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segunda-feira, 24 de abril de 2017

BENAIA: O MAIS NOBRE E ILUSTRE.

BENAIA: O MAIS NOBRE E ILUSTRE.
Sêlo de confiável não é para qualquer um.


Dois dos principais fatores mais estimados e admirados em todos os âmbitos da vida são a lealdade e a confiabilidade. Os lastros da confiança possuem marcos, marcas e história construídos. Lealdade precede a confiança. Ser achado confiável o suficiente não é para qualquer pessoa ou coisa, haja vista que o selo de confiabilidade não é obtido de uma aferição trivial, relâmpago, rasteira e vulgar. Confiança não tem preço. Confiança possui e exara valor de lealdade.

No exército do rei Davi esteve um homem entre os seus valentes, cujo nome era Benaia. 1Crônicas 11.24-25. Apesar de não haver obtido nome e fama de herói entre os seus pares reconhecidos como heróis, o ser achado valente valoroso leal e confiável já lhe fora o seu sêlo de pessoa digna e de alta qualidade. As páginas sagradas registram Benaia como o mais nobre e o mais ilustre entre os valentes de Davi. Isso não foi coisa do imediatismo e tampouco do acaso e nem de circunstâncias casuais. A história de Benaia em rápidas frases comprova o que significa ter sobriedade e estabilidade diante de vários e diversos desafios.

Para Benaia, ainda que valentia, grandeza e poderio pessoais em obras não houveram sido as tônicas conceituais mais fortes que recebera em sua vida, o serem reconhecidas as suas virtudes pessoais de elevada nobreza nos leva a refletir sobre o que de fato é ser uma pessoa que reúne em si as qualidades que lhe conferem selo de ser o mais nobre, o mais ilustre, leal e confiável entre os demais. Obter tal destaque em ambiente desnivelado é relativamente o simplório lógico e fatal. Entretanto, obter isso entre pares num ambiente permeado de mesmo prumo e marcado de igual nível não é para qualquer um. Benaia foi o único achado na aferição e avaliação em busca do número um no foco.

Benaia foi da tribo de Judá, nascido em Cabzeel. Seu nome significa “aquele que YHWH construiu”, ou “edificado pelo Senhor”, ou ainda no hebraico mais radical “YHWH é inteligente”. Benaia teve uma vida cravejada pelo senso do valor da lealdade e norteada pela bússola da confiança. Benaia não se permitiu ser seduzido pelas trilhas da instabilidade de caráter que rondaram e rodearam outros valentes de seu convívio. Tanto que comandou duas frações mais disciplinadas do exército de Israel, a saber os quereteus e os peleteus. Benaia não foi um soldado qualquer entre a multidão de soldados escolhidos. Benaia não chegou à posição de comando simplesmente pelo tempo e debaixo dos olhares da casualidade contingencial, fria e comum.

Construir uma história estável de lealdade e confiança não é fruto do tatear na aleatoriedade artesanal e nem dos frisson das transitoriedades da vida. Fazer ser reconhecida uma história estável de lealdade e confiabilidade a ponto de fazê-la brilhar como a mais nobre e ilustre entre outras de mesmos grau e nível é tarefa para gente bem mais do que apenas espiritual, sentimental e humanitária. É coisa para gente pacientemente sábia, abalizadamente madura e consistentemente inteligente. É coisa de gente com cabeça segura no Céu, coração ancorado nas realidades da vida e pés firmes no chão de legítimas batalhas.

E recuperar e refazer totalmente vidas egressas dos bastidores da deslealdade e dos corredores obscuros e obtusos da infidelidade para reconstruí-las e levantá-las em pé de vitoriosas e livres sobre o patamar de nobreza não são empreitadas regradas apenas pelos ponteiros do relógio e nem pelos números do calendário. Há de que se ir e investir apenas um pouco mais longe. Quem hoje come e saboreia do melhor da sobremesa e do pirão, já fora outrora preparado, provado e achado digno durante o calor do forno, da bigorna e do tição.

Outrora Benaia foi um dos integrantes de um bando de homens problemáticos e descontentes que havia se encavernado junto a outros quando Davi fugindo de Saul o conheceu nos dias da caverna. Benaia não foi um oficial comandante egresso das trilhas da infidelidade, das vinganças revoltosas e da deslealdade, contudo viu de perto o palmilhar de corações vingativos, infiéis ao rei e desleais ao reino e acompanhou o que desses foi feito e o fim de caminho medíocre e infame a que chegaram. Benaia foi filtrado e passado na peneira e nos crivos. Benaia venceu os calores das batalhas honrosamente, empunhou espada firmemente sem titubear, se mantendo confiável até que chegou o dia do rei o nomear para o cargo de seu oficial comandante da guarda pessoal do rei. Cargo de extrema confiança que exigia a extração de provas de fidelidade e lealdade.

Benaia foi capaz de sustentar além de uma vida de valentia, ter o selo de ser fiel e manter o de ser leal em todo o tempo a ponto de ser escolhido e receber nomeação a tão brilhante e importante cargo para um oficial. O texto sagrado muito bem ensina e nos permite perceber que Benaia aplicou duas das maiores variantes da vida, a saber: seguir o tempo e acompanhar os fatos. Assim as resultantes sempre são seguras e os lastros se mostram confiáveis. Nos corredores da vida sempre é assim, e os históricos comprovam verdades que vão muito mais além do que as gentes comuns enxergam nas vitrines alheias, ou tentam mostrar nas suas. Decisões baseadas na fidelidade constante comprovada são um bom começo para atestar o selo da consolidação de confiabilidade clara, patente e inequívoca.

