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sábado, 30 de novembro de 2013

JÁ A HORA É CHEGADA...

Já a hora é chegada...
Não sejamos mais como meninos...
Uma das fases mais interessantes da vida humana é a das tenras idades da infância. A fase de criança é por demais bela, linda e interessante, tem no seu tempo próprio os seus encantos. Nela o fator instintivo é patentemente visível e de certa forma apreciável e aplaudido. Ser criança é estar em uma das melhores e mais felizes fases que abrem caminho para todas as demais experiências humanas seguintes. Uma fase dominada e governada pela força impulsiva dos instintos em direção ao prazer, mas também impressa pelas marcas da inconstância e da insipiência.

Uma fase na qual o instinto natural é o fator psicológico que impulsiona o prazer, o princípio do prazer, imanente na natureza humana. Querer apenas o que oferece prazer, e oferece diversão e entretenimento. Fugir de sacrifícios e abraçar o prazer é tudo que a mente infantil quer e deseja. Para esse governo total do prazer não há noção de freios e limites, muito menos de conseqüências. Nessa fase se percebe melhor o que está mais perto e se despreza tudo que está mais distante.

Entretanto, ao passar dos anos e com eles se atingindo as fases e idades seguintes, esse governo dirigido pelo prazer deve perder o seu trono. Aqueles ímpetos da infância devem naturalmente perder a liberdade da força do querer instintivo, e sendo disciplinados e abalizados pela chegada de uma nova força – a da consciência -. Agora nessas novas fases o indivíduo já deve não mais se deixar ser governado pelo instinto do prazer. É preciso se predispor a pelo menos saber lidar com a realidade dos sacrifícios e desafios e enfrenta-la.

E já não mais como criança, se deve perceber as regras e as razões, as implicações e as conseqüências, as semelhanças e as diferenças de tudo que queremos e falamos assim como as de tudo que nos rodeia. Os filhos da casa do Pai precisam abrir os olhos para o panorama geral e aplicar a consciência espiritual adulta, amadurecida. E não se deixarem ser levados por fantasias alvissareiras e alaridos, movidos pelo emocionalismo infantil e infrutífero.

Com o homem espiritual não é diferente. O homem espiritual também passa por fases. Assim como as da vida natural, a espiritual também tem as suas, apesar de possuírem as suas diferenças em âmbitos. Na fase da infância espiritual, muitas coisas ocorrem e vão apontando para um desabrochar de crescimento e aquisição de mais conhecimento no Reino de Deus. É a fase de sentar-se aos pés de bons mestres servos de Deus e deles aprender, enquanto se pode e os momentos e desafios de nosso tempo permitirem.

E como adultos espirituais, já não podem mais se deixar ser governados pelas forças de ímpetos e afoitamentos. Já se deve ter em mente o peso, o teor e alguma visão dos resultados de suas responsabilidades, tanto nos atos presentes como na visualização prévia de suas conseqüências futuras para si próprio e para a obra de Deus.

Muitos desafios árduos, difíceis e trabalhosos, em várias áreas da vida, estão aflorando, surgindo e se levantando em nosso tempo. E a mentalidade infantil deixa transparecer a forte insuficiência e o despreparo em equipar e aperfeiçoar os rebanhos diante dos confrontos espirituais, filosóficos e morais destes tempos. Conjuntos e arranjos de preceitos moralistas idealistas seculares, afinados e recheados com as adequações humanistas de nosso tempo, estão fantasiados forçando as portas dos filhos da casa do Pai. Velhas heresias cobertas com novas fantasias.

E diante de uma avalanche friamente hostil e oposta para com a Palavra de Deus, todos nós servos de Deus já não mais podemos dar lugar para coisas infantis e rasas, perdidas, desatinadas e desequilibradas dos lastros da maturidade, do bom senso e do decoro requeridos pela tribuna e pelo púlpito sagrados. Coisas focadas apenas na busca de satisfação e prazer pessoais e nas contingências de seus próprios anseios e desejos.   

Há que se faça boa e consciente distinção das influências e tendências que nos rodeiam. O triunfalismo e a supersticiosidade religiosa estão mesclando falas em lugar da genuína pregação bíblica. O aumento alarmante da confusão entre o espiritual e o material, entre o terreno e o celestial, entre aquilo que é eterno e o que é temporal e momentâneo estão assumindo o conteúdo do que alguém suposta e equivocadamente chama de pregação, e outros de louvor.

Coisas tentando forçar e distorcer o texto sagrado a dizer o que não diz. Uma declaração sutil de autoritarismo pessoal particular, e não de autoridade dos princípios bíblicos. Não é coisa de aplicação, e nem de métrica ou rítmica silábicas, encaixes, arranjos ou composição. É coisa própria de criança mesmo... E de crianças falantes e cantantes um tanto crescidas!

Destarte a isso, a grande distância entre o fazer e o falar, ou o cantar, está destronando o respeito e a honra de vidas nos santuários. Bons e inteligentes olhos no seio dos rebanhos estão focados batendo o crivo e ora denunciando coisas estranhas e ora clamando por coerência, transparência, seriedade e honestidade no lugar santo. Não nos enganemos com os desejos particulares das multidões.

Diante desses indicadores, olhemos para a recomendação do texto a nos dizer “não sejamos mais como meninos”. Joga-se com palavras e falas e brinca-se de pregação ou de louvor. Troca-se o verdadeiro mover da chama do Espírito pelos fiascos de fagulhas de diversão, distração, psicologicamente emocional. Que sinais ou maravilhas há de se esperar num discurso ou canto apenas apreciavelmente lógico, todavia espetaculosamente infantil, se não há a presença de autoridade bíblica neles?
Não sejamos mais como meninos.
PbGS




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

VERDADES SOBRE MUDANÇAS.


ALGUMAS VERDADES SOBRE MUDANÇAS
Aprenda com elas.
Qualquer um de nós já viu um caminhão de mudanças como este. O que não vemos são os itens e detalhes das mudanças transportadas no seu interior. As mudanças falam, e é preciso aprender com elas.

Mudança é um fator cuja força nem sempre é bem compreendida, cujas causas e conseqüências nem sempre são momentâneas ou impetuosas e cujas implicações nem sempre são bem recebidas. Mudanças nem sempre atendem as sugestões das linhas da ética, e nem sempre satisfazem aos ditames de tracejos da formalidade.

Toda mudança real tem motivos e toda mudança verdadeira e sensata possui propósitos. Mudanças sem motivos são mudanças sem propósitos, e mudanças sem propósitos são apenas pretextos e fugas de contextos. Mudança é uma resposta que silencia o conformismo, supera obstáculos, surpreende inimigos e cala interesses e manipulações.

Há mudanças cujas significações excedem o entendimento e cujos silêncios e planos extrapolam as avenidas da mesmice e as estradas da bitola. Mudanças possuem o poder surpreendente de desarticular interesses e de destronar proveitos. As almas dos aproveitadores e dos interesseiros, assim como os caminhos das  invejas e pessimismos se frustram diante dos êxitos e sucessos surgidos de mudanças.   

Mudar é uma iniciativa esperada por muitos, porém buscada e alcançada por poucos. É preciso ter convicção, coragem, persistência, ousadia e determinação para empreender mudanças necessárias. Mudanças são fruto de trabalho próprio e persistente. Mudanças que nada valem a pena, deixam de ser mudanças e se configuram em trocas e similaridades. Somente muda para melhor quem é determinado, e somente alcança mudanças aquele que inteligentemente as busca e persiste em obtê-las, enfrentá-las e realizá-las de forma correta e coerente.

Nem toda mudança é realmente abrupta e nem toda ocorre nas ondas da lentidão. Mudanças responsáveis e bem pensadas independem de pontos-de-vistas e esperas alheias, e são como disparos oportunos e impactantes de ogivas bem elaboradas, sumamente exatas e extraordinariamente eficazes. Mudanças são resultados de aprendizagem, de consciência, de visão e de disciplina. Somente crescem apropriadamente aqueles que aprenderam como mudar e a mudar com sabedoria, segurança e disciplina. 

Muitos não crescem porque também não mudam, visto que crescimento saudável é um fruto nascido no trabalho de mudanças também saudáveis e consistentes. Entre os maiores e terríveis inimigos das mudanças estão a tolice, o medo, a pobreza de lucidez, a arrogância e o conformismo.

Os tolos não se lançam a mudanças porque lhes faltam sabedoria, prudência e sensatez e se permitem ser governados nos corredores da ignorância e influenciados pelas bancadas de opiniões desafinadas com referências e padrões. Os tolos preferem subsistir comendo a sua própria carne do que enfrentar desafios de mudanças.

Os medrosos não ousam a mudanças porque se restringem no pátio que lhes é oferecido a neles se confinarem em mágoas. Faltam-lhes equilíbrio, estabilidade, confiança e sensatez nas passadas que devem pisar. Os medrosos preferem olhar para as nuvens e para o vento do que enxergar futuras colheitas provenientes das sementes em suas mãos que precisam lançar dentro do tempo propício.

Os pobres de lucidez fogem de mudanças porque tropeçam na passarela das escolhas e lhes faltam transparência e sobriedade nas tomadas de decisões. Os pobres de lucidez preferem ser dirigidos e governados pelo exército das lisonjas e pela tropa das generalizações lhes mantendo na cena da obscuridade. 

