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sábado, 3 de novembro de 2012

REFORMA: haverá outra?


A Reforma: haverá outra?
Lembrando do Dia da Reforma Protestante.
No qüinquagésimo dia após o sábado da semana da Páscoa, estavam todos os apóstolos e discípulos do Senhor Jesus reunidos num só lugar em Jerusalém, esperando receberem a promessa do Deus Pai declarada pelo Deus Filho.

Até o dia anterior, o brilho e a glória do Pentecoste ainda não haviam sido vistos, e agora vieram no de repente de Deus. Ali estava a igreja do Senhor Jesus começando a ser manifesta ao mundo, debaixo do mover do Espírito Santo diante das vistas públicas. E a partir daquele momento, sob o impacto e o dinamismo do Espírito, aqueles primeiros cristãos começaram a viver a realidade do Reino Deus em plenitude entre os homens.

Entretanto, quantas coisas se levantaram e tentaram ofuscar esse brilho, e tantas outras têm forçado promover a mancha da descrença contra a verdade incontestável da presença da glória de Deus entre os homens através da Sua igreja. A igreja do Senhor Jesus tem atravessado os anos experimentando aqui e ali algumas situações e oposições externas e internas. As externas finalizam-se em escombros, e as internas quase sempre terminam deixando tristes rastros de prejuízos. Alguns destes são arrastados por anos.

Os séculos se passam e ainda se afloram alguns espíritos perturbadores que se levantam contra a essência e a estabilidade da igreja do Senhor Jesus e chegam a ir um pouco mais longe da velha tática da perseguição. Os anos se vão e ainda é visto o mesmo espírito que atuou na vida do Simão mágico encantador, continuar encontrando lugar, a fim de enlamear e manchar a igreja. Cobiçou poder, posição e influência, querendo continuar obtendo atenção e respeito dos públicos. Quantas vergonhas tem causado o espírito insatisfeito da cobiça.

E lamentavelmente o espírito de Judas Iscariotes ainda encontra guarida oculta em corações enrustidos que transitam às mesas “metendo a mão no pão da comunhão” num dia e se predispondo ocultamente a trair outras mãos companheiras no outro. Senta-se à mesa e dela sai para secretamente consolidar o ardiloso plano da traição. Quantos destroços e prejuízos tem o espírito da traição causado contra aqueles que estão efetivamente servindo a Deus.

Os tempos transcorrem e ainda é visto o mesmo espírito que atuou no casal Ananias e Safira dirigindo e gerenciando propósitos. Não se omitiu, não cobiçou, não traiu, mas mentiu premeditadamente, conduzindo “jogadas ocultas”. Esse mesmo espírito tem perturbado a vida normal da igreja, querendo infiltrar descréditos, desmerecimentos, deméritos. O terrível espírito da infiltração buscando se instalar num dia pra causar estragos no outro.

As épocas se vão e o espírito de Himeneu e de Fileto ainda encontra apoio diretor em algumas mentes. Com o intuito de arrebanhar e agregar o maior número de vidas em torno de si, esse terrível espírito continua a produzir heresias, a desviar os homens da verdade e a disseminar seus pacotes, cujos ensinamentos se alastram tais quais o câncer e são como gangrena contra vidas que sinceramente buscam conhecer e de fato servir ao Senhor Deus. O espírito do engano tem procurado contaminar a consciência de muitos e arrasar vidas levando-as ao naufrágio na fé.

Os dias correm e o espírito de Alexandre, o ferreiro, latoeiro, ainda corre às soltas para desestabilizar a vida de harmonia, paz e tranqüilidade dos servos do Senhor Jesus. Causar males é o princípio norteador que esse terrível espírito se dispõe a empreitar. Tanto faz serem males localizados como generalizados, para ele quanto mais amplitude melhor. O infame arquiteto é o mesmo. Tanto males no falar como no agir. O espírito do malefício tem causado muitos estragos e oposições contra vidas.

Os tempos passam e o espírito do gigantismo vem se levantando e se robustecendo, causando tragédias vestido de capa educada, politizada e atrevida e tombando vidas. Expulsar e descartar os princípios da humildade e da simplicidade cristãs são a meta cruel do gigantismo. Esse espírito trabalha silenciosamente usando pessoas como massas de manobra para atingir os seus fins. O espírito do gigantismo inescrupulosamente busca sob pretexto de humildade se esconder e se escudar usando o nome do Senhor Jesus, todavia em nada comunga com o Espírito do Salvador Ungido. O terrível espírito do gigantismo tem causado muitos tropeços contra vidas. Seu princípio contraditório é crescer tomando emprestado e usando o nome do Mestre.

Os ponteiros dos relógios correm e avançam, e o terrível espírito do absolutismo ainda encontra ferramentas que se prestam a lhe ceder emprego. O espírito do absolutismo cria mecanismos convencionados dos mais engenhosos de que se possa imaginar. Esse espírito é amante concubinado do egoísmo, da avareza e da arrogância. É extremamente avesso à união e à unidade imparcial.

O espírito do absolutismo faz tudo para que outros se dobrem e se curvem ao seu cetro influente e expressivo. Ele sofre das vistas afetadas pelas cataratas da vanglória, pela miopia da presunção e pelo estigmatismo das falsas pretensões. O espírito do absolutismo é hábil e sagaz em aniquilar, afastar e descartar vidas que lhe sejam vistas por “concorrentes” ou supostas ameaças.

O calendário avança, e o espírito do preciosismo ainda encontra espaço para se suster tentando atropelar qualquer plano de Deus que julgue seja desafinado ou inferior às suas expectativas. O espírito do preciosismo corre, ciranda  e brinca com a síndrome de lúcifer, é desprovido de consciência, de sensibilidade espiritual e completamente contraditório ao temor e aos desígnios de Deus.

O autoritarismo e a tirania do espírito do preciosismo tudo fazem para remover ou roubar as oportunidades das pessoas que servem a Deus dentro de suas capacidades e limitações. O espírito do preciosismo tem alvejado muitos ânimos e causado estragos e desencontros na seara.  
Atualmente, nos nossos dias notoriamente tem se visto o trabalho sagaz, engenhoso e sorrateiro do espírito de distração. Com artimanhas inteligentes esse espírito campeia e se alastra, tentando envolver e desvirtuar a igreja. O terrível espírito de distração tem promovido ondas de ilusões cada vez mais densas, fortes, coloridas e impetuosas exatamente nas fendas abertas e nas lacunas não preenchidas pela igreja. Na verdade, a distração é oposta a dores e sacrifícios. Seu lema é que os benefícios sejam altíssimos e os sacrifícios não lhe exijam custo algum.

O espírito de distração é sagaz em polemizar tudo que requeira o emprego da fé para sacrifícios por obediência, persistência e determinação. É astuto em arquitetar e arranjar argumentos que ofereçam convencimento e suporte ao conformismo, ao comodismo e ao imediatismo. O terrível espírito de distração vem ganhando terreno em atrair e cativar muitos servos de Deus aos passatempos religiosos. Ele é avesso e oposto a toda e qualquer tarefa que labute na Palavra de Deus.  

Em alguns arraiais evangélicos já se substituiu os verdadeiros estudos bíblicos expositivos com explicação afinada e aplicação imparcial. E em seus lugares estão sendo promovidos e aplaudidos apenas os momentos de palestras para aumentar apenas o cabedal de conhecimentos da cultura bíblica ou tratar os caminhos de traumas e labirintos dos comportamentos humanos. Enquanto isso o espírito de distração busca solapar as bases da fé cristã nos corações, enfraquecer o temor a Deus em não poucas vidas e tentar ludibriá-las engodando-as e massificando-as com conteúdos das ciências humanas.

