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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
TROPEÇOS QUE ENSINAM.
OS TROPEÇOS DE
ACABE.
Um
poço de fraquezas, desequilíbrios e culpas
Um dos fatores que os homens encontram dificuldades em lidar com
ele é o poder. Poucos são os que conhecem as suas trilhas e sabem lidar com a
força do poder lhe investido e com o exercício da autoridade lhe delegada,
conscientes das conseqüências e resultados de tudo que faz aos outros. No Livro
de Deus estão registrados vários nomes, sobre cujos ombros repousaram o poder e
a autoridade sobre o povo de Deus.
Olhando na ótica de juízo puramente humano, é possível que se
diga que alguns desses nomes bem que poderiam passar em branco e não constar
nas páginas sagradas. Segundo nossos julgamentos, na melhor das interpretações,
esses nomes seriam dispensados sem sombra de dúvidas, posto que as suas
histórias de obras receberam o triste resumo declarativo final “e fez o que era
mal aos olhos do Senhor”.
Um desses nomes é Acabe. Foi um dos monarcas de Israel. Acabe recebeu
o trono de Israel de seu pai Onri, e reinou vinte e dois anos sobre o seu povo
Israel, em Samaria. Mas
o rei Acabe não somente herdou o trono, contudo também herdou e continuou a
história viciada no desastroso legado deixado pelo seu pai, a saber: “e fez o
que era mal aos olhos do Senhor, pior do que todos antes dele”. Se o rei seu
pai fez pior, o texto nos deixa ver que Acabe, seu sucessor no poder, fez mal
mais ainda do que seu pai de quem herdou o trono. Mas, para que os fatos da
vida do rei Acabe constam nas páginas sagradas do Livro de Deus?
Agora com o poder nas suas mãos e sobre os seus ombros a autoridade investida, o rei Acabe poderia
ter “dado a volta por cima”, se não apagando, pelo menos amenizando os feitos
da velha história de seu pai, marcando boa pontuação, construindo uma nova
história admirável e assim restaurando e promovendo o bom nome e o bom conceito
de sua casa e de seu povo naqueles dias. Entretanto, o costume viciado de sua
família palaciana desmedida somado aos tropeços de seus ímpetos insensatos o
fizeram mergulhar sua vida aos poucos num poço de fraquezas, desequilíbrios e
culpas, sem que percebesse as consequências. Quanto mais poder e autoridade uma
pessoa possui, mais se torna exposta e mais força de influência exerce sobre as
outras. Acabe parece não ter medido essa realidade.
Sua história ocupa quase oito páginas da Bíblia Sagrada nas
versões em língua portuguesa, e nos deixa ver que por ser rei sobre um povo,
Acabe desconheceu as suas responsabilidades para consigo mesmo, para com Deus e
para com o seu povo, e delirou em equívocos a ponto de por em risco a sua
própria vida, a de sua família, a de sua parentela e os limites de sua
imunidade. Sua contumácia provocativa levou a si e o seu povo a sofrerem e
padecerem debaixo de uma seca total durante um pouco mais de três anos, assim
como a experimentarem derrotas e fracassos, mesmo debaixo de desmandos e falsas
aparências.
Fazendo mal uso do seu poder e de sua autoridade, o rei Acabe parece
ter imaginado que o seu povo e o seu reino fossem suas possessões pessoais
particulares e privativas, ou um objeto de joguete político em suas mãos. Esqueceu de que reinar sobre o povo de Deus é uma
oportunidade, um privilégio honrado, mas também pode ser um desastre
vergonhoso, dependendo de como o governa. Acabe não mediu os seus atos, até que
se viu sozinho e sem conselheiros sábios aliados. Acabe subestimou o mesmo Deus
que o exaltou ao trono, e que um pouco mais de vinte anos depois o humilhou e o
destituiu através de uma das piores formas que homem poderoso algum espera lhe
aconteça.
Sem ser percebida, a sua cegueira espiritual alimentada pelo
destemor a Deus e por um tipo insensato de coragem obscureceu-lhe sua visão da vida, e o fez descarrilar
o povo de Deus do seu bom caminho, assim como com que seus atos audaciosos viessem
deixar registrados na história dos homens o que realmente leva uma família, sua
parentela, e um povo à rejeição diante de Deus e à derrocada final e fatal
debaixo de desprezos e desonras. Acabe foi mais além do vale de fraquezas
pessoais. Ele atingiu o cume de um monte de mandos vergonhosos, de desmandos
covardes, contra a saúde espiritual de sua casa e de seu povo, que era povo de
Deus e não simplesmente um povo de seu “partido”. Um jogo de cobiças, covardias
e soberbas formatou o seu caráter na dissimulação e no sentimento de
inferioridade manhosos e velados.
