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quinta-feira, 19 de março de 2015
POR QUE IR À IGREJA?
POR QUE IR À IGREJA?
Dez respostas
a pensar e refletir.
O poeta, pensador, autor e escritor britânico Rudyard Kipling
foi habilidoso em escrever poemas curtos. E em um deles acendeu luzes
fundamentais para quem realmente busca encontrar respostas. Nesse, ele declarou
que possuía servos a seu serviço, que lhe ensinavam acerca do que queria
aprender, ou conhecer ou melhorar. Esses seus servos nada mais eram do que
perguntas básicas, que lançava para todas as coisas sobre as quais precisava e
queria explorar. E um desses seus servos era a pergunta “por que”.
Por que ir à igreja? Essa não é apenas uma pergunta sábia, mas
também necessariamente reflexiva. Essa é também uma das perguntas inteligentes
e sobremaneira sinceras de gente que pensa e reflete em busca de respostas a esse
questionamento. Pessoas que naturalmente procuram a verdade e a pautarem suas
vidas com firmeza e consistência diante das realidades. De certo que pessoas
fogem de perguntas porque também temem e se ressentem com apenas a
possibilidade das respostas.
Por que ir à igreja? Ir involuntariamente e ir voluntariamente.
A primeira aponta para a possibilidade de objetivar a formação e a educação cristãs
destinadas à infância cristã, e a segunda aponta para a deliberação de vontade
na tomada de decisão feita por jovens e adultos sobre suas próprias necessidades devocionais e congregacionais cristãs. Os pais cristãos são voluntários a
permitirem ou conduzirem suas crianças a irem à igreja, daí a responsabilidade
de responderem tanto pela sua ação pessoal voluntária como pela involuntária sob
sua guarda e condução dentro do exercício legal e moral dos direitos e deveres.
Vale muito conhecer o que disse o extraordinário, versátil e
habilidoso pregador inglês Webb Garrison, escritor e pregador experiente. Com
profundidade e larga experiência, ele expôs pontos de respostas resultantes de
longos anos de observação, familiarização, trabalhos de púlpito e de auditórios.
Somados aos seus, outros pontos também em conjunto revelam respostas que levam
a pensar e refletir com franqueza em porque pessoas (não a totalidade delas) vão à igreja. Estes pontos comprovados, em lugar algum diz respeito à totalidade, ou todas as pessoas.
1 - Por simpatia exclusivista a um líder cristão favorito. Pessoas que dão presença aos cultos pelo simples fato de simpatizarem ou se fazerem
simpáticas à pessoa e tratamento público oferecido de um líder tido como seu
favorito. Este é um dos mais perigosos e sorrateiros motivos que descentralizam
e afastam vidas da capacidade de pensar e refletir no seu caminho pessoal de
vida cristã fundamentada na unidade, nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo e
nos princípios de vida no Reino de Deus.
2 - Por lealdade exclusivista a uma instituição. Pessoas que dão
presença regular aos cultos pelo simples fato de serem membros de uma igreja. Esse
é um dos mais desastrosos motivos ilusórios que trazem à luz verdades interiores
do que seria da vida cristã pessoal delas sem essa instituição. Esse motivo tem
revelado o peso de seus prejuízos quando essas pessoas se deparam com momentos
difíceis e situações ruins, aflições que experimentam na vida. Normalmente são
alheias e rasas, quer conscientes ou não, do real significado e da importância
da comunhão congregacional na vida coletiva da igreja para a sua vida cristã
individual e para os projetos da igreja para a sociedade na qual está
localizada e inserida.
3 - Por falta de um propósito reconhecido. Pessoas que vão à igreja
simplesmente pelo fato de haverem adquirido e desenvolvido o hábito rotineiro de
freqüentar o ambiente de sua igreja. Esse é o inimigo perigoso que leva pessoas
aos assentos da conformação e adequação de suas vidas a uma rotina mecânica
quase robótica incentivada por si mesmas debaixo de temores desajuizados,
impensados e irrefletidos. A força do hábito adormece sua visão de necessidade real
e exerce comando sobre suas faculdades mentais e sentimentais. Elas deixam
passar o senso de auto-exame, fogem da realidade de si mesmas, assim como
deixam adormecer sua capacidade avaliativa sobre as coisas de dentro e de fora
do ambiente da igreja.
4 - Por companheirismo. Pessoas que vão à igreja motivadas pelo
simples fato da afloração do espírito gregário, para fugir de solidões, para
encontrar amizades e companheirismo, para se satisfazerem entre grupos embutidos
no meio da pequena multidão de membros da igreja. Apesar de ser um nobre e
feliz motivo humano, não é exatamente o motivo real que pauta o Reino de Deus.
As agências de amizades, as agremiações e associações humanas promovem e
conhecem bem essa prática, entretanto são dissolvíveis, mutáveis, falíveis e
sem propósito duradouro. Esse é um motivo devastador da verdadeira e real importância
relacional para a vida espiritual e devocional com Deus.
5 - Por participação. Pessoas que vão à igreja pela simples razão
norteada pelo interesse de se engajarem na mecânica das atividades
eclesiásticas. Esse é um dos motivos mais fantasiosos que levam pessoas a
arrastarem suas vidas lideradas pelo engano do seu próprio foco pessoal favorecedor.
Esse é o terrível mal silencioso que tem provocado e alimentado o separatismo,
o partidarismo, as desavenças e dissensões no ambiente de igrejas. Um péssimo
motivo que tem acarretado em vícios e desaguado em esfriamentos, afastamentos e
em decepções e frustrações revelados na pessoa e nas atitudes de líderes.
