A bajulação é uma arma perigosa que tanto pode disparar contra quem a empunha quanto contra a quem é apontada. A bajulação exagera os méritos de outrem com os fins interesseiros. Ela auxilia em enfraquecer muralhas, minar impérios, derribar tronos, mas também forja e eleva títulos, coroas e anéis. Ela instiga cárceres e covas, mas também favorece leões e nas suas bocas é encerrada.
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segunda-feira, 12 de março de 2012
BAJULAÇÃO: artifício de interesses.
BAJULAÇÃO: um artifício interesseiro.
1Ts 2.4-6 – para refletir.
O texto ora em consideração é parte de uma defesa e apelo em forma de chamada à atenção ao modelo de servo do Senhor Jesus quanto à fidelidade, à honestidade, à simplicidade e à humildade, no desempenho da obra que realiza. Esse texto foi escrito por Paulo dirigido a pessoas que “bem sabiam” quem ele e seus cooperadores eram, o que fizeram, como realizavam a obra de Deus e o que lhes acontecia nas empreitadas a serviço do Mestre.
O que promove e fortalece o crédito sobre aquele que trabalha para o Senhor são: o seu testemunho pessoal, pois que este declara que pessoa é; o conteúdo do que faz, porquanto nisto são vistos os seus frutos; e a maneira como procede realizando o seu trabalho. É preciso que as pessoas “bem saibam”, visto que quem bem sabe sobre alguém não cai nas malhas de agentes do embuste, sonhadores de aventuras, operadores da mercadejação, artistas do engano, funcionários da fraudulência, engenheiros do pretexto e amigos dos interesses.
O apóstolo Paulo teve uma vida extremamente usada por Deus. Sua espiritualidade e sua sabedoria conciliavam virtudes e valores mantidos conjugados com o seu temor a Deus. Enfim, uma vida coberta de experiências vivenciais, e que potencialmente se permitiu ao servir a Deus. Não era um tribuno impecável e nem um orador destro como Apolo, todavia possuía uma vida capaz de ser recipiente de unção, graça e ter uma pregação coberta visivelmente pelo poder do Espírito.
Em tudo que deixou escrito, coisa alguma indica que sua vida esteve de alguma forma ou maneira ligada à bajulação, ou à ação de facultar ou receber favores da sua prática por outros cristãos. Em tudo que deixou escrito, coisa alguma indica que haja se beneficiado da bajulação ou por ela.
Paulo foi o tipo de líder cristão que jamais se submete às facilidades e promoções agenciadas pela bajulação. Os labirintos da bajulação jamais tiveram em suas paredes uma placa de oferta de benefícios a Paulo, ou uma porta de favorecimento de manobras cedida a ele. Não sei o que Paulo diria de alguns ministérios ditos “evangélicos” de nosso tempo, assim como não sabemos como ele seria acolhido neles.
Ministros, obreiros e trabalhadores da obra semelhantes a Paulo na mesma mentalidade e propósitos certamente seriam politizada e classicamente convidados a se retirarem e se transferirem por motivos de surgimento de “entraves” e “discordâncias”, tanto em relação à manutenção, à gerência e ao emprego dos recursos como aos procedimentos e práticas.
Apesar de ser levantado pelo Senhor depois de todos os demais apóstolos, Paulo pôde dizer que sua escolha e chamada não dependeram de nenhum homem ou por favorecimento de homem algum. Não é demais dizer que temos encontrado turbilhões de escolhidos e chamados pelas generosas e aquiescentes indicações dos sindicatos da bajulação. O pequeno problema é que esses não florescem e tampouco frutificam, e com o passar do tempo no calor das empreitadas e nos períodos da sequidão desgovernam-se da linha e desequilibram-se do prumo, perdem-se das medidas da régua e encolhem-se dos ângulos do esquadro.
O apóstolo Paulo foi um amante da sinceridade, da franqueza e da verdade. Seus escritos nos revelam a sua capacidade de se portar e de lidar com segurança e convicções pessoais diante da franqueza e da sinceridade alheias, assim como a sua valorização para com a verdade e a honestidade.
O nobre Doutor Willis Peter de Boer, na sua consistente obra “The Imitation of Paul: An Exegetical Study”, deixa claro que a vida de Paulo possuía e deixava transparente virtudes firmes e valores convictos cuja prática vale muito ser imitada em todos os tempos por todos aqueles que seguem o Senhor Jesus Cristo em quaisquer ambiente e circunstância.
O nobre estudioso Doutor também na mesma obra nos deixa ver que a vida de Paulo teve impressas as marcas da coragem, da ousadia, do poder nas palavras e no espírito, da capacidade de reconhecer e apoiar os seus companheiros e os rebanhos aos quais se dirigiu e serviu.
Também notamos na grande obra “Paul and Friendship”, diligentemente escrita pelo estudioso, Doutor Fitzgerald, que o apóstolo Paulo soube lidar com todos os tipos de personalidade e de caráter que com ele interagiram. Aqui nos deixa ver que Paulo jamais perdeu ou matizou o seu foco comportamental para atender aos reclames da bajulação.
Os melhores dicionários definem a palavra “bajulação”. Neles, bajulação significa lisonja, adulação, servilismo, excesso de admiração, elogios interesseiros com o fim de tirar proveito pessoal de alguém sobre algo. Elogios exagerados, excesso de elogios com a finalidade de obtenção de privilégios, de favores, de benefícios.
A palavra que denomina a ação de bajular vem de uma das antigas línguas, o latim. Trata-se de “bajúlo”, que significa “levar alguém, ou algo, no colo ou nas costas”. O “bajúlo” faz isso interessado em lograr algum benefício. Geralmente os amantes da bajulação alimentam escondidos no seu coração outros feios pecados co-irmãos e impulsores da bajulação. Alguém disse que o ponto vulnerável do bajulador reside nas suas incapacidades de alcançar seus objetivos e satisfações de forma honesta, legítima, correta e honrosamente.
Independente de posição, cargo, condição, status, a bajulação tem sido usada por grandes e pequenos. Apesar de alguém inferir que a bajulação possa estar presente com maior incidência em gente pequena, ela também está no meio de gente grande. Gente pequena a usa para conseguir o que anseia e gente grande a emprega como uma ferramenta de controle, de liderança, de manipulação e de captação.
