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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
TROPEÇOS QUE ENSINAM.
OS TROPEÇOS DE
ACABE.
Um
poço de fraquezas, desequilíbrios e culpas
Um dos fatores que os homens encontram dificuldades em lidar com
ele é o poder. Poucos são os que conhecem as suas trilhas e sabem lidar com a
força do poder lhe investido e com o exercício da autoridade lhe delegada,
conscientes das conseqüências e resultados de tudo que faz aos outros. No Livro
de Deus estão registrados vários nomes, sobre cujos ombros repousaram o poder e
a autoridade sobre o povo de Deus.
Olhando na ótica de juízo puramente humano, é possível que se
diga que alguns desses nomes bem que poderiam passar em branco e não constar
nas páginas sagradas. Segundo nossos julgamentos, na melhor das interpretações,
esses nomes seriam dispensados sem sombra de dúvidas, posto que as suas
histórias de obras receberam o triste resumo declarativo final “e fez o que era
mal aos olhos do Senhor”.
Um desses nomes é Acabe. Foi um dos monarcas de Israel. Acabe recebeu
o trono de Israel de seu pai Onri, e reinou vinte e dois anos sobre o seu povo
Israel, em Samaria. Mas
o rei Acabe não somente herdou o trono, contudo também herdou e continuou a
história viciada no desastroso legado deixado pelo seu pai, a saber: “e fez o
que era mal aos olhos do Senhor, pior do que todos antes dele”. Se o rei seu
pai fez pior, o texto nos deixa ver que Acabe, seu sucessor no poder, fez mal
mais ainda do que seu pai de quem herdou o trono. Mas, para que os fatos da
vida do rei Acabe constam nas páginas sagradas do Livro de Deus?
Agora com o poder nas suas mãos e sobre os seus ombros a autoridade investida, o rei Acabe poderia
ter “dado a volta por cima”, se não apagando, pelo menos amenizando os feitos
da velha história de seu pai, marcando boa pontuação, construindo uma nova
história admirável e assim restaurando e promovendo o bom nome e o bom conceito
de sua casa e de seu povo naqueles dias. Entretanto, o costume viciado de sua
família palaciana desmedida somado aos tropeços de seus ímpetos insensatos o
fizeram mergulhar sua vida aos poucos num poço de fraquezas, desequilíbrios e
culpas, sem que percebesse as consequências. Quanto mais poder e autoridade uma
pessoa possui, mais se torna exposta e mais força de influência exerce sobre as
outras. Acabe parece não ter medido essa realidade.
Sua história ocupa quase oito páginas da Bíblia Sagrada nas
versões em língua portuguesa, e nos deixa ver que por ser rei sobre um povo,
Acabe desconheceu as suas responsabilidades para consigo mesmo, para com Deus e
para com o seu povo, e delirou em equívocos a ponto de por em risco a sua
própria vida, a de sua família, a de sua parentela e os limites de sua
imunidade. Sua contumácia provocativa levou a si e o seu povo a sofrerem e
padecerem debaixo de uma seca total durante um pouco mais de três anos, assim
como a experimentarem derrotas e fracassos, mesmo debaixo de desmandos e falsas
aparências.
Fazendo mal uso do seu poder e de sua autoridade, o rei Acabe parece
ter imaginado que o seu povo e o seu reino fossem suas possessões pessoais
particulares e privativas, ou um objeto de joguete político em suas mãos. Esqueceu de que reinar sobre o povo de Deus é uma
oportunidade, um privilégio honrado, mas também pode ser um desastre
vergonhoso, dependendo de como o governa. Acabe não mediu os seus atos, até que
se viu sozinho e sem conselheiros sábios aliados. Acabe subestimou o mesmo Deus
que o exaltou ao trono, e que um pouco mais de vinte anos depois o humilhou e o
destituiu através de uma das piores formas que homem poderoso algum espera lhe
aconteça.
Sem ser percebida, a sua cegueira espiritual alimentada pelo
destemor a Deus e por um tipo insensato de coragem obscureceu-lhe sua visão da vida, e o fez descarrilar
o povo de Deus do seu bom caminho, assim como com que seus atos audaciosos viessem
deixar registrados na história dos homens o que realmente leva uma família, sua
parentela, e um povo à rejeição diante de Deus e à derrocada final e fatal
debaixo de desprezos e desonras. Acabe foi mais além do vale de fraquezas
pessoais. Ele atingiu o cume de um monte de mandos vergonhosos, de desmandos
covardes, contra a saúde espiritual de sua casa e de seu povo, que era povo de
Deus e não simplesmente um povo de seu “partido”. Um jogo de cobiças, covardias
e soberbas formatou o seu caráter na dissimulação e no sentimento de
inferioridade manhosos e velados.
