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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

BREVE PALAVRA AOS PRESBÍTEROS.



AOS QUE SÃO PRESBÍTEROS.

É preciso SER e jamais apenas ESTAR.

Uma breve palavra especial aos presbíteros que são PRESBÍTEROS. As expressões entre aspas (“”) se referem apenas a pseudos.

Não tem sido segredo, ou desconhecido, ou ignorado. E a velocidade das comunicações empregando todos os meios está em amplo espectro rasgando os ares, refletindo nas linhas telefônicas, irradiando nas antenas e cruzando os continentes publicamente, dando contas de não poucos acontecimentos envolvendo “ministros evangélicos”, mormente os “pastores”.

Um lamentável sinal com um ponto despertador das atenções focando sobre a forte cobrança de perfil, de performance, de cuidados, de decisões e de ética sobre aqueles que verdadeiramente são ministros do Evangelho e pastores. Como tudo possui e mostra as suas razões de ser, assim também possivelmente essas atenções, e certamente acenderão luzes e farão com que conhecidas discrepâncias comportamentais sejam corrigidas e gritantes desajustes sejam eliminados.

Com diferentes objetivos, os olhos mais habilidosos, astutos e blasfemadores do mundo estão postos e diretivos também sobre os ministros evangélicos e pastores, cujos ofícios são nobres e excelentes e cujas condutas devem ser honrosas. Esses olhos não pairam propriamente sobre os obreiros oficiais menores das igrejas evangélicas simplesmente, cujas limitações funcionais destes, por natureza, também lhes mantêm restritos, afastados, isolados e livres de acessos e de participações em autonomias de procedimentos. Esses olhares têm uma linguagem sutil e oferecem fios iluminados de cobranças.

Por um lado, aparece neles uma chamada e por outro surge uma fustigação influente pelos teores que são trazidos a lume. Ainda enquanto é dia, seria melhor que alguns “ministros” e “pastores” deixassem o pedestal e descessem os degraus e se voltassem ao primeiro amor primitivo e aos princípios, ENQUANTO PODEM e o TEMPO ESTÁ SENDO FAVORÁVEL A RETOMADAS. A noite vem...  

Apesar de sabermos que nem todos envolvidos nesses acontecimentos são de fato ministros evangélicos e muito menos realmente pastores, é momento dos presbíteros que verdadeiramente são PRESBÍTEROS redobrarem e concentrarem os cuidados sobre si mesmos, sobre as coisas que lhes dizem respeito, sobre a doutrina e sobre os rebanhos. Enfim, manterem o seu sal temperador, digno e consistente.

A vergonha, a depreciação e o desmerecimento abriram suas portas para acolher e apadrinhar algumas figuras que transitam nos corredores das más notícias da mídia como portadoras de títulos e credenciais de “ministro evangélico” e de “pastor”. De alguns anos para cá, parece ter aumentado essa safra inescrupulosa e teatral. Nos nossos dias de desempregos e de desenfreados anseios almejantes, parece também haver aumentado o volume dos artistas faladores nos púlpitos evangélicos.

Perfis enganosos e ações ilusionistas tentam desmerecer a honra do sagrado ministério cristão. Mentes e mentalidades  desvinculadas da verdade e dos propósitos tradicionais e correntes no sagrado ministério cristão. Maus procedimentos costumeiros e mecanismos ofensores contumazes, desconexos e desalinhados aos de um ministro evangélico e distanciados aos de um pastor.

Ao longo do calor da vida, se revelam rotineiramente os desequilíbrios e os desajustes que estão assolando e assoreando vidas que um dia FORAM, mas os espinhos, as contingências, as ambiências e os engodos lhes fascinaram e atraíram até o ponto de hoje apenas ESTAREM. Pessoas que perdem as condições de continuarem a SER. Pessoas que por seus atos e procedimentos, ultrapassam as linhas da tolerância, desprezam as do respeito, desgovernam das da equidade. Enfim, se distanciam das natureza e proposta do Evangelho e da essência da vida cristã.

Assim resta e recai o grande e triste remorso que revela o perigo do deixar de SER para apenas ESTAR. Pessoas que lamentavelmente se afastam das condições do nobre e excelente ofício vocacional sagrado, herdam feitos de outros nomes e lhes sobram apenas o que alguém chama de “vícios de pastor”. Uma pergunta move os ares: até onde vão algumas mentes supostamente inatingíveis, cegamente ignóbeis, desacertadas, desaprumadas e desalinhadas?

É ligeiramente impressionante como algumas mentes diante de certas circunstâncias perdem o tino e os trilhos, são fascinadas e atraídas por estranhas trilhas, idéias e artimanhas aparentemente vantajosas e perdem as noções da vida real e objetiva e a visão das atribuições de suas responsabilidades e da autoridade lhes empartida.

Assim como é impressionante a maneira pela qual o embaraço abarca, abraça, envolve e avilta algumas boas gentes até que seus nomes sejam expostos nas vitrines das más notícias e se tornem em objeto de escárnio e tropeço às muitas almas sinceras e famintas e sedentas para conhecerem o Senhor Jesus e os Seus preciosos dons.

A lama e o escárnio têm intentado levar algumas gentes à rotina de lampejos dos variados flashes e ao foco das muitas câmeras, assim como para as telas e às letras dos diversos impressos. Um pequeno número isolado de mentes que se dizem “ministros evangélicos” e “pastores” tem se tornado insípida, insipiente e desprezível. Mas que lamentável que isso tem atingido e influenciado opiniões contra os nobres e bons ministros de Cristo e honrados pastores de Seus rebanhos.

Sabemos que a mídia, cumprindo o seu papel profissional, com o seu olhar tecnologizado rastreia os muitos cantos, e ao encontrar um assunto, um press-release, um fato, que na sua visão sobressaiam acima da média geral e atraiam atenções, e por ela sejam julgados interessantes a serem noticiados, esses são fatalmente tornados em notícias.

Aqui um bom e muito oportuno momento de alerta aos presbíteros que realmente são PRESBÍTEROS. Cuidados consigo mesmos. Cuidados sobre os tesouros lhes confiados pelo Senhor. Cuidados sobre as suas probidade e competência. É preciso saber sobre quem e a que devemos endereçar o nosso olhar, corrigir caminhos e seguir bons passos dando firmes passadas sóbrias, lúcidas e convictas.

Jamais deixemos de cuidar de nossa individualidade, de nossos deveres pessoais para com o nosso Senhor, para com os talentos e dons nos confiados pelo Senhor a servirem às pessoas e aos rebanhos, pela chamada expressa a nós e pela vocação dada a cada um.

Como presbíteros, tenhamos em nós e mantenhamos também no seio do rebanho o cuidado com a doutrina que recebemos, sabendo de quem a recebemos. Os presbíteros que são PRESBÍTEROS possuem como dever sagrado o esforço de se aperfeiçoarem e se reciclarem através das soma e aquisição de bons conteúdos. Também têm que se manter seguros, comedidos e crescendo na graça, sem se  afastar dos marcos fundamentais. Cuidando do que somos e do que fazemos junto a verdadeiros ministros e pastores.

Como presbíteros, não podemos nos enveredar a imitar o caminho de pseudo-ministros e pseudo-pastores. Pessoas insipientes cujos procedimentos são minados e pontilhados por interesses e astuciosas estratégicas feias, infames, réprobas, embusteiras e vergonhosas. Devemos e temos o compromisso principal e primário de honrar o majestoso nome do Senhor que nos chamou, a nós mesmos, depois cuidar das vidas a quem Deus confiou no nosso caminho.

