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sexta-feira, 4 de abril de 2014
FORMALISMO RELIGIOSO
Formalismo religioso
Guardai-vos
desse fermento.
Os bons dicionários em sua maioria definem a palavra formalismo
como sendo o apego excessivo a formalidades. A tendência de privilegiar e
enaltecer a forma e as qualidades formais em detrimento do conteúdo e da
realidade. A preocupação com a forma externa acima do conteúdo interno. Em
suma, a formalidade visualiza prioritariamente a forma exterior, ao mesmo tempo
em que despreza o conteúdo interior.
Para o formalismo importa que a forma exterior satisfaça e
prevaleça, enquanto o seu cerimonialismo abafe e/ou afaste a realidade do
conteúdo interior. Formalismo é uma palavra normal e aceitável em alguns
âmbitos, mas também por vezes mal compreendida. Em algumas ocasiões e para
algumas circunstâncias se cabe o formalismo. Ser formal não é sinônimo de ser
fechado ou engessado. Todavia, como cada coisa tem os seus tempos e lugares,
assim o formalismo tem os seus. Se o formalismo é para algumas coisas uma
trava, o seu excesso é um desastre.
E um âmbito no qual o formalismo se faz ser por vezes chocante é
no religioso. O formalismo religioso conforma a alma no desprezo dos valores
interiores e no sono cerimonioso da prática mecânica de tradições; promove o
arrefecimento da comunhão e contribui para o desfalecimento da fé e desrespeito
aos valores interiores do próximo. O formalismo religioso afasta pessoa de
pessoas.
O Senhor Jesus nos dias do Seu ministério terreno encontrou e
defrontou-se com o formalismo religioso que estava imperando e campeando naquela
época. O Senhor Jesus combateu forte e veementemente a prática do formalismo
religioso no Seu tempo. E isso não foi em vão. O formalismo religioso atraia, concentrava e
cativava a atenção para o que mais importava ser visto pelos olhos, enquanto a
manifestação da alma e da essência do conteúdo interior estava sendo desprezada.
O formalismo religioso confere identidade e declaração de
desequilíbrio, incoerência e desconexão com o real significado do servir a Deus
e a do servir a vidas. Causa choques. Choca, afasta e intriga. Na área
religiosa o foco original e legítimo concentra-se primaria e exatamente no
conteúdo interior. É no interior onde está o ponto forte que emana, manifesta e
reflete seu conteúdo para o mundo exterior.
O formalismo religioso viabiliza o abrir brechas para a
hipocrisia, e não obstante abre vagas sutis para a mediocridade comandar. É possível
e louvável o ser sensato e equilibrado na formalidade, todavia é honroso e
decoroso ser legítimo e coerente na informalidade. Enfim, um tempero que faz
subir escadas sem se dar lugar para a soberba, e leva a descer degraus sem se
dar espaço para o vil, o indecoroso e muito menos ao profano.
O formalismo religioso é desastroso, mesquinho e intolerante. Festeja
e agita a bandeira de tradições e ao mesmo tempo entulha as vias da compaixão e
desdenha da misericórdia. Engole o camelo e côa o mosquito. Critica o argueiro
nos olhos alheios e se conforma com a trave nos seus próprios. O formalismo
religioso fala alto e sua voz pode ser ouvida, entretanto os seus moldes jamais
devem ser imitados. Invejar e apedrejar são a sua perícia, e exercer a
misericórdia é a sua incompetência.
O formalismo religioso mantém pintado o sepulcro de cal e nele
esconde seus restos ressequidos e sem vida. Nas esquinas faz contas e publica o
mínimo de sacrifício feito por si e despreza e abafa o tanto de suor, sangue e
lágrimas da exaustão e cansaço alheios. O formalismo religioso agrada ao que
lhe apraz e sacia o seu ventre. Comunga, se conluia e busca a proteção aos pés
do império de Cezares e joga e se diverte com o poder do Reino.
O formalismo religioso assiste de forma fervorosa e vibrante o “lavar
das mãos” diante de causas cruciais. Muitas vezes sem que se aperceba, promove
a vergonha pública da coroa de espinhos e da cruz. Por vezes e em ocasiões
propícias a si, usa as reservas da prata para comprar a traição. O formalismo
religioso sugere adesão e corre atrás de prosélitos, porque também é impotente,
amordaçado e manietado em demonstrar e convencer da conversão. Somente se
oferece aquilo que se possui.
O formalismo religioso imperceptivelmente abre espaços e promove
de forma tola a plataforma do desmantelo. O formalismo religioso literalmente ama,
zela e adora cada acentuação e pontuação das letras, todavia abafa, sufoca e
extingue a coragem e a intrepidez do Espírito. O formalismo religioso é um
ébrio tentando se passar por lúcido e equilibrado. É um manco que caminha
encostado em ombros interesseiros e aproveitadores, e manqueja apoiado em
muletas alheias. É um cego guiando outros cegos. Ata e amarra em si o viés das
picuinhas e afrouxa e solta os cordões da insensatez, da insensibilidade, da desonestidade
e da subestimação.
O formalismo religioso polidamente destrata, açoita e oprime
líderes, e desrespeita e humilha liderados. Ele não permite olhar para o chão a
enxergar a água da bacia lhe cobrando lavar pés alheios. Porém trata o redil
como se este fosse subdividido em currais cativos numerados para dar suporte a
bancadas e câmbios que atendam aos seus fins para si. O formalismo religioso
possui a eficiência sagaz de se infiltrar, se ocultar e se escudar em cargos e
posições, com a finalidade de manter parasitariamente contínuos os seus maus hábitos
rotineiros.
O formalismo religioso é um verdadeiro desastre vestido de
polidez e causador de escombros. Enquanto elegantemente olha para o exterior e
se preocupa com a mediocridade de aparências e performances, números e
numerários, estatísticas e tributos, tragicamente esconde-se das incumbências e
tarefas inerentes, clamadas pelas realidades. Ele foge e se oculta das vozes
dos clamores lhe cobrando coerência e afinação de atitudes, ações e posições, a
fim de evitar a queda nos perigos conseqüentes da insipidez.
Que o formalismo religioso seja mantido distante do coração dos
filhos da casa do Pai. Não tenhamos qualquer afinidade ou simpatia pelo formalismo
religioso. Que sejamos simplesmente discípulos do Mestre amado, filhos da
comunhão e da liberdade conforme a graça de Deus que nos alcançou. Não sejamos colaboradores
da fidalguia tola e da soberba vergonhosa produzidas pelo formalismo religioso.
Sejamos tão somente ministros de Cristo e despenseiros fiéis de Deus entre os
homens.
Não abracemos o formalismo religioso em detrimento dos
princípios.
Deus seja louvado!
EvGS
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
NÃO FAÇAMOS COMO ARÃO.
Não façamos como
Arão fez.
Supervalorizar é um
risco perigoso.
Valorizar é suficiente. Valorizar com consciência, equidade,
sabedoria e inteligência é sinal de justiça. Valorizar é sinal de demonstração
de maturidade e coerência de atitudes sobre aquilo que avalia. Valorizar é
sinal de consistência e equilíbrio. Quem sabe valorizar demonstra saber fugir
das malhas e riscos perigosos da supervalorização. Todo aquele que
supervaloriza declara abertamente seus sinais de imaturidade e seus riscos de desequilíbrio
de sensos.
Supervalorizar significa conferir aumento excessivo de valor
sobre algo. É aumentar o valor de algo além do que isso possui ou que é justo e
digno de ser considerado na realidade. Independente de objetivos, condição e
circunstância, supervalorizar de certa forma é elevar excessivamente a primazia
de algo em detrimento de outro. Supervalorizar é um risco perigoso.
Supervalorizar incorre no sério risco de na ânsia de depositar
valor, superlativa a valorização, e com isto candidata-se a contradições ou
encosta-se nas paredes da injustiça ou da hipocrisia. Supervalorizar é fazer má
aplicação do senso de juízo de valores sobre alguém ou algo. Supervalorizar é
um ato que centelha desequilíbrio nas visão e postura de alguém sobre algo.
Toda vez que supervalorizamos algo nos colocamos nas trilhas dos
riscos. Alguns destes aparecem imediatamente, porém outros se arrastam ocultos
e avolumam-se surpreendentemente mais tarde. Antes melhor e mais sábio é
valorizar do que supervalorizar. Valorizar adequadamente é sinal maduro de aprovação
e comprovação. E supervalorizar por si somente já imprime o sinal de exagero e
desatino.
Devemos e podemos valorizar com consciência, admiração e
convicções as coisas de Deus. Quem ama o Deus da obra e a obra dEle, sabe
aplicar o seu senso avaliativo em examinar e valorizar as coisas de Deus. E na
obra de Deus não podemos nos dar ao luxo pessoal de meter os pés pelas mãos e valorizar
o que quer que venha a nossa presença, e muito menos supervalorizar o que quer
que seja ou quem quer que seja. A supervalorização normalmente traz escondidos
em suas mangas os ais dos perigos e os valetes dos prejuízos.
E para nos ensinar a fugir do erro e dos perigos da supervalorização,
estão registrados alguns momentos da vida do sacerdote Arão que nos levam hoje a
meditar com um pouco mais de atenção no assunto e examinar o que está diante de
nós ou vem ao nosso encontro. Aqueles momentos nos fazem perceber que algumas
coisas que se faz hoje certamente cairão na ótica de um crivo mais rigoroso
amanhã, em razão das conseqüências que produzirão. Isso não é julgamento, mas
sim aprendizagem pela percepção.
Vale considerar tanto as virtudes e valores como as falhas e
desacertos cometidos por aquele sacerdote dos dias de Moisés. Contudo, também
vale muito mais olhar para as verdades que a Bíblia Sagrada nos possibilita a
enxergar de alguns momentos da vida do sacerdote Arão. Arão fora escolhido,
separado e confirmado à posição de confiança para cuidar especificamente dos
assuntos espirituais do seu povo. A sua vara floresceu e frutificou como sinal
dado por Deus confirmando a chamada e a posição a ser exercida por Arão. Entretanto,
mais tarde em alguns momentos aquele sacerdote cedeu a imposições e influências
externas e aplicou a supervalorização que mais tarde lhe trouxe séria
repreensão divina e prejuízos espirituais ao seu povo.
Supervalorizar o imediatismo é uma ação perigosa. Arão fez isso. O povo se dirigiu a
Arão a fim de obter consentimento imediato para construir um deus e adorá-lo e prestar-lhe
culto. Tendo se perdido da confiança no Senhor, o povo com isso também perdeu a
visão de si próprio, a de sua identidade e a de futuro, assim também subestimou
tanto a Deus como ao seu líder Moisés. O povo não quis errar sozinho. Quis
errar, mas amparado por quem pudesse responder como cabeça pelo seu erro. Geralmente
quem erra não se conforma em errar sozinho. Sempre há mais alguém candidato a ser
arrastado conjuntamente no mesmo erro.