Benaia não se conformou e nem se deixou formatar-se ou ser induzido por outras histórias que passara perante seus olhos. Benaia foi mais longe e enxergou um tanto mais acima do que ser e servir de aparências que enganassem olhares, iludissem formas, matizassem ações e manejos para com isso satisfizessem aos outros. Não. Benaia foi de fato o mais nobre e ilustre acima dos três principais heróis dos mais de trinta valentes do rei Davi. Para se obter selo de nobreza não se começa no afã do muito, parte-se do início no pouco. Para grande parte dos homens e entre estes, tudo vale e vale tudo, todavia para a boa fatia de homens seguros e inteligentes, a nobreza da abundância no muito sempre é iniciada e provada e comprovada desde os passos no pouco. Ainda prevalece a prova e permanece a validade do que a Escritura diz. Aprende quem atenta e investe. Erra quem desatina e afrouxa. Infiéis e desleais não enxergam sacrifícios, apenas estendem e sucumbem em sofrimentos sem perceberem glórias.

Entende-se das Escrituras que o rei Davi e seu sucessor Salomão, apesar de suas confirmadas fraquezas e aparentes fracassos, jamais designariam para ser um oficial comandante de sua guarda pessoal e o colocariam no seu palácio diuturnamente se apenas esse possuísse algumas qualidades e variantes comuns e triviais vistas na régua da média e na faixa da mediana. Um oficial dotado de alguma força física, jeitos e habilidades, mas não lhe fosse pessoa confiável, e nem entendesse o que de fato era viver num palácio e dele conviver e interagir fora com pessoas do povo. Para tomar posse de coisas brilhantes se faz necessário seja brilhante, e para ocupar coisas nobres e ilustres se requer seja leal e confiável.


Das lições que se nos apresenta o texto sagrado, podemos entender que o rei Davi foi feliz no quesito de tanto conhecer e identificar as qualidades que Benaia possuía, como o haver designado para o honroso cargo de confiança. Para se reconhecer as qualidades de uma pessoa e atesta-la como digna e pronta para assumir posições e para a qual se pretenda colocar, é preciso investir nela, é preciso ser mais tático e ir um tanto mais além de circunstâncias e variantes comuns, triviais, frugais e vulgares. É preciso despi-la da caverna e revesti-la do palácio. É preciso não se prender a momentos, mas atentar para referenciais e detalhes. Todo fiel e leal é livre das prisões que secretamente atordoam e maltratam corações nos labirintos do não confiável pela vida afora. Benaia foi o mais nobre e ilustre porque fora decididamente fiel, tivera uma história constante de lealdade voluntária. A vida de Benaia teve caverna escura, mas não tinha becos e vielas sombrios. O selo de confiável não é para qualquer um.   
EvGS  




domingo, 9 de abril de 2017

JOABE ESQUECEU LIÇÕES

JOABE: ESQUECEU AS LIÇÕES.
Bem poderia ter sido melhor.
No exército real de Israel figurou um guerreiro valente e herói cujo nome era Joabe, um dos filhos de Zeruia. 1Crônicas 11.6-8; 19.8-10. Integrante experiente de cruas pelejas. No seu histórico se contava a vivência de haver pessoalmente testemunhado de planos estratégicos e presenciado oportunidades de vida assim como infortúnios de mortes. Joabe tanto viu valentes serem tombados e esquecidos como também presenciou feridos e esquecidos serem levantados e reconhecidos. Joabe teve o privilégio de haver participado da vida de Davi desde os momentos de compartilhamento de suor nas pelejas e ascensão e assunção deste ao poder. Joabe não era apenas um soldado de batalhas, e nem um inexperiente inexpressivo no calor e labor dos combates.

Na cartilha da arte da guerra, Joabe certamente aprendeu as medidas e os cordéis que delimitam as ambições de um homem e regem as ações pensadas de um guerreiro. Joabe sabia muito o que fazia mas pouco e torto o que realmente queria. Possuía uma energia e capacidade de combate inesgotáveis. Porém seus desejos e ambições o arrastaram para o terreno movediço da precipitação e o fizeram esquecer das lições aprendidas e desprezar os corredores mantidos no silêncio sábio da vida. Joabe era forte para o rei Davi todavia fraco para si mesmo e contra si mesmo.

Joabe teve o privilégio de no tempo certo haver saído de detrás das fileiras para enfim começar sua vida pública como chefe de uma das três divisões do exército real de Israel e ter chegado à investidura final de general-chefe sobre esse por ter sido alvo da confiança adquirida na investidura outorgada pelo rei Davi. Joabe foi alvo de provas prolongadas, todavia “desantenou” e desprezou o bom favor da mão do Eterno sobre os seus conceitos, e sobre o que estava por vir galopando laurear a sua vida no palácio real de Israel, como eram finalmente tratados os seus pares valentes herói como ele.

Em função de seu peso de comando e de suas responsabilidades gerais, para Joabe o se precipitar fora de planos seria o selo fatal e irremediável da tolice e o diploma determinante do fracasso. Contudo, Joabe esqueceu dessas lições e vacilou vindo a fracassar e sossobrar na incompletude. Mesmo tendo obtido sucessos louváveis nas suas empreitadas, Joabe não viveu a completude de seu potencial. Veio com isto a ser derrotado nos seus próprios desejos e ambições.

Joabe bem poderia ter sido melhor e haver galgado o que poucos homens subindo determinados nos seus esforços desde a carreira de base alcançam se não fossem os seus desejos que o derrotaram e o limitaram e o conduziram a ser restringido a terminar apenas como um alvo de mandado de morte declarado pelo mesmo rei que outrora o havia honrado nos seus começos, o rei Davi pouco antes quando no leito de morte.

Que brilhante e invejável histórico poderia ter o valente guerreiro Joabe se não fossem as ambições e os seus desejos e as precipitações ocultados no seu coração. Estava mais do que provado que ele possuía as características e cumpria os requisitos de um grande líder, um valente herói de batalhas. Seria apenas uma questão de lealdade, tempo e hombridade, e o general-chefe Joabe estaria publicamente reconhecido como um herói residente no palácio real e de trânsito livre nesse.