6 - Por desejo de informação. Pessoas que vão à igreja movidas
pelo simples desejo de informação a respeito de assuntos eclesiásticos eventuais
ou serem apenas informadas de assuntos bíblicos. Esse seria um bom e razoável
motivo se a vida cristã fosse apenas resumida a banquetes de informações, teorias
e idealismos. Esse é um grande mal para as pessoas guiadas pelo fator
curiosidade descomprometida. Geralmente vão apenas para ouvirem e apenas serem
informadas no momento, e não para de fato assimilarem a informação a fim de
colocarem esforço e comprovar sua
eficácia na sua vida pessoal. Nada mais do momento de minutos prossegue ou
frutifica para frente. Se abastecem e aumentam apenas em volume de conteúdos, enquanto ações respostas permanecem adormecidas e inertes.
7 - Por respeito à tradicional autoridade. Pessoas que vão à
igreja simplesmente pelo fato de apresentarem respeito à tradicional autoridade.
Esse é um nobre motivo quando colocado no seu devido lugar reconhecido. Porém quando
não comedido, não ajuizado, não pensado e não refletido, fica aquém e pode cair
no perigo da cerimonialidade friamente obrigatória e no desvio de propósito. Esse
é um dos grandes males que tem levado pessoas ao cometimento da reprodução de
erros por desafinação e incoerência com a realidade à luz da Palavra de Deus.
São pessoas que deixam ou perdem o senso de serem guiadas pelos ensinamentos e
exemplos do Senhor Jesus Cristo e passam a seguir apoiadas em ideais isolados
ou mistos de pessoas por tradicionalismo.
8 - Por exibição e vazão emocional. Pessoas que vão à igreja
simplesmente pelo fato de encontrarem nela o ambiente propício com um público
seleto concentrado, predisposto mutuamente a apresentações e a ter sua atenção
chamada e direcionada a detalhes que lhe chegam direto às vistas. Esse seria um
ótimo motivo se o ambiente da igreja fosse de diversão, ou de competição ou de
natureza sindical. É um falso motivo por nada ter a ver com a intrepidez e a
ousadia no Espírito. Pessoas embaladas pela exibição e pela vazão emocional correm
o sério risco de agirem sem saber de que espírito são, e assim se perderem entre
o falso e o verdadeiro, entre o incoerente e o consistente. Enfim, estão
propensas a promover ou aplaudir imperceptivelmente inverdades e heresias.
9 - Por apenas problemas pessoais. Pessoas que vão à igreja apenas pelo
simples fato de estarem, ou elas ou pessoas ligadas a elas, passando por
problemas pessoais e nada mais do que esse motivo. Problemas humanos e
problemas que transcendem a esfera do natural e do espiritual têm oprimido e cansado
diversos corações pelo mundo afora. Geralmente as pessoas que vão à igreja apenas
e estritamente forçadas por problemas pessoais fazem parte de um público
rotativo e mutante tais quais pacientes hospitalares. Esse é um dos motivos que
se tornam um fardo de cansaços emocionais e impeditivos de pensarem e refletirem no significado e na importância da
igreja em sua vida cristã diária.
10 - Por impulsos de auto-afirmação psicológica. Pessoas que vão à
igreja pelo simples fato de nutrirem a sua auto-afirmação psicológica. Esse
seria um excelente motivo se a igreja fosse uma organização empresarial, na
qual a luta da busca de auto-afirmação alavanca sucessos de indivíduos e de
entidades para a consecução de objetivos e êxito no batimento de metas. Esse é
um motivo inimigo que tem tragado mais as pessoas em níveis de liderança do que
liderados. Por outro lado, também é um motivo pode ir levando uma pessoa no
passar do tempo ao terreno do aplacamento da consciência. Sem se aperceberem de
si mesmas, elas se perdem, e são envolvidas e auto-convencidas pelo raciocínio puro
dos brios da sustentabilidade pessoal a qualquer preço e a todo custo. Sua
visão de compromissos é borrada pelas lentes fora de eixos do foco do Céu. São
pessoas que vão à igreja estritamente pela auto-afirmação psicológica que nesta
encontra satisfação na visão pessoal de posição, de status, de seus benefícios,
de suas atividades, de seus pretextos pessoais e de sua projeção.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
UMA PALAVRA SOBRE CRISES.
UMA PALAVRA SOBRE CRISES.
Em Cristo, e não em crises.
O nosso Eterno Senhor nos dotou de suas incomensuráveis dádivas. Deus ao ter feito o homem, viu que este era bom. Uma dessas dádivas é a capacidade de percepção com a qual dotou o homem. O poder de percepção do homem, independente de sua formação acadêmica e de seu nível social, é extraordinário.
Dos mais letrados aos mais símplices, o homem é capaz de perceber detalhes por vários ângulos e analisá-los dentro de sua visão e grau de maturidade, ainda que não tenha por si previamente conteúdos definidos e preconcebidos sobre tais detalhes. É possível perceber coisas sem saber conceituá-las e sem conhecê-las de forma profunda, clara e definida, coisas e situações novas que a princípio fogem à explicação.
Algumas pessoas buscam disciplinar, desenvolver e empregar melhor a sua capacidade de percepção do que outras. Nem todos possuem os mesmos grau e perfil de percepção, assim como nem todos deixam os detalhes passarem sem que sejam por eles percebidos. E esse poder de percepção quando aliado ao da capacidade de interpretação, melhor se torna, se potencializa.
