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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
QUE HÁ COM A PREGAÇÃO HOJE?
UM PANORAMA DA
PREGAÇÃO
Que há com a
pregação hoje?
A pregação é o meio pelo qual aprouve Deus usar homens para
fazer publicamente conhecidos a Sua doutrina, o Seu plano salvífico e redentivo
e demais coisas do Seu Reino para o homem. A pregação em todos os tempos tem
sido o veículo de contato direto inter-pessoal que leva num dado momento uma
coletividade a ouvir acerca de Deus e da verdade espiritual histórica da raça
humana. A pregação eficaz sempre produz reação no interior do homem que a ouve.
A pregação está intimamente ligada ao ouvir. A pregação visa
fazer o homem ouvir e conhecer as coisas de Deus e aplicá-las à sua vida e contextos, através da explicação e
exposição das Escrituras Sagradas. A Bíblia Sagrada diz que “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a Palavra de
Deus”. Rm 10.17. É através do ouvir a Palavra de Deus que o homem recebe a
fé para crer no Senhor e em tudo que lhe está afeto até onde podemos assimilar
ou onde está nos permitido acessar e conhecer.
A pregação contém, e deve conter, ensino e doutrina que informam e formam. Sem estes quesitos, não passa de falas momentâneas. A
verdadeira pregação carrega consigo no seu conteúdo a doutrina e na sua
execução o ensino. Não há como desligar a pregação do ensino e da doutrina.
Entretanto, o ensino não é pregação. Enquanto o ensino é uma atividade
sistemática com execução seguindo um processo com objetivos diversos alcançados
no passo a passo sistematicamente, a pregação é uma tarefa de tempo curto, com
propósito bem definido para atender a uma necessidade num dado momento.
Deus nos ama e quer nos fazer melhor através do ciclo de
práticas disciplinares do que dEle ouvimos, cremos e aprendemos da Sua gloriosa
Palavra através da pregação e do ensino ministrados a nós. A pregação bíblica
não é tarefa exclusiva para pessoas especiais, “homens perfeitos”, porquanto a glória é de Deus, e
usa homens imperfeitos, porém tementes a Ele, mostrando aos homens que tudo é
dEle e por Ele e para Ele. E nós apenas vasos em Suas mãos. Resta-nos ouvir,
crer e aprender dEle por meio da pregação e ensino bíblicos.
A Bíblia Sagrada nos chama a atenção para alguns fatos dos dias
de Noé. Fatos que nos fazem considerar a pregação e nos deixar atentos e firmes
nos nossos dias. Primeiro, ela nos apresenta Noé como pregoeiro da justiça em
seus dias. Naturalmente como pregoeiro, ele anunciava a chegada do fim e a
aplicação da justiça de Deus sobre a perversidade e corrupção humanas, a fim de
que aqueles que cressem na sua pregação viessem à fé e ao arrependimento e
assim alcançassem o favor da salvação ofertada por Deus com o fim de livrar o
homem do dilúvio anunciado.
Segundo, ela também nos informa que nos dias de Noé o panorama
era regado de distração generalizada. Isso nos deixa ver que apesar de ouvir a
pregação de Noé, o povo de seu tempo deu somenos importância ao que Noé lhes
pregara. Enfim, não lhe deu crédito. Isso nos deixa ver que apesar do conjunto
de sentimentos, emoções e esforços empenhados de Noé, o povo não lhe deu crédito e por conseguinte não alcançou os propósitos da mensagem
pregada por Noé nos seus dias.
Terceiro, ainda ela nos faz conhecer que a geração daqueles dias
estava tão dispersa e voltada para si mesma que não percebeu que, depois de
muito tempo pregando sobre a justiça de Deus, Noé por fim entrou na arca e com
ele as outras vidas. Tamanho foi o profundo mergulho nas coisas e prazeres
desta vida, que não perceberam. Não perceber significa não ter percepção por
qualquer dos sentidos. Não enxergaram, não notaram, não ouviram, a seriedade da
mensagem pregada por Noé.
