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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
PORVENTURA, HAVERÁ FÉ NA TERRA?
HAVERÁ FÉ NA TERRA?
A fé
perdida dentro da casa.
A genuína fé cristã é o bem mais precioso que recebemos do
Cristo redivivo e redentor para segui-lo e nos conduzir no mover desta vida. A
fé é um bem para ser usado nesta vida limitada e temporária, enquanto estamos
no exílio terreno até que cheguemos à nossa linda pátria celestial. A Bíblia
Sagrada diz que sem fé é impossível agradar a Deus. E para se aproximar dEle é
necessário ter fé nEle. O Livro de Deus também menciona a fé como um dom de
Deus a nós.
A nossa fé é provada durante nossa jornada nesta vida. Os
diversos fatos e processos desta vida são usados ou permitidos por Deus para revelar
e aferir a variação da fé que temos. A fé é um elemento permanentemente estável
em si mesmo, contudo em nós ela pode individualmente estar variável, visto que
ela pode em dado momento estar grande em alguém, ao passo que em outro esteja pequena,
e ainda em outrem esteja nula. A Bíblia Sagrada também menciona a respeito da
perda da fé. Isso nos faz ver que há possibilidade de uma pessoa perder a fé.
Por outro lado, julgar a fé alheia é uma das atitudes pobres
mais tolas, insanas e idiotas que alguém pode tomar. Identificar e confessar a
fraqueza de fé é uma disposição honrosa de humildade. Estimula-la e
incentiva-la a motivações é um grande e bom sinal de senso e inteligência
espiritual. Julga-la é sinônimo de insanidade, ignorância e brutalidade.
Entretanto, à medida que passam os dias, a genuína fé cristã se
torna para uns um elemento menosprezado, não tomado a sério, e para outros por
vezes quase esquecido. E quanto mais avança o calendário, mais ela prossegue
enfrentando, defrontando e confrontando a contra-mão da visão do sistema mundo. Diante
deste, ela tem sido alvo de constrangimentos e preconceitos, e até vista como arcaica
e patética. E o perigo das heresias e influências das correntes de pensamentos,
filosofias e ideologias assediam e batem cada vez mais forte e fantasiados nas
portas promovendo o curso de deméritos.
O inimigo da genuína fé cristã e suas forças, em algumas vezes
têm conseguido sutilmente confundir a natureza e as características da
aplicação da genuína fé cristã. E não poucas gentes vêm sendo vitimadas sem que
se perceba a funesta artilharia dessas forças contra a genuína fé cristã.
A primeira dessas
forças é o humanismo. O humanismo vem sendo afeiçoavelmente recebido, calorosamente mantido
e surpreendentemente seguido por crentes desapercebidos do veneno dele. As
influências dos caminhos do humanismo desde o século passado vêm se infiltrando
e tomando lugar em canções, em tratamentos, em mensagens, em jargões e frases
de efeito, em pontos-de-vista, em estilos de liderança e em atos de culto.
O humanismo tem como visão-base o falso princípio de que o homem
é o centro de tudo, e que tudo deve convergir no elemento humano. O humanismo
busca incutir nas mentes de que o homem é o centro de temas éticos e morais. O
humanismo busca por de lado a soberania e a autoridade incontestáveis do Deus
Criador e Todo-poderoso, influenciando que Deus estivesse a serviço de atender
o homem, se dobrar aos desejos, pedidos, intenções e querer do homem.
O humanismo inspira o homem a ser visto como o principal herói, e o centro na busca
de soluções para os problemas humanos e respostas para as coisas das questões
humanas. Uma forma de dizer que Deus estivesse obrigado a fazer ou cumprir o
que queremos em razão de alguma ação ou expressão de nossa parte que o fizesse
obrigado a nós. O humanismo busca fazer que o indivíduo humano fosse senhor de
um Deus que estivesse comprometido e curvado a fazer as satisfações da
percepção limitada humana.
O humanismo inspira o homem a acreditar e agir como se as
respostas para os seus problemas fossem do próprio homem e estivessem dentro
dele mesmo. Essas verdades são vistas camufladas em certas “declarações”
exaradas em púlpitos, lançadas sobre públicos e pessoas em particular. Detalhes
do humanismo não poucas vezes percebidos pela maioria e muitas vezes tomados
como verdades e aplaudidos por esta. Entretanto detectados pelo espírito do
culto cristão. O teor do humanismo é entronizar o homem e negar o governo
soberano de Deus como o Criador e verdadeiro e real Centro e Sustentador.
Não poucas mentes vivem o humanismo achando que estão de fato
vivendo a fé cristã. O veneno do hedonismo usando as bengalas e muletas do humanismo
se posta e apresenta-se como se ingrediente da fé cristã fosse. Para aqueles
que estão atentos aos ventos estranhos, percebe e discerne essa associação
sofista venenosa se entronizando em corações nas tribunas e púlpitos e
palanques.
E as tragédias causadas por esse veneno vêm esfriando, afastando
e roubando a identidade cristã de não poucas vidas, tornando-as em apenas
cristãos nominais e religiosos artificiais. E os piores estragos causados
por essa relação íntima entre hedonismo
e humanismo acontecem quando são coadunados e conjugados às correntes do
capitalismo, fazendo que as coisas de Deus fossem objetos e bens negociáveis e barganháveis. Não poucas almas estão sendo lideradas sutilmente pela conexão ideológica
dessa mistura sofista venenosa tentando desterrar a genuína fé cristã dos
corações e tirando vantagens da boa fé alheia.
A segunda dessas forças
é o relativismo. O relativismo tem sido literalmente aplaudido, e em
contrapartida minado alicerces e destruído estruturas. Assim como a força do
humanismo tem tomado gentes com “inspirações” estranhas à genuína fé cristã, o
relativismo tem cativado gentes e promovido sérios problemas em nome de
constantes mutações descasadas dos princípios da fé cristã, que nada mais são
do que artifícios interesseiros em destruir a genuína fé cristã. O relativismo
é o promotor da divisa chamada “mudanças”. Resta se ver o que significam essas
mudanças, o que pretendem, em que consistem, em que se chocam contra os ensinos do Homem de
Nazaré, do Mestre Nazareno, do Senhor Jesus.
O relativismo influencia a visão de que tudo é variável, tudo é
plural, nada deve permanecer, tudo tem que mudar. O veneno do relativismo tem
literalmente afetado, e algumas vezes transformado, perfis, performances,
estereótipos, pensamentos, caráteres. E quando é juntado ao pluralismo e ao
subjetivismo na sua força abrangente, ambos juntos arrastam impiedosamente
vidas ao terreno pantanoso do mundanismo e da incredulidade. Os efeitos dessa
juntada tenebrosa vem sorrateiramente afastando jovens da envergadura e da
essência da fé cristã, tornando-os espectadores dos relativistas e pluralistas
sem se aperceberem do que entra pelos seus ouvidos e do que tenta enfeitiçar as
suas vistas, contaminar os seus entendimentos, fazer o seu presente sem consistência e propósito de fé e sutilmente tornar o seu futuro descomprometido e afastado de Deus.
Diante do agir forçoso, sutil e afoito dessas forças, ainda vale
muito e sempre valerá o dar ouvidos às palavras do nosso Mestre e Senhor, assim como aos
conselhos dos apóstolos bíblicos. Ainda é o ensino bíblico consistente e de
qualidade a ferramenta principal a fazer discípulos do Senhor, de fato. Não se pode abrir
mão da genuína fé cristã. Não somos simplesmente seguidores cooperativados em
torno de pessoas, nomes, interesses, necessidades, rótulos, ou placas. Não
somos clube de amizades em torno de uma religião, nem tampouco sócios de uma
coligação de vínculos, afinidades e afetos. Somos nascidos de novo, da água e
do Espírito, a fim de vivermos seguindo o Mestre na genuína fé cristã que dEle recebemos e por ela andamos.
Deus seja eternamente louvado!
EvGS
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
PROSPERIDADE MATERIAL
Prosperidade material.
Perigos que poucos enxergam.
Estamos nos dias de intensa busca por prosperidade material. Os
medos, a instabilidade e os riscos das escassezes estão fomentando a
canalização de esforços na procura acirrada em direção a conceitos, métodos e
princípios que instruam ao alcance de prosperidade material segundo a visão
humana.
As influências nutridas pelas correntes de pensamentos
materialistas estão engodando e bombardeando não poucos corações.
Justificativas já sentam nas poltronas com nada mais do que argumentos
requintados pelo toque da inteligência humana aplicada à ganância insana e à
insatisfação soberba e ansiosa. E em meio a essa guerra de confusões, os
diversos questionamentos eclodem buscando respostas seguras e consistentes.
Desejos ávidos, contrastantes e conflitantes com a Palavra de
Deus tentam por em práticas habilidades equilibristas a fim de se sustentarem
de pé. Algumas mentes objetivam os seus deleites próprios, e para buscar
respaldo que se aplaque as suas consciências, tentam usar o texto bíblico a fim
de ocultarem os seus reais interesses. Na verdade algumas pessoas o mais que
desejam é entesourarem garantias através de bens terrenos para si mesmas, para
suas famílias e parentela, muito embora não o confessem abertamente.
Nos seus conceitos basilares, prosperidade significa ter progresso, ter bons resultados, ter
desenvolvimento com êxito. No conceito bíblico veterotestamentário, a palavra prosperidade traduz a hebraica “tsalach”
ou “tsaleach”,
do texto original. E significa basicamente impulsionar para frente, ir adiante,
ultrapassar, vencer, fazer ser proveitoso, útil, lucrativo, vantajoso,
abundante, ter sucesso e vitória.
No sentido bíblico neotestamentário, a palavra prosperidade traduz a “euporia”
e a “euodóo”,
do texto original grego. E significa facilidade, fecundidade e plenitude de
bens e riquezas.
A Bíblia Sagrada é favorável à prosperidade. E do ponto-de-vista
bíblico, prosperidade não é fruto de mágicas, de surgimentos relâmpagos e
momentâneos. Prosperidade é fruto de trabalho consistente e capaz, somado com esforços, inteligência,
empreendimento, coragem, determinação e oportunidades. Tanto religiosos como
irreligiosos podem prosperar na ordem natural das coisas.