Por qualquer e nenhum pretexto, ou favor que venha ser nos oferecido, não nos iludamos. Sejamos firmes e jamais nos deixemos ser enganados por fantasias, embustes e ilusões de “ministros” do charlatanismo, do engano e da manipulação de “pastores”. Sabendo que há algumas  gentes embusteiras aparentemente humildes, e falsa e simuladamente sincera se escondendo por trás da boa fama de instituições, do bom nome de ministro e da boa honra de pastor.

Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, cuidemos de nós mesmos e da boa, séria, legítima e verdadeira doutrina cristã que sustentamos, para que não venha sobre nós o faminto e sedento foco crescente que lamentavelmente sempre rastreia, busca e recai avidamente nos “maiorais”. Para manter a boa honra dos presbíteros, não imitemos e nem nos associemos a quem até o próprio mundo ímpio esboçando sorrisos lhe cerra as portas do crédito e polidamente lhe vira as costas.

Não nos afastemos dos nossos bom siso e boa ordem de presbíteros, para que não venha a nos acontecer o que está lamentavelmente ocorrendo com alguns “ministros evangélicos” e “pastores”. Mantenhamo-nos firmes e convictos em nossa posição individual e não tomemos parte em corporativismo de desmandos, charlatanismo, enganos, manipulações e manobras escusas e interesseiras.

Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, ponhamos os nossos olhos, fé, confiança e esperança em Cristo, sabendo que a salvação e a vida digna do Evangelho não dependem de favores ou ofertas subliminares de homem algum. Sendo conscientes de que unânimes como irmãos devemos honrar, servir e auxiliar àqueles a quem o Senhor pôs em posição de eminência e responsabilidade sobre nós e aos rebanhos aos quais com eles os servimos.

Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, jamais nos irmanemos com “ministros” ou “pastores”, que possuem seus nomes sob os cordéis das dúvidas, sobre as adriças das fortes suspeitas, indícios e acusações de indignidade e improbidade. Pessoas cujos procedimentos trafegam nos corredores da difamação, vão além dos limites e extrapolam as linhas das tolerâncias.  

Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, que sejam de fato presbíteros, vivamos como presbíteros, nos posicionemos como presbíteros, e se assim o nosso Senhor Deus nos fizer e outro tanto queira e coroe sobre nós, sejamos recolhidos à glória com dignificação e honradez de verdadeiros presbíteros e de PRESBÍTEROS VERDADEIROS, que servem e honram ao Senhor que nos chamou e vocacionou, que não tenhamos de que nos envergonhar em função da lama e do escárnio alheios, provocados e promovidos pelo descomprometimento de outrem.

Não como concordantes bajuladores, jamais como sindicalistas de causas, nunca como coadjuvantes de cenas gananciosas ou aspirantes visionários de batalhas avarentas. Em nada nos assemelhemos ou nos troquemos por “ministros” de delitos e por “pastores” da criminalidade. Não ponhamos o nosso ombro ao de “ministros” da vergonha e de falcatruas e nem demos a nossa mão às de “pastores” da falsidade e da desonra.

Tu, porém, tens cuidado de ti mesmo e do teu ensino...1Tm 4.16 (KJV)

Sobretudo, aos ministros que realmente são MINISTROS do Evangelho e aos pastores que realmente são PASTORES evangélicos, permanecem e sempre hão de perdurar o nosso apreço, o nosso respeito, a nossa elevada e distinta consideração, estima e admiração, pelo que realmente são, pela nobreza do que notoriamente realizam e comprobatoriamente desenvolvem para a glória de nosso bondoso Deus e para a edificação de vidas.

Especialmente aos presbíteros que realmente são verdadeiros PRESBÍTEROS. Aos que são presbíteros verdadeiros, de valor e com valor.

PbGS

www.glaukosantos.com

 

NOTA DE REFORÇO:

Relembro que as palavras e expressões entre aspas (“”) se referem a pseudo, a embustes – procedimentos que se dizem SER o que na realidade prática apenas demonstram ESTAR -.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

UMA PALAVRA SOBRE CRISES.


UMA PALAVRA SOBRE CRISES.
Em Cristo, e não em crises.

O nosso Eterno Senhor nos dotou de suas incomensuráveis dádivas. Deus ao ter feito o homem, viu que este era bom. Uma dessas dádivas é a capacidade de percepção com a qual dotou o homem. O poder de percepção do homem, independente de sua formação acadêmica e de seu nível social, é extraordinário.

Dos mais letrados aos mais símplices, o homem é capaz de perceber detalhes por vários ângulos e analisá-los dentro de sua visão e grau de maturidade, ainda que não tenha por si previamente conteúdos definidos e preconcebidos sobre tais detalhes. É possível perceber coisas sem saber conceituá-las e sem conhecê-las de forma profunda, clara e definida, coisas e situações novas que a princípio fogem à explicação.   

Algumas pessoas buscam disciplinar, desenvolver e empregar melhor a sua capacidade de percepção do que outras. Nem todos possuem os mesmos grau e perfil de percepção, assim como nem todos deixam os detalhes passarem sem que sejam por eles percebidos. E esse poder de percepção quando aliado ao da capacidade de interpretação, melhor se torna, se potencializa.

Crises e choques são o nosso assunto nesta oportunidade, e queira o Senhor nosso Deus nos fazer juntos aos caros e diletos leitores conhecer algumas verdades sobre as crises e os choques, assim como alguns de seus detalhes. Conhecer para saber lidar com elas e corrigir rumos. Quem não aprende com crises e choques dificilmente saberá o rumo de sair deles.

Atualmente, não poucos bons observadores têm percebido e identificado os fenômenos das crises também no seio de alguns rebanhos do povo do Reino. Têm percebido causas e exteriorizado suas observações. Na verdade, há sempre uma ou mais vozes usadas por Deus para proclamarem sobre os contextos. Pena que nem sempre são propriamente experientes e legitimamente oportunas. Todavia há outras que muito merecem o crédito de serem ouvidas e recebidas. 

De alguns poucos anos para cá, os fenômenos das crises e choques vêm assumindo maior volume e se estendendo em espectro. Crises e choques são duas palavras que têm marcado e abrangido os contextos pelo mundo afora e paralisado algumas boas gentes.

Em qualquer escala, todos têm percebido e todos têm buscado, senão os melhores, pelo menos os mais apropriados caminhos para superarem os choques e vencerem as crises. Esse panorama da instalação de crises é profético e continuativo. Crises e choques estão sempre no visual.  

Crises e choques não significam uma guerra ou uma catástrofe em si mesmos, mas podem ser advindas destas ou concorrer para que estas aconteçam. As crises surgem como pacotes e os choques acontecem como ondas. Crises e choques não são parentes, mas desde os tempos históricos têm surgido e operado como co-irmãos. Nem sempre onde está presente o choque, se instala a crise. Todavia onde permeia a crise, pontilham os choques. Quantas crises e choques já vi, outras tantas estou vendo e quantas mais vou conhecer.

Verdade é que estamos em Cristo, e não em crises. Todavia por alguns fatores há gentes em algum lugar em crise porque deixaram de estar em Cristo e outras por rejeitarem o Seu senhorio e Seus conselhos. Em Cristo, e não em crises.

Há crises localizadas, mas existem crises espectrantes. Existem choques e sempre vão existir aos montes, visto que as trevas jamais subsistem e nunca resistem diante da Luz do Evangelho de Cristo. Lamentavelmente, alguém opta por viver das crises alheias ou nas suas próprias do que estar firmado em Cristo.