Em outros desses arraiais, parece já não serem nutridos a busca e o interesse pelos cânticos e hinos espirituais. O terrível espírito de distração tem por todas as formas procurado implantar e promover largas, rotineiras e vastas campanhas artísticas com músicas e canções em torno do nome de Deus ou de Sua Palavra.

Algumas dessas letras musicais na verdade revelam a presença do espírito de distração governando a inspiração do artista pelas estradas eufóricas do hedonismo. O terrível espírito de distração possui uma engenharia inteligente em arrastar numerosas multidões para as portas dos shows e naturalmente anestesiá-las mantendo-as distantes da Palavra de Deus e das mensagens realmente bíblicas.

O espírito de distração tem forçado portas antigas e novas. Esse espírito vem sorrateiramente assolando terrenos onde lhe tem cedido assentos. O espírito de distração já incita e propõe que seja mais fácil ser um ser um cristão distraído do que ser um religioso comprometido. E a massa amante e apaixonada pela distração vai sendo lentamente anestesiada e suavemente adormecida pelos passatempos da artificialidade e da superficialidade dos “faz-de-contas”.

O espírito de distração vem preparando e equipando um exército de gentes iludidas, sem a menor fome e sede de ouvir mensagens realmente bíblicas que restauram e transformam vidas. O espírito de distração vem iludindo e insuflando gentes a apenas pensarem e sentirem, contudo não se decidirem determinadamente a agir conforme a vigorosa e eficaz Palavra de Deus. Afinal, estamos no tempo das artificialidades e das superficialidades sugestionadas não apenas em plataformas, mas também lamentavelmente em algumas tribunas e púlpitos.

Será que a esta altura do tempo do fim, haverá a necessidade de mais uma Reforma? Mas queira Deus que cada coração que serve ao Senhor Deus possa cair em si e tomar a consciência conjugada com a fé e as aplique ao temor a Deus, à reverência jubilosa, ao respeito venerado pela Palavra do Senhor nosso Deus e aos cuidados de buscar a se inclinar a Deus com todo o coração e de toda a força, de todo entendimento.
Haverá mais uma Reforma?
PbGS

sábado, 11 de fevereiro de 2012

NEM PRATA E NEM OURO.

NEM PRATA  E  NEM OURO.
Quando não se possuía ambos...

 “Não possuo nem prata e nem ouro, mas o que tenho, isso eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” At 3.6

Séculos se passaram, e essas memoráveis palavras dirigidas pelo apóstolo Pedro a um coxo que jazia na porta do templo, chamada Formosa, ainda retinem nos ouvidos e afogueiam os corações dos inúmeros e verdadeiros discípulos do Mestre Amado. Ainda influenciam e poderosamente motivam sinceros e verdadeiros servos de Deus, cidadãos do verdadeiro Reino.

Os anos se foram, e o texto bíblico cuja passagem encontra-se a expressão acima tem sobremaneira servido aos milhares e milhares de pregadores. O lindo e rico texto de At 3.4-6 revela, além do contentamento num coração firme e convicto, também a propriedade, a confiança e a dignidade ousada em realizar as mesmas obras que fizera o Mestre.

As épocas transcorreram, e com elas a visão das coisas espirituais ensinadas pelo Mestre também foi por muitos sendo lentamente deixada de lado. Expressões vivas como as do texto em pauta foram substituídas em muitos lábios. Alguns números lamentavelmente jogaram a visão das coisas espirituais literalmente fora das prioridades e das práticas aprendidas com o Mestre.    

Os tempos avançaram, e com o passar das gerações, algumas sensibilidades foram sendo enfraquecidas. A obscuridade e o entenebrecimento passaram a rondar muitos corações. Mentalidades estranhas ao Espírito do Novo Testamento e linhas das filosofias humanas assumiram vultos.

Gentes temidas e dominadoras em busca da prata e do ouro perderam os trilhos e dispuseram em prateleiras rentáveis negócios imobiliários com a venda de supostos loteamentos no céu. A ignorância para com as Escrituras liderou muitos a comprarem o perdão e as indulgências.

A prata recebeu o primado e ao ouro foi cedida a primazia. A prata comprou boas posições e o ouro enobreceu status. A prata ditou rumos às prioridades e o ouro endeusou personalidades. A prata e o ouro aos poucos foram assediando corações e assumindo tronos entre os homens.

Com a nova visão sobre a prata e focada sobre o ouro, muitas mentes passaram a falsamente acreditar no ganho de satisfação para todas as suas necessidades. A visualização de vantagens engenhou objetivos particulares que conjugassem com os propósitos eclesiásticos.

Com a corrida acirrada em busca da prata e na luta pelo ouro, muitas coisas passaram a encher os  olhos de muita gente expressiva. A força da prata influenciou as arenas, e o imperialismo do ouro veio a amordaçar muitos lábios. Em muitos corações, a visão de bênçãos foi desfocada, e o espírito da ganância ganhou lugar de sócio-ditatorial.

E juntos e conjugados a prata e o ouro passaram a presidir muitas mentalidades e expulsaram a convicção e a firmeza da fé de muitos corações. Foram desmotivadas a coragem e a ousadia e abafadas a propriedade e a confiança de muito boas gentes influentes.

Quando não se possuia nem prata e nem ouro, tinha-se e guardava-se a confiança no nome do Senhor Jesus. Atitude que parece estar andando sob resfriamento em muitos corações. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a consciência mais avivada e consistente sobre toda e completa riqueza do poder e da autoridade empartidos pelo Senhor Jesus.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a plena certeza sobre todas as bênçãos espirituais com as quais o Deus Pai abençoou os Seus filhos santos em todos os lugares e fiéis em Cristo Jesus, o Deus Filho.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a forte convicção do suprimento de todas as necessidades em glória por meio de Cristo.

Os mecanismos de facilidades ofertados pela prata e garantidos pelo ouro vieram direcionar a visão de dependência para o que pertence a César, em substituição e desprezo para com o senso de dependência ao que pertence a Deus.  

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se o coração determinado a valorizar o resgate, a redenção. Assim como a reconhecer a soberania, a realeza, o poder e a glória de Deus.

A herança parece ter sido assaltada de muitos co-herdeiros e se esvaída dos seus pensamentos e lembranças. O prato de lentilhas que derrotou a fé de Esaú e o fez de profano, anda aromatizando olfatos influentes e atraindo paladares expressivos.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a coragem e a ousadia confiante de poder realizar muitos milagres, sinais e maravilhas através do sacrossanto nome do Senhor Jesus. Quando não se fixa os olhos na prata e no ouro, a excelência do poder de Deus manifesta a glória e a majestade do nome do Senhor.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se suficiente propriedade, legitimidade e transparência para se expor a receber os olhares carentes de todo e qualquer dos coxos desta vida. Quem está diuturnamente pautando a vida na prática dos ensinamentos do Mestre não sente receios e nem ares de temor e suspiros de ameaças diante dos olhares alheios.

O preço da prata e a realeza do ouro engodaram e tornaram cativos muitos corações. Em contrapartida, o poder espiritual foi literalmente substituído por poderes terrenos e transitórios. Mecanismos e filosofias humanas tentam desviar e desvirtuar a visão do poder de Deus. Muito boas gentes com o intento de usar os seus púlpitos para manipular pessoas e exercer domínio sobre vidas, andam trocando a excelência da autoridade das Escrituras pelas falíveis correntes de conhecimentos e ciências humanas.

