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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CINCO "AIS" BEM PERCEBIDOS.

CINCO “AIS” BEM PERCEBIDOS.
Eles estão gritando na atualidade.
O Livro do profeta Habacuque é extraordinariamente apreciável por todo aquele que se dispõe a emitir respostas de fé em meio ao caos. Apesar de não conter o nome de nenhum rei ou autoridade política ou sacerdotal de sua época, os episódios se dão em meio a uma época de ídolos e adoração generalizada a todos os deuses que fossem levantados ou importados pelo povo.

As lições de seu conteúdo são intemporais. Apesar de ter sido um tempo de por um lado uma parte do povo de Deus haver estado debaixo da experiência de avivamento, por outro as crises e o caos estavam campeando a outra parte. Habacuque abre seus escritos com queixas, acusações e denúncias, mas também os fecha mostrando respostas e triunfos de fé. Seu nome do hebraico antigo significa "abraçar", "abraçador". 

Habacuque demonstra que não apenas abraçou o seu ministério de profeta, mas também abraçou causas e sobretudo o caminho de fé em meio a um panorama incontrolavelmente hostil e violento reinante entre o seu povo na sua época. Um tempo de forte ameaça contra o seu povo. O livro nos deixa ver que o profeta Habacuque não foi propriamente um orador, um homem da fala. Mas sim um escritor. Viu, ouviu e expôs através da escrita.

O profeta reconhecia o estado sintomático do seu povo. Mas também cita como denúncia os "ais" contra aqueles que estavam por sobrevir e oprimi-lo. Num clima de instabilidade pontilhado por injustiças inescrupulosas e violências sem medida, o perigo silencioso estava se aproximando a vir sobre a nação. A invasão dos caldeus estava às portas a pisotear sem piedade, sem respeito e sem medidas. A luz havia se apagado e o sal tinha se tornado insípido. Um dos grandes perigos de um povo é alimentar o engano em achar que tudo vai bem quando sabe que não está nada bem e que precisa realmente fazer alguma coisa para estar.

Mas naqueles dias, o ritmo habitual e vicioso familiarizadamente vivido sob conveniências no meio do seu povo era uma constante. Em meio ao clima de fogo estranho e de alaridos de prosperidades e de sucessos, um profeta estava com uma exposição de assuntos que iria retinir nos ouvidos e que não seria crida entre o povo. Deus declarou que estava fazendo uma obra para o povo como inacreditável.  

E em meio ao panorama diário o profeta vê e sente a condição do seu povo, mas também escreve os “ais” que viriam sobre os opressores do seu povo. Se por um lado o povo parecia estar abandonado por Deus, por outro o mesmo Deus estava agindo em corrigi-lo, mas também em se vingar dos opressores babilônicos. Se por um lado o pecado, o relaxamento e a iniqüidade do seu povo eram a causa da ruína vir sobre si, por outro os seus castigadores não passariam despercebidos e impunes.

Enquanto o povo estava moroso e conformado no clima medíocre e viciado que estavam vivendo, também assim estavam despercebidos de uma realidade iminente se aproximando a cada dia dos umbrais de suas portas. Importava que Habacuque expusesse o anúncio em um “outdoor” para que todos que passassem correndo lessem as inscrições nele.

Ai dos injustos, hipócritas. Hc 2.6. Esse foi o primeiro “ai”. Uma denúncia e uma acusação contra os opressores que estavam favorecendo, explorando  e aplicando ganhos, multiplicações, injustas. Assim como uma lamentação contra aqueles endividados, que se metiam em dívidas sobre dívidas. Habacuque estava denunciando atos e misérias praticados costumeiramente contra o seu povo. E isso não passaria despercebido por Deus.

Ai dos avarentos. Hc 2.9. O segundo “ai” denunciando o tipo cruel de gente que ajuntava em suas casas bens mal adquiridos. O profeta viu os opressores ficando ricos praticando a maldade. Enquanto o primeiro grupo multiplicava ganhos em cima das coisas alheias, este segundo agora era denunciado por uma falsa prosperidade angariada através do uso da maldade e da extorsão. Coisas mal adquiridas para com a riqueza delas se protegerem. Isso não passaria despercebido por Deus.