Não se pode negar que Joabe foi um brilhante em questões de planejamento de meios funcionais e um tático estrategista em estabelecimento de objetivos. Confiança, coragem e perspicácia faziam parte de sua cartilha de guerreiro a tal ponto de haver obtido a total confiança do rei Davi. Contudo, e apesar de tudo isso, Joabe se perdeu nos ímpetos de seu coração e se limitou aos detalhes da visão momentânea de si próprio e deixou de viver a plenitude do seu potencial. Joabe se perdeu e assim perdeu o que era destinado a guerreiros valentes.

Mesmo contando com sucessos, talentos e habilidades, e haver experimentado a vida como visitante acreditado nos corredores e nas mesas do palácio real, Joabe desconhecia as trilhas do limite moral, assim como o bom favor do Eterno Deus sobre tudo de sua pessoa e o melhor do rei que estava reservado a vir galardoá-lo. Joabe se perdeu e passou a se preocupar em funcionalidade para atender a momentos mais do que se ater no que era correto e seguro. Como valente herói do rei Davi, Joabe havia tido no seu visual a certeza de promessas divinas através do rei, porém com os seus próprios desejos Joabe passou a não contar nem com uma proteção e nem mesmo com uma resposta de oração ao Eterno diante do altar.

A partir de seus desgovernos em função de seus próprios desejos e ambições, Joabe passou a reagir com vingança partindo de sua ira tosca, fosca e maldosa, e não obstante passou a utilizar-se das manhas sinuosas e sombrias da traição e a fazer o que lhe subisse à cabeça e aninhasse mais ainda no seu coração para conseguir os alvos de seus próprios desejos. Joabe não somente esqueceu das lições, mas também esqueceu que havia um rei estabelecido por vontade divina sobre si e as realidades de uma cartilha a serem levados em conta.

Melhor é o fim do que o princípio das coisas. Pv 7.8. Contudo sempre antes do fim está o meio a ser palmilhado e considerado. Joabe começou bem, e jamais se pode negar que correu bem, mas se perdeu no meio e nem chegou aos lauréis que lhe estavam reservados bem antes do fim. E como fruto de suas vinganças e traição, o coração de Joabe sutilmente passou a trilhar um meio por caminhos progressivos de violência sem que ele mesmo sentisse e percebesse a chegada surpresa do veredicto fatal sobre si.

A história que envolve o general-chefe Joabe ocupa mais de setenta versículos da Bíblia Sagrada para nos ensinar lições que não devemos esquecer de que um coração que ignora certezas divinas e a direção do Eterno Deus passa a ser aninhado por ambições e desejos que levam uma pessoa a mais cedo ou mais tarde viver tragédias de dores, tristezas e remorsos nem sempre percebidas durante o calor precipitado da vingança e da traição. Que o nosso Eterno Senhor nos mantenha de coração firme no alvo, equilibrado nos desejos, seguro nas promessas pessoais do Eterno a nós e inamovível nas certezas e direção divinas a nosso respeito.
EvGS




domingo, 1 de maio de 2016

NÃO ABUSE DO PODER

JEORÃO: ABUSOU DO PODER
Sentenciado nas suas entranhas.
O poder é um dos fatores que desafiam personalidade e caráter de uma pessoa. O poder é depositado nas mãos de pessoas e revela seus caminhos. Quando conduzido por sensos saudáveis, com probidade e no bom exercício da consciência e nos trilhos da coerência, o poder governa e promove o bem e a verdadeira ordem. Quando manipulado e feito dele abuso e meio alimentador da ganância, torna-se um instrumento de crueldade que pode ampliar e estender silenciosamente suas mazelas conseqüentes a terrenos antes despercebidos.

O abuso de poder somado à ganância foi o terrível e aterrorizante mal cometido por Jeorão, rei de Judá, filho do rei Josafá. Um mal que parecia uso de esperteza vantajosa, contudo lhe afundou e fez sua vida soçobrar lenta e progressivamente. Apesar de ter crescido e visto o rei seu pai Josafá haver com o bom uso do poder empreendido e realizado grandes e bons feitos, Jeorão permitiu-se escorregar para o abuso e a ganância empregando desse poder detido em suas mãos. 1Cr 21.1-20.

Aquele Jeorão, que teve o privilégio de haver subido ao trono antes ocupado por seu pai, aos seus trinta e dois anos de idade, agora de posse do poder tornou-se uma figura destemperada, imprevidente e sombria. E nos limiares de seu exercício de poder já começara a ser um monarca auto-confiante em extremo, porém miserável e cruel. E sem aperceber-se do que estava vindo nos seus próximos anos, afundou-se na prática do cinismo abusando impiamente do poder detido e confiado em suas mãos.

O rei Josafá havia deixado bem fortalecido as fronteiras do reino de Judá e uma grande e boa herança para os seus filhos, contudo deixou o trono para o seu filho primogênito Jeorão. O que a vida pessoal de Jeorão nunca havia experimentado, agora começara a sentir o gosto do poder em sua tutela. E fortalecido e consolidado no trono, iniciou a sua jornada de males e desacertos começando por matar seus próprios irmãos. Logo depois ingressou no caminho de imitar reis ímpios, cujos corações aninhavam rapinas e amontoavam para si males e tragédias.

Jeorão recebeu o poder, porém sua consistência pessoal não tinha estrutura para exerce-lo. Se sentiu atraído e afim  pelas más condutas de sucessos aparentes de outros monarcas e por elas teve sua alma engodada. Seu foco concentrou-se nas trilhas sedutoras do terreno do abuso. Uniu-se com a filha do casal Acabe e Jezabel do reino do norte. Vindo o rei Jeorão mais tarde por suas maldades o seguir o caminho inverso ao de sua sogra. Enquanto Jezabel somou injustiças e assassinato à idolatria, o seu genro Jeorão começou o seu caminho com assassinatos vindo a cair no lamaçal da idolatria.