A força da prata e a realeza do ouro avaliáveis e perecíveis jamais cobrem a majestade, a significância e o esplendor do poder do nome do Senhor Jesus residente num coração crente e temente em ação sob a eficácia desse maravilhoso nome. Quem vive na eficácia do nome de Jesus, também a este nome teme, e impelido por ele realiza as mesmas obras feitas pelo Seu Dono.


Tão logo apareçam a ferrugem e a traça, a prata e o ouro são minados. E com eles vão-se os que neles estribam a confiança.
  
A prata e o ouro realmente passaram a assumir os primeiros lugares em muitos corações. Em contrapartida, nem poder e nem propriedade suficientes são nesses encontrados para se posicionarem a dizer: “olha para nós!”

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a visão da vida de cristão não via diferença entre passar a noite em vigília de louvores e adoração, mesmo estando sob restrições e adversidades. Com a influência da prata e do ouro, tentam transformar vigílias em “vigilhões”. E como resultado, nada mais é visto do que apresentações artísticas atravessando as horas noturnas regadas por muita comida e numerosos cambistas. E aqui e acolá a distribuição massiva da propaganda dos que almejam sentar nas cadeiras das câmaras municipais e estaduais com os votos dos filhos do Reino.

Quando não se possuia nem prata e nem ouro, via-se e eram encontrados vários evangelistas, um bom número de pastores e consideráveis doutores nas reuniões de oração, nas vigílias e na simplicidade dos cultos espirituais costumeiros.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, apelava-se com humilde dependência para a intercessão das providências e favores da mão do Senhor Deus. Para que as “campanhas dos sete”, “dos vinte e um” e “dos quarenta dias”? Para que a compra-e-venda de amuletos milagreiros incitadores de uma tal fé?

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a pregação da mensagem bíblica não exigia exclusividade de pregador, visto que até um diácono era poderosamente usado nas mãos de Deus em favor do anúncio da salvação em Cristo. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, havia a clara consciência de que um planta e Deus levanta outro companheiro para regar o que aquele plantou.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, todos na sua amplitude eram unânimes nas decisões sobre assuntos delicados. Para que negar o derramamento do Espírito a Cornélio e aos que com ele estavam em sua casa? Para que se tornar sucessor de Ananias e Safira, se a prata e o ouro são apenas acessórios para sustento nesta vida?

Rogamos ao Eterno que os valores avaliáveis da prata e o peso imponente do ouro voltem aos seus lugares devidos, e a excelência do poder de Deus em ação torne a habitar muitos bons corações. Que o poder de Deus volte a ser entronizado em muitos bons corações influentes, a fim de que de fato e em verdade a glória de Deus seja manifesta com toda a sua majestade e primazia.
PbGS
www.glaukosantos.com




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

QUEM UM DIA VIRIA A DIZER?

QUEM UM DIA VIRIA A DIZER?
Ap 2.4-5 – “Se não te arrependeres...”

Dezesseis pontos incisivos para neles fazer a igreja evangélica refletir. Apenas uma voz entre as muitas outras...

1- Quem um dia viria a dizer que hoje estás desmerecendo os teus profetas, louvadores e tangedores dos teus altares? E por tua causa, em seus lugares tens elegido faladores, palradores e tagarelas, cantadores, exibicionistas e encantadores para “alegrarem” os teus cultos a ti mesma e promoverem as tuas logomarcas. Por esta causa, estás deveras sendo saqueada e empobrecida, posto que a originalidade das tuas riquezas está sendo saqueada por interesses escusos e teus talentos sendo minados e levados pelos impérios do mundo para satisfazer os focos dos holofotes e abrilhantar o vídeo das câmeras.

2- Quem um dia viria a dizer que hoje em alguns dos teus altares os sacrifícios estão recebendo o requintado e fino toque das cinzas e aplausos carnavalescos, assim como os embalos de boates. E os serviços de adoração oferecendo o aroma do incenso santo misturado com o fogo estranho para cativarem e fazerem apenas prosélitos, e não discípulos do Mestre? Um dia os sacrifícios e serviços que andaram juntos e pertinentes à Palavra de Deus e ao temor, fortalecendo e alegrando os muitos bons e sinceros corações dos filhos do Reino, estão agora sendo colocados na mesa do divórcio e sendo levados ao casamento com as alegorias dos espetáculos do mundo.

3- Quem um dia viria a dizer que hoje estás te aliando aos poderes e poderosos do mundo e neles tens depositado toda a tua confiança e se curvado aos seus modos, editos e ditames? Por tua causa, os valores fundamentais e basilares da fé e da legítima comunhão estão sendo postos de lado, depreciados, desmerecidos e desacreditados. Um dia já fostes mais firme e convicta diante das feras nas arenas e diante dos algozes nas masmorras. Um dia já fostes mais zelosa e mantenedora dos teus princípios e da tua verdadeira identidade. Diante dos teus olhos, já vistes as portas dos cárceres serem abertas e carcereiro se converter à mensagem que a te está confiada.  

4- Quem um dia viria a dizer que hoje teus idosos e jovens estão discursando como os destros oradores dos reis da Terra e como os eloqüentes anunciadores dos palácios imperiais? Lamentavelmente, hoje num isolado número de novas falas habilidosas nos teus púlpitos apresentam palavras desnudas da unção tocante, despidas do poder demonstrado e de rasas aplicações pouco ou nada convincentes. Quem um dia viria a dizer que estás sonolenta e sendo adormecida em enganos e fantasias por estares perdendo a visão do “kerigma” inseparável do “martírion”?

5- Quem um dia viria a dizer que hoje estás te enchendo do ouro e te estribando da prata? Em contrapartida, tens esquecido as fortes e impressas lições da púrpura, tens desconsiderado o carmesim e pouco se interessado pela essência da lavagem pela água e do poder pelo mover do autêntico e legítimo fogo. Por causa da tua confiança extrema no ouro e na prata, já desvias o teu coração da direção oferecida pelo teu Senhor e te destinas na intenção dos teus próprios e caprichados planos. As pimentas, os pepinos e os melões do Egito querem atrair os teus olhos e te manter cativa no cativeiro para que não saias a oferecer o teu culto livre ao Senhor teu Deus.

6- Quem um dia viria a dizer que hoje pela tua impaciência e inobservância, estás optando por deixares de ser guiada pelo Espírito nas tuas decisões? Visto que não tens aprendido com os tropeços e desacertos das sortes sobre alguns, tens insistido em confiar unilateralmente, e deixar ser dirigida, pela força limitada da tua inteligência, do teu braço de carne, da tua influência e da tua engenhosidade. Por esta causa, tuas fórmulas e incrementos fazem com que deixes de realizar o que deverias e te arrefeceres no que poderias.

7- Quem um dia viria a dizer que hoje em alguns termos de ti o amor que está sendo praticado está por muitos sendo visto e assemelhado ao amor de prostituição? Neles fala-se o que se faz apenas para atrair atenções e conseguir o que se quer. Nem mesmo os mercantes e mercadores estão dispostos a te afiançarem. E por causa de alguns em teu seio as portas dos mercados estão te rejeitando crédito nos seus balcões.