E assim a ansiedade dos desejos lhe começou a falar mais alto e
forçar-lhe apelos para o agora. A força das más influências pagãs externas de
estranhos hábitos pagãos somada à ânsia de cultuar qualquer elemento
espiritualizado e “divinizado” instigou o povo a buscar imediatamente fazer e
consagrar um deus para si. O que o povo pretendia era ter a sua ânsia espiritual
de adorar e os seus desejos irrefletidos, satisfeitos imediatamente a todo e
qualquer custo. Coisa de precipitação afoita e impetuosa e imprudência errante,
não lhe importando o amanhã e nem as conseqüências que disso pudessem advir!
E movido pela pressão externa requerendo atendimento à uma
vontade inconseqüente para o agora, aquele sacerdote do povo de Deus veio a se
desequilibrar dos lastros de confiança em Deus e se desgovernar no discernimento
de valores. Assim Arão cedeu e assumiu uma atitude de simulada deliberação. Um
dos grandes e graves erros de lideranças nos arraiais do povo de Deus se
concentra no falso pensamento de que deve se dar o que a vontade do povo quer e
os seus desejos determinam que devam ser satisfeitas as suas pretensões.
Os medos das supostas ameaças de ficar só levam mentes a seguir
os caminhos de Arão. Essa atitude é uma declaração gritante e crassa de omissão
e oposição contra os princípios de governo, de liderança, estabelecidos por
Deus para com o exercício da chamada e uma subestimação e menosprezo para com a
delegação de autoridade conferida e confiada pelo Senhor para a execução das
tarefas de direção e condução de algo pertinente ao Seu povo.
Devemos ser sábios e inteligentes também ao avaliar itens e
elementos com os quais nos deparamos. Exercer o tato, o tirocínio e o bom
senso, para que não venhamos incorrer no risco de nos tornarmos vítimas pela
culpa e pelo dolo provocados através do ato da omissão mascaradamente embutido
nos viés da supervalorização. O imediatismo por vezes vem trazendo
conseqüências sérias e absurdas para a obra de Deus. Medos e supostas ameaças
possuem a força maléfica de fazer ceder a imposições maliciosas e astutas, de
impor limitações forçadas, de mostrar coerção contra a responsabilidade de liderar.
Devemos ser consistentes, coerentes, legítimos, transparentes e sábios em não
cedermos a influências de forças coercitivas, interesseiras em captar
supervalorização para si.
Estamos testemunhando o tempo da febre de supervalorização. Um
tempo em que medos e desejos pretextos se misturam e se conluiam na supervalorização
de coisas do agora alheiamente ao que se possa vir delas no depois. Essa
atitude pode fazer custar caro para vidas, reprová-las. Arraiais dos filhos do
Reino têm sofrido impactos da onda das artificialidades e arrastos das marolas
da superficialidade, em razão da supervalorização.
Viver de coisas do agora sem perceber o que elas trarão no
depois é um ato pouco inteligente, nada pensante e, por conseguinte, tenebroso,
duvidoso e caminhante na linha da inconseqüência. Algumas coisas do imediatismo
geralmente caminham nos passos precipitados dos desejos sobre o que se quer
agora sem se aperceber do que possa advir disso nas respostas do depois. Basta
valorizarmos o que não nos trague e nos devore depois. Arão supervalorizou o
agora e em contrapartida desvalorizou o depois.
Independente da visão de finalidades, existem coisas que hoje
são feitas sob algum fator influenciador para tal, e que certamente trarão suas
conseqüências no futuro. Muitos desacertos e prejuízos na obra de Deus que hoje
vemos são resultados de decisões e ações tomadas no passado. Quando se semeia
arranjos instantâneos para colher e atender apenas contingências momentâneas do
presente, não se planta para manutenção e estabilidade consistentes do
futuro.
E uma das coisas que desafiam a manutenção e a estabilidade dos
valores cristãos na obra de Deus é a perda do foco sobre em que se deve
depositar e investir a valorização. É preciso se ter boas e seguras razões para
sobre em que investir a valorização. Valorizar apenas o presente sem se
importar com o futuro é um grave erro que tem levado mentes a sofrerem perdas
sobre perdas. Algumas irreversíveis, irrecuperáveis. Para se exercer o senso da
valorização é preciso se ter e considerar em mente alguns fatores importantes.
Não façamos como Arão fez, desconsiderando o passado, ignorou as
experiências que teve com Deus e desprezou o próprio Deus. Supervalorizou o
medo da força da conceituação, da impopularidade e das opiniões alheias que
pudessem lhe sobrevir no presente sem olhar para o futuro do que daquele ato de
supervalorização poderia acarretar a si e a todos.
Saibamos valorizar pessoas e coisas, e jamais nos exceder em supervalorizá-las. Não
nos percamos fascinados pelas vontades de agradar e com isso cairmos nas vias
da supervalorização do que quer que seja, a fim de que não venhamos a ser
coniventes e nos tornar vitimados por nós mesmos. Valorizemos aquilo sobre o
qual temos a justa certeza e a visão clara e segura de suas propriedades
louváveis em todos os sentidos, assim como a visão coerente do que isso possa
trazer nos seus resultados sem conflitos com a Palavra de Deus e sem choques
contra a consciência cristã e a vida dos amados da casa do Pai.
PbGS
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Gl 1.8, 9 – OUTRO EVANGELHO...
Gl 1.8, 9 – Outro evangelho...
Não passemos para esse anátema!
Recebi algumas poucas mensagens e-mail desde este início de semana. Algumas dando contas de assuntos correntes tão débeis e jocosos que realmente nos levam a esboçar algum sorriso, porém com um fundo de lamento, em vista de tamanhas infantilidades, imaturidades. Outras fazendo a conhecer acontecimentos preocupantes e delicados.
Enxurradas de enganos e descomprometimentos em nada fazem mover o coração e nem desestabilizam a fé dos filhos do Reino vigilantes nestes tempos trabalhosos e de dias difíceis. Coisas estranhas à Palavra de Deus e desalinhadas ao mover do Espírito perambulam pelo mundo afora tentando ganharem atenções e tirarem proveitos, entretanto lhes dão crédito e acolhimento quem não conhece de Bíblia Sagrada.
Apesar de toda essa estranha e tenebrosa nuvem de descasos e artimanhas feitos por alguém, os pregadores verdadeiros e legítimos, comprometidos com o Céu e com as Escrituras permanecem no Evangelho e não se afastam do verdadeiro Reino, não passam para outro evangelho e não caem nas malhas da inquietude causada por fantasias e misticismos que assolam alguns arraiais do “reino das diversões e das distrações”.
E a este propósito, preferimos permanecer embasados no sólido e verdadeiro conteúdo das Escrituras Sagradas, assim como na digna historicidade dos fatos da igreja do Senhor Jesus e nos fundamentos da fé que uma vez foi entregue aos santos. Preferimos permanecer no Evangelho da graça de Cristo.
Presenciando e vivenciando tantas coisas estranhas nesse tempo, lembramos de algumas verdades extraídas da poderosa e refutante Carta aos Gálatas, escrita pelo apóstolo Paulo. Neste artigo, em especial o que está registrado em Gl 1.8-9.
Paulo a escreveu com o propósito de descalçar e desfazer a imposição do legalismo, como também para corrigir práticas e desfazer distorções quanto ao Evangelho do Senhor Jesus. Não nos é surpreendente que desde aqueles dias, tantas coisas estranhas, tantas opiniões místicas e tantas sugestões desastrosas estivessem rondando entre os filhos do Reino. Afinal, as atenções dos objetivos de satanás sempre estiveram em intentar a distorção e infligir ao desmerecimento a Palavra de Deus.
Nenhum servo de Deus que ama e reflete nas Escrituras Sagradas e segue os passos de Cristo estaria solto, adormecido e desatento às investidas do diabo contra o único remédio que cura o homem da lástima do pecado, que traz o homem ao conhecimento de Deus e lhe leva à reconciliação com Ele. É claro e notório no coração de todo servo de Deus que satanás desde os começos da história humana sempre esteve em oposição à criatura e conduzindo-a a ficar contra a vontade do Criador.
Antes de chegar direto à palavra principal do texto em apreço, preciso convidar aos caros e generosos leitores a olharem por um instante algumas observações sobre estranhos fatos (não sobre inferências e nem deduções).
1 - A unção do riso.
Também conhecida como “bênção de Toronto”, “gargalhada santa” e “avivamento do riso”, essa “unção” tem atraído a atenção a não poucas gentes e levado-as à curiosidade e ao desejo de sentir alguma coisa mística e historicamente desconhecida da igreja do Senhor Jesus em todos os tempos. Trata-se de gargalhadas irreverentes a soltas e a gosto do freguês.
Imaginemos um grande congresso alegremente festivo esperando o conferencista, missionário, pregador, doutor, servo de Deus, o apóstolo Paulo para entregar a mensagem do Evangelho de Cristo. Por alguns minutos imaginemos o servo de Deus sentado na tribuna sagrada entre os demais ministros notando o público ansioso e ávido para sentir alguma coisa fenomenal e diferente (não propriamente ouvir).
Imaginemos Paulo no púlpito folheando o amado Livro do Senhor com a mensagem em Aos Gálatas , diante de um público debaixo de alardes emocionados. E durante o curso da pregação aquele público começasse a cair em extremas e incontinentes gargalhadas estridentes e “rasgadas”. Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO EDIFICANTE DE NA ADORAÇÃO CONGREGACIONAL CAIR NAS GARGALHADAS?
2 - A unção de Arão.
Uma recente invencionice “santa” vem palmilhando os passos de pessoas ávidas de popularidade e de atração nos arraiais evangélicos. Notamos os extremos nessas pobres vidas teologicamente “sabidas” e eclesiasticamente “influentes”. Quando não entram pelo caminho de Coré, trafegam nas vias de Acã, e com um pouco mais de sutilezas singram no caminho de Balaão. Quando não se tornam como Diótrefes, enveredam-se nas trilhas de Himeneu.
Que evangelho é esse que essas impensantes e profanas almas querem levar aos públicos? Quando nada de espiritual têm a oferecer, o misticismo e a superstição lhes servem bem. Quando rasos de Bíblia, a profundidade de livros e livretes lhes satisfazem nas suas cenas religiosas. Esta invencionice mal-conceituada de “unção” trata-se de um banho de litros de azeite de oliva sobre a cabeça de alguém que se diz “ministro de um evangelho”.
