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sábado, 30 de maio de 2015
QUE CULTO ESTAMOS FAZENDO?
QUE CULTO ESTAMOS
FAZENDO?
Verdades
sobre o culto cristão.
O ato de cultuar em si é uma expressão de prática essencialmente
de contexto religioso. O culto em si é um ato que envolve consideração,
reverência, adoração, serviço e veneração respeitosos. O ato de cultuar é uma
manifestação prática das mais antigas de que se tem conhecimento na humanidade.
Todo e qualquer ato de culto em si possui as suas bases e fundamentos,
alicerçados em princípios e propósitos que direcionam o indivíduo que cultua ao
que este conhece e acredita.
Em todo tempo o ato de cultuar se defrontou com influências,
ameaças e manipulações. Houve épocas em que esse ato foi tomado e usado com a
finalidade de empregá-lo para a glorificação de homens, poderes humanos, animais, símbolos, figuras e objetos da criatividade imaginativa ou da natureza. O ato de cultuar está intrinsecamente ligado a
algum tipo de fé e também envolve a demonstração de alguma crença.
Mas, e o culto cristão? O Novo Testamento mostra clara e
definidamente a natureza viva, os princípios notáveis e os propósitos imutáveis
do culto cristão. A igreja cristã começou seus dias de culto freqüentando as
sinagogas e reunindo-se nas casas. Anos depois passou a construir templos e se reunir neles. A natureza do culto cristão é espiritual e
apoiada na verdade expressa nas Escrituras Sagradas e na verdade encontrada e demonstrada na pessoa que o faz. O culto cristão é
fundamentado em princípios histórica e teologicamente. O culto cristão é
dirigido e direcionado aos propósitos preconizados na Palavra de Deus. O culto cristão não admite invenções e nem idealizações espúrias e heréticas.
Por que o culto cristão vem se defrontando com influências e
mudanças alheias a si? Por que a adoração cristã vem sendo roubada, minada,
infiltrada, desvirtuada e desviada de suas origem e natureza, de seus
princípios e propósitos? Por algumas razões além do fator diabo. A primeira, o
culto cristão vem se defrontando com mudanças porque a teologia do
Protestantismo brasileiro vem sofrendo infiltrações de mudanças. A segunda, o
culto cristão vem se confrontando com mudanças porque o conceito de igreja e o
relacionamento do cristão evangélico em relação à história e à teologia da
igreja cristã vem sofrendo influências e mudanças alheias à Palavra de Deus.
Assim, quando se mudam as bases e princípios, também com isso sofrem e
desviam-se a natureza e os propósitos.
Biblicamente, a palavra original para “culto”, no Antigo e no
Novo Testamentos refere-se basicamente a um “serviço” prestado direta e
devidamente ao Senhor Deus. Culto é um serviço que para ser desempenhado deve
ser dirigido sobre os lastros estabelecidos na Bíblia Sagrada. O culto cristão
é um serviço cuja referência central, única e mestra é a Bíblia Sagrada, e cuja
Pessoa única e exclusiva a ser agradada e servida por ele é o Senhor Deus.
O culto cristão é composto nas suas bases por liturgia, serviço,
assistência, submissão e ministração. A igreja cristã reúne-se para cultuar a
Deus como prestação de um serviço espiritual, conduzido de forma racional e
inteligente, pautado nas consideração, reverência, adoração e veneração respeitosos diante de um momento
de encontro com Deus. Uma prestação de serviço por assistência e ministração de
cânticos de louvor, adoração, orações, mensagem, especiais e exclusivos ao
Senhor Deus, seguindo a liturgia fundamentada na Bíblia Sagrada. Esses são os
pontos centrais da vida da igreja cristã militante na terra enquanto olha,
almeja e espera a sua chegada de triunfo no Céu.
No serviço de culto cristão, o alvo e o centro determinantes
únicos são o Senhor Deus. O culto cristão não admite interferência de elementos
de ideologias e ideais da visão humana. Nós não determinamos o culto cristão. E
se o fizermos, ele deixa de ser culto cristão e passa a assemelhar a outros
cultos alheios aos moldes, aos princípios e aos propósitos bíblicos. O culto cristão é essencialmente didático. As gerações de cristãos aprendem a agradar e servir a Deus com outras anteriores cultuando a Ele, de forma que ao nos questionarem a respeito do culto cristão, somos aptos a apontar para bases e fundamentos sólidos que cada geração cristã recebe da anterior.
O culto cristão é um serviço prestado a Deus inspirado no amor.
Dt 6.4-5, e 7.8. O culto cristão é um serviço prestado a Deus com reverência.
Sl 44.1-3, 89.7, Ec 3.15, Hb 2.20. O culto cristão é um serviço oferecido a
Deus por fé. Jo 6.27-28, 14.22. O culto cristão é um serviço oferecido a Deus
com emprego da razão e da inteligência. Rm 12.1. O culto cristão é um serviço
feito e oferecido a Deus como sacrifício vivo no qual nós somos o próprio
objeto do sacrifício. Rm 12.2. O culto cristão é um serviço feito, prestado e
oferecido a Deus em espírito de louvor e adoração deliberado e voluntário. Hb
13.15.
O culto cristão NÃO é um serviço frio, engessado e conduzido por
uma expressão de obrigatoriedade imposta à pessoa que cultua como um elemento
recipiente e participante apenas de um auditório. O culto cristão expressa
exatamente diante de Deus e dos demais homens a nossa esperança, a nossa
gratidão, a nossa fé, a nossa herança espiritual e a nossa fidelidade
voluntária para com o Senhor nosso Deus a quem cultuamos com entrega e
satisfação reverentes. O culto cristão nos dá a rica e inestimável oportunidade didática de sermos cada um usados por Deus para servi-lo e para ministrar aos homens
para sua edificação, fortalecimento e consolação.
O legítimo e verdadeiro culto cristão não abre espaço algum para
entronização ou devoção a nenhuma figura, nenhum objeto, nenhum ser, nenhuma
pessoa. O culto cristão possui historicidade e princípio teológico, é pautado
na Bíblia Sagrada e o seu alvo receptor é única e exclusivamente o Senhor Deus.
No culto cristão todos os presentes tomam parte. Cada um presente tem hinos,
cânticos, salmos, mensagens, e todos seguem uma ordem de fatores jamais
inventados ou criados e desconexos com a história da igreja cristã e com a
teologia dos textos sagrados.
O culto cristão não é individualista. Nem se destina nos seus
fins a fazer proselitismos e adesões. O Culto cristão não deve ter sua liturgia,
história e teologia depreciadas, menosprezadas. O culto cristão não é
antropocêntrico, humanocêntrico, objeto de negócios e apoios financeiros. O
culto cristão não é ordenado pela mentalidade ou força da criatividade humanas.
Nossas intenções e ações particulares, por melhores e mais bem atraentes que
sejam ou se apresentem, não podem estar acima da ordenação bíblica para o
serviço de culto cristão.
Portanto, o culto cristão é um serviço que visa agradar e servir
a Deus e na sua execução os homens são ministrados para a condução de
edificação, correção, fortalecimento e consolação de suas vidas. A direção do
culto cristão possui a responsabilidade prazerosa de estimular os congregados
presentes a se envolverem na consciência do culto cristão, conduzindo o culto descente
e ordenado.
EvGS
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domingo, 19 de agosto de 2012
O EVANGELHO DE DEUS.
O Evangelho de Deus
A notícia de boas novas do Rei.
A palavra evangelho
traduz a original do texto grego “euangelion”, que por sua vez
traduziu a hebraica “besorah”. Evangelho significa uma mensagem
de boas novas, as boas notícias. Era empregada para dizer de uma mensagem de boa
notícia da parte de um monarca ao seu povo, através dos seus arautos mensageiros
dedicados aos serviços desse anúncio, chamados e distintamente incumbidos para tal.
A mensagem de boas
novas expedida pelo monarca possuía o teor original, imutável e irrevogável contendo
a divulgação da sua vontade, o objeto da mesma e os propósitos para os quais a
mensagem se destinava alcançar. Nenhuma outra autoridade possuía competência
para efetuar alteração, mudança ou revogação no teor original da mensagem de
boas novas do monarca que a originou.
Os arautos,
mensageiros encarregados de transmiti-la e divulgá-la para o povo, eram reconhecidos
e credenciados pelo monarca para a tarefa do anúncio. Eram cônscios e
conhecedores dos requerimentos de suas funções de arautos. Nenhum arauto era
desconhecido ou anônimo ao monarca credenciador. Eram notoriamente adestrados, reconhecidamente
capazes e comprovadamente habilidosos em lidar com as palavras recebidas
diretamente do monarca, assim como com os seus significados, aplicações e
implicações.
