado e existem outras que somente apontam
para o futuro. Todavia uma das mais lindas, exclusivas e extraordinárias propriedades
dela é a de possuir expressões que falando do passado, está mostrando ou
instruindo o presente e ao mesmo tempo apontando para as coisas futuras. A Palavra de Deus é viva e eficaz. Hb
4.12. E por ser assim, em si mesma é
dinâmica e dinamiza a vida.
A nenhuma das expressões
registradas no Sagrado Livro do Eterno Deus devemos considerar por somenos
importante. Coisa alguma na Bíblia Sagrada é de somenos importância e nela
coisa alguma é desprezível. Tudo na Bíblia Sagrada deve ser por nós apreciado,
conhecido, meditado e respeitado. E todo e qualquer conselho do Deus da Bíblia
Sagrada deve ser por nós prontamente recebido, com presteza observado, sublimemente
amado e fervorosamente buscado e seguido.
E dentre as
extraordinárias expressões na Bíblia Sagrada que apontam exclusiva e
diretamente para o futuro, está a registrada na Primeira Carta de Paulo aos
Coríntios 15.52: “Num abrir e fechar de olhos”. Algumas traduções para o mesmo
sentido empregam também a “Num piscar de olhos”.
Esta expressão traduz
com exatidão, propriedade e solidez a “ριπή όφθαλμου” (rhipe ophitalmo) do texto
original grego. Esta expressão diz respeito a um movimento rápido dos olhos. No
texto grego original, e como uma explicação ilustrativa a fim de que possamos
alcançar a idéia prática de fração de tempo neste movimento, ela sucede à
expressão “έν άτόμω” (en átomo) que quer dizer “num
instante”, “num momento indivisível”.
Por si somente, o
termo grego “ριπή” (rhipe) acima, fala de um movimento
tão rápido como o do levantar relâmpago de uma chama, o do sopro rápido de um
vento, o do lançamento ligeiro de um dardo.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos”. Esta pequena frase hoje nos faz enxergar o grande divisor de
coisas que acontecerão unica e singularmente num amanhã. Este pequeno detalhe
hoje nos deixa alcançar a idéia do grande e esperado acontecimento futuro. Esta
pequena expressão está continuamente nos despertando para um grande alerta. Este
pequeno aviso está chamando a nossa atenção para grandes exigências, mas também
para enormes riscos.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer nos declarar um futuro de ressurreição para mortos e uma
surpresa iminente e irretroativa para vivos. Quer também nos fazer atentos para
modos e implicações. Quer nos dizer de uma forte e irresistível mudança
instantânea de coisas. Quer nos falar de um novo e inigualável dia depois de
toda uma velha e fatigante história de experiências, provações e esperança. Quer
nos acender o íntimo para a resposta final e infalível de revestimento,
incorruptibilidade e transformação. Mas também por outro lado quer nos dizer
que muita coisa vai passar, mas também que nem todas ficarão esquecidas para
trás.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todas as
nossas noites históricas de choros e todas as nossas manhãs declarativas de
alegrias terrenas, mas também quer nos falar que não ficarão para trás e
esquecidos a nobreza e o afinco expressos nos frutos por nós produzidos nos
nossos tempos de vida e combates guardando a fé. Passarão todas as nossas tristezas
assombrosas e todas as nossas dores e aflições angustiantes, mas também não
ficarão para trás e esquecidos a firmeza e o esforço por nós mantidos nos
nossos serviços e tarefas para o Senhor.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todos os
nossos infortúnios e sucessos, perdas e ganhos, discórdias e demandas, disputas
e pelejas, prejuízos e lucros terrenos, mas também quer nos declarar que não
ficarão para trás e esquecidos a recompensa e o penhor de tudo realizado por
nós. Não ficarão para trás injustiças não reparadas e não serão esquecidos
erros encobertos e não tratados.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todas as
nossas oportunidades de acertos e todas as nossas chances de consertos, mas
também não ficarão para trás todas as incidências atinentes a eles. Passarão todos
os nossos interesses pelos bens e patrimônios e todos os nossos créditos e
débitos, mas também não ficarão para trás e esquecidos a avaliação da nossa
administração e das nossas probidade e lisura relativas a ligação do seu emprego
em nossa missão terrena.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todos os