Acabe quis inverter os valores e desfazer os marcos e rastros do
seu povo assumindo uma posição hostil contra Deus e violentando espiritualmente
o decoro e os valores morais e espirituais do seu povo, sem perceber que o seu
potencial de liderança deveria ser para a glória de Deus e não para distorcer completamente
as suas lentes morais. A ligação de Acabe com Deus estava fina e desgastada. O
Deus que vela pela Sua Palavra e zela pelo Seu povo colocou o profeta Elias nos
passos do rei Acabe, todavia este parece não ter entendido e assimilado os
cuidados embutidos no recurso enviado por Deus para resolver os seus problemas,
promover restauração de sua casa e viabilizar a preservação de sua parentela e
reavivar o seu povo.
Para o rei Acabe, o profeta Elias era “uma pedra no sapato”, uma
ameaça perturbadora e um criador de problemas, contudo pensando e
correspondendo assim, o monarca simplesmente estava declarando e reforçando o
corte final e conclusivo do fio fino e desgastado que lhe ligava a Deus. O rei
Acabe conduzia a sua vida debaixo de falsas aparências, e sob elas jogava com a
culpa e ao mesmo tempo se auto agredia com os seus sentimentos de inferioridade
e de dissimulação. Acabe não sabia conviver com a verdade sobre si mesmo, e nem
com o bem-estar e sucesso alheios, e nem ainda enfrentar os desafios de maneira
justa e leal, e em vista disso tornou-se cada vez mais um emocionalmente
desequilibrado e fraco, assim como um indivíduo facilmente manipulado e perdido
em labirintos de medos e inconseqüências.
Acabe é a figura das pessoas que ficam emburradas e amuadas
diante da superioridade e do bom senso dos outros. Acabe é a figura das pessoas
que jogam com as ferramentas do revanchismo covarde e com a força momentânea da
retaliação insana. O cego e insensato Acabe perdeu a oportunidade privilegiada por
Deus de receber os louros provenientes das tentativas de restauração dirigidas
por Deus através das investidas do profeta Elias para lhe estancar uma enxurrada de erros e desacertos perigosos que mais tarde receberam a dura sentença de
desprezo e desterro extensiva a toda sua casa.
Hoje em dia entendemos porque aprouve a Deus fazer que no Seu
Livro esteja registrada a história de um dos nomes de homens poderosos que
passaram sobre a terra e tomaram um tempo de sua vida fazendo provocações a
Deus mais do que os que foram antes de si no trono e violentando e
desencaminhando o povo de Deus. A vida de Acabe está registrada para nos
orientar a não agirmos com coisas iguais ou semelhantes como aquele monarca ora
manhoso e ora soberbo e arrogante, quando lidamos com a força do poder e com o
empenho da autoridade. Para nos fazer avisados dos perigos e tropeços que podem
levar toda uma vida, uma família, uma parentela, um povo, ao poço de fraquezas,
desequilíbrios e culpas.
A vida do rei Acabe está registrada também para nos dar lampejos
de que os cuidados de Deus sobre nós, a nosso favor, podem estar residindo em
pessoas que possam nos parecer sejam perturbadoras dos nossos intentos e modos
de conduzir nosso caráter e as coisas e pessoas que estão sob o nosso poder e
autoridade ou afetas a nós. A todo tempo, gentes estão despencando no
despenhadeiro da desordem pessoal, da desonra moral, da rejeição e da
reprovação. Umas despencando, mas outras se lançando, por desprezarem avisos e
recursos de Deus, que as levariam a ser livradas de perder os freios de seus
limites e torná-las vítimas tragadas pelas suas próprias mazelas contumazes e
desaforos inconsequentes.
EvGS
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
MENTIRA E SIMULAÇÃO.
Mentira e simulação...
Ferramentas maliciosas
contra os rebanhos.
A mentira por si somente é um terrível veneno. É semelhante a um
cheque sem fundos, posto que se passa hoje sabendo que não terá o que para
cobri-lo amanhã. Faz diminuir a confiança, visto que aos poucos ela estraga
multidão de verdades. De certa forma pode falsear brilhos no presente, porém
escurecerá muitas coisas no futuro. Muitas vezes para sustentá-la o indivíduo
habituado na mentira terá que inventar mais e mais outras mentiras para manter
sustentada a primeira.
E a mentira somada com a simulação torna-se um veneno mais
terrível ainda, posto que juntas fazem com que as pessoas sejam mantidas por um
tempo ludibriadas pensando numa falsa realidade. O mais venenoso na mentira
ocorre quando ela é associada a verdades. Produz daí um novo subproduto
venenoso chamado de meias-verdades. Todo inventor de mentiras extrai fiapos da
verdade para somá-los às suas mentiras fazendo-as parecerem ser verdades.
