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sábado, 1 de agosto de 2015
SARDES ESTAVA VIVA?
SARDES? PARECIA VIVA...
Linda,
poderosa e exuberante, mas estava morta.
A auto presunção é um inimigo cruel e silencioso, cujas lentes
destorcem o foco real das vistas e desestabiliza o eixo do olhar coerente com a
realidade. Presunção é uma palavra deveras esquecida e pouquíssimo usual. Uma
palavra que desnuda o que se imagina seja ou pareça que é. O ato de presumir
não chega a ser um pecado em si mesmo, contudo é um condutor de dúvidas cruéis.
A presunção tem o poder de incutir na mente algo que dista da realidade que que
esse algo de fato é.
O capítulo 3 do Livro do Apocalipse é um dos avisos do Senhor
Deus que nos ajudam a enxergarmos os riscos perigosos da auto presunção, ao
olharmos os seus primeiros cinco versículos que falam da aparentemente linda,
poderosa e exuberante igreja de Sardes. A promissora cidade de Sardes era uma
das sete da Ásia Menor citadas no Livro do Apocalipse. Sardes era merecidamente
aplaudida por ter sido uma das mais poderosas e ricas do mundo antigo. Suas
fábricas de jóias, indústrias, seus pomares e sua extração de ouro a faziam
brilhar no panorama comercial da região e inculcava o orgulho na cabeça dos
seus cidadãos.
Entretanto, umas das feias realidades daquela cidade era a sua
presunção. E como uma praga, a presunção estribada no orgulho assolava os seus
habitantes. A igreja de Sardes não escapou daquela assolação, e por essa foi
contaminada. Os crentes da igreja de Sardes absorveram a ideologia que predominava
na mentalidade popular e na vida comum dos cidadãos daquela cidade, e assim prosseguia
a sua vida de boa política sobre as ondas da calmaria e do sossego.
O panorama interno da igreja de Sardes parecia dizer que ela vivia
uma vida de comunhão perfeita e distante de heresias e falsas doutrinas. Ela
nasceu, floresceu, cresceu e se desenvolveu na cidade. Tornou-se famosa,
renomada, reconhecida e aplaudida pela cidade e pelos poderes humanos que a
aplaudiam. Ser crente da igreja de Sardes era sinal de possuir status de gente
famosa, creditada e acima de qualquer crítica religiosa, política e social. E
assim a igreja de Sardes viva o seu cotidiano em paz e sossegada na cidade. Parecia
rica, poderosa e perfeita.
Entretanto, a radiografia espiritual daquela igreja não revelava
exatamente isso. Um dia, bem distante dali, uma voz do Céu, como de muitas águas,
veio na rochosa Ilha de Patmos e revelou o estado e as condições reais da
igreja de Sardes a um homem mantido prisioneiro e exilado nela, cujo nome era
João e cuja vida havia palmilhado o chão ao lado do Mestre e Senhor Jesus de
Nazaré.
O apóstolo João que ouviu a voz recomendatória a escrever um
livro contendo cartas às sete igrejas da Ásia Menor, enviou tempos depois os
escritos às suas destinatárias. E assim fez a igreja de Sardes se tornar sabedora
de sua real situação espiritual ao ter tomado conhecimento das realidades
escritas sobre si. Verdades sobre uma triste e enganosa realidade que não era
percebida no seio daquela igreja socialmente renomada e respeitada. Qual
perplexidade aquelas escritas destinadas a si e sobre si não houvera lhe
causado.
Tanto a origem como o destinatário de cada carta estavam
definidamente especificados. Não havia como alimentar dúvida alguma quanto a
endereçamentos. E para a igreja de Sardes, o teor de sua realidade é aberto com
um sinete de palavras inconfundíveis. Aquele que dirigiu a revelação declarou
que bem conhecia quem era o responsável pela igreja, assim como sabia o que ela
fazia e o que era e como estava existindo e o que estava acontecendo em seu
meio.
A igreja de Sardes era alimentada pela auto presunção. Vivia de
passado e de fachada. Era poderosa de nome e de fama. A sua glória residia no
passado que teve. Era uma igreja que vivia apenas do “foi” e do “era”. Vivia de
uma reputação horizontal invejável. A sua vida de rótulo a fazia se passar como
um museu renomado e reconhecido. Sua exuberância e o seu nome ecoavam na
cidade. Um esplendor entre os homens. Porém, tudo isso somente entre os homens,
na sua vida horizontal entre os homens.
A igreja de Sardes, apesar de ser uma igreja e ter nome de
igreja, vivia fora da realidade de igreja. Ela vivia numa condição neutra na
cidade. Não era “perigosa”. Não “incomodava” a cidade. Vivia uma vida rotineira
acomodada e complacente. Não vivia problema doutrinário nela. Não sofria
qualquer tipo de oposição. E como resultado de um círculo vicioso de acomodação
social, se tornou espiritualmente apática. Ganhou exuberância e pompa, mas
perdeu o Espírito do avivamento. Elogios e admirações horizontais podem não
conferir e atestar afinação com a visão vertical.
Se tornou uma igreja maquiada com aparência de viva. Caída morta
no CTI espiritual. Viva socialmente entre os homens, mas morta espiritualmente.
Viva horizontalmente, mas morta verticalmente. Cheia de obras, de feitos, mas
sem dignidade e sem vida espiritual. Suas obras sociais e seu empenho religioso
confinado e conformado a fazia a viver anestesiada por uma simulação de
avivamento. Ela perdeu o espírito de sua missão. Não tinha problemas de
heresias, mas não tinha problema de oposição do inferno. Acomodada em si e
dentro de si, ela se desinteressou pelas almas de fora.
