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quarta-feira, 4 de maio de 2011
GANHOS E PERDAS: de que lado você está?
GANHOS E PERDAS:
De que lado você está?
Ganhar é o grande alvo almejado por todos. E perder é o grande desalento que assombra e desaponta a muitos. Na balança da vida existe o lado dos ganhos e o lado das perdas. É preciso saber fazer a leitura exata e oportuna do seu fiel, e é necessário se manter seguro da aferição nas experiências e dos sentidos. Ganhar e perder são experiências com lados opostos, e sentidos com pesos comuns a todos.
Existem aqueles que se focam nos ganhos conhecendo o valor do que esperam ganhar. Mas há aqueles que se sufocam nas perdas por não discernirem a virtude do que lhes ainda resta e não devem perder. Quem não sabe ganhar, sabe perder, e iludido em supostos ganhos não enxerga as perdas reais que secretamente lhe solapam. Quem conhece perdas, sabe considerar ganhos, e habilidoso em ganhos reais percebe os ganhos que abertamente lhe enriquecem.
Existem os lados reais dos ganhos e das perdas, mas também existem os seus lados aparentes. Existem ganhos e perdas tanto reais como supostos e aparentes. Nem tudo que se ganha é refletido em ganhos, e nem tudo que se perde aparenta perdas. Existem valores aparentes que representam ganhos reais, e há valores reais que compensam perdas aparentes.
Nem todos aprendem a lidar sobriamente com a balança de ganhos e perdas. E poucos sabem equilibrar competentemente essa balança da vida. Uma relação que forja maturidade e promove sabedoria é a que envolve observação e previdência ao lidar com ganhos e perdas. Os ganhos de uns lhes arrastam para grandes perdas. Mas pequenas perdas de outros lhes alavancam para grandes ganhos.
Existem os que sabem se multiplicar em ganhos. E há aqueles que se dividem em perdas. Nem todos sabem se manter quando se fortalecem em ganhos, e nem todos sabem se equilibrar quando divididos em perdas. Felizes são os que nas experiências das perdas aprendem a somar os ganhos e dividi-los em valores que bem compensam com inteligência as subtrações.
Existem os que se iludem com os ganhos. E há aqueles que são iludidos nas perdas. A ilusão pode distorcer o foco da realidade em quem ganha e embrutecer a acuidade de percepção em quem perde. Enquanto existem os que ganham antes de chegarem aos ganhos, há aqueles que perdem mesmo antes de entrarem nas perdas.
Nem sempre os que ganham o fazem de si mesmo por inteligência e perícia porque sabem ganhar. Nem sempre os que perdem, perdem porque não sabem o que estão perdendo. Nessa relação somente os sábios e os sensíveis logram sucesso, visto que a sabedoria é contemplada ora pelos resultados dos ganhos e trabalhada ora pelas experiências das perdas, e a sensibilidade é adestrada ao lidar tanto com um como com o outro.
Nem todo ganho se reflete em sorrisos e alegrias, e nem toda perda resulta em choros e lamentações. É preciso ser sábio, humilde, inteligente, e sobretudo temente ao Senhor, para dividir sorrisos legítimos e somar choros autênticos, a fim de cooperar para multiplicar alegrias e diminuir lamentações.
Os ganhos e as perdas também se deparam nas oportunidades. Quem almeja somente a oportunidade de ganhos jamais conta com a oportunidade de perdas, apesar delas coexistirem nas tomadas de decisões. Existem as oportunidades que nos trazem ganhos, e há as oportunidades que nos causam perdas. Existem ganhos que coroam, encerrando antigas oportunidades passadas. E há perdas que enobrecem, abrindo novas oportunidades futuras.
Existem os que perdem oportunidades de ganhar, e há os que ganham oportunidades de perder. Parece um paradoxo, mas existem bem-aventuranças tanto em ganhos como em perdas. Oportunidades vêm e passam diante de nós, e se faz sábio quem habilmente discerne os resultados de cada uma em tempo prévio e oportuno e delas faz e extrai o melhor proveito.
A vida terrena passa com seu transitar e sua glória tão rápidos que as Sagradas Escrituras dizem que ela é como um vento que passa, uma luz que se apaga, uma fumaça que se esvai, uma erva e sua flor que secam e desaparecem. Saber contar, considerar, os seus dias é uma questão que envolve ganhos e perdas.
Quantas pessoas literalmente suicidam os dias de suas vidas, e quantas assassinam os dias da vida de outras. Suicidas por mergulharem os seus próprios dias em perdas, e homicidas por impedirem os dias de outras alcançarem ganhos. Quantas pessoas movidas pelo assombroso medo das suas perdas, perseguem o brilhante sucesso dos ganhos de outras.
Ganhos e perdas exalam odores. Nem sempre os ganhos e as perdas possuem os odores que imaginamos tenham. Existem ganhos que apenas cheiram posições e agradam ambientes terrenos, e há perdas que muito perfumam vidas e satisfazem o Céu. Existem ganhos cujo cheiro se materializa, é passageiro e transitório. E há perdas cujo perfume se eterniza, é duradouro e permanente. Algumas vezes é preciso primeiro perceber e discernir o cheiro dos ganhos para depois saber lidar com o perfume das perdas. E somente assim se pode afirmar fragrâncias.
Existem ganhos que possuem cheiro de perdas e odores de derrotas, e há perdas que têm perfume de ganhos e fragrância de sucessos. Existem os que possuem o cheiro de perdas, visto que não têm tato para suportar e manter o perfume de ganhos. Nem tudo que se mostra perda aqui embaixo é perda lá em cima. Muitas vezes é preciso saber perder aqui embaixo para poder ganhar lá em cima.
Ganhos e perdas envolvem sabedoria e tolice. Em questão de ganhos e perdas, o primeiro segredo de ganhos do sábio é considerar a última estultícia do tolo na freqüência de suas perdas. As perdas do tolo ensinam e contribuem para orientar o sábio nos ganhos. As perdas do tolo ensinam o sábio, porém com os ganhos do sábio dificilmente o tolo aprende.