A palavra “bajulação” do texto em apreço traduz a sua original do texto grego neotestamentário “kolakeias”, “kolakia”. Ela se refere a falas enganosas com o interesse de tirar lucro, proveito, das pessoas empregando a eloquência, a facilidade de expressão comunicativa. É a aplicação de fala enganosa para ganhar o íntimo das pessoas e explorá-las. O latim a traduziu para “adulationem”.
A bajulação é inimiga da franqueza (Gr. “parrēsia”, “parrēsian”), é inapta à concórdia (Gr. “homonoia”) e perniciosa contra esta. Jamais aprendeu os passos da verdadeira gentileza (Gr. “epieikeias”, “epieikēs”).
A presença da bajulação também se configura quando da extrapolação dos limites aceitáveis, normais e equilibrados da admiração e do elogio. Essa extrapolação mostra os indícios de manobra artificiosa da bajulação. A bajulação serve como um veículo que se calca no interesse, mas também oferece apoio à vaidade e à mentira.
A bajulação é uma arma perigosa que tanto pode disparar contra quem a empunha quanto contra a quem é apontada. A bajulação exagera os méritos de outrem com os fins interesseiros. Ela auxilia em enfraquecer muralhas, minar impérios, derribar tronos, mas também forja e eleva títulos, coroas e anéis. Ela instiga cárceres e covas, mas também favorece leões e nas suas bocas é encerrada.
A bajulação é uma arma perigosa que tanto pode disparar contra quem a empunha quanto contra a quem é apontada. A bajulação exagera os méritos de outrem com os fins interesseiros. Ela auxilia em enfraquecer muralhas, minar impérios, derribar tronos, mas também forja e eleva títulos, coroas e anéis. Ela instiga cárceres e covas, mas também favorece leões e nas suas bocas é encerrada.
O espírito da bajulação perambulou e passeou pela Terra, e vendo a vulnerabilidade e a tendência do coração de alguns homens para a vaidade. Encucou em algumas mentes e fez sentirem-se como se fossem “assistentes” para se prestarem a algumas “assistências”. Da mesma forma, encontrou o venerando título de “conselheiros” para conscientizar e incentivar outras, cujos conselhos ocultam as "cartas" dentro das mangas e o “amolador de língua” no bolso.
Além disso, denominou umas como “assessores” para servirem de "assessoramentos" contra a vida alheia. E por fim, com o objetivo de evitar vexames, execração e vergonha, e como indulgência emblemou classicamente outros coraçõescom os títulos amenos de “secretários”, “ajudantes” e “auxiliares”, com os fins respectivos de secretariar despachando e arquivando feias confidências, ajudar montando esquemas e arquitetando circuitos e auxiliar consolidando caminhos de manobras e direcionando saídas, respectivamente.
Existe a bajulação que olha para benefícios instantâneos, e há a bajulação que ocultamente visa lograr benesses remotas. A bajulação jamais teve os brios da paciência, entretanto é doutora na sagacidade, na espreita e no oportunismo. Os amantes da bajulação sempre concentram o seu foco para si mesmos. Diz-se de que são sempre descartados e não-confiáveis, visto que seus olhos somente avistam interesses, seu olfato somente alcança cheiro de vantagens e sua boca somente fala lisonjas sepulcrais.
Os episódios da história deixam claro que a visão da bajulação enxerga os outros como degraus, trampolins, que facilitam, viabilizam e promovem a consecução de seus intentos pessoais. Certamente que todo amante da bajulação sempre foi não-confiável, posto que o embuste de seu caráter espelha o preço de suas ações. Os amantes da bajulação jamais despretensiosamente tiram alguém do poço, posto que do fosso da insatisfação nunca saíram e na fossa da falsidade sempre nutrem o seu paladar.
O monarca francês Henrique IV disse “Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com vinte tonéis de vinagre”. Ou seja, quanto à bajulação, um pouco dela favorece colher muito mais favores do que seriam colhidos com a multidão de franquezas e sinceridade. Muitas vezes o útil amargo da franqueza promissora é desprezado pela enganosa doçura da bajulação arruinadora.
Existem os amantes passivos da bajulação. Estes não a cometem, entretanto amam ser alvos favorecidos dela. Há os amantes ativos da bajulação. Estes a cometem e exercem os seus mecanismos naturalmente como se exercessem uma profissão ou uma prestação de serviços. Quase sempre são despercebidos de que apenas passam por ferramentas e meios descartáveis usados para que outros com os seus “favores” atinjam fins.
Um coração amante da bajulação jamais consegue escondê-la por muito tempo. Ela nasce silenciosa e acompanhada de sorrisos leves e cócegas, mas morre aos lamentos de dores e calafrios. Ela nasce com atitudes e aflora-se no comportamento, visto que em algum momento se expressa por palavras ou externada por ações. Todo amante da bajulação é desonesto com Deus, consigo mesmo e com os outros.
Mil vezes melhor é estar no meio da batalha ladeado por apenas um amigo franco, sincero, honesto, leal, verdadeiro e direto, do que assistido no meio de um exército de bajuladores. Difícil coisa é construir amizade com alguém franco, sincero, honesto, leal, verdadeiro e direto, mas também depois que a enlaça, se necessário for passa-se a noite no cárcere com ele como se na farra pernoitasse. Já disse Martin Luterking "para se ganhar inimigos, basta apenas externar o que se pensa".
Geralmente os amantes da bajulação desconhecem o significado e os limites da capacidade e da habilidade de ser agradável. Ser agradável é uma virtude que começa em nosso relacionamento individual com Deus e depois se estende aos nossos relacionamentos com os homens. As raquetes que rebatem contra os desagradáveis certamente já foram um dia por estes rebatidas ao lhes ser oferecida a agradabilidade.
Com o fim de alcançar o pretenso objeto de sua realização pessoal, o amante da bajulação submete o seu íntimo a contrariar-se a si mesmo, compromete os pilares sustentadores de sua natureza, desconsidera as rédeas de sua própria consciência e ludibria os pontos vitais de seu próprio caráter. Geralmente o bajulador vive às custas de quem lhes cede atenção às suas palavras e ações.
Os amantes da bajulação são conciliados com a idolatria em alguma de suas muitas faces. Ainda que não queiram demonstrar, são permissionários concordantes da falsidade e peritos do fingimento e das simulações. É muito mais provável e bem possível que alguém passe a ter afinidades com a bajulação e se tornar amante dela, do que o seu amante se transformar em defensor da franqueza, da honestidade e da sinceridade.
