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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

EM CIMA DO MURO...

EM CIMA DO MURO...
A indefinição é um campo apreciado do diabo.
Indefinição é o termo apropriadamente usado para sintetizar a expressão popular “em cima do muro”. Estar “em cima do muro” significa ter uma definição vaga, incerta, indeterminada, vazia. Por vezes, chega-se a dizer daquilo que é ou está “meio certo e meio incerto”. Enfim ser ou estar indefinido. Indefinição é sinônimo de confusão, de dúvida e de incerteza.

A indefinição tem sido um verdadeiro ninho favorito e propício ao campear das artimanhas do diabo. O campo da indefinição é um terreno especial e favorável ao trabalho sagaz, astuto e ardiloso do adversário das almas. Estar no terreno da indefinição é estar no lugar propício a se tornar vitima do diabo.

É na indefinição que muitas coisas abrem portas para a destruição. É na indefinição que vidas perdem o melhor de si e sucumbem diluídas em parâmetros que jamais os desejaram para suas existências. A indefinição levou gente a perder batalhas, e até hoje arrasta vidas a deixarem de ganhar vitórias. Indefinição de pensamentos leva ao terreno das más escolhas, e quando irmanada à falta de convicções seguras e verdadeiras, se torna em um pântano movediço da incredulidade e das dúvidas.

A indefinição traga identidades, mata e destrói literalmente conceitos, ajuda na transformação, deformação e inversão de várias coisas tanto na vida coletiva como na individual. Quantas almas já foram tragadas pela indefinição e logo depois vieram se dar contas que estavam diluídas entre as cercas farpadas da relatividade. Deixaram de ser quando se despertaram por saber que já não eram mais o que já foram um dia. A indefinição abre e facilita atalhos para a desgraça imperar.

A indefinição é causada por alguns fatores, a saber: a afinidade por gostos e apreciação; os medos; os receios; os temores; a incredulidade; ausência de aplicação da sabedoria; imaturidade e inconsistência para satisfatoriamente lidar e conjugar com as vias do elemento humano; insegurança para apropriadamente lidar com os trâmites dos contextos que nos rodeiam; a busca de obter suporte e simpatia.

As afinidades por gostos e apreciação é um terreno movediço e enganoso. Nem tudo ao qual se aplica o gosto dos olhos e dos desejos é agradável a Deus. Há coisas que se gosta pelas vistas e pelos desejos que nos fazem entrar em inimizade contra Deus. Nem tudo que o coração e as licitudes e conveniências humanas instigam nos mantêm em harmonia e aprovação com Deus e Sua Palavra. Há afinidades que mais cedo ou mais tarde conduzem aos passos para indefinição.
O medo de cair nas malhas da rejeição popular; o medo de ficar só e perder números e recursos em geral; receio de se tornar em alvo das más opiniões alheias; temor subjugado às vistas do elemento humano. Dia após dia, os medos vão revelando e trazendo à luz tanto o que era, como o que é, e quanto o que um dia nunca foi. A corrida por números e recursos tem afastado muito boas gentes para a indefinição e por conseguinte à dubiedade e por fim para a incredulidade.

Gente “em cima do muro” é gente indefinida. Indefinição também é sinônimo de mornidão. E há coisas na vida humana que jamais podem ser levadas na base da mornidão. Ou é quente ou é frio. Ou seja, ou se define ou se perde diluído nas águas da indefinição. Gente “em cima do muro” é gente que não sabe discernir e posicionar-se no que gosta, no que aprova, no que deseja, no que carece. Gente “em cima do muro” é gente que aprova tudo e não reverencia e respeita coisa alguma além de seu parecer unilateral e próprio. Gente “em cima do muro” não pode esquecer que um dia vai chegar ao momento fatal e crucial de escolher a quem servir.

“Em cima do muro” é uma triste e lamentável expressão que tem afogado e sufocado muito boas gentes.

E a cada dia que se aproxima da volta do Mestre Amado a buscar a Sua igreja, mais e mais indefinições, e gentes indefinidas, e amantes da indefinição vão surgindo. Há gentes interesseiras para com a manutenção de seus desejos e anseios, tirando proveito do panorama da indefinição, e se vendo e se desejando para que ele seja total e completo em tudo.

A indefinição já tomou conta de muitos corações. Se tornaram indefinidos. Em razão de algum fator que lhes sobrevieram ou depararam. Foram engodados e flertaram com as ameaças da horizontalidade, abriram espaços para a indefinição lhes alagar e afunda-los. Por fim perdidos tentam reencontrar a porta que lhes assegura a verticalidade. O difícil não é perder a ligação vertical, o mais penoso é fazer valer e predominar as sementes e o néctar da ligação vertical numa horizontalidade perdida em cascas e caroços.

