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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
NÃO FAÇAMOS COMO ARÃO.
Não façamos como
Arão fez.
Supervalorizar é um
risco perigoso.
Valorizar é suficiente. Valorizar com consciência, equidade,
sabedoria e inteligência é sinal de justiça. Valorizar é sinal de demonstração
de maturidade e coerência de atitudes sobre aquilo que avalia. Valorizar é
sinal de consistência e equilíbrio. Quem sabe valorizar demonstra saber fugir
das malhas e riscos perigosos da supervalorização. Todo aquele que
supervaloriza declara abertamente seus sinais de imaturidade e seus riscos de desequilíbrio
de sensos.
Supervalorizar significa conferir aumento excessivo de valor
sobre algo. É aumentar o valor de algo além do que isso possui ou que é justo e
digno de ser considerado na realidade. Independente de objetivos, condição e
circunstância, supervalorizar de certa forma é elevar excessivamente a primazia
de algo em detrimento de outro. Supervalorizar é um risco perigoso.
Supervalorizar incorre no sério risco de na ânsia de depositar
valor, superlativa a valorização, e com isto candidata-se a contradições ou
encosta-se nas paredes da injustiça ou da hipocrisia. Supervalorizar é fazer má
aplicação do senso de juízo de valores sobre alguém ou algo. Supervalorizar é
um ato que centelha desequilíbrio nas visão e postura de alguém sobre algo.
Toda vez que supervalorizamos algo nos colocamos nas trilhas dos
riscos. Alguns destes aparecem imediatamente, porém outros se arrastam ocultos
e avolumam-se surpreendentemente mais tarde. Antes melhor e mais sábio é
valorizar do que supervalorizar. Valorizar adequadamente é sinal maduro de aprovação
e comprovação. E supervalorizar por si somente já imprime o sinal de exagero e
desatino.
Devemos e podemos valorizar com consciência, admiração e
convicções as coisas de Deus. Quem ama o Deus da obra e a obra dEle, sabe
aplicar o seu senso avaliativo em examinar e valorizar as coisas de Deus. E na
obra de Deus não podemos nos dar ao luxo pessoal de meter os pés pelas mãos e valorizar
o que quer que venha a nossa presença, e muito menos supervalorizar o que quer
que seja ou quem quer que seja. A supervalorização normalmente traz escondidos
em suas mangas os ais dos perigos e os valetes dos prejuízos.
E para nos ensinar a fugir do erro e dos perigos da supervalorização,
estão registrados alguns momentos da vida do sacerdote Arão que nos levam hoje a
meditar com um pouco mais de atenção no assunto e examinar o que está diante de
nós ou vem ao nosso encontro. Aqueles momentos nos fazem perceber que algumas
coisas que se faz hoje certamente cairão na ótica de um crivo mais rigoroso
amanhã, em razão das conseqüências que produzirão. Isso não é julgamento, mas
sim aprendizagem pela percepção.
Vale considerar tanto as virtudes e valores como as falhas e
desacertos cometidos por aquele sacerdote dos dias de Moisés. Contudo, também
vale muito mais olhar para as verdades que a Bíblia Sagrada nos possibilita a
enxergar de alguns momentos da vida do sacerdote Arão. Arão fora escolhido,
separado e confirmado à posição de confiança para cuidar especificamente dos
assuntos espirituais do seu povo. A sua vara floresceu e frutificou como sinal
dado por Deus confirmando a chamada e a posição a ser exercida por Arão. Entretanto,
mais tarde em alguns momentos aquele sacerdote cedeu a imposições e influências
externas e aplicou a supervalorização que mais tarde lhe trouxe séria
repreensão divina e prejuízos espirituais ao seu povo.
Supervalorizar o imediatismo é uma ação perigosa. Arão fez isso. O povo se dirigiu a
Arão a fim de obter consentimento imediato para construir um deus e adorá-lo e prestar-lhe
culto. Tendo se perdido da confiança no Senhor, o povo com isso também perdeu a
visão de si próprio, a de sua identidade e a de futuro, assim também subestimou
tanto a Deus como ao seu líder Moisés. O povo não quis errar sozinho. Quis
errar, mas amparado por quem pudesse responder como cabeça pelo seu erro. Geralmente
quem erra não se conforma em errar sozinho. Sempre há mais alguém candidato a ser
arrastado conjuntamente no mesmo erro.
E assim a ansiedade dos desejos lhe começou a falar mais alto e
forçar-lhe apelos para o agora. A força das más influências pagãs externas de
estranhos hábitos pagãos somada à ânsia de cultuar qualquer elemento
espiritualizado e “divinizado” instigou o povo a buscar imediatamente fazer e
consagrar um deus para si. O que o povo pretendia era ter a sua ânsia espiritual
de adorar e os seus desejos irrefletidos, satisfeitos imediatamente a todo e
qualquer custo. Coisa de precipitação afoita e impetuosa e imprudência errante,
não lhe importando o amanhã e nem as conseqüências que disso pudessem advir!
E movido pela pressão externa requerendo atendimento à uma
vontade inconseqüente para o agora, aquele sacerdote do povo de Deus veio a se
desequilibrar dos lastros de confiança em Deus e se desgovernar no discernimento
de valores. Assim Arão cedeu e assumiu uma atitude de simulada deliberação. Um
dos grandes e graves erros de lideranças nos arraiais do povo de Deus se
concentra no falso pensamento de que deve se dar o que a vontade do povo quer e
os seus desejos determinam que devam ser satisfeitas as suas pretensões.
