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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
UMA CHAMADA À SOBRIEDADE.
Uma chamada bíblica
à sobriedade.
Sede sóbrios...
A Bíblia Sagrada nos faz uma chamada bem diferente e oportuna
para enfrentarmos seguramente e com legitimidade os tempos do fim. Chega a ser
uma intimação imperativa exortativa. Uma chamada que se torna cada vez mais
acesa na medida em que os dias passam e se aproxima a volta do Senhor Jesus.
Uma chamada à sobriedade. Uma recomendação exortativa a que sejamos sóbrios. A
tônica mais forte para o enfrentamento deste tempo recai no requerimento do
exercício da sobriedade.
Estamos vivendo numa época sacudida pelo engano. Um tempo em que
devemos e precisamos ser sóbrios muito mais do que antes. Numa época em que o
sono e a dormência espirituais estão cobrindo e assolando capacidades e
adormecendo sensibilidades de numerosas gentes. E é exatamente neste tempo que
os filhos da casa do Pai bem fariam se se dispusessem a atender à chamada para
a sobriedade.
Gentes que já foram sóbrias e provaram do pão e do maná do Céu,
quanto mais hoje carecem se manter mais sóbrias ainda, segundo a Palavra de
Deus. Não somos da noite. Não somos filhos da escuridão. Escuridão significa
biblicamente ignorância e desconhecimento. Não somos cativos adormecidos e
dominados pelas idealizações nebulosas da escuridão. Devemos saber o que
queremos.
Apesar de todos os movimentos do mundo e da sociedade em nosso
redor abrirem cotidianamente leques de influências e engodos, somos do dia,
então sejamos sóbrios em tudo.
A sobriedade está nesse tempo sendo uma necessidade precípua
e abrangente à vida material e à espiritual. Quer viver vida material e
espiritualmente saudável e equilibrada? Seja sóbrio.
Que significa ser sóbrio, segundo a Bíblia Sagrada? Que
significa sobriedade? Quem é sóbrio sabe o que faz e o que quer. Sobriedade é
sinônimo de moderação, de equilíbrio, de domínio próprio e de firmeza. Sobriedade
e insanidade são opostos entre si que jamais se conjugariam. A sobriedade é
amiga da temperança e do comedimento, porém tem como seus inimigos os excessos.
A falta de sobriedade pode causar prejuízos e destruição, e até levar uma vida
a um fim precoce.
O apóstolo Paulo aplicou dois termos gregos nos seus escritos
para exprimir a sobriedade. O primeiro, “nephaleos” (de “nepho”), que diz de
alguém discreto, circunspecto, moderado e vigilante. Também empregado para
dizer de alguém especificamente desintoxicado, abstinente, de vinho. Abstido da
embriaguez do vinho.
O segundo, “sophroneo” (de “sophron”), que diz de
alguém bem ajuizado, disciplinado, prudente, ordeiro, de bom senso, moderado,
cauteloso, lúcido, sensato, seguro e controlado de mente. Esse termo também foi
usado pelo apóstolo Pedro.
Nestes tempos de correrias, ânsias, excessos, ainda vale muito
preservarmos a nossa alma e a nossa vida espiritual exercendo a bênção da sobriedade.
Precisamos ser sóbrios. A sobriedade é uma chamada que nos alerta para a
vigilância contra as artimanhas sutis do arqui-adversário que anda ao derredor
procurando a quem possa tragar. Por desprezar a sobriedade não poucas vidas
estão sendo vitimadas tanto por seus devaneios e desequilíbrios como pelos
anestésicos dos engodos aliciantes, oferecidos pelas forças do inferno.
É preciso sermos sóbrios em tudo. Sóbrios no
ouvir, no falar, no agir, no usar, no comer, no exercer, no construir, no empreender,
no fazer. Enfim precisamos mais do que antes sermos sóbrios em tudo. O tempo do engano,
das fantasias, da ilusão, dos artifícios, da ganância, das espertezas ofensoras
e politizadamente hostis aos propósitos de Deus, está batendo às portas e invadindo
lares, famílias, empresas, círculos. Buscando minar, manter iludidas,
desestabilizar e destroçar vidas.