Os arrogantes detestam e ojerizam mudanças porque lhes faltam humildade e simplicidade suficientemente maduras quando nas grandes salas perante os holofotes e diante de seus pares. Abraçam e afagam somente aqueles que não lhes alertam mudanças que venham lhes afetar e exigir respostas dos seus brios. Arrogantes são como avestruzes - somente baixam a cabeça quando movidos pelos medos maiores de a exporem diante de perigos e ameaças.  

Os conformistas evitam mudanças porque estas lhes causam espantos desde os portões da oferta até o quintal da procura; lhes ocupam com desassossego e lhes  movimentam com inquirições; lhes assediam com inquietudes e lhes parecem ameaças, cobranças e questionamentos. Preferem sucumbir afogados nas banheiras das acusações brutais e serem socorridos pela toalha do ressentimento fosco, frio, incoerente com os tempos e épocas, do que avançarem com firmeza e propriedade no rio caudaloso dos tempos, sem perderem dos princípios e nem se desgovernarem dos propósitos.   
É preciso estar atento aos panoramas e sermos ousados e afinados com as oportunidades promovidas pelas mudanças e para elas. Somente se muda quando é necessário, mas também somente se deve mudar quando útil, proveitoso, adequado, justo, oportuno, inteligente e sábio, for e se faça. Quem não sabe observar e examinar mudanças, também perde a oportunidade e a oferta de em alguma coisa ser aperfeiçoado ou pelo menos ser seguramente competente e conhecedor nos assuntos e temas delas. 

Existem as más e intrigantes mudanças, e há as boas e felizes. Há mudanças que são veículos de pagas e existem mudanças que são objetos de recompensas. Não se deve mudar para embaraços e descomprometimentos, e jamais se precisa se mover, simular, mudar temporariamente para falsear caráter e identidade em nome de mudanças motivadas pelos modismos.

Mudanças inconsistentes deságuam em distúrbios de torrentes, as quais mais cedo ou mais tarde sedimentam em mesmices, assentam em decepções, decantam em frustrações e secam debaixo de fadigas e cansaços, voltando aos velhos e costumeiros leitos palmilhados pelos reclames da inquietude e das insatisfações.

Nem sempre se muda por razões de querer ou de desejos, assim como também não se deve se submeter a mudanças movidas por pensamentos inconsistentes e vontades instáveis e incoerentes. Há mudanças liberais e espontâneas, e existem mudanças obrigatórias e forçadas. Mudar apenas por desejos e influências é um perigo que tem descaracterizado não poucos e desviado a muitos. 

Na Bíblia Sagrada, a vida de alguns homens de Deus nos oferece lições que nos levam a nos questionar e refletir sobre ocasiões e oportunidades propícias para se efetuar mudanças.

Melhor é mudar durante o bom e claro tempo, antes que haja de assalto as mudanças debaixo das trevosas tempestades. O tempo possui as suas estações. E cada uma expressa sua linguagem e seus sinais. Nem sempre o tempo por si somente indica a necessidade de mudanças, contudo favorecem a mudanças. Melhor é aproveitar-se seguro do bom e claro tempo do que esperar o desgoverno e os vexames forçar mudanças impensadas, irrefletidas e sufocantes para atendimento de momentos. 

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina a estabilidade. Para que fechar as vistas e ficar estático diante de instabilidades e sofrer perdas sobre perdas, carece-se de exames e de fundo histórico e de conexão entre gerações. O tempo no qual reina a estabilidade é o tempo de trabalhar mudanças de forma segura e coerente. 

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina pelo menos alguns restos de respeito e resquícios do temor. O respeito mútuo e o temor são dois fatores que conferem lastros de entendimento para decisões sábias e consistentes e frutíferas. Efetuar mudanças em tempo de desrespeito e de falta de temor é uma via de facilitação a prejuízos quase que arrastados por longos anos sob discordâncias e estranhezas. 

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina o reconhecimento pela herança alheia. Não se é recomendável efetuar mudanças se eximindo de diferenciar o valor de uma herança e a importância da integridade de uma vinha coesa para impor o desejo de reduzi-la a canteiros divididos de uma horta. Mudanças devem ser efetuadas reconhecendo o valor da herança recebida, e não desmerecendo ou se desconectando desses valores. 

Para que tentar conjugar mudanças cujo interesse visionário e fissurado objetiva se dar ao luxo e ao prazer de transformar uma frondosa vinha numa horta comum cujos canteiros apenas podem  satisfazer brios isolados e desafinados com os requerimentos da coesão do Reino? Mudanças reais e verdadeiras e coerentes vão muito mais além de desejos visionários destinados a suportes distantes das metas do Reino de Deus.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina o espírito da verdade. Não se deve empreender mudanças se coadunando ou se apoiando no espírito de mentiras e palamentando disfarces oportunistas para as eventualidades. Mudanças devem ser feitas reinando o espírito da verdade. Qualquer mudanças pretexta ou mentirosa mais cedo ou mais tarde resultará em frutos ruins.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina a bênção da provisão. A provisão é um fator de necessidade inegável. E durante o tempo da provisão se pensa e se reflete melhor e com mais segurança. Efetuar mudanças durante tempos de escassez é um risco de cair e sucumbir em desgovernos. A escassez possui o poder e a força de obscurecer a visão, gerar intrigas e desviar pensamentos saudáveis e centrados.

Melhor é mudar durante o tempo fora de descrença, deboches e desdenho. Para que ver o capitão “descrente” ser pisoteado pelos seus patrícios na entrada da sua própria cidade, em razão de seu deboche e desdenho, se era no monte que a nuvem de Deus estava a aparecer? Para que mendigar dentro dos muros da cidade, se fora dela até leprosos são feitos portadores das boas notícias de abundância? Para que perseguir, descrer, debochar e desdenhar da voz de Deus através dos mestres e profetas, se quem responde com fogo do céu é o Senhor Deus?

Melhor é mudar durante o tempo no qual se pode atender à direção da voz de Deus. Para que permanecer em Ur, rodeado nas conformidades de “amigos” caldeus e parentelas, se a Fonte da bênção quer romper as comportas em Canaã, ainda que haja de passar por algumas guerras e conflitos? Afinal atravessar campinas, sofrer alguma perda vultosa, inavaliável e avançar sem olhar para trás é um pré e forte sinal demonstrado da vontade de servindo e agradando a Deus chegar na terra que mana leite e mel.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina a visão de Deus. Para que iria ficar sob servidão a Potifá, sendo levado no tempo pelo calendário aos anos da velhice, se foram o trono e os celeiros do Egito que esperavam receber a bênção de Deus em mudanças reais e maiores, ainda que sobre vacas magras e gordas se tivesse que anunciar? E para que iria ficar sendo um doméstico limitado, e desprezível numa casa de cárcere, se Deus designou e destinou o poder e o prestígio de ministro-administrador auxiliar e co-regente no trono em benefício a abençoar e beneficiar uma ampla nação inteira?

Melhor é mudar durante o tempo no qual se pode abrigar-se e proteger-se. Para que iria ficar e continuar tangendo a harpa no palácio, se a ponta da lança do capitão ungido rei não possuia escrúpulos e nem limites a espetar e atingir quem se configurasse em ameaças aos seus intentos, recalcamentos e sentimentos de inferioridades, e até mesmo o seu status?

Para que ter sentado estático à mesa do rei, vendo-o rodeado de seus comandantes escolhidos, que com mentalidade dividida veladamente aguardavam ver o poder do seu mando real ser retaliado, enfraquecido e declinado, e a disputada da bandeira do reinado, e a expectativa aguerrida sobre a indagação de quem reinaria após seu declínio?   

Melhor é mudar durante o tempo no qual reinam as convicções e o sucesso. Para que ter se estagnado nas contingências afrontosas dos desmandos e desacertos iníquos do rei Manassés, se por outro lado se poderia sob convicções andar nos primeiros caminhos de Davi e obter prosperidade, reconhecimentos e as vitórias de Josafá? Entre aqueles três reis há lições que ensinam a fazer mudanças convictas e de sucesso. Evitar os impulsos arrogantes de Manassés, andar e viver como Davi e trabalhar, lutar e temer como Josafá.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina o respeito a competências e pertinências. Para que se entraria em confrontos e conflitos contra os ímpetos variantes e arrogantes do poderoso Uzias, se era sabido que a competência e a legitimidade no altar não são manipuladas por rei algum e nem profetas, muito menos pertinentes a mentalidades arrogantes hostis exaltadas? Afinal, sacerdotes e profetas possuem os seus respeitados e respectivos lugares! E se lançar contra essa verdade é sinal de vida marcada pela lepra da insanidade. Para se mudar é preciso respeitar competências e pertinências.

Melhor é mudar durante o tempo no qual reina a paz e a oportunidade do comissionamento. Mudanças em tempo de paz percebem melhor as oportunidades do comissionamento. Para que ficar resumidamente confinados e trancados com medos, dentro de muros e portas, se a ordem é ir como testemunhas e com a mensagem atravessando terras de perto e de longe, de aqui e de ali, de cá e de lá e tanto de próximas quanto de distantes, mesmo que haja perseguidor com carta e poder conferidos em suas mãos contra o avanço do Anúncio? Afinal, todo o mundo turbulento, confuso e estressado espera ouvir a mensagem de paz, de saúde e de libertação ouvida nos termos do Reino!