8- Quem um dia viria a dizer que hoje por causa dos desmandos, abusos e descasos de alguns ministros teus, os impérios do mundo estão querendo tragar e sobrepor as tuas virtudes? E pondo enfeites nos teus talentos, querem te levar a palcos e picadeiros para te transformar em circo de espetáculos religiosos, te resumirem a espaços culturais e te confinarem em museus históricos. Querem fazer do teu histórico apenas peças teatrais, riquezas literárias e relíquias de memórias, para que te esfries e cesses o teu anúncio contra o pecado e o teu esforço para restauração e edificação de vidas.

9- Quem um dia viria a dizer que hoje teus discursos estão  ganhado artifícios rebuscados? Vejas se tu percebes que estão alguns entre os teus querendo mudar a essência e o propósito da mensagem cristã da Salvação que deverias ser mestra no seu anúncio e poderosa na sua demonstração. Busques abrir teus olhos ainda enquanto caminhas acordada e com azeite nas tuas lâmpadas, porquanto é chegada a alta hora da escuridão e o cansaço com ela vem sobre todos.

10- Quem um dia viria a dizer que hoje ministros do teu seio se perdendo da vocação, estão sendo atraídos pelas aparentes vantagens seculares e mergulhando nas águas da hipocrisia, se tornam destros na arte do engano e habilidosos na indústria de promessas? Por esta causa, alguns se aplicam na visão de seus próprios interesses e caprichos. E para conquistá-los e atingi-los, com isso se fazem manipuladores de massas e influenciadores de idéias usando seus conservos como meios para com duplo sentido chegarem aos seus fins pessoais e particulares.

11- Quem um dia viria a dizer que hoje, por causa dos desmandos, abusos e descasos praticados no meio de ti, poucos querem te ouvir nas praças, nas esquinas e nas ruas? Por tua causa, já te sentes intimidada a mostrar a tua face às feras e aos cézares deste tempo. Para atraíres as multidões, já não precisas do Espírito na pregação em demonstração de poder e na manifestação de sinais e maravilhas do Seu mover. Para ires aos públicos já te deténs a depender única e inteiramente de mecanismos e arranjos artísticos complementares. Em lugar de poder salvador e regenerador, instalastes o apogeu e cedestes poltronas ao luxo.

12- Quem um dia viria a dizer que hoje estás correndo léguas, quilômetros, milhas e jardas para angariar primeiros, grandes, príncipes, poderosos, ricos e letrados, e não te comoves e nem te moves por milímetros, centímetros,  metros e braças para aninhar debaixo de tuas asas últimos, pequenos, fracos, pobres e símplices? Por tua causa, os olhares de muitos estão aos poucos sendo tirados de sobre a manjedoura e colocados em admiração sobre os magos e seus presentes. A vil cédula e o vil metal estão te levando aos tribunais da Terra, te enchendo e nublando os olhos, inchando o teu coração e calando a tua boca.

13- Quem um dia viria a dizer que hoje tuas portas imponentes e sofisticadas estão sendo salpicadas pelo sangue inocente e pelas lágrimas dos desesperados de fora e dos decepcionados de dentro? Teus painéis estão acompanhando a evolução dos séculos e ganhando luz, cores, artes e fantasias, entretanto teus assentos estão sendo minados pelas contingências e futilidades passageiras. Por esta causa, a moldura dos conchavos e conluios que alguns em ti abrigam está enfraquecendo, desgastando e arruinando a estrutura dos teus concílios, levando teus ministros a avarezas, a precocemente aos leitos e à inutilidade física.

14- Quem um dia viria a dizer que hoje a humildade legítima de alguns dos teus ministros iria sofrer maus tratos até se tornar desertora? Que teu escudo de ouro um dia por ti mesmo viria a ser rejeitado e descrido por ti e assim substituído por ninharias de bronze e artifícios de latão? Que tua nobreza iria um dia ser posta à venda e a trocas, por tua causa. Que o sal de muitos dos teus encontra-se em fortes riscos de tornar-se insípido e a tua luz de se fazer em penumbras?

15- Quem um dia viria a dizer que hoje estás preferindo afagar os filhos do Reino dentro de tuas paredes, condicionando-os apenas aos nobres e extraordinários cultos alegres e fortalecedores, ao invés de também levá-los e exercitá-los a perceberem de perto o calor das praças, a presenciarem nos olhos as angústias das esquinas e a sentirem os desalentos, as dores e as perversidades das ruas? 

16- Ah... Mas, enfim, em meio a tantos desmandos, descasos e abusos, também quem um dia deixaria de vir publicamente dizer em alta voz e em bom som a mensagem pregada pelos antigos que diz “arrependa-te e voltes ao teu primeiro amor”? Que lembres de onde caístes, que faças reparos, que converta-te e retomes o caminho de antes do qual tens te afastado. Que os teus ouvidos estejam prontos e possam ouvir, para que sejas de fato e com verdade um Reino de vencedores com legítima identidade de vencedores, e não um mega império de supostos e pretensos ídolos cobertos de pseudos-sucessos, jargões altruístas e auto-afirmações triunfalistas.

Se não te cuidares, a embriaguez de tua cegueira e o luxo do teu apogeu misturados à tua presunção te conduzirão à sensação de segurança até que te chegues à soleira das portas do iminente cativeiro e o grande rapto dos santos que estão na Terra e fiéis que estão em Cristo te surpreendam. Se não te cuidares, muitos que estão no teu meio ficarão desolados para trás no meio dos cães dentro do panorama das agonias, descasos e aflições profetizados sobre o mundo.
REFLITAMOS E TOMEMOS POSIÇÃO!
PbGS



segunda-feira, 27 de junho de 2011

MEUS 40 + 1 NUNCA...


MEUS 40 + 1 NUNCA...
Faz bem aos bons SEMPRE.

NUNCA é um vocábulo muito forte, uma marca firme de decisão. Um ponto afirmativo, mas que pode ser negativo e intrigante quando mal compreendido. Uma declaração, mas pode ser também um item recomendatório. Um tônico que mantém a boa saúde da mente e do coração dos bons, mas também uma vacina contra vírus maleficiosos dos péssimos.

É preciso ter ciência e certeza do peso desse verbete, posto que ele pode alegrar e fazer bem ao brilho dos bons, todavia possa evidenciar e incomodar o ofuscamento dos péssimos. Bem vivem os bons que não abrem mão da lista dos 40 + 1 NUNCA, mesmo sabendo que podem desagradar aos péssimos.

Muitas vezes é preciso saber interpretar e acatar sobriamente um NUNCA para então saber valorizar verdadeiramente um SEMPRE. Um NUNCA prudentemente bem colocado é melhor do que um SEMPRE afoitamente impensado. Muitos se fazem péssimos e sofrem sérios prejuízos por não terem sabido firmar um NUNCA antes de haverem desvalorizado um SEMPRE.

Antes de querer receber os SEMPRE alheios é melhor ajuizar os NUNCA pertencentes a si próprio, visto que ambos trafegam observando direitos e obedecendo deveres em suas próprias vias, como é natural da vida humana.

Aqui publico a breve lista dos meus 40 + 1 NUNCA. Ela pode despertar reflexões, pode apaziguar e acalmar mentes e corações, entretanto por outro lado pode silenciar palavras e pensamentos ociosos. Para quem ama a sinceridade e a transparência, 40 + 1 NUNCA tem no seu bojo um segredo salutar e uma razão consistente de ser tão mais inteligente e sábia quanto se possa perceber, a começar pelo seu numeral quarenta.