Apesar do teor das
boas novas contido na mensagem ser original e imutável, a forma e a estrutura dispositiva
da mensagem era da responsabilidade tácita e fiel do mensageiro comissionado
pelo seu senhor monarca. Sua autoridade de arauto possuía limitações e
salvaguarda, e o seu trabalho de mensageiro jamais lhe conferia abertura para
efetuar composições extras, juntadas, anexos, adendos, emendas, locupletações, pareceres
e opiniões alheias ao monarca de quem originou as boas novas.
Qualquer elemento
divulgador da mensagem que não fosse o arauto era considerado apenas um retransmissor
e narrador informal e popular do reino. Daí o fato de naquele tempo haverem
circulado entre o povo o repasse de boatos e rumores oriundos de mensagens
fracionadas, incompletas, truncadas e desafinadas do teor da mensagem original.
O lindo texto da Carta
de Paulo aos Romanos, especialmente Rm
1.1-4, abre alguns lampejos que nos despertam responsabilidades, nos
requerem e nos tornam capazes de compreender detalhes vitais e sumamente
importantes sobre o Evangelho de Deus.
Primeiro, o evangelho de Deus tem uma origem, como diz o seu
próprio nome no texto em pauta. Ele pertence ao Senhor Deus Eterno, Criador e Todo-poderoso.
Ele é a mensagem de boas notícias da parte do Senhor Deus para os homens, suas
criaturas. O evangelho de Deus expressa a sua vontade revelada aos homens e
trata da manifestação de Seu bom favor e graça para com eles, para a obediência da
fé. O seu assunto-tema central e o seu teor se concentram acerca de Seu Filho Jesus
Cristo.
Segundo, o evangelho de Deus havia sido prometido através dos Seus profetas. Os
profetas exerceram o papel de arautos na função de mensageiros exclusivos do
Senhor Deus aos homens. As Escrituras Sagradas nos deixam notar claramente que
nenhum profeta que esteve na condição de arauto mensageiro de Deus teve por
usurpação extrapolar as suas limitações e responsabilidades para com o anúncio
de Deus ao povo. Os profetas conheciam e lidavam com os assuntos do seu tempo, do
seu povo e da sua nação. Mesmo alguns por vez fugindo, ou se escondendo, ou
sendo incompreendidos, ou sendo ignorados e perseguidos, ou se contrariando a
si mesmos, ou sofrendo momentos de tristeza em si mesmos, não efetuaram
acréscimos na mensagem das boas notícias do Seu Senhor.
Terceiro, o evangelho de Deus foi prometido nas Santas Escrituras. Elas
são a fonte referência da mensagem de boas notícia de Deus aos homens. O
evangelho de Deus não foi um resultado de códices, códigos, escritos duvidosos,
efeitos da capacidade criativa e intelectual humana. O evangelho de Deus foi
prometido pelo próprio Deus na Sagrada Escritura. Deus havia falado antigamente, muitas vezes e de muitas maneiras, aos
pais, pelos profetas. A nós Ele nos falou, nestes últimos dias, pelo Filho, a
quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. Hb 1.1-2
Quarto, o evangelho de Deus trata acerca de Seu Filho. O evangelho de Deus não
se destina e nem se prende a assuntos fora do propósito da mensagem de Deus – a
que os homens através dele pela fé cheguem ao conhecimento de Deus através de
Seu Filho Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, provido por Deus para redimir o
homem da lei do pecado, para livrá-lo do poder do pecado e por fim para
preservá-lo completamente da presença do pecado.
Quinto, o Senhor Jesus, Salvador Ungido, é o assunto-tema da mensagem do
evangelho de Deus. O Salvador Ungido nasceu
da descendência do rei Davi, segundo a linhagem humana. Rm 1.3. Portanto,
como o homem Maravilhoso Conselheiro e Príncipe da Paz, Ele nasceu da linhagem
real, querida, amada, respeitada e reverenciada, de Davi. O Salvador Ungido foi
da descendência do patriarca Abraão e, portanto, como homem, pertence à
linhagem da promessa. Mt 1.1
Finalmente, o Senhor Jesus, Salvador Ungido, foi declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de
santificação, pela ressureição dos mortos. Rm 1.4; Lc 3.22; Lc 24.5-8. Portanto,
como Deus Forte e Pai da Eternidade, Ele foi testemunhado como varão poderoso em palavras e obras e em
poder no Espírito. Deus ressuscitou Jesus Cristo e nos ressuscitará dos
mortos pelo Seu poder. At 17.31; 1Co 6.14.
À luz de tudo isso,
precisamos compreender que a mensagem das boas novas de salvação pertence e
procede do Senhor Deus. Que ela foi prometida por Ele e anunciada através dos
Seus profetas nas Santas Escrituras. Que o assunto-tema dela é o Senhor Jesus, Filho
de Deus. Que ela é completa e íntegra em si mesma e não está aberta a qualquer alteração,
mudança ou revogação. Que a mensagem das boas notícias de salvação foi provida por
Deus através de Jesus Cristo pelo qual recebemos o favor de Deus imerecido por
nós para a obediência da fé.
Cabe, portanto, a todo
aquele que anuncia o evangelho de Deus conhecer as suas tarefas de arauto
mensageiro de Deus, estar cônscio de suas limitações e responsabilidades para
com o teor original da mensagem das boas notícias de Deus aos homens, ser
dedicado ao comissionamento recebido e fiel aos propósitos do anúncio do evangelho
de Deus.
Não troquemos o teor
das boas notícias de Deus, e nem trunquemos a Sua mensagem, a fim de agradar
arranjos desarranjados, desafinados, descabidos, descasados e desconexos para
com as Santas Escrituras e para com os propósitos do evangelho de Deus. Sejamos
criativos, e ainda que mais imaginativos, dependamos das revelações do Espírito
inspirador e ministrante da Escritura Sagrada. Não falemos o que o Rei não
disse. Não sejamos mensageiros de péssimos arranjos e de más notícias. Não entreguemos
uma mensagem que não veio da parte do Rei comissionador de arautos.
Não troquemos a
mensagem das boas notícias da Salvação por receitas de auto-ajudas e nem
tampouco por orientações e rudimentos da psicologia. Não abramos fábricas de
mensagens particulares, cujos direitos autorais não pertencem ao nosso Mestre
por Excelência. Não ponhamos conceitos particulares onde não existe e nem coloquemos
nossas próprias definições em que não as cabe. Deixemos as Escrituras Sagradas
se revelarem. Permitamos que o Rei nos diga a Sua mensagem a ser entregue. Dependamos
mais do Espírito ministrador nos ensinar.
Sejamos apenas servos
dispostos a servir, chamados para um comissionamento e separados para uma
dedicação impar, distinta e singular para o evangelho de Deus.
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
COMO SERVIR A DEUS?
COMO SERVIR A DEUS?
Caminhos para o nobre serviço dinâmico.
Começo por lançar uma pergunta oportuna para os nossos dias, nos quais as influências de pensamentos humanistas e de correntes filosóficas, a confusão de idéias, os desvios doutrinários e a instabilidade permeiam hábitos, mistificam costumes, imprimem cobranças, opinam formas e práticas e induzem liturgias. Como servir a Deus?
Para alguns, seja de se esperar que esta pergunta não faça parte de seu elenco de questionamentos, visto que possa ser desprezível, utópica ou surrealista. Todavia, seja possível que para outros ela tenha sido tão fortemente viva e inquietante que lhes intrigue os pensamentos e faça rever suas práticas.
Para alguns, esta pergunta possa apenas ser um ponto solto e sem sentido vital no seu universo de buscas das respostas. Contudo, para outros ela lhes toque terna e profundamente a alma, e assim lhes faça abrirem os olhos para tudo que diz respeito à individualidade para com Deus e para com o próximo.
Não seria de se estranhar que um universo de pessoas mergulhadas na descrença e encarceradas no materialismo se vissem como fins e se sentissem distantes e frias em buscar conhecer a Deus como diz a Escritura Sagrada. Se para elas o conhecer já se mostraria como coisa sem importância, quanto mais seria a busca de servir.
