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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

TIPOS DE IGREJAS HOJE

TIPOS DE IGREJAS HOJE
Qual delas está afinada ao seu papel?
O termo "igreja" é essencialmente neotestamentário. Conhecer verdadeiramente o termo "igreja" na essência do seu significado e histórico é ir bem mais além do que resumi-lo ao conceito comumente equivocado a que alguém pode dar a um grupo de pessoas buscando um estilo de vida melhor, com frequência rotineira a dias e horários de reuniões de cultos. Biblicamente, o termo "igreja" implica em muito mais do que um simples ajuntamento de natureza eventual, sazonal ou periódica, de pessoas ligadas a rituais, gostos e afinidades cristãs comuns resumidas ao cantar, ao falar, ao ver e ouvir gestos e palavras manifestos por alguém.

Segundo competentes vozes dos bons e mais reconhecidos observadores e estudiosos cristãos de nosso tempo, notoriamente vêm hoje sendo classificadas algumas igrejas por tipos segundo a historicidade e constatação de seus procedimentos e da vida e visão de suas lideranças, comparados à luz dos moldes e princípios, orientados no Novo Testamento. Algumas bem notadas pelo seu amplo espectro de quantidade, de conteúdo consistente e da qualidade de seus programas e projetos, outras mergulhadas na corrida da busca desejada de projeção institucional, aplicando mecanismos dedicados a áreas setorizadas de suas atuações. Nessa classificação estão algumas a seguir.

1 - As igrejas que se fossilizam. Se fossilizar é uma expressão emprestada da paleontologia, com o fim de figurar algo que se faz tornar-se em fóssil; se faz tornar-se em restos ou vestígios antigos fragmentados, petrificados, de algum ser que teve vida e passou pela existência em tempos remotos; a algo com forma seca e inerte jazendo restrito em um fosso, num buraco. E em relação a igrejas, essa expressão revela realidades para as quais se deve atentar nos seus alertas. As igrejas que se fossilizam sobrevivem fechadas e temerosas em seus próprios medos e cismas alimentados pela ignorância, pela má concepção e pela digressão. Elas não vivem nem para si mesmas, nem para o Evangelho e nem para as causas do Reino. O entendimento deficiente reinante no seu seio provoca desastres na aplicação de suas linhas conservadoras em relação aos tempos e épocas das realidades enfrentadas pelo homem moderno. As igrejas que se fossilizam deixam seus sintomas gritantes ressoarem além das suas paredes e serem notados longe, ainda que debaixo de toda campanha marketizada e da boa polidez amistosa e emprego da chamada política da boa vizinhança que tentem mostrar. As igrejas que se fossilizam simplesmente se alienam das realidades de seus contextos e de suas épocas, se afastam dos propósitos do Evangelho e perdem a livre capacidade interativa tanto dentro de seus âmbitos como com o ambiente externo .

2 - As igrejas que se priorizam. Ainda que não largamente pronunciado, o verbete “prioridade” diz de uma atitude cujo procedimento se direciona à ordenação de coisas por suas importâncias. Prioridade se configura em preferência, importância, precedência e primazia. Em outras palavras – “dar o primeiro lugar” -. As igrejas que se priorizam arrastam consigo um grande débito para com o Céu e, sem que estejam apercebidas, acirram uma agressão contra o Evangelho e a proclamação extensiva do mesmo, em função de se priorizarem a si mesmas. A visão confusa ou borrada sobre as priorizações reais as arrasta também ao terreno da alienação parcial de si mesmas e a insensibilidade para com o ambiente externo. Elas vivem para si mesmas, e quase nada para a causa do Evangelho. As igrejas que se priorizam norteiam todas as suas atividades concentradas única e exclusivamente para o seu ambiente interior sobreviver a apenas momentos em torno de si mesma. Não possuem programas, alvos e projetos definidos e duradouros com metas a serem atingidas nas prioridades do Reino de Deus. Pautam e alimentam suas atividades segundo o seu parecer restrito à sua visão particular. Consequentemente perdem a credibilidade como igreja e organismo espiritual e ganham a rotulação de apenas grupos religiosos organizados para se auto sobreviverem rotineiramente dentro de suas paredes. Notoriamente, nas igrejas que se priorizam é percebida a sustentabilidade concentrada na centralização unilateral de ideais provisórios, onde a provisoriedade pauta e comanda a sua visão particular. Nessas igrejas, os perigos desastrosos que rondam seus líderes são as constantes ameaças de instabilidade, as ondas dos contextos da insegurança, o desfoco de alvos e a presença da inconsistência.

3 - As igrejas que se comercializam. Comprar e vender são atividades muito úteis, normais, muito comuns e historicamente necessárias em todo e qualquer segmento humano. Entre os homens, em tudo que se vive, se emprega, se produz, se adquire e se aplica estão presentes tanto o comprar como o vender na esfera de objetos palpáveis e bens materiais. Comprar e vender itens que possuem conteúdos que produzem instrução, orientação e edificação são de necessidade e investimento reconhecidos para o viver e a atuação melhores como caminhos e instrumentos para aperfeiçoamento. Entretanto, mostram as observações, os estudos e as estatísticas realizados por institutos cristãos de pesquisas que as igrejas que se comercializam atuam semelhantes a empresas agenciadoras de negócios comerciais rotativos. As igrejas que se comercializam tornam-se como pontos de negócios semelhantes a lojas comerciais, a mercados, a postos de combustíveis. Elas vivem somente das suas promoções de e para os seus interesses e em nada para a vida do Reino. O ponto forte de sua sobrevivência reside em propagandas e exposição de impressões e flashes relevantes utilizados como chamadas espetaculosas a uma clientela para si. São grupos genericamente rotativos, instáveis e mutáveis, sobrevivendo de lançamentos de práticas acompanhando modismos importados.

4 - As igrejas que se revitalizam. Uma das mais buscadas e enfatizadas práticas modernas em igrejas é o avivalismo (não o avivamento). Avivalismo significa uma tentativa de revitalização superficial e momentânea com a finalidade de acender ânimos para um dado momento em curto espaço de tempo. Ao passo que avivamento é uma demonstração da presença de um despertamento consciente, consistente e duradouro direcionado ao alcance do alvo preconizado na Palavra de Deus. Revitalização não é avivamento e nem renovação. Revitalizar significa retomada de fôlego e ânimo; reativar revigoramento. Apesar da canalização de esforços para essa revitalização, o que não é um erro ou desvio em si, o ponto central crítico reside na aplicação de mecanismos passageiros e paliativos apenas para atendimento de momentos deficientes e carentes. Os perigos e o fundo falso desse tipo de revitalização estão sutil e ocultamente na ausência ou abandono de cuidados eficientes e de trabalhos eficazes que visem de fato e em verdade a direção para o avivamento bíblico, real e verdadeiro. As igrejas que empregam seus esforços para revitalização de ânimos e auto-estimas na busca do bem-estar confiantemente pautados em contingências humanas, se divorciam e se perdem do engajamento da missão-mor da Igreja de Cristo, e concentram-se cansadas em assuntos contingenciais do momento na ânsia de atenderem gostos e vontades particulares para fins estranhos aos da igreja e do Evangelho. Enfim, arrastam-se em cansaços após cansaços e dificilmente chegam numa revitalização eficaz.

5 - As igrejas que evangelizam. É sabido de todos nós que nossa missão principal e maior é a tarefa da evangelização. É anunciar com persistência sistematicamente o Evangelho a todos os de fora e também edificar e aperfeiçoar os de dentro. Devido a vários fatores da atualidade, hoje já é patentemente percebida a necessidade de evangelizar tanto os de fora como os de dentro. Tornar a graça de Deus para a Salvação, conhecida, explicada e exemplificada é o propósito do anúncio do Evangelho, e construir e fortalecer cidadãos do Céu é o trabalho constante para com as vidas abraçadas por Ele. Construir hospitais, escolas, institutos, instituições, são atos louváveis, empreendimentos contributivamente inteligentes e essencialmente sociais e cívicos. Entretanto nossa missão não se resume a isso. Nossa chamada fundamental é para a proclamação do Evangelho, e a seguinte é para preservar vidas abraçadas por ele. Foram notadas pelos observadores cristãos que as igrejas que não se empenham na evangelização também não obtêm sucesso na sua revitalização contínua, não amadurecem e não se renovam com a propriedade de que é normal para a vida da igreja cristã e tendem a sucumbir nos seus vícios ocupacionais rotineiros. Ao contrário das igrejas que evangelizam, as que não evangelizam tendenciam ao envelhecimento e sobrevivem de expansões de famílias suas integrantes tradicionais e da rotatividade veloz de êxodos, tornando-se anãs sem que percebam e sem alvos permanentes.