Crises e choques são o nosso assunto nesta oportunidade, e queira o Senhor nosso Deus nos fazer juntos aos caros e diletos leitores conhecer algumas verdades sobre as crises e os choques, assim como alguns de seus detalhes. Conhecer para saber lidar com elas e corrigir rumos. Quem não aprende com crises e choques dificilmente saberá o rumo de sair deles.
Atualmente, não poucos bons observadores têm percebido e identificado os fenômenos das crises também no seio de alguns rebanhos do povo do Reino. Têm percebido causas e exteriorizado suas observações. Na verdade, há sempre uma ou mais vozes usadas por Deus para proclamarem sobre os contextos. Pena que nem sempre são propriamente experientes e legitimamente oportunas. Todavia há outras que muito merecem o crédito de serem ouvidas e recebidas.
De alguns poucos anos para cá, os fenômenos das crises e choques vêm assumindo maior volume e se estendendo em espectro. Crises e choques são duas palavras que têm marcado e abrangido os contextos pelo mundo afora e paralisado algumas boas gentes.
Em qualquer escala, todos têm percebido e todos têm buscado, senão os melhores, pelo menos os mais apropriados caminhos para superarem os choques e vencerem as crises. Esse panorama da instalação de crises é profético e continuativo. Crises e choques estão sempre no visual.
Crises e choques não significam uma guerra ou uma catástrofe em si mesmos, mas podem ser advindas destas ou concorrer para que estas aconteçam. As crises surgem como pacotes e os choques acontecem como ondas. Crises e choques não são parentes, mas desde os tempos históricos têm surgido e operado como co-irmãos. Nem sempre onde está presente o choque, se instala a crise. Todavia onde permeia a crise, pontilham os choques. Quantas crises e choques já vi, outras tantas estou vendo e quantas mais vou conhecer.
Verdade é que estamos em Cristo, e não em crises. Todavia por alguns fatores há gentes em algum lugar em crise porque deixaram de estar em Cristo e outras por rejeitarem o Seu senhorio e Seus conselhos. Em Cristo, e não em crises.
Há crises localizadas, mas existem crises espectrantes. Existem choques e sempre vão existir aos montes, visto que as trevas jamais subsistem e nunca resistem diante da Luz do Evangelho de Cristo. Lamentavelmente, alguém opta por viver das crises alheias ou nas suas próprias do que estar firmado em Cristo.
Têm surgido não poucos profetas falando e alardeando sobre crises e choques. No tempo de crises e choques sempre aparecem os profetas das crises e choques. Na verdade, não propriamente profetas, mas categoricamente agoureiros. Adoradores de crises e fomentadores de choques. Gente que mergulhada na lama, arrasta-se para se abastecer do monturo e se deliciar na falsa espera de ver carnificinas, escombros e ruínas. É duro, mas incrível que pareça é literalmente verdade essa premissa.
Algumas crises são gritantes e outras silenciosas. Algumas aparecem e batem mais fortemente do que outras. É inegável e incontestável a existência de crises não na totalidade dos rebanhos. Alguns deles estão vivendo sob crises, enquanto outros permitem e acostumam-se com as crises viverem neles.
Crise é uma palavra que acelera e ascende a sua presença em quase todos os contextos humanos. E cada vez que o fim dos tempos avança esse verbete se torna mais intimamente conhecido e testemunhado de todos, mais esse fenômeno se faz experimentado em larga escala por todos. Enfim, hoje até as crianças de primário recebem alguma noção sobre qualquer crise.
Que significa a expressão crise? Que podemos conhecer melhor e entender com mais propriedade e afinação do sentido de crise?
Em primeiro lugar, a crise é uma manifestação violenta e repentina que sobrevém em pleno curso de normalidade aparente. Tudo pode parecer estar dentro da normalidade e do equilíbrio, entretanto ao surgir uma modificação brusca, aguda e intensa de uma perturbação que ocorra sobre o estado aparentemente normal, a partir daí uma crise começa a se instalar. Crise se manifesta.
Em segundo, a crise também é um momento perigoso ou decisivo de transição, embaraço, convulsão. Uma fase perigosa e embaraçosa para a qual se requer cuidados eficientes e procedimentos eficazes. A crise pode se instalar, mas a sua permanência e extensão apontam para uma transição e à necessidade de tomada de decisão sobre o elemento-base que está provocando ou promovendo a crise. Crise é momento perigoso e transicional.
Em terceiro, a crise se caracteriza por um panorama de conflitos, tensão, incertezas, vacilações, que causa agravamento de um estado ou situação. Os conflitos fazem parte das crises. Nas crises são reveladas as tensões, e nelas são marcadas as incertezas, as ações vacilantes. É preciso saber lidar com crises, a fim de que as incertezas e vacilações não influenciem ou arrastem ao desmoronamento e ruínas. Crise causa agravamentos.
Ainda, a crise é um marcador de carências, ausência, falta, de alguma coisa em vasta escala. Uma crise por ser instalada em função da carência de alguma coisa. Pode ser motivada pela falta de alguma coisa. E essa em vasta escala a ponto de extrapolar a linha da normalidade e transformar-se em crise. Crise revela carências e pede soluções.
Além disso, a crise pode se configurar em uma decadência, uma queda, um enfraquecimento. Alguma coisa que vinha até então se mantendo, ou sendo mantida, dentro da normalidade e por um desequilíbrio entrou em processo de enfraquecimento, em decadência e por fim numa queda. Crise é um indicador requerente de cuidados.