Servir a Deus é uma soberana vocação divina que aponta para Cristo. Servir a Deus é um privilégio extraordinário concedido pelo Céu, visto que é um serviço jamais recompensado cabalmente com quaisquer tesouros da Terra. Servir unilateral e unicamente aos homens dá aplausos, rende ganhos, traz méritos, elege posições, promove à fama e satisfaz e exalta o ego. Ao passo que o servir a Deus nem sempre promove cativações, visto que ainda que em nome do amor, quase sempre contraria vontades ocultas e desígnios particulares.
Nesta altura, a pergunta mestra apropriada não seria POR QUE servir a Deus. E ainda que debaixo das atrações da curiosidade, seria redundante questionar ONDE servir a Deus. Estas perguntas têm oferecido uma monta de respostas por vezes sofridas pelas investidas do inferno contra as muitas vidas que estão debaixo de razões sinceras e de boa fé procurando a Porta e o Caminho estreitos da entrada do verdadeiro Reino de Deus.
Como servir a Deus num tempo superlativamente amante do egoísmo, freneticamente apaixonado pela ganância, fortemente manobrado pelo secularismo, sordidamente inimigo das coisas espirituais, brutalmente hostil aos conselhos de Deus, insensivelmente gélido à religiosidade, funestamente apático à fé e ansiosamente expectador de formulações de crendices, formas exteriorizadas e receitas misticistas?
A palavra “servir”, biblicamente significa: ministrar, prestar um serviço, trabalhar. Nos originais dos textos hebraicos bíblicos essa palavra recebe o emprego de dois termos principais: “shãrat” e “’ābad”. O primeiro trata-se de um serviço de categoria superior, prestado por pessoas especiais, qualificadas e específicas para tal. O segundo, fala de um serviço comum realizado por pessoas simples, servis. Em ambos, a entrega por dedicação e os esforços para a perfeição são pontos de observação.
Tanto para servir a Deus, como para ministrar aos homens, é preciso que aquele que serve tenha coisas imateriais e coisas materiais para servir. Ambas as coisas possuem o poder de revelarem o íntimo daquele que serve. Do contrário, o ato teria qualquer outra conotação, menos a de propriamente servir.
De certo que a majestosa pessoa do Senhor Deus não precisa de coisas materiais para ser servido, porém Ele didaticamente inclui os homens no exercício da prática em servir com as coisas materiais que possuem, a fim de se revelarem virtudes e os seus valores imateriais. Quem serve a Deus com o que é, certamente revela isso com o que tem e o exterioriza no que faz.
O servir a Deus não se restringe ao exercício de dons e talentos, e nem se limita ao oferecimento de coisas materiais. Assim como o servir a Deus não está confinado a manifestações de coisas imateriais. Ninguém serve a Deus vazio de coisas imateriais e de coisas materiais. O servir a Deus também tem tanto os seus propósitos como possui o seu conjunto de maneiras, caminhos.
A Bíblia Sagrada tem muito mais a responder sobre o assunto com propriedade e legitimidade do que em qualquer outra fonte poderia se encontrar. E se não a tivéssemos, seriamos completa e inteiramente ignorantes sobre qualquer coisa a respeito de Deus e nem mesmo saberíamos como nos relacionar com Ele e servi-LO.
Com muita gentileza, convido o dileto e generoso leitor a refletir nos caminhos ensinados na Bíblia Sagrada de como servir a Deus:
1 - Com alegria. Sl 100.2
Aqui não se trata de apenas um serviço coroado de manifestações eufóricas e recheado de delírios emocionais comuns. Trata-se do servir imbuído de um prazer jubiloso, consciente e movido por um gozo de satisfação e responsabilidade pelo privilégio de ter a oportunidade de prestar um serviço ao Deus Criador e Soberano.
Se no serviço a Deus essa alegria não brota, ou o ambiente e as pessoas se fazem forçadas por gesticulações e encenações, ou há a ausência de liberdade, confiança e liberalidade, ou o desfavorecimento à espontaneidade, então definitivamente não há serviço nem a Deus e nem ao próximo, e sim uma conveniência por obrigatoriedade serviçal na tentativa de apenas oferecer gestos artificiais de agradabilidade. Servir a Deus é motivo de alegria espontânea e não produzida ou suscitada por incentivações da conveniência interesseira ou manipulada.
2 - Sob a direção do Mestre. Jo 21.5-8; At 8.26-39
Uma das coisas essenciais para a nossa orientação segura é a direção na qual seguimos. Depender do Mestre é primordialmente necessário seguir na direção por Ele oferecida. Todo e qualquer serviço está sujeito a uma direção. Servir a Deus não é diferente.
As situações, as pessoas, as circunstâncias, o panorama, o ambiente e os movimentos, podem servir como elementos poderosos e definidos como indicadores da direção a seguir. Insistir em tentativas aleatórias é navegar mares em vão; é cair em buscas fatigantes e cansativas; é estar suscetível a ser tragado pelos assombros da insatisfação, é sofrer riscos de sucumbir em frustração e se afogar em desilusão. Servir a Deus é seguir na direção oferecida por Ele.
3 - Sem medo e seguro. At 4.13
Aqui está um dos pilares da coragem e da ousadia para servir a Deus. Num ambiente sem restrições, livre e favorável, o servir a Deus de maneira secreta e escondida é sinônimo de covardia, de negação e de vergonha do que é e do que faz. Temeridades e inseguranças são cadeias que aprisionam entusiasmos e desestimulam expectativas. Medrosos e inseguros não servem livremente a Deus e não conseguem assim servir liberalmente ao próximo.
O servir a Deus não se restringe aos momentos eventuais pessoalmente escolhidos e marcados para estar no interior do templo. O servir a Deus exige propagação, extensão, divulgação, a fim de que todos os moradores da Terra tomem conhecimento de Sua Majestosa Pessoa e de Suas obras, através daquele que O serve e seja alcançado pelos Seus benefícios. Servir a Deus é um ato de correspondência e de confiança para com Deus e de coragem e ousadia diante dos homens e para com eles.
4 - Anunciando todo o desígnio de Deus. At 20.27
Anunciar a vontade de Deus aos homens é um privilegiado serviço dedicadamente realizado com propriedade por poucos, porém lamentavelmente nem todos o apreciam e se entregam a ele. Alguns concentram o foco apenas nas áreas na caridade; outros na satisfação da religiosidade surrealista e contemplativa; e outros se bitolam apenas na prática operacional de liturgias e do anúncio de uma mensagem particularmente conveniente e parcial.
Esse tipo de serviço anunciante não se trata de um anúncio tendencioso, parcimonioso, parcializando os desígnios de Deus. Recheando o anúncio com fatias mirabolantes da imaginação ou da opinião humana ou científica, a fim de atender a interesses cativantes e manobras particulares. Em todo e qualquer servir a Deus deve de alguma forma estar presente o anúncio da vontade de Deus. Servir a Deus exige a aplicação bíblica e espiritualmente sábia e a integralidade na nobre missão e inteireza nos conteúdos e nos procedimentos.
5 - Motivados pelo amor de Cristo. 2Co 5.14
Tentar servir a Deus com o fim de atender as vistas de terceiros é sinal de estranhos oportunismos, de manipulação humana e subserviência escravicista. O principal alvo do serviço é o Senhor Jesus e o seu primordial destino é a glória de Deus. Quando o servir a Deus envolve e abençoa o próximo, este é apenas um alvo secundário e limitado que vem a ser favorecido da ocasião.
O amor de Cristo nos constrange a servir a Deus como uma motivação inigualável. Amar é um verbo transitivo, portanto, exige um objeto a ser ligado e atendido por ele. No momento que se passa a ser obrigatoriamente condicionado a realizar alguma coisa, e esta esteja como um elemento de peso, causador de enfado e fadiga, ou subtraidor e desrespeitoso às particularizações da individualidade de quem serve, então nesse serviço não há motivação ao amor de Cristo. Há apenas a presença de um constrangimento humano normal e natural cujos frutos são passivos à futuras conseqüências assustadoras. Servir a Deus é ter primordialmente a motivação produzida pelo amor de Cristo.
6 - Realizando a obra de Deus de todo coração. Cl 3.23
Se a motivação de servir a Deus está fundamentalmente no amor de Cristo, a realização de sua obra também está ligada à integridade do íntimo daquele que O serve. Mesclar intenções, maquiar situações, penumbrar sentimentos, fingir e empregar simulações, são elementos que desarmam expectativas e desmontam certezas.