Ai dos injustos e violentos. Hc 2.12. Aqui está o terceiro “ai” que estava denunciando corações cuja injustiça era praticada com malícia, perversidade. Gente construindo as coisas na base da violência e do roubo, criando e estabelecendo as coisas na base da perversidade e da malícia usadas nos assassinatos e roubos. Habacuque estava denunciando uma política da violência que não passaria despercebida por Deus.

Ai dos enganadores e opressores. Hc 2.15. Esse “ai” está denunciando a classe daqueles que enganavam, achacavam, extorquiam e oprimiam os seus vizinhos de tal forma que sem qualquer sentimento estavam levando-os a perderem o equilíbrio como se fossem ébrios e a padecerem vergonhas em razão da violência tirana que sofriam na mão de seus opressores. Os opressores enriquecendo na base do engano opressor empobrecendo e mantendo os seus oprimidos empobrecidos e envergonhados. Isso não passaria despercebido por Deus.

Ai dos idolátras. Hc 2.19. Esse é o quinto “ai” expresso pelo profeta Habacuque sobre gente mergulhada cegamente na idolatria. Gente que não sabia discernir o que eram os ídolos e tampouco quem era o Deus Todo-poderoso e Soberano. Gente que sobrevivia de descasos, injustiças e opressões contra outras. Gente que se lançava cegamente a fazer orações, rogos, a figuras de madeira, de pedra e de metais, a fim de buscarem ensino, orientações e conselhos. Gente que não sabia diferenciar o que é do Céu e o que é próprio da Terra. Gente que em vão a todo custo queria poder e favores seja de onde fosse a origem. Isso não passaria despercebido por Deus.

Assim sendo, imaginemos como foi a difícil tarefa ministerial de Habacuque nos seus dias. Uma pessoa temente a Deus, um profeta, com um anúncio público estarrecedor da verdade sobre o que estava havendo entre o seu povo e também o que estava determinado e direcionado a vir sobre o seu povo.

O iminente, o zombado, o inesperado, veio. A invasão dos caldeus lhe sobreveio varrendo lares, poderes, costumes, tradições, valores, famílias, gente grande e pequena. A impiedade dos caldeus deu sem misericórdia, sem compaixão sobre o povo. Agora aqueles de Judá estariam sendo abatidos pelos caldeus enquanto ao mesmo tempo sendo corrigidos por Deus a voltarem ao rumo e ao apego ao Senhor que lhes escolheu para povo separado.

Em nossos dias, estamos em todos os lugares com homens de Deus, anunciando o que está por vir, abraçando causas, denunciando “ais” e desenvolvendo os seus ministérios com probidade, honestidade, temperança, tolerância estável (não conveniência ajustável), sensatez e ousadia. Certamente que tal qual foi com o profeta Habacuque, assim tem sido com aqueles que não coadunam e não se dobram a coisas como as do tempo daquele profeta canônico.

Ainda que haja gentes que evitem ouvir e acatar os “ais” que biblicamente estão profetizados a virem, precisamos anunciar que eles estão por vir. Temos que tocar nos assuntos que estão afetando e destroçando pessoas e ambientes nos santuários e fora deles. Certamente como foi naqueles dias de Habacuque, chegarão dias que não se poderá mais trabalhar. A noite vem. E com ela gentes estarão tão viciosamente mergulhadas, entretidas e despercebidas nos desleixos e relaxamentos que rejeitarão qualquer coisa da parte do Eterno Deus que exponha a chegada dos “ais” sobre si.

Nestes dias de tantos “ais” minando e estarrecendo vários ambientes e lugares, o cuidado do Eterno Deus em manter Suas ovelhas abrigadas e fortalecidas no aprisco está nos direcionando a ênfase maior na apologética aplicada às áreas da vida cristã. A falsa educação omissa, a polidez pretexta, a falsa ética, estão na verdade contribuindo fortemente para que determinados assuntos e cobrança de postura comportamental sejam silenciadas. Estamos chegando às épocas das febres sazonais passarem e com elas os seus amantes apaixonados. Preparemos para manter nossas respostas de fé em meio ao panorama dos “ais” campeando e imperando.

