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terça-feira, 26 de novembro de 2013
QUE ELES SEJAM UM...
Que eles sejam um...
Disse Jesus em
oração ao Pai.
QUE ELES SEJAM UM... Esta é uma expressão pronunciada pelo
Senhor Jesus em oração ao Pai a respeito da unidade indivisível de Seus
discípulos. Essa oração estava sendo presenciada por eles, e o Senhor nela estava
se referindo a eles reunidos e falando a respeito deles mesmos e dos tantos que
através deles haveriam de crer nas pregações feitas por eles.
Anos se passaram. Já fomos poucos. Hoje somos muitos. Somos
tantos. Somos vários. Chegamos até ao ponto de sermos diversos em alguns
detalhes. E mesmo debaixo de oposições e perseguições das mais variadas formas,
chegamos a ser numerosos, conforme a bondade e o favor do Senhor Deus. Essas
são verdades incontestáveis. Verdades que refletem o conteúdo profético já
conhecido de todos através da Palavra de Deus.
O Senhor Jesus chamou, equipou e enviou a princípio doze. Depois
enviou setenta. Na inauguração propriamente dita, da igreja, no Dia de
Pentecostes, o Senhor acrescentou quase três mil almas. E assim os poucos foram
sendo multiplicados (digo verdadeiramente multiplicados).
E assim os anos se passaram e hoje somos tantos como areia da
praia, e numerosos como as estrelas do céu. O anúncio da promessa feita de
primeira mão a Abraão hoje é uma realidade. Em o nome do Senhor Jesus Cristo, somos
filhos espirituais da promessa feita a Abraão. Os profetas quiseram ver estes
dias e tantas coisas edificantes hoje realizadas pelos filhos dessa promessa,
em cumprimento da mesma.
Na verdade, toda família que cresce, que se multiplica e
aumenta, naturalmente ocupa espaços diferentes e se estende e com o dinamismo e
o empenho tende a crescer mais. Crescer e se multiplicar são fatos naturais
esperados do dinamismo da vida cristã. E na verdade, todo crescimento e toda
extensão viabilizam particularidades regionais ou locais. Crescer e se
multiplicar não são propriamente problemas. São na verdade caminhos desafiantes.
Crescemos e nos multiplicamos sendo um quando realmente estamos em Cristo.
E um dos maiores desafios é a manutenção da unidade, da
indivisibilidade, da coesão, da unanimidade. Em um de seus momentos de oração,
o Senhor Jesus expressou uma das mais sensibilizantes expressões intercessoras,
a saber: “Que eles sejam um como tu e eu
somos um, oh Pai”. Jo 17.11, 22 e 27.
E é preciso que tenhamos em mente que o fato de apenas juntar
forças circunstancialmente para agir numa causa ainda está longe e muito
distante do ser realmente um em Cristo, enquanto se viver em “pedaços”
ideológica e filosoficamente separados. Unir opiniões ocasionalmente, para
defender interesses ameaçados por forças externas, isso não declara a
identidade de ser realmente um em Cristo. Sazonalidades
não promovem unidade. Todavia unidade atravessa toda sazonalidade.
Os filhos da casa de Deus já sabem avaliar melhor. Os
verdadeiros discípulos do Senhor Jesus não comungam com as cinzas da velha
idolatria e nem reacendem-na. Os verdadeiros discípulos do Senhor Jesus não se
montam na pompa, no luxo, no apogeu, sustentados pelo espírito dissimulado do
individualismo e da ganância sagazmente manhosa e estrategicamente oportunista.
Os verdadeiros discípulos do Senhor Jesus não se iludem com o materialismo
travestido de falsos ingredientes de prosperidade.
Os verdadeiros discípulos do Senhor Jesus seguem e sempre
continuarão seguindo as pisadas do seu Mestre. Sempre estão e estarão se
mantendo unidos, coesos, sendo um em Cristo. Entretanto ,
em um tempo diferente e numa época de cobranças, denúncias e desafios. Estão
chegando os dias em que sérias coisas estão para acontecer. O povo deste tempo
já não é como foram os de outrora em suas próprias épocas passadas.