A verdadeira prosperidade consiste em estar sob a bênção e o
favor do Senhor Deus. Ele é quem faz prosperar. O Senhor Deus é a Fonte da prosperidade. Sem a bênção e o favor de Deus, prosperidade material é apenas um ajuntamento de bens, cujo peso é somado a medos e riscos. Deus faz alguém prosperar, ir bem, ter
sucesso, ser bem-sucedido, em qualquer lugar ou circunstâncias. E isto não se
resume em apenas algo traduzido em bens e patrimônios físicos. Toda
prosperidade traz consigo as suas responsabilidades.
É larga a possibilidade de um coração vir a ser inebriado e
embriagado pela prosperidade material, e com isso se tornar irresponsável
consigo, com outros, com o meio e com o tempo. Existem os perigos da
prosperidade material, e muitos não os percebem.
1 – Esquecer-se do Senhor.
Dt 6.10-12. Esse é um dos perigos fatais. Esquecer-se de Deus é se fazer
candidato a ser lançado no inferno. Sl 9.17. A prosperidade material pode
conduzir um coração à ilusão de viver regaladamente estribado em sua
independência de Deus. Ela causa forte e tamanha dificuldade para se crer na
soberania do Senhor Deus e reconhecê-lo como o Todo-poderoso que Ele é. Tanto a
abundância como a escassez de prosperidade material podem levar uma pessoa a
esquecer-se de Deus.
2 – Revolta contra Deus.
Dt 32.15. Esse é outro perigo da prosperidade material. A abundância de
prosperidade material certamente conduz à saciedade. E uma vez vivendo no
costume da saciedade, aparece ao coração a tentação para a rebeldia, para a
revolta. Lamentavelmente essa tem sido a realidade de não poucos que atingem a
abundância de prosperidade material. Ao momento que estão gordos e fartos,
passam a dar pontapés e coices no Abençoador. Alguns abandonam lentamente e
outros estrategicamente rejeitam a Deus. Tanto a abundância excessiva quanto a
escassez ferrenha podem levar um coração a se revoltar contra Deus.
3 – Perdição. Pv
1.31-32. Além dos anteriores, mais esse perigo da prosperidade material ronda
os corações. Não tem sido distante o histórico de perdidos em conseqüência da
prosperidade material. A diferença é que alguns mergulham declarativamente na
perdição e se evadem e distanciam de Deus, enquanto outros levam a vida fazendo
meia pausa entre o ora estar longe e ora tentar passar uma fachada de que está
perto do Senhor. Salvo exceções conhecidas e comprovadas, aparecem perdidos
fora e perdidos dentro dos arraiais do Senhor.
4 – Negação de Deus.
Pv 30.9. Ainda outro perigo da prosperidade material é o da negação a Deus.
Aqui está um dos mais enganosos perigos, posto que ele não chega de repente. A
negação a Deus inicia-se num caminho com passadas que dão acesso à ante-sala
dos questionamentos até chegar ao cômodo final no qual as respostas deságuam na
conclusão de que não seria mais necessário o servir a Deus e nem O
reconhecê-lo.
5 – Desvio da fé. 2Tm
6.10. Por fim, surge outro perigo da prosperidade material. Não poucos são os
defensores da prosperidade material. Um disfarce para amparar a cobiça e a
ganância é tentar incutir nas mentes a obrigatoriedade de adquirir prosperidade
material por qualquer e todos os meios, não sendo levado em contas qual sejam
eles. O desejo pelas riquezas é uma armadilha com paredes de prata e portal de
ouro. De fora não se consegue perceber os tormentos e sofrimentos que estão
dentro dela. E o perigo se torna mais claro depois que nela já caiu, restando
os últimos passos para o desvio da fé. Nem sempre os que desejam prosperidade
material percebem que esse desejo na verdade é uma paixão e logo em breve se
transformará em amor ao dinheiro.
Assim sendo, fica de bom proveito perceber e refletir melhor no
que registrou o sábio Salomão nas fases de sua vida de experiências. Jamais
seria dispensável o olhar para as experiências vividas por Moisés e pelo povo
de Deus durante a caminha no deserto em direção a Canaã. Não se pode esquecer e
deixar passar os dias vividos por José na terra do Egito. Seria de bom alvitre
tomar algum tempo para meditar no que Asafe expressou em dois dos salmos
escritos por ele. Salmos 73 e 74.
Não seria demais dirigir-se a refletir nos escritos do apóstolo
Paulo quanto a convivência e administração de prosperidade material.
Finalmente, jamais podemos desprezar as palavras do Senhor Jesus, o Filho de
Deus, a respeito dos perigos da prosperidade material. Quanta gente abaixa a
cabeça e literalmente sai da cena quando é confrontada com a exigência da
tomada de decisão em servir a um só senhor. Prosperidade material quando não
está a dispor dos propósitos de Deus, é semelhante a um animal bravo e
descontrolado, cujas rédeas se perdem do controle daquele que o possui.
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domingo, 23 de janeiro de 2011
A SÍNDROME DE HIMENEU (II)
1Tm 1.18-20: SÍNDROME DE HIMENEU – Parte II.
Himeneu naufragou na fé...
Na Parte I do assunto-tema, vimos notavelmente os primeiros pontos esclarecedores da triste e terrível síndrome de Himeneu começando nos detalhes sobre o seu naufrágio na fé. E por contas do que nos é possível enxergar nas passagens bíblicas que se referem diretamente a Himeneu, e nas experiência reais e incontestáveis da vida, percebemos que um naufrágio se processa e não apenas surge. Ele não é uma questão de surgência repentina, e sim de um processo seqüencial de acontecimentos.
Himeneu quebrou sequencialmente princípios que jamais pensemos em transgredi-los e os efeitos dessa quebra afloraram-se notoriamente. Quando se quebra princípios, geralmente se deve esperar as conseqüências dessa transgressão. Não é demais nos lembrar da frase popular que diz “quando vemos o céu ser encoberto por densas e grossas nuvens e o tempo fechado escurecer, é de se esperar dele uma forte precipitação de chuvas ou até uma tempestade”.
A Bíblia diz “Não erreis. Deus não se deixa escarnecer. Tudo quanto o homem semear, isso também ceifará”. Por vista do que chegamos até aqui, vejamos agora as causas e os efeitos da triste e terrível síndrome de Himeneu. Os três primeiros são causas e do quarto ao sétimo são os efeitos da síndrome de Himeneu que o levou ao naufrágio na fé:
1. Ele não conservou a fé. 1Tm 1.19
A vida de Himeneu pode ter começado bem, mas se perdeu no momento em que não conservou a fé. Quebrou um princípio que se configura num erro fatal – não conservou a fé.
Uma das coisas mais preciosas que temos de Deus é a nossa fé. Foi Ele quem nos deu a fé, haja vista que Ele é o Autor da nossa fé. Paulo fechou o seu legado, guardando a fé. Visando uma vida cristã normal e sadia de estabilidade espiritual, recomedou a que nossa “fé não seja fingida”. Se a fé deve ser guardada e tem que não ser fingida, logo a fé é um bem consideravelmente valioso e biblicamente precioso, como também original, autêntico e verdadeiro.
Podemos perder qualquer coisa neste mundo, menos que seja a fé que de Deus temos recebido. “Sem fé é impossível agradar a Deus” e “sem fé ninguém verá o Senhor”. Todo náufrago na fé se fez náufrago nela por haver deixado de conservá-la como sendo preciosa.
2. Ele rejeitou a boa consciência. 1Tm 1.19
A vida de Himeneu poderia ter sido diferente, se ele não houvesse chegado a este ponto desastroso.
Himeneu alcançou uma boa posição de influência e de um ensinador da igreja, mas não foi suficientemente obediente aos avisos de sua consciência. Himeneu quebrou um segundo princípio que lhe subtraiu a sua estabilidade de fé – rejeitou a boa consciência.
E uma das coisas que jamais podemos ludibriar e desrespeitar é a nossa consciência, a fim de que esta permaneça boa, limpa, sadia, pura e pronta a nos oferecer parâmetros-guias seguros e agradáveis a Deus.
3. Ele desviou-se da verdade. 2Tm 2.18
Podemos agora perceber uma mistura de causas e conseqüências e ter a noção real dos prejuízos advindos da quebra do princípio norteador que fez Himeneu naufragar na fé.
No momento em que saímos do campo da verdade, entramos no terreno perigoso e satânico – a mentira, o engano.
Quem se desvia da verdade perde o ponto de apoio verdadeiro e fatalmente derroca no tremedal da mentira. A partir daí todas as coisas vão se desenvolvendo em sucessivas mentiras e por conseqüência surge fatalmente uma fé fingida e mentirosa, incapaz de se sustentar na verdade que a consciência rejeitou.
Muitas pessoas vivem fracas e desanimadas, perdidas e sem direção segura, em conseqüência de haverem se afastado da verdade até ao ponto que já estavam tão distantes dele que foram tragadas pelas mentiras e a sua fé tornou-se fingida e esta já não tinha mais suporte seguro onde se ancorar e vieram a despencar da fé e da verdade.
Um dos maiores perigos para a fé é viver ora na verdade e ora flertando com pontilhados de mentiras. Chega-se ao ponto de se ver ameaçadas as bases de fé, e por conseguinte aporta-se na concepção de produzir desculpas que mais tarde estas vão culminar numa vida de insatisfação e inquietude por não lograr sucesso com a mentira e nem obter êxito na vida pessoal de fé.
Este é um terreno no qual o adversário encontra muitos vulneravelmente desarmados do escudo da fé. O íntimo se torna fragilizado pelos maus exemplos alheios, as convicções de confiança, fidelidade, lealdade, vão sendo minadas pelo relativismo e não demora para que as decepções e frustrações misturam-se com insatisfações e inquietudes e cheguem ao naufrágio fatal na fé.
4. Ele perverteu a fé de alguns. 2Tm 2.18
Este é o ponto conseqüente que faz tantos se embrenharem no engano. Himeneu estava de consciência contaminada e rejeitada e agora já não podia mais conviver e suportar a verdade, e seus intentos não podiam mais ser contidos e passaram a atingir aos outros que lhe dessem ouvidos. Ele não perverteu a fé de todos, mas de alguns que lhe deram ouvidos. É assim que acontece com um náufrago na fé, em qualquer tempo da história. Uma vez que embarcou no erro, ele não quer ficar e assumir as conseqüências sozinho de sua decisão.