nossos privilégios, honrarias e todos os nossos direitos e deveres terrenos,
mas também não ficarão para trás e esquecidos o que deles, por eles e com eles
tratamos e realizamos em favor da obra de Deus.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todos os
panos da soberba, todos os tecidos da arrogância e todas as texturas da
hipocrisia, mas também não ficarão para trás e esquecidos os pesos e medidas
para cada desmando cometido, para cada falsidade impetrada, para cada
prevaricação arquitetada, para cada leviandade contumaz, para cada ganância
consumada. Nenhum feito e seus objetivos visados, nenhuma posição e status
conquistados e nenhum título e fama adquiridos ficarão para trás, isentos e
alheios às considerações e julgamento do Eterno.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todas as
mentalidades mesquinhas e medíocres. Mas também quer nos falar que não ficarão
para trás e esquecidas as agruras e as lágrimas que promoveram e os entraves e
deméritos que motivaram.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão grandes e
pequenos, senhores e servos, ilustres e reles, ricos e pobres, líderes e
liderados, maridos e esposas, ativos e inertes, construções e esboços, pais e
filhos, parentes e parentelas, mas também quer nos falar que nem todos ficarão
para trás e esquecidos, que nem todos serão deixados no moinho e nem todos
permanecerão deitados juntos aos seus afins de mesmo leito.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão ajuntamentos
e uniões, cessarão ausências, romperão contratos, ofuscarão brindes, tornarão
brilhos insignificantes, cairão desvalores de sobre o que o mantinha. Mas
também quer nos falar que nem toda unanimidade, nem toda cumplicidade, nem todo
acordo, ficarão para trás e esquecidos. Quer nos falar que por um lado enquanto
haverá o júbilo de uniões, por outro incidirá profunda tristeza de separações.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente, brilhos serão
apagados, perspectivas se esvairão, orgulhos serão abatidos, paixões se
esfriarão, significâncias serão desprezadas, paladares perderão a ânsia aos
sabores, satisfações perderão a graça, pleitos perderão o sentido e tronos
perderão o ímpeto do poder. Mas também quer nos falar que não ficarão para trás
e esquecidos a visão clara do novo fulgor, a percepção ilimitada da nova
dimensão, a realidade do novo e perene sentimento legitimamente verdadeiro de
adoração e a demonstração do novo e sincero louvor de gratidão.
A expressão “Num
momento, num abrir e fechar de olhos” está diariamente batendo em
nossas portas, acompanhando os nossos negócios, observando os nossos
empreendimentos, contemplando os nossos relacionamentos, olhando para as nossas
atividades, falando ao nosso coração de várias maneiras e através de diversas e
diferentes vozes. Com gritos ou silenciosamente, ela está nos alertando, e com
rogos ou solicitamente, ela está nos aconselhando.
Que nenhum de nós
embruteça o coração, ou subestime a Palavra de Deus. Que nenhum de nós se faça
insensível para com os pontos escatológicos e proféticos conseqüentes da
expressão “Num momento, num abrir e fechar de olhos”. Que de toda a boa
consciência, de toda a deliberada vontade e de todo o coração voluntário jamais
venhamos cair na obscuridade das ilusões terrenas ou permitir que nossos
entendimentos se tornem cegos a ponto de nos achar em falsos direitos
conflitantes com a Palavra de Deus.
Lembremos a todo instante
que virá um momento indivisível no qual semelhante ao movimento rápido do
piscar de olhos tudo ganhará um outro panorama e muitas coisas ficarão para
trás. E não podemos pensar em possibilidade de remédios e remediações supostos ou
sugeridos para aquele momento escatológico. Cuidemos de nós mesmos ainda nesse instante
para que sejamos achados dignos quando chegar aquele “Num momento, num abrir e fechar
de olhos”, escrito em 1Co 15.52.
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terça-feira, 3 de abril de 2012
"PORÉM": todos têm, mas veja o seu.
“PORÉM”:
Todos têm um, mas cada um veja o seu.
“Porém” é uma palavra que imprime superior atenção a tudo que lhe está anteposto e posposto. Conduz o foco mais para sobre o que lhe sucede do que propriamente ao que lhe antecede. “Porém” é também uma palavra que possui a força de apagar tudo que lhe é dito antes e salientar o que lhe vem depois.