Estar “em cima do muro” é abrir portas para preceitos e fundamentos estranhos assumirem o trono e deterem o cetro da tirania contra tudo o que se chama Deus ou O adora. Estar “em cima do muro” é se conformar com a mentalidade do sistema mundo e seguir apenas alimentando o desejo de talvez um dia futuro vir a ser transformado pela renovação do entendimento. Estar “em cima do muro” é se associar à uma multidão omitindo dela as verdades fundamentais da Palavra de Deus e o que Ele pede do gênero humano.
Essa coisa de ficar “em cima do muro” tem levado muita gente ao pátio das desgraças, ao hall dos desatinos, à sala dos destroços, ao quarto dos escombros, à cozinha dos destemperos ao quintal dos desesperos. Essa coisa de ficar “em cima do muro” tem amordaçado bocas e manietado mãos de não poucas gentes medrosas, receosas, duvidosas, temerosas. Essa coisa de ficar “em cima do muro” pode atrapalhar não poucos projetos, frustrar e travar planos extraordinários.

Não alimentemos as bandejas da indefinição. Não nos conluiemos com a mentalidade da indefinição. Não abramos portas para recepcionar e hospedar a indefinição, muito menos para flertarmos com ela. Sob pena de virmos chorar remorsos (não arrependimento, e sim remorsos mesmo) sobre coisas que hoje querem fazer nos omitirmos, nos esquivamos, nos sentimos acuados e coagidos. Quando não é o Espírito de medo que nos foi dado. Temos uma identidade espiritual, o povo de Deus é um povo definido, com propósitos definidos e de ações práticas definidas.

Quente ou frio, porque morno não serve!
Deus seja louvado!
EvGS




domingo, 4 de setembro de 2011

NÃO DESVALORIZE A INTEGRIDADE.


NÃO DESVALORIZE A INTEGRIDADE.
Perigos da falta de integridade.

Faz alguns anos que o nobre e respeitado Rev. Warren Wiersbe escreveu um elenco de artigos temáticos que consubstanciaram o grande e forte alerta publicado no seu livro “A Crise de Integridade”. É um livro interessante e despertador. Recomendo a todos os bons corações tementes a Deus esse rico tesouro traduzido e publicado no Brasil pela eficiente e renomada Editora Vida.

Num tempo em que paira uma tenebrosa nuvem de descasos, desrespeitos, descrenças e descréditos fomentados pelos desastrosos excessos e alimentados por atitudes isoladas, perdidas em suas visões e desequilibradas dos lastros do comprometimento com o Senhor Deus, com a Sua Palavra e com o Seu povo, há um grande clamor que cobra e exige a presença de integridade para com Deus.

Corações divididos no santuário é sinal de incompletude e ingratidão. Não basta ser e fazer apenas o que se pode sobre o que o Senhor Deus aprova, é preciso buscar sempre ser e realizar o que se deve sem perder o norte da integridade para com Ele. Íntimos divididos provocam resultados duvidosos e movediços.

Integridade é um polissílabo que lamentavelmente veio a ser desprezado por muitos, e infelizmente menos apreciado por todos. É uma palavra extraordinária que deveria inspirar a todos, porém seu brilho tem apenas alcançado alguns e devidamente compreendido pela sensibilidade de poucos. Integridade é uma palavra que se mantém distante da sua oposta, a parcialidade. Mas admite as suas afetivas, a misericórdia, a sinceridade e a tolerância até certo ponto judiciosamente aceitável.

Houve um tempo em que integridade era uma palavra mais amiga, louvável e elogiosa, incentivadora e cativante, todavia parece que ao passar dos anos ela se tornou friamente ingrata e constrangedoramente inquietante em muitos corações e a muitas pessoas. Muitos gostariam de descolori-la, silenciá-la e até bani-la, posto que para eles ela denote uma ferrenha e vívida cobrança monitoradora.

Muitos têm forçado a má interpretação do verbete “integridade”. Formas incoerentes e pensamentos equivocados têm contribuído para isso. Por outro lado, alguns dizem que se trata de uma virtude inalcançável, de um valor abstrato, impraticável, utópico e inatingível. Ademais, integridade parece ter fugido da prática em alguns setores da vida e sido canalizada para qualificar especificamente apenas bens físicos e termos escritos.

Segundo os bons dicionários da língua portuguesa, integridade significa uma virtude ou qualidade do que é reto, íntegro, completo, inteiro, perfeito, incorruptível, honesto, de bom caráter, pleno, imparcial. Integridade está nítida e claramente exposta nos dicionários, entretanto encontra-se ocultamente despaginada, escondida, obscurecida e arrefecida no coração de muitos.

As pesquisas por verbetes já falam por si mesmas em revelar que a busca pela palavra-chave integridade é numericamente inferior em relação a outras que são aquecidamente paginadas pelo triste fulgor da frivolidade, pela volumosa supervalorização da futilidade e pelos enfeites dos cardos da leviandade. Desligar-se da integridade e plugar-se na parcialidade é o triste caminho prenunciado e pontilhado de infortúnios e dissabores.  

Houve um tempo em que integridade foi mais usual e mais acolhida. Foi uma palavra adorável e oferecia marca e garantia de confiabilidade. Integridade admite margens de tolerância e não se configura como símbolo de inflexibilidade. Integridade é um valor qualitativo que se adquire e se mantém com os altos custos de sacrifícios pessoais na firme e decidida vontade legítima de errar menos e acertar mais.