Realmente, é preciso mudar, assim como saber quando e quais mudanças realizar. Com rogo e súplica se carece esquadrinhar quais mudanças exeqüíveis podem com ajuizamento e gradação serem empreendidas.

Agradecemos e louvamos ao Senhor Deus por aqueles que enxergam a necessidade, as ocasiões e as oportunidades de mudanças propícias, necessárias e coerentes. E bem mais que isso, louvamos e exaltamos o Eterno em razão daqueles que de fato empreendem, com verdade conduzem, com sinceridade realizam, mudanças sob senso ordeiro, com senso de responsabilidade, com sobriedade, estabilidade de conhecimentos e convicções e sob as guias da coerência.

Mudanças expressivas e significativas não são para os muitos que sonham e apenas vivem no querer, nem para os poucos que vivendo sonhando podem. Mas para todo aquele que em realidade conjunta quer, pode, sabe e se determina a fazê-las.

É tempo de ouvir a fala das mudanças e aprender com elas.
PbGS



terça-feira, 8 de novembro de 2011

UMA PALAVRA SOBRE CRISES.


UMA PALAVRA SOBRE CRISES.
Em Cristo, e não em crises.

O nosso Eterno Senhor nos dotou de suas incomensuráveis dádivas. Deus ao ter feito o homem, viu que este era bom. Uma dessas dádivas é a capacidade de percepção com a qual dotou o homem. O poder de percepção do homem, independente de sua formação acadêmica e de seu nível social, é extraordinário.

Dos mais letrados aos mais símplices, o homem é capaz de perceber detalhes por vários ângulos e analisá-los dentro de sua visão e grau de maturidade, ainda que não tenha por si previamente conteúdos definidos e preconcebidos sobre tais detalhes. É possível perceber coisas sem saber conceituá-las e sem conhecê-las de forma profunda, clara e definida, coisas e situações novas que a princípio fogem à explicação.   

Algumas pessoas buscam disciplinar, desenvolver e empregar melhor a sua capacidade de percepção do que outras. Nem todos possuem os mesmos grau e perfil de percepção, assim como nem todos deixam os detalhes passarem sem que sejam por eles percebidos. E esse poder de percepção quando aliado ao da capacidade de interpretação, melhor se torna, se potencializa.

Crises e choques são o nosso assunto nesta oportunidade, e queira o Senhor nosso Deus nos fazer juntos aos caros e diletos leitores conhecer algumas verdades sobre as crises e os choques, assim como alguns de seus detalhes. Conhecer para saber lidar com elas e corrigir rumos. Quem não aprende com crises e choques dificilmente saberá o rumo de sair deles.

Atualmente, não poucos bons observadores têm percebido e identificado os fenômenos das crises também no seio de alguns rebanhos do povo do Reino. Têm percebido causas e exteriorizado suas observações. Na verdade, há sempre uma ou mais vozes usadas por Deus para proclamarem sobre os contextos. Pena que nem sempre são propriamente experientes e legitimamente oportunas. Todavia há outras que muito merecem o crédito de serem ouvidas e recebidas. 

De alguns poucos anos para cá, os fenômenos das crises e choques vêm assumindo maior volume e se estendendo em espectro. Crises e choques são duas palavras que têm marcado e abrangido os contextos pelo mundo afora e paralisado algumas boas gentes.

Em qualquer escala, todos têm percebido e todos têm buscado, senão os melhores, pelo menos os mais apropriados caminhos para superarem os choques e vencerem as crises. Esse panorama da instalação de crises é profético e continuativo. Crises e choques estão sempre no visual.  

Crises e choques não significam uma guerra ou uma catástrofe em si mesmos, mas podem ser advindas destas ou concorrer para que estas aconteçam. As crises surgem como pacotes e os choques acontecem como ondas. Crises e choques não são parentes, mas desde os tempos históricos têm surgido e operado como co-irmãos. Nem sempre onde está presente o choque, se instala a crise. Todavia onde permeia a crise, pontilham os choques. Quantas crises e choques já vi, outras tantas estou vendo e quantas mais vou conhecer.

Verdade é que estamos em Cristo, e não em crises. Todavia por alguns fatores há gentes em algum lugar em crise porque deixaram de estar em Cristo e outras por rejeitarem o Seu senhorio e Seus conselhos. Em Cristo, e não em crises.

Há crises localizadas, mas existem crises espectrantes. Existem choques e sempre vão existir aos montes, visto que as trevas jamais subsistem e nunca resistem diante da Luz do Evangelho de Cristo. Lamentavelmente, alguém opta por viver das crises alheias ou nas suas próprias do que estar firmado em Cristo.

Têm surgido não poucos profetas falando e alardeando sobre crises e choques. No tempo de crises e choques sempre aparecem os profetas das crises e choques. Na verdade, não propriamente profetas, mas categoricamente agoureiros. Adoradores de crises e fomentadores de choques. Gente que mergulhada na lama, arrasta-se para se abastecer do monturo e se deliciar na falsa espera de ver carnificinas, escombros e ruínas. É duro, mas incrível que pareça é literalmente verdade essa premissa.

Algumas crises são gritantes e outras silenciosas. Algumas aparecem e batem mais fortemente do que outras. É inegável e incontestável a existência de crises não na totalidade dos rebanhos. Alguns deles estão vivendo sob crises, enquanto outros permitem e acostumam-se com as crises viverem neles. 

Crise é uma palavra que acelera e ascende a sua presença em quase todos os contextos humanos. E cada vez que o fim dos tempos avança esse verbete se torna mais intimamente conhecido e testemunhado de todos, mais esse fenômeno se faz experimentado em larga escala por todos. Enfim, hoje até as crianças de primário recebem alguma noção sobre qualquer crise.

Que significa a expressão crise? Que podemos conhecer melhor e entender com mais propriedade e afinação do sentido de crise?

Em primeiro lugar, a crise é uma manifestação violenta e repentina que sobrevém em pleno curso de normalidade aparente. Tudo pode parecer estar dentro da normalidade e do equilíbrio, entretanto ao surgir uma modificação brusca, aguda e intensa de uma perturbação que ocorra sobre o estado aparentemente normal, a partir daí uma crise começa a se instalar. Crise se manifesta.

Em segundo, a crise também é um momento perigoso ou decisivo de transição, embaraço, convulsão. Uma fase perigosa e embaraçosa para a qual se requer cuidados eficientes e procedimentos eficazes. A crise pode se instalar, mas a sua permanência e extensão apontam para uma transição e à necessidade de tomada de decisão sobre o elemento-base que está provocando ou promovendo a crise. Crise é momento perigoso e transicional.

Em terceiro, a crise se caracteriza por um panorama de conflitos, tensão, incertezas, vacilações, que causa agravamento de um estado ou situação. Os conflitos fazem parte das crises. Nas crises são reveladas as tensões, e nelas são marcadas as incertezas, as ações vacilantes. É preciso saber lidar com crises, a fim de que as incertezas e vacilações não influenciem ou arrastem ao desmoronamento e ruínas. Crise causa agravamentos.

Ainda, a crise é um marcador de carências, ausência, falta, de alguma coisa em vasta escala. Uma crise por ser instalada em função da carência de alguma coisa. Pode ser motivada pela falta de alguma coisa. E essa em vasta escala a ponto de extrapolar a linha da normalidade e transformar-se em crise. Crise revela carências e pede soluções.

Além disso, a crise pode se configurar em uma decadência, uma queda, um enfraquecimento. Alguma coisa que vinha até então se mantendo, ou sendo mantida, dentro da normalidade e por um desequilíbrio entrou em processo de enfraquecimento, em decadência e por fim numa queda. Crise é um indicador requerente de cuidados.

E finalmente, a crise está ligada a mudanças e transformações, pode decorrer destas. Nem todos os participantes de um mesmo contexto sabem lidar com mudanças e transformações. A crise marca um período de perturbação, conturbação, em resposta a mudanças e transformações. A crise também pode ser motivada pelo âmbito externo ou pelo interno. Crise indica a presença de mudanças e revela dependência.

Nesses momentos de crises e choques, é comum aparecerem os profetas do destroçamento. Tomam proveito de focos de situações e pregam desmoronamentos e ruínas. Esses não semeiam porque somente percebem as nuvens, os vendavais e as tempestades. Enxergam e preocupam-se no poderio humano dos “midianitas”, e esquecem que um lagar pode ser o ponto de partida para grandes momentos e despertamentos.

Às vezes aliados a eles, vem os profetas do pessimismo em outra ala. Estes possuem a visão muito curta e as suas capacidades de crer, confiar e esperar não lhes dão suporte suficiente e maduro para enxergarem o quão a terra é boa e promissora. Estes apenas treinaram a si mesmos a somente perceberem gigantes. Movem os olhos da boa terra e os prendem cativados a gigantes.

Para os profetas do pessimismo, se houver lutas, dificuldades, confrontos, tomada de posição, firmeza e determinação para embates, o melhor seria aplicarem a aterrorização, entregarem os ânimos, desencorajarem os demais e esconderem-se no tempo como se concordassem com as crises e somassem-se a elas.

Os profetas do pessimismo não conseguem enxergar o socorro do Céu sob a ótica e perspectiva da fé, visto que esta não possuem ou não exercitam por estarem presos somente aos clamores e medos de aflições da Terra. Eles fogem de sacrifícios e evitam a resignação.