“Porém” é uma palavra que consubstancia maior valor e confere ênfase em uma coisa do que sobre outra. Nem todas as pessoas conseguem captar o real significado de um “porém”, assim como também nem todas conseguem aplicá-lo com exatidão e com a devida e adequada propriedade.
Há pessoas que escondem-se por trás de um “porém”, a fim de fugir dos seus “porque”. Algumas vivem sufocadas no poço de suas interrogações. Outras, sucumbidas no fosso de seus “talvez”. Algumas se submetem a assassinar seus próprios sonhos e matar planos, por inconfessadamente temerem os ressentimentos e imposições dos “porém” alheios sobre os seus próprios “porém”.
“Porém” é uma palavra adversativa, e quase sempre que a ouvimos num relance intuitivo, inicialmente temos a tendência de interpretar que ela buscaria apenas infundir a idéia de contrariedade, de oposição. De tirar o valor de sobre algo para colocá-lo em outro.
“Porém” é uma palavra que não possui antônimos, apesar de ter sinônimos e viabilizar a possibilidade de sua substituição por expressões de suas similaridades. Busque conhecer os bons “porém”, contudo jamais ignore os “porém” que podem lhe atrapalhar, lhe travar, ou lhe fazer presa dos caprichos e manipulações de outrem.
“Porém” é uma palavra que pode imprimir valores negativos, mas também pode muito bem enaltecer valores positivos. Há pessoas que possuem o seu foco perito e tendencioso a apenas enxergar o “porém” negativo, e existem pessoas que logram sucesso em se deter no “porém” positivo sem se deixarem ser levadas aos entraves do negativo.
“Porém” é uma palavra que pode iludir, ofuscar, as relações de causa e efeito, ou produzir distorções de visão sobre algo. Ela tanto pode esconder realidades como pode declarar objeções. Cuidado quando seguir os “porém” que lhe ensinam, visto que eles podem estar desafinados da realidade cristã ou ser preconcebidos de “porém” estratificados, supostos ou imaginários.
“Porém” é uma palavra que possui o poder de levar uma pessoa a fazer avaliação de seus procedimentos, de seus propósitos, de suas prioridades e do emprego e aplicação de seus critérios. Um “porém” corretamente e bem avaliado pode levar ao aperfeiçoamento promissor, e um “porém” mal intencionado pode causar prejuízo e remorso.
Todas as pessoas possuem cada uma o seu “porém”. Mas nem todas as pessoas podem ou sabem ser equilibradas diante de um “porém” alheio. Há pessoas que tentam quebrar, ou denegrir, ou depreciar, os “porém” alheios, e existem pessoas que jamais aprenderam a lidar, ou dirigir, ou disciplinar os seus próprios “porém”.
Na verdade, nenhum de nós conseguiria viver sem um “porém”. Contudo certamente ficaríamos exaustos e desencorajados se vivêssemos uma vida arrastada e aprisionada pelas correntes de muitos “porém”. Há “porém” alegres e alavancadores, e existem “porém” tristes e desalentadores.
Na Bíblia Sagrada estão exaustivamente registrados muitos “porém”. Cada um deles é apresentado numa situação, e em cada uma destas encontramos um propósito. Os “porém” registrados no Livro de Deus servem para nos declarar que temos sempre, e pelo menos, um “porém” em nossa vida, e precisamos além de identificá-lo aprendermos com ele, ou através deles, se muitos houver.
O corajoso general sírio Naamã era um homem prezado e respeitado pelos seus superiores. A Bíblia diz que por ele o Senhor deu vitórias às forças do exército de sua nação. Naamã, garboso e bem fardado, em cujos ombros repousavam suas platinas e lauréis que lhe distinguiam diante das tropas e honravam o poder de mando dos seus superiores hierárquicos e era fator de orgulho para o seu povo. Apesar de tudo isso, aquele Naamã tinha o seu “porém”. 2Re 5.1-19 (ARC)
Apesar de toda a investidura de sua autoridade e da elegância de sua farda e de sua honra e reconhecimentos recebidos, Naamã tinha o seu “porém”. Há “porém” que atormentam e existem “porém” que incomodam, que ferem, que dão sinal de limitações e de impossibilidades.
O respeitado general sírio Naamã possuía e gozava de muitos valores reais, objetivos e subjetivos, mas tinha o seu “porém” que um dia chamou a atenção no interior de sua residência. Chegou o dia de Naamã ter o seu “porém” trazido às vistas observadoras e às vias de reparos e cessação. A lepra que tomava o seu adestrado corpo fazia parte do seu “porém”.