Falsear verdades é um ato abominável diante de Deus e odiado pelas pessoas de
bem.
A mentira produz nuvens de confusão. E quando tendente e
artificiosa no serviço do mau, sua confusão por vezes causa heresias e por
outras alimenta e desencaminha multidões. Em todo o tempo as heresias rondam
contra a verdade. A verdade é o antídoto contra a mentira e a heresia. As
heresias nascem, brotam e surgem do desvio da verdade, e transcorre se apoiando
nos favores prestados pela ignorância. Quanto mais ignorante, desconhecedor e
desinteressado for um indivíduo a respeito de assuntos, mais se faz e se torna
em presa e vítima fácil das heresias, da mentira e das simulações.
E duas das ferramentas sutis que vêm buscando minar a verdade do
Evangelho entre os filhos da casa do Pai são a mentira e a simulação. O ato de
mentir e suas conseqüências todos conhecem por vivência testemunhal em algum
tempo diante de alguma situação ou passagem da vida. Simulação é o ato de
fazer, agir, operar algo como se o estivesse no campo da realidade. É o ato de
fazer representação de parecer como real algo que não é. É um fingimento, um
disfarce. O único lugar onde a simulação é aceitável e aquiescente reside no
campo das experiências científicas ou laboratoriais, cujas necessidades por si
somente oferecem as justificativas cabíveis.
Forças afoitamente vêm engodando não poucas mentes incautas, e
simples ao extremo, fazendo destas clientes cativas da mentira e da simulação.
Forças que têm obtido algum sucesso se aproveitando da ignorância, de
negligências e de outros fatores contingenciais que assolam o círculo normal e
natural da vida nas épocas modernas. Nota-se que os indivíduos que se alimentam
de heresias são os que se nutrem da mentira e da simulação no somatório de seus
pensamentos particulares interessantes e tendentes a si próprios e suas
opiniões e ideais formados ou procurados apenas na suas mentalidades.
Muito boas gentes vêm se fazendo presas e vítimas fáceis das
heresias, das mentira e simulações, em função de uma vida pseudo-cristã,
desinteressada da verdade, desleixada para com a própria alma e negligente e
morosas para conhecerem os conselhos de Deus expressos na Sua Palavra. Muito
boas gentes vêm aplaudindo as heresias, a mentira e as simulações, por falta de
conhecimento de Deus, de Sua Palavra e da verdade. Muito boas gentes vêm se
tornando cativas e aprisionadas das heresias, da mentira e das simulações por
lhes faltarem entendimento, por segregarem-se em redomas de opiniões e ideais
alimentados por mentalidades pseudo-cristãs.
Quando se despreza o contato direto com a Palavra de Deus,
também com isso se cai na tendência de terceirizar a fé e se departamentalizar
a confiança. Certo pregador televisivo eloqüente afirmou uma grande verdade
exortativa ao rebanho sob sua liderança, com um toque de conselho pastoral ao
dizer aos seus expectadores: “meu irmão e minha irmã em Cristo, não viva uma
vida cristã comendo palavras na mão dos outros!” Ou seja, quis dizer
“desperte-se e levante-se a si mesmo para examinar e comparar o que se lê e se
ouve de Bíblia Sagrada”. É importantíssimo para a vida cristã o conhecer e o
meditar na Palavra de Deus.
Não devemos e jamais venhamos a dar lugar a heresias, a mentira
e as simulações, produzidas por quem quer seja. Estamos num tempo de gentes e
modismos travestidos de evangélicos, de gentes e modinhas anti-cristãs
fantasiadas de cristãs com o fim de cativar e desencaminhar a fé dos filhos da
casa de Deus. A Bíblia Sagrada denomina esses elementos de falsos cristãos.
Gentes que até a algum tempo atrás habitaram nos santuários com hinos, louvores
e adoração. Um panorama de falseamentos que apenas nos faz estar apercebidos e
apegados à volta do Senhor Jesus. Falsos escritos, falsos ensinamentos, falsos
blogueiros, falsos doutrinadores, falsos mestres, falsos ensinadores, falsos
louvadores, falsos pastores, falsos colaboradores.
Não se deve dar qualquer tipo de atenção para os produtores, os
inventores, os apoiadores, das heresias, da mentira e das simulações se
utilizando das coisas de Deus e de Sua casa. Não se deve deixar-se ser doutrinado
e ensinado por mentalidades revoltosas, frustradas, amantes do engano, da
mentira e das simulações. Não se deve deixar-se ser influenciado a reproduzir
jargões heréticos de amantes de teorias e conjecturas do secularismo inebriado
e fascinado pelas ferramentas e destrezas do diabo.