E finalmente, a crise está ligada a mudanças e transformações, pode decorrer destas. Nem todos os participantes de um mesmo contexto sabem lidar com mudanças e transformações. A crise marca um período de perturbação, conturbação, em resposta a mudanças e transformações. A crise também pode ser motivada pelo âmbito externo ou pelo interno. Crise indica a presença de mudanças e revela dependência.
Nesses momentos de crises e choques, é comum aparecerem os profetas do destroçamento. Tomam proveito de focos de situações e pregam desmoronamentos e ruínas. Esses não semeiam porque somente percebem as nuvens, os vendavais e as tempestades. Enxergam e preocupam-se no poderio humano dos “midianitas”, e esquecem que um lagar pode ser o ponto de partida para grandes momentos e despertamentos.
Às vezes aliados a eles, vem os profetas do pessimismo em outra ala. Estes possuem a visão muito curta e as suas capacidades de crer, confiar e esperar não lhes dão suporte suficiente e maduro para enxergarem o quão a terra é boa e promissora. Estes apenas treinaram a si mesmos a somente perceberem gigantes. Movem os olhos da boa terra e os prendem cativados a gigantes.
Para os profetas do pessimismo, se houver lutas, dificuldades, confrontos, tomada de posição, firmeza e determinação para embates, o melhor seria aplicarem a aterrorização, entregarem os ânimos, desencorajarem os demais e esconderem-se no tempo como se concordassem com as crises e somassem-se a elas.
Os profetas do pessimismo não conseguem enxergar o socorro do Céu sob a ótica e perspectiva da fé, visto que esta não possuem ou não exercitam por estarem presos somente aos clamores e medos de aflições da Terra. Eles fogem de sacrifícios e evitam a resignação.
Ainda, com o rótulo de conservadores, surgem os profetas derrotistas. Esses parecem ser torcedores fanáticos pela derrota. Para eles quanto mais derrotas, ou a configuração aparente delas, mais engordam e engrossam os seus discursos e “mensagens”.
Eles somente enxergam derrotas porque as derrotas lhes são íntimas por lhes já haverem derrotado o íntimo. Para eles a fé alheia seria um amuleto ou substrato subjetivo, um elemento hipotético, utópico ou surreal. Afinal quem se prende olhando para trás, não consegue seguir arando a terra que vem pela frente. Também não aprendem a considerar e respeitar a fé dos outros.
O saudosismo lhes faz aprisionados ao passado, que nem mesmo eles estariam prontos para viverem-no como requerem os contextos do presente. Falam de passado porque não perceberam o presente e perderam a visão do futuro. Na verdade, parece quererem impor um discurso desafinado e desfocado de suas próprias capacidades.
Assim não andam para frente por estarem com os corações presos aos preciosismos e saudosismos de trás. Terminam por não serem próprios e legítimos no que realizam e muito menos se realizam no contexto. Perdem-se na sua propriedade e conduzem outros perdidos por não reciclarem e contextualizarem as suas probidades. Enfim, vivem meticulosamente em choques inconfessáveis.
Em seguida, existem os profetas pura e sensacionalmente otimistas ao extremo. Esses somente enxergam presente e futuro, visto que tentam desconectar suas vidas da própria história. Para eles, as crises não existem, ainda que queiram sublimá-las e encobri-las. Para eles, não há tempo de crises porque pouco ou quase nada de piedade, de fidelidade, de lealdade, de legitimidade, de autenticidade e de propriedade possuem no íntimo e no exercício de seu papel.
As crises lhes surpreendem por também no fundo das crises já vivem sem perceberem que estão sob crises. Eles dizem se contentar, se conformar, com tudo, porque em coisa alguma triunfam. Para eles tudo tanto faz como tanto fez. Desde que não haja requisito de renúncia para a parte que lhes toca. Mostram um estereótipo inverso ao seu contexto e oposto da realidade.
Sobretudo também sempre há de existirem os profetas verdadeiros que enxergam além do cativeiro, que trabalham com afinco e esforço legítimos, dedicados e autênticos para se manterem a si e aos seus rebanhos distantes das crises, ainda que neles apareçam eventuais focos de choques.
E ainda que profetizem sobre crises e choques, o fazem com as vistas olhando acima do contexto presente e além do cativeiro. Existem os agoureiros, mas não podemos desprezar os profetas. Agoureiros parecem comungar as idéias infernais e os pensamentos carnais. Profetas consistentemente zelam por manterem a sua comunhão e o seu trajeto na direção do Espírito de Deus que os equipa.
Agoureiros somente sabem visualizar e profetizar as secas e a escassez, visto que são tenros e impotentes para enxergarem a nuvem de boas chuvas sobre o monte e a fartura de favores e provisão de Deus. Profetas jamais profetizam de secas e escassez segundo a sua visão e desejos próprios. Profetas interpretam os anos das vacas magras, e entendem os tempos de chegarem as gordas e a fartura do trigo nos celeiros.
Enquanto os agoureiros portam as suas falas oportunistas, os profetas entregam as mensagens oportunas. Melhor e proveitoso seria identificar aquelas e não desprezar estas. Agoureiros somente vêem o caos e o gigante, posto que deixam de possuírem a confiança própria e inabalável que reside nos profetas no nome do Senhor.
EM CRISTO, E NÃO EM CRISE!
