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domingo, 21 de maio de 2017

NABAL CONGELADO POR UM SUSTO.

NABAL CONGELADO POR UM SUSTO.
A tolice de não poder enxergar o que deveria ver.
 Na Bíblia Sagrada encontramos pessoas e nomes que nos possibilitam definir, classificar e enquadrar os tipos de caráter, personalidade e temperamentos circulantes na vida. E quanto a isso, as páginas sagradas expõem pessoas e nomes, objetivando nos ensinar um tanto mais nos detalhes e retalhos a varejo do que no grosso do atacado conseguiríamos identificar e aprender com maior especificidade e precisão. No Livro do Eterno, por trás de pessoas e nomes citados existem dois eixos de histórias, a saber: o da história vertical e o da horizontal. Isto revela que nenhuma pessoa foge dessa realidade do plano existencial.

Nabal foi uma dessas pessoas. 1Samuel 25.2-42. Apesar do texto bíblico haver registrado o resumo da vida de Nabal em um pouco mais de quarenta versículos, já nos faz esclarecidos o suficiente do arcabouço completo necessário ao que dele se precisa saber. O mais importante a ver da vida de Nabal não são curiosamente os seus crassos erros cometidos, mas sim consistentemente as lições, características e considerações deixadas e expostas para gerações futuras. Nabal não pôde e muito menos conseguiu enxergar o que deveria ver. Nabal parecia ver o que parece que pensou, quando na verdade não conseguiu enxergar e muito menos pensar sobre o que viu.

Da vida de Nabal, algumas considerações essenciais cabem à atenção. E no texto em foco, a primeira nos prende  quanto ao nome de Nabal. O nome “Nabal” não significa apenas um “tolo” em sentido de simplicidade ou estupidez de entendimento, ou bobalhão no saber. Definitivamente não. O nome Nabal fala e apresenta um conjunto de classificações que englobam a natureza da pessoa, do caráter, da personalidade, do temperamento e do proceder de Nabal. “Nabal” significa “grosseiro perverso moralmente”, “maligno insensível”, “rude irreverente aos direitos do Eterno e negligente aos dos homens”, “pessoa sem juízo e de comportamento vil e vergonhoso”. Enfim, um nome carregado de péssimos conceitos. A pessoa inteira e completa de Nabal fez jus ao seu nome. Impressionante e quase estarrecedor.

A segunda consideração é a de que o Nabal insensível para com o Eterno Deus e para com as pessoas, teve trancadas as portas de seu entendimento para a razão, a consciência  e o raciocínio. Nabal não se permitia ser iluminado nos seus posicionamentos e nas suas declarações impensadas e tempestuosas. Em outras palavras, Nabal extrapolou as linhas de uma pessoa desajuizada, ignorante e bruta, no agir e no falar. Nabal não conseguiu perceber bem e raciocinar equilibradamente o presente e nem enxergar o futuro. Nabal se agarrou ao “cesto do pão” perecível de hoje, sem ter se permitido enxergar a colheita permanente do melhor “trigo” abundante do amanhã. Nabal foi exatamente assim. Fez o que não deveria, e disse o que não poderia. Na escuridão de entendimento, Nabal arrastou a vida redondamente enganado. Quantos prejuízos.

Longe da razão e distante do raciocínio, Nabal viu apenas um então guerreiro simples Davi como um escravo, para ele quase anônimo, visivelmente desprezível, fugitivo, acompanhado de um bando de moços, e nada mais que isso Nabal enxergou. A cabeça fechada de Nabal lhe impediu de levar em conta a história conhecida de guerras do Senhor Eterno feitas por Davi em sua caminhada. O que era publicamente conhecida em direção à sucessão no trono do reino. Nabal viu em Davi apenas o cinza do chumbo, mas não enxergou nele o brilho da prata. Nabal apenas viu em Davi a zinabre e a poeira do cobre, mas não enxergou nele o reluzir e o brilho do ouro. Nabal definitivamente não enxergou em Davi aquele ungido divinamente destinado a ser o seu futuro e brilhante rei. A simplicidade e as cortinas do tempo ocultam e encobrem o brilhantismo até que chegue o momento oportuno da realeza se revelar. Nabal se fez não ter visto o agir de Davi e nem enxergou o mover do Eterno Deus. Que lastimável.

A terceira consideração é a de que o tolo Nabal, insensível aos benefícios que recebera do Eterno Senhor através de Davi e seus moços, se fez odiado e inútil. Nabal não foi um tolo rude e comum de classe social média vivendo e remoendo problemas, ou com apenas delírios desvairados de estupidez momentânea e intempestividades. Nabal foi um indivíduo citado e descrito como um elemento importante, poderoso, em poder patrimonial. Nabal era um cidadão abastado da cidade de Maom com seus amplos negócios na região de Carmelo; tinha muitos bens e empregados. Nabal tinha, mas não era, e tudo que foi se resumiu em tolice cega. Um mal conceituado e imprestável em sua própria casa e entre seus empregados.  

O patrimônio, os servos e os negócios de Nabal haviam outrora sido beneficiados pela proteção e cordialidade diuturnas oferecidas por Davi e seus moços guerreiros, contra o perigo real de poderosos roubadores e saqueadores astutos, tão comuns naquele tempo transitando perversamente no deserto. Porém, Nabal ignorou os benefícios e maltratou os benfeitores quando estes lhe foram rogar apenas por alguns suprimentos voluntários e sem medidas reivindicativas. Davi foi extremamente útil a um Nabal assustadoramente tolo e insensatamente inútil. As problemáticas de Nabal não residiam acidentalmente nas suas falas, mas provinham do seu caráter ímpio, péssimo e defeituoso.

