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quinta-feira, 19 de março de 2015

POR QUE IR À IGREJA?

POR QUE IR À IGREJA?
Dez respostas a pensar e refletir.
 Podemos até fugir de perguntas, todavia se chega sempre ao momento de sermos confrontados por elas ou cobrados pelas suas respostas. Perguntas movem o mundo, entretanto são as respostas que revelam quadros dele. Perguntas e respostas levam a pensar e refletir. Quem sempre foge de perguntas, dificilmente se responde, e por conseguinte perde a oportunidade de pensar e refletir, de  melhorar e avançar e se aperfeiçoar. Quanto mais nos escondemos das perguntas, mais as respostas nos acham e nos confrontam. 

O poeta, pensador, autor e escritor britânico Rudyard Kipling foi habilidoso em escrever poemas curtos. E em um deles acendeu luzes fundamentais para quem realmente busca encontrar respostas. Nesse, ele declarou que possuía servos a seu serviço, que lhe ensinavam acerca do que queria aprender, ou conhecer ou melhorar. Esses seus servos nada mais eram do que perguntas básicas, que lançava para todas as coisas sobre as quais precisava e queria explorar. E um desses seus servos era a pergunta “por que”.

Por que ir à igreja? Essa não é apenas uma pergunta sábia, mas também necessariamente reflexiva. Essa é também uma das perguntas inteligentes e sobremaneira sinceras de gente que pensa e reflete em busca de respostas a esse questionamento. Pessoas que naturalmente procuram a verdade e a pautarem suas vidas com firmeza e consistência diante das realidades. De certo que pessoas fogem de perguntas porque também temem e se ressentem com apenas a possibilidade das respostas.


Por que ir à igreja? Ir involuntariamente e ir voluntariamente. A primeira aponta para a possibilidade de objetivar a formação e a educação cristãs destinadas à infância cristã, e a segunda aponta para a deliberação de vontade na tomada de decisão feita por jovens e adultos sobre suas próprias necessidades devocionais e congregacionais cristãs. Os pais cristãos são voluntários a permitirem ou conduzirem suas crianças a irem à igreja, daí a responsabilidade de responderem tanto pela sua ação pessoal voluntária como pela involuntária sob sua guarda e condução dentro do exercício legal e moral dos direitos e deveres.

Vale muito conhecer o que disse o extraordinário, versátil e habilidoso pregador inglês Webb Garrison, escritor e pregador experiente. Com profundidade e larga experiência, ele expôs pontos de respostas resultantes de longos anos de observação, familiarização, trabalhos de púlpito e de auditórios. Somados aos seus, outros pontos também em conjunto revelam respostas que levam a pensar e refletir com franqueza em porque pessoas (não a totalidade delas) vão à igreja. Estes pontos comprovados, em lugar algum diz respeito à totalidade, ou todas as pessoas. 

1 - Por simpatia exclusivista a um líder cristão favorito. Pessoas que dão presença aos cultos pelo simples fato de simpatizarem ou se fazerem simpáticas à pessoa e tratamento público oferecido de um líder tido como seu favorito. Este é um dos mais perigosos e sorrateiros motivos que descentralizam e afastam vidas da capacidade de pensar e refletir no seu caminho pessoal de vida cristã fundamentada na unidade, nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo e nos princípios de vida no Reino de Deus.

2 - Por lealdade exclusivista a uma instituição. Pessoas que dão presença regular aos cultos pelo simples fato de serem membros de uma igreja. Esse é um dos mais desastrosos motivos ilusórios que trazem à luz verdades interiores do que seria da vida cristã pessoal delas sem essa instituição. Esse motivo tem revelado o peso de seus prejuízos quando essas pessoas se deparam com momentos difíceis e situações ruins, aflições que experimentam na vida. Normalmente são alheias e rasas, quer conscientes ou não, do real significado e da importância da comunhão congregacional na vida coletiva da igreja para a sua vida cristã individual e para os projetos da igreja para a sociedade na qual está localizada e inserida.

3 - Por falta de um propósito reconhecido. Pessoas que vão à igreja simplesmente pelo fato de haverem adquirido e desenvolvido o hábito rotineiro de freqüentar o ambiente de sua igreja. Esse é o inimigo perigoso que leva pessoas aos assentos da conformação e adequação de suas vidas a uma rotina mecânica quase robótica incentivada por si mesmas debaixo de temores desajuizados, impensados e irrefletidos. A força do hábito adormece sua visão de necessidade real e exerce comando sobre suas faculdades mentais e sentimentais. Elas deixam passar o senso de auto-exame, fogem da realidade de si mesmas, assim como deixam adormecer sua capacidade avaliativa sobre as coisas de dentro e de fora do ambiente da igreja.

4 - Por companheirismo. Pessoas que vão à igreja motivadas pelo simples fato da afloração do espírito gregário, para fugir de solidões, para encontrar amizades e companheirismo, para se satisfazerem entre grupos embutidos no meio da pequena multidão de membros da igreja. Apesar de ser um nobre e feliz motivo humano, não é exatamente o motivo real que pauta o Reino de Deus. As agências de amizades, as agremiações e associações humanas promovem e conhecem bem essa prática, entretanto são dissolvíveis, mutáveis, falíveis e sem propósito duradouro. Esse é um motivo devastador da verdadeira e real importância relacional para a vida espiritual e devocional com Deus.

5 - Por participação. Pessoas que vão à igreja pela simples razão norteada pelo interesse de se engajarem na mecânica das atividades eclesiásticas. Esse é um dos motivos mais fantasiosos que levam pessoas a arrastarem suas vidas lideradas pelo engano do seu próprio foco pessoal favorecedor. Esse é o terrível mal silencioso que tem provocado e alimentado o separatismo, o partidarismo, as desavenças e dissensões no ambiente de igrejas. Um péssimo motivo que tem acarretado em vícios e desaguado em esfriamentos, afastamentos e em decepções e frustrações revelados na pessoa e nas atitudes de líderes.

6 - Por desejo de informação. Pessoas que vão à igreja movidas pelo simples desejo de informação a respeito de assuntos eclesiásticos eventuais ou serem apenas informadas de assuntos bíblicos. Esse seria um bom e razoável motivo se a vida cristã fosse apenas resumida a banquetes de informações, teorias e idealismos. Esse é um grande mal para as pessoas guiadas pelo fator curiosidade descomprometida. Geralmente vão apenas para ouvirem e apenas serem informadas no momento, e não para de fato assimilarem a informação a fim de colocarem esforço e  comprovar sua eficácia na sua vida pessoal. Nada mais do momento de minutos prossegue ou frutifica para frente. Se abastecem e aumentam apenas em volume de conteúdos, enquanto ações respostas permanecem adormecidas e inertes.

