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segunda-feira, 27 de maio de 2013
UMA FÓRMULA INSUPERÁVEL.
Uma fórmula
insuperável.
Apenas como nos
ensina a Bíblia Sagrada.
A palavra de ordem é ir por todo o mundo e pregar o Evangelho.
Isto implica naturalmente em crescimento e expansão do Reino de Deus entre os
homens. Nós semeamos e regamos, todavia é o Senhor nosso Deus quem dá o
crescimento e isto alcança expansão.
Ano após ano, quase sempre encontramos aqui e ali quem publique fórmulas
sugestivas sobre crescimento e expansão de igrejas. Há quem queira mostrar “segredos-mestres”
e existe quem seja aclamado mestre sobre tais “segredos” para o crescimento e
expansão de igrejas.
Por outro lado, gerações mais novas tentam introduzir teorias e
rudimentos humanos, adquiridos e apreciados dos ilustres bancos acadêmicos
seculares, como “chaves-mestras” que abrissem todas as portas para o crescimento e
expansão de igrejas. Visões que bem cabem nos corredores e salas de uma empresa secular, mas que no Reino de Deus apenas servem de excitação aos ouvidos.
E no afã de obterem sucessos relâmpagos, buscam fascinadamente celeiros
de novas e inusitadas “alavancas” para o crescimento e expansão de igrejas.
Vezes por outras reaparece e reacende a ênfase sobre os assuntos de crescimento
e expansão de igrejas. Crescer e expandir são dois resultados que por si mesmos
traduzem fatores para os quais não se deve jamais desaperceber.
Apesar de não se poder fechar os olhos para a realidade
existencial das facilidades contributivas a algumas áreas vividas na igreja,
ainda assim de pé prevalecem insuperavelmente os princípios bíblicos para o
crescimento e expansão de igrejas. Invocar fundamentos e aditivos seculares
como alavancas de crescimento e expansão de igrejas seria tentar assemelhar a
Noiva do Cordeiro a sindicatos, associações, empresas e agremiações humanos. Isso
pode até dar certo por um tempo, todavia nos outros que se seguirem, certamente
a descaracterização invade as portas e assumem assentos.
Em todos os tempos a igreja do Senhor Jesus enfrentou desafios
dos mais diversos que já nos aconteceram. Os dias de Pentecostes foram
majestosos e sobremaneira motivadores, entretanto depois deles vieram o
crescimento e a expansão da igreja do Senhor Jesus. E não obstante, com isso
também vieram como providência do Espírito de Deus os conselhos e princípios
insuperáveis que permanecem inabaláveis, governam e sustêm a essência de igreja
e predominam na mesma linha de testemunhos que de nossos primeiros pais recebemos.
E neste tempo de desgastes de alguns, anseios de outros,
excessos e desencontros de uma porção, vale relembrar esses conselhos e
princípios basilares para o legítimo e autêntico crescimento e expansão que
autenticam o nosso legado para gerações mais novas.
1 – Nos manter em oração.
Mt 9.36.
Lamentavelmente há mais gente ocupada de caneta, telefones e facilidades
espetaculares da eletrônica moderna nas mãos do que verdadeiramente envolvidas
e imbuídas na oração. Notavelmente e sem qualquer ranço de espírito crítico,
dificilmente se tem visto comportamentos oriundos de uma atitude de oração para
reconhecimentos de posição e tomadas de decisão.
Tem sido muito mais fácil, apreciável e revanchista, o aplicar o
congelamento, a depreciação, a expulsão e o banimento daqueles que ceiam e
comungam na mesma mesa, do que depender de Deus na oração para rever posições e
tomar decisões mais próprias e substancias da vida familiar entre os filhos do
Reino. Ainda norteia e predomina o conselho paulino de orar continuamente. 1Ts
5.17.
2 – Nos manter em vigilância. Mt 26.41;
Mc 13.33-37. Lamentavelmente e infelizmente há mais gente digladiando nas
arenas modernas decoradas pelo “layout”
ditatorial da ganância e da arrogância, do que propriamente se apercebendo da
multidão de testemunhas que nos rodeiam, nos expectam e nos espetam. Infelizmente
para algumas mentalidades, o vigiar se tornou em engenhosas cismas e malícias.
E enquanto as rusgas e rinhas são alimentadas pelo espírito da
emulação e pelas estratégias da rivalidade, o joio vem sendo sutilmente semeado
e as portas do inferno cativando, dividindo casas e aplaudindo o estabelecimento
do partidarismo quase que oculto em corações expressivos e influentes. A beca
continua gritando aos microfones, mas são os becos que parecem estar ditando,
governando e respondendo por trás dos balcões. Mas ainda norteia o conselho
joanino no olhar para nós mesmos. 2Jo 8.
3 – Primar pelos sinais e maravilhas. Mc
16.20. Lamentavelmente em várias tribunas e círculos se sente mais confortável,
contente e satisfeito com o espírito de presença numérica, de expectador e de
alegria momentânea, do que com uma entrega pessoal e comprometida com Mc
16.17-18. Em alguns lugares, parece estar sendo mais fácil nadar na terapia da
distração do que propriamente mergulhar no oceano do Espírito.
Sou de uma geração, com cujos mestres aprendi legados de nossos
primeiros pais. Sou de uma geração cuja pauta e prática não ditam e nem
declaram ordens e coações de sinais e maravilhas para Deus. Os mestres de minha
geração não ensinaram a duvidar de milagres, sinais e maravilhas feitos pelo
Senhor Jesus, e questiona-los muito menos. Ainda que certas gentes queiram
semear dúvidas sobre algumas passagens das Escrituras, ainda continuamos vendo
e testemunhando sinais e maravilhas no seio dos filhos do Eterno Deus.
4 – Nos manter em mobilização. At 2.
Lamentavelmente em alguns lugares essa ênfase vem recaindo e se acomodando nos
movimentos confinados e conformados nas quatro paredes dos templos. Mobilização
é um dos assuntos que mais tem sido desviado de sua rota original. Se mobilizar, em alguns arraiais cristãos tem assumido conceitos que por vezes entram em
conflito com a missão precípua da igreja militante do Senhor Jesus.
Louvo a Deus por inúmeros corações que permanecem firmes,
motivados e impelidos pelo Ide do Mestre e pelo fervor do Espírito realizando
apaixonadamente trabalhos e esforços notoriamente evangelizantes e outros
substancialmente formativos. Definitivamente o defender bandeiras e o euforizar
divisas não conferem essência e nem consistência para crescimento e expansão reais,
legítimos e verdadeiros da igreja do Senhor Jesus.
5 – Primar pela pregação rigorosamente bíblica.
At 8.35; 9.20. Lamentavelmente alguns corações parecem não compreender, ou
desconhecer, o significado, a essência e o propósito da pregação bíblica. A
pregação bíblica possui por sua natureza um conteúdo completo de ensino,
instrução, estímulo, que produzem edificação, consolação, exortação,
doutrinamento e motivação para nutrir e aperfeiçoar nossas convicções e passos
na vida cristã.
Pregação bíblica não é causar impactos de conteúdos que
enriquecem curiosidades insatisfeitas. Tampouco seria promoção de fumaças e
suores que duram apenas alguns minutos no ar e as lutas do dia seguinte abafam
as emoções e suprimem os estímulos promovidos do dia anterior.
6 – Nos posicionar como obreiros fiéis. 1Co
4.2. Lamentavelmente fidelidade está sendo vista como uma mercadoria objeto de
trocas e de trocos. Em alguns lugares exige-se fidelidade alheia, e esquece-se
dos vértices recíprocos da fidelidade, escusa-se das coordenadas horizontal e
vertical da fidelidade. Fidelidade não é matéria de barganha apoiadora e nem de
compra de brios. Fidelidade estimula a outros e atesta selo de comprometimento
com a legitimidade de crescimento e expansão.