A quarta consideração é a de que o tolo Nabal insensível ao temor do Senhor, na sua arrogância se tornou um filho de Belial. Rejeitando a sabedoria divina, colocou em graves riscos fatais a sua própria alma e as dos seus. O proceder de Nabal indica haver se fechado e se embrutecido aos conselhos sábios e sugestões úteis para as realidades dinâmicas e mutantes da vida. Nabal foi imprudente e imprevidente habitual. No seu mal comportamento habitual vil e vergonhoso, a mente arrogante de Nabal parecia não ter imaginado a tempestade violenta criada e levantada pelo seu espírito tolo, contra sua vida e sua casa. Nabal é a figura do tolo ímpio filho de Belial contumaz, mergulhado nas alegrias passageiras do engano e na soberba da imprestabilidade, caminhando despercebido para a morte eterna e arrastando outros consigo.

O tolo Nabal seguiu naturalmente dando coices contumazes, fazendo o que insensível e rotineiramente lhe era de hábito e costume peculiares. Seguiu desconhecendo pessoas, desprezando os movimentos da vida e ignorando juízos divinos. Sem que se tocasse ou notasse seu proceder ímpio, Nabal acendeu o estopim do bombardeio do juízo do Céu contra si. Incapaz de ajuizar fatos e situações por vir que comprometiam sua vida, seus bens e negócios e seu futuro, Nabal se ilhou e aprontou um grande banquete festivo à noite, regado a muita bebida.

No eixo de sua história vertical tudo de si estava sendo lambido pelas chamas do fogo eterno, enquanto que no eixo de sua história horizontal tudo estava lhe parecendo normal, anestesiado sob a alegria passageira do mosto. O que o tolo Nabal completamente bêbado e alegre não esperava era que ele e sua grande festa estavam sendo poupados por apenas uma noite. E somente na manhã seguinte, depois do amargo da boca e das dores da ressaca, recebeu o impacto da triste surpresa congelante que lhe levaram a sentir tamanho choque mortificador no coração e se petrificou de medos. Nabal caiu em si tarde demais, o juízo divino estava agora invisivelmente diante de si. O juízo do Céu desceu sobre o tolo arrogante Nabal, e na sua tolice ímpia se desmoronou congelado. Que tristeza quando o manto do juízo divino iminente desce e cobre sobre o ímpio.

Das lições e considerações sobre Nabal aqui se revelam que Nabal tinha, e realmente tinha. Entretanto, Nabal era o que nunca deveria ser. Nabal não era um cego tolo, mas um tolo cego. Nabal foi incapaz de se perceber a si mesmo, e era de seu costume não atentar para a vida e ainda menos para quem tinha consigo. Sem saber, o tolo ímpio Nabal estava por horas noturnas alheio a tudo festejando o seu próprio juízo e prenunciando aquela ser sua última noite de festa e embriaguez, e a partir dali deixar tudo que tinha, inclusive sua mulher Abigail para o futuro rei de Israel, a quem o ignorou, menosprezou e destratou quando este ainda coberto da poeira das guerras nem parecia ser o monarca histórico que estava a caminho de reinar. Urbanidade e reciprocidade não faziam parte do mundo interior de Nabal. No mundo mental fechado do tolo soberbo Nabal não cabiam esses valores humanos e desconhecia isso. Assim, quase dez dias depois de sua festa, Nabal debilitado foi visitado por completo pelo juízo do Eterno Deus sobre si, e Nabal congelado na sua tolice contumaz não pôde enxergar no antes o que deveria ver no depois.  
EvGS



domingo, 30 de abril de 2017

JOIADA: UMA TRANSIÇÃO EFICAZ.

JOIADA: UMA TRANSIÇÃO EFICAZ.
Certeza do dever cumprido.
 Ter a certeza é muito mais do que possuir a sensação, do dever cumprido. E mais do que ter o sentimento de dever cumprido é possuir o senso do cumprimento deste. Todavia, incomparavelmente melhor é de fato e em verdade o ter a certeza do dever cumprido. Sensação é a impressão vinda de elementos externos, e que pode lampejar lacunas e dúvidas. Sentimento é a capacidade de perceber e aquilatar através dos sentidos, e que pode oferecer riscos ou sofrer variações. Senso é a faculdade interna de entender, discernir, ajuizar e apreciar, e que ultrapassa um tanto mais do que as conveniências e convencionais. Já a certeza é a convicção baseada em evidências. E é adquirida da prova cabal, inconteste e inconfundível fundamentada na existência patente e real.

Na Bíblia Sagrada escrito está o bom nome de Joiada, um sábio sacerdote dotado de ânimo estável, de sensibilidade afinada e de inteligência. Um homem vivido e com a certeza do seu dever cumprido. Um equilibrado homem espiritual que atravessou o tempo durante seis reinados debaixo de situações diversas e circunstâncias adversas, sem perder o seu caráter e sua essência pessoal. Conviveu e viveu êxitos entre mundos. Joiada viu o bastante da vida. Um extraordinário viajante do tempo atravessando períodos e testemunhando múltiplas fases da família real no interior do palácio e da vida dentro dos limites do reino. O Senhor Deus Eterno o preparou e o conduziu a vir servir de elemento-chave transicional de proteção, orientação e mentoreação do rei e sua família, e de preservação de vidas.

Joiada não foi um monarca e nem da linhagem da família real, contudo as cortinas do tempo revelam que foi bem mais do que o convencional de sua posição sacerdotal e de sua época. Seu nome quer dizer “conhecido do Senhor”, ou “conhecimento do Eterno”, e mais literalmente “YHWH sabe”. A presença e a passagem da vida de Joiada no reino foram de elevada importância, e mais tarde veio a ser de reconhecimentos e admirações. Digno do registro que teve pelo papel relevante que bem soube viver e desempenhar.