7 - Por respeito à tradicional autoridade. Pessoas que vão à igreja simplesmente pelo fato de apresentarem respeito à tradicional autoridade. Esse é um nobre motivo quando colocado no seu devido lugar reconhecido. Porém quando não comedido, não ajuizado, não pensado e não refletido, fica aquém e pode cair no perigo da cerimonialidade friamente obrigatória e no desvio de propósito. Esse é um dos grandes males que tem levado pessoas ao cometimento da reprodução de erros por desafinação e incoerência com a realidade à luz da Palavra de Deus. São pessoas que deixam ou perdem o senso de serem guiadas pelos ensinamentos e exemplos do Senhor Jesus Cristo e passam a seguir apoiadas em ideais isolados ou mistos de pessoas por tradicionalismo.

8 - Por exibição e vazão emocional. Pessoas que vão à igreja simplesmente pelo fato de encontrarem nela o ambiente propício com um público seleto concentrado, predisposto mutuamente a apresentações e a ter sua atenção chamada e direcionada a detalhes que lhe chegam direto às vistas. Esse seria um ótimo motivo se o ambiente da igreja fosse de diversão, ou de competição ou de natureza sindical. É um falso motivo por nada ter a ver com a intrepidez e a ousadia no Espírito. Pessoas embaladas pela exibição e pela vazão emocional correm o sério risco de agirem sem saber de que espírito são, e assim se perderem entre o falso e o verdadeiro, entre o incoerente e o consistente. Enfim, estão propensas a promover ou aplaudir imperceptivelmente inverdades e heresias.

9 - Por apenas problemas pessoais. Pessoas que vão à igreja apenas pelo simples fato de estarem, ou elas ou pessoas ligadas a elas, passando por problemas pessoais e nada mais do que esse motivo. Problemas humanos e problemas que transcendem a esfera do natural e do espiritual têm oprimido e cansado diversos corações pelo mundo afora. Geralmente as pessoas que vão à igreja apenas e estritamente forçadas por problemas pessoais fazem parte de um público rotativo e mutante tais quais pacientes hospitalares. Esse é um dos motivos que se tornam um fardo de cansaços emocionais e impeditivos de pensarem e  refletirem no significado e na importância da igreja em sua vida cristã diária.

10 - Por impulsos de auto-afirmação psicológica. Pessoas que vão à igreja pelo simples fato de nutrirem a sua auto-afirmação psicológica. Esse seria um excelente motivo se a igreja fosse uma organização empresarial, na qual a luta da busca de auto-afirmação alavanca sucessos de indivíduos e de entidades para a consecução de objetivos e êxito no batimento de metas. Esse é um motivo inimigo que tem tragado mais as pessoas em níveis de liderança do que liderados. Por outro lado, também é um motivo pode ir levando uma pessoa no passar do tempo ao terreno do aplacamento da consciência. Sem se aperceberem de si mesmas, elas se perdem, e são envolvidas e auto-convencidas pelo raciocínio puro dos brios da sustentabilidade pessoal a qualquer preço e a todo custo. Sua visão de compromissos é borrada pelas lentes fora de eixos do foco do Céu. São pessoas que vão à igreja estritamente pela auto-afirmação psicológica que nesta encontra satisfação na visão pessoal de posição, de status, de seus benefícios, de suas atividades, de seus pretextos pessoais e de sua projeção. 
EvGS




domingo, 20 de maio de 2012

ÁGABO: Atos 11.27-30 e 21.10-14


ÁGABO:  Atos 11.27-30 e 21.10-14
Um profeta que não desceu em vão...
Um profeta que cumpriu sua missão.

Quase como que escondidos, mas como raras pérolas preciosas estão, assim alguns nomes de servos de Deus nas páginas do Novo Testamento residem, cujas ações ou palavras não foram caídas por terra, não foram apagadas pelo tempo e nem sofreram o embotamento da incredulidade.

Apesar de sabermos os nomes daqueles servos pelos registros das Escrituras, apenas pouco em profundidade conhecemos de suas vidas. E por vezes o quase nada que sabemos já se faz suficiente e bastante para entendermos o todo e necessário para a nossa edificação.

Neste artigo, preciso me ater a um raro nome em especial e apenas mencionado por duas vezes na Bíblia Sagrada - o nome de Ágabo -. Um profeta entre outros de Jerusalém, da igreja primitiva, um dos raros profetas da igreja do Novo Testamento que foi mencionado nominalmente. Realmente nada se tem do significado de seu nome e tradicionalmente seu nome é visto como de sentido incerto.

Este artigo se refere responsavelmente a um profeta, como a Escritura indubitavelmente narra. Alguém encontrado digno de ser mencionado por haver passado no crivo cuidadoso de um relato de investigação detalhada e minuciosa feita pelo escritor do Livro de Atos. Enfim, alguém com uma história testemunhada.

Ágabo por duas vezes desceu de Jerusalém e esteve na presença de Paulo em dois momentos distintos, no Livro dos Atos registrado claramente está. At 11.27-30 e 21.10-14. Em nenhuma daquelas vezes, o profeta Ágabo desceu vazio e em vão. E o teor central de cada uma de suas profecias teve o cumprimento testemunhado.   

Apesar de algumas observações sugestionarem uma aparente e suposta possibilidade de “erros” quanto à imprecisão nas profecias ditas por Ágabo, em função da aplicação de palavras cujo cumprimento ao pé da letra não tenha ocorrido conforme a exatidão contida em pequenos detalhes literais vistos no texto original grego, Deus fez com que as profecias ditas por Ágabo estejam eternizadas no Seu Livro para testemunho às gerações. Ainda que houvessem pequenas imperfeições ou aparente influência da imprecisão humana, Deus não permitiu que a consistência do teor central dos fatos fosse perdida.

Em termos de exegese literal nos textos das Escrituras Sagradas, seria de muita valia que sejam considerados algumas lacunas históricas e certos fatores geográficos e antropológicos presentes nas línguas bíblicas da antiguidade, assim como as considerações conduzidas pelas ferramentas competentes e especializadas nesse fim. Mas este é definitivamente um ponto alheio e desprezível ao foco deste artigo.

O gume deste artigo pretende incidir sobre as profundas lições extraídas de dois cenários na vida de um profeta da igreja primitiva, cujos propósitos da missão em cada um deles foram corroborados pelo cumprimento de suas palavras, tempos depois das duas vezes que desceu de Jerusalém.   

Seguindo o texto, na primeira vez, Ágabo desceu de Jerusalém para a Antioquia, e predisse uma grande fome no mundo romano. At 11.28 (NVI). Algum tempo depois isto veio de fato acontecer durante o reinado do imperador Cláudio. Textos da História dão conta de que no mundo romano sob a égide daquele imperador houve um tempo em que começou a experimentar uma carestia esta veio a culminar em uma fome massacrante. Ainda que o consideremos como um profeta leigo, Ágabo falou pelo Espírito Santo diante de um grupo de pessoas testemunhas, e esta sua profecia teve o seu cumprimento.