Estamos na época das diversificações gigantescas, do grande
desafio de sermos um, de permanecermos um como nos ensinou o Senhor Jesus,
nosso Mestre Amado. A época na qual tudo está real e notoriamente indicando o
surgimento, o afloramento, da confusão de princípios, da mescla de
meias-verdades e das “verdades” relativistas a serviço do engano.
O panorama já mostra claramente que as tendências seculares de
várias maneiras estão exercendo grande força de influência contra o princípio
de unidade cristã, seus caminhos e sua aplicação e manutenção na nossa prática
de vida cristã. O povo de Deus não possui e nem deve nutrir um tipo de crença departamentalizada,
compartimentalizada.
Os dias estão de muitas formas abrindo lampejos, e temos que
percebe-los e nos dispor a romper rumos dando uma meia-volta dos ditames da
visão do mundo e retornando à prática coerente do princípio da unidade cristã ensinado
pelo Mestre, ou teremos sérias surpresas indesejáveis e até dolorosas com
mudanças forçadas em si mesmas. Unidade cristã não é uma questão de placas e
rótulos. É um princípio que reflete a glória de Deus. O Eterno Deus é
glorificado quando o mundo enxerga a nossa unidade em Cristo.
Que continuemos sendo um. Que sejamos sempre um. Que velemos e
exerçamos o nosso papel em zelar pela manutenção do princípio da unidade
ensinado pelo nosso Bom e Amado Mestre Jesus Nazareno. Que na manutenção da
nossa unidade coesa, haja o norte do respeito e uma efetiva busca em evitar
ofensas contra as consciências dos nossos irmãos em Cristo, a fim de que
sejamos um assim como o Filho e o Pai são um.
PbGS
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sábado, 7 de janeiro de 2012
EXEGESE NO SALMO 103.1-5.
EXEGESE NO SALMO 103.1-5.
Para começar um novo ano.
Chegamos ao ano novo. Estamos iniciando os primeiros dias de sua abertura. O calendário começou a abrir os seus numerais e a oferecer novas datas, apontar para novos espaços, marcar novos empreendimentos, assinalar as oportunidades, fazer lembrar as promessas, ajudar a fortalecer espectativas e mostrar quando fincar novas estacas.
E neste jubiloso momento de caminhada se faz jus e oportuno olhar para os grandiosos feitos do Senhor nosso Deus. Por tudo que Ele é, assim como por tudo que somente Ele faz.
Neste bom e feliz momento de começo de novo ano, abrindo o primeiro artigo, convido os caros e generosos leitores a refletir nesta breve exegese no Salmo 103.1-5. Ele começa com uma expressão importante e impressionante: “Bendize, minha alma, ao Senhor...”. A palavra do texto hebraico original para esse verbo “bendize” é “bārakh” e tem a sua raiz em “brk”. Esta palavra é muito especial porque significa uma ação de graça respondente.
Ela expressa uma saudação, um cumprimento, de agradecimento, no qual o favorecido dobra os joelhos em atitude de reconhecimento e adoração diante do seu favorecedor pelo bem recebido. No original desse salmo ela se repete cinco vezes. Isto não é por acaso e muito menos seria uma coincidência. Biblicamente, o cinco é o número da graça de Deus. Recebemos os bens dessa graça e precisamos expressar esse tipo de gratidão em todo o tempo ao Senhor Jesus, Dono absoluto dela.
Esse lindo salmo é extremamente rico, tocante e encorajador. Ele renova as nossas forças; nos incentiva; e nos faz confiante no Deus Eterno. Ele é conhecido como um salmo de gratidão. Ele é um salmo convidativo a prestar gratidão ao Senhor, e na mesma medida a renovar a nossa confiança no Deus Vivo e Verdadeiro.
Esse belo salmo encorajador foi escrito pelo rei Davi. É sobremaneira gratificante notar a exatidão de palavras e a firmeza de colocações na expressão experiente de verdadeira e sincera gratidão feita por um homem cujo poder de mando era venerado e cuja valentia era tida em estima.