As poucas vezes que o sábio perde, o faz em razão de sua sabedoria, e as poucas vezes que o tolo ganha, perde motivado e embriagado nas muitas vezes costumeiras de suas perdas. Existem os trilhos dos ganhos e do sucesso, e há os caminhos para as perdas e de derrotas. O sábio conhece a ambos, todavia o tolo envereda-se no primeiro que lhe abrir as portas.
O tolo sobrevive influenciado copiando o que aos seus olhos e ouvidos aparenta ganhos, por esta causa se perde desprovido de criatividade embrutecido sofrendo perdas conseqüentes das cópias que cegamente absorve. Nas muitas vezes o tolo perde porque copia perdas acreditando iludido que estas fossem ganhos. O tolo se torna um referencial de ganhos somente enquanto passa a sua curta temporada sem perdas.
O tolo somente ganha aplausos enquanto está amparado em uma posição honrosa, e reverenciado por alguma titulação humana que lhe seja concedida. Tão logo deixe a posição que ocupa e se despoje da titulação, e as perdas revelarão a realidade da imensidão de suas tolices, visto que posição e titulação conferem cheiro, amparo e ganhos ao tolo, mas também por meio delas é facilmente tragado e sucumbido em perdas das bajulações.
Quem desconsidera o segredo do sucesso na trilha dos ganhos, subestima a experiência da derrota no caminho das perdas. Quem reconhece o sucesso no valor dos ganhos respeita a derrota na virtude das perdas. Ganhos e perdas, sucesso e derrota, atam e reatam relações imprevisíveis aos olhos e inesperadas ao entendimento. Nem sempre compreendemos as razões verdadeiras ou atingimos os significados escondidos no teor dessas relações.
Existem perdas que exigem renúncia de ganhos, visto que há perda que jamais é superada por quaisquer ganhos deste mundo. Existe perda fatal e irreparável para a qual ganho algum compensa e corrige. Ganhar o mundo todo e perder a própria alma é um objetivo inútil e um fim inconseqüente, posto que aqueles que ganham o mundo se perdem na contramão com Deus e expõe a sua própria alma aos riscos da perda fatal e irreversível. Sábio é aquele que ganha almas, e prudente o que sabe guardar e preservar de perdas a sua própria.
Ganhos e perdas se relacionam com perdidos e achados. Os perdidos, não devemos perder, mas há achados que ainda precisamos ganhar. Existem aqueles ganhados que se perdem ganhando fora no mundo, e há aqueles perdidos que não se acham por se esconderem perdendo dentro na casa. Existem perdidos que precisam ser achados, e há ganhados que de forma alguma podemos deixar caminhar como se perdidos fossem.
Ganhos e perdas contemplam fortes e fracos. Os fortes precisam saber perder para ganharem os fracos, haja vista que para ganhar os fracos precisa-se muitas vezes se fazer como fracos como eles o são. Existem coisas que para nós antes era ganho e hoje reputamos por perda. E ninguém melhor que o Senhor para nos encher com novos ganhos e deixar para trás as velhas perdas.
Existem aqueles que para ganharem recorrem forçosamente a grandes palavras, mas pela sua insensatez desfazem o que falam por perderem facilmente pela pobreza e falta de pequenos gestos. Existem os que ensinam falando espetacularmente de comunhão, porém desfazem suas palavras por não aprenderem agindo publicamente contra a aversão.
Existem os que perdem se expondo apenas em falas, e há aqueles que ganham calados examinando e logrando sucesso dos fatos. Existem os que ganham com sabedoria, inteligência e humildade, e há aqueles que perdem pela falta de entendimento, covardia revanchista e soberba ressentida. Existem os que ganham subindo sóbrios, lúcidos e temendo a Deus, e há aqueles que perdem descendo desequilibrados, insensatos e incrédulos.
Existem os que ganham se apresentando, e há aqueles que se apresentam ganhando. Existem os que ganham se escondendo, e há aqueles que se escondem ganhando. Existem os que perdem se escondendo, e há aqueles que se escondem perdendo. É mais fácil esconder as perdas do que ocultar os ganhos. E os holofotes que iluminam os ganhos podem ser os mesmos que apaguem as perdas. O que se ganha na escuridão pode ter a mesma transparência daquilo que se perde na claridade.
Existem os que ganham ajudando, e há aqueles que se ajudam perdendo. Existem aqueles que ajudam ganhando, e há os que perdem ajudando. As ajudas nem sempre enriquecem em ganhos e também nem sempre empobrecem em perdas. É preciso saber oferecer e conceder ajudas para que elas não se tornem em vícios que alimentam perdas.
Os olhares dos que perdem dificilmente são os mesmos daqueles que ganham. Aqueles podem estar se esvaindo em lágrimas de tristezas enquanto estes podem estar lacrimejando de alegrias. Existem perdas justas, e há ganhos injustificados. Existem perdas inexplicáveis por palavras e argumentos, e há ganhos inexplicados por gestos e atitudes. Entre ganhos e perdas existem sentimentos, palavras e gestos que se dividem. Os ganhos e as perdas possuem o poder de revelar o cerne de cada um.
Existem portas que perdem por se fecharem consigo mesmas, e há portas que ganham por se abrirem com outros. Existem tronos que perdem, e há assentos que ganham. Existem os que ganham escudados apenas pela força da posição e das credenciais representativas, do contrário viveriam frustrados e enrustidos em perdas. E há os que obtêm alguns resquícios de ganhos escondidos na posição de outrem e favorecidos pela influência alheia.
Melhor e mais lucrativo é perder as aparentes vantagens, os aplausos passageiros e deixar para trás a frieza dos sorrisos do centro da Jerusalém contaminada pelo ressentimento enrustido na feia máscara do revanchismo, para ganhar o real respeito e ser mantida acesa a consideração dos ganhos nos arredores. Afinal, para que sofrer perdas desnecessárias na Jerusalém sestrosa, se existem pela frente as Judéias, as Samarias, as Macedônias, as Filipos e os confins da terra para serem alcançadas, ganhas e edificadas?
Melhor e mais produtivo é deixar para trás a instabilidade dos assentos e a incoerência das portas da Jerusalém temerosamente inferiorizada pelos medos das perdas e de si mesma circulantes em suas ruas para se chegar com propriedade e probidade levando o Evangelho de poder de Deus, sinais e maravilhas nas movimentadas Romas, fazer conhecido o Deus Desconhecido nos areópagos das Grécias e testemunhar diante das realezas dos seus tronos.