Os amantes da bajulação estão fadados a um trágico fim – quando caem em si, terminam por trilhar as vias do ceticismo e não mais acreditarem nem mesmo em suas próprias experiências. Para eles o mundo todo lhes aparece como uma grande selva de embustes, e os que lhe rodeiam passam a ser vistos como pessoas não-confiáveis. As pessoas diferenciadas, aos seus olhares são vistas indignas de serem alvos de sua confiança. Enfim, os amantes da bajulação desconfiam até de alguma virtude que possui e da qualidade das roupas e acessórios que vestem.
Na Sagrada Escritura encontramos os desastres do rei Acabe. Nele é vista uma figura de caráter defeituoso. O rei Acabe se escondeu por trás da esposa Jezabel para se fazer agradável ao seu reino. Amava e se satisfazia em receber bajulações, todavia detestava ser confrontado com a franqueza e a sinceridade e sentia-se ameaçado pelas verdades alheias. Para Acabe, o melhor era ouvir centenas de palavras lisonjeiras por bajuladores triunfalistas do que receber uma pequena frase verdadeira dita por um mensageiro franco.
Que vidas não sejam arruinadas pelo espírito da bajulação.
Que esse sujo artifício artimanhoso não cative sócios, nem a mine o brilho do sagrado ministério e tampouco assuma lugar no sagrado púlpito cristão. Que o espírito da bajulação não encontre lugar no seio dos rebanhos do Senhor, para que as ovelhas sejam preservadas da ilusão das lisonjas enganosas e povo do Senhor não venha ser corrompido pela força da bajulação.
Queira o Senhor Deus e assim tanto faça para que corações se divorciem definitivamente do espírito da bajulação e com este quebre alianças. Que planos, projetos, empreendimentos, tratamentos e relacionamentos sejam cobertos pela franqueza, pela honestidade, pela transparência e pela sinceridade. Que não haja um lugar se quer cedido ao desastroso espírito da bajulação entre nós.
Que o nosso Bondoso e Misericordioso Deus nos guarde livres do servilismo, da subserviência, da adulação e fora do alcance da bajulação. Que nenhum dos mecanismos e ferramentas da bajulação alcance sucesso contra os filhos do Reino, e nem obtenha êxito e ganhos com palavras lisonjeiras.
PbGS
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Espírito de infiltração: um elemento assediador ao sagrado ministério cristão.
Espírito de infiltração: um elemento assediador ao sagrado ministério cristão.
Venho nesta oportunidade trazer aos meus caros e generosos leitores algumas linhas sobre um panorama que merece ser visto com séria medida de consideração, com boa e pura consciência, com ajustado grau de acuidade e com profunda reflexão à luz da Bíblia Sagrada. Um panorama liderado pelo espírito de infiltração que pode revelar um triste futuro insípido para pessoas descomprometidas com Deus e que de alguma maneira desconhece a natureza e os propósitos de Deus para o sagrado ministério cristão. Um espírito que pretende roubar o sabor do sal de nossas vidas para calar a mensagem do evangelho de Cristo, subtraindo de nós as condições de arautos do Rei.
Realmente a cada dia é preciso ter uma capacidade de juízo e de percepção mais perspicaz e aguda intimamente ligada à Palavra de Deus para não vir a sermos vítimas deliberadas das façanhas e sutilezas do espírito de infiltração. Esse elemento estranhamente engenhoso e inteligente que ronda e assedia o sagrado ministério cristão com o fim de causar-lhe o desmerecimento e prejuízos à sua confiabilidade. Esse espírito que concorre em promover suas fábricas de “operários religiosos” mais do que as verdadeiras escolas de ministros cristãos. Esse espírito que acirra em certificar e titular o seu maior número de “clientes-afinidades” mais do que preparamos, provamos e descobrimos os poucos números de homens fiéis e idôneos aptos ao sagrado ministério cristão. Esse espírito doutor e estrategista em negociatas e banalizações ronda e espreita o sagrado ministério cristão e por vezes oportunista busca prevalecer seu empreendedorismo nas suas investidas para de forma estratégica e inteligente causar dependências, nódoas e manchas ao sagrado ministério cristão.
E atendendo à chamada a mim proposta por Aquele que com mão forte me arrancou da escuridão das trevas e me fez imerecidamente um pequeno anunciador da Sua Palavra, não me proponho neste artigo fazer protestos, nem lançar ofensas ou defesas generalizadas a pessoas e/ou a grupos específicos, porém contribuir de forma geral em causar um despertamento e em corroborar o reconhecimento de valores cujos preço e propriedade não pertencem e não dependem exclusivamente “da parte de homens, nem por homem algum”. Existem coisas sobre as quais não possuímos ingerência total e completa, muito menos daquelas inerentes ao sagrado ministério cristão.
É preciso se ter a consciência e a sensibilidade aguçadas e afinadas para estas verdade e realidade, a fim de que não permitamos que o espírito de infiltração encontre brechas na confiança da simpatia humana e nos tome de assalto num momento de ímpeto afoito baseado em pequenos e fragmentados históricos que não demonstram fundamento sólido e suficiente para que preencham os requisitos e condições seguros a alguém tomar assento nos honrados lugares do sagrado ministério cristão. Nem sempre os nossos muitos anos de vida e experiências são os suficientes fatores determinantes que nos levem a tomar decisões particulares e independentes de outras visões e pareceres daqueles com os quais o nosso Deus providencialmente os colocou ao nosso lado para nos servir de auxílio em enxergar os lampejos nesta grande obra.
Assumir o lugar absoluto do nosso Mestre Jesus para senhorear-se da obra a fim de tomar determinadas decisões exclusivamente dEle não significa exatamente seguir o teor de Seus ensinamentos nas empreitadas dessas decisões. Seguir os ensinamentos não tem o mesmo sentido de assumir o lugar. Seguimos o Mestre Jesus, e precisamos ter cuidado para que envoltos nas necessidades não nos acharmos assumindo o lugar dEle. Não fomos chamados para sermos senhores da obra, mas ministros de Cristo na Sua obra, e isto envolve tantas e quantas responsabilidades nem sempre percebidas em todos os seus sentidos e propósitos por cada um de nós. Seja por isso que o espírito de infiltração busca liderar muitos homens para se fazerem afáveis e doces ao sabor das lábias humanas na Terra tornando-os mornos e insípidos no Céu. Alguns são tentados a carismaticamente cederem aos frondosos assédios e manhosos rogos solicitantes de tal maneira que perdem o senso do dever para ganharem a turva aquiescência do que alguém cita como senso do direito sobre as coisas sagradas.