Há uma chamada premente e mais que oportuna à sobriedade! Não nos
deixemos ser engodados pelas fascinações do idealismo mesclado com os ingredientes
do otimismo positivista genérico, mentiroso, ilusório e enganoso. Sejamos
sóbrios diante dos espetáculos estratégicos das fantasias travestidas de
evangélicas. E valorizemos o exercício da sobriedade.
Por ausência de sobriedade, almas estão sendo literalmente iludidas
e outras se iludindo, com espetáculos religiosos recheados e enfeitados com
arranjos de falas rasas e brados vazios, com insipiências de momentos de
alardes fantasiosos e alaridos extravagantes. Com coisas bem distantes da
alegria real no mover do Espírito e dos propósitos do Homem de Nazaré, do
Cristo Redivivo e Redentor.
Sigamos seguros na exortação bíblica a sermos sóbrios, a fim de
que ninguém nos faça presas suas. Sejamos sóbrios e assim evitamos cair nas
armadilhas do engano, de nos tornarmos vítimas da ganância e dos excessos dos
oportunismos que tentam nos rodear e nos tornar “clientes” cativos seus.
Sobriedade é a chamada nos feita pela Palavra de Deus em todo o tempo!
Sejamos sóbrios.
PbGS
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
LIBERDADE EM CRISTO.
Liberdade em Cristo.
Você sabe avaliar a sua?
Liberdade é um dos verbetes que soa aos nossos ouvidos o som de
alegria, de suavidade, de satisfação, de tranqüilidade e de paz. Pensar e
ajuizar sobre o que é liberdade são um excelente exercício reflexivo, mas tem
sido depreciado por uns e negligenciado por muitos. Nem todas as pessoas sabem o
significado de liberdade. Algumas nem mesmo de fato avaliar a sua, apesar de
ouvir e declarar amar esta linda palavra.
Liberdade é a faculdade de fazer ou escolher qualquer coisa. É a
faculdade de agir e exercer a vontade própria. Liberdade também significa a
ausência de opressão. É a faculdade de possuir o poder de decidir com autonomia
e sem embaraços sobre as coisas.
A liberdade é aplicada em todas as áreas. Em algumas com a forte
presença de fatores restritivos e em outras com opressões impeditivas. Em
outras com fatores debaixo da visão da conveniência e das limitações
convencionais. Liberdade com menor ou maior restrição ou amplitude. Nem todas
as mentes conseguem discernir as diferenças de liberdade dentro dos âmbitos.
Notavelmente se percebe que liberdade tem sido mal avaliada, mal
exercida, mal entendida e mal sentida. Não se pode aproveitar-se da liberdade
que possui e com isso causar embaraços, enfraquecimento ou danos em outrem. Os
abusos e excessos dos princípios do prazer têm inculcado em muitas mentes um
substituto da liberdade - a chamada libertinagem -. Libertinagem é devassidão,
depravação.
Nem tudo que aparentemente está livre, realmente é sinal de que
em liberdade nos sentidos real e verdadeiro esteja. O mau uso da liberdade
escoa para a prática da libertinagem ou da tirania. A libertinagem é perversa e
a tirania é opressora. A libertinagem é uma forma sutil de aprisionamento quase
sempre não percebida no seu todo. O terrível mal da libertinagem tem causado
diversos danos pela vida afora.
Os abusos e excessos dos princípios de liberdade no exercício do
poder também conduzem aos descréditos, leva à descrença e ao desrespeito. O mau
uso da liberdade do poder deságua na tirania, na arbitrariedade e na
prepotência. O trunfo tolo da tirania tem mutilado uns, destroçado outros,
oprimido tantos, usurpado sobre muitos, debochado de vários, tirado proveito
sobre não poucos.
O uso insensato da liberdade sobre os poderes e grandezas humanos
também pode ser sentenciado e fatalmente abatido até mesmo num de repente
festivo de uma noite diante da parede do palácio. É preciso ser sensato e
coerente com a liberdade de uso do poder que se exerce e das grandezas que se
possui.
