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sexta-feira, 8 de maio de 2015
A APARÊNCIA DO MAL.
A APARÊNCIA DO MAL
Abstende-vos
dela!
Na primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses, o apóstolo
conclui o seu último capítulo dando instruções aos crentes tessalonicenses, e que se fazem em exigências para
a vida comunitária normal e saudável da igreja do Senhor Jesus em todos os lugares.
É interessante perceber que esse capítulo trata a respeito da vigilância da
igreja para manter-se saudável, respeitada e virtuosa, tanto interna e mutuamente
pela sua comunidade de crentes como externamente diante dos homens de fora dela,
enquanto militando e esperando a vinda do Senhor. Paulo não fala de um estado de perfeição. Paulo fala de forma e procedimentos.
Com as influências exercidas pelos trâmites e práticas da vida
na visão modal do sistema mundo, cada dia mais chegamos ao tempo daquelas
advertências se tornarem cada vez mais altissonantes. Naquele capítulo, uma dequelas
instruções de advertência é a de que a igreja do Senhor se abstenha da
aparência do mal. 1Ts 5.22. Essa instrução está registrada no seu texto
original na língua grega corrente da época assim: “apo pantos eidos ponero apekeste”.
Segundo os lingüistas peritos nos textos sagrados, e sem qualquer tendência de
tradução, afirmam que essa frase é assim: “de tudo que parece, que tenha a
forma ou procedimento, mal, desprezível, ruim, esteja distante, evite, mantenha-se
afastado”.
A frase possui alguns detalhes para os quais se faz importante e
necessário atentar a essa chamada ao terreno do testemunho coerente entre a
comunidade interna de crentes e desta para com a comunidade externa. Ela possui
indicativo generalizante “eidos ponero”, aplicado a toda forma
e procedimento que pareçam mal e exponham a igreja, como indivíduos e como
coletividade, a manchas, a execrações, a deméritos, a vergonhas. Essa frase vem
reforçar como uma advertência preventiva sobre o que nos ensinou o nosso Mestre
e Senhor Jesus no que está escrito: “Vós
sois o sal da Terra. E se o sal se tornar insípido, com que se há de salgar?
Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens”.
Bem verdade é que para cada tempo e época, as variantes
comportamentais mudam e assumem posições diversas e ocupam lugar na atenção de
indivíduos e de públicos. Hábitos se tornam costumes. Costumes tornam-se vícios
e ou em tradições. E
tradições direcionam ou reforçam regras e originam leis. Entretanto, algumas
dessas variantes parecem seguir épocas sob a mira comum de todos os homens e em
todos os lugares e lampejando reflexos bons ou maus, produzindo conseqüências boas
ou ruins e avolumando casos ou descasos.
Passamos os bons anos de vida cristã aprendendo e ensinando a nos
abster da aparência de toda forma de mal. E por causa de apenas a aparência do
mal, parece que boas gentes estão hoje se fazendo moral e socialmente insípidas e sendo
espisoteadas, rejeitadas, reprovadas, desmerecidas, duvidadas e menosprezadas.
Em razão de suas práticas não-transparentes ao que os contextos exigem deles, gentes e grupos estão sendo vistos socialmente
desacreditados, duvidados e moralmente envergonhados pelo mundo dos homens, e assim contribuindo em promover, incentivar e fortalecer a frieza e o afastamento nos corações. Fatores que invadem e reforçam a divisão psicológica e cedem lugar e terreno ao fator diabo assumir, assenhorear e publicar a aparência.
Em todo tempo a igreja produz e promove influências perante os
homens. E aquela instrução do apóstolo Paulo para a igreja é um instrumento
preventivo para o exercício da boa influência e da manutenção da comunhão
saudável e admirável. Assim como qualquer grupo humano, igrejas produzem ou
promovem e atraem para si bons ou maus conceitos, reputações suficientes ou
deficientes. Ainda que não queiramos, nossas obras e frutos firmam influências,
nos fazem ser conhecidos e atraem atenções. Enfim, o sal da terra e luz do
mundo faz a diferença e guia caminhos.
Com a finalidade de proteger e instruir a igreja a proceder-se saudavelmente
diante dos homens, de forma e aparência sem mancha e afastada de deméritos, o
apóstolo Paulo aplicou e resumiu a instrução orientadora de forma direta e
genérica, direcionada em primeira mão para a igreja do Senhor Jesus na cidade
de Tessalônica e por extensão a nós, como igreja, ao longo dos séculos.
E a cada tempo que se aproxima a volta do Mestre e Senhor nosso,
a igreja vivendo e convivendo num mundo de relativismo permissivo e rodeada
pela manipulação diabólica no multiculturalismo, mais forte a advertência de nos
manter afastados da aparência e forma e de procedimento do mal nos lampeja. A
igreja do Senhor Jesus vem se defrontando a cada tempo com influências sobre
influências. Assim como exercendo sua influência na sociedade. E cada igreja
local tem o seu lugar, a sua posição e a sua história. Cada uma projeta ou
capta atenções. É inegável essa realidade. Jamais se pode esconder a luz.
Ainda que para algumas mentalidades correntes destes tempos do
fim pareça que coisas estejam sendo inobservadas ou não percebidas, a verdade é
que o mundo de opiniões com a sua tão grande nuvem de testemunhas busca e
enxerga a todo tempo referências fatuais. E o Senhor nosso Deus está nos
dizendo que é preciso nos manter abstidos da forma, da aparência em
procedimentos e da mecanicidade, de tudo que se configura como mal, ruim,
desprezível. Enfim, que nos abstenhamos do mal, tanto por ações práticas preventivas
como por medidas de coerência como a natureza e missão da igreja entre os
homens.
E quanto mais avançam os dias e épocas, mais chegamos a estar
atentos em não imitarmos práticas e procedimentos que nos exponham ao que é
mal. Para tanto, é preciso respeitarmos limites de causas e conseqüências, e
mantermos em nós o cheiro do bom perfume de Cristo. E o Senhor Deus está através
do texto acima nos instruindo e nos protegendo. Nos orientando para manter a
nossa integridade saudável, a fim de mantermos a comunhão cristã fortalecida e saudável.
Nos oferecendo o meio e o caminho preventivos para a nossa jornada de
influências continuar transcorrendo os anos de maneira saudável até a volta do
Senhor Jesus a vir nos buscar.
É preciso nos manter abstidos de embaraços desta vida, a fim de
que agrademos ao Senhor que nos chamou para a boa milícia. É preciso que
continuemos a militar legitimamente. É preciso que haja a boa influência que
mostre, promova, tempere e confira o gosto de valorizar o bem e tudo que é bom,
nos mantendo sempre abstidos de toda forma e procedimento que configure o mal.
EvGS
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
CUIDADOS COM O SEU NOME.
CUIDADOS COM O SEU NOME.
Quanto vale o seu nome?
O nome de uma pessoa é o bem mais precioso que essa possui além
de sua saúde e de seu bem-estar pessoal. O nome de uma pessoa fala muito sobre
ela mesma. O nome de uma pessoa faz representá-la. Por causa de um nome,
pessoas já foram influenciadas, batalhas já foram travadas e guerras já foram
estabelecidas em teatros de operações.
Um nome pode atear fogo numa guerra ou pacificar corações. Um
nome pode causar afastamentos, mas também pode influenciar ou trazer
aproximações. Um nome pode causar ojerizas, mas também pode atrair simpatização
e admiração. Um nome pode fazer erguer explosões de aplausos e brados, mas
também pode atrair enxurradas de vaias e xingamentos.
Nos tempos bíblicos, o nome de uma pessoa revelava a sua
identidade pessoal. Estava relacionado com algum fato de sua vida. Cada fato considerado
relevante na vida de uma pessoa poderia lhe trazer uma mudança de nome.
Podem existir mais de uma pessoa que portem um mesmo nome,
entretanto ainda assim cada uma delas possui suas referências e identidades
próprias. Homônimos possuem um mesmo nome, e é sempre possível o nome de um
lembrar fatos da vida de outros em razão do nome que possuem. Vezes por outras
se encontra pessoas que sentem vergonha de seus nomes. Outras mudam seus nomes
dos registros humanos, mas mesmo assim os rastros do nome anterior seguem ao
atual. Entre os homens, o ato de mudar seus nomes não significa mudança de caráter,
muito menos de personalidade e tampouco de seus “modus operandus”.