Façamos como Habacuque. Não vamos nos omitir de falar sobre os “ais” nos enveredando e nos impressionando com alardes e gritos alvissareiros, rasos e vazios como que fugindo ou nos omitindo de nossa missão e do nosso propósito em cumprir as tarefas de anúncio do Evangelho da graça de Deus. A Palavra de Deus nos permite ver que a vontade dEle não é que afundemos em “ais” e com isso virmos a ser vitimados pelas surpresas iminentes, mas sim nos levantarmos e subir à torre com oração e descermos dela com respostas de fé triunfante durante o bom combate.
PbGS



terça-feira, 3 de abril de 2012

"PORÉM": todos têm, mas veja o seu.


“PORÉM”:
Todos têm um, mas cada um veja o seu.  
“Porém” é uma palavra que imprime superior atenção a tudo que lhe está anteposto e posposto. Conduz o foco mais para sobre o que lhe sucede do que propriamente ao que lhe antecede. “Porém” é também uma palavra que possui a força de apagar tudo que lhe é dito antes e salientar o que lhe vem depois.

“Porém” é uma palavra que consubstancia maior valor e confere ênfase em uma coisa do que sobre outra. Nem todas as pessoas conseguem captar o real significado de um “porém”, assim como também nem todas conseguem aplicá-lo com exatidão e com a devida e adequada propriedade.

Há pessoas que escondem-se por trás de um “porém”, a fim de fugir dos seus “porque”.  Algumas vivem sufocadas no poço de suas interrogações. Outras, sucumbidas no fosso de seus “talvez”. Algumas se submetem a assassinar seus próprios sonhos e matar planos, por inconfessadamente temerem os ressentimentos e imposições dos “porém” alheios sobre os seus próprios “porém”.

“Porém” é uma palavra adversativa, e quase sempre que a ouvimos num relance intuitivo, inicialmente temos a tendência de interpretar que ela buscaria apenas infundir a idéia de contrariedade, de oposição. De tirar o valor de sobre algo para colocá-lo em outro.

“Porém” é uma palavra que não possui antônimos, apesar de ter sinônimos e viabilizar a possibilidade de sua substituição por expressões de suas similaridades. Busque conhecer os bons “porém”, contudo jamais ignore os “porém” que podem lhe atrapalhar, lhe travar, ou lhe fazer presa dos caprichos e manipulações de outrem.

“Porém” é uma palavra que pode imprimir valores negativos, mas também pode muito bem enaltecer valores positivos. Há pessoas que possuem o seu foco perito e tendencioso a apenas enxergar o “porém” negativo, e existem pessoas que logram sucesso em se deter no “porém” positivo sem se deixarem ser levadas aos entraves do negativo.

“Porém” é uma palavra que pode iludir, ofuscar, as relações de causa e efeito, ou produzir distorções de visão sobre algo. Ela tanto pode esconder realidades como pode declarar objeções. Cuidado quando seguir os “porém” que lhe ensinam, visto que eles podem estar desafinados da realidade cristã ou ser preconcebidos de “porém” estratificados, supostos ou imaginários.

“Porém” é uma palavra que possui o poder de levar uma pessoa a fazer avaliação de seus procedimentos, de seus propósitos, de suas prioridades e do emprego e aplicação de seus critérios. Um “porém” corretamente e bem avaliado pode levar ao aperfeiçoamento promissor, e um “porém” mal intencionado pode causar prejuízo e remorso.

Todas as pessoas possuem cada uma o seu “porém”. Mas nem todas as pessoas podem ou sabem ser equilibradas diante de um “porém” alheio. Há pessoas que tentam quebrar, ou denegrir, ou depreciar, os “porém” alheios, e existem pessoas que jamais aprenderam a lidar, ou dirigir, ou disciplinar os seus próprios “porém”.