Isoladamente, rebanhos inteiros no passado sofreram história de
fortes ataques das heresias, da mentira e das simulações. Histórias que vão
desde envenenamento coletivo até a prática de ameaças e abusos constrangedores
a indivíduos isolados e coletivamente. A mentira e a simulação causam prejuízos
e desserviços danosos em extremo, tanto a indivíduos particularmente como a
grupos coletivamente.
A Palavra de Deus nos recomenda, nos exorta e faz ilustrações a
respeito das mentiras, das simulações e das heresias. Ela nos diz enfaticamente
para cuidarmos do rebanho do Senhor, assim como de que vamos prestar contas a
Ele da nossa ação ou omissão. A mentira e a simulação possuem a força de se
camuflar da realidade com fins de tirar proveito da verdade ou ocultá-la,
denegri-la ou nublá-la.
Cuidar do rebanho envolve todo o círculo de práticas que visam
alimentá-lo, fortalecê-lo, edificá-lo e consolá-lo, com o leite genuíno,
legítimo da Palavra de Deus. Cuidar do rebanho implica em fazer valer a
abstenção da mentira e da simulação para com ele e entre ele. Cuidar do rebanho
também quer dizer protegê-lo das investidas dos lobos devoradores, embusteiros,
impostores, oportunistas, amantes apaixonados e mergulhados na prática da mentira
e da simulação.
A Bíblia Sagrada nos exorta a cuidarmos de nós mesmos, a olhar
por nós mesmos, também nos dando a perceber e entender a nossa responsabilidade
individual. Isso não exime e jamais isenta a prática dos deveres ministeriais
atinentes a cada chamado e vocacionado nas lideranças dos rebanhos. Afastar e
neutralizar as ferramentas maliciosas contra os rebanhos é uma missão que cada
um filho da casa de Deus tem, tanto no ministério individual como no ministério
exercitado pelas lideranças sobre os seus rebanhos.
EvGS
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
NA BUSCA DAS BENÇÃOS DE DEUS.
Na busca das bênçãos de Deus.
Os perigos do atalho chamado barganha.
Diariamente multidões
de pessoas se dirigem a Deus, em busca de receberem do favor de Sua boa e
potente mão alguma bênção para si ou para outrem. Essa é uma iniciativa
extremamente louvável, visto que a Bíblia Sagrada nos recomenda a buscar ao
Senhor enquanto se pode achar e invocá-LO enquanto está perto. Is 55.6
E um dos requisitos para
essa busca é a fé. Quem busca ao Senhor, declara possuir fé. Independente se
esta seja minúscula como um grão de mostarda, ou tão grande que se aproxime da
fé de Abraão. Nenhum instrumento seria dotado de algum mecanismo ou dispositivo
que meça a fé de uma pessoa. A fé é uma virtude preciosa. Sem ela é impossível
agradar a Deus. 1Pe 1.7; Hb 11.6.
Teologicamente, a
bênção de Deus não está condicionada a qualquer que seja a iniciativa humana.
Deus é Senhor e Soberano, e como tal Ele não está forçado ou obrigado a coisa
ou pessoa alguma. Dentre os Seus atributos está o da misericórdia, e dentro da
Sua majestosa expressão de favor está a graça em realizar o que lhe apraz no
Universo e também aos não-merecedores.
Por outro lado, “a mão do Senhor não está encolhida, para que
não possa salvar. E os seus ouvidos não são surdos para que não possa ouvir”.
Is 59.1. E diante de questionamentos e indagações, surge que a resposta de Deus
para nos abençoar repousa unicamente nEle.
Nenhum de nós poderia
bitolar, restringir, influenciar, o querer de Deus, e tampouco impedir ou ditar
regras e fórmulas para as pessoas que O buscam. Entretanto, nos anos mais
recentes e em meio à multiplicação de crises, de flagelos e de males que têm
assolado a vida humana, um dos fenômenos sociais que se avoluma é a procura do
homem em aplicar a sua fé em busca do favor de Deus.
E nessa busca, pessoas
se deparam com as mais diversas portas, com os mais diferentes corredores e com
as mais instigantes vitrines, que convidam a arriscar a fé. Nessa busca,
pessoas formulam seus caminhos e arquitetam seus atalhos, pressupondo que sejam
esses os seus trunfos e segredos que forcem atrair a atenção de Deus, ou que obriguem
que Ele realize as intenções, ou faça valer regras humanas.
Nos últimos anos,
algumas mentalidades parecem ter criado um caminho de busca da bênção de Deus.
Que na verdade, o que pareceria ser um caminho é distorcidamente um atalho.