Enfim, com distinta gentileza convido-lhe a tomar parte do seu precioso tempo em percorrer generosamente o artigo, e na conclusão certamente você vai compreender com mais exatidão a breve lista provadora dos meus 40 + 1 NUNCA e poder lograr edificação.

Se ela for também a sua realidade, eis a razão pela qual você está confortável, bem e feliz com a sua vida, com a sua mente e seu coração estando em paz com Deus, consigo mesmo e com os homens de bem, sabendo que os seus NUNCA pessoais são extremamente valiosos SEMPRE.

1 – NUNCA disse o que eu não fui, e sinto por aqueles que apenas relembram o que mal foram e algemados em remorsos deixam de ser o que as oportunidades lhes abriram perdendo o que bem poderiam ter sido.

2 – NUNCA digo o que eu não sou, e sinto por aqueles que lamentavelmente não sabem expressar ou não confiam e duvidam do que são, e arrastados carregam o triste e pesado fardo sufocados na frustração de não serem o que deveriam ser.

3 – NUNCA direi o que Deus não disse que eu serei, e sinto por aqueles que não sabem ser o que deveriam realmente ser, e medrosos tudo fazem para que outros como eles insuficientemente sejam.

4 – NUNCA disse o que Deus não diz que eu seja, e sinto por aqueles que não sabem ser o que Deus lhes mandou que fossem, e recalcados em guerras e frustrações interiores soçobram não sabendo discernir o que precisam ser.

5 – NUNCA digo o que Deus não diz o que eu sou, e sinto por aqueles que impensadamente dizem o que jamais Deus lhes falou que são, e arrogantemente contrariados sobrevivem em tentativas frustradas de quererem abafar o que Deus disse que os outros são.

6 – NUNCA direi o que Deus não diz o que eu fui, e sinto por aqueles que perdem preciosas oportunidades presos apenas imaginando o que ninguém testificara que foram.

7 – NUNCA deixei de dizer o que Deus fez por mim, e sinto por aqueles que apenas dizem o que “acham” que Deus pode admissivelmente fazer ou nenhum proveito promovem a outros por pouco ou quase nada terem o que dizer em função de suas instáveis e incrédulas ações de fazer.

8 – NUNCA deixo de dizer o que Deus faz de mim, e sinto por aqueles que negam dizer com a totalidade do seu ser o testemunho do que Deus realiza através de suas vidas que bem poderia fortalecer, animar, consolar e edificar tantas outras.

9 – NUNCA deixarei de dizer o que Deus disse que fará comigo, e sinto por aqueles que estáticos se imaginam diante de um futuro de chumbo, querendo reviver um passado de zinco, desmotivando os outros de buscarem a excelência do ouro legitimamente subindo os degraus do bronze para o que Deus fará consigo.

10 – NUNCA deixo de dizer as minhas convicções fundamentadas nas Escrituras Sagradas e nas experiências promovidas pela vida, e sinto por aqueles que desrespeitam e contrariam as alheias e as suas próprias mascarando e enfeitando o que jamais diriam.

11 – NUNCA deixarei de dizer o meu “NÃO” quando preciso é, e sinto por aqueles que atropelam a si próprios dizendo sempre “SIM” quando lhes é necessário estampar o seu “NÃO”, e atropelados em prejuízos pessoais tentam agradar a ostentação caprichosa de outros suicidando o seu próprio e devido “SIM”.

12 – NUNCA deixo de dizer o meu “SIM” depois que ajuízo, reconheço e considero não devo dizer “NÃO”, e sinto por aqueles que somente nutrem a declaração caprichosa e arrogante do seu “NÃO” por jamais terem a sobriedade e a hombridade de reconhecerem e considerarem o “SIM” de outros.

13 – NUNCA deixo de dizer que apenas cumpro a minha obrigação como um grande devedor, e sinto por aqueles que insensíveis, incoerentes e instáveis imaginariamente não sabendo lidar com obrigações alheias impõem deveres para os quais jamais esforçariam um gesto.

14 – NUNCA digo o que extrapola as minhas experiências pessoais dinâmicas e reais, e sinto por aqueles que propagam situações das quais jamais puderam experimentar ou vivem sob poeira oxidante e traças no museu irreciclável e não-renovável das suas.

15 – NUNCA deixei de dizer o que pode contrariar sentimentos gratuitamente ressentidos, e sinto por aqueles que forçando querer agradar penumbras dos becos do fingimento preferem trafegar neles falecendo por dentro e suicidando as suas decisões debaixo das formalidades do legalismo concessivo em troca de pobres migalhas de prerrogativas passageiras.

16 – NUNCA deixei de dizer o que pode inquietar espíritos  invejosos e revanchistas enrustidos, e sinto por aqueles que se dobrando temerosos a eles, deixam de realizar grandes empreendimentos com suas próprias vidas.

17 – NUNCA deixo de dizer o que pode frustrar perseguidores inferiorizados gratuitos, e sinto por aqueles que, ao invés de servidores, se fazem subservientes a eles a ponto de perderem suas transparências e identidades de foro íntimo para maquiar insatisfações interiores e evitar rejeições.

18 – NUNCA deixei de dizer o que pode incomodar brios pouco inteligentes e soberbos, e sinto por aqueles que somente sabem dizer o que jamais sozinhos teriam a coragem de confessar consigo mesmos diante do seu espelho.

19 – NUNCA digo o que visa massagear egos desordeiros, e sinto por aqueles que ansiando por prestígios ou posições não sabem reprovar a desordem se colocando com tato e inteligência na centralidade equilibrada e na medida da delicadeza jamais demasiada.

20 – NUNCA deixarei de dizer que independo de bajulações e fujo do espírito mexeriqueiro, e sinto por aqueles que apenas mudaram de religião, todavia não assimilaram o teor prático do credo, continuando a viverem dependentes e carentes das compatibilidades bajuladoras e dos suportes do mexerico.  

21 – NUNCA deixo de ser amante da verdade, e sinto por aqueles que são cativados a aplaudirem a mentira por não saberem aborrecer as fábulas, e com a mentira tentam afogar a verdade de si próprios por terem horrores da feiúra dela.

22 – NUNCA direi o que não cabe ao meu perfil real, e sinto por aqueles que descaracterizam e recheiam os seus fantasiando o que jamais lhes coube consoantes idealizarem.

23 – NUNCA deixo de dizer que existem cabeças que não pensam, mentes que não refletem e corações que não meditam, e sinto por aqueles que se destrambelham porque não pensam, desorientam-se porque não refletem e se destroçam porque não meditam.

24 – NUNCA deixo de dizer que existem olhos que não se enxergam e ouvidos que não sabem ouvir, e sinto por aqueles que dizem estar vendo o que jamais foram suficientemente humildes para enxergarem e insensíveis para escutar o que outros nas entrelinhas inteligente e sabiamente são capazes de ler.

25 – NUNCA deixo de dizer o que posso fazer para evitar injustiças e falsidades, e sinto por aqueles que secretamente comprometidos com elas cooperam e facilitam para que prevaleçam e viabilizem as intrigas, o caos e as crises.

26 – NUNCA deixo de dizer que ter tempo é uma questão de prioridade e opção, e sinto por aqueles que se desordenam e se perdem debaixo de desculpas por não saberem usar e tirar proveito das oportunidades do tempo do qual dispõem.