Aquele “porém” do general não poderia ser extirpado segundo a sua concepção. Era grande demais para ser curado pelos impotentes deuses ou limitados favores no território do paganismo da antiga Síria. Foi um “porém” que precisou deixar as suas ocupações rotineiras, depender das recomendações de uma carta-passaporte e atravessar fronteiras. Foi um “porém” quase não tratado em razão de seu preconceito posicional e de sua arrogância e falta de humildade. Foi um “porém” cuja avaliação não cobria qualquer preço material. Foi um “porém” que lhe exigiu reverência e fé. Foi um “porém” que por pouco quase deixou de reconhecer um profeta e desmerecer a palavra definitiva e certeira que saiu da boca deste.
Nem todos gostam de ouvir dos seus “porém”, todavia às vezes, ouvir sobre os nossos “porém” e atender ao que precisamos fazer com eles pode nos levar a novos caminhos promissores. Há pessoas que se perderam em atalhos vãos e inúteis porque passaram todo o tempo resistindo, ou reagindo, ou se conformando, aos seus “porém”. Há pessoas que tiveram a oportunidade de terem alguns dos seus “porém” resolvidos ou extirpados, mas se fizeram gigantescamente grandes até que a perderam. Jamais deixe de ouvir e examinar os seus “porém”.
O profeta canônico Habacuque viveu um período de sérias dificuldades no meio do seu povo. A frieza espiritual aliada à depravação moral e conjunta com a mornidão irreverente e impiedosa por parte do seu povo estavam causando sérias perturbações. Um panorama de total e completa desconsideração e ausência de arrependimento entre o seu povo. O prenúncio de um juízo estava apontando e levando o seu povo aos sítios da ruína e da escassez. Hc 3.17-19
Para o profeta-filósofo Habacuque, em meio ao panorama vivenciado, ainda que houvesse falta, ausência, escassez, o “porém” de sua fé expressa lhe levaria ao terreno da alegria no Senhor, o Deus da Salvação. Viesse o que viesse sobre o que estava ao seu redor, o seu “porém” não lhe permitia ser levado ao desequilíbrio ou contaminado pela visão descomprometida dos outros.
Em meio às lutas e as suas guerras, nem todos possuem a firmeza de manter o “porém” expresso da fé confiante no Deus da Salvação. Há pessoas que mentalmente sabem que Deus é fiel e verdadeiro, todavia não possuem no seu íntimo a firmeza de convicção suficiente para não abrir mão do seu “porém” de fé expressa quando se deixam ser levadas pelas vistas dos olhos naturais. A alegria rejubilante fazia parte do “porém” de Habacuque.
O dedicado chefe de cobradores de impostos, Zaqueu, era bem sucedido nas suas áreas de atuação. E naquele tempo, a cobrança de imposto em favor do poder dominante conferia posição e status ao funcionário do império. Zaqueu não era apenas um cobrador andante, um ambulante de cobranças de porta em porta. Apesar de não ser bem visto pelos populares, Zaqueu era um chefe de cobradores, e isto nos diz que ele por ser maioral gozava de certo respeito na ponta de entrada da administração das finanças do império romano. Lc 19.1-10
O chefe alfandegário Zaqueu tinha no seu íntimo uma curiosidade ímpar ainda não satisfeita. E foi exatamente por ela que o seu “porém” veio a ser conhecido por todos os leitores amantes do Novo Testamento. Zaqueu parecia ter consideravelmente tudo, mas o que lhe faltava para completar o seu tudo ainda estava por vir. Após breves passos de uma rápida corrida para conhecer o Mestre Nazareno que passava de entrada em Jericó, o seu “porém” veio a lume. A sua estatura pequena fazia parte do seu “porém”. O “porém” do Zaqueu levou-lhe a satisfazer a sua curiosidade, o dirigiu a que fosse eliminada a sua ignorância sobre o homem chamado Jesus e o fez ouvir a declaração da verdade sobre si – Zaqueu também é um filho de Abraão -.
Ministros de algumas das antigas igrejas da Ásia, citadas nos três primeiros capítulos do Livro de Apocalipse, tinham cada um “porém”. Eram “porém” diferentes, mas todos de igual modo se fizeram alvos do mesmo foco observador.