7 – Manter o espírito combativo. 2Tm 2.5;
Ef 6.12. Lamentavelmente neste tempo do fim parece que algumas mentalidades se
investem em arregimentação para combaterem entre si mesmas. Nossa visão de
combate é direcionada contra os principados e hostes espirituais da maldade, e
fortalecidos no Senhor na força do Seu poder, seguimos adiante sendo úteis com
nossas ferramentas para o crescimento e expansão da obra do Senhor Jesus. É no
bom combate que seguimos nossa carreira até o fim.
Assim sendo, apesar de todas as boas vontades, os anelos dos
caprichos, a busca de melhorias e aperfeiçoamento através de ferramentas de
elaboração administrativa, ainda permanece de pé e insuperáveis os conselhos
sábios daqueles que os receberam do nosso Mestre e Senhor Jesus. Ainda
prevalecem os princípios do Reino de Deus na entre nós.
Nós como igreja e Noiva do Senhor Jesus, não somos de forma
alguma um sindicato. Não recebemos o espírito de associação e nem de agremiação
alguma. Nossa vida e labor não são de uma empresa humana, ainda que em alguns
aspectos possa humanamente parecer. Temos uma identidade espiritual. Somos um
organismo espiritual, vivo. Somos um corpo – o corpo de Cristo!
Não podemos nos deixar ser enganados por bagatelas e barganhas
de supostos segredos para crescimento e expansão de igrejas. Supostos segredos
promovem afogamentos nas praias da arrogância, da soberba e do partidarismo. Atolam
corações no pântano da vergonha e da ganância. Conduzem a brigas por tudo e a perdas
por nada. Erigem incrementos e desmoronam mentalidades para o jogo de
interesses estranhos ao Reino. Fomentam e auxiliam conluios do corporativismo feio,
amordaçador e intimidador.
Não podemos nos deixar ser enganados e iludidos por tipos de
“segredos-mestres” que mais se adequam a uma palhoça dividida por interesses do
inferno do que a uma casa unida e coesa na manutenção dos conselhos e
princípios da Casa do Pai.
PbGS
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sábado, 23 de junho de 2012
E NÃO VOS EMBRIAGUEIS...
E NÃO VOS EMBRIAGUEIS...
Ef 5.18 – “E não vos embriagueis...”
Que o apóstolo Paulo
quis dizer aos crentes efésios com a expressão: “E não vos embriagueis...”? E o
que os detalhes contidos no mesmo texto quer dizer por extensão a todos os
crentes em todos os tempos e em todo o mundo? O texto orientador de Ef 5.18, em continuidade ao seu
contexto anterior e mantendo a mesma linha continuativa argumentativa para o
seu posterior, traz uma viva e forte recomendação intemporal: “E não vos
embriagueis...”. E são exatamente alguns
dos seus detalhes que me proponho trazer.
O apóstolo Paulo
esteve por cerca de três anos na antiga cidade de Éfeso. Foi um período de
intenso trabalho e de grandes esforços. Foi uma temporada de poderosas
mensagens e legítimos ensinamentos tão marcantemente significativos que
conduziram a muitos se converterem ao Senhor e a abandonarem as práticas da
magia e a queimarem publicamente os seus compêndios de mágicas. At 19.19.
Paulo, por certo viu e
percebeu em Éfeso uma cidade profundamente religiosa, permeada de idolatrias,
mas também de desassossegos, de desesperanças e de misticismos. Éfeso foi um grande
centro comercial, político e religioso da Ásia Menor. Tão grande e famosa
quanto também tão insensível era diante da prática da vida de embriaguez entre
os seus cidadãos.
Anos depois, de dentro
dos recônditos de uma prisão em face do seu amor e serviço ao Senhor Jesus, do
cumprimento à sua chamada apostólica, de sua separação ao Evangelho, Paulo
escreve a linda e fervorosa Carta aos Efésios, de cujos 155 versículos do seu
texto, em cerca de sua metade possui a forte semelhança com a sua Carta aos
Colossenses.
Através da sua Carta
aos Efésios, Paulo trouxe a aqueles crentes a abrangente, prática, devocional e
doutrinal essência de revelações que muito servem de encorajamento,
fortalecimento e orientações para todos os demais crentes em Cristo de todas as
épocas e em todos os lugares. Nela, Paulo está disciplinando-os a enxergar os
contrastes da velha vida com a nova vida em Cristo.
Em contraste com o
desejo da embriaguez que reinava, permeava e campeava na antiga Éfeso, Paulo
estava trazendo aqueles crentes ao terreno da sobriedade e da sensatez acerca do engano que reside por trás desse desejo, através do texto de Ef 5.18. Uma
recomendação imperativamente forte, singular e própria, para frear, ou
descontinuar, a prática da embriaguez do vinho e, opostamente a esta, inspirar
os crentes em Cristo à buscarem se encher do Espírito do Senhor.
No texto grego
original ela está assim: “καί μή μεθύσκεσθε” (kai
me methyskesthe). O simples passar de vista sobre esse texto: “E não
vos embriagueis” estaria muito aquém do que a sua expressão e significados querem
dizer. Uma rápida e superficial olhada literal apenas na palavra “vinho” não
possibilita perceber as muitas implicações e aplicações do que o cerne da
expressão realmente quer dizer.
Primeiro, olhando para
a expressão “μή μεθύσκεσθε” (me methyskesthe), comecemos pelo termo
“μή”
(me).
Ele indica a proibição imperativa a um ato continuado, a proibição a um curso
de conduta. Ele significa imperativamente: “desista”, “deixe”, “não faça”,
“resista”, “não continue a fazer”.
Depois, em segundo,
concentremos nossa atenção na palavra grega “μεθύσκεσθε” (methyskesthe),
do verbo grego “μεθύσκομαι” (methyskome), e relativo a “μεθύσκο”
(methýskõ).
Esta palavra é tão mais abrangente do que a simples tradução registra. Quando apenas
a olhamos na sua forma literal (ao pé da letra), deixamos de alcançar a sua
aplicação original como era empregada no seu contexto histórico-cultural.
A expressão original “μεθύσκομαι”
(methyskome)
vai muito mais além, visto que ela por si somente era aplicada para dizer de todo tipo de
embriaguez, de todo tipo de intoxicação mental produzida por qualquer meio ou
fonte. Esta é uma expressão que não se refere, ou se prende, apenas e
diretamente a consumo exagerado de vinho. Por si, ela se refere à embriaguez, à inebriação,
propriamente dita. A embriaguez é um efeito da intoxicação.
A expressão variante “μεθύσκο”
(methýskõ),
independente do agente causador, implica em vias para o surgimento de excessos,
corrupção, devassidão, libertinagem, desenfreamento, perda de equilíbrio, de
auto-controle e do bom senso. Implica em provocações de confusão, de desafinamento
e de contendas.
Os melhores
dicionários definem a embriaguez como “um
estado de excitação e descoordenação acompanhado de obscurecimento da
consciência”. Um efeito causado por algum fator gerador da intoxicação.
Estar embriagado é a mesma coisa que estar com a mente intoxicada, independente
de qual seja o agente causador da embriaguez.
Toda intoxicação é
proibida nas Escrituras Sagradas. Assim também num antigo escrito judeu comum,
o “The Testament of Judah”, (chapter fourteen), está escrito que “a embriaguez
impede a mente de perceber a verdade. A embriaguez se faz um elemento
inspirador da luxúria. A embriaguez lidera a visão ao erro”.
