WEB RADIO E WEB TV - AUMENTE O VOLUME !

Canções e videos de adoração cristã em várias partes do Mundo. Gospel songs and gospel worship songs videos from many countries on around the World. Canciones, alabanzas y peliculas de adoración cristiana en muchas naciones en el Mundo.
NO RODAPÉ - IN BOTTOM OF THIS BLOG - EN LA PARTE ABAJO

TRANSLATOR OF THE BLOG

Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain
Mostrando postagens com marcador engano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador engano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de abril de 2014

FORMALISMO RELIGIOSO

Formalismo religioso
Guardai-vos desse fermento.
Os bons dicionários em sua maioria definem a palavra formalismo como sendo o apego excessivo a formalidades. A tendência de privilegiar e enaltecer a forma e as qualidades formais em detrimento do conteúdo e da realidade. A preocupação com a forma externa acima do conteúdo interno. Em suma, a formalidade visualiza prioritariamente a forma exterior, ao mesmo tempo em que despreza o conteúdo interior.

Para o formalismo importa que a forma exterior satisfaça e prevaleça, enquanto o seu cerimonialismo abafe e/ou afaste a realidade do conteúdo interior. Formalismo é uma palavra normal e aceitável em alguns âmbitos, mas também por vezes mal compreendida. Em algumas ocasiões e para algumas circunstâncias se cabe o formalismo. Ser formal não é sinônimo de ser fechado ou engessado. Todavia, como cada coisa tem os seus tempos e lugares, assim o formalismo tem os seus. Se o formalismo é para algumas coisas uma trava, o seu excesso é um desastre.

E um âmbito no qual o formalismo se faz ser por vezes chocante é no religioso. O formalismo religioso conforma a alma no desprezo dos valores interiores e no sono cerimonioso da prática mecânica de tradições; promove o arrefecimento da comunhão e contribui para o desfalecimento da fé e desrespeito aos valores interiores do próximo. O formalismo religioso afasta pessoa de pessoas.

O Senhor Jesus nos dias do Seu ministério terreno encontrou e defrontou-se com o formalismo religioso que estava imperando e campeando naquela época. O Senhor Jesus combateu forte e veementemente a prática do formalismo religioso no Seu tempo. E isso não foi em vão. O formalismo religioso atraia, concentrava e cativava a atenção para o que mais importava ser visto pelos olhos, enquanto a manifestação da alma e da essência do conteúdo interior estava sendo desprezada.

O formalismo religioso confere identidade e declaração de desequilíbrio, incoerência e desconexão com o real significado do servir a Deus e a do servir a vidas. Causa choques. Choca, afasta e intriga. Na área religiosa o foco original e legítimo concentra-se primaria e exatamente no conteúdo interior. É no interior onde está o ponto forte que emana, manifesta e reflete seu conteúdo para o mundo exterior.  

O formalismo religioso viabiliza o abrir brechas para a hipocrisia, e não obstante abre vagas sutis para a mediocridade comandar. É possível e louvável o ser sensato e equilibrado na formalidade, todavia é honroso e decoroso ser legítimo e coerente na informalidade. Enfim, um tempero que faz subir escadas sem se dar lugar para a soberba, e leva a descer degraus sem se dar espaço para o vil, o indecoroso e muito menos ao profano.

O formalismo religioso é desastroso, mesquinho e intolerante. Festeja e agita a bandeira de tradições e ao mesmo tempo entulha as vias da compaixão e desdenha da misericórdia. Engole o camelo e côa o mosquito. Critica o argueiro nos olhos alheios e se conforma com a trave nos seus próprios. O formalismo religioso fala alto e sua voz pode ser ouvida, entretanto os seus moldes jamais devem ser imitados. Invejar e apedrejar são a sua perícia, e exercer a misericórdia é a sua incompetência.

O formalismo religioso mantém pintado o sepulcro de cal e nele esconde seus restos ressequidos e sem vida. Nas esquinas faz contas e publica o mínimo de sacrifício feito por si e despreza e abafa o tanto de suor, sangue e lágrimas da exaustão e cansaço alheios. O formalismo religioso agrada ao que lhe apraz e sacia o seu ventre. Comunga, se conluia e busca a proteção aos pés do império de Cezares e joga e se diverte com o poder do Reino.

O formalismo religioso assiste de forma fervorosa e vibrante o “lavar das mãos” diante de causas cruciais. Muitas vezes sem que se aperceba, promove a vergonha pública da coroa de espinhos e da cruz. Por vezes e em ocasiões propícias a si, usa as reservas da prata para comprar a traição. O formalismo religioso sugere adesão e corre atrás de prosélitos, porque também é impotente, amordaçado e manietado em demonstrar e convencer da conversão. Somente se oferece aquilo que se possui.
O formalismo religioso imperceptivelmente abre espaços e promove de forma tola a plataforma do desmantelo. O formalismo religioso literalmente ama, zela e adora cada acentuação e pontuação das letras, todavia abafa, sufoca e extingue a coragem e a intrepidez do Espírito. O formalismo religioso é um ébrio tentando se passar por lúcido e equilibrado. É um manco que caminha encostado em ombros interesseiros e aproveitadores, e manqueja apoiado em muletas alheias. É um cego guiando outros cegos. Ata e amarra em si o viés das picuinhas e afrouxa e solta os cordões da insensatez, da insensibilidade, da desonestidade e da subestimação.  

O formalismo religioso polidamente destrata, açoita e oprime líderes, e desrespeita e humilha liderados. Ele não permite olhar para o chão a enxergar a água da bacia lhe cobrando lavar pés alheios. Porém trata o redil como se este fosse subdividido em currais cativos numerados para dar suporte a bancadas e câmbios que atendam aos seus fins para si. O formalismo religioso possui a eficiência sagaz de se infiltrar, se ocultar e se escudar em cargos e posições, com a finalidade de manter parasitariamente contínuos os seus maus hábitos rotineiros.

O formalismo religioso é um verdadeiro desastre vestido de polidez e causador de escombros. Enquanto elegantemente olha para o exterior e se preocupa com a mediocridade de aparências e performances, números e numerários, estatísticas e tributos, tragicamente esconde-se das incumbências e tarefas inerentes, clamadas pelas realidades. Ele foge e se oculta das vozes dos clamores lhe cobrando coerência e afinação de atitudes, ações e posições, a fim de evitar a queda nos perigos conseqüentes da insipidez.

Que o formalismo religioso seja mantido distante do coração dos filhos da casa do Pai. Não tenhamos qualquer afinidade ou simpatia pelo formalismo religioso. Que sejamos simplesmente discípulos do Mestre amado, filhos da comunhão e da liberdade conforme a graça de Deus que nos alcançou. Não sejamos colaboradores da fidalguia tola e da soberba vergonhosa produzidas pelo formalismo religioso. Sejamos tão somente ministros de Cristo e despenseiros fiéis de Deus entre os homens.

Não abracemos o formalismo religioso em detrimento dos princípios.
Deus seja louvado!
EvGS




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

MENTIRA E SIMULAÇÃO.

Mentira e simulação...
Ferramentas maliciosas contra os rebanhos.
A mentira por si somente é um terrível veneno. É semelhante a um cheque sem fundos, posto que se passa hoje sabendo que não terá o que para cobri-lo amanhã. Faz diminuir a confiança, visto que aos poucos ela estraga multidão de verdades. De certa forma pode falsear brilhos no presente, porém escurecerá muitas coisas no futuro. Muitas vezes para sustentá-la o indivíduo habituado na mentira terá que inventar mais e mais outras mentiras para manter sustentada a primeira.