Deus sempre tem levantado homens para as tarefas da pregação
bíblica – a verdadeira pregação da mensagem bíblica - de salvação, de
edificação, de fortalecimento, de consolação, de exortação, a fim de trazer o
homem de volta para Si. Fazer com que os homens abram os olhos e se convertam
das trevas para a Sua luz. Fazer com que o homem se converta do domínio de
satanás para o poder de Deus e do Reino do Filho de Seu amor.
E o panorama dos nossos dias vem nos fazendo ver que a pregação bíblica
vem recebendo ataques constantes. Vem enfrentando oposições em todos os
âmbitos e através do emprego de todos os meios. O interesse das trevas é fazer com que a porta da pregação seja
cerrada, menosprezada, desacreditada. De alguma maneira as trevas vêm
empenhando forças para denegrir e aviltar a pregação. Os objetivos das trevas
são roubar, matar e destruir. Isso se aplica também a qualquer coisa que leve o
homem à fé, ao arrependimento, ao conhecimento de Deus e de Sua salvação.
Por outro lado, também a verdadeira pregação bíblica vem sendo
subestimada. Enquanto alguns indivíduos vem contribuindo em desvalorizar a
verdadeira pregação bíblica, em empenhar pouco ou quase nenhum esforço pessoal
para com ela, outros vêm sendo levados a dar pouco ou quase nenhum crédito à mesma.
Em alguns casos a subestimação acontece como efeito dominó, onde um não se
interessa em crer, aprender e praticar, porque também o outro não se empenha em
levar a sério a tarefa de pregação lhe confiada por Deus.
Enfim, a verdadeira pregação – a pregação bíblica – vem sendo
alvo de sérios equívocos inconsequentes. Se equivoca aquele que executa as
tarefas da pregação sem perceber a responsabilidade delas e os requerimentos para
elas. Se equivoca aquele que dá pouco ou quase nenhum interesse à pregação
bíblica. Em alguns ambientes dos filhos da casa de Deus esse equívoco chega a
ser patente ao se observar a paupérrima ênfase que dão à Palavra de Deus
ensinada ou pregada.
E na ausência da verdadeira pregação bíblica, lamentavelmente
surgem nos púlpitos os contos de estórias, as ostentações de cabedais de
cultura, as apresentações de requintes das filosofias, as sugestões de
preceitos humanos, as manipulações interesseiras, as propagandas de marketing
pessoais. Tudo que na verdade cria vácuos no ambiente espiritual, promove
ignorância para com a vontade expressa de Deus na Sua Palavra, incentiva de
alguma forma direta ou indireta a insensibilidade espiritual e abre lacunas na
relação vertical homem-Deus.
Portanto, perguntamos – que há com a pregação hoje? Por que será
que nos dias que se aproxima a volta do Senhor Jesus para buscar a Sua igreja,
notamos ataques constantes contra a pregação bíblica? Por que será que a
pregação bíblica vem sendo subestimada, tanto por uma parte de domésticos da
fé, que pregam ou não, como por outra de indivíduos que acessam os santuários
eventualmente? Por que será que a pregação bíblica vem sendo por uns um alvo de
equívocos e por outros um veículo conduzido com negligências, imperícias e
equívocos?
Um panorama que merece uma inevitável reflexão. Um panorama que
exige um choque de despertamento. Um panorama que revela fortes carências,
quadros de ignorância, desafinação de propósitos, visão superficial da missão
conclamada pelo Evangelho. Uma panorama que cobra posturas sérias e
responsáveis no mínimo que se faça nas tarefas da pregação bíblica para
fortalecimento e robustecimento da fé tanto de quem prega como de quem ouve.
Por isso, um NÃO para uma pregação ilusória, fantasiosamente cênica,
desavergonhada, deturpada, despudorada e inescrupulosa.
E como ouvirão se não houver quem pregue?
Pensemos nisso e valorizemos a pregação bíblica!
EvGS
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
SOBRE A TRIBUNA SAGRADA.
Uma palavra sobre a tribuna sagrada.
Franqueza, não indelicadeza.
Na Terra existem
muitos locais importantes, cada um com o seu merecido valor, mas não se deve
igualá-los a um mesmo nível. É preciso saber aplicar o senso de distinção sobre
cada fator referente a cada um deles. Cada um com suas naturezas e características
próprias, assim como com objetivos aos quais são destinados e com as suas
razões de ser e existir.