Sem integridade, dificilmente alguma estrutura se dispõe e se mantém de pé e respeitada por muito tempo. Qualquer esforço desfocado e descasado da integridade, por mais brilhante, arrojado e inteligente que seja, se torna em projetos e empreendimentos da artificialidade. E tão logo lhe cheguem as crises e tempestades, logo lhe bate à porta os primeiros toques anunciadores do descrédito e da rejeição.

E como exemplo, na Escritura Sagrada estão registrados alguns nomes e narrativas em torno deles que muito bem expressam os grandes perigos da falta de integridade para com Deus e suas sérias conseqüências. A considerável ausência dessa integridade leva ao caos, promove o desrespeito, sugere o descrédito, descarrega na rejeição e confina ao desprezo e aos prejuízos. 

Dentre esses nomes está o de Amazias, rei de Judá, em Jerusalém, filho do rei Joás. 2 Crônicas 25. Amazias reinou por cerca de quase trinta anos, e seu nome significa “O Senhor Fortalece”, ou pode também ser traduzido para “O Senhor é poderoso”, ou ainda para “Fortaleza do Senhor”. Apesar do brilho de seu nome, Amazias deixou de tê-lo feito valer em sua vida por haver coxeado na integridade.

A vida do rei Amazias tem muito a nos ensinar quanto aos perigos conseqüentes da falta de integridade para com o Senhor Deus. Ele poderia ter sido um bom referencial, mas sua vida foi marcada pela falta de integridade, que mais tarde lhe trouxe tristes e desalentadores infortúnios e desgraça. Seus crassos erros partiram exatamente dessa falta de integridade.

Tudo em Amazias parece nos dizer que ele pode ter sido política e militarmente um bom rei bem sucedido, mas por causa de haver permanecido persistente na sua ausência de integridade para com Deus, não chegou a ser um referencial em espiritualidade e o histórico conclusivo de suas ações recebeu o desfecho “E fez o que era reto aos olhos do Senhor, porém não com o coração inteiro.” 2Cr 25.2

A primeira frase dessa declaração poderia ter sido louvável na sua totalidade se não estivesse existido o dissabor e a incompletude expressos a partir do “porém” na segunda frase complementar coordenada adversativa. Entretanto, foi exatamente a segunda frase a partir desse “porém” que nos deixa explicado a causa de seus infortúnios – a falta de integridade de Amazias para com o Senhor Deus.

Uma vida com ausência de integridade para com Deus é assemelhada a um barco com pouca estabilidade navegando sem salva-vidas em meio a densas e altas vagas do mar. Por mais inteligente e capaz que seja o seu comandante e mais hábil, destemido e adestrado seja o seu timoneiro, a presença da insegurança e a força do desgoverno se fazem real a cada nó da derrota e a cada vista do horizonte à sua proa.

Amazias foi do tipo de pessoa que, além de se fazer insensível à voz do Senhor Deus, prepotente e arrogante, carrega consigo a feia marca de não conseguir realizar alguma coisa completa. Amazias foi do tipo de pessoa que faz e vive as coisas pela metade, escolhe viver sempre no meio-termo, “em cima do muro”, pende para o lado que estiver visualmente bem e popularmente aceitável. Enfim, Amazias foi um exemplo de superficialidade e de incerteza nas suas convicções e atos. A falta de integridade para com o Senhor levou-lhe à derrocada fatal.

Seu pai, o rei Joás, serviu bem apenas enquanto o seu grande conselheiro Joiada viveu. Mas depois se tornou um péssimo exemplo de espiritualidade após a morte daquele sacerdote que lhe serviu como um bom conselheiro da parte do Senhor Deus. Como os muitos inseguros coxeantes escolhem, seu pai decidiu viver uma vida de “camaleão” – mudando de cor conforme o ambiente que se encontrava -. Seu pai conformou o seu caráter e sua personalidade de acordo com as ambiências e as conveniências interessantes a si próprio -. Isso lhe custou a própria vida.

Amazias foi um fruto que exalou bom cheiro, mas por sua inconsistência e incontinência caiu do galho precocemente. Amazias tinha tudo para realizar uma jornada promissora, porém sua incompletude e parcialidade lhe ofuscaram o seu sucesso. Apesar de haver obtido algum sucesso, sua vida não foi longe, e foi mesclada de idolatria, traição, intrigas, desconfianças, inseguranças e mortes. Amazias foi contaminado pelo forte medo da traição e movido pelo espírito inquieto e interesseiro.

Amazias começou o seu reinado debaixo de uma péssima herança deixada pelo rei seu pai – crises e desânimos entre o seu povo -. Amazias teve os ventos a seu favor para poder ter mudado completamente a situação do seu reinado, todavia a sua arrogância insensível, as suas más inspirações e a sua precipitação imprudente, pautadas na ausência de integridade para com o Senhor falaram mais alto e o fizeram vitimado juntamente com o seu povo.

Numa atitude revanchista com a máscara de precaução e segurança pessoal, depois que conseguiu se estabelecer no poder, matou os servos que mataram o seu pai Joás. Amazias executou o seu juízo vingativo de certa forma desconsiderando causas, efeitos e pessoas.