E a mentira somada com a simulação torna-se um veneno mais terrível ainda, posto que juntas fazem com que as pessoas sejam mantidas por um tempo ludibriadas pensando numa falsa realidade. O mais venenoso na mentira ocorre quando ela é associada a verdades. Produz daí um novo subproduto venenoso chamado de meias-verdades. Todo inventor de mentiras extrai fiapos da verdade para somá-los às suas mentiras fazendo-as parecerem ser verdades. Falsear verdades é um ato abominável diante de Deus e odiado pelas pessoas de bem.

A mentira produz nuvens de confusão. E quando tendente e artificiosa no serviço do mau, sua confusão por vezes causa heresias e por outras alimenta e desencaminha multidões. Em todo o tempo as heresias rondam contra a verdade. A verdade é o antídoto contra a mentira e a heresia. As heresias nascem, brotam e surgem do desvio da verdade, e transcorre se apoiando nos favores prestados pela ignorância. Quanto mais ignorante, desconhecedor e desinteressado for um indivíduo a respeito de assuntos, mais se faz e se torna em presa e vítima fácil das heresias, da mentira e das simulações.

E duas das ferramentas sutis que vêm buscando minar a verdade do Evangelho entre os filhos da casa do Pai são a mentira e a simulação. O ato de mentir e suas conseqüências todos conhecem por vivência testemunhal em algum tempo diante de alguma situação ou passagem da vida. Simulação é o ato de fazer, agir, operar algo como se o estivesse no campo da realidade. É o ato de fazer representação de parecer como real algo que não é. É um fingimento, um disfarce. O único lugar onde a simulação é aceitável e aquiescente reside no campo das experiências científicas ou laboratoriais, cujas necessidades por si somente oferecem as justificativas cabíveis.

Forças afoitamente vêm engodando não poucas mentes incautas, e simples ao extremo, fazendo destas clientes cativas da mentira e da simulação. Forças que têm obtido algum sucesso se aproveitando da ignorância, de negligências e de outros fatores contingenciais que assolam o círculo normal e natural da vida nas épocas modernas. Nota-se que os indivíduos que se alimentam de heresias são os que se nutrem da mentira e da simulação no somatório de seus pensamentos particulares interessantes e tendentes a si próprios e suas opiniões e ideais formados ou procurados apenas na suas mentalidades.

Muito boas gentes vêm se fazendo presas e vítimas fáceis das heresias, das mentira e simulações, em função de uma vida pseudo-cristã, desinteressada da verdade, desleixada para com a própria alma e negligente e morosas para conhecerem os conselhos de Deus expressos na Sua Palavra. Muito boas gentes vêm aplaudindo as heresias, a mentira e as simulações, por falta de conhecimento de Deus, de Sua Palavra e da verdade. Muito boas gentes vêm se tornando cativas e aprisionadas das heresias, da mentira e das simulações por lhes faltarem entendimento, por segregarem-se em redomas de opiniões e ideais alimentados por mentalidades pseudo-cristãs.

Quando se despreza o contato direto com a Palavra de Deus, também com isso se cai na tendência de terceirizar a fé e se departamentalizar a confiança. Certo pregador televisivo eloqüente afirmou uma grande verdade exortativa ao rebanho sob sua liderança, com um toque de conselho pastoral ao dizer aos seus expectadores: “meu irmão e minha irmã em Cristo, não viva uma vida cristã comendo palavras na mão dos outros!” Ou seja, quis dizer “desperte-se e levante-se a si mesmo para examinar e comparar o que se lê e se ouve de Bíblia Sagrada”. É importantíssimo para a vida cristã o conhecer e o meditar na Palavra de Deus.

Não devemos e jamais venhamos a dar lugar a heresias, a mentira e as simulações, produzidas por quem quer seja. Estamos num tempo de gentes e modismos travestidos de evangélicos, de gentes e modinhas anti-cristãs fantasiadas de cristãs com o fim de cativar e desencaminhar a fé dos filhos da casa de Deus. A Bíblia Sagrada denomina esses elementos de falsos cristãos. Gentes que até a algum tempo atrás habitaram nos santuários com hinos, louvores e adoração. Um panorama de falseamentos que apenas nos faz estar apercebidos e apegados à volta do Senhor Jesus. Falsos escritos, falsos ensinamentos, falsos blogueiros, falsos doutrinadores, falsos mestres, falsos ensinadores, falsos louvadores, falsos pastores, falsos colaboradores.

Não se deve dar qualquer tipo de atenção para os produtores, os inventores, os apoiadores, das heresias, da mentira e das simulações se utilizando das coisas de Deus e de Sua casa. Não se deve deixar-se ser doutrinado e ensinado por mentalidades revoltosas, frustradas, amantes do engano, da mentira e das simulações. Não se deve deixar-se ser influenciado a reproduzir jargões heréticos de amantes de teorias e conjecturas do secularismo inebriado e fascinado pelas ferramentas e destrezas do diabo.

Isoladamente, rebanhos inteiros no passado sofreram história de fortes ataques das heresias, da mentira e das simulações. Histórias que vão desde envenenamento coletivo até a prática de ameaças e abusos constrangedores a indivíduos isolados e coletivamente. A mentira e a simulação causam prejuízos e desserviços danosos em extremo, tanto a indivíduos particularmente como a grupos coletivamente.

A Palavra de Deus nos recomenda, nos exorta e faz ilustrações a respeito das mentiras, das simulações e das heresias. Ela nos diz enfaticamente para cuidarmos do rebanho do Senhor, assim como de que vamos prestar contas a Ele da nossa ação ou omissão. A mentira e a simulação possuem a força de se camuflar da realidade com fins de tirar proveito da verdade ou ocultá-la, denegri-la ou nublá-la.

Cuidar do rebanho envolve todo o círculo de práticas que visam alimentá-lo, fortalecê-lo, edificá-lo e consolá-lo, com o leite genuíno, legítimo da Palavra de Deus. Cuidar do rebanho implica em fazer valer a abstenção da mentira e da simulação para com ele e entre ele. Cuidar do rebanho também quer dizer protegê-lo das investidas dos lobos devoradores, embusteiros, impostores, oportunistas, amantes apaixonados e mergulhados na prática da mentira e da simulação.

A Bíblia Sagrada nos exorta a cuidarmos de nós mesmos, a olhar por nós mesmos, também nos dando a perceber e entender a nossa responsabilidade individual. Isso não exime e jamais isenta a prática dos deveres ministeriais atinentes a cada chamado e vocacionado nas lideranças dos rebanhos. Afastar e neutralizar as ferramentas maliciosas contra os rebanhos é uma missão que cada um filho da casa de Deus tem, tanto no ministério individual como no ministério exercitado pelas lideranças sobre os seus rebanhos.
EvGS




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

TRONCOS OU RAMOS?

Troncos ou ramos?
Pensemos antes de consumar.
Disse o Senhor Jesus: "Eu sou a videira, e vós sois os ramos..." Jo 15.5-6.

A natureza é uma rica fonte bastante ilustrativa. Algumas coisas na natureza podem oferecer ensinamentos como recursos instrucionais, ou didáticos ilustrativos. Olhar para uma videira e meditar nas palavras dos versículos supracitados é perceber e compreender a verdade que o Senhor Jesus quer que saibamos e aprendamos sobre o nosso relacionamento pessoal com Ele e dEle conosco, assim como da nossa maneira de viver. Um dos assuntos que esse texto fala é da unidade em Cristo. 

Viver em unidade é uma das mais caras e raras práticas de vida. A unidade ensinada pelo Senhor Jesus não é uma utopia. Essa unidade é valor do Filho de Deus, e é jóia preciosa de cristão. Viver no aprisco do Senhor é perceber o desafio (não a impossibilidade) de se manter a unidade ensinada pelo nosso amado Mestre Jesus. Unidade requer alguns fatores relevantes. Sem estes, pode até existir a presença de ajuntamento, de reunião, de agrupamento, de mistura e de junções. Todavia sem eles, a de unidade não. Juntar gentes é relativamente fácil, posto que atenções são naturalmente despertadas por embalos de artifícios visuais e sonoros. Porém mantê-las em unidade ao longo dos anos é um desafio-mor.