Na verdade, nenhum de nós conseguiria viver sem um “porém”. Contudo certamente ficaríamos exaustos e desencorajados se vivêssemos uma vida arrastada e aprisionada pelas correntes de muitos “porém”. Há “porém” alegres e alavancadores, e existem “porém” tristes e desalentadores.

Na Bíblia Sagrada estão exaustivamente registrados muitos “porém”. Cada um deles é apresentado numa situação, e em cada uma destas encontramos um propósito. Os “porém” registrados no Livro de Deus servem para nos declarar que temos sempre, e pelo menos, um “porém” em nossa vida, e precisamos além de identificá-lo aprendermos com ele, ou através deles, se muitos houver.

O corajoso general sírio Naamã era um homem prezado e respeitado pelos seus superiores. A Bíblia diz que por ele o Senhor deu vitórias às forças do exército de sua nação. Naamã, garboso e bem fardado, em cujos ombros repousavam suas platinas e lauréis que lhe distinguiam diante das tropas e honravam o poder de mando dos seus superiores hierárquicos e era fator de orgulho para o seu povo. Apesar de tudo isso, aquele Naamã tinha o seu “porém”. 2Re 5.1-19 (ARC)

Apesar de toda a investidura de sua autoridade e da elegância de sua farda e de sua honra e reconhecimentos recebidos, Naamã tinha o seu “porém”. Há “porém” que atormentam e existem “porém” que incomodam, que ferem, que dão sinal de limitações e de impossibilidades.

O respeitado general sírio Naamã possuía e gozava de muitos valores reais, objetivos e subjetivos, mas tinha o seu “porém” que um dia chamou a atenção no interior de  sua residência. Chegou o dia de Naamã ter o seu “porém” trazido às vistas observadoras e às vias de reparos e cessação. A lepra que tomava o seu adestrado corpo fazia parte do seu “porém”.

Aquele “porém” do general não poderia ser extirpado segundo a sua concepção. Era grande demais para ser curado pelos impotentes deuses ou limitados favores no território do paganismo da antiga Síria. Foi um “porém” que precisou deixar as suas ocupações rotineiras, depender das recomendações de uma carta-passaporte e atravessar fronteiras. Foi um “porém” quase não tratado em razão de seu preconceito posicional e de sua arrogância e falta de humildade. Foi um “porém” cuja avaliação não cobria qualquer preço material. Foi um “porém” que lhe exigiu reverência e fé. Foi um “porém” que por pouco quase deixou de reconhecer um profeta e desmerecer a palavra definitiva e certeira que saiu da boca deste.

Nem todos gostam de ouvir dos seus “porém”, todavia às vezes, ouvir sobre os nossos “porém” e atender ao que precisamos fazer com eles pode nos levar a novos caminhos promissores. Há pessoas que se perderam em atalhos vãos e inúteis porque passaram todo o tempo resistindo, ou reagindo, ou se conformando, aos seus “porém”. Há pessoas que tiveram a oportunidade de terem alguns dos seus “porém” resolvidos ou extirpados, mas se fizeram gigantescamente grandes até que a perderam. Jamais deixe de ouvir e examinar os seus “porém”.

O profeta canônico Habacuque viveu um período de sérias dificuldades no meio do seu povo. A frieza espiritual aliada à depravação moral e conjunta com a mornidão irreverente e impiedosa por parte do seu povo estavam causando sérias perturbações. Um panorama de total e completa desconsideração e ausência de arrependimento entre o seu povo. O prenúncio de um juízo estava apontando e levando o seu povo aos sítios da ruína e da escassez. Hc 3.17-19

Para o profeta-filósofo Habacuque, em meio ao panorama vivenciado, ainda que houvesse falta, ausência, escassez, o “porém” de sua fé expressa lhe levaria ao terreno da alegria no Senhor, o Deus da Salvação. Viesse o que viesse sobre o que estava ao seu redor, o seu “porém” não lhe permitia ser levado ao desequilíbrio ou contaminado pela visão descomprometida dos outros.