Chama-se barganha. E como se fizesse a homens, pessoas também intentam
barganhar com Deus. Agentes e clientes de barganha buscam se encontrar e
satisfazer ambas as partes, não se importando com o que lhes possa sobrevir. Os
agentes se postam por trás de um altar como autoridades destras no assunto, e
os clientes na frente dele se colocam como investidores afoitos no risco da
apólice sugestionada.
Na tentativa de
fortalecer o incentivo e na busca de garantia da rentabilidade do negócio, a
criatividade a cada dia inventa e traz a lume estratégias inovadoras com novos
kits, cultos e quotas. Amuletos dos mais engenhados e artificiosos adereçam o
ranking do tabelamento elaborado pelas fantásticas técnicas da contabilidade e pela
assistência das incisivas observações da estatística.
O atalho chamado
barganha parece sofrer das vistas. Parece possuir deficiência no raciocínio.
Parece ignorar o que está escrito no Livro de Deus, e desconhecer o próprio
Deus a quem se dirige. Ora como um atacadista, e ora como um feirante, o atalho
chamado barganha armazena e posta suas mercadorias em nome de Deus. Afinal, a
barganha assenta-se na mesma mesa do mercenário. No atalho chamado barganha, o
que mais importa não é a integridade, idoneidade e honestidade da pessoa do
vendedor, e sim o produto negociado.
O atalho da barganha
não se interessa e nem se satisfaz pela mensagem de Deus. Visto que sua visão é
genérica e seu destino interesseiro está concentrado unicamente no cego
objetivo de sair dos sufocos, de se livrar das inquietudes e de se safar das
aflições. Não importa se seja uma toalha batizada nos cômodos da mentira
oportunista; pouco interessa se seja a água tirada do rio da ilusão usurpadora;
e nada diz se sejam a flor, o cordão e a pulseira confeccionados pelas mãos do
engano insaciável. Pouco ou quase nada influencia se seja o azeite das
prateleiras dos conchavos avarentos. Para a arte da barganha, vale investir nos
resultados das apostas e arriscar nos preços das promessas.
Em certo lugar alguém
disse que a fé é cega. Coisa que de texto algum das Escrituras Sagradas se
possa inferir, induzir, comparar ou deduzir, e chegar a tal ilação. Cegueira é
uma deficiência. A fé é uma virtude que se fundamenta em certeza e esperança. A
barganha se estriba na aposta e se afoita nos riscos. A fé se posiciona na
Palavra de Deus e se lança e se entrega deliberadamente nas mãos do Eterno. A
barganha se assanha e se excita na tabela dos sacrifícios. A fé olha o Seu
Autor, nEle crer decididamente e se satisfaz em confiar e esperar na soberania de Deus.
Engenhar barganha com
Deus, pressupostamente acreditando na força de causar impressões é atrair para
si o atestado de hipocrisia e falsidade. É declarar que no mesmo prato come-se
num dia e nele cospe no outro. Barganha é sinal de pechincha e de negócio por
troca. Biblicamente, na busca das bênçãos de Deus não há lugar para trocas de
favores, pechinchas, negociatas, trocas.
Na Bíblia Sagrada, o
que o Senhor Deus requereu de alguma pessoa não há como ser traduzido ou
assemelhado em algum negócio das fileiras da barganha. Nenhum valor ou bem
material que se entregue ou se ofereça a Deus deveria ser assemelhado a
barganha. Para a busca das bênçãos de Deus, as condições requeridas aos homens
são traduzidas como elementos e veículos de prova que incidem diretamente sobre
a determinação deliberada e a sinceridade voluntária de quem busca receber
bênçãos de Deus.
O atalho da barganha é
terrivelmente perigoso. Visto que a barganha nunca se firma na verdade. Os seus
efeitos são patenteados pelos becos duvidosos. O seu futuro está sempre
ameaçado pelos fachos da vergonha e da frustração. E um dos maiores e mais avassaladores
perigos da barganha são a vergonha e a frustração aniquiladoras sobre a
consciência e o abandono ressentido da fé, quando não se consegue o que pensaria
que com a barganha fosse receber.
Quantas pessoas
transitam nesta vida mergulhadas em decepções e frustrações consigo mesmas, outras
lamentosas e revoltosas, por não haverem tido algum sucesso com a tentativa de
ter feito barganha com Deus. O atalho da barganha é curto, ainda que o painel
que lhe promova seja inteligente e bem desenhado. Ainda que o cartaz que lhe
divulgue seja estrategicamente pintado com a diversidade de cores.