De toda essa classificação, se pode ser depreendido de que como igreja do Senhor Jesus, não devemos nos deixar se tornar fossilizados. É preciso efetuar mudanças, saber de fato o que mudar, as razões para mudanças, para que  mudar, quando e como trabalhar essas mudanças. Como igreja do Senhor Jesus, não devemos nos fazer prioridade de nós mesmos e para nós mesmos. A nossa prioridade não está direcionada para atendimento de nós mesmos nas coisas que realizamos, mas sim para alcançar o ambiente externo enquanto também preservamos o interno. Como igreja do Senhor Jesus, não devemos nos assemelhar a pontos de comércio e negócios desta vida. Nossa propaganda é a Salvação pela graça significativamente exposta no Evangelho e não em nomes e rotulações para chamada de clientelas comerciantes. Como igreja do Senhor Jesus, não devemos nos fincar na conformação ao desejo único de nos manter apenas alegres para momentos nos interiores dos templos. Há muita coisa a ser feita para a proclamação do Evangelho. Precisamos de avivamento pelo ensino e exposição real, verdadeira e consistentemente bíblica para a construção saudável de vidas que entregam suas vidas ao Senhor da igreja. Avivalismo contingencial para atender a momentos é uma fábrica de vítimas do engano e da desafinação da vontade de Deus para a Sua Igreja. Como igreja do Senhor Jesus, não devemos estancar a tarefa necessária e imperativa da evangelização, nem travar pessoas e meios envolvidos nela, a fim de não impedir assim a missão da igreja ser robustecida e prosseguir.
EvGS




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

UMA VISTA NA REFORMA

UMA VISTA NA REFORMA
Alguém ainda se lembra dela?
O dia 31 do mês passado trouxe algumas surpresas. Digo realmente surpresas pelo menos no seio do povo de Deus. Enquanto em alguns rebanhos ele pouco ou quase nenhum impacto fez em corações nos santuários, também por outro lado é desastroso que muito menos se tenha norteado mensagens prementemente necessárias aos púlpitos cristãos em todo tempo. Contatos e conversas daqui, dali e de lá dão contas dessa lamentável verdade “gospel”.

Fato lamentável que alguns rebanhos da chamada “igreja moderna”, mergulhada no clima das euforias do imediatismo interesseiro, nas nuvens de temores e nos apêndices e adendos de buscas de satisfações do que mais importa e interessa aos momentos, parece haver desprezado o oceano do Espírito da Reforma e se deleitado no falso apego aos lagos da conformação. Alguém ainda se lembra da Reforma?

Passaram-se os dias, contudo não se foi esquecido por alguns observadores um pouco mais atentos nos fatos inesquecíveis da Reforma Protestante. E no panorama hodierno eles gritam tão alto e fortemente que parece nos querer despertar, nos sacudir, nos dizer que Lutero estaria outra vez mais batendo o martelo pregando as Institutas nas portas de não poucas igrejas de nossos dias.

Parece que os reformadores, que sacrificialmente derramaram suor, lágrimas e sangue, lamentavelmente pouco ou quase nada estão dizendo para não poucos crentes da geração dos dias de hoje. Lamentavelmente parece que os fatos da Reforma pouco ou quase nada estão sendo de fato lembrados por alguns líderes caminhando trôpegos no malabarismo das necessidades, dos temores, dos orgulhos pessoais desenfreados; nem por pregadores deste tempo e nem por cantores de arraiais dos filhos da casa de Deus, caminhantes ávidos na busca sedenta e desejosa de projeção humana. Anestesias modernas estão norteando gentes e encurralando e neutralizando líderes nos cercados das artificialidades, dos temores e das fomes e sedes deste tempo.

Ainda que algumas mentalidades tentem fazer arranjos de justificativas e apologias, e fujam de encarar os fatos modernos que gritam na mídia e em experiências nos santuários, literalmente a mesma presença que levou a igreja cristã de forma sutil e forçosa se dividir no velho continente europeu, está nos mesmos moldes forçando hoje dividir a igreja cristã brasileira. A voz da Reforma continua gritando incessantemente, e pena que uma das piores ilusões é achar que a ouve, quando para ela se desleixa e não se atenta.

A igreja moderna brasileira, salvo exceções, vem vivendo um outro evangelho, um evangelho diluído em conveniências e modismos fatuais, que não é o Evangelho. Aqui e ali, nega-se nas falas, contudo declara-se com fatos. Uns bizarros e outros nas linhas do inaceitável, desprezível e aborrecível. Uma igreja partidária e separatista dentro de si mesma. Promove grupos e expectativas pretensiosas, desrespeita moldes e despreza indivíduos. Alguém ainda se lembra da Reforma?

A igreja moderna brasileira, salvo exceções, vem seguindo um caminho que não é o seu. Parece haver esquecido seus fundamentos, assim como parece notoriamente ter se afastado de suas origens. Parece que os esforços modernos de alguns estão canalizando rebanhos ou grupos a tomarem e assumirem a configuração particular associativa de clubes de conchavos faccionados, objetos de lucros, pauta particular de negócios, auditório partidário e fracionado, teatro de apresentações artificiais e representações articulosas. Alguém ainda se lembra da Reforma?

A igreja moderna brasileira, salvo exceções, parece vir se conformando, se nutrindo e sendo alimentada por massageamentos espetaculosos ao ego, por enfeitiçamento de vidas através da injeção de jargões ocos, artificiais, inconsistentes, rasos e ilusoriamente aplaudidos. Uma falsa imagem da graça de Deus e uma manifestação de conceitos equivocados a respeito do que é a graça de Cristo. Mensagens não cristocêntricas, mas egocêntricas, hedonistas, estranhas ao Senhor da Igreja. Um mixto frio alimentando falsos conceitos e ilusões anti-bíblicos. Alguém ainda se lembra da Reforma?

A igreja moderna brasileira, salvo exceções, vem caminhando entre extremos e boa parte sucumbida em extremismos. Alguns rebanhos parece não saberem lidar com os teores e conteúdos da centralidade. Percebe-se isso nos seus alvos que recebem a atenção frenética na aplicação de sua atenção sobre áreas isoladas em detrimento de outras. É notável a confusão entre a aplicação de paciência e o tato de tolerância. Um observado afastamento dos padrões de Deus e um apoio simpático em padrões humanos sutilmente efetua exclusões silenciosas e leva a perdas desastrosas percebidas somente depois quando prejuízos batem em suas portas. Alguém ainda se lembra da Reforma?

A igreja moderna brasileira, salvo exceções, perdida apenas em canções de lábios e sacudida em heresias engenhadas pelas sugestões humanas interesseiras. E por falta ou ausência do espírito reflexivo e medidativo para com os fundamentos teológicos, troca-se a sua configuração original pela de ajustamento por associação de amizades contingenciais e de afinidades participativas. Mensagens que não falam de arrependimento e nem de conversão, porém de adesão a um estilo de vida, aderência a estilo de visão concentrada na busca do bem-estar amistoso segundo a visão dos interesses humanos. Alguém ainda se lembra da Reforma?

A igreja moderna brasileira, salvo exceções, parece que aplica seus esforços sobremaneira impetuosa na corrida que um dia já foi de fato veloz e publicamente ousada na evangelização. Hoje apenas para conquistar simpatias e amizades, ganhar vidas, entretanto na ausência dos mesmos cuidados relaxa e opõe-se contra algumas que estão dentro dela. Parece que para algumas mentalidades o importante é não cair da graça, não deixar a fé, entretanto nada ou pouco se fazer para levantar vidas e ensina-las a não serem confinadas a cativações humanas, independente de visões particulares tendenciosas e partidárias que se tenha sobre essas. Fatos que se sobre somaram e acarretaram a pressa da chegada da Reforma Protestante.  

Alguém ainda se lembra da Reforma? Pois é. Passando as vistas na Reforma, e olhando para a igreja moderna brasileira, salvo exceções localizadas, são percebidos os paralelos comuns entre esta incrivelmente moderna e aquela dos dias que antecederam a necessidade da Reforma. Aqueles foram dias de uma igreja fracionada e desencontrada perdendo a identidade cristã; aderindo procedimentos estranhos ao Evangelho de Cristo; desfocando-se dos seus propósitos e desprezando os seus fundamentos teológicos. Lideranças da época pregando discursos desconexos dos valores aprendidos nos caminhos da fé cristã; lideranças desafinadas entre falas, atos e Escritura; lideranças se tornando avessas às Escrituras e engenhando perseguições intolerantes e facções partidárias contra outros líderes dentro de si mesma; aderindo e assimilando interesses afeiçoavelmente politiqueiros e tiranamente partidaristas dentro de si mesma.