Uma vez pervertidos, tornaram-se como o próprio Himeneu pervertidoe agora também afastados da verdade, tiveram que se tornar solidários a Himeneu. Este é o mesmo antigo processo utilizado pelo adversário na primeira rebelião. Ele decidiu errar e depois não quis assumir suas conseqüências sozinho sobre si mesmo. Buscou tragar mais alguém com ele. Se rebelou, tornou-se a matriz da rebelião e produziu os rebelados conseqüentes, e até hoje incentiva, influencia e arrasta friamente a qualquer um que possa tragar para a vida de rebeldia contra o Senhor e Sua Palavra.
Um sujeito neste estado e nessas condições se torna um “blasfemador de carteirinha” e fica, portanto, incapacitado e inabilitado para qualquer área na casa de Deus. Seja por isto também que Paulo o entregou a Satanás, como uma medida corretiva e não simplesmente punitiva.
Seja possível que atualmente tantos desses “Himeneu” possam estar “servindo” escamoteados entre os sinceros servos fiéis na casa de Deus sem desta parte alguma de suas entranhas estar sinceramente ligada com a visão de Reino de Deus. Uma das intenções desses pervertedores é afastar os demais do convívio de fé sadio e ordeiro e trazer para si seguidores solidários aos seus propósitos revanchistas e pervertidos.
5. Ele espalhou falsos ensinos. 2Tm 2.18
A prática do ensino sempre foi um dos pilares doutrinários da igreja cristã. Aqui Himeneu foi um pouco mais além do que perverter a fé de outros. Ele se fez mestre falsificador utilizando a via de ensino para fazer discípulos de sua “teologia particular”.
Um sujeito de coração endurecido, de consciência rejeitada e debaixo de fortes resistências a Deus não poderia ensinar a verdade, pois isto seria uma contradição e vergonha para ele próprio. Agora desconexo com a vida cristã, fora também consequentemente rejeitado pela igreja, e somente lhe restou esta triste atividade.
Quantos desses “Himeneu” vivem batendo de porta em porta com uma falsa mensagem de visão borrada, e quantos desses vivem perambulando de igreja em igreja, tentando espalhar ensinos “conferenciados” que nem eles mesmos confiam no que dizem.
Quantos desses “Himeneu” se aproveitam das facilidades desta época e de alguns prestígios alheios para se fazerem “ministros” e estabelecerem currais a que denominam sob a força da democracia legal como instituições “igreja”. Afinal, estamos numa terra livre e com “grupos a gosto de seu deus”.
6. Ele adorava os falatórios profanos. 2Tm 2.16
Agora Himeneu se tornou uma pedra de tropeço visível e pública contra a fé dos verdadeiros crentes em Cristo Jesus. O caminho de seu marketing pessoal agora era propagar os seus falsos ensinos através dos falatórios. Uma vez chegado aqui, tudo se torna mais aberto ao público, se metendo em falatórios profanos. Himeneu já estava descaradamente aberto a este altura. O Himeneu chegou a este ponto – se meter em falatórios profanos, ímpios.
Acabou-se as rodas de assuntos sadios, terminou o tempo de platéia ordeira e fiel a Deus onde nela se sabia que as mensagens eram fundamentadas na verdade que fazem arder o coração, e restou para Himeneu apenas a triste condição de se meter em conversas corrompidas, pervertidas, ímpias, onde as palavras nada tinham de bom. Himeneu a esta altura nenhuma comunhão mais gozava do Espírito Santo, visto que este como Deus e Guia da Verdade não pode ministrar e ser conivente com a profanação.
Para esses “Himeneu” o melhor se tornam as piadas, as fábulas e os contos intermináveis que em coisa alguma edificam, em nada consolam e em nada encorajam uma vida de fé. Pelo contrário, entristecem diretamente ao Senhor e ofendem a Sua Santa Palavra, haja vista que o sabor das coisas santas e sagradas foi perdido do paladar espiritual dos náufragos na fé. Para esses “Himeneu” tanto faz oferecer incenso puro misturado com fogo estranho ou não, tudo para eles daria no mesmo; o importante aos olhos deles é ter alguém oferecendo incenso e fogo, não importa qual e nem como Deus olha para isso. Para esses náufragos na fé não importa se o incenso e o fogo são tirados do altar ou sacados de fontes estranhas, e pouco estão interessados se vão agradar ou não ao Senhor, importa mesmo é ganhar números e aumentar ibope e coros dos homens.
7. Ele tinha uma palavra que corroia como gangrena. 2Tm 2.18
Coisa terrível se tornou aquele Himeneu. De líder ensinador se fez alguém semelhante a um malfeitor e contaminador de mal incurável. Uma vez que Himeneu chegou a este ponto, somente nessas rodas de bate-papos e demonstrações participavam pessoas adoecidas espiritualmente. De alguém que antes fala palavras de vida, passou a ser um espalhador de palavras de morte. Passou a ser um “profeta de portinha” usando o nome Jesus Cristo em suas preleções.
As sãs palavras se ausentaram dos falatórios dele e de seus ensinos. Nada mais de edificante e de proveitoso para a fé residia nele. Somente lhe restava cuspir coisas doentes e doentias, comparadas às que corroem, queimam e doem como um câncer, uma gangrena com cheiro de morte, cheiro de fim perdido.
Quantas pessoas que anteriormente tinham uma vida espiritual sadia e equilibrada e atualmente são vitimadas e contaminadas por esse tipo de repertório vivem corroídas, insatisfeitas, incomodadas, inquietas e sem direção segura e incrédulas e fastientas, tais quais um doente portador de gangrena, vendo suas atitudes e pensamentos anoitecerem bem e amanhecerem necrosados por terem dado ouvidos e comido as palavras desses sujeitos ensinadores e “profeteiros mediúnicos” que vivem cuspindo palavras de morte com cheiro de gangrena e aparência enganosa como se tivessem vida.
De Himeneu não aprendemos os seus ensinos, mas precisamos aprender as lições de sua vida. Coisa alguma ensinada por Himeneu nos interessa, mas precisamos nos interessar no que podemos extrair da vida dele para cuidar de nós mesmos e ensinar aos outros. Os ensinos de Himeneu não nos causam influências, mas precisamos causar boas influências legítimas e autênticas com os nossos para que outros não naufraguem na fé como ele. Se Himeneu emergiu ou não de seu naufrágio pouco nos importa, posto que o relato é para nos servir de ensinamento. Mas precisamos nos importar seriamente com outros antes que estes venham dar ouvidos a Himeneu e não os consigamos salvá-los antes de um naufrágio.
Deixemos os Himeneu “gangrenados” caírem em si para que depois tornem a encontrar o caminho da restauração e da reintegração, posto que eles possam a qualquer momento reencontrar o caminho e a porta estreitos da salvação. Paulo não puniu, mas entregou Himeneu esperando que este em algum tempo caísse em si e aprendesse e fosse com esse corretivo restaurado para não se perder.
Paulo não determinou a perda de Himeneu, mas chegou ao extremo na aplicação de sua metodologia didática não punitiva, e sim dolorosamente corretiva. Há momentos nos quais somente vale a correção dolorosa para que haja uma restauração em potencial para que não haja perda total – POUCOS HOMENS ENTENDEM E COMPREENDEM ESTE PARÂMETRO EXTREMO DA CORREÇÃO...
Nos nossos dias, a atitude corretiva de Paulo sobre Himeneu seria recebida como uma afronta, como um constrangimento ilegal, como uma ação de colocar o próximo em execração. Acredito que em nossos dias, fosse possível que Himeneu ingressasse com uma ação judicial contra Paulo sob tais alegações.
E olhando o panorama atual, penso que muitos por atitudes revanchistas contra a legítima e verdadeira correção cristã estão perdendo a liberdade de degustação e de paladar, outros sendo restritos na saúde física, outros levados aos vários tipos de confinamento restritivos ou impeditivos de gozarem a vida com plenitude, e ainda outros literalmente cortados da vida entre os viventes por sofrerem repentina ceifa da vida antes que se percam por completo e caiam no triste destino do lago de fogo e enxofre.
PbGS
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Himeneu naufragou na fé...
Na Parte I do assunto-tema, vimos notavelmente os primeiros pontos esclarecedores da triste e terrível síndrome de Himeneu começando nos detalhes sobre o seu naufrágio na fé. E por contas do que nos é possível enxergar nas passagens bíblicas que se referem diretamente a Himeneu, e nas experiência reais e incontestáveis da vida, percebemos que um naufrágio se processa e não apenas surge. Ele não é uma questão de surgência repentina, e sim de um processo seqüencial de acontecimentos.
Himeneu quebrou sequencialmente princípios que jamais pensemos em transgredi-los e os efeitos dessa quebra afloraram-se notoriamente. Quando se quebra princípios, geralmente se deve esperar as conseqüências dessa transgressão. Não é demais nos lembrar da frase popular que diz “quando vemos o céu ser encoberto por densas e grossas nuvens e o tempo fechado escurecer, é de se esperar dele uma forte precipitação de chuvas ou até uma tempestade”.
A Bíblia diz “Não erreis. Deus não se deixa escarnecer. Tudo quanto o homem semear, isso também ceifará”. Por vista do que chegamos até aqui, vejamos agora as causas e os efeitos da triste e terrível síndrome de Himeneu. Os três primeiros são causas e do quarto ao sétimo são os efeitos da síndrome de Himeneu que o levou ao naufrágio na fé:
1. Ele não conservou a fé. 1Tm 1.19
A vida de Himeneu pode ter começado bem, mas se perdeu no momento em que não conservou a fé. Quebrou um princípio que se configura num erro fatal – não conservou a fé.
Uma das coisas mais preciosas que temos de Deus é a nossa fé. Foi Ele quem nos deu a fé, haja vista que Ele é o Autor da nossa fé. Paulo fechou o seu legado, guardando a fé. Visando uma vida cristã normal e sadia de estabilidade espiritual, recomedou a que nossa “fé não seja fingida”. Se a fé deve ser guardada e tem que não ser fingida, logo a fé é um bem consideravelmente valioso e biblicamente precioso, como também original, autêntico e verdadeiro.