Olhando com vistas humanas, dos fatores que a unidade requer, alguns deles são primordiais, a saber: a transparência; a coerência; a hombridade; a interdependência e o respeito mútuo. E olhando com visão espiritual, a operação desses fatores naturalmente requer tanto o favor da graça divina como o empenho e a sensibilidade dos esforços humanos. Em questão dessa unidade, anular a ação do Espírito nela seria uma brutalidade tola, e ignorar as ações humanas nela seria uma irracionalidade perigosa.

Ao longo dos anos, a visão do mundo secular vem forçando as portas dos santuários, oferecendo engodos ideológicos espetaculares e iscas filosóficas fantásticas que bem conflitam com a unidade ensinada pelo Mestre a nós discípulos dEle. Matar, roubar e destruir são ações nas quais o arqui-adversário é perito e destro no emprego de ferramentas para alcançar o que por milênios tem vindo forçando obter. Passam-se os anos, as suas estratégias assumem novas artimanhas, entretanto os objetivos são os mesmos.

Estranhas visões querem e influenciam a que nos vejamos incompletos, frustrados e decepcionados frente aos desafios em ter a unidade nos ensinada pelo Senhor, e venhamos a nos tornar insatisfeitos com ela tanto na sua verticalidade como na horizontalidade. Alguém anseia que venhamos perder a excelente visão fundamental de que somos ramos da videira verdadeira. Somos ramos da videira. Mas alguém está interessado a que passemos a não nos ver como ramos, mas sim como troncos, como se troncos independentes fôssemos.

A visão do mundo secular é um tanto criativa. Reconheçam-se os seus méritos em não poucas áreas humanas. Entretanto, sua aplicabilidade se faz ofensivamente contrária quando se trata da visão bíblica sobre a unidade ensinada pelo Senhor Jesus à Sua igreja. Não somos sindicato. Não somos agremiação. Não somos clube. Nossa estrutura de ramos não assimila parenterais estranhos que correm nas veias de troncos da divisibilidade movida pela sede de poder, pela fome do separatismo ressentido, soberbo e invejoso, inflamado pelas terríveis chamas do partidarismo.

O tronco pode existir e viver sem ramos. Todavia dificilmente os ramos subsistem e sobrevivem por si, sem a seiva do caule. Separe-se do caule e logo perderá toda a capacidade de viver como cristão e de como realizar as coisas agradando a Deus como diz as Escrituras. O mais que poderá fazer é arrastar-se no tempo embromando, e seguir passos angariando e garimpando méritos e lisonjas humanos. Se tornar apenas um tronco solto.

Certamente que no futuro o Senhor Deus vai pedir contas das razões pelas quais alguém se arrasta como tronco no presente. Estamos num tempo em que as fantasias da hipocrisia, os confetes da falsa humildade e as serpentinas do desamor ganancioso estão promovendo bailes e foliões às escuras, nas penumbras e às ocultas, a fim de que não venhamos nos aperceber dos perigos da ausência de unidade, e percamos o teor e o fulgor dela e passemos a ser não mais ramos, porém troncos, falsamente declarando estar sendo ramos.

E um dos terríveis perigos é o de achar-se estar sendo aquilo que já há tempos deixou de ser e não estar sendo mais. Figurativamente falando, alguns incômodos e decepções podem instigar algumas sedes e fomes que suscitam o forte desejo tentador de ser tronco ao invés de continuar sendo ramo. Querer deixar de ser ramo para ser tronco é um efeito das investidas da antiga serpente do Éden. Não basta se autoafirmar como ramo e na realidade tentar subsistir, ou estar sobrevivendo como tronco. É uma ilusão delirante, perigosa e anestesiante. Por outro lado, também é um prejuízo incalculável o ser ramo sem frutificação.

Nem pensar em ser tronco. Bom é ser ramo. E melhor e mais sábio é o ser ramo em plena forma de frutificação. Somos ramos, e não troncos. Quantos ramos se deixaram levar pelas altas ondas do mar da ilusão e sem se aperceberem de si mesmos assumiram a natureza e a característica de troncos. Troncos isolados tendem a secar e quando não se espera eles tombam, ou são tombados pela falsa auto-suficiência, autonomia ilusória. Ser troncos é coisa afoita e impensada. O bom mesmo é sermos ramos.

Então, que permaneçamos sendo ramos frutíferos como fomos feitos para ser.
Deus seja louvado!
PbGS




segunda-feira, 12 de março de 2012

BAJULAÇÃO: artifício de interesses.


BAJULAÇÃO: um artifício interesseiro.
1Ts 2.4-6 – para refletir.

O texto ora em consideração é parte de uma defesa e apelo em forma de chamada à atenção ao modelo de servo do Senhor Jesus quanto à fidelidade, à honestidade, à simplicidade e à humildade, no desempenho da obra que realiza. Esse texto foi escrito por Paulo dirigido a pessoas que “bem sabiam” quem ele e seus cooperadores eram, o que fizeram, como realizavam a obra de Deus e o que lhes acontecia nas empreitadas a serviço do Mestre.

O que promove e fortalece o crédito sobre aquele que trabalha para o Senhor são: o seu testemunho pessoal, pois que este declara que pessoa é; o conteúdo do que faz, porquanto nisto são vistos os seus frutos; e a maneira como procede realizando o seu trabalho. É preciso que as pessoas “bem saibam”, visto que quem bem sabe sobre alguém não cai nas malhas de agentes do embuste, sonhadores de aventuras, operadores da mercadejação, artistas do engano, funcionários da fraudulência, engenheiros do pretexto e amigos dos interesses.

O apóstolo Paulo teve uma vida extremamente usada por Deus. Sua espiritualidade e sua sabedoria conciliavam virtudes e valores mantidos conjugados com o seu temor a Deus. Enfim, uma vida coberta de experiências vivenciais, e que potencialmente se permitiu ao servir a Deus. Não era um tribuno impecável e nem um orador destro como Apolo, todavia possuía uma vida capaz de ser recipiente de unção, graça e ter uma pregação coberta visivelmente pelo poder do Espírito.

Em tudo que deixou escrito, coisa alguma indica que sua vida esteve de alguma forma ou maneira ligada à bajulação, ou à ação de facultar ou receber favores da sua prática por outros cristãos. Em tudo que deixou escrito, coisa alguma indica que haja se beneficiado da bajulação ou por ela.

Paulo foi o tipo de líder cristão que jamais se submete às facilidades e promoções agenciadas pela bajulação. Os labirintos da bajulação jamais tiveram em suas paredes uma placa de oferta de benefícios a Paulo, ou uma porta de favorecimento de manobras cedida a ele. Não sei o que Paulo diria de alguns ministérios ditos “evangélicos” de nosso tempo, assim como não sabemos como ele seria acolhido neles.

Ministros, obreiros e trabalhadores da obra semelhantes a Paulo na mesma mentalidade e propósitos certamente seriam politizada e classicamente convidados a se retirarem e se transferirem por motivos de surgimento de “entraves” e “discordâncias”, tanto em relação à manutenção, à gerência e ao emprego dos recursos como aos procedimentos e práticas.

Apesar de ser levantado pelo Senhor depois de todos os demais apóstolos, Paulo pôde dizer que sua escolha e chamada não dependeram de nenhum homem ou por favorecimento de homem algum. Não é demais dizer que temos encontrado turbilhões de escolhidos e chamados pelas generosas e aquiescentes indicações dos sindicatos da bajulação. O pequeno problema é que esses não florescem e tampouco frutificam, e com o passar do tempo no calor das empreitadas e nos períodos da sequidão desgovernam-se da linha e desequilibram-se do prumo, perdem-se das medidas da régua e encolhem-se dos ângulos do esquadro.