Têm surgido não poucos profetas falando e alardeando sobre crises e choques. No tempo de crises e choques sempre aparecem os profetas das crises e choques. Na verdade, não propriamente profetas, mas categoricamente agoureiros. Adoradores de crises e fomentadores de choques. Gente que mergulhada na lama, arrasta-se para se abastecer do monturo e se deliciar na falsa espera de ver carnificinas, escombros e ruínas. É duro, mas incrível que pareça é literalmente verdade essa premissa.

Algumas crises são gritantes e outras silenciosas. Algumas aparecem e batem mais fortemente do que outras. É inegável e incontestável a existência de crises não na totalidade dos rebanhos. Alguns deles estão vivendo sob crises, enquanto outros permitem e acostumam-se com as crises viverem neles. 

Crise é uma palavra que acelera e ascende a sua presença em quase todos os contextos humanos. E cada vez que o fim dos tempos avança esse verbete se torna mais intimamente conhecido e testemunhado de todos, mais esse fenômeno se faz experimentado em larga escala por todos. Enfim, hoje até as crianças de primário recebem alguma noção sobre qualquer crise.

Que significa a expressão crise? Que podemos conhecer melhor e entender com mais propriedade e afinação do sentido de crise?

Em primeiro lugar, a crise é uma manifestação violenta e repentina que sobrevém em pleno curso de normalidade aparente. Tudo pode parecer estar dentro da normalidade e do equilíbrio, entretanto ao surgir uma modificação brusca, aguda e intensa de uma perturbação que ocorra sobre o estado aparentemente normal, a partir daí uma crise começa a se instalar. Crise se manifesta.

Em segundo, a crise também é um momento perigoso ou decisivo de transição, embaraço, convulsão. Uma fase perigosa e embaraçosa para a qual se requer cuidados eficientes e procedimentos eficazes. A crise pode se instalar, mas a sua permanência e extensão apontam para uma transição e à necessidade de tomada de decisão sobre o elemento-base que está provocando ou promovendo a crise. Crise é momento perigoso e transicional.

Em terceiro, a crise se caracteriza por um panorama de conflitos, tensão, incertezas, vacilações, que causa agravamento de um estado ou situação. Os conflitos fazem parte das crises. Nas crises são reveladas as tensões, e nelas são marcadas as incertezas, as ações vacilantes. É preciso saber lidar com crises, a fim de que as incertezas e vacilações não influenciem ou arrastem ao desmoronamento e ruínas. Crise causa agravamentos.

Ainda, a crise é um marcador de carências, ausência, falta, de alguma coisa em vasta escala. Uma crise por ser instalada em função da carência de alguma coisa. Pode ser motivada pela falta de alguma coisa. E essa em vasta escala a ponto de extrapolar a linha da normalidade e transformar-se em crise. Crise revela carências e pede soluções.

Além disso, a crise pode se configurar em uma decadência, uma queda, um enfraquecimento. Alguma coisa que vinha até então se mantendo, ou sendo mantida, dentro da normalidade e por um desequilíbrio entrou em processo de enfraquecimento, em decadência e por fim numa queda. Crise é um indicador requerente de cuidados.

E finalmente, a crise está ligada a mudanças e transformações, pode decorrer destas. Nem todos os participantes de um mesmo contexto sabem lidar com mudanças e transformações. A crise marca um período de perturbação, conturbação, em resposta a mudanças e transformações. A crise também pode ser motivada pelo âmbito externo ou pelo interno. Crise indica a presença de mudanças e revela dependência.

Nesses momentos de crises e choques, é comum aparecerem os profetas do destroçamento. Tomam proveito de focos de situações e pregam desmoronamentos e ruínas. Esses não semeiam porque somente percebem as nuvens, os vendavais e as tempestades. Enxergam e preocupam-se no poderio humano dos “midianitas”, e esquecem que um lagar pode ser o ponto de partida para grandes momentos e despertamentos.

Às vezes aliados a eles, vem os profetas do pessimismo em outra ala. Estes possuem a visão muito curta e as suas capacidades de crer, confiar e esperar não lhes dão suporte suficiente e maduro para enxergarem o quão a terra é boa e promissora. Estes apenas treinaram a si mesmos a somente perceberem gigantes. Movem os olhos da boa terra e os prendem cativados a gigantes.

Para os profetas do pessimismo, se houver lutas, dificuldades, confrontos, tomada de posição, firmeza e determinação para embates, o melhor seria aplicarem a aterrorização, entregarem os ânimos, desencorajarem os demais e esconderem-se no tempo como se concordassem com as crises e somassem-se a elas.

Os profetas do pessimismo não conseguem enxergar o socorro do Céu sob a ótica e perspectiva da fé, visto que esta não possuem ou não exercitam por estarem presos somente aos clamores e medos de aflições da Terra. Eles fogem de sacrifícios e evitam a resignação.

Ainda, com o rótulo de conservadores, surgem os profetas derrotistas. Esses parecem ser torcedores fanáticos pela derrota. Para eles quanto mais derrotas, ou a configuração aparente delas, mais engordam e engrossam os seus discursos e “mensagens”.

Eles somente enxergam derrotas porque as derrotas lhes são íntimas por lhes já haverem derrotado o íntimo. Para eles a fé alheia seria um amuleto ou substrato subjetivo, um elemento hipotético, utópico ou surreal. Afinal quem se prende olhando para trás, não consegue seguir arando a terra que vem pela frente. Também não aprendem a considerar e respeitar a fé dos outros.

O saudosismo lhes faz aprisionados ao passado, que nem mesmo eles estariam prontos para viverem-no como requerem os contextos do presente. Falam de passado porque não perceberam o presente e perderam a visão do futuro. Na verdade, parece quererem impor um discurso desafinado e desfocado de suas próprias capacidades.

Assim não andam para frente por estarem com os corações presos aos preciosismos e saudosismos de trás. Terminam por não serem próprios e legítimos no que realizam e muito menos se realizam no contexto. Perdem-se na sua propriedade e conduzem outros perdidos por não reciclarem e contextualizarem as suas probidades. Enfim, vivem meticulosamente em choques inconfessáveis.

Em seguida, existem os profetas pura e sensacionalmente otimistas ao extremo. Esses somente enxergam presente e futuro, visto que tentam desconectar suas vidas da própria história. Para eles, as crises não existem, ainda que queiram sublimá-las e encobri-las. Para eles, não há tempo de crises porque pouco ou quase nada de piedade, de fidelidade, de lealdade, de legitimidade, de autenticidade e de propriedade possuem no íntimo e no exercício de seu papel.

As crises lhes surpreendem por também no fundo das crises já vivem sem perceberem que estão sob crises. Eles dizem se contentar, se conformar, com tudo, porque em coisa alguma triunfam. Para eles tudo tanto faz como tanto fez. Desde que não haja requisito de renúncia para a parte que lhes toca. Mostram um estereótipo inverso ao seu contexto e oposto da realidade. 

Sobretudo também sempre há de existirem os profetas verdadeiros que enxergam além do cativeiro, que trabalham com afinco e esforço legítimos, dedicados e autênticos para se manterem a si e aos seus rebanhos distantes das crises, ainda que neles apareçam eventuais focos de choques.


E ainda que profetizem sobre crises e choques, o fazem com as vistas olhando acima do contexto presente e além do cativeiro. Existem os agoureiros, mas não podemos desprezar os profetas. Agoureiros parecem comungar as idéias infernais e os pensamentos carnais. Profetas consistentemente zelam por manterem a sua comunhão e o seu trajeto na direção do Espírito de Deus que os equipa.