No mundo antigo e até a algumas décadas passadas, o zelo e o
reconhecimento eram fatores muito bem observados pelas pessoas em relação aos nomes.
A começar ser muito mais pelos próprios donos de seus nomes. O nome chegava a
ser parte integrante de sua honra pessoal. Já houve um tempo em que o nome de uma
pessoa conferia garantias e corroborava negócios e atestava declaração de
fiança. Houve um tempo em que os nomes João era inconfudivelmente João, Onofre
era realmente Onofre, Margarida era de fato Margarida e Rosa era notavelmente
Rosa.
Já houve tempo em que se prezou mais pelos nomes. Houve um tempo
em que um nome descia do trono e chegava à lápide com os mesmos brios e brilhos.
Chegamos a um tempo em que tanto faz ter o nome na calçada da fama como tê-lo
nas páginas do vício e da miséria. Chegamos a um tempo em que tanto faz ter o
nome no rol de respeitosos e ilustres como tê-lo no arrolamento do crime e da
contravenção. Por vezes essa avalanche de indiferenças produz e promove a
desconfiança total e completa com relação a pessoas, coisas e setores da vida. Pessoas usam de cargos e funções com o fim de escudarem seus nomes, mas que pena que cargos e funções passam e caem de mãos em mãos e nos finalmente sobram e restam apenas os seus nomes.
Muda-se o nome do produto desqualificado na tentativa de salvar o
nome e a qualificação do produtor. Dá-se nomes de figuras famosas e entidades veneravelmente
temidas a pessoas populares na tentativa de tornar estas em réplicas
publicamente assemelhadas a aquelas. Setores e empreendimentos da vida mudam de
nome tal qual mudam-se os nomes de pastas e cremes e de sabão e sabonetes e detergentes. Enfim, uns mudam seus
nomes mas continuam na mesma sujeira e outros têm os seus mudados e permanecem
mantendo a limpeza.
Com o passar dos anos, muitas mentes foram tomadas de assalto
por elementos estranhos. E valores passaram a ser agressivamente invertidos e
questões de respeito, responsabilidade e relevância de um nome perderam seu
trono de referências. Passaram a ser assemelhadas às folhas descartáveis com as
quais se embrulhava pães. E assim, chegamos ao tempo no qual marcas de papel
higiênico conferem mais referência e promovem mais respeito do que o nome de pessoas.
Diariamente, nomes se levantam e nomes se destroçam. Nomes são exaltados
e nomes são abatidos. Nomes fazem declarações a outros nomes e nomes incriminam
e enlameiam outros também. Nomes ganham e recebem brilhos e nomes obscurecem e
ofuscam outros nomes. Nomes surpreendem e fortalecem a outros nomes e nomes
aviltam e enfraquecem outros nomes. Diariamente, nomes descem aos calabouços e às
grades e nomes são erguidos das sarjetas e dos monturos. Nomes naufragam e
soçobram nas praias da vergonha e nomes navegam e singram mares de sucesso.
Com tudo isso, algo importante e relevante bem se pode ser
sugerido. Cuidado com o seu nome. Não ponha o seu nome ao lado de nomes
desconhecidos e imerecedores a estar ladeado do seu. Zele persistentemente e cuide
bem do seu nome. Ainda vale muito prezar e manter o valor, o zelo, o
reconhecimento e a honra de um nome. Quanto vale o seu nome? Vale um preço
impagável ou custa apenas ninharias desprezíveis? Vale uma vida toda de verdadeira
honra e transparência, ou custa apenas momentos de vergonha e obscuridade? Não
seja imprudente e imprevidente quanto ao uso de seu nome. Não permita que seu
nome se faça em nome artístico e muito menos em nome fantasia.
Cuidado com o seu nome!
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O QUE FAREIS QUANDO CHEGAR O FIM?
O que fareis quando chegar o fim?
Uma pergunta séria para uma reflexão sincera.
Esta é uma das perguntas
um tanto diferente das comuns que deparamos. Precisamos atentar para as suas
implicações e considerá-la em vista dos contextos que nos abrangem, dos dias
que vivenciamos e dos elementos que nos circundam. Uma pergunta que indubitavelmente
nos leva a profundas reflexões.
Essa pergunta está
registrada no Livro do Profeta Jeremias, mais especificamente em Jr 5.31. O capítulo 5 abre o seu texto
com um imperativo e o encerra com uma pergunta. Precisamos tomar algum tempo
para fazer algumas considerações apenas na pergunta do texto.
Primeiro, comecemos por considerar de que pessoa essa pergunta
veio? Ela veio do Senhor. Não foi simplesmente a pessoa do profeta quem a
elaborou e desferiu simplesmente por sua vontade particular. O Deus que direta
e mais intimamente governa sobre o Seu povo, estava lançando uma das Suas
perguntas confrontante e despertadora, a fim de trazê-lo a cair em si e ao
momento de confissão de seus erros e a tomada de novo rumo. Apesar de já saber
qual resposta receberia do Seu povo.
Nunca venhamos a
desconsiderar as perguntas do Senhor a nós. Deus trouxe a pergunta exata para o
momento certo e oportuno de fazê-la. Deus estava inquirindo o Seu povo quanto
as responsabilidades de suas ações sobre uma saída daquela situação, e Deus
estava falando de um fim que estava para chegar e dar um basta à situação do
povo.
Segundo, precisamos considerar em que situação e ambiente a pergunta estava
cabendo. O povo de Deus estava vivendo uma situação desastrosa. A “maré e os
ventos” não estavam nada bons entre o povo e cada vez mais a nação indo de mal
a pior. É sempre assim quando o ambiente está permeado pela insensibilidade e
pela cegueira espiritual, o homem se perde obscurecido em suas próprias
opiniões e pensamentos, falsamente acreditando que sua autonomia o conduzirá em
segurança até onde bem queira e entenda chegar livre.
O coração empedernido
dificilmente percebe o diagnóstico espiritual de si mesmo e muito menos enxerga
o curso de sua vida em direção ao fim. Olha para tudo e enxerga quase nada,
fala sobre tudo e pouco ouve sobre si mesmo, pensa em tudo e reflete em quase
nada. Enfim, nenhuma resposta consistente de si mesmo possui para o que fazer
quando chegar o fim.
Terceiro, precisamos considerar o apelo residente na pergunta. Deus
está buscando trazer o Seu povo de volta para Si. E para tanto, lhe fez um
apelo bem contundente que possibilitaria a Sua herança fazer reflexão de seu
passado de derrotas e de glórias, de seus tropeços e de suas vitórias
adquiridas, de seus períodos de humilhação e de sua vida de temor a Deus, de
seus momentos de altos e de baixos, de suas condições conseqüentes e do que
viria sobre ela.
Um apelo ao retorno de
seu primeiro amor começando por ser demonstrado nas suas atitudes de
arrependimento e conversão. Um apelo para que fosse posto um basta no jugo com mentalidades
ímpias infiltradas no meio do povo. Um apelo para que o povo passasse a
perceber que aqueles ímpios estavam como passarinheiros espreitadores e
oportunistas, colocando armadilhas, enriquecendo-se e tornando-se gordos e
nédios. Bem aparentados e de rostos bem lustrados às custas do povo de Deus,
vivendo nababescamente em “prosperidades”, não lhes era fácil perceber que o
fim de todos aqueles abusos e desmandos estava com os seus dias contados para chegar
sem dó e sem piedade.
Quarto, precisamos considerar o alerta contra a corrupção moral e religiosa que precede
a pergunta no texto. O contexto moral e religioso havia perdido o rumo e com
ele os seus dias de glória e as lembranças estavam sob a ameaça de se tornarem
em dias de humilhações e tristezas. Todo o passado fora esquecido e resumido a uma
fria veneração e a uma distante crença histórico-cultural de uma nação. Trocar
um passado valioso de lutas e vitórias, por um presente de irreverências e
incredulidades é um forte risco de perdas e de inversão.