Esse cativante salmo nos deixa ver a grande misericórdia e o fiel cuidado do Senhor Deus para conosco. Olhar para esse salmo é começar a compreender as muitas e inconfundíveis razões que temos para começar o novo ano mais apegados ao Senhor, mais unidos ao Senhor, mais contentes com o Senhor, mais amorosos para com o Senhor, mais esperançosos no Senhor.
Esse jubiloso salmo se constitui num verdadeiro hino de louvor e celebração ao Grande e Eterno Deus pelo Seu infinito amor para com todos aqueles que a Ele se chega. O salmo em foco é um hino de gratidão que responde aos benefícios recebidos do Senhor Deus. Um coração reclamante, murmurador, ingrato, insatisfeito, não teria propriedade, nem coragem e tampouco ousadia e liberalidade para reafirmar e fazer declarações pessoais nas profundidades escritas no Salmo 103.
A insatisfação, a murmuração, a ingratidão, o egoísmo e a insanidade seriam incapazes de influenciar a alma a bendizer ao Senhor e não teriam como reconhecer todos os feitos e benefícios vindos do Senhor Deus. Esse lindo salmo de Davi pode muito bem trazer para o terreno da reflexão sobre os grandes feitos do Senhor Deus. O salmo em apreço nos leva a perguntar por que somos imbuídos de profunda admiração que nos leva a bendizer com a nossa alma ao Senhor e não esquecer de nenhum dos benefícios do Senhor.
1 - É Ele que perdoa todas as tuas iniqüidades.
Na expressão “é Ele que...”, percebemos a unicidade, a autoridade e o poder do Senhor em perdoar todas as nossas iniqüidades. O texto nos deixa ver que não há outro perdoador como o Senhor nosso Deus. A Bíblia Sagrada categoricamente declara que Ele é rico em perdoar. Ele perdoa e esquece. Ele perdoa e lança a culpa no mar do esquecimento.
Percebamos também o universo e a totalidade de iniqüidades que somente o Senhor Deus é único em perdoar: “...perdoa todas as tuas iniqüidades”. Aqui percebemos a experiência de perdão que uma pessoa pode ter e com isso um novo levantar para refazer a vida e seguir em frente.
O verbo hebraico original “sālah”, ou “salach”, traduzido pela palavra “perdoa” é raro no saltério, entretanto aparece mais de setenta vezes nos escritos veterotestamentários e cerca de dez vezes no Novo Testamento. Ela é exclusivamente relacionada ao perdão do Senhor Deus em favor aos homens. Ela significa libertar, livrar, poupar, aliviar de um peso, perdoar. O Senhor é o único perdoador que libera esse tipo de perdão pelo Seu insondável amor aos homens.
2 - É Ele que sara todas as tuas enfermidades.
Aqui o texto revela também a unicidade e a exclusividade do Senhor em sarar, curar, todos os nossos males e enfermidades. O Senhor é o Médico por excelência em todas as especialidades em gênero, grau e número, e sara todas as enfermidades. Que melhor digam as multidões de milhares e milhares de pessoas com surpreendentes e extraordinários testemunhos de curas divinas.
Louvamos ao Senhor nosso Deus por todos os exímios e dedicados médicos e por todos os excelentes e respeitados profissionais de saúde que Ele concede a servir ao próximo. Mas os problemas do homem o resumem e o expõem a contrair, adquirir, sofrer, portar e estar subjugado a males e enfermidades de todos os tipos e espécies. Todavia, a resposta declarativa e prevalecente do Senhor nosso Deus é “é Ele que sara todas as tuas enfermidades”.
A palavra “sara” traduz a original do texto hebraico “rāpā”, ou “rapha”. Esta original aparece mais de sessenta vezes nos escritos veterotestamentários. Ela significa curar, restaurar, tornar saudável, e de certa forma está ligada ao perdão. Biblicamente, o pecado é um mal que, além de provocar a separação entre o homem e Deus, as mazelas dele também agravam o estado fisiológico e atestam ação de rebelião contra Deus. A cura divina traz consigo também a declaração de perdão.