Podemos perder qualquer coisa neste mundo, menos que seja a fé que de Deus temos recebido. “Sem fé é impossível agradar a Deus” e “sem fé ninguém verá o Senhor”. Todo náufrago na fé se fez náufrago nela por haver deixado de conservá-la como sendo preciosa.
2. Ele rejeitou a boa consciência. 1Tm 1.19
A vida de Himeneu poderia ter sido diferente, se ele não houvesse chegado a este ponto desastroso.
Himeneu alcançou uma boa posição de influência e de um ensinador da igreja, mas não foi suficientemente obediente aos avisos de sua consciência. Himeneu quebrou um segundo princípio que lhe subtraiu a sua estabilidade de fé – rejeitou a boa consciência.
E uma das coisas que jamais podemos ludibriar e desrespeitar é a nossa consciência, a fim de que esta permaneça boa, limpa, sadia, pura e pronta a nos oferecer parâmetros-guias seguros e agradáveis a Deus.
3. Ele desviou-se da verdade. 2Tm 2.18
Podemos agora perceber uma mistura de causas e conseqüências e ter a noção real dos prejuízos advindos da quebra do princípio norteador que fez Himeneu naufragar na fé.
No momento em que saímos do campo da verdade, entramos no terreno perigoso e satânico – a mentira, o engano.
Quem se desvia da verdade perde o ponto de apoio verdadeiro e fatalmente derroca no tremedal da mentira. A partir daí todas as coisas vão se desenvolvendo em sucessivas mentiras e por conseqüência surge fatalmente uma fé fingida e mentirosa, incapaz de se sustentar na verdade que a consciência rejeitou.
Muitas pessoas vivem fracas e desanimadas, perdidas e sem direção segura, em conseqüência de haverem se afastado da verdade até ao ponto que já estavam tão distantes dele que foram tragadas pelas mentiras e a sua fé tornou-se fingida e esta já não tinha mais suporte seguro onde se ancorar e vieram a despencar da fé e da verdade.
Um dos maiores perigos para a fé é viver ora na verdade e ora flertando com pontilhados de mentiras. Chega-se ao ponto de se ver ameaçadas as bases de fé, e por conseguinte aporta-se na concepção de produzir desculpas que mais tarde estas vão culminar numa vida de insatisfação e inquietude por não lograr sucesso com a mentira e nem obter êxito na vida pessoal de fé.
Este é um terreno no qual o adversário encontra muitos vulneravelmente desarmados do escudo da fé. O íntimo se torna fragilizado pelos maus exemplos alheios, as convicções de confiança, fidelidade, lealdade, vão sendo minadas pelo relativismo e não demora para que as decepções e frustrações misturam-se com insatisfações e inquietudes e cheguem ao naufrágio fatal na fé.
4. Ele perverteu a fé de alguns. 2Tm 2.18
Este é o ponto conseqüente que faz tantos se embrenharem no engano. Himeneu estava de consciência contaminada e rejeitada e agora já não podia mais conviver e suportar a verdade, e seus intentos não podiam mais ser contidos e passaram a atingir aos outros que lhe dessem ouvidos. Ele não perverteu a fé de todos, mas de alguns que lhe deram ouvidos. É assim que acontece com um náufrago na fé, em qualquer tempo da história. Uma vez que embarcou no erro, ele não quer ficar e assumir as conseqüências sozinho de sua decisão.
Uma vez pervertidos, tornaram-se como o próprio Himeneu pervertidoe agora também afastados da verdade, tiveram que se tornar solidários a Himeneu. Este é o mesmo antigo processo utilizado pelo adversário na primeira rebelião. Ele decidiu errar e depois não quis assumir suas conseqüências sozinho sobre si mesmo. Buscou tragar mais alguém com ele. Se rebelou, tornou-se a matriz da rebelião e produziu os rebelados conseqüentes, e até hoje incentiva, influencia e arrasta friamente a qualquer um que possa tragar para a vida de rebeldia contra o Senhor e Sua Palavra.
Um sujeito neste estado e nessas condições se torna um “blasfemador de carteirinha” e fica, portanto, incapacitado e inabilitado para qualquer área na casa de Deus. Seja por isto também que Paulo o entregou a Satanás, como uma medida corretiva e não simplesmente punitiva.
Seja possível que atualmente tantos desses “Himeneu” possam estar “servindo” escamoteados entre os sinceros servos fiéis na casa de Deus sem desta parte alguma de suas entranhas estar sinceramente ligada com a visão de Reino de Deus. Uma das intenções desses pervertedores é afastar os demais do convívio de fé sadio e ordeiro e trazer para si seguidores solidários aos seus propósitos revanchistas e pervertidos.
5. Ele espalhou falsos ensinos. 2Tm 2.18
A prática do ensino sempre foi um dos pilares doutrinários da igreja cristã. Aqui Himeneu foi um pouco mais além do que perverter a fé de outros. Ele se fez mestre falsificador utilizando a via de ensino para fazer discípulos de sua “teologia particular”.
Um sujeito de coração endurecido, de consciência rejeitada e debaixo de fortes resistências a Deus não poderia ensinar a verdade, pois isto seria uma contradição e vergonha para ele próprio. Agora desconexo com a vida cristã, fora também consequentemente rejeitado pela igreja, e somente lhe restou esta triste atividade.
Quantos desses “Himeneu” vivem batendo de porta em porta com uma falsa mensagem de visão borrada, e quantos desses vivem perambulando de igreja em igreja, tentando espalhar ensinos “conferenciados” que nem eles mesmos confiam no que dizem.
Quantos desses “Himeneu” se aproveitam das facilidades desta época e de alguns prestígios alheios para se fazerem “ministros” e estabelecerem currais a que denominam sob a força da democracia legal como instituições “igreja”. Afinal, estamos numa terra livre e com “grupos a gosto de seu deus”.
6. Ele adorava os falatórios profanos. 2Tm 2.16
Agora Himeneu se tornou uma pedra de tropeço visível e pública contra a fé dos verdadeiros crentes em Cristo Jesus. O caminho de seu marketing pessoal agora era propagar os seus falsos ensinos através dos falatórios. Uma vez chegado aqui, tudo se torna mais aberto ao público, se metendo em falatórios profanos. Himeneu já estava descaradamente aberto a este altura. O Himeneu chegou a este ponto – se meter em falatórios profanos, ímpios.
Acabou-se as rodas de assuntos sadios, terminou o tempo de platéia ordeira e fiel a Deus onde nela se sabia que as mensagens eram fundamentadas na verdade que fazem arder o coração, e restou para Himeneu apenas a triste condição de se meter em conversas corrompidas, pervertidas, ímpias, onde as palavras nada tinham de bom. Himeneu a esta altura nenhuma comunhão mais gozava do Espírito Santo, visto que este como Deus e Guia da Verdade não pode ministrar e ser conivente com a profanação.
Para esses “Himeneu” o melhor se tornam as piadas, as fábulas e os contos intermináveis que em coisa alguma edificam, em nada consolam e em nada encorajam uma vida de fé. Pelo contrário, entristecem diretamente ao Senhor e ofendem a Sua Santa Palavra, haja vista que o sabor das coisas santas e sagradas foi perdido do paladar espiritual dos náufragos na fé. Para esses “Himeneu” tanto faz oferecer incenso puro misturado com fogo estranho ou não, tudo para eles daria no mesmo; o importante aos olhos deles é ter alguém oferecendo incenso e fogo, não importa qual e nem como Deus olha para isso. Para esses náufragos na fé não importa se o incenso e o fogo são tirados do altar ou sacados de fontes estranhas, e pouco estão interessados se vão agradar ou não ao Senhor, importa mesmo é ganhar números e aumentar ibope e coros dos homens.
7. Ele tinha uma palavra que corroia como gangrena. 2Tm 2.18
Coisa terrível se tornou aquele Himeneu. De líder ensinador se fez alguém semelhante a um malfeitor e contaminador de mal incurável. Uma vez que Himeneu chegou a este ponto, somente nessas rodas de bate-papos e demonstrações participavam pessoas adoecidas espiritualmente. De alguém que antes fala palavras de vida, passou a ser um espalhador de palavras de morte. Passou a ser um “profeta de portinha” usando o nome Jesus Cristo em suas preleções.
As sãs palavras se ausentaram dos falatórios dele e de seus ensinos. Nada mais de edificante e de proveitoso para a fé residia nele. Somente lhe restava cuspir coisas doentes e doentias, comparadas às que corroem, queimam e doem como um câncer, uma gangrena com cheiro de morte, cheiro de fim perdido.
Quantas pessoas que anteriormente tinham uma vida espiritual sadia e equilibrada e atualmente são vitimadas e contaminadas por esse tipo de repertório vivem corroídas, insatisfeitas, incomodadas, inquietas e sem direção segura e incrédulas e fastientas, tais quais um doente portador de gangrena, vendo suas atitudes e pensamentos anoitecerem bem e amanhecerem necrosados por terem dado ouvidos e comido as palavras desses sujeitos ensinadores e “profeteiros mediúnicos” que vivem cuspindo palavras de morte com cheiro de gangrena e aparência enganosa como se tivessem vida.
De Himeneu não aprendemos os seus ensinos, mas precisamos aprender as lições de sua vida. Coisa alguma ensinada por Himeneu nos interessa, mas precisamos nos interessar no que podemos extrair da vida dele para cuidar de nós mesmos e ensinar aos outros. Os ensinos de Himeneu não nos causam influências, mas precisamos causar boas influências legítimas e autênticas com os nossos para que outros não naufraguem na fé como ele. Se Himeneu emergiu ou não de seu naufrágio pouco nos importa, posto que o relato é para nos servir de ensinamento. Mas precisamos nos importar seriamente com outros antes que estes venham dar ouvidos a Himeneu e não os consigamos salvá-los antes de um naufrágio.