Para o seu povo, seu pai Joás foi alguém que com suas atitudes e desmandos fez ofensas contra o altar, contra o Senhor e contra o seu povo. Na verdade, o pai de Amazias colheu do fruto do plantio da sua semeadura. Seus atos motivaram a conspiração contra si movida por outros.

Amazias foi do tipo de pessoa que tenta manter uma vida de aparências. Ele manteve uma vida mostrando a todos um interesse em Deus. Mas foi um interesse irreal, enganador, ilusionista. Amazias fez como lamentavelmente muitos ainda hoje fazem – uma demonstração falsa de um interesse inexistente -. E tudo indica que coisa alguma fez para sair e mudar esse quadro.

Aquela foi uma demonstração hipócrita e fingida de um interesse pelas coisas do Senhor Deus e do Seu santo templo, sem de fato estar com a inteireza do íntimo voltado para ele. Essa demonstração consiste numa máscara de falsa humildade escondida por trás de uma aparência de respeito sincero e verdadeiro para com Deus.

Amazias passou parte de sua vida nutrindo suspeitas e respirando maquiação. Num ambiente que contrariava a vida religiosa e cultural do seu povo, debaixo da falta de integridade e da desconfiança vivia Amazias. Olhar para a vida de Amazias é enxergar um coração cheio de boas intenções aplicadas de maneira errada e controversa, assim como descasada da vontade do Senhor Deus. Seus esforços não sobressaíram à sua falta de integridade para com Deus.

Uma vez com o coração dividido, se fez inconsistente. Quando o coração é tomado pela divisão, os frutos desse momento lhe brotam dúbios, dúplices, inconsistentes e duvidosos de sua integridade. O coração de Amazias não possuía o patamar consistente que desse suporte à integridade para com Deus. E assim acontece com qualquer pessoa que queira viver obedecendo ao Senhor com um coração dividido e sentimentos parciais. Tentar servir a Deus sem o coração inteiro é sinônimo de perdas e prejuízos.

O Senhor é o Deus que não aceita serviços e adoração de corações divididos, de motivações duplas, pluralistas, compartilhados com inclinação a deuses estranhos, de qualquer tipo e gênero que sejam. Não há como se dividir em servir a dois senhorios. E o nosso Deus exige fidelidade e completude de íntimo – esse é um dos lados humanos operadores parceiros e comprobatórios da conversão -. Faltou integridade de coração em Amazias, e por esta causa os perigos conseqüentes lhe rondaram até tragarem sua vida pela morte, assim como foi com a de seu pai. 

A falta de integridade levou Amazias a ofender ao Senhor Deus, ao aceitar e acolher os deuses edomitas em seu reinado. Amazias foi o responsável pela introdução da idolatria edomita nos termos da cidade santa. O troféu comprovante de sua vitória na batalha ele trouxe como despojo para exibir a sua superioridade, e esse acabou por ser o pivô de sua própria derrota e infortúnios. Aquilo que Amazias subjugou no passado, veio a ser adorado por ele depois. As primeiras gotas da ausência de integridade podem se avolumar e virem a formar um caudaloso rio de águas turvas e traiçoeiras.

Por causa daquela ofensa, e de não ter dado ouvido à voz de alerta do Senhor Deus através do profeta, Amazias foi entregue pelo Senhor Deus nas mãos do rei de Israel, Jeoás, filho de Jeoacaz, e foi feito escravo deste. Aquela ofensa foi a causa primária, e mais tarde lhe brotou a secundária – desfecho arrogante e afoito de um insensato e presunçoso desafio inconseqüente contra aquele monarca -. O seu falso senso de segurança e sua arrogância cegaram-lhe o entendimento e o deixou não perceber qual era a sua real situação desamparada diante de Deus.

O fim dos anos de Amazias foi frustrante, em vista dos frutos de sua falta de integridade. Amazias teve a péssima experiência de haver visto o templo do Senhor Deus ser violado, desrespeitado e saqueado. Experimentou a amarga situação de ter visto também o enfraquecimento e desmantelamento das defesas do seu povo até o ponto de este ser capturado.

Amazias se tornou alvo da impopularidade. A partir do momento em que deixou de seguir o conselho do Senhor, se fez motivo de infortúnios para si e para o seu povo, até que foi feito alvo de perseguição e conspiração pelos que lhe serviram como oficiais. O que havia ocorrido com o seu pai, lhe veio também tocar à sua história de derrotas no comando. Aquilo que Amazias não queria foi o que lhe ocorreu, exatamente por sua ausência de integridade para com o Senhor Deus.

Dessa forma, notamos que apesar de haver feito o que o Senhor aprova, lhe faltou integridade, e Amazias foi assolado por perigos conseqüentes dessa falta. A história de experiências de todo aquele que insiste nos seus erros e desacertos e persiste em não levar o Senhor Deus a sério e não O considerar, geralmente pode ter suas bases abaladas por sérios desgastes e infortúnios iniciados e desencadeados a partir de algum setor e área de sua vida.