Um alerta de corrupção
religiosa apontando para a presença da falsidade nas bocas dos profetas em
conluio com um sacerdócio desleal, vendido e comprado, maculado e suspeito, por
uma cumplicidade que ofendia diretamente contra a fé do povo e denegria a
importância do santuário do Senhor e indo mais além ao promover o descaso para
com tudo que tivesse ligação com o Senhor. Um triste clima corrupto permeava
dentro e fora do templo. Tanto profetas como sacerdotes encontravam-se ladeados
e ao mesmo tempo debaixo da influência dos ímpios. Em meio a esse ambiente
nebuloso, no que acreditar? A quem se devia respeitar e levar a sério? Nem
mesmo nas mentes do ambiente religioso se passava a possibilidade de lhes
chegar um tempo para o fim.
Quais razões temos,
portanto, para considerar essa pergunta da parte do Senhor para o nosso
contexto contemporâneo?
Estaríamos realmente
considerando de quem é essa pergunta? Estaríamos vigilantemente considerando a
validade dessa pergunta para os nossos dias? Estaríamos sensivelmente
considerando as implicações do apelo contido nessa pergunta? Estaríamos
sinceramente considerando o alerta contido nessa pergunta?
Como servos de Deus,
jamais deveríamos mover o nosso foco de sobre a seriedade e os atributos do Deus
que fez essa pergunta, quando estamos vivendo num contexto campeado por
influências sombrias, duvidosas e conflitantes entre si criando e engenhando
armadilhas sagazes e pretensiosas. Profetas e sacerdotes não devem abrir mão de
suas convicções e das implicações de suas responsabilidades no chamado e na
vocação.
Como servos de Deus,
jamais deveríamos fechar as nossas vistas diante da tenebrosa escuridão
espiritual que a todo momento atenta para obscurecer a visão dos servos de Deus.
No dia em que um profeta ou sacerdote deitarem a sua rede apoiada nos esteios das bagatelas do
oportunismo e das barganhas da pretensão, com eles todas as suas palavras se
romperão e cairão por terra.
Diante disso, a
pergunta alardeia: “O que fareis quando
chegar o fim?” E as demais perguntas seguem questionando e imprimindo a
reflexões olhando para o momento de chegar o fim: O que fareis com as honrarias
humanas que te comprariam a honra do teu nome e inebriariam aos filhos de tua própria
casa? O que fareis com as ofertas de peitas e presentes que te amordaçariam a
boca e massageariam o teu ego? O que fareis com os truques das propostas de trocas
ocultas que algemariam o teu compromisso e aprisionariam o teu coração e o de
tua casa? O que fareis de tudo isso quando chegar o fim?
Quando chegar o fim
iminente, e ele sempre ocorre debaixo de surpresas e nem sempre de alegrias,
poderia nele haver tempo para desfazer vícios do que se fez? Quando chegar o
fim iminente, e ele avisa e prenuncia, mas não marca a sua data de chegar,
poderia nele haver chance para desfazer o que deveria corajosa e varonilmente
ter feito?
O QUE FAREIS QUANDO
CHEGAR O FIM?
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domingo, 10 de junho de 2012
NO DIA DO PASTOR: Felicitações.
NO DIA DO PASTOR
Parabéns aos pastores.
Jubilosamente, o meio
pentecostal homenageia os pastores no segundo domingo de junho – o Dia do
Pastor -. Nesta data carente e reclamante de pastores, começo por felicitar aqueles
que efetivamente SÃO pastores. Este é um dia de feliz comemoração e um dia que
nos chama a evocar profunda reflexão sobre o sagrado ministério pastoral e seu
exercício.
A propósito deste dia
comemorativo, se faz mister e oportuno trazer algumas felizes e relevantes considerações
no lindo texto paulino de Ef 4.11-16.
Suas palavras são tão fortes quanto digno deve ser o reconhecimento para com aqueles
que SÃO pastores. Ele nos embasa fortemente a certeza de que permanece sendo honradamente
reconhecido e merecido o sagrado ministério pastoral, digo como o
especificamente de pastor.
O rico texto paulino lança
os seus lampejos reforçadores e motivadores sobre exatamente aqueles que SÃO pastores.
Em vista disso, este post vai ao jubiloso encontro com aqueles que SÃO pastores
e jamais com aqueles cujos frutos visíveis revelam que apenas ESTÃO pastores.
E o lindo texto
paulino diz: “Ele mesmo deu...outros para
pastores...”. Em outras traduções está: “Foi Ele quem designou...outros para pastores...”; ou “Foi Ele mesmo quem escolheu...outros para
serem pastores...”. Na verdade, são traduções que se completam quando
examinamos amplamente os sentidos originais referentes ao pastorado à luz da
Bíblia Sagrada.
A primeira consideração
está sobre a origem do pastorado. A pessoa que deu alguns para pastores, também
entre os homens foi um pastor de almas – o Sumo Pastor Jesus Cristo -. O Senhor
Jesus, o Pastor de pastores, deu pastores para a Sua amada igreja. Ninguém mais
ou melhor do que Ele para saber com propriedade e definição sobre o que deu à
Sua igreja. Não foi nenhuma outra pessoa ou qualquer influência alheia à pessoa
do Sumo Pastor que tivessem originado ou promovido essa entrega.
A segunda consideração
está sobre o ato de entrega em si do pastorado. O texto usa as palavras “deu”,
ou “designou”, ou “escolheu”. O termo do texto original grego “έδώκεν”
(édoken),
do verbo “δίδωμι” (didomi), nos deixa ver melhor e com
mais amplitude a grandeza do significado desse ato de entrega feita pelo Senhor
Jesus, o Sumo Pastor, para dar uns para pastores. Trata-se de um ato de
“produzir”, de “conceder”, de “colocar”, de “apontar”, de “confiar”, de
“lançar”, de “fornecer”, de “presentear”, de “servir”, de “oferecer”, de
“querer dar”.
Por essa vista segura
e fundamentada no texto original para o ato de entrega, notamos a legitimidade
da investidura de autoridade sobre aqueles que são objetos diretos dessa
designação, dessa escolha, dessa dádiva. Ainda que o verbo grego acima tenha
uma aplicabilidade em certo ponto à ação de “permitir” em outras áreas, nessa
NÃO há lugar para o pensamento de permissão no sentido de “abrir mão
para”.
Além dessas, a terceira
está sobre a definição de quem é o objeto direto do ato de entrega. Notemos a
presença da expressão “outros para”, no sentido seqüencial a “alguns para”. Ela
não oferece linhas de reclames de direito a quem quer que seja. Ela vai
diretamente sobre pessoas escolhidas, designadas, alheias da interveniência da intenção
ou da vontade humanas. O termo “outros” implicitamente quer nos dizer que não
são todos, não é qualquer um. São alguns, e estes designados pelo Senhor Jesus.
E finalmente, a quarta
consideração está sobre a finalidade do ato de entrega. O conectivo “para”
começa deixando clara a visão proposital da entrega. Aquele que não “É para”
deixa uma lacuna incalculável quando apenas “ESTÁ para”, visto que o ato da
entrega começa envolvendo o compromisso com aqueles que SÃO e não sobre aqueles
que ESTÃO pastores. Não há uma condição que contorne a origem da dádiva porque
a sua finalidade está ligada também direta e intrinsecamente a si.
O Senhor Jesus, o Sumo
Pastor, nos dá uma recomendação segura e direta: “Rogai ao Senhor da seara para que envie ceifeiros para a ceifa”. Em
outra tradução diz: “Peçam ao dono da
colheita para enviar trabalhadores para a colheita”. Mt 9.38; Lc 10.2.
Escolher, dar, designar, pastores é um ato exclusivo e especial do Senhor
Jesus.
Os que são escolhidos,
doados, designados, pelo Sumo Pastor para pastores possuem a marca de sua
chamada e a patente de sua vocação pastoral visível em todo o tempo. Os que SÃO
conduzem e convivem com os seus rebanhos, possuem o cheiro deles, conhecem-nos
e deles são conhecidos. Os que ESTÃO pastores são figuras transeuntes levadas
pelos lauréis da posição e embaladas pelas conjunturas das credenciais e do
status, nada mais. O cerne daqueles que SÃO pastores é diferente e superior
do daqueles que levam o ministério
sagrado como se este fosse um ofício profissional secular.
Assim sendo, aos
pastores que SÃO pastores, parabéns!