As máscaras da
barganha caem ao chão debaixo da mesa no momento em que a última cartada recolha
os dados e passe o rodo em todas as fichas do tablado da superstição ou encerre
a última volta da roleta do desespero. Querer fazer barganha com Deus é pensar
que esteja entrando num jogo de trocas, cujas perdas já estão declarativamente
carimbadas e impressas no aviso da primeira porta de entrada. A barganha começa
a sua festa revestida de púrpura por cima, ocultando o roupão do seu luto
fúnebre por baixo e ao som de canções contraditórias.
A Bíblia Sagrada nos
deixa ver que o Senhor Deus não se impressiona com engodos de objetivos
humanos. Deus não se deixa escarnecer. Gl 6.7. A tentativa de querer fazer barganha
com Deus é semelhante a uma figura de dupla face. Num lado a estampa da
simulação e da falsa reverência e no outro a imagem do escarnecimento e da
vergonha. Deus não se deixa ser cativo, tentado ou levado pela engenharia
oculta do atalho chamado barganha.
Nunca tente
experimentar esse triste atalho enganoso chamado barganha. Jamais se permita
acreditar que apostas de sacrifícios anulariam os atributos da majestosa e
soberana pessoa de Deus e O forçariam ou O impeliriam a Se curvar diante de
alguma pessoa. Não seja um candidato à apostasia. Fuja das cativações criativas,
engenhosas e tentadoras do atalho chamado barganha.
PbGS
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simulações
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Maquiagem em alta, mas causa males.
Para leitura reflexiva, entendimento sábio e comparação prudente...
A maquiagem é uma prática antiga. Desde os povos antigos até os nossos dias, a presença da maquiagem é notória. Os mais rudes e antigos ancestrais já a conheciam, praticavam e desenvolviam. Os propósitos dela são os mesmos e têm atravessado os tempos, mas nem em todos os campos deve ser aceita e aplicada. Os princípios dela são espetaculares, mas também os seus erros impróprios são extravagantemente percebidos, despertadores e imperdoados.
A maquiagem teve o seu fim original para atender a mitos e fábulas, impor impressões e obedecer a superstições. E com o passar do tempo evoluiu para satisfazer a busca da beleza e da estética, e alcançou os palácios e fez presença nos palcos.
A arquitetura, as artes e a engenharia absorveram também alguns dos princípios fundamentais da maquiagem, colocando-a nos seus campos de aplicações com matérias apropriadas e conferindo-lhe diferentes nomes para especificarem o ramo a que está ligada. Enfim, para uns maquiagem é uma questão de beleza e estética, para outros de arte, acabamento e sofisticação, e ainda a outros uma questão de produzir impressões.
Por vezes a maquiagem se apresenta modesta e é levemente percebida, e por vezes é berrante, inconseqüente, imprópria e imprudente. Outras vezes há em que a maquiagem cerca-se de cautelas, porém nem sempre consegue esconder nem disfarçar as imperfeições maquiadas. Em algumas áreas de aplicação, a maquiagem recebe notoriedade e reconhecimentos elogiosos, mas em outras se torna causa de menosprezo, rejeição e náuseas.
Existe lugar próprio e aceitável para a maquiagem, entretanto há lugar onde jamais deveria ser recebida e muito menos forçar a sua aplicação. Onde deve se efetuar reparos através de cirurgia, jamais se deveria aplicar maquiagem, visto que aquela enquanto restaura, repara falhas. E esta apenas tenta ansiosamente encobri-las e disfarçar as suas imperfeições, terminando por fim não atendendo aos desejos esperados e se fazendo tema de péssimos comentários.
A maquiagem leva em conta fatores influenciadores para a sua escolha. As idéias, os ambientes e os propósitos regem o seu dispositivo de apresentação. As tonalidades conferem indicações para aumentar ou causar destaques, como também para diminuir ou causar dissimulações, cujas intenções principais e finais são causar impactos e receber atenção. Incrível como isso tem atravessado épocas norteando pensamentos, e sido equivocada e descabidamente trabalhado em alguns meios humanos.
Tenta-se afoitamente sanear problemas suavizando-os com corretivos inconsistentes e inseguros, sem levar em conta que mais tarde os prejuízos vão ser revelados abertamente nas suas trincas quebradiças. Alguns se esquecem de que ainda existe e prevalece o precioso bálsamo hidratante da verdade e da prudência antes de aplicar corretivos. Tenta-se politizadamente disfarçar imperfeições cobrindo-as com bases voláteis e sem liga, sem levar em conta que muitas coisas sempre estão por virem a ser sobrepostas a elas. Alguns se esquecem que ainda existe e predomina os fundamentos da sinceridade e da honestidade.