A palavra “enfermidades” traduz a original hebraica “tahªlû’”, cuja tradução feita pela Septuaginta empregou o termo grego “nósous”. A palavra hebraica original significa basicamente “feridas”, e passou depois a significar também fraquezas, debilidades, doenças, agonias. Assim, a boa notícia desse salmo também publica que o Senhor Deus é único em curar todas essas feridas que abatem e humilham o homem.
3 - É Ele que redime a tua vida da perdição.
Aqui encontramos outra vez revelada a unicidade do Senhor Deus no extraordinário ato da remissão da vida. O texto original revela que Ele é o Único Remidor da vida que se encontra na cova da corrupção e da perdição.
A palavra “redime” traduz a extraordinária expressão “gā’al” no original do texto hebraico. Ela significa resgatar, redimir, livrar, vingar, libertar. Ela também diz da ação de comprar de volta uma propriedade. O texto revela que somente o Senhor é o único com o poder e a autoridade legais e legítimos a comprar de volta a vida enterrada na perdição. Nenhum outro nome há pelo qual podemos ser salvos.
Uma palavra seguida aparece: “perdição”. Esta palavra traduz o termo hebraico do texto original “šahath”, cuja tradução feita pela Septuaginta empregou a palavra grega “phthora”. Esse termo significa cova, e figuradamente diz de corrupção, destruição, fosso de perdição.
4 - É Ele que te coroa de benignidade e de misericórdia.
Aqui confirma outra vez que o Senhor Deus é o único que coroa de amor e de compaixão a nossa vida. Os termos originais hebraico desse trecho deixam claro que o Senhor é o único que realmente rodeia e cobre a nossa vida com o Seu brilho inestimável de profundo amor, de capacidade de fazer o bem, de bondade e de demonstração de verdadeira compaixão.
5 - É Ele quem enche a tua boca de bens.
Aqui aparece a forte e presente idéia de saciedade, tanto de bens materiais como de espirituais. O texto quer nos dizer que o Senhor Deus é o único que completa a dotação de bens materiais e espirituais necessários para o sustento da nossa vida. Está presente a idéia de transbordamento, mas não de esbanjamento, ufanação, desperdício. A idéia original dessa expressão no texto hebraico é de completamento, saciedade.
O texto dá o desfecho maravilhoso e encorajador: “Por isso que a tua mocidade se renova como a águia.” A dotação de bens proporcionada pelo Senhor nos leva ao rejuvenescimento, à renovação da juventude, periódicos e seqüenciais. Nem tudo que enche causa saciedade, completude e contentamento.
Os bens por si somente podem encher, mas sem a dotação de Deus não completam, não saciam e muito menos rejuvenescem e renovam. A visão que possuímos sobre a dotação de bens para a nossa existência precisa ser madura em experiências e afinada com a do Senhor. Somente o Senhor Deus é o único que conhece a medida de dotação de bens que precisamos para a nossa saciedade com contentamento.
Por tudo isso, começamos o novo ano olhando para os grandiosos feitos do Senhor, valorizando cada vez mais as bênçãos de Deus, sabendo que Ele é o único que perdoa “todas” (texto grego Septuaginta “pasas”: cada uma, todas, uma por uma) as nossas iniqüidades; o único que sara “todas” as nossas enfermidades; que redime a nossa alma das profundezas da perdição; que coroa a nossa vida com a Sua benignidade e a Sua misericórdia; quem enche a nossa boa de bens.
Bendito é o Senhor nosso Deus para sempre! Nenhum deus é como o Senhor nosso Deus revelado no Salmo 103. Por isso, neste novo ano reconhecemos tudo que o Senhor fez por cada um de nós no ano passado e aproveitamos desde agora com o nosso coração profundamente grato por tudo que Ele irá fazer.
BENDIZE AO SENHOR!
PbGS
NOTA:
Palavras e termos dos textos originais conforme o Theological Wordbook of the Old Testament; o Strong’s Hebrew and Greek Dictionary; o Vine’s Expository Dictionary of Biblical Words; o The Ancient Hebrew Dictionary; o The Biblical Hebrew Dictionary; e o The Old Testament Hebrew Lexicon.
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