27 – NUNCA deixarei de dizer com sobriedade o que sei, com humildade o que penso, com consciência o que sou, com propriedade o que faço, e sinto por aqueles se negam a dizerem o que sabem, suicidam e assassinam por não saberem externar o que pensam, perdem-se por não saberem de fato o que são e se frustram por confessarem que não podem fazer o que deveriam ter feito.

28 – NUNCA deixo de dizer bem, distinguir e estimar reciprocamente aqueles que me fazem o bem, e sinto por aqueles que esquecem dos que bem lhe fizeram e por se fazerem incapazes de gerar o bem, dizem mal dos que jamais coisa alguma lhes fizeram.

29 – NUNCA deixarei de dizer e enaltecer a boa fama dos que somam as suas comigo e reciprocamente absorvem da minha, e sinto por aqueles dos quais somente em serem pronunciados seus nomes as várias entranhas alheias sentem calafrios, náuseas e repulsas.

30 – NUNCA deixarei de dizer bem dos que verdadeiramente por elevado amor, gratidão e distinta consideração deles dependo, e sinto por aqueles que são incapazes de serem amados e notoriamente ínfimos de serem considerados e deles pessoa alguma deliberada e voluntariamente admitiria depender.

31 - NUNCA deixo de somar honras aos que abertamente me honram, e sinto por aqueles que se resumem em seus próprios desprezos, cujos defeitos e malícias intentam ofuscar e obscurecer as virtudes e honras dos outros.

32 – NUNCA direi coisa alguma daqueles que merecem deles nada ser mencionado, por esses quem os conhece unanimemente também nada teria fora da neutralidade  citar.

33 – NUNCA deixarei de dizer o bom nome daqueles que em qualquer lugar merecem ser lembrados e citados, por esses quem os conhece se coloca de pé para urgir altissonante as boas notificações sobre eles.

34 – NUNCA deixarei de mencionar os lugares nos quais sou honrado, considerado, acolhido e irmanadamente respeitado, e sinto por aqueles que deles nada vale ser lembrado, nada cabe ser dito e nenhum odor ser estimado.

35 – NUNCA me dou ao luxo de me conformar e ser tolhido aos ditames da subserviência promovida pelos recalques e sublimações alheios, e sinto por aqueles que conformam e perdem suas vidas tolhidas e inquietas debaixo do que jamais esperaram para elas.

36 – NUNCA deixo de servir a Deus ou me privar de saldar a minha grande dívida vertical para com Ele visando  atender à manobras dos caprichos de desmandos alheios, e sinto por aqueles que dissimulando estarem servindo se fazem velhacos jogando com as aparências com o fito de não caírem da graça dos olhos humanos.

37 – NUNCA deixo de servir a Deus e ou me privar de realizar a Sua soberana vontade para atender a mentes doentias, incoerentes e inconsistentes, e sinto por aqueles que se reduzem à insignificância e pensamentos irrisórios escondendo-se por trás de rotulações medíocres e estribando-se em nominações jactanciosas.

38 – NUNCA deixarei de dizer a realidade em função dos impérios da falsa e movediça ambiência que falseia entre os bemóis de sorrisos sombrios e sustenidos de fraseados enganosos, e sinto por aqueles que transitam nos corredores da ilusão deles como quem troca de roupas alugadas a cada festa que lhe desponta.

39 – NUNCA deixo de pregar contra a mediocridade e a hipocrisia em qualquer instância e forma que elas se configurem e estejam. Quer de fraque, luvas e cartola ou de alpargatas, “chita” e chapéu de palha, causam os mesmos danos por vezes irreparáveis em corações decepcionados e iludidos por elas. 

40 – NUNCA deixo de exigir que no epitáfio de minha lápide não haja sombras e dúvidas sobre a minha fé e valores, sobre a lealdade, dedicação e fidelidade de minhas obras, e sinto por aqueles que em vida deixaram de ser, de ter, de dizer e de realizar o que Deus quis que fossem, que tivessem, que dissessem e que realizassem durante as suas existências por haverem vivido encurralados debaixo de instintos irracionais alheios. 

40 + 1 - NUNCA espero que seja dito, que seja feito, que seja aprovado, o que nunca esteja apropriadamente correto, lúcido e sóbrio; o que nunca seja suficientemente coerente, verdadeiro e leal; e o que nunca tenha passado transparentemente no crivo da sublime e eterna Palavra de Deus...

Se você é assim como sou, pensa assim como penso, sente assim como sinto e faz assim como faço, então assim como eu, você está apto a passar pela provação dos 40 + 1 NUNCA.

Você verá que esses NUNCA também vão lhe salvaguardar de pretensões, de mediocridades, de fingimentos e de hipocrisias SEMPRE, assim como lhe fazerem estar sem pesares ao deitar a sua cabeça no travesseiro no momento de sua individualidade.  

Quem somente sabe dizer o SEMPRE, se torna alvo fácil da decepção ao receber um NUNCA. Quem não sabe dizer um NUNCA pode vir a ser feito refém de um SEMPRE.

Somente ao Senhor Deus é preciso dizermos o nosso SEMPRE, ainda que por vezes tremamos de cutelo em punho levantado, ou hesitemos em plena marcha na travessia do deserto, ou ainda em vias de sermos jogados e esquecidos no fundo de um poço, como também sob riscos de sermos atirados na fornalha, ou doutra forma de sermos humilhados diante das cortes dos czares.

Que o seu NUNCA seja nobre, sóbrio, oportuno, coerente, significativo e inteligente para que sirva de ferramenta capaz, própria e eficaz, provadora de corações aos quais você possa com segurança e responsabilidade externar o seu SEMPRE sem remorso e marcado de verdade e pela honestidade. 
PbGS



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

IMITAR O MESTRE: o caminho do sucesso.

Imitar o Mestre é o caminho.
Tal qual o Mestre, deve ser o discípulo.


Um dos passos na metodologia da aprendizagem é a imitação. Desde a infância até a velhice, tanto no reino animal como no humano, a presença da imitação está em constante reprodução. Não se tratam de rudimentos e nem de fórmulas mágicas experimentais, mas da dinâmica da vida. A vida cristã envolve diretamente o fator imitação no processo da aprendizagem.

Palmilhar nos passos do Mestre não significa triunfar em sucessos humanos. Mas sim no de palmilhar os passos que nos conduzem ao êxito seguro do viver em Cristo. A Bíblia Sagrada nos revela com propriedade singular esse caminho altamente promissor e nos incentiva e encoraja quase que imperativamente a imitar. Imitar é o mais antigo método simplificado de ensino/aprendizagem com resultados espetaculares e extremamente eficazes.

Imitar o Mestre é o maior e mais norteador caminho que o discípulo possa trilhar para alcançar os mesmos alvos atingidos por Ele. O apóstolo Paulo declarou "Sede meus imitadores, assim como sou de Cristo". Imitar é uma questão de possuir referênciais que apontem para a Referência Maior. Nesta vida não se aprende coisa alguma, sem que haja passado pelo processo da imitação, mesmo que inconscientemente.  
Imitar o mestre significa ter, e guiar-se por um referencial de natureza e conduta para guiar-se por ele a realizar as mesmas coisas que ele fez e ensinou. Possuir a estrutura e a estatura do Mestre é a meta buscada por todo discípulo motivado, consciente, convicto e determinado ao que se propõe alcançar. O discípulo que decide imitar o Mestre precisa antecipadamente saber que na sua trajetória vai passar pelos mesmos trechos que aquele passou, porém nem sempre vai experimentar as mesmas coisas que o mestre ou o Mestre viveu. E aqui está uma eqüidistância natural colocada providencialmente entre as vivências de cada um.