Os medos das supostas ameaças de ficar só levam mentes a seguir
os caminhos de Arão. Essa atitude é uma declaração gritante e crassa de omissão
e oposição contra os princípios de governo, de liderança, estabelecidos por
Deus para com o exercício da chamada e uma subestimação e menosprezo para com a
delegação de autoridade conferida e confiada pelo Senhor para a execução das
tarefas de direção e condução de algo pertinente ao Seu povo.
Devemos ser sábios e inteligentes também ao avaliar itens e
elementos com os quais nos deparamos. Exercer o tato, o tirocínio e o bom
senso, para que não venhamos incorrer no risco de nos tornarmos vítimas pela
culpa e pelo dolo provocados através do ato da omissão mascaradamente embutido
nos viés da supervalorização. O imediatismo por vezes vem trazendo
conseqüências sérias e absurdas para a obra de Deus. Medos e supostas ameaças
possuem a força maléfica de fazer ceder a imposições maliciosas e astutas, de
impor limitações forçadas, de mostrar coerção contra a responsabilidade de liderar.
Devemos ser consistentes, coerentes, legítimos, transparentes e sábios em não
cedermos a influências de forças coercitivas, interesseiras em captar
supervalorização para si.
Estamos testemunhando o tempo da febre de supervalorização. Um
tempo em que medos e desejos pretextos se misturam e se conluiam na supervalorização
de coisas do agora alheiamente ao que se possa vir delas no depois. Essa
atitude pode fazer custar caro para vidas, reprová-las. Arraiais dos filhos do
Reino têm sofrido impactos da onda das artificialidades e arrastos das marolas
da superficialidade, em razão da supervalorização.
Viver de coisas do agora sem perceber o que elas trarão no
depois é um ato pouco inteligente, nada pensante e, por conseguinte, tenebroso,
duvidoso e caminhante na linha da inconseqüência. Algumas coisas do imediatismo
geralmente caminham nos passos precipitados dos desejos sobre o que se quer
agora sem se aperceber do que possa advir disso nas respostas do depois. Basta
valorizarmos o que não nos trague e nos devore depois. Arão supervalorizou o
agora e em contrapartida desvalorizou o depois.
Independente da visão de finalidades, existem coisas que hoje
são feitas sob algum fator influenciador para tal, e que certamente trarão suas
conseqüências no futuro. Muitos desacertos e prejuízos na obra de Deus que hoje
vemos são resultados de decisões e ações tomadas no passado. Quando se semeia
arranjos instantâneos para colher e atender apenas contingências momentâneas do
presente, não se planta para manutenção e estabilidade consistentes do
futuro.
E uma das coisas que desafiam a manutenção e a estabilidade dos
valores cristãos na obra de Deus é a perda do foco sobre em que se deve
depositar e investir a valorização. É preciso se ter boas e seguras razões para
sobre em que investir a valorização. Valorizar apenas o presente sem se
importar com o futuro é um grave erro que tem levado mentes a sofrerem perdas
sobre perdas. Algumas irreversíveis, irrecuperáveis. Para se exercer o senso da
valorização é preciso se ter e considerar em mente alguns fatores importantes.
Não façamos como Arão fez, desconsiderando o passado, ignorou as
experiências que teve com Deus e desprezou o próprio Deus. Supervalorizou o
medo da força da conceituação, da impopularidade e das opiniões alheias que
pudessem lhe sobrevir no presente sem olhar para o futuro do que daquele ato de
supervalorização poderia acarretar a si e a todos.
Saibamos valorizar pessoas e coisas, e jamais nos exceder em supervalorizá-las. Não
nos percamos fascinados pelas vontades de agradar e com isso cairmos nas vias
da supervalorização do que quer que seja, a fim de que não venhamos a ser
coniventes e nos tornar vitimados por nós mesmos. Valorizemos aquilo sobre o
qual temos a justa certeza e a visão clara e segura de suas propriedades
louváveis em todos os sentidos, assim como a visão coerente do que isso possa
trazer nos seus resultados sem conflitos com a Palavra de Deus e sem choques
contra a consciência cristã e a vida dos amados da casa do Pai.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O QUE FAREIS QUANDO CHEGAR O FIM?
O que fareis quando chegar o fim?
Uma pergunta séria para uma reflexão sincera.
Esta é uma das perguntas
um tanto diferente das comuns que deparamos. Precisamos atentar para as suas
implicações e considerá-la em vista dos contextos que nos abrangem, dos dias
que vivenciamos e dos elementos que nos circundam. Uma pergunta que indubitavelmente
nos leva a profundas reflexões.
Essa pergunta está
registrada no Livro do Profeta Jeremias, mais especificamente em Jr 5.31. O capítulo 5 abre o seu texto
com um imperativo e o encerra com uma pergunta. Precisamos tomar algum tempo
para fazer algumas considerações apenas na pergunta do texto.
Primeiro, comecemos por considerar de que pessoa essa pergunta
veio? Ela veio do Senhor. Não foi simplesmente a pessoa do profeta quem a
elaborou e desferiu simplesmente por sua vontade particular. O Deus que direta
e mais intimamente governa sobre o Seu povo, estava lançando uma das Suas
perguntas confrontante e despertadora, a fim de trazê-lo a cair em si e ao
momento de confissão de seus erros e a tomada de novo rumo. Apesar de já saber
qual resposta receberia do Seu povo.
Nunca venhamos a
desconsiderar as perguntas do Senhor a nós. Deus trouxe a pergunta exata para o
momento certo e oportuno de fazê-la. Deus estava inquirindo o Seu povo quanto
as responsabilidades de suas ações sobre uma saída daquela situação, e Deus
estava falando de um fim que estava para chegar e dar um basta à situação do
povo.