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sábado, 6 de agosto de 2011
LIDERAR INDIVIDUALIDADES.
LIDERAR INDIVIDUALIDADES.
Eis um grande desafio...
Nesta oportunidade, venho com um assunto-tema atinente à liderança no Reino de Deus. A considerável concentração de interesses e de esforços nessa área mostra a notoriedade das carências, comprova a existência de deficiências e revela a busca de preparação e aperfeiçoamento.
Influência e marketing pessoais são trunfos parciais, empregados pelos meios seculares para imporem visão e posição, obterem sucessos, promoverem fama e causarem impactos no âmbito humano, porém não significam liderança. Infelizmente essas ferramentas deixaram de ser vistas como devem ser e lamentavelmente passaram a ser assumidas e aclamadas como marcas de expressão, significado e atestado de liderança.
A metodologia da liderança no Reino de Deus difere substancialmente em essência, natureza e aplicação dos conceitos, princípios e estilos da liderança nos corredores seculares. O grande erro e a enorme discrepância residem na tentativa de aplicar conceitos dos impérios do mundo, conciliar princípios seculares, introduzir filosofias pagãs, na liderança no Reino de Deus.
Liderança no Reino de Deus é um dos assuntos que vai além das teorias, oferecem aprendizagem prática, requerem boa e considerável vivência e legitimidade de experiências, autenticidade de procedimentos e transparência de condutas por parte daqueles que nele exercitam suas vidas. Ainda que o domínio de seus conteúdos não esteja na visão modal, pelo menos resida nos limiares que circundam a mediana.
Na vida dentro do Reino de Deus as teorias, as suposições e as hipóteses ficam muito aquém da prática vivencial e da experiência cotidiana. Ao contrário do mundo secular, no Reino de Deus não existem doutores categóricos em liderança, ainda que existam os excelentes e dedicados estudiosos, assim como os experientes no assunto. Liderança é um desses assuntos cujas aulas e lições requerem complemento na prática de campo, visto que somente quem labuta nelas percebe e consubstancia melhor os seus caminhos.
E como linha mestra e fio principal, preciso de antemão delimitar o vasto assunto a uma de suas áreas – a liderança de individualidades -. Pouco se fala e se ouve nesta área, posto que também poucos se exercitam efetivamente nela. Liderar o elemento grupal é diferente do conduzir o elemento individual. Aqui está um dos grandes desafios na liderança no Reino de Deus. Um desafio que excede visões, táticas, técnicas e estratégias de grupo. Liderar um grupo não é a mesma tarefa ou atividade de conduzir cada indivíduo pertencente a ele.
Liderar individualidades no Reino de Deus jamais foi atividade para teóricos, ainda que acolha e adestre aprendizes. E bem fazem bons proveitos e absorvem excelentes conteúdos estando estes últimos bem predispostos a trilharem sem reservas e sem rodeios os seus passos nela. Isto é um bom e louvável começo, mas ainda assim não indica seja garantia e eficácia de um nobre fim. Na liderança há passos a andar e existem caminhos a se percorrer a cada dia.
Liderar no Reino de Deus é um curso sem término, uma grade curricular sempre vasta e um histórico de módulos inconclusos que não perdem e não se afastam da nobreza de sua escola. Liderar no Reino de Deus é uma escola cujas pedagogia e didática são superiores às das escolas na área da Administração acadêmica secular. Nestas o maior literalmente manda no menor e naquela exemplarmente o maior serve ao menor.
Louvamos ao Senhor nosso Deus pelos competentes institutos, boas escolas, eficientes cursos e dignas instituições, que preparam líderes. Todavia O louvemos mais ainda pelas lições de Sua nobre e excelente escola cujos objetivos são múltiplos e abrangentes e cujos adestramentos conclamam o comprometimento daqueles que nela são aprendizes.
Nessa nobre escola a grade curricular, os planos de aulas e as avaliações para capacitação e aperfeiçoamento da vocação não estão presos a ditames e nem se limitam a indicações humanas. Nessa escola os objetivos visam inicialmente atingir essência e natureza íntimas e não apenas ministrar informações, nem administrar patrimônios e regrar condutas e procedimentos.
Nessa excelente e espetacular escola a cada dia coisas novas vão surpreendendo, transcorrendo e conferindo ensinamentos, no sentido de produzirem edificação e aperfeiçoamentos, ainda que sempre a caminho da nossa completa e inteira prontificação.
Alegrias e tristezas, sorrisos e choros, expressam a construção de vivência e experiência na liderança no Reino de Deus. Deseja ela quem quer, mas ama e se entrega a ela quem possui vocação. Aprende e gosta dela quem se predispõe, porém se compromete quem percebe as responsabilidades.
Trilha nela quem possui temor, resignação e chamado para liderar efetivamente no Reino de Deus. São bonito e lindo os sucessos e as glórias dela, porém caros, custosos e trabalhosos os passos nos desafios durante a sua construção.
Felizes são aqueles aprendizes que retêm e aproveitam o máximo e o melhor dos conteúdos absorvidos e neles perseveram, tendo em vista que liderar no Reino de Deus é assunto de prática real, não teórico.
Respeitando todos os anos de experiências e vivências de todo e qualquer líder no Reino de Deus, independente de suas respeitadas credenciais, posições e reconhecidos currículos acadêmicos, lembramos enfaticamente que a linha mestra registra que o Reino de Deus não é deste mundo e que sua natureza não está direcionada e resumida unicamente à visão terrenal. Portanto, a sua metodologia de liderança muito excede nos seus valores em relação aos estilos de liderança seculares, ainda que alguns pontos destes se encostem e paralelizem-se naquela.