O ministro principal da igreja em Éfeso possuía um currículo exemplar de obras e trabalhos perseverantes aliado à sua capacidade de suportar provações. Mas tinha um “porém” que fez com que o Senhor declarasse ter algo contra ele, apesar de toda obra e trabalho que fazia. Nenhuma obra ou trabalho que empreendamos, assim como toda a nossa capacidade suportar aflições e provações poderiam substituir a força de manutenção do nosso primeiro amor ao Senhor Jesus. Um bom e oportuno convite a lembranças pode despertar arrependimentos e retomadas de rumos. Ap 2.1-5
O ministro oficial da igreja em Pérgamo possuía um histórico de firmeza e afirmação de fé somado ao seu zelo conservador. Mas carregava consigo alguns “porém” que fizeram com que o Senhor tivesse algumas coisas contra ele. Apesar de se mostrar lampejos de fidelidade e estar domiciliado nas cercanias do trono de Satanás, aquele ministro permitia que debaixo de suas rédeas fossem sustentadas as ministrações de heresias, falsos ensinamentos, promotores de confusão espiritual e indecência moral, com o fim de lograr interesses materiais. Ap 2.13-16
Aquele ministro não foi capaz de conter a infiltração e coibir o alastramento das doutrinas gnosticistas libertinas, e possibilitou indiretamente o oferecimento e consumo de oferendas idólatras, assim como se fez permissionário da prática da prostituição na igreja sob sua liderança e cuidados. Há pessoas cujos “porém” cedentes podem atrapalhar e causar sérios danos à vida de outras que com elas se coadunam. É preciso ter muito cuidado contra os “porém” ambienciais com feições carismáticas.
O ministro responsável pela igreja de Tiatira possuía um currículo expressivo de caridade, fé, obras crescentes, trabalhos perseverantes. Mas apesar de tudo isso, aquele ministro possuía o seu “porém”. E foi aquele “porém” que fez com que o Senhor declarasse ter algo contra ele. Aquele ministro era um agente de tolerâncias a que a igreja sob seus cuidados fosse ensinada e seduzida para a prostituição e para a adoração a deuses estranhos dentro de seus próprios termos. Ap 2.19-23
Aquele ministro chegou a apoiar a extorsão materialista com fachada de espiritualismo que tinha o pretexto de atender aos desejos pessoais dos favorecidos tolerados. O mundo materialista e as tentações dele eram imponentes e exerciam influência naquela região. É preciso conservar e guardar o que temos para que não sejamos vitimados pelas malhas das falsas tolerâncias e das permissividades.
Assim, pode ser visto que existe pelo menos um “porém”, mas cada um veja o seu. Há pessoas que possuem mais de um e existem pessoas que tendo muitos “porém” somente concentram o seu olhar e se atrapalham e se travam em um porém de alguém. Jamais podemos deixar que certos “porém” sejam infiltrados no meio dos rebanhos do Senhor. Os “porém” são possíveis existir, mas nunca devemos fechar os olhos e fazer vistas grossas a “porém” permissivos e destruidores, por mais classicista ou carismaticamente politizados que se apresentem.
Nenhum “porém” seja desprezado e não revisto. Todos os “porém” se façam objetos de apreciação, visto que nenhum deles ficará sem a sua devida e merecida recompensa. Busquemos, pois, nos ancorar a “porém” que não seja objeto de contrariedade para com o Senhor. Que nenhum dos nossos “porém” venha ser causa de tropeço a outrem. Que nenhum dos nossos “porém” se torne em falseio e pretensões oportunistas. Procuremos tratar dos “porém” antes que chegue o dia de ouvir o esperado grito da meia-noite.
Que o Senhor nosso Deus, ao olhar o “porém” de cada um, não tenha coisa alguma contra os nossos “porém”.
VOCÊ JÁ VIU O SEU “PORÉM” HOJE?
Aproveite para revê-lo e apresentá-lo ao Mestre Jesus!
PbGS
NOTA:
Este artigo contém algumas partes da mensagem gravada, que preguei na última quinzena do mês passado na abertura do 10º Aniversário do Conjunto de Homens da IEAD, Imigrante-ES. O tema daquela linda festividade foi “Tu, porém, foge destas coisas.” 1Tm 6.11.