Após haver tomado conhecimento daquela palavra profética, e como resultado motivacional sincero, os crentes de Antioquia decidiram se mobilizar, conforme suas possibilidades, para enviar ajudas aos demais irmãos da Judéia. O Senhor Jesus deu profetas para a Sua igreja amada.  Seríamos sempre mais sensatos e mais sábios e teríamos mais sucessos se déssemos um pouco mais de atenção ao que diz o profeta Amós: “Certamente o Senhor, o Deus Soberano, não faz coisa alguma sem revelar os Seus planos aos seus servos, os profetas”. Am 3.7 (NVI)

Ainda seguindo o texto, na segunda vez, tempos depois, Ágabo desceu de Jerusalém para a Cesaréia, e desta vez foi diretamente ao encontro do apóstolo Paulo e a este se dirigiu com palavras proféticas. At 21.10-11 (NVI). Desta vez, empregando uma demonstração ilustrativa numa linguagem simbólica, acompanhada de sua fala, o profeta Ágabo diante de Paulo e de um grupo de crentes daquela igreja nos arremete a lembrar dos profetas do Antigo Testamento. Jr 13.1-9 e Ez cap 4.

O que o povo viu e ouviu o levou a um impacto responsivo rogando insistentemente com choros, buscando dissuadir ao apóstolo Paulo a que não subisse à Jerusalém. Aquele povo conhecia a Ágabo e certamente já ouvira falar sobre aquele profeta da igreja primitiva e fatos ligados a ele. Não se tratava de falas de um encantador de cenas com palavras evocadas do seu próprio coração, movidas por sentimentos contingenciais.

Ainda que sabido dos cristãos e também da maioria naquelas regiões comandadas pelo império romano de que os ares estavam cheirando intrigas e hostilidades contra os cristãos, Ágabo exerceu o seu papel de profeta em prenunciar ou anunciar fatos envolvendo diretamente a pessoa de Paulo. As responsabilidades, a prontidão e as decisões pessoais sobre o assunto e os riscos da missão eram especialmente da competência de Paulo sobre si mesmo com suas experiências vivenciais com o Senhor.

Alheio a detalhes de cunhos exegéticos literários, fica, dessa forma, claro que o profeta Ágabo não desceu de Jerusalém vazio e em vão. Ágabo cumpriu sua missão. Fica terminantemente compreendido que o Senhor revela os Seus planos aos Seus servos. Historicamente isto tem sido testemunhalmente comprovado em diferentes épocas e lugares desde os dias da igreja primitiva até os nossos tempos no seio do povo temente ao Senhor.

A ignorância, a influência cética e os interesses das vistas da impiedade buscam impedir a igreja do Senhor para que não perceba as necessidades nessa área, e imprimem forças contra a verdadeira palavra profética, contra o dom espiritual de profecia, que deveria predominar com maturidade e sabedoria na igreja dos nossos dias, assim como haver a consciência e a lucidez quanto a aplicação do exame apreciativo com sensibilidade, propriedade bíblica e fundamentação teológica sobre tais conteúdos expostos.

Num tempo em que nos parece que o exercício do apascentamento está sofrendo sérios comprometimentos e abandonos, a negligência paira contra as bases de oração, o sensacionalismo fantasioso abraça inexperientes e aventuras abarcam neófitos na fé, o exercício pouco responsável para com o ensino bíblico e o desinteresse pela sua aprendizagem, cooperam conjuntamente para um ambiente de artificialidade, superficialidade e a ameaça de instalação do menosprezo pela profecia como um dom específico para a igreja do Senhor Jesus.

Se algumas denominações evangélicas se privaram de reconhecer com legitimidade aqueles que o Senhor Jesus deu para a Sua igreja como profetas (pessoas cujo dom espiritual específico para a igreja é o de profecia), e nelas está ausente o exercício desse dom, sente-se muito por esta imaturidade, em vista do enfrentamento ao panorama hodierno de confusões, heresias, desencontros de ensaios e de teorias, falas fantasiosas, ilusionistas e sensacionalistas que a cada dia campeiam, permeiam e se alastram. “Sem profecia o povo se corrompe”, diz a Bíblia, mas pior se torna com as falsificações e enganos rondando os rebanhos.

Mesmo com determinadas linhas de críticas literárias e observações sobre alguns detalhes vistos nas profecias ditas por Ágabo, fica claro que ele era um profeta entre outros profetas no tempo do Novo Testamento e segundo a visão e consideração da igreja primitiva. O escritor do Livro dos Atos, nos seus relatos investigativos, considerou o papel e a condição de Ágabo como um profeta que falou pelo Espírito Santo e em nome deste.

Dessa forma, podemos descansar confiantes na veracidade investigativa nas palavras dos escritos lucanos e por elas referentes a Ágabo podermos perceber grandes e boas lições aos profetas das gerações futuras a ele. Não desça do lugar santo em vão. Tenha convicção e experiência no que diz. Esteja seguro, lúcido e previdente do peso de qualquer conteúdo que venha sair de sua boca. Esteja seguro de seus lastros de intimidade com o Espírito que comissiona os Seus profetas. Não se permita ceder ao caprichismo das eventualidades e nem a demonstrações de sensacionalismo fantasioso. Não se intimide e cumpra com legitimidade, sensibilidade, firmeza e coerência a sua missão!  

Os profetas que são verdadeiramente profetas, profetas verdadeiros, sabem discernir e respeitar as reuniões cristãs, conhecem experimental e vivencialmente a operação e o mover do Espírito que lhes equipou e sabiamente compreendem que púlpitos e tribunas jamais foram palcos de espetáculos e coisas infrutíferas, de procura ou oferecimento do apogeu do ego. Louvamos a Deus pelos profetas verdadeiros a cada dia levantados pelo Senhor e concedidos à Sua amada igreja até a vinda do Senhor Jesus para nos buscar ante ao toque da trombeta.

Faça como Ágabo: desça sempre com propósitos e cheio do Espírito, da graça, da unção e da Palavra! Cumpramos a nossa missão como servos de Deus!
PbGS

  


sábado, 11 de fevereiro de 2012

NEM PRATA E NEM OURO.

NEM PRATA  E  NEM OURO.
Quando não se possuía ambos...

 “Não possuo nem prata e nem ouro, mas o que tenho, isso eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” At 3.6

Séculos se passaram, e essas memoráveis palavras dirigidas pelo apóstolo Pedro a um coxo que jazia na porta do templo, chamada Formosa, ainda retinem nos ouvidos e afogueiam os corações dos inúmeros e verdadeiros discípulos do Mestre Amado. Ainda influenciam e poderosamente motivam sinceros e verdadeiros servos de Deus, cidadãos do verdadeiro Reino.