O apóstolo Paulo foi um amante da sinceridade, da franqueza e da verdade. Seus escritos nos revelam a sua capacidade de se portar e de lidar com segurança e convicções pessoais diante da franqueza e da sinceridade alheias, assim como a sua valorização para com a verdade e a honestidade. 

O nobre Doutor Willis Peter de Boer, na sua consistente obra “The Imitation of Paul: An Exegetical Study”, deixa claro que a vida de Paulo possuía e deixava transparente virtudes firmes e valores convictos cuja prática vale muito ser imitada em todos os tempos por todos aqueles que seguem o Senhor Jesus Cristo em quaisquer ambiente e circunstância. 

O nobre estudioso Doutor também na mesma obra nos deixa ver que a vida de Paulo teve impressas as marcas da coragem, da ousadia, do poder nas palavras e no espírito, da capacidade de reconhecer e apoiar os seus companheiros e os rebanhos aos quais se dirigiu e serviu. 

Também notamos na grande obra “Paul and Friendship”, diligentemente escrita pelo estudioso, Doutor Fitzgerald, que o apóstolo Paulo soube lidar com todos os tipos de personalidade e de caráter que com ele interagiram. Aqui nos deixa ver que Paulo jamais perdeu ou matizou o seu foco comportamental para atender aos reclames da bajulação. 

Os melhores dicionários definem a palavra “bajulação”. Neles, bajulação significa lisonja, adulação, servilismo, excesso de admiração, elogios interesseiros com o fim de tirar proveito pessoal de alguém sobre algo. Elogios exagerados, excesso de elogios com a finalidade de obtenção de privilégios, de favores, de benefícios.

A palavra que denomina a ação de bajular vem de uma das antigas línguas, o latim. Trata-se de “bajúlo”, que significa “levar alguém, ou algo, no colo ou nas costas”. O “bajúlo” faz isso interessado em lograr algum benefício. Geralmente os amantes da bajulação alimentam escondidos no seu coração outros feios pecados co-irmãos e impulsores da bajulação. Alguém disse que o ponto vulnerável do bajulador reside nas suas incapacidades de alcançar seus objetivos e satisfações de forma honesta, legítima, correta e honrosamente.
Independente de posição, cargo, condição, status, a bajulação tem sido usada por grandes e pequenos. Apesar de alguém inferir que a bajulação possa estar presente com maior incidência em gente pequena, ela também está no meio de gente grande. Gente pequena a usa para conseguir o que anseia e gente grande a emprega como uma ferramenta de controle, de liderança, de manipulação e de captação.

A palavra “bajulação” do texto em apreço traduz a sua original do texto grego neotestamentário “kolakeias”, “kolakia”. Ela se refere a falas enganosas com o interesse de tirar lucro, proveito, das pessoas empregando a eloquência, a facilidade de expressão comunicativa. É a aplicação de fala enganosa para ganhar o íntimo das pessoas e explorá-las. O latim a traduziu para  “adulationem”. 
  
A bajulação é inimiga da franqueza (Gr. “parrēsia”, “parrēsian”), é inapta à concórdia (Gr. “homonoia”) e perniciosa contra esta. Jamais aprendeu os passos da verdadeira gentileza (Gr. “epieikeias”, “epieikēs”). 

A presença da bajulação também se configura quando da extrapolação dos limites aceitáveis, normais e equilibrados da admiração e do elogio. Essa extrapolação mostra os indícios de manobra artificiosa da bajulação. A bajulação serve como um veículo que se calca no interesse, mas também oferece apoio à vaidade e à mentira. 


A bajulação é uma arma perigosa que tanto pode disparar contra quem a empunha quanto contra a quem é apontada. A bajulação exagera os méritos de outrem com os fins interesseiros. Ela auxilia em enfraquecer muralhas, minar impérios, derribar tronos, mas também forja e eleva títulos, coroas e anéis. Ela instiga cárceres e covas, mas também favorece leões e nas suas bocas é encerrada.

O espírito da bajulação perambulou e passeou pela Terra, e vendo a vulnerabilidade e a tendência do coração de alguns homens para a vaidade. Encucou em algumas mentes e fez sentirem-se como se fossem “assistentes” para se prestarem a algumas “assistências”. Da mesma forma, encontrou o venerando título de “conselheiros” para conscientizar e incentivar outras, cujos conselhos ocultam as "cartas" dentro das mangas e o “amolador de língua” no bolso.

Além disso, denominou umas como “assessores” para servirem de "assessoramentos" contra a vida alheia. E por fim, com o objetivo de evitar vexames, execração e vergonha, e como indulgência emblemou classicamente outros coraçõescom os títulos amenos de “secretários”, “ajudantes” e “auxiliares”, com os fins respectivos de secretariar despachando e arquivando feias confidências, ajudar  montando esquemas e arquitetando circuitos e auxiliar consolidando caminhos de manobras e direcionando saídas, respectivamente.

Existe a bajulação que olha para benefícios instantâneos, e há a bajulação que ocultamente visa lograr benesses remotas. A bajulação jamais teve os brios da paciência, entretanto é doutora na sagacidade, na espreita e no oportunismo. Os amantes da bajulação sempre concentram o seu foco para si mesmos. Diz-se de que são sempre descartados e não-confiáveis, visto que seus olhos somente avistam interesses, seu olfato somente alcança cheiro de vantagens e sua boca somente fala lisonjas sepulcrais.  

Os episódios da história deixam claro que a visão da bajulação enxerga os outros como degraus, trampolins, que facilitam, viabilizam e promovem a consecução de seus intentos pessoais. Certamente que todo amante da bajulação sempre foi não-confiável, posto que o embuste de seu caráter espelha o preço de suas ações. Os amantes da bajulação jamais despretensiosamente tiram alguém do poço, posto que do fosso da insatisfação nunca saíram e na fossa da falsidade sempre nutrem o seu paladar.

O monarca francês Henrique IV disse “Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com vinte tonéis de vinagre”. Ou seja, quanto à bajulação, um pouco dela favorece colher muito mais favores do que seriam colhidos com a multidão de franquezas e sinceridade. Muitas vezes o útil amargo da franqueza promissora é desprezado pela enganosa doçura da bajulação arruinadora.

Existem os amantes passivos da bajulação. Estes não a  cometem, entretanto amam ser alvos favorecidos dela. Há os amantes ativos da bajulação. Estes a cometem e exercem os seus mecanismos naturalmente como se exercessem uma profissão ou uma prestação de serviços. Quase sempre são despercebidos de que apenas passam por ferramentas e meios descartáveis usados para que outros com os seus “favores” atinjam fins. 

Um coração amante da bajulação jamais consegue escondê-la por muito tempo. Ela nasce silenciosa e acompanhada de sorrisos leves e cócegas, mas morre aos lamentos de dores e calafrios. Ela nasce com atitudes e aflora-se no comportamento, visto que em algum momento se expressa por palavras ou externada por ações. Todo amante da bajulação é desonesto com Deus, consigo mesmo e com os outros. 

Mil vezes melhor é estar no meio da batalha ladeado por apenas um amigo franco, sincero, honesto, leal, verdadeiro e direto, do que assistido no meio de um exército de bajuladores. Difícil coisa é construir amizade com alguém franco, sincero, honesto, leal, verdadeiro e direto, mas também depois que a enlaça, se necessário for passa-se a noite no cárcere com ele como se na farra pernoitasse. Já disse Martin Luterking "para se ganhar inimigos, basta apenas externar o que se pensa". 