Afinal, para que sofrer perdas desnecessárias, se existem pela frente Césares, Festos e Felix ainda perdidos e embriagados pela popularidade e distantes de ouvirem e serem confrontados com a verdade do Caminho?
Melhor e mais proveitoso é ser tirado do conforto transitório dos assentos de uma casa ávida de interesses e perseguidora em palavras e gestos, para ser dirigido a ganhar melhor assento em elevados tronos de uma nação. Afinal, para que sofrer perdas desnecessárias nos recônditos fechados de uma casa, se existe pela frente um Egito e seus arredores famintos e carentes?
Melhor e mais promissor é lograr êxitos e remir os dias multiplicando ganhos efetivos desbravando as Filipos, mesmo por vezes debaixo de açoites e carcerárias refletidas em conseqüência das campanhas perseguidoras credenciadas dos resquícios da Jerusalém ressentida dentro dos seus muros fechados dividindo perdas abertas e viciosas, e presenciando os seus infortúnios rotineiros. Afinal, para que sofrer perdas desnecessárias se ainda restam Lídias a serem ganhas, vidas escravizadas pela superstição e adivinhos a serem libertos, carcereiros e presos a serem salvos?
Enquanto uns são silenciados e conformados diante das perdas dentro dos muros e ferrolhos de caprichos da medrosa Jerusalém em meio a multidão que grita alaridos sem conhecer o desafino da inveja farisaica, outros se afastam para manterem-se consulentes e fortalecidos nos Getsemanes, e ainda outros investem em ganhos fora de suas portas seguindo as vias da cruz do Calvário.
Enfim, ganhos e perdas possuem seus lados. É preciso saber compreender e lidar com ambos. É preciso saber interpretar o tempo de ambos. É preciso aprender com as situações de entrada em ambos e atentar para o momento de saída deles. Ganhar e perder oferecem aprendizado e estimulam ensinamentos. Os inseguros e indecisos perdem de ganhar, porquanto presos em medos se mantêm fechados perdidos, mesmo diante de horizontes abertos de ganhos.
Portanto, jamais se iluda com ganhos, e nunca subestime as perdas. Aprenda sempre a multiplicar ganhos e jamais dividir perdas. E sempre que possível some os ganhos com inteligência e diminua as perdas com sabedoria, humildade e temor a Deus. Saiba lidar com a oportunidade do sucesso nos ganhos e busque se equilibrar no momento do infortúnio nas perdas.
Que sua prioridade seja sempre ganhar a sua alma e com renúncias conscientes e consistentes perder o mundo todo tomando a sua cruz cada dia e seguindo confiante no Senhor que nos adestra e nos molda nas experiências das perdas, no brilho dos ganhos e nos sentidos do peso de cada um deles. Ainda que não compreenda as razões e motivos das perdas, confie no Senhor que melhor conhece o perfume delas e bem ensina os significados da fragrância de cada uma.
Espere sempre no Senhor para que seu sucesso tenha a fragrância real. Evite sempre se embriagar com ganhos que apenas cheiram posições e agradam ambientes aqui embaixo, e se proponha sempre crescer com as lições das perdas que perfumam vidas e satisfazem o Céu.
Considere sempre, pois, que nem todo ganho é aparente, e que nem toda perda é real. Quando chegar o tempo de ganhar, lembre-se que pode haver o dia de perder. Por isso, retenha tudo que proveitoso ambos oferecerem. Esteja atento e aproveite sempre a oportunidade de ganhar cuidando para evitar perdas, e se estas lhe vierem seja suficientemente maduro e firme para lograr êxito delas.
Aproveite este momento para refletir nos ganhos e perdas, e veja bem de qual lado você está.
Aproveito esta rica oportunidade para expressar minha sincera gratidão aos nobres amigos anfitriões pelas novas informações de andamento da prontificação do 1º Círculo de Palestras promovido por uma união de igrejas do norte-fluminense no qual estarei ministrando nos dois dias e turnos a mim alocados na confirmação. Sensibilizado agradeço a reciprocidade pela compreensão no acerto de datas e agendamento alocados a mim.
De antemão também externo meu cordial agradecimento pela confirmação de agenda e generoso convite formulado pelos diletos amigos idealizadores e promotores do evento 1ª Semana das Famílias 2011. Permitindo o nosso Deus, estarei pregando ao respeitável público na sua noite de abertura e na penúltima do alegre evento. Obrigado pelo entendimento concordante me concedendo o imenso privilégio e a honra de a mim serem reservadas as duas noites de tão alegre evento. Creio piamente em Cristo que esse será mais outro grande evento de imensos ganhos em unção, poder e maravilhas.
PbGS
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Rascunho do meu balancete anual.
Rascunho do meu balancete anual.
Parace que foi ontem que este ano foi rompido. Lembro-me da grande e saudável euforia que nos moveu na passagem de ano novo. Rodeados de familiares, parentes e amigos, dividimos momentos alegres e abençoados na presença de nosso Eterno Senhor. O ano passado certamente teve suas marcas e intempéries para cada um de nós, mas este ano de 2010 está sendo concluído inegavelmente melhor, e como servos de Deus olhando para o atual quadro, estimamos o ano futuro mais excelente e promissor seja com melhores saldos ainda.
Sabemos que os arredores estão áridos e sob fortes abalos debaixo dos sinais do fim dos tempos, entretanto sempre é “no esconderijo do Altíssimo e à sombra do Onipotente” que descansamos em verdadeira paz. O pardal e a andorinha têm sido mais sábios do que alguns homens porquanto encontram habitação de paz nos átrios da casa de Deus. E por que não dizer que no cotidiano lamentavelmente vemos “mil cairem do lado e dez mil caírem à direita”; mas que o mundo pode fazer por si mesmo se ele “jaz no maligno”?