Ela deixou de se importar com as obras inerentes à sua missão
imperativa. Tinha alegria social, mas não tinha fervor espiritual. Como igreja, ela deixou de influenciar e de temperar a cidade. Ela
estava sendo vencida pelos seus próprios erros e enganos gerados e mantidos em
função de sua auto presunção. Maquiada de esplendor, fachada, aparência e fama
na cidade, contudo feia e morta para o Céu. Apesar de ser linda e luxuosa, sua
voz como igreja cristã não ecoava na cidade. Mas veio a ela o alerta de
vigilância espiritual, posto que já era bem conhecido na história da cidade, por
já ter sido invadida, capturada e saqueada repentinamente por duas vezes no seu
passado.
A Palavra de Deus quer nos alertar que é possível uma igreja ser
e subsistir como a igreja de Sardes. Quer nos alertar que é possível uma igreja
se auto aniquilar-se como a igreja de Sardes. Quer nos dizer que aparências,
obras e fama podem ser apenas um esplendor horizontal, entre os homens, mas não
um sinal de vida e avivamento espiritual na relação vertical. Que o hábito do
comodismo espiritual e o costume do conformismo social não tomem e arrastem
algum de nós para a presunção, sob pena de que presumindo estar vivo, esteja
morto. Deus tenha compaixão e misericórdia de cada um de nós, e nos faça estar
despertados para o real fervor e verdadeiro
avivamento espiritual.
EvGS
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
LIBERDADE EM CRISTO.
Liberdade em Cristo.
Você sabe avaliar a sua?
Liberdade é um dos verbetes que soa aos nossos ouvidos o som de
alegria, de suavidade, de satisfação, de tranqüilidade e de paz. Pensar e
ajuizar sobre o que é liberdade são um excelente exercício reflexivo, mas tem
sido depreciado por uns e negligenciado por muitos. Nem todas as pessoas sabem o
significado de liberdade. Algumas nem mesmo de fato avaliar a sua, apesar de
ouvir e declarar amar esta linda palavra.
Liberdade é a faculdade de fazer ou escolher qualquer coisa. É a
faculdade de agir e exercer a vontade própria. Liberdade também significa a
ausência de opressão. É a faculdade de possuir o poder de decidir com autonomia
e sem embaraços sobre as coisas.
A liberdade é aplicada em todas as áreas. Em algumas com a forte
presença de fatores restritivos e em outras com opressões impeditivas. Em
outras com fatores debaixo da visão da conveniência e das limitações
convencionais. Liberdade com menor ou maior restrição ou amplitude. Nem todas
as mentes conseguem discernir as diferenças de liberdade dentro dos âmbitos.
Notavelmente se percebe que liberdade tem sido mal avaliada, mal
exercida, mal entendida e mal sentida. Não se pode aproveitar-se da liberdade
que possui e com isso causar embaraços, enfraquecimento ou danos em outrem. Os
abusos e excessos dos princípios do prazer têm inculcado em muitas mentes um
substituto da liberdade - a chamada libertinagem -. Libertinagem é devassidão,
depravação.
Nem tudo que aparentemente está livre, realmente é sinal de que
em liberdade nos sentidos real e verdadeiro esteja. O mau uso da liberdade
escoa para a prática da libertinagem ou da tirania. A libertinagem é perversa e
a tirania é opressora. A libertinagem é uma forma sutil de aprisionamento quase
sempre não percebida no seu todo. O terrível mal da libertinagem tem causado
diversos danos pela vida afora.
Os abusos e excessos dos princípios de liberdade no exercício do
poder também conduzem aos descréditos, leva à descrença e ao desrespeito. O mau
uso da liberdade do poder deságua na tirania, na arbitrariedade e na
prepotência. O trunfo tolo da tirania tem mutilado uns, destroçado outros,
oprimido tantos, usurpado sobre muitos, debochado de vários, tirado proveito
sobre não poucos.
O uso insensato da liberdade sobre os poderes e grandezas humanos
também pode ser sentenciado e fatalmente abatido até mesmo num de repente
festivo de uma noite diante da parede do palácio. É preciso ser sensato e
coerente com a liberdade de uso do poder que se exerce e das grandezas que se
possui.
Nos conceitos humanos, a liberdade caminha ao lado das muitas
éticas. E enquanto a libertinagem cavalga no submundo da insensatez, a tirania
se monta na sela da manipulação, a liberdade enxerga cercas e limitações, e a
libertinagem não sente rédeas e nem respeita freios.
Os pensamentos e idéias relativistas têm pulverizado e desfocado
a visão de não poucas gentes em relação à liberdade. Quando não se sabe
valorizar e nem avaliar a liberdade de que se possui, termina por perder os
melhores frutos e benefícios do que ela pode oferecer. Tanto arrogantes quando
soberbos são prisioneiros ou da libertinagem ou da tirania.
Há prisões visíveis e existem prisões invisíveis. Pessoas estão
fisicamente aprisionadas. Mas também pessoas estão psicologicamente restritas
de liberdade. Pessoas estão socialmente cerceadas da liberdade. E pessoas estão
afetivamente cativas e forçosamente aprisionadas. Pessoas estão sendo trazidas
aprisionadas na mecânica dos vícios de religiosidade. E pessoas estão sendo
mantidas aprisionadas em nomes fantásticos, em rótulos esplendorosos, em
esquemas mirabolantes, em tradições medíocres, em totens fantasiosos, em ambiências
situacionistas. E pessoas estão espiritualmente aprisionadas no visgo das falsas
aparências e nos cordéis do pecado contumaz.
Lamentavelmente, muita gente somente vem conhecer o real sentido
da liberdade depois que a perde. Depois que está restrito ou cerceado dela.