Parabéns aos pastores
que são agentes-veículos de restauração. Estes são os que sabiamente não se
permitiram ao brio austero da foice e do martelo coronelistas da exclusão,
compreendendo os caminhos dos benefícios e a eficácia do ungüento e do emplasto
misericordiosos da reconciliação. Os que SÃO pastores olham para as vidas com a
visão de um exímio restaurador perito e incansável.
Parabéns aos pastores
que são agentes-promotores da coerência. Estes são os que não comungam com a
arte da dupla face, temendo a Deus e entendendo de Sua Palavra sobre os
resultados que estão por vir de suas palavras e de suas ações. Expressam e
patenteiam a coerência no que realizam, no que são e no que falam. Os que SÃO
pastores não se fundem à fidalguia e nem se afundam na burguesia – coisas estas
que arrasam a boa fama e desmerecem a honra de todo e qualquer homem de Deus -.
Parabéns aos pastores
que são agentes-cultivadores da lealdade. Estes são os que sabiamente
compreendem os benefícios advindos da manutenção da sinceridade, da franqueza, da
honestidade e da fidelidade no que realizam, no que são e no que falam. Os que
SÃO pastores reconhecem e cultivam o alto preço e os valores incalculáveis da lealdade.
Parabéns aos pastores
que são agentes-cultivadores da integridade. Estes são os que sabiamente se
resguardam e buscam se conduzir diante das procuras e das ofertas que lhe são
dirigidas, fazendo valer e reinar a nobreza da retidão. Os que SÃO pastores
possuem e exercem o senso do discernimento sobre as demandas que os circundam.
Parabéns aos pastores
que são agentes-cultivadores da transparência. Estes são os que fogem de
“escondidinhos” e suas aparências. Estes são os que deliberada e prontamente se
conduzem de forma a ser claramente notado e distinguido o seu caráter
conjugado nas suas ações e procedimentos os quais por isso nada têm do que
temer ou sentir-se envergonhados, visto que tudo em sua vida enaltece e publica
o louvor e a glória de Deus entre os homens.
Parabéns aos pastores
que são agentes-cultivadores da amizade e da comunhão. Estes são os que
sabiamente entendem os caminhos da união e da unanimidade empreendedoras para o
bem-estar pessoal, coletivo e para o sucesso na consecução e no estabelecimento
da obra de Deus. Os que SÃO pastores promovem a amizade e a comunhão incluindo
a si mesmos no vínculo fraternal, e assim a casa permanece coesa e unida,
unânime e indivisível. A glória de Deus é manifesta aos homens pela casa quando esta é uma só em unidade, verdadeira unidade, do contrário nada mais se faz do que apenas um ajuntamento de meias-concordâncias acobertando o ambiente de discordâncias e divisões veladas.
Parabéns aos pastores
que são agentes-cultivadores do aperfeiçoamento e da edificação do corpo de
Cristo. Estes são os que determinada e decisivamente trilham os seus passos
visando a que o seu rebanho alcance a unidade da fé e do conhecimento do Filho
de Deus e chegue à maturidade espiritual.
Parabéns aos pastores
que são agentes-cultivadores do temor de Deus, da seriedade, da justiça e da
lisura. Estes são os que honrando os seus compromissos e vivendo modestamente,
realizam grandes obras e avançam em grandes e consideráveis empreendimentos que
glorificam a Deus, promovem o anúncio da Salvação e abrem os portais da
credibilidade e da aceitação por graça.
Quiçá neste dia
comemorativo, aqueles que apenas ESTÃO pastores pudessem passar a enxergar a
grande diferença entre o SER e o ESTAR no sagrado ministério pastoral. Quiçá neste dia comemorativo, aqueles que
ainda não SÃO pastores pudessem olhar clinicamente o panorama dos dias hodiernos
e repensassem os seus passos ao pastorado, a fim de quando vierem a SER o
exerçam consciente e sobriamente para não apenas ESTAR como outros que pastores
apenas ESTÃO.
Quiçá neste dia
comemorativo, aqueles que SÃO pastores pudessem redescobrir os caminhos e singrar
os horizontes fazendo que mais claros sejam vistos os seus legados, a fim de
que tanto os que ainda não SÃO e os que ESTÃO pastores possam receber o encorajamento
e a inspiração, e de alguma forma olhar para o farol dos exemplos e contribuir
para que não haja o levante de placas e faixas, até então de certa forma um
tanto justas, com a inscrição: “Precisa-se de pastores”.
Quiçá neste dia
comemorativo, aqueles que ESTÃO e os que ainda não SÃO pastores pudessem
levantar os olhares e passarem a contribuir com atos efetivamente louváveis
para que as felicitações de parabéns aos pastores se tornassem notoriamente
presentes em todo o nosso território, fora dele e na maioria das bocas em nossa
nação, e não apenas nos recônditos dos santuários e nas salas e gabinetes das
câmaras municipais e prefeituras.
Quiçá este dia
comemorativo, com mais graça, mais carinho e mais respeito sejam de fato e em
verdade aplaudidos ainda mais aqueles que verdadeiramente SÃO pastores,
agentes-cultivadores e promotores da visível edificação de vidas.
Ao meu digno e honrado
pastor, um agente-cultivador de caráter e moral transparentes e de
procedimentos linearmente coerentes e amigos, e aos pastores seus auxiliares
diretos e meus companheiros e colaboradores de empreitadas, assim como aos
demais pastores dos Ministérios apoiados e dos apoiadores, expresso os meus
cordiais votos de felicitações pelo Dia do Pastor, estimando-lhes saúde, graça,
unção, ricas e continuadas oportunidades e sucessivas vitórias por meio de
Cristo Jesus.
AOS QUE SÃO PASTORES:
PARABÉNS PELO DIA DO PASTOR!
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sagrado ministério
sábado, 11 de fevereiro de 2012
NEM PRATA E NEM OURO.
NEM PRATA E NEM OURO.
Quando não se possuía ambos...
“Não possuo nem prata e nem ouro, mas o que tenho, isso eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” At 3.6
Séculos se passaram, e essas memoráveis palavras dirigidas pelo apóstolo Pedro a um coxo que jazia na porta do templo, chamada Formosa, ainda retinem nos ouvidos e afogueiam os corações dos inúmeros e verdadeiros discípulos do Mestre Amado. Ainda influenciam e poderosamente motivam sinceros e verdadeiros servos de Deus, cidadãos do verdadeiro Reino.
Os anos se foram, e o texto bíblico cuja passagem encontra-se a expressão acima tem sobremaneira servido aos milhares e milhares de pregadores. O lindo e rico texto de At 3.4-6 revela, além do contentamento num coração firme e convicto, também a propriedade, a confiança e a dignidade ousada em realizar as mesmas obras que fizera o Mestre.
As épocas transcorreram, e com elas a visão das coisas espirituais ensinadas pelo Mestre também foi por muitos sendo lentamente deixada de lado. Expressões vivas como as do texto em pauta foram substituídas em muitos lábios. Alguns números lamentavelmente jogaram a visão das coisas espirituais literalmente fora das prioridades e das práticas aprendidas com o Mestre.
Os tempos avançaram, e com o passar das gerações, algumas sensibilidades foram sendo enfraquecidas. A obscuridade e o entenebrecimento passaram a rondar muitos corações. Mentalidades estranhas ao Espírito do Novo Testamento e linhas das filosofias humanas assumiram vultos.
Gentes temidas e dominadoras em busca da prata e do ouro perderam os trilhos e dispuseram em prateleiras rentáveis negócios imobiliários com a venda de supostos loteamentos no céu. A ignorância para com as Escrituras liderou muitos a comprarem o perdão e as indulgências.
A prata recebeu o primado e ao ouro foi cedida a primazia. A prata comprou boas posições e o ouro enobreceu status. A prata ditou rumos às prioridades e o ouro endeusou personalidades. A prata e o ouro aos poucos foram assediando corações e assumindo tronos entre os homens.
Com a nova visão sobre a prata e focada sobre o ouro, muitas mentes passaram a falsamente acreditar no ganho de satisfação para todas as suas necessidades. A visualização de vantagens engenhou objetivos particulares que conjugassem com os propósitos eclesiásticos.