E estando nos píncaros do abuso do poder, o imponente rei Jeorão arrastou os habitantes do seu reino para a lama movediça aparentemente fértil promovida pela extravagante alegria e o vale-tudo do culto da idolatria. O rei Jeorão agora já estava voando alto o suficiente para induzir e desviar a conduta dos habitantes de Judá e afasta-los do Livro de Deus. Até que em meio a esse clímax de aventuras, lhe sobreveio uma guerra inesperada contra o seu reino seguida de perdas e fragmentações.

Agora o poder e as forças de Jeorão começaram a ser subitamente minados e a visitação inesperada sobre si e o seu reino chegou. E logo depois juntamente a essa lhe veio às mãos uma carta escrita de um profeta que estava distante lhe dando contas das respostas conseqüentes de seus atos pessoais aparentemente cobertos de imunidades, de sua má condução do poder e de sua péssima influência sobre o seu povo por ele governado. O escritor da carta foi o profeta Elias, seguindo os padrões respeitosos no esboço de primeiro denunciar a culpa e o dolo e em seguida exarar e apresentar a sentença.

O não esperado pelo rei Jeorão no seu abuso de poder durante um exercício de curto tempo, agora começou a lhe avassalar e arrasar o seu reino através de hostilidades, invasões e perdas sobre perdas. E aquilo que Jeorão não percebeu no passado agora estava lhe vindo e quebrando limites de fronteiras e fortalezas e chegando cada vez mais perto de si. Para o rei Jeorão, nem iras e nem coragem lhe valeram e nem lhe sustentaram os ímpetos. O espelho de Jeorão estava revelando uma fisionomia de péssimo histórico irreparável de mortes de seus irmãos, não lhe sobrando espaço para acertos e nem consertos. Sua história já havia sido escrita por sua própria vida de mandos, abusos e desmandos.

Enfim, em meio ao caos e ao sufoco, o rei Jeorão chegou ao sexto ano de seu reinado, quando dores terríveis inesperadas começaram a lhe dar presença nas pontadas no estômago e intestinos. Um câncer nas suas entranhas, e o que havia sido predito na carta que recebera, agora era o quadro real e sintomático que estava desafiando seu poder monarca e consumindo diariamente suas entranhas de forma progressiva e ferozmente. Seu poder, seus privilégios, sua posição de monarca, suas honrarias e suas forças estavam agora recebendo uma paga cujo preço jamais aquele Jeorão previu receber e tampouco temeu. Jeorão parece não ter percebido que há duras sentenças que chegam ao homem por fora, mas que também existem dolorosas sentenças que surgem por dentro.

A má visão de poder que lhe subiu à cabeça seis anos atrás quando teve começado o seu reinado lhe não permitiu enxergar que há o Deus Soberano que possui uma Escritura a ser observada e um povo a ser guiado, governado e conduzido de forma que juntos, poderes e povo, alcancem os propósitos do Eterno. E dois anos depois de sucumbido nesse quadro deplorável, no seu oitavo ano de exercício de poder monarca, aos trinta e oito anos feneceu e desapareceu o rei Jeorão sem que deixasse rastro algum de lamento sobre si, e excluído foi sepultado fora do panteão real, posto que o seu povo errante já se encontrava enjoado do monarca também errante e cínico contumaz,  sem acertos e nem consertos.

Nenhum poder torna homem algum imunizado, imune, intocável, acima de contingências trágicas e demandas cruéis advindas das estradas da vida ou lhe sobrevinda em conseqüência de seus desacertos contumazes. O exercício do poder sobre pessoas pode ser um caminho promotor e sustentador de bênçãos divinas, entretanto pode ser a pedra fogueada que lhe leve aos calores de vícios perniciosos de desatinos e misérias contraídos para si e para as pessoas em sua volta. O vício de poder pode tornar-se como a embriaguez do mando e a alucinação do ópio. Só se percebe seus destroços quando as suas tragédias já não podem ser evitadas nem contidas.

Uma das recomendações bíblicas escritas pelo apóstolo dos gentios é a de que aquele que preside, o faça com cuidado. Para a liderança do povo de Deus, o modelo de condução desse povo está atrelado ao que o Livro de Deus instrui, orienta, manda, recomenda, estatui. E copiar modelos estranhos desprezando esse modelo é um peso de sentença reprovadora e uma estratégia pespontada pelo mal. Menosprezar o respeito a esse povo e subestimar o conteúdo desse Livro são atitudes e comportamentos assemelhados aos do rei Jeorão com conseqüências drásticas, cujo fim somente a eternidade pode dizer.

Receber do Senhor Deus a oportunidade honrada e o poder de conduzir o Seu povo é uma atividade eminentemente privilegiada. Muito mais honrosa e ilustre se torna quando se faz, com a ajuda de Deus, dessa oportunidade um marco de sucessos espirituais que louvem e glorifiquem a Ele e consubstanciem o respeito para com a Sua Palavra e o decoro e a elevada estima do Seu povo. Que nenhum de nós proceda como o rei Jeorão.
EvGS
www.glaukosantos.com




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

FÉ EMPRESTADA É UM DESASTRE

JOÁS SERVIU BEM, MAS ENQUANTO...
Fé emprestada tem prazo de validade.

O Senhor Deus quer que sejamos melhores a cada dia, e precisamos saber que esta verdade é uma realidade cotidiana. E por esta causa, no Livro de Deus estão registradas vidas para nos ensinar caminhos e inculcar princípios que nos orientam a buscar sermos melhores no nosso viver. A vida do rei Joás é uma que tem muito a esclarecer pontos e fatos que ocorrem no cotidiano de inúmeras pessoas que apóiam suas atitudes, ações e fé em pessoas ou coisas passageiras. Joás, filho do rei Acazias, tem uma história que elucida outras de tantas e tantas gentes ao longo dos anos.