Muita gente entra no caminho da libertinagem porque nunca de fato soube
conhecer, avaliar e valorizar a liberdade. Nem todos sabem fazer o bom uso da
liberdade que possui, e quando a perde se torna ou revoltado ou libertino. Quem
não sabe o que é liberdade, também fatalmente não sabe o que são as agruras da
restrição, nem os espinhos da opressão e nem as farpas do cerceamento.
Usufruir da liberdade que se possui, com temor a Deus, de boa
consciência equilibrada e de bom senso judicioso é viver a vida com prazer e
proveito, sem temer o futuro que venha pedir contas de tudo que hoje estamos
fazendo dentro da liberdade que temos. Quem não sabe usar a liberdade que tem,
pode experimentar fragmentações desfavoráveis, sofrer divisões vergonhosas e sucumbir
em lamentos e remorsos.
A liberdade real e verdadeira está em Cristo Jesus. Entre os
homens, toda e qualquer liberdade sempre estará cativa nas limitações, nas
conveniências e nas convenções humanas. O homem por natureza está preso e
cativo nas leis do pecado que imperam sobre suas tendências. Somente somos real
e verdadeiramente livres quando libertos pelo Senhor Jesus, o Filho de Deus.
Na Bíblia Sagrada estão registradas duas das declarações cruciais
feita aos homens pelo Mestre Amado de nossas almas: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Jo 8.32. E a
outra, “Se o Filho, pois, vos libertar, verdadeiramente
sereis livres”. Jo 8.36. Jesus Cristo é o Filho de Deus, a Verdade que
realmente liberta. Conhecer no sentido de entender a verdade. As duas
declarações acima foram ditas para uma parte de público que apenas enxergava a
liberdade lógica e terrena. E o Senhor Jesus estava falando da liberdade principal e suprema, da maior e mais elevada importância para os homens.
Toda pessoa que, real e verdadeiramente está liberta pelo Senhor
Jesus, o Libertador por excelência, sabe o significado e a importância da
liberdade. Sabe avaliar e fazer o bom uso da liberdade que possui. Conhece o
que é ser útil com a liberdade que tem. O cerceamento ou a restrição da
liberdade de uma pessoa pode fazê-la insatisfeita e inútil diante do que esta
poderia ser muito mais útil.
Precisamos conhecer, entender, a verdade do Senhor Jesus, o Filho
de Deus, e permitir que realmente sejamos libertos por Ele. Quem conhece e
entende a sua liberdade em Cristo, sabe avaliá-la. Quem está liberto em Cristo
sabe ser e estar contente em qualquer âmbito de liberdade que lhe seja
garantida ou facultada. Não faça mal uso da liberdade que tem em Cristo, visto
que ela custou um alto preço pago pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário. Um pagamento que riscou a cédula da condenação eterna
e justifica de uma vez por todas a todos que em Cristo Jesus crêem.
PbGS
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
O DEUS QUE NOS CONHECE.
O Deus que nos conhece muito
bem.
Uma breve reflexão no Salmo 139.
No mundo existem milhões e milhares de deuses. Desde os supostos
e imaginados até os que vivendo se assumem e se acham serem deuses. Alguns
inventados, outros lançados e ainda outros sugeridos. Criar ou inventar deuses
nunca foi difícil para mentes férteis. Mas como poeira e ou cinzas todos esses
deuses passam e se vão cativos e aprisionados nas suas limitações. Os deuses do
mundo em algum tempo se afundam, se afogam, ou se tornam em pó de recordações
subjetivas. Porém há um Deus no Céu que rege e conhece tudo e todas as coisas.
Apesar de um dos maiores desafios para a mente humana ser o de
buscar conhecer ao Senhor Deus e Sua soberana vontade, a Bíblia Sagrada nos
mostra clara e declarativamente que Deus nos conhece muito bem. O Deus Vivo e
Verdadeiro permanece para sempre inabalável com Sua presença e seu
conhecimento.
Poderíamos literalmente passear em vários textos da Escritura
Sagrada, a fim de obter ou corroborar a certeza de que o Senhor Deus nos
conhece muito bem. Entretanto, neste artigo vamos nos ater a uma breve reflexão
em alguns versículos apenas do Salmo 139.
Esse lindo salmo por si demonstra uma meditação sábia e
fundamentada em um profundo relacionamento espiritual com Deus. O teor desse
salmo revela um resultado de inspiração incomparavelmente acima de qualquer que
seja a compreensão imaginativa, intelectual. Ele revela a presença e o
conhecimento de Deus.
Meditar no salmo 139 é receber alento, conforto e descanso
confiantes nos cuidados e na visão do Senhor Deus para conosco. Numa breve
reflexão, perguntamos em que, pois, esse salmo nos faz prosseguir confiantes no
Senhor nosso Deus?
1 – Em sabermos que Deus sabe tudo a nosso respeito. O Senhor
Deus nos sonda. Ele conhece as nossas atitudes. E ainda que estejamos longe
dEle, Ele conhece perfeitamente os nossos pensamentos. Não se permita pensar
que mesmo em meio a frondosas árvores no jardim, algum de nós poderia encontrar
lugar de fuga e esconderijo a quem não pudesse nem mesmo ouvir a voz de Deus. Há
uma grande diferença entre atitudes e comportamentos. Deus conhece tanto aquelas quanto estes.
As nossas atitudes são as nossas ações interiores não vindas à
concretização exteriorizada. São os nossos atos íntimos trabalhados nos
processos internos dentro de nós. Os comportamentos são as nossas ações
exteriores como resultados de nossas atitudes e motivações. Deus sabe lidar com
todas as nossas atitudes e comportamentos.