Ainda, com o rótulo de conservadores, surgem os profetas derrotistas. Esses parecem ser torcedores fanáticos pela derrota. Para eles quanto mais derrotas, ou a configuração aparente delas, mais engordam e engrossam os seus discursos e “mensagens”.

Eles somente enxergam derrotas porque as derrotas lhes são íntimas por lhes já haverem derrotado o íntimo. Para eles a fé alheia seria um amuleto ou substrato subjetivo, um elemento hipotético, utópico ou surreal. Afinal quem se prende olhando para trás, não consegue seguir arando a terra que vem pela frente. Também não aprendem a considerar e respeitar a fé dos outros.

O saudosismo lhes faz aprisionados ao passado, que nem mesmo eles estariam prontos para viverem-no como requerem os contextos do presente. Falam de passado porque não perceberam o presente e perderam a visão do futuro. Na verdade, parece quererem impor um discurso desafinado e desfocado de suas próprias capacidades.

Assim não andam para frente por estarem com os corações presos aos preciosismos e saudosismos de trás. Terminam por não serem próprios e legítimos no que realizam e muito menos se realizam no contexto. Perdem-se na sua propriedade e conduzem outros perdidos por não reciclarem e contextualizarem as suas probidades. Enfim, vivem meticulosamente em choques inconfessáveis.

Em seguida, existem os profetas pura e sensacionalmente otimistas ao extremo. Esses somente enxergam presente e futuro, visto que tentam desconectar suas vidas da própria história. Para eles, as crises não existem, ainda que queiram sublimá-las e encobri-las. Para eles, não há tempo de crises porque pouco ou quase nada de piedade, de fidelidade, de lealdade, de legitimidade, de autenticidade e de propriedade possuem no íntimo e no exercício de seu papel.

As crises lhes surpreendem por também no fundo das crises já vivem sem perceberem que estão sob crises. Eles dizem se contentar, se conformar, com tudo, porque em coisa alguma triunfam. Para eles tudo tanto faz como tanto fez. Desde que não haja requisito de renúncia para a parte que lhes toca. Mostram um estereótipo inverso ao seu contexto e oposto da realidade. 

Sobretudo também sempre há de existirem os profetas verdadeiros que enxergam além do cativeiro, que trabalham com afinco e esforço legítimos, dedicados e autênticos para se manterem a si e aos seus rebanhos distantes das crises, ainda que neles apareçam eventuais focos de choques.


E ainda que profetizem sobre crises e choques, o fazem com as vistas olhando acima do contexto presente e além do cativeiro. Existem os agoureiros, mas não podemos desprezar os profetas. Agoureiros parecem comungar as idéias infernais e os pensamentos carnais. Profetas consistentemente zelam por manterem a sua comunhão e o seu trajeto na direção do Espírito de Deus que os equipa.

Agoureiros somente sabem visualizar e profetizar as secas e a escassez, visto que são tenros e impotentes para enxergarem a nuvem de boas chuvas sobre o monte e a fartura de favores e provisão de Deus. Profetas jamais profetizam de secas e escassez segundo a sua visão e desejos próprios. Profetas interpretam os anos das vacas magras, e entendem os tempos de chegarem as gordas e a fartura do trigo nos celeiros.

Enquanto os agoureiros portam as suas falas oportunistas, os profetas entregam as mensagens oportunas. Melhor e proveitoso seria identificar aquelas e não desprezar estas. Agoureiros somente vêem o caos e o gigante, posto que deixam de possuírem a confiança própria e inabalável que reside nos profetas no nome do Senhor.
EM CRISTO, E NÃO EM CRISE!
PbGS


domingo, 14 de agosto de 2011

“Quanto ao irmão Apolo,...”.


1Co 16.12 – “Quanto ao irmão Apolo,...”.
Nobrezas de uma vida edificante e determinada.

Existem vidas que são extremamente úteis e produzem edificação em outras. E por possuírem um profundo sentimento somado a uma completa convicção, consciência e razão lúcidas de suas capacidades e habilidades, dentro da vontade de Deus realizam muito do que podem com o pouco que recebem, valorizando as oportunidades que têm. E olhando para essa verdade, percebemos que não basta apenas sermos úteis. É preciso mais, cabe-nos ir sempre um pouco mais além.

É preciso que tenhamos em mente que nossas vidas devem ser mais do que rotineiramente úteis. É imprescindível que possuamos sentimento e convicções conjugados no que somos e no que realizamos. É indispensável que mantenhamos a consciência e a razão centradas no Senhor que nos equipa com as capacidades e habilidades próprias para realizarmos dentro de Sua vontade o muito com o pouco que recebemos, aproveitando e valorizando as oportunidades que temos. Temos que ancorar a consciência e a razão seguras de que somos apenas o meio e que somente o Senhor Deus é o fim.

O Senhor nosso Deus emprega nossas vidas como meios na Sua grande obra para Ele atingir os Seus fins. Jamais devemos confundir essa verdade e nunca nos arrisquemos a trilhar outro rumo, sob pena de cairmos no triste engano de que seríamos o fim e não os meios. Cada um de nós tem os seus lugar e colocação, as suas próprias características, suas capacidades individuais, suas facilidades em habilidades. Na obra de Deus, enquanto um planta, outro rega e  somente o Senhor nosso Deus é quem dá o crescimento.

E o Senhor nosso Deus leva em conta esses fatores residentes ou predispostos em nós, e nos emprega como a ferramentas específicas na Sua grande obra. Ignorar esses fatores é hostilizar individualidades, é desconhecer o agir de Deus, é desconsiderar particularidades e assim causar desastres e promover prejuízos para a obra de Deus. Deus quer nos usar no que somos e com o que temos. As chaves das realizações são do Senhor e estão abrindo portas cooperando por vezes com as nossas vidas, talentos e capacidades.

E para tanto, Ele nos capacita e nos permite gerenciar o pouco que recebemos para fazermos realidade o muito que podemos fazer nas oportunidades que Ele nos presenteia. E visto que o norte de nossas realizações deve estar dirigido, afinado e aferido para a glória e majestade do Senhor nosso Deus, tudo que fazemos, o façamos integralmente para louvor do precioso nome dEle, assim como para produzir edificação em outras vidas.

Dentre as vidas extremamente úteis que realizam muito com o pouco que recebem esteve a de Apolo. E olhar direta e especialmente para vida daquele nobre servo de Deus registrada na Bíblia Sagrada é perceber a consciência e a razão de que o Senhor nosso Deus espera o melhor de nós com o que Ele nos presenteia. Notamos que não basta apenas saber o que temos, é preciso aproveitar e gerir bem isso nos aplicando para realizarmos muito no que podemos.

Apolo foi uma dessas vidas para a qual podemos dirigir sobre ela os nossos olhares com carinho e admiração pelo referencial de lições cativantes que oferece. Quanto ao alarde gratuito de expectativas levantado por alguns crentes em torno do nome e conseqüentes da obra de Apolo, nenhuma culpa referente a pensamentos divididos por preferências pessoais entre os crentes coríntios poderíamos atribuir incisiva e contundentemente a ele. Visto que em todo tempo cada coração nos públicos sempre se identifica e simpatiza com aqueles a quem naturalmente apreciam e sobriamente elegem e os consideram como seus favoritos. Cada pessoa se revela e é distinguidamente notada naturalmente.  

O pequeno conteúdo escrituristicamente resumido sobre Apolo é bastante para conhecermos um pouco do que aquele nobre irmão em Cristo foi na sua existência. Tanto as linhas que o descrevem como as que fazem ligeira citação de seu nome, são suficientemente nobres para que da vida de Apolo possamos extrair bons exemplos e edificantes lições intemporais e incentivadoras. Ter a vida de Apolo somada com a de outros referenciais incentivadores é obter encorajamento para vencer e avançar servindo cada vez melhor e mais legitimamente ao Senhor nosso Deus com o que temos.

A vida de Apolo foi nobre porquanto possuiu consideráveis pontos de nobreza que a coroaram e a fizeram com que fosse nobremente distinguida. Se a vida e ministério pessoais de Apolo foram alvo de fortes e excelentes investimentos recebidos, isso foi uma questão sua de senso e inteligência piedosos e de percepção das demandas da vida que requereriam as suas constantes dedicação e aplicação. Problemas conseqüentes de preferências pessoais sempre surgem, mas também sempre são resolvidos com a aplicação apropriada de bom senso, inteligência e tato orientadores e instrutivos.

Vejamos esses pontos de nobreza da vida de Apolo que podem conferir significado às nossas vidas e torná-las mais extremamente úteis e mais nobres.

1 - A nobreza de sua chegada e apresentação.

Apolo chegou a Éfeso apenas como um cidadão judeu, natural de Alexandria do Egito.  At 18.24a. A chegada dele causou impacto natural e digno que a levou a ser registrada no Livro de Deus. Apolo não estava oficialmente registrado entre os profetas e mestres da igreja no seu tempo, nem existe o claro registro de quem o enviou a Éfeso para ficar ali, nem muito menos de uma carta de recomendação a seu respeito para aquela empreitada.

Entretanto sabemos com claridade que Apolo chegou naquela importante e desenvolvida cidade da época comprovando através de suas obras o seu histórico pessoal e o seu propósito de nela pregar e ensinar com verdade e fidedignidade acerca de Jesus e saiu dela para Corinto bem recomendado.