O rei Joás teve seus primeiros anos de vida agraciados com privilégios e oportunidades ímpares e ricamente abençoados pelo Eterno Deus, desde sua infância até alguns anos de seu tempo no reino de Judá. Oriundo de uma família real e descendente de uma linhagem historicamente respeitada, o menino Joás nasceu num ambiente palaciano refinado e pomposo, entretanto alinhavado e pespontado pela impiedade, pelos desmandos, pelo destemor e pela maldade em vários sentidos.

A providência divina poupou o menino Joás de ver seu lar ser decomposto e destroçado entre família. Sua vida nos seus primeiros anos foi providencialmente poupada e preservada do extermínio familiar total e completo. O conceito de família na família do menino Joás foi literalmente rasgado pela sua avó Atalia, cujo coração abrigou a impiedade, a crueldade e a maldade, ocultas. E felizmente foi tirado do corredor do extermínio familiar e conduzido por um bondoso coração a seguir sua vida infantil tendo formação e intimidade com as coisas de Deus, na casa de Deus.

O menino Joás teve ainda o rico privilégio de ser doutrinado e mentoreado por um firme e equilibrado conselheiro de Deus, o respeitado sacerdote Joiada. O que poucos conseguem, o menino Joás teve. Foi preparado honestamente e apresentado honrosamente ao seu povo como o novo rei aos tenros sete anos de idade. Começou o caminho de uma vida promissora. Teve a sua campanha feita pelo sacerdote Joiada, que também o colocou agora como rei diante de Deus e do seu povo e promoveu a sua aliança direta com o seu povo, recebendo daí um aprovo reconhecido e aceito por unanimidade.

Os anos se passaram, e Joás como rei fez os seus primeiros anos de reinado valerem muito, mostrando coisas e feitos bons ao povo, satisfazendo o coração e a presença de Joiada. Uma coisa é demonstrarmos deliberalidade por convicões próprias, construídas sobre os lastros da legitimidade de vivência com Deus, e outra é fazermos as coisas valerem somente enquanto há a presença de alguém que respeitamos a nos acompanhar. O homem é como árvore frutífera, cada um dá os seus próprios frutos.

Enquanto o sacerdote Joiada viveu, o rei Joás foi um sucesso de gente e um espetáculo de rei. Joás foi bem e foi bom, mas até Joiada passar. Tão logo aos cento e trinta anos Joiada morreu farto de dias e tendo recebido honras reais, o rei Joás começou a descarrilar dos trilhos e virar as costas para o Senhor seu Deus e se envolver em ambiências e concordâncias de pensamentos e práticas da multidão descrente e desgovernada. Entre prioridades, a nenhuma se deve colocar Deus em comparação. Porquanto, o Senhor Deus está acima de toda e qualquer prioridade.

E os dias que se seguiram depois da morte de Joiada mostraram de fato que o Joás de então já não era bem aquele Joás que tudo de bom fez enquanto o seu conselheiro e mentor, o sacerdote Joiada, viveu. À medida que os dias de honras e respeito aferidos ao respeitado sacerdote Joiada foram ficando para trás, o rei Joás mostrava mais claramente que existia um outro Joás oculto e escondido e adormecido dentro daquele Joás que um dia foi bom e foi bem. Não agrademos a pessoas por causa de outras, mas sim por causa de nossas convicções em servirmos a Deus.

Este é o grande perigo que ronda não poucas pessoas que se apóiam em terceiros e alimentam e nutrem uma fé suposta e emprestada de terceiros. Este é um terrível mal quando se descobre que seu ponto de apoio não existe mais. Não é apenas uma questão comportamental, mas sim uma questão moral. Joás foi bem e bom, mas somente e até enquanto estava ao alcance dos olhos de seu mentor e conselheiro Joiada. Joás foi bom e fez bem somente por questões de obrigatoriedade de compromisso terreno e temporário, como um compromisso de prestação de contas para satisfazer a pessoas e destas buscar aprovação para si.

Depois da morte de seu conselheiro Joiada, tudo em Joás parece ter começado a iniciar também um processo de passagem. Joás se perdeu e envolveu-se com a multidão de incrédulos até acomodar-se com as circunstâncias e assim abandonar a Deus e levar o seu povo a se afundar em erros. E apesar de ser por várias vezes advertido, o rei Joás não deu ouvidos nem mesmo ao profeta filho de seu conselheiro, indo mais além num ato de impiedade que mais tarde veio a lhe custar a própria vida, a saber: consentiu intencionalmente e mandou expressamente matar o profeta levantado por Deus que lhe veio alertar para mudar de caminhos porque o juízo de Deus sobre si e seu reino já estava por vias iminentes a acontecer.

O mesmo desfecho final da vida do rei Joás tem sido o de não poucas pessoas que arrastam suas vidas cumprindo papéis por conveniências momentâneas, por apenas um compromisso pessoal com fatores da transitoriedade temporal, em busca de aprovações. Apesar de ter sido rei e da linhagem do memorável rei Davi, terminou os seus dias e foi sepultado na desonra erigida por si mesmo. As palavras finais do profeta que foi impiedosamente desconhecido, desmerecido e desrespeitado vieram por fim serem visitadas pelo Senhor Deus que as tomou em conta.

Em tudo da vida do rei Joás, que Deus quer que saibamos para nos fazer ser melhores, estar livres e agindo com convicções de crenças bem assentadas? Que não apoiemos nossa fé em terceiros. Que não tomemos a fé emprestada de pessoa alguma ou referencial algum. Referenciais são importantes e usados para nos ensinar moldes e nos edificar, contudo são apenas temporais, falíveis e transitórios. Que não mantenhamos nossos compromissos com Deus alimentados apenas no compromisso objetivado a satisfazer pessoas, ou nomes ou rótulos. Nossos compromissos com Deus e em servir as pessoas independem de prazos de validade por respeito ou satisfação de quem quer que seja ao nosso redor.