Imaginemos um grande congresso reunido festivamente pelos filhos do Reino, esperando o apóstolo pregador Paulo chegar para lhes entregar a mensagem. Por alguns minutos imaginemos o servo de Deus sentado na tribuna sagrada entre os demais ministros notando o público ansioso e ávido para ver alguma coisa diferente (não propriamente ouvir).
Imaginemos serem trazidos um botijão contendo mais de uma dezena de litros de azeite de oliva e uma jarra de vidro para serem usados no evento. Imaginemos Paulo no púlpito folheando o amado Livro do Senhor com a mensagem em Aos Gálatas , diante de um público debaixo de alardes emocionados aplaudindo e intentando pegar aquela jarra para tirar o azeite do botijão e derramá-lo sobre a cabeça daquele pregador.
Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO EDIFICANTE DE DERRAMAR MAIS DE DEZ LITROS DE AZEITE NA CABEÇA DE ALGUÉM DURANTE A ADORAÇÃO?
3 - A unção de demarcação de território.
Essa “unção” tem sido promovida por uma numerosa multidão de mentes vazias do conhecimento de Deus e rasas de Bíblia Sagrada. Um pouco desgovernadas dos princípios do homem racional, inteligente, sapiente. Desmerecem a criação e decrescem na natureza. Essa mentalidade chega ao ponto de sair dos trilhos racionais e sensatos e assumir comportamentos do reino animal. Trata-se de um comportamento próprio do reino irracional – urinar nas paredes e cantos dos locais e ambientes por onde passa e onde estabelece ponto fixo -.
Imaginemos um grande congresso festivo e alegre, cujo ajuntamento dos filhos do Reino aguardando o apóstolo pregador Paulo a lhe entregar a mensagem do Evangelho de Cristo. E em todo momento estivessem desconfortantes com lenços nos narizes e a assoarem-no a todo instante por estarem sendo incomodados e intoxicados pelos gases e odores de uréia e amônia demarcando todos os cantos de paredes do ambiente.
Imaginemos aquele apóstolo pregador de Bíblia nas mãos acessando os estacionamentos, as dependências do templo, a rua do templo, a esquina da rua, as casas dos irmãos, sentindo o forte e desconfortante odor de uréia e amônia, por haverem sido “ungidas” por demarcação de território com urina humana. Será que não surgiriam as seguintes perguntas: qual é a natureza da nossa luta, e quais são as armas da nossa milícia?
Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO DE DEMARCAR LOCAIS, ÁREAS E AMBIENTES COM URINA, COMO OS ANIMAIS O FAZEM?
4 - A bebedeira espiritual.
Esse fenômeno tem surgido recentemente no nosso país. Foi mais uma das invenções importadas que estão tentando cativar e impressionar a mente religiosa. Todavia os filhos do Reino possuem equilíbrio e conhecem muito bem a advertência paulina aos cristãos efésios e a nós por extensão “não vos embriagueis com o vinho, mas enchei-vos do Espírito”. Ef 5.18 (KJV). Essa invencionice consiste de uma imitação emocionada de alguém como se estivesse embriagado.
Apesar que já existem os “pregadores” que bebem doses de bebidas alcoólicas e tragam fumo de cigarros sobre o púlpito no meio da pregação enquanto falam aos públicos. Alguém já testemunhara que antes de conhecer a Cristo e por Ele ser liberto fizera muito essa prática para agradar a deuses estranhos quando nas sessões ainda os servia.
Imaginemos um grande e alegre congresso festivo, no qual o apóstolo pregador Paulo estivesse na tribuna percebendo o movimento do público reunido. E no dado momento no púlpito ao entregar a mensagem do Evangelho de Cristo, folheando em Aos Gálatas, notasse um movimento estranho em alguns da tribuna e em outros no seio do povo, tombando e se jogando uns sobre os outros e no chão como se ébrios fossem ou embriagados e fora da lucidez estivessem.
Imaginemos nos deparando com essa cena normalmente vista nos filhos da escuridão, nos que são da noite. Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO DE EDIFICAÇÃO QUE ESSA EMBRIAGUEZ TRARIA A UM CULTO DE ADORAÇÃO AO SENHOR?
5 - A bênção de Isaque.
Recentemente alguns “famosos” em nosso país têm envidado esforços para implantarem algumas mazelas trazidas de além-mar. Algumas dessas consubstanciam o seu foco em manobras e negociatas mercadejantes para captação e colheita de recursos e bens de outrem. Alguém nesse objetivo sempre tem buscado sem cartão “sacar” o máximo de alguns reai$ dos bolsos de boa fé que vêm ao seu encontro.
Imaginemos um grande congresso alegre e festivo, no qual estivéssemos vendo na tribuna sagrada, assentado o apóstolo pregador Paulo a ouvir os artifícios do quase hábil orador entregando uma mensagem pedinte e suplicante com cara de marketing para captação de coletas. Nos seus argumentos o falador lançasse “desafios” e “sacrifícios”.
E fazendo alusões com fatos bíblicos, influenciasse o público a “dar o seu Isaque” para a obra de Deus. Não importando as condições individuais presentes no ambiente, aquele falador fizesse críticas aos presentes que não estivessem “prontos” para o tal “sacrifício de Isaque”. Imaginemos o que diria aquele apóstolo pregador.
Imaginemos se numa rápida consulta aos oráculos de Deus, fizéssemos a pergunta célebre, mas que anda ausente de muitas mentes letradas – QUAL SERIA O PROPÓSITO DESSES DESAFIOS SACRIFICIAIS DESAJUIZADOS E INCOERENTES?
6 - A unção do animal.
Essa é mais uma das tantas promoções de descasos. Ela tem sido um pivô de discussões em debates promovidos por variados meios de comunicação. Trata-se de imitações de sons do mundo animal feitas por pessoas durante o que seriam os cultos de adoração ao Senhor. Aparecem nesse âmbito alguns no elenco: “unção da galinha”, “unção do cachorro”, “unção da leoa”, “unção do touro”, “unção do lobo”, “unção das aves”. Enfim, uma panelada de “unção” para todos os gostos dos fregueses.
Imaginemos num grande congresso festivo e alegre, estivesse já no púlpito folheando em Aos Gálatas , o apóstolo pregador Paulo começasse entregando a mensagem do Evangelho de Cristo, e de alguns lugares fossem ouvidos latidos de cachorro, nos cantos rugidos de leoas, um pouco mais atrás bufos de touro, um tanto mais para a direita uivos de lobos, na frente gritos e grasnos de aves, no lado esquerdo cocoricar de galinhas, no meio grunhidos de porcos e relinchos de cavalo.
Imaginemos como ficariam aquele pregador e os muitos visitantes que gostariam de vir a Cristo para decisão de salvação. Um ambiente que nem seria assemelhado ao campo, nem ao zoológico; muito menos a um canil, nem a uma pastagem; de nada tem com uma alcatéia, nem às savanas; muito menos com chiqueiros, currais ou estribaria. Que tipo de qualificação poderia se dar a um ambiente como esse no qual pode se ouvir vários sons de animais?
Diante de tudo isso, perguntamos quais são os propósitos disso tudo. Que edificação traz às muitas vidas? Qual é a função de tudo isso? O mais estranho é que esses fenômenos têm sido comuns e com presenças correntes tanto em igrejas como em movimentos religiosos. Que grande semelhança seria essa? Que fonte estaria ao mesmo tempo produzindo os mesmos fenômenos nos movimentos do mundo e em igrejas?
Estamos presenciando o tempo no qual algumas pessoas com facilidade passam do Evangelho da graça de Cristo para outro evangelho. Para uma perversão do evangelho. Para um evangelho promotor de indignação e blasfêmias. E vemos não poucas gentes se enveredando nisso. São pessoas letradas e iletradas. Pior que são mais o número das letradas do que propriamente o das iletradas que cedem e favorecem a isso.
Estamos presenciando o tempo no qual os filhos do verdadeiro Reino estão sendo inquietados por muitas aparentemente boas gentes que querem transtornar o Evangelho de Cristo. Não poucas são as pessoas que estão enfastiadas da simplicidade cristã e das doutrinas do Evangelho. Tudo que essas boas gentes querem são novidades, invenções fantásticas, qualquer artifício fenomenal “jamais visto antes”, que lhes atraia popularidade e ganhos fáceis.
Estamos presenciando o tempo no qual é preciso que a verdade do Evangelho de Cristo permaneça entre os filhos do Reino. Estamos vivenciando o tempo no qual muito boas gentes precisam do Evangelho que opera com eficácia em suas vidas. Precisam do Evangelho que lhes cause contrição e constrangimentos interiores por amor a Cristo.
Estamos presenciando o tempo no qual muito boas gentes optam por preferirem não mais correrem bem, não mais andar bem e direitamente conforme a eficácia e a verdade do Evangelho de Cristo. O tempo no qual estamos testemunhando muito boas gentes que começaram pelo Espírito e estão agora acabando pela carne. Fenômenos emocionais e fantásticos estão sendo aplaudidos pela carne.
Todos nós, servos de Deus, temos muito bem sabido que as intenções do diabo têm engendrado tentativas de ofender ao Senhor; tentativas de tirar o foco de sobre a realidade do pecado e da necessidade de arrependimento e vida digna do Evangelho; tentativas de invalidar a morte sacrificial do Filho de Deus, Jesus Cristo, para salvação de todo aquele que nEle crer.
Tudo nos mostra que são intenções do diabo o promover distorções dos ensinamentos das Escrituras; o destronar do homem a sensatez; o suprimir a capacidade de discernir o propósito de Deus aos homens e os objetivos do diabo contra o avivamento bíblico; o implantar e promover o desastre intelectual e o caos teológico; o induzir aos escândalos e ao desmerecimento; o gerar confusão doutrinária; e o desestabilizar a fé e minar a firmeza de convicções sobre todas as coisas de Deus.
No texto em apreço aparece uma palavra punitiva muito forte, contundente e direta. Trata-se do termo “anátema”. Paulo emprega no seu texto a expressão grega “anathema estó”. O termo “anathema” por sua vez traduz a palavra hebraica original “herem” ou “cherem”. Uma palavra antiga para dizer de uma pessoa ou coisa proibida, aniquilada, interditada, como resultado de uma punição.
O termo também se refere a uma pessoa ou coisa excluída e condenada à maldição. Se refere a uma pessoa ou coisa entregue ao julgamento divino, colocada debaixo de maldição por ser detestável e abominável. Se refere a uma pessoa ou coisa como esta sendo um desfavor, um execrado. A condenação é uma resultante tão séria que toca no terreno da punição de maldição por ser um desfavor detestável e abominável.