Entre os cidadãos
efésios, a embriaguez era uma idéia dionisíaca cuja finalidade era através dela
pressupostamente buscar a comunhão mística com o mundo espiritual e a tentativa
de estabelecer relacionamento desinibido para orgias. A embriaguez também era um
ato de honrar ao deus Baco (deus do vinho, da ebriedade, dos excessos) e adorar
o deus Dionísio.
Em Éfeso, os adeptos
da embriaguez do vinho acreditavam que era através da alegria produzida por ela
que conseguiriam desinibidamente penetrar na plenitude espiritual e assim
achavam que alcançariam experiências místicas e visionárias. Seguiam suas vidas
como ébrios dependentes da embriaguez e aprisionados pela força das tentações
convidativas dos “bacanais” (uma mistura de culto e orgias regados pelo consumo
de vinho).
Identificando diferenças, tanto a alegria
produzida pela embriaguez do vinho, como a exultação em plenitude no
Espírito são evidenciadas. A alegria da embriaguez do vinho é apenas uma euforia temporária e
revela a falta de bom senso, conduz à intemperança, leva à dissolução, arrasta
para contendas, e leva à ruína. Entretanto, a exultação em plenitude no
Espírito leva à verdadeira e legítima alegria, inspira à expressão de gratidão
e louvor, produz edificação, impede a grosseria, a arrogância, o gigantismo da opinião egoísta.
O foco do significado
e aplicação da expressão de Ef 5.18, “E não vos embriagueis...”, ao nosso
contexto, nos aguça a perceber as multiformes fontes de embriaguez e os seus
tipos ocorrentes em nossos dias. Apesar de gramaticalmente o verbo no texto
estar no modo imperativo, na voz passiva e no tempo presente, a aplicação da
palavra “μεθύσκομαι” (methyskome) é intemporal e
onidirecional.
Vivemos num tempo onde
muitos crentes em Cristo estão seguindo o continuado curso de algum tipo de embriaguez
produzida por diversificadas fontes incentivadoras que lhes arrastam a
despertar falsas imitações, a perniciosos motivos e a propósitos estranhos à
visão do Evangelho de Cristo e na contra-mão da vida de sobriedade no Reino de
Deus.
Há correntemente
vários tipos de embriaguez causada pela intoxicação mental. A intoxicação
surgida da fama, a provocada pelo nome, a nutrida pela posição, a produzida
pelo status, a alimentada por privilégios e honrarias humanos, a despertada pelas
concorrências e obtenções. Enfim, existe muita gente embriagada, de mente
intoxicada, no meio evangélico de nosso tempo.
Pessoas visivelmente
embriagadas, mentalmente intoxicadas, cujos efeitos e sintomas são notados muito
mais além do que a fala expressa e do que as suas obras podem declarar. Pessoas
notoriamente embriagadas pela intoxicação mental da soberba, da arrogância, da
ganância, da avareza, do orgulho, do falso zelo oportunista, da libertinagem
permissiva e desenfreada. Pessoas embriagadas pela intoxicação mental provocada
pelo falso e ilusório senso de conservadorismos pretextos e desafinados diante
dos ensinamentos das Escrituras e do crescente desafio dos tempos e das épocas.
Pessoas visivelmente
embriagadas e mentalmente intoxicadas pela discriminação notada dentro do mesmo
credo denominacional e confessante de mesma fé. Pessoas visivelmente
embriagadas pela intoxicação mental dos medos, das desconfianças
injustificadas, ilusórias e pressupostas, da ausência, ou pobreza, de
inteligência, tato e tinos. Pessoas intoxicadas pelos anseios, pela
religiosidade, pelas ameaças contextuais e pelos cuidados mesquinhos.
Pessoas visivelmente
embriagadas e mentalmente intoxicadas por vontades artificiais, pela
momentaneidade ilusória e passageira, por desejos medíocres, repudiáveis,
desconexos e ofensivos à doutrina cristã. Geralmente o ébrio não percebe os
seus sensos completos e não nota a sua embriaguez. Os fariseus estavam tão
embriagados com a tradição e intoxicados mentalmente pela força do cumprimento
das Escrituras ao pé da letra que tendo-as em suas mãos não conseguiram
enxergar com o coração e com sensibilidade espiritual a presença do seu
esperado Messias em seu meio e a seu tempo.
A embriaguez ofende as
consciências fracas e destrói o testemunho cristão. O ébrio não percebe que seu
estado insensato e sua condição desequilibrada ofendem consciências ao seu
redor. Sobre os lastros da palavra “μεθύσκομαι” (methyskome), a
embriaguez, independente de sua forma e fonte, causa a “άσωτία” (asotía)
ruínas, contendas, dissoluções. Promove descréditos, leva a destemperos e a
vergonhas. Uma mente cristã intoxicada por qualquer coisa é levada a qualquer
tipo de embriaguez e à insensibilidade capazes de fazer o crente embriagado não
notar conscientemente que sua intemperança está sendo um veículo promotor de
escândalos, de repulsas, de ofensas e de impedimentos para que outras vidas não
se aproximem do Senhor Jesus e também nutram aversão contra os filhos do Reino de Deus.
Percebendo a força do
significado e da aplicação da expressão grega do texto original traduzida para
“não vos embriagueis...”, notamos a passagem bíblica em foco nos dizer
contextualmente em alto e bom som: “Não se embriaguem com coisa alguma!”; “não
continuem na embriaguez de coisa alguma!”, “deixem de se embriagar com coisas!”,
“resistam a qualquer embriaguez!”, “desistam, não insistam na embriaguez por
coisa alguma!”.
Toda embriaguez revela
a inabilidade para exercer o senso de equilíbrio, de auto-controle, de domínio
interior, sobre as coisas que nos envolvem ou circundam em nosso contexto. As
alegrias e euforias da embriaguez e seus resultados visíveis não se comparam
aos frutos dos júbilos e exultação produzidos pela plenitude (“πληρουσθε”)
(plerusthe)
no Espírito. A intensa alegria do coração e da mente deve ser legítima,
coerente, conveniente e capaz de produzir edificação em outros e de glorificar
ao Senhor nosso Deus.
PbGS
Termos e expressões
pesquisados de:
W.G.BLAIKIE
– “Ephesians”, Pulpit Commentary”.
C.R.ERDMAN
– “The Epistle of Paul to the Ephesians”.
C.VAUGHAN
– “Ephesians”.
W.HENDRIKSEN
– “Ephesians”.
Fritz
RIENECKER and Cleon ROGERS – “Linguistic Key to the Greek New Testament”.
Barbara
and Timothy FRIBERG – “Analytical Greek New Testament”.
A.T.LINCOLN
– “Ephesians: Word Biblical Commentary”.
ZONDERVAN
– “The Lexicon of the Greek New Testament”.
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vigilância
terça-feira, 3 de abril de 2012
"PORÉM": todos têm, mas veja o seu.
“PORÉM”:
Todos têm um, mas cada um veja o seu.
“Porém” é uma palavra que imprime superior atenção a tudo que lhe está anteposto e posposto. Conduz o foco mais para sobre o que lhe sucede do que propriamente ao que lhe antecede. “Porém” é também uma palavra que possui a força de apagar tudo que lhe é dito antes e salientar o que lhe vem depois.
“Porém” é uma palavra que consubstancia maior valor e confere ênfase em uma coisa do que sobre outra. Nem todas as pessoas conseguem captar o real significado de um “porém”, assim como também nem todas conseguem aplicá-lo com exatidão e com a devida e adequada propriedade.
Há pessoas que escondem-se por trás de um “porém”, a fim de fugir dos seus “porque”. Algumas vivem sufocadas no poço de suas interrogações. Outras, sucumbidas no fosso de seus “talvez”. Algumas se submetem a assassinar seus próprios sonhos e matar planos, por inconfessadamente temerem os ressentimentos e imposições dos “porém” alheios sobre os seus próprios “porém”.