Deixemos os Himeneu “gangrenados” caírem em si para que depois tornem a encontrar o caminho da restauração e da reintegração, posto que eles possam a qualquer momento reencontrar o caminho e a porta estreitos da salvação. Paulo não puniu, mas entregou Himeneu esperando que este em algum tempo caísse em si e aprendesse e fosse com esse corretivo restaurado para não se perder.
Paulo não determinou a perda de Himeneu, mas chegou ao extremo na aplicação de sua metodologia didática não punitiva, e sim dolorosamente corretiva. Há momentos nos quais somente vale a correção dolorosa para que haja uma restauração em potencial para que não haja perda total – POUCOS HOMENS ENTENDEM E COMPREENDEM ESTE PARÂMETRO EXTREMO DA CORREÇÃO...
Nos nossos dias, a atitude corretiva de Paulo sobre Himeneu seria recebida como uma afronta, como um constrangimento ilegal, como uma ação de colocar o próximo em execração. Acredito que em nossos dias, fosse possível que Himeneu ingressasse com uma ação judicial contra Paulo sob tais alegações.
E olhando o panorama atual, penso que muitos por atitudes revanchistas contra a legítima e verdadeira correção cristã estão perdendo a liberdade de degustação e de paladar, outros sendo restritos na saúde física, outros levados aos vários tipos de confinamento restritivos ou impeditivos de gozarem a vida com plenitude, e ainda outros literalmente cortados da vida entre os viventes por sofrerem repentina ceifa da vida antes que se percam por completo e caiam no triste destino do lago de fogo e enxofre.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A SÍNDROME DE HIMENEU
1Tm 1.18-20: A SÍNDROME DE HIMENEU.
Himeneu naufragou na fé...
Parte I
O assunto-tema é por demais vasto e didaticamente interessante. Em vista disto e zelando por manter as boas condições favoráveis para uma leitura reflexiva mais produtiva, teremos que apreciá-lo em duas etapas. E olhando assim, me proponho a conduzi-lo em forma bipartida. Nesta Parte I, veremos os detalhes de um naufrágio na fé; e em um próximo artigo, veremos na Parte II as causas e efeitos de um naufrágio na fé.
Convido o meu caro e dileto leitor a refletir no precioso texto escrito por Paulo, e que o tomo para base deste artigo. Uma pequena passagem bíblica com preciosas lições que têm atravessado gerações. Refletir nesse texto bíblico significa principalmente descobrir causas e identificar efeitos. Em resumo, é conhecer e aprender a lidar com uma enfermidade espiritual da qual tantos sofrem prejuízos por serem acometidos por ela.
Síndrome é uma palavra da área médica e bem conhecida e vivenciada freqüentemente pela sociedade médica. Porém em linguagem não tecnicamente terminológica podemos ter uma breve noção do que esse mal seja. Síndrome vem nos falar de um mal que apresenta um conjunto de sintomas num quadro de sinais reveladores pelo qual se torna possível definir, classificar e caracterizar uma doença. Por outro lado, síndrome também significa um elenco de indícios pelos quais podemos identificar uma situação perigosa, ruim, desagradável.
Assim como na vida física, também a vida espiritual pode ser acometida de enfermidades espirituais. E estas são conhecidas quando observamos fontes que nos sejam possíveis identificá-las. Assim como os códigos classificadores de doenças físicas e os estudos e relatos científicos caracterizam-nas e discorrem sobre elas, a Bíblia Sagrada também com propriedade trata sobre as enfermidades e males espirituais. O grande e incomparável fator preponderante reside na realidade e na verdade de que a Bíblia Sagrada é a única e infalível fonte que nos permite seguramente conhecer, identificar, caracterizar e discernir as enfermidades espirituais através da vida dos seus personagens.
Não é demais dizer que a Bíblia Sagrada possui numerosas lições das muitas experiências de vida dos seus personagens. Cada personagem e fato bíblico possuem suas particularidades e características que nos fazem compreender um pouco mais das pessoas e das épocas. Estão escritos para o nosso ensino. Ainda que seja difícil, todavia não é impossível tratar e lidar com pessoas e situações das épocas atuais quando conhecemos melhor as dos tempos bíblicos.
São lições para as quais precisamos olhar com a visão analítica de observador e sensivelmente hábil em enxergá-las de diferentes focos. Há ocasiões que circundam o nosso contexto, e seria de bom alvitre compreender alguns movimentos que podem estar nos emitindo francas e claras respostas como uma comprovação moderna do que está escrito nos antigos textos.
Venho especialmente neste artigo lhes trazer algumas linhas sobre um desses personagens - o Himeneu citado no texto bíblico paulino supramencionado. Talvez agora enquanto meditamos seja possível que o Espírito de Deus já lhes esteja fazendo lembrar de algumas coisas e pessoas dos nossos dias, visto que não é rara e nem distante essa correlação de pessoas e fatos de hoje com aqueles de épocas passadas.
Himeneu foi acometido de uma síndrome espiritual que muito atrapalhou a sua saúde espiritual, a sua vida religiosa, a sua convivência com outros cristãos contemporâneos seus e causou desastres espirituais em outros que lhe deram ouvidos.
Possivelmente ele tenha começado bem como um bom discípulo, porém se fez mal no desafortunado momento em que se tornou um péssimo mestre em face de sua visão desfocada dirigida às palavras e aos ensinamentos do Senhor Jesus, e nisto haver perdido o norte da interpretação e da compreensão, posto que se fez ousado em insistir torcer as verdades ministradas por aqueles que “tocaram o Verbo Vivo de Deus” no palmilhar de uma vida de companheirismo e intimidade diretos com o Senhor Jesus e por Paulo, o apóstolo que considerou-se como que por “um abortivo” e que “ensinou o que recebeu do Senhor”.
Himeneu fez parte da pauta de observações e recomendações feitas pelo apóstolo Paulo ao jovem ministro tímido e receoso Timoteo. Himeneu foi um crente cuja vida sofreu lastimável perda a essa altura do seu curso. O texto não fala que a fé de Himeneu morreu, mas que este naufragou na fé. Naufragar não significa exatamente morrer, porquanto existes os mortos náufragos, porém existem os náufragos vivos. E Paulo conhecia muito bem a definição das circunstâncias e o que significa um naufrágio.
Como tantos perdidos e perambulantes “sabichões pesquisadores” de hoje que passam o tempo de suas vidas como náufragos na fé envolvendo-se em questões intermináveis, apoiando-se em inferências sombrias e em deduções duvidosas e espalhando “altos estudos” improváveis e peçonhentos que arrastam à morte, Himeneu fora um desses nomes que se tornam em péssimas marcas e que têm prestado desserviços à causa do Mestre.
Quantos desses “Himeneu” já encontrei por onde tenho passado. Pena que as notícias sobre eles nunca disseram coisas boas ou de um final digno e feliz que fortalecesse ou edificasse a vida de alguém. Aqui e acolá as resultantes das regras se revelam nas tristes e desencontradas vidas desses sujeitos filosofantes que vivem perambulando soçobrados em falatórios profanos e metidos em discussões ocas e vazias de Deus angariando platéias insaciáveis de “movimentos espirituais” e ávidas por “fábulas misticistas e mistérios”.
Vezes por outra encontramos em nossa frente um desses “Himeneu” ensinadores repleto de declarações e fantásticas argumentações, munido de “provas” e estudos mirabolantes que exalam cheiro de gangrena e de morte, e em coisa alguma têm relação com a verdade substancial dos fundamentos da fé cristã e tampouco edificação alguma produzem ou somam nas vidas.
Pensamentos delirantes alimentados por uma “teologia pessoal particular” apoiada em suposições e por ilações falaciosas, por más interpretações e recheios de revoltas e rebeldias povoam o mundo íntimo desses enfermos espirituais inconformados e irreconciliáveis, que conduzidos livremente pelos seus enganos navegam perigosamente até soçobrarem no abissal escuro e lamacento das blasfêmias e murmurações. Enfim, em coisas próprias de náufragos na fé.
Não é difícil à distância visualizar o cabide de ensinamentos desses “Himeneu” cheios de argumentações venenosamente picantes e sugestivamente atraentes na tentativa de expor “novas explicações” para assuntos já explicados na própria Sagrada Escritura e comentados pelos mais respeitados e piedosos mestres e eruditos cristãos da Igreja reformada, reconhecidos em todas as épocas. Um dos sintomas da síndrome de Himeneu se revela no fastio espiritual em desprezar ou trocar a autêntica pregação bíblica e rejeitar as mensagens verdadeiramente bíblicas por “pacotes fogueteiros” (estouram em muito barulho e alarmantes estampidos ocos e são logo apagados pelas condições circunstanciais).
Alguns desses hereges “Himeneu” possuem seu carimbo próprio com o fim ousado de imprimir sua funesta marca em seus estonteantes e míopes seguidores. Afinal, são encontrados revoltados e revoltosos, rebeldes e incrédulos, ateus e inimigos das Sagradas Escrituras em qualquer esquina oferecendo seus “produtos religiosos” tabelados. As poeirentas migalhas dos velhos impérios babilônico e romano ressurgindo na cegueira religiosa do século atual.
Vezes por outra encontramos em nosso contexto audaciosos “Himeneu” munidos perdidamente de teorias particulares e de “catálogos de perguntas” inconformadas com as respostas da verdade e da historicidade bíblicas, tentando suscitarem “respostas complementares” loucas, para locupletarem as escuras lacunas tendenciosas de suas inseguranças e de sua falta de convicções pessoais de fé e prática, tentando espalhar seus “ensinamentos” espalhafatosos e inconsistentes.
Que lastimoso quadro de fundo onde estão naufragados esses “Himeneu”... Certamente começaram sua vida cristã de fé navegando bem e olhando correta e seriamente para os princípios e proposta do evangelho de Cristo, mas tudo diz que em certo tempo alguma coisa lhes saltou aos olhos, suscitou curiosidade e deparou em sua frente, e vista disto aconteceu de batendo fortemente contra ela chegaram a encalhar seu progresso espiritual e religioso e por fim naufragaram na fé. Que desastre aterrorizante, o chegar ao estado de incógnita em não ser espiritual e, como portador e emissor de uma palavra cancerosa, quase ou nada ser religioso.