Segundo a graça e a medida que a mim são dadas pelo nosso Eterno Senhor, e na lucidez plena de minha consciência, sei que sou o menor entre os menores dos meus pares. Tenho vezes após vezes trazido aos diletos leitores algumas das características de nosso tempo somando umas após outras de forma expositiva. E nesta oportunidade trago esta que é mais uma característica tendenciosa deste tempo. O tempo mais evidente e permissivo das barganhas, das bajulações, das trocas, das vontades e dos caprichos humanos, promovidos em oculto e nos recônditos secretos pelo espírito de infiltração que caça inescrupulosamente, seduz friamente, garra ferozmente e produz dissimuladamente suas vítimas, e que também busca encontrar portas que se lhe abram a fim de gerir sobre os bens especiais do tesouro e da despensa da casa de Deus com diretivas e objetivos de profanar e banalizar a posição do sagrado ministério cristão entre os homens.
Para muitos felizmente o tempo do teste de florescimento das varas colocadas a pernoitarem no interior do santuário ficou nas remotas épocas sacerdotais araônicas que definiam e firmavam a escolha e a aprovação de Deus sobre aqueles que estavam sendo chamados e vocacionados por Deus especifica e especialmente para dar frutos no Seu serviço sacerdotal. E graças ao Deus Pai que nos enviou o Seu Espírito que melhor e muito mais excelente fala e revela à Sua amada igreja os chamados e vocacionados para a Sua obra. O problema se inicia quando os homens menosprezam a fala, a revelação e a direção do Espírito e se instala quando esses homens estribam-se na visão de necessidade localizada e em coisas estranhas ao que nos ensina o Espírito da graça de Deus que dirige a Sua obra e escolhe homens para ela.
Um tempo cujo panorama parece nos mostrar que para uma “iluminada” fatia de homens cujas mentes se ombreiam e apóiam-se nos “arrastões de prerrogativas da autoridade” parece que deliberadamente está preestabelecido que o tempo da graça é o tempo “de cada um fazer o que lhe parecer reto aos seus próprios olhos”. Tudo parece nos indicar que as prerrogativas pessoais e particulares forçosamente fazem valer a aposição das conveniências pessoais que impedem, sobrepõem e retaliam a escolha do Espírito Santo sobre quem por Ele foi separado e chamado para a seara. O tropeço nas conveniências transitórias faz muitos se chocarem contra a validade permanente da Palavra de Deus e contra a realidade palpável observada na experiência e no temor de Deus. Os rótulos tomaram o centro das atenções e a linha central e frontal da visão vem sendo atraída a desviar-se do ponto de equilíbrio e da equidade para as tendenciosas linhas politizadas e coroadas pela simpatia humana. Uma marca da sagaz e sutil presença do espírito de infiltração.
O espírito de infiltração vem buscando transformar os negócios do Pai em negociações humanas, e por vezes busca conseguir nos influenciar e nos ensinar a como nos convém tratar dos negócios da casa de nosso Pai. E se dermos lugar e abrirmos concessões e brechas, por pouco seja possível aprovar os “Elima” conselheiros de reis da terra e inimigos das boas novas do Reino de Deus; aprovar precipitadamente os “Simão” que se entremetem em nosso meio sob pretextos de conversão e nos observam de perto com uma índole mágica e com uma visão profana e obscurecida pelo desejo de aumento de honrarias populares, de respeito público e de ganhos a tomarem assentos nos honrados lugares do sagrado ministério cristão.
O brilho do sagrado ministério cristão não se deixa ser iludido pelos concertos dos “Ananias e Safira” engenhados nas penumbras dos seus “cafofos”, não carece de prestação de serviços na visão dos “Geazi” que correm distâncias às escondidas em busca de bens que acham ser justo possuí-los, nem tampouco subsiste e se apóia na dependência aos respeitos meritórios dos reis da terra. O brilho fulgurante do sagrado ministério cristão não sobrevive de estranhas concessões parceiras, nem de caprichos dos mandos e desmandos e muito menos carece de ingredientes e elementos estranhos impostos pelas facetas da inteligência e da cativação do espírito de infiltração. Ter parte no sagrado ministério cristão por chamada e vocação divinas é a marca impressa que firma uma vida convicta e frutífera capaz de render glória ao Deus Eterno.
Este também é o tempo no qual vemos o espírito de medo e ressentimento influenciando medir as pessoas mediante o emprego de parâmetros favorecidamente particulares e padrões convenientes cujos focos são concentrados sobre licitudes individuais convenientes e convergentes na simpatia humana, todavia divergentes no espírito, ainda que sejam claros os passos trôpegos em direção aos seus resultados infrutuosos. E o que respeitosamente mais importa é que não se haja desconfortos e nem choques contra a ética e a “ordem”, quando na verdade a tragédia pesponta exatamente no choque que na frente encontra-se irremediavelmente por acontecer. Lamentavelmente o espírito do medo e do ressentimento solapa e desequilibra os alicerces da experiência de alguns, amordaça a liberdade da expressão experiente de outros, assombra a visão de reino de Deus em ainda outros e causa inseguranças e instabilidades diante dos desafios das escolhas, conduzindo muitos a cederem ao manhoso assédio do espírito de infiltração.
Já se torna fácil de visualizar algumas enxurradas que buscam fazer se valer de “imunidades e prerrogativas” puramente imaginárias e mecanismos humanos, desprovidos de alguma das vontades de Deus e cujos jargões paupérrimos copiosamente imitam e se aliam aos dos poderosos do mundo e suas declarações inconseqüentes passam movidas pela emoção impulsiva da expressão oratória e perdem as suas virtudes espirituais e validades morais, assim como “caducam” num estilo mutante cujas cores de personalidade se adaptam facilmente aos ambientes e cujas características individuais desbotam o pano de fundo de suas obras conforme as circunstâncias de momentos oportunistas e transitórios que os fazem convidativa e politizadamente se adequarem às propostas do espírito de infiltração. Seria de muito bom alvitre lembrarmos que imunidades e prerrogativas possuem suas validades e são passíveis de perdas no momento em que se chocam contra princípios e perdem suas estabilidade e sustentação. Que melhor digam lamentavelmente os muitos exemplos.