Tenta-se artificiosamente buscar uniformidade e acabamento para disfarçar conchavos gritantes realçando os seus crassos vincos com o pó desprovido de tonalidade e sem fixador. Alguns homens esquecem que este é o infame curso da hipocrisia que apenas acentua a feiúra dos vincos, e no calor das aflições o encarte da pseudo-formosura vai ser borrado, as velhas rugas e linhas virão às claras e a ausência de beleza natural vai ser confrontada com a luz.
Para os peritos em maquiagem, algumas ferramentas lhe são bem íntimas. Para obter a luminosidade que com ela sonham, usam as sombras para não ser percebido o olhar natural e verdadeiro da personalidade maquiada.
Para acender a linha dos seus olhares interesseiros e oportunistas quando querem jogar a favor da satisfação de seus caprichos, lançam mão de seus delineadores ilusionistas e empobrecidos e com o seu lápis desgastado pelos ditames da instabilidade e da incoerência maquiadas, tentam corrigir as linhas de seus disfarces ínfimos e medíocres.
E para demonstrar os infelizes momentos de comiseração e pressuposta vítimação, plagiam as suas aparências com o “brush” da tristeza e com o “rímel” do descontentamento.
Que lamentável que a maquiagem veio a ser introduzida e aplicada onde jamais deveria haver sido aceita a sua presença. E debaixo dos temores veio ao pódio a maquiagem em detrimento da transparência. Em alguns meios humanos a maquiagem recebeu reconhecimentos públicos e qualificações por ter imposto a mordaça e os lampejos das ameaças.
Mas em outros elevados, respeitosos e reconhecidos a chegada e aproximação da maquiagem causou estranheza, náuseas, rejeição, visto que neles não deveria haver lugar para a maquiagem. Ela forçou a porta e conseguiu por vezes sentar-se em boa posição em muitos lugares empregando suas maestria, titulações, cortesias e politização, com o fim de mostrar aos homens humilhando-os pelo tabelamento de preços que ela declarara cada um deles ter. Lamentável que a maquiagem veio tomar assento em muitos meios humanos onde jamais deveria ser aquiescida, aprovada e aplaudida.
Os segmentos profissionais de beleza, estética, artes, arquitetura e engenharia tiveram nomes próprios, cabíveis e competentes para nominar a maquiagem. E com isto, tudo se fez arte, admiração, beleza e satisfação.
Porém por alguns outros meios terem a excelência de princípios, de suas credibilidade, honradez e honestidade afetadas pela maquiagem nos seus costumes, práticas e procedimentos, surgiu a infeliz e lamentável incógnita sobre com qual nome esse elemento estranho poderia ser recebido no seu convívio sem produzir mal-estar, rejeição, náuseas e perdas na aquiescência e receptividade públicas.
Porém por alguns outros meios terem a excelência de princípios, de suas credibilidade, honradez e honestidade afetadas pela maquiagem nos seus costumes, práticas e procedimentos, surgiu a infeliz e lamentável incógnita sobre com qual nome esse elemento estranho poderia ser recebido no seu convívio sem produzir mal-estar, rejeição, náuseas e perdas na aquiescência e receptividade públicas.
Não foi achado pelo menos um nome brilhante, gentil, representativamente elogiável, posto que onde reside valores e virtudes não existe lugar para sombreamento, obscurantismo, falseamento e muito menos maquiagem. E visto que a imposição logrou sucesso, o silêncio foi traduzido como aceitação, e a maquiagem foi enfim recebida, aplaudida e acomodada assim mesmo.
A maquiagem não conseguiu disfarçar a imagem, nem cobrir prevaricações, e conseqüentemente ao contrário ela promoveu cada vez mais feiúras, acusações, ojerizas e manchas.
A maquiagem não conseguiu disfarçar a imagem, nem cobrir prevaricações, e conseqüentemente ao contrário ela promoveu cada vez mais feiúras, acusações, ojerizas e manchas.
A maquiagem provocou volumosas discordâncias, dissensões, acepções, e denegriu a boa imagem de alguns meios humanos elevadamente respeitados e acreditados. Foram desprezadas a consciência ética, social e histórica, de equidade, de legitimidade e autenticidade éticas, de respeito, ordeiramente educada e polida.
Infelizmente a mesa do diálogo corregedor passou a ser literalmente um “ringue” de lutas posicionais, e desta forçosa forma foi cedido oficialmente lugar para a maquiagem imperar.
Infelizmente a mesa do diálogo corregedor passou a ser literalmente um “ringue” de lutas posicionais, e desta forçosa forma foi cedido oficialmente lugar para a maquiagem imperar.
Por fim, a maquiagem de rosto erguido disfarçando fatos com alusões pitorescas, mostrou a sua falsa e disfarçada beleza e formosura e tomou indevidamente um assento, ganhou conivência, obteve respeito e aprovação, até que seu voto se tornou importante e lamentavelmente imprescindível para contribuir com os contra-sensos e com a inversão dos valores.