Este ano começou e os dias a partir daqueles momentos festivos transcorreram nos trazendo riquíssimas oportunidades e nos acrescentando profundas experiências. Neles reforçamos antigas amizades; fortalecemos muitos elos; ganhamos muitos novos amigos; contribuímos para corroborar a fé de muitos ouvintes e leitores; apressamos muitos justos para atravessarem campinas sem olhar para trás; cooperamos para o fortalecimento das convicções de outros tantos servos de Deus; conquistamos muitas almas para o senhorio de Cristo Jesus; encaminhamos muitos perdidos encontrados antes no caminho espaçoso e diante da porta larga que os levava à perdição, para agora depois de achados os vermos entrarem no Reino de Deus.
Houve momentos aquém do esperado nos quais o combate foi mais duro e sofrido, mas também aconteceram fatos que superaram além das perspectivas. Como é natural da experiência humana, as lágrimas marcaram momentaneamente nossos rostos, entretanto os sorrisos jubilosos brilharam amplamente nossos olhares. Houve dias difíceis e tenebrosos, dias de tempestades, mas existiram meses ensolarados claramente confortantes e recompensadores nos quais o contentamento sobressaiu e imperou naturalmente.
A esta altura do calendário está quase fechando suas portas para também abrir a passagem ao próximo futuro, e posso dizer que trabalhei na seara do Mestre mais do que em anos anteriores, posto que me foram abertas portas significativamente consideráveis. Fui a mais lugares e percorri mais distâncias em curto espaço de tempo mais do que fora anteriormente e conheci mais pessoas em curtas temporadas mais do que já houvera conhecido antes em outras longas.
Tive o privilégio de ser recebido e acolhido em diferentes lugares em pouco tempo mais do que já houvera sido anteriormente. Tive a excelente graça de ser mais abertamente abraçado nos recônditos aonde cheguei mais do que antes haja sido. Tive o imenso prazer de prestar mais honras e fazer mais reconhecimentos do que antes haja tido. Sinto-me profundamente penhorado para com esses diletos e cordiais amigos.
Este ano realmente me marcou com impactantes surpresas, todavia não me deixou com o foco ofuscado para com as responsabilidades sobre os que eventualmente me cercam e os que efetivamente me acompanham. Ganhei abundantemente mais na coluna dos créditos do que no registro dos débitos. Deus tem sido bondoso e gracioso para comigo ofertando-me imerecidamente um balancete equilibrado, sem qualquer necessidade prévia de “razots” e nem de “razonetes”. O nosso Bondoso e Soberano Senhor me empregou na Sua vinha mais aberta, livre e diretamente do que em tempos passados. Muitas portas foram abertas neste ano mais do que em anos anteriores.
Neste ano muitas revelações foram trazidas a lume. Enquanto alguns que se rotulavam por meus amigos se ressentiram, se fizeram silenciosos e encolheram suas mãos, o Deus e Senhor dos senhores proveu e designou outros para continuarem a caminhada ao meu lado trazendo-me a assentar-me em suas mesas e ainda outros de distante para me serem muito úteis e referenciados através desses do que antes esperava.
Neste ano muitos poços foram reabertos. Deus é extremamente gentil e generoso porquanto moveu meios para abater motivações contenciosas e caprichos autoritários e estranhos que intentavam irracionalmente manter poços fechados. Quando as sinagogas se tornam contenciosas, rixosas e fecham suas portas para profetas levantados por Deus, os desertos clamam por suas mensagens, as encostas dos montes saltam e rejubilam pela presença de Deus neles, as ruas testemunham sinais e maravilhas realizados pelo Senhor através de suas mãos e os ribeiros lhes guardam e acolhem para saciar-lhes a sua sede ocultamente. Enquanto uns cerram com “arames farpados” as suas portas aparentemente abertas, outros abrem as suas com tapetes limpos aos pés e sorriso sincero nos lábios.
Chegamos, enfim, ao último trimestre deste ano. Nosso Deus tem sido bom e gracioso para comigo, concedendo-me o presente de servi-LO em tantas ricas oportunidades e experiências sobremaneira fraternas, marcantes e extraordinárias para as quais me faltam palavras suficientes e definidoras para agradecer ao Majestoso Deus que me chamou e vocacionou. No momento deste balancete, percebi que os créditos estão em superávits e os débitos se resumem no amor.
Resumidamente, e em singelas porém significativas linhas, pude perceber no meu balancete que o meu Senhor me concedeu graciosamente oportunidades de ministrar breves colóquios de estudos bíblicos; de pregar em diversas festividades e em reuniões de cultos públicos de cunho comemorativo; de ministrar palestras sob temas missionários; de participar de edificantes reuniões de outros companheiros pregadores na cidade do Rio de Janeiro; de ser agraciado com os significativos apoio e colaborações de outros homens de Deus fiéis e amantes da pregação e do ensino expositivo da Escritura Sagrada; de ser assistido diariamente por três grandes mecanismos internacionais de auditoria da internet; de vir a ministrar efetivamente para 35 nações além-mar e para 12 povos das regiões asiáticas orientais, e de através dos meus caros e generosos colaboradores alcançar espaços mais abertos e atingir grupos mais específicos.
Bem que poderia ter sido antes, mas este veio a ser o ano que tem verdadeiramente proporcionado fortes surpresas. Foi neste que o Senhor da Seara providenciou, proveu e aprovisionou meus diletos amigos colaboradores diretos para me ajudarem convidando-me a estar presente em seu meio salutar e ordeiro, com os quais mantenho o vínculo de compromisso em ganhar almas para Jesus Cristo e edificar outras salvas por Cristo Jesus. Este foi realmente um ano em que não me prendi a cadeiras, quebrei e ignorei paradigmas insignificantes, arcaicos, rancorosos, ressentidos, carentes de reciclagem substancial e pouco inteligentes, e me movimentei mais para atender aos clamores das oportunidades que a seara do Mestre abriu.
Neste ano fiz questão de me afastar dos meios onde paira enrustidamente o espírito de rinhas, de sestrosidade, de temerosidade e de revanchismo velados, e deixei para trás medrosos e contenciosos, e avancei somando forças em unidade com os que me procuraram para somarem as suas comigo. E não é que juntos plantamos e Deus deu o crescimento mais do que esperávamos?