Para as vistas humanas, somos apreciados ou avaliados em função
das manifestações exteriorizadas nos nossos comportamentos. Esse salmo nos faz
ver que a sondagem de Deus sobre nós penetra intemporalmente desde as nossas
atitudes até os nossos comportamentos. Deus sabe tudo a nosso respeito. Deus
discerne os nossos comportamentos e estes lhe são familiares. Se somos deliberadamente
claros e sinceramente transparentes para com Deus, Ele nos assistir acima do
que pensamos ou queremos.
2 – Em sabermos que Deus vê tudo que está ao nosso redor. O
saber de Deus nos ultrapassa, nos impressiona e nos impacta. Vai além das
limitações temporais, geográficas, objetivas ou subjetivas. É completa e
inteiramente inútil o querer fugir ou tentar esconder-se de Deus. Ainda que
nossas vistas não consigam enxergar ou os nossos pensamentos não alcancem o que
pode sobrevir sobre nós, o Senhor Deus o sabe muito bem. Tudo o que está a nos
cercar e a nos acontecer, Deus está vendo.
3 – Em sabermos que Deus pode fazer tudo por nós. Ele fez as
nossas estruturas individuais desde antes de sermos embriões ainda no ventre
sendo formados. O Deus que fez o nosso corpo, também pode realizar coisas
maravilhosas nele no poderoso mover de Sua mão para nos curar, nos libertar e
nos por em liberdade verdadeira. Tudo que fazemos em nosso relacionamento para com
Deus sempre fica muito aquém de satisfazer completa e inteiramente a vontade de
Deus para conosco. Ainda nos resta muito o que fazer e somos devedores tanto
para com Deus como aos homens.
4 – Em sabermos que Deus pode nos por à prova. Deus já nos
conhece muito bem, mas o ato de nos colocar à prova envolve muito mais do que
uma ação investigativa sobre o que fazemos. Deus já conhece as nossas
fragilidades, nossas limitações, nossas tendências e inclinações. Deus nos
julga segundo os Seus atributos, e não segundo as nossas visões de vontades ou
de justiça. E quando Deus nos coloca à prova, Ele tanto nos ajuda a passar por
ela como nos conduz a profundos aprendizados e aperfeiçoamentos, nos assistindo
a que não venhamos a perecer com o mundo impiedoso, afastado e esquecido de
Deus. É durante a prova posta sobre nós que se revelam a veracidade e a
sinceridade do conjunto de nossos sentimentos em relação ao Senhor Deus.
Assim sendo, confie no Deus que lhe conhece muito bem. Por coisa
alguma, não fuja, não se afaste e nem se esconda do Deus que lhe conhece muito
bem. Se chegue a Deus e Ele se chegará a você.
Jamais permita que os seus atos de justiça venham lhe ofuscar a
visão e subestimar o preço e a validade da justificação, efetuados pelo
derramamento do precioso sangue do Senhor Jesus realizado uma vez por todas no
Seu sacrifício na cruz do Calvário em favor de todos os homens.
Que não sejam os seus atos de perfeição humana um suposto objeto
que tente desmerecer e anular a
ressurreição e aparição e assunção do Senhor Jesus aos céus, com
promessa de outra vez vir buscar todos aqueles que nEle crêem, confessam e
seguem no Seu nome acima de todos os nomes dados entre os homens.
Deus nos conhece muito bem, e além do nosso entendimento. Não há
deus como o Senhor Deus, porque outro igual ou acima dEle nunca houve e não
existe. Ao Senhor Deus seja, pois, toda a glória, e honra e louvor porque Ele
nos conhece muito bem e merece toda a nossa admiração, veneração, reverência,
adoração e serviço.
PbGS
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O QUE FAREIS QUANDO CHEGAR O FIM?
O que fareis quando chegar o fim?
Uma pergunta séria para uma reflexão sincera.
Esta é uma das perguntas
um tanto diferente das comuns que deparamos. Precisamos atentar para as suas
implicações e considerá-la em vista dos contextos que nos abrangem, dos dias
que vivenciamos e dos elementos que nos circundam. Uma pergunta que indubitavelmente
nos leva a profundas reflexões.
Essa pergunta está
registrada no Livro do Profeta Jeremias, mais especificamente em Jr 5.31. O capítulo 5 abre o seu texto
com um imperativo e o encerra com uma pergunta. Precisamos tomar algum tempo
para fazer algumas considerações apenas na pergunta do texto.
Primeiro, comecemos por considerar de que pessoa essa pergunta
veio? Ela veio do Senhor. Não foi simplesmente a pessoa do profeta quem a
elaborou e desferiu simplesmente por sua vontade particular. O Deus que direta
e mais intimamente governa sobre o Seu povo, estava lançando uma das Suas
perguntas confrontante e despertadora, a fim de trazê-lo a cair em si e ao
momento de confissão de seus erros e a tomada de novo rumo. Apesar de já saber
qual resposta receberia do Seu povo.
Nunca venhamos a
desconsiderar as perguntas do Senhor a nós. Deus trouxe a pergunta exata para o
momento certo e oportuno de fazê-la. Deus estava inquirindo o Seu povo quanto
as responsabilidades de suas ações sobre uma saída daquela situação, e Deus
estava falando de um fim que estava para chegar e dar um basta à situação do
povo.
Segundo, precisamos considerar em que situação e ambiente a pergunta estava
cabendo. O povo de Deus estava vivendo uma situação desastrosa. A “maré e os
ventos” não estavam nada bons entre o povo e cada vez mais a nação indo de mal
a pior. É sempre assim quando o ambiente está permeado pela insensibilidade e
pela cegueira espiritual, o homem se perde obscurecido em suas próprias
opiniões e pensamentos, falsamente acreditando que sua autonomia o conduzirá em
segurança até onde bem queira e entenda chegar livre.