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quarta-feira, 21 de março de 2012
PERIGOS NA PASSAGEM DE GERAÇÕES.
PERIGOS NA PASSAGEM DE GERAÇÕES.
Juízes 2.10-14 está às portas...
A história do povo de Deus possui bastantes detalhes interessantes. Cada um deles nos oferece várias e diferentes lições. Em cada uma são encontrados razões e propósitos para existirem.
Desde os tempos dos antigos israelitas até os nossos dias de geração eleita, remida e resgatada pelo precioso sangue do Senhor Jesus, essa história transcorre passando e contemplando gerações.
A Bíblia Sagrada diz que as coisas passadas sobrevieram como figuras para o nosso ensino. E deixar de olhar para essa verdade bíblica seria como desprezar a didática mestra de Deus e ignorar o cuidado amoroso, longânime e compassivo do Senhor sobre o seu povo. Deus sempre quis preservá-lo ao longo dos tempos nas suas gerações como Sua propriedade eleita e separada.
Uma das didáticas do Senhor aplicadas para ensinar o Seu povo consiste na repetição. A repetição é o método mais elementar e eficaz no processo ensino/aprendizagem. A repetição facilita a memorização e leva ao condicionamento. Para as gerações de servos de Deus, a repetição é um veículo fundamental para viabilizar a conexão entre si.
Deus sempre faz com que as gerações de Seus filhos mantenham o curso e o rumo de todas as coisas que lhes foram, e como foram, ensinadas pelos antigos pais, a fim de que seja mantida a identidade de filhos da promessa, assim como da benção e da preservação da aliança com o Senhor.
O texto fala sobre a geração que sucedeu a de Calebe. Ele e sua geração possuíam o conhecimento dos feitos do Senhor. Eles haviam aprendido a primar para que os feitos do Senhor jamais fossem apartados do coração dos filhos de Israel e nunca caíssem no esquecimento.
Calebe e sua geração conheciam testemunhalmente a fonte na qual consiste todo o segredo das vitórias. A sua geração viu os feitos do Senhor Deus durante a longa e seletiva marcha. Todavia as gerações passam, e cada uma no seu tempo e no seu espaço enfrenta a suscetibilidade de sofrer influências nos seus padrões. Calebe e sua geração sabiam que primeiro vem a promessa, depois se chega à conquista e por fim ganha-se a consolidação da posse.
A Bíblia Sagrada diz que “uma geração vai e outra vem...”. Ec 1.4 (ARC). A passagem de gerações é inevitável e naturalmente conseqüente. Enquanto uma geração passa, a outra se levanta. Os problemas começam a aparecer quando os seus padrões sofrem a perda de foco sobre o fio-mestre que liga e estabelece a conexão entre si.
Elas podem passar, entretanto não devem desprezar o seu fio-mestre de conexão entre elas. Devem primar por ele, a fim de que perdurem a bênção e os favores de Deus sobre elas, e nelas seja perpetuado o nome do Senhor eternamente.
Cada geração possui a sua história, o seu legado, os seus referenciais, que traduzem os valores. E na medida em que o tempo se estende, mais surgem e rondam as tendências a elementos derivativos e produtos estranhos entre as gerações, e cada vez mais cronologicamente se distanciam uma da outra. E com isto, mais se afloram os perigos das distrações e desvios de suas realidades, assim como o surgimento da possibilidade de perdas entre elas.
Durante a geração de Josué e Calebe, ainda que tendo a presença de remanescentes e estrangeiros em seu meio e haja sofrido altos e baixos sazonais, a predominância do conhecimento e do temor de Deus no seio do povo assumia posição e direção incontestes contra a ignorância e frieza espirituais.
A didática mestra da prática de repetição nos ensinamentos norteava o tablado das ministrações, e estas se esforçavam em imprimir nos corações o venerado apego ao Senhor e faziam passar entre o povo a legitimidade da alegria e da sinceridade na reverência ao Seu nome. Ser povo de Deus para aquela geração significava motivo de testemunho direto dos feitos do Deus Vivo Todo-Poderoso. Nela, as palavras e a voz de Deus tinham a considerada primazia, produziam vida e renovavam a chama da aliança e sustentavam os seus padrões.