“Porém” é uma palavra adversativa, e quase sempre que a ouvimos num relance intuitivo, inicialmente temos a tendência de interpretar que ela buscaria apenas infundir a idéia de contrariedade, de oposição. De tirar o valor de sobre algo para colocá-lo em outro.
“Porém” é uma palavra que não possui antônimos, apesar de ter sinônimos e viabilizar a possibilidade de sua substituição por expressões de suas similaridades. Busque conhecer os bons “porém”, contudo jamais ignore os “porém” que podem lhe atrapalhar, lhe travar, ou lhe fazer presa dos caprichos e manipulações de outrem.
“Porém” é uma palavra que pode imprimir valores negativos, mas também pode muito bem enaltecer valores positivos. Há pessoas que possuem o seu foco perito e tendencioso a apenas enxergar o “porém” negativo, e existem pessoas que logram sucesso em se deter no “porém” positivo sem se deixarem ser levadas aos entraves do negativo.
“Porém” é uma palavra que pode iludir, ofuscar, as relações de causa e efeito, ou produzir distorções de visão sobre algo. Ela tanto pode esconder realidades como pode declarar objeções. Cuidado quando seguir os “porém” que lhe ensinam, visto que eles podem estar desafinados da realidade cristã ou ser preconcebidos de “porém” estratificados, supostos ou imaginários.
“Porém” é uma palavra que possui o poder de levar uma pessoa a fazer avaliação de seus procedimentos, de seus propósitos, de suas prioridades e do emprego e aplicação de seus critérios. Um “porém” corretamente e bem avaliado pode levar ao aperfeiçoamento promissor, e um “porém” mal intencionado pode causar prejuízo e remorso.
Todas as pessoas possuem cada uma o seu “porém”. Mas nem todas as pessoas podem ou sabem ser equilibradas diante de um “porém” alheio. Há pessoas que tentam quebrar, ou denegrir, ou depreciar, os “porém” alheios, e existem pessoas que jamais aprenderam a lidar, ou dirigir, ou disciplinar os seus próprios “porém”.
Na verdade, nenhum de nós conseguiria viver sem um “porém”. Contudo certamente ficaríamos exaustos e desencorajados se vivêssemos uma vida arrastada e aprisionada pelas correntes de muitos “porém”. Há “porém” alegres e alavancadores, e existem “porém” tristes e desalentadores.
Na Bíblia Sagrada estão exaustivamente registrados muitos “porém”. Cada um deles é apresentado numa situação, e em cada uma destas encontramos um propósito. Os “porém” registrados no Livro de Deus servem para nos declarar que temos sempre, e pelo menos, um “porém” em nossa vida, e precisamos além de identificá-lo aprendermos com ele, ou através deles, se muitos houver.
O corajoso general sírio Naamã era um homem prezado e respeitado pelos seus superiores. A Bíblia diz que por ele o Senhor deu vitórias às forças do exército de sua nação. Naamã, garboso e bem fardado, em cujos ombros repousavam suas platinas e lauréis que lhe distinguiam diante das tropas e honravam o poder de mando dos seus superiores hierárquicos e era fator de orgulho para o seu povo. Apesar de tudo isso, aquele Naamã tinha o seu “porém”. 2Re 5.1-19 (ARC)
Apesar de toda a investidura de sua autoridade e da elegância de sua farda e de sua honra e reconhecimentos recebidos, Naamã tinha o seu “porém”. Há “porém” que atormentam e existem “porém” que incomodam, que ferem, que dão sinal de limitações e de impossibilidades.
O respeitado general sírio Naamã possuía e gozava de muitos valores reais, objetivos e subjetivos, mas tinha o seu “porém” que um dia chamou a atenção no interior de sua residência. Chegou o dia de Naamã ter o seu “porém” trazido às vistas observadoras e às vias de reparos e cessação. A lepra que tomava o seu adestrado corpo fazia parte do seu “porém”.
Aquele “porém” do general não poderia ser extirpado segundo a sua concepção. Era grande demais para ser curado pelos impotentes deuses ou limitados favores no território do paganismo da antiga Síria. Foi um “porém” que precisou deixar as suas ocupações rotineiras, depender das recomendações de uma carta-passaporte e atravessar fronteiras. Foi um “porém” quase não tratado em razão de seu preconceito posicional e de sua arrogância e falta de humildade. Foi um “porém” cuja avaliação não cobria qualquer preço material. Foi um “porém” que lhe exigiu reverência e fé. Foi um “porém” que por pouco quase deixou de reconhecer um profeta e desmerecer a palavra definitiva e certeira que saiu da boca deste.
Nem todos gostam de ouvir dos seus “porém”, todavia às vezes, ouvir sobre os nossos “porém” e atender ao que precisamos fazer com eles pode nos levar a novos caminhos promissores. Há pessoas que se perderam em atalhos vãos e inúteis porque passaram todo o tempo resistindo, ou reagindo, ou se conformando, aos seus “porém”. Há pessoas que tiveram a oportunidade de terem alguns dos seus “porém” resolvidos ou extirpados, mas se fizeram gigantescamente grandes até que a perderam. Jamais deixe de ouvir e examinar os seus “porém”.
O profeta canônico Habacuque viveu um período de sérias dificuldades no meio do seu povo. A frieza espiritual aliada à depravação moral e conjunta com a mornidão irreverente e impiedosa por parte do seu povo estavam causando sérias perturbações. Um panorama de total e completa desconsideração e ausência de arrependimento entre o seu povo. O prenúncio de um juízo estava apontando e levando o seu povo aos sítios da ruína e da escassez. Hc 3.17-19
Para o profeta-filósofo Habacuque, em meio ao panorama vivenciado, ainda que houvesse falta, ausência, escassez, o “porém” de sua fé expressa lhe levaria ao terreno da alegria no Senhor, o Deus da Salvação. Viesse o que viesse sobre o que estava ao seu redor, o seu “porém” não lhe permitia ser levado ao desequilíbrio ou contaminado pela visão descomprometida dos outros.
Em meio às lutas e as suas guerras, nem todos possuem a firmeza de manter o “porém” expresso da fé confiante no Deus da Salvação. Há pessoas que mentalmente sabem que Deus é fiel e verdadeiro, todavia não possuem no seu íntimo a firmeza de convicção suficiente para não abrir mão do seu “porém” de fé expressa quando se deixam ser levadas pelas vistas dos olhos naturais. A alegria rejubilante fazia parte do “porém” de Habacuque.
O dedicado chefe de cobradores de impostos, Zaqueu, era bem sucedido nas suas áreas de atuação. E naquele tempo, a cobrança de imposto em favor do poder dominante conferia posição e status ao funcionário do império. Zaqueu não era apenas um cobrador andante, um ambulante de cobranças de porta em porta. Apesar de não ser bem visto pelos populares, Zaqueu era um chefe de cobradores, e isto nos diz que ele por ser maioral gozava de certo respeito na ponta de entrada da administração das finanças do império romano. Lc 19.1-10
O chefe alfandegário Zaqueu tinha no seu íntimo uma curiosidade ímpar ainda não satisfeita. E foi exatamente por ela que o seu “porém” veio a ser conhecido por todos os leitores amantes do Novo Testamento. Zaqueu parecia ter consideravelmente tudo, mas o que lhe faltava para completar o seu tudo ainda estava por vir. Após breves passos de uma rápida corrida para conhecer o Mestre Nazareno que passava de entrada em Jericó, o seu “porém” veio a lume. A sua estatura pequena fazia parte do seu “porém”. O “porém” do Zaqueu levou-lhe a satisfazer a sua curiosidade, o dirigiu a que fosse eliminada a sua ignorância sobre o homem chamado Jesus e o fez ouvir a declaração da verdade sobre si – Zaqueu também é um filho de Abraão -.