Com a corrida acirrada em busca da prata e na luta pelo ouro, muitas coisas passaram a encher os olhos de muita gente expressiva. A força da prata influenciou as arenas, e o imperialismo do ouro veio a amordaçar muitos lábios. Em muitos corações, a visão de bênçãos foi desfocada, e o espírito da ganância ganhou lugar de sócio-ditatorial.
E juntos e conjugados a prata e o ouro passaram a presidir muitas mentalidades e expulsaram a convicção e a firmeza da fé de muitos corações. Foram desmotivadas a coragem e a ousadia e abafadas a propriedade e a confiança de muito boas gentes influentes.
Quando não se possuia nem prata e nem ouro, tinha-se e guardava-se a confiança no nome do Senhor Jesus. Atitude que parece estar andando sob resfriamento em muitos corações. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a consciência mais avivada e consistente sobre toda e completa riqueza do poder e da autoridade empartidos pelo Senhor Jesus.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a plena certeza sobre todas as bênçãos espirituais com as quais o Deus Pai abençoou os Seus filhos santos em todos os lugares e fiéis em Cristo Jesus, o Deus Filho.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a forte convicção do suprimento de todas as necessidades em glória por meio de Cristo.
Os mecanismos de facilidades ofertados pela prata e garantidos pelo ouro vieram direcionar a visão de dependência para o que pertence a César, em substituição e desprezo para com o senso de dependência ao que pertence a Deus.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se o coração determinado a valorizar o resgate, a redenção. Assim como a reconhecer a soberania, a realeza, o poder e a glória de Deus.
A herança parece ter sido assaltada de muitos co-herdeiros e se esvaída dos seus pensamentos e lembranças. O prato de lentilhas que derrotou a fé de Esaú e o fez de profano, anda aromatizando olfatos influentes e atraindo paladares expressivos.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a coragem e a ousadia confiante de poder realizar muitos milagres, sinais e maravilhas através do sacrossanto nome do Senhor Jesus. Quando não se fixa os olhos na prata e no ouro, a excelência do poder de Deus manifesta a glória e a majestade do nome do Senhor.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se suficiente propriedade, legitimidade e transparência para se expor a receber os olhares carentes de todo e qualquer dos coxos desta vida. Quem está diuturnamente pautando a vida na prática dos ensinamentos do Mestre não sente receios e nem ares de temor e suspiros de ameaças diante dos olhares alheios.
O preço da prata e a realeza do ouro engodaram e tornaram cativos muitos corações. Em contrapartida, o poder espiritual foi literalmente substituído por poderes terrenos e transitórios. Mecanismos e filosofias humanas tentam desviar e desvirtuar a visão do poder de Deus. Muito boas gentes com o intento de usar os seus púlpitos para manipular pessoas e exercer domínio sobre vidas, andam trocando a excelência da autoridade das Escrituras pelas falíveis correntes de conhecimentos e ciências humanas.
A força da prata e a realeza do ouro avaliáveis e perecíveis jamais cobrem a majestade, a significância e o esplendor do poder do nome do Senhor Jesus residente num coração crente e temente em ação sob a eficácia desse maravilhoso nome. Quem vive na eficácia do nome de Jesus, também a este nome teme, e impelido por ele realiza as mesmas obras feitas pelo Seu Dono.
Tão logo apareçam a ferrugem e a traça, a prata e o ouro são minados. E com eles vão-se os que neles estribam a confiança.
A prata e o ouro realmente passaram a assumir os primeiros lugares em muitos corações. Em contrapartida, nem poder e nem propriedade suficientes são nesses encontrados para se posicionarem a dizer: “olha para nós!”
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a visão da vida de cristão não via diferença entre passar a noite em vigília de louvores e adoração, mesmo estando sob restrições e adversidades. Com a influência da prata e do ouro, tentam transformar vigílias em “vigilhões”. E como resultado, nada mais é visto do que apresentações artísticas atravessando as horas noturnas regadas por muita comida e numerosos cambistas. E aqui e acolá a distribuição massiva da propaganda dos que almejam sentar nas cadeiras das câmaras municipais e estaduais com os votos dos filhos do Reino.
Quando não se possuia nem prata e nem ouro, via-se e eram encontrados vários evangelistas, um bom número de pastores e consideráveis doutores nas reuniões de oração, nas vigílias e na simplicidade dos cultos espirituais costumeiros.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, apelava-se com humilde dependência para a intercessão das providências e favores da mão do Senhor Deus. Para que as “campanhas dos sete”, “dos vinte e um” e “dos quarenta dias”? Para que a compra-e-venda de amuletos milagreiros incitadores de uma tal fé?
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a pregação da mensagem bíblica não exigia exclusividade de pregador, visto que até um diácono era poderosamente usado nas mãos de Deus em favor do anúncio da salvação em Cristo. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, havia a clara consciência de que um planta e Deus levanta outro companheiro para regar o que aquele plantou.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, todos na sua amplitude eram unânimes nas decisões sobre assuntos delicados. Para que negar o derramamento do Espírito a Cornélio e aos que com ele estavam em sua casa? Para que se tornar sucessor de Ananias e Safira, se a prata e o ouro são apenas acessórios para sustento nesta vida?
Rogamos ao Eterno que os valores avaliáveis da prata e o peso imponente do ouro voltem aos seus lugares devidos, e a excelência do poder de Deus em ação torne a habitar muitos bons corações. Que o poder de Deus volte a ser entronizado em muitos bons corações influentes, a fim de que de fato e em verdade a glória de Deus seja manifesta com toda a sua majestade e primazia.
PbGS
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
BREVE PALAVRA AOS PRESBÍTEROS.
AOS QUE SÃO PRESBÍTEROS.
É preciso SER e jamais apenas ESTAR.
Uma breve palavra especial aos presbíteros que são PRESBÍTEROS. As expressões entre aspas (“”) se referem apenas a pseudos.
Não tem sido segredo, ou desconhecido, ou ignorado. E a velocidade das comunicações empregando todos os meios está em amplo espectro rasgando os ares, refletindo nas linhas telefônicas, irradiando nas antenas e cruzando os continentes publicamente, dando contas de não poucos acontecimentos envolvendo “ministros evangélicos”, mormente os “pastores”.
Um lamentável sinal com um ponto despertador das atenções focando sobre a forte cobrança de perfil, de performance, de cuidados, de decisões e de ética sobre aqueles que verdadeiramente são ministros do Evangelho e pastores. Como tudo possui e mostra as suas razões de ser, assim também possivelmente essas atenções, e certamente acenderão luzes e farão com que conhecidas discrepâncias comportamentais sejam corrigidas e gritantes desajustes sejam eliminados.
Com diferentes objetivos, os olhos mais habilidosos, astutos e blasfemadores do mundo estão postos e diretivos também sobre os ministros evangélicos e pastores, cujos ofícios são nobres e excelentes e cujas condutas devem ser honrosas. Esses olhos não pairam propriamente sobre os obreiros oficiais menores das igrejas evangélicas simplesmente, cujas limitações funcionais destes, por natureza, também lhes mantêm restritos, afastados, isolados e livres de acessos e de participações em autonomias de procedimentos. Esses olhares têm uma linguagem sutil e oferecem fios iluminados de cobranças.
Por um lado, aparece neles uma chamada e por outro surge uma fustigação influente pelos teores que são trazidos a lume. Ainda enquanto é dia, seria melhor que alguns “ministros” e “pastores” deixassem o pedestal e descessem os degraus e se voltassem ao primeiro amor primitivo e aos princípios, ENQUANTO PODEM e o TEMPO ESTÁ SENDO FAVORÁVEL A RETOMADAS. A noite vem...
Apesar de sabermos que nem todos envolvidos nesses acontecimentos são de fato ministros evangélicos e muito menos realmente pastores, é momento dos presbíteros que verdadeiramente são PRESBÍTEROS redobrarem e concentrarem os cuidados sobre si mesmos, sobre as coisas que lhes dizem respeito, sobre a doutrina e sobre os rebanhos. Enfim, manterem o seu sal temperador, digno e consistente.
A vergonha, a depreciação e o desmerecimento abriram suas portas para acolher e apadrinhar algumas figuras que transitam nos corredores das más notícias da mídia como portadoras de títulos e credenciais de “ministro evangélico” e de “pastor”. De alguns anos para cá, parece ter aumentado essa safra inescrupulosa e teatral. Nos nossos dias de desempregos e de desenfreados anseios almejantes, parece também haver aumentado o volume dos artistas faladores nos púlpitos evangélicos.