Segundo, precisamos considerar em que situação e ambiente a pergunta estava
cabendo. O povo de Deus estava vivendo uma situação desastrosa. A “maré e os
ventos” não estavam nada bons entre o povo e cada vez mais a nação indo de mal
a pior. É sempre assim quando o ambiente está permeado pela insensibilidade e
pela cegueira espiritual, o homem se perde obscurecido em suas próprias
opiniões e pensamentos, falsamente acreditando que sua autonomia o conduzirá em
segurança até onde bem queira e entenda chegar livre.
O coração empedernido
dificilmente percebe o diagnóstico espiritual de si mesmo e muito menos enxerga
o curso de sua vida em direção ao fim. Olha para tudo e enxerga quase nada,
fala sobre tudo e pouco ouve sobre si mesmo, pensa em tudo e reflete em quase
nada. Enfim, nenhuma resposta consistente de si mesmo possui para o que fazer
quando chegar o fim.
Terceiro, precisamos considerar o apelo residente na pergunta. Deus
está buscando trazer o Seu povo de volta para Si. E para tanto, lhe fez um
apelo bem contundente que possibilitaria a Sua herança fazer reflexão de seu
passado de derrotas e de glórias, de seus tropeços e de suas vitórias
adquiridas, de seus períodos de humilhação e de sua vida de temor a Deus, de
seus momentos de altos e de baixos, de suas condições conseqüentes e do que
viria sobre ela.
Um apelo ao retorno de
seu primeiro amor começando por ser demonstrado nas suas atitudes de
arrependimento e conversão. Um apelo para que fosse posto um basta no jugo com mentalidades
ímpias infiltradas no meio do povo. Um apelo para que o povo passasse a
perceber que aqueles ímpios estavam como passarinheiros espreitadores e
oportunistas, colocando armadilhas, enriquecendo-se e tornando-se gordos e
nédios. Bem aparentados e de rostos bem lustrados às custas do povo de Deus,
vivendo nababescamente em “prosperidades”, não lhes era fácil perceber que o
fim de todos aqueles abusos e desmandos estava com os seus dias contados para chegar
sem dó e sem piedade.
Quarto, precisamos considerar o alerta contra a corrupção moral e religiosa que precede
a pergunta no texto. O contexto moral e religioso havia perdido o rumo e com
ele os seus dias de glória e as lembranças estavam sob a ameaça de se tornarem
em dias de humilhações e tristezas. Todo o passado fora esquecido e resumido a uma
fria veneração e a uma distante crença histórico-cultural de uma nação. Trocar
um passado valioso de lutas e vitórias, por um presente de irreverências e
incredulidades é um forte risco de perdas e de inversão.
Um alerta de corrupção
religiosa apontando para a presença da falsidade nas bocas dos profetas em
conluio com um sacerdócio desleal, vendido e comprado, maculado e suspeito, por
uma cumplicidade que ofendia diretamente contra a fé do povo e denegria a
importância do santuário do Senhor e indo mais além ao promover o descaso para
com tudo que tivesse ligação com o Senhor. Um triste clima corrupto permeava
dentro e fora do templo. Tanto profetas como sacerdotes encontravam-se ladeados
e ao mesmo tempo debaixo da influência dos ímpios. Em meio a esse ambiente
nebuloso, no que acreditar? A quem se devia respeitar e levar a sério? Nem
mesmo nas mentes do ambiente religioso se passava a possibilidade de lhes
chegar um tempo para o fim.
Quais razões temos,
portanto, para considerar essa pergunta da parte do Senhor para o nosso
contexto contemporâneo?
Estaríamos realmente
considerando de quem é essa pergunta? Estaríamos vigilantemente considerando a
validade dessa pergunta para os nossos dias? Estaríamos sensivelmente
considerando as implicações do apelo contido nessa pergunta? Estaríamos
sinceramente considerando o alerta contido nessa pergunta?
Como servos de Deus,
jamais deveríamos mover o nosso foco de sobre a seriedade e os atributos do Deus
que fez essa pergunta, quando estamos vivendo num contexto campeado por
influências sombrias, duvidosas e conflitantes entre si criando e engenhando
armadilhas sagazes e pretensiosas. Profetas e sacerdotes não devem abrir mão de
suas convicções e das implicações de suas responsabilidades no chamado e na
vocação.
Como servos de Deus,
jamais deveríamos fechar as nossas vistas diante da tenebrosa escuridão
espiritual que a todo momento atenta para obscurecer a visão dos servos de Deus.
No dia em que um profeta ou sacerdote deitarem a sua rede apoiada nos esteios das bagatelas do
oportunismo e das barganhas da pretensão, com eles todas as suas palavras se
romperão e cairão por terra.
Diante disso, a
pergunta alardeia: “O que fareis quando
chegar o fim?” E as demais perguntas seguem questionando e imprimindo a
reflexões olhando para o momento de chegar o fim: O que fareis com as honrarias
humanas que te comprariam a honra do teu nome e inebriariam aos filhos de tua própria
casa? O que fareis com as ofertas de peitas e presentes que te amordaçariam a
boca e massageariam o teu ego? O que fareis com os truques das propostas de trocas
ocultas que algemariam o teu compromisso e aprisionariam o teu coração e o de
tua casa? O que fareis de tudo isso quando chegar o fim?