Acabe quis inverter os valores e desfazer os marcos e rastros do
seu povo assumindo uma posição hostil contra Deus e violentando espiritualmente
o decoro e os valores morais e espirituais do seu povo, sem perceber que o seu
potencial de liderança deveria ser para a glória de Deus e não para distorcer completamente
as suas lentes morais. A ligação de Acabe com Deus estava fina e desgastada. O
Deus que vela pela Sua Palavra e zela pelo Seu povo colocou o profeta Elias nos
passos do rei Acabe, todavia este parece não ter entendido e assimilado os
cuidados embutidos no recurso enviado por Deus para resolver os seus problemas,
promover restauração de sua casa e viabilizar a preservação de sua parentela e
reavivar o seu povo.
Para o rei Acabe, o profeta Elias era “uma pedra no sapato”, uma
ameaça perturbadora e um criador de problemas, contudo pensando e
correspondendo assim, o monarca simplesmente estava declarando e reforçando o
corte final e conclusivo do fio fino e desgastado que lhe ligava a Deus. O rei
Acabe conduzia a sua vida debaixo de falsas aparências, e sob elas jogava com a
culpa e ao mesmo tempo se auto agredia com os seus sentimentos de inferioridade
e de dissimulação. Acabe não sabia conviver com a verdade sobre si mesmo, e nem
com o bem-estar e sucesso alheios, e nem ainda enfrentar os desafios de maneira
justa e leal, e em vista disso tornou-se cada vez mais um emocionalmente
desequilibrado e fraco, assim como um indivíduo facilmente manipulado e perdido
em labirintos de medos e inconseqüências.
Acabe é a figura das pessoas que ficam emburradas e amuadas
diante da superioridade e do bom senso dos outros. Acabe é a figura das pessoas
que jogam com as ferramentas do revanchismo covarde e com a força momentânea da
retaliação insana. O cego e insensato Acabe perdeu a oportunidade privilegiada por
Deus de receber os louros provenientes das tentativas de restauração dirigidas
por Deus através das investidas do profeta Elias para lhe estancar uma enxurrada de erros e desacertos perigosos que mais tarde receberam a dura sentença de
desprezo e desterro extensiva a toda sua casa.
Hoje em dia entendemos porque aprouve a Deus fazer que no Seu
Livro esteja registrada a história de um dos nomes de homens poderosos que
passaram sobre a terra e tomaram um tempo de sua vida fazendo provocações a
Deus mais do que os que foram antes de si no trono e violentando e
desencaminhando o povo de Deus. A vida de Acabe está registrada para nos
orientar a não agirmos com coisas iguais ou semelhantes como aquele monarca ora
manhoso e ora soberbo e arrogante, quando lidamos com a força do poder e com o
empenho da autoridade. Para nos fazer avisados dos perigos e tropeços que podem
levar toda uma vida, uma família, uma parentela, um povo, ao poço de fraquezas,
desequilíbrios e culpas.
A vida do rei Acabe está registrada também para nos dar lampejos
de que os cuidados de Deus sobre nós, a nosso favor, podem estar residindo em
pessoas que possam nos parecer sejam perturbadoras dos nossos intentos e modos
de conduzir nosso caráter e as coisas e pessoas que estão sob o nosso poder e
autoridade ou afetas a nós. A todo tempo, gentes estão despencando no
despenhadeiro da desordem pessoal, da desonra moral, da rejeição e da
reprovação. Umas despencando, mas outras se lançando, por desprezarem avisos e
recursos de Deus, que as levariam a ser livradas de perder os freios de seus
limites e torná-las vítimas tragadas pelas suas próprias mazelas contumazes e
desaforos inconsequentes.
EvGS
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sábado, 30 de novembro de 2013
JÁ A HORA É CHEGADA...
Já a hora é
chegada...
Não sejamos mais como
meninos...
Uma das fases mais interessantes da vida humana é a das tenras
idades da infância. A fase de criança é por demais bela, linda e interessante,
tem no seu tempo próprio os seus encantos. Nela o fator instintivo é
patentemente visível e de certa forma apreciável e aplaudido. Ser criança é estar
em uma das melhores e mais felizes fases que abrem caminho para todas as demais
experiências humanas seguintes. Uma fase dominada e governada pela força
impulsiva dos instintos em direção ao prazer, mas também impressa pelas marcas
da inconstância e da insipiência.