Aqueles foram dias de um cenário se desmoronando pelos desastres da hipocrisia teatral contagiando e arrebanhando pessoas pela impetuosidade de promessas otimismistas recheadas com a égide do positivismo egoísta e dos privilégios exclusivistas, e aquilo que era construído sobre os lastros das doutrinas cristãs fundamentais foi sendo aos poucos desprezado e transformado pelas influências das mentalidades tendenciosas, diluídas em interesses com misto de religiosidade. Um quadro lamentável, desastrosamente perigoso de uma igreja que quis se sustentar na força do braço e se impor empregando poderes seculares e buscando aplausos com sutilezas humanas. Que isso diz para a igreja moderna brasileira dos dias de hoje?

Alguém ainda se lembra da Reforma?
EvGS




terça-feira, 14 de outubro de 2014

DELEITA-TE NO SENHOR

DELEITA-TE NO SENHOR
Um convite irrecusável.
No Salmo 37, um dos salmos alfabéticos. Escrito por Davi. Está mencionada uma palavra incentivadora e convidativa, a saber: DELEITA-TE. Este verbete deve ser nossa divisa cotidiana diante da visão do panorama que envolve a diferença entre a recompensa dos justos e a dos ímpios. De forma reveladora ele deixa claro que a prosperidade dos ímpios acaba, e que felizes serão os justos, convidados a deleitar-se no Senhor.

A palavra DELEITAR é mencionada nesse Salmo numa forma de contentamento e satisfação. Deleitar-se significa coloquialmente ter prazer, deliciar-se, regozijar-se. Especialmente neste Salmo, a palavra DELEITAR-SE traduz a original “anagh”, do texto hebraico bíblico, que quer literalmente dizer “tenha um passatempo educado e atencioso, prazeroso e agradável”.

O Livro de Deus nos faz alguns convites numa forma um tanto exortativa quase que imperativa a nos deleitar nas coisas do Senhor.

Um convite para nos deleitar na Sua vontade. Sabemos que Deus é Soberano. Sabemos que Deus é o Todo-poderoso. Sabemos que o Senhor é o nosso galardoador. E em face disso, Sua vontade é soberana e indiscutível. Ainda que não a compreendamos, a vontade de Deus é prevalecente. O Deus Soberano e Dominador faz Sua vontade ser executada tanto no Céu como na Terra e em todo o Universo. Deleitemos na vontade do Senhor, porque nela estamos seguros.

Um convite para nos deleitar na Sua Palavra. A Bíblia Sagrada, na Carta aos Hebreus, diz explicita e categoricamente que a Palavra do Senhor é viva e eficaz. Ela é o martelo que esmiúça a pedra. Ela é a água que nos lava, nos limpa e nos purifica. Ela é pão para o faminto espiritual. Ela mostra o caminho para os errantes desta vida. Ela sempre foi, é e será eternamente. Ela é a fonte inesgotável de sabedoria. Ela possui tesouros escondidos. Ela é para ser lida, meditada, observada, obedecida, respeitada e cumprida. Deus vela pela Sua palavra para fazê-la cumprir. Deleitemos, portanto, na Palavra do Senhor, porque ela é vida.

Um convite para nos deleitar na comunhão com o Senhor. A Bíblia diz que na presença do Senhor há fartura de alegria. Ter e manter a comunhão com Deus não é coisa sem princípios e sem propósitos. Comunhão com Deus é o ele mais precioso do que a melhor amizade que possamos ter entre pessoas nesta vida. Ter comunhão com Deus é ter participação e compartilhamento com Ele nas coisas do nosso viver. Na comunhão com Deus podemos enxergar tudo nesta vida de maneira consciente de que temos um Amigo insubstituível. Comunhão com Deus não significa ostracismo contemplativo em práticas da introversão. Deleitemos no Senhor, porque Ele nos fortalece e nos anima.

Um convite a nos deleitar no resplendor da glória do Senhor. Sabemos que o Senhor é o Rei da glória. O Senhor dos Exércitos é o Rei da glória, diz a Palavra de Deus. É um privilégio dos maiores que podemos ter o de termos a certeza de que Ele nos confere a garantia de que O veremos e seremos como Ele é. De majestade e glória é o Seu trono. Sua glória é imutável, eterna e inigualável. A glória de Sua presença não se resume a pensamentos e emoções movidos pelas suposições e subjetividades humanas. Deleitemos no Senhor, porque Ele é eternamente glorioso e declara que somos participantes de Sua glória.

Assim sendo, deleite-se no Senhor. Ainda que em meio aos revezes e intempéries desta vida, temos um altar e temos um Senhor que é o nosso Senhor, o Rei Eterno Majestoso e Soberano. Sejamos educados e atenciosos para com o Senhor. Tenhamos prazer, alegria, fazendo que o nosso tempo seja agradável com o Senhor. Quando nos deleitamos no Senhor, de fato passamos a nos conscientizar de que tudo de nós está sob o controle e o governo do Senhor. Se deleitar no Senhor jamais significa nos omitir ou negligenciar de aplicar nossa coragem e esforços nas coisas que estão sob o nosso poder de capacidade e dentro das oportunidades. Mas ter prazer e atenção agradável e de boa vontade para tudo no Senhor. 
Deleitemos no Senhor!
Deus seja louvado!
EvGS




terça-feira, 16 de setembro de 2014

LIVRES, MAS NÃO INDEPENDENTES.

LIVRES, MAS NÃO INDEPENDENTES.
Livres por ser libertos em Cristo.
Um dos maiores valores que todo homem almeja e busca é a liberdade. Ser livre é o resultado de favores ou de conquistas, mas também de pagamento de alto preço. A liberdade custa muito caro. Nem todas as pessoas estão prontas para lidar com a liberdade, e dentre elas muitas nem mesmo estão predispostas a lutar pela liberdade que possui, por sua própria conquista ou pela de esforços de outrem.

Deus nos fez para vivermos em liberdade. Assim como as prisões da vida possuem as suas restrições, por outro lado a liberdade possui as suas limitações. Ser livre não significa ser independente, haja vista que de alguma maneira a liberdade e a dependência em algum ponto ambas se encostam ou se convergem.

A Bíblia Sagrada nos dá segurança e garantia da promessa de verdadeira liberdade dizendo: “E conhecereis a Verdade, e ela vos libertará”. E “Se, pois, o Filho de Deus vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. O Senhor Jesus Cristo é o Libertador, já profetizado por Moisés, desde os dias do deserto. O Senhor Jesus nos faz livres nEle.

1 – Livres do pecado. Através dos nossos pais no jardim do Éden, nos tornamos prisioneiros do pecado. Não somos pecadores porque pecamos. Antes, pecamos porque já fomos tornados pecadores. A miséria e as mazelas do pecado atingiram a raça humana e todo o seu ambiente terrestre. Toda a criação geme como que em dores de parto, aguardando a revelação e a redenção dos filhos de Deus. Jesus Cristo nos faz livres da força da lei habitual do pecado. 

2 – Livres do inimigo dos homens. A Bíblia Sagrada nos diz que o Senhor Jesus nos transportou do império das trevas e nos levou para o reino do Seu amor. O Filho de Deus veio para por em liberdade os cativos. O inimigo dos homens tem em si mesmo o selo do engano e a perspicácia da mentira. Todavia, o Filho de Deus liberta e faz transformações no seu interior. Jesus Cristo nos faz livres do poder dominador e opressivo das trevas.

3 – Livres da morte eterna. Para a morte física, todos os homens caminham. Porém o que nem todos sabem conscientemente é que além dessa existe a morte espiritual, com o banimento eterno. O Deus Pai e Criador quer que todos os homens sejam salvos, porém a escolha decisiva em aceitar ou rejeitar a vida eterna em Cristo reside na vontade do homem. A Bíblia diz que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Jesus Cristo nos faz livres da morte eterna porque nos dá a vida eterna.

A boa notícia do Reino para todos nós é que Ele desceu ao cativeiro, nos libertou e nos deu dons! Ele é o nosso Libertador, e também aceitamos o Seu senhorio soberano sobre nós e recebemos de Sua bondade, misericórdia e favores. Por ser o nosso Senhor, sem Ele nada podemos fazer. Somos discípulos e servos dependentes dEle. Somos livres em Cristo e dependemos de Cristo!