Num período cruel e turbulento campeando nele cheiro estranho no reino e varrendo estranhos ares na família do palácio, Joiada foi notavelmente usado pelo Eterno como um elemento importante de transição para despertar e inspirar sensos, raciocínios, entendimentos, espiritualidade e tinos, e orientar nas direções certas, corretas e seguras ao palácio do rei, aos chefes do santuário e ao povo. Um período carimbado por tentativas de usurpação e desgovernos, instabilidades moral, espiritual e emocional. Joiada, ora como um pai e ora como sacerdote, teve que tratar, destruir e destronar maus hábitos e costumes perniciosos curtidos na vida interna do palácio e do reino para que estes viessem mais tarde triunfar com sucessos reais e verdadeiros.

Joiada, com os seus esforços e virtudes, contribuiu de maneira extraordinariamente sábia para o retorno e a permanência do excelente período de governo justo, louvável e honroso diante do Eterno Deus e do povo. Para tal conquista, Joiada experimentou sérios riscos e perigos se intervindo em questões de família, da monarquia e da religião. Um corajoso e destemido cumprindo o  papel de pai, protetor, mentor e conselheiro transicional eficaz. E o fez de forma parcialmente oculta, distante dos olhares públicos das gentes. Quando tudo no panorama pontilhava riscos e perigos, Joiada agiu e o fez sem qualquer pigmento de reivindicações de méritos a si, de futuros reconhecimentos, honrarias e glórias humanos. Joiada não se interessou em aparecer aos homens, mas cumprir o seu dever visando primariamente as promessas e bênçãos do Eterno e a soberania do rei sobre si e demais vidas no reino.

Quando a fumaça da tirania e a poeira da usurpação estavam abafando e sufocando a vida no palácio e varrendo sobre o povo no reino, Joiada entrou em ação sábia e inteligente, e comandou de forma silenciosa e oculta um grupo de centuriões e estabeleceu ordens e procedimentos para estes aplicarem na guarda do rei e no templo, a fim de manter a integridade pessoal e moral do palácio e do reino e o zelo e a ordem da Casa do Eterno. Joiada destemidamente correu sérios riscos e perigos agindo em prol da manutenção da vida e da estabilidade e da honra dos filhos descendentes da casa de Davi. O texto bíblico nos faz perceber que quando tudo cheirava derrota, vergonhas, maldições, vinganças, mortes e revoltas, Joiada cumpriu determinado o seu papel de maneira sabiamente estratégica e inteligente e o concluiu consciente e eficaz.

Vivido o bastante, Joiada aguardou a chegada do tempo apropriado esperando o rei amadurecer para que pudesse adequar e por em prática o melhor plano que mais tarde veio a ser revelado e notado como o segredo que manteve  a casa do rei cuidada, protegida e reerguida novamente e com sucesso. Joiada tudo isso fez conservando o seu cargo de sacerdócio em alta veneração. Joiada foi um regente virtual temporário que governou oculto e em secreto, sem ser percebido e nem notado. A história de Joiada mostra que sua presença e os seus resultados tiveram um papel importante e privilegiadamente transicional, e veio a ser honrado nos anos que se seguiram. Joiada não foi um aventureiro cheio de ímpetos afoitos e nem de boas vontades interesseiras. Joiada foi o ponto forte de transição eficaz e foi bênção que afastou maldições e vergonhas.

Para uma louvável história, o texto de 2Crônicas 24.15-16 dá o desfecho brilhante da vida de Joiada dizendo que “Joiada envelheceu, morreu farto de dias aos 130 anos, e foi sepultado junto com os reis na Cidade de Davi, pois tinha feito bem em Israel e para com o Senhor Eterno e Sua Casa”. Para um sacerdote ser sepultado junto com os reis na Cidade de Davi era uma elevada honra incomum. No cumprimento do dever, para esforços acima do comum, sejam reconhecimentos com privilégios e honras incomuns. A história de Joiada mostra que o mais importante de nossa participação em situações e circunstâncias num ambiente não é a nossa passagem ativa nelas simplesmente. Mas sim o domínio do saber no agir consciente e apropriado de que nos estão sendo concedidos nelas o privilégio e a honra de sermos elementos transicionais importantes para a conquista e o estabelecimento do bem nesse ambiente.

Assim, o mais importante não é ter a sensação de dever cumprido, nem somente o sentimento de cumprimento deste. Nem ainda apenas o senso de ter cumprido o dever. Entretanto, é descansar na certeza do dever cumprido por ver a evidência dos felizes efeitos das semeadura e colheita eficazes dele. Os resultados da brilhante passagem de Joiada como um importante elemento de transição na vida do rei e do reino nos acende, fortalece e tranqüiliza a boa consciência de quão grande e significativo é ter o privilégio em ser e servir de elementos de transição importantes com resultados felizes e eficazes para vidas importantes. Descansarmos de corações livres, satisfeitos e fartos na certeza do dever cumprido nos traz a convicção segura de completude, de espaços e lacunas preenchidos, de que nada nos prende, nada nos cobra e em nada ficamos a dever. Joiada, uma transição eficaz e a feliz certeza do dever cumprido. Glórias ao nome do nosso Eterno Senhor! Deus seja louvado eternamente.
EvGS



segunda-feira, 24 de abril de 2017

BENAIA: O MAIS NOBRE E ILUSTRE.

BENAIA: O MAIS NOBRE E ILUSTRE.
Sêlo de confiável não é para qualquer um.


Dois dos principais fatores mais estimados e admirados em todos os âmbitos da vida são a lealdade e a confiabilidade. Os lastros da confiança possuem marcos, marcas e história construídos. Lealdade precede a confiança. Ser achado confiável o suficiente não é para qualquer pessoa ou coisa, haja vista que o selo de confiabilidade não é obtido de uma aferição trivial, relâmpago, rasteira e vulgar. Confiança não tem preço. Confiança possui e exara valor de lealdade.