Tentar servir a Deus com o coração dividido é penoso e muito perigoso. Todos que assim tentaram se manter tiveram um final desagradável e desestimulador. Freqüentemente são encontrados manipuladores de objetivos alheios, aproveitadores das boas intenções alheias. Pessoas que ansiando satisfazer o seu ego e exaltar o seu brio tentam interferir em propósitos alheios para, através da integridade e inteireza do íntimo de seu próximo, conseguir brilhos humanos. Servir a Deus exige determinação consciente e sábia para realizar a Sua obra.
7 - Com as qualificações bíblicas. 2Tm 2.24-26
Todo serviço requer capacitação e qualificação. Não é diferente com o servir a Deus como trabalhador-agente executor, própria e exclusivamente da Sua obra. A capacitação para o servir a Deus vem dEle e as qualificações estão expressas na Sua Palavra. A capacitação aflora no exercício das qualificações. Enquanto o amor é a base e fundamento para o servir a Deus e ministrar ao próximo, as qualificações bíblicas são os lastros para realizar a Sua obra.
Equivocadamente, alguns líderes acham-se dominadores de capacitações e impositores determinantes de qualificações. Outros acham que as capacitações e qualificações alheias foram dadas para servirem aos seus intentos pessoais. Ao que devem se dar ao frutífero e insistente trabalho de descobrir e interpretar capacitações e oferecer meios propícios para serem desenvolvidas e aperfeiçoadas dentro das qualificações para servir a Deus.
Os dominadores de capacitações e impositores de qualificações enxergam e avaliam rotineiramente por uma estranha ótica. Quase sempre as lentes de sua ótica são vistas empoeiradas; por vezes cobertas pela película do perfeccionismo; convenientemente lustradas pelo preciosismo; fatualmente afetadas por algumas ranhuras tendenciosas e quase sempre desfocadas da significativa visão de servo para servir. Servir a Deus é possuir e praticar as qualificações bíblicas no exercício do serviço enquanto nele é capacitado.
8 - Com prontidão e disposição. 2Tm 4.2
Se servir a Deus é assunto de destemor, coragem, ousadia e convicções firmes, também é um trabalho que requer prontidão e disposição. O que prepara para o servir são as instruções, o que o adestra são as práticas de seus princípios. A confiança liga-se à capacidade de prontidão e inspira coragem à habilidade de disposição, para atender com presteza o serviço.
O que move o coração de alguém para servir a Deus não é propriamente a bagagem de conteúdos que possui e domina. Também não é o leque de seus sentimentos. Da mesma forma não é a guia de sua inteligência conjugada à aplicação de arranjos pessoais. Mas sim a sua voluntariedade sabiamente dependente, arregimentada e adestrada a ser posta em prontidão e disposição para servir ao Senhor. Servir a Deus é uma ação tão nobre e dinâmica que invoca prontidão e disposição para tal honrado serviço.
Servir a Deus não é, portanto, simplesmente uma questão de querer, mas também de poder. Face a isto, há tantos que querem, sonham, mas não encontram a alegria do Senhor para servi-LO; outros querem, mas nem importam-se com a direção. Ainda alguns esquivam-se de servir a Deus por temeridades e inseguranças; além desses existem aqueles que acham que as suas predileções têm que sobreporem, predominarem e nortearem o anúncio do Senhor. Outros não encontram a motivação bíblica experimentada por si para servirem a Deus. Há alguns também que fogem das qualificações para o serviço; e existem outros que não buscam forças para poderem servir a Deus com prontidão e disposição.
EM ALGUM MOMENTO JÁ SE PERGUNTOU COMO SERVIR A DEUS?
PbGS
segunda-feira, 9 de maio de 2011
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
Busque e zele por ela.
Estamos no tempo em que a palavra “qualidade” está em evidência em vários meios e aplicação em muitas áreas. Buscar qualidade no que somos e em tudo no que produzimos são iniciativas extremamente promissoras, empreendedoras, inteligentes e animadoras. Uma demonstração de maturidade e de visão de propósitos. Quem busca qualidade, sabe aonde almeja chegar, e se lança e dedica-se na procura de trilhar caminhos seguros da perfeição.
As imperfeições de ontem e de hoje não podem ser desprezadas, e podem servir de indicadores para a busca de obtenção da excelência pela qualidade crescente e contínua. Elas podem servir de objeto de apreciação para a possibilidade de melhoramento e aprimoramento. Não persistir na busca de excelência para a qualidade seria uma atitude desleixada e um tanto negligente para conosco mesmos, e desconexa para com os requerimentos do contexto.
A busca da qualidade de vida espiritual começa melhor ser percebida nas palavras do Senhor Jesus a nos dizer “sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”, Mt 5.48. E também mais adiante Paulo, o apóstolo ensinador, nos clareia o caminho dessa busca de qualidade empregando o imperativo “transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”, do vosso “metanoia”, da mentalidade, da capacidade de compreensão, Rm 12.2.
O Senhor Jesus Cristo nos aponta o referencial, e o apóstolo Paulo nos ensina os meios, para a busca de qualidade para a nossa vida espiritual. Quantas pessoas perdem os melhores proveitos de suas vidas privando-as de experimentar melhoria contínua na sua vida espiritual. É preciso coragem, iniciativa, disposição e disciplina para manter e possuir uma vida espiritual de qualidade com legitimidade cristã e utilidade significativa.
Os dicionários definem “qualidade” como um atributo que determina a essência ou a natureza de alguém ou de algo. É o valor, a virtude característica, da propriedade ou da condição ou da capacidade de alguém ou de algo. A trilha em busca da qualidade é um caminho estreito e trabalhoso cujos frutos nos incentivam e cujo final nos contenta e nos favorece a satisfação e o senso de utilidade e do dever cumprido em cada dia.
Seria de muita valia se todos nós olhássemos para a busca da excelência pela qualidade em todas as coisas aplicando as nossas capacidade e habilidade seletivas e examinadoras em continuar em busca do melhoramento e aprimoramento contínuos para as coisas que num dado momento despertamos para elas e as consideramos suscetíveis e carentes de serem melhor qualificadas e se façam úteis e relevantes pela sua boa qualidade.
A visão de qualidade não se estagna e não se contenta com o estado alcançado. A visão de qualidade pode mudar para melhor muitas coisas em nossas vidas e contextos em vista da busca e aplicação de melhoramento e aprimoramento contínuo. O que vemos e fazemos hoje pode ser submetido ao melhoramento e ao aprimoramento para ser e servir melhor amanhã. O estado de conformidade tende a ser vencido pelo cansaço desestimulador e pela desmotivação causados pela ausência de renovação.
Somente torna-se obsoleto, arcaico e desatualizado quem ou o que não se submete aos rumos e aos meios para alcançar a perfeição, conformando-se com o estado até então obtido. A falta de visão de melhoramento é um risco de cair no confinamento improdutivo e se tornar deficiente por se fazer pouco útil e quase nada servível. A vida espiritual de uma pessoa é suscetível de melhorias e aprimoramento todos os dias. O nosso relacionamento com o Senhor e o nosso desempenho na Sua obra tornam-se mais vivos e produtivos na medida em que nos entregamos e nos dedicamos a buscar a excelência pela qualidade de nossa vida espiritual.
Olhamos para o Pai que é perfeito, buscamos ser Seus imitadores como filhos amados e nos transformamos pela renovação do nosso entendimento, e assim vamos tendo abertas as vias e possibilidades de experimentar qual seja a Sua boa e perfeita vontade para as nossas vidas. Aqui não está uma relação de obrigatoriedade, e sim de entrega satisfeita, aberta e concordante por entendimento que envolve todo o nosso ser.
Ao falar de qualidade nos traria à primeira vista apenas a aplicação da mesma nos bens materiais produzidos e consumidos. Isto é um resquício influenciador da mentalidade secularizada. Quase que a maioria das pessoas não visualiza o item qualidade nas coisas imateriais. Parece-nos que a capacidade avaliativa e examinadora das pessoas tende a concentrar-se na área material e ser deficiente na identificação perceptiva para a busca de qualidade nas áreas e valores imateriais.
Minha missão específica neste artigo é dirigir-me especialmente aos que desejam melhor zelar pela qualidade de vida espiritual. Aqueles que buscam melhoramento e aprimoramento contínuos através da busca persistente pela excelência através da qualidade de vida espiritual para o que empreendem a ser e a realizar. E mais fundamentalmente incentivar àqueles que procuram conscientemente a renovação real, verdadeira e significativa para as suas vidas. Este artigo poderia ser pouco servível para aqueles que se conformam em ser configurados em apenas números e dígitos de estatísticas nos arraiais evangélicos.