O coração empedernido
dificilmente percebe o diagnóstico espiritual de si mesmo e muito menos enxerga
o curso de sua vida em direção ao fim. Olha para tudo e enxerga quase nada,
fala sobre tudo e pouco ouve sobre si mesmo, pensa em tudo e reflete em quase
nada. Enfim, nenhuma resposta consistente de si mesmo possui para o que fazer
quando chegar o fim.
Terceiro, precisamos considerar o apelo residente na pergunta. Deus
está buscando trazer o Seu povo de volta para Si. E para tanto, lhe fez um
apelo bem contundente que possibilitaria a Sua herança fazer reflexão de seu
passado de derrotas e de glórias, de seus tropeços e de suas vitórias
adquiridas, de seus períodos de humilhação e de sua vida de temor a Deus, de
seus momentos de altos e de baixos, de suas condições conseqüentes e do que
viria sobre ela.
Um apelo ao retorno de
seu primeiro amor começando por ser demonstrado nas suas atitudes de
arrependimento e conversão. Um apelo para que fosse posto um basta no jugo com mentalidades
ímpias infiltradas no meio do povo. Um apelo para que o povo passasse a
perceber que aqueles ímpios estavam como passarinheiros espreitadores e
oportunistas, colocando armadilhas, enriquecendo-se e tornando-se gordos e
nédios. Bem aparentados e de rostos bem lustrados às custas do povo de Deus,
vivendo nababescamente em “prosperidades”, não lhes era fácil perceber que o
fim de todos aqueles abusos e desmandos estava com os seus dias contados para chegar
sem dó e sem piedade.
Quarto, precisamos considerar o alerta contra a corrupção moral e religiosa que precede
a pergunta no texto. O contexto moral e religioso havia perdido o rumo e com
ele os seus dias de glória e as lembranças estavam sob a ameaça de se tornarem
em dias de humilhações e tristezas. Todo o passado fora esquecido e resumido a uma
fria veneração e a uma distante crença histórico-cultural de uma nação. Trocar
um passado valioso de lutas e vitórias, por um presente de irreverências e
incredulidades é um forte risco de perdas e de inversão.
Um alerta de corrupção
religiosa apontando para a presença da falsidade nas bocas dos profetas em
conluio com um sacerdócio desleal, vendido e comprado, maculado e suspeito, por
uma cumplicidade que ofendia diretamente contra a fé do povo e denegria a
importância do santuário do Senhor e indo mais além ao promover o descaso para
com tudo que tivesse ligação com o Senhor. Um triste clima corrupto permeava
dentro e fora do templo. Tanto profetas como sacerdotes encontravam-se ladeados
e ao mesmo tempo debaixo da influência dos ímpios. Em meio a esse ambiente
nebuloso, no que acreditar? A quem se devia respeitar e levar a sério? Nem
mesmo nas mentes do ambiente religioso se passava a possibilidade de lhes
chegar um tempo para o fim.
Quais razões temos,
portanto, para considerar essa pergunta da parte do Senhor para o nosso
contexto contemporâneo?
Estaríamos realmente
considerando de quem é essa pergunta? Estaríamos vigilantemente considerando a
validade dessa pergunta para os nossos dias? Estaríamos sensivelmente
considerando as implicações do apelo contido nessa pergunta? Estaríamos
sinceramente considerando o alerta contido nessa pergunta?
Como servos de Deus,
jamais deveríamos mover o nosso foco de sobre a seriedade e os atributos do Deus
que fez essa pergunta, quando estamos vivendo num contexto campeado por
influências sombrias, duvidosas e conflitantes entre si criando e engenhando
armadilhas sagazes e pretensiosas. Profetas e sacerdotes não devem abrir mão de
suas convicções e das implicações de suas responsabilidades no chamado e na
vocação.
Como servos de Deus,
jamais deveríamos fechar as nossas vistas diante da tenebrosa escuridão
espiritual que a todo momento atenta para obscurecer a visão dos servos de Deus.
No dia em que um profeta ou sacerdote deitarem a sua rede apoiada nos esteios das bagatelas do
oportunismo e das barganhas da pretensão, com eles todas as suas palavras se
romperão e cairão por terra.
Diante disso, a
pergunta alardeia: “O que fareis quando
chegar o fim?” E as demais perguntas seguem questionando e imprimindo a
reflexões olhando para o momento de chegar o fim: O que fareis com as honrarias
humanas que te comprariam a honra do teu nome e inebriariam aos filhos de tua própria
casa? O que fareis com as ofertas de peitas e presentes que te amordaçariam a
boca e massageariam o teu ego? O que fareis com os truques das propostas de trocas
ocultas que algemariam o teu compromisso e aprisionariam o teu coração e o de
tua casa? O que fareis de tudo isso quando chegar o fim?
Quando chegar o fim
iminente, e ele sempre ocorre debaixo de surpresas e nem sempre de alegrias,
poderia nele haver tempo para desfazer vícios do que se fez? Quando chegar o
fim iminente, e ele avisa e prenuncia, mas não marca a sua data de chegar,
poderia nele haver chance para desfazer o que deveria corajosa e varonilmente
ter feito?
O QUE FAREIS QUANDO
CHEGAR O FIM?
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
Busque e zele por ela.
Estamos no tempo em que a palavra “qualidade” está em evidência em vários meios e aplicação em muitas áreas. Buscar qualidade no que somos e em tudo no que produzimos são iniciativas extremamente promissoras, empreendedoras, inteligentes e animadoras. Uma demonstração de maturidade e de visão de propósitos. Quem busca qualidade, sabe aonde almeja chegar, e se lança e dedica-se na procura de trilhar caminhos seguros da perfeição.