A nobreza de sua chegada estava expressa na sua apresentação notada por outros. Uma chegada digna e nobre não deve coisa alguma exclusivamente ao marketing de publicidade impetrado pelos que a apresentem, e sim às qualificações e características pessoais comprovadas, competentes e testemunhadas daquele que as possui. A apresentação de Apolo em Éfeso não foi exponencialmente arranjada ou publicitariamente promovida, porém notada na pessoa que ele era e no que ele fazia.

Não chegou a Éfeso uma grande figura apoiada nos anúncios e lançamento dos arrojos coloridos da propaganda e das montagens de arranjos de chamadas e vinhetas. Nenhum de nós precisa ser projetado com um grande nome, mas tudo que cada um de nós deve é fazer jus à simples identidade que temos revelada no que somos e realizamos para a glória de Deus por meio de Jesus Cristo. Por outro lado, muito menos chegou um aventureiro falante ou um falador ambulante.

Apolo não visitou a cidade de Éfeso. Apolo chegou a Éfeso. Chegou um homem com um histórico de qualificações e características conhecidas e comprovadas. Não chegou a Éfeso um cidadão falante e desconhecido, de histórico sombrio e duvidoso, um vendedor mercadejando discursos religiosos profissionais com o intento de viver naquela cidade às custas das igrejas e de “atividades profissionais de pregar e ensinar”. Sua chegada e apresentação foram testemunhadas, honradas e dignas de serem registradas na Bíblia Sagrada.

2 - A nobreza de sua eloqüência.

A boca daquele nobre pregador falava abundantemente com propriedade notória o que estava no seu coração repleto e completo de profundo sentimento conjugado a uma firme convicção no que cria, no que era e no que fazia. A pregação e o ensino ministrados por Apolo tinham a forte marca transparente do fervor original, legítimo, real e verídico de sua própria vida dedicada e aplicada.

Apesar de inicialmente sua pregação e ensino estarem incompletos, supriram o efeito desejado e não possuíam o propósito de serem meras demonstrações de falatórios retóricos, discursos simplesmente condicionados pelas técnicas da oratória com vistas a disseminar informações ou exposições de mostra do seu domínio de conhecimentos para demonstrar apenas erudição interesseira e ganhar e cativar seguidores para si.

Apolo era um homem culto (aner logios), um homem hábil na retórica, na aplicação de raciocínio, capaz na sua erudição de palavras e conhecimentos. Apolo era de estilo eloqüente e de presença carismática, uma ferramenta poderosa que o Senhor nosso Deus estava usando para somá-la ao trabalho de outros crentes pregadores e ensinadores. Isso de certa forma assumiu um contraste com a pessoa do apóstolo Paulo e sua atuação de pregação e ensino nas ministrações, visto que Paulo na sua simplicidade e humildade preferiu cumprir o seu ministério apoiando-se na persuasão unicamente pelo poder do Evangelho demonstrado.

Enquanto Apolo estava sendo útil através da aplicação de persuasão de palavras de sabedoria pela oratória e retórica com o fim de alcançar as camadas mais cultas entre o povo. Ambos foram grandes ferramentas evangelizadoras somadas uma a outra, tanto Paulo como Apolo, acrescentando e reconhecendo a Paulo como uma ferramenta também extremamente doutrinadora. 

Muitas pregações e ensinos têm sido literalmente rejeitados, apaticamente vomitados; causam náuseas, ojerizas e enjôos, não pelo conteúdo que possuem e nem pelas aplicações e resultados que pretendem, todavia pela razão de estarem friamente divorciados e desconexos da vida incoerente do seu ministrante. Púlpitos sagrados assemelhados a parlatórios de mostras oratórias profissionais e falas discursivas cheiram mais a currais religiosos veiculadores de engano e hipocrisia e cativadores de interesses ocultos do que simplesmente a promotores do bom perfume de influência e convencimento do Evangelho de Cristo.

A eloqüência de Apolo vinha de um profundo sentimento aliado a uma completa e verdadeira convicção de sua fé e obra. A eloqüência dele não era descasada de sua vida, de seu coração e de seu investimento pessoal e piedoso. Ela não era produto incendiário e atiçador de “fogo-de-palha” para promover impacto e atender momentaneidade nos seus ouvintes.

A eloqüência de Apolo muito menos consistia de discursos ou debates promotores de divisão e dissensão, mas de conteúdo e condução extremamente eficazes em argumentação esclarecedora, demonstração de provas, elucidação de fatos escriturísticos, riquezas de detalhes comparativos consistentes e convincentes.

3 - A nobreza de ser poderoso nas Escrituras. 
    
Esse é o tipo de poder que não é adquirido a curto prazo. Esse é o tipo de poder que é duradouro e jamais eventual. Esse tipo de poder é nobre porque é colhido no que se tem plantado efetivamente na dedicação aplicativa ao longo dos anos. Esse é o tipo de poder que não nasce isolado dos nossos frutos e experiências, nem está restrito a conjunturas lógicas e a técnicas de expressão da fala. É o resultado nobre da soma de esforços disciplinados – isso tem um alto preço, custa caro, não é automático e nem mecânico -.

Apolo era vigoroso (dynatos) no domínio de conhecimento no Antigo Testamento. Sua pregação e seu ensino começaram assim, e ele utilizava disso para fundamentar suas exposições e ministrações com mais exatidão acerca de Jesus Cristo.  

Apesar de Apolo ter iniciado a sua empreitada de pregação e ensino com sucesso, ele tinha apenas alguns poucos conhecimentos básicos sobre a pessoa e obras do Senhor Jesus Cristo, mas o acúmulo de bastante conhecimento e grandes experiências nas Escrituras somados à autoridade lhe concedida pelo Espírito Santo o fizeram ter êxito no seu sincero e transparente trabalho de pregação e ensino.

Para começar não é necessário se ter muito, contudo o pouco sólido e consistente que se tenha seja o resultado real, verdadeiro e legítimo da soma de fatores e virtudes que nos ofereçam base para realizarmos o que o Senhor Deus quer que façamos para a Sua glória.

4 - A nobreza de ser instruído no caminho do Senhor. 
      
A visão geral de algumas pessoas hodiernas do mundo gospel tende mais a ser teórica, clássica e categoricamente religiosa, do que ser propriamente prática de experiências trabalhadas no caminho do Senhor Jesus. Aqui notamos que Apolo dominava o conhecimento da letra e do Espírito da Palavra. Ele era esclarecido e ensinado na letra escrita da Palavra e na orientação do Espírito da Palavra.

Apolo não visava uma vontade expressiva de expor a bela e consistente bagagem de conhecimentos e informações teóricas para mostrar e oferecer seu repertório aos ouvintes. Ele vivia o que ensinava e isso coroava o seu trabalho com virtude e autoridade para ser ouvido. Apolo não estava em busca de aplausos e sim em tarefa de pregação e ensino diligentes para a salvação de almas.

Na mentalidade de alguns crentes da atualidade o ser instruído é doloroso e árduo de mais e de pouco significado e de quase nenhuma relevância. Buscar títulos e posições e demonstrar bagagem de informações e conhecimentos são o afã de muitos corações. Tomar ou fazer parte de um grupo de congregados pelos encontros e reuniões rotineiros em substituição da instrução parece estar sendo inteiramente suficiente e completamente satisfatório. Ser instruído é uma qualidade pouco popular entre os crentes atualmente. Ser instruído é muito mais do que ser vocacionado, chamado, treinado, nas coisas e trabalhos do templo.

5 - A nobreza de seu notável fervor.

Apolo era fervoroso no espírito, e esse fervor era notável na sua empreitada de pregação e ensino a respeito de Jesus. Esse tipo de fervor revela a seriedade, a consistência, consubstanciadas nos sentimentos conjugados às convicções. Esse tipo de fervor em coisa alguma significa ou se assemelha a fanatismo ou intolerância ou linha de rigidez na tentativa de mostrar um painel de emoções misturadas a falas.

Esse tipo de fervor tem estado ausente de vidas e de alguns púlpitos na atualidade. Dificilmente hoje são encontrados vidas e púlpitos equilibrados no que crêem, no que são, no que contêm, no que fazem e no que expressam. Lamentavelmente os extremos se mostram em ou serem por um lado ardentemente desastrados e desalinhados ou por outro friamente polidos, classicistas e conservadores.

Felizes são vidas consistente e apropriadamente instruídas e púlpitos que são notavelmente sábios, maduros, repletos de fervor e entusiasmo, equilibrados no viver cotidiano, nos conteúdos e nas práticas da pregação e do ensino.

6 - A nobreza da exatidão de sua pregação e seu ensino.

Exatidão no conhecimento, na compreensão e na demonstração acerca de Jesus Cristo, expressam o caráter de fidedignidade e diligência nos trabalhos que se realiza. Temos ouvido pregações e ensinos que revelam o desleixo, a negligência, a inconsistência, o descaso, a falta de aplicação e a ausência de dedicação, expressos na superficialidade dos conteúdos e na artificialidade da execução.

Algumas pregações e ensinos fantasiados pelas riquezas da oratória e da retórica, todavia desvinculados da essência da mensagem do Cristo Vivo e Redentor. Sofistas profissionais, disseminadores de argumentos aparentemente válidos, porém no seu bojo possuem o fim de enganar e iludir os ouvintes, esconder a realidade da vida do orador, do preletor, do ministrante, ou melhor dizendo, do simplesmente falador.