Agoureiros somente sabem visualizar e profetizar as secas e a escassez, visto que são tenros e impotentes para enxergarem a nuvem de boas chuvas sobre o monte e a fartura de favores e provisão de Deus. Profetas jamais profetizam de secas e escassez segundo a sua visão e desejos próprios. Profetas interpretam os anos das vacas magras, e entendem os tempos de chegarem as gordas e a fartura do trigo nos celeiros.

Enquanto os agoureiros portam as suas falas oportunistas, os profetas entregam as mensagens oportunas. Melhor e proveitoso seria identificar aquelas e não desprezar estas. Agoureiros somente vêem o caos e o gigante, posto que deixam de possuírem a confiança própria e inabalável que reside nos profetas no nome do Senhor.
EM CRISTO, E NÃO EM CRISE!
PbGS


sábado, 6 de agosto de 2011

LIDERAR INDIVIDUALIDADES.


LIDERAR INDIVIDUALIDADES.
Eis um grande desafio...

Nesta oportunidade, venho com um assunto-tema atinente à liderança no Reino de Deus. A considerável concentração de interesses e de esforços nessa área mostra a notoriedade das carências, comprova a existência de deficiências e revela a busca de preparação e aperfeiçoamento.

Influência e marketing pessoais são trunfos parciais, empregados pelos meios seculares para imporem visão e posição, obterem sucessos, promoverem fama e causarem impactos no âmbito humano, porém não significam liderança. Infelizmente essas ferramentas deixaram de ser vistas como devem ser e lamentavelmente passaram a ser assumidas e aclamadas como marcas de expressão, significado e atestado de liderança.

A metodologia da liderança no Reino de Deus difere substancialmente em essência, natureza e aplicação dos conceitos, princípios e estilos da liderança nos corredores seculares. O grande erro e a enorme discrepância residem na tentativa de aplicar conceitos dos impérios do mundo, conciliar princípios seculares, introduzir filosofias pagãs, na liderança no Reino de Deus.

Liderança no Reino de Deus é um dos assuntos que vai além das teorias, oferecem aprendizagem prática, requerem boa e considerável vivência e legitimidade de experiências, autenticidade de procedimentos e transparência de condutas por parte daqueles que nele exercitam suas vidas. Ainda que o domínio de seus conteúdos não esteja na visão modal, pelo menos resida nos limiares que circundam a mediana.

Na vida dentro do Reino de Deus as teorias, as suposições e as hipóteses ficam muito aquém da prática vivencial e da experiência cotidiana. Ao contrário do mundo secular, no Reino de Deus não existem doutores categóricos em liderança, ainda que existam os excelentes e dedicados estudiosos, assim como os experientes no assunto. Liderança é um desses assuntos cujas aulas e lições requerem complemento na prática de campo, visto que somente quem labuta nelas percebe e consubstancia melhor os seus caminhos.

E como linha mestra e fio principal, preciso de antemão delimitar o vasto assunto a uma de suas áreas – a liderança de individualidades -. Pouco se fala e se ouve nesta área, posto que também poucos se exercitam efetivamente nela. Liderar o elemento grupal é diferente do conduzir o elemento individual. Aqui está um dos grandes desafios na liderança no Reino de Deus. Um desafio que excede visões, táticas, técnicas e estratégias de grupo. Liderar um grupo não é a mesma tarefa ou atividade de conduzir cada indivíduo pertencente a ele.

Liderar individualidades no Reino de Deus jamais foi atividade para teóricos, ainda que acolha e adestre aprendizes. E bem fazem bons proveitos e absorvem excelentes conteúdos estando estes últimos bem predispostos a trilharem sem reservas e sem rodeios os seus passos nela. Isto é um bom e louvável começo, mas ainda assim não indica seja garantia e eficácia de um nobre fim. Na liderança há passos a andar e existem caminhos a se percorrer a cada dia.

Liderar no Reino de Deus é um curso sem término, uma grade curricular sempre vasta e um histórico de módulos inconclusos que não perdem e não se afastam da nobreza de sua escola. Liderar no Reino de Deus é uma escola cujas pedagogia e didática são superiores às das escolas na área da Administração acadêmica secular. Nestas o maior literalmente manda no menor e naquela exemplarmente o maior serve ao menor.

Louvamos ao Senhor nosso Deus pelos competentes institutos, boas escolas, eficientes cursos e dignas instituições, que preparam líderes. Todavia O louvemos mais ainda pelas lições de Sua nobre e excelente escola cujos objetivos são múltiplos e abrangentes e cujos adestramentos conclamam o comprometimento daqueles que nela são aprendizes.

Nessa nobre escola a grade curricular, os planos de aulas e as avaliações para capacitação e aperfeiçoamento da vocação não estão presos a ditames e nem se limitam a indicações humanas. Nessa escola os objetivos visam inicialmente atingir essência e natureza íntimas e não apenas ministrar informações, nem administrar patrimônios e regrar condutas e procedimentos.

Nessa excelente e espetacular escola a cada dia coisas novas vão surpreendendo, transcorrendo e conferindo ensinamentos, no sentido de produzirem edificação e aperfeiçoamentos, ainda que sempre a caminho da nossa completa e inteira prontificação.

Alegrias e tristezas, sorrisos e choros, expressam a construção de vivência e experiência na liderança no Reino de Deus. Deseja ela quem quer, mas ama e se entrega a ela quem possui vocação. Aprende e gosta dela quem se predispõe, porém se compromete quem percebe as responsabilidades.

Trilha nela quem possui temor, resignação e chamado para liderar efetivamente no Reino de Deus. São bonito e lindo os sucessos e as glórias dela, porém caros, custosos e trabalhosos os passos nos desafios durante a sua construção.

Felizes são aqueles aprendizes que retêm e aproveitam o máximo e o melhor dos conteúdos absorvidos e neles perseveram, tendo em vista que liderar no Reino de Deus é assunto de prática real, não teórico.

Respeitando todos os anos de experiências e vivências de todo e qualquer líder no Reino de Deus, independente de suas respeitadas credenciais, posições e reconhecidos currículos acadêmicos, lembramos enfaticamente que a linha mestra registra que o Reino de Deus não é deste mundo e que sua natureza não está direcionada e resumida unicamente à visão terrenal. Portanto, a sua metodologia de liderança muito excede nos seus valores em relação aos estilos de liderança seculares, ainda que alguns pontos destes se encostem e paralelizem-se naquela.

E entendemos que quando alguém perde-se no rumo da metodologia do Reino, fácil e tendenciosamente se torna em se enveredar nos estilos seculares e se valer da visão e da força destes. Quando um líder perde a essência, a natureza e o norte da liderança no Reino, deixa de ser líder e passa a assumir posição de gerente, comandante ou chefe, menos de líder. E isto não se torna apenas notório, e vai além do que se imagina e reflete fora das mesas de diálogo, de planejamento e de conciliações.

Para líderes perdidos do rumo da liderança no Reino, lhes sobram apenas os desgastes secretamente escondidos, inconfessáveis e indeclaráveis por trás dos rótulos formais da autoridade posicional empobrecida de espiritualidade e de espírito cristão, desaprumada e desalinhada tentando se sustentar sobre muletas de gerência, comando e chefia e se equilibrar sobre forças estranhas ao Reino.