O texto bíblico em foco e outro escrito de Paulo oferecem indicativos dos quais podemos ver o sumário das causas básicas e as conseqüências fatais que envolveram a vida daquele Himeneu, levando-o até o estado de indisciplina e antagonismo.
São os detalhes do naufrágio sofrido por Himeneu que nos fazem investigativamente pensar no que o levou às rotas que também tragaram esses sujeitos filosofantes de hoje enquanto vinham navegando e em qual ponto se afastaram da “derrota real” traçada.
Utilizando uma linguagem marinheira, pode-se alegorizar dizendo que certamente esses náufragos na fé abandonaram princípios da navegação, menosprezaram instrumentos indicadores de condições e de tempo que auxiliam uma navegação objetiva e segura de fé, desprezando meios de auxílio instrucionais necessários a todo navegante por fé no mar da vida, e como passaram tanto tempo e percorreram tantas distâncias se guiando por cartas referenciais enganosas cujas profundidades iludiram os seus odômetros e os arrastaram a correntes de auto-suficiências até se aventurarem a alcançar rumos contradizentes e trágicos.
O tempo, as experiências e as inúmeras lições da vida cristã nos fazem compreender alguns detalhes que fizeram Himeneu naufragar na fé. E neste momento de reflexão, venho trazê-los a este generoso e respeitável público leitor.
1. Um naufrágio não é consumado instantaneamente.
A experiência do apóstolo Paulo em naufrágios conferiam-lhe suficientes subsídios vivenciais para ter empregado a expressão “naufragaram na fé” quando citou Himeneu e Alexandre. Um naufrágio acontece em um processo seqüencial e com certa duração passando por extrapolação conseqüente de condições até que torne-se irreparável culminando em situação de irrecuperalidade dessas condições.
Um naufrágio demanda tempo, e este vai se tornando apertado a cada momento que os compartimentos vão sendo tomados e sufocados. Um naufrágio não acontece instantaneamente de um momento para o outro, assim como uma síndrome também.
Muita gente carece palmilhar os passos da vida de fé vivendo-os como eles são normalmente transcorridos e sem “aditivar” coisa alguma estranha neles, sem avançar ou “queimar etapas”, sem inserir artifícios para “bypassar” o que deve ser necessária e experimentalmente vivido e contado tempo a tempo, do contrário lá na frente certamente carecerá de voltar ao passado para reviver caminhos percorridos e rever princípios norteadores.
2. Um naufrágio pode ocorrer por danos na estrutura.
O naufrágio se dá por consumado quando os danos da estrutura se tornam irreparáveis e toda a sua resistência de base está completamente comprometida e enfraquecida.
Para que ocorra um naufrágio é observado que primeiro houve uma estrutura de alguma maneira enfraquecida e danificada em algum ponto que fora seriamente afetado, ou que não possuía resistência suficiente prevista para o enfrentamento de condições adversas e previsíveis.
É preciso ao passar do tempo buscar se construir a estrutura suficientemente segura para navegar com firmeza e ao sofrer intempéries “depois de tudo permanecer inabalável”. Somente a vida realmente vivida possui o poder de conferir essa estrutura monumental de autoridade e resistência, mesmo com as suas limitações e imperfeições.
Muita gente naufraga na fé em razão de haver idealizado sua estrutura pessoal com um elementos alheios que nunca foram os seus próprios. Outras de haver construído mal a sua estrutura de vida espiritual e de haver acrescentado ou aderido anomalias à sua vida pessoal de fé, de haver se montado numa estrutura falsa e desprovida de suporte e de substanciais de fé.
3. Um naufrágio pode ser resultado da ausência de direção.
O apóstolo Paulo ao registrar a expressão contida no texto em apreço, também demonstra que sabia que existem elementos essenciais e indispensáveis para os quais temos que atentar ao navegar. Um desses elementos é a direção. Para onde devemos ou pretendemos chegar. Para isto também precisamos saber por onde vamos passar. Ninguém jamais se lançaria a navegar se não tivesse predeterminado o curso e trajeto a serem percorridos e o local aonde se pretende ou espera chegar.
A direção sempre é preciso tê-la em mente. E nela também precisamos ter a visão prévia do caminho por onde devemos seguramente percorrer. Muitas pessoas se perdem na direção por não buscarem perceber previamente a visão do caminho em que estão percorrendo desde o ponto inicial onde começou até onde esperam chegar.
É um momento muito crítico e deve ser o mais preciso possível na navegação, o de “amarrar” os pontos com segurança para saber se posicionar durante a jornada por onde passa visando sempre aonde espera chegar. O Ilustre escritor do clássico “O Peregrino” ilustrou a trajetória da vida cristã com uma propriedade singular. A vida cristã normal e sadia não é feita de fatalidades e nem de ocasionismos. Ela começa na simplicidade e no anonimato de Belém, passa destinada no Calvário, ultrapassa o vale da sombra da morte e atinge a glória e o esplendor da Jerusalém celestial. Ela tem uma direção, e precisamos no mínimo ter senso desta para que evitemos o naufrágio na fé.
4. Um naufrágio pede que sejam lançadas fora as coisas não-essenciais.
Nas suas experiências de náufrago, Paulo presenciara as muitas coisas não-essenciais serem lançadas fora para que se pudessem de alguma maneira manter as melhores condições de flutuabilidade e de estabilidade e poupar-lhe a vida.
Isto nos traz a um momento crucial de decisão – o de saber com o melhor juízo quais coisas são consideradas não-essenciais para serem lançadas fora. Existem coisas que podem e devem ser lançadas fora, entretanto há outras que de forma alguma podem ser desprezadas, jogadas fora e não levadas em conta.
Muita gente naufraga na fé por terem lançado fora o que existe de mais precioso para a sua fé – a boa e pura consciência. Uma pessoa que vive a vida cristã de fé, ao passar por momentos de tormentas na vida jamais deve abrir mão da boa consciência e considerá-la não-essencial, posto que ela é essencial para que seja nela mantido o mistério da fé.
5. Um naufrágio impele ao pedido de socorro.
O apóstolo Paulo conhecia esse momento, porquanto o teve de perto nas ocasiões pós-naufrágios ao haver sido recebido e acolhido nas ilhas aonde chegou e invernou.
Acontece que esse momento para muita gente não chega à consciência em função desta haver sido ludibriada com falsas auto-afirmações, por vergonha a críticas, pelo espírito arrogante de auto-suficiência, orgulho, visão borrada das fraquezas humanas e de preciosismos e perfeccionismos. E quando o sujeito vai despertar e sentir a sua condição de náufrago, já se fez em mar tão alto e revolto que tornam as condições de salvamento mais difíceis de serem acessados e resgatados.
Agora ao invés de pedirem socorro, passam a soltar seus “fogos” tentando impor “marcas” aos outros. São as propagações de heresias e falsos conceitos e ensinamentos no lugar onde deveriam ser as auto-humilhações e os auto-reconhecimentos de limitações e de carências ao retorno a princípios para serem restaurados.
Muita gente chega a este ponto tão descaracterizadas que seus frutos repulsam e causam gangrena nos que o apreciarem. Suas palavras e conversas ardilosas necrosam, queimam e doem nas almas dos outros.
Se cantam, suas canções deixaram de ser hinos, assemelharam-se a poemas hedonistas e outros a paródias de citações bíblicas misturadas com rimas artisticamente sentimentais, emocionantemente humanistas, não são louvores a Deus.
Se pregam, suas falas deixaram de ser mensagens testemunhais de uma vida séria e responsável de experiência pessoal de fé e prática, e por demais distantes perderam as características autenticamente evangélicas e caíram do enquadramento geral, total e completo da pregação originalmente bíblica.
Enfim, se realizam alguma coisa, esta têm a marca patente do mundanismo e da profanação em tudo que faz, ainda que tente escondê-la. Contudo o cheiro de gangrena e de morte no fundo causam náuseas e vômitos em si mesmos ao chegarem o momento reflexivo da individualidade no seu travesseiro a sós com Deus.
Quantos náufragos na fé, acometidos da triste, horrorosa e terrível síndrome de Himeneu correm para os santuários sob o único impulso interesseiro, buscando se estabelecerem nos átrios de Deus e se encostarem no prestígio e no brilho do sacerdócio vocacional de homens de Deus.
Agora, depois de visto estes detalhes, notemos melhor as realidades do triste quadro sintomaticamente enfermo da vida de fé naufragada de Himeneu.
Himeneu não poderia deixar de ser mencionado na Bíblia Sagrada. Se não conhecêssemos o breve histórico revelador da vida de Himeneu, não poderíamos identificar os “Himeneu” de nosso tempo. E por conseguinte pouco teríamos a aprender e a ensinar a outros a fim de livrá-los da triste síndrome espiritual dele e seu naufrágio na fé.
Em vista resumida do que lhes pude trazer, que nenhum de nós venha por desventura a endurecer o coração ao chamado da consciência.
Que nenhum de nós por desventura venha ignorar o trabalho do tribunal da consciência de nos argüir e orientar, a fim de que sigamos estabilizados e equilibrados realizando alguma coisa para a qual fomos chamados e vocacionados na casa de Deus, e tendo sempre a coragem de examinar as condições de resistência de nossa estrutura.
Que nenhum de nós se permita por desventura a deixar que nossa estrutura venha perder a resistência e ser enfraquecida e comprometida pela invasão das águas de naufrágio.
Que todos nós bem aventurosamente guardemos a nossa fé pura numa boa consciência, e com isso permaneçamos saudáveis espiritualmente e navegando seguramente pela fé.
Somente conseguimos manter a nossa capacidade de flutuabilidade e estabilidade quando sóbrios e equilibrados navegamos sem dano comprometedor contra a nossa estrutura espiritual que nos exponha a um naufrágio na fé.
E, se porventura encontrar algum desses “Himeneu” rondantes, vagando no meio dos seus rebanhos, tome como exemplo a coragem de um grande irmão e amigo alagoano meu, que quando se depara com pessoas em certos quadros em sua frente, convida-as a fazer uma gentil visita a este singelo blog, e quem sabe se com isso o meu caro leitor também esteja curando o quadro sintomático da síndrome de Himeneu nelas e também esteja lançando o salva-vidas em tempo oportuno para resgatar alguns desses náufragos na fé?