As imperfeições de ontem e de hoje não podem ser desprezadas, e podem servir de indicadores para a busca de obtenção da excelência pela qualidade crescente e contínua. Elas podem servir de objeto de apreciação para a possibilidade de melhoramento e aprimoramento. Não persistir na busca de excelência para a qualidade seria uma atitude desleixada e um tanto negligente para conosco mesmos, e desconexa para com os requerimentos do contexto.
A busca da qualidade de vida espiritual começa melhor ser percebida nas palavras do Senhor Jesus a nos dizer “sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”, Mt 5.48. E também mais adiante Paulo, o apóstolo ensinador, nos clareia o caminho dessa busca de qualidade empregando o imperativo “transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”, do vosso “metanoia”, da mentalidade, da capacidade de compreensão, Rm 12.2.
O Senhor Jesus Cristo nos aponta o referencial, e o apóstolo Paulo nos ensina os meios, para a busca de qualidade para a nossa vida espiritual. Quantas pessoas perdem os melhores proveitos de suas vidas privando-as de experimentar melhoria contínua na sua vida espiritual. É preciso coragem, iniciativa, disposição e disciplina para manter e possuir uma vida espiritual de qualidade com legitimidade cristã e utilidade significativa.
Os dicionários definem “qualidade” como um atributo que determina a essência ou a natureza de alguém ou de algo. É o valor, a virtude característica, da propriedade ou da condição ou da capacidade de alguém ou de algo. A trilha em busca da qualidade é um caminho estreito e trabalhoso cujos frutos nos incentivam e cujo final nos contenta e nos favorece a satisfação e o senso de utilidade e do dever cumprido em cada dia.
Seria de muita valia se todos nós olhássemos para a busca da excelência pela qualidade em todas as coisas aplicando as nossas capacidade e habilidade seletivas e examinadoras em continuar em busca do melhoramento e aprimoramento contínuos para as coisas que num dado momento despertamos para elas e as consideramos suscetíveis e carentes de serem melhor qualificadas e se façam úteis e relevantes pela sua boa qualidade.
A visão de qualidade não se estagna e não se contenta com o estado alcançado. A visão de qualidade pode mudar para melhor muitas coisas em nossas vidas e contextos em vista da busca e aplicação de melhoramento e aprimoramento contínuo. O que vemos e fazemos hoje pode ser submetido ao melhoramento e ao aprimoramento para ser e servir melhor amanhã. O estado de conformidade tende a ser vencido pelo cansaço desestimulador e pela desmotivação causados pela ausência de renovação.
Somente torna-se obsoleto, arcaico e desatualizado quem ou o que não se submete aos rumos e aos meios para alcançar a perfeição, conformando-se com o estado até então obtido. A falta de visão de melhoramento é um risco de cair no confinamento improdutivo e se tornar deficiente por se fazer pouco útil e quase nada servível. A vida espiritual de uma pessoa é suscetível de melhorias e aprimoramento todos os dias. O nosso relacionamento com o Senhor e o nosso desempenho na Sua obra tornam-se mais vivos e produtivos na medida em que nos entregamos e nos dedicamos a buscar a excelência pela qualidade de nossa vida espiritual.
Olhamos para o Pai que é perfeito, buscamos ser Seus imitadores como filhos amados e nos transformamos pela renovação do nosso entendimento, e assim vamos tendo abertas as vias e possibilidades de experimentar qual seja a Sua boa e perfeita vontade para as nossas vidas. Aqui não está uma relação de obrigatoriedade, e sim de entrega satisfeita, aberta e concordante por entendimento que envolve todo o nosso ser.
Ao falar de qualidade nos traria à primeira vista apenas a aplicação da mesma nos bens materiais produzidos e consumidos. Isto é um resquício influenciador da mentalidade secularizada. Quase que a maioria das pessoas não visualiza o item qualidade nas coisas imateriais. Parece-nos que a capacidade avaliativa e examinadora das pessoas tende a concentrar-se na área material e ser deficiente na identificação perceptiva para a busca de qualidade nas áreas e valores imateriais.
Minha missão específica neste artigo é dirigir-me especialmente aos que desejam melhor zelar pela qualidade de vida espiritual. Aqueles que buscam melhoramento e aprimoramento contínuos através da busca persistente pela excelência através da qualidade de vida espiritual para o que empreendem a ser e a realizar. E mais fundamentalmente incentivar àqueles que procuram conscientemente a renovação real, verdadeira e significativa para as suas vidas. Este artigo poderia ser pouco servível para aqueles que se conformam em ser configurados em apenas números e dígitos de estatísticas nos arraiais evangélicos.
Nesta oportunidade lhes trago uma palavra amiga e conscientizadora, cujo tema norteia a reflexão sobre como contribuir para a busca da excelência pela qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que efetivamente conosco convivem, assim como dos públicos ouvintes que eventualmente nos ouvem e nos acompanham na pregação e no ensino. Num tempo em que muitos se sufocam em querer a satisfação da vida material e dos instantes imediatistas, é estarrecedor comprovar como tantos imperceptivelmente são arrastados pela onda do conformismo e outros afundam suas vidas em formalidades mecanicamente religiosas.
Falar da busca da excelência pela qualidade do que realizamos para o Senhor nas coisas que traduzem valores espirituais parece ter sido um assunto de somenos importância por algumas pessoas. Mas pode ser esperado por tantas almas que precisam com urgência diária trilharem o melhor e mais legítimo caminho para obter qualidade de vida espiritual.