Nesta oportunidade lhes trago uma palavra amiga e conscientizadora, cujo tema norteia a reflexão sobre como contribuir para a busca da excelência pela qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que efetivamente conosco convivem, assim como dos públicos ouvintes que eventualmente nos ouvem e nos acompanham na pregação e no ensino. Num tempo em que muitos se sufocam em querer a satisfação da vida material e dos instantes imediatistas, é estarrecedor comprovar como tantos imperceptivelmente são arrastados pela onda do conformismo e outros afundam suas vidas em formalidades mecanicamente religiosas.
Falar da busca da excelência pela qualidade do que realizamos para o Senhor nas coisas que traduzem valores espirituais parece ter sido um assunto de somenos importância por algumas pessoas. Mas pode ser esperado por tantas almas que precisam com urgência diária trilharem o melhor e mais legítimo caminho para obter qualidade de vida espiritual.
Pacotes de falas eufóricas enfeitados por laços de desleixos têm sido os presentes mais fáceis de serem ofertados para encobrirem negligências com as coisas espirituais. As patentes coloridas e alvissareiras do engano e da ilusão que visam atender apelos da momentaneidade e da transitoriedade circunstancial ofuscam, inebriam e desviam a capacidade reflexiva individual sobre o que cada pessoa pode fazer em direção à busca de excelência pela qualidade de vida espiritual nas suas individualidades.
Algumas pessoas lamentavelmente deixam transparecer que para elas as coisas feitas hoje na Casa de Deus seriam frutos de fatalidades, e estão alheias de nossas capacidade e habilidade em zelar pela excelência da qualidade no que realizamos e oferecemos para melhorar, aperfeiçoar, a qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que nos cercam e nos ouvem. Com isto infelizmente alguns têm servido apenas de veículos incentivadores às suas motivações individuais e ministeriais, têm sido ferramentas que buscam acolhimentos para as suas próprias satisfações.
Infelizmente e de forma pouco inteligente, algumas dessas pessoas se entregam instintivamente ao fatalismo sem perceberem os riscos no agora pelos quais estão induzindo vidas no depois. Muitas delas dormentes e inertes ao panorama dos tempos, parecem haver perdido o senso de urgência em manter uma vida espiritual de qualidade e significativamente útil e dinâmica. As circunstâncias temporais podem influenciar uma vida conformada em postergações, e postergar algumas coisas é perder oportunidades de aprendizagem, edificação, melhoramento e aprimoramento.
Vozes inconfessas tentam nos dizer que a visão de seus serviços no santuário do Senhor precisa apenas atender aos momentos. Para essa visão, os frutos produzidos não precisam atender e dar suporte firme com vistas a resultados em colheita e contemplação na eternidade.
O momento passageiro do agora força ofuscar a ocasião irreversível do depois. E para alguns o que mais importa é o que seja produzido no presente e apenas para o presente, em detrimento do que o Reino de Deus possa ganhar real e efetivamente no presente e os seus servos lograrem sucesso para o futuro e no futuro.
No momento em que a consciência com lucidez toma posicionamento responsável e sóbrio em atentar para a qualidade de vida espiritual, se tem conseqüentemente a partir daí o ponto de partida incentivador que possibilita o interesse de adquirir um excelente padrão de qualidade em todas as áreas da vida individual e coletiva nos rebanhos do Senhor.
Sempre é encontrada a minoria desfocada da visão de Reino de Deus, e destas verdade e realidade não temos dúvida. Entretanto quando essa minoria nota o logro de sucesso naqueles que assimilaram, ou estão em assimilação, da busca da excelência pela qualidade para as suas vidas espirituais, os fatos e os acontecimentos por si mesmos vão convencendo de que qualidade contempla também a vida espiritual e é um assunto relevante para quem deseja servir melhor ao Senhor e ser útil aos Seus rebanhos.
A qualidade de vida espiritual é atestada pela demonstração prática na riqueza dos valores que uma vida possui e apresenta. Não são coisas momentâneas que conferem a existência e a consistência de qualidade de vida espiritual em uma dada pessoa. A constatação contínua desse quadro leva a todos perceberem, sentirem e testemunharem que não se trata de uma manifestação sazonal, nem temporal. Cada pessoa percebe o seu estado, a sua condição, a sua carência, e sabe que sua vida precisa ganhar um “up”, um novo ar, uma real e verdadeira renovação como diz a Palavra de Deus, sem influências ou tendências de pensamentos e filosofias humanas.
Não é a circunstancialidade e nem a ambiência que ditam ou definem qualidade de vida espiritual. Uma consciência cristã sensível à busca de mudança e aperfeiçoamento relevantes e próprios para a vida espiritual através de uma entrega dedicada a aplicar os princípios que conferem excelência pela qualidade de vida espiritual é de um grande valor prático para a obtenção dessa qualidade. Uma verdade em prática persistente e crescente. Tanto faz nos abertos areópagos como no interior de um cárcere, a qualidade de vida espiritual de uma pessoa se manifesta naturalmente independente de contextos.
Nas coisas materiais, os valores e sucessos na qualidade são facilmente visíveis, palpáveis e constatáveis. Na vida espiritual, os seus valores alvos da busca de excelência pela qualidade vão transcendendo a cada dia do invisível para exteriorizar no visível, de maneira que serão identificados os resultados linearmente e de forma contínua e sem esforço exacerbado e fatigante. E naturalmente vai se aflorando ao visível e palpável a realidade do que escreveu o apóstolo Paulo “já não vivo eu, mas Cristo vive em mim”.
Qualidade de vida espiritual de uma pessoa não é medida pela quantidade ou pela variedade de bens terrenos que esta possui. Não são a quantidade e a variedade desses bens e patrimônios o selo que ateste sua qualidade de vida espiritual, e muito menos certifiquem garantias ou provas de que o que possui é mostra de qualidade de vida espiritual.
Qualidade de vida espiritual não resume o foco em sucessos na vida material, na obtenção de bens e lucros materiais. Para alguns estes itens infelizmente têm sido vistos como “provas de prosperidade”. A mente natural materialista tentando se infiltrar nos ensinamentos bíblicos, querendo impor a força de suas interpretações particulares e incoerentes para a área material da vida, e ao mesmo tempo sendo opostas, enganosas e mentirosas diante da proposta real e verdadeira do Evangelho de Cristo para o homem.
A influência da filosofia materialista tentando minar os conteúdos ensinados pelo Senhor Jesus e afastar os servos de Deus da piedade e induzi-los entrarem na visão de trocas e interesses firmada e dirigida com prioridade na obtenção e satisfação pessoal nas coisas da vida terrena.
Uma tentativa materialista de querer supervalorizar o material em detrimento dos valores espirituais. Fazendo por influenciar as pessoas a dirigirem todos os seus passos, esforços e visão unicamente ao fim material. Constantemente encontramos tais pessoas decepcionadas e perdidas em frustrações e deixam de lado a busca de excelência para as suas vidas pela qualidade de vida espiritual.
Na corrida dividida e conflituosa entre as influências e os ditames do “ter”, do “ser” e do “estar”, os assombrosos ministérios do avivalismo e animação de públicos, assim como os da prosperidade material, têm causado mais prejuízos espirituais na vida de muita gente do que se imagina em primeiro momento. Uma geração influenciada a apenas mover a alma e o corpo e se dirigir à satisfação de seus interesses materiais. Uma geração que vem sendo ensinada e fortemente influenciada a empregar todos os seus esforços e visão horizontal e linear em direção à satisfação e deleite pessoais na vida material.
Jamais essas foram a marca norteadora da proposta original e legítima do Evangelho para os homens. Jamais foram essas a marca impressa nos pregadores do verdadeiro avivamento que arrebata o espírito e transcende a alma. As gerações passam, todavia os princípios bíblicos permanecem os mesmos. E é a perseverante visão neles que nos faz buscar para a nossa vida espiritual a excelência pela qualidade.
Cada geração experimenta os movimentos próprios de suas épocas, mas em cada uma deve sempre perdurar a presença dos princípios legítimos e fundamentais ensinados na Palavra de Deus. É a prática desses princípios que conduz diariamente a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual.
Pregadores legítimos de conteúdo e de autenticidade possuem e persistem na busca pela excelência da qualidade no que produzem para as vidas no Reino de Deus e realizam nele. A persistência tem um alto custo cujo preço somente é pago por aqueles que são verdadeiramente dispostos a efetuá-lo. Lembro-me de uma palestra ministrada pelo saudoso pastor-pregador batista Nilson Fanini, em 1987 em Niterói-RJ, que naquela ocasião nos disse “persista em trabalhar e se esforçar naquilo para o que Deus lhe chamou, independente do preço que os homens queiram tarifar as suas disposição e obra”.