Perfis enganosos e ações ilusionistas tentam desmerecer a honra do sagrado ministério cristão. Mentes e mentalidades desvinculadas da verdade e dos propósitos tradicionais e correntes no sagrado ministério cristão. Maus procedimentos costumeiros e mecanismos ofensores contumazes, desconexos e desalinhados aos de um ministro evangélico e distanciados aos de um pastor.
Ao longo do calor da vida, se revelam rotineiramente os desequilíbrios e os desajustes que estão assolando e assoreando vidas que um dia FORAM, mas os espinhos, as contingências, as ambiências e os engodos lhes fascinaram e atraíram até o ponto de hoje apenas ESTAREM. Pessoas que perdem as condições de continuarem a SER. Pessoas que por seus atos e procedimentos, ultrapassam as linhas da tolerância, desprezam as do respeito, desgovernam das da equidade. Enfim, se distanciam das natureza e proposta do Evangelho e da essência da vida cristã.
Assim resta e recai o grande e triste remorso que revela o perigo do deixar de SER para apenas ESTAR. Pessoas que lamentavelmente se afastam das condições do nobre e excelente ofício vocacional sagrado, herdam feitos de outros nomes e lhes sobram apenas o que alguém chama de “vícios de pastor”. Uma pergunta move os ares: até onde vão algumas mentes supostamente inatingíveis, cegamente ignóbeis, desacertadas, desaprumadas e desalinhadas?
É ligeiramente impressionante como algumas mentes diante de certas circunstâncias perdem o tino e os trilhos, são fascinadas e atraídas por estranhas trilhas, idéias e artimanhas aparentemente vantajosas e perdem as noções da vida real e objetiva e a visão das atribuições de suas responsabilidades e da autoridade lhes empartida.
Assim como é impressionante a maneira pela qual o embaraço abarca, abraça, envolve e avilta algumas boas gentes até que seus nomes sejam expostos nas vitrines das más notícias e se tornem em objeto de escárnio e tropeço às muitas almas sinceras e famintas e sedentas para conhecerem o Senhor Jesus e os Seus preciosos dons.
A lama e o escárnio têm intentado levar algumas gentes à rotina de lampejos dos variados flashes e ao foco das muitas câmeras, assim como para as telas e às letras dos diversos impressos. Um pequeno número isolado de mentes que se dizem “ministros evangélicos” e “pastores” tem se tornado insípida, insipiente e desprezível. Mas que lamentável que isso tem atingido e influenciado opiniões contra os nobres e bons ministros de Cristo e honrados pastores de Seus rebanhos.
Sabemos que a mídia, cumprindo o seu papel profissional, com o seu olhar tecnologizado rastreia os muitos cantos, e ao encontrar um assunto, um press-release, um fato, que na sua visão sobressaiam acima da média geral e atraiam atenções, e por ela sejam julgados interessantes a serem noticiados, esses são fatalmente tornados em notícias.
Aqui um bom e muito oportuno momento de alerta aos presbíteros que realmente são PRESBÍTEROS. Cuidados consigo mesmos. Cuidados sobre os tesouros lhes confiados pelo Senhor. Cuidados sobre as suas probidade e competência. É preciso saber sobre quem e a que devemos endereçar o nosso olhar, corrigir caminhos e seguir bons passos dando firmes passadas sóbrias, lúcidas e convictas.
Jamais deixemos de cuidar de nossa individualidade, de nossos deveres pessoais para com o nosso Senhor, para com os talentos e dons nos confiados pelo Senhor a servirem às pessoas e aos rebanhos, pela chamada expressa a nós e pela vocação dada a cada um.
Como presbíteros, tenhamos em nós e mantenhamos também no seio do rebanho o cuidado com a doutrina que recebemos, sabendo de quem a recebemos. Os presbíteros que são PRESBÍTEROS possuem como dever sagrado o esforço de se aperfeiçoarem e se reciclarem através das soma e aquisição de bons conteúdos. Também têm que se manter seguros, comedidos e crescendo na graça, sem se afastar dos marcos fundamentais. Cuidando do que somos e do que fazemos junto a verdadeiros ministros e pastores.
Como presbíteros, não podemos nos enveredar a imitar o caminho de pseudo-ministros e pseudo-pastores. Pessoas insipientes cujos procedimentos são minados e pontilhados por interesses e astuciosas estratégicas feias, infames, réprobas, embusteiras e vergonhosas. Devemos e temos o compromisso principal e primário de honrar o majestoso nome do Senhor que nos chamou, a nós mesmos, depois cuidar das vidas a quem Deus confiou no nosso caminho.
Por qualquer e nenhum pretexto, ou favor que venha ser nos oferecido, não nos iludamos. Sejamos firmes e jamais nos deixemos ser enganados por fantasias, embustes e ilusões de “ministros” do charlatanismo, do engano e da manipulação de “pastores”. Sabendo que há algumas gentes embusteiras aparentemente humildes, e falsa e simuladamente sincera se escondendo por trás da boa fama de instituições, do bom nome de ministro e da boa honra de pastor.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, cuidemos de nós mesmos e da boa, séria, legítima e verdadeira doutrina cristã que sustentamos, para que não venha sobre nós o faminto e sedento foco crescente que lamentavelmente sempre rastreia, busca e recai avidamente nos “maiorais”. Para manter a boa honra dos presbíteros, não imitemos e nem nos associemos a quem até o próprio mundo ímpio esboçando sorrisos lhe cerra as portas do crédito e polidamente lhe vira as costas.
Não nos afastemos dos nossos bom siso e boa ordem de presbíteros, para que não venha a nos acontecer o que está lamentavelmente ocorrendo com alguns “ministros evangélicos” e “pastores”. Mantenhamo-nos firmes e convictos em nossa posição individual e não tomemos parte em corporativismo de desmandos, charlatanismo, enganos, manipulações e manobras escusas e interesseiras.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, ponhamos os nossos olhos, fé, confiança e esperança em Cristo, sabendo que a salvação e a vida digna do Evangelho não dependem de favores ou ofertas subliminares de homem algum. Sendo conscientes de que unânimes como irmãos devemos honrar, servir e auxiliar àqueles a quem o Senhor pôs em posição de eminência e responsabilidade sobre nós e aos rebanhos aos quais com eles os servimos.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, jamais nos irmanemos com “ministros” ou “pastores”, que possuem seus nomes sob os cordéis das dúvidas, sobre as adriças das fortes suspeitas, indícios e acusações de indignidade e improbidade. Pessoas cujos procedimentos trafegam nos corredores da difamação, vão além dos limites e extrapolam as linhas das tolerâncias.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, que sejam de fato presbíteros, vivamos como presbíteros, nos posicionemos como presbíteros, e se assim o nosso Senhor Deus nos fizer e outro tanto queira e coroe sobre nós, sejamos recolhidos à glória com dignificação e honradez de verdadeiros presbíteros e de PRESBÍTEROS VERDADEIROS, que servem e honram ao Senhor que nos chamou e vocacionou, que não tenhamos de que nos envergonhar em função da lama e do escárnio alheios, provocados e promovidos pelo descomprometimento de outrem.
Não como concordantes bajuladores, jamais como sindicalistas de causas, nunca como coadjuvantes de cenas gananciosas ou aspirantes visionários de batalhas avarentas. Em nada nos assemelhemos ou nos troquemos por “ministros” de delitos e por “pastores” da criminalidade. Não ponhamos o nosso ombro ao de “ministros” da vergonha e de falcatruas e nem demos a nossa mão às de “pastores” da falsidade e da desonra.
Tu, porém, tens cuidado de ti mesmo e do teu ensino...1Tm 4.16 (KJV)
Sobretudo, aos ministros que realmente são MINISTROS do Evangelho e aos pastores que realmente são PASTORES evangélicos, permanecem e sempre hão de perdurar o nosso apreço, o nosso respeito, a nossa elevada e distinta consideração, estima e admiração, pelo que realmente são, pela nobreza do que notoriamente realizam e comprobatoriamente desenvolvem para a glória de nosso bondoso Deus e para a edificação de vidas.
Especialmente aos presbíteros que realmente são verdadeiros PRESBÍTEROS. Aos que são presbíteros verdadeiros, de valor e com valor.