No exército do rei Davi esteve um homem entre os seus valentes, seu nome era Benaia. 1Crônicas 11.24-25. Apesar de não haver obtido nome e fama de herói entre os seus pares reconhecidos como heróis, o ser achado valente valoroso leal e confiável já lhe fora o seu sêlo de pessoa digna e de alta qualidade. As páginas sagradas registram Benaia como o mais nobre e o mais ilustre entre os valentes de Davi. Isso não foi coisa do imediatismo e tampouco do acaso e nem de circunstâncias casuais. A história de Benaia em rápidas frases comprova o que significa ter sobriedade e estabilidade diante de vários e diversos desafios.

Para Benaia, ainda que valentia, grandeza e poderio pessoais em obras não houveram sido as tônicas conceituais mais fortes que recebera em sua vida, o serem reconhecidas as suas virtudes pessoais de elevada nobreza nos leva a refletir sobre o que de fato é ser uma pessoa que reúne em si as qualidades que lhe conferem selo de ser o mais nobre, o mais ilustre, leal e confiável entre os demais. Obter tal destaque em ambiente desnivelado é relativamente o simplório lógico e fatal. Entretanto, obter isso entre pares num ambiente permeado de mesmo prumo e marcado de igual nível não é para qualquer um. Benaia foi o único achado na aferição e avaliação em busca do número um no foco.

Benaia foi da tribo de Judá, nascido em Cabzeel. Seu nome significa “aquele que YHWH construiu”, ou “edificado pelo Senhor”, ou ainda no hebraico mais radical “YHWH é inteligente”. Benaia teve uma vida cravejada pelo senso do valor da lealdade e norteada pela bússola da confiança. Benaia não se permitiu ser seduzido pelas trilhas da instabilidade de caráter que rondaram e rodearam outros valentes de seu convívio. Tanto que comandou duas frações mais disciplinadas do exército de Israel, a saber os quereteus e os peleteus. Benaia não foi um soldado qualquer entre a multidão de soldados escolhidos. Benaia não chegou à posição de comando simplesmente pelo tempo e debaixo dos olhares da casualidade contingencial, fria e comum.

Construir uma história estável de lealdade e confiança não é fruto do tatear na aleatoriedade artesanal e nem dos frisson das transitoriedades da vida. Fazer ser reconhecida uma história estável de lealdade e confiabilidade a ponto de fazê-la brilhar como a mais nobre e ilustre entre outras de mesmos grau e nível é tarefa para gente bem mais do que apenas espiritual, sentimental e humanitária. É coisa para gente pacientemente sábia, abalizadamente madura e consistentemente inteligente. É coisa de gente com cabeça segura no Céu, coração ancorado nas realidades da vida e pés firmes no chão de legítimas batalhas.

E recuperar e refazer totalmente vidas egressas dos bastidores da deslealdade e dos corredores obscuros e obtusos da infidelidade para reconstruí-las e levantá-las em pé de vitoriosas e livres sobre o patamar de nobreza não são empreitadas regradas apenas pelos ponteiros do relógio e nem pelos números do calendário. Há de que se ir e investir apenas um pouco mais longe. Quem hoje come e saboreia do melhor da sobremesa e do pirão, já fora outrora preparado, provado e achado digno durante o calor do forno, da bigorna e do tição.

Outrora Benaia foi um dos integrantes de um bando de homens problemáticos e descontentes que havia se encavernado junto a outros quando Davi fugindo de Saul o conheceu nos dias da caverna. Benaia não foi um oficial comandante egresso das trilhas da infidelidade, das vinganças revoltosas e da deslealdade, contudo viu de perto o palmilhar de corações vingativos, infiéis ao rei e desleais ao reino e acompanhou o que desses foi feito e o fim de caminho medíocre e infame a que chegaram. Benaia foi filtrado e passado na peneira e nos crivos. Benaia venceu os calores das batalhas honrosamente, empunhou espada firmemente sem titubear, se mantendo confiável até que chegou o dia do rei o nomear para o cargo de seu oficial comandante da guarda pessoal do rei. Cargo de extrema confiança que exigia a extração de provas de fidelidade e lealdade.

Benaia foi capaz de sustentar além de uma vida de valentia, ter o selo de ser fiel e manter o de ser leal em todo o tempo a ponto de ser escolhido e receber nomeação a tão brilhante e importante cargo para um oficial. O texto sagrado muito bem ensina e nos permite perceber que Benaia aplicou duas das maiores variantes da vida, a saber: seguir o tempo e acompanhar os fatos. Assim as resultantes sempre são seguras e os lastros se mostram confiáveis. Nos corredores da vida sempre é assim, e os históricos comprovam verdades que vão muito mais além do que as gentes comuns enxergam nas vitrines alheias, ou tentam mostrar nas suas. Decisões baseadas na fidelidade constante comprovada são um bom começo para atestar o selo da consolidação de confiabilidade clara, patente e inequívoca.

Benaia não se conformou e nem se deixou formatar-se ou ser induzido por outras histórias que passara perante seus olhos. Benaia foi mais longe e enxergou um tanto mais acima do que ser e servir de aparências que enganassem olhares, iludissem formas, matizassem ações e manejos para com isso satisfizessem aos outros. Não. Benaia foi de fato o mais nobre e ilustre acima dos três principais heróis dos mais de trinta valentes do rei Davi. Para se obter selo de nobreza não se começa no afã do muito, parte-se do início no pouco. Para grande parte dos homens e entre estes, tudo vale e vale tudo, todavia para a boa fatia de homens seguros e inteligentes, a nobreza da abundância no muito sempre é iniciada e provada e comprovada desde os passos no pouco. Ainda prevalece a prova e permanece a validade do que a Escritura diz. Aprende quem atenta e investe. Erra quem desatina e afrouxa. Infiéis e desleais não enxergam sacrifícios, apenas estendem e sucumbem em sofrimentos sem perceberem glórias.