Lamentavelmente este ano me fez também presenciar alguns poucos rebanhos morrendo literalmente debaixo da égide do espírito de senhorio cuja pujança e ostentação contentam-se em exercer seu domínio tirano tecendo e pondo suas viseiras unilaterais em ovelhas do século do conhecimento, do desenvolvimento progressivo. Destes tive profunda compaixão e por estes coisa alguma seus "senhores" deixaram realizar. Enfim, quando esses pastos secam, suas ovelhas migram naturalmente para os verdejantes onde estamos como pregadores efetivamente trabalhando ladeados aos apascentadores com visão de Reino de Deus.
Louvo a Deus porque estes homens de Deus têm mantido a visão aberta e movida pelo fervor da pregação bíblica e tocada as suas sensibilidades pelos clamores das multidões de almas cansadas e oprimidas que vagam perdidas nos vales e cegas tateiam em volta dos monturos carentes de encontrar alguém que lhes aponte o caminho, a verdade e a vida no Salvador Jesus. Enquanto outros fecharam suas portas, encolheram suas mãos e cerraram suas bocas, esses cordatos abriram-nas e estenderam-nas a mim desprendidamente. Temos testemunhado os abundantes frutos claramente notáveis que o Deus Eterno vem lhes acrescentando a cada passo.
Se sinagogas cerram suas portas, enclausuram-se em ressentimentos e artifícios veladamente rapinosos, e contentam-se alimentando o seu povo com falsas proposições, jargões ilusionistas, mímicas de sopros e empurrões eufórica e afoitamente impetrados pelas fantasias alegóricas do avivalismo momentaneamente incendiário ao gosto do comprador e do apreciador-mor, os confins da terra se mostram brancos a cada dia para os bons pregadores avivados, fiéis, verdadeiros e idôneos cujas mensagens e operação de sinais na inspiração divina não são apagados pelo vento do dia seguinte nem pelos restos das cinzas fogueteiras arrefecidas no dia seguinte depois do alarido do pernoite anterior.
Há sempre uma ovelha perdida nos desertos para ser buscada, existe sempre uma dracma escondida distante dos grandes palácios para ser descoberta, achada e limpa da poeira, e são encontrados sempre os filhos pródigos vagando afastados, machucados e descartados pelos desmando de “senhores” e outros desiludidos pelo engano e pelo desencanto do mundo para serem trazidos à presença do Deus Pai através de uma mensagem genuinamente bíblica. E enquanto sinagogas e palácios se aquecem no calor dos arranhões e das bajulações e do preciosismo classicista e quase socialista, os pequenos arraiais mantêm suas simplicidade e originalidade e com isto crescem em qualidade e em quantidade cada vez mais crescentes. Deus seja louvado na vida dos pequenos pregadores...
A este artigo nominei com o tema “balancete”, posto que este visa descrever de forma minuciosa porém resumidamente os ganhos e perdas, os ativos e passivos, os créditos e débitos com seus fatos historicamente descritos. Quando penso em balancete, me vem à mente um demonstrativo de contas no qual me foi possível enxergar o elenco das coisas que chegaram somatoriamente a mim e das que me mostram o momento de nelas suspender investimentos e mudar de direção, tendo em vista possíveis prejuízos que possam acarretar empecilhos às passadas da minha caminhada. E este momento de fim de ano é propício para nos trazer a análises de fatos e a profundos exames do que possa empreender mais adiante.
Em vista do que está por vir no horizonte, é momento de contabilizar os ganhos passados, eliminar as perdas, equilibrar considerações, deixar para trás o que na minha contabilidade nada somou e prosseguir ao que está proposto a acrescentá-la e valorizá-la.
Na composição do meu balancete pude jubilosamente visualizar a relação de ganhos e perdas; pude levantar a verificação de novas perspectivas e pude reconhecer o grande valor de amigos e colaboradores. Pude relembrar os fatos e as pessoas, mas não pude calcular o inestimável valor de cada iniciativa pessoal, sincera e voluntária neles envolvidos, porquanto são elevadíssimos.
Na função do meu balancete pude claramente identificar os milhares efetivos a quem tenho servido, as centenas generosas que têm me apoiado e as dezenas fiéis e leais que têm me ajudado. E os poucos que em nada alteraram os meus “razonetes”, por conseguinte não pude encontrar lugar significativo e justo para lançá-los no meu balancete. Quando atos e fatos configuram zero, podem ser desconsiderados ou ignorados, dizem os princípios das boas regras. Fiz contas de quem fez contas de mim, e alegrei-me com os que comigo se alegram. E deixei de fora de minha contabilidade os que em nada contribuíram para somar algum valor a ela.
No propósito do meu balancete pude antecipadamente estimar o que poderei realizar mais no futuro debaixo das potentes mãos de Deus e conforme o seu inestimável favor. Uma coisa se desponta no horizonte e da qual já tenho algumas vias alinhavadas sob a aprovação de Deus – novos rumos e diretivas estão por vir e por certo outras coisas excelentes mais acontecerão nos primeiros próximos dias de 2011 além das surpreendentes que afloraram neste 2010. Novas terras com seus campos brancos acolhedoramente e de forma antecipada me abriram as suas portas mais do que algumas atuais que se mantiveram sestrosamente estreitas.
E o que mais importa que aconteça é não nos fazermos negligentes à visão celestial, não deixando que a Palavra fique presa e confinada por conta de ameaças de caprichos e contenções humanas, e atravessarmos para a “Macedônia” a fim de ajudar aos que por nós clamam auxílio. Como tem me ensinado um veterano companheiro pregador dizendo que “se “Jerusalém” se mantém sestrosa, se coloca ressentida, fechada e medrosa, a “Macedônia” é mais carente e promissora aos profetas, ouse atravessar na direção de Deus e sob o favor da Sua boa mão para os seus termos”.
Enfim, portanto, é apenas o momento de rascunho do balancete anual, e não poderia de forma alguma chegar a esta vitoriosa ocasião sem externá-lo aos meus queridos e amados leitores, amigos, colaboradores e anfitriões. Aos que neste ano somaram valores a mim e com os quais pudemos juntos edificar vidas, sinto-me deveras honrado e privilegiado no meu profundo senso de devedor para com tamanha hombridade e reciprocidade.