Nos conceitos humanos, a liberdade caminha ao lado das muitas
éticas. E enquanto a libertinagem cavalga no submundo da insensatez, a tirania
se monta na sela da manipulação, a liberdade enxerga cercas e limitações, e a
libertinagem não sente rédeas e nem respeita freios.
Os pensamentos e idéias relativistas têm pulverizado e desfocado
a visão de não poucas gentes em relação à liberdade. Quando não se sabe
valorizar e nem avaliar a liberdade de que se possui, termina por perder os
melhores frutos e benefícios do que ela pode oferecer. Tanto arrogantes quando
soberbos são prisioneiros ou da libertinagem ou da tirania.
Há prisões visíveis e existem prisões invisíveis. Pessoas estão
fisicamente aprisionadas. Mas também pessoas estão psicologicamente restritas
de liberdade. Pessoas estão socialmente cerceadas da liberdade. E pessoas estão
afetivamente cativas e forçosamente aprisionadas. Pessoas estão sendo trazidas
aprisionadas na mecânica dos vícios de religiosidade. E pessoas estão sendo
mantidas aprisionadas em nomes fantásticos, em rótulos esplendorosos, em
esquemas mirabolantes, em tradições medíocres, em totens fantasiosos, em ambiências
situacionistas. E pessoas estão espiritualmente aprisionadas no visgo das falsas
aparências e nos cordéis do pecado contumaz.
Lamentavelmente, muita gente somente vem conhecer o real sentido
da liberdade depois que a perde. Depois que está restrito ou cerceado dela.
Muita gente entra no caminho da libertinagem porque nunca de fato soube
conhecer, avaliar e valorizar a liberdade. Nem todos sabem fazer o bom uso da
liberdade que possui, e quando a perde se torna ou revoltado ou libertino. Quem
não sabe o que é liberdade, também fatalmente não sabe o que são as agruras da
restrição, nem os espinhos da opressão e nem as farpas do cerceamento.
Usufruir da liberdade que se possui, com temor a Deus, de boa
consciência equilibrada e de bom senso judicioso é viver a vida com prazer e
proveito, sem temer o futuro que venha pedir contas de tudo que hoje estamos
fazendo dentro da liberdade que temos. Quem não sabe usar a liberdade que tem,
pode experimentar fragmentações desfavoráveis, sofrer divisões vergonhosas e sucumbir
em lamentos e remorsos.
A liberdade real e verdadeira está em Cristo Jesus. Entre os
homens, toda e qualquer liberdade sempre estará cativa nas limitações, nas
conveniências e nas convenções humanas. O homem por natureza está preso e
cativo nas leis do pecado que imperam sobre suas tendências. Somente somos real
e verdadeiramente livres quando libertos pelo Senhor Jesus, o Filho de Deus.
Na Bíblia Sagrada estão registradas duas das declarações cruciais
feita aos homens pelo Mestre Amado de nossas almas: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Jo 8.32. E a
outra, “Se o Filho, pois, vos libertar, verdadeiramente
sereis livres”. Jo 8.36. Jesus Cristo é o Filho de Deus, a Verdade que
realmente liberta. Conhecer no sentido de entender a verdade. As duas
declarações acima foram ditas para uma parte de público que apenas enxergava a
liberdade lógica e terrena. E o Senhor Jesus estava falando da liberdade principal e suprema, da maior e mais elevada importância para os homens.
Toda pessoa que, real e verdadeiramente está liberta pelo Senhor
Jesus, o Libertador por excelência, sabe o significado e a importância da
liberdade. Sabe avaliar e fazer o bom uso da liberdade que possui. Conhece o
que é ser útil com a liberdade que tem. O cerceamento ou a restrição da
liberdade de uma pessoa pode fazê-la insatisfeita e inútil diante do que esta
poderia ser muito mais útil.