Não são poucos os líderes que apoiados nessas muletas coxeiam entre as trilhas das convicções vocacionais, e em plena marcha perdem o seu próprio passo na cadência dos favores seculares ditatoriais ou tutoriais. Liderar vidas no Reino de Deus pode por alguns ser confundido como gerenciar, comandar e chefiar registros e rótulos institucionalmente jurídicos, estatuídos e regimentados, sob os quais convivem eventualmente pessoas religiosamente vinculadas a ele.

Representar rótulos formais ou administrar bens físicos patrimoniais não confere indicação de eficácia dos seus resultados e nem liderança propriamente dita. “Levar” o elemento grupal não significa liderar o elemento individual. Que melhor digam a realidade dos êxodos e suas lacunas deixadas por eles quando batem às portas.

Em quaisquer que sejam o setor e o ambiente humano, a atividade de liderar sempre foi um grande desafio em todos os tempos, e as atividades de gerenciar, comandar e chefiar, sempre foram desafios amenos em relação à liderança propriamente dita. Algumas diferenças e divergências existem entre elas, e bem fazem os que lideram no Reino de Deus se discernirem-nas e optarem sobretudo pela de liderar com êxito empregando a metodologia do Reino.

Anos após anos surgem pessoas bem intencionadas, dedicadas e competentemente versadas no assunto e trazem a lume teorias e estudos na área de liderança. Alguns desses enfatizam o êxito nas contingências, outros apontam para o regresso às origens e, além desses, outros enfatizam a nova visão moderna e contemporânea.

Outros, ainda, prometem revelar segredos de sucesso para as questões situacionais de liderança. Apesar de serem identificados utilidade e proveito na gama de todos esses bons conhecimentos, ainda assim ficam aquém e por muito a deverem ao fator liderança de individualidades.

A atividade de liderar está acima das formalidades documentais, enquanto as de gerenciar, comandar e chefiar estão presas, dependentes, padronizadas e instituídas pela força do estabelecido na legalidade documental expressa no papel escrito.

Liderar move e conduz íntimos e abre vias de bons comprometimentos e consecução para a criatividade e para expressões. Enquanto gerenciar, comandar e chefiar determinam e padronizam condutas e resultados mecanizados e quase sempre robotizados dentro de parâmetros impostos dirigidos sob a força da hierarquia e dos reforços através de recompensas e compensações de alguma forma suportadas por meios documentais. Liderar é, pois, um grande desafio, enquanto gerenciar, comandar e chefiar são, portanto, desafios amenos.

As épocas e seus movimentos propagam novos estilos e tendências, novas fórmulas e representações, novas formas e padrões, novas linhas de pensamentos e de visões, novos conceitos e adequações inovadores, que exercem influências sobre cada indivíduo e ambiente. O elemento individual fica exposto e confrontado pelo elemento grupal. E em meio a esses contextos o desafio de liderar se avoluma e exige mais do que a formalidade determina e espera.

Mover íntimos pelo emprego da força verbal ou pelo poder documental escrito, ou ainda pela oferta de recompensas materiais, não significa garantia de lealdade, de legítima e considerável satisfação, de ambiente favorável e de completude de sucesso, ainda que por alguns quesitos apareçam focos estilhaçados e promissores nos resultados das ações respondentes no setor liderado. Muitas vezes o marketing promove cascas coloridas, esconde caroços desbotados e semeia manchas não tratadas, e colhe frutos dduvidosos, deficientes, secos e mirrados.

Esses resultados não declaram perenização de reciprocidade e nem garantem a manutenção de comprometimento leal, do companheirismo fiel, da cumplicidade deliberada e muito menos da fidelidade duradoura em empreendimentos.

Governar esforços mecanizados é diferente de liderar raciocínios alheios, conduzir mentes pensantes, inteligentes e engenhosas, orientar vontades alheias, trabalhar em suprir necessidades íntimas alheias, restaurar valores alheios, direcionar sensos e juízos alheios, na consecução e consolidação de empreendimentos conjuntos, conjugados – isto é liderar individualidades.

Mover íntimos individuais a voluntariamente alcançarem objetivos comuns pela liderança é o grande desafio que suplanta “contratos psicológicos” e poderes documentais. Aquilo que atende hoje não garante que respondido da mesma forma e na mesma altura amanhã. Liderar individualidades é estar perto delas e assisti-las se mantendo equilibrado no primeiro lugar.

As épocas e seus movimentos estão dinamizando as massas, mecanizando procedimentos, incentivando estímulos cada vez mais dirigidos e focados no elemento grupal, ao passo que com isso o individual vai sendo abafado e abarcado pelas tendências do grupal e ao mesmo tempo que como num processo tendo as suas características individuais ameaçadas, sendo tragado pela visão grupal e pela representação numérica.

O modismo grupal acelerando na frente do mediano individual, despreza o fator unitário das individualidades. Ele torna as individualidades vistas apenas como frios números e dígitos insensíveis. E assim considerável número de líderes perdem a visão de Reino de Deus, se divorciam da metodologia de liderança dele e se desconectam do Céu. A liderança no Reino de Deus impõe o seu chamamento em direção a atender individualidades antes de tudo.

Os requerimentos das épocas e seus movimentos estão revelando e sinalizando a carência de reciclagem ministerial para os líderes no Reino de Deus. A reciclagem sem perdas de referencial e de identidade, de individualidade e de integridade está intimando em caráter de urgência ao retorno dos moldes das práticas primitivas em cuidar, acompanhar e atender o elemento individual.

Uma reciclagem que não perca ou se afaste do rumo da metodologia de liderança naturalmente praticada e aplicada no Reino de Deus. Uma reciclagem que sirva de antídoto eficaz contra os moldes da banalização e do descomprometimento que minam e esfriam corações decepcionados e frustrados em conseqüência da artificialidade decepcionante de sermões falaciosos, do joguete de interesses escusos e particulares e da incoerência de procedimentos dos gerentes da ilusão, comandantes do engano e chefes da maquiagem.

Os mecanismos humanos, que são próprios e concebidos da visão secular, podem ter a força de promoverem movimentos e cobrirem status momentâneos e passageiros. Entretanto são impotentes para manterem e conservarem o poder da coesão fiel, do comprometimento leal, da reciprocidade livre, cumplicidade e voluntariado que residem predispostamente em cada individualidade. Liderar o elemento individual é muito mais difícil e complexo do que gerenciar, comandar e chefiar o elemento grupal.

O elemento individual moderno está cada vez mais bem informado, visto que acessa e ao mesmo tempo é acessado através da interatividade dos meios de informação e de comunicação. Tanto líderes como liderados podem adquirir as mesmas informações, promover e repassá-las a outros, influenciarem e envolverem opiniões e ao mesmo tempo ambientes variados, independente de posicionamento filosófico ou localização geográfica.  

Envolver e comprometer individualidades num mesmo projeto são os alvos desafiantes que tanto a liderança como a gerência, o comando e a chefia esperam com eficiência atingirem. E nem tudo que se move na força legal do papel escrito inerte é exatamente o mesmo que se revelaria na deliberada expressão viva, legítima e autêntica do íntimo. Incentivar para obtenção de sucessos ainda está aquém e é diferente de fazer com que as individualidades se sintam e se vejam envolvidas e percebam o seu comprometimento com motivação própria para alcançá-los.

Liderar individualidades no Reino de Deus é esperar contestações, questionamentos e críticas advindos delas. E os estilos de gerência,  comando e chefia estariam por status e funcionalidade avessos a contestações, a questionamentos e a críticas originadas de individualidades que incidam e peçam contas sobre suas condutas, procedimentos e processos.