Uma fase na qual o instinto natural é o fator psicológico que
impulsiona o prazer, o princípio do prazer, imanente na natureza humana. Querer
apenas o que oferece prazer, e oferece diversão e entretenimento. Fugir de
sacrifícios e abraçar o prazer é tudo que a mente infantil quer e deseja. Para
esse governo total do prazer não há noção de freios e limites, muito menos de
conseqüências. Nessa fase se percebe melhor o que está mais perto e se despreza
tudo que está mais distante.
Entretanto, ao passar dos anos e com eles se atingindo as fases
e idades seguintes, esse governo dirigido pelo prazer deve perder o seu trono.
Aqueles ímpetos da infância devem naturalmente perder a liberdade da força do
querer instintivo, e sendo disciplinados e abalizados pela chegada de uma nova
força – a da consciência -. Agora nessas novas fases o indivíduo já deve não
mais se deixar ser governado pelo instinto do prazer. É preciso se predispor a
pelo menos saber lidar com a realidade dos sacrifícios e desafios e enfrenta-la.
E já não mais como criança, se deve perceber as regras e as
razões, as implicações e as conseqüências, as semelhanças e as diferenças de
tudo que queremos e falamos assim como as de tudo que nos rodeia. Os filhos da
casa do Pai precisam abrir os olhos para o panorama geral e aplicar a
consciência espiritual adulta, amadurecida. E não se deixarem ser levados por
fantasias alvissareiras e alaridos, movidos pelo emocionalismo infantil e
infrutífero.
Com o homem espiritual não é diferente. O homem espiritual
também passa por fases. Assim como as da vida natural, a espiritual também tem as
suas, apesar de possuírem as suas diferenças em âmbitos. Na fase da infância
espiritual, muitas coisas ocorrem e vão apontando para um desabrochar de
crescimento e aquisição de mais conhecimento no Reino de Deus. É a fase de
sentar-se aos pés de bons mestres servos de Deus e deles aprender, enquanto se pode
e os momentos e desafios de nosso tempo permitirem.
E como adultos espirituais, já não podem mais se deixar ser
governados pelas forças de ímpetos e afoitamentos. Já se deve ter em mente o
peso, o teor e alguma visão dos resultados de suas responsabilidades, tanto nos
atos presentes como na visualização prévia de suas conseqüências futuras para
si próprio e para a obra de Deus.
Muitos desafios árduos, difíceis e trabalhosos, em várias áreas
da vida, estão aflorando, surgindo e se levantando em nosso tempo. E a mentalidade
infantil deixa transparecer a forte insuficiência e o despreparo em equipar e
aperfeiçoar os rebanhos diante dos confrontos espirituais, filosóficos e morais
destes tempos. Conjuntos e arranjos de preceitos moralistas idealistas seculares,
afinados e recheados com as adequações humanistas de nosso tempo, estão fantasiados
forçando as portas dos filhos da casa do Pai. Velhas heresias cobertas com
novas fantasias.
E diante de uma avalanche friamente hostil e oposta para com a
Palavra de Deus, todos nós servos de Deus já não mais podemos dar lugar para coisas
infantis e rasas, perdidas, desatinadas e desequilibradas dos lastros da
maturidade, do bom senso e do decoro requeridos pela tribuna e pelo púlpito
sagrados. Coisas focadas apenas na busca de satisfação e prazer pessoais e nas
contingências de seus próprios anseios e desejos.
Há que se faça boa e consciente distinção das influências e
tendências que nos rodeiam. O triunfalismo e a supersticiosidade religiosa
estão mesclando falas em lugar da genuína pregação bíblica. O aumento alarmante
da confusão entre o espiritual e o material, entre o terreno e o celestial,
entre aquilo que é eterno e o que é temporal e momentâneo estão assumindo o
conteúdo do que alguém suposta e equivocadamente chama de pregação, e outros de
louvor.
Coisas tentando forçar e distorcer o texto sagrado a dizer o que
não diz. Uma declaração sutil de autoritarismo pessoal particular, e não de autoridade
dos princípios bíblicos. Não é coisa de aplicação, e nem de métrica ou rítmica
silábicas, encaixes, arranjos ou composição. É coisa própria de criança mesmo...
E de crianças falantes e cantantes um tanto crescidas!