E entendemos que quando alguém perde-se no rumo da metodologia do Reino, fácil e tendenciosamente se torna em se enveredar nos estilos seculares e se valer da visão e da força destes. Quando um líder perde a essência, a natureza e o norte da liderança no Reino, deixa de ser líder e passa a assumir posição de gerente, comandante ou chefe, menos de líder. E isto não se torna apenas notório, e vai além do que se imagina e reflete fora das mesas de diálogo, de planejamento e de conciliações.
Para líderes perdidos do rumo da liderança no Reino, lhes sobram apenas os desgastes secretamente escondidos, inconfessáveis e indeclaráveis por trás dos rótulos formais da autoridade posicional empobrecida de espiritualidade e de espírito cristão, desaprumada e desalinhada tentando se sustentar sobre muletas de gerência, comando e chefia e se equilibrar sobre forças estranhas ao Reino.
Não são poucos os líderes que apoiados nessas muletas coxeiam entre as trilhas das convicções vocacionais, e em plena marcha perdem o seu próprio passo na cadência dos favores seculares ditatoriais ou tutoriais. Liderar vidas no Reino de Deus pode por alguns ser confundido como gerenciar, comandar e chefiar registros e rótulos institucionalmente jurídicos, estatuídos e regimentados, sob os quais convivem eventualmente pessoas religiosamente vinculadas a ele.
Representar rótulos formais ou administrar bens físicos patrimoniais não confere indicação de eficácia dos seus resultados e nem liderança propriamente dita. “Levar” o elemento grupal não significa liderar o elemento individual. Que melhor digam a realidade dos êxodos e suas lacunas deixadas por eles quando batem às portas.
Em quaisquer que sejam o setor e o ambiente humano, a atividade de liderar sempre foi um grande desafio em todos os tempos, e as atividades de gerenciar, comandar e chefiar, sempre foram desafios amenos em relação à liderança propriamente dita. Algumas diferenças e divergências existem entre elas, e bem fazem os que lideram no Reino de Deus se discernirem-nas e optarem sobretudo pela de liderar com êxito empregando a metodologia do Reino.
Anos após anos surgem pessoas bem intencionadas, dedicadas e competentemente versadas no assunto e trazem a lume teorias e estudos na área de liderança. Alguns desses enfatizam o êxito nas contingências, outros apontam para o regresso às origens e, além desses, outros enfatizam a nova visão moderna e contemporânea.
Outros, ainda, prometem revelar segredos de sucesso para as questões situacionais de liderança. Apesar de serem identificados utilidade e proveito na gama de todos esses bons conhecimentos, ainda assim ficam aquém e por muito a deverem ao fator liderança de individualidades.
A atividade de liderar está acima das formalidades documentais, enquanto as de gerenciar, comandar e chefiar estão presas, dependentes, padronizadas e instituídas pela força do estabelecido na legalidade documental expressa no papel escrito.
Liderar move e conduz íntimos e abre vias de bons comprometimentos e consecução para a criatividade e para expressões. Enquanto gerenciar, comandar e chefiar determinam e padronizam condutas e resultados mecanizados e quase sempre robotizados dentro de parâmetros impostos dirigidos sob a força da hierarquia e dos reforços através de recompensas e compensações de alguma forma suportadas por meios documentais. Liderar é, pois, um grande desafio, enquanto gerenciar, comandar e chefiar são, portanto, desafios amenos.
As épocas e seus movimentos propagam novos estilos e tendências, novas fórmulas e representações, novas formas e padrões, novas linhas de pensamentos e de visões, novos conceitos e adequações inovadores, que exercem influências sobre cada indivíduo e ambiente. O elemento individual fica exposto e confrontado pelo elemento grupal. E em meio a esses contextos o desafio de liderar se avoluma e exige mais do que a formalidade determina e espera.
Mover íntimos pelo emprego da força verbal ou pelo poder documental escrito, ou ainda pela oferta de recompensas materiais, não significa garantia de lealdade, de legítima e considerável satisfação, de ambiente favorável e de completude de sucesso, ainda que por alguns quesitos apareçam focos estilhaçados e promissores nos resultados das ações respondentes no setor liderado. Muitas vezes o marketing promove cascas coloridas, esconde caroços desbotados e semeia manchas não tratadas, e colhe frutos dduvidosos, deficientes, secos e mirrados.
Esses resultados não declaram perenização de reciprocidade e nem garantem a manutenção de comprometimento leal, do companheirismo fiel, da cumplicidade deliberada e muito menos da fidelidade duradoura em empreendimentos.
Governar esforços mecanizados é diferente de liderar raciocínios alheios, conduzir mentes pensantes, inteligentes e engenhosas, orientar vontades alheias, trabalhar em suprir necessidades íntimas alheias, restaurar valores alheios, direcionar sensos e juízos alheios, na consecução e consolidação de empreendimentos conjuntos, conjugados – isto é liderar individualidades.
Mover íntimos individuais a voluntariamente alcançarem objetivos comuns pela liderança é o grande desafio que suplanta “contratos psicológicos” e poderes documentais. Aquilo que atende hoje não garante que respondido da mesma forma e na mesma altura amanhã. Liderar individualidades é estar perto delas e assisti-las se mantendo equilibrado no primeiro lugar.