ATENÇÃO:
O Ministério da Saúde Espiritual recomenda que se após ter lido este artigo, sentir qualquer sintoma de contrariedade nas entranhas:
1 - Procure urgentemente absorver esta primeira dose em endireitar as veredas e voltar ao primeiro amor. Pode ser o primeiro passo para curar a terrível síndrome de Himeneu; e
2 – Leia com atenção e carinho a próxima dose que será ministrada na Parte II deste assunto-tema em um artigo próximo futuro. E boa saúde espiritual !
UMA BOA NOTÍCIA:
A SAÚDE ESPIRITUAL VAI MELHORAR ! JÁ COMEÇAMOS A MINISTRAR O REMÉDIO PARA A SÍNDROME DE HIMENEU !
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Himeneu naufragou na fé...
Parte I
O assunto-tema é por demais vasto e didaticamente interessante. Em vista disto e zelando por manter as boas condições favoráveis para uma leitura reflexiva mais produtiva, teremos que apreciá-lo em duas etapas. E olhando assim, me proponho a conduzi-lo em forma bipartida. Nesta Parte I, veremos os detalhes de um naufrágio na fé; e em um próximo artigo, veremos na Parte II as causas e efeitos de um naufrágio na fé.
Convido o meu caro e dileto leitor a refletir no precioso texto escrito por Paulo, e que o tomo para base deste artigo. Uma pequena passagem bíblica com preciosas lições que têm atravessado gerações. Refletir nesse texto bíblico significa principalmente descobrir causas e identificar efeitos. Em resumo, é conhecer e aprender a lidar com uma enfermidade espiritual da qual tantos sofrem prejuízos por serem acometidos por ela.
Síndrome é uma palavra da área médica e bem conhecida e vivenciada freqüentemente pela sociedade médica. Porém em linguagem não tecnicamente terminológica podemos ter uma breve noção do que esse mal seja. Síndrome vem nos falar de um mal que apresenta um conjunto de sintomas num quadro de sinais reveladores pelo qual se torna possível definir, classificar e caracterizar uma doença. Por outro lado, síndrome também significa um elenco de indícios pelos quais podemos identificar uma situação perigosa, ruim, desagradável.
Assim como na vida física, também a vida espiritual pode ser acometida de enfermidades espirituais. E estas são conhecidas quando observamos fontes que nos sejam possíveis identificá-las. Assim como os códigos classificadores de doenças físicas e os estudos e relatos científicos caracterizam-nas e discorrem sobre elas, a Bíblia Sagrada também com propriedade trata sobre as enfermidades e males espirituais. O grande e incomparável fator preponderante reside na realidade e na verdade de que a Bíblia Sagrada é a única e infalível fonte que nos permite seguramente conhecer, identificar, caracterizar e discernir as enfermidades espirituais através da vida dos seus personagens.
Não é demais dizer que a Bíblia Sagrada possui numerosas lições das muitas experiências de vida dos seus personagens. Cada personagem e fato bíblico possuem suas particularidades e características que nos fazem compreender um pouco mais das pessoas e das épocas. Estão escritos para o nosso ensino. Ainda que seja difícil, todavia não é impossível tratar e lidar com pessoas e situações das épocas atuais quando conhecemos melhor as dos tempos bíblicos.
São lições para as quais precisamos olhar com a visão analítica de observador e sensivelmente hábil em enxergá-las de diferentes focos. Há ocasiões que circundam o nosso contexto, e seria de bom alvitre compreender alguns movimentos que podem estar nos emitindo francas e claras respostas como uma comprovação moderna do que está escrito nos antigos textos.
Venho especialmente neste artigo lhes trazer algumas linhas sobre um desses personagens - o Himeneu citado no texto bíblico paulino supramencionado. Talvez agora enquanto meditamos seja possível que o Espírito de Deus já lhes esteja fazendo lembrar de algumas coisas e pessoas dos nossos dias, visto que não é rara e nem distante essa correlação de pessoas e fatos de hoje com aqueles de épocas passadas.
Himeneu foi acometido de uma síndrome espiritual que muito atrapalhou a sua saúde espiritual, a sua vida religiosa, a sua convivência com outros cristãos contemporâneos seus e causou desastres espirituais em outros que lhe deram ouvidos.
Possivelmente ele tenha começado bem como um bom discípulo, porém se fez mal no desafortunado momento em que se tornou um péssimo mestre em face de sua visão desfocada dirigida às palavras e aos ensinamentos do Senhor Jesus, e nisto haver perdido o norte da interpretação e da compreensão, posto que se fez ousado em insistir torcer as verdades ministradas por aqueles que “tocaram o Verbo Vivo de Deus” no palmilhar de uma vida de companheirismo e intimidade diretos com o Senhor Jesus e por Paulo, o apóstolo que considerou-se como que por “um abortivo” e que “ensinou o que recebeu do Senhor”.
Himeneu fez parte da pauta de observações e recomendações feitas pelo apóstolo Paulo ao jovem ministro tímido e receoso Timoteo. Himeneu foi um crente cuja vida sofreu lastimável perda a essa altura do seu curso. O texto não fala que a fé de Himeneu morreu, mas que este naufragou na fé. Naufragar não significa exatamente morrer, porquanto existes os mortos náufragos, porém existem os náufragos vivos. E Paulo conhecia muito bem a definição das circunstâncias e o que significa um naufrágio.
Como tantos perdidos e perambulantes “sabichões pesquisadores” de hoje que passam o tempo de suas vidas como náufragos na fé envolvendo-se em questões intermináveis, apoiando-se em inferências sombrias e em deduções duvidosas e espalhando “altos estudos” improváveis e peçonhentos que arrastam à morte, Himeneu fora um desses nomes que se tornam em péssimas marcas e que têm prestado desserviços à causa do Mestre.
Quantos desses “Himeneu” já encontrei por onde tenho passado. Pena que as notícias sobre eles nunca disseram coisas boas ou de um final digno e feliz que fortalecesse ou edificasse a vida de alguém. Aqui e acolá as resultantes das regras se revelam nas tristes e desencontradas vidas desses sujeitos filosofantes que vivem perambulando soçobrados em falatórios profanos e metidos em discussões ocas e vazias de Deus angariando platéias insaciáveis de “movimentos espirituais” e ávidas por “fábulas misticistas e mistérios”.
Vezes por outra encontramos em nossa frente um desses “Himeneu” ensinadores repleto de declarações e fantásticas argumentações, munido de “provas” e estudos mirabolantes que exalam cheiro de gangrena e de morte, e em coisa alguma têm relação com a verdade substancial dos fundamentos da fé cristã e tampouco edificação alguma produzem ou somam nas vidas.
Pensamentos delirantes alimentados por uma “teologia pessoal particular” apoiada em suposições e por ilações falaciosas, por más interpretações e recheios de revoltas e rebeldias povoam o mundo íntimo desses enfermos espirituais inconformados e irreconciliáveis, que conduzidos livremente pelos seus enganos navegam perigosamente até soçobrarem no abissal escuro e lamacento das blasfêmias e murmurações. Enfim, em coisas próprias de náufragos na fé.
Não é difícil à distância visualizar o cabide de ensinamentos desses “Himeneu” cheios de argumentações venenosamente picantes e sugestivamente atraentes na tentativa de expor “novas explicações” para assuntos já explicados na própria Sagrada Escritura e comentados pelos mais respeitados e piedosos mestres e eruditos cristãos da Igreja reformada, reconhecidos em todas as épocas. Um dos sintomas da síndrome de Himeneu se revela no fastio espiritual em desprezar ou trocar a autêntica pregação bíblica e rejeitar as mensagens verdadeiramente bíblicas por “pacotes fogueteiros” (estouram em muito barulho e alarmantes estampidos ocos e são logo apagados pelas condições circunstanciais).
Alguns desses hereges “Himeneu” possuem seu carimbo próprio com o fim ousado de imprimir sua funesta marca em seus estonteantes e míopes seguidores. Afinal, são encontrados revoltados e revoltosos, rebeldes e incrédulos, ateus e inimigos das Sagradas Escrituras em qualquer esquina oferecendo seus “produtos religiosos” tabelados. As poeirentas migalhas dos velhos impérios babilônico e romano ressurgindo na cegueira religiosa do século atual.
Vezes por outra encontramos em nosso contexto audaciosos “Himeneu” munidos perdidamente de teorias particulares e de “catálogos de perguntas” inconformadas com as respostas da verdade e da historicidade bíblicas, tentando suscitarem “respostas complementares” loucas, para locupletarem as escuras lacunas tendenciosas de suas inseguranças e de sua falta de convicções pessoais de fé e prática, tentando espalhar seus “ensinamentos” espalhafatosos e inconsistentes.
Que lastimoso quadro de fundo onde estão naufragados esses “Himeneu”... Certamente começaram sua vida cristã de fé navegando bem e olhando correta e seriamente para os princípios e proposta do evangelho de Cristo, mas tudo diz que em certo tempo alguma coisa lhes saltou aos olhos, suscitou curiosidade e deparou em sua frente, e vista disto aconteceu de batendo fortemente contra ela chegaram a encalhar seu progresso espiritual e religioso e por fim naufragaram na fé. Que desastre aterrorizante, o chegar ao estado de incógnita em não ser espiritual e, como portador e emissor de uma palavra cancerosa, quase ou nada ser religioso.
O texto bíblico em foco e outro escrito de Paulo oferecem indicativos dos quais podemos ver o sumário das causas básicas e as conseqüências fatais que envolveram a vida daquele Himeneu, levando-o até o estado de indisciplina e antagonismo.
São os detalhes do naufrágio sofrido por Himeneu que nos fazem investigativamente pensar no que o levou às rotas que também tragaram esses sujeitos filosofantes de hoje enquanto vinham navegando e em qual ponto se afastaram da “derrota real” traçada.
Utilizando uma linguagem marinheira, pode-se alegorizar dizendo que certamente esses náufragos na fé abandonaram princípios da navegação, menosprezaram instrumentos indicadores de condições e de tempo que auxiliam uma navegação objetiva e segura de fé, desprezando meios de auxílio instrucionais necessários a todo navegante por fé no mar da vida, e como passaram tanto tempo e percorreram tantas distâncias se guiando por cartas referenciais enganosas cujas profundidades iludiram os seus odômetros e os arrastaram a correntes de auto-suficiências até se aventurarem a alcançar rumos contradizentes e trágicos.