Geralmente os amantes da bajulação desconhecem o significado e os limites da capacidade e da habilidade de ser agradável. Ser agradável é uma virtude que começa em nosso relacionamento individual com Deus e depois se estende aos nossos relacionamentos com os homens. As raquetes que rebatem contra os desagradáveis certamente já foram um dia por estes rebatidas ao lhes ser oferecida a agradabilidade. 
Com o fim de alcançar o pretenso objeto de sua realização pessoal, o amante da bajulação submete o seu íntimo a contrariar-se a si mesmo, compromete os pilares sustentadores de sua natureza, desconsidera as rédeas de sua própria consciência e ludibria os pontos vitais de seu próprio caráter. Geralmente o bajulador vive às custas de quem lhes cede atenção às suas palavras e ações. 

Os amantes da bajulação são conciliados com a idolatria em alguma de suas muitas faces. Ainda que não queiram demonstrar, são permissionários concordantes da falsidade e peritos do fingimento e das simulações. É muito mais provável e bem possível que alguém passe a ter afinidades com a bajulação e se tornar amante dela, do que o seu amante se transformar em defensor da franqueza, da honestidade e da sinceridade. 

Os amantes da bajulação estão fadados a um trágico fim – quando caem em si, terminam por trilhar as vias do ceticismo e não mais acreditarem nem mesmo em suas próprias experiências. Para eles o mundo todo lhes aparece como uma grande selva de embustes, e os que lhe rodeiam passam a ser vistos como pessoas não-confiáveis. As pessoas diferenciadas, aos seus olhares são vistas indignas de serem alvos de sua confiança. Enfim, os amantes da bajulação desconfiam até de alguma virtude que possui e da qualidade das roupas e acessórios que vestem. 

Na Sagrada Escritura encontramos os desastres do rei Acabe. Nele é vista uma figura de caráter defeituoso. O rei Acabe se escondeu por trás da esposa Jezabel para se fazer agradável ao seu reino. Amava e se satisfazia em receber bajulações, todavia detestava ser confrontado com a franqueza e a sinceridade e sentia-se ameaçado pelas verdades alheias. Para Acabe, o melhor era ouvir centenas de palavras lisonjeiras por bajuladores triunfalistas do que receber uma pequena frase verdadeira dita por um mensageiro franco.  
Que vidas não sejam arruinadas pelo espírito da bajulação. 

Que esse sujo artifício artimanhoso não cative sócios, nem a mine o brilho do sagrado ministério e tampouco assuma lugar no sagrado púlpito cristão. Que o espírito da bajulação não encontre lugar no seio dos rebanhos do Senhor, para que as ovelhas sejam preservadas da ilusão das lisonjas enganosas e povo do Senhor não venha ser corrompido pela força da bajulação. 

Queira o Senhor Deus e assim tanto faça para que corações se divorciem definitivamente do espírito da bajulação e com este quebre alianças. Que planos, projetos, empreendimentos, tratamentos e relacionamentos sejam cobertos pela franqueza, pela honestidade, pela transparência e pela sinceridade. Que não haja um lugar se quer cedido ao desastroso espírito da bajulação entre nós. 

Que o nosso Bondoso e Misericordioso Deus nos guarde livres do servilismo, da subserviência, da adulação e fora do alcance da bajulação. Que nenhum dos mecanismos e ferramentas da bajulação alcance sucesso contra os filhos do Reino, e nem obtenha êxito e ganhos com palavras lisonjeiras.
PbGS


domingo, 15 de janeiro de 2012

ADESÃO OU CONVERSÃO?


ADESISMO OU CONVERSÃO?
Qual deles é a proposta do Evangelho de Cristo?
Os meios humanos possuem muitos e variados ambientes. Cada um destes possui os seus círculos e movimentos. E cada um deles com suas particularidades. Nelas encontramos suas regras, suas leis e seus princípios. Tentar ignorá-los é um péssimo sinal de perdas e forçar atropelá-los seria uma iniciativa de tolice e uma entrada para portas de desencontros.

Conhecer os detalhes basilares regentes de cada meio humano é uma bagagem deveras muitíssimo útil e realmente bastante proveitosa. É preciso possuir pelo menos algumas noções reais do ambiente em que se vive ou nele toma parte.

Quando ignoramos os fundamentos requerentes e regentes do ambiente no qual vivemos ou dele somos participantes, certamente em algum momento passamos a estar expostos ao cometimento de equívocos e sermos vitimados pelas desafinações. Desconhecer ou atropelar as particularidades de cada ambiente que se freqüenta pode mais cedo ou mais tarde se tornar também em causa de sofrimentos, prejuízos e transtornos.

O plano da Salvação em Cristo possui os seus próprios princípios estabelecidos para o homem. A tão grande salvação é oferecida pela graça a todos os homens e com ela estão os seus princípios que regem a vida no ambiente do Reino de Deus. Tentar inserir, infundir, ou fazer valer mudanças por iniciativas ou raciocínios pressupostos aos  princípios da graça é uma tola ilusão, e por certa linha de visão configura-se em afronta e maldição. Gl 1.8-9.

E um dos princípios fundamentais para ver e entrar no Reino de Deus é o da conversão. Jo 3.3-5. O plano da Salvação declara o seu primeiro princípio e nele tudo começa requerendo do homem o passo inicial do arrependimento, segundo a Escritura Sagrada, At 3.19, seguido dos seus frutos. Tentar se inserir, viver e experimentar as riquezas de Cristo no Seu Reino por qualquer outro princípio é adesão, e não conversão.

A adesão é um princípio legal muito bem aceitável, aquiescido e adequado como passo principal de inserção APENAS para tomar parte em círculos de afinidades, em ambientes e movimentos sociais, humanos. Todavia, inválido, enganoso, insatisfatório, artificial e superficial, em relação aos requerimentos do Reino de Deus e às exigências da real e verdadeira proposta do Evangelho de Cristo para o homem – a conversão -.

Os melhores dicionários definem o ato de adesão como uma ação respondente de apoio, aderência, concordância, anuência, apego e aprovação, por iniciativas de gosto e/ou afinidades e ou ainda simpatia. Esse ato abre e satisfaz muito bem as portas de proselitismo religioso e agrupamento às afinidades humanas. Ele é representado pela multidão que acompanhava o Mestre pelos peixes e pelos pães, contudo se ressentia com os requerimentos de Sua mensagem confrontadoramente reflexiva e das propostas de vida no Seu Reino.

Apesar da ação de adesão possuir suas virtudes e importância, fica aquém, não corresponde, não satisfaz e não contempla a conversão como proposta e ensinada no Evangelho de Cristo para o homem viver no ambiente do Reino de Deus e atravessar os seus dias nele até ao dia do assentar-se na mesa das Bodas do Cordeiro.

Segundo a Escritura Sagrada, a única e básica possibilidade de relacionamento com Deus a fim de agradá-lO consiste inicialmente com o passo da fé seguido com o do arrependimento e da conversão. At 3.19; Hb 11.6. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Conforme a Bíblia Sagrada, conversão significa mudar de direção, dar meia-volta, deixar de continuar seguindo os mesmos passos nos quais vinha, interromper e cessar uma caminhada na direção que vinha antes. Conversão é completamente superior e diferente de adesão.

Na adesão, o indivíduo apenas une-se, liga-se ao ambiente, movido por eventualidades. Na conversão, se precisa mudar conforme a preceituação do ambiente do Reino, ensinada no Evangelho. Na adesão, o indivíduo pode viver sua vida carregando e trazendo consigo conformativamente as mesmas mazelas do seu velho fardo. Na conversão, para se viver no Reino de Deus se precisa entregar o seu fardo ao Senhor Jesus logo que confrontado pela Palavra de Deus e convencido pelo Espírito.

Na adesão, aparece apenas a demonstração de  concordância mentalmente, racionalmente, entretanto continuar da mesma forma e se conduzindo com os seus mesmos velhos pensamentos estáticos e opiniões limitadas e aquém das grandezas e riquezas próprias do ambiente do Reino. Na conversão, o indivíduo não se contenta apenas em concordar com a mente e com a razão. Ele vai mais longe e cada vez mais profundo na entrega de todo o seu ser em busca de intimidade com Deus, a fim de satisfazer a proposta do Evangelho e se realizar liberto gozando das riquezas na dimensão do Reino de Deus.