Em meio às lutas e as suas guerras, nem todos possuem a firmeza de manter o “porém” expresso da fé confiante no Deus da Salvação. Há pessoas que mentalmente sabem que Deus é fiel e verdadeiro, todavia não possuem no seu íntimo a firmeza de convicção suficiente para não abrir mão do seu “porém” de fé expressa quando se deixam ser levadas pelas vistas dos olhos naturais. A alegria rejubilante fazia parte do “porém” de Habacuque.

O dedicado chefe de cobradores de impostos, Zaqueu, era bem sucedido nas suas áreas de atuação. E naquele tempo, a cobrança de imposto em favor do poder dominante conferia posição e status ao funcionário do império. Zaqueu não era apenas um cobrador andante, um ambulante de cobranças de porta em porta. Apesar de não ser bem visto pelos populares, Zaqueu era um chefe de cobradores, e isto nos diz que ele por ser maioral gozava de certo respeito na ponta de entrada da administração das finanças do império romano. Lc 19.1-10

O chefe alfandegário Zaqueu tinha no seu íntimo uma curiosidade ímpar ainda não satisfeita. E foi exatamente por ela que o seu “porém” veio a ser conhecido por todos os leitores amantes do Novo Testamento. Zaqueu parecia ter consideravelmente tudo, mas o que lhe faltava para completar o seu tudo ainda estava por vir. Após breves passos de uma rápida corrida para conhecer o Mestre Nazareno que passava de entrada em Jericó, o seu “porém” veio a lume. A sua estatura pequena fazia parte do seu “porém”. O “porém” do Zaqueu levou-lhe a satisfazer a sua curiosidade, o dirigiu a que fosse eliminada a sua ignorância sobre o homem chamado Jesus e o fez ouvir a declaração da verdade sobre si – Zaqueu também é um filho de Abraão -.    

Ministros de algumas das antigas igrejas da Ásia, citadas nos três primeiros capítulos do Livro de Apocalipse, tinham cada um “porém”. Eram “porém” diferentes, mas todos de igual modo se fizeram alvos do mesmo foco observador.

O ministro principal da igreja em Éfeso possuía um currículo exemplar de obras e trabalhos perseverantes aliado à sua capacidade de suportar provações. Mas tinha um “porém” que fez com que o Senhor declarasse ter algo contra ele, apesar de toda obra e trabalho que fazia. Nenhuma obra ou trabalho que empreendamos, assim como toda a nossa capacidade suportar aflições e provações poderiam substituir a força de manutenção do nosso primeiro amor ao Senhor Jesus. Um bom e oportuno convite a lembranças pode despertar arrependimentos e retomadas de rumos. Ap 2.1-5

O ministro oficial da igreja em Pérgamo possuía um histórico de firmeza e afirmação de fé somado ao seu zelo conservador. Mas carregava consigo alguns “porém” que fizeram com que o Senhor tivesse algumas coisas contra ele. Apesar de se mostrar lampejos de fidelidade e estar domiciliado nas cercanias do trono de Satanás, aquele ministro permitia que debaixo de suas rédeas fossem sustentadas as ministrações de heresias, falsos ensinamentos, promotores de confusão espiritual e indecência moral, com o fim de lograr interesses materiais. Ap 2.13-16

Aquele ministro não foi capaz de conter a infiltração e coibir o alastramento das doutrinas gnosticistas libertinas, e possibilitou indiretamente o oferecimento e consumo de oferendas idólatras, assim como se fez permissionário da prática da prostituição na igreja sob sua liderança e cuidados. Há pessoas cujos “porém” cedentes podem atrapalhar e causar sérios danos à vida de outras que com elas se coadunam. É preciso ter muito cuidado contra os “porém” ambienciais com feições carismáticas.

O ministro responsável pela igreja de Tiatira possuía um currículo expressivo de caridade, fé, obras crescentes, trabalhos perseverantes. Mas apesar de tudo isso, aquele ministro possuía o seu “porém”. E foi aquele “porém” que fez com que o Senhor declarasse ter algo contra ele. Aquele ministro era um agente de tolerâncias a que a igreja sob seus cuidados fosse ensinada e seduzida para a prostituição e para a adoração a deuses estranhos dentro de seus próprios termos. Ap 2.19-23

Aquele ministro chegou a apoiar a extorsão materialista com fachada de espiritualismo que tinha o pretexto de atender aos desejos pessoais dos favorecidos tolerados. O mundo materialista e as tentações dele eram imponentes e exerciam influência naquela região. É preciso conservar e guardar o que temos para que não sejamos vitimados pelas malhas das falsas tolerâncias e das permissividades.