Ministros de algumas das antigas igrejas da Ásia, citadas nos três primeiros capítulos do Livro de Apocalipse, tinham cada um “porém”. Eram “porém” diferentes, mas todos de igual modo se fizeram alvos do mesmo foco observador.
O ministro principal da igreja em Éfeso possuía um currículo exemplar de obras e trabalhos perseverantes aliado à sua capacidade de suportar provações. Mas tinha um “porém” que fez com que o Senhor declarasse ter algo contra ele, apesar de toda obra e trabalho que fazia. Nenhuma obra ou trabalho que empreendamos, assim como toda a nossa capacidade suportar aflições e provações poderiam substituir a força de manutenção do nosso primeiro amor ao Senhor Jesus. Um bom e oportuno convite a lembranças pode despertar arrependimentos e retomadas de rumos. Ap 2.1-5
O ministro oficial da igreja em Pérgamo possuía um histórico de firmeza e afirmação de fé somado ao seu zelo conservador. Mas carregava consigo alguns “porém” que fizeram com que o Senhor tivesse algumas coisas contra ele. Apesar de se mostrar lampejos de fidelidade e estar domiciliado nas cercanias do trono de Satanás, aquele ministro permitia que debaixo de suas rédeas fossem sustentadas as ministrações de heresias, falsos ensinamentos, promotores de confusão espiritual e indecência moral, com o fim de lograr interesses materiais. Ap 2.13-16
Aquele ministro não foi capaz de conter a infiltração e coibir o alastramento das doutrinas gnosticistas libertinas, e possibilitou indiretamente o oferecimento e consumo de oferendas idólatras, assim como se fez permissionário da prática da prostituição na igreja sob sua liderança e cuidados. Há pessoas cujos “porém” cedentes podem atrapalhar e causar sérios danos à vida de outras que com elas se coadunam. É preciso ter muito cuidado contra os “porém” ambienciais com feições carismáticas.
O ministro responsável pela igreja de Tiatira possuía um currículo expressivo de caridade, fé, obras crescentes, trabalhos perseverantes. Mas apesar de tudo isso, aquele ministro possuía o seu “porém”. E foi aquele “porém” que fez com que o Senhor declarasse ter algo contra ele. Aquele ministro era um agente de tolerâncias a que a igreja sob seus cuidados fosse ensinada e seduzida para a prostituição e para a adoração a deuses estranhos dentro de seus próprios termos. Ap 2.19-23
Aquele ministro chegou a apoiar a extorsão materialista com fachada de espiritualismo que tinha o pretexto de atender aos desejos pessoais dos favorecidos tolerados. O mundo materialista e as tentações dele eram imponentes e exerciam influência naquela região. É preciso conservar e guardar o que temos para que não sejamos vitimados pelas malhas das falsas tolerâncias e das permissividades.
Assim, pode ser visto que existe pelo menos um “porém”, mas cada um veja o seu. Há pessoas que possuem mais de um e existem pessoas que tendo muitos “porém” somente concentram o seu olhar e se atrapalham e se travam em um porém de alguém. Jamais podemos deixar que certos “porém” sejam infiltrados no meio dos rebanhos do Senhor. Os “porém” são possíveis existir, mas nunca devemos fechar os olhos e fazer vistas grossas a “porém” permissivos e destruidores, por mais classicista ou carismaticamente politizados que se apresentem.
Nenhum “porém” seja desprezado e não revisto. Todos os “porém” se façam objetos de apreciação, visto que nenhum deles ficará sem a sua devida e merecida recompensa. Busquemos, pois, nos ancorar a “porém” que não seja objeto de contrariedade para com o Senhor. Que nenhum dos nossos “porém” venha ser causa de tropeço a outrem. Que nenhum dos nossos “porém” se torne em falseio e pretensões oportunistas. Procuremos tratar dos “porém” antes que chegue o dia de ouvir o esperado grito da meia-noite.
Que o Senhor nosso Deus, ao olhar o “porém” de cada um, não tenha coisa alguma contra os nossos “porém”.
VOCÊ JÁ VIU O SEU “PORÉM” HOJE?
Aproveite para revê-lo e apresentá-lo ao Mestre Jesus!
PbGS
NOTA:
Este artigo contém algumas partes da mensagem gravada, que preguei na última quinzena do mês passado na abertura do 10º Aniversário do Conjunto de Homens da IEAD, Imigrante-ES. O tema daquela linda festividade foi “Tu, porém, foge destas coisas.” 1Tm 6.11.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
QUEM UM DIA VIRIA A DIZER?
QUEM UM DIA VIRIA A DIZER?
Ap 2.4-5 – “Se não te arrependeres...”
Dezesseis pontos incisivos para neles fazer a igreja evangélica refletir. Apenas uma voz entre as muitas outras...
1- Quem um dia viria a dizer que hoje estás desmerecendo os teus profetas, louvadores e tangedores dos teus altares? E por tua causa, em seus lugares tens elegido faladores, palradores e tagarelas, cantadores, exibicionistas e encantadores para “alegrarem” os teus cultos a ti mesma e promoverem as tuas logomarcas. Por esta causa, estás deveras sendo saqueada e empobrecida, posto que a originalidade das tuas riquezas está sendo saqueada por interesses escusos e teus talentos sendo minados e levados pelos impérios do mundo para satisfazer os focos dos holofotes e abrilhantar o vídeo das câmeras.
2- Quem um dia viria a dizer que hoje em alguns dos teus altares os sacrifícios estão recebendo o requintado e fino toque das cinzas e aplausos carnavalescos, assim como os embalos de boates. E os serviços de adoração oferecendo o aroma do incenso santo misturado com o fogo estranho para cativarem e fazerem apenas prosélitos, e não discípulos do Mestre? Um dia os sacrifícios e serviços que andaram juntos e pertinentes à Palavra de Deus e ao temor, fortalecendo e alegrando os muitos bons e sinceros corações dos filhos do Reino, estão agora sendo colocados na mesa do divórcio e sendo levados ao casamento com as alegorias dos espetáculos do mundo.
3- Quem um dia viria a dizer que hoje estás te aliando aos poderes e poderosos do mundo e neles tens depositado toda a tua confiança e se curvado aos seus modos, editos e ditames? Por tua causa, os valores fundamentais e basilares da fé e da legítima comunhão estão sendo postos de lado, depreciados, desmerecidos e desacreditados. Um dia já fostes mais firme e convicta diante das feras nas arenas e diante dos algozes nas masmorras. Um dia já fostes mais zelosa e mantenedora dos teus princípios e da tua verdadeira identidade. Diante dos teus olhos, já vistes as portas dos cárceres serem abertas e carcereiro se converter à mensagem que a te está confiada.
4- Quem um dia viria a dizer que hoje teus idosos e jovens estão discursando como os destros oradores dos reis da Terra e como os eloqüentes anunciadores dos palácios imperiais? Lamentavelmente, hoje num isolado número de novas falas habilidosas nos teus púlpitos apresentam palavras desnudas da unção tocante, despidas do poder demonstrado e de rasas aplicações pouco ou nada convincentes. Quem um dia viria a dizer que estás sonolenta e sendo adormecida em enganos e fantasias por estares perdendo a visão do “kerigma” inseparável do “martírion”?