O empenho na busca da exatidão acerca dos assuntos que se prega ou ensina é um trabalho esforçado, acurado, diligente, disciplinado e seguro, e resulta em frutos de um labor no qual não se engana. É ir além e acima da simples visão convencional. A pregação e o ensino com exatidão são resultantes de um trabalho dedicado de crivo, de examinação e avaliação.

A pregação e o ensino com exatidão não são “farofas” de falas e “profetadas avivamentistas”, servidas para preencher o tempo e iludir mentes. Deus não tem compromisso com as falações de “profeteiros”, de “farofeiros de falas”, cujas mensagens e jargões “fervorentos” intentam estimular suadouros e impelir sinais estranhos ao Espírito do Senhor. 

7 - A nobreza de sua humildade.

Existem muitas palavras que seus significados, seus sentidos, são equivocadamente confundidos, talvez o desconhecimento e a ignorância contribuam para isso. Humildade é uma dessas palavras que sofrem a força da confusão equivocada. É preciso saber identificar a verdadeira humildade e discerni-la da falsa, pretextuosa e interesseira. A humildade de Apolo era verdadeira e foi expressa através do seu zelo em se submeter a aprender mais ao ser convidado a visitar a casa de um casal de crentes extremamente piedosos, servos de Deus e servidores da igreja.

Assim que Priscila e Áquila ouviram a pregação e o ensino de Apolo, se interessaram por ele e o chamaram a parte em separado para que eele fosse estar na casa daquele casal de crentes. Apolo aceitou o convite e foi complementar a bagagem de seus conhecimentos acerca de Cristo com aquele casal. O bom perfume de Cristo em cada um de nós faz com que sejamos identificados nEle através do que somos e do que fazemos.

As explicações e esclarecimentos recebidos de Priscila e Áquila contribuíram para que Apolo se tornasse melhor ainda nas suas tarefas de pregação, debates e ensino, visto que resultaram em fazer com que Apolo muito auxiliasse os demais crentes de outras cidades. A idoneidade, os conteúdos, a capacidade, o denodo e a humildade de Apolo o identificaram com os demais crentes e logo foi animado e recomendado pelos irmãos a seguir o seu ministério sendo útil também em outros lugares e a outras vidas.

Nunca sabemos ou dominamos todos os assuntos inteira e completamente. Sempre existe alguém que pode somar alguma coisa à bagagem que cada um de nós possui. É inicialmente o bastante estarmos abertos e predispostos a colher e examinar o que chega diante dos nossos olhos e na presença dos nossos ouvidos. Ninguém faz tudo, visto que sempre restará alguma coisa mais a ser feita por nós ou por alguém mais. Apolo se tornou melhor, mais poderosamente conclusivo, mais eficiente no seu trabalho e mais eficaz nos seus resultados porque aplicou sua humildade à sua bagagem e se ateve em muito ajudar outras vidas.

8 - A nobreza de sua firmeza e discernimento.

É preciso que cada um saiba o que é e o que realiza no Corpo de Cristo, mas também é necessário que cada uma dessas pessoas estejam seguramente conectadas ao fio principal dos propósitos do Corpo. Não basta apenas levar em conta o que somos e focar e fazer valer o que fazemos como se construíssemos um empreendimento solto da estrutura principal e desaprumado ou desalinhado a ela.

Certamente que são encontradas várias e diversificadas individualidades, muitas e variáveis maturidades e visões. Entretanto, melhor é conhecer e estar ladeado de uma pessoa como Apolo. Transparente nas atitudes e no fervor, firme nas vontades e convicções, humilde na predisposição de aprender, maduro e discernidor na visão das circunstâncias e contextos. Assim é o começo de quem adquire respeito e revela autoridade.

Apolo foi insistentemente solicitado a fazer uma viagem em visita a um grupo de crentes, todavia o pedido insistente conflitara com a visão de foro íntimo de Apolo. E essa visão pessoal foi acatada e respeitada. Não fora vista com olhares estranhos, com percepções ressentidas, com intentos revanchistas. A individualidade de Apolo foi respeitada e o momento era particularmente dele. Apolo sabia o que estava fazendo e o momento próprio de se dirigir ao empreendimento orientado.

A atitude de Apolo foi a de alguém que “possui a mente no Céu e os pés no chão”. Apolo não era do tipo de pessoa de idéias mutantes, essência volátil, íntimo volúvel, vontades afoitas, visão alegórica, senso desequilibrado e interesses desafinados com o Reino de Deus e muito menos um transeunte ambiencial nele.

Apolo era conhecido, por isso eram respeitadas a sua individualidade e a sua visão. Apolo não era e não foi posicionado como um concorrente dos apóstolos e discípulos. Apolo foi um poderoso e útil cooperador que soube regar o que outros plantaram. Conhecimento seguro e fidedigno somado ao determinado fervor das Escrituras são poderosos diferenciais na vida de quem serve a Deus.

Apolo era também do tipo de pessoa firme, determinada, consciente, de suas obrigações, de suas ferramentas e dos locais onde aplicá-las e do tempo oportuno para tal. A firmeza, a determinação e a visão de oportunidades que Apolo possuía não eram produto de dissociações, de revanchismos, de auto-supervalorização. Muitos atualmente avaliam seus colaboradores e conservos tendo numa mão à frente o prêmio da barganha e da negociata e na outra escondida atrás a pá do descarte e da revanche velados.

Assim sendo, para ajudar o caro e dileto leitor a estar convencido das nobrezas da vida de Apolo e com elas poder somar às suas, generosamente tome alguma boa oportunidade do seu precioso tempo para, além do texto bíblico citado no título deste artigo, ler também At 18.24-28. É realmente breve e rapidinho, mas o esforço é compensativamente duradouro e edificante.

Rogo ao Senhor nosso Deus que a sua vida expresse as nobrezas da vida de Apolo, que sua chegada seja como foi a de Apolo. Que sua eloqüência e fervor no espírito sejam na mesma intensidade e propriedade da de Apolo. Que seu empenho em buscar exatidão e fidedignidade na sua pregação e ensino acerca de Jesus seja  semelhante ao de Apolo. Que sua humildade seja tão própria, legítima e equilibrada como foi a de Apolo e que a sua firmeza e discernimento sejam maduros, consistentes e determinados como foram os de Apolo.
PbGS




sábado, 6 de agosto de 2011

LIDERAR INDIVIDUALIDADES.


LIDERAR INDIVIDUALIDADES.
Eis um grande desafio...

Nesta oportunidade, venho com um assunto-tema atinente à liderança no Reino de Deus. A considerável concentração de interesses e de esforços nessa área mostra a notoriedade das carências, comprova a existência de deficiências e revela a busca de preparação e aperfeiçoamento.

Influência e marketing pessoais são trunfos parciais, empregados pelos meios seculares para imporem visão e posição, obterem sucessos, promoverem fama e causarem impactos no âmbito humano, porém não significam liderança. Infelizmente essas ferramentas deixaram de ser vistas como devem ser e lamentavelmente passaram a ser assumidas e aclamadas como marcas de expressão, significado e atestado de liderança.

A metodologia da liderança no Reino de Deus difere substancialmente em essência, natureza e aplicação dos conceitos, princípios e estilos da liderança nos corredores seculares. O grande erro e a enorme discrepância residem na tentativa de aplicar conceitos dos impérios do mundo, conciliar princípios seculares, introduzir filosofias pagãs, na liderança no Reino de Deus.

Liderança no Reino de Deus é um dos assuntos que vai além das teorias, oferecem aprendizagem prática, requerem boa e considerável vivência e legitimidade de experiências, autenticidade de procedimentos e transparência de condutas por parte daqueles que nele exercitam suas vidas. Ainda que o domínio de seus conteúdos não esteja na visão modal, pelo menos resida nos limiares que circundam a mediana.

Na vida dentro do Reino de Deus as teorias, as suposições e as hipóteses ficam muito aquém da prática vivencial e da experiência cotidiana. Ao contrário do mundo secular, no Reino de Deus não existem doutores categóricos em liderança, ainda que existam os excelentes e dedicados estudiosos, assim como os experientes no assunto. Liderança é um desses assuntos cujas aulas e lições requerem complemento na prática de campo, visto que somente quem labuta nelas percebe e consubstancia melhor os seus caminhos.

E como linha mestra e fio principal, preciso de antemão delimitar o vasto assunto a uma de suas áreas – a liderança de individualidades -. Pouco se fala e se ouve nesta área, posto que também poucos se exercitam efetivamente nela. Liderar o elemento grupal é diferente do conduzir o elemento individual. Aqui está um dos grandes desafios na liderança no Reino de Deus. Um desafio que excede visões, táticas, técnicas e estratégias de grupo. Liderar um grupo não é a mesma tarefa ou atividade de conduzir cada indivíduo pertencente a ele.

Liderar individualidades no Reino de Deus jamais foi atividade para teóricos, ainda que acolha e adestre aprendizes. E bem fazem bons proveitos e absorvem excelentes conteúdos estando estes últimos bem predispostos a trilharem sem reservas e sem rodeios os seus passos nela. Isto é um bom e louvável começo, mas ainda assim não indica seja garantia e eficácia de um nobre fim. Na liderança há passos a andar e existem caminhos a se percorrer a cada dia.