A busca de excelência pela qualidade de vida espiritual atinge as mensagens da pregação. Sem mensagem de excelente qualidade as manifestações “produzem” apenas gente delirante e imaginativa para o presente e pouco pensante e reflexiva para o futuro. Mensagem de excelente qualidade move além da alma e do corpo do ouvinte, posto que vai direta ao encontro do espírito e faz este reconhecer a voz do Deus que lhe criou.
Mensagem de excelente qualidade produz reflexão e conscientização profundas no espírito do ouvinte, e toda manifestação conseqüente dela atesta no crivo da verdade e da autoridade bíblicas. Verdade, consistência bíblica, legitimidade de propósito e aplicação compreensível, coerente e alcançável através de sua prática são alguns dos itens da excelência na qualidade de uma mensagem bíblica.
Estamos singrando dias de descrenças e confusões, as ilusões e o engano já não mais estão batendo às portas, visto que agora as invadem diuturnamente e inescrupulosamente sem requisitar licença ou consultar possibilidades. Dias nos quais o cuidado pela vida espiritual tem sido colocado em segundo plano e parece que o zelo por ela restringe-se apenas na manutenção da sua superficialidade por um numeroso contingente.
Uma visão geral revela esse fato e gritantemente roga pela busca de excelência para a qualidade de vida espiritual. O ritmo da busca e manutenção da sobrevivência, mais os requerimentos das ocupações seculares e, além disso, as massacrantes rotinas têm sido fatores que gritam e rogam pelo melhor empenho e maior dedicação dos apascentadores, pregadores e ensinadores.
Outro fator que incide sobre a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual são as mudanças. As gerações vão experimentando mudanças e sofrendo e sendo influenciadas por estas. E muitas vidas anseiam por terem uma vida espiritual de qualidade sem perderem sua identidade cristã diante das mudanças. Muitas delas se mantêm dependentes das mensagens nas pregações e no ensino, em virtude das exigências impostas pelas suas rotinas de ocupações seculares.
A natureza e as características do tempo presente estão tragando e resumindo os homens de seus compromissos pessoais e individuais, suprimindo e resumindo sua liberdade individual para manutenção do seu bem-estar espiritual, psicológico, emocional, afetivo, religioso, etc. Enfim, uma corrida que afeta diretamente o fôlego de buscar excelência pela qualidade de vida espiritual.
A vida espiritual é progressiva, dinâmica e renovável. Uma vida espiritual com excelente qualidade deixa transparecer alguns indicadores de qualidade visíveis e testemunhados. Exercício do equilíbrio emocional e comportamental cada vez melhor; equilíbrio e sobriedade no modo e no senso de juízo; exercício da sensibilidade e percepção na produção de frutos no tempo próprio; frutificação natural e normal nas suas áreas de atuação, sem anomalias e sem desequilíbrio; e a sensível melhora e facilidade na condução de assuntos próprios da vida prática.
Assim sendo, notamos a necessidade premente de em tudo que fizermos, o façamos para a glória de Deus – isto traduz e resume de forma esclarecedora o significado do que é buscar excelência pela qualidade para uma vida espiritual de qualidade -. Os frutos revelam o grau e o nível de qualidade da vida espiritual de uma pessoa. Quanto maior é esse grau e melhor o nível, melhor e mais numerosos e consistentes se mostram os frutos.
Busque a excelência pela qualidade para a sua vida espiritual. Jamais terceirize a sua fé e os seus propósitos. Como prioridade, zele você primeiro pela sua qualidade de vida espiritual. Zele e cuide da qualidade de seu ministério. No final e em vista disso, quem tem a ganhar é você, os que lhe cercam, e acima de tudo a lucrar é o Reino de Deus.
PbGS
segunda-feira, 11 de abril de 2011
POTIFAR – uma mão usada por Deus.
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POTIFAR – uma mão usada por Deus.
O Livro do Gênesis é uma sumidade extraordinariamente inigualável. Uma imensa fonte rica em revelações do curso da vontade soberana do Senhor. Um caudaloso rio de experiências extremamente profundas da ação e do mover da vontade soberana e do governo do Senhor sobre vidas para que os Seus propósitos sejam atingidos. Não é uma lagoa e muito menos um lago represado com as águas repetitivamente limitadas, estagnadas e sombrias, próprias da ilustre inteligência, da engenhosa capacidade elogiável e da espetacular habilidade humanas.
Na sua simplicidade literária e acessível é um poço profundo e inesgotável, e na sua realeza é um imenso e amplo universo dinâmico e revelador que inicia o Sagrado Livro de Deus expondo o que jamais autoridade alguma poderia falar com verdade, exatidão e propriedade – o princípio de todas as coisas.
Gênesis nos abre a história falando do princípio da criação, e sem concluir os feitos do Senhor Deus e a história da humanidade abre caminhos para o seu curso e encerra suas últimas palavras com uma expressão de fé seguida do corpo de José embalsamado num caixão no Egito.
O Gênesis revela o imenso poder e o governo do Senhor Deus que nos preservam, nos sustentam, nos adestram, nos ensinam, nos preparam, nos experimentam e nos fazem assentarmos em lugares altos para nos conceder a oportunidade de realizar os Seus propósitos.
E o Gênesis abre-nos entre tantas outras janelas a da soberana vontade de Deus em escolher, dirigir e usar a mão do homem para através dela Ele revelar o Seu prevalecente e dominante governo incontestável e realizar o que jamais o homem por si mesmo e de si mesmo poderia imaginar ou seria capaz fazer.
E uma das provas do mover de Sua vontade em direção a qualquer um de nós, entre tantas outras, é encontrada no capítulo 39 do Gênesis. Nele encontramos uma demonstração do que o nosso Deus faz com a mão do homem e como Ele age através dela independente de valores e conceitos que a nossa compreensão possa abraçar.
Olhar para esse capítulo é alegremente confortador, é extraordinariamente consolador, é extremamente revigorador, e poderosamente motivador. Deus usa a mão do homem, ainda que este homem não perceba esse mover e nem mesmo as suas razões pessoais e muito menos os propósitos eternos.
Neste capítulo, olhar para a mão de José é ver uma vida na mão de Deus, e olhar para Potifar é notar a mão do homem sendo dirigida e usada pela poderosa mão de Deus. Seria tendenciosamente mais fácil focar o pequeno escravo israelita abençoado e servindo de um veículo abençoador de Deus. Mas também seria na mesma intensidade perceptiva dirigir a nossa visão para notar o alto oficial capitão egípcio servindo de um instrumento usado por Deus.
Aquele abençoou a este, e este foi usado como o veículo que conduziria aquele para o patamar da bênção. O verdadeiro servo de Deus traz consigo o poder de abençoar o estranho e sua casa, mas também este estranho e sua casa podem ser usados por Deus para conduzir aquele ao patamar da bênção que cobrirá a muitos.
Seria mais fácil focar José, nesse capítulo de Gêneses. É muito gratificante olhar a ação abençoadora do Senhor. Mas poderia ser agraciador notar Potifar um pouco mais de perto. E é este o meu propósito em trazer o caro e generoso leitor a este singelo artigo. Que este artigo lhe faça confortado, consolado, revigorado e motivado na presença de Deus e diante dos incompreendidos embates da vida e no calor de suas aflições. Temos o Deus que escolhe e usa sempre uma mão para atingir o Seu propósito.
Potifar foi uma mão usada por Deus. Olhando pela visão humana pura e simples, sabemos que a mão dos irmãos de José trabalhou e se esforçou contra José movida pela inveja. Sabemos também que a mão dos mercadores midianitas tirou José da cova movida pelo comércio. Sabermos ainda que a mão dos ismaelitas tomou José movida pelo lucro.
Mas também sabemos que a mão de Potifar que comprou José movida pela necessidade do serviço de sua casa foi o veículo movido nas primeiras distâncias para levar José ao elevado cargo de primeiro-ministro em uma nação pagã e estranha. E o que jamais esquecemos é que a mão da mulher de Potifar se levantou contra José e o caluniou movida pelo desejo cobiçoso.
Quando se trata do mover da mão do homem, pouco nos impressiona ainda que por vezes nos surpreenda. Mas quando se refere ao mover da poderosa mão do Senhor, tudo nos conforta, tudo nos consola, tudo nos revigora e tudo nos motiva. A mão do homem pode ser a resposta visível do mover da mão de Deus.