5- Quem um dia viria a dizer que hoje estás te enchendo do ouro e te estribando da prata? Em contrapartida, tens esquecido as fortes e impressas lições da púrpura, tens desconsiderado o carmesim e pouco se interessado pela essência da lavagem pela água e do poder pelo mover do autêntico e legítimo fogo. Por causa da tua confiança extrema no ouro e na prata, já desvias o teu coração da direção oferecida pelo teu Senhor e te destinas na intenção dos teus próprios e caprichados planos. As pimentas, os pepinos e os melões do Egito querem atrair os teus olhos e te manter cativa no cativeiro para que não saias a oferecer o teu culto livre ao Senhor teu Deus.
6- Quem um dia viria a dizer que hoje pela tua impaciência e inobservância, estás optando por deixares de ser guiada pelo Espírito nas tuas decisões? Visto que não tens aprendido com os tropeços e desacertos das sortes sobre alguns, tens insistido em confiar unilateralmente, e deixar ser dirigida, pela força limitada da tua inteligência, do teu braço de carne, da tua influência e da tua engenhosidade. Por esta causa, tuas fórmulas e incrementos fazem com que deixes de realizar o que deverias e te arrefeceres no que poderias.
7- Quem um dia viria a dizer que hoje em alguns termos de ti o amor que está sendo praticado está por muitos sendo visto e assemelhado ao amor de prostituição? Neles fala-se o que se faz apenas para atrair atenções e conseguir o que se quer. Nem mesmo os mercantes e mercadores estão dispostos a te afiançarem. E por causa de alguns em teu seio as portas dos mercados estão te rejeitando crédito nos seus balcões.
8- Quem um dia viria a dizer que hoje por causa dos desmandos, abusos e descasos de alguns ministros teus, os impérios do mundo estão querendo tragar e sobrepor as tuas virtudes? E pondo enfeites nos teus talentos, querem te levar a palcos e picadeiros para te transformar em circo de espetáculos religiosos, te resumirem a espaços culturais e te confinarem em museus históricos. Querem fazer do teu histórico apenas peças teatrais, riquezas literárias e relíquias de memórias, para que te esfries e cesses o teu anúncio contra o pecado e o teu esforço para restauração e edificação de vidas.
9- Quem um dia viria a dizer que hoje teus discursos estão ganhado artifícios rebuscados? Vejas se tu percebes que estão alguns entre os teus querendo mudar a essência e o propósito da mensagem cristã da Salvação que deverias ser mestra no seu anúncio e poderosa na sua demonstração. Busques abrir teus olhos ainda enquanto caminhas acordada e com azeite nas tuas lâmpadas, porquanto é chegada a alta hora da escuridão e o cansaço com ela vem sobre todos.
10- Quem um dia viria a dizer que hoje ministros do teu seio se perdendo da vocação, estão sendo atraídos pelas aparentes vantagens seculares e mergulhando nas águas da hipocrisia, se tornam destros na arte do engano e habilidosos na indústria de promessas? Por esta causa, alguns se aplicam na visão de seus próprios interesses e caprichos. E para conquistá-los e atingi-los, com isso se fazem manipuladores de massas e influenciadores de idéias usando seus conservos como meios para com duplo sentido chegarem aos seus fins pessoais e particulares.
11- Quem um dia viria a dizer que hoje, por causa dos desmandos, abusos e descasos praticados no meio de ti, poucos querem te ouvir nas praças, nas esquinas e nas ruas? Por tua causa, já te sentes intimidada a mostrar a tua face às feras e aos cézares deste tempo. Para atraíres as multidões, já não precisas do Espírito na pregação em demonstração de poder e na manifestação de sinais e maravilhas do Seu mover. Para ires aos públicos já te deténs a depender única e inteiramente de mecanismos e arranjos artísticos complementares. Em lugar de poder salvador e regenerador, instalastes o apogeu e cedestes poltronas ao luxo.
12- Quem um dia viria a dizer que hoje estás correndo léguas, quilômetros, milhas e jardas para angariar primeiros, grandes, príncipes, poderosos, ricos e letrados, e não te comoves e nem te moves por milímetros, centímetros, metros e braças para aninhar debaixo de tuas asas últimos, pequenos, fracos, pobres e símplices? Por tua causa, os olhares de muitos estão aos poucos sendo tirados de sobre a manjedoura e colocados em admiração sobre os magos e seus presentes. A vil cédula e o vil metal estão te levando aos tribunais da Terra, te enchendo e nublando os olhos, inchando o teu coração e calando a tua boca.
13- Quem um dia viria a dizer que hoje tuas portas imponentes e sofisticadas estão sendo salpicadas pelo sangue inocente e pelas lágrimas dos desesperados de fora e dos decepcionados de dentro? Teus painéis estão acompanhando a evolução dos séculos e ganhando luz, cores, artes e fantasias, entretanto teus assentos estão sendo minados pelas contingências e futilidades passageiras. Por esta causa, a moldura dos conchavos e conluios que alguns em ti abrigam está enfraquecendo, desgastando e arruinando a estrutura dos teus concílios, levando teus ministros a avarezas, a precocemente aos leitos e à inutilidade física.
14- Quem um dia viria a dizer que hoje a humildade legítima de alguns dos teus ministros iria sofrer maus tratos até se tornar desertora? Que teu escudo de ouro um dia por ti mesmo viria a ser rejeitado e descrido por ti e assim substituído por ninharias de bronze e artifícios de latão? Que tua nobreza iria um dia ser posta à venda e a trocas, por tua causa. Que o sal de muitos dos teus encontra-se em fortes riscos de tornar-se insípido e a tua luz de se fazer em penumbras?
15- Quem um dia viria a dizer que hoje estás preferindo afagar os filhos do Reino dentro de tuas paredes, condicionando-os apenas aos nobres e extraordinários cultos alegres e fortalecedores, ao invés de também levá-los e exercitá-los a perceberem de perto o calor das praças, a presenciarem nos olhos as angústias das esquinas e a sentirem os desalentos, as dores e as perversidades das ruas?
16- Ah... Mas, enfim, em meio a tantos desmandos, descasos e abusos, também quem um dia deixaria de vir publicamente dizer em alta voz e em bom som a mensagem pregada pelos antigos que diz “arrependa-te e voltes ao teu primeiro amor”? Que lembres de onde caístes, que faças reparos, que converta-te e retomes o caminho de antes do qual tens te afastado. Que os teus ouvidos estejam prontos e possam ouvir, para que sejas de fato e com verdade um Reino de vencedores com legítima identidade de vencedores, e não um mega império de supostos e pretensos ídolos cobertos de pseudos-sucessos, jargões altruístas e auto-afirmações triunfalistas.
Se não te cuidares, a embriaguez de tua cegueira e o luxo do teu apogeu misturados à tua presunção te conduzirão à sensação de segurança até que te chegues à soleira das portas do iminente cativeiro e o grande rapto dos santos que estão na Terra e fiéis que estão em Cristo te surpreendam. Se não te cuidares, muitos que estão no teu meio ficarão desolados para trás no meio dos cães dentro do panorama das agonias, descasos e aflições profetizados sobre o mundo.
REFLITAMOS E TOMEMOS POSIÇÃO!
PbGS
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terça-feira, 1 de novembro de 2011
CONHECENDO O TEMPO.
CONHECENDO O TEMPO.
Um comentário reflexivo em Rm 13.11-14.
Existem muitas coisas e fatores na vida humana para os quais precisamos nos despertar a fim de então poder enxergá-los, e não obstante temos o dever de considerá-los, para que não venhamos a inutilizar ou até perder nossas realizações, ou ainda até a destruir a nós mesmos através do descaso a esses fatores, ou da falta de conhecimento deles.
Nossa vida natural na Terra está intrinsecamente enraizada, ligada a esses fatores, e de certa forma sendo testemunha deles. E menosprezá-los seria fechar os olhos para o óbvio, seria perder o rumo da vontade de Deus e para os Seus propósitos, seria perder o tato perceptivo sobre cada panorama e seus contextos.