Os anos se foram, e o texto bíblico cuja passagem encontra-se a expressão acima tem sobremaneira servido aos milhares e milhares de pregadores. O lindo e rico texto de At 3.4-6 revela, além do contentamento num coração firme e convicto, também a propriedade, a confiança e a dignidade ousada em realizar as mesmas obras que fizera o Mestre.

As épocas transcorreram, e com elas a visão das coisas espirituais ensinadas pelo Mestre também foi por muitos sendo lentamente deixada de lado. Expressões vivas como as do texto em pauta foram substituídas em muitos lábios. Alguns números lamentavelmente jogaram a visão das coisas espirituais literalmente fora das prioridades e das práticas aprendidas com o Mestre.    

Os tempos avançaram, e com o passar das gerações, algumas sensibilidades foram sendo enfraquecidas. A obscuridade e o entenebrecimento passaram a rondar muitos corações. Mentalidades estranhas ao Espírito do Novo Testamento e linhas das filosofias humanas assumiram vultos.

Gentes temidas e dominadoras em busca da prata e do ouro perderam os trilhos e dispuseram em prateleiras rentáveis negócios imobiliários com a venda de supostos loteamentos no céu. A ignorância para com as Escrituras liderou muitos a comprarem o perdão e as indulgências.

A prata recebeu o primado e ao ouro foi cedida a primazia. A prata comprou boas posições e o ouro enobreceu status. A prata ditou rumos às prioridades e o ouro endeusou personalidades. A prata e o ouro aos poucos foram assediando corações e assumindo tronos entre os homens.

Com a nova visão sobre a prata e focada sobre o ouro, muitas mentes passaram a falsamente acreditar no ganho de satisfação para todas as suas necessidades. A visualização de vantagens engenhou objetivos particulares que conjugassem com os propósitos eclesiásticos.

Com a corrida acirrada em busca da prata e na luta pelo ouro, muitas coisas passaram a encher os  olhos de muita gente expressiva. A força da prata influenciou as arenas, e o imperialismo do ouro veio a amordaçar muitos lábios. Em muitos corações, a visão de bênçãos foi desfocada, e o espírito da ganância ganhou lugar de sócio-ditatorial.

E juntos e conjugados a prata e o ouro passaram a presidir muitas mentalidades e expulsaram a convicção e a firmeza da fé de muitos corações. Foram desmotivadas a coragem e a ousadia e abafadas a propriedade e a confiança de muito boas gentes influentes.

Quando não se possuia nem prata e nem ouro, tinha-se e guardava-se a confiança no nome do Senhor Jesus. Atitude que parece estar andando sob resfriamento em muitos corações. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a consciência mais avivada e consistente sobre toda e completa riqueza do poder e da autoridade empartidos pelo Senhor Jesus.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a plena certeza sobre todas as bênçãos espirituais com as quais o Deus Pai abençoou os Seus filhos santos em todos os lugares e fiéis em Cristo Jesus, o Deus Filho.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a forte convicção do suprimento de todas as necessidades em glória por meio de Cristo.

Os mecanismos de facilidades ofertados pela prata e garantidos pelo ouro vieram direcionar a visão de dependência para o que pertence a César, em substituição e desprezo para com o senso de dependência ao que pertence a Deus.  

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se o coração determinado a valorizar o resgate, a redenção. Assim como a reconhecer a soberania, a realeza, o poder e a glória de Deus.

A herança parece ter sido assaltada de muitos co-herdeiros e se esvaída dos seus pensamentos e lembranças. O prato de lentilhas que derrotou a fé de Esaú e o fez de profano, anda aromatizando olfatos influentes e atraindo paladares expressivos.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a coragem e a ousadia confiante de poder realizar muitos milagres, sinais e maravilhas através do sacrossanto nome do Senhor Jesus. Quando não se fixa os olhos na prata e no ouro, a excelência do poder de Deus manifesta a glória e a majestade do nome do Senhor.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se suficiente propriedade, legitimidade e transparência para se expor a receber os olhares carentes de todo e qualquer dos coxos desta vida. Quem está diuturnamente pautando a vida na prática dos ensinamentos do Mestre não sente receios e nem ares de temor e suspiros de ameaças diante dos olhares alheios.

O preço da prata e a realeza do ouro engodaram e tornaram cativos muitos corações. Em contrapartida, o poder espiritual foi literalmente substituído por poderes terrenos e transitórios. Mecanismos e filosofias humanas tentam desviar e desvirtuar a visão do poder de Deus. Muito boas gentes com o intento de usar os seus púlpitos para manipular pessoas e exercer domínio sobre vidas, andam trocando a excelência da autoridade das Escrituras pelas falíveis correntes de conhecimentos e ciências humanas.

A força da prata e a realeza do ouro avaliáveis e perecíveis jamais cobrem a majestade, a significância e o esplendor do poder do nome do Senhor Jesus residente num coração crente e temente em ação sob a eficácia desse maravilhoso nome. Quem vive na eficácia do nome de Jesus, também a este nome teme, e impelido por ele realiza as mesmas obras feitas pelo Seu Dono.


Tão logo apareçam a ferrugem e a traça, a prata e o ouro são minados. E com eles vão-se os que neles estribam a confiança.
  
A prata e o ouro realmente passaram a assumir os primeiros lugares em muitos corações. Em contrapartida, nem poder e nem propriedade suficientes são nesses encontrados para se posicionarem a dizer: “olha para nós!”

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a visão da vida de cristão não via diferença entre passar a noite em vigília de louvores e adoração, mesmo estando sob restrições e adversidades. Com a influência da prata e do ouro, tentam transformar vigílias em “vigilhões”. E como resultado, nada mais é visto do que apresentações artísticas atravessando as horas noturnas regadas por muita comida e numerosos cambistas. E aqui e acolá a distribuição massiva da propaganda dos que almejam sentar nas cadeiras das câmaras municipais e estaduais com os votos dos filhos do Reino.

Quando não se possuia nem prata e nem ouro, via-se e eram encontrados vários evangelistas, um bom número de pastores e consideráveis doutores nas reuniões de oração, nas vigílias e na simplicidade dos cultos espirituais costumeiros.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, apelava-se com humilde dependência para a intercessão das providências e favores da mão do Senhor Deus. Para que as “campanhas dos sete”, “dos vinte e um” e “dos quarenta dias”? Para que a compra-e-venda de amuletos milagreiros incitadores de uma tal fé?

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a pregação da mensagem bíblica não exigia exclusividade de pregador, visto que até um diácono era poderosamente usado nas mãos de Deus em favor do anúncio da salvação em Cristo. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, havia a clara consciência de que um planta e Deus levanta outro companheiro para regar o que aquele plantou.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, todos na sua amplitude eram unânimes nas decisões sobre assuntos delicados. Para que negar o derramamento do Espírito a Cornélio e aos que com ele estavam em sua casa? Para que se tornar sucessor de Ananias e Safira, se a prata e o ouro são apenas acessórios para sustento nesta vida?