Nunca tome fé e convicções emprestadas de terceiros. Vida de camaleão tem prazo de validade. Nunca embase suas atitudes nos corredores de captação de aprovações humanas para satisfazer a ambiências. Valorize em primeiro plano a sua vida diante do Senhor Deus e jamais se deixe ser influenciável pelos caminhos de multidões de errantes, ainda que esses caminhos estejam em pauta nos aplausos, na moda, na média e nas mentalidades medianas. Apóie a sua fé, as suas convicções e demonstre atitudes construídas na Palavra de Deus.
EvGS




terça-feira, 29 de setembro de 2015

AONDE VÃO NOSSAS CRIANÇAS?

AONDE VÃO NOSSAS CRIANÇAS?
Doutrinamento ou passatempo?
A chamada “igreja infantil” é a base da estrutura alvo do discipulado cristão de base. Essa igreja encontra-se sob sérios riscos quase que inconfessos em termos locais. Fugir desta verdade é fechar as vistas para a realidade que vem se arrastando em igrejas locais. Formar exige muito mais do que apenas informar. A igreja infanto-juvenil está pobre e carente de doutrinação formativa e rica de passatempos informativos.

Recentemente veiculou na internet e assumiu jargão no meio evangélico a frase “Leve seu filho hoje para a igreja, para que amanhã não o busque na cadeia”. Aparentemente a frase parece soar plausível e verdadeira. Mas somente parece. Os crivos da realidade apontam para verdades evitadas. Espelham e dão contas do falseio ilusório da frase grotesca e ignorantemente jargonada e reverberizada quase que inconsciente e ausente de lucidez e ausente de responsabilidades. Jargões e declarações inconsistentes são tendenciosos e desafinados da realidade.

Estudiosos e pesquisadores cristãos competentes no assunto da pedagogia cristã infanto-juvenil, juntamente com mestres dessa área, têm trazido a lume verdades quase que ocultas a respeito dessas realidades evitadas. Vozes lúcidas e competentes têm emitido alertas sobre causas e conseqüências atinentes ao assunto. A formação sólida das futuras gerações de cristãos evangélicos em igrejas está sob sérios riscos. Hoje evitado o assunto em não poucas igrejas locais, enquanto os sinais lampejam forte, inquietante e gritantemente realidades melindrosas e que têm passado em branco na visão desatenta para quadros do Mundo.

Olhares panorâmicos do mundo cristão evangélico têm acompanhado e se munido detalhadamente dos fatos progressivos tanto de igrejas locais como das sociedades humanas, e por bons esforços buscado contribuir para orientar reparações e ajustes. “Para onde estão sendo conduzidas nossas crianças evangélicas?” “Para onde está sendo levada a igreja infanto-juvenil cristã evangélica?” “Que está sendo feito com lucidez consistente, coerente e sólido para a igreja infanto-juvenil?” são questionamentos evitados ou ainda com ínfimas respostas.

Ainda que alguém tente fugir da realidade, a igreja infanto-juvenil cristã evangélica como um todo encontra-se sob sérios riscos de descontinuidade em suas futuras gerações. A Igreja nunca foi uma porta de fast-food gospel, nem um drive-thru de fiéis a mercadinhos preferenciais da fé. A igreja infanto-juvenil vem dando sinais de assimilação de pontos da demagogia e do afastamento da intrepidez da doutrina cristã. A desatenção ao grito de hoje poderá acarretar sérios riscos irreparáveis amanhã, que certamente contribuirão para um desfecho lamentável para quadros futuros que a eternidade revelará. Vale muito questionar como foco de exame se a igreja infanto-juvenil está sendo alvo de doutrinação, ou de passatempo caracterizada e puramente religioso.

A discipulação eficiente com resultados eficazes em qualquer âmbito deve levar seriamente em conta os fatores que envolvem o processo ensino-aprendizagem, para qualquer âmbito da vida humana. A aprendizagem eficiente de conteúdos e o seu desenvolvimento eficaz se dão por fatores que envolvem as áreas cognitiva, psicomotora e afetiva. O processo ensino-aprendizagem  se realiza visando cada uma destas e os objetivos que norteiam suas didática e metodologias. Fugir destas vertentes é o mesmo que tentar tapar o sol com a peneira.

Ainda na discipulação, há ainda que se ter em conta as realidades dos campos formativo e informativo. A base objetiva da doutrinação cristã na sua completude envolve a informação e a formação. Ambas se entrelaçam, se equilibram e se concluem completando a comprovação da frutificação. A informação oferece conteúdo e a formação confere o lastro da disciplina. É uma dívida impagável para com a igreja infanto-juvenil. Tentar falsamente aplacar a consciência empregando subterfúgios desconstrutivos e fugindo de se deparar com o grito da igreja infanto-juvenil é um grave erro comprometedor e negligente. Segundo observadores cristãos, algumas dessas realidades evocam foco.

Em primeiro plano estão os excessos de atividades lúdicas encaminhando e conduzindo a igreja infanto-juvenil. Reconhecendo o valor e a importância dos recursos instrucionais, das técnicas da didática infantil, assim como as suas metodologias, é preciso que as atividades da igreja infanto-juvenil sejam pautadas e voltadas para o equilíbrio entre caráter, métodos, técnicas e objetivação. Tem sido observado que as atividades da igreja infanto-juvenil em igrejas têm assumido o maior peso em distração lúdica do que propriamente direcionada para a formação doutrinária de base.

Em segundo plano está o notado despreparo na aplicação das técnicas didáticas direcionadas para o campo formativo. As atividades da igreja infanto-juvenil tem se afastado da prioridade sobre a disciplina formativa que consubstancia, consolida e fortalece as convicções cristãs. A supervalorização e concentração na vontade unilateral de passar informações e conteúdos tem deixado em segundo plano a condução da formação. É preciso engajamento consciente de esforços permanentes e insistentes no preparo de como aplicar as técnicas didáticas visando a formação e não apenas passar informação.