Se olhar para a mão do homem com a visão humanamente pura e simplesmente, podemos nos entristecer, nos decepcionar, nos frustrar, nos desanimar e nos desleixar, posto que a mão do homem pode trabalhar e se esforçar por ou contra nós movida por diversos fatores desejáveis e elogiáveis ou não.
A mão do homem pode se aproveitar de nossas aflições e com isto nos tirar da cova para nos vender mais tarde a qualquer mão. A mão do homem pode ter a sagacidade de nos querer tomar e comprar aqui para sobre nós obter lucros mais adiante. A mão do homem pode querer nos procurar para nos comprar e nos levar a servirmos de satisfação de suas necessidades, sucessos e ostentações aos seus serviços.
Mas nunca podemos esquecer de que a mão do homem ressentido também pode, movida por desejos estranhos e cobiças, nos caluniar e publicar difamação infundada. Olhando pela visão natural, tudo isto é decepcionante, frustrante, desanimador, desalentador e desmotivador. Afinal, as deficiências e limitações do homem podem ser influenciadas, tolhidas e torcidas pela força do pecado, do diabo e da carne.
É preciso ser corajoso e confiante, persistente e destemido, crente e perspicaz, observador e oportuno (nunca oportunista). Porquanto o nosso Deus sempre há de usar uma mão para através dela Ele nos elevar e nos levar ao triunfo e à posição de abençoador de todos aqueles que de nós se acercarem e nos ouvirem e permitirem ser servidos com as riquezas dos celeiros que a nós especificamente foram confiados abrirmos aos públicos com a legítima chave que Deus nos entregou. Jamais José poderia abençoar uma numerosa nação e muitos povos vizinhos como um simples escravo confinado numa residência.
Não seriam a inveja e o despeito dos irmãos de José, não seria a vivacidade dos midianitas e dos ismaelitas, não seriam o bel-prazer e o poder de Potifar e muito menos a força caluniosa de sua mulher que iriam tolher, travar e impedir o desígnio e o mover da mão de Deus em favor de José, de uma nação e de povos.
Jamais José poderia ser um instrumento de preservação de vidas e de distribuição de bênçãos como um simples escravo confinado numa propriedade particular. Jamais José poderia abrir os celeiros do Egito numa época de crise, de fome, de desalento e restrições, se continuasse cuidando de uma despensa doméstica e restrita.
E olhando com a visão crente e confiante de verdadeiros servos de Deus que somos, notamos que dentro de um Egito o nosso Eterno e Maravilhoso Deus escolhe, dirige e usa uma mão para cumprir o Seu majestoso propósito.
Ainda que essa mão seja de um portentoso Potifar, o Senhor nosso Deus pode usá-la para fazer um José chegar a ser extraordinariamente usado por Ele diante de um poderoso Faraó. Não é a mão de irmãos, não é a mão de midianitas, não é a mão de ismaelitas, não é a mão de Potifar e muito menos a de uma mulher cobiçosa e caluniadora, nem tampouco a mão de Faraó, que determinam parâmetros travadores e impeditivos à consolidação e consumação dos propósitos de Deus para a vida de qualquer verdadeiro servo de Deus. Deus sempre usa uma mão para que esta cumpra o Seu propósito.
Potifar nos chama a atenção pelo seu nome. Apesar de seu nome conter um sinal do Sol, sua casa era trevosa. Apesar de ocupar um alto cargo no governo e ser materialmente abastado, mesmo assim as trevas dominavam o íntimo de uma esposa desenfreada em desejos e cobiças enrustidos e encobertos.
O nome de Potifar sustentava uma posição, mas não garantia a honra de seu casamento e nem clareava sua casa trevosa. Não importa o nome humano pelo qual um homem tenha sido nominado. Quando Deus quer usar uma mão, não importa o nome que essa possua. O nome não se faz elemento impeditivo e resistente contra o mover de Deus.
Potifar é um nome egípcio que significa “aquele que foi dado pelo deus Ra” - um deus que os egípcios antigos acreditavam ser o deus Sol -. O nome do alto oficial egípcio Potifar levava em sua composição o nome de um deus pagão. O nome de um alto Potifar jamais ofuscou o nome de um pequeno José. Pelo contrário, o nome de Potifar só entrou nas Escrituras porque na sua casa entrou a presença de José. Potifar possuía um nome brilhante, mas vivia sob a ronda do engano, da traição e das trevas.
O nome de Potifar somente teve lugar registrado no Livro de Deus porque o nome de José tinha chegado na sua casa. Se fosse em outra casa que chegasse José, jamais o nome de Potifar apareceria e os bens de suas propriedades jamais teriam sido acrescentados pelo Senhor por amor a José. Sem José, o Potifar seria apenas um respeitado cidadão ocupante de um alto cargo no governo egípcio com os bens que sempre rotineiramente possuía.
Sem José, o Potifar seria hoje apenas um registro comum nos anais da história como tantos outros que passaram e se perderam no tempo, e nada mais do que isso. Sem José, o Potifar não havia experimentado prosperidade real e verdadeira concedida pelo Deus Todo-poderoso e Eterno.
Mas porque o nome José estava em sua casa, o nome de Potifar tem atravessado séculos e sido lido e conhecido por milhares de leitores das Escrituras Sagradas. O nome de José significa “que Deus acrescente”, logo o nome do menor abençoou a casa do maior, porquanto o maior foi acrescentado pelo Senhor Deus por amor ao menor. A presença da luz de José na casa trevosa de Potifar foi o divisor de águas em experiências de ambas as partes.
O interesse da mão do alto e honrado oficial Potifar comprar o pequeno e desconhecido José foi o começo da subida dos degraus e de novas experiências testemunhais para ambos os lados. A compra de José foi o passaporte oficial para a entrada e estabelecimento da presença legítima de José no Egito.
A abertura das portas de Potifar para José foi a entrada da bênção de Deus no Egito. Jamais o oficial Potifar poderia esperar que estava recebendo em sua casa e diante de seus olhos a mão que anos depois iria abençoá-lo particularmente e mais tarde nacionalmente. Potifar foi uma mão usada por Deus para a consecução do propósito do Senhor.
A mão de Potifar começou a ser grandemente próspera em resultado da mão abençoadora de José porque o Senhor Deus que acrescenta estava com o pequeno servo que Deus acrescenta. Agora ele tinha em sua casa o instrumento até então desconhecido por todos. José era apenas um pequeno escravo estrangeiro como tantos outros expostos no mercado, adquirido no comércio como tantos outros eram.
Mas a diferença entre escravos e escravos na casa de Potifar consistia em que o Senhor Deus estava com o escravo José. E sem a mão do Senhor que acrescenta, nossa mão pouco significa, e de tudo que produz, pouco seja merecedor de apreciação e de significante multiplicação.
Potifar jamais esperava que o pequeno escravo José fosse a mão que faria tudo em sua casa e em seu campo prosperar. Nos olhos de Potifar, José não era um administrador de sucesso, não era um escolado como os tantos que havia no seu país. Potifar “viu que o Senhor Deus estava com José, e tudo quanto José fazia o Senhor prosperava em sua mão”.
Essas eram as razões aparentes que levaram Potifar a confiar e entregar a sua casa para José administrá-la em tudo. Potifar supervalorizou os talentos, mas infelizmente menosprezou o caráter de José. A visão materialista é perita em enxergar os bens terrenos e não discernir os valores e virtudes espirituais.
Ao passo que os dias se iam, Potifar ia notando os resultados de sua compra promissora e ficando satisfeito com a presença de José em sua casa. Potifar visualizou apenas o talento de José, o jeito para conduzir as coisas materiais de sua casa.
Potifar percebeu que depois que colocou José na mais alta posição em sua casa, tudo estava melhor, mais vivo, mais claro, mais frutífero e correndo progressivamente. A mão de Potifar estava sendo ricamente recompensada. Aquela mão que comprou o escravo, agora estava, enfim, sendo usada por Deus para por José em posição de confiança debaixo do seu próprio teto e vendo o sucesso fruir com eficiência e progresso.
Apesar de Potifar ser um alto oficial egípcio, e seu nome ter ligação com a crença no seu deus Ra, sua casa jamais houvera sido abençoada antes da chegada de José. Potifar conhecia a velha e antiga mesmice de sua casa e os métodos e práticas costumeiros nela existentes, mas infelizmente pouco conhecia a sua mulher.