Rogamos ao Eterno que os valores avaliáveis da prata e o peso imponente do ouro voltem aos seus lugares devidos, e a excelência do poder de Deus em ação torne a habitar muitos bons corações. Que o poder de Deus volte a ser entronizado em muitos bons corações influentes, a fim de que de fato e em verdade a glória de Deus seja manifesta com toda a sua majestade e primazia.
PbGS
www.glaukosantos.com




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

BREVE PALAVRA AOS PRESBÍTEROS.



AOS QUE SÃO PRESBÍTEROS.

É preciso SER e jamais apenas ESTAR.

Uma breve palavra especial aos presbíteros que são PRESBÍTEROS. As expressões entre aspas (“”) se referem apenas a pseudos.

Não tem sido segredo, ou desconhecido, ou ignorado. E a velocidade das comunicações empregando todos os meios está em amplo espectro rasgando os ares, refletindo nas linhas telefônicas, irradiando nas antenas e cruzando os continentes publicamente, dando contas de não poucos acontecimentos envolvendo “ministros evangélicos”, mormente os “pastores”.

Um lamentável sinal com um ponto despertador das atenções focando sobre a forte cobrança de perfil, de performance, de cuidados, de decisões e de ética sobre aqueles que verdadeiramente são ministros do Evangelho e pastores. Como tudo possui e mostra as suas razões de ser, assim também possivelmente essas atenções, e certamente acenderão luzes e farão com que conhecidas discrepâncias comportamentais sejam corrigidas e gritantes desajustes sejam eliminados.

Com diferentes objetivos, os olhos mais habilidosos, astutos e blasfemadores do mundo estão postos e diretivos também sobre os ministros evangélicos e pastores, cujos ofícios são nobres e excelentes e cujas condutas devem ser honrosas. Esses olhos não pairam propriamente sobre os obreiros oficiais menores das igrejas evangélicas simplesmente, cujas limitações funcionais destes, por natureza, também lhes mantêm restritos, afastados, isolados e livres de acessos e de participações em autonomias de procedimentos. Esses olhares têm uma linguagem sutil e oferecem fios iluminados de cobranças.

Por um lado, aparece neles uma chamada e por outro surge uma fustigação influente pelos teores que são trazidos a lume. Ainda enquanto é dia, seria melhor que alguns “ministros” e “pastores” deixassem o pedestal e descessem os degraus e se voltassem ao primeiro amor primitivo e aos princípios, ENQUANTO PODEM e o TEMPO ESTÁ SENDO FAVORÁVEL A RETOMADAS. A noite vem...  

Apesar de sabermos que nem todos envolvidos nesses acontecimentos são de fato ministros evangélicos e muito menos realmente pastores, é momento dos presbíteros que verdadeiramente são PRESBÍTEROS redobrarem e concentrarem os cuidados sobre si mesmos, sobre as coisas que lhes dizem respeito, sobre a doutrina e sobre os rebanhos. Enfim, manterem o seu sal temperador, digno e consistente.

A vergonha, a depreciação e o desmerecimento abriram suas portas para acolher e apadrinhar algumas figuras que transitam nos corredores das más notícias da mídia como portadoras de títulos e credenciais de “ministro evangélico” e de “pastor”. De alguns anos para cá, parece ter aumentado essa safra inescrupulosa e teatral. Nos nossos dias de desempregos e de desenfreados anseios almejantes, parece também haver aumentado o volume dos artistas faladores nos púlpitos evangélicos.

Perfis enganosos e ações ilusionistas tentam desmerecer a honra do sagrado ministério cristão. Mentes e mentalidades  desvinculadas da verdade e dos propósitos tradicionais e correntes no sagrado ministério cristão. Maus procedimentos costumeiros e mecanismos ofensores contumazes, desconexos e desalinhados aos de um ministro evangélico e distanciados aos de um pastor.

Ao longo do calor da vida, se revelam rotineiramente os desequilíbrios e os desajustes que estão assolando e assoreando vidas que um dia FORAM, mas os espinhos, as contingências, as ambiências e os engodos lhes fascinaram e atraíram até o ponto de hoje apenas ESTAREM. Pessoas que perdem as condições de continuarem a SER. Pessoas que por seus atos e procedimentos, ultrapassam as linhas da tolerância, desprezam as do respeito, desgovernam das da equidade. Enfim, se distanciam das natureza e proposta do Evangelho e da essência da vida cristã.

Assim resta e recai o grande e triste remorso que revela o perigo do deixar de SER para apenas ESTAR. Pessoas que lamentavelmente se afastam das condições do nobre e excelente ofício vocacional sagrado, herdam feitos de outros nomes e lhes sobram apenas o que alguém chama de “vícios de pastor”. Uma pergunta move os ares: até onde vão algumas mentes supostamente inatingíveis, cegamente ignóbeis, desacertadas, desaprumadas e desalinhadas?

É ligeiramente impressionante como algumas mentes diante de certas circunstâncias perdem o tino e os trilhos, são fascinadas e atraídas por estranhas trilhas, idéias e artimanhas aparentemente vantajosas e perdem as noções da vida real e objetiva e a visão das atribuições de suas responsabilidades e da autoridade lhes empartida.

Assim como é impressionante a maneira pela qual o embaraço abarca, abraça, envolve e avilta algumas boas gentes até que seus nomes sejam expostos nas vitrines das más notícias e se tornem em objeto de escárnio e tropeço às muitas almas sinceras e famintas e sedentas para conhecerem o Senhor Jesus e os Seus preciosos dons.

A lama e o escárnio têm intentado levar algumas gentes à rotina de lampejos dos variados flashes e ao foco das muitas câmeras, assim como para as telas e às letras dos diversos impressos. Um pequeno número isolado de mentes que se dizem “ministros evangélicos” e “pastores” tem se tornado insípida, insipiente e desprezível. Mas que lamentável que isso tem atingido e influenciado opiniões contra os nobres e bons ministros de Cristo e honrados pastores de Seus rebanhos.

Sabemos que a mídia, cumprindo o seu papel profissional, com o seu olhar tecnologizado rastreia os muitos cantos, e ao encontrar um assunto, um press-release, um fato, que na sua visão sobressaiam acima da média geral e atraiam atenções, e por ela sejam julgados interessantes a serem noticiados, esses são fatalmente tornados em notícias.