Logo, não havendo conversão, há o indício de resistência, discordância total ou parcial, clara ou oculta, vacilo ou dubiedade, na fé. Muito boas gentes hoje podem estar equivocadas entre qual desses dois princípios precisa direta e individualmente responder para ver e entrar no Reino de Deus. Jo 3.3-5.

Tentar viver em situação de adesismo no Reino de Deus pode até proporcionar favores humanos eventuais, oportunidades de realizações das intenções pessoais momentâneas, satisfação de objetivos temporais e transitórios, porém pode tornar perigoso o fim de seu caminho. Todas essas benesses não satisfazem o requerimento do princípio da conversão. Existem clubes de afinidades, mas não há agremiações e passatempos de conversão.  

As teorias das ciências humanas declaram que o homem é um fator que pode causar impactos e mudanças no ambiente em que vive. Essas teorias possuem suas relevâncias e aplicações apenas nas áreas horizontais e esferas das relações humanas, na linha de relacionamento horizontal, no convívio entre os homens. Nas interações humanas essas teorias são categoricamente satisfatórias e plausíveis, haja vista de que somos seres gregários.

Entretanto, na linha de relacionamento vertical, entre o homem e o Senhor Deus, as propostas de mudanças estão além e fora do alcance das colocações e imposições e pressuposições, humanas. Na relação vertical entre o homem e Deus prevalecem as diretrizes divinas imutáveis e sem sombras de variação para o homem.

Ninguém jamais se sentiria seguro, satisfeito, confortável e realizado estando na contramão com o ambiente no qual vive ou participa. Seria duramente cansativo e penoso arrastar a nau da vida nele “remando contra as suas correntezas”. Tentar viver no Reino de Deus buscando conjugar concepções ideais, conveniências humanas, a princípios religiosos, visando assim atender a proposta do Evangelho de Cristo seria apenas uma quota de sacrifício vã, cujo fim resultante é desconhecido, sombrio, duvidoso e temeroso.

A adesão em nada tem ou toma parte substancial na conversão. É possível que alguém a princípio conviva no ambiente do Reino começando pela deliberada e voluntária expressão amistosa de adesão ao Seu ambiente, entretanto não irá longe nas suas experiências pessoais na vida do Reino de Deus, por assim estar com a visão turva (não ver o Reino). O mestre rabino Nicodemos é um exemplo disso até o momento anterior ao seu encontro com o Mestre Nazareno. Até aquele dia, aquele rabino esteve diante da Porta, e lhe foi explicado que sem conversão não há como entrar no Reino.
  
O adesismo é coisa estranha ao Espírito do Novo Testamento. O adesismo busca entrar no Reino de Deus através de uma estranha e pressuposta porta cuja entrada não dispõe das vestes nupciais para as Bodas do Cordeiro de Deus. Mt 22.11-14. A simpatia pelo adesismo obscurece e ilude a visão contra o percurso real do caminho da conversão.

O adesismo é uma moda explosiva que tem buscado forçosa e intencionalmente alterar os conteúdo e propósitos da mensagem do Evangelho. Tem buscado acuar e encurralar lideranças e influenciar tomadas de decisões acerca de assuntos e temas cujo teor é não-cambiável, cuja consistência e pertinência são inamovíveis e cuja verdade é incontestável,  imutável e inegociável. 

O adesismo é uma toada de mentalidade secular e sem rima, tocada por instrumentos desafinados, cujos sustenidos descasam dos bemóis, e cuja música descompassa e desentoa dos acordes durante a execução do ritmo ao tentar acompanhar a real melodia sagrada. A cantiga do adesismo não comunga com a harmonia da conversão.

Tentar impor entrada no Reino de Deus pela porta insensata e imprudente do adesismo é semelhante insistir instalação num ambiente novo trazendo coisas velhas no anseio de poder com isso decorá-lo e transformá-lo com os interesses e desejos desconexos e opostos à proposta de conversão. Conversão não significa perfeição, contudo objetiva persistentemente alcançá-la.

Forçar entrada no Reino de Deus pelo adesismo é trafegar pela passagem larga exclusiva, cujas chegada e presença no ambiente das Bodas são desconhecida e forasteira, e cujo fim aponta para as trevas exteriores. É desaconselhável transitar nos atalhos e vielas do adesismo aparentando conversão. É preciso achar a porta estreita da conversão antes da chegada do dia das Bodas do Cordeiro.

Portanto, diante da escolha entre adesão ou conversão, vale muito se lembrar da pergunta feita no Livro do profeta Amós: “Porventura, andarão dois juntos se não estiverem de acordo? Am 3.3
PbGS



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Gl 1.8, 9 – OUTRO EVANGELHO...


Gl 1.8, 9 – Outro evangelho...
Não passemos para esse anátema!

Recebi algumas poucas mensagens e-mail desde este início de semana. Algumas dando contas de assuntos correntes tão débeis e jocosos que realmente nos levam a esboçar algum sorriso, porém com um fundo de lamento, em vista de tamanhas infantilidades, imaturidades. Outras fazendo a conhecer acontecimentos preocupantes e delicados.

Enxurradas de enganos e descomprometimentos em nada fazem mover o coração e nem desestabilizam a fé dos filhos do Reino vigilantes nestes tempos trabalhosos e de dias difíceis. Coisas estranhas à Palavra de Deus e desalinhadas ao mover do Espírito perambulam pelo mundo afora tentando ganharem atenções e tirarem proveitos, entretanto lhes dão crédito e acolhimento quem não conhece de Bíblia Sagrada.

Apesar de toda essa estranha e tenebrosa nuvem de descasos e artimanhas feitos por alguém, os pregadores verdadeiros e legítimos, comprometidos com o Céu e com as Escrituras permanecem no Evangelho e não se afastam do verdadeiro Reino, não passam para outro evangelho e não caem nas malhas da inquietude causada por fantasias e misticismos que assolam alguns arraiais do “reino das diversões e das distrações”. 

E a este propósito, preferimos permanecer embasados no sólido e verdadeiro conteúdo das Escrituras Sagradas, assim como na digna historicidade dos fatos da igreja do Senhor Jesus e nos fundamentos da fé que uma vez foi entregue aos santos. Preferimos permanecer no Evangelho da graça de Cristo.

Presenciando e vivenciando tantas coisas estranhas nesse tempo, lembramos de algumas verdades extraídas da poderosa e refutante Carta aos Gálatas, escrita pelo apóstolo Paulo. Neste artigo, em especial o que está registrado em Gl 1.8-9.

Paulo a escreveu com o propósito de descalçar e desfazer a imposição do legalismo, como também para corrigir práticas e desfazer distorções quanto ao Evangelho do Senhor Jesus. Não nos é surpreendente que desde aqueles dias, tantas coisas estranhas, tantas opiniões místicas e tantas sugestões desastrosas estivessem rondando entre os filhos do Reino. Afinal, as atenções dos objetivos de satanás sempre estiveram em intentar a distorção e infligir ao desmerecimento a Palavra de Deus.

Nenhum servo de Deus que ama e reflete nas Escrituras Sagradas e segue os passos de Cristo estaria solto, adormecido e desatento às investidas do diabo contra o único remédio que cura o homem da lástima do pecado, que traz o homem ao conhecimento de Deus e lhe leva à reconciliação com Ele. É claro e notório no coração de todo servo de Deus que satanás desde os começos da história humana sempre esteve em oposição à criatura e conduzindo-a a ficar contra a vontade do Criador.

Antes de chegar direto à palavra principal do texto em apreço, preciso convidar aos caros e generosos leitores a olharem por um instante algumas observações sobre estranhos fatos (não sobre inferências e nem deduções).