E agora as coisas se tornaram multiplicadas, sem desperdícios, atividades e tarefas realizadas com visão produtiva e promissora, empreitadas feitas com respeito pela qualidade e com presteza. Os deuses pagãos adorados por Potifar nada podiam influenciar ou coisa alguma tinham feito para que sua casa prosperasse ou seus escravos se comportassem e lograssem sucessivos êxitos como José.
Agora José já havia subido e estava em degraus mais altos do que quando chegou no comércio egípcio de escravos, e mais acima daqueles quando estava chegando nos primeiros dias depois que foi comprado por mão de Potifar. Agora estava tudo bem e estabilizado e confortável, mas o propósito de Deus era tão mais alto, que o perigo de uma vida de conformação, uma vida costumeira de conforto e luxo, gozando de alta consideração, estava rondando José e assim cativando-o a que se perdesse contente na restrição do governo de uma casa, contente com uma posição um pouco acima da dos escravos.
A mão de Potifar agora estava estabilizada, crescente e satisfeita, sem aparecer em mais nada além do que fez. Ela se tornou comum, e em poucos anos mais adiante a história humana diria em resumo que veio a fome e varreu e empobreceu ou matou Potifar, sua casa com tudo quanto possuía e sua nação. O Senhor Deus estava olhando para as muitas almas em multidões famintas que iriam vir anos pela frente.
E a honra e o controle do governo de tudo está somente com o Senhor. Seria um prejuízo para o Céu, deixar José confinado cuidando de uma despensa e governando uma casa, enquanto havia um extenso Egito que mais tarde iria carecer de um verdadeiro homem de Deus para administrá-lo e governá-lo sob a soberana vontade de Deus.
Agora, depois de anos, a mão de Potifar entregou José na prisão. A mesma mão que comprou, a mesma mão que pôs José no governo e no controle de sua casa, a mesma mão que foi prosperada por José, a mesma mão que recebeu José, foi essa a mão que o entregou na prisão. E aqui notamos seguidamente que Potifar foi uma mão usada por Deus.
O alto Potifar poderia dar tudo de material a José, mas jamais poderia lhe conduzir ao segundo trono de sua nação pelo reconhecimento legítimo de governo dela, ainda que este não era o interesse do pequeno José. Afinal, quem começou como simples escravo estrangeiro e desconhecido e agora alcançara ser um reconhecido administrador patrimonial já estava muito bom.
E enquanto Israel estava indiretamente fechando as portas para o jovem José, desprezando-o, o Egito estava providencialmente esperando recebê-lo e mais tarde reconhecê-lo ao cargo de primeiro-ministro da economia egípcia. Há sempre uma mão que o nosso Deus usa.
Entre as honrarias de uma casa e a subida de um trono de governo, haveria de existir algum meio que tirasse José da posição de conforto e conformação. E nisto levantou-se uma mão completamente diferente da de Potifar e oposta a de José. Inesperadamente surgiu uma mão cobiçosa, caluniadora, promotora de difamação. Enquanto José estava arraigado numa casa, o vasto campo do Egito estava lhe esperando, e para tirá-lo de lá a mão de Potifar foi usada por Deus.
Potifar fez o que tantas gentes equivocadamente fazem. Intempestivamente acreditou na contradição do que ouviu, mesmo conhecendo o que seus olhos testemunharam das certezas que viram. A sua capacidade de discernimento havia se focado nas “provas plantadas” contra José, também apenas nos talentos de José e deixou de considerar o caráter deste.
Acreditar sem conhecer os lados, movido apenas pelos olhos sobre coisas arquitetadas, arranjadas, premeditadas, pode levar a certezas infundadas e se tornar a causa de prejuízos desnecessários, e até a mudar o rumo de uma vida inteira de fidelidade, presteza, eficiência e lealdade.
Potifar sem saber que sua mão estava sendo usada por Deus, recompensou os esforços, o empenho, o desempenho e a sinceridade de José com o desprezo. Recompensou o caráter, a dignidade e a probidade de José com a desonra. Apesar de aos olhos egípcios a pena ser a morte, tudo indica que a mão de Potifar foi usada por Deus para preservar José. As recompensas de Potifar eram muito minúsculas e mesquinhas frente ao grande propósito de Deus para José.
A mulher de Potifar queria se livrar de uma situação com duplo objetivo – o de salvaguardar a sua concupiscência por sexo, a sua tendência traiçoeira, a sua atitude e seu comportamento reprováveis, por trás de uma honra e respeito inconsistentes; e ao mesmo tempo o de se livrar de uma situação apagando-a com a morte daquele que não consumou e silenciou com discrição a maldade dela.
Movido pela emoção diante do que ouvira e das “provas plantadas” como objeto da calúnia e da difamação, a mão de Potifar estava sendo dirigida para uma nova experiência de José. Na verdade, tudo nos deixa ver que Potifar não intencionava matar José porque já vira que o Senhor Deus era com José e considerou à sua maneira que algumas coisas relevantes existiam em José.
Potifar não poderia deixar passar em branco e ao mesmo tempo tinha que dar satisfação à sua mulher e exemplo à sociedade. E daí para frente José aparentemente desceu a uma posição pior do que aquela de quando entrou exposto à venda no comércio escravo no Egito. Aparentemente uma injustiça foi feita e um futuro incerto estaria surgindo para José.
A mão de Potifar tirou o conforto, corroborou a desonra, trouxe a público uma difamação, e agora era humanamente digna de ser reprovada, mas tudo que o nosso Eterno e Bom Deus queria era fazer José antes de subir ao patamar da bênção, primeiro experimentar a rejeição, a banalização, a confusão, o governo primeiro em uma dimensão menor, o modo de vida e recompensa daqueles presos infiéis, desleais e desonestos.
Assim como a possibilidade de existir num casamento próspero uma mulher desleal, a possibilidade de existirem num palácio empregados desleais, infiéis e desonestos.
Deus queria fazer José chegar vazio a uma posição elevada sem necessidade de conchavos e falcatruas arranjadas, e que a vida de um verdadeiro servo de Deus é dirigida por Ele para atender aos Seus soberanos propósitos.
Por que deixar José restrito e confinado, ainda que satisfeito, governando a despensa de uma casa sob a mira da cobiça, se existe um vasto Egito que mais tarde iria ouvir com propriedade e legitimidade e oficialmente o “ide a José”? O alto Potifar nas suas limitações, jamais poderia enxergar antecipadamente o pequeno José que passara em sua casa iria tomar posse oficial e legitimamente no segundo trono do governo de seu país. Em tudo a mão de Potifar foi usada por Deus.
Ao caro e generoso leitor, estimo que o Senhor nosso Deus use uma mão em direção à sua preciosa vida, com o fim de fazê-la cumprir o Seu imensurável propósito em favor de muitas outras.
De certo que a visão humana limitadamente curta possa apenas notar os seus talentos e não discernir o seu caráter, ou ainda não consiga perceber e contemplar diretamente os muitos êxitos de sua caminhada, mas persista em confiar que Deus dirige e usa uma mão a favor dos Seus verdadeiros servos.
Os despeitos e as invejas existem, os aproveitadores e oportunistas sempre vão nos rondar, os perseguidores cobiçosos e caluniadores nunca deixarão de serem sagazes e maleficiosos desde que mundo é mundo. Mas que os nossos olhos persistam e contentem em se guiar na providência do Deus Soberano que move, usa uma mão para abençoar outras tantas mãos carentes que trilham e esperam famintas por alguém que lhes abra os celeiros.
Potifar foi uma mão usada por Deus. Potifar foi uma mão que obteve a prosperidade por Deus. Potifar foi uma mão que, sem saber, estava sendo usada por Deus diretamente para a sua própria casa, para favorecer a José, para depois levar José a uma situação desfavorável, e indiretamente mais tarde para José abençoar o seu povo e a sua própria nação e povos adjacentes.
Não se decepcione e nem se frustre, sem compreender as situações e os contextos, mas saiba que o nosso Deus tem sempre uma mão para usar. O verdadeiro servo de Deus não é um produto favorecido, lançado e amparado pelas credenciais, prerrogativas e privilégios da mão e da posição humanas. Muito pelo contrário, a mão do homem somente é prosperada se acima dela estiver a mão soberana do Deus acrescentador.
Assim como José, nenhum de nós precisaríamos rogar, pedir, suplicar e muito menos bajular para que nos comprem e nos levem a servir as suas casas, porquanto quando o Deus de José quer usar uma mão a cumprir os Seus propósitos, a de Potifar serve.
PbGS
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