Liderar no Reino de Deus é um curso sem término, uma grade curricular sempre vasta e um histórico de módulos inconclusos que não perdem e não se afastam da nobreza de sua escola. Liderar no Reino de Deus é uma escola cujas pedagogia e didática são superiores às das escolas na área da Administração acadêmica secular. Nestas o maior literalmente manda no menor e naquela exemplarmente o maior serve ao menor.

Louvamos ao Senhor nosso Deus pelos competentes institutos, boas escolas, eficientes cursos e dignas instituições, que preparam líderes. Todavia O louvemos mais ainda pelas lições de Sua nobre e excelente escola cujos objetivos são múltiplos e abrangentes e cujos adestramentos conclamam o comprometimento daqueles que nela são aprendizes.

Nessa nobre escola a grade curricular, os planos de aulas e as avaliações para capacitação e aperfeiçoamento da vocação não estão presos a ditames e nem se limitam a indicações humanas. Nessa escola os objetivos visam inicialmente atingir essência e natureza íntimas e não apenas ministrar informações, nem administrar patrimônios e regrar condutas e procedimentos.

Nessa excelente e espetacular escola a cada dia coisas novas vão surpreendendo, transcorrendo e conferindo ensinamentos, no sentido de produzirem edificação e aperfeiçoamentos, ainda que sempre a caminho da nossa completa e inteira prontificação.

Alegrias e tristezas, sorrisos e choros, expressam a construção de vivência e experiência na liderança no Reino de Deus. Deseja ela quem quer, mas ama e se entrega a ela quem possui vocação. Aprende e gosta dela quem se predispõe, porém se compromete quem percebe as responsabilidades.

Trilha nela quem possui temor, resignação e chamado para liderar efetivamente no Reino de Deus. São bonito e lindo os sucessos e as glórias dela, porém caros, custosos e trabalhosos os passos nos desafios durante a sua construção.

Felizes são aqueles aprendizes que retêm e aproveitam o máximo e o melhor dos conteúdos absorvidos e neles perseveram, tendo em vista que liderar no Reino de Deus é assunto de prática real, não teórico.

Respeitando todos os anos de experiências e vivências de todo e qualquer líder no Reino de Deus, independente de suas respeitadas credenciais, posições e reconhecidos currículos acadêmicos, lembramos enfaticamente que a linha mestra registra que o Reino de Deus não é deste mundo e que sua natureza não está direcionada e resumida unicamente à visão terrenal. Portanto, a sua metodologia de liderança muito excede nos seus valores em relação aos estilos de liderança seculares, ainda que alguns pontos destes se encostem e paralelizem-se naquela.

E entendemos que quando alguém perde-se no rumo da metodologia do Reino, fácil e tendenciosamente se torna em se enveredar nos estilos seculares e se valer da visão e da força destes. Quando um líder perde a essência, a natureza e o norte da liderança no Reino, deixa de ser líder e passa a assumir posição de gerente, comandante ou chefe, menos de líder. E isto não se torna apenas notório, e vai além do que se imagina e reflete fora das mesas de diálogo, de planejamento e de conciliações.

Para líderes perdidos do rumo da liderança no Reino, lhes sobram apenas os desgastes secretamente escondidos, inconfessáveis e indeclaráveis por trás dos rótulos formais da autoridade posicional empobrecida de espiritualidade e de espírito cristão, desaprumada e desalinhada tentando se sustentar sobre muletas de gerência, comando e chefia e se equilibrar sobre forças estranhas ao Reino.

Não são poucos os líderes que apoiados nessas muletas coxeiam entre as trilhas das convicções vocacionais, e em plena marcha perdem o seu próprio passo na cadência dos favores seculares ditatoriais ou tutoriais. Liderar vidas no Reino de Deus pode por alguns ser confundido como gerenciar, comandar e chefiar registros e rótulos institucionalmente jurídicos, estatuídos e regimentados, sob os quais convivem eventualmente pessoas religiosamente vinculadas a ele.

Representar rótulos formais ou administrar bens físicos patrimoniais não confere indicação de eficácia dos seus resultados e nem liderança propriamente dita. “Levar” o elemento grupal não significa liderar o elemento individual. Que melhor digam a realidade dos êxodos e suas lacunas deixadas por eles quando batem às portas.

Em quaisquer que sejam o setor e o ambiente humano, a atividade de liderar sempre foi um grande desafio em todos os tempos, e as atividades de gerenciar, comandar e chefiar, sempre foram desafios amenos em relação à liderança propriamente dita. Algumas diferenças e divergências existem entre elas, e bem fazem os que lideram no Reino de Deus se discernirem-nas e optarem sobretudo pela de liderar com êxito empregando a metodologia do Reino.

Anos após anos surgem pessoas bem intencionadas, dedicadas e competentemente versadas no assunto e trazem a lume teorias e estudos na área de liderança. Alguns desses enfatizam o êxito nas contingências, outros apontam para o regresso às origens e, além desses, outros enfatizam a nova visão moderna e contemporânea.

Outros, ainda, prometem revelar segredos de sucesso para as questões situacionais de liderança. Apesar de serem identificados utilidade e proveito na gama de todos esses bons conhecimentos, ainda assim ficam aquém e por muito a deverem ao fator liderança de individualidades.

A atividade de liderar está acima das formalidades documentais, enquanto as de gerenciar, comandar e chefiar estão presas, dependentes, padronizadas e instituídas pela força do estabelecido na legalidade documental expressa no papel escrito.

Liderar move e conduz íntimos e abre vias de bons comprometimentos e consecução para a criatividade e para expressões. Enquanto gerenciar, comandar e chefiar determinam e padronizam condutas e resultados mecanizados e quase sempre robotizados dentro de parâmetros impostos dirigidos sob a força da hierarquia e dos reforços através de recompensas e compensações de alguma forma suportadas por meios documentais. Liderar é, pois, um grande desafio, enquanto gerenciar, comandar e chefiar são, portanto, desafios amenos.

As épocas e seus movimentos propagam novos estilos e tendências, novas fórmulas e representações, novas formas e padrões, novas linhas de pensamentos e de visões, novos conceitos e adequações inovadores, que exercem influências sobre cada indivíduo e ambiente. O elemento individual fica exposto e confrontado pelo elemento grupal. E em meio a esses contextos o desafio de liderar se avoluma e exige mais do que a formalidade determina e espera.

Mover íntimos pelo emprego da força verbal ou pelo poder documental escrito, ou ainda pela oferta de recompensas materiais, não significa garantia de lealdade, de legítima e considerável satisfação, de ambiente favorável e de completude de sucesso, ainda que por alguns quesitos apareçam focos estilhaçados e promissores nos resultados das ações respondentes no setor liderado. Muitas vezes o marketing promove cascas coloridas, esconde caroços desbotados e semeia manchas não tratadas, e colhe frutos dduvidosos, deficientes, secos e mirrados.

Esses resultados não declaram perenização de reciprocidade e nem garantem a manutenção de comprometimento leal, do companheirismo fiel, da cumplicidade deliberada e muito menos da fidelidade duradoura em empreendimentos.

Governar esforços mecanizados é diferente de liderar raciocínios alheios, conduzir mentes pensantes, inteligentes e engenhosas, orientar vontades alheias, trabalhar em suprir necessidades íntimas alheias, restaurar valores alheios, direcionar sensos e juízos alheios, na consecução e consolidação de empreendimentos conjuntos, conjugados – isto é liderar individualidades.

Mover íntimos individuais a voluntariamente alcançarem objetivos comuns pela liderança é o grande desafio que suplanta “contratos psicológicos” e poderes documentais. Aquilo que atende hoje não garante que respondido da mesma forma e na mesma altura amanhã. Liderar individualidades é estar perto delas e assisti-las se mantendo equilibrado no primeiro lugar.

As épocas e seus movimentos estão dinamizando as massas, mecanizando procedimentos, incentivando estímulos cada vez mais dirigidos e focados no elemento grupal, ao passo que com isso o individual vai sendo abafado e abarcado pelas tendências do grupal e ao mesmo tempo que como num processo tendo as suas características individuais ameaçadas, sendo tragado pela visão grupal e pela representação numérica.

O modismo grupal acelerando na frente do mediano individual, despreza o fator unitário das individualidades. Ele torna as individualidades vistas apenas como frios números e dígitos insensíveis. E assim considerável número de líderes perdem a visão de Reino de Deus, se divorciam da metodologia de liderança dele e se desconectam do Céu. A liderança no Reino de Deus impõe o seu chamamento em direção a atender individualidades antes de tudo.

Os requerimentos das épocas e seus movimentos estão revelando e sinalizando a carência de reciclagem ministerial para os líderes no Reino de Deus. A reciclagem sem perdas de referencial e de identidade, de individualidade e de integridade está intimando em caráter de urgência ao retorno dos moldes das práticas primitivas em cuidar, acompanhar e atender o elemento individual.

Uma reciclagem que não perca ou se afaste do rumo da metodologia de liderança naturalmente praticada e aplicada no Reino de Deus. Uma reciclagem que sirva de antídoto eficaz contra os moldes da banalização e do descomprometimento que minam e esfriam corações decepcionados e frustrados em conseqüência da artificialidade decepcionante de sermões falaciosos, do joguete de interesses escusos e particulares e da incoerência de procedimentos dos gerentes da ilusão, comandantes do engano e chefes da maquiagem.