Precisamos conhecer, entender, a verdade do Senhor Jesus, o Filho
de Deus, e permitir que realmente sejamos libertos por Ele. Quem conhece e
entende a sua liberdade em Cristo, sabe avaliá-la. Quem está liberto em Cristo
sabe ser e estar contente em qualquer âmbito de liberdade que lhe seja
garantida ou facultada. Não faça mal uso da liberdade que tem em Cristo, visto
que ela custou um alto preço pago pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário. Um pagamento que riscou a cédula da condenação eterna
e justifica de uma vez por todas a todos que em Cristo Jesus crêem.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O QUE FAREIS QUANDO CHEGAR O FIM?
O que fareis quando chegar o fim?
Uma pergunta séria para uma reflexão sincera.
Esta é uma das perguntas
um tanto diferente das comuns que deparamos. Precisamos atentar para as suas
implicações e considerá-la em vista dos contextos que nos abrangem, dos dias
que vivenciamos e dos elementos que nos circundam. Uma pergunta que indubitavelmente
nos leva a profundas reflexões.
Essa pergunta está
registrada no Livro do Profeta Jeremias, mais especificamente em Jr 5.31. O capítulo 5 abre o seu texto
com um imperativo e o encerra com uma pergunta. Precisamos tomar algum tempo
para fazer algumas considerações apenas na pergunta do texto.
Primeiro, comecemos por considerar de que pessoa essa pergunta
veio? Ela veio do Senhor. Não foi simplesmente a pessoa do profeta quem a
elaborou e desferiu simplesmente por sua vontade particular. O Deus que direta
e mais intimamente governa sobre o Seu povo, estava lançando uma das Suas
perguntas confrontante e despertadora, a fim de trazê-lo a cair em si e ao
momento de confissão de seus erros e a tomada de novo rumo. Apesar de já saber
qual resposta receberia do Seu povo.
Nunca venhamos a
desconsiderar as perguntas do Senhor a nós. Deus trouxe a pergunta exata para o
momento certo e oportuno de fazê-la. Deus estava inquirindo o Seu povo quanto
as responsabilidades de suas ações sobre uma saída daquela situação, e Deus
estava falando de um fim que estava para chegar e dar um basta à situação do
povo.
Segundo, precisamos considerar em que situação e ambiente a pergunta estava
cabendo. O povo de Deus estava vivendo uma situação desastrosa. A “maré e os
ventos” não estavam nada bons entre o povo e cada vez mais a nação indo de mal
a pior. É sempre assim quando o ambiente está permeado pela insensibilidade e
pela cegueira espiritual, o homem se perde obscurecido em suas próprias
opiniões e pensamentos, falsamente acreditando que sua autonomia o conduzirá em
segurança até onde bem queira e entenda chegar livre.
O coração empedernido
dificilmente percebe o diagnóstico espiritual de si mesmo e muito menos enxerga
o curso de sua vida em direção ao fim. Olha para tudo e enxerga quase nada,
fala sobre tudo e pouco ouve sobre si mesmo, pensa em tudo e reflete em quase
nada. Enfim, nenhuma resposta consistente de si mesmo possui para o que fazer
quando chegar o fim.
Terceiro, precisamos considerar o apelo residente na pergunta. Deus
está buscando trazer o Seu povo de volta para Si. E para tanto, lhe fez um
apelo bem contundente que possibilitaria a Sua herança fazer reflexão de seu
passado de derrotas e de glórias, de seus tropeços e de suas vitórias
adquiridas, de seus períodos de humilhação e de sua vida de temor a Deus, de
seus momentos de altos e de baixos, de suas condições conseqüentes e do que
viria sobre ela.
Um apelo ao retorno de
seu primeiro amor começando por ser demonstrado nas suas atitudes de
arrependimento e conversão. Um apelo para que fosse posto um basta no jugo com mentalidades
ímpias infiltradas no meio do povo. Um apelo para que o povo passasse a
perceber que aqueles ímpios estavam como passarinheiros espreitadores e
oportunistas, colocando armadilhas, enriquecendo-se e tornando-se gordos e
nédios. Bem aparentados e de rostos bem lustrados às custas do povo de Deus,
vivendo nababescamente em “prosperidades”, não lhes era fácil perceber que o
fim de todos aqueles abusos e desmandos estava com os seus dias contados para chegar
sem dó e sem piedade.