Deixar de reconhecer esses fatores seria despencar na desconexão de nossa história e desafinar tinos quanto a caminhos inteligentes, promissores e ao mesmo tempo espirituais. Deixar de perceber a realidade deles seria permitir trafegar nossos dias nos caminhos da ignorância, da negligência, do desleixo, do isolamento e da descontextualização.
Nesta oportunidade, trago aos caros e generosos leitores um desses fatores, a saber – o tempo -. E aqui preciso me referir especificamente ao fator tempo na dimensão espiritual sobre cada panorama e seus contextos. Convido, pois, a dirigir o olhar examinador e reflexivo nessa direção com base em Rm 13.11-14.
A Escritura Sagrada fala com propriedade sobre o tempo e sua alocação para cada ato nele. É preciso estar atentos a ele enquanto o calendário escorre os seus numerais. Não devemos jamais subestimar o fator tempo na dimensão espiritual olhando para nós mesmos sem visão de espectro, sob pena de com isso limitarmos e restringirmos a preeminência do anúncio do Evangelho da graça de Deus aos homens.
Conhecendo o tempo, é preciso saber como anunciar a “tessalonicenses”, mas também é necessário saber como fortalecer a “bereanos”. É preciso saber discernir o momento de singrar as grandes terras dos “macedônios”, todavia também se faz necessário não desprezar as oportunidades das terras “licaônicas”. É preciso saber como acessar os procônsules, entretanto também é necessário saber como repreender e rejeitar os magos encantadores.
Conhecendo o tempo, é preciso saber como chegar aos empreendedorismos das “Lídias”, mas também é necessário saber não desprezar a simplicidade das “Dorcas”. É preciso saber como lidar com os açoites das varas, porém é necessário também não deixar passar o momento do impacto aos muitos “carcereiros filipenses” pedintes de luz.
Conhecendo o tempo, é preciso e importante saber como anunciar aos grandes areópagos das terras “atenienses”, todavia é necessário saber como contribuir e cooperar nas definitivas e vitais decisões dos concílios. É preciso saber como manter em eminência aqueles que lideram legitimamente a construção dos muros, porém é necessário também não deixar de levar em contas aqueles que das mesmas forma e qualidade sabem como militarem a boa milícia da fé.
Conhecendo o tempo, é preciso saber como ser um “fazedor de tendas”, todavia também se faz necessário saber como apelar e acessar aos “césares”. É preciso saber como pregar nas “Jerusalém” e nas “Samaria”, mas também é muito necessário estar pronto para anunciar nas grandes “Roma”.
Conhecendo o tempo, é preciso saber receber os banhos de ungüentos e perfumes, os alaridos e as palmas nas entradas das fachadas e “outdoors”, entretanto também é necessário saber como enfrentar os “sinédrios”, os “Pilatos”, e como estar pronto para esses momentos.
Conhecendo o tempo, é preciso saber como manter a fidelidade ao Senhor Deus, e ao mesmo tempo conhecer as possibilidades das manobras e conluios motivados pelos caprichos e pela inveja furiosa dos sátrapas despeitados. É preciso saber como valorizar o “anel e títulos” conferidos pelos palácios, contudo também é preciso saber estar pronto para a possibilidade da fornalha. É preciso saber honrar aos reis, mas também é necessário conhecer e discernir o momento de não se dobrar aos fulgores de impérios e nem a estranhos editos.
Conhecendo o tempo, é preciso ter o senso, a certeza e a consciência dos efeitos e resultados das curas e milagres de restauração na vida de muitos coxos, porém é necessário saber como chegar diante dos sacerdotes e capitães dos templos para dar contas às respostas de revanchismos e levantes.
Conhecendo o tempo, é preciso notar a necessidade de despertamento de um tipo de sono que tem inertizado muito boas vontades e nublado muitas mentes. Um tipo de sono no qual enquanto dormita o foco da visão, obscurece as capacidades de exercício e aplicação do discernimento e da proficiência.
Um tipo de sono no qual dorme-se naturalmente acreditando que se está despertado espiritualmente. Enquanto isso o calendário passa e o fator tempo faz cobranças, desafia rumos, revela e aponta imprudências, sintomatiza deficiências, traz a lume imprevidências e imperícias.
Genericamente, o sono é um estado de repouso, inércia e moleza durante o qual o organismo entra em desaceleração do seu metabolismo e na suspensão parcial e temporária da consciência em relação ao contexto real. Um estado de relaxamento processado periodicamente.
Há vários tipos de sono, e nem todos conhecem os seus detalhes e nem para eles atentam. E para cada um deles a Escritura Sagrada emprega uma forma e figura diferentes de linguagem. Há o sono na área natural, objetiva, mas também existe o sono na área espiritual, subjetiva. Enquanto o sono natural é benéfico e necessário, por outro lado o sono espiritual é extremamente nocivo e terminantemente prejudicial em toda e qualquer circunstância.
O sono natural é um bem necessário dentro de seu limite e propriedade. Esse sono é tão bom e reparador enquanto for próprio e preciso. Mas, mesmo assim, ele pode oferecer oportunidade e espaço para o arqui-inimigo oportunista semear o seu joio no meio daquilo que com cuidado, esforço e dedicação foi plantado.
O sono espiritual é um estado perigoso, visto que assim como o natural, ele também mergulha o indivíduo na apatia, na frieza, na indolência, na perda de sentidos e noções dos contextos. Enquanto os homens dormem espiritualmente, o inimigo oportunista espreita e ronda buscando e montando suas investidas para enfraquecer bases, paralisar movimentos, inutilizar estratégias, aprisionar mentes, travar esforços e desviar projetos.
Assim como o natural, o sono espiritual pode também de certa forma afetar a alma e descalçar a razão, fazendo-lhes insensíveis e dormentes ao panorama e contextos. Assim como o sono natural, o espiritual pode levar à alienação ou à perda da noção do fator tempo. É muito possível e provável o tempo passar e não serem percebidos os detalhes de seus movimentos por alguém.
Ninguém jamais poderia descredenciar o tempo, desmerecê-lo, ignorá-lo. Quem tentou fazê-lo atropelou-se a si mesmo, foi tragado pelas próprias ignorâncias e caiu nos desmantelos da alienação, em grandes frustrações e profundos desalentos. Alguns destes se tornaram irreversíveis, visto que o calendário, o “cronos” e as capacidades físicas não voltam atrás.
O tempo é um período cuja duração se especifica. Ele possui e apresenta conjuntos de condições, sucessão de ocasiões. Ele oferece oportunidades propícias e próprias para cada momento e realização, assim como também oferece e marca a noção de posicionamento e localização cronológicos.
Alguns perdem tempo, e outros nele se perdem. Alguns ganham tempo, e outros com ele vencem. Alguns investem projetos e empreendimentos em torno do tempo, e outros dele lucram. Enfim, não se desconectar do tempo é sinal de espiritualidade, de inteligência, de perspicácia, de investimento, de ganhos e lucros.
Interpretar o tempo é uma ocupação desafiante, e apenas conhecê-lo teoricamente não basta. É preciso avançar a visão à frente por alguns quilômetros, antes de percorrê-los. É preciso perceber contextos algumas jardas além, antes de navegá-las. É preciso conhecer e identificar as épocas, para saber se mover nelas e dentro delas empreender. E isto nada tem em relação à adivinhação. Isto é sabedoria, perspicácia, inteligência, proficiência, vigilância e espiritualidade.