Destarte a isso, a grande distância entre o fazer e o falar, ou
o cantar, está destronando o respeito e a honra de vidas nos santuários. Bons e
inteligentes olhos no seio dos rebanhos estão focados batendo o crivo e ora
denunciando coisas estranhas e ora clamando por coerência, transparência,
seriedade e honestidade no lugar santo. Não nos enganemos com os desejos particulares
das multidões.
Diante desses indicadores, olhemos para a recomendação do texto
a nos dizer “não sejamos mais como
meninos”. Joga-se com palavras e falas e brinca-se de pregação ou de louvor.
Troca-se o verdadeiro mover da chama do Espírito pelos fiascos de fagulhas de
diversão, distração, psicologicamente emocional. Que sinais ou maravilhas há de
se esperar num discurso ou canto apenas apreciavelmente lógico, todavia espetaculosamente
infantil, se não há a presença de autoridade bíblica neles?
Não sejamos mais como meninos.
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sábado, 14 de setembro de 2013
USANDO O NOME DE DEUS
USANDO O NOME DE
DEUS
Não o tomemos em
vão...
Naturalmente existem os que crêem e os que não, na existência de
Deus. Há os que não conhecem o Seu nome, mas também existem os que o ignoram.
Infelizmente o grande perigo concentra-se sobre aqueles que desconhecem,
porquanto o desconhecer não significa apenas não conhecer ou ignorar. Mas sim
conhecer e apesar de conhecer desconsiderar.
O buscar crer em Deus de alguma forma ou de maneira que adeque à
sua visão pessoal particular não é definitivamente o que recomenda as
Escrituras Sagradas. Na verdade, nada em Deus muda ou deixaria de existir por
qualquer influência a bel-prazer do homem. Nada do que o homem mantenha ou
externe causaria qualquer influência sobre o nome e a pessoa de Deus ou sobre
uma vida que com Ele possui experiências pessoais vivas, reais e
inconfundíveis.
Fato é que já sabemos que os nomes de Deus escrituristicamente
são conhecidos e manifestos em circunstâncias e situações das mais diversas,
conforme era o caso e a causa do clamor ou da demonstração de gratidão a Ele. E
na Nova Aliança, Deus nos permitiu não somente a pronunciar, mas também a usar
o Seu nome diante de algumas situações e para algum fim estabelecido e
preconizado no Seu Livro.
Entretanto, fato também é o de que estamos no tempo em que tomar
o nome de Deus para todo e qualquer propósito desde os mais honrosos até os
mais infames e vis está sendo uma moda e ao mesmo tempo uma demonstração de pobreza
de sensos. Intenções desconexas. Algumas são desrespeitos vergonhosos e profanação
aberta e propriamente dita. O nome de Deus nunca precisou e jamais carece de
defesa.
Não são os sórdidos e infames objetivos que movem pretextos para
fazer mal uso, excessos e abusos do nome
de Deus que provocariam ou promoveriam coisa alguma ou descaso algum contra
Deus ou alteração no Seu agir e na Sua Palavra. Na verdade, os tempos passam e
tudo ocorre naturalmente cumprindo a vontade soberana de Deus e o Seu nome
permanece imutável para sempre.
O homem debaixo de suas fome e sede de auto promover-se e se
projetar, parece não medir as terríveis conseqüências do ato de usar o nome de
Deus a fim de atender aos seus interesses, de lograr sucesso, de captar fama e
poder. Inconsequentemente, homens vêm usando o nome de Deus para conquistar e
cativar multidões para si próprios sob os mais aparentes fins justificáveis. Alguns
até se aproveitando da comodidade, da ignorância e da confiabilidade alheias,
aplicam a sua hermenêutica distorcida aos textos sagrados para aludirem
justificativas ao seu próprio favor.
Para manter públicos e aplausos cativos; para fazer brilhar os
seus brios; para ostentar suporte a auto-afirmação perante meios e ambientes;
para arrebanhar gentes e obter satisfação do ego e riquezas terrenas; para
expor os produtos de suas criatividade e imaginações; para apresentar seus dons
e talentos; para provocar homicídios em todas as formas; para promover ameaça,
intimidação, dissensão, separatismo, corporativismo e partidarismo; para
angariar e conseguir posição e lugar nos assentos dos cargos públicos eletivos.
Enfim, homens estão usando o nome de Deus para atenderem aos seus desejos,
sonhos, intentos, empreendimentos e satisfações pessoais que buscam
estabilidade de aceitação para o próprio ego.