Reitero que não me proponho nesta oportunidade nem mesmo por um momento lançar desmerecimentos a pessoas, a indivíduos ou a grupos, de forma alguma. Mas de alguma maneira como um pequeno obreiro cristão, em face de um panorama percebido em larga escala ainda que por diferentes focos de visão, vejo-me concitado e conclamado a contribuir em despertar os muitos leitores a nitidamente notarem o terrível espírito de infiltração buscando oportunismo sob diversas forças de imposição e de mecanismos assediadores a tomar literalmente lugar de primazia no sagrado ministério cristão. E que dizer de aprovar os “meninos espirituais” que vivem um evangelho que jamais o apóstolo Paulo pregaria e que anunciam uma mensagem desconexa com a prática da vida cristã. Parece-nos que o espírito de infiltração arvora os “meninos espirituais” no entendimento, “aprovados” nos moldes humanos mesmo com frutos reprovados segundo o padrão de Deus para o sagrado ministério cristão, meninos espirituais cujas estruturas informes ainda carentes de ser moldadas pelos rudimentos do discipulado cristão.
São nas ocasiões de decisão e escolhas nas quais as dúvidas, as incertezas e as inseguranças que bramam ao nosso derredor, assombram e desafiam nossas capacidades de exame e discernimento que nelas os bons e generosos corações poderiam abraçar a visão paulina de antecederem em enxergar mais de perto os remotos e futuros prejuízos e transtornos que os “Himeneu”, os “Filetos” e os “Demas” podem causar à obra de Deus. O espírito de infiltração ronda o sagrado ministério cristão através de elementos insidiosos e estranhos ao óleo da unção que sutilmente buscam promover nódoas e manchas cujas conseqüências atravessam uma geração inteira sob a “condicionalidade do perdão”, e cujas impressões não se apagam tão facilmente das lembranças nos arraiais e de algumas páginas seculares, perdurando em “santos cabides” entre os algozes “colecionadores de inimizades”.
Não é somente de hoje que o espírito de infiltração busca atrair e engodar por diversas formas sutis as cadeiras do sagrado ministério cristão com as impressionantes propostas movidas pelas alfarrobas do vil metal, nutridas pelo favoritismo dos reis da terra, incentivadas pelo fervoroso espírito audaz da avareza e da ganância, e ao mesmo tempo em que esse espírito licencioso impõe o prediletismo sobre as cadeiras do sagrado ministério cristão, também busca neutralizá-las e torná-las fragilizadas nas suas naturezas, funções e missão divinas pelas cativas prisões nos labirintos do cativeiro de promessas perniciosas, de dívidas ameaçadoras e comprometedoras dos bons costumes e ao senso do sagrado dever ministerial cristão.
Esse espírito inescrupuloso busca calar muito boas gentes, e trazerem-nas arrastadas e amordaçadas e cativas pelas vigorosas ofertas engenhosas de peitas e “presentes honorários e meritórios” com o fim de calar a mensagem dos arautos do Rei. Boas gentes se tornam vulneráveis por lhes faltar a habilidade consciente de vencer o espírito de ilusão que podem roubar-lhes as condições de pregarem as verdades ensinadas pelo Senhor Jesus Cristo. Tudo nos faz enxergar que o que mais esse espírito enganoso anseia é manter cativos alguns lugares nas cadeiras do sagrado ministério cristão e levar essas boas gentes cativas e neutralizadas a uma única saída social mais fácil para se manterem diante de públicos – resumindo-as e encurralando-as a apenas falarem discursos sobre a Bíblia - ainda que cambaleando aos “trancos e barrancos” já tenham perdido o seu sabor de sal da terra. Falar discursos sobre a Bíblia jamais tem o mesmo sentido de pregar a genuína mensagem bíblica.
O espírito de infiltração busca comprar aqueles que foram comprados com o sangue precioso do Cordeiro de Deus. Quem tem a convicção da preciosidade desse sangue e tem compromisso com o Céu não atende aos apelos sedutores e inteligentes do espírito de infiltração. A história cristã e os ensinamentos do Senhor Jesus, com muita clareza e propriedade, mostram que não são os reis da terra que favorecem e defendem o brilho e a simplicidade do sagrado ministério cristão, senão este mesmo com sua identidade própria e separada das correntes de pensamentos e idealizações sociais.
Temos notado a tendência de serem esquecidos ou até desprezados ou desmerecidos alguns princípios bíblicos rudimentares e básicos do ensinamento cristão para manter a identidade de uma vida cristã saudável, normal, dentro da ética cristã, no meio social. O espírito de infiltração busca roubar das pessoas as condições básicas de promover exemplos e de serem pilares em ensinar a manutenção desses princípios com suas próprias vidas, fazendo-as atropelar deliberadamente princípios sob o pretexto de uma imaginada “imunidade de prerrogativas”. Muitos são feitos vítimas, porém muitos se fazem vítimas.
O princípio da santidade em separar-se de determinadas alianças com o mundo; o princípio de amar a Deus sobre todas as coisas e servi-lO com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças; o princípio de não se associar com as obras infrutuosas das trevas; o princípio proverbial de não receber peitas; o princípio de não se juntar às multidões para praticar o mal. São alguns dos esquecidos, desprezados e desmerecidos por algumas boas gentes que os subestimam até o momento de por si mesmos perderem a firmeza funcional e as suas próprias identidades cristãs, lamentavelmente.
Fundamentado na Escritura Sagrada, devo com boa consciência, respeito e sem reservas considerar e reconhecer os muitos e verdadeiros companheiros em Cristo cujas vidas são conduzidas comprometidas com Deus e estão patenteadas com as marcas de Cristo e cujas obras estão claras e por esta causa dispensam quaisquer notas e adendos adicionais em vista de suas trajetórias lhes fazerem ser vistos real e verdadeiramente como embaixadores de Cristo entre os homens. Servos de Deus cujas vidas brilham no fulgor das inúmeras experiências produzidas na caminhada ministerial cristã. Experiências essas angariadas debaixo de lições entre acertos e desacertos, mas oportunamente aqueles aperfeiçoados e esses consertados. Servos de Deus cujas vidas não são vencidas pelo espírito de infiltração, nem são assombradas pelo espírito de medo e ressentimento.