Dentre esses muitos
locais está separado um que se destaca em si mesmo, em função de suas natureza,
escolha e destinação requererem um tipo de dedicação especial, invulgar e
incomum, tendo em vista os assuntos que lhe ocupam. Esse local se destina em
levar os assuntos da Terra para o Céu, e se dedica em trazer as respostas do
Céu, a fim de instruir e guiar os assuntos dos homens na Terra. Esse local é a
venerada tribuna sagrada. Jamais ela deve se tornar objeto-alvo ou veículo da
confusão.
Neste artigo, pretendo
me ater à tribuna sagrada como um todo abrangido pelo conjunto completo que
envolve pessoas, atitudes e ações em quaisquer espaços do seu local.
Tem sido
notoriamente observado que nos últimos anos, a significância, a natureza e os
propósitos da venerada tribuna sagrada não têm sido bem percebidos e nem
discernidos por algumas mentalidades estranhas. Infelizmente,
embalos de alguns dissabores estranhos tentam forçar influências seculares
sobre a tribuna sagrada, levando esta a descuidar-se do seu zelo, da sua influência e assim passe
a ser como se fosse um local comum e desprezível. Quando nunca foi e não o é.
A tribuna sagrada
jamais deve se revestir com as fantasias de facilitações desonrosas
e desordeiras. A tribuna sagrada nunca deve se dobrar aos degraus da subserviciência
e da desonestidade que campeiam no mundo. A tribuna sagrada jamais deve se colocar atrás das
masmorras do silêncio para evitar tocar em assuntos que passem como desagrado
às vistas de intentos obscuros e desalinhados que a ferem, que a manchem e que
a aviltem. A tribuna sagrada deve manter a sua sobriedade, e exercer o seu
ofício com santidade, tato, sabedoria e inteligência ao tratar de assuntos
delicados e meticulosos.
Por anos e anos, quase
todos os que tomavam assentos ou faziam uso da tribuna sagrada, na sua maioria conheciam
boa parte dos veios da ética, do verdadeiro e desprendido companheirismo, do
bom senso, da equidade e do equilíbrio, pertinentes ao ambiente da tribuna
sagrada. Sou de uma geração na qual sua boa parte recebeu bons valores daqueles
que nos antecederam na tribuna sagrada, e com eles aprendeu a vê-la com um
olhar especial e agregador; um olhar respeitoso entretanto amigo e jubiloso; e um olhar reconhecedor todavia jamais
assombrado ou inferiorizado e nem tampouco intimidado.
Houve tempos nos quais
a tribuna sagrada parece ter sido mais bem vista e mais amplamente respeitada e verdadeiramente
reconhecida. Nesse aludido tempo, os indivíduos aspirantes aos nobres assentos
da venerada tribuna sagrada possuíam mais sensatez e zelavam melhor pelo bom
senso a respeito da mesma e de tudo que a ela seja pertinente, assim como o
compromisso de se fazerem bem representá-la para as gerações mais novas. A tribuna sagrada não é um local de ostentação, mas sim de representação responsável e expressiva.
E em face de alguns
detalhes estranhos isolados, começou a tribuna sagrada a não mais ser vista por algumas mentes com o mesmo
respeito herdado daqueles nossos antecessores. E com isso, os seus assentos parecem ter começado a ser minados e infiltrados por mentalidades “amigas”, cujo cerne e cantigas interesseiros
e oportunistas parecem estar desafinados do tom celestial. Os negócios desta vida nos rondaram. Parece que além de ministros e obreiros passamos a ter alguns "artistas".
É preciso que seja percebido
que a tribuna sagrada jamais deve ser um local destinado a promoções de espetáculos e shows.
É preciso que seja distinguido que a tribuna sagrada nunca deve ser um local de
animadores de auditório e nem de palco de apresentações. A presença manifestante da alegria e do júbilo diante
do Senhor é inconfundível e incomparável. É preciso que seja diferenciado que a
tribuna sagrada em tempo algum deve ser servida de plataforma com um palanque
rodeado de assistentes expressivos e de meros espectadores. É preciso que seja
percebido que a tribuna sagrada não é um local pespontado pelas vielas do
carrancismo, das intrigas, das retaliações e nem pelos becos do ressentimento. A tribuna sagrada é inegociável.