No Reino de Deus quem lidera torna-se público e, por isso, deve ter a consciência e a predisposição de ter suas condutas observadas, confrontadas, questionadas, criticadas e julgadas. Essas ações possuem suas vias de sucesso quando aceitavelmente cabíveis, respeitosamente confraternas e solidamente justas, transparentes e honestas. Liderar individualidades é estar aberto a monitoramentos e observações alheios.

Quase sempre os estilos de gerência, comando e chefia são opostos a manifestações que excedam os seus entendimentos e compreensões condicionados e impregnados pelos ditames rotineiros do papel legal escrito. Com as novidades e adequações das épocas, alguns caminhos têm sido um tanto mais abertos nesse sentido, todavia sempre aquém e bem distantes da metodologia de liderança no Reino de Deus.

Um fator notório conseqüente da ausência de liderança de individualidades são o esfacelamento e a fragmentação de grupos. Ele está sempre dando suas presenças e declarando assim que o poder das individualidades sempre foi mais forte. Quando individualidades não são apropriadamente assistidas, tratadas e nutridas, esse fator se torna rondante e presente.

Gerentes, comandantes e chefes, visando proteger e manter a integridade de seus grupos, recorrem aos recursos que lhes são disponíveis na oferta de recompensas materiais, físicas, e compensações físicas como reforços para manterem os seus liderados em prol dos seus objetivos. Eles possuem mecanismos formais documentalmente lhes favoráveis e lançam mão do que têm e podem oferecer, e mesmo assim não satisfazem e não abrangem individualidades.

Não basta aos líderes no Reino de Deus estarem atrelados funcionalmente ao papel escrito como os líderes seculares formais, mas serem comprometidos em conduta e procedimentos intemporais que mostrem transparentemente a essência do espírito cristão no exercício da prática.

Gerentes, comandantes e chefes impõem suas posições e seus governos sobre a força documental, reconhecendo que por vezes devem trafegar entre linhas e parâmetros para atingirem alvos com resultados promissores, senão pelo menos favoráveis. Geralmente esses estilos e posições seculares são do tipo “faça o que digo, mas não façam o que eu faço”. Suas condutas e procedimentos são temporais e localizados e nem sempre estão atrelados às naturezas e essências do elemento individual.

Por outro lado, a liderança cristã vai bem mais distante do que a liderança eclesiástica simplesmente alcança. Nela predominam fatores mais simples e menos complexos, mais individuais e informais. Enquanto a liderança eclesiástica tendencia para as possibilidades de engessamento e para padrões tramitacionais da lógica formal e pela visão de hierarquização psicional, a simplicidade da liderança cristã possibilita avançar espaços menos formais e abranger e singrar terrenos informais, de maneira que ela chega a pontos mais facilmente acolhedores do que a liderança eclesiástica atinge.

A liderança cristã pauta-se no modelo do Senhor Jesus Cristo e dos líderes e liderados primitivos. Ela naturalmente envolve líder e liderados, convocando e convergindo ambas individualidades ao contrato único que as une na visualização e práticas do exemplo. A liderança cristã atinge individualidades mais eficientemente e com resultados eficazes.

Os estilos e sistemas de lideranças seculares se opõem e conflitam com a metodologia de liderança cristã, visto que esta é própria do Reino de Deus que não é deste mundo. Os estilos e sistemas de lideranças seculares são compartimentalizadores e tem o seu foco no elemento grupal, sendo também pouco sensível ao elemento individual. E a metodologia da liderança cristã é compartilhadora.

Na vida cristã o comprometimento salta do papel e deve ser transformado e externado em ações práticas. Ausentes destas, quaisquer pregação de sermão ou ministração de ensino, ou implantação de diretivas, se tornam improváveis, incoerentes, pouco aceitas, quase nada respondidas e muitas vezes impeditivos ao alcance de resultados eficazes.  

O que se conduz puramente de forma eclesiástica hoje pode não ser mantido e sustentado com a mesma visão, com a mesma força e com o mesmo peso de resposta expressa de fidelidade, lealdade e comprometimento mútuo amanhã. Que digam melhor as dissidências conseqüentes de contingências situacionais e existenciais localizadas, mas o que se conduz de forma cristã e espiritual hoje pode perdurar por anos afio sem sofrer variações. 

Liderar de forma cristã e espiritual contém mais profundidade e aplicação do que funcional e posicionalmente se espera das formalidades estruturais. Enquanto a liderança eclesiástica foca os vetores e se pauta em características formais e visíveis, a liderança cristã aprofunda-se em focos imparciais sobre a natureza e responsabilidades gerais dos vetores nela envolvidos.

A liderança cristã possui propriedades suficientes para conduzir individualidades. Muitos líderes eclesiais nutrem receios contra expressões plenas e abertas afloradas da liderança cristã – isto pasma e surpreende a alguns, contudo a verdade nesse item muitas vezes aparece e é preciso que seja dita.

O envolvimento eclesial é estabelecido e acordado na força do registro e da ética estruturais formalizadas, mas o compromisso cristão é construído, consubstanciado e consolidado no poder da concordância e entrega mútuas e deliberadas nas ações éticas ensinadas na Palavra de Deus, mais fundamentalmente nos escritos neotestamentários.

O líder que possui expectativas de sucesso real, fiel, palpável e verdadeiro, deve envidar esforços para entrelaçar a liderança cristã, a espiritual e a eclesiástica como tecidas num só fio de procedimentos. Isto confere segurança e autoridade, oferece suporte à estabilidade, cativa respeito, fidelidade e comprometimento, abrange e atende individualidades. 

Um dos grandes e notados desafios para os líderes apascentadores é a tarefa de liderar individualidades. E cada vez avançam as épocas, muitos líderes se esquivam e fogem dessa visão de liderança. Ela se faz pouco presente e uma metodologia que se faz árdua, trabalhosa, sofre entraves e padece incompreensões. Lidar com individualidades eventualmente não significa liderar e conduzir individualidades efetivamente.

Como é frustrante e inconsistente liderar apenas com palavras sem ações. Como é impróprio liderar à distância. Como é incoerente liderar pela visão idealista e por padrões utópicos. Como é incongruente liderar numa direção enquanto uma parte dos liderados divide-se nela e outras seguem outra por aquela não atender as individualidades dos liderados.

Como é simbólico e artificial liderar o elemento grupal apontando para um retorno no qual apenas se imagina ou idealiza e ao qual a deficiência de investimento no elemento individual revela o seu empobrecimento e insatisfação frustrante e decepcionante. Realmente é um grande trabalho desafiante o liderar individualidades.

Liderar individualidades é um grande desafio porque se foca em atender essencialmente aos anseios das necessidades espirituais e gregárias do elemento individual, assim como ir ao encontro das suas expectativas de valorização e visão dos fatores individuais. Nem sempre o êxodo na rotatividade nômade de freqüência nos grupos se deve em primeira mão a insumos externos, e sim ao surgimento de ausências de atendimento e reciprocidade rasa no âmbito interno do grupo.

O foco visualiza em atender o elemento grupal e enxerga como o mais importante as suas ações-respostas, colocando em segundo plano o elemento individual e suas natureza, capacidades, necessidades, carências e expectativas pessoais. Esse foco atende confortavelmente até certo ponto à liderança eclesiástica, porém conflita com a liderança cristã e de certa forma negligencia a liderança espiritual.