Quando chegar o fim
iminente, e ele sempre ocorre debaixo de surpresas e nem sempre de alegrias,
poderia nele haver tempo para desfazer vícios do que se fez? Quando chegar o
fim iminente, e ele avisa e prenuncia, mas não marca a sua data de chegar,
poderia nele haver chance para desfazer o que deveria corajosa e varonilmente
ter feito?
O QUE FAREIS QUANDO
CHEGAR O FIM?
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sábado, 23 de junho de 2012
E NÃO VOS EMBRIAGUEIS...
E NÃO VOS EMBRIAGUEIS...
Ef 5.18 – “E não vos embriagueis...”
Que o apóstolo Paulo
quis dizer aos crentes efésios com a expressão: “E não vos embriagueis...”? E o
que os detalhes contidos no mesmo texto quer dizer por extensão a todos os
crentes em todos os tempos e em todo o mundo? O texto orientador de Ef 5.18, em continuidade ao seu
contexto anterior e mantendo a mesma linha continuativa argumentativa para o
seu posterior, traz uma viva e forte recomendação intemporal: “E não vos
embriagueis...”. E são exatamente alguns
dos seus detalhes que me proponho trazer.
O apóstolo Paulo
esteve por cerca de três anos na antiga cidade de Éfeso. Foi um período de
intenso trabalho e de grandes esforços. Foi uma temporada de poderosas
mensagens e legítimos ensinamentos tão marcantemente significativos que
conduziram a muitos se converterem ao Senhor e a abandonarem as práticas da
magia e a queimarem publicamente os seus compêndios de mágicas. At 19.19.
Paulo, por certo viu e
percebeu em Éfeso uma cidade profundamente religiosa, permeada de idolatrias,
mas também de desassossegos, de desesperanças e de misticismos. Éfeso foi um grande
centro comercial, político e religioso da Ásia Menor. Tão grande e famosa
quanto também tão insensível era diante da prática da vida de embriaguez entre
os seus cidadãos.
Anos depois, de dentro
dos recônditos de uma prisão em face do seu amor e serviço ao Senhor Jesus, do
cumprimento à sua chamada apostólica, de sua separação ao Evangelho, Paulo
escreve a linda e fervorosa Carta aos Efésios, de cujos 155 versículos do seu
texto, em cerca de sua metade possui a forte semelhança com a sua Carta aos
Colossenses.
Através da sua Carta
aos Efésios, Paulo trouxe a aqueles crentes a abrangente, prática, devocional e
doutrinal essência de revelações que muito servem de encorajamento,
fortalecimento e orientações para todos os demais crentes em Cristo de todas as
épocas e em todos os lugares. Nela, Paulo está disciplinando-os a enxergar os
contrastes da velha vida com a nova vida em Cristo.
Em contraste com o
desejo da embriaguez que reinava, permeava e campeava na antiga Éfeso, Paulo
estava trazendo aqueles crentes ao terreno da sobriedade e da sensatez acerca do engano que reside por trás desse desejo, através do texto de Ef 5.18. Uma
recomendação imperativamente forte, singular e própria, para frear, ou
descontinuar, a prática da embriaguez do vinho e, opostamente a esta, inspirar
os crentes em Cristo à buscarem se encher do Espírito do Senhor.
No texto grego
original ela está assim: “καί μή μεθύσκεσθε” (kai
me methyskesthe). O simples passar de vista sobre esse texto: “E não
vos embriagueis” estaria muito aquém do que a sua expressão e significados querem
dizer. Uma rápida e superficial olhada literal apenas na palavra “vinho” não
possibilita perceber as muitas implicações e aplicações do que o cerne da
expressão realmente quer dizer.
Primeiro, olhando para
a expressão “μή μεθύσκεσθε” (me methyskesthe), comecemos pelo termo
“μή”
(me).
Ele indica a proibição imperativa a um ato continuado, a proibição a um curso
de conduta. Ele significa imperativamente: “desista”, “deixe”, “não faça”,
“resista”, “não continue a fazer”.
Depois, em segundo,
concentremos nossa atenção na palavra grega “μεθύσκεσθε” (methyskesthe),
do verbo grego “μεθύσκομαι” (methyskome), e relativo a “μεθύσκο”
(methýskõ).
Esta palavra é tão mais abrangente do que a simples tradução registra. Quando apenas
a olhamos na sua forma literal (ao pé da letra), deixamos de alcançar a sua
aplicação original como era empregada no seu contexto histórico-cultural.
A expressão original “μεθύσκομαι”
(methyskome)
vai muito mais além, visto que ela por si somente era aplicada para dizer de todo tipo de
embriaguez, de todo tipo de intoxicação mental produzida por qualquer meio ou
fonte. Esta é uma expressão que não se refere, ou se prende, apenas e
diretamente a consumo exagerado de vinho. Por si, ela se refere à embriaguez, à inebriação,
propriamente dita. A embriaguez é um efeito da intoxicação.
A expressão variante “μεθύσκο”
(methýskõ),
independente do agente causador, implica em vias para o surgimento de excessos,
corrupção, devassidão, libertinagem, desenfreamento, perda de equilíbrio, de
auto-controle e do bom senso. Implica em provocações de confusão, de desafinamento
e de contendas.
Os melhores
dicionários definem a embriaguez como “um
estado de excitação e descoordenação acompanhado de obscurecimento da
consciência”. Um efeito causado por algum fator gerador da intoxicação.
Estar embriagado é a mesma coisa que estar com a mente intoxicada, independente
de qual seja o agente causador da embriaguez.