1 - A unção do riso.
Também conhecida como “bênção de Toronto”, “gargalhada santa” e “avivamento do riso”, essa “unção” tem atraído a atenção a não poucas gentes e levado-as à curiosidade e ao desejo de sentir alguma coisa mística e historicamente desconhecida da igreja do Senhor Jesus em todos os tempos. Trata-se de gargalhadas irreverentes a soltas e a gosto do freguês. 

Imaginemos um grande congresso alegremente festivo esperando o conferencista, missionário, pregador, doutor, servo de Deus, o apóstolo Paulo para entregar a mensagem do Evangelho de Cristo. Por alguns minutos imaginemos o servo de Deus sentado na tribuna sagrada entre os demais ministros notando o público ansioso e ávido para sentir alguma coisa fenomenal e diferente (não propriamente ouvir).

Imaginemos Paulo no púlpito folheando o amado Livro do Senhor com a mensagem em Aos Gálatas, diante de um público debaixo de alardes emocionados. E durante o curso da pregação aquele público começasse a cair em extremas e incontinentes gargalhadas estridentes e “rasgadas”. Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO EDIFICANTE DE NA ADORAÇÃO CONGREGACIONAL CAIR NAS GARGALHADAS?

2 - A unção de Arão.
Uma recente invencionice “santa” vem palmilhando os passos de pessoas ávidas de popularidade e de atração nos arraiais evangélicos. Notamos os extremos nessas pobres vidas teologicamente “sabidas” e eclesiasticamente “influentes”. Quando não entram pelo caminho de Coré, trafegam nas vias de Acã, e com um pouco mais de sutilezas singram no caminho de Balaão. Quando não se tornam como Diótrefes, enveredam-se nas trilhas de Himeneu.

Que evangelho é esse que essas impensantes e profanas almas querem levar aos públicos? Quando nada de espiritual têm a oferecer, o misticismo e a superstição lhes servem bem. Quando rasos de Bíblia, a profundidade de livros e livretes lhes satisfazem nas suas cenas religiosas. Esta invencionice mal-conceituada de “unção” trata-se de um banho de litros de azeite de oliva sobre a cabeça de alguém que se diz “ministro de um evangelho”.

Imaginemos um grande congresso reunido festivamente pelos filhos do Reino, esperando o apóstolo pregador Paulo chegar para lhes entregar a mensagem. Por alguns minutos imaginemos o servo de Deus sentado na tribuna sagrada entre os demais ministros notando o público ansioso e ávido para ver alguma coisa diferente (não propriamente ouvir).

Imaginemos serem trazidos um botijão contendo mais de uma dezena de litros de azeite de oliva e uma jarra de vidro para serem usados no evento. Imaginemos Paulo no púlpito folheando o amado Livro do Senhor com a mensagem em Aos Gálatas, diante de um público debaixo de alardes emocionados aplaudindo e intentando pegar aquela jarra para tirar o azeite do botijão e derramá-lo sobre a cabeça daquele pregador.

Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO EDIFICANTE DE DERRAMAR MAIS DE DEZ LITROS DE AZEITE NA CABEÇA DE ALGUÉM DURANTE A ADORAÇÃO?

3 - A unção de demarcação de território.
Essa “unção” tem sido promovida por uma numerosa multidão de mentes vazias do conhecimento de Deus e rasas de Bíblia Sagrada. Um pouco desgovernadas dos princípios do homem racional, inteligente, sapiente. Desmerecem a criação e decrescem na natureza. Essa mentalidade chega ao ponto de sair dos trilhos racionais e sensatos e assumir comportamentos do reino animal. Trata-se de um comportamento próprio do reino irracional – urinar nas paredes e cantos dos locais e ambientes por onde passa e onde estabelece ponto fixo -.

Imaginemos um grande congresso festivo e alegre, cujo ajuntamento dos filhos do Reino aguardando o apóstolo pregador Paulo a lhe entregar a mensagem do Evangelho de Cristo. E em todo momento estivessem desconfortantes com lenços nos narizes e a assoarem-no a todo instante por estarem sendo incomodados e intoxicados pelos gases e odores de uréia e amônia demarcando todos os cantos de paredes do ambiente.

Imaginemos aquele apóstolo pregador de Bíblia nas mãos acessando os estacionamentos, as dependências do templo, a rua do templo, a esquina da rua, as casas dos irmãos, sentindo o forte e desconfortante odor de uréia e amônia, por haverem sido “ungidas” por demarcação de território com urina humana. Será que não surgiriam as seguintes perguntas: qual é a natureza da nossa luta, e quais são as armas da nossa milícia?

Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO DE DEMARCAR LOCAIS, ÁREAS E AMBIENTES COM URINA, COMO OS ANIMAIS O FAZEM?

4 - A bebedeira espiritual.
Esse fenômeno tem surgido recentemente no nosso país. Foi mais uma das invenções importadas que estão tentando cativar e impressionar a mente religiosa. Todavia os filhos do Reino possuem equilíbrio e conhecem muito bem a advertência paulina aos cristãos efésios e a nós por extensão “não vos embriagueis com o vinho, mas enchei-vos do Espírito”. Ef 5.18 (KJV). Essa invencionice consiste de uma  imitação emocionada de alguém como se estivesse embriagado.

Apesar que já existem os “pregadores” que bebem doses de bebidas alcoólicas e tragam fumo de cigarros sobre o púlpito no meio da pregação enquanto falam aos públicos. Alguém já testemunhara que antes de conhecer a Cristo e por Ele ser liberto fizera muito essa prática para agradar a deuses estranhos quando nas sessões ainda os servia.

Imaginemos um grande e alegre congresso festivo, no qual o apóstolo pregador Paulo estivesse na tribuna percebendo o movimento do público reunido. E no dado momento no púlpito ao entregar a mensagem do Evangelho de Cristo, folheando em Aos Gálatas, notasse um movimento estranho em alguns da tribuna e em outros no seio do povo, tombando e se jogando uns sobre os outros e no chão como se ébrios fossem ou embriagados e fora da lucidez estivessem.

Imaginemos nos deparando com essa cena normalmente vista nos filhos da escuridão, nos que são da noite. Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO DE EDIFICAÇÃO QUE ESSA EMBRIAGUEZ TRARIA A UM CULTO DE ADORAÇÃO AO SENHOR?

5 - A bênção de Isaque.
Recentemente alguns “famosos” em nosso país têm envidado esforços para implantarem algumas mazelas trazidas de além-mar. Algumas dessas consubstanciam o seu foco em manobras e negociatas mercadejantes para captação e colheita de recursos e bens de outrem. Alguém nesse objetivo sempre tem buscado sem cartão “sacar” o máximo de alguns reai$ dos bolsos de boa fé que vêm ao seu encontro.

Imaginemos um grande congresso alegre e festivo, no qual estivéssemos vendo na tribuna sagrada, assentado o apóstolo pregador Paulo a ouvir os artifícios do quase hábil orador entregando uma mensagem pedinte e suplicante com cara de marketing para captação de coletas. Nos seus argumentos o falador lançasse “desafios” e “sacrifícios”.

E fazendo alusões com fatos bíblicos, influenciasse o público a “dar o seu Isaque” para a obra de Deus. Não importando as condições individuais presentes no ambiente, aquele falador fizesse críticas aos presentes que não estivessem “prontos” para o tal “sacrifício de Isaque”. Imaginemos o que diria aquele apóstolo pregador.

Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO DESSES DESAFIOS SACRIFICIAIS DESAJUIZADOS E INCOERENTES?