Assim, pode ser visto que existe pelo menos um “porém”, mas cada um veja o seu. Há pessoas que possuem mais de um e existem pessoas que tendo muitos “porém” somente concentram o seu olhar e se atrapalham e se travam em um porém de alguém. Jamais podemos deixar que certos “porém” sejam infiltrados no meio dos rebanhos do Senhor. Os “porém” são possíveis existir, mas nunca devemos fechar os olhos e fazer vistas grossas a “porém” permissivos e destruidores, por mais classicista ou carismaticamente politizados que se apresentem.

Nenhum “porém” seja desprezado e não revisto. Todos os “porém” se façam objetos de apreciação, visto que nenhum deles ficará sem a sua devida e merecida recompensa. Busquemos, pois, nos ancorar a “porém” que não seja objeto de contrariedade para com o Senhor. Que nenhum dos nossos “porém” venha ser causa de tropeço a outrem. Que nenhum dos nossos “porém” se torne em falseio e pretensões oportunistas. Procuremos tratar dos “porém” antes que chegue o dia de ouvir o esperado grito da meia-noite.

Que o Senhor nosso Deus, ao olhar o “porém” de cada um, não tenha coisa alguma contra os nossos “porém”.
VOCÊ JÁ VIU O SEU “PORÉM” HOJE?
Aproveite para revê-lo e apresentá-lo ao Mestre Jesus!
PbGS


NOTA:
Este artigo contém algumas partes da mensagem gravada, que preguei na última quinzena do mês passado na abertura do 10º Aniversário do Conjunto de Homens da IEAD, Imigrante-ES. O tema daquela linda festividade foi “Tu, porém, foge destas coisas.” 1Tm 6.11.     



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

QUEM UM DIA VIRIA A DIZER?

QUEM UM DIA VIRIA A DIZER?
Ap 2.4-5 – “Se não te arrependeres...”

Dezesseis pontos incisivos para neles fazer a igreja evangélica refletir. Apenas uma voz entre as muitas outras...

1- Quem um dia viria a dizer que hoje estás desmerecendo os teus profetas, louvadores e tangedores dos teus altares? E por tua causa, em seus lugares tens elegido faladores, palradores e tagarelas, cantadores, exibicionistas e encantadores para “alegrarem” os teus cultos a ti mesma e promoverem as tuas logomarcas. Por esta causa, estás deveras sendo saqueada e empobrecida, posto que a originalidade das tuas riquezas está sendo saqueada por interesses escusos e teus talentos sendo minados e levados pelos impérios do mundo para satisfazer os focos dos holofotes e abrilhantar o vídeo das câmeras.

2- Quem um dia viria a dizer que hoje em alguns dos teus altares os sacrifícios estão recebendo o requintado e fino toque das cinzas e aplausos carnavalescos, assim como os embalos de boates. E os serviços de adoração oferecendo o aroma do incenso santo misturado com o fogo estranho para cativarem e fazerem apenas prosélitos, e não discípulos do Mestre? Um dia os sacrifícios e serviços que andaram juntos e pertinentes à Palavra de Deus e ao temor, fortalecendo e alegrando os muitos bons e sinceros corações dos filhos do Reino, estão agora sendo colocados na mesa do divórcio e sendo levados ao casamento com as alegorias dos espetáculos do mundo.

3- Quem um dia viria a dizer que hoje estás te aliando aos poderes e poderosos do mundo e neles tens depositado toda a tua confiança e se curvado aos seus modos, editos e ditames? Por tua causa, os valores fundamentais e basilares da fé e da legítima comunhão estão sendo postos de lado, depreciados, desmerecidos e desacreditados. Um dia já fostes mais firme e convicta diante das feras nas arenas e diante dos algozes nas masmorras. Um dia já fostes mais zelosa e mantenedora dos teus princípios e da tua verdadeira identidade. Diante dos teus olhos, já vistes as portas dos cárceres serem abertas e carcereiro se converter à mensagem que a te está confiada.  