Que podemos, então, dizer desse um “outro evangelho” diferente "metastrepho", de caráter e essência modificados e subvertidos daquele Evangelho da graça do Senhor Jesus Cristo? Um “outro evangelho” permeado de misticismo, de superstição, de fenômenos fantasiosos. Um “outro evangelho” que arrasta os homens e os impede de crerem na Palavra de Deus e agir com suas vidas na prática do Evangelho de Cristo. Os filhos do verdadeiro Reino receberam “o Espírito da verdade que o mundo não pode recebê-lO, porque não O vê e nem O conhece”. Jo 14.17 (KJV)
Recebemos o Espírito de Cristo e temos o Evangelho da Sua graça, entrementes, continuamos a servir ao Senhor Jesus e ser movidos pela verdade do Seu doce e poderoso Espírito. Não precisamos jamais de gargalhadas sem propósitos de Deus. Para que careceríamos de demarcar território, se somos racionais e coroa da criação de Deus? Que necessidade teríamos de imitarmos os ébrios deste mundo, se o Senhor Libertador já nos remiu com o seu precioso sangue e nos libertou das bebedeiras? Para que impressionar os públicos com um banho de azeite, se já temos a unção do Santo?
Por qual razão traríamos o sacrifício de Isaque para aplicar forçosamente à nossa ação de ofertar, se somos e fomos doutrinados bíblica e teologicamente a dar com liberalidade e alegria o que julgamos ofertar no altar do Senhor? Para que precisaríamos compor um circo de alegrias repleto de imitações de sons animais? Que edificação essas atrocidades desastradas e desastrosas poderia trazer ao serviço de adoração ao Senhor?
Nem latidos e nem rugidos, nem bramidos e nem bufos, nem relinchos e nem grunhidos, nem uivos e nem cocoricós e tampouco grasnos, serviriam para edificar vidas, ou para convencerem o homem do pecado, da justiça e do juízo. Nenhuma edificação espiritual trariam. No mais que promovem são exibicionismos artísticos e humorísticos. Afinal, não fazemos circos de alegria para promover atrações e distrações aos públicos. Não fazemos ou tomamos parte na indústria do engano, da distração e da ilusão.
Somos igreja do Senhor Jesus Cristo, cujos filhos do Reino conhecem e experimentam verdadeiramente o mover do Espírito de Deus, o Espírito da promessa, o Espírito majestoso de inteligência e de conhecimento. Bendito e louvado seja para sempre o Cristo Verdadeiro que nos deu o Seu Evangelho da graça. Que subindo ao alto, levou cativo o cativeiro da perdição e da ignorância e nos deu os dons do Seu Espírito!
Os filhos do verdadeiro Reino bem conhecem de mensagem bíblica e bem sabem quem são os pregadores de unção, de poder e de conteúdo. Graças ao Senhor Deus que esses filhos conhecem e vivem o Evangelho e, portanto, não entram no terreno de um “outro evangelho” anátema.
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terça-feira, 26 de julho de 2011
DIÓTREFES – uma má influência.
DIÓTREFES – uma má influência.
Não aprove o reprovado.
Cada personagem na Bíblia Sagrada possui um histórico. Alguns de mais conteúdo e outros de menor simpatia. Alguns que muito valem ser citados e muito servem para bons exemplos a serem copiados e seguidos. Outros, porém, deles pouco alguém se interessa em mencioná-los, nada valeria ser imitado.
Muito provavelmente pessoa alguma de bom senso ordeiro e ético se sentiria encorajada a recomendá-los e em conteúdo algum mereceriam fiascos ou faíscas de elogios e de citações meritórias. Uma das funções de estarem registrados na Bíblia Sagrada é para nos servirem como figuras daquilo que em nossos dias deparamos.
Diótrefes fora um desses, cujas ações não merecem imitação e cujos procedimentos não valem ser seguidos. Seguir Diótrefes é a mesma atitude de seguir o mal, posto que ele plantou péssimas sementes, produziu frutos deficientes e somente promoveu males.
Para o nosso ensino, e cuidando para que sigamos o que é bom, o Espírito do Senhor fez estar escrito no Livro de Deus o que Diótrefes fez. 3Jo 9-11. Tudo que sabemos daquele cidadão está nesses versículos resumido em claras e singelas linhas para que nos sirva de bastante e suficiente ao nosso conhecimento.
Diótrefes está na Bíblia Sagrada para nos ensinar sobre os muitos “Diótrefes” que vivem e transitam em nossos dias. Quando vemos os “Diótrefes” de hoje, lamentavelmente somos lembrados de que nesta terra passou um Diótrefes que coisa boa alguma dele foi digno de ser registrada.
Quando vemos os “Diótrefes” de hoje, notamos que pelos tempos e épocas eles estão em situação e condição muito piores e rejeitadas do que aquele Diótrefes do passado, citado na Palavra de Deus. A diferença é que os “Diótrefes” de hoje dão o seu bote inimigo mais tecnicamente desenvolvido e estrategicamente dissimulado enquanto escondem as unhas sangrentas para que a sua feiúra da culpa não apareça a público.
Aquele Diótrefes existiu para nos ensinar, e os “Diótrefes” de hoje assim como aquele vivem para nos causar embaraços, promoverem tristezas e realizarem divisões, decepções e dissensões. Aquele Diótrefes conhecia a quem estava destinando a sua oposição, e os “Diótrefes” de hoje nem mesmo sabem contra quem estão lutando, fazendo campanhas maléficas, maliciosas e malévolas.
Aquele Diótrefes engendrou oposições de forma clara e pública, e os “Diótrefes” de hoje empreitam hostilidades de maneira velada e as escuras. Aquele Diótrefes parecia possuir um alvo definido e os “Diótrefes” de hoje nem mesmo têm um ideal digno e relevante a alcançar. Promovem perturbações com o que dizem e pelo que fazem.
Imaginamos como fora a vida pública de Diótrefes, e pensamos como foi a sua conturbada vida congregacional. Imaginamos como fora a iracunda vida individual de Diótrefes, e pensamos como foi a sua infrutífera vida espiritual. No passado existiu aquele Diótrefes, e nos nossos dias há os muitos “Diótrefes” que gratuitamente se proliferam.
“Diótrefes” estão soltos pelos templos. Alguns estão elegantemente sentados nas tribunas e com acesso livre e autônomo aos púlpitos. Outros estão aparentemente “auxiliando” como trabalhadores da obra e ainda outros no marasmo inconformado sentados nos respeitosos e bons assentos entre a membresia. Fácil é saber onde Diótrefes está no meio das muitas mãos levantadas, mas difícil é conhecer no ajuntamento quem ele é.
Fácil é saber tolerar e lidar com “Diótrefes”, porém difícil é a possibilidade de sermos aceitos e conviver com eles. Como seria sofredor para um bom, amável, cordial, gentil, amigo e companheiro servo de Deus atender e compreender as ações e procedimentos de “Diótrefes”.
Para sermos felizes em nossa caminhada seria de bom alvitre não fazermos o que fez Diótrefes e se possível nos fora sempre deixarmos que os “Diótrefes” se achem consigo mesmos, se encontrem no que são e no que precisam de bem fazerem em prol de suas sofridas almas.
E perguntamos que, pois, fez Diótrefes que não seria merecedor de ser seguido? Convido o generoso leitor a conhecer sete procedimentos de Diótrefes que nos levam a não fazer o que ele fez.
1 - Ele não recebeu a carta de João.
Tudo nos mostre em Diótrefes que ele possuía uma visão pessoal e particular egocêntrica e contrária ao bem-estar da comunhão cristã. Diótrefes estava na contra-mão com a essência da vida normal dos servos de Deus. Alguma coisa motivou Diótrefes a recusar e rejeitar o conteúdo de uma carta escrita por alguém que conviveu com o Mestre Jesus.
Diótrefes parece ter estado super impregnado de soberba que desconsiderou a pessoa de João a ponto de se indispor a ouvi-lo e rejeitá-lo. Recusar a receber algo diretamente da mão de alguém cujas experiência e autoridade possuíam um firme e inabalável fundamento nos dá uma luz para compreender algumas coisas rapinosas e rinhas escondidas no coração de Diótrefes e trazidas a lume nas suas ações e procedimentos.
2 - Ele não gostava de acolher os irmãos na fé.
Que razões Diótrefes possuía para não acolher os irmãos na fé? Ele fora tão insensível aos ensinamentos do Senhor Jesus que o seu senso perdeu a noção da hospitalidade e da comunhão praticadas no seio cristão. Diótrefes possuía um frio íntimo desconexo e estranho ao caloroso meio cristão legítimo e autêntico.
Diótrefes fora um “líder” cuja vida cristã era insipiente e superficial, cujas influências e procedimentos eram teóricos e artificiais. Que tipo de mensagem poderia Diótrefes pregar ao seu público ouvinte e que tipo de ensinamento poderia Diótrefes ministrar ao seu público convivente?
3 - Ele gostava de exercer a primazia.
Começa-se aqui a serem percebidas algumas das rapinas que estavam ligeiramente encobertas no íntimo de Diótrefes. Ele era do tipo absolutista. Não sentia-se bem em ser o segundo, nem a estar debaixo da autoridade de alguém. Ele gostava de estar no comando e não suportava ser ao menos liderado.
Ele era do tipo de gente que ouviu a mensagem e os cânticos sacros, apreciou os hábitos e costumes do convívio cristão, mas ao invés de conversão, sua vida foi varrida para dentro da igreja pelas contingências que se encontrava. “Diótrefes” nunca corrigem os seus erros e jamais prosseguem para alcançarem o alvo. “Diótrefes” tentam convencer outros daquilo que nunca foram convencidos.
Ele não deixou as velhas mazelas abrigadas no espírito de altivez e chegou com seus próprios planos. O seu íntimo tinha a propensão de absorver as linhas de pensamentos luciferianos. Tudo que ele desejava e ansiava era estar e ser visto no topo, na mais alta posição elevada.
Para Diótrefes o clima congregacional e as condições ambientais do seu meio somente estavam bem e a seu gosto pessoal se ele estivesse por cima e independente. Ele era desprovido do bom espírito de serviço e de auxílio. Pessoas assim nunca reconhecem a honra do primeiro porque jamais souberam ser o segundo.
Diótrefes ESTAVA, mas não ERA ministro do Evangelho de Cristo. Ele estava na primazia, porém não era principal e legítimo integrante dela. “Diótrefes” que fogem do trabalho de se darem à vontade de Deus, entretanto se lançam na contenda de tomarem pela força o que lhes é indevido e impróprio.