As épocas e seus movimentos estão dinamizando as massas, mecanizando procedimentos, incentivando estímulos cada vez mais dirigidos e focados no elemento grupal, ao passo que com isso o individual vai sendo abafado e abarcado pelas tendências do grupal e ao mesmo tempo que como num processo tendo as suas características individuais ameaçadas, sendo tragado pela visão grupal e pela representação numérica.
O modismo grupal acelerando na frente do mediano individual, despreza o fator unitário das individualidades. Ele torna as individualidades vistas apenas como frios números e dígitos insensíveis. E assim considerável número de líderes perdem a visão de Reino de Deus, se divorciam da metodologia de liderança dele e se desconectam do Céu. A liderança no Reino de Deus impõe o seu chamamento em direção a atender individualidades antes de tudo.
Os requerimentos das épocas e seus movimentos estão revelando e sinalizando a carência de reciclagem ministerial para os líderes no Reino de Deus. A reciclagem sem perdas de referencial e de identidade, de individualidade e de integridade está intimando em caráter de urgência ao retorno dos moldes das práticas primitivas em cuidar, acompanhar e atender o elemento individual.
Uma reciclagem que não perca ou se afaste do rumo da metodologia de liderança naturalmente praticada e aplicada no Reino de Deus. Uma reciclagem que sirva de antídoto eficaz contra os moldes da banalização e do descomprometimento que minam e esfriam corações decepcionados e frustrados em conseqüência da artificialidade decepcionante de sermões falaciosos, do joguete de interesses escusos e particulares e da incoerência de procedimentos dos gerentes da ilusão, comandantes do engano e chefes da maquiagem.
Os mecanismos humanos, que são próprios e concebidos da visão secular, podem ter a força de promoverem movimentos e cobrirem status momentâneos e passageiros. Entretanto são impotentes para manterem e conservarem o poder da coesão fiel, do comprometimento leal, da reciprocidade livre, cumplicidade e voluntariado que residem predispostamente em cada individualidade. Liderar o elemento individual é muito mais difícil e complexo do que gerenciar, comandar e chefiar o elemento grupal.
O elemento individual moderno está cada vez mais bem informado, visto que acessa e ao mesmo tempo é acessado através da interatividade dos meios de informação e de comunicação. Tanto líderes como liderados podem adquirir as mesmas informações, promover e repassá-las a outros, influenciarem e envolverem opiniões e ao mesmo tempo ambientes variados, independente de posicionamento filosófico ou localização geográfica.
Envolver e comprometer individualidades num mesmo projeto são os alvos desafiantes que tanto a liderança como a gerência, o comando e a chefia esperam com eficiência atingirem. E nem tudo que se move na força legal do papel escrito inerte é exatamente o mesmo que se revelaria na deliberada expressão viva, legítima e autêntica do íntimo. Incentivar para obtenção de sucessos ainda está aquém e é diferente de fazer com que as individualidades se sintam e se vejam envolvidas e percebam o seu comprometimento com motivação própria para alcançá-los.
Liderar individualidades no Reino de Deus é esperar contestações, questionamentos e críticas advindos delas. E os estilos de gerência, comando e chefia estariam por status e funcionalidade avessos a contestações, a questionamentos e a críticas originadas de individualidades que incidam e peçam contas sobre suas condutas, procedimentos e processos.
No Reino de Deus quem lidera torna-se público e, por isso, deve ter a consciência e a predisposição de ter suas condutas observadas, confrontadas, questionadas, criticadas e julgadas. Essas ações possuem suas vias de sucesso quando aceitavelmente cabíveis, respeitosamente confraternas e solidamente justas, transparentes e honestas. Liderar individualidades é estar aberto a monitoramentos e observações alheios.
Quase sempre os estilos de gerência, comando e chefia são opostos a manifestações que excedam os seus entendimentos e compreensões condicionados e impregnados pelos ditames rotineiros do papel legal escrito. Com as novidades e adequações das épocas, alguns caminhos têm sido um tanto mais abertos nesse sentido, todavia sempre aquém e bem distantes da metodologia de liderança no Reino de Deus.
Um fator notório conseqüente da ausência de liderança de individualidades são o esfacelamento e a fragmentação de grupos. Ele está sempre dando suas presenças e declarando assim que o poder das individualidades sempre foi mais forte. Quando individualidades não são apropriadamente assistidas, tratadas e nutridas, esse fator se torna rondante e presente.
Gerentes, comandantes e chefes, visando proteger e manter a integridade de seus grupos, recorrem aos recursos que lhes são disponíveis na oferta de recompensas materiais, físicas, e compensações físicas como reforços para manterem os seus liderados em prol dos seus objetivos. Eles possuem mecanismos formais documentalmente lhes favoráveis e lançam mão do que têm e podem oferecer, e mesmo assim não satisfazem e não abrangem individualidades.
Não basta aos líderes no Reino de Deus estarem atrelados funcionalmente ao papel escrito como os líderes seculares formais, mas serem comprometidos em conduta e procedimentos intemporais que mostrem transparentemente a essência do espírito cristão no exercício da prática.
Gerentes, comandantes e chefes impõem suas posições e seus governos sobre a força documental, reconhecendo que por vezes devem trafegar entre linhas e parâmetros para atingirem alvos com resultados promissores, senão pelo menos favoráveis. Geralmente esses estilos e posições seculares são do tipo “faça o que digo, mas não façam o que eu faço”. Suas condutas e procedimentos são temporais e localizados e nem sempre estão atrelados às naturezas e essências do elemento individual.