Aqui um bom e muito oportuno momento de alerta aos presbíteros que realmente são PRESBÍTEROS. Cuidados consigo mesmos. Cuidados sobre os tesouros lhes confiados pelo Senhor. Cuidados sobre as suas probidade e competência. É preciso saber sobre quem e a que devemos endereçar o nosso olhar, corrigir caminhos e seguir bons passos dando firmes passadas sóbrias, lúcidas e convictas.

Jamais deixemos de cuidar de nossa individualidade, de nossos deveres pessoais para com o nosso Senhor, para com os talentos e dons nos confiados pelo Senhor a servirem às pessoas e aos rebanhos, pela chamada expressa a nós e pela vocação dada a cada um.

Como presbíteros, tenhamos em nós e mantenhamos também no seio do rebanho o cuidado com a doutrina que recebemos, sabendo de quem a recebemos. Os presbíteros que são PRESBÍTEROS possuem como dever sagrado o esforço de se aperfeiçoarem e se reciclarem através das soma e aquisição de bons conteúdos. Também têm que se manter seguros, comedidos e crescendo na graça, sem se  afastar dos marcos fundamentais. Cuidando do que somos e do que fazemos junto a verdadeiros ministros e pastores.

Como presbíteros, não podemos nos enveredar a imitar o caminho de pseudo-ministros e pseudo-pastores. Pessoas insipientes cujos procedimentos são minados e pontilhados por interesses e astuciosas estratégicas feias, infames, réprobas, embusteiras e vergonhosas. Devemos e temos o compromisso principal e primário de honrar o majestoso nome do Senhor que nos chamou, a nós mesmos, depois cuidar das vidas a quem Deus confiou no nosso caminho.

Por qualquer e nenhum pretexto, ou favor que venha ser nos oferecido, não nos iludamos. Sejamos firmes e jamais nos deixemos ser enganados por fantasias, embustes e ilusões de “ministros” do charlatanismo, do engano e da manipulação de “pastores”. Sabendo que há algumas  gentes embusteiras aparentemente humildes, e falsa e simuladamente sincera se escondendo por trás da boa fama de instituições, do bom nome de ministro e da boa honra de pastor.

Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, cuidemos de nós mesmos e da boa, séria, legítima e verdadeira doutrina cristã que sustentamos, para que não venha sobre nós o faminto e sedento foco crescente que lamentavelmente sempre rastreia, busca e recai avidamente nos “maiorais”. Para manter a boa honra dos presbíteros, não imitemos e nem nos associemos a quem até o próprio mundo ímpio esboçando sorrisos lhe cerra as portas do crédito e polidamente lhe vira as costas.

Não nos afastemos dos nossos bom siso e boa ordem de presbíteros, para que não venha a nos acontecer o que está lamentavelmente ocorrendo com alguns “ministros evangélicos” e “pastores”. Mantenhamo-nos firmes e convictos em nossa posição individual e não tomemos parte em corporativismo de desmandos, charlatanismo, enganos, manipulações e manobras escusas e interesseiras.

Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, ponhamos os nossos olhos, fé, confiança e esperança em Cristo, sabendo que a salvação e a vida digna do Evangelho não dependem de favores ou ofertas subliminares de homem algum. Sendo conscientes de que unânimes como irmãos devemos honrar, servir e auxiliar àqueles a quem o Senhor pôs em posição de eminência e responsabilidade sobre nós e aos rebanhos aos quais com eles os servimos.

Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, jamais nos irmanemos com “ministros” ou “pastores”, que possuem seus nomes sob os cordéis das dúvidas, sobre as adriças das fortes suspeitas, indícios e acusações de indignidade e improbidade. Pessoas cujos procedimentos trafegam nos corredores da difamação, vão além dos limites e extrapolam as linhas das tolerâncias.  

Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, que sejam de fato presbíteros, vivamos como presbíteros, nos posicionemos como presbíteros, e se assim o nosso Senhor Deus nos fizer e outro tanto queira e coroe sobre nós, sejamos recolhidos à glória com dignificação e honradez de verdadeiros presbíteros e de PRESBÍTEROS VERDADEIROS, que servem e honram ao Senhor que nos chamou e vocacionou, que não tenhamos de que nos envergonhar em função da lama e do escárnio alheios, provocados e promovidos pelo descomprometimento de outrem.

Não como concordantes bajuladores, jamais como sindicalistas de causas, nunca como coadjuvantes de cenas gananciosas ou aspirantes visionários de batalhas avarentas. Em nada nos assemelhemos ou nos troquemos por “ministros” de delitos e por “pastores” da criminalidade. Não ponhamos o nosso ombro ao de “ministros” da vergonha e de falcatruas e nem demos a nossa mão às de “pastores” da falsidade e da desonra.

Tu, porém, tens cuidado de ti mesmo e do teu ensino...1Tm 4.16 (KJV)

Sobretudo, aos ministros que realmente são MINISTROS do Evangelho e aos pastores que realmente são PASTORES evangélicos, permanecem e sempre hão de perdurar o nosso apreço, o nosso respeito, a nossa elevada e distinta consideração, estima e admiração, pelo que realmente são, pela nobreza do que notoriamente realizam e comprobatoriamente desenvolvem para a glória de nosso bondoso Deus e para a edificação de vidas.

Especialmente aos presbíteros que realmente são verdadeiros PRESBÍTEROS. Aos que são presbíteros verdadeiros, de valor e com valor.

PbGS

www.glaukosantos.com

 

NOTA DE REFORÇO:

Relembro que as palavras e expressões entre aspas (“”) se referem a pseudo, a embustes – procedimentos que se dizem SER o que na realidade prática apenas demonstram ESTAR -.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

MEUS 40 + 1 NUNCA...


MEUS 40 + 1 NUNCA...
Faz bem aos bons SEMPRE.

NUNCA é um vocábulo muito forte, uma marca firme de decisão. Um ponto afirmativo, mas que pode ser negativo e intrigante quando mal compreendido. Uma declaração, mas pode ser também um item recomendatório. Um tônico que mantém a boa saúde da mente e do coração dos bons, mas também uma vacina contra vírus maleficiosos dos péssimos.

É preciso ter ciência e certeza do peso desse verbete, posto que ele pode alegrar e fazer bem ao brilho dos bons, todavia possa evidenciar e incomodar o ofuscamento dos péssimos. Bem vivem os bons que não abrem mão da lista dos 40 + 1 NUNCA, mesmo sabendo que podem desagradar aos péssimos.

Muitas vezes é preciso saber interpretar e acatar sobriamente um NUNCA para então saber valorizar verdadeiramente um SEMPRE. Um NUNCA prudentemente bem colocado é melhor do que um SEMPRE afoitamente impensado. Muitos se fazem péssimos e sofrem sérios prejuízos por não terem sabido firmar um NUNCA antes de haverem desvalorizado um SEMPRE.

Antes de querer receber os SEMPRE alheios é melhor ajuizar os NUNCA pertencentes a si próprio, visto que ambos trafegam observando direitos e obedecendo deveres em suas próprias vias, como é natural da vida humana.