“Diótrefes” jamais sabem mandar, visto que nunca souberam obedecer. “Diótrefes” comungam no mesmo caminho de Roboão, por vezes trafegam nos passos iniciais de Manassés e terminam caindo no triste fim de Uzias. Nunca chegam bem e acolhido no fim e jamais possuem um final solidário e feliz.
4 - Ele proferiu palavras maliciosas contra os apóstolos e seus representantes.
É sempre assim com aqueles que adoram ter a primazia e se opõem contra seus amigos líderes. Nada ou pouquíssimo de bom têm a oferecer aos outros, e o que possuem externam em malícias e difamações contra quem jamais deveriam empreitar. Quem nada de bom conteúdo possui dentro de si, também coisa alguma de boa pode servir aos outros.
No afã de seu interesse na sua promoção pessoal, Diótrefes se opunha contra a autoridade apostólica. Dentre as covardes armas que os “Diótrefes” lançam mão, algumas delas são a propagação de inverdades, a disseminação de coisas perversas e a linguagem insultuosa que empregam no sentido de desmerecerem injustamente a quem em coisa alguma deve sê-lo.
“Diótrefes” não cooperam para o avanço do anúncio da mensagem cristã, não possuem a capacidade de saberem criticar condutas pela maneira correta, de frente e aceitável. Eles usam de artifícios que calhem em favor de seus interesses e promoção pessoais.
5 - Ele exercia influência perniciosa sobre os membros da igreja.
Diótrefes se tornou um péssimo modelo para o rebanho local. Infelizmente enquanto a grande obra de Deus avança sob a unção e o poder do Espírito Santo, alguns membros do Corpo de Cristo se expõem a péssimas e perniciosas influências estranhas ao espírito cristão pela presença de “Diótrefes”.
Aqui e ali são encontrados os “Diótrefes” inconformados, inconversos e insipientes. Eles possuem um tipo de repertório de mensagens cujo teor possui uma linha mestra desalinhada, um prumo desaprumado e um nível desnivelado. Mensagens que não edificam e nem constroem, mas causam esfriamento, desmoronamentos e escombros em seus ouvintes.
Diótrefes está solto pregando, saltando, pulando e gritando nos seus púlpitos particulares “a gosto de um deus” cujo nome não conhecem e cuja teologia volta-se para os seus próprios umbigos. “Diótrefes” que levantam empréstimos nos balcões bancários hoje e fecham as suas “portinholas de tendinhas” amanhã e saem às pressas corridos de lugar em lugar como se peregrinos e retirantes fossem, deixando as péssimas influências de suas mensagens cadavéricas, devedoras e velhacas para trás.
6 - Ele expulsava as pessoas que não concordavam com ele.
Diótrefes entrou para a igreja, mas em coisa alguma o espírito da igreja entrou nele. Ele entrou para a vida do Evangelho, porém ensinamento algum do Evangelho entrou nele. Ele viu o Reino de Deus, todavia não permitiu que a essência desse Reino entrasse nele.
Ele tentou formar e se assenhorear de um reino particular usando o povo do Reino de Deus. Ele saiu de suas limitações, ignorou individualidades e invadiu privacidades. Além de recusar-se a receber e acolher os crentes viajantes de sua época, que era coisa comum nos idos das primeiras perseguições contra os cristãos, ele ainda queria impor e controlar a igreja local querendo impedir os crentes a exercerem o dom da hospitalidade.
Diótrefes chegou ao cúmulo de mandar expulsar os crentes da sua igreja que não concordassem com ele. Aqueles crentes convictos dos ensinamentos do Senhor Jesus que exerciam a acolhida cristã a outros irmãos se tornavam para Diótrefes os seus inimigos excomungados.
A teologia de Diótrefes era duvidosa, conturbada, do tipo que “valia, mas não vale, e o que ora valia já não vale mais, e vale como eu penso e quando eu quero”. Nas mãos de Diótrefes repousava com segurança o cetro da exclusão e o império da excomunhão.
“Diótrefes” não sabem liderar individualidades e se perdem enrolados contra aqueles que seguem os passos do nosso Bom Mestre Jesus Cristo. Eles estariam em melhor e mais confortável situação se especializassem-se em ramos de negócios seculares ao invés de lidarem com as ovelhas do Mestre. “Diótrefes” sabem fechar portas e não manterem comunhão aberta, mal sabem perder porque jamais aprenderam a ganhar.
Quem pouco conhece o amor do Senhor Jesus, também raramente sabe lidar com as Suas ovelhas e distante está de conhecer os caminhos do apascentamento. Diante de problemas, a via rápida e expressa é expulsar e se livrar e jamais acolher e restaurar.
Diótrefes está solto de “carteirinha” ou portando credencial no bolso e fazendo o que bem quer e entende. Para eles o desmantelar e promover escombros não são problemas, difícil e quase impossível, doloroso e escabroso é o ser sensivelmente ético, legitimamente autêntico e competentemente restaurador.
7 - Ele plantou problemas para o futuro.
Diótrefes desconheceu a autoridade apostólica de João que esteve com o Senhor Jesus. Na verdade, Diótrefes não plantou sementes, e sim caroços. Anos depois os caroços de orgulho, ambição e rebeldia de Diótrefes contra um apóstolo vieram a se tornar um fruto-problema para o apóstolo Paulo.
É sempre assim que acontece com quem sai do Caminho e se perde em atalhos. Dificilmente acerta, e pivô doloroso torna-se a sua vida e deixa heranças indesejadas que se fazem problemas. “Diótrefes” nunca plantam boas sementes, eles jogam caroços.
Aquele Diótrefes que outrora havia tomada a liderança da igreja local a força, redundou em problemas e sérios prejuízos depois. O despotismo e a tirania dele se aflorou e produziu péssimos frutos que atravessaram anos e mais tarde seus péssimos exemplos tomados por outros vieram a afetar o ministério ausente de Paulo.
Diótrefes estava inchado, auto-inflado, considerava-se estrela-mor e astro-rei. “Diótrefes” seletistas, orgulhosos, ambiciosos e plantam péssimos caroços e deixam frutos indignos de servirem a outros, plantam exemplos que não merecem ser colhidos, semeiam ventos que mais tarde vão soprar tempestades. Muitas vezes a alta posição assumida por alguém sem ou com tenra estrutura cega-lhe os olhos, encurta-lhe a visão e cauteriza-lhe a sua sensibilidade.
Para o bem de nossas próprias vidas e da manutenção da nossa comunhão e do nosso costumeiro e pacífico bem-estar, não aprovemos o que não merece ser aprovado. Não sigamos o mal exemplo. Não plantemos caroços, mas semeemos sementes boas e dignas que mais tarde venham produzir frutos que permaneçam.
É prudente saber diferenciar entre Diótrefes e Demétrio. Aquele forçava e gostava de aparecer como líder, e este era líder testemunhado pela verdade. Portanto, não aprove o reprovado. Sigamos o que é bom segundo as Escrituras Sagradas.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Espírito de infiltração: um elemento assediador ao sagrado ministério cristão.
Espírito de infiltração: um elemento assediador ao sagrado ministério cristão.
Venho nesta oportunidade trazer aos meus caros e generosos leitores algumas linhas sobre um panorama que merece ser visto com séria medida de consideração, com boa e pura consciência, com ajustado grau de acuidade e com profunda reflexão à luz da Bíblia Sagrada. Um panorama liderado pelo espírito de infiltração que pode revelar um triste futuro insípido para pessoas descomprometidas com Deus e que de alguma maneira desconhece a natureza e os propósitos de Deus para o sagrado ministério cristão. Um espírito que pretende roubar o sabor do sal de nossas vidas para calar a mensagem do evangelho de Cristo, subtraindo de nós as condições de arautos do Rei.
Realmente a cada dia é preciso ter uma capacidade de juízo e de percepção mais perspicaz e aguda intimamente ligada à Palavra de Deus para não vir a sermos vítimas deliberadas das façanhas e sutilezas do espírito de infiltração. Esse elemento estranhamente engenhoso e inteligente que ronda e assedia o sagrado ministério cristão com o fim de causar-lhe o desmerecimento e prejuízos à sua confiabilidade. Esse espírito que concorre em promover suas fábricas de “operários religiosos” mais do que as verdadeiras escolas de ministros cristãos. Esse espírito que acirra em certificar e titular o seu maior número de “clientes-afinidades” mais do que preparamos, provamos e descobrimos os poucos números de homens fiéis e idôneos aptos ao sagrado ministério cristão. Esse espírito doutor e estrategista em negociatas e banalizações ronda e espreita o sagrado ministério cristão e por vezes oportunista busca prevalecer seu empreendedorismo nas suas investidas para de forma estratégica e inteligente causar dependências, nódoas e manchas ao sagrado ministério cristão.
E atendendo à chamada a mim proposta por Aquele que com mão forte me arrancou da escuridão das trevas e me fez imerecidamente um pequeno anunciador da Sua Palavra, não me proponho neste artigo fazer protestos, nem lançar ofensas ou defesas generalizadas a pessoas e/ou a grupos específicos, porém contribuir de forma geral em causar um despertamento e em corroborar o reconhecimento de valores cujos preço e propriedade não pertencem e não dependem exclusivamente “da parte de homens, nem por homem algum”. Existem coisas sobre as quais não possuímos ingerência total e completa, muito menos daquelas inerentes ao sagrado ministério cristão.
É preciso se ter a consciência e a sensibilidade aguçadas e afinadas para estas verdade e realidade, a fim de que não permitamos que o espírito de infiltração encontre brechas na confiança da simpatia humana e nos tome de assalto num momento de ímpeto afoito baseado em pequenos e fragmentados históricos que não demonstram fundamento sólido e suficiente para que preencham os requisitos e condições seguros a alguém tomar assento nos honrados lugares do sagrado ministério cristão. Nem sempre os nossos muitos anos de vida e experiências são os suficientes fatores determinantes que nos levem a tomar decisões particulares e independentes de outras visões e pareceres daqueles com os quais o nosso Deus providencialmente os colocou ao nosso lado para nos servir de auxílio em enxergar os lampejos nesta grande obra.
Assumir o lugar absoluto do nosso Mestre Jesus para senhorear-se da obra a fim de tomar determinadas decisões exclusivamente dEle não significa exatamente seguir o teor de Seus ensinamentos nas empreitadas dessas decisões. Seguir os ensinamentos não tem o mesmo sentido de assumir o lugar. Seguimos o Mestre Jesus, e precisamos ter cuidado para que envoltos nas necessidades não nos acharmos assumindo o lugar dEle. Não fomos chamados para sermos senhores da obra, mas ministros de Cristo na Sua obra, e isto envolve tantas e quantas responsabilidades nem sempre percebidas em todos os seus sentidos e propósitos por cada um de nós. Seja por isso que o espírito de infiltração busca liderar muitos homens para se fazerem afáveis e doces ao sabor das lábias humanas na Terra tornando-os mornos e insípidos no Céu. Alguns são tentados a carismaticamente cederem aos frondosos assédios e manhosos rogos solicitantes de tal maneira que perdem o senso do dever para ganharem a turva aquiescência do que alguém cita como senso do direito sobre as coisas sagradas.