O pior e desalentador é ver que da parte de Amazias não é encontrado registro de uma iniciativa de clamor, de arrependimento, ou um passo de concerto e recomeço esperançoso, converso e confiante na misericórdia de Deus. Amazias insistiu em viver com o coração dividido e assim terminou os seus dias.

Amazias fez “vistas grossas” e deixou tudo correr frouxo em pontos que ele não devia ter aberto mão. “O Senhor Deus é bom, e a Sua benignidade dura para sempre”. “O Senhor é bom e conhece a todos os que nEle confiam”. Diz a Palavra de Deus. Existem pontos e valores relacionados ao Senhor e Suas coisas sagradas aos quais jamais devemos desprezar.

Que nenhum de nós deixemos de considerar o Senhor e nos humilharmos diante dEle, e jamais voltemos às costas para Ele e O desprezemos. Que nenhum de nós se faça  arrogante e insensível ao que o Senhor Deus aprova, a ponto de virmos a ser tidos por insípidos e reprovados, assim como de não sermos colhidos e vitimados pelos nossos próprios atos atropeladores.

Que nenhum de nós venha a cair na falsa confiança e na presunção fundamentadas em algum sucesso que tenhamos obtido e em algum favor que prestemos ao povo de Deus em busca de popularidade. A tônica maior recai em valorizarmos a integridade e nesta persistir.

Que nenhum de nós venha perder o foco da palavra integridade, assim como do alto valor do seu significado. Que qualquer um de nós venha a cada dia e em cada passo, deixando para trás as coisas que ficam, consertando suas veredas e prosseguindo constantes e de inteiro ânimo para o alvo proposto pelo prêmio da soberana vocação de Deus que há em Cristo Jesus, servindo e seguindo ao Senhor em busca de agradar a Deus fazendo o que Ele aprova.

Que cada um bom coração comprometido com a sua própria integridade para com o Senhor Deus e com a da Sua obra venha continuamente realizar com o coração inteiro o que o Senhor Deus aprova e espera de nós. Que a busca persistente de integridade seja a indicação de rumo e o nosso norte.
NÃO DESVALORIZE A INTEGRIDADE.
PbGS

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Espírito de infiltração: um elemento assediador ao sagrado ministério cristão.

Espírito de infiltração: um elemento assediador ao sagrado ministério cristão.


Venho nesta oportunidade trazer aos meus caros e generosos leitores algumas linhas sobre um panorama que merece ser visto com séria medida de consideração, com boa e pura consciência, com ajustado grau de acuidade e com profunda reflexão à luz da Bíblia Sagrada. Um panorama liderado pelo espírito de infiltração que pode revelar um triste futuro insípido para pessoas descomprometidas com Deus e que de alguma maneira desconhece a natureza e os propósitos de Deus para o sagrado ministério cristão. Um espírito que pretende roubar o sabor do sal de nossas vidas para calar a mensagem do evangelho de Cristo, subtraindo de nós as condições de arautos do Rei.

Realmente a cada dia é preciso ter uma capacidade de juízo e de percepção mais perspicaz e aguda intimamente ligada à Palavra de Deus para não vir a sermos vítimas deliberadas das façanhas e sutilezas do espírito de infiltração. Esse elemento estranhamente engenhoso e inteligente que ronda e assedia o sagrado ministério cristão com o fim de causar-lhe o desmerecimento e prejuízos à sua confiabilidade. Esse espírito que concorre em promover suas fábricas de “operários religiosos” mais do que as verdadeiras escolas de ministros cristãos. Esse espírito que acirra em certificar e titular o seu maior número de “clientes-afinidades” mais do que preparamos, provamos e descobrimos os poucos números de homens fiéis e idôneos aptos ao sagrado ministério cristão. Esse espírito doutor e estrategista em negociatas e banalizações ronda e espreita o sagrado ministério cristão e por vezes oportunista busca prevalecer seu empreendedorismo nas suas investidas para de forma estratégica e inteligente causar dependências, nódoas e manchas ao sagrado ministério cristão.

E atendendo à chamada a mim proposta por Aquele que com mão forte me arrancou da escuridão das trevas e me fez imerecidamente um pequeno anunciador da Sua Palavra, não me proponho neste artigo fazer protestos, nem lançar ofensas ou defesas generalizadas a pessoas e/ou a grupos específicos, porém contribuir de forma geral em causar um despertamento e em corroborar o reconhecimento de valores cujos preço e propriedade não pertencem e não dependem exclusivamente “da parte de homens, nem por homem algum”. Existem coisas sobre as quais não possuímos ingerência total e completa, muito menos daquelas inerentes ao sagrado ministério cristão.

É preciso se ter a consciência e a sensibilidade aguçadas e afinadas para estas verdade e realidade, a fim de que não permitamos que o espírito de infiltração encontre brechas na confiança da simpatia humana e nos tome de assalto num momento de ímpeto afoito baseado em pequenos e fragmentados históricos que não demonstram fundamento sólido e suficiente para que preencham os requisitos e condições seguros a alguém tomar assento nos honrados lugares do sagrado ministério cristão. Nem sempre os nossos muitos anos de vida e experiências são os suficientes fatores determinantes que nos levem a tomar decisões particulares e independentes de outras visões e pareceres daqueles com os quais o nosso Deus providencialmente os colocou ao nosso lado para nos servir de auxílio em enxergar os lampejos nesta grande obra.