O discípulo reconhece e dimensiona os seus referenciais.

Imitar é uma atitude que deve ser bem interpretada. “Basta que o discípulo seja como o seu mestre”, disse o Senhor Jesus, o Mestre por excelência. E para ser como o Mestre, o discípulo deve primar por carregar e externar em sua vida a identidade dos mestres que são referenciais que apontam para o Mestre. Pessoas se perdem e se desgovernam em razão de haverem antes se perdidas dos caminhos ensinados pelos mestres apontando as coisas do Mestre. Gerações estão se perdendo por desconexão do que os mestres lhes ensinaram. O discípulo deve a todo tempo reconhecer e dimensionar DE QUEM aprendeu, COM QUEM aprendeu, DE ONDE aprendeu e QUANTO TEMPO passou aprendendo. 

Saber lidar com esses fatores sem perder a individualidade própria e sem se deixar ser influenciado por fatores externos e alheios à esta relação de cooperatividade, por si se fazem um grande desafio para o discípulo, da mesma forma como o foi na vida do mestre. Ser discípulo significa possuir patentemente as marcas impressas interiormente e exteriormente das coisas do Mestre ensinadas pelos mestres.

O tempo do discípulo e a vida do mestre.

Um dos fatores das ocorrências da imaturidade diante das multi questões da vida é o ignorar o fator tempo. É preciso tempo de aprendizado se dedicando com disciplina. Não se pode construir um legado sem haver se espelhado em outros legados. O que se recebe é o que se ensina. A paciência e o compromisso dos mestres envolvem o passar o restante de suas vidas ensinando e lidando com as dinâmicas da vida dos discípulos, para que o fruto dos seus ensinamentos permaneça e gere outros frutos.

Imitar não é tarefa tão fácil.

A visão do mundo ocidental desconhece o valor e a importância do constante aprendizado por imitação. O apóstolo Paulo ao encorajar Timóteo (que fora seu aluno) a fim de que este fosse seu imitador, deixou claro que assim era como ele disse ser de Cristo. Timóteo conhecia o estilo de vida e todos os fatores e características de Paulo bem como as lutas e todos os demais detalhes de labor e lida deste. Não lhe fora tarefa fácil o ser imitador de um homem bastante capaz, muito experiente e diuturnamente experimentado nas muitas coisas inerentes à vida, aos ambientes e às questões de religião.

Nesse sentido, não é prática fácil o imitar um mestre olhando para o Mestre, visto que este é um caminho que exige esforços persistente de conhecimento, disciplina, trabalho, resignação e disposição para alcançar prontidão e propósitos. E bem que muito nos vale imitar a Paulo, haja vista que na totalidade de suas atitudes e comportamentos buscou ser irrepreensível. Paulo foi um bom referencial de seriedade e compromisso morais a ser imitado. Coisa que anda em crise e está em escassez em nossos dias.

Diferenças entre imitação e plágio.

A imitação na nossa cultura ocidental assume ainda por algum ângulo a visão com um distorcido foco, pois para muitos de nós ocidentais o imitar é visto como um elemento mal interpretado, por muitas vezes incompreendido, equivocadamente visto como antididático e amplamente parcializado. Prova desta distorção está presente em um numeroso grupo ao correlacionar confusamente as palavras “imitação” e “plágio”. Imitação não é plágio. Plagiar é horroroso, desrespeitoso, inescrupuloso e indecoroso. E em contrapartida, imitar é bíblico, louvável, didático e se constitui numa manifestação de se estar predisposto a seguir os bons exemplos, a cumprir uma tarefa ou fazer uma atividade da melhor maneira que se pode ao desempenhar uma função ou um papel em qualquer área da vida. Ninguém aprende alguma coisa de prática sem haver passado pelas vias da imitação.

Imitar, além de ser um elemento didático empregado na metodologia de interação no processo ensino-aprendizagem, também é uma questão de visão cultural. Cada povo tem a sua cultura. E um dos indicadores de pobreza de cultura é o descaso para com o que se recebeu dos mestres que vieram antes. E há culturas que valorizam o emprego da imitação como um método eficiente para transmitir ensinamentos e perenizá-los vivos e eficazes por gerações. 

Ausência de foco para a imitação.

A negligência na imitação tem se revelado na perda do direcionamento de seus trabalhos e de valores. Por esta razão, muitos discípulos depois de ouvirem o ensinamento ou a pregação, saem para suas casas sem haverem recebido ou identificado o alvo referencial inspirador do Mestre nos mestres aos quais precisam imitar aplicando nas suas vidas pessoalmente e individualmente o que receberam, a fim de que se consolide o processo progressivo de imitar o Mestre pelas muitas coisas que ouviram dos mestres, quer pelo ensino ou pela pregação.

Imitar o Mestre é o nosso alvo e o caminho do sucesso. Imitar o Mestre confere brilho, legitimidade, autenticidade, coerência e originalidade, sem contar que é mais promissor e inteligente. Não são as particularidades pessoais e individuais dos mestres que devem ser tomados para imitação. Mas as metodologias e a mecânica de cada segmento recebidos deles.

Os púlpitos respeitados sentem, confessam e expressam verbalmente a profunda compaixão pela ausência de valores reais recebidos dos mestres. Estudos, mensagens, sermões e pregações que não inspiram o ouvinte a imitar o Mestre devem ser reformulados, revistos e sentidos primeiro na ótica dos mestres, antes de entregá-los aos públicos para que também estes sejam inspirados a imitar o Mestre.

Imitar reforça e consolida a estrutura de discípulo devedor.

Não se pode fechar os olhos para os requerimentos e avisos do branco da seara madura para a ceifa, nem se perder o senso de dever, de obrigação para com Deus e de compromisso para com os homens. Não se pode abandonar o conceito paulino de sermos “OFEILETES” (vocábulo grego dos originais neotestamentários nos escritos de Paulo que diz daqueles que são devedores com obrigação para com Deus e devedores com compromisso para com os homens). Por isso, existe e predomina a necessidade constante de sermos imitadores do mestre Paulo, apóstolo, assim como ele foi do Mestre Jesus Cristo.

Precisamos compreender a essência dessa relação de papéis - discípulo e mestre -. Nenhum de nós se tornará mestre sem que antes tenha sido discípulo. O Senhor Jesus disse de si mesmo que “estava fazendo tudo que via o Pai fazer”, e que “lhe importava fazer a obra que o Pai Lhe mandou realizar”. Em termos humanos, um mestre que nunca se fez um discípulo para aprender, não carrega consigo a marca de mestre e nem pode propriamente possuir e externar a estrutura integral de discípulo. Haja vista que não há lugar para o tamanho contra-senso em algo que exige natureza e não apenas estado.                 

E para sermos cada vez discípulos melhores e mais eficientes no aproveitamento dessa linda relação discípulo-mestre, algumas palavras e expressões muito nos valem ser percebidas e assimiladas direto dos textos bíblicos originais. 

1 - O sucesso começa quando somos MIMETES.

Começo, pois, pela expressão paulina “Sede meus imitadores, assim como eu sou de Cristo”. Que expressão espetacular e profunda é essa de Paulo quando indica uma atividade básica de um discípulo. Aqui as palavras são claras e delas entendemos que ele disse aos demais que apenas não ESTIVESSEM imitando a ele, mas sim que efetivamente FOSSEM seus imitadores. Não é uma questão de estado e sim de natureza! Não se trata de uma condição conformada de estado e de representação apenas, mas sim de uma característica própria de natureza que vai além de uma comparação.