Segundo a graça e a medida que a mim são dadas pelo nosso Eterno Senhor, e na lucidez plena de minha consciência, sei que sou o menor entre os menores dos meus pares. Tenho vezes após vezes trazido aos diletos leitores algumas das características de nosso tempo somando umas após outras de forma expositiva. E nesta oportunidade trago esta que é mais uma característica tendenciosa deste tempo. O tempo mais evidente e permissivo das barganhas, das bajulações, das trocas, das vontades e dos caprichos humanos, promovidos em oculto e nos recônditos secretos pelo espírito de infiltração que caça inescrupulosamente, seduz friamente, garra ferozmente e produz dissimuladamente suas vítimas, e que também busca encontrar portas que se lhe abram a fim de gerir sobre os bens especiais do tesouro e da despensa da casa de Deus com diretivas e objetivos de profanar e banalizar a posição do sagrado ministério cristão entre os homens.
Para muitos felizmente o tempo do teste de florescimento das varas colocadas a pernoitarem no interior do santuário ficou nas remotas épocas sacerdotais araônicas que definiam e firmavam a escolha e a aprovação de Deus sobre aqueles que estavam sendo chamados e vocacionados por Deus especifica e especialmente para dar frutos no Seu serviço sacerdotal. E graças ao Deus Pai que nos enviou o Seu Espírito que melhor e muito mais excelente fala e revela à Sua amada igreja os chamados e vocacionados para a Sua obra. O problema se inicia quando os homens menosprezam a fala, a revelação e a direção do Espírito e se instala quando esses homens estribam-se na visão de necessidade localizada e em coisas estranhas ao que nos ensina o Espírito da graça de Deus que dirige a Sua obra e escolhe homens para ela.
Um tempo cujo panorama parece nos mostrar que para uma “iluminada” fatia de homens cujas mentes se ombreiam e apóiam-se nos “arrastões de prerrogativas da autoridade” parece que deliberadamente está preestabelecido que o tempo da graça é o tempo “de cada um fazer o que lhe parecer reto aos seus próprios olhos”. Tudo parece nos indicar que as prerrogativas pessoais e particulares forçosamente fazem valer a aposição das conveniências pessoais que impedem, sobrepõem e retaliam a escolha do Espírito Santo sobre quem por Ele foi separado e chamado para a seara. O tropeço nas conveniências transitórias faz muitos se chocarem contra a validade permanente da Palavra de Deus e contra a realidade palpável observada na experiência e no temor de Deus. Os rótulos tomaram o centro das atenções e a linha central e frontal da visão vem sendo atraída a desviar-se do ponto de equilíbrio e da equidade para as tendenciosas linhas politizadas e coroadas pela simpatia humana. Uma marca da sagaz e sutil presença do espírito de infiltração.
O espírito de infiltração vem buscando transformar os negócios do Pai em negociações humanas, e por vezes busca conseguir nos influenciar e nos ensinar a como nos convém tratar dos negócios da casa de nosso Pai. E se dermos lugar e abrirmos concessões e brechas, por pouco seja possível aprovar os “Elima” conselheiros de reis da terra e inimigos das boas novas do Reino de Deus; aprovar precipitadamente os “Simão” que se entremetem em nosso meio sob pretextos de conversão e nos observam de perto com uma índole mágica e com uma visão profana e obscurecida pelo desejo de aumento de honrarias populares, de respeito público e de ganhos a tomarem assentos nos honrados lugares do sagrado ministério cristão.
O brilho do sagrado ministério cristão não se deixa ser iludido pelos concertos dos “Ananias e Safira” engenhados nas penumbras dos seus “cafofos”, não carece de prestação de serviços na visão dos “Geazi” que correm distâncias às escondidas em busca de bens que acham ser justo possuí-los, nem tampouco subsiste e se apóia na dependência aos respeitos meritórios dos reis da terra. O brilho fulgurante do sagrado ministério cristão não sobrevive de estranhas concessões parceiras, nem de caprichos dos mandos e desmandos e muito menos carece de ingredientes e elementos estranhos impostos pelas facetas da inteligência e da cativação do espírito de infiltração. Ter parte no sagrado ministério cristão por chamada e vocação divinas é a marca impressa que firma uma vida convicta e frutífera capaz de render glória ao Deus Eterno.
Este também é o tempo no qual vemos o espírito de medo e ressentimento influenciando medir as pessoas mediante o emprego de parâmetros favorecidamente particulares e padrões convenientes cujos focos são concentrados sobre licitudes individuais convenientes e convergentes na simpatia humana, todavia divergentes no espírito, ainda que sejam claros os passos trôpegos em direção aos seus resultados infrutuosos. E o que respeitosamente mais importa é que não se haja desconfortos e nem choques contra a ética e a “ordem”, quando na verdade a tragédia pesponta exatamente no choque que na frente encontra-se irremediavelmente por acontecer. Lamentavelmente o espírito do medo e do ressentimento solapa e desequilibra os alicerces da experiência de alguns, amordaça a liberdade da expressão experiente de outros, assombra a visão de reino de Deus em ainda outros e causa inseguranças e instabilidades diante dos desafios das escolhas, conduzindo muitos a cederem ao manhoso assédio do espírito de infiltração.
Já se torna fácil de visualizar algumas enxurradas que buscam fazer se valer de “imunidades e prerrogativas” puramente imaginárias e mecanismos humanos, desprovidos de alguma das vontades de Deus e cujos jargões paupérrimos copiosamente imitam e se aliam aos dos poderosos do mundo e suas declarações inconseqüentes passam movidas pela emoção impulsiva da expressão oratória e perdem as suas virtudes espirituais e validades morais, assim como “caducam” num estilo mutante cujas cores de personalidade se adaptam facilmente aos ambientes e cujas características individuais desbotam o pano de fundo de suas obras conforme as circunstâncias de momentos oportunistas e transitórios que os fazem convidativa e politizadamente se adequarem às propostas do espírito de infiltração. Seria de muito bom alvitre lembrarmos que imunidades e prerrogativas possuem suas validades e são passíveis de perdas no momento em que se chocam contra princípios e perdem suas estabilidade e sustentação. Que melhor digam lamentavelmente os muitos exemplos.
Reitero que não me proponho nesta oportunidade nem mesmo por um momento lançar desmerecimentos a pessoas, a indivíduos ou a grupos, de forma alguma. Mas de alguma maneira como um pequeno obreiro cristão, em face de um panorama percebido em larga escala ainda que por diferentes focos de visão, vejo-me concitado e conclamado a contribuir em despertar os muitos leitores a nitidamente notarem o terrível espírito de infiltração buscando oportunismo sob diversas forças de imposição e de mecanismos assediadores a tomar literalmente lugar de primazia no sagrado ministério cristão. E que dizer de aprovar os “meninos espirituais” que vivem um evangelho que jamais o apóstolo Paulo pregaria e que anunciam uma mensagem desconexa com a prática da vida cristã. Parece-nos que o espírito de infiltração arvora os “meninos espirituais” no entendimento, “aprovados” nos moldes humanos mesmo com frutos reprovados segundo o padrão de Deus para o sagrado ministério cristão, meninos espirituais cujas estruturas informes ainda carentes de ser moldadas pelos rudimentos do discipulado cristão.
São nas ocasiões de decisão e escolhas nas quais as dúvidas, as incertezas e as inseguranças que bramam ao nosso derredor, assombram e desafiam nossas capacidades de exame e discernimento que nelas os bons e generosos corações poderiam abraçar a visão paulina de antecederem em enxergar mais de perto os remotos e futuros prejuízos e transtornos que os “Himeneu”, os “Filetos” e os “Demas” podem causar à obra de Deus. O espírito de infiltração ronda o sagrado ministério cristão através de elementos insidiosos e estranhos ao óleo da unção que sutilmente buscam promover nódoas e manchas cujas conseqüências atravessam uma geração inteira sob a “condicionalidade do perdão”, e cujas impressões não se apagam tão facilmente das lembranças nos arraiais e de algumas páginas seculares, perdurando em “santos cabides” entre os algozes “colecionadores de inimizades”.
Não é somente de hoje que o espírito de infiltração busca atrair e engodar por diversas formas sutis as cadeiras do sagrado ministério cristão com as impressionantes propostas movidas pelas alfarrobas do vil metal, nutridas pelo favoritismo dos reis da terra, incentivadas pelo fervoroso espírito audaz da avareza e da ganância, e ao mesmo tempo em que esse espírito licencioso impõe o prediletismo sobre as cadeiras do sagrado ministério cristão, também busca neutralizá-las e torná-las fragilizadas nas suas naturezas, funções e missão divinas pelas cativas prisões nos labirintos do cativeiro de promessas perniciosas, de dívidas ameaçadoras e comprometedoras dos bons costumes e ao senso do sagrado dever ministerial cristão.
Esse espírito inescrupuloso busca calar muito boas gentes, e trazerem-nas arrastadas e amordaçadas e cativas pelas vigorosas ofertas engenhosas de peitas e “presentes honorários e meritórios” com o fim de calar a mensagem dos arautos do Rei. Boas gentes se tornam vulneráveis por lhes faltar a habilidade consciente de vencer o espírito de ilusão que podem roubar-lhes as condições de pregarem as verdades ensinadas pelo Senhor Jesus Cristo. Tudo nos faz enxergar que o que mais esse espírito enganoso anseia é manter cativos alguns lugares nas cadeiras do sagrado ministério cristão e levar essas boas gentes cativas e neutralizadas a uma única saída social mais fácil para se manterem diante de públicos – resumindo-as e encurralando-as a apenas falarem discursos sobre a Bíblia - ainda que cambaleando aos “trancos e barrancos” já tenham perdido o seu sabor de sal da terra. Falar discursos sobre a Bíblia jamais tem o mesmo sentido de pregar a genuína mensagem bíblica.
O espírito de infiltração busca comprar aqueles que foram comprados com o sangue precioso do Cordeiro de Deus. Quem tem a convicção da preciosidade desse sangue e tem compromisso com o Céu não atende aos apelos sedutores e inteligentes do espírito de infiltração. A história cristã e os ensinamentos do Senhor Jesus, com muita clareza e propriedade, mostram que não são os reis da terra que favorecem e defendem o brilho e a simplicidade do sagrado ministério cristão, senão este mesmo com sua identidade própria e separada das correntes de pensamentos e idealizações sociais.