Assumir o lugar absoluto do nosso Mestre Jesus para senhorear-se da obra a fim de tomar determinadas decisões exclusivamente dEle não significa exatamente seguir o teor de Seus ensinamentos nas empreitadas dessas decisões. Seguir os ensinamentos não tem o mesmo sentido de assumir o lugar. Seguimos o Mestre Jesus, e precisamos ter cuidado para que envoltos nas necessidades não nos acharmos assumindo o lugar dEle. Não fomos chamados para sermos senhores da obra, mas ministros de Cristo na Sua obra, e isto envolve tantas e quantas responsabilidades nem sempre percebidas em todos os seus sentidos e propósitos por cada um de nós. Seja por isso que o espírito de infiltração busca liderar muitos homens para se fazerem afáveis e doces ao sabor das lábias humanas na Terra tornando-os mornos e insípidos no Céu. Alguns são tentados a carismaticamente cederem aos frondosos assédios e manhosos rogos solicitantes de tal maneira que perdem o senso do dever para ganharem a turva aquiescência do que alguém cita como senso do direito sobre as coisas sagradas.


Segundo a graça e a medida que a mim são dadas pelo nosso Eterno Senhor, e na lucidez plena de minha consciência, sei que sou o menor entre os menores dos meus pares. Tenho vezes após vezes trazido aos diletos leitores algumas das características de nosso tempo somando umas após outras de forma expositiva. E nesta oportunidade trago esta que é mais uma característica tendenciosa deste tempo. O tempo mais evidente e permissivo das barganhas, das bajulações, das trocas, das vontades e dos caprichos humanos, promovidos em oculto e nos recônditos secretos pelo espírito de infiltração que caça inescrupulosamente, seduz friamente, garra ferozmente e produz dissimuladamente suas vítimas, e que também busca encontrar portas que se lhe abram a fim de gerir sobre os bens especiais do tesouro e da despensa da casa de Deus com diretivas e objetivos de profanar e banalizar a posição do sagrado ministério cristão entre os homens.

Para muitos felizmente o tempo do teste de florescimento das varas colocadas a pernoitarem no interior do santuário ficou nas remotas épocas sacerdotais araônicas que definiam e firmavam a escolha e a aprovação de Deus sobre aqueles que estavam sendo chamados e vocacionados por Deus especifica e especialmente para dar frutos no Seu serviço sacerdotal. E graças ao Deus Pai que nos enviou o Seu Espírito que melhor e muito mais excelente fala e revela à Sua amada igreja os chamados e vocacionados para a Sua obra. O problema se inicia quando os homens menosprezam a fala, a revelação e a direção do Espírito e se instala quando esses homens estribam-se na visão de necessidade localizada e em coisas estranhas ao que nos ensina o Espírito da graça de Deus que dirige a Sua obra e escolhe homens para ela.

Um tempo cujo panorama parece nos mostrar que para uma “iluminada” fatia de homens cujas mentes se ombreiam e apóiam-se nos “arrastões de prerrogativas da autoridade” parece que deliberadamente está preestabelecido que o tempo da graça é o tempo “de cada um fazer o que lhe parecer reto aos seus próprios olhos”. Tudo parece nos indicar que as prerrogativas pessoais e particulares forçosamente fazem valer a aposição das conveniências pessoais que impedem, sobrepõem e retaliam a escolha do Espírito Santo sobre quem por Ele foi separado e chamado para a seara. O tropeço nas conveniências transitórias faz muitos se chocarem contra a validade permanente da Palavra de Deus e contra a realidade palpável observada na experiência e no temor de Deus. Os rótulos tomaram o centro das atenções e a linha central e frontal da visão vem sendo atraída a desviar-se do ponto de equilíbrio e da equidade para as tendenciosas linhas politizadas e coroadas pela simpatia humana. Uma marca da sagaz e sutil presença do espírito de infiltração.

O espírito de infiltração vem buscando transformar os negócios do Pai em negociações humanas, e por vezes busca conseguir nos influenciar e nos ensinar a como nos convém tratar dos negócios da casa de nosso Pai. E se dermos lugar e abrirmos concessões e brechas, por pouco seja possível aprovar os “Elima” conselheiros de reis da terra e inimigos das boas novas do Reino de Deus; aprovar precipitadamente os “Simão” que se entremetem em nosso meio sob pretextos de conversão e nos observam de perto com uma índole mágica e com uma visão profana e obscurecida pelo desejo de aumento de honrarias populares, de respeito público e de ganhos a tomarem assentos nos honrados lugares do sagrado ministério cristão.