Os mecanismos humanos, que são próprios e concebidos da visão secular, podem ter a força de promoverem movimentos e cobrirem status momentâneos e passageiros. Entretanto são impotentes para manterem e conservarem o poder da coesão fiel, do comprometimento leal, da reciprocidade livre, cumplicidade e voluntariado que residem predispostamente em cada individualidade. Liderar o elemento individual é muito mais difícil e complexo do que gerenciar, comandar e chefiar o elemento grupal.

O elemento individual moderno está cada vez mais bem informado, visto que acessa e ao mesmo tempo é acessado através da interatividade dos meios de informação e de comunicação. Tanto líderes como liderados podem adquirir as mesmas informações, promover e repassá-las a outros, influenciarem e envolverem opiniões e ao mesmo tempo ambientes variados, independente de posicionamento filosófico ou localização geográfica.  

Envolver e comprometer individualidades num mesmo projeto são os alvos desafiantes que tanto a liderança como a gerência, o comando e a chefia esperam com eficiência atingirem. E nem tudo que se move na força legal do papel escrito inerte é exatamente o mesmo que se revelaria na deliberada expressão viva, legítima e autêntica do íntimo. Incentivar para obtenção de sucessos ainda está aquém e é diferente de fazer com que as individualidades se sintam e se vejam envolvidas e percebam o seu comprometimento com motivação própria para alcançá-los.

Liderar individualidades no Reino de Deus é esperar contestações, questionamentos e críticas advindos delas. E os estilos de gerência,  comando e chefia estariam por status e funcionalidade avessos a contestações, a questionamentos e a críticas originadas de individualidades que incidam e peçam contas sobre suas condutas, procedimentos e processos.

No Reino de Deus quem lidera torna-se público e, por isso, deve ter a consciência e a predisposição de ter suas condutas observadas, confrontadas, questionadas, criticadas e julgadas. Essas ações possuem suas vias de sucesso quando aceitavelmente cabíveis, respeitosamente confraternas e solidamente justas, transparentes e honestas. Liderar individualidades é estar aberto a monitoramentos e observações alheios.

Quase sempre os estilos de gerência, comando e chefia são opostos a manifestações que excedam os seus entendimentos e compreensões condicionados e impregnados pelos ditames rotineiros do papel legal escrito. Com as novidades e adequações das épocas, alguns caminhos têm sido um tanto mais abertos nesse sentido, todavia sempre aquém e bem distantes da metodologia de liderança no Reino de Deus.

Um fator notório conseqüente da ausência de liderança de individualidades são o esfacelamento e a fragmentação de grupos. Ele está sempre dando suas presenças e declarando assim que o poder das individualidades sempre foi mais forte. Quando individualidades não são apropriadamente assistidas, tratadas e nutridas, esse fator se torna rondante e presente.

Gerentes, comandantes e chefes, visando proteger e manter a integridade de seus grupos, recorrem aos recursos que lhes são disponíveis na oferta de recompensas materiais, físicas, e compensações físicas como reforços para manterem os seus liderados em prol dos seus objetivos. Eles possuem mecanismos formais documentalmente lhes favoráveis e lançam mão do que têm e podem oferecer, e mesmo assim não satisfazem e não abrangem individualidades.

Não basta aos líderes no Reino de Deus estarem atrelados funcionalmente ao papel escrito como os líderes seculares formais, mas serem comprometidos em conduta e procedimentos intemporais que mostrem transparentemente a essência do espírito cristão no exercício da prática.

Gerentes, comandantes e chefes impõem suas posições e seus governos sobre a força documental, reconhecendo que por vezes devem trafegar entre linhas e parâmetros para atingirem alvos com resultados promissores, senão pelo menos favoráveis. Geralmente esses estilos e posições seculares são do tipo “faça o que digo, mas não façam o que eu faço”. Suas condutas e procedimentos são temporais e localizados e nem sempre estão atrelados às naturezas e essências do elemento individual.

Por outro lado, a liderança cristã vai bem mais distante do que a liderança eclesiástica simplesmente alcança. Nela predominam fatores mais simples e menos complexos, mais individuais e informais. Enquanto a liderança eclesiástica tendencia para as possibilidades de engessamento e para padrões tramitacionais da lógica formal e pela visão de hierarquização psicional, a simplicidade da liderança cristã possibilita avançar espaços menos formais e abranger e singrar terrenos informais, de maneira que ela chega a pontos mais facilmente acolhedores do que a liderança eclesiástica atinge.

A liderança cristã pauta-se no modelo do Senhor Jesus Cristo e dos líderes e liderados primitivos. Ela naturalmente envolve líder e liderados, convocando e convergindo ambas individualidades ao contrato único que as une na visualização e práticas do exemplo. A liderança cristã atinge individualidades mais eficientemente e com resultados eficazes.

Os estilos e sistemas de lideranças seculares se opõem e conflitam com a metodologia de liderança cristã, visto que esta é própria do Reino de Deus que não é deste mundo. Os estilos e sistemas de lideranças seculares são compartimentalizadores e tem o seu foco no elemento grupal, sendo também pouco sensível ao elemento individual. E a metodologia da liderança cristã é compartilhadora.

Na vida cristã o comprometimento salta do papel e deve ser transformado e externado em ações práticas. Ausentes destas, quaisquer pregação de sermão ou ministração de ensino, ou implantação de diretivas, se tornam improváveis, incoerentes, pouco aceitas, quase nada respondidas e muitas vezes impeditivos ao alcance de resultados eficazes.  

O que se conduz puramente de forma eclesiástica hoje pode não ser mantido e sustentado com a mesma visão, com a mesma força e com o mesmo peso de resposta expressa de fidelidade, lealdade e comprometimento mútuo amanhã. Que digam melhor as dissidências conseqüentes de contingências situacionais e existenciais localizadas, mas o que se conduz de forma cristã e espiritual hoje pode perdurar por anos afio sem sofrer variações. 

Liderar de forma cristã e espiritual contém mais profundidade e aplicação do que funcional e posicionalmente se espera das formalidades estruturais. Enquanto a liderança eclesiástica foca os vetores e se pauta em características formais e visíveis, a liderança cristã aprofunda-se em focos imparciais sobre a natureza e responsabilidades gerais dos vetores nela envolvidos.

A liderança cristã possui propriedades suficientes para conduzir individualidades. Muitos líderes eclesiais nutrem receios contra expressões plenas e abertas afloradas da liderança cristã – isto pasma e surpreende a alguns, contudo a verdade nesse item muitas vezes aparece e é preciso que seja dita.

O envolvimento eclesial é estabelecido e acordado na força do registro e da ética estruturais formalizadas, mas o compromisso cristão é construído, consubstanciado e consolidado no poder da concordância e entrega mútuas e deliberadas nas ações éticas ensinadas na Palavra de Deus, mais fundamentalmente nos escritos neotestamentários.

O líder que possui expectativas de sucesso real, fiel, palpável e verdadeiro, deve envidar esforços para entrelaçar a liderança cristã, a espiritual e a eclesiástica como tecidas num só fio de procedimentos. Isto confere segurança e autoridade, oferece suporte à estabilidade, cativa respeito, fidelidade e comprometimento, abrange e atende individualidades. 

Um dos grandes e notados desafios para os líderes apascentadores é a tarefa de liderar individualidades. E cada vez avançam as épocas, muitos líderes se esquivam e fogem dessa visão de liderança. Ela se faz pouco presente e uma metodologia que se faz árdua, trabalhosa, sofre entraves e padece incompreensões. Lidar com individualidades eventualmente não significa liderar e conduzir individualidades efetivamente.

Como é frustrante e inconsistente liderar apenas com palavras sem ações. Como é impróprio liderar à distância. Como é incoerente liderar pela visão idealista e por padrões utópicos. Como é incongruente liderar numa direção enquanto uma parte dos liderados divide-se nela e outras seguem outra por aquela não atender as individualidades dos liderados.

Como é simbólico e artificial liderar o elemento grupal apontando para um retorno no qual apenas se imagina ou idealiza e ao qual a deficiência de investimento no elemento individual revela o seu empobrecimento e insatisfação frustrante e decepcionante. Realmente é um grande trabalho desafiante o liderar individualidades.

Liderar individualidades é um grande desafio porque se foca em atender essencialmente aos anseios das necessidades espirituais e gregárias do elemento individual, assim como ir ao encontro das suas expectativas de valorização e visão dos fatores individuais. Nem sempre o êxodo na rotatividade nômade de freqüência nos grupos se deve em primeira mão a insumos externos, e sim ao surgimento de ausências de atendimento e reciprocidade rasa no âmbito interno do grupo.

O foco visualiza em atender o elemento grupal e enxerga como o mais importante as suas ações-respostas, colocando em segundo plano o elemento individual e suas natureza, capacidades, necessidades, carências e expectativas pessoais. Esse foco atende confortavelmente até certo ponto à liderança eclesiástica, porém conflita com a liderança cristã e de certa forma negligencia a liderança espiritual.

É, ou não, um grande desafio liderar individualidades no Reino de Deus? Rogamos que o Senhor Jesus Cristo equipe os líderes do Reino com todas as ferramentas e sensibilidades pertinentes, assim como com a boa consciência para perceberem o panorama e a grande necessidade de liderar individualidades.
PbGS