Pacotes de falas eufóricas enfeitados por laços de desleixos têm sido os presentes mais fáceis de serem ofertados para encobrirem negligências com as coisas espirituais. As patentes coloridas e alvissareiras do engano e da ilusão que visam atender apelos da momentaneidade e da transitoriedade circunstancial ofuscam, inebriam e desviam a capacidade reflexiva individual sobre o que cada pessoa pode fazer em direção à busca de excelência pela qualidade de vida espiritual nas suas individualidades.
Algumas pessoas lamentavelmente deixam transparecer que para elas as coisas feitas hoje na Casa de Deus seriam frutos de fatalidades, e estão alheias de nossas capacidade e habilidade em zelar pela excelência da qualidade no que realizamos e oferecemos para melhorar, aperfeiçoar, a qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que nos cercam e nos ouvem. Com isto infelizmente alguns têm servido apenas de veículos incentivadores às suas motivações individuais e ministeriais, têm sido ferramentas que buscam acolhimentos para as suas próprias satisfações.
Infelizmente e de forma pouco inteligente, algumas dessas pessoas se entregam instintivamente ao fatalismo sem perceberem os riscos no agora pelos quais estão induzindo vidas no depois. Muitas delas dormentes e inertes ao panorama dos tempos, parecem haver perdido o senso de urgência em manter uma vida espiritual de qualidade e significativamente útil e dinâmica. As circunstâncias temporais podem influenciar uma vida conformada em postergações, e postergar algumas coisas é perder oportunidades de aprendizagem, edificação, melhoramento e aprimoramento.
Vozes inconfessas tentam nos dizer que a visão de seus serviços no santuário do Senhor precisa apenas atender aos momentos. Para essa visão, os frutos produzidos não precisam atender e dar suporte firme com vistas a resultados em colheita e contemplação na eternidade.
O momento passageiro do agora força ofuscar a ocasião irreversível do depois. E para alguns o que mais importa é o que seja produzido no presente e apenas para o presente, em detrimento do que o Reino de Deus possa ganhar real e efetivamente no presente e os seus servos lograrem sucesso para o futuro e no futuro.
No momento em que a consciência com lucidez toma posicionamento responsável e sóbrio em atentar para a qualidade de vida espiritual, se tem conseqüentemente a partir daí o ponto de partida incentivador que possibilita o interesse de adquirir um excelente padrão de qualidade em todas as áreas da vida individual e coletiva nos rebanhos do Senhor.
Sempre é encontrada a minoria desfocada da visão de Reino de Deus, e destas verdade e realidade não temos dúvida. Entretanto quando essa minoria nota o logro de sucesso naqueles que assimilaram, ou estão em assimilação, da busca da excelência pela qualidade para as suas vidas espirituais, os fatos e os acontecimentos por si mesmos vão convencendo de que qualidade contempla também a vida espiritual e é um assunto relevante para quem deseja servir melhor ao Senhor e ser útil aos Seus rebanhos.
A qualidade de vida espiritual é atestada pela demonstração prática na riqueza dos valores que uma vida possui e apresenta. Não são coisas momentâneas que conferem a existência e a consistência de qualidade de vida espiritual em uma dada pessoa. A constatação contínua desse quadro leva a todos perceberem, sentirem e testemunharem que não se trata de uma manifestação sazonal, nem temporal. Cada pessoa percebe o seu estado, a sua condição, a sua carência, e sabe que sua vida precisa ganhar um “up”, um novo ar, uma real e verdadeira renovação como diz a Palavra de Deus, sem influências ou tendências de pensamentos e filosofias humanas.
Não é a circunstancialidade e nem a ambiência que ditam ou definem qualidade de vida espiritual. Uma consciência cristã sensível à busca de mudança e aperfeiçoamento relevantes e próprios para a vida espiritual através de uma entrega dedicada a aplicar os princípios que conferem excelência pela qualidade de vida espiritual é de um grande valor prático para a obtenção dessa qualidade. Uma verdade em prática persistente e crescente. Tanto faz nos abertos areópagos como no interior de um cárcere, a qualidade de vida espiritual de uma pessoa se manifesta naturalmente independente de contextos.
Nas coisas materiais, os valores e sucessos na qualidade são facilmente visíveis, palpáveis e constatáveis. Na vida espiritual, os seus valores alvos da busca de excelência pela qualidade vão transcendendo a cada dia do invisível para exteriorizar no visível, de maneira que serão identificados os resultados linearmente e de forma contínua e sem esforço exacerbado e fatigante. E naturalmente vai se aflorando ao visível e palpável a realidade do que escreveu o apóstolo Paulo “já não vivo eu, mas Cristo vive em mim”.
Qualidade de vida espiritual de uma pessoa não é medida pela quantidade ou pela variedade de bens terrenos que esta possui. Não são a quantidade e a variedade desses bens e patrimônios o selo que ateste sua qualidade de vida espiritual, e muito menos certifiquem garantias ou provas de que o que possui é mostra de qualidade de vida espiritual.
Qualidade de vida espiritual não resume o foco em sucessos na vida material, na obtenção de bens e lucros materiais. Para alguns estes itens infelizmente têm sido vistos como “provas de prosperidade”. A mente natural materialista tentando se infiltrar nos ensinamentos bíblicos, querendo impor a força de suas interpretações particulares e incoerentes para a área material da vida, e ao mesmo tempo sendo opostas, enganosas e mentirosas diante da proposta real e verdadeira do Evangelho de Cristo para o homem.
A influência da filosofia materialista tentando minar os conteúdos ensinados pelo Senhor Jesus e afastar os servos de Deus da piedade e induzi-los entrarem na visão de trocas e interesses firmada e dirigida com prioridade na obtenção e satisfação pessoal nas coisas da vida terrena.