Aqui publico a breve lista dos meus 40 + 1 NUNCA. Ela pode despertar reflexões, pode apaziguar e acalmar mentes e corações, entretanto por outro lado pode silenciar palavras e pensamentos ociosos. Para quem ama a sinceridade e a transparência, 40 + 1 NUNCA tem no seu bojo um segredo salutar e uma razão consistente de ser tão mais inteligente e sábia quanto se possa perceber, a começar pelo seu numeral quarenta.

Enfim, com distinta gentileza convido-lhe a tomar parte do seu precioso tempo em percorrer generosamente o artigo, e na conclusão certamente você vai compreender com mais exatidão a breve lista provadora dos meus 40 + 1 NUNCA e poder lograr edificação.

Se ela for também a sua realidade, eis a razão pela qual você está confortável, bem e feliz com a sua vida, com a sua mente e seu coração estando em paz com Deus, consigo mesmo e com os homens de bem, sabendo que os seus NUNCA pessoais são extremamente valiosos SEMPRE.

1 – NUNCA disse o que eu não fui, e sinto por aqueles que apenas relembram o que mal foram e algemados em remorsos deixam de ser o que as oportunidades lhes abriram perdendo o que bem poderiam ter sido.

2 – NUNCA digo o que eu não sou, e sinto por aqueles que lamentavelmente não sabem expressar ou não confiam e duvidam do que são, e arrastados carregam o triste e pesado fardo sufocados na frustração de não serem o que deveriam ser.

3 – NUNCA direi o que Deus não disse que eu serei, e sinto por aqueles que não sabem ser o que deveriam realmente ser, e medrosos tudo fazem para que outros como eles insuficientemente sejam.

4 – NUNCA disse o que Deus não diz que eu seja, e sinto por aqueles que não sabem ser o que Deus lhes mandou que fossem, e recalcados em guerras e frustrações interiores soçobram não sabendo discernir o que precisam ser.

5 – NUNCA digo o que Deus não diz o que eu sou, e sinto por aqueles que impensadamente dizem o que jamais Deus lhes falou que são, e arrogantemente contrariados sobrevivem em tentativas frustradas de quererem abafar o que Deus disse que os outros são.

6 – NUNCA direi o que Deus não diz o que eu fui, e sinto por aqueles que perdem preciosas oportunidades presos apenas imaginando o que ninguém testificara que foram.

7 – NUNCA deixei de dizer o que Deus fez por mim, e sinto por aqueles que apenas dizem o que “acham” que Deus pode admissivelmente fazer ou nenhum proveito promovem a outros por pouco ou quase nada terem o que dizer em função de suas instáveis e incrédulas ações de fazer.

8 – NUNCA deixo de dizer o que Deus faz de mim, e sinto por aqueles que negam dizer com a totalidade do seu ser o testemunho do que Deus realiza através de suas vidas que bem poderia fortalecer, animar, consolar e edificar tantas outras.

9 – NUNCA deixarei de dizer o que Deus disse que fará comigo, e sinto por aqueles que estáticos se imaginam diante de um futuro de chumbo, querendo reviver um passado de zinco, desmotivando os outros de buscarem a excelência do ouro legitimamente subindo os degraus do bronze para o que Deus fará consigo.

10 – NUNCA deixo de dizer as minhas convicções fundamentadas nas Escrituras Sagradas e nas experiências promovidas pela vida, e sinto por aqueles que desrespeitam e contrariam as alheias e as suas próprias mascarando e enfeitando o que jamais diriam.

11 – NUNCA deixarei de dizer o meu “NÃO” quando preciso é, e sinto por aqueles que atropelam a si próprios dizendo sempre “SIM” quando lhes é necessário estampar o seu “NÃO”, e atropelados em prejuízos pessoais tentam agradar a ostentação caprichosa de outros suicidando o seu próprio e devido “SIM”.

12 – NUNCA deixo de dizer o meu “SIM” depois que ajuízo, reconheço e considero não devo dizer “NÃO”, e sinto por aqueles que somente nutrem a declaração caprichosa e arrogante do seu “NÃO” por jamais terem a sobriedade e a hombridade de reconhecerem e considerarem o “SIM” de outros.

13 – NUNCA deixo de dizer que apenas cumpro a minha obrigação como um grande devedor, e sinto por aqueles que insensíveis, incoerentes e instáveis imaginariamente não sabendo lidar com obrigações alheias impõem deveres para os quais jamais esforçariam um gesto.

14 – NUNCA digo o que extrapola as minhas experiências pessoais dinâmicas e reais, e sinto por aqueles que propagam situações das quais jamais puderam experimentar ou vivem sob poeira oxidante e traças no museu irreciclável e não-renovável das suas.

15 – NUNCA deixei de dizer o que pode contrariar sentimentos gratuitamente ressentidos, e sinto por aqueles que forçando querer agradar penumbras dos becos do fingimento preferem trafegar neles falecendo por dentro e suicidando as suas decisões debaixo das formalidades do legalismo concessivo em troca de pobres migalhas de prerrogativas passageiras.

16 – NUNCA deixei de dizer o que pode inquietar espíritos  invejosos e revanchistas enrustidos, e sinto por aqueles que se dobrando temerosos a eles, deixam de realizar grandes empreendimentos com suas próprias vidas.

17 – NUNCA deixo de dizer o que pode frustrar perseguidores inferiorizados gratuitos, e sinto por aqueles que, ao invés de servidores, se fazem subservientes a eles a ponto de perderem suas transparências e identidades de foro íntimo para maquiar insatisfações interiores e evitar rejeições.

18 – NUNCA deixei de dizer o que pode incomodar brios pouco inteligentes e soberbos, e sinto por aqueles que somente sabem dizer o que jamais sozinhos teriam a coragem de confessar consigo mesmos diante do seu espelho.

19 – NUNCA digo o que visa massagear egos desordeiros, e sinto por aqueles que ansiando por prestígios ou posições não sabem reprovar a desordem se colocando com tato e inteligência na centralidade equilibrada e na medida da delicadeza jamais demasiada.

20 – NUNCA deixarei de dizer que independo de bajulações e fujo do espírito mexeriqueiro, e sinto por aqueles que apenas mudaram de religião, todavia não assimilaram o teor prático do credo, continuando a viverem dependentes e carentes das compatibilidades bajuladoras e dos suportes do mexerico.  

21 – NUNCA deixo de ser amante da verdade, e sinto por aqueles que são cativados a aplaudirem a mentira por não saberem aborrecer as fábulas, e com a mentira tentam afogar a verdade de si próprios por terem horrores da feiúra dela.

22 – NUNCA direi o que não cabe ao meu perfil real, e sinto por aqueles que descaracterizam e recheiam os seus fantasiando o que jamais lhes coube consoantes idealizarem.