Incluindo na coluna de créditos do meu balancete, aproveito esta oportunidade também especialmente para cumprimentar com boas-vindas aos novos leitores de Tromso (Norway), de Vigo (Espain), de Hanover (USA), de Voiron, Rhone-Alpes (France), de Kiel (Germany) e de Warsaw, Mazowieckie (Poland). Sensibilizadamente, acuso recebimento dos e-mail com profunda gratidão e apresentando-lhes sinceras congratulações, estimando-lhes continuado sucesso em Cristo Jesus.
E na mesma coluna acima faço registrar meu sincero agradecimento público também aos cordatos brasileiros que são seguidores fiéis, leitores efetivos e aos apreciadores deste meu blog de atividades “Kerigmatikos ou Didatikos”, dos meus demais blogs pessoais e dos meus websites mantidos por meus colegas colaboradores.
Jamais eu poderia deixar de mencionar com as mesmas honras os meus mais antigos companheiros, cooperadores norte-americanos do “Biblical Preaching” com os quais tenho sido parceiro e recebido o seu “effective support”.
Finalizo este rascunho de balancente com a feliz nota de que atualmente são mais de cinco milhares de mecanismos de buscas apresentando os websites e blogs deste pequeno pregador, edificando vidas e contribuindo sobremodo em amplo espectro “overseas”, bem como os fiéis parceiros colaboradores que o Eterno Deus concedeu e me presenteou pelo Seu bom favor para auditar e relatar cuidadosamente todos os dados mensais e retransmiti-los a mim. Juntos e irmanados em Cristo, chegamos até então a cobrir e apoiar milhares de servos de Deus em toda esfera intercontinental.
O ano está sendo, pois, concluído com créditos em superávits no rascunho do meu balancete anual. Ao Deus Eterno e Senhor dos senhores expresso publicamente a minha mais profunda gratidão sincera sob o meu senso de devedor, e a Ele dedico toda a minha admiração e credito-LHE toda glória e louvores e adorações para sempre e sempiternamente.
Que o Senhor retribua aos meus amigos que somam valores comigo neste grande empreendimento e permitem que eu possa somá-los consigo, e lhes sejam multiplicadas vezes mais do que por mim estes têm deliberada e voluntariamente feito.
PbGS
www.glaukosantos.com
Por balancete, entenda-se que em nenhuma das linhas deste artigo me refiro a valores numerários, e sim a fatos, pessoas, acontecimentos, ocasiões, que fazem jus serem lembrados.
Também não são contados nestas linhas quaisquer resquícios de orgulhos ou ostentação humanos, e sim o progresso de uma grande obra realizada pelo Deus Soberano e Senhor dos Seus pequenos pregadores.
Também não são contados nestas linhas quaisquer resquícios de orgulhos ou ostentação humanos, e sim o progresso de uma grande obra realizada pelo Deus Soberano e Senhor dos Seus pequenos pregadores.
Parace que foi ontem que este ano foi rompido. Lembro-me da grande e saudável euforia que nos moveu na passagem de ano novo. Rodeados de familiares, parentes e amigos, dividimos momentos alegres e abençoados na presença de nosso Eterno Senhor. O ano passado certamente teve suas marcas e intempéries para cada um de nós, mas este ano de 2010 está sendo concluído inegavelmente melhor, e como servos de Deus olhando para o atual quadro, estimamos o ano futuro mais excelente e promissor seja com melhores saldos ainda.
Sabemos que os arredores estão áridos e sob fortes abalos debaixo dos sinais do fim dos tempos, entretanto sempre é “no esconderijo do Altíssimo e à sombra do Onipotente” que descansamos em verdadeira paz. O pardal e a andorinha têm sido mais sábios do que alguns homens porquanto encontram habitação de paz nos átrios da casa de Deus. E por que não dizer que no cotidiano lamentavelmente vemos “mil cairem do lado e dez mil caírem à direita”; mas que o mundo pode fazer por si mesmo se ele “jaz no maligno”?
Este ano começou e os dias a partir daqueles momentos festivos transcorreram nos trazendo riquíssimas oportunidades e nos acrescentando profundas experiências. Neles reforçamos antigas amizades; fortalecemos muitos elos; ganhamos muitos novos amigos; contribuímos para corroborar a fé de muitos ouvintes e leitores; apressamos muitos justos para atravessarem campinas sem olhar para trás; cooperamos para o fortalecimento das convicções de outros tantos servos de Deus; conquistamos muitas almas para o senhorio de Cristo Jesus; encaminhamos muitos perdidos encontrados antes no caminho espaçoso e diante da porta larga que os levava à perdição, para agora depois de achados os vermos entrarem no Reino de Deus.
Houve momentos aquém do esperado nos quais o combate foi mais duro e sofrido, mas também aconteceram fatos que superaram além das perspectivas. Como é natural da experiência humana, as lágrimas marcaram momentaneamente nossos rostos, entretanto os sorrisos jubilosos brilharam amplamente nossos olhares. Houve dias difíceis e tenebrosos, dias de tempestades, mas existiram meses ensolarados claramente confortantes e recompensadores nos quais o contentamento sobressaiu e imperou naturalmente.
A esta altura do calendário está quase fechando suas portas para também abrir a passagem ao próximo futuro, e posso dizer que trabalhei na seara do Mestre mais do que em anos anteriores, posto que me foram abertas portas significativamente consideráveis. Fui a mais lugares e percorri mais distâncias em curto espaço de tempo mais do que fora anteriormente e conheci mais pessoas em curtas temporadas mais do que já houvera conhecido antes em outras longas.
Tive o privilégio de ser recebido e acolhido em diferentes lugares em pouco tempo mais do que já houvera sido anteriormente. Tive a excelente graça de ser mais abertamente abraçado nos recônditos aonde cheguei mais do que antes haja sido. Tive o imenso prazer de prestar mais honras e fazer mais reconhecimentos do que antes haja tido. Sinto-me profundamente penhorado para com esses diletos e cordiais amigos.
Este ano realmente me marcou com impactantes surpresas, todavia não me deixou com o foco ofuscado para com as responsabilidades sobre os que eventualmente me cercam e os que efetivamente me acompanham. Ganhei abundantemente mais na coluna dos créditos do que no registro dos débitos. Deus tem sido bondoso e gracioso para comigo ofertando-me imerecidamente um balancete equilibrado, sem qualquer necessidade prévia de “razots” e nem de “razonetes”. O nosso Bondoso e Soberano Senhor me empregou na Sua vinha mais aberta, livre e diretamente do que em tempos passados. Muitas portas foram abertas neste ano mais do que em anos anteriores.