E com isso, muitos prejuízos conseqüentes foram surgindo e afetando a boa fé e a credibilidade humana. Assim a maquiagem possui o poder de produzir sombras e mostrar cores tonalizadas que na verdade causam dúvidas e sombreamentos ao mostrar os seus disfarces.
Os objetivos e efeitos da maquiagem deram certo em alguns meios, contudo jamais o dariam em outros onde nestes reinam e se preservam valores e virtudes, e principalmente onde mora a sinceridade, a verdade e a honestidade. Nestes a maquiagem não encontrou um nome plausível e elogiável, tampouco honroso e decoroso para ser nominada, mas em contrapartida tem encontrado algum poder de regência e de consideração para favorecerem interesses e preservar supostos direitos.
Felizes são os poucos meios onde ela não consegue agir apoiada nas muletas “credencializadas” e não é recebida a assumir assentos para depois dirigir ditames.
De numerosas formas a maquiagem tem encontrado o suporte engenhoso e inteligente. Ela tem forçado entrada em planos e projetos, em estatísticas, em estatutos e regimentos. Com certa esperteza tem iluminado atitudes e práticas, colorido procedimentos e atividades, enfim em muitas áreas a maquiagem tem posto os seus olhos e em outras tem colocado as suas mãos. E ao contrário do que se “acha” que a realidade por traz da maquiagem não vai ser percebida, mais as gentes se tornam observadoras, reflexivas, examinadoras e analíticas.
Para maquiar a verdade e a realidade, alguns lançam mão da maquiagem com o fim de propagarem o contrário do que todos conhecem. O esforço para desviar o foco da verdade e da realidade vai além da vergonha e do senso de humanidade, e em respeito recíproco não se fala e muito menos de exemplos, visto que existem as ferramentas da maquiagem para promoverem impactos e o coroarem com pseudo-sucesso.
Os operadores da maquiagem cooperam para que aumente cada vez mais o número de maquiadores, e assim passe a existir um nivelamento direcional único de visão, e não haja mais quem detecte os traços, linhas, rugas, vincos e manchas das imperfeições e passe a aquiescer que tudo está como devidamente deve ser e estar e, portanto, maquiagem não existe. A maquiagem busca um quorum que não exija correção e cirurgia para tratarem com propriedade as imperfeições gritantemente contraditórias.
A maquiagem não impede reações. Muitas vezes ela não se importa com rejeições a alguns de seus ingredientes e componentes, haja vista que os seus alvos são múltiplos em caráter, gostos, personalidades e naturezas. E toda a responsabilidade e competência é concentrada sobre os seus operadores cujas capacidades e habilidades perseguem em acompanhar a moda e pelo menos estar acima da linha de aceitação mediana.
Quando não se sabe remover a maquiagem devidamente para que nenhum de seus resquícios permaneça, lamentavelmente o mal cheiro e as náuseas dos restolhos e mazelas são primeiramente percebidos de perto e depois passam a ser notados até mesmo nas esquinas, comentados nas praças, nos tema das conversas em filas de esperas, tomam lugar nos bate-papos, chegam às páginas de revistas e jornais, são falados nas redes sociais, e infelizmente colorem as falas nos botequins, nos bares, nos consultórios e nas elegantes praças de alimentação, atingem as urnas, influenciam opiniões.
Enfim, esta é uma das épocas na qual a maquiagem está em alta, apesar de fazer males e causar prejuízos extremos em algumas áreas humanas. Ignorando este fator, numeroso grupo de homens tenta forçar maquiagem onde está patentemente clara e lúcida a rejeição e os terríveis prejuízos conseqüentes dela.
Ainda existem áreas competentes nas quais jamais se pode fazer uso da aplicação da maquiagem. Ainda há homens que firmemente não se dobram aos cativantes efeitos da maquiagem.
Ainda existem pessoas que de boa e sã consciência rejeitam os ingredientes e os componentes da maquiagem. Ainda há lugares que mantendo a sua missão legítima discernem os disfarces e evitam os resultados da maquiagem.
Todavia, que nenhum de nós pregadores do Evangelho se veja fascinado pelo poder influenciador da maquiagem. Porquanto as nossas vistas para o alvo final não devem estar dirigidas aos fins do sucesso humano, ainda que independente de imposições de caprichos alheios, ele aconteça como resultado de trabalho digno, competente e respeitável.
Seria bem mais propício e aplaudido seguir o modelo original, deixando que a maquiagem permaneça apenas nas áreas da beleza, da estética, das artes, e demais exeqüíveis afins.
PbGS
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