4- Quem um dia viria a dizer que hoje teus idosos e jovens estão discursando como os destros oradores dos reis da Terra e como os eloqüentes anunciadores dos palácios imperiais? Lamentavelmente, hoje num isolado número de novas falas habilidosas nos teus púlpitos apresentam palavras desnudas da unção tocante, despidas do poder demonstrado e de rasas aplicações pouco ou nada convincentes. Quem um dia viria a dizer que estás sonolenta e sendo adormecida em enganos e fantasias por estares perdendo a visão do “kerigma” inseparável do “martírion”?

5- Quem um dia viria a dizer que hoje estás te enchendo do ouro e te estribando da prata? Em contrapartida, tens esquecido as fortes e impressas lições da púrpura, tens desconsiderado o carmesim e pouco se interessado pela essência da lavagem pela água e do poder pelo mover do autêntico e legítimo fogo. Por causa da tua confiança extrema no ouro e na prata, já desvias o teu coração da direção oferecida pelo teu Senhor e te destinas na intenção dos teus próprios e caprichados planos. As pimentas, os pepinos e os melões do Egito querem atrair os teus olhos e te manter cativa no cativeiro para que não saias a oferecer o teu culto livre ao Senhor teu Deus.

6- Quem um dia viria a dizer que hoje pela tua impaciência e inobservância, estás optando por deixares de ser guiada pelo Espírito nas tuas decisões? Visto que não tens aprendido com os tropeços e desacertos das sortes sobre alguns, tens insistido em confiar unilateralmente, e deixar ser dirigida, pela força limitada da tua inteligência, do teu braço de carne, da tua influência e da tua engenhosidade. Por esta causa, tuas fórmulas e incrementos fazem com que deixes de realizar o que deverias e te arrefeceres no que poderias.

7- Quem um dia viria a dizer que hoje em alguns termos de ti o amor que está sendo praticado está por muitos sendo visto e assemelhado ao amor de prostituição? Neles fala-se o que se faz apenas para atrair atenções e conseguir o que se quer. Nem mesmo os mercantes e mercadores estão dispostos a te afiançarem. E por causa de alguns em teu seio as portas dos mercados estão te rejeitando crédito nos seus balcões.

8- Quem um dia viria a dizer que hoje por causa dos desmandos, abusos e descasos de alguns ministros teus, os impérios do mundo estão querendo tragar e sobrepor as tuas virtudes? E pondo enfeites nos teus talentos, querem te levar a palcos e picadeiros para te transformar em circo de espetáculos religiosos, te resumirem a espaços culturais e te confinarem em museus históricos. Querem fazer do teu histórico apenas peças teatrais, riquezas literárias e relíquias de memórias, para que te esfries e cesses o teu anúncio contra o pecado e o teu esforço para restauração e edificação de vidas.

9- Quem um dia viria a dizer que hoje teus discursos estão  ganhado artifícios rebuscados? Vejas se tu percebes que estão alguns entre os teus querendo mudar a essência e o propósito da mensagem cristã da Salvação que deverias ser mestra no seu anúncio e poderosa na sua demonstração. Busques abrir teus olhos ainda enquanto caminhas acordada e com azeite nas tuas lâmpadas, porquanto é chegada a alta hora da escuridão e o cansaço com ela vem sobre todos.

10- Quem um dia viria a dizer que hoje ministros do teu seio se perdendo da vocação, estão sendo atraídos pelas aparentes vantagens seculares e mergulhando nas águas da hipocrisia, se tornam destros na arte do engano e habilidosos na indústria de promessas? Por esta causa, alguns se aplicam na visão de seus próprios interesses e caprichos. E para conquistá-los e atingi-los, com isso se fazem manipuladores de massas e influenciadores de idéias usando seus conservos como meios para com duplo sentido chegarem aos seus fins pessoais e particulares.