Libertos, mas não independentes!
Deus seja louvado!
EvGS – Ev. Glauko Santos




quarta-feira, 14 de maio de 2014

DISCÍPULO.

DISCÍPULO.
Basta que seja como o Mestre.
A palavra DISCÍPULO é formidável. Ela aparece cerca de 270 vezes nos textos originais do Novo Testamento. Ser discípulo é ter a oportunidade ímpar de poder aceitar e contar com os cuidados e as orientações de um mestre. Ser discípulo é estar disposto e disponível a atentar, a perceber, a captar, a depreender, a aplicar e a se conduzir dentro da disciplina ministrada por um mestre. Felizes são os que conseguem e persistem enfrentar os caminhos e neles vencer os desafios aprendendo com um mestre.

A palavra DISCÍPULO tem a mesma raiz da palavra DISCIPLINA. Ser discípulo é possuir a sensatez e o equilíbrio de enquanto esteja aprendendo possua o olhar para o futuro já sabendo que em algum momento pelos vieses naturais da vida não poderá fugir de pelo menos das eventuais responsabilidades de ser um exemplo, ou de vir a ser um mestre.

Ser discípulo é mais do que simplesmente ouvir e aprender. Ser discípulo é responder e corresponder ao que se ouve e apreende. A essência do ser discípulo é estar disposto a se submeter aos processos de aprendizado debaixo da responsabilidade de um mestre. Discípulo é alguém seguidor, imitador, do modelo de vida proposto por um mestre a quem esteja vinculadamente apegado. Ser discípulo é ser bem mais do que um simples aluno ou um aprendiz.   

A visão de conceito que o mundo ocidental tem do ser um discípulo demonstra alguma diferença da visão do ser discípulo cultivada e respeitada no mundo oriental. Na visão ocidental, ser discípulo é ser um aluno, um aprendiz, com vinculação eventual. Na visão oriental, o ser discípulo significa ser seguidor, imitador, persistente no processo de aprendizagem vendo, ouvindo e fazendo em cada etapa, seguindo submisso e disciplinadamente os conteúdos e desafios propostos em todo o processo da ministração. 

Discípulo é um vocábulo que recebeu maior atenção direta em tempos um pouco remotos dos nossos dias. As influências da vida pós-moderna parecem haver atingido alguns corações na casa de Deus. E por esta causa, a sublime tarefa de fazer discípulos está notoriamente sendo negligenciada por alguns. Lamentavelmente, o produzir discípulos para o Mestre está sendo substituído pelo reproduzir amigos colaboradores e partidários de ambiências.

Ser discípulo implica em ter a base das doutrinas e da história de sua fé. Ser discípulo não significa possuir pré-requisitos de inteligência, de conhecimentos, de perfeição sob a ótica humana, ou de qualquer item adquirido através das capacidades humanas em geral. Ser discípulo é ter inicial e fundamentalmente a disposição de aceitar ser moldado por seu mestre. O Senhor Jesus é o nosso Mestre, somos Seus discípulos. Entre nós temos mestres nos dado pelo nosso Mestre, porém nenhum de nós venha se permitir perder as natureza e características de discípulo do Mestre. É preciso exercer a consciência de continuarmos todos essencialmente sendo discípulos.

Nos dias hodiernos parece que o ser discípulo passou a ser coisa do passado, ou que caiu de moda. Há algumas gentes ansiando e forçando ocupar o lugar de mestres, em razão de algum cabedal de conhecimentos adquiridos nos bancos acadêmicos. Assim como existem algumas mentes que, acreditando estar ocupando alguma posição influente ou usufruindo de algum status expressivo, demonstram pela exteriorização dos seus pensamentos e ações de que já deixaram de ser discípulos.

Os dons ministeriais na casa de Deus, que são bênçãos para o povo de Deus, e o Senhor os deu visando a edificação e o aperfeiçoamento dos santos, parece haverem sido obscurecidos por estranhas visões. Assim como alguns cargos e funções na casa de Deus parecem estar sendo desenvolvidos divorciados da essência do ser discípulo.

E a virose sagaz e sutil da síndrome do gigantismo vem contagiando almas levando-as a perderem a essência de discípulos. Se afastam imperceptivelmente da disciplina do Mestre, e ganham as foscas e obscuras lentes de idealizador. Deixam os caminhos de discípulo e abandonam os princípios do discipulado, tornando-se idealistas mentecaptos.

A virose do gigantismo possui a força de contaminar e se ocultar no coração e mudar a visão e as atitudes. Discípulos que começam em crescimento, contudo se perdem e se permitem inchar-se. Gigantes por inchaços ilusórios, e não heróis na fé. Discípulo possui altruísmo, mas não gigantismo.

Crentes que já foram e caminharam nas passadas de discípulos, chegaram a obter crescimento nelas, todavia num dado momento sem que se percebessem de si mesmos, pararam de crescer e passaram a inchar-se. Perderam a maturidade, a sensatez, a natureza e a coerência de discípulo, e ganharam popularidade pelas malícia e insipidez dos desacertos e dos desconsertos provocados pela síndrome dos inchaços adquiridos.

Para algumas gentes, o ser discípulo parece ser coisa do passado. Para algumas mentalidades hodiernas, influenciadas por fatores do secularismo, parece que o importante nesta última hora chegada, é brilhar como artistas, estrelas, presidentes, chefes, caciques, pajés, coronéis, capitães e capatazes. Para algumas dessas gentes, o ser discípulo parece ser coisa de gente pequena, minúscula, submissa, subserviente, em busca dependente e catado de favorecimentos.
É preciso ser e manter a natureza e a coerência de discípulo, a fim de que os homens insulsos e destemperados não encontrem lugar para dar passadas e pisadas no sal. Para que os filhos das trevas na sua escuridão não achem brechas para exercerem influências e forças contra as lamparinas.

Somos feitos filhos eleitos de Deus por adoção, mas não somos feitos para ser endeusados. Somos amigos do Rei, mas o nosso reino não é deste mundo. Somos vitoriosos em Cristo, mas nossa vitória não se resume a sucessos sobre causas materiais desta vida. Somos chamados para ser discípulos aprendendo do Mestre, seguindo o Mestre, sabendo conscientemente que o nosso destino final é estar com o Mestre. Nosso papel é brilhar como astros no mundo, mas não somos astros e muito menos estrelas. Somos discípulos do Senhor Jesus Cristo.
EvGS




sábado, 12 de abril de 2014

A IGREJA CONTINUA A MESMA

A IGREJA CONTINUA A MESMA...
Algumas igrejas que não.
O Senhor nosso Deus é incomparavelmente surpreendente. O Senhor nosso Deus é soberanamente o Provedor, Protetor e Mantenedor da Sua Igreja. Dia após dia o Espírito de Cristo, do Senhor da Igreja, tem levantado e enviado pastores, mestres, doutrinadores, estudiosos e ensinadores, comprometidos com Deus, com a Sua Palavra e com a Sua Igreja a exortar os filhos da casa de Deus ao comprometimento fervoroso com a essência e as virtudes do Evangelho de Cristo antes do momento iminente do grito da meia-noite no anúncio da chegada do Noivo.

É incrível e extraordinário o conteúdo que o apóstolo João recebeu na inspiração do Espírito e o escreveu nas suas epístolas universais para a Igreja do Senhor Jesus em todos os tempos. E tão quanto mais notáveis, úteis e necessários os seus conselhos e recomendações exortativos para a Igreja militante no tempo do fim. Ele faz notar que é possível uma pessoa ou um grupo continuar sendo crente, mas ter deixado os limites da ortodoxia para trás. Ultrapassar os limites da ortodoxia é ir além do que a Igreja foi ensinada.  

Faz alguns anos que mentes pensavam e declaravam que a semeadura do joio no meio do trigo seria esforço feito por trabalhadores estranhos à seara do Mestre. Os anos se passaram, e o que cada dia se mostra e se configura é a elaboração laboratorial do joio e a sua semeadura feitos e levados a todo esforço por gentes em todas as posições e setores no santuário ou ligadas a ele. O comichão nos ouvidos e a inconformidade com o que foi recebido dos nossos primeiros pais primitivos estão levando pessoas e grupos a se tornarem vulneráveis às investidas de espíritos estranhos à Igreja do Senhor Jesus.