Neste ano muitas revelações foram trazidas a lume. Enquanto alguns que se rotulavam por meus amigos se ressentiram, se fizeram silenciosos e encolheram suas mãos, o Deus e Senhor dos senhores proveu e designou outros para continuarem a caminhada ao meu lado trazendo-me a assentar-me em suas mesas e ainda outros de distante para me serem muito úteis e referenciados através desses do que antes esperava.
Neste ano muitos poços foram reabertos. Deus é extremamente gentil e generoso porquanto moveu meios para abater motivações contenciosas e caprichos autoritários e estranhos que intentavam irracionalmente manter poços fechados. Quando as sinagogas se tornam contenciosas, rixosas e fecham suas portas para profetas levantados por Deus, os desertos clamam por suas mensagens, as encostas dos montes saltam e rejubilam pela presença de Deus neles, as ruas testemunham sinais e maravilhas realizados pelo Senhor através de suas mãos e os ribeiros lhes guardam e acolhem para saciar-lhes a sua sede ocultamente. Enquanto uns cerram com “arames farpados” as suas portas aparentemente abertas, outros abrem as suas com tapetes limpos aos pés e sorriso sincero nos lábios.
Chegamos, enfim, ao último trimestre deste ano. Nosso Deus tem sido bom e gracioso para comigo, concedendo-me o presente de servi-LO em tantas ricas oportunidades e experiências sobremaneira fraternas, marcantes e extraordinárias para as quais me faltam palavras suficientes e definidoras para agradecer ao Majestoso Deus que me chamou e vocacionou. No momento deste balancete, percebi que os créditos estão em superávits e os débitos se resumem no amor.
Resumidamente, e em singelas porém significativas linhas, pude perceber no meu balancete que o meu Senhor me concedeu graciosamente oportunidades de ministrar breves colóquios de estudos bíblicos; de pregar em diversas festividades e em reuniões de cultos públicos de cunho comemorativo; de ministrar palestras sob temas missionários; de participar de edificantes reuniões de outros companheiros pregadores na cidade do Rio de Janeiro; de ser agraciado com os significativos apoio e colaborações de outros homens de Deus fiéis e amantes da pregação e do ensino expositivo da Escritura Sagrada; de ser assistido diariamente por três grandes mecanismos internacionais de auditoria da internet; de vir a ministrar efetivamente para 35 nações além-mar e para 12 povos das regiões asiáticas orientais, e de através dos meus caros e generosos colaboradores alcançar espaços mais abertos e atingir grupos mais específicos.
Bem que poderia ter sido antes, mas este veio a ser o ano que tem verdadeiramente proporcionado fortes surpresas. Foi neste que o Senhor da Seara providenciou, proveu e aprovisionou meus diletos amigos colaboradores diretos para me ajudarem convidando-me a estar presente em seu meio salutar e ordeiro, com os quais mantenho o vínculo de compromisso em ganhar almas para Jesus Cristo e edificar outras salvas por Cristo Jesus. Este foi realmente um ano em que não me prendi a cadeiras, quebrei e ignorei paradigmas insignificantes, arcaicos, rancorosos, ressentidos, carentes de reciclagem substancial e pouco inteligentes, e me movimentei mais para atender aos clamores das oportunidades que a seara do Mestre abriu.
Neste ano fiz questão de me afastar dos meios onde paira enrustidamente o espírito de rinhas, de sestrosidade, de temerosidade e de revanchismo velados, e deixei para trás medrosos e contenciosos, e avancei somando forças em unidade com os que me procuraram para somarem as suas comigo. E não é que juntos plantamos e Deus deu o crescimento mais do que esperávamos?
Lamentavelmente este ano me fez também presenciar alguns poucos rebanhos morrendo literalmente debaixo da égide do espírito de senhorio cuja pujança e ostentação contentam-se em exercer seu domínio tirano tecendo e pondo suas viseiras unilaterais em ovelhas do século do conhecimento, do desenvolvimento progressivo. Destes tive profunda compaixão e por estes coisa alguma seus "senhores" deixaram realizar. Enfim, quando esses pastos secam, suas ovelhas migram naturalmente para os verdejantes onde estamos como pregadores efetivamente trabalhando ladeados aos apascentadores com visão de Reino de Deus.
Louvo a Deus porque estes homens de Deus têm mantido a visão aberta e movida pelo fervor da pregação bíblica e tocada as suas sensibilidades pelos clamores das multidões de almas cansadas e oprimidas que vagam perdidas nos vales e cegas tateiam em volta dos monturos carentes de encontrar alguém que lhes aponte o caminho, a verdade e a vida no Salvador Jesus. Enquanto outros fecharam suas portas, encolheram suas mãos e cerraram suas bocas, esses cordatos abriram-nas e estenderam-nas a mim desprendidamente. Temos testemunhado os abundantes frutos claramente notáveis que o Deus Eterno vem lhes acrescentando a cada passo.
Se sinagogas cerram suas portas, enclausuram-se em ressentimentos e artifícios veladamente rapinosos, e contentam-se alimentando o seu povo com falsas proposições, jargões ilusionistas, mímicas de sopros e empurrões eufórica e afoitamente impetrados pelas fantasias alegóricas do avivalismo momentaneamente incendiário ao gosto do comprador e do apreciador-mor, os confins da terra se mostram brancos a cada dia para os bons pregadores avivados, fiéis, verdadeiros e idôneos cujas mensagens e operação de sinais na inspiração divina não são apagados pelo vento do dia seguinte nem pelos restos das cinzas fogueteiras arrefecidas no dia seguinte depois do alarido do pernoite anterior.