Ao Deus Eterno que enquanto prepara, também fortalece; enquanto adestra, também aperfeiçoa; enquanto inspira, também motiva; e quando convoca também concede e envia. Ele nos guarda e nos dá maturidade e discernimento para seguros e firmes enfrentarmos o espírito de infiltração que ronda e assedia de diversas maneiras o sagrado ministério cristão, utilizando-se de variados meios para nos fazer cativos e amordaçados dentro de quatro paredes e restritos pela vergonhosa dependência silenciadora.
Não devemos, portanto, pensar e nem influenciarmos outros a pensar que são os poderosos da terra que promovem e sustentam o brilho do sagrado ministério cristão. Simpatizar não significa essencialmente ser. Por trás de toda simpatia existem ligações e interesses encobertos. Quando se trata de gerir as coisas de Deus, não há lugar para simpatizante administrá-las. Na vida de experiência prática na obra de Deus, quem apenas simpatiza com ela não possui plena e convicta definição experimental dos sofrimentos e aflições vividos nela. Ainda são os rastros do nosso Amado Mestre e Senhor que nos conduzem e os Seus ensinamentos que nos lideram e o Seu precioso nome sobre nós que nos dá poder e autoridade para fazer a Sua vontade na terra e realizar a Sua obra ligados no Céu, sem dependermos de influências sedutoras e audaciosas e nem da liderança parceira e enfeitiçadora do espírito de infiltração.
PbGS
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Venho nesta oportunidade trazer aos meus caros e generosos leitores algumas linhas sobre um panorama que merece ser visto com séria medida de consideração, com boa e pura consciência, com ajustado grau de acuidade e com profunda reflexão à luz da Bíblia Sagrada. Um panorama liderado pelo espírito de infiltração que pode revelar um triste futuro insípido para pessoas descomprometidas com Deus e que de alguma maneira desconhece a natureza e os propósitos de Deus para o sagrado ministério cristão. Um espírito que pretende roubar o sabor do sal de nossas vidas para calar a mensagem do evangelho de Cristo, subtraindo de nós as condições de arautos do Rei.
Realmente a cada dia é preciso ter uma capacidade de juízo e de percepção mais perspicaz e aguda intimamente ligada à Palavra de Deus para não vir a sermos vítimas deliberadas das façanhas e sutilezas do espírito de infiltração. Esse elemento estranhamente engenhoso e inteligente que ronda e assedia o sagrado ministério cristão com o fim de causar-lhe o desmerecimento e prejuízos à sua confiabilidade. Esse espírito que concorre em promover suas fábricas de “operários religiosos” mais do que as verdadeiras escolas de ministros cristãos. Esse espírito que acirra em certificar e titular o seu maior número de “clientes-afinidades” mais do que preparamos, provamos e descobrimos os poucos números de homens fiéis e idôneos aptos ao sagrado ministério cristão. Esse espírito doutor e estrategista em negociatas e banalizações ronda e espreita o sagrado ministério cristão e por vezes oportunista busca prevalecer seu empreendedorismo nas suas investidas para de forma estratégica e inteligente causar dependências, nódoas e manchas ao sagrado ministério cristão.
E atendendo à chamada a mim proposta por Aquele que com mão forte me arrancou da escuridão das trevas e me fez imerecidamente um pequeno anunciador da Sua Palavra, não me proponho neste artigo fazer protestos, nem lançar ofensas ou defesas generalizadas a pessoas e/ou a grupos específicos, porém contribuir de forma geral em causar um despertamento e em corroborar o reconhecimento de valores cujos preço e propriedade não pertencem e não dependem exclusivamente “da parte de homens, nem por homem algum”. Existem coisas sobre as quais não possuímos ingerência total e completa, muito menos daquelas inerentes ao sagrado ministério cristão.
É preciso se ter a consciência e a sensibilidade aguçadas e afinadas para estas verdade e realidade, a fim de que não permitamos que o espírito de infiltração encontre brechas na confiança da simpatia humana e nos tome de assalto num momento de ímpeto afoito baseado em pequenos e fragmentados históricos que não demonstram fundamento sólido e suficiente para que preencham os requisitos e condições seguros a alguém tomar assento nos honrados lugares do sagrado ministério cristão. Nem sempre os nossos muitos anos de vida e experiências são os suficientes fatores determinantes que nos levem a tomar decisões particulares e independentes de outras visões e pareceres daqueles com os quais o nosso Deus providencialmente os colocou ao nosso lado para nos servir de auxílio em enxergar os lampejos nesta grande obra.
Assumir o lugar absoluto do nosso Mestre Jesus para senhorear-se da obra a fim de tomar determinadas decisões exclusivamente dEle não significa exatamente seguir o teor de Seus ensinamentos nas empreitadas dessas decisões. Seguir os ensinamentos não tem o mesmo sentido de assumir o lugar. Seguimos o Mestre Jesus, e precisamos ter cuidado para que envoltos nas necessidades não nos acharmos assumindo o lugar dEle. Não fomos chamados para sermos senhores da obra, mas ministros de Cristo na Sua obra, e isto envolve tantas e quantas responsabilidades nem sempre percebidas em todos os seus sentidos e propósitos por cada um de nós. Seja por isso que o espírito de infiltração busca liderar muitos homens para se fazerem afáveis e doces ao sabor das lábias humanas na Terra tornando-os mornos e insípidos no Céu. Alguns são tentados a carismaticamente cederem aos frondosos assédios e manhosos rogos solicitantes de tal maneira que perdem o senso do dever para ganharem a turva aquiescência do que alguém cita como senso do direito sobre as coisas sagradas.
Segundo a graça e a medida que a mim são dadas pelo nosso Eterno Senhor, e na lucidez plena de minha consciência, sei que sou o menor entre os menores dos meus pares. Tenho vezes após vezes trazido aos diletos leitores algumas das características de nosso tempo somando umas após outras de forma expositiva. E nesta oportunidade trago esta que é mais uma característica tendenciosa deste tempo. O tempo mais evidente e permissivo das barganhas, das bajulações, das trocas, das vontades e dos caprichos humanos, promovidos em oculto e nos recônditos secretos pelo espírito de infiltração que caça inescrupulosamente, seduz friamente, garra ferozmente e produz dissimuladamente suas vítimas, e que também busca encontrar portas que se lhe abram a fim de gerir sobre os bens especiais do tesouro e da despensa da casa de Deus com diretivas e objetivos de profanar e banalizar a posição do sagrado ministério cristão entre os homens.