Homens têm usado do poder e da força de suas criatividades para
em nome de Deus engenharem as mais baixas e covardes prevaricações. Prevaricar
é saber e conhecer comprovadamente que algo é um erro grave e que seu
cometimento é ofensor, reprovável e inaceitável, mas praticá-lo ou ajudar a promovê-lo
ignorando as conseqüências. Certamente
um dia no futuro isso será trazido à tomada de contas e levados em consideração
os estragos e desastres que produziram no presente.
É uma medonha inconseqüência zombeteira o iludir e influenciar
pessoas se escudando e usando o nome de Deus para atingir fins pessoais e
atender anseios e desejos egoístas. Quantas atrocidades, hostilidades e
zombarias algumas mentalidades fazem usando o nome de Deus. Quantas negociatas
e manobras fazem usando o nome de Deus. Quantos seletivismo, separatismo,
partidarismo, revanchismo, fazem usando o nome de Deus.
Mantenhamos cuidados ao usar o nome de Deus. Continuemos sendo
tementes e realmente inteligentes ao usar o nome de Deus. Somos apenas vasos em
Suas poderosas mãos para fazermos a Sua vontade e realizarmos a Sua obra. Nossa
missão não é influenciar ou iludir pessoas para conseguir fins quaisquer que
sejam. Muito menos usando o nome de Deus. Nossa missão não é promover ou
projetar os nossos nomes para atingir objetivos ou alcançar satisfações de
nossos desejos pessoais, tampouco o seria usando o nome de Deus.
Louvamos a Deus pela multidão de servos de Deus sérios,
honrados, bem compromissados com o Senhor Deus, com a Sua Palavra e com as
vidas. Servos esses que têm usado o nome de Deus adequadamente e dentro dos
propósitos de Deus, aproveitando as oportunidades e meios que Deus tem lhes
favorecido para fazer cada vez mais o nome do Senhor nosso Deus ser conhecido,
temido e adorado. Homens de Deus que têm usado coerentemente o nome de Deus,
com temor a Deus e demonstração de respeito para com o próximo.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
OS FILHOS E OS VENTOS.
Os filhos e os ventos.
Filhos que se perdem nos ventos...
Horrenda coisa ocorre a um filho que se perde nos ventos dessa
vida. E mais doloroso se faz para um pai que vê seu filho perdido nos redemoinhos
de cada vento que açoita a juventude. A juventude é uma das fases da vida que
deve ser bem prazerosa, proveitosa e construída.
Existem vários tipos de pai. Contudo pai existe para auxiliar e
guiar na condução da juventude do filho, e este deve ter a noção da importância
de ser conduzido na sua juventude conforme a liderança do seu pai. Para um
filho, tentar substituir essa liderança sem uma forte e justificada razão, é a
mesma coisa que renegar e apunhalar o seu pai.
Uma vida de experiências e de conselhos sábios e bem ajuizados
de um pai jamais pode ser desprezada. Na verdade, experiências e conselhos bem
ajuizados não nascem de uma hora para outra. Isso é um acervo de vivências que
leva anos sendo acrescido na frieza das tempestades de desafios e no calor das
fornalhas da aflição. Em profundo abismo cai o filho que subestima as
experiências e os conselhos bem ajuizados de seu pai.
Existe pai tolo, mas também há pai sábio. Existe pai pobre, mas
também há pai rico. Existe pai fraco, mas também há pai forte. Existe pai
ignorante, mas também há pai conhecedor. Existe pai bruto, mas também há pai
sensível. Existe pai desequilibrado, mas também há pai sóbrio. Existe pai iletrado,
mas também há pai culto. Existe pai negligente, mas também há pai responsável.
Existe pai em infortúnios, mas também há pai bem sucedido. Enfim, existem
muitas qualidades de pai.
Entretanto, apesar das limitações que cada um pai possui, em
todos eles existe um ponto de honra intocável comum a todos em relação ao filho
que gerou. Nenhum pai se conforma em ver o seu filho perdido nos ventos dessa
vida. O Livro de Provérbios dá conselhos de sabedoria e o Livro de Eclesiastes
alerta para o exercício do temor a Deus em todos os caminhos e desejos do
coração. Ambos os livros direcionam parte de tais conselhos e alertas em
especial para os jovens. Um trata os jovens como estes sendo filhos e o outro
se dirige aos jovens substantivando estes como mancebos.