PbGS
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NOTA DE REFORÇO:
Relembro que as palavras e expressões entre aspas (“”) se referem a pseudo, a embustes – procedimentos que se dizem SER o que na realidade prática apenas demonstram ESTAR -.
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sábado, 17 de setembro de 2011
NÃO HÁ PROFETA SEM HONRA.
Mt 13.57-58: Não há profeta sem honra.
Reconhecer caracteres, virtudes e valores alheios é uma atitude extremamente nobre, e somente é própria quando sua manifestação é proveniente da sensibilidade para enxergar a genuinidade desses fatores a reconhecer. Quem não sabe reconhecer outrem deixa de experimentar a grandeza de si próprio, ao mesmo tempo em que perde a oportunidade de expressar o privilégio de si mesmo.
Quem não sabe reconhecer outrem, hostiliza-se e ignora a si mesmo demonstrando não saber e nem estar capaz de ser reconhecido. Nem todos sabem e dominam a nobre e salutar arte de reconhecer outrem, assim como nem todos podem fazê-lo. Os extremos sempre aparecem e a exigência judiciosa sempre diferencia. O ato de reconhecer é preciso na sua exatidão quando se tem tino afinado e propriedade legítima e exeqüível sobre ele.
Ninguém é forçado a efetuar reconhecimentos, e ninguém é impelido a fazê-los, visto que eles somente expressam validade e propriedade quando possuem e carregam a marca própria da liberalidade e a expressão da verdade percebida no coração de quem os enxerga e os faz sobre as obras que os atestam. Para se efetuar reconhecimentos é preciso alguns fatores, é necessária a consistência na observação de outros valores.
Para reconhecer virtudes, valores e méritos de outrem é preciso ser humilde em si mesmo; carece de ser equilibrado no senso de perceber importância; exige sobriedade; requer sinceridade. Isso somente vale e confere autoridade se houver legitimidade, e pesa muito mais quando repousa e se sustenta no patamar da verdade. Na visão do reconhecimento, deve se evitar os extremos, o perfeccionismo e as tendências, a fim de que o ato esteja estabilizado sobre os lastros da realidade e da verdade.
Do contrário, a oferta de seu reconhecimento ofereceria a ínfima e feia marca da hipocrisia postada com o selo da falsidade, aposta com a assinatura da deslealdade e impressa com o sinete da mediocridade. Reconhecimento genuíno e válido não é uma mercadoria comerciável e muito menos uma tentativa forçosa e impositora de tê-lo ou para efetuá-lo.
Para reconhecer outrem também é preciso possuir a virtude da humildade e a da honestidade. Carece ainda também ser e estar desprovido de tendências rapinosas da soberba, da arrogância, do rancor e da mediocridade, visto que esses sentimentos e inabilidades são elementos impeditivos para reconhecerem caracteres, valores e virtudes alheios, e quando esses o fazem o objetivo é sempre notado envilecido, sombrio, pretensioso, oportunista e interesseiro.
Geralmente quem é deficiente na atitude de reconhecer a outrem, declara a sua própria pobreza de entendimento, demonstra a sua própria falta de credulidade, é destorcido pela inveja e pelo ressentimento, em razão da sua falta do senso de hombridade e da ausência de maturidade. A incontestável historicidade comprova que essa classe não expressa tendência e muito menos iniciativas para reconhecer valores e virtudes alheios.
Para reconhecer outrem, ainda é preciso também ter a capacidade de crer, de interpretar e a voluntariedade para compreender. Havendo dissonância nos sentidos e distorção na interpretação, falha a tradução, afeta e obscurece diretamente a compreensão, descalça a razão e viabiliza a incredulidade. Quem não se ver pronto para sentir, interpretar e compreender, não estaria também para propriamente acreditar. A incredulidade é um mal que afeta diretamente contra a possibilidade de reconhecer.
Para reconhecer apropriadamente alguém, além disso, é preciso também saber conduzir a comunicação desse reconhecimento. Nem toda comunicação é estabelecida através de palavras pela fonação verbalizada. É também estabelecida através de expressões e passa a ser consolidada quando alcança a capacidade da interpretação, satisfaz a compreensão e chama a lume a consciência e a razão. Há linguagens que possuem o poder de demonstrar silenciosamente o conteúdo do repertório que se evita de verbalmente exteriorizá-lo.
Para reconhecer alguém, é preciso saber aplicar o zelo adquirido nas experiências e percebidamente comprovado nos referenciais seguros e fazer valer o senso de justiça. Reconhecer outrem com verdade é uma demonstração de justa valorização sobre aquilo ou aquele no qual se pretende reconhecer. Perde-se muito quando não se sabe adequadamente reconhecer, e os prejuízos são muito maiores quando não se sabe valorizar aquilo ou aquele que possui notório valor e se deixa de aplicar o senso de justiça sobre o que é notavelmente justo.
Deixar de reconhecer devida e apropriadamente outrem é fazer predominar a injustiça, promover o descaso e o desencorajamento, alimentar a falta de altruísmo e, ainda, é concorrer para que o desrespeito e a confusão prevaleçam. Quando não se reconhece alguém aplicando o senso de justiça, promove-se indiretamente a injustiça e insanamente jogam-se os valores para debaixo do capacho e ignoradamente pisa-se sobre eles.
Para reconhecer alguém, é preciso, além do mais, fazê-lo dentro do tempo próprio para tal. O tempo é um fator que revela, mas também que passa, e os períodos dele transcorrem naturalmente. Reconhecer alguém fora do tempo é semelhante executar uma música com o instrumento desafinado e no ritmo descompassado.
O laboratório do tempo produz as suas mostras e atesta oferecendo provas dos seus ensaios. É preciso saber conduzi-los, observá-los e não deixar que passem e sejam perdidos em razão da visão de excessivo e inflexível perfeccionismo, e com isso decorram-se feias dívidas impagáveis e irremediáveis.
Quantos reconhecimentos temos visto, e de outros tantos temos sabido e alguns por quase toda a sua trajetória, presenciado. De todos eles, vemos reconhecimentos verdadeiros, mas também já presenciamos tantos falsos, ilusórios e enganados. Vemos reconhecimentos sábios, todavia também já nos chegaram diante das vistas alguns números de tolos.
Vemos reconhecimentos inoportunos, em contrapartida também já vimos reconhecimentos impróprios. Em todos eles a única e singular marca que deixam é a dos prejuízos desastrosos dos seus resultados. Alguns desses prejuízos arrastam-se refletindo por gerações ao longo dos anos.
Reconhecer está relacionado ao ato de honrar. E honrar significa dignificar, enobrecer, respeitar. Para honrar é preciso ter dignidade no ser para também expressá-la no fazer. Para honrar é preciso ter nobreza no ser para também ser nobre no respeitar a outros e a estes enobrecer. Honrar é uma questão de definição, e quem não sabe definir não possui propriedade e nem subsídios consistentes e válidos para honrar e conceituar méritos. Jamais se deve honrar aquilo que não está razoavel e perceptivelmente definido.
Alguns confundem o reconhecimento como se esse fosse simplesmente resumido ao ato de homenagear, premiar e recompensar. Apesar de essas iniciativas acompanharem algumas vezes o ato de reconhecer, não significam propriamente o reconhecimento em si. Se assim fosse, reconhecer perderia o seu brilho e natureza, decairia do seu valor, se tornaria vulgarizado e por fim seu significado se faria desprezível.
Se faz grande aquele que presta honra. E percebe-se ser pequeno em si mesmo aquele que é cônscio das suas responsabilidades diante do reconhecimento que lhe é conferido e da honra com a qual lhe é distinguido. O peso da honra sempre recai tanto sobre aquele que é honrado quanto sobre os ombros daquele que o honra.
Invejosos ressentidos jamais se sentem à vontade em si mesmos para prestar honras. Eles tomam parte numa classe que nunca anda para o futuro, haja vista que não sabem olhar da maneira correta e com visão sábia, sensível e coerente para o passado. Todavia, aquele que é sábio e sensível para honrar, sobrepõe o invejoso ressentido, posto que enquanto o invejoso ressentido se perde enclausurado nas pobres migalhas do pessimismo, aquele ganha sabendo somar-se em méritos ao reconhecer e honrar valores e seus ricos tesouros com percepção otimista e honrosa.