6 - A unção do animal.
Essa é mais uma das tantas promoções de descasos. Ela tem sido um pivô de discussões em debates promovidos por variados meios de comunicação. Trata-se de imitações de sons do mundo animal feitas por pessoas durante o que seriam os cultos de adoração ao Senhor. Aparecem nesse âmbito alguns no elenco: “unção da galinha”, “unção do cachorro”, “unção da leoa”, “unção do touro”, “unção do lobo”, “unção das aves”. Enfim, uma panelada de “unção” para todos os gostos dos fregueses.

Imaginemos num grande congresso festivo e alegre, estivesse já no púlpito folheando em Aos Gálatas, o apóstolo pregador Paulo começasse entregando a mensagem do Evangelho de Cristo, e de alguns lugares fossem ouvidos latidos de cachorro, nos cantos rugidos de leoas, um pouco mais atrás bufos de touro, um tanto mais para a direita uivos de lobos, na frente gritos e grasnos de aves, no lado esquerdo cocoricar de galinhas, no meio grunhidos de porcos e relinchos de cavalo.

Imaginemos como ficariam aquele pregador e os muitos visitantes que gostariam de vir a Cristo para decisão de salvação. Um ambiente que nem seria assemelhado ao campo, nem ao zoológico; muito menos a um canil, nem a uma pastagem; de nada tem com uma alcatéia, nem às savanas; muito menos com chiqueiros, currais ou estribaria. Que tipo de qualificação poderia se dar a um ambiente como esse no qual pode se ouvir vários sons de animais?

Diante de tudo isso, perguntamos quais são os propósitos disso tudo. Que edificação traz às muitas vidas? Qual é a função de tudo isso? O mais estranho é que esses fenômenos têm sido comuns e com presenças correntes tanto em igrejas como em movimentos religiosos. Que grande semelhança seria essa? Que fonte estaria ao mesmo tempo produzindo os mesmos fenômenos nos movimentos do mundo e em igrejas? 

Estamos presenciando o tempo no qual algumas pessoas com facilidade passam do Evangelho da graça de Cristo para outro evangelho. Para uma perversão do evangelho. Para um evangelho promotor de indignação e blasfêmias. E vemos não poucas gentes se enveredando nisso. São pessoas letradas e iletradas. Pior que são mais o número das letradas do que propriamente o das iletradas que cedem e favorecem a isso.

Estamos presenciando o tempo no qual os filhos do verdadeiro Reino estão sendo inquietados por muitas aparentemente boas gentes que querem transtornar o Evangelho de Cristo. Não poucas são as pessoas que estão enfastiadas da simplicidade cristã e das doutrinas do Evangelho. Tudo que essas boas gentes querem são novidades, invenções fantásticas, qualquer artifício fenomenal “jamais visto antes”, que lhes atraia popularidade e ganhos fáceis.

Estamos presenciando o tempo no qual é preciso que a verdade do Evangelho de Cristo permaneça entre os filhos do Reino. Estamos vivenciando o tempo no qual muito boas gentes precisam do Evangelho que opera com eficácia em suas vidas. Precisam do Evangelho que lhes cause contrição e constrangimentos interiores por amor a Cristo.

Estamos presenciando o tempo no qual muito boas gentes optam por preferirem não mais correrem bem, não mais andar bem e direitamente conforme a eficácia e a verdade do Evangelho de Cristo. O tempo no qual estamos testemunhando muito boas gentes que começaram pelo Espírito e estão agora acabando pela carne. Fenômenos emocionais e fantásticos estão sendo aplaudidos pela carne. 

Todos nós, servos de Deus, temos muito bem sabido que as intenções do diabo têm engendrado tentativas de ofender ao Senhor; tentativas de tirar o foco de sobre a realidade do pecado e da necessidade de arrependimento e vida digna do Evangelho; tentativas de invalidar a morte sacrificial do Filho de Deus, Jesus Cristo, para salvação de todo aquele que nEle crer.

Tudo nos mostra que são intenções do diabo o promover distorções dos ensinamentos das Escrituras; o destronar do homem a sensatez; o suprimir a capacidade de discernir o propósito de Deus aos homens e os objetivos do diabo contra o avivamento bíblico; o implantar e promover o desastre intelectual e o caos teológico; o induzir aos escândalos e ao desmerecimento; o gerar confusão doutrinária; e o desestabilizar a fé e minar a firmeza de convicções sobre todas as coisas de Deus.

No texto em apreço aparece uma palavra punitiva muito forte, contundente e direta. Trata-se do termo “anátema”. Paulo emprega no seu texto a expressão grega “anathema estó”. O termo “anathema” por sua vez traduz a palavra hebraica original “herem” ou “cherem”. Uma palavra antiga para dizer de uma pessoa ou coisa proibida, aniquilada, interditada, como resultado de uma punição.

O termo também se refere a uma pessoa ou coisa excluída e condenada à maldição. Se refere a uma pessoa ou coisa entregue ao julgamento divino, colocada debaixo de maldição por ser detestável e abominável. Se refere a uma pessoa ou coisa como esta sendo um desfavor, um execrado. A condenação é uma resultante tão séria que toca no terreno da punição de maldição por ser um desfavor detestável e abominável.

Que podemos, então, dizer desse um “outro evangelho” diferente "metastrepho", de caráter e essência modificados e subvertidos daquele Evangelho da graça do Senhor Jesus Cristo? Um “outro evangelho” permeado de misticismo, de superstição, de fenômenos fantasiosos. Um “outro evangelho” que arrasta os homens e os impede de crerem na Palavra de Deus e agir com suas vidas na prática do Evangelho de Cristo. Os filhos do verdadeiro Reino receberam “o Espírito da verdade que o mundo não pode recebê-lO, porque não O vê e nem O conhece”. Jo 14.17 (KJV)

Recebemos o Espírito de Cristo e temos o Evangelho da Sua graça, entrementes, continuamos a servir ao Senhor Jesus e ser movidos pela verdade do Seu doce e poderoso Espírito. Não precisamos jamais de gargalhadas sem propósitos de Deus. Para que careceríamos de demarcar território, se somos racionais e coroa da criação de Deus? Que necessidade teríamos de imitarmos os ébrios deste mundo, se o Senhor Libertador já nos remiu com o seu precioso sangue e nos libertou das bebedeiras? Para que impressionar os públicos com um banho de azeite, se já temos a unção do Santo?

Por qual razão traríamos o sacrifício de Isaque para aplicar forçosamente à nossa ação de ofertar, se somos e fomos doutrinados bíblica e teologicamente a dar com liberalidade e alegria o que julgamos ofertar no altar do Senhor? Para que precisaríamos compor um circo de alegrias repleto de imitações de sons animais? Que edificação essas atrocidades desastradas e desastrosas poderia trazer ao serviço de adoração ao Senhor?

Nem latidos e nem rugidos, nem bramidos e nem bufos, nem relinchos e nem grunhidos, nem uivos e nem cocoricós e tampouco grasnos, serviriam para edificar vidas, ou para convencerem o homem do pecado, da justiça e do juízo. Nenhuma edificação espiritual trariam. No mais que promovem são exibicionismos artísticos e humorísticos. Afinal, não fazemos circos de alegria para promover atrações e distrações aos públicos. Não fazemos ou tomamos parte na indústria do engano, da distração e da ilusão.

Somos igreja do Senhor Jesus Cristo, cujos filhos do Reino conhecem e experimentam verdadeiramente o mover do Espírito de Deus, o Espírito da promessa, o Espírito majestoso de inteligência e de conhecimento. Bendito e louvado seja para sempre o Cristo Verdadeiro que nos deu o Seu Evangelho da graça. Que subindo ao alto, levou cativo o cativeiro da perdição e da ignorância e nos deu os dons do Seu Espírito!

Os filhos do verdadeiro Reino bem conhecem de mensagem bíblica e bem sabem quem são os pregadores de unção, de poder e de conteúdo. Graças ao Senhor Deus que esses filhos conhecem e vivem o Evangelho e, portanto, não entram no terreno de um “outro evangelho” anátema.
PbGS