Quarto, precisamos considerar o alerta contra a corrupção moral e religiosa que precede
a pergunta no texto. O contexto moral e religioso havia perdido o rumo e com
ele os seus dias de glória e as lembranças estavam sob a ameaça de se tornarem
em dias de humilhações e tristezas. Todo o passado fora esquecido e resumido a uma
fria veneração e a uma distante crença histórico-cultural de uma nação. Trocar
um passado valioso de lutas e vitórias, por um presente de irreverências e
incredulidades é um forte risco de perdas e de inversão.
Um alerta de corrupção
religiosa apontando para a presença da falsidade nas bocas dos profetas em
conluio com um sacerdócio desleal, vendido e comprado, maculado e suspeito, por
uma cumplicidade que ofendia diretamente contra a fé do povo e denegria a
importância do santuário do Senhor e indo mais além ao promover o descaso para
com tudo que tivesse ligação com o Senhor. Um triste clima corrupto permeava
dentro e fora do templo. Tanto profetas como sacerdotes encontravam-se ladeados
e ao mesmo tempo debaixo da influência dos ímpios. Em meio a esse ambiente
nebuloso, no que acreditar? A quem se devia respeitar e levar a sério? Nem
mesmo nas mentes do ambiente religioso se passava a possibilidade de lhes
chegar um tempo para o fim.
Quais razões temos,
portanto, para considerar essa pergunta da parte do Senhor para o nosso
contexto contemporâneo?
Estaríamos realmente
considerando de quem é essa pergunta? Estaríamos vigilantemente considerando a
validade dessa pergunta para os nossos dias? Estaríamos sensivelmente
considerando as implicações do apelo contido nessa pergunta? Estaríamos
sinceramente considerando o alerta contido nessa pergunta?
Como servos de Deus,
jamais deveríamos mover o nosso foco de sobre a seriedade e os atributos do Deus
que fez essa pergunta, quando estamos vivendo num contexto campeado por
influências sombrias, duvidosas e conflitantes entre si criando e engenhando
armadilhas sagazes e pretensiosas. Profetas e sacerdotes não devem abrir mão de
suas convicções e das implicações de suas responsabilidades no chamado e na
vocação.
Como servos de Deus,
jamais deveríamos fechar as nossas vistas diante da tenebrosa escuridão
espiritual que a todo momento atenta para obscurecer a visão dos servos de Deus.
No dia em que um profeta ou sacerdote deitarem a sua rede apoiada nos esteios das bagatelas do
oportunismo e das barganhas da pretensão, com eles todas as suas palavras se
romperão e cairão por terra.
Diante disso, a
pergunta alardeia: “O que fareis quando
chegar o fim?” E as demais perguntas seguem questionando e imprimindo a
reflexões olhando para o momento de chegar o fim: O que fareis com as honrarias
humanas que te comprariam a honra do teu nome e inebriariam aos filhos de tua própria
casa? O que fareis com as ofertas de peitas e presentes que te amordaçariam a
boca e massageariam o teu ego? O que fareis com os truques das propostas de trocas
ocultas que algemariam o teu compromisso e aprisionariam o teu coração e o de
tua casa? O que fareis de tudo isso quando chegar o fim?
Quando chegar o fim
iminente, e ele sempre ocorre debaixo de surpresas e nem sempre de alegrias,
poderia nele haver tempo para desfazer vícios do que se fez? Quando chegar o
fim iminente, e ele avisa e prenuncia, mas não marca a sua data de chegar,
poderia nele haver chance para desfazer o que deveria corajosa e varonilmente
ter feito?
O QUE FAREIS QUANDO
CHEGAR O FIM?
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sábado, 23 de junho de 2012
E NÃO VOS EMBRIAGUEIS...
E NÃO VOS EMBRIAGUEIS...
Ef 5.18 – “E não vos embriagueis...”