Mas as trilhas da ruína, dos prejuízos e dos estragos começaram a tomar e assumir formas no momento em que começaram os olhos dos filhos de Deus se afastar do Senhor, e os laços de convivência e afinidades com o paganismo se estreitaram, assumiram volumosas medidas tentadoras, despertaram fascínio e arrastaram à imitação.
O conceito de preservação das raízes, dos costumes e das atividades espirituais aos poucos foi sofrendo péssimos comprometimentos não somente para as bases da identidade, mas também prenunciando sérios desgostos, exposições ao escárnio, prejuízos, e fazendo com que as bênçãos de Deus fossem retidas do Seu povo.
Enfim, a geração que veio depois da de Calebe sofreu as terríveis conseqüências do contágio pagão. Para aquela geração sucessora, as misturas, iguarias e engodos pagãos transformaram-se em dieta principal assimilada nas vias das facilidades. E assim aquilo que era objeto de fascínio passou a trazer perdas, sofrimentos e vergonhas, e estes vexames começaram a bater às portas que um dia foram vistas guardadas e preservadas pela marca do sangue do cordeiro nos umbrais.
Para nós, como geração eleita do Senhor, isso quer falar e nos trazer ao terreno das coisas sérias. Isso quer nos dizer em alta voz que, como evangélicos, servos de Deus, precisamos manter os marcos antigos.
Precisamos não perder o fio-mestre de nossa conexão com as gerações de nossos pais na fé. Precisamos conhecer e trazer sempre na prática determinados padrões principais e vigentes que, na graça do Senhor, deles herdamos. Não se trata de retrocesso, mas de progresso legítimo, qualitativo, consistente, e coerente com a nossa identidade de filhos do Reino.
Como evangélicos no tempo hodierno, tivemos as gerações daqueles cristãos protestantes, reformados, nossos pais na fé que nos antecederam. Foram gerações que debaixo do poder e da graça do Senhor enfrentaram obstáculos, sofreram reprimendas, venceram severos entraves, foram alvos de hostilidades.
Enfim, com a ajuda do Senhor Jesus, venceram o furor dos artifícios satânicos envernizados com o brilho de “zelo”, cujos rostos e feições ocultavam a sagacidade e as estratégias nos segredos da perseguição. Hoje, aquele furor foi revestido de novas roupagens e diluído em estratégias politizadas, amistosas e influentes.
Os milhões de volumes sobre a nossa história denominaram os cristãos evangélicos propriamente como “os protestantes”. A diferença crucial entre cristãos se tornou patente não somente na teologia doutrinária, mas também em toda essência dos segmentos e padrões comportamentais da prática sob o credo reformado. Não somos fundamentalistas, todavia guardamos e zelamos pelos marcos antigos e pela essência da vida cristã normal em estreito vínculo de comunhão com o Senhor.
Ser protestante sempre foi ponto de honra na média. Em contrapartida ser “gospel” veio a ser disparo influente na moda. Mas uma das pequeninas diferenças é que a presença constante de conversões reais e verdadeiras, e de sinais, e de milagres e maravilhas comprovada no meio protestante passou a ser substituída no meio “gospel” pela superestima às rotinas demonstrativas dos aplausos emocionantes aos dotes do intelecto humano, às exposições das capacidades naturais e à cativação das habilidades humanas.
No passado, a igreja do Senhor Jesus se manteve afastada de determinadas associações. Mas as gerações passaram. E o grande perigo na passagem de gerações começa a aparecer a partir de uma geração sucessora que tenta ignorar, abafar, o fio-mestre de sua conexão com as gerações que lhe antecederam.
Entretanto, louvamos a Deus porque várias coisas estão trazendo muitos filhos do Reino a examinarem melhor e refletirem mais nos nossos padrões nestes dias de igreja militante, comprada, remida pelo precioso sangue do Senhor Jesus na cruz do Calvário. Alguns bons clarões já podem começar a ser vistos por gente da geração jovem que demonstra profundo amor e serviço ao Senhor com sinceridade e de fato com verdade.
Na tentativa seqüencial de enfraquecer a nossa conexão com as gerações passadas e conseguintemente misturar aditivos aos nossos padrões como igreja do Senhor Jesus, uma força e presença estranhas e contrárias ao espírito de igreja reformada tentam apagar da mente de nossas gerações mais jovens o fio-mestre estabelecedor dessa conexão. É preciso conhecer o significado de progresso para saber não cair nas malhas do retrocesso e não ser diluído nos inchaços da soberba.