Entende-se das Escrituras que o rei Davi e seu sucessor Salomão, apesar de suas confirmadas fraquezas e aparentes fracassos, jamais designariam para ser um oficial comandante de sua guarda pessoal e o colocariam no seu palácio diuturnamente se apenas esse possuísse algumas qualidades e variantes comuns e triviais vistas na régua da média e na faixa da mediana. Um oficial dotado de alguma força física, jeitos e habilidades, mas não lhe fosse pessoa confiável, e nem entendesse o que de fato era viver num palácio e dele conviver e interagir fora com pessoas do povo. Para tomar posse de coisas brilhantes se faz necessário seja brilhante, e para ocupar coisas nobres e ilustres se requer seja leal e confiável.


Das lições que se nos apresenta o texto sagrado, podemos entender que o rei Davi foi feliz no quesito de tanto conhecer e identificar as qualidades que Benaia possuía, como o haver designado para o honroso cargo de confiança. Para se reconhecer as qualidades de uma pessoa e atesta-la como digna e pronta para assumir posições e para a qual se pretenda colocar, é preciso investir nela, é preciso ser mais tático e ir um tanto mais além de circunstâncias e variantes comuns, triviais, frugais e vulgares. É preciso despi-la da caverna e revesti-la do palácio. É preciso não se prender a momentos, mas atentar para referenciais e detalhes. Todo fiel e leal é livre das prisões que secretamente atordoam e maltratam corações nos labirintos do não confiável pela vida afora. Benaia foi o mais nobre e ilustre porque fora decididamente fiel, tivera uma história constante de lealdade voluntária. A vida de Benaia teve caverna escura, mas não tinha becos e vielas sombrios. O selo de confiável não é para qualquer um.   
EvGS  




domingo, 9 de abril de 2017

JOABE ESQUECEU LIÇÕES

JOABE: ESQUECEU AS LIÇÕES.
Bem poderia ter sido melhor.
No exército real de Israel figurou um guerreiro valente e herói cujo nome era Joabe, um dos filhos de Zeruia. 1Crônicas 11.6-8; 19.8-10. Integrante experiente de cruas pelejas. No seu histórico se contava a vivência de haver pessoalmente testemunhado de planos estratégicos e presenciado oportunidades de vida assim como infortúnios de mortes. Joabe tanto viu valentes serem tombados e esquecidos como também presenciou feridos e esquecidos serem levantados e reconhecidos. Joabe teve o privilégio de haver participado da vida de Davi desde os momentos de compartilhamento de suor nas pelejas e ascensão e assunção deste ao poder. Joabe não era apenas um soldado de batalhas, e nem um inexperiente inexpressivo no calor e labor dos combates.

Na cartilha da arte da guerra, Joabe certamente aprendeu as medidas e os cordéis que delimitam as ambições de um homem e regem as ações pensadas de um guerreiro. Joabe sabia muito o que fazia mas pouco e torto o que realmente queria. Possuía uma energia e capacidade de combate inesgotáveis. Porém seus desejos e ambições o arrastaram para o terreno movediço da precipitação e o fizeram esquecer das lições aprendidas e desprezar os corredores mantidos no silêncio sábio da vida. Joabe era forte para o rei Davi todavia fraco para si mesmo e contra si mesmo.

Joabe teve o privilégio de no tempo certo haver saído de detrás das fileiras para enfim começar sua vida pública como chefe de uma das três divisões do exército real de Israel e ter chegado à investidura final de general-chefe sobre esse por ter sido alvo da confiança adquirida na investidura outorgada pelo rei Davi. Joabe foi alvo de provas prolongadas, todavia “desantenou” e desprezou o bom favor da mão do Eterno sobre os seus conceitos, e sobre o que estava por vir galopando laurear a sua vida no palácio real de Israel, como eram finalmente tratados os seus pares valentes heróis como ele.

Em função de seu peso de comando e de suas responsabilidades gerais, para Joabe o se precipitar fora de planos seria o selo fatal e irremediável da tolice e o diploma determinante do fracasso. Contudo, Joabe esqueceu dessas lições e vacilou vindo a fracassar e sossobrar na incompletude. Mesmo tendo obtido sucessos louváveis nas suas empreitadas, Joabe não viveu a completude de seu potencial. Veio com isto a ser derrotado nos seus próprios desejos e ambições.

Joabe bem poderia ter sido melhor e haver galgado o que poucos homens subindo determinados nos seus esforços desde a carreira de base alcançam se não fossem os seus desejos que o derrotaram e o limitaram e o conduziram a ser restringido a terminar apenas como um alvo de mandado de morte declarado pelo mesmo rei que outrora o havia honrado nos seus começos, o rei Davi pouco antes quando no leito de morte.

Que brilhante e invejável histórico poderia ter o valente guerreiro Joabe se não fossem as ambições e os seus desejos e as precipitações ocultados no seu coração. Estava mais do que provado que ele possuía as características e cumpria os requisitos de um grande líder, um valente herói de batalhas. Seria apenas uma questão de lealdade, tempo e hombridade, e o general-chefe Joabe estaria publicamente reconhecido como um herói residente no palácio real e de trânsito livre nesse.

Não se pode negar que Joabe foi um brilhante em questões de planejamento de meios funcionais e um tático estrategista em estabelecimento de objetivos. Confiança, coragem e perspicácia faziam parte de sua cartilha de guerreiro a tal ponto de haver obtido a total confiança do rei Davi. Contudo, e apesar de tudo isso, Joabe se perdeu nos ímpetos de seu coração e se limitou aos detalhes da visão momentânea de si próprio e deixou de viver a plenitude do seu potencial. Joabe se perdeu e assim perdeu o que era destinado a guerreiros valentes.