Que fazer então para
transmitir aos mais jovens a marca impressa de honradez e coerência jubilosa, a
que faz jus a tribuna sagrada? Que fazer para que as gerações mais jovens
percebam e distingam o respeito a que se deve cultivar para com a tribuna
sagrada?
Em vista de sua
natureza, a tribuna sagrada deve possuir a sua visão voltada para alguns pontos
norteadores.
Em primeiro lugar,
para a sua razão de ser e de existir. A tribuna sagrada é diferente de qualquer
outro setor, quanto a sua subsistência espiritual. Ela não subsiste por si
mesma e jamais deve ser alimentada, regida ou mentoreada por idéias,
idealizações, ou ideais particulares, com o fim de escorrer benefícios estranhamente particulares a grupo de interesse seleto.
E se assim fosse, seu nome certamente seria qualquer outro que tenha alguma
conotação com os trilhos dos interesses de um sindicato humano ou de uma ala de concorrência empresarial. A tribuna sagrada não é formadora de elites, nem de estrelatos. Ela não comunga com o espírito de elitizações. Ela ensina, prepara e aperfeiçoa servos para o serviço do Senhor Jesus.
A tribuna sagrada tem
a natureza espiritual e existe a serviço do Evangelho da graça de Deus. Sua
razão de ser consiste e concentra-se na sua natureza espiritual entrelaçada com
o seu papel na sublime missão celestial.
Em segundo, para o seu
procedimento. A tribuna sagrada deve proceder toda a sua atuação com zelo e
diligência no que tange às ministrações e à adoração. Ela é co-responsável
direta e com peso maior sobre todo “fogo e incenso” que ocupem o seu local e o
seu tempo na pregação, na ministração de ensinamentos e no serviço da adoração.
Jamais a tribuna sagrada deve se sentir coagida ou intimidada por elementos
estranhos à sua natureza, à suas razões de ser e de existir. Nunca a tribuna
sagrada deve se sentir na obrigação de abrir mão ou abrir espaços para ceder
lugar a imposições, a sensacionalismos e a elementos coercitivos ou alheios aos seus
perfil e procedimentos.
Além desses, para os
seus propósitos. Lembro-me de recentemente ter ouvido um jovem obreiro orar em
favor do pregador, e logo após aquela oração ele ter pedido a atenção do público
para contar uma paródia de mau gosto, cujo intuito revanchista direcionava-se
contra o nobre e sublime trabalho daquele pregador que pelo seu trabalho entendemos ser eficiente e eficaz. A
tribuna sagrada se destina a assuntos nobres e sublimes. Ela jamais deve ser
usada para emitir deboches, paródias, piadas, desabafos, deixas acusatórias, ilustrações
deselegantes ou incoerentes, que ferem diretamente a sua natureza e propósitos,
assim como a indivíduos e a cultura local.
E, por fim, para os
seus porte e procedimentos. Pelo seu posicionamento, a tribuna sagrada é
notavelmente visada. E o comportamento em seu local deve ser auto-policiado por
todos que a ela acessam e que nela tomam parte efetiva. Um dos maiores
desrespeitos e indelicadezas silenciosos para com o local da tribuna sagrada
reside nos gestos e posturas incompatíveis de quem a acessa ou dela toma parte.
Nos últimos anos,
notoriamente permeia o desconhecimento sobre como proceder compativelmente com a
tribuna sagrada. Promoções em larga escala ofertam o desrespeito e o descaso para com a tribuna sagrada. Permissões parecem ceder que seus assentos sejam acessados por elementos e assuntos cujos fins
articulam e consolidam interesses pretextos.
Mas que pena nos causa
a questionar sobre o que parece algumas mentalidades estarem tentando fazer da tribuna sagrada. Por onde andam os
doutrinadores destemidos e determinados a ensinar as gerações mais novas quanto
aos trâmites, significados e importância da tribuna sagrada? Por onde andam os
mestres comprometidos com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus a
prepararem e equiparem as gerações mais novas a fim de manterem o mesmo fogo aceso no
altar que recebemos de nossos pais na fé e contribuírem para que as chamas permaneçam ardendo continuamente sem se
apagar?
PbGS
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