A Igreja do Senhor Jesus continua a mesma. Algumas igrejas que não, por diversos e vários fatores observados e testemunhados. Respeitando as excessões. No seu livro “O que estão fazendo com a Igreja”, o Rev. Augustus Nicodemus traça linhas competentes, resultantes de um exaustivo e louvável trabalho de estudo e pesquisas acerca do afastamento e desvio de igrejas da Igreja. Vale dizer que as realidades hodiernas de igrejas ao serem confrontadas com a realidade da Igreja revelam assustadoramente esse distanciamento por parte delas em relação à Igreja do Senhor Jesus. São fatos testemunhados e constatados cotidianamente no suor das tarefas sacras. Esses fatos publicam mais do que palavras podem dizer.

O primeiro deles que mostra esse afastamento, é notado nas tendências da natureza humana decaída dominando sobre os gostos. O gosto por bispos e apóstolos. O gosto por posições nominais, pompas, domínios monopolizadores, e rituais. Uma busca pela veneração e respeitabilidade à base de mecanismos da imposição formal ou ideológica, ao invés de ter sua base na prática e no exemplo de vida fundamentados no que se foi recebido do Senhor e do apostolado. As incoerências na linha de conduta vêm publicando a grande divergência e afastamento dos moldes de tratamentos e modo de viver ensinados à Igreja.

O segundo a declarar esse distanciamento consiste na idéia de que pastores e líderes são mediadores entre Deus e as pessoas. O exemplo disso está sendo comprovado na terceirização da fé, na transferência de confiança às chamadas “orações poderosas” de pessoas detentoras de algum grau de influência sobre outras. A recorrência depositária de confiança em terceiros através da auto-exclusão nutrida por ignorância e analfabetismo bíblicos pode ser claramente constatada em muitos círculos de crentes.

O terceiro a mostrar a realidade desse afastamento está na forte presença do misticismo supersticioso sobre nomes, pessoas e objetos. Uma das tendências da natureza humana decaída é buscar adorar algo fisicamente visível ou alguém ou ser adorada por alguém. O misticismo supersticioso tem arrastado pessoas e grupos a serem adoradores cativos e cegos a nomes, títulos, rótulos, pessoas, assim como de mistificar objetos, amuletos, patuás, produzidos com o suposto fim de através da aquisição destes, pessoas possam por eles agradar a Deus e obter respostas, bênçãos e favores divinos. Uma ilusão que apenas tem alimentado o mercantilismo religioso. Em alguns círculos evangélicos, o almoxarifado e os balcões do misticismo supersticioso são abastecidos pela ignorância e insensatez de se dar ao esforço de comprar objetos, amuletos e patuás “evangélicos”, entretanto se resumem e se esquivam de adquirir literaturas e vídeos competentes para se edificarem e serem robustecidos na sua cosmovisão e na sua fé.

O quarto fato a mostrar a realidade gritante desse afastamento reside nas equivocadas aplicação e admissão dos conceitos entre o que é sagrado e o que é profano. Entre alguns crentes se desenvolveu uma cultura evangélica brasileira que por anos incorreu no triste prejuízo de infundir na mentalidade evangélica um estilo de tratamento opositor, antagônico e anti-religioso entre crentes e pessoas de outras religiões ou credos. Alguns seguimentos evangélicos ainda foram mais além, ao semear o tratamento opositor entre crentes e crentes, entre igrejas e igrejas, tanto de denominações distintas como até de algumas de mesma denominação.

O quinto fato a revelar esse afastamento pode ser visto no acatamento e assimilação de modismos e movimentos para atenderem a febres eventuais ou satisfazerem a necessidades existenciais e psicológicas das pessoas. Invenções próprias e consubstanciadas nos gostos e no querer das tendências da natureza humana decaída ditam lugar e reivindicam presença em alguns santuários. Não importa se o conteúdo interior com base bíblica é mais importante. Todavia nesses o mais interessante e atrativo é que as coisas aconteçam para causar “mostras” exteriores de satisfação e preenchimento de lacunas momentâneas no homem natural.

Alguns crentes e lideranças já conformativa e associativamente assumem o lugar da adoração congregacional com a “ministração” de espetáculos e apresentações cênicas rotineiros e isolados da ministração bíblica, em detrimento da adoração sacra e devocional pautada nos princípios e propósitos dos serviços de culto e adoração a Deus. O culto congregacional ao Senhor é um serviço composto de tarefas sacras e ao mesmo tempo uma manifestação livre e respeitosa de expressões individuais unidas, pautadas e dirigidas em princípios e propósitos ensinados na Palavra de Deus.

O sexto fato que mostra esse afastamento consiste na prática do seletismo de pessoas segundo a visão humana. Essa forma de seletividade empregada com visão humana tem possibilitado e viabilizado o espírito faccioso e dissensor a infiltrar e imperar austeridades, partidarismo, separatismo, autoritarismo e coisas não-condizentes, incompatíveis e estranhas ao Espírito da Igreja, e para enfraquecimento da fé e do ânimo em muitos crentes e igrejas.

O sétimo fato revelador desse distanciamento está comprovado no lento e continuado abandono e desprezo das linhas que demarcam claramente o solo santo da fé histórica da Igreja. Uma fé fundamentada nos exemplos dados pelo Mestre e praticados e corroborados pelos apóstolos e pelos crentes primitivos. Uma fé embasada na Palavra de Deus, e não uma crença condicional assanhada por espetáculos e movida pelos interesses pessoais particulares que entronizam apenas o ego e a pessoa do crente.

O oitavo fato que mostra de forma gritante esse afastamento está na infiltração e na impregnação do neoliberalismo em crentes e igrejas. Uma cultura que “ilumina” crentes com ilusões viciosas que não lhe levarão a lugar algum. Apenas os conduzirão para o pântano das frustrações, das decepções, das descrenças e do cansaço desmotivador da capacidade de crer e confiar. Uma cultura que leva pessoas a acreditarem em tudo que é mecanizado e manifesto entre paredes nos templos, e ao mesmo tempo sutilmente leva pessoas a terem um futuro pontilhado pelo veneno do descrédito e da incredulidade. Uma cultura que obscurece e anestesia a capacidade de exame e crivo sobre as coisas que estão sendo executadas para o Senhor e em Seu nome.

Tem sido terrível a fabricação e a instalação de neoliberais em igrejas. O que na verdade, forte e veementemente foi combatido na Igreja e por ela. Meios e instituições crentes produzindo gentes que infestam do neoliberalismo sagradas tribunas. Promotores do neoliberalismo cedendo púlpitos para a disseminação da cultura neoliberal disfarçada de “cultura de pensamentos bíblicos” e recheada de “pensamentos cristãos”. E por conta da ignorância e do analfabetismo bíblico e teológico, muitos crentes desavisados têm sido levados como vítimas vulneráveis da cultura do neoliberalismo disfarçado em igrejas.

E por fim, o nono fato revelador desse afastamento está no acatamento de conceitos e assimilação de práticas em destino a um falso progresso. Um progresso que descaracteriza e desvia crentes e igrejas dos verdadeiros propósitos da vida cristã e das doutrinas bíblicas que regem os princípios de vida no Reino de Deus. Grupos históricos vêm sendo movidos dos alicerces cristãos. Algumas igrejas e suas lideranças deixam claramente transparecer os seus medos e ressentimentos diante de falsas acusações neoliberais que influenciam intimidação a grupos conservadores, maldosamente conceituando-os como igrejas estagnadas, engessadas, sem progresso e sem frutificação.

A força do espírito dos libertinos também é notada atuando de forma sutil, aberta e sem oposição em igrejas. Lideranças cedem lugar a mentalidades conformativas ao sistema mundo no pensar e no agir. Na busca de um suposto progresso, imperceptivelmente crentes e lideranças crentes estão sendo arrastados pelo espírito libertino liderando-os inteligentemente para o estado de diluição, de perda de identidade cristã, de distanciamento dos ensinamentos do Mestre e Senhor da Igreja e, por fim, da perda da razão de existirem como igrejas.

Crentes e lideranças crentes vêm clara e literalmente se perdendo em promoções de momentos imediatistas que transitam entre extremos, a saber: os que numa ponta vão desde a ausência de razão bíblica até na outra a de pluralidade que atenda e sacie apenas o momento humano presente, em detrimento do permanente que nutra, fortaleça e conserve a fé, o ânimo e a esperança no futuro prometido pelo Senhor aos Seus servos.

“Filhinhos”, que demos ouvidos às bem-aventuradas palavras escritas pelo apóstolo João.
EvGS




sexta-feira, 4 de abril de 2014

FORMALISMO RELIGIOSO

Formalismo religioso
Guardai-vos desse fermento.
Os bons dicionários em sua maioria definem a palavra formalismo como sendo o apego excessivo a formalidades. A tendência de privilegiar e enaltecer a forma e as qualidades formais em detrimento do conteúdo e da realidade. A preocupação com a forma externa acima do conteúdo interno. Em suma, a formalidade visualiza prioritariamente a forma exterior, ao mesmo tempo em que despreza o conteúdo interior.