É, ou não, um grande desafio liderar individualidades no Reino de Deus? Rogamos que o Senhor Jesus Cristo equipe os líderes do Reino com todas as ferramentas e sensibilidades pertinentes, assim como com a boa consciência para perceberem o panorama e a grande necessidade de liderar individualidades.
PbGS



terça-feira, 26 de julho de 2011

DIÓTREFES – uma má influência.


DIÓTREFES – uma má influência.
Não aprove o reprovado.

Cada personagem na Bíblia Sagrada possui um histórico. Alguns de mais conteúdo e outros de menor simpatia. Alguns que muito valem ser citados e muito servem para bons exemplos a serem copiados e seguidos. Outros, porém, deles pouco alguém se interessa em mencioná-los, nada valeria ser imitado.

Muito provavelmente pessoa alguma de bom senso ordeiro e ético se sentiria encorajada a recomendá-los e em conteúdo algum mereceriam fiascos ou faíscas de elogios e de citações meritórias. Uma das funções de estarem registrados na Bíblia Sagrada é para nos servirem como figuras daquilo que em nossos dias deparamos.

Diótrefes fora um desses, cujas ações não merecem imitação e cujos procedimentos não valem ser seguidos. Seguir Diótrefes é a mesma atitude de seguir o mal, posto que ele plantou péssimas sementes, produziu frutos deficientes e somente promoveu males.

Para o nosso ensino, e cuidando para que sigamos o que é bom, o Espírito do Senhor fez estar escrito no Livro de Deus o que Diótrefes fez. 3Jo 9-11. Tudo que sabemos daquele cidadão está nesses versículos resumido em claras e singelas linhas para que nos sirva de bastante e suficiente ao nosso conhecimento. 

Diótrefes está na Bíblia Sagrada para nos ensinar sobre os muitos “Diótrefes” que vivem e transitam em nossos dias. Quando vemos os “Diótrefes” de hoje, lamentavelmente somos lembrados de que nesta terra passou um Diótrefes que coisa boa alguma dele foi digno de ser registrada.

Quando vemos os “Diótrefes” de hoje, notamos que pelos tempos e épocas eles estão em situação e condição muito piores e rejeitadas do que aquele Diótrefes do passado, citado na Palavra de Deus. A diferença é que os “Diótrefes” de hoje dão o seu bote inimigo mais tecnicamente desenvolvido e estrategicamente dissimulado enquanto escondem as unhas sangrentas para que a sua feiúra da culpa não apareça a público.

Aquele Diótrefes existiu para nos ensinar, e os “Diótrefes” de hoje assim como aquele vivem para nos causar embaraços, promoverem tristezas e realizarem divisões, decepções e dissensões. Aquele Diótrefes conhecia a quem estava destinando a sua oposição, e os “Diótrefes” de hoje nem mesmo sabem contra quem estão lutando, fazendo campanhas maléficas, maliciosas e malévolas.

Aquele Diótrefes engendrou oposições de forma clara e pública, e os “Diótrefes” de hoje empreitam hostilidades de maneira velada e as escuras. Aquele Diótrefes parecia possuir um alvo definido e os “Diótrefes” de hoje nem mesmo têm um ideal digno e relevante a alcançar. Promovem perturbações com o que dizem e pelo que fazem. 

Imaginamos como fora a vida pública de Diótrefes, e pensamos como foi a sua conturbada vida congregacional. Imaginamos como fora a iracunda vida individual de Diótrefes, e pensamos como foi a sua infrutífera vida espiritual. No passado existiu aquele Diótrefes, e nos nossos dias há os muitos “Diótrefes” que gratuitamente se proliferam.

“Diótrefes” estão soltos pelos templos. Alguns estão elegantemente sentados nas tribunas e com acesso livre e autônomo aos púlpitos. Outros estão aparentemente “auxiliando” como trabalhadores da obra e ainda outros no marasmo inconformado sentados nos respeitosos e bons assentos entre a membresia. Fácil é saber onde Diótrefes está no meio das muitas mãos levantadas, mas difícil é conhecer no ajuntamento quem ele é.

Fácil é saber tolerar e lidar com “Diótrefes”, porém difícil é a possibilidade de sermos aceitos e conviver com eles. Como seria sofredor para um bom, amável, cordial, gentil, amigo e companheiro servo de Deus atender e compreender as ações e procedimentos de “Diótrefes”.

Para sermos felizes em nossa caminhada seria de bom alvitre não fazermos o que fez Diótrefes e se possível nos fora sempre deixarmos que os “Diótrefes” se achem consigo mesmos, se encontrem no que são e no que precisam de bem fazerem em prol de suas sofridas almas.

E perguntamos que, pois, fez Diótrefes que não seria merecedor de ser seguido? Convido o generoso leitor a conhecer sete procedimentos de Diótrefes que nos levam a não fazer o que ele fez.

1 - Ele não recebeu a carta de João.
Tudo nos mostre em Diótrefes que ele possuía uma visão pessoal e particular egocêntrica e contrária ao bem-estar da comunhão cristã. Diótrefes estava na contra-mão com a essência da vida normal dos servos de Deus. Alguma coisa motivou Diótrefes a recusar e rejeitar o conteúdo de uma carta escrita por alguém que conviveu com o Mestre Jesus.

Diótrefes parece ter estado super impregnado de soberba que desconsiderou a pessoa de João a ponto de se indispor a ouvi-lo e rejeitá-lo. Recusar a receber algo diretamente da mão de alguém cujas experiência e autoridade possuíam um firme e inabalável fundamento nos dá uma luz para compreender algumas coisas rapinosas e rinhas escondidas no coração de Diótrefes e trazidas a lume nas suas ações e procedimentos.

2 - Ele não gostava de acolher os irmãos na fé.
Que razões Diótrefes possuía para não acolher os irmãos na fé? Ele fora tão insensível aos ensinamentos do Senhor Jesus que o seu senso perdeu a noção da hospitalidade e da comunhão praticadas no seio cristão. Diótrefes possuía um frio íntimo desconexo e estranho ao caloroso meio cristão legítimo e autêntico.

Diótrefes fora um “líder” cuja vida cristã era insipiente e superficial, cujas influências e procedimentos eram teóricos e artificiais. Que tipo de mensagem poderia Diótrefes pregar ao seu público ouvinte e que tipo de ensinamento poderia Diótrefes ministrar ao seu público convivente? 

3 - Ele gostava de exercer a primazia.
Começa-se aqui a serem percebidas algumas das rapinas que estavam ligeiramente encobertas no íntimo de Diótrefes. Ele era do tipo absolutista. Não sentia-se bem em ser o segundo, nem a estar debaixo da autoridade de alguém. Ele gostava de estar no comando e não suportava ser ao menos liderado.

Ele era do tipo de gente que ouviu a mensagem e os cânticos sacros, apreciou os hábitos e costumes do convívio cristão, mas ao invés de conversão, sua vida foi varrida para dentro da igreja pelas contingências que se encontrava. “Diótrefes” nunca corrigem os seus erros e jamais prosseguem para alcançarem o alvo. “Diótrefes” tentam convencer outros daquilo que nunca foram convencidos.

Ele não deixou as velhas mazelas abrigadas no espírito de altivez e chegou com seus próprios planos. O seu íntimo tinha a propensão de absorver as linhas de pensamentos luciferianos. Tudo que ele desejava e ansiava era estar e ser visto no topo, na mais alta posição elevada.