Por outro lado, a liderança cristã vai bem mais distante do que a liderança eclesiástica simplesmente alcança. Nela predominam fatores mais simples e menos complexos, mais individuais e informais. Enquanto a liderança eclesiástica tendencia para as possibilidades de engessamento e para padrões tramitacionais da lógica formal e pela visão de hierarquização psicional, a simplicidade da liderança cristã possibilita avançar espaços menos formais e abranger e singrar terrenos informais, de maneira que ela chega a pontos mais facilmente acolhedores do que a liderança eclesiástica atinge.
A liderança cristã pauta-se no modelo do Senhor Jesus Cristo e dos líderes e liderados primitivos. Ela naturalmente envolve líder e liderados, convocando e convergindo ambas individualidades ao contrato único que as une na visualização e práticas do exemplo. A liderança cristã atinge individualidades mais eficientemente e com resultados eficazes.
Os estilos e sistemas de lideranças seculares se opõem e conflitam com a metodologia de liderança cristã, visto que esta é própria do Reino de Deus que não é deste mundo. Os estilos e sistemas de lideranças seculares são compartimentalizadores e tem o seu foco no elemento grupal, sendo também pouco sensível ao elemento individual. E a metodologia da liderança cristã é compartilhadora.
Na vida cristã o comprometimento salta do papel e deve ser transformado e externado em ações práticas. Ausentes destas, quaisquer pregação de sermão ou ministração de ensino, ou implantação de diretivas, se tornam improváveis, incoerentes, pouco aceitas, quase nada respondidas e muitas vezes impeditivos ao alcance de resultados eficazes.
O que se conduz puramente de forma eclesiástica hoje pode não ser mantido e sustentado com a mesma visão, com a mesma força e com o mesmo peso de resposta expressa de fidelidade, lealdade e comprometimento mútuo amanhã. Que digam melhor as dissidências conseqüentes de contingências situacionais e existenciais localizadas, mas o que se conduz de forma cristã e espiritual hoje pode perdurar por anos afio sem sofrer variações.
Liderar de forma cristã e espiritual contém mais profundidade e aplicação do que funcional e posicionalmente se espera das formalidades estruturais. Enquanto a liderança eclesiástica foca os vetores e se pauta em características formais e visíveis, a liderança cristã aprofunda-se em focos imparciais sobre a natureza e responsabilidades gerais dos vetores nela envolvidos.
A liderança cristã possui propriedades suficientes para conduzir individualidades. Muitos líderes eclesiais nutrem receios contra expressões plenas e abertas afloradas da liderança cristã – isto pasma e surpreende a alguns, contudo a verdade nesse item muitas vezes aparece e é preciso que seja dita.
O envolvimento eclesial é estabelecido e acordado na força do registro e da ética estruturais formalizadas, mas o compromisso cristão é construído, consubstanciado e consolidado no poder da concordância e entrega mútuas e deliberadas nas ações éticas ensinadas na Palavra de Deus, mais fundamentalmente nos escritos neotestamentários.
O líder que possui expectativas de sucesso real, fiel, palpável e verdadeiro, deve envidar esforços para entrelaçar a liderança cristã, a espiritual e a eclesiástica como tecidas num só fio de procedimentos. Isto confere segurança e autoridade, oferece suporte à estabilidade, cativa respeito, fidelidade e comprometimento, abrange e atende individualidades.
Um dos grandes e notados desafios para os líderes apascentadores é a tarefa de liderar individualidades. E cada vez avançam as épocas, muitos líderes se esquivam e fogem dessa visão de liderança. Ela se faz pouco presente e uma metodologia que se faz árdua, trabalhosa, sofre entraves e padece incompreensões. Lidar com individualidades eventualmente não significa liderar e conduzir individualidades efetivamente.
Como é frustrante e inconsistente liderar apenas com palavras sem ações. Como é impróprio liderar à distância. Como é incoerente liderar pela visão idealista e por padrões utópicos. Como é incongruente liderar numa direção enquanto uma parte dos liderados divide-se nela e outras seguem outra por aquela não atender as individualidades dos liderados.
Como é simbólico e artificial liderar o elemento grupal apontando para um retorno no qual apenas se imagina ou idealiza e ao qual a deficiência de investimento no elemento individual revela o seu empobrecimento e insatisfação frustrante e decepcionante. Realmente é um grande trabalho desafiante o liderar individualidades.
Liderar individualidades é um grande desafio porque se foca em atender essencialmente aos anseios das necessidades espirituais e gregárias do elemento individual, assim como ir ao encontro das suas expectativas de valorização e visão dos fatores individuais. Nem sempre o êxodo na rotatividade nômade de freqüência nos grupos se deve em primeira mão a insumos externos, e sim ao surgimento de ausências de atendimento e reciprocidade rasa no âmbito interno do grupo.
O foco visualiza em atender o elemento grupal e enxerga como o mais importante as suas ações-respostas, colocando em segundo plano o elemento individual e suas natureza, capacidades, necessidades, carências e expectativas pessoais. Esse foco atende confortavelmente até certo ponto à liderança eclesiástica, porém conflita com a liderança cristã e de certa forma negligencia a liderança espiritual.
É, ou não, um grande desafio liderar individualidades no Reino de Deus? Rogamos que o Senhor Jesus Cristo equipe os líderes do Reino com todas as ferramentas e sensibilidades pertinentes, assim como com a boa consciência para perceberem o panorama e a grande necessidade de liderar individualidades.
PbGS
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