Temos notado a tendência de serem esquecidos ou até desprezados ou desmerecidos alguns princípios bíblicos rudimentares e básicos do ensinamento cristão para manter a identidade de uma vida cristã saudável, normal, dentro da ética cristã, no meio social. O espírito de infiltração busca roubar das pessoas as condições básicas de promover exemplos e de serem pilares em ensinar a manutenção desses princípios com suas próprias vidas, fazendo-as atropelar deliberadamente princípios sob o pretexto de uma imaginada “imunidade de prerrogativas”. Muitos são feitos vítimas, porém muitos se fazem vítimas.
O princípio da santidade em separar-se de determinadas alianças com o mundo; o princípio de amar a Deus sobre todas as coisas e servi-lO com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças; o princípio de não se associar com as obras infrutuosas das trevas; o princípio proverbial de não receber peitas; o princípio de não se juntar às multidões para praticar o mal. São alguns dos esquecidos, desprezados e desmerecidos por algumas boas gentes que os subestimam até o momento de por si mesmos perderem a firmeza funcional e as suas próprias identidades cristãs, lamentavelmente.
Fundamentado na Escritura Sagrada, devo com boa consciência, respeito e sem reservas considerar e reconhecer os muitos e verdadeiros companheiros em Cristo cujas vidas são conduzidas comprometidas com Deus e estão patenteadas com as marcas de Cristo e cujas obras estão claras e por esta causa dispensam quaisquer notas e adendos adicionais em vista de suas trajetórias lhes fazerem ser vistos real e verdadeiramente como embaixadores de Cristo entre os homens. Servos de Deus cujas vidas brilham no fulgor das inúmeras experiências produzidas na caminhada ministerial cristã. Experiências essas angariadas debaixo de lições entre acertos e desacertos, mas oportunamente aqueles aperfeiçoados e esses consertados. Servos de Deus cujas vidas não são vencidas pelo espírito de infiltração, nem são assombradas pelo espírito de medo e ressentimento.
Ao Deus Eterno que enquanto prepara, também fortalece; enquanto adestra, também aperfeiçoa; enquanto inspira, também motiva; e quando convoca também concede e envia. Ele nos guarda e nos dá maturidade e discernimento para seguros e firmes enfrentarmos o espírito de infiltração que ronda e assedia de diversas maneiras o sagrado ministério cristão, utilizando-se de variados meios para nos fazer cativos e amordaçados dentro de quatro paredes e restritos pela vergonhosa dependência silenciadora.
Não devemos, portanto, pensar e nem influenciarmos outros a pensar que são os poderosos da terra que promovem e sustentam o brilho do sagrado ministério cristão. Simpatizar não significa essencialmente ser. Por trás de toda simpatia existem ligações e interesses encobertos. Quando se trata de gerir as coisas de Deus, não há lugar para simpatizante administrá-las. Na vida de experiência prática na obra de Deus, quem apenas simpatiza com ela não possui plena e convicta definição experimental dos sofrimentos e aflições vividos nela. Ainda são os rastros do nosso Amado Mestre e Senhor que nos conduzem e os Seus ensinamentos que nos lideram e o Seu precioso nome sobre nós que nos dá poder e autoridade para fazer a Sua vontade na terra e realizar a Sua obra ligados no Céu, sem dependermos de influências sedutoras e audaciosas e nem da liderança parceira e enfeitiçadora do espírito de infiltração.
PbGS
www.glaukosantos.com
Venho nesta oportunidade trazer aos meus caros e generosos leitores algumas linhas sobre um panorama que merece ser visto com séria medida de consideração, com boa e pura consciência, com ajustado grau de acuidade e com profunda reflexão à luz da Bíblia Sagrada. Um panorama liderado pelo espírito de infiltração que pode revelar um triste futuro insípido para pessoas descomprometidas com Deus e que de alguma maneira desconhece a natureza e os propósitos de Deus para o sagrado ministério cristão. Um espírito que pretende roubar o sabor do sal de nossas vidas para calar a mensagem do evangelho de Cristo, subtraindo de nós as condições de arautos do Rei.
Realmente a cada dia é preciso ter uma capacidade de juízo e de percepção mais perspicaz e aguda intimamente ligada à Palavra de Deus para não vir a sermos vítimas deliberadas das façanhas e sutilezas do espírito de infiltração. Esse elemento estranhamente engenhoso e inteligente que ronda e assedia o sagrado ministério cristão com o fim de causar-lhe o desmerecimento e prejuízos à sua confiabilidade. Esse espírito que concorre em promover suas fábricas de “operários religiosos” mais do que as verdadeiras escolas de ministros cristãos. Esse espírito que acirra em certificar e titular o seu maior número de “clientes-afinidades” mais do que preparamos, provamos e descobrimos os poucos números de homens fiéis e idôneos aptos ao sagrado ministério cristão. Esse espírito doutor e estrategista em negociatas e banalizações ronda e espreita o sagrado ministério cristão e por vezes oportunista busca prevalecer seu empreendedorismo nas suas investidas para de forma estratégica e inteligente causar dependências, nódoas e manchas ao sagrado ministério cristão.
E atendendo à chamada a mim proposta por Aquele que com mão forte me arrancou da escuridão das trevas e me fez imerecidamente um pequeno anunciador da Sua Palavra, não me proponho neste artigo fazer protestos, nem lançar ofensas ou defesas generalizadas a pessoas e/ou a grupos específicos, porém contribuir de forma geral em causar um despertamento e em corroborar o reconhecimento de valores cujos preço e propriedade não pertencem e não dependem exclusivamente “da parte de homens, nem por homem algum”. Existem coisas sobre as quais não possuímos ingerência total e completa, muito menos daquelas inerentes ao sagrado ministério cristão.
É preciso se ter a consciência e a sensibilidade aguçadas e afinadas para estas verdade e realidade, a fim de que não permitamos que o espírito de infiltração encontre brechas na confiança da simpatia humana e nos tome de assalto num momento de ímpeto afoito baseado em pequenos e fragmentados históricos que não demonstram fundamento sólido e suficiente para que preencham os requisitos e condições seguros a alguém tomar assento nos honrados lugares do sagrado ministério cristão. Nem sempre os nossos muitos anos de vida e experiências são os suficientes fatores determinantes que nos levem a tomar decisões particulares e independentes de outras visões e pareceres daqueles com os quais o nosso Deus providencialmente os colocou ao nosso lado para nos servir de auxílio em enxergar os lampejos nesta grande obra.
Assumir o lugar absoluto do nosso Mestre Jesus para senhorear-se da obra a fim de tomar determinadas decisões exclusivamente dEle não significa exatamente seguir o teor de Seus ensinamentos nas empreitadas dessas decisões. Seguir os ensinamentos não tem o mesmo sentido de assumir o lugar. Seguimos o Mestre Jesus, e precisamos ter cuidado para que envoltos nas necessidades não nos acharmos assumindo o lugar dEle. Não fomos chamados para sermos senhores da obra, mas ministros de Cristo na Sua obra, e isto envolve tantas e quantas responsabilidades nem sempre percebidas em todos os seus sentidos e propósitos por cada um de nós. Seja por isso que o espírito de infiltração busca liderar muitos homens para se fazerem afáveis e doces ao sabor das lábias humanas na Terra tornando-os mornos e insípidos no Céu. Alguns são tentados a carismaticamente cederem aos frondosos assédios e manhosos rogos solicitantes de tal maneira que perdem o senso do dever para ganharem a turva aquiescência do que alguém cita como senso do direito sobre as coisas sagradas.
Segundo a graça e a medida que a mim são dadas pelo nosso Eterno Senhor, e na lucidez plena de minha consciência, sei que sou o menor entre os menores dos meus pares. Tenho vezes após vezes trazido aos diletos leitores algumas das características de nosso tempo somando umas após outras de forma expositiva. E nesta oportunidade trago esta que é mais uma característica tendenciosa deste tempo. O tempo mais evidente e permissivo das barganhas, das bajulações, das trocas, das vontades e dos caprichos humanos, promovidos em oculto e nos recônditos secretos pelo espírito de infiltração que caça inescrupulosamente, seduz friamente, garra ferozmente e produz dissimuladamente suas vítimas, e que também busca encontrar portas que se lhe abram a fim de gerir sobre os bens especiais do tesouro e da despensa da casa de Deus com diretivas e objetivos de profanar e banalizar a posição do sagrado ministério cristão entre os homens.
Para muitos felizmente o tempo do teste de florescimento das varas colocadas a pernoitarem no interior do santuário ficou nas remotas épocas sacerdotais araônicas que definiam e firmavam a escolha e a aprovação de Deus sobre aqueles que estavam sendo chamados e vocacionados por Deus especifica e especialmente para dar frutos no Seu serviço sacerdotal. E graças ao Deus Pai que nos enviou o Seu Espírito que melhor e muito mais excelente fala e revela à Sua amada igreja os chamados e vocacionados para a Sua obra. O problema se inicia quando os homens menosprezam a fala, a revelação e a direção do Espírito e se instala quando esses homens estribam-se na visão de necessidade localizada e em coisas estranhas ao que nos ensina o Espírito da graça de Deus que dirige a Sua obra e escolhe homens para ela.
Um tempo cujo panorama parece nos mostrar que para uma “iluminada” fatia de homens cujas mentes se ombreiam e apóiam-se nos “arrastões de prerrogativas da autoridade” parece que deliberadamente está preestabelecido que o tempo da graça é o tempo “de cada um fazer o que lhe parecer reto aos seus próprios olhos”. Tudo parece nos indicar que as prerrogativas pessoais e particulares forçosamente fazem valer a aposição das conveniências pessoais que impedem, sobrepõem e retaliam a escolha do Espírito Santo sobre quem por Ele foi separado e chamado para a seara. O tropeço nas conveniências transitórias faz muitos se chocarem contra a validade permanente da Palavra de Deus e contra a realidade palpável observada na experiência e no temor de Deus. Os rótulos tomaram o centro das atenções e a linha central e frontal da visão vem sendo atraída a desviar-se do ponto de equilíbrio e da equidade para as tendenciosas linhas politizadas e coroadas pela simpatia humana. Uma marca da sagaz e sutil presença do espírito de infiltração.