Toda intoxicação é
proibida nas Escrituras Sagradas. Assim também num antigo escrito judeu comum,
o “The Testament of Judah”, (chapter fourteen), está escrito que “a embriaguez
impede a mente de perceber a verdade. A embriaguez se faz um elemento
inspirador da luxúria. A embriaguez lidera a visão ao erro”.
Entre os cidadãos
efésios, a embriaguez era uma idéia dionisíaca cuja finalidade era através dela
pressupostamente buscar a comunhão mística com o mundo espiritual e a tentativa
de estabelecer relacionamento desinibido para orgias. A embriaguez também era um
ato de honrar ao deus Baco (deus do vinho, da ebriedade, dos excessos) e adorar
o deus Dionísio.
Em Éfeso, os adeptos
da embriaguez do vinho acreditavam que era através da alegria produzida por ela
que conseguiriam desinibidamente penetrar na plenitude espiritual e assim
achavam que alcançariam experiências místicas e visionárias. Seguiam suas vidas
como ébrios dependentes da embriaguez e aprisionados pela força das tentações
convidativas dos “bacanais” (uma mistura de culto e orgias regados pelo consumo
de vinho).
Identificando diferenças, tanto a alegria
produzida pela embriaguez do vinho, como a exultação em plenitude no
Espírito são evidenciadas. A alegria da embriaguez do vinho é apenas uma euforia temporária e
revela a falta de bom senso, conduz à intemperança, leva à dissolução, arrasta
para contendas, e leva à ruína. Entretanto, a exultação em plenitude no
Espírito leva à verdadeira e legítima alegria, inspira à expressão de gratidão
e louvor, produz edificação, impede a grosseria, a arrogância, o gigantismo da opinião egoísta.
O foco do significado
e aplicação da expressão de Ef 5.18, “E não vos embriagueis...”, ao nosso
contexto, nos aguça a perceber as multiformes fontes de embriaguez e os seus
tipos ocorrentes em nossos dias. Apesar de gramaticalmente o verbo no texto
estar no modo imperativo, na voz passiva e no tempo presente, a aplicação da
palavra “μεθύσκομαι” (methyskome) é intemporal e
onidirecional.
Vivemos num tempo onde
muitos crentes em Cristo estão seguindo o continuado curso de algum tipo de embriaguez
produzida por diversificadas fontes incentivadoras que lhes arrastam a
despertar falsas imitações, a perniciosos motivos e a propósitos estranhos à
visão do Evangelho de Cristo e na contra-mão da vida de sobriedade no Reino de
Deus.
Há correntemente
vários tipos de embriaguez causada pela intoxicação mental. A intoxicação
surgida da fama, a provocada pelo nome, a nutrida pela posição, a produzida
pelo status, a alimentada por privilégios e honrarias humanos, a despertada pelas
concorrências e obtenções. Enfim, existe muita gente embriagada, de mente
intoxicada, no meio evangélico de nosso tempo.
Pessoas visivelmente
embriagadas, mentalmente intoxicadas, cujos efeitos e sintomas são notados muito
mais além do que a fala expressa e do que as suas obras podem declarar. Pessoas
notoriamente embriagadas pela intoxicação mental da soberba, da arrogância, da
ganância, da avareza, do orgulho, do falso zelo oportunista, da libertinagem
permissiva e desenfreada. Pessoas embriagadas pela intoxicação mental provocada
pelo falso e ilusório senso de conservadorismos pretextos e desafinados diante
dos ensinamentos das Escrituras e do crescente desafio dos tempos e das épocas.
Pessoas visivelmente
embriagadas e mentalmente intoxicadas pela discriminação notada dentro do mesmo
credo denominacional e confessante de mesma fé. Pessoas visivelmente
embriagadas pela intoxicação mental dos medos, das desconfianças
injustificadas, ilusórias e pressupostas, da ausência, ou pobreza, de
inteligência, tato e tinos. Pessoas intoxicadas pelos anseios, pela
religiosidade, pelas ameaças contextuais e pelos cuidados mesquinhos.
Pessoas visivelmente
embriagadas e mentalmente intoxicadas por vontades artificiais, pela
momentaneidade ilusória e passageira, por desejos medíocres, repudiáveis,
desconexos e ofensivos à doutrina cristã. Geralmente o ébrio não percebe os
seus sensos completos e não nota a sua embriaguez. Os fariseus estavam tão
embriagados com a tradição e intoxicados mentalmente pela força do cumprimento
das Escrituras ao pé da letra que tendo-as em suas mãos não conseguiram
enxergar com o coração e com sensibilidade espiritual a presença do seu
esperado Messias em seu meio e a seu tempo.
A embriaguez ofende as
consciências fracas e destrói o testemunho cristão. O ébrio não percebe que seu
estado insensato e sua condição desequilibrada ofendem consciências ao seu
redor. Sobre os lastros da palavra “μεθύσκομαι” (methyskome), a
embriaguez, independente de sua forma e fonte, causa a “άσωτία” (asotía)
ruínas, contendas, dissoluções. Promove descréditos, leva a destemperos e a
vergonhas. Uma mente cristã intoxicada por qualquer coisa é levada a qualquer
tipo de embriaguez e à insensibilidade capazes de fazer o crente embriagado não
notar conscientemente que sua intemperança está sendo um veículo promotor de
escândalos, de repulsas, de ofensas e de impedimentos para que outras vidas não
se aproximem do Senhor Jesus e também nutram aversão contra os filhos do Reino de Deus.