E olhando para a passagem registrada em Mateus 13.57-58, percebemos a declaração do Senhor Jesus em resposta ao tratamento lhe dispensado por parte de alguns daqueles que ouviram os seus ensinamentos e testemunharam a realização de curas naquela ocasião. As conseqüências resultantes daquele tratamento dispensado ao Profeta de todos os profetas poderiam ter sido melhores se tivesse havido a devida aceitação dEle.
Com propriedade única e singular, o Senhor Jesus, Mestre e Profeta por excelência acima de todos os mestres e profetas, naquela oportunidade declarou que “Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa.” Mt 13.57 (ARA). Observando melhor a declaração do nosso Mestre Amado, notemo-la em duas partes – a primeira, uma afirmação do princípio “Não há profeta sem honra”; e a segunda, uma explicação de uma evidência “senão na sua terra e na sua casa” -.
O texto em apreço neste artigo não nos fala do ato de desonra. Não trata da ação de desonrar como se tirando do Senhor Jesus a Sua honra de profeta. Ele nos deixa claramente ser vista a ausência de honra, o desconhecimento de uma honra, e não uma retirada de honra. Na frase “Não há profeta sem honra”, a expressão “sem honra” traduz a original do texto grego “ảtimos”, que significa “menosprezado, desprezado, desprestigiado, desvalorizado, depreciado, desestimado.
Ele também nos faz enxergar a quem especificamente é destinada essa falta de honra – aos profetas -. E ainda ele nos deixa ver os locais nos quais residem essa exclusão, privação e negação de reconhecimento da honra, assim como o desastroso efeito disso – na sua terra e na sua casa.
Note que o texto diz que o tratamento ausente de honra não procede de lugares estranhos e nem de estranhos à pessoa estranha, mas se localiza em lugares familiarizados e próprios - “na sua terra”, a área de espectro maior de mesmos costumes e língua, a pátria; e “na sua casa”, a área menor, entre os seus domésticos, entre os mais familiares e mais íntimos.
É incrível como essa declaração do Senhor Jesus tem atravessado séculos e sendo constatada em várias “terras” e em muitas “casas”. Apesar dela não possuir afirmação determinante de uma regra e nem natureza profética sugerindo que seja desconhecida a honra que há no profeta, ela tem sido lamentavelmente a prática comum em muitas terras e casas ao longo dos anos. Nesse texto encontramos o Senhor Jesus se pronunciando com uma afirmação apenas constatadora.
De forma alguma, o texto de Mateus 13.57 pretende imprimir uma regra ou o estabelecimento de um princípio obrigatório de fazer valer o desprezo, o menosprezo e a desonra aos profetas da própria terra e da mesma casa. Ele está expressando uma verdade constatada por si mesmo, a notável constatação de um fato real ocorrido – o desprezo, o menosprezo, o desprestígio, o desapreço, exteriorizado no tratamento ao profeta -.
Note também que apesar de pairar uma nuvem de admiração naquele ambiente, havia também os ares de uma campanha de especulação, ignorância, inveja, desdém, mediocridade e rejeição. Houve operação de milagres, todavia foram poucos por causa da parte escandalizada que estava entre aquele público presente.
O conceito que aqueles escandalizados tinham da pessoa do Senhor Jesus era muito aquém e desfocado do que Ele realmente é. Em meio e junto ao grande número de admiradores, aqueles escandalizados em si nem mesmo conseguiram identificar o maior dos profetas que estava naquela ocasião entre eles. Que faz a inveja, o desdém, a mediocridade, o rancor, o ressentimento, a perda e embrutecimento de sensos e de sentidos...
Um dos terríveis males é a desorientação no senso identificador. E aí quando se desgoverna e se desatina do fundamento discernidor, surge a oferta da mistura, logo aparece a influência da descaracterização e mais adiante canaliza os conceitos à diluição. Passa-se a ver o que não é, a ter o que não existe e a fazer o que não se deve. Quantos transtorno e prejuízos conseqüentes causam a visão obscurecida e o foco distorcido quando se deixa de realizar um devido reconhecimento.
Deixaram de honrar o Profeta da Galiléia, posto que nos seus corações estavam ausentes a sensibilidade de reconhecer e o senso de honrar. Não honraram o Profeta, visto que seus íntimos não estavam sensivelmente prontos e preparados para reconhecer a pessoa do Profeta, nem Aquele que o enviou e nem o significado do ato de honrar. Desprezaram e desconheceram a honra da Sua pessoa porque não distinguiram quem Ele era, apesar de terem visto o que Ele fez. E os resultados se mostraram nas perdas e prejuízos consequentes.
Que tristeza e quantos prejuízos causados pela incredulidade expressa naquela ocasião. Imaginemos os muitos doentes e enfermos no meio daquela multidão que bem poderiam ter tido a oportunidade de haverem recebido a sua cura, assim como os tantos oprimidos e cativos que bem poderiam haver sido libertos naquele dia.
Imaginemos quantos sinais e maravilhas deixaram de acontecerem entre aquela multidão, em função de nela as muitas mentes escandalizadas por si mesmas e enclausuradas nos seus julgamentos exalando nos ares o forte e terrível odor da incredulidade. Fatos históricos dos profetas Elias, Eliseu e Jonas enviados a terras estrangeiras e a casas estranhas poderiam corroborar essa verdade que “não há profeta sem honra”, entretanto eles se desfocaram do princípio e foram enquadrados naquela explicação dada pelo Senhor Jesus.
Deixando de honrar o Senhor Jesus como um profeta, perderam as bênçãos que poderiam ter recebido advindas do ato de honrar o Eterno Deus e Pai que O enviou. “Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta”. Mt 10.41. Os escandalizados, por não haverem recebido o Senhor Jesus no caráter de profeta, deixaram de receber o que trazia Ele consigo como o Profeta para distribuir entre eles.
Imaginemos o lamento suplicante de muitos doentes e enfermos que deixaram de receber a sua cura porque alguns poucos deixaram de reconhecer a pessoa e a presença do Profeta que curou alguns. Imaginemos o testemunho jubiloso de alguém que foi liberto entre a multidão diante dos olhos de alguém que se fez culpado por escandalizar-se em si mesmo. Que desalento não haverem recebido mais em razão de terem expressado menos.
À vista disso, notemos os perigos que rondam a perda de senso na casa que demonstra a incapacidade de reconhecer e a deficiência em honrar o Profeta que envia os seus profetas. Quem é enviado leva e vai com o nome dAquele quem o enviou, de sorte que ao se receber e reconhecer o enviado, também com esse tratamento se está declarando honrar quem o enviou. É preciso se conhecer com segurança quem é o enviado para então com propriedade honrar quem o enviou. Aqueles não reconheceram o Profeta enviado porque neles mesmos lhes faltou propriedade para honrar quem O enviou.
Deixaram de receber as bênçãos do Senhor Jesus, o Profeta, por causa do desdém produzido em vista da familiaridade com Ele. Desprezaram a origem modesta dEle. Rejeitaram o mérito evidente dEle. Causaram tropeços e fracassos a outros que tanto careciam. Ignoraram a providência divina. Desprestigiaram o Mensageiro enviado. Desmereceram a sua mensagem. Desvalorizaram os primeiros milagres acontecidos naquela ocasião por causa de suas incredulidades.
O texto sagrado norteador deste artigo pretende dizer a todos nós a grande proposição intemporal em caráter de aconselhamento – Reconheça, honre e creia no Senhor Jesus Cristo, o Profeta por Excelência sobre todos os profetas, o Filho do Deus Vivo e Verdadeiro, enviado para libertar os cativos e curar todas as nossas dores -.
Preze, prestigie, valorize, aprecie, estime e distinga a pessoa e a presença do Senhor Jesus, o Profeta que prepara com propriedade e envia com autoridade os seus profetas genuínos à nossa “terra” e em nossa “casa”. Enquanto Ele levanta e envia os Seus profetas, com estes Ele também prometidamente está todos os dias.
“NÃO HÁ PROFETA SEM HONRA, SENÃO NA SUA TERRA E NA SUA CASA. E não fez ali muitos milagres por causa da incredulidade deles.” Mt 13.57-58.
PbGS
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