Em algumas igrejas, nem sempre as atividades da igreja infanto-juvenil têm sido conduzidas debaixo de objetivos responsavelmente percebidos por lideranças e orientadores. A soma de deficiências mais a ausência de preparo, mais a falta de boa vontade responsavelmente incansável e mais fatores desmotivacionais têm acarretado e incentivado a despriorização do campo formativo. Restando apenas a saída para o preenchimento das atividades com passatempos lúdicos e distracionais, descasados do livro Bíblia Sagrada em cerca de 80% das ferramentas, dos conteúdos bíblicos e do domínio do Livro.

Finalmente, em terceiro plano está o modelo empobrecido de condução e tratamento de classes dominicais da igreja infanto-juvenil. Tem sido observado que o modelo orientado na prática da condução de classes da igreja infanto-juvenil tem equivocadamente assumido a postura e o sistema apenas de creche infantil. A igreja infanto-juvenil em igrejas locais tem recebido o tratamento característico de creche infantil. Quase sempre igrejas locais mantém sua igreja infanto-juvenil entregue em mãos de veículos cuidadores em forma de condutores de passatempo ocupacionais em ambiente religioso. O que é um erro grave e crasso esse modelo.

Nem todos os elementos orientadores que conduzem as atividades da igreja infanto-juvenil desenvolvem suas atividades por questão consciente de responsabilidades com vistas comprometidas para o futuro da igreja cristã nos tempos vindouros. Alguns desses elementos aceitam ou optam por conduzir atividades da igreja infanto-juvenil por questões pessoais estranhas e alheias aos propósitos da igreja cristã. Algumas movidas por questões pessoais de foro íntimo particular ou motivadas em função de problemas existenciais que lhes envolvem na sua individualidade.

Assim sendo, há uma esperança nos corações responsáveis de que as atividades da igreja infanto-juvenil retornem ao campo do doutrinamento e não continuem a seguirem pelos caminhos e atalhos do passatempo. Sob pena de que as gerações futuras de cristãos evangélicos não venham se afastar e se perder do conhecimento da estrutura básica do livro Bíblia Sagrada, nem das fortes convicções cristãs reformadas. A fim de fazer frente ao mundo moderno, aos requerimentos das sociedades hodiernas, aos reclames explosivos do mundo em amplo espectro de confusão, faz-se necessário encaminhar a igreja infanto-juvenil ao caminho do doutrinamento como fator preponderante e predominante na história da igreja cristã militante.

Pensemos e questionemo-nos sobre para onde estão conduzindo a igreja infanto-juvenil. Para onde ela está sendo levada. Está havendo doutrinamento formativo ou passatempo informativo para a igreja infanto-juvenil? Gerações da igreja infanto-juvenil cada vez mais rica de conhecimentos informativos e cada vez mais pobre de convicções cristãs. A frase jargonada “Leve seu filho hoje para a igreja, para que amanhã não o busque na cadeia” espelha a verdadeira realidade, ou apenas consiste num jargão à beira da ilusão falaciosa para aplacamento de consciências?
EvGS




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

INFERTILIDADE E ESTERILIDADE.

INFERTILIDADE E ESTERILIDADE.
Igrejas na maternidade ou no CTI?

Frutificar e multiplicar são variáveis básicas na dinâmica da vida. A vida é mantida no seu panorama existencial renovável mediante a presença desses dois fatores importantes, fundamentais e insubstituíveis. Na dinâmica da vida, a renovação envolve a frutificação e a multiplicação. Frutificar e multiplicar são desafios que, além de comprovarem a existência de vida, possuem naturezas e finalidades. Nos reinos vivos, tudo que deixa de frutificar e de se multiplicar tende a definhar, a atrofiar e a morrer.

O frutificar e o multiplicar são fatores insubstituíveis e processos essencialmente trabalhosos. Nem tudo que vemos aparentemente crescer e multiplicar significa essencial e naturalmente isso. Frutificar refere-se ao que se produz e a natureza do que se se produz. E multiplicar diz-se da quantidade progressiva daquilo que se produz. Natureza refere-se à qualidade do que se faz e finalidade indica o objetivo a que se pretende atingir com o que é feito. Nem todas as mentes conseguem perceber a relação entre essas duas variáveis.

Frutificar e multiplicar são duas das finalidades basilares para as quais fomos chamados pelo Senhor Jesus. Semeamos e regamos, todavia o crescimento é o Senhor Deus quem o dá. Os fatores da frutificação e da multiplicação são conseqüentes da eficiência, da eficácia e da propriedade e do trabalho da semeadura e do cultivo. Frutificar é um trabalho individual e multiplicar é uma resultante do esforço conjunto. Nos reinos vivos, coisa ou algum frutifica e se multiplica sozinho.

Frutificar é movimento parcialmente individual (não inteiramente) e multiplicar é ação definitivamente coletiva. Há de ter sempre mais de uma parte inicial para que haja multiplicação. Frutificação e multiplicação estão relacionadas com a capacidade e o desenvolvimento e aplicação de emprenho. Desdenhar desta realidade e subestimar esta verdade é o mesmo que assinar e expedir declaração de idiotice, de tolice e de ignorância bíblica. A ausência de frutificação e de multiplicação por processos naturais indica perda ou deficiência da capacidade, do desenvolvimento e da aplicação.

E hoje em relação a igrejas, dois dos perigos silenciosos que têm provocado retrocessos e desfalecimentos de vidas e assolado igrejas são exatamente a infertilidade e a esterilidade espirituais. Hoje já notoriamente se percebe igrejas inférteis e estéreis em função de resultantes de si mesmas. E por causa da infiltração e da contumácia em “fertilizantes” e aditivos artificiais, superficiais e estranhos, temos claramente notado igrejas sossobradas na infertilidade e na esterilidade.