Há sempre uma ovelha perdida nos desertos para ser buscada, existe sempre uma dracma escondida distante dos grandes palácios para ser descoberta, achada e limpa da poeira, e são encontrados sempre os filhos pródigos vagando afastados, machucados e descartados pelos desmando de “senhores” e outros desiludidos pelo engano e pelo desencanto do mundo para serem trazidos à presença do Deus Pai através de uma mensagem genuinamente bíblica. E enquanto sinagogas e palácios se aquecem no calor dos arranhões e das bajulações e do preciosismo classicista e quase socialista, os pequenos arraiais mantêm suas simplicidade e originalidade e com isto crescem em qualidade e em quantidade cada vez mais crescentes. Deus seja louvado na vida dos pequenos pregadores...
A este artigo nominei com o tema “balancete”, posto que este visa descrever de forma minuciosa porém resumidamente os ganhos e perdas, os ativos e passivos, os créditos e débitos com seus fatos historicamente descritos. Quando penso em balancete, me vem à mente um demonstrativo de contas no qual me foi possível enxergar o elenco das coisas que chegaram somatoriamente a mim e das que me mostram o momento de nelas suspender investimentos e mudar de direção, tendo em vista possíveis prejuízos que possam acarretar empecilhos às passadas da minha caminhada. E este momento de fim de ano é propício para nos trazer a análises de fatos e a profundos exames do que possa empreender mais adiante.
Em vista do que está por vir no horizonte, é momento de contabilizar os ganhos passados, eliminar as perdas, equilibrar considerações, deixar para trás o que na minha contabilidade nada somou e prosseguir ao que está proposto a acrescentá-la e valorizá-la.
Na composição do meu balancete pude jubilosamente visualizar a relação de ganhos e perdas; pude levantar a verificação de novas perspectivas e pude reconhecer o grande valor de amigos e colaboradores. Pude relembrar os fatos e as pessoas, mas não pude calcular o inestimável valor de cada iniciativa pessoal, sincera e voluntária neles envolvidos, porquanto são elevadíssimos.
Na função do meu balancete pude claramente identificar os milhares efetivos a quem tenho servido, as centenas generosas que têm me apoiado e as dezenas fiéis e leais que têm me ajudado. E os poucos que em nada alteraram os meus “razonetes”, por conseguinte não pude encontrar lugar significativo e justo para lançá-los no meu balancete. Quando atos e fatos configuram zero, podem ser desconsiderados ou ignorados, dizem os princípios das boas regras. Fiz contas de quem fez contas de mim, e alegrei-me com os que comigo se alegram. E deixei de fora de minha contabilidade os que em nada contribuíram para somar algum valor a ela.
No propósito do meu balancete pude antecipadamente estimar o que poderei realizar mais no futuro debaixo das potentes mãos de Deus e conforme o seu inestimável favor. Uma coisa se desponta no horizonte e da qual já tenho algumas vias alinhavadas sob a aprovação de Deus – novos rumos e diretivas estão por vir e por certo outras coisas excelentes mais acontecerão nos primeiros próximos dias de 2011 além das surpreendentes que afloraram neste 2010. Novas terras com seus campos brancos acolhedoramente e de forma antecipada me abriram as suas portas mais do que algumas atuais que se mantiveram sestrosamente estreitas.
E o que mais importa que aconteça é não nos fazermos negligentes à visão celestial, não deixando que a Palavra fique presa e confinada por conta de ameaças de caprichos e contenções humanas, e atravessarmos para a “Macedônia” a fim de ajudar aos que por nós clamam auxílio. Como tem me ensinado um veterano companheiro pregador dizendo que “se “Jerusalém” se mantém sestrosa, se coloca ressentida, fechada e medrosa, a “Macedônia” é mais carente e promissora aos profetas, ouse atravessar na direção de Deus e sob o favor da Sua boa mão para os seus termos”.
Enfim, portanto, é apenas o momento de rascunho do balancete anual, e não poderia de forma alguma chegar a esta vitoriosa ocasião sem externá-lo aos meus queridos e amados leitores, amigos, colaboradores e anfitriões. Aos que neste ano somaram valores a mim e com os quais pudemos juntos edificar vidas, sinto-me deveras honrado e privilegiado no meu profundo senso de devedor para com tamanha hombridade e reciprocidade.
Incluindo na coluna de créditos do meu balancete, aproveito esta oportunidade também especialmente para cumprimentar com boas-vindas aos novos leitores de Tromso (Norway), de Vigo (Espain), de Hanover (USA), de Voiron, Rhone-Alpes (France), de Kiel (Germany) e de Warsaw, Mazowieckie (Poland). Sensibilizadamente, acuso recebimento dos e-mail com profunda gratidão e apresentando-lhes sinceras congratulações, estimando-lhes continuado sucesso em Cristo Jesus.
E na mesma coluna acima faço registrar meu sincero agradecimento público também aos cordatos brasileiros que são seguidores fiéis, leitores efetivos e aos apreciadores deste meu blog de atividades “Kerigmatikos ou Didatikos”, dos meus demais blogs pessoais e dos meus websites mantidos por meus colegas colaboradores.
Jamais eu poderia deixar de mencionar com as mesmas honras os meus mais antigos companheiros, cooperadores norte-americanos do “Biblical Preaching” com os quais tenho sido parceiro e recebido o seu “effective support”.
Finalizo este rascunho de balancente com a feliz nota de que atualmente são mais de cinco milhares de mecanismos de buscas apresentando os websites e blogs deste pequeno pregador, edificando vidas e contribuindo sobremodo em amplo espectro “overseas”, bem como os fiéis parceiros colaboradores que o Eterno Deus concedeu e me presenteou pelo Seu bom favor para auditar e relatar cuidadosamente todos os dados mensais e retransmiti-los a mim. Juntos e irmanados em Cristo, chegamos até então a cobrir e apoiar milhares de servos de Deus em toda esfera intercontinental.
O ano está sendo, pois, concluído com créditos em superávits no rascunho do meu balancete anual. Ao Deus Eterno e Senhor dos senhores expresso publicamente a minha mais profunda gratidão sincera sob o meu senso de devedor, e a Ele dedico toda a minha admiração e credito-LHE toda glória e louvores e adorações para sempre e sempiternamente.
Que o Senhor retribua aos meus amigos que somam valores comigo neste grande empreendimento e permitem que eu possa somá-los consigo, e lhes sejam multiplicadas vezes mais do que por mim estes têm deliberada e voluntariamente feito.
PbGS
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