Percebendo a força do
significado e da aplicação da expressão grega do texto original traduzida para
“não vos embriagueis...”, notamos a passagem bíblica em foco nos dizer
contextualmente em alto e bom som: “Não se embriaguem com coisa alguma!”; “não
continuem na embriaguez de coisa alguma!”, “deixem de se embriagar com coisas!”,
“resistam a qualquer embriaguez!”, “desistam, não insistam na embriaguez por
coisa alguma!”.
Toda embriaguez revela
a inabilidade para exercer o senso de equilíbrio, de auto-controle, de domínio
interior, sobre as coisas que nos envolvem ou circundam em nosso contexto. As
alegrias e euforias da embriaguez e seus resultados visíveis não se comparam
aos frutos dos júbilos e exultação produzidos pela plenitude (“πληρουσθε”)
(plerusthe)
no Espírito. A intensa alegria do coração e da mente deve ser legítima,
coerente, conveniente e capaz de produzir edificação em outros e de glorificar
ao Senhor nosso Deus.
PbGS
Termos e expressões
pesquisados de:
W.G.BLAIKIE
– “Ephesians”, Pulpit Commentary”.
C.R.ERDMAN
– “The Epistle of Paul to the Ephesians”.
C.VAUGHAN
– “Ephesians”.
W.HENDRIKSEN
– “Ephesians”.
Fritz
RIENECKER and Cleon ROGERS – “Linguistic Key to the Greek New Testament”.
Barbara
and Timothy FRIBERG – “Analytical Greek New Testament”.
A.T.LINCOLN
– “Ephesians: Word Biblical Commentary”.
ZONDERVAN
– “The Lexicon of the Greek New Testament”.
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vigilância
segunda-feira, 27 de junho de 2011
MEUS 40 + 1 NUNCA...
MEUS 40 + 1 NUNCA...
Faz bem aos bons SEMPRE.
NUNCA é um vocábulo muito forte, uma marca firme de decisão. Um ponto afirmativo, mas que pode ser negativo e intrigante quando mal compreendido. Uma declaração, mas pode ser também um item recomendatório. Um tônico que mantém a boa saúde da mente e do coração dos bons, mas também uma vacina contra vírus maleficiosos dos péssimos.
É preciso ter ciência e certeza do peso desse verbete, posto que ele pode alegrar e fazer bem ao brilho dos bons, todavia possa evidenciar e incomodar o ofuscamento dos péssimos. Bem vivem os bons que não abrem mão da lista dos 40 + 1 NUNCA, mesmo sabendo que podem desagradar aos péssimos.
Muitas vezes é preciso saber interpretar e acatar sobriamente um NUNCA para então saber valorizar verdadeiramente um SEMPRE. Um NUNCA prudentemente bem colocado é melhor do que um SEMPRE afoitamente impensado. Muitos se fazem péssimos e sofrem sérios prejuízos por não terem sabido firmar um NUNCA antes de haverem desvalorizado um SEMPRE.
Antes de querer receber os SEMPRE alheios é melhor ajuizar os NUNCA pertencentes a si próprio, visto que ambos trafegam observando direitos e obedecendo deveres em suas próprias vias, como é natural da vida humana.
Aqui publico a breve lista dos meus 40 + 1 NUNCA. Ela pode despertar reflexões, pode apaziguar e acalmar mentes e corações, entretanto por outro lado pode silenciar palavras e pensamentos ociosos. Para quem ama a sinceridade e a transparência, 40 + 1 NUNCA tem no seu bojo um segredo salutar e uma razão consistente de ser tão mais inteligente e sábia quanto se possa perceber, a começar pelo seu numeral quarenta.
Enfim, com distinta gentileza convido-lhe a tomar parte do seu precioso tempo em percorrer generosamente o artigo, e na conclusão certamente você vai compreender com mais exatidão a breve lista provadora dos meus 40 + 1 NUNCA e poder lograr edificação.
Se ela for também a sua realidade, eis a razão pela qual você está confortável, bem e feliz com a sua vida, com a sua mente e seu coração estando em paz com Deus, consigo mesmo e com os homens de bem, sabendo que os seus NUNCA pessoais são extremamente valiosos SEMPRE.
1 – NUNCA disse o que eu não fui, e sinto por aqueles que apenas relembram o que mal foram e algemados em remorsos deixam de ser o que as oportunidades lhes abriram perdendo o que bem poderiam ter sido.
2 – NUNCA digo o que eu não sou, e sinto por aqueles que lamentavelmente não sabem expressar ou não confiam e duvidam do que são, e arrastados carregam o triste e pesado fardo sufocados na frustração de não serem o que deveriam ser.
3 – NUNCA direi o que Deus não disse que eu serei, e sinto por aqueles que não sabem ser o que deveriam realmente ser, e medrosos tudo fazem para que outros como eles insuficientemente sejam.
4 – NUNCA disse o que Deus não diz que eu seja, e sinto por aqueles que não sabem ser o que Deus lhes mandou que fossem, e recalcados em guerras e frustrações interiores soçobram não sabendo discernir o que precisam ser.
5 – NUNCA digo o que Deus não diz o que eu sou, e sinto por aqueles que impensadamente dizem o que jamais Deus lhes falou que são, e arrogantemente contrariados sobrevivem em tentativas frustradas de quererem abafar o que Deus disse que os outros são.
6 – NUNCA direi o que Deus não diz o que eu fui, e sinto por aqueles que perdem preciosas oportunidades presos apenas imaginando o que ninguém testificara que foram.