É preciso saber semear, plantar, com a propriedade de hoje para que se tenha o que ceifar, colher, com as ferramentas próprias de amanhã. Quem não é humilde e sábio para conhecer o tempo, também não é pronto para enfrentar o modo próprio de viver, semear e ceifar nele.
É preciso saber o que se tem, para então se saber como isso adequar legitimamente dentro de cada tempo. Além de saber o que se tem, também é preciso saber lidar com isso, do contrário perde-se dos propósitos ou até fulmina-se a si mesmo na ineficácia do que se pretende ou na ineficiência do que se emprega. Cada tempo possui os seus requerimentos, e o despreparo desfoca a visão de empreendimento abrangente.
O tempo é um elemento despertador. Há tempo para cada despertamento. E cada despertamento tem as suas oportunidades. E cada oportunidade tem o seu tempo cronológico de acontecer. Existem aqueles que se despertam para o tempo, mas também há aqueles que ainda recebem o prêmio de serem despertados pelo tempo enquanto em tempo.
Uns despertam cedo, outros despertam tarde, e felizes são aqueles que se mantêm despertados por conhecer o seu tempo. Porém outros lamentavelmente dormiram no tempo e para eles o tempo em sua frente passou por se recusarem, ou não se permitirem, ser ao menos despertados por ele. Deixaram de efetuar a semeadura própria e por isso colhem a ceifa imprópria.
Dormir no tempo é um perigo que somente é percebido depois que se desperta para ele. Dormir no tempo é sinal de erros e perdas. Quem dorme no tempo perde rumos. Quem dorme no tempo perde-se na exeqüibilidade e descarrila-se da adequabilidade. Quem dorme no tempo fixa-se em padrões e é movido da essência. É deveras fácil se apegar a regras e padrões e distanciar-se da essência e da natureza.
Dormir no tempo é ver com os olhos determinados e dirigidos limitados apenas sobre padrões e regras, e perder-se na sensibilidade que deveria aplicar para perceber e identificar natureza e essência. Dormir no tempo é ver o Mestre Jesus de Nazaré com os olhos e não percebê-lo e não identificá-lo pela Sua natureza e essência do que Ele é e muito menos do que Ele fala e quer.
É muito fácil se estribar sobre as certezas escrituradas nos padrões e regras visualizados nos sinédrios e concílios e ao mesmo tempo, por dormir no tempo, ser acometido da cegueira em não enxergar natureza e essência da salvação esperada por eles.
Não foi vão o que o Senhor Jesus ensinou ao dizer “coais o pequeno mosquito, mas engolis o camelo” Mt 23.24 (KJV). O mosquito, considerado pelos religiosos da época como o menor ser vivo impuro. E o camelo o ser vivo impuro de maior tamanho. Os fariseus viram e observaram o tradicionalismo, entretanto perderam a noção do tempo, não enxergaram a natureza e a essência do esperado Messias tendo Ele no seu meio. Foram incapazes de verem além da bitola e dos limites.
Dormir no tempo é apenas ver com os olhos, porém não aprender com o íntimo sobre as coisas que nele acontecem e não apreender as lições que ele oferece. Uma das virtudes que o tempo ensina é a de esperar. O tempo coopera com o ensino e com a esperança. É preciso saber diferenciar entre esperar e dormir no tempo. Alguns dormem no tempo equivocadamente acreditando que estão em espera, e terminam por se perderem dos trilhos dormindo em pleno barulho do movimento das estações.
Dormir no tempo é permanecer estático e parado diante das demandas em todas as áreas da vida. O tempo ensina a se mobilizar adequadamente dentro de cada contexto. O desafio é se mobilizar dentro dos contextos sem perder a própria identidade, sem perder a própria essência e sem matizar a própria natureza. E mobilidade é uma capacidade requerida para aqueles que desejam concluir os anos de sua vida transitando pelas épocas sendo frutíferos, sem se desbotarem pelas influências, sem se desafinarem com as atualidades e sem serem absorvidos pelas conjunturas.
Feliz é aquele que aplica-se na mobilidade dentro dos contextos sem perder a sua identidade em face das demandas deles. Todos nós mudamos, e existem coisas nas quais precisamos ter a iniciativa de mudar, ou estar abertos a ser mudados. Do contrário, levantam-se muros e pederneiras, traceja-se linhas entrecortadas e descontínuas entre as gerações e estas perdem seus acessos entre si.
Entretanto, há coisas que são fundamentais e a vida está enraizada nelas. Afastar-se dos seus princípios seria divorciar-se da vontade de Deus expressa na Escritura Sagrada. Feliz é aquele que mobiliza-se no contexto sem perder as suas natureza, essência e identidade, por discernir com segurança os parâmetros de sua mobilidade atrelada a Escritura Sagrada.
Dormir no tempo é deixar de se preparar com as ferramentas próprias a cada contexto. Empregar ferramentas inadequadas é um péssimo sinal de inaptidão e dormência no tempo. Aplicar ferramentas impróprias a cada contexto é uma declaração de ignorância, imaturidade, inexatidão, imprudência e desordem. Cada tempo aponta para com quais ferramentas devemos e podemos trabalhar nele.
Existem ferramentas fixas e inamovíveis. Essas devem ser o elenco próprio e principal do cabedal de todas as ferramentas que possuímos, ou que estão disponibilizadas a nos favorecerem. A insegurança e a ignorância podem ser ferramentas sorrateiras que aprisionam quem não enxerga as ferramentas próprias que deve empregar para os seus contextos. Assim como o isolamento pode se transformar numa ferrenha e terrível ferramenta contra a nossa mobilidade.
Dormir no tempo é deixar de aprender a arte do governo. Governar em quaisquer âmbitos e contextos é um desafio, mas também é uma arte. Nem sempre o controle da formulação e da administração significam a totalidade do sentido de governo. Há entranhas e nuances que revelam novos assuntos e novas situações desafiantes à arte do governo.
Governar também depende da aprendizagem adquirida e desenvolvida de acordo com o tempo. Governar é uma arte que impõe compartilhamento e participação. Governo que se restringe a metodologias e se isola do tempo deixa de ser governo para ser qualquer outra coisa que se queira classificar ou denominar, menos governo. Governo depende primordialmente do Senhor Deus, competentemente de conhecimentos, naturalmente de ambientes e especificamente de pessoas.
Cada tempo e seus contextos acendem luzes a todos, e precisamos enxergá-las e conhecê-las bem; precisamos saber discerni-las apropriadamente e quais ferramentas podem ser aplicadas ou somadas para resultados eficazes que ofereçam lastros de estabilidade ao nosso governo. Jamais podemos estar dorminhocos, sonolentos, digressos, anestesiados, diante dos fortes fachos reclamantes do tempo e dos contextos.
Além dos recursos dos aconselhamentos bíblicos, um remédio para enfrentar os desafios do tempo e manter a marcha enquanto se preserva a identidade é principalmente não dormir no tempo. Não dormir no tempo é aproveitar todas e quaisquer pessoas que Deus mova e nos disponha, assim como todas as oportunidades que o tempo nos ofereça para anunciar a Salvação e promover a edificação.
Não dormir no tempo é perceber que agora nossa salvação está mais próxima do que quando começamos a crer. Não dormir no tempo é notar que a noite na dimensão espiritual está alta e passando ao seu final e que a manhã nessa dimensão está por acontecer inesperadamente pelo mundo. Para tanto, precisamos nos revestir do Senhor Jesus a cada dia.
Não dormir no tempo é com propriedade aplicar a célebre frase paulina “examinai tudo e retende o bem.” Fp 5.21 (ARC). É preciso examinar tudo e ficar apenas com o que é bom. Esse “bom” não tem qualquer conotação com relatividade, não é um “bom” na visão relativista. É um “bom” segundo a Palavra de Deus.
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