As decisões de filhos autônomos é um terreno vulnerável no qual
nem sempre as falas e vozes alheias conseguem penetrá-lo. Nem sempre a voz da
experiência e a fala dos conselhos sábios e bem ajuizados do pai conseguem
impedir um filho de reputar o seu pai como morto e no outro dia se distanciar
para bem longe levando consigo a herança a que faz jus.
Nem sempre as experiências e os conselhos sábios e bem ajuizados
de um pai abençoado e afeiçoado por Deus conseguem impedir as guerras entre
filhos e desacertos na vida de algum deles. Enquanto o filho se digladia ou se exalta
nos banquetes, o pai move orações e sacrifícios sofrendo a terrível sensação de
impotência. E os questionamentos e as iniciativas se postam e se curvam diante
das falas de quem ignora os fervores do trâmite da autonomia e das decisões de
mau uso dela por parte do filho.
Nem sempre os exemplos e o legado de um pai conseguem encontrar
guarida no coração de um filho e levar este a andar nos mesmos caminhos de seu
pai. Pai e filho podem perder as rédeas, todavia certamente o filho perde
primeiro e geralmente leva o seu pai aos riscos de perdê-las depois. Quando o
pai perde as rédeas primeiro, o prejuízo quase sempre se torna mais volumoso. E
quando o filho as perde primeiro, os dissabores do pai se tornam mais
dolorosos.
Há pai que seu filho jamais deve andar em seus caminhos.
Entretanto existe filho que se perde por jamais desejar andar nos caminhos do
seu pai. Não é a choupana de palha e barro e nem o palácio de ouro e prata que
determinam as decisões de autonomia de um filho. Há o filho que se ergue e se
projeta dentro da simplicidade da palhoça, e existe o filho que é sentenciado e
abatido nas exaltações das orgias dentro do palácio. Há pai que sempre cede o
trono para o filho, e existe filho que nunca honra e nem consegue valorizar o
assento real outorgado por seu pai.
Um dos maiores segredos para que um filho seja bem sucedido
reside em três palavras básicas, a saber: deixar,
fugir e seguir. Um filho somente se encaminha a ser bem sucedido quando deixa os embaraços, quando foge dos desejos da mocidade e quando segue a fé, a justiça, o amor e a paz.
Reis e príncipes muito perderam por haverem subestimado o exercício do domínio
próprio aplicado com esse segredo.
Dois ventos que levam um filho são o engano e a mentira. Esses
dois ventos exercem um terrível fascínio sobre a mente dos jovens. Tanto um
como o outro não incidem apenas nas praças, ruas e esquinas iluminadas pelo
fulgor da luz elétrica. Ambos também campeiam nos escuros do campo, nos
alqueires da roça, nos torrões do sertão, nas chapadas da serra, nos coqueirais
da praia e nos vilarejos do areado. O engano e a mentira residem numa casa sem
número. Ambos ora se postam nas ruas e ora se expõem nas esquinas. Fogem da luz
e se escondem nas sombras. Vagueiam nas avenidas e metrópoles e também correm
nas vielas e minúsculas cidades.
O engano e a mentira são dois ventos que sapateiam nas
tendências. Pulverizam artes. Acendem desejos. Inoculam opiniões. Enfeitam
argumentos. O filho tragado por esses dois ventos, dificilmente sairá deles sem
haver derramado uma lágrima e sem ter recebido uma cicatriz. E resta para o seu
pai o lenço sempre pronto nas mãos e o ungüento sempre novo no peito.
Uma das piores experiências de um pai é sofrer a vergonha e injustiças
por ser desonrado pelos atos de seu filho. É como se este jamais houvesse
recebido a disciplina, nem ouvido a correção e jamais atendido a orientação. Enquanto
filhos desregrados e descomprometidos se alegram e sorriem, pais equilibrados e
honrados lamentam e choram. Enquanto filhos tortos e inconseqüentes abrem-se em
gargalhadas, pais corretos e tementes fecham-se em prantos.
O filho que não dá ouvidos ao seu pai se perde nos ventos. Nos
primeiros dias, o pai corre em busca do filho antes que os ventos lhe traguem
por completo, entretanto com o passar dos tempos o filho é quem se destina de
volta ao pai. Essa volta do filho somente tem eficácia quando surgem as comparações e é trazida a evocação das lembranças
boas e ruins, quando a consciência pesa sobre as perdas causadas e sofridas, quando chega o reconhecimento da necessidade de reparações devidas e quando há a
manifestação visível e palpável da intensa vontade de virar definitivamente as
costas para os ventos.
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