7 – NUNCA deixei de dizer o que Deus fez por mim, e sinto por aqueles que apenas dizem o que “acham” que Deus pode admissivelmente fazer ou nenhum proveito promovem a outros por pouco ou quase nada terem o que dizer em função de suas instáveis e incrédulas ações de fazer.
8 – NUNCA deixo de dizer o que Deus faz de mim, e sinto por aqueles que negam dizer com a totalidade do seu ser o testemunho do que Deus realiza através de suas vidas que bem poderia fortalecer, animar, consolar e edificar tantas outras.
9 – NUNCA deixarei de dizer o que Deus disse que fará comigo, e sinto por aqueles que estáticos se imaginam diante de um futuro de chumbo, querendo reviver um passado de zinco, desmotivando os outros de buscarem a excelência do ouro legitimamente subindo os degraus do bronze para o que Deus fará consigo.
10 – NUNCA deixo de dizer as minhas convicções fundamentadas nas Escrituras Sagradas e nas experiências promovidas pela vida, e sinto por aqueles que desrespeitam e contrariam as alheias e as suas próprias mascarando e enfeitando o que jamais diriam.
11 – NUNCA deixarei de dizer o meu “NÃO” quando preciso é, e sinto por aqueles que atropelam a si próprios dizendo sempre “SIM” quando lhes é necessário estampar o seu “NÃO”, e atropelados em prejuízos pessoais tentam agradar a ostentação caprichosa de outros suicidando o seu próprio e devido “SIM”.
12 – NUNCA deixo de dizer o meu “SIM” depois que ajuízo, reconheço e considero não devo dizer “NÃO”, e sinto por aqueles que somente nutrem a declaração caprichosa e arrogante do seu “NÃO” por jamais terem a sobriedade e a hombridade de reconhecerem e considerarem o “SIM” de outros.
13 – NUNCA deixo de dizer que apenas cumpro a minha obrigação como um grande devedor, e sinto por aqueles que insensíveis, incoerentes e instáveis imaginariamente não sabendo lidar com obrigações alheias impõem deveres para os quais jamais esforçariam um gesto.
14 – NUNCA digo o que extrapola as minhas experiências pessoais dinâmicas e reais, e sinto por aqueles que propagam situações das quais jamais puderam experimentar ou vivem sob poeira oxidante e traças no museu irreciclável e não-renovável das suas.
15 – NUNCA deixei de dizer o que pode contrariar sentimentos gratuitamente ressentidos, e sinto por aqueles que forçando querer agradar penumbras dos becos do fingimento preferem trafegar neles falecendo por dentro e suicidando as suas decisões debaixo das formalidades do legalismo concessivo em troca de pobres migalhas de prerrogativas passageiras.
16 – NUNCA deixei de dizer o que pode inquietar espíritos invejosos e revanchistas enrustidos, e sinto por aqueles que se dobrando temerosos a eles, deixam de realizar grandes empreendimentos com suas próprias vidas.
17 – NUNCA deixo de dizer o que pode frustrar perseguidores inferiorizados gratuitos, e sinto por aqueles que, ao invés de servidores, se fazem subservientes a eles a ponto de perderem suas transparências e identidades de foro íntimo para maquiar insatisfações interiores e evitar rejeições.
18 – NUNCA deixei de dizer o que pode incomodar brios pouco inteligentes e soberbos, e sinto por aqueles que somente sabem dizer o que jamais sozinhos teriam a coragem de confessar consigo mesmos diante do seu espelho.
19 – NUNCA digo o que visa massagear egos desordeiros, e sinto por aqueles que ansiando por prestígios ou posições não sabem reprovar a desordem se colocando com tato e inteligência na centralidade equilibrada e na medida da delicadeza jamais demasiada.
20 – NUNCA deixarei de dizer que independo de bajulações e fujo do espírito mexeriqueiro, e sinto por aqueles que apenas mudaram de religião, todavia não assimilaram o teor prático do credo, continuando a viverem dependentes e carentes das compatibilidades bajuladoras e dos suportes do mexerico.
21 – NUNCA deixo de ser amante da verdade, e sinto por aqueles que são cativados a aplaudirem a mentira por não saberem aborrecer as fábulas, e com a mentira tentam afogar a verdade de si próprios por terem horrores da feiúra dela.
22 – NUNCA direi o que não cabe ao meu perfil real, e sinto por aqueles que descaracterizam e recheiam os seus fantasiando o que jamais lhes coube consoantes idealizarem.
23 – NUNCA deixo de dizer que existem cabeças que não pensam, mentes que não refletem e corações que não meditam, e sinto por aqueles que se destrambelham porque não pensam, desorientam-se porque não refletem e se destroçam porque não meditam.
24 – NUNCA deixo de dizer que existem olhos que não se enxergam e ouvidos que não sabem ouvir, e sinto por aqueles que dizem estar vendo o que jamais foram suficientemente humildes para enxergarem e insensíveis para escutar o que outros nas entrelinhas inteligente e sabiamente são capazes de ler.
25 – NUNCA deixo de dizer o que posso fazer para evitar injustiças e falsidades, e sinto por aqueles que secretamente comprometidos com elas cooperam e facilitam para que prevaleçam e viabilizem as intrigas, o caos e as crises.
26 – NUNCA deixo de dizer que ter tempo é uma questão de prioridade e opção, e sinto por aqueles que se desordenam e se perdem debaixo de desculpas por não saberem usar e tirar proveito das oportunidades do tempo do qual dispõem.