É preciso que as gerações mais jovens saibam que mentes pensantes forçam um tipo artificioso de “renovação inédita” que ao longo da história já vestiu outras roupas, mas jamais produziu renovos e muito menos valores renovados. Visto que a força dos impérios de papel não suporta o poder da água do Espírito.
Estranhas associações querem arrastar os filhos do Reino aos píncaros da soberba com a mescla das alternâncias do sentimentalismo e do emocionalismo voltados para o ego. Força-se infundir nas gerações mais jovens o macro foco fascinante pelos brilhos da artificialidade, pelos fulgores da superficialidade, pelo contentamento das ilusões e pelo sensacionalismo triunfalista.
Aquela geração do texto em apreço superestimou a sua própria mentalidade e seus ideais antropocêntricos. Em contrapartida, subestimou a relevância dos valores teocêntricos. Não assimilou os privilégios de haver contado com a misericórdia, o amor, a benignidade, a bondade, os conselhos, a provisão, a justiça e as implicações conseqüentes de seu relacionamento com Deus e da iniciativa de aliança do Senhor para com todos aqueles que O conhecem.
Considerando os excessos e as exceções, seria de muito proveito conhecer os trilhos e as trilhas por onde passaram as gerações passadas. Seria extremamente proveitoso distinguir os sintomas dos inchaços humanistas e espiritualistas e os efeitos verdadeiros do enchimento espiritual.
A geração que conhece os feitos do Senhor, vive as pelejas do Senhor e possui a linda e corajosa história. Por força de convicções, não precisa da assimilação de aditivos artísticos do paganismo. Para que comer as “sementes” nas mãos das associações pagãs, promovidas pelas estratégias mercantilistas de Mamon e conduzidas pelo imperialismo consumista de Baal?
Alguém pensante tenta minar e distrair as convicções das gerações mais jovens dos filhos do Reino buscando atraí-los e despertá-los para as fascinações dos espetáculos recheados com cantos paródicos e falas artificiosas. E com isso, desfocá-los da visão sobre os feitos do Senhor Deus, desviá-los da verdadeira essência do culto de adoração a Ele e roubar deles as razão e essência da vida cristã.
Cativações apaixonantes pelos coloridos dos fitilhos, serpentinas e confetes da inteligência humana estão enfeitando cantos e contos e tentando impor um estranho brilho divorciado do Espírito Santo e da Palavra de Deus, com o objetivo de tirar o foco dos filhos do Reino de sobre os padrões estabelecidos pelo fio-mestre da conexão e liderá-los na visão para o estabelecimento de “novíssimos” padrões contemporâneos (pagãos).
Antes do que já passamos, e diante das influências pagãs infiltradas e latentes em tantos princípios aplaudidos e amados do presente século, é preciso sermos mestres no saber discernir entre o teocêntrico e o antropocêntrico, entre as euforias empolgantes e o júbilo espiritual, entre os sons dos barulhos artísticos e o poder espiritual, entre os arranjos fantasiadores contingenciais e o revestimento espiritual.
A atualidade e esta geração estão de certa forma nos fazendo ser cada dia mais dedicados em ser mestres cuidadosos no saber diferenciar entre as emoções pretensiosas e ufanistas e a renovação espiritual, entre os falatórios coroados pela diplomacia da retórica eloqüente e arranjos da oratória e as pregações conduzidas realmente nas Escrituras e movidas poderosamente no Espírito, entre as manifestações produzidas pelo intelecto humano e as impactantes movidas e realizadas pelo Espírito de unção, poder, sinais e maravilhas.
Que esta geração diuturnamente seja tomada de um forte anelo, por uma corajosa decisão, por uma incessante busca, em manter a conexão estabelecida pelo fio-mestre com as gerações passadas de nossos pais na fé. E assim seja definitivamente liberta dos sofismas falaciosos e das infiltrações artísticas.
Que seja radicalmente curada das escamas e do embassamento da visão. Que sejam eliminados os inchaços retentores do espírito de ilusão e distração. Que sejam desfeitos os laços fetichistas das associações estranhas provenientes e sugestivas do jugo desigual, e se levante como geração cristã, sem elos comprometedores, notoriamente poderosa e realmente cheia do Espírito de graça e de poder.
PbGS
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