O tempo, as experiências e as inúmeras lições da vida cristã nos fazem compreender alguns detalhes que fizeram Himeneu naufragar na fé. E neste momento de reflexão, venho trazê-los a este generoso e respeitável público leitor.
1. Um naufrágio não é consumado instantaneamente.
A experiência do apóstolo Paulo em naufrágios conferiam-lhe suficientes subsídios vivenciais para ter empregado a expressão “naufragaram na fé” quando citou Himeneu e Alexandre. Um naufrágio acontece em um processo seqüencial e com certa duração passando por extrapolação conseqüente de condições até que torne-se irreparável culminando em situação de irrecuperalidade dessas condições.
Um naufrágio demanda tempo, e este vai se tornando apertado a cada momento que os compartimentos vão sendo tomados e sufocados. Um naufrágio não acontece instantaneamente de um momento para o outro, assim como uma síndrome também.
Muita gente carece palmilhar os passos da vida de fé vivendo-os como eles são normalmente transcorridos e sem “aditivar” coisa alguma estranha neles, sem avançar ou “queimar etapas”, sem inserir artifícios para “bypassar” o que deve ser necessária e experimentalmente vivido e contado tempo a tempo, do contrário lá na frente certamente carecerá de voltar ao passado para reviver caminhos percorridos e rever princípios norteadores.
2. Um naufrágio pode ocorrer por danos na estrutura.
O naufrágio se dá por consumado quando os danos da estrutura se tornam irreparáveis e toda a sua resistência de base está completamente comprometida e enfraquecida.
Para que ocorra um naufrágio é observado que primeiro houve uma estrutura de alguma maneira enfraquecida e danificada em algum ponto que fora seriamente afetado, ou que não possuía resistência suficiente prevista para o enfrentamento de condições adversas e previsíveis.
É preciso ao passar do tempo buscar se construir a estrutura suficientemente segura para navegar com firmeza e ao sofrer intempéries “depois de tudo permanecer inabalável”. Somente a vida realmente vivida possui o poder de conferir essa estrutura monumental de autoridade e resistência, mesmo com as suas limitações e imperfeições.
Muita gente naufraga na fé em razão de haver idealizado sua estrutura pessoal com um elementos alheios que nunca foram os seus próprios. Outras de haver construído mal a sua estrutura de vida espiritual e de haver acrescentado ou aderido anomalias à sua vida pessoal de fé, de haver se montado numa estrutura falsa e desprovida de suporte e de substanciais de fé.
3. Um naufrágio pode ser resultado da ausência de direção.
O apóstolo Paulo ao registrar a expressão contida no texto em apreço, também demonstra que sabia que existem elementos essenciais e indispensáveis para os quais temos que atentar ao navegar. Um desses elementos é a direção. Para onde devemos ou pretendemos chegar. Para isto também precisamos saber por onde vamos passar. Ninguém jamais se lançaria a navegar se não tivesse predeterminado o curso e trajeto a serem percorridos e o local aonde se pretende ou espera chegar.
A direção sempre é preciso tê-la em mente. E nela também precisamos ter a visão prévia do caminho por onde devemos seguramente percorrer. Muitas pessoas se perdem na direção por não buscarem perceber previamente a visão do caminho em que estão percorrendo desde o ponto inicial onde começou até onde esperam chegar.
É um momento muito crítico e deve ser o mais preciso possível na navegação, o de “amarrar” os pontos com segurança para saber se posicionar durante a jornada por onde passa visando sempre aonde espera chegar. O Ilustre escritor do clássico “O Peregrino” ilustrou a trajetória da vida cristã com uma propriedade singular. A vida cristã normal e sadia não é feita de fatalidades e nem de ocasionismos. Ela começa na simplicidade e no anonimato de Belém, passa destinada no Calvário, ultrapassa o vale da sombra da morte e atinge a glória e o esplendor da Jerusalém celestial. Ela tem uma direção, e precisamos no mínimo ter senso desta para que evitemos o naufrágio na fé.
4. Um naufrágio pede que sejam lançadas fora as coisas não-essenciais.
Nas suas experiências de náufrago, Paulo presenciara as muitas coisas não-essenciais serem lançadas fora para que se pudessem de alguma maneira manter as melhores condições de flutuabilidade e de estabilidade e poupar-lhe a vida.
Isto nos traz a um momento crucial de decisão – o de saber com o melhor juízo quais coisas são consideradas não-essenciais para serem lançadas fora. Existem coisas que podem e devem ser lançadas fora, entretanto há outras que de forma alguma podem ser desprezadas, jogadas fora e não levadas em conta.
Muita gente naufraga na fé por terem lançado fora o que existe de mais precioso para a sua fé – a boa e pura consciência. Uma pessoa que vive a vida cristã de fé, ao passar por momentos de tormentas na vida jamais deve abrir mão da boa consciência e considerá-la não-essencial, posto que ela é essencial para que seja nela mantido o mistério da fé.
5. Um naufrágio impele ao pedido de socorro.
O apóstolo Paulo conhecia esse momento, porquanto o teve de perto nas ocasiões pós-naufrágios ao haver sido recebido e acolhido nas ilhas aonde chegou e invernou.
Acontece que esse momento para muita gente não chega à consciência em função desta haver sido ludibriada com falsas auto-afirmações, por vergonha a críticas, pelo espírito arrogante de auto-suficiência, orgulho, visão borrada das fraquezas humanas e de preciosismos e perfeccionismos. E quando o sujeito vai despertar e sentir a sua condição de náufrago, já se fez em mar tão alto e revolto que tornam as condições de salvamento mais difíceis de serem acessados e resgatados.
Agora ao invés de pedirem socorro, passam a soltar seus “fogos” tentando impor “marcas” aos outros. São as propagações de heresias e falsos conceitos e ensinamentos no lugar onde deveriam ser as auto-humilhações e os auto-reconhecimentos de limitações e de carências ao retorno a princípios para serem restaurados.
Muita gente chega a este ponto tão descaracterizadas que seus frutos repulsam e causam gangrena nos que o apreciarem. Suas palavras e conversas ardilosas necrosam, queimam e doem nas almas dos outros.
Se cantam, suas canções deixaram de ser hinos, assemelharam-se a poemas hedonistas e outros a paródias de citações bíblicas misturadas com rimas artisticamente sentimentais, emocionantemente humanistas, não são louvores a Deus.
Se pregam, suas falas deixaram de ser mensagens testemunhais de uma vida séria e responsável de experiência pessoal de fé e prática, e por demais distantes perderam as características autenticamente evangélicas e caíram do enquadramento geral, total e completo da pregação originalmente bíblica.
Enfim, se realizam alguma coisa, esta têm a marca patente do mundanismo e da profanação em tudo que faz, ainda que tente escondê-la. Contudo o cheiro de gangrena e de morte no fundo causam náuseas e vômitos em si mesmos ao chegarem o momento reflexivo da individualidade no seu travesseiro a sós com Deus.
Quantos náufragos na fé, acometidos da triste, horrorosa e terrível síndrome de Himeneu correm para os santuários sob o único impulso interesseiro, buscando se estabelecerem nos átrios de Deus e se encostarem no prestígio e no brilho do sacerdócio vocacional de homens de Deus.
Agora, depois de visto estes detalhes, notemos melhor as realidades do triste quadro sintomaticamente enfermo da vida de fé naufragada de Himeneu.
Himeneu não poderia deixar de ser mencionado na Bíblia Sagrada. Se não conhecêssemos o breve histórico revelador da vida de Himeneu, não poderíamos identificar os “Himeneu” de nosso tempo. E por conseguinte pouco teríamos a aprender e a ensinar a outros a fim de livrá-los da triste síndrome espiritual dele e seu naufrágio na fé.
Em vista resumida do que lhes pude trazer, que nenhum de nós venha por desventura a endurecer o coração ao chamado da consciência.
Que nenhum de nós por desventura venha ignorar o trabalho do tribunal da consciência de nos argüir e orientar, a fim de que sigamos estabilizados e equilibrados realizando alguma coisa para a qual fomos chamados e vocacionados na casa de Deus, e tendo sempre a coragem de examinar as condições de resistência de nossa estrutura.
Que nenhum de nós se permita por desventura a deixar que nossa estrutura venha perder a resistência e ser enfraquecida e comprometida pela invasão das águas de naufrágio.
Que todos nós bem aventurosamente guardemos a nossa fé pura numa boa consciência, e com isso permaneçamos saudáveis espiritualmente e navegando seguramente pela fé.
Somente conseguimos manter a nossa capacidade de flutuabilidade e estabilidade quando sóbrios e equilibrados navegamos sem dano comprometedor contra a nossa estrutura espiritual que nos exponha a um naufrágio na fé.
E, se porventura encontrar algum desses “Himeneu” rondantes, vagando no meio dos seus rebanhos, tome como exemplo a coragem de um grande irmão e amigo alagoano meu, que quando se depara com pessoas em certos quadros em sua frente, convida-as a fazer uma gentil visita a este singelo blog, e quem sabe se com isso o meu caro leitor também esteja curando o quadro sintomático da síndrome de Himeneu nelas e também esteja lançando o salva-vidas em tempo oportuno para resgatar alguns desses náufragos na fé?
ATENÇÃO:
O Ministério da Saúde Espiritual recomenda que se após ter lido este artigo, sentir qualquer sintoma de contrariedade nas entranhas:
1 - Procure urgentemente absorver esta primeira dose em endireitar as veredas e voltar ao primeiro amor. Pode ser o primeiro passo para curar a terrível síndrome de Himeneu; e
2 – Leia com atenção e carinho a próxima dose que será ministrada na Parte II deste assunto-tema em um artigo próximo futuro. E boa saúde espiritual !
UMA BOA NOTÍCIA:
A SAÚDE ESPIRITUAL VAI MELHORAR ! JÁ COMEÇAMOS A MINISTRAR O REMÉDIO PARA A SÍNDROME DE HIMENEU !
PbGS
www.glaukosantos.com
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