Para muitos felizmente o tempo do teste de florescimento das varas colocadas a pernoitarem no interior do santuário ficou nas remotas épocas sacerdotais araônicas que definiam e firmavam a escolha e a aprovação de Deus sobre aqueles que estavam sendo chamados e vocacionados por Deus especifica e especialmente para dar frutos no Seu serviço sacerdotal. E graças ao Deus Pai que nos enviou o Seu Espírito que melhor e muito mais excelente fala e revela à Sua amada igreja os chamados e vocacionados para a Sua obra. O problema se inicia quando os homens menosprezam a fala, a revelação e a direção do Espírito e se instala quando esses homens estribam-se na visão de necessidade localizada e em coisas estranhas ao que nos ensina o Espírito da graça de Deus que dirige a Sua obra e escolhe homens para ela.
Um tempo cujo panorama parece nos mostrar que para uma “iluminada” fatia de homens cujas mentes se ombreiam e apóiam-se nos “arrastões de prerrogativas da autoridade” parece que deliberadamente está preestabelecido que o tempo da graça é o tempo “de cada um fazer o que lhe parecer reto aos seus próprios olhos”. Tudo parece nos indicar que as prerrogativas pessoais e particulares forçosamente fazem valer a aposição das conveniências pessoais que impedem, sobrepõem e retaliam a escolha do Espírito Santo sobre quem por Ele foi separado e chamado para a seara. O tropeço nas conveniências transitórias faz muitos se chocarem contra a validade permanente da Palavra de Deus e contra a realidade palpável observada na experiência e no temor de Deus. Os rótulos tomaram o centro das atenções e a linha central e frontal da visão vem sendo atraída a desviar-se do ponto de equilíbrio e da equidade para as tendenciosas linhas politizadas e coroadas pela simpatia humana. Uma marca da sagaz e sutil presença do espírito de infiltração.
O espírito de infiltração vem buscando transformar os negócios do Pai em negociações humanas, e por vezes busca conseguir nos influenciar e nos ensinar a como nos convém tratar dos negócios da casa de nosso Pai. E se dermos lugar e abrirmos concessões e brechas, por pouco seja possível aprovar os “Elima” conselheiros de reis da terra e inimigos das boas novas do Reino de Deus; aprovar precipitadamente os “Simão” que se entremetem em nosso meio sob pretextos de conversão e nos observam de perto com uma índole mágica e com uma visão profana e obscurecida pelo desejo de aumento de honrarias populares, de respeito público e de ganhos a tomarem assentos nos honrados lugares do sagrado ministério cristão.
O brilho do sagrado ministério cristão não se deixa ser iludido pelos concertos dos “Ananias e Safira” engenhados nas penumbras dos seus “cafofos”, não carece de prestação de serviços na visão dos “Geazi” que correm distâncias às escondidas em busca de bens que acham ser justo possuí-los, nem tampouco subsiste e se apóia na dependência aos respeitos meritórios dos reis da terra. O brilho fulgurante do sagrado ministério cristão não sobrevive de estranhas concessões parceiras, nem de caprichos dos mandos e desmandos e muito menos carece de ingredientes e elementos estranhos impostos pelas facetas da inteligência e da cativação do espírito de infiltração. Ter parte no sagrado ministério cristão por chamada e vocação divinas é a marca impressa que firma uma vida convicta e frutífera capaz de render glória ao Deus Eterno.
Este também é o tempo no qual vemos o espírito de medo e ressentimento influenciando medir as pessoas mediante o emprego de parâmetros favorecidamente particulares e padrões convenientes cujos focos são concentrados sobre licitudes individuais convenientes e convergentes na simpatia humana, todavia divergentes no espírito, ainda que sejam claros os passos trôpegos em direção aos seus resultados infrutuosos. E o que respeitosamente mais importa é que não se haja desconfortos e nem choques contra a ética e a “ordem”, quando na verdade a tragédia pesponta exatamente no choque que na frente encontra-se irremediavelmente por acontecer. Lamentavelmente o espírito do medo e do ressentimento solapa e desequilibra os alicerces da experiência de alguns, amordaça a liberdade da expressão experiente de outros, assombra a visão de reino de Deus em ainda outros e causa inseguranças e instabilidades diante dos desafios das escolhas, conduzindo muitos a cederem ao manhoso assédio do espírito de infiltração.
Já se torna fácil de visualizar algumas enxurradas que buscam fazer se valer de “imunidades e prerrogativas” puramente imaginárias e mecanismos humanos, desprovidos de alguma das vontades de Deus e cujos jargões paupérrimos copiosamente imitam e se aliam aos dos poderosos do mundo e suas declarações inconseqüentes passam movidas pela emoção impulsiva da expressão oratória e perdem as suas virtudes espirituais e validades morais, assim como “caducam” num estilo mutante cujas cores de personalidade se adaptam facilmente aos ambientes e cujas características individuais desbotam o pano de fundo de suas obras conforme as circunstâncias de momentos oportunistas e transitórios que os fazem convidativa e politizadamente se adequarem às propostas do espírito de infiltração. Seria de muito bom alvitre lembrarmos que imunidades e prerrogativas possuem suas validades e são passíveis de perdas no momento em que se chocam contra princípios e perdem suas estabilidade e sustentação. Que melhor digam lamentavelmente os muitos exemplos.
Reitero que não me proponho nesta oportunidade nem mesmo por um momento lançar desmerecimentos a pessoas, a indivíduos ou a grupos, de forma alguma. Mas de alguma maneira como um pequeno obreiro cristão, em face de um panorama percebido em larga escala ainda que por diferentes focos de visão, vejo-me concitado e conclamado a contribuir em despertar os muitos leitores a nitidamente notarem o terrível espírito de infiltração buscando oportunismo sob diversas forças de imposição e de mecanismos assediadores a tomar literalmente lugar de primazia no sagrado ministério cristão. E que dizer de aprovar os “meninos espirituais” que vivem um evangelho que jamais o apóstolo Paulo pregaria e que anunciam uma mensagem desconexa com a prática da vida cristã. Parece-nos que o espírito de infiltração arvora os “meninos espirituais” no entendimento, “aprovados” nos moldes humanos mesmo com frutos reprovados segundo o padrão de Deus para o sagrado ministério cristão, meninos espirituais cujas estruturas informes ainda carentes de ser moldadas pelos rudimentos do discipulado cristão.