Que o apóstolo Paulo
quis dizer aos crentes efésios com a expressão: “E não vos embriagueis...”? E o
que os detalhes contidos no mesmo texto quer dizer por extensão a todos os
crentes em todos os tempos e em todo o mundo? O texto orientador de Ef 5.18, em continuidade ao seu
contexto anterior e mantendo a mesma linha continuativa argumentativa para o
seu posterior, traz uma viva e forte recomendação intemporal: “E não vos
embriagueis...”. E são exatamente alguns
dos seus detalhes que me proponho trazer.
O apóstolo Paulo
esteve por cerca de três anos na antiga cidade de Éfeso. Foi um período de
intenso trabalho e de grandes esforços. Foi uma temporada de poderosas
mensagens e legítimos ensinamentos tão marcantemente significativos que
conduziram a muitos se converterem ao Senhor e a abandonarem as práticas da
magia e a queimarem publicamente os seus compêndios de mágicas. At 19.19.
Paulo, por certo viu e
percebeu em Éfeso uma cidade profundamente religiosa, permeada de idolatrias,
mas também de desassossegos, de desesperanças e de misticismos. Éfeso foi um grande
centro comercial, político e religioso da Ásia Menor. Tão grande e famosa
quanto também tão insensível era diante da prática da vida de embriaguez entre
os seus cidadãos.
Anos depois, de dentro
dos recônditos de uma prisão em face do seu amor e serviço ao Senhor Jesus, do
cumprimento à sua chamada apostólica, de sua separação ao Evangelho, Paulo
escreve a linda e fervorosa Carta aos Efésios, de cujos 155 versículos do seu
texto, em cerca de sua metade possui a forte semelhança com a sua Carta aos
Colossenses.
Através da sua Carta
aos Efésios, Paulo trouxe a aqueles crentes a abrangente, prática, devocional e
doutrinal essência de revelações que muito servem de encorajamento,
fortalecimento e orientações para todos os demais crentes em Cristo de todas as
épocas e em todos os lugares. Nela, Paulo está disciplinando-os a enxergar os
contrastes da velha vida com a nova vida em Cristo.
Em contraste com o
desejo da embriaguez que reinava, permeava e campeava na antiga Éfeso, Paulo
estava trazendo aqueles crentes ao terreno da sobriedade e da sensatez acerca do engano que reside por trás desse desejo, através do texto de Ef 5.18. Uma
recomendação imperativamente forte, singular e própria, para frear, ou
descontinuar, a prática da embriaguez do vinho e, opostamente a esta, inspirar
os crentes em Cristo à buscarem se encher do Espírito do Senhor.
No texto grego
original ela está assim: “καί μή μεθύσκεσθε” (kai
me methyskesthe). O simples passar de vista sobre esse texto: “E não
vos embriagueis” estaria muito aquém do que a sua expressão e significados querem
dizer. Uma rápida e superficial olhada literal apenas na palavra “vinho” não
possibilita perceber as muitas implicações e aplicações do que o cerne da
expressão realmente quer dizer.
Primeiro, olhando para
a expressão “μή μεθύσκεσθε” (me methyskesthe), comecemos pelo termo
“μή”
(me).
Ele indica a proibição imperativa a um ato continuado, a proibição a um curso
de conduta. Ele significa imperativamente: “desista”, “deixe”, “não faça”,
“resista”, “não continue a fazer”.
Depois, em segundo,
concentremos nossa atenção na palavra grega “μεθύσκεσθε” (methyskesthe),
do verbo grego “μεθύσκομαι” (methyskome), e relativo a “μεθύσκο”
(methýskõ).
Esta palavra é tão mais abrangente do que a simples tradução registra. Quando apenas
a olhamos na sua forma literal (ao pé da letra), deixamos de alcançar a sua
aplicação original como era empregada no seu contexto histórico-cultural.
A expressão original “μεθύσκομαι”
(methyskome)
vai muito mais além, visto que ela por si somente era aplicada para dizer de todo tipo de
embriaguez, de todo tipo de intoxicação mental produzida por qualquer meio ou
fonte. Esta é uma expressão que não se refere, ou se prende, apenas e
diretamente a consumo exagerado de vinho. Por si, ela se refere à embriaguez, à inebriação,
propriamente dita. A embriaguez é um efeito da intoxicação.