O brilho do sagrado ministério cristão não se deixa ser iludido pelos concertos dos “Ananias e Safira” engenhados nas penumbras dos seus “cafofos”, não carece de prestação de serviços na visão dos “Geazi” que correm distâncias às escondidas em busca de bens que acham ser justo possuí-los, nem tampouco subsiste e se apóia na dependência aos respeitos meritórios dos reis da terra. O brilho fulgurante do sagrado ministério cristão não sobrevive de estranhas concessões parceiras, nem de caprichos dos mandos e desmandos e muito menos carece de ingredientes e elementos estranhos impostos pelas facetas da inteligência e da cativação do espírito de infiltração. Ter parte no sagrado ministério cristão por chamada e vocação divinas é a marca impressa que firma uma vida convicta e frutífera capaz de render glória ao Deus Eterno.

Este também é o tempo no qual vemos o espírito de medo e ressentimento influenciando medir as pessoas mediante o emprego de parâmetros favorecidamente particulares e padrões convenientes cujos focos são concentrados sobre licitudes individuais convenientes e convergentes na simpatia humana, todavia divergentes no espírito, ainda que sejam claros os passos trôpegos em direção aos seus resultados infrutuosos. E o que respeitosamente mais importa é que não se haja desconfortos e nem choques contra a ética e a “ordem”, quando na verdade a tragédia pesponta exatamente no choque que na frente encontra-se irremediavelmente por acontecer. Lamentavelmente o espírito do medo e do ressentimento solapa e desequilibra os alicerces da experiência de alguns, amordaça a liberdade da expressão experiente de outros, assombra a visão de reino de Deus em ainda outros e causa inseguranças e instabilidades diante dos desafios das escolhas, conduzindo muitos a cederem ao manhoso assédio do espírito de infiltração.

Já se torna fácil de visualizar algumas enxurradas que buscam fazer se valer de “imunidades e prerrogativas” puramente imaginárias e mecanismos humanos, desprovidos de alguma das vontades de Deus e cujos jargões paupérrimos copiosamente imitam e se aliam aos dos poderosos do mundo e suas declarações inconseqüentes passam movidas pela emoção impulsiva da expressão oratória e perdem as suas virtudes espirituais e validades morais, assim como “caducam” num estilo mutante cujas cores de personalidade se adaptam facilmente aos ambientes e cujas características individuais desbotam o pano de fundo de suas obras conforme as circunstâncias de momentos oportunistas e transitórios que os fazem convidativa e politizadamente se adequarem às propostas do espírito de infiltração. Seria de muito bom alvitre lembrarmos que imunidades e prerrogativas possuem suas validades e são passíveis de perdas no momento em que se chocam contra princípios e perdem suas estabilidade e sustentação. Que melhor digam lamentavelmente os muitos exemplos.

Reitero que não me proponho nesta oportunidade nem mesmo por um momento lançar desmerecimentos a pessoas, a indivíduos ou a grupos, de forma alguma. Mas de alguma maneira como um pequeno obreiro cristão, em face de um panorama percebido em larga escala ainda que por diferentes focos de visão, vejo-me concitado e conclamado a contribuir em despertar os muitos leitores a nitidamente notarem o terrível espírito de infiltração buscando oportunismo sob diversas forças de imposição e de mecanismos assediadores a tomar literalmente lugar de primazia no sagrado ministério cristão. E que dizer de aprovar os “meninos espirituais” que vivem um evangelho que jamais o apóstolo Paulo pregaria e que anunciam uma mensagem desconexa com a prática da vida cristã. Parece-nos que o espírito de infiltração arvora os “meninos espirituais” no entendimento, “aprovados” nos moldes humanos mesmo com frutos reprovados segundo o padrão de Deus para o sagrado ministério cristão, meninos espirituais cujas estruturas informes ainda carentes de ser moldadas pelos rudimentos do discipulado cristão.

São nas ocasiões de decisão e escolhas nas quais as dúvidas, as incertezas e as inseguranças que bramam ao nosso derredor, assombram e desafiam nossas capacidades de exame e discernimento que nelas os bons e generosos corações poderiam abraçar a visão paulina de antecederem em enxergar mais de perto os remotos e futuros prejuízos e transtornos que os “Himeneu”, os “Filetos” e os “Demas” podem causar à obra de Deus. O espírito de infiltração ronda o sagrado ministério cristão através de elementos insidiosos e estranhos ao óleo da unção que sutilmente buscam promover nódoas e manchas cujas conseqüências atravessam uma geração inteira sob a “condicionalidade do perdão”, e cujas impressões não se apagam tão facilmente das lembranças nos arraiais e de algumas páginas seculares, perdurando em “santos cabides” entre os algozes “colecionadores de inimizades”.

Não é somente de hoje que o espírito de infiltração busca atrair e engodar por diversas formas sutis as cadeiras do sagrado ministério cristão com as impressionantes propostas movidas pelas alfarrobas do vil metal, nutridas pelo favoritismo dos reis da terra, incentivadas pelo fervoroso espírito audaz da avareza e da ganância, e ao mesmo tempo em que esse espírito licencioso impõe o prediletismo sobre as cadeiras do sagrado ministério cristão, também busca neutralizá-las e torná-las fragilizadas nas suas naturezas, funções e missão divinas pelas cativas prisões nos labirintos do cativeiro de promessas perniciosas, de dívidas ameaçadoras e comprometedoras dos bons costumes e ao senso do sagrado dever ministerial cristão.