Para o formalismo importa que a forma exterior satisfaça e prevaleça, enquanto o seu cerimonialismo abafe e/ou afaste a realidade do conteúdo interior. Formalismo é uma palavra normal e aceitável em alguns âmbitos, mas também por vezes mal compreendida. Em algumas ocasiões e para algumas circunstâncias se cabe o formalismo. Ser formal não é sinônimo de ser fechado ou engessado. Todavia, como cada coisa tem os seus tempos e lugares, assim o formalismo tem os seus. Se o formalismo é para algumas coisas uma trava, o seu excesso é um desastre.

E um âmbito no qual o formalismo se faz ser por vezes chocante é no religioso. O formalismo religioso conforma a alma no desprezo dos valores interiores e no sono cerimonioso da prática mecânica de tradições; promove o arrefecimento da comunhão e contribui para o desfalecimento da fé e desrespeito aos valores interiores do próximo. O formalismo religioso afasta pessoa de pessoas.

O Senhor Jesus nos dias do Seu ministério terreno encontrou e defrontou-se com o formalismo religioso que estava imperando e campeando naquela época. O Senhor Jesus combateu forte e veementemente a prática do formalismo religioso no Seu tempo. E isso não foi em vão. O formalismo religioso atraia, concentrava e cativava a atenção para o que mais importava ser visto pelos olhos, enquanto a manifestação da alma e da essência do conteúdo interior estava sendo desprezada.

O formalismo religioso confere identidade e declaração de desequilíbrio, incoerência e desconexão com o real significado do servir a Deus e a do servir a vidas. Causa choques. Choca, afasta e intriga. Na área religiosa o foco original e legítimo concentra-se primaria e exatamente no conteúdo interior. É no interior onde está o ponto forte que emana, manifesta e reflete seu conteúdo para o mundo exterior.  

O formalismo religioso viabiliza o abrir brechas para a hipocrisia, e não obstante abre vagas sutis para a mediocridade comandar. É possível e louvável o ser sensato e equilibrado na formalidade, todavia é honroso e decoroso ser legítimo e coerente na informalidade. Enfim, um tempero que faz subir escadas sem se dar lugar para a soberba, e leva a descer degraus sem se dar espaço para o vil, o indecoroso e muito menos ao profano.

O formalismo religioso é desastroso, mesquinho e intolerante. Festeja e agita a bandeira de tradições e ao mesmo tempo entulha as vias da compaixão e desdenha da misericórdia. Engole o camelo e côa o mosquito. Critica o argueiro nos olhos alheios e se conforma com a trave nos seus próprios. O formalismo religioso fala alto e sua voz pode ser ouvida, entretanto os seus moldes jamais devem ser imitados. Invejar e apedrejar são a sua perícia, e exercer a misericórdia é a sua incompetência.

O formalismo religioso mantém pintado o sepulcro de cal e nele esconde seus restos ressequidos e sem vida. Nas esquinas faz contas e publica o mínimo de sacrifício feito por si e despreza e abafa o tanto de suor, sangue e lágrimas da exaustão e cansaço alheios. O formalismo religioso agrada ao que lhe apraz e sacia o seu ventre. Comunga, se conluia e busca a proteção aos pés do império de Cezares e joga e se diverte com o poder do Reino.

O formalismo religioso assiste de forma fervorosa e vibrante o “lavar das mãos” diante de causas cruciais. Muitas vezes sem que se aperceba, promove a vergonha pública da coroa de espinhos e da cruz. Por vezes e em ocasiões propícias a si, usa as reservas da prata para comprar a traição. O formalismo religioso sugere adesão e corre atrás de prosélitos, porque também é impotente, amordaçado e manietado em demonstrar e convencer da conversão. Somente se oferece aquilo que se possui.
O formalismo religioso imperceptivelmente abre espaços e promove de forma tola a plataforma do desmantelo. O formalismo religioso literalmente ama, zela e adora cada acentuação e pontuação das letras, todavia abafa, sufoca e extingue a coragem e a intrepidez do Espírito. O formalismo religioso é um ébrio tentando se passar por lúcido e equilibrado. É um manco que caminha encostado em ombros interesseiros e aproveitadores, e manqueja apoiado em muletas alheias. É um cego guiando outros cegos. Ata e amarra em si o viés das picuinhas e afrouxa e solta os cordões da insensatez, da insensibilidade, da desonestidade e da subestimação.  

O formalismo religioso polidamente destrata, açoita e oprime líderes, e desrespeita e humilha liderados. Ele não permite olhar para o chão a enxergar a água da bacia lhe cobrando lavar pés alheios. Porém trata o redil como se este fosse subdividido em currais cativos numerados para dar suporte a bancadas e câmbios que atendam aos seus fins para si. O formalismo religioso possui a eficiência sagaz de se infiltrar, se ocultar e se escudar em cargos e posições, com a finalidade de manter parasitariamente contínuos os seus maus hábitos rotineiros.

O formalismo religioso é um verdadeiro desastre vestido de polidez e causador de escombros. Enquanto elegantemente olha para o exterior e se preocupa com a mediocridade de aparências e performances, números e numerários, estatísticas e tributos, tragicamente esconde-se das incumbências e tarefas inerentes, clamadas pelas realidades. Ele foge e se oculta das vozes dos clamores lhe cobrando coerência e afinação de atitudes, ações e posições, a fim de evitar a queda nos perigos conseqüentes da insipidez.

Que o formalismo religioso seja mantido distante do coração dos filhos da casa do Pai. Não tenhamos qualquer afinidade ou simpatia pelo formalismo religioso. Que sejamos simplesmente discípulos do Mestre amado, filhos da comunhão e da liberdade conforme a graça de Deus que nos alcançou. Não sejamos colaboradores da fidalguia tola e da soberba vergonhosa produzidas pelo formalismo religioso. Sejamos tão somente ministros de Cristo e despenseiros fiéis de Deus entre os homens.

Não abracemos o formalismo religioso em detrimento dos princípios.
Deus seja louvado!
EvGS




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

EM CIMA DO MURO...

EM CIMA DO MURO...
A indefinição é um campo apreciado do diabo.
Indefinição é o termo apropriadamente usado para sintetizar a expressão popular “em cima do muro”. Estar “em cima do muro” significa ter uma definição vaga, incerta, indeterminada, vazia. Por vezes, chega-se a dizer daquilo que é ou está “meio certo e meio incerto”. Enfim ser ou estar indefinido. Indefinição é sinônimo de confusão, de dúvida e de incerteza.

A indefinição tem sido um verdadeiro ninho favorito e propício ao campear das artimanhas do diabo. O campo da indefinição é um terreno especial e favorável ao trabalho sagaz, astuto e ardiloso do adversário das almas. Estar no terreno da indefinição é estar no lugar propício a se tornar vitima do diabo.

É na indefinição que muitas coisas abrem portas para a destruição. É na indefinição que vidas perdem o melhor de si e sucumbem diluídas em parâmetros que jamais os desejaram para suas existências. A indefinição levou gente a perder batalhas, e até hoje arrasta vidas a deixarem de ganhar vitórias. Indefinição de pensamentos leva ao terreno das más escolhas, e quando irmanada à falta de convicções seguras e verdadeiras, se torna em um pântano movediço da incredulidade e das dúvidas.

A indefinição traga identidades, mata e destrói literalmente conceitos, ajuda na transformação, deformação e inversão de várias coisas tanto na vida coletiva como na individual. Quantas almas já foram tragadas pela indefinição e logo depois vieram se dar contas que estavam diluídas entre as cercas farpadas da relatividade. Deixaram de ser quando se despertaram por saber que já não eram mais o que já foram um dia. A indefinição abre e facilita atalhos para a desgraça imperar.

A indefinição é causada por alguns fatores, a saber: a afinidade por gostos e apreciação; os medos; os receios; os temores; a incredulidade; ausência de aplicação da sabedoria; imaturidade e inconsistência para satisfatoriamente lidar e conjugar com as vias do elemento humano; insegurança para apropriadamente lidar com os trâmites dos contextos que nos rodeiam; a busca de obter suporte e simpatia.