São nas ocasiões de decisão e escolhas nas quais as dúvidas, as incertezas e as inseguranças que bramam ao nosso derredor, assombram e desafiam nossas capacidades de exame e discernimento que nelas os bons e generosos corações poderiam abraçar a visão paulina de antecederem em enxergar mais de perto os remotos e futuros prejuízos e transtornos que os “Himeneu”, os “Filetos” e os “Demas” podem causar à obra de Deus. O espírito de infiltração ronda o sagrado ministério cristão através de elementos insidiosos e estranhos ao óleo da unção que sutilmente buscam promover nódoas e manchas cujas conseqüências atravessam uma geração inteira sob a “condicionalidade do perdão”, e cujas impressões não se apagam tão facilmente das lembranças nos arraiais e de algumas páginas seculares, perdurando em “santos cabides” entre os algozes “colecionadores de inimizades”.
Não é somente de hoje que o espírito de infiltração busca atrair e engodar por diversas formas sutis as cadeiras do sagrado ministério cristão com as impressionantes propostas movidas pelas alfarrobas do vil metal, nutridas pelo favoritismo dos reis da terra, incentivadas pelo fervoroso espírito audaz da avareza e da ganância, e ao mesmo tempo em que esse espírito licencioso impõe o prediletismo sobre as cadeiras do sagrado ministério cristão, também busca neutralizá-las e torná-las fragilizadas nas suas naturezas, funções e missão divinas pelas cativas prisões nos labirintos do cativeiro de promessas perniciosas, de dívidas ameaçadoras e comprometedoras dos bons costumes e ao senso do sagrado dever ministerial cristão.
Esse espírito inescrupuloso busca calar muito boas gentes, e trazerem-nas arrastadas e amordaçadas e cativas pelas vigorosas ofertas engenhosas de peitas e “presentes honorários e meritórios” com o fim de calar a mensagem dos arautos do Rei. Boas gentes se tornam vulneráveis por lhes faltar a habilidade consciente de vencer o espírito de ilusão que podem roubar-lhes as condições de pregarem as verdades ensinadas pelo Senhor Jesus Cristo. Tudo nos faz enxergar que o que mais esse espírito enganoso anseia é manter cativos alguns lugares nas cadeiras do sagrado ministério cristão e levar essas boas gentes cativas e neutralizadas a uma única saída social mais fácil para se manterem diante de públicos – resumindo-as e encurralando-as a apenas falarem discursos sobre a Bíblia - ainda que cambaleando aos “trancos e barrancos” já tenham perdido o seu sabor de sal da terra. Falar discursos sobre a Bíblia jamais tem o mesmo sentido de pregar a genuína mensagem bíblica.
O espírito de infiltração busca comprar aqueles que foram comprados com o sangue precioso do Cordeiro de Deus. Quem tem a convicção da preciosidade desse sangue e tem compromisso com o Céu não atende aos apelos sedutores e inteligentes do espírito de infiltração. A história cristã e os ensinamentos do Senhor Jesus, com muita clareza e propriedade, mostram que não são os reis da terra que favorecem e defendem o brilho e a simplicidade do sagrado ministério cristão, senão este mesmo com sua identidade própria e separada das correntes de pensamentos e idealizações sociais.
Temos notado a tendência de serem esquecidos ou até desprezados ou desmerecidos alguns princípios bíblicos rudimentares e básicos do ensinamento cristão para manter a identidade de uma vida cristã saudável, normal, dentro da ética cristã, no meio social. O espírito de infiltração busca roubar das pessoas as condições básicas de promover exemplos e de serem pilares em ensinar a manutenção desses princípios com suas próprias vidas, fazendo-as atropelar deliberadamente princípios sob o pretexto de uma imaginada “imunidade de prerrogativas”. Muitos são feitos vítimas, porém muitos se fazem vítimas.
O princípio da santidade em separar-se de determinadas alianças com o mundo; o princípio de amar a Deus sobre todas as coisas e servi-lO com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças; o princípio de não se associar com as obras infrutuosas das trevas; o princípio proverbial de não receber peitas; o princípio de não se juntar às multidões para praticar o mal. São alguns dos esquecidos, desprezados e desmerecidos por algumas boas gentes que os subestimam até o momento de por si mesmos perderem a firmeza funcional e as suas próprias identidades cristãs, lamentavelmente.
Fundamentado na Escritura Sagrada, devo com boa consciência, respeito e sem reservas considerar e reconhecer os muitos e verdadeiros companheiros em Cristo cujas vidas são conduzidas comprometidas com Deus e estão patenteadas com as marcas de Cristo e cujas obras estão claras e por esta causa dispensam quaisquer notas e adendos adicionais em vista de suas trajetórias lhes fazerem ser vistos real e verdadeiramente como embaixadores de Cristo entre os homens. Servos de Deus cujas vidas brilham no fulgor das inúmeras experiências produzidas na caminhada ministerial cristã. Experiências essas angariadas debaixo de lições entre acertos e desacertos, mas oportunamente aqueles aperfeiçoados e esses consertados. Servos de Deus cujas vidas não são vencidas pelo espírito de infiltração, nem são assombradas pelo espírito de medo e ressentimento.
Ao Deus Eterno que enquanto prepara, também fortalece; enquanto adestra, também aperfeiçoa; enquanto inspira, também motiva; e quando convoca também concede e envia. Ele nos guarda e nos dá maturidade e discernimento para seguros e firmes enfrentarmos o espírito de infiltração que ronda e assedia de diversas maneiras o sagrado ministério cristão, utilizando-se de variados meios para nos fazer cativos e amordaçados dentro de quatro paredes e restritos pela vergonhosa dependência silenciadora.
Não devemos, portanto, pensar e nem influenciarmos outros a pensar que são os poderosos da terra que promovem e sustentam o brilho do sagrado ministério cristão. Simpatizar não significa essencialmente ser. Por trás de toda simpatia existem ligações e interesses encobertos. Quando se trata de gerir as coisas de Deus, não há lugar para simpatizante administrá-las. Na vida de experiência prática na obra de Deus, quem apenas simpatiza com ela não possui plena e convicta definição experimental dos sofrimentos e aflições vividos nela. Ainda são os rastros do nosso Amado Mestre e Senhor que nos conduzem e os Seus ensinamentos que nos lideram e o Seu precioso nome sobre nós que nos dá poder e autoridade para fazer a Sua vontade na terra e realizar a Sua obra ligados no Céu, sem dependermos de influências sedutoras e audaciosas e nem da liderança parceira e enfeitiçadora do espírito de infiltração.
PbGS
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