Esse espírito inescrupuloso busca calar muito boas gentes, e trazerem-nas arrastadas e amordaçadas e cativas pelas vigorosas ofertas engenhosas de peitas e “presentes honorários e meritórios” com o fim de calar a mensagem dos arautos do Rei. Boas gentes se tornam vulneráveis por lhes faltar a habilidade consciente de vencer o espírito de ilusão que podem roubar-lhes as condições de pregarem as verdades ensinadas pelo Senhor Jesus Cristo. Tudo nos faz enxergar que o que mais esse espírito enganoso anseia é manter cativos alguns lugares nas cadeiras do sagrado ministério cristão e levar essas boas gentes cativas e neutralizadas a uma única saída social mais fácil para se manterem diante de públicos – resumindo-as e encurralando-as a apenas falarem discursos sobre a Bíblia - ainda que cambaleando aos “trancos e barrancos” já tenham perdido o seu sabor de sal da terra. Falar discursos sobre a Bíblia jamais tem o mesmo sentido de pregar a genuína mensagem bíblica.

O espírito de infiltração busca comprar aqueles que foram comprados com o sangue precioso do Cordeiro de Deus. Quem tem a convicção da preciosidade desse sangue e tem compromisso com o Céu não atende aos apelos sedutores e inteligentes do espírito de infiltração. A história cristã e os ensinamentos do Senhor Jesus, com muita clareza e propriedade, mostram que não são os reis da terra que favorecem e defendem o brilho e a simplicidade do sagrado ministério cristão, senão este mesmo com sua identidade própria e separada das correntes de pensamentos e idealizações sociais.

Temos notado a tendência de serem esquecidos ou até desprezados ou desmerecidos alguns princípios bíblicos rudimentares e básicos do ensinamento cristão para manter a identidade de uma vida cristã saudável, normal, dentro da ética cristã, no meio social. O espírito de infiltração busca roubar das pessoas as condições básicas de promover exemplos e de serem pilares em ensinar a manutenção desses princípios com suas próprias vidas, fazendo-as atropelar deliberadamente princípios sob o pretexto de uma imaginada “imunidade de prerrogativas”. Muitos são feitos vítimas, porém muitos se fazem vítimas.

O princípio da santidade em separar-se de determinadas alianças com o mundo; o princípio de amar a Deus sobre todas as coisas e servi-lO com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças; o princípio de não se associar com as obras infrutuosas das trevas; o princípio proverbial de não receber peitas; o princípio de não se juntar às multidões para praticar o mal. São alguns dos esquecidos, desprezados e desmerecidos por algumas boas gentes que os subestimam até o momento de por si mesmos perderem a firmeza funcional e as suas próprias identidades cristãs, lamentavelmente.

Fundamentado na Escritura Sagrada, devo com boa consciência, respeito e sem reservas considerar e reconhecer os muitos e verdadeiros companheiros em Cristo cujas vidas são conduzidas comprometidas com Deus e estão patenteadas com as marcas de Cristo e cujas obras estão claras e por esta causa dispensam quaisquer notas e adendos adicionais em vista de suas trajetórias lhes fazerem ser vistos real e verdadeiramente como embaixadores de Cristo entre os homens. Servos de Deus cujas vidas brilham no fulgor das inúmeras experiências produzidas na caminhada ministerial cristã. Experiências essas angariadas debaixo de lições entre acertos e desacertos, mas oportunamente aqueles aperfeiçoados e esses consertados. Servos de Deus cujas vidas não são vencidas pelo espírito de infiltração, nem são assombradas pelo espírito de medo e ressentimento.

Ao Deus Eterno que enquanto prepara, também fortalece; enquanto adestra, também aperfeiçoa; enquanto inspira, também motiva; e quando convoca também concede e envia. Ele nos guarda e nos dá maturidade e discernimento para seguros e firmes enfrentarmos o espírito de infiltração que ronda e assedia de diversas maneiras o sagrado ministério cristão, utilizando-se de variados meios para nos fazer cativos e amordaçados dentro de quatro paredes e restritos pela vergonhosa dependência silenciadora.

Não devemos, portanto, pensar e nem influenciarmos outros a pensar que são os poderosos da terra que promovem e sustentam o brilho do sagrado ministério cristão. Simpatizar não significa essencialmente ser. Por trás de toda simpatia existem ligações e interesses encobertos. Quando se trata de gerir as coisas de Deus, não há lugar para simpatizante administrá-las. Na vida de experiência prática na obra de Deus, quem apenas simpatiza com ela não possui plena e convicta definição experimental dos sofrimentos e aflições vividos nela. Ainda são os rastros do nosso Amado Mestre e Senhor que nos conduzem e os Seus ensinamentos que nos lideram e o Seu precioso nome sobre nós que nos dá poder e autoridade para fazer a Sua vontade na terra e realizar a Sua obra ligados no Céu, sem dependermos de influências sedutoras e audaciosas e nem da liderança parceira e enfeitiçadora do espírito de infiltração.
PbGS
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