Para Diótrefes o clima congregacional e as condições ambientais do seu meio somente estavam bem e a seu gosto pessoal se ele estivesse por cima e independente. Ele era desprovido do bom espírito de serviço e de auxílio. Pessoas assim nunca reconhecem a honra do primeiro porque jamais souberam ser o segundo.

Diótrefes ESTAVA, mas não ERA ministro do Evangelho de Cristo. Ele estava na primazia, porém não era principal e legítimo integrante dela. “Diótrefes” que fogem do trabalho de se darem à vontade de Deus, entretanto se lançam na contenda de tomarem pela força o que lhes é indevido e impróprio.

“Diótrefes” jamais sabem mandar, visto que nunca souberam obedecer. “Diótrefes” comungam no mesmo caminho de Roboão, por vezes trafegam nos passos iniciais de Manassés e terminam caindo no triste fim de Uzias. Nunca chegam bem e acolhido no fim e jamais possuem um final solidário e feliz.

4 - Ele proferiu palavras maliciosas contra os apóstolos e seus representantes.
É sempre assim com aqueles que adoram ter a primazia e se opõem contra seus amigos líderes. Nada ou pouquíssimo de bom têm a oferecer aos outros, e o que possuem externam em malícias e difamações contra quem jamais deveriam empreitar. Quem nada de bom conteúdo possui dentro de si, também coisa alguma de boa pode servir aos outros.

No afã de seu interesse na sua promoção pessoal, Diótrefes se opunha contra a autoridade apostólica. Dentre as covardes armas que os “Diótrefes” lançam mão, algumas delas são a propagação de inverdades, a disseminação de coisas perversas e a linguagem insultuosa que empregam no sentido de desmerecerem injustamente a quem em coisa alguma deve sê-lo.

“Diótrefes” não cooperam para o avanço do anúncio da mensagem cristã, não possuem a capacidade de saberem criticar condutas pela maneira correta, de frente e aceitável. Eles usam de artifícios que calhem em favor de seus interesses e promoção pessoais. 

5 - Ele exercia influência perniciosa sobre os membros da igreja.
Diótrefes se tornou um péssimo modelo para o rebanho local. Infelizmente enquanto a grande obra de Deus avança sob a unção e o poder do Espírito Santo, alguns membros do Corpo de Cristo se expõem a péssimas e perniciosas influências estranhas ao espírito cristão pela presença de “Diótrefes”.

Aqui e ali são encontrados os “Diótrefes” inconformados, inconversos e insipientes. Eles possuem um tipo de repertório de mensagens cujo teor possui uma linha mestra desalinhada, um prumo desaprumado e um nível desnivelado. Mensagens que não edificam e nem constroem, mas causam esfriamento, desmoronamentos e escombros em seus ouvintes.

Diótrefes está solto pregando, saltando, pulando e gritando nos seus púlpitos particulares “a gosto de um deus” cujo nome não conhecem e cuja teologia volta-se para os seus próprios umbigos. “Diótrefes” que levantam empréstimos nos balcões bancários hoje e fecham as suas “portinholas de tendinhas” amanhã e saem às pressas corridos de lugar em lugar como se peregrinos e retirantes fossem, deixando as péssimas influências de suas mensagens cadavéricas, devedoras e velhacas para trás.

6 - Ele expulsava as pessoas que não concordavam com ele.
Diótrefes entrou para a igreja, mas em coisa alguma o espírito da igreja entrou nele. Ele entrou para a vida do Evangelho, porém ensinamento algum do Evangelho entrou nele. Ele viu o Reino de Deus, todavia não permitiu que a essência desse Reino entrasse nele.

Ele tentou formar e se assenhorear de um reino particular usando o povo do Reino de Deus. Ele saiu de suas limitações, ignorou individualidades e invadiu privacidades. Além de recusar-se a receber e acolher os crentes viajantes de sua época, que era coisa comum nos idos das primeiras perseguições contra os cristãos, ele ainda queria impor e controlar a igreja local querendo impedir os crentes a exercerem o dom da hospitalidade.

Diótrefes chegou ao cúmulo de mandar expulsar os crentes da sua igreja que não concordassem com ele. Aqueles crentes convictos dos ensinamentos do Senhor Jesus que exerciam a acolhida cristã a outros irmãos se tornavam para Diótrefes os seus inimigos excomungados.

A teologia de Diótrefes era duvidosa, conturbada, do tipo que “valia, mas não vale, e o que ora valia já não vale mais, e vale como eu penso e quando eu quero”. Nas mãos de Diótrefes repousava com segurança o cetro da exclusão e o império da excomunhão.

“Diótrefes” não sabem liderar individualidades e se perdem enrolados contra aqueles que seguem os passos do nosso Bom Mestre Jesus Cristo. Eles estariam em melhor e mais confortável situação se especializassem-se em ramos de negócios seculares ao invés de lidarem com as ovelhas do Mestre. “Diótrefes” sabem fechar portas e não manterem comunhão aberta, mal sabem perder porque jamais aprenderam a ganhar.

Quem pouco conhece o amor do Senhor Jesus, também raramente sabe lidar com as Suas ovelhas e distante está de conhecer os caminhos do apascentamento. Diante de problemas, a via rápida e expressa é expulsar e se livrar e jamais acolher e restaurar.

Diótrefes está solto de “carteirinha” ou portando credencial no bolso e fazendo o que bem quer e entende. Para eles o desmantelar e promover escombros não são problemas, difícil e quase impossível, doloroso e escabroso é o ser sensivelmente ético, legitimamente autêntico e competentemente restaurador.  

7 - Ele plantou problemas para o futuro.
Diótrefes desconheceu a autoridade apostólica de João que esteve com o Senhor Jesus. Na verdade, Diótrefes não plantou sementes, e sim caroços. Anos depois os caroços de orgulho, ambição e rebeldia de Diótrefes contra um apóstolo vieram a se tornar um fruto-problema para o apóstolo Paulo.

É sempre assim que acontece com quem sai do Caminho e se perde em atalhos. Dificilmente acerta, e pivô doloroso torna-se a sua vida e deixa heranças indesejadas que se fazem problemas. “Diótrefes” nunca plantam boas sementes, eles jogam caroços.

Aquele Diótrefes que outrora havia tomada a liderança da igreja local a força, redundou em problemas e sérios prejuízos depois. O despotismo e a tirania dele se aflorou e produziu péssimos frutos que atravessaram anos e mais tarde seus péssimos exemplos tomados por outros vieram a afetar o ministério ausente de Paulo.

Diótrefes estava inchado, auto-inflado, considerava-se estrela-mor e astro-rei. “Diótrefes” seletistas, orgulhosos, ambiciosos e plantam péssimos caroços e deixam frutos indignos de servirem a outros, plantam exemplos que não merecem ser colhidos, semeiam ventos que mais tarde vão soprar tempestades. Muitas vezes a alta posição assumida por alguém sem ou com tenra estrutura cega-lhe os olhos, encurta-lhe a visão e cauteriza-lhe a sua sensibilidade.

Para o bem de nossas próprias vidas e da manutenção da nossa comunhão e do nosso costumeiro e pacífico bem-estar, não aprovemos o que não merece ser aprovado. Não sigamos o mal exemplo. Não plantemos caroços, mas semeemos sementes boas e dignas que mais tarde venham produzir frutos que permaneçam.

É prudente saber diferenciar entre Diótrefes e Demétrio. Aquele forçava e gostava de aparecer como líder, e este era líder testemunhado pela verdade. Portanto, não aprove o reprovado. Sigamos o que é bom segundo as Escrituras Sagradas.
PbGS