11- Quem um dia viria a dizer que hoje, por causa dos desmandos, abusos e descasos praticados no meio de ti, poucos querem te ouvir nas praças, nas esquinas e nas ruas? Por tua causa, já te sentes intimidada a mostrar a tua face às feras e aos cézares deste tempo. Para atraíres as multidões, já não precisas do Espírito na pregação em demonstração de poder e na manifestação de sinais e maravilhas do Seu mover. Para ires aos públicos já te deténs a depender única e inteiramente de mecanismos e arranjos artísticos complementares. Em lugar de poder salvador e regenerador, instalastes o apogeu e cedestes poltronas ao luxo.

12- Quem um dia viria a dizer que hoje estás correndo léguas, quilômetros, milhas e jardas para angariar primeiros, grandes, príncipes, poderosos, ricos e letrados, e não te comoves e nem te moves por milímetros, centímetros,  metros e braças para aninhar debaixo de tuas asas últimos, pequenos, fracos, pobres e símplices? Por tua causa, os olhares de muitos estão aos poucos sendo tirados de sobre a manjedoura e colocados em admiração sobre os magos e seus presentes. A vil cédula e o vil metal estão te levando aos tribunais da Terra, te enchendo e nublando os olhos, inchando o teu coração e calando a tua boca.

13- Quem um dia viria a dizer que hoje tuas portas imponentes e sofisticadas estão sendo salpicadas pelo sangue inocente e pelas lágrimas dos desesperados de fora e dos decepcionados de dentro? Teus painéis estão acompanhando a evolução dos séculos e ganhando luz, cores, artes e fantasias, entretanto teus assentos estão sendo minados pelas contingências e futilidades passageiras. Por esta causa, a moldura dos conchavos e conluios que alguns em ti abrigam está enfraquecendo, desgastando e arruinando a estrutura dos teus concílios, levando teus ministros a avarezas, a precocemente aos leitos e à inutilidade física.

14- Quem um dia viria a dizer que hoje a humildade legítima de alguns dos teus ministros iria sofrer maus tratos até se tornar desertora? Que teu escudo de ouro um dia por ti mesmo viria a ser rejeitado e descrido por ti e assim substituído por ninharias de bronze e artifícios de latão? Que tua nobreza iria um dia ser posta à venda e a trocas, por tua causa. Que o sal de muitos dos teus encontra-se em fortes riscos de tornar-se insípido e a tua luz de se fazer em penumbras?

15- Quem um dia viria a dizer que hoje estás preferindo afagar os filhos do Reino dentro de tuas paredes, condicionando-os apenas aos nobres e extraordinários cultos alegres e fortalecedores, ao invés de também levá-los e exercitá-los a perceberem de perto o calor das praças, a presenciarem nos olhos as angústias das esquinas e a sentirem os desalentos, as dores e as perversidades das ruas? 

16- Ah... Mas, enfim, em meio a tantos desmandos, descasos e abusos, também quem um dia deixaria de vir publicamente dizer em alta voz e em bom som a mensagem pregada pelos antigos que diz “arrependa-te e voltes ao teu primeiro amor”? Que lembres de onde caístes, que faças reparos, que converta-te e retomes o caminho de antes do qual tens te afastado. Que os teus ouvidos estejam prontos e possam ouvir, para que sejas de fato e com verdade um Reino de vencedores com legítima identidade de vencedores, e não um mega império de supostos e pretensos ídolos cobertos de pseudos-sucessos, jargões altruístas e auto-afirmações triunfalistas.

Se não te cuidares, a embriaguez de tua cegueira e o luxo do teu apogeu misturados à tua presunção te conduzirão à sensação de segurança até que te chegues à soleira das portas do iminente cativeiro e o grande rapto dos santos que estão na Terra e fiéis que estão em Cristo te surpreendam. Se não te cuidares, muitos que estão no teu meio ficarão desolados para trás no meio dos cães dentro do panorama das agonias, descasos e aflições profetizados sobre o mundo.
REFLITAMOS E TOMEMOS POSIÇÃO!
PbGS