Mesmo contando com sucessos, talentos e habilidades, e haver experimentado a vida como visitante acreditado nos corredores e nas mesas do palácio real, Joabe desconhecia as trilhas do limite moral, assim como o bom favor do Eterno Deus sobre tudo de sua pessoa e o melhor do rei que estava reservado a vir galardoá-lo. Joabe se perdeu e passou a se preocupar em funcionalidade para atender a momentos mais do que se ater no que era correto e seguro. Como valente herói do rei Davi, Joabe havia tido no seu visual a certeza de promessas divinas através do rei, porém com os seus próprios desejos Joabe passou a não contar nem com uma proteção e nem mesmo com uma resposta de oração ao Eterno diante do altar.

A partir de seus desgovernos em função de seus próprios desejos e ambições, Joabe passou a reagir com vingança partindo de sua ira tosca, fosca e maldosa, e não obstante passou a utilizar-se das manhas sinuosas e sombrias da traição e a fazer o que lhe subisse à cabeça e aninhasse mais ainda no seu coração para conseguir os alvos de seus próprios desejos. Joabe não somente esqueceu das lições, mas também esqueceu que havia um rei estabelecido por vontade divina sobre si e as realidades de uma cartilha a serem levados em conta.

Melhor é o fim do que o princípio das coisas. Pv 7.8. Contudo sempre antes do fim está o meio a ser palmilhado e considerado. Joabe começou bem, e jamais se pode negar que correu bem, mas se perdeu no meio e nem chegou aos lauréis que lhe estavam reservados bem antes do fim. E como fruto de suas vinganças e traição, o coração de Joabe sutilmente passou a trilhar um meio por caminhos progressivos de violência sem que ele mesmo sentisse e percebesse a chegada surpresa do veredicto fatal sobre si.

A história que envolve o general-chefe Joabe ocupa mais de setenta versículos da Bíblia Sagrada para nos ensinar lições que não devemos esquecer de que um coração que ignora certezas divinas e a direção do Eterno Deus passa a ser aninhado por ambições e desejos que levam uma pessoa a mais cedo ou mais tarde viver tragédias de dores, tristezas e remorsos nem sempre percebidas durante o calor precipitado da vingança e da traição. Que o nosso Eterno Senhor nos mantenha de coração firme no alvo, equilibrado nos desejos, seguro nas promessas pessoais do Eterno a nós e inamovível nas certezas e direção divinas a nosso respeito.
EvGS




domingo, 1 de maio de 2016

NÃO ABUSE DO PODER

JEORÃO: ABUSOU DO PODER
Sentenciado nas suas entranhas.
O poder é um dos fatores que desafiam personalidade e caráter de uma pessoa. O poder é depositado nas mãos de pessoas e revela seus caminhos. Quando conduzido por sensos saudáveis, com probidade e no bom exercício da consciência e nos trilhos da coerência, o poder governa e promove o bem e a verdadeira ordem. Quando manipulado e feito dele abuso e meio alimentador da ganância, torna-se um instrumento de crueldade que pode ampliar e estender silenciosamente suas mazelas conseqüentes a terrenos antes despercebidos.

O abuso de poder somado à ganância foi o terrível e aterrorizante mal cometido por Jeorão, rei de Judá, filho do rei Josafá. Um mal que parecia uso de esperteza vantajosa, contudo lhe afundou e fez sua vida soçobrar lenta e progressivamente. Apesar de ter crescido e visto o rei seu pai Josafá haver com o bom uso do poder empreendido e realizado grandes e bons feitos, Jeorão permitiu-se escorregar para o abuso e a ganância empregando desse poder detido em suas mãos. 1Cr 21.1-20.

Aquele Jeorão, que teve o privilégio de haver subido ao trono antes ocupado por seu pai, aos seus trinta e dois anos de idade, agora de posse do poder tornou-se uma figura destemperada, imprevidente e sombria. E nos limiares de seu exercício de poder já começara a ser um monarca auto-confiante em extremo, porém miserável e cruel. E sem aperceber-se do que estava vindo nos seus próximos anos, afundou-se na prática do cinismo abusando impiamente do poder detido e confiado em suas mãos.

O rei Josafá havia deixado bem fortalecido as fronteiras do reino de Judá e uma grande e boa herança para os seus filhos, contudo deixou o trono para o seu filho primogênito Jeorão. O que a vida pessoal de Jeorão nunca havia experimentado, agora começara a sentir o gosto do poder em sua tutela. E fortalecido e consolidado no trono, iniciou a sua jornada de males e desacertos começando por matar seus próprios irmãos. Logo depois ingressou no caminho de imitar reis ímpios, cujos corações aninhavam rapinas e amontoavam para si males e tragédias.

Jeorão recebeu o poder, porém sua consistência pessoal não tinha estrutura para exerce-lo. Se sentiu atraído e afim  pelas más condutas de sucessos aparentes de outros monarcas e por elas teve sua alma engodada. Seu foco concentrou-se nas trilhas sedutoras do terreno do abuso. Uniu-se com a filha do casal Acabe e Jezabel do reino do norte. Vindo o rei Jeorão mais tarde por suas maldades o seguir o caminho inverso ao de sua sogra. Enquanto Jezabel somou injustiças e assassinato à idolatria, o seu genro Jeorão começou o seu caminho com assassinatos vindo a cair no lamaçal da idolatria.

E estando nos píncaros do abuso do poder, o imponente rei Jeorão arrastou os habitantes do seu reino para a lama movediça aparentemente fértil promovida pela extravagante alegria e o vale-tudo do culto da idolatria. O rei Jeorão agora já estava voando alto o suficiente para induzir e desviar a conduta dos habitantes de Judá e afasta-los do Livro de Deus. Até que em meio a esse clímax de aventuras, lhe sobreveio uma guerra inesperada contra o seu reino seguida de perdas e fragmentações.