O espírito de infiltração vem buscando transformar os negócios do Pai em negociações humanas, e por vezes busca conseguir nos influenciar e nos ensinar a como nos convém tratar dos negócios da casa de nosso Pai. E se dermos lugar e abrirmos concessões e brechas, por pouco seja possível aprovar os “Elima” conselheiros de reis da terra e inimigos das boas novas do Reino de Deus; aprovar precipitadamente os “Simão” que se entremetem em nosso meio sob pretextos de conversão e nos observam de perto com uma índole mágica e com uma visão profana e obscurecida pelo desejo de aumento de honrarias populares, de respeito público e de ganhos a tomarem assentos nos honrados lugares do sagrado ministério cristão.
O brilho do sagrado ministério cristão não se deixa ser iludido pelos concertos dos “Ananias e Safira” engenhados nas penumbras dos seus “cafofos”, não carece de prestação de serviços na visão dos “Geazi” que correm distâncias às escondidas em busca de bens que acham ser justo possuí-los, nem tampouco subsiste e se apóia na dependência aos respeitos meritórios dos reis da terra. O brilho fulgurante do sagrado ministério cristão não sobrevive de estranhas concessões parceiras, nem de caprichos dos mandos e desmandos e muito menos carece de ingredientes e elementos estranhos impostos pelas facetas da inteligência e da cativação do espírito de infiltração. Ter parte no sagrado ministério cristão por chamada e vocação divinas é a marca impressa que firma uma vida convicta e frutífera capaz de render glória ao Deus Eterno.
Este também é o tempo no qual vemos o espírito de medo e ressentimento influenciando medir as pessoas mediante o emprego de parâmetros favorecidamente particulares e padrões convenientes cujos focos são concentrados sobre licitudes individuais convenientes e convergentes na simpatia humana, todavia divergentes no espírito, ainda que sejam claros os passos trôpegos em direção aos seus resultados infrutuosos. E o que respeitosamente mais importa é que não se haja desconfortos e nem choques contra a ética e a “ordem”, quando na verdade a tragédia pesponta exatamente no choque que na frente encontra-se irremediavelmente por acontecer. Lamentavelmente o espírito do medo e do ressentimento solapa e desequilibra os alicerces da experiência de alguns, amordaça a liberdade da expressão experiente de outros, assombra a visão de reino de Deus em ainda outros e causa inseguranças e instabilidades diante dos desafios das escolhas, conduzindo muitos a cederem ao manhoso assédio do espírito de infiltração.
Já se torna fácil de visualizar algumas enxurradas que buscam fazer se valer de “imunidades e prerrogativas” puramente imaginárias e mecanismos humanos, desprovidos de alguma das vontades de Deus e cujos jargões paupérrimos copiosamente imitam e se aliam aos dos poderosos do mundo e suas declarações inconseqüentes passam movidas pela emoção impulsiva da expressão oratória e perdem as suas virtudes espirituais e validades morais, assim como “caducam” num estilo mutante cujas cores de personalidade se adaptam facilmente aos ambientes e cujas características individuais desbotam o pano de fundo de suas obras conforme as circunstâncias de momentos oportunistas e transitórios que os fazem convidativa e politizadamente se adequarem às propostas do espírito de infiltração. Seria de muito bom alvitre lembrarmos que imunidades e prerrogativas possuem suas validades e são passíveis de perdas no momento em que se chocam contra princípios e perdem suas estabilidade e sustentação. Que melhor digam lamentavelmente os muitos exemplos.
Reitero que não me proponho nesta oportunidade nem mesmo por um momento lançar desmerecimentos a pessoas, a indivíduos ou a grupos, de forma alguma. Mas de alguma maneira como um pequeno obreiro cristão, em face de um panorama percebido em larga escala ainda que por diferentes focos de visão, vejo-me concitado e conclamado a contribuir em despertar os muitos leitores a nitidamente notarem o terrível espírito de infiltração buscando oportunismo sob diversas forças de imposição e de mecanismos assediadores a tomar literalmente lugar de primazia no sagrado ministério cristão. E que dizer de aprovar os “meninos espirituais” que vivem um evangelho que jamais o apóstolo Paulo pregaria e que anunciam uma mensagem desconexa com a prática da vida cristã. Parece-nos que o espírito de infiltração arvora os “meninos espirituais” no entendimento, “aprovados” nos moldes humanos mesmo com frutos reprovados segundo o padrão de Deus para o sagrado ministério cristão, meninos espirituais cujas estruturas informes ainda carentes de ser moldadas pelos rudimentos do discipulado cristão.
São nas ocasiões de decisão e escolhas nas quais as dúvidas, as incertezas e as inseguranças que bramam ao nosso derredor, assombram e desafiam nossas capacidades de exame e discernimento que nelas os bons e generosos corações poderiam abraçar a visão paulina de antecederem em enxergar mais de perto os remotos e futuros prejuízos e transtornos que os “Himeneu”, os “Filetos” e os “Demas” podem causar à obra de Deus. O espírito de infiltração ronda o sagrado ministério cristão através de elementos insidiosos e estranhos ao óleo da unção que sutilmente buscam promover nódoas e manchas cujas conseqüências atravessam uma geração inteira sob a “condicionalidade do perdão”, e cujas impressões não se apagam tão facilmente das lembranças nos arraiais e de algumas páginas seculares, perdurando em “santos cabides” entre os algozes “colecionadores de inimizades”.
Não é somente de hoje que o espírito de infiltração busca atrair e engodar por diversas formas sutis as cadeiras do sagrado ministério cristão com as impressionantes propostas movidas pelas alfarrobas do vil metal, nutridas pelo favoritismo dos reis da terra, incentivadas pelo fervoroso espírito audaz da avareza e da ganância, e ao mesmo tempo em que esse espírito licencioso impõe o prediletismo sobre as cadeiras do sagrado ministério cristão, também busca neutralizá-las e torná-las fragilizadas nas suas naturezas, funções e missão divinas pelas cativas prisões nos labirintos do cativeiro de promessas perniciosas, de dívidas ameaçadoras e comprometedoras dos bons costumes e ao senso do sagrado dever ministerial cristão.
Esse espírito inescrupuloso busca calar muito boas gentes, e trazerem-nas arrastadas e amordaçadas e cativas pelas vigorosas ofertas engenhosas de peitas e “presentes honorários e meritórios” com o fim de calar a mensagem dos arautos do Rei. Boas gentes se tornam vulneráveis por lhes faltar a habilidade consciente de vencer o espírito de ilusão que podem roubar-lhes as condições de pregarem as verdades ensinadas pelo Senhor Jesus Cristo. Tudo nos faz enxergar que o que mais esse espírito enganoso anseia é manter cativos alguns lugares nas cadeiras do sagrado ministério cristão e levar essas boas gentes cativas e neutralizadas a uma única saída social mais fácil para se manterem diante de públicos – resumindo-as e encurralando-as a apenas falarem discursos sobre a Bíblia - ainda que cambaleando aos “trancos e barrancos” já tenham perdido o seu sabor de sal da terra. Falar discursos sobre a Bíblia jamais tem o mesmo sentido de pregar a genuína mensagem bíblica.
O espírito de infiltração busca comprar aqueles que foram comprados com o sangue precioso do Cordeiro de Deus. Quem tem a convicção da preciosidade desse sangue e tem compromisso com o Céu não atende aos apelos sedutores e inteligentes do espírito de infiltração. A história cristã e os ensinamentos do Senhor Jesus, com muita clareza e propriedade, mostram que não são os reis da terra que favorecem e defendem o brilho e a simplicidade do sagrado ministério cristão, senão este mesmo com sua identidade própria e separada das correntes de pensamentos e idealizações sociais.
Temos notado a tendência de serem esquecidos ou até desprezados ou desmerecidos alguns princípios bíblicos rudimentares e básicos do ensinamento cristão para manter a identidade de uma vida cristã saudável, normal, dentro da ética cristã, no meio social. O espírito de infiltração busca roubar das pessoas as condições básicas de promover exemplos e de serem pilares em ensinar a manutenção desses princípios com suas próprias vidas, fazendo-as atropelar deliberadamente princípios sob o pretexto de uma imaginada “imunidade de prerrogativas”. Muitos são feitos vítimas, porém muitos se fazem vítimas.
O princípio da santidade em separar-se de determinadas alianças com o mundo; o princípio de amar a Deus sobre todas as coisas e servi-lO com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças; o princípio de não se associar com as obras infrutuosas das trevas; o princípio proverbial de não receber peitas; o princípio de não se juntar às multidões para praticar o mal. São alguns dos esquecidos, desprezados e desmerecidos por algumas boas gentes que os subestimam até o momento de por si mesmos perderem a firmeza funcional e as suas próprias identidades cristãs, lamentavelmente.
Fundamentado na Escritura Sagrada, devo com boa consciência, respeito e sem reservas considerar e reconhecer os muitos e verdadeiros companheiros em Cristo cujas vidas são conduzidas comprometidas com Deus e estão patenteadas com as marcas de Cristo e cujas obras estão claras e por esta causa dispensam quaisquer notas e adendos adicionais em vista de suas trajetórias lhes fazerem ser vistos real e verdadeiramente como embaixadores de Cristo entre os homens. Servos de Deus cujas vidas brilham no fulgor das inúmeras experiências produzidas na caminhada ministerial cristã. Experiências essas angariadas debaixo de lições entre acertos e desacertos, mas oportunamente aqueles aperfeiçoados e esses consertados. Servos de Deus cujas vidas não são vencidas pelo espírito de infiltração, nem são assombradas pelo espírito de medo e ressentimento.
Ao Deus Eterno que enquanto prepara, também fortalece; enquanto adestra, também aperfeiçoa; enquanto inspira, também motiva; e quando convoca também concede e envia. Ele nos guarda e nos dá maturidade e discernimento para seguros e firmes enfrentarmos o espírito de infiltração que ronda e assedia de diversas maneiras o sagrado ministério cristão, utilizando-se de variados meios para nos fazer cativos e amordaçados dentro de quatro paredes e restritos pela vergonhosa dependência silenciadora.
Não devemos, portanto, pensar e nem influenciarmos outros a pensar que são os poderosos da terra que promovem e sustentam o brilho do sagrado ministério cristão. Simpatizar não significa essencialmente ser. Por trás de toda simpatia existem ligações e interesses encobertos. Quando se trata de gerir as coisas de Deus, não há lugar para simpatizante administrá-las. Na vida de experiência prática na obra de Deus, quem apenas simpatiza com ela não possui plena e convicta definição experimental dos sofrimentos e aflições vividos nela. Ainda são os rastros do nosso Amado Mestre e Senhor que nos conduzem e os Seus ensinamentos que nos lideram e o Seu precioso nome sobre nós que nos dá poder e autoridade para fazer a Sua vontade na terra e realizar a Sua obra ligados no Céu, sem dependermos de influências sedutoras e audaciosas e nem da liderança parceira e enfeitiçadora do espírito de infiltração.
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