Igrejas que já foram maternidade e deixaram de ser. Hoje estão no CTI. Perderam suas capacidades ou se afastaram das suas habilidades, ou se divorciaram dos princípios naturais e normais de sua razão de existirem como igrejas. Perderam-se do rumo bíblico no caminho de ganhar, gerar, consolidar, discipular e enviar. Se desleixaram dos ensinos do Mestre Nazareno cujas bases estão estabelecidas em três ações lineares: Vinde, ficai e ide. Cada uma destas ações englobam e requerem trabalhos e empenho coerentes, consistentes e disciplinados, conforme o Evangelho.

Hoje estão literalmente no CTI da infertilidade e da esterilidade. Algumas delas tentam promover nomes e rotulações de marketing e outras capengando tentam se apoiar em histórias passadas e números espumantes. Nada nelas gera frutos e tampouco sustenta o que iniciou a produzir. Apesar de buscarem assimilar “fertilizantes” e aditivos artificiosos, não fertilizam e nem geram. Umas encontram-se impotentes para fertilizar e outras estão em condições incapazes ou deficientes para gerar. Umas fertilizam, mas não geram. Outras fertilizam e até geram, mas não seguram o seu fruto que por uma fase geraram. Direcionam-se para a saída de enxertos, e com isto arrastam-se em confinadas em si mesmas.

Igrejas encontram-se agonizantes e viciadas em tentativas artificializadas, outras constantemente sob o efeito de choques relâmpagos para ressuscitação e de cargas aderentes de vitaminização artificial, na tentativa de ressuscitarem ou alavancarem áreas e setores se arrastando em agonias. Coisas e artifícios estranhos ao Céu que mostram e revelam um quadro de agonias sendo maquiado por efeitos anestésicos. Não tem sido pequeno o número de igrejas que deixaram de ser maternidade e passaram a ser ocupantes de CTI em não poucos sentidos.

Algumas sendo encontradas bem vestidas, contudo deitadas respirando cuidados e sob efeitos aditivos artificiais. Apesar da aparência de números e injeções de estatísticas enfeitadas com espumas da artificialidade e o lançamento de jargões ilusionistas, igrejas sobrevivendo no desfalecimento vertical, chegando a assemelharem-se a estabelecimentos seculares em busca de equilibrar-se. Vivas segundo os ares do hall de espetáculos da ótica das aparências horizontais, contudo agonizando deitadas por insuficiência do oxigênio das originalidade, legitimidade e consistência.

E apesar da infertilidade e da esterilidade serem notória e testemunhalmente ameaças com seus efeitos bem conhecidos, são fáceis de serem ocultadas por trás de outros fatores equivocadamente substitutivos, mas que progressivamente roubam a essência do cristianismo e o espírito de Igreja nessas igrejas. Falsas estratégias nutridas com modismos e artifícios, alheios ao espírito de igreja e ao Espírito da Igreja, igrejas agonizantes tentam sustentar e publicar quadros falseados de crescimentos falsos e ilusórios.   

As coisas terrenas são imagens das espirituais. Olhando para as coisas visíveis, ganhamos alguma visão, ainda que limitada, de como são algumas invisíveis. Mas o suficiente para compreender lampejos de realidades da vida visível. No mundo visível ganhamos e temos a noção de coisas invisíveis. Por exemplo, no olhar objetivo sabemos o que é frutificação porque também temos alguma noção do que é infertilidade e esterilidade. Ambos os fatores no campo fisiológico podem oferecer noções para o campo espiritual.

Partindo da visão do campo fisiológico natural, e para que os fatores de infertilidade e esterilidade sejam entendidos, é preciso que se saiba que são o resultado de uma falência orgânica devido à disfunção dos órgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. E com relação a igrejas a semelhança e as dimensões são exatamente as mesmas, se dando com elementos semelhantes. Disfunções seguidas de falências sutis, múltiplas, lentas e progressivas.

Infertilidade é diferente de esterilidade. A infertilidade se dá quando não alcança a geração desejada ao longo de algum tempo de vida ativamente contínua e normal e sem objetos de mecanismos contraceptivos. A infertilidade pode ser um fator sem causa aparente. Já a esterilidade se dá quando já não tem mais como se reproduzir para continuidade, em função de fatores e elementos não tratados. Isto se dá também com igrejas.

Enquanto a infertilidade é a incapacidade de gerar, a esterilidade é a ausência de capacidade de reproduzir. É sinônimo de improdutividade. Esterilidade é ser ou estar incapaz de produzir resultados, frutos. E é preciso que se saiba que algumas síndromes, alguns fatores, algumas carências, disfunções, alterações, insuficiências, intoxicações, algum uso abusivo de algo, distúrbios, causam tanto a infertilidade como a esterilidade.

Tanto a infertilidade como a esterilidade apresentam sintomas. E estes sempre são detectados quando colocados à exames e diagnósticos não tendenciosos, levados a sério. No campo espiritual também é assim, e com igrejas não é diferente. Tanto a infertilidade como a esterilidade de igrejas também são detectáveis pelos seus sintomas. Detecta-se a presença da infertilidade e da esterilidade em igrejas através de observações analíticas, e para tanto é preciso se expor a elementos e parâmetros comparativos, ao mesmo tempo se predispor consciente e corajosamente a ser rever e consertar e reparar procedimentos e áreas.

Assim sendo, para algumas igrejas é premente e gritante a necessidade de frutificar e multiplicar. Sem os devidos e competentes tratamentos e procedimentos ensinados pelo Senhor da igreja e vividos pelos apóstolos bíblicos e pelas gerações de servos de Deus atreladas à Palavra de Deus e atentas aos movimentos dos tempos e épocas, sem isto, não há espaço para que o vale das insensibilidades, da indiferença, da desesperança, da mornidão mortífera, das brutalidades insensatas, responda com reações coerentemente responsivas e receba a vida pertinente no Reino de Deus. Sem isto, não há espaço e nem condições para frutificação e muito menos para multiplicação, nem individualmente e nem coletivamente.
EvGS