A expressão variante “μεθύσκο”
(methýskõ),
independente do agente causador, implica em vias para o surgimento de excessos,
corrupção, devassidão, libertinagem, desenfreamento, perda de equilíbrio, de
auto-controle e do bom senso. Implica em provocações de confusão, de desafinamento
e de contendas.
Os melhores
dicionários definem a embriaguez como “um
estado de excitação e descoordenação acompanhado de obscurecimento da
consciência”. Um efeito causado por algum fator gerador da intoxicação.
Estar embriagado é a mesma coisa que estar com a mente intoxicada, independente
de qual seja o agente causador da embriaguez.
Toda intoxicação é
proibida nas Escrituras Sagradas. Assim também num antigo escrito judeu comum,
o “The Testament of Judah”, (chapter fourteen), está escrito que “a embriaguez
impede a mente de perceber a verdade. A embriaguez se faz um elemento
inspirador da luxúria. A embriaguez lidera a visão ao erro”.
Entre os cidadãos
efésios, a embriaguez era uma idéia dionisíaca cuja finalidade era através dela
pressupostamente buscar a comunhão mística com o mundo espiritual e a tentativa
de estabelecer relacionamento desinibido para orgias. A embriaguez também era um
ato de honrar ao deus Baco (deus do vinho, da ebriedade, dos excessos) e adorar
o deus Dionísio.
Em Éfeso, os adeptos
da embriaguez do vinho acreditavam que era através da alegria produzida por ela
que conseguiriam desinibidamente penetrar na plenitude espiritual e assim
achavam que alcançariam experiências místicas e visionárias. Seguiam suas vidas
como ébrios dependentes da embriaguez e aprisionados pela força das tentações
convidativas dos “bacanais” (uma mistura de culto e orgias regados pelo consumo
de vinho).
Identificando diferenças, tanto a alegria
produzida pela embriaguez do vinho, como a exultação em plenitude no
Espírito são evidenciadas. A alegria da embriaguez do vinho é apenas uma euforia temporária e
revela a falta de bom senso, conduz à intemperança, leva à dissolução, arrasta
para contendas, e leva à ruína. Entretanto, a exultação em plenitude no
Espírito leva à verdadeira e legítima alegria, inspira à expressão de gratidão
e louvor, produz edificação, impede a grosseria, a arrogância, o gigantismo da opinião egoísta.
O foco do significado
e aplicação da expressão de Ef 5.18, “E não vos embriagueis...”, ao nosso
contexto, nos aguça a perceber as multiformes fontes de embriaguez e os seus
tipos ocorrentes em nossos dias. Apesar de gramaticalmente o verbo no texto
estar no modo imperativo, na voz passiva e no tempo presente, a aplicação da
palavra “μεθύσκομαι” (methyskome) é intemporal e
onidirecional.
Vivemos num tempo onde
muitos crentes em Cristo estão seguindo o continuado curso de algum tipo de embriaguez
produzida por diversificadas fontes incentivadoras que lhes arrastam a
despertar falsas imitações, a perniciosos motivos e a propósitos estranhos à
visão do Evangelho de Cristo e na contra-mão da vida de sobriedade no Reino de
Deus.
Há correntemente
vários tipos de embriaguez causada pela intoxicação mental. A intoxicação
surgida da fama, a provocada pelo nome, a nutrida pela posição, a produzida
pelo status, a alimentada por privilégios e honrarias humanos, a despertada pelas
concorrências e obtenções. Enfim, existe muita gente embriagada, de mente
intoxicada, no meio evangélico de nosso tempo.