As afinidades por gostos e apreciação é um terreno movediço e enganoso. Nem tudo ao qual se aplica o gosto dos olhos e dos desejos é agradável a Deus. Há coisas que se gosta pelas vistas e pelos desejos que nos fazem entrar em inimizade contra Deus. Nem tudo que o coração e as licitudes e conveniências humanas instigam nos mantêm em harmonia e aprovação com Deus e Sua Palavra. Há afinidades que mais cedo ou mais tarde conduzem aos passos para indefinição.
O medo de cair nas malhas da rejeição popular; o medo de ficar só e perder números e recursos em geral; receio de se tornar em alvo das más opiniões alheias; temor subjugado às vistas do elemento humano. Dia após dia, os medos vão revelando e trazendo à luz tanto o que era, como o que é, e quanto o que um dia nunca foi. A corrida por números e recursos tem afastado muito boas gentes para a indefinição e por conseguinte à dubiedade e por fim para a incredulidade.

Gente “em cima do muro” é gente indefinida. Indefinição também é sinônimo de mornidão. E há coisas na vida humana que jamais podem ser levadas na base da mornidão. Ou é quente ou é frio. Ou seja, ou se define ou se perde diluído nas águas da indefinição. Gente “em cima do muro” é gente que não sabe discernir e posicionar-se no que gosta, no que aprova, no que deseja, no que carece. Gente “em cima do muro” é gente que aprova tudo e não reverencia e respeita coisa alguma além de seu parecer unilateral e próprio. Gente “em cima do muro” não pode esquecer que um dia vai chegar ao momento fatal e crucial de escolher a quem servir.

“Em cima do muro” é uma triste e lamentável expressão que tem afogado e sufocado muito boas gentes.

E a cada dia que se aproxima da volta do Mestre Amado a buscar a Sua igreja, mais e mais indefinições, e gentes indefinidas, e amantes da indefinição vão surgindo. Há gentes interesseiras para com a manutenção de seus desejos e anseios, tirando proveito do panorama da indefinição, e se vendo e se desejando para que ele seja total e completo em tudo.

A indefinição já tomou conta de muitos corações. Se tornaram indefinidos. Em razão de algum fator que lhes sobrevieram ou depararam. Foram engodados e flertaram com as ameaças da horizontalidade, abriram espaços para a indefinição lhes alagar e afunda-los. Por fim perdidos tentam reencontrar a porta que lhes assegura a verticalidade. O difícil não é perder a ligação vertical, o mais penoso é fazer valer e predominar as sementes e o néctar da ligação vertical numa horizontalidade perdida em cascas e caroços.

Estar “em cima do muro” é abrir portas para preceitos e fundamentos estranhos assumirem o trono e deterem o cetro da tirania contra tudo o que se chama Deus ou O adora. Estar “em cima do muro” é se conformar com a mentalidade do sistema mundo e seguir apenas alimentando o desejo de talvez um dia futuro vir a ser transformado pela renovação do entendimento. Estar “em cima do muro” é se associar à uma multidão omitindo dela as verdades fundamentais da Palavra de Deus e o que Ele pede do gênero humano.
Essa coisa de ficar “em cima do muro” tem levado muita gente ao pátio das desgraças, ao hall dos desatinos, à sala dos destroços, ao quarto dos escombros, à cozinha dos destemperos ao quintal dos desesperos. Essa coisa de ficar “em cima do muro” tem amordaçado bocas e manietado mãos de não poucas gentes medrosas, receosas, duvidosas, temerosas. Essa coisa de ficar “em cima do muro” pode atrapalhar não poucos projetos, frustrar e travar planos extraordinários.

Não alimentemos as bandejas da indefinição. Não nos conluiemos com a mentalidade da indefinição. Não abramos portas para recepcionar e hospedar a indefinição, muito menos para flertarmos com ela. Sob pena de virmos chorar remorsos (não arrependimento, e sim remorsos mesmo) sobre coisas que hoje querem fazer nos omitirmos, nos esquivamos, nos sentimos acuados e coagidos. Quando não é o Espírito de medo que nos foi dado. Temos uma identidade espiritual, o povo de Deus é um povo definido, com propósitos definidos e de ações práticas definidas.

Quente ou frio, porque morno não serve!
Deus seja louvado!
EvGS




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

COMO EM DORES DE PARTO

Gemidos como em dores de parto...
Toda a criação geme...
É notório o quadro crescente de aflições que pontilham e sufocam toda a criação. Todo o reino animal e o vegetal encontram-se subjugados pela inutilidade, pela decadência, em todos os sentidos. Há estragos visíveis ou não, em toda parte. Por muito que seja feito em prol das muitas e variadas tentativas de contenção ou livramento desse estado de inutilidade e de retardamento de estragos, a decadência é patente e progressiva.

As palavras inspiradas do Espírito Santo, escritas pelo apóstolo Paulo, na sua Carta aos Romanos, nos faz esclarecidos do ponto-chave nos efeitos do que progressivamente assola toda a biosfera terrena. Rm 8.17-28. Apesar de todos os esforços empreendidos pelas diversas áreas, todo o ecossistema encontra-se em aflições e gemidos como em dores de parto. É inegável essa verdade bíblica. E quando mais se aproxima a vinda do Senhor, mais os dias se tornam trabalhosos e os tempos mais difíceis. Isto em todos os sentidos.  

Não são pontos concentrados como originários da sociedade humana em si em geral. Mas sim os efeitos vividos pela sociedade dos homens e pela natureza criada, em geral. Os efeitos naturais advindos da maldição da Terra por ocasião da entrada e instalação do pecado nela. Gn 3.16-19. As aflições e os seus gemidos têm uma origem e suas conseqüências despensacionalmente permanentes e cronologicamente progressivas.

A Bíblia Sagrada diz que toda a criação está em ardente expectação aguardando a manifestação dos filhos de Deus. Há gemidos por toda a parte. Gemidos ocultos e alarmantes. Gemidos silenciosos ou com palavras e ações. A presença do aumento de males extensivos em todas as formas e em todas as áreas é incontestável. Não há argumento contrário, tanto quanto a sua existência como quanto ao seu aumento progressivo.

Especialistas em todas as áreas, fóruns nos diversos âmbitos, simpósios e conclaves nas várias áreas, estão expressando a constatação de que há realmente a ocorrência progressiva de males, de que há chamadas à atenção para esses denominados fenômenos desafiantes. E não se trata de um mero efeito provocado primariamente pelo aumento do número de habitantes no ecossistema. Mas um efeito englobando todo o ecossistema. Um sofrimento de desequilíbrio natural resultante de uma causa espiritual.
Há uma tentativa de acusação focando como causa principal o homem. Há um elemento acusador se ocultando atrás das acusações contra a coroa da criação. Há uma busca de causar e influenciar deméritos contra o Criador, citando o homem como o pivô principal. O homem é apenas uma vítima envolvida e participante nos estragos. Atrás de belas palavras, de inteligentes expressões e de engajamento de formalizações pró-preservação do homem e do ecossistema em geral, existem o reconhecimento e as limitações das capacidades bem intencionadas a favor da vida terrena.

Muitas argumentações diretamente contra o fator humano visam até imperceptivelmente atingir indiretamente ao Deus Eterno e Criador do homem. É preciso se perceber a presença do desfecho de revolta do fator Satanás pulverizando de forma politizada áreas no intuíto de lançar insumos e acusações diretamente contra a coroa da criação, contra os escolhidos de Deus e efetivamente de forma indireta contra o Deus Eterno Criador.

Por todos os lados está a presença da vaidade inútil e passageira em todos os ambientes humanos. A decadência moral e a espiritual nos vários segmentos humanos estão movendo sistemas ao mesmo tempo que sufocando o homem e a natureza criada. Enfim, as aflições e gemidos gritando em ardente expectação da manifestação dos filhos de Deus na glória incomparável que irá libertar a criação. Não tem como se negar a presença de gemidos. Ainda que o homem experimente momentos de alegrias, euforias e satisfações, a marca dos gemidos entretanto está presente como numa mulher em proximidade de trabalho de parto.

O texto de Paulo aos romanos citado acima, também nos faz ver e nos imprime a certeza de que todas essas aflições não são para comparar com a glória que nos filhos de Deus será revelada. A glória futura é incomparável. Há uma esperança, a saber Cristo Jesus, em nós a esperança da glória! Apesar de todas as aflições, podemos contar com o Espírito gemendo no nosso interior de forma inexprimível intercedendo ao Pai Eterno de uma maneira jamais alcançada pelo nosso entendimento.
 Apesar das aflições e gemidos da criação, o Espírito de Deus em nós expressa-se diante do Senhor que sonda e conhece o interior de cada homem, e por nós Ele se endereça ao Pai de forma como de nós mesmos humanamente não conseguimos. Enquanto a criação geme em aflições e gemidos debaixo de um jugo conseqüente da queda do primeiro homem terreno no Éden, nós através do segundo homem espiritual alcançamos a graça de, tendo as primícias do Espírito, e mesmo gemendo no nosso interior, sermos favorecidos pela intercessão dEle ao Pai.