Agora o poder e as forças de Jeorão começaram a ser subitamente minados e a visitação inesperada sobre si e o seu reino chegou. E logo depois juntamente a essa lhe veio às mãos uma carta escrita de um profeta que estava distante lhe dando contas das respostas conseqüentes de seus atos pessoais aparentemente cobertos de imunidades, de sua má condução do poder e de sua péssima influência sobre o seu povo por ele governado. O escritor da carta foi o profeta Elias, seguindo os padrões respeitosos no esboço de primeiro denunciar a culpa e o dolo e em seguida exarar e apresentar a sentença.

O não esperado pelo rei Jeorão no seu abuso de poder durante um exercício de curto tempo, agora começou a lhe avassalar e arrasar o seu reino através de hostilidades, invasões e perdas sobre perdas. E aquilo que Jeorão não percebeu no passado agora estava lhe vindo e quebrando limites de fronteiras e fortalezas e chegando cada vez mais perto de si. Para o rei Jeorão, nem iras e nem coragem lhe valeram e nem lhe sustentaram os ímpetos. O espelho de Jeorão estava revelando uma fisionomia de péssimo histórico irreparável de mortes de seus irmãos, não lhe sobrando espaço para acertos e nem consertos. Sua história já havia sido escrita por sua própria vida de mandos, abusos e desmandos.

Enfim, em meio ao caos e ao sufoco, o rei Jeorão chegou ao sexto ano de seu reinado, quando dores terríveis inesperadas começaram a lhe dar presença nas pontadas no estômago e intestinos. Um câncer nas suas entranhas, e o que havia sido predito na carta que recebera, agora era o quadro real e sintomático que estava desafiando seu poder monarca e consumindo diariamente suas entranhas de forma progressiva e ferozmente. Seu poder, seus privilégios, sua posição de monarca, suas honrarias e suas forças estavam agora recebendo uma paga cujo preço jamais aquele Jeorão previu receber e tampouco temeu. Jeorão parece não ter percebido que há duras sentenças que chegam ao homem por fora, mas que também existem dolorosas sentenças que surgem por dentro.

A má visão de poder que lhe subiu à cabeça seis anos atrás quando teve começado o seu reinado lhe não permitiu enxergar que há o Deus Soberano que possui uma Escritura a ser observada e um povo a ser guiado, governado e conduzido de forma que juntos, poderes e povo, alcancem os propósitos do Eterno. E dois anos depois de sucumbido nesse quadro deplorável, no seu oitavo ano de exercício de poder monarca, aos trinta e oito anos feneceu e desapareceu o rei Jeorão sem que deixasse rastro algum de lamento sobre si, e excluído foi sepultado fora do panteão real, posto que o seu povo errante já se encontrava enjoado do monarca também errante e cínico contumaz,  sem acertos e nem consertos.

Nenhum poder torna homem algum imunizado, imune, intocável, acima de contingências trágicas e demandas cruéis advindas das estradas da vida ou lhe sobrevinda em conseqüência de seus desacertos contumazes. O exercício do poder sobre pessoas pode ser um caminho promotor e sustentador de bênçãos divinas, entretanto pode ser a pedra fogueada que lhe leve aos calores de vícios perniciosos de desatinos e misérias contraídos para si e para as pessoas em sua volta. O vício de poder pode tornar-se como a embriaguez do mando e a alucinação do ópio. Só se percebe seus destroços quando as suas tragédias já não podem ser evitadas nem contidas.

Uma das recomendações bíblicas escritas pelo apóstolo dos gentios é a de que aquele que preside, o faça com cuidado. Para a liderança do povo de Deus, o modelo de condução desse povo está atrelado ao que o Livro de Deus instrui, orienta, manda, recomenda, estatui. E copiar modelos estranhos desprezando esse modelo é um peso de sentença reprovadora e uma estratégia pespontada pelo mal. Menosprezar o respeito a esse povo e subestimar o conteúdo desse Livro são atitudes e comportamentos assemelhados aos do rei Jeorão com conseqüências drásticas, cujo fim somente a eternidade pode dizer.

Receber do Senhor Deus a oportunidade honrada e o poder de conduzir o Seu povo é uma atividade eminentemente privilegiada. Muito mais honrosa e ilustre se torna quando se faz, com a ajuda de Deus, dessa oportunidade um marco de sucessos espirituais que louvem e glorifiquem a Ele e consubstanciem o respeito para com a Sua Palavra e o decoro e a elevada estima do Seu povo. Que nenhum de nós proceda como o rei Jeorão.
EvGS
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

FÉ EMPRESTADA É UM DESASTRE

JOÁS SERVIU BEM, MAS ENQUANTO...
Fé emprestada tem prazo de validade.

O Senhor Deus quer que sejamos melhores a cada dia, e precisamos saber que esta verdade é uma realidade cotidiana. E por esta causa, no Livro de Deus estão registradas vidas para nos ensinar caminhos e inculcar princípios que nos orientam a buscar sermos melhores no nosso viver. A vida do rei Joás é uma que tem muito a esclarecer pontos e fatos que ocorrem no cotidiano de inúmeras pessoas que apóiam suas atitudes, ações e fé em pessoas ou coisas passageiras. Joás, filho do rei Acazias, tem uma história que elucida outras de tantas e tantas gentes ao longo dos anos.

O rei Joás teve seus primeiros anos de vida agraciados com privilégios e oportunidades ímpares e ricamente abençoados pelo Eterno Deus, desde sua infância até alguns anos de seu tempo no reino de Judá. Oriundo de uma família real e descendente de uma linhagem historicamente respeitada, o menino Joás nasceu num ambiente palaciano refinado e pomposo, entretanto alinhavado e pespontado pela impiedade, pelos desmandos, pelo destemor e pela maldade em vários sentidos.