Pessoas visivelmente
embriagadas, mentalmente intoxicadas, cujos efeitos e sintomas são notados muito
mais além do que a fala expressa e do que as suas obras podem declarar. Pessoas
notoriamente embriagadas pela intoxicação mental da soberba, da arrogância, da
ganância, da avareza, do orgulho, do falso zelo oportunista, da libertinagem
permissiva e desenfreada. Pessoas embriagadas pela intoxicação mental provocada
pelo falso e ilusório senso de conservadorismos pretextos e desafinados diante
dos ensinamentos das Escrituras e do crescente desafio dos tempos e das épocas.
Pessoas visivelmente
embriagadas e mentalmente intoxicadas pela discriminação notada dentro do mesmo
credo denominacional e confessante de mesma fé. Pessoas visivelmente
embriagadas pela intoxicação mental dos medos, das desconfianças
injustificadas, ilusórias e pressupostas, da ausência, ou pobreza, de
inteligência, tato e tinos. Pessoas intoxicadas pelos anseios, pela
religiosidade, pelas ameaças contextuais e pelos cuidados mesquinhos.
Pessoas visivelmente
embriagadas e mentalmente intoxicadas por vontades artificiais, pela
momentaneidade ilusória e passageira, por desejos medíocres, repudiáveis,
desconexos e ofensivos à doutrina cristã. Geralmente o ébrio não percebe os
seus sensos completos e não nota a sua embriaguez. Os fariseus estavam tão
embriagados com a tradição e intoxicados mentalmente pela força do cumprimento
das Escrituras ao pé da letra que tendo-as em suas mãos não conseguiram
enxergar com o coração e com sensibilidade espiritual a presença do seu
esperado Messias em seu meio e a seu tempo.
A embriaguez ofende as
consciências fracas e destrói o testemunho cristão. O ébrio não percebe que seu
estado insensato e sua condição desequilibrada ofendem consciências ao seu
redor. Sobre os lastros da palavra “μεθύσκομαι” (methyskome), a
embriaguez, independente de sua forma e fonte, causa a “άσωτία” (asotía)
ruínas, contendas, dissoluções. Promove descréditos, leva a destemperos e a
vergonhas. Uma mente cristã intoxicada por qualquer coisa é levada a qualquer
tipo de embriaguez e à insensibilidade capazes de fazer o crente embriagado não
notar conscientemente que sua intemperança está sendo um veículo promotor de
escândalos, de repulsas, de ofensas e de impedimentos para que outras vidas não
se aproximem do Senhor Jesus e também nutram aversão contra os filhos do Reino de Deus.
Percebendo a força do
significado e da aplicação da expressão grega do texto original traduzida para
“não vos embriagueis...”, notamos a passagem bíblica em foco nos dizer
contextualmente em alto e bom som: “Não se embriaguem com coisa alguma!”; “não
continuem na embriaguez de coisa alguma!”, “deixem de se embriagar com coisas!”,
“resistam a qualquer embriaguez!”, “desistam, não insistam na embriaguez por
coisa alguma!”.
Toda embriaguez revela
a inabilidade para exercer o senso de equilíbrio, de auto-controle, de domínio
interior, sobre as coisas que nos envolvem ou circundam em nosso contexto. As
alegrias e euforias da embriaguez e seus resultados visíveis não se comparam
aos frutos dos júbilos e exultação produzidos pela plenitude (“πληρουσθε”)
(plerusthe)
no Espírito. A intensa alegria do coração e da mente deve ser legítima,
coerente, conveniente e capaz de produzir edificação em outros e de glorificar
ao Senhor nosso Deus.
PbGS
Termos e expressões
pesquisados de:
W.G.BLAIKIE
– “Ephesians”, Pulpit Commentary”.
C.R.ERDMAN
– “The Epistle of Paul to the Ephesians”.
C.VAUGHAN
– “Ephesians”.
W.HENDRIKSEN
– “Ephesians”.
Fritz
RIENECKER and Cleon ROGERS – “Linguistic Key to the Greek New Testament”.
Barbara
and Timothy FRIBERG – “Analytical Greek New Testament”.
A.T.LINCOLN
– “Ephesians: Word Biblical Commentary”.
ZONDERVAN
– “The Lexicon of the Greek New Testament”.
Marcadores:
equilíbrio,
sensatez,
sobriedade,
vigilância
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