27 – NUNCA deixarei de dizer com sobriedade o que sei, com humildade o que penso, com consciência o que sou, com propriedade o que faço, e sinto por aqueles se negam a dizerem o que sabem, suicidam e assassinam por não saberem externar o que pensam, perdem-se por não saberem de fato o que são e se frustram por confessarem que não podem fazer o que deveriam ter feito.
28 – NUNCA deixo de dizer bem, distinguir e estimar reciprocamente aqueles que me fazem o bem, e sinto por aqueles que esquecem dos que bem lhe fizeram e por se fazerem incapazes de gerar o bem, dizem mal dos que jamais coisa alguma lhes fizeram.
29 – NUNCA deixarei de dizer e enaltecer a boa fama dos que somam as suas comigo e reciprocamente absorvem da minha, e sinto por aqueles dos quais somente em serem pronunciados seus nomes as várias entranhas alheias sentem calafrios, náuseas e repulsas.
30 – NUNCA deixarei de dizer bem dos que verdadeiramente por elevado amor, gratidão e distinta consideração deles dependo, e sinto por aqueles que são incapazes de serem amados e notoriamente ínfimos de serem considerados e deles pessoa alguma deliberada e voluntariamente admitiria depender.
31 - NUNCA deixo de somar honras aos que abertamente me honram, e sinto por aqueles que se resumem em seus próprios desprezos, cujos defeitos e malícias intentam ofuscar e obscurecer as virtudes e honras dos outros.
32 – NUNCA direi coisa alguma daqueles que merecem deles nada ser mencionado, por esses quem os conhece unanimemente também nada teria fora da neutralidade citar.
33 – NUNCA deixarei de dizer o bom nome daqueles que em qualquer lugar merecem ser lembrados e citados, por esses quem os conhece se coloca de pé para urgir altissonante as boas notificações sobre eles.
34 – NUNCA deixarei de mencionar os lugares nos quais sou honrado, considerado, acolhido e irmanadamente respeitado, e sinto por aqueles que deles nada vale ser lembrado, nada cabe ser dito e nenhum odor ser estimado.
35 – NUNCA me dou ao luxo de me conformar e ser tolhido aos ditames da subserviência promovida pelos recalques e sublimações alheios, e sinto por aqueles que conformam e perdem suas vidas tolhidas e inquietas debaixo do que jamais esperaram para elas.
36 – NUNCA deixo de servir a Deus ou me privar de saldar a minha grande dívida vertical para com Ele visando atender à manobras dos caprichos de desmandos alheios, e sinto por aqueles que dissimulando estarem servindo se fazem velhacos jogando com as aparências com o fito de não caírem da graça dos olhos humanos.
37 – NUNCA deixo de servir a Deus e ou me privar de realizar a Sua soberana vontade para atender a mentes doentias, incoerentes e inconsistentes, e sinto por aqueles que se reduzem à insignificância e pensamentos irrisórios escondendo-se por trás de rotulações medíocres e estribando-se em nominações jactanciosas.
38 – NUNCA deixarei de dizer a realidade em função dos impérios da falsa e movediça ambiência que falseia entre os bemóis de sorrisos sombrios e sustenidos de fraseados enganosos, e sinto por aqueles que transitam nos corredores da ilusão deles como quem troca de roupas alugadas a cada festa que lhe desponta.
39 – NUNCA deixo de pregar contra a mediocridade e a hipocrisia em qualquer instância e forma que elas se configurem e estejam. Quer de fraque, luvas e cartola ou de alpargatas, “chita” e chapéu de palha, causam os mesmos danos por vezes irreparáveis em corações decepcionados e iludidos por elas.
40 – NUNCA deixo de exigir que no epitáfio de minha lápide não haja sombras e dúvidas sobre a minha fé e valores, sobre a lealdade, dedicação e fidelidade de minhas obras, e sinto por aqueles que em vida deixaram de ser, de ter, de dizer e de realizar o que Deus quis que fossem, que tivessem, que dissessem e que realizassem durante as suas existências por haverem vivido encurralados debaixo de instintos irracionais alheios.
40 + 1 - NUNCA espero que seja dito, que seja feito, que seja aprovado, o que nunca esteja apropriadamente correto, lúcido e sóbrio; o que nunca seja suficientemente coerente, verdadeiro e leal; e o que nunca tenha passado transparentemente no crivo da sublime e eterna Palavra de Deus...
Se você é assim como sou, pensa assim como penso, sente assim como sinto e faz assim como faço, então assim como eu, você está apto a passar pela provação dos 40 + 1 NUNCA.
Você verá que esses NUNCA também vão lhe salvaguardar de pretensões, de mediocridades, de fingimentos e de hipocrisias SEMPRE, assim como lhe fazerem estar sem pesares ao deitar a sua cabeça no travesseiro no momento de sua individualidade.
Quem somente sabe dizer o SEMPRE, se torna alvo fácil da decepção ao receber um NUNCA. Quem não sabe dizer um NUNCA pode vir a ser feito refém de um SEMPRE.
Somente ao Senhor Deus é preciso dizermos o nosso SEMPRE, ainda que por vezes tremamos de cutelo em punho levantado, ou hesitemos em plena marcha na travessia do deserto, ou ainda em vias de sermos jogados e esquecidos no fundo de um poço, como também sob riscos de sermos atirados na fornalha, ou doutra forma de sermos humilhados diante das cortes dos czares.
Que o seu NUNCA seja nobre, sóbrio, oportuno, coerente, significativo e inteligente para que sirva de ferramenta capaz, própria e eficaz, provadora de corações aos quais você possa com segurança e responsabilidade externar o seu SEMPRE sem remorso e marcado de verdade e pela honestidade.
PbGS
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