Uma tentativa materialista de querer supervalorizar o material em detrimento dos valores espirituais. Fazendo por influenciar as pessoas a dirigirem todos os seus passos, esforços e visão unicamente ao fim material. Constantemente encontramos tais pessoas decepcionadas e perdidas em frustrações e deixam de lado a busca de excelência para as suas vidas pela qualidade de vida espiritual.
Na corrida dividida e conflituosa entre as influências e os ditames do “ter”, do “ser” e do “estar”, os assombrosos ministérios do avivalismo e animação de públicos, assim como os da prosperidade material, têm causado mais prejuízos espirituais na vida de muita gente do que se imagina em primeiro momento. Uma geração influenciada a apenas mover a alma e o corpo e se dirigir à satisfação de seus interesses materiais. Uma geração que vem sendo ensinada e fortemente influenciada a empregar todos os seus esforços e visão horizontal e linear em direção à satisfação e deleite pessoais na vida material.
Jamais essas foram a marca norteadora da proposta original e legítima do Evangelho para os homens. Jamais foram essas a marca impressa nos pregadores do verdadeiro avivamento que arrebata o espírito e transcende a alma. As gerações passam, todavia os princípios bíblicos permanecem os mesmos. E é a perseverante visão neles que nos faz buscar para a nossa vida espiritual a excelência pela qualidade.
Cada geração experimenta os movimentos próprios de suas épocas, mas em cada uma deve sempre perdurar a presença dos princípios legítimos e fundamentais ensinados na Palavra de Deus. É a prática desses princípios que conduz diariamente a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual.
Pregadores legítimos de conteúdo e de autenticidade possuem e persistem na busca pela excelência da qualidade no que produzem para as vidas no Reino de Deus e realizam nele. A persistência tem um alto custo cujo preço somente é pago por aqueles que são verdadeiramente dispostos a efetuá-lo. Lembro-me de uma palestra ministrada pelo saudoso pastor-pregador batista Nilson Fanini, em 1987 em Niterói-RJ, que naquela ocasião nos disse “persista em trabalhar e se esforçar naquilo para o que Deus lhe chamou, independente do preço que os homens queiram tarifar as suas disposição e obra”.
A busca de excelência pela qualidade de vida espiritual atinge as mensagens da pregação. Sem mensagem de excelente qualidade as manifestações “produzem” apenas gente delirante e imaginativa para o presente e pouco pensante e reflexiva para o futuro. Mensagem de excelente qualidade move além da alma e do corpo do ouvinte, posto que vai direta ao encontro do espírito e faz este reconhecer a voz do Deus que lhe criou.
Mensagem de excelente qualidade produz reflexão e conscientização profundas no espírito do ouvinte, e toda manifestação conseqüente dela atesta no crivo da verdade e da autoridade bíblicas. Verdade, consistência bíblica, legitimidade de propósito e aplicação compreensível, coerente e alcançável através de sua prática são alguns dos itens da excelência na qualidade de uma mensagem bíblica.
Estamos singrando dias de descrenças e confusões, as ilusões e o engano já não mais estão batendo às portas, visto que agora as invadem diuturnamente e inescrupulosamente sem requisitar licença ou consultar possibilidades. Dias nos quais o cuidado pela vida espiritual tem sido colocado em segundo plano e parece que o zelo por ela restringe-se apenas na manutenção da sua superficialidade por um numeroso contingente.
Uma visão geral revela esse fato e gritantemente roga pela busca de excelência para a qualidade de vida espiritual. O ritmo da busca e manutenção da sobrevivência, mais os requerimentos das ocupações seculares e, além disso, as massacrantes rotinas têm sido fatores que gritam e rogam pelo melhor empenho e maior dedicação dos apascentadores, pregadores e ensinadores.
Outro fator que incide sobre a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual são as mudanças. As gerações vão experimentando mudanças e sofrendo e sendo influenciadas por estas. E muitas vidas anseiam por terem uma vida espiritual de qualidade sem perderem sua identidade cristã diante das mudanças. Muitas delas se mantêm dependentes das mensagens nas pregações e no ensino, em virtude das exigências impostas pelas suas rotinas de ocupações seculares.
A natureza e as características do tempo presente estão tragando e resumindo os homens de seus compromissos pessoais e individuais, suprimindo e resumindo sua liberdade individual para manutenção do seu bem-estar espiritual, psicológico, emocional, afetivo, religioso, etc. Enfim, uma corrida que afeta diretamente o fôlego de buscar excelência pela qualidade de vida espiritual.
A vida espiritual é progressiva, dinâmica e renovável. Uma vida espiritual com excelente qualidade deixa transparecer alguns indicadores de qualidade visíveis e testemunhados. Exercício do equilíbrio emocional e comportamental cada vez melhor; equilíbrio e sobriedade no modo e no senso de juízo; exercício da sensibilidade e percepção na produção de frutos no tempo próprio; frutificação natural e normal nas suas áreas de atuação, sem anomalias e sem desequilíbrio; e a sensível melhora e facilidade na condução de assuntos próprios da vida prática.
Assim sendo, notamos a necessidade premente de em tudo que fizermos, o façamos para a glória de Deus – isto traduz e resume de forma esclarecedora o significado do que é buscar excelência pela qualidade para uma vida espiritual de qualidade -. Os frutos revelam o grau e o nível de qualidade da vida espiritual de uma pessoa. Quanto maior é esse grau e melhor o nível, melhor e mais numerosos e consistentes se mostram os frutos.
Busque a excelência pela qualidade para a sua vida espiritual. Jamais terceirize a sua fé e os seus propósitos. Como prioridade, zele você primeiro pela sua qualidade de vida espiritual. Zele e cuide da qualidade de seu ministério. No final e em vista disso, quem tem a ganhar é você, os que lhe cercam, e acima de tudo a lucrar é o Reino de Deus.
PbGS
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