A providência divina poupou o menino Joás de ver seu lar ser decomposto e destroçado entre família. Sua vida nos seus primeiros anos foi providencialmente poupada e preservada do extermínio familiar total e completo. O conceito de família na família do menino Joás foi literalmente rasgado pela sua avó Atalia, cujo coração abrigou a impiedade, a crueldade e a maldade, ocultas. E felizmente foi tirado do corredor do extermínio familiar e conduzido por um bondoso coração a seguir sua vida infantil tendo formação e intimidade com as coisas de Deus, na casa de Deus.

O menino Joás teve ainda o rico privilégio de ser doutrinado e mentoreado por um firme e equilibrado conselheiro de Deus, o respeitado sacerdote Joiada. O que poucos conseguem, o menino Joás teve. Foi preparado honestamente e apresentado honrosamente ao seu povo como o novo rei aos tenros sete anos de idade. Começou o caminho de uma vida promissora. Teve a sua campanha feita pelo sacerdote Joiada, que também o colocou agora como rei diante de Deus e do seu povo e promoveu a sua aliança direta com o seu povo, recebendo daí um aprovo reconhecido e aceito por unanimidade.

Os anos se passaram, e Joás como rei fez os seus primeiros anos de reinado valerem muito, mostrando coisas e feitos bons ao povo, satisfazendo o coração e a presença de Joiada. Uma coisa é demonstrarmos deliberalidade por convicões próprias, construídas sobre os lastros da legitimidade de vivência com Deus, e outra é fazermos as coisas valerem somente enquanto há a presença de alguém que respeitamos a nos acompanhar. O homem é como árvore frutífera, cada um dá os seus próprios frutos.

Enquanto o sacerdote Joiada viveu, o rei Joás foi um sucesso de gente e um espetáculo de rei. Joás foi bem e foi bom, mas até Joiada passar. Tão logo aos cento e trinta anos Joiada morreu farto de dias e tendo recebido honras reais, o rei Joás começou a descarrilar dos trilhos e virar as costas para o Senhor seu Deus e se envolver em ambiências e concordâncias de pensamentos e práticas da multidão descrente e desgovernada. Entre prioridades, a nenhuma se deve colocar Deus em comparação. Porquanto, o Senhor Deus está acima de toda e qualquer prioridade.

E os dias que se seguiram depois da morte de Joiada mostraram de fato que o Joás de então já não era bem aquele Joás que tudo de bom fez enquanto o seu conselheiro e mentor, o sacerdote Joiada, viveu. À medida que os dias de honras e respeito aferidos ao respeitado sacerdote Joiada foram ficando para trás, o rei Joás mostrava mais claramente que existia um outro Joás oculto e escondido e adormecido dentro daquele Joás que um dia foi bom e foi bem. Não agrademos a pessoas por causa de outras, mas sim por causa de nossas convicções em servirmos a Deus.

Este é o grande perigo que ronda não poucas pessoas que se apóiam em terceiros e alimentam e nutrem uma fé suposta e emprestada de terceiros. Este é um terrível mal quando se descobre que seu ponto de apoio não existe mais. Não é apenas uma questão comportamental, mas sim uma questão moral. Joás foi bem e bom, mas somente e até enquanto estava ao alcance dos olhos de seu mentor e conselheiro Joiada. Joás foi bom e fez bem somente por questões de obrigatoriedade de compromisso terreno e temporário, como um compromisso de prestação de contas para satisfazer a pessoas e destas buscar aprovação para si.

Depois da morte de seu conselheiro Joiada, tudo em Joás parece ter começado a iniciar também um processo de passagem. Joás se perdeu e envolveu-se com a multidão de incrédulos até acomodar-se com as circunstâncias e assim abandonar a Deus e levar o seu povo a se afundar em erros. E apesar de ser por várias vezes advertido, o rei Joás não deu ouvidos nem mesmo ao profeta filho de seu conselheiro, indo mais além num ato de impiedade que mais tarde veio a lhe custar a própria vida, a saber: consentiu intencionalmente e mandou expressamente matar o profeta levantado por Deus que lhe veio alertar para mudar de caminhos porque o juízo de Deus sobre si e seu reino já estava por vias iminentes a acontecer.

O mesmo desfecho final da vida do rei Joás tem sido o de não poucas pessoas que arrastam suas vidas cumprindo papéis por conveniências momentâneas, por apenas um compromisso pessoal com fatores da transitoriedade temporal, em busca de aprovações. Apesar de ter sido rei e da linhagem do memorável rei Davi, terminou os seus dias e foi sepultado na desonra erigida por si mesmo. As palavras finais do profeta que foi impiedosamente desconhecido, desmerecido e desrespeitado vieram por fim serem visitadas pelo Senhor Deus que as tomou em conta.

Em tudo da vida do rei Joás, que Deus quer que saibamos para nos fazer ser melhores, estar livres e agindo com convicções de crenças bem assentadas? Que não apoiemos nossa fé em terceiros. Que não tomemos a fé emprestada de pessoa alguma ou referencial algum. Referenciais são importantes e usados para nos ensinar moldes e nos edificar, contudo são apenas temporais, falíveis e transitórios. Que não mantenhamos nossos compromissos com Deus alimentados apenas no compromisso objetivado a satisfazer pessoas, ou nomes ou rótulos. Nossos compromissos com Deus e em servir as pessoas independem de prazos de validade por respeito ou satisfação de quem quer que seja ao nosso redor.

Nunca tome fé e convicções emprestadas de terceiros. Vida de camaleão tem prazo de validade. Nunca embase suas atitudes nos corredores de captação de aprovações humanas para satisfazer a ambiências. Valorize em primeiro plano a sua vida diante do Senhor Deus e jamais se deixe ser influenciável pelos caminhos de multidões de errantes, ainda que esses caminhos estejam em pauta nos aplausos, na moda, na média e nas mentalidades medianas. Apóie a sua fé, as suas convicções e demonstre atitudes construídas na Palavra de Deus.
EvGS