23 – NUNCA deixo de dizer que existem cabeças que não pensam, mentes que não refletem e corações que não meditam, e sinto por aqueles que se destrambelham porque não pensam, desorientam-se porque não refletem e se destroçam porque não meditam.

24 – NUNCA deixo de dizer que existem olhos que não se enxergam e ouvidos que não sabem ouvir, e sinto por aqueles que dizem estar vendo o que jamais foram suficientemente humildes para enxergarem e insensíveis para escutar o que outros nas entrelinhas inteligente e sabiamente são capazes de ler.

25 – NUNCA deixo de dizer o que posso fazer para evitar injustiças e falsidades, e sinto por aqueles que secretamente comprometidos com elas cooperam e facilitam para que prevaleçam e viabilizem as intrigas, o caos e as crises.

26 – NUNCA deixo de dizer que ter tempo é uma questão de prioridade e opção, e sinto por aqueles que se desordenam e se perdem debaixo de desculpas por não saberem usar e tirar proveito das oportunidades do tempo do qual dispõem.

27 – NUNCA deixarei de dizer com sobriedade o que sei, com humildade o que penso, com consciência o que sou, com propriedade o que faço, e sinto por aqueles se negam a dizerem o que sabem, suicidam e assassinam por não saberem externar o que pensam, perdem-se por não saberem de fato o que são e se frustram por confessarem que não podem fazer o que deveriam ter feito.

28 – NUNCA deixo de dizer bem, distinguir e estimar reciprocamente aqueles que me fazem o bem, e sinto por aqueles que esquecem dos que bem lhe fizeram e por se fazerem incapazes de gerar o bem, dizem mal dos que jamais coisa alguma lhes fizeram.

29 – NUNCA deixarei de dizer e enaltecer a boa fama dos que somam as suas comigo e reciprocamente absorvem da minha, e sinto por aqueles dos quais somente em serem pronunciados seus nomes as várias entranhas alheias sentem calafrios, náuseas e repulsas.

30 – NUNCA deixarei de dizer bem dos que verdadeiramente por elevado amor, gratidão e distinta consideração deles dependo, e sinto por aqueles que são incapazes de serem amados e notoriamente ínfimos de serem considerados e deles pessoa alguma deliberada e voluntariamente admitiria depender.

31 - NUNCA deixo de somar honras aos que abertamente me honram, e sinto por aqueles que se resumem em seus próprios desprezos, cujos defeitos e malícias intentam ofuscar e obscurecer as virtudes e honras dos outros.

32 – NUNCA direi coisa alguma daqueles que merecem deles nada ser mencionado, por esses quem os conhece unanimemente também nada teria fora da neutralidade  citar.

33 – NUNCA deixarei de dizer o bom nome daqueles que em qualquer lugar merecem ser lembrados e citados, por esses quem os conhece se coloca de pé para urgir altissonante as boas notificações sobre eles.

34 – NUNCA deixarei de mencionar os lugares nos quais sou honrado, considerado, acolhido e irmanadamente respeitado, e sinto por aqueles que deles nada vale ser lembrado, nada cabe ser dito e nenhum odor ser estimado.

35 – NUNCA me dou ao luxo de me conformar e ser tolhido aos ditames da subserviência promovida pelos recalques e sublimações alheios, e sinto por aqueles que conformam e perdem suas vidas tolhidas e inquietas debaixo do que jamais esperaram para elas.

36 – NUNCA deixo de servir a Deus ou me privar de saldar a minha grande dívida vertical para com Ele visando  atender à manobras dos caprichos de desmandos alheios, e sinto por aqueles que dissimulando estarem servindo se fazem velhacos jogando com as aparências com o fito de não caírem da graça dos olhos humanos.

37 – NUNCA deixo de servir a Deus e ou me privar de realizar a Sua soberana vontade para atender a mentes doentias, incoerentes e inconsistentes, e sinto por aqueles que se reduzem à insignificância e pensamentos irrisórios escondendo-se por trás de rotulações medíocres e estribando-se em nominações jactanciosas.

38 – NUNCA deixarei de dizer a realidade em função dos impérios da falsa e movediça ambiência que falseia entre os bemóis de sorrisos sombrios e sustenidos de fraseados enganosos, e sinto por aqueles que transitam nos corredores da ilusão deles como quem troca de roupas alugadas a cada festa que lhe desponta.

39 – NUNCA deixo de pregar contra a mediocridade e a hipocrisia em qualquer instância e forma que elas se configurem e estejam. Quer de fraque, luvas e cartola ou de alpargatas, “chita” e chapéu de palha, causam os mesmos danos por vezes irreparáveis em corações decepcionados e iludidos por elas. 

40 – NUNCA deixo de exigir que no epitáfio de minha lápide não haja sombras e dúvidas sobre a minha fé e valores, sobre a lealdade, dedicação e fidelidade de minhas obras, e sinto por aqueles que em vida deixaram de ser, de ter, de dizer e de realizar o que Deus quis que fossem, que tivessem, que dissessem e que realizassem durante as suas existências por haverem vivido encurralados debaixo de instintos irracionais alheios. 

40 + 1 - NUNCA espero que seja dito, que seja feito, que seja aprovado, o que nunca esteja apropriadamente correto, lúcido e sóbrio; o que nunca seja suficientemente coerente, verdadeiro e leal; e o que nunca tenha passado transparentemente no crivo da sublime e eterna Palavra de Deus...

Se você é assim como sou, pensa assim como penso, sente assim como sinto e faz assim como faço, então assim como eu, você está apto a passar pela provação dos 40 + 1 NUNCA.

Você verá que esses NUNCA também vão lhe salvaguardar de pretensões, de mediocridades, de fingimentos e de hipocrisias SEMPRE, assim como lhe fazerem estar sem pesares ao deitar a sua cabeça no travesseiro no momento de sua individualidade.  

Quem somente sabe dizer o SEMPRE, se torna alvo fácil da decepção ao receber um NUNCA. Quem não sabe dizer um NUNCA pode vir a ser feito refém de um SEMPRE.

Somente ao Senhor Deus é preciso dizermos o nosso SEMPRE, ainda que por vezes tremamos de cutelo em punho levantado, ou hesitemos em plena marcha na travessia do deserto, ou ainda em vias de sermos jogados e esquecidos no fundo de um poço, como também sob riscos de sermos atirados na fornalha, ou doutra forma de sermos humilhados diante das cortes dos czares.

Que o seu NUNCA seja nobre, sóbrio, oportuno, coerente, significativo e inteligente para que sirva de ferramenta capaz, própria e eficaz, provadora de corações aos quais você possa com segurança e responsabilidade externar o seu SEMPRE sem remorso e marcado de verdade e pela honestidade. 
PbGS