Diante da realidade das aflições e dos gemidos, estamos certos de que nada nos separará do amor de Deus. Cristo Jesus é a esperança! Diante de todo o implemento da lógica e dos aprimoramentos humanos, por melhores e bem intencionados que sejam em favor da contenção ou minimização das aflições e gemidos na Terra, estamos certos de que nada se compara com a glória que em nós há de ser revelada por meio de Cristo Jesus na Sua vinda e no Seu Reino. Nos nossos gemidos deve ser mantida a nossa esperança na glória prometida a nós por Aquele nos amou primeiro e nos transportou do império das trevas para o Reino do Filho do Seu amor, a saber o Senhor Jesus Cristo.

Jesus Cristo, o Senhor, é a real e verdadeira esperança da glória!
Deus seja louvado!
EvGS




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

QUE HÁ COM A PREGAÇÃO HOJE?

UM PANORAMA DA PREGAÇÃO
Que há com a pregação hoje?
A pregação é o meio pelo qual aprouve Deus usar homens para fazer publicamente conhecidos a Sua doutrina, o Seu plano salvífico e redentivo e demais coisas do Seu Reino para o homem. A pregação em todos os tempos tem sido o veículo de contato direto inter-pessoal que leva num dado momento uma coletividade a ouvir acerca de Deus e da verdade espiritual histórica da raça humana. A pregação eficaz sempre produz reação no interior do homem que a ouve.

A pregação está intimamente ligada ao ouvir. A pregação visa fazer o homem ouvir e conhecer as coisas de Deus e aplicá-las à sua vida e contextos, através da explicação e exposição das Escrituras Sagradas. A Bíblia Sagrada diz que “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a Palavra de Deus”. Rm 10.17. É através do ouvir a Palavra de Deus que o homem recebe a fé para crer no Senhor e em tudo que lhe está afeto até onde podemos assimilar ou onde está nos permitido acessar e conhecer.

A pregação contém, e deve conter, ensino e doutrina que informam e formam. Sem estes quesitos, não passa de falas momentâneas. A verdadeira pregação carrega consigo no seu conteúdo a doutrina e na sua execução o ensino. Não há como desligar a pregação do ensino e da doutrina. Entretanto, o ensino não é pregação. Enquanto o ensino é uma atividade sistemática com execução seguindo um processo com objetivos diversos alcançados no passo a passo sistematicamente, a pregação é uma tarefa de tempo curto, com propósito bem definido para atender a uma necessidade num dado momento.

Deus nos ama e quer nos fazer melhor através do ciclo de práticas disciplinares do que dEle ouvimos, cremos e aprendemos da Sua gloriosa Palavra através da pregação e do ensino ministrados a nós. A pregação bíblica não é tarefa exclusiva para pessoas especiais, “homens perfeitos”, porquanto a glória é de Deus, e usa homens imperfeitos, porém tementes a Ele, mostrando aos homens que tudo é dEle e por Ele e para Ele. E nós apenas vasos em Suas mãos. Resta-nos ouvir, crer e aprender dEle por meio da pregação e ensino bíblicos.

A Bíblia Sagrada nos chama a atenção para alguns fatos dos dias de Noé. Fatos que nos fazem considerar a pregação e nos deixar atentos e firmes nos nossos dias. Primeiro, ela nos apresenta Noé como pregoeiro da justiça em seus dias. Naturalmente como pregoeiro, ele anunciava a chegada do fim e a aplicação da justiça de Deus sobre a perversidade e corrupção humanas, a fim de que aqueles que cressem na sua pregação viessem à fé e ao arrependimento e assim alcançassem o favor da salvação ofertada por Deus com o fim de livrar o homem do dilúvio anunciado.

Segundo, ela também nos informa que nos dias de Noé o panorama era regado de distração generalizada. Isso nos deixa ver que apesar de ouvir a pregação de Noé, o povo de seu tempo deu somenos importância ao que Noé lhes pregara. Enfim, não lhe deu crédito. Isso nos deixa ver que apesar do conjunto de sentimentos, emoções e esforços empenhados de Noé, o povo não lhe deu crédito e por conseguinte não alcançou os propósitos da mensagem pregada por Noé nos seus dias.

Terceiro, ainda ela nos faz conhecer que a geração daqueles dias estava tão dispersa e voltada para si mesma que não percebeu que, depois de muito tempo pregando sobre a justiça de Deus, Noé por fim entrou na arca e com ele as outras vidas. Tamanho foi o profundo mergulho nas coisas e prazeres desta vida, que não perceberam. Não perceber significa não ter percepção por qualquer dos sentidos. Não enxergaram, não notaram, não ouviram, a seriedade da mensagem pregada por Noé.

Deus sempre tem levantado homens para as tarefas da pregação bíblica – a verdadeira pregação da mensagem bíblica - de salvação, de edificação, de fortalecimento, de consolação, de exortação, a fim de trazer o homem de volta para Si. Fazer com que os homens abram os olhos e se convertam das trevas para a Sua luz. Fazer com que o homem se converta do domínio de satanás para o poder de Deus e do Reino do Filho de Seu amor.

E o panorama dos nossos dias vem nos fazendo ver que a pregação bíblica vem recebendo ataques constantes. Vem enfrentando oposições em todos os âmbitos e através do emprego de todos os meios. O interesse das trevas é fazer com que a porta da pregação seja cerrada, menosprezada, desacreditada. De alguma maneira as trevas vêm empenhando forças para denegrir e aviltar a pregação. Os objetivos das trevas são roubar, matar e destruir. Isso se aplica também a qualquer coisa que leve o homem à fé, ao arrependimento, ao conhecimento de Deus e de Sua salvação.

Por outro lado, também a verdadeira pregação bíblica vem sendo subestimada. Enquanto alguns indivíduos vem contribuindo em desvalorizar a verdadeira pregação bíblica, em empenhar pouco ou quase nenhum esforço pessoal para com ela, outros vêm sendo levados a dar pouco ou quase nenhum crédito à mesma. Em alguns casos a subestimação acontece como efeito dominó, onde um não se interessa em crer, aprender e praticar, porque também o outro não se empenha em levar a sério a tarefa de pregação lhe confiada por Deus.

Enfim, a verdadeira pregação – a pregação bíblica – vem sendo alvo de sérios equívocos inconsequentes. Se equivoca aquele que executa as tarefas da pregação sem perceber a responsabilidade delas e os requerimentos para elas. Se equivoca aquele que dá pouco ou quase nenhum interesse à pregação bíblica. Em alguns ambientes dos filhos da casa de Deus esse equívoco chega a ser patente ao se observar a paupérrima ênfase que dão à Palavra de Deus ensinada ou pregada.

E na ausência da verdadeira pregação bíblica, lamentavelmente surgem nos púlpitos os contos de estórias, as ostentações de cabedais de cultura, as apresentações de requintes das filosofias, as sugestões de preceitos humanos, as manipulações interesseiras, as propagandas de marketing pessoais. Tudo que na verdade cria vácuos no ambiente espiritual, promove ignorância para com a vontade expressa de Deus na Sua Palavra, incentiva de alguma forma direta ou indireta a insensibilidade espiritual e abre lacunas na relação vertical homem-Deus.

Portanto, perguntamos – que há com a pregação hoje? Por que será que nos dias que se aproxima a volta do Senhor Jesus para buscar a Sua igreja, notamos ataques constantes contra a pregação bíblica? Por que será que a pregação bíblica vem sendo subestimada, tanto por uma parte de domésticos da fé, que pregam ou não, como por outra de indivíduos que acessam os santuários eventualmente? Por que será que a pregação bíblica vem sendo por uns um alvo de equívocos e por outros um veículo conduzido com negligências, imperícias e equívocos?

Um panorama que merece uma inevitável reflexão. Um panorama que exige um choque de despertamento. Um panorama que revela fortes carências, quadros de ignorância, desafinação de propósitos, visão superficial da missão conclamada pelo Evangelho. Uma panorama que cobra posturas sérias e responsáveis no mínimo que se faça nas tarefas da pregação bíblica para fortalecimento e robustecimento da fé tanto de quem prega como de quem ouve. Por isso, um NÃO para uma pregação ilusória, fantasiosamente cênica, desavergonhada, deturpada, despudorada e inescrupulosa.

E como ouvirão se não houver quem pregue?
Pensemos nisso e valorizemos a pregação bíblica!
EvGS