No sentido humano, aqui encontramos um mestre ordenando aos seus discípulos (geração de cristãos que deveriam se pautar na pessoa de Paulo, na mecânica do seu trabalho, e tê-lo como uma referência legítima, original e autêntica do Mestre, assim como a natureza dele era de um discípulo de Cristo) que assumissem uma natureza e característica e não apenas um estado condicional ou circunstancial de imitação. E esse mesmo mestre aponta aos seus discípulos que tudo de sua natureza não finda no seu exemplo, mas sim no de Cristo. Paulo não demonstra que o seu ensino finaliza em si mesmo, ele não traz a sua pessoa como o fim do seu ensino, mas que assim como ele era e fazia as mesmas coisas ensinadas e marcadas na vida de Cristo, os discípulos poderiam confiar que estavam na direção e propósito corretos e autênticos como se estivessem seguindo diretamente a Cristo.

Nessa expressão paulina encontramos uma palavra bastante apropriada – imitadores -. Que vocábulo magnífico! Essa palavra “imitadores” traduz a original “MIMETES” do texto grego original. Paulo estava, então, dizendo “Sede meus mimetes, assim como eu sou “mimetes” de Cristo”. Um estado ou condição passa transitoriamente, todavia uma natureza demora ser concebida e assimilada, porém ao ser assumida, permanece a partir daí impressa como uma marca característica própria e duradoura.   

Na vida cristã temos que palmilhar os passos como “MIMETES” de Paulo, porquanto sabemos de forma segura que assim estamos extensiva e concomitantemente sendo imitadores de Cristo. E entre os nossos mestres encontramos os que são “mimetes” de Paulo. Uma pessoa que na sua vida cristã desconhece o emprego pessoal e prático da verdade e realidade desse vocábulo, também está distante do Mestre e por demais longe de conceber a vida de um verdadeiro discípulo. Repriso que um dos métodos didáticos básicos mais eficientes que produz resultados eficazes da aprendizagem a curto prazo é o da imitação. A simplicidade e a eficácia da didática da imitação são coroadas pela solidez, robustez e originalidade que podem ser conferidas nos êxitos de seus resultados. Se um discípulo não possui a marca do seu mestre, logo ainda está e é alheio a ele.

O Senhor Jesus com Sua excelente propriedade disse que “pelos frutos conhecereis a árvore”. Esta verdade também toca implicitamente na aplicada desse assunto. Quando presenciamos as práticas de uma pessoa, estamos na verdade vendo além do visível e aparente. Está sendo nos dado conhecer além de ações produzidas, o cerne, a origem e a identidade individual representadas dela. Certamente as práticas  foram trazidas de alguém no qual se fundamentaram, ou desenvolveram a partir de um dado momento. Alguém imita a alguém. E nessa relação, alguém também está constante ensinando ao passo que aprendendo e dando mostras de como se deve fazer as coisas.

2 - O sucesso é legítimo quando agimos em MIMÉOMAI.

Em seguida, a incisiva palavra de ação “IMITAR” propriamente dita que traduz o verbo original “MIMÉOMAI” do texto grego original que diz de imitar o que se vê de alguém fazer. Imitar um tipo de conduta específica de alguém com o qual mantenha vínculo. Imitar significa copiar o mais fielmente possível. Significa se espelhar no exemplo de modo de viver, nas instruções e na conduta de alguém. Este verbo tem a estreita relação com o substantivo adjetivo “MIMETES” citado acima.

Ainda que poucos se importem com seu compromisso de exemplo, este tem a sua tônica e força de voz significativamente influenciadoras. O exemplo fala muito alto, ele contagia enquanto ensina, ele arrasta ao campo da assimilação, posto que atitude alguma é mais contagiosa que o exemplo. Desde o Mestre até os mestres que "Ele mesmo deu", o ensino e a prática se consolidam a partir da imitação de exemplos. Entendemos que Paulo estava com isto também dizendo para que sejamos exemplos para outros nos imitarem e não apenas emularem ou simularem ações semelhantes. Se houver senso de compromisso prático com os legados referenciais que recebemos de outros homens fiéis e idôneos, certamente da mesma forma iremos espelhar legados referenciais para outros.

O caminho é se ter como alvo primordial o de seguindo e imitando mestres, assimilar condutas e exemplos dados pelo Mestre. João Batista disse uma frase interessante – “que Ele cresça e eu diminua” -. E mais tarde Paulo escreveu “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim”. Este é o lado benéfico, consciente, producente e edificante deste outro caminho que deve predominar aceso na mentalidade dos discípulos de Cristo. Seguimos e imitamos a Cristo de tal maneira que aos poucos vamos assimilando, percebendo e sendo percebidos de que Ele vai aumentando e assumindo lugar em nós até chegar o momento de estarmos conscientes de que temos diminuido de nós mesmos e que Cristo juntamente conosco e em nós assumimos que Ele aumentou e vive em nós através do que somos e fazemos.

O que significa seguir senão imitar? Não se pode ser um discípulo sem existir uma relação de proximidade e de estreita ligação pessoal com mestres que apontam para o Mestre. E sem existir relação de proximidade entre o discípulo e o mestre, a imitação sofre pontos de discrepâncias e se torna incompleta e artificial. A maior evidência é o próprio Senhor Jesus Cristo, o qual nos deixou o grande exemplo, para que Lhe sigamos os passos e o imitemos. Imitar o Mestre é o caminho do sucesso.

3 – O sucesso prossegue quando agimos com AKOLOUTHEÓ.

Indo um pouco mais além, chegamos na palavra grega “AKOLOUTHEÓ”. Um termo raiz pouco usado sozinho, mas com a adição de prefixos nos textos originais. Esta é uma palavra especial e muito significativa para um discípulo. Ela nos diz de acompanhar pessoalmente, com entendimento e de perto alguém enquanto aprende deste e serve a este. Aqui está um conceito pouco compreensível nas culturas ocidentais, haja vista que o mundo ocidental encontra sérias dificuldades em lidar com o ato de entrega voluntariamente e submissa a alguém a quem se segue. No mundo os homens encontram uma facilidade espetacular de seguir e assimilar instituições, organizações, conceitos lógicos e modos pela visão da similaridade e pela relação de admiração e afinidades sob condições e limites. Aqui esse vocábulo vai muito adiante da visão pessoal de vínculo por admiração condicional pura e simplesmente.

Aqui vamos ao sério vínculo que transcende a contemplação e a admiração – vamos ao lado prático demonstrativo e comprobatório por ações. É a prova que o discípulo mostra que assimilou a identidade do Mestre através de seus mestres, pois enquanto aprende destes também serve ao Mestre. Quando os públicos voltaram sua atenção em ver os discípulos, os identificaram de quem eles aprenderam e que seu mestre era Jesus, o Nazareno. Foi exatamente isso que aconteceu com aqueles primeiros discípulos, com os apóstolos e depois com todos os que quiserem viver piamente no Senhor Jesus.

São os marcos de quem aprendemos e as marcas da identidade do Mestre que possuímos que nos fazem distanciarmos naturalmente do sistema mundo com a sua visão distorcida e desfocada da Palavra de Deus e com sua vida divorciada de Deus. Assim como foi com os discípulos, com os apóstolos e com o Mestre, será com todos aqueles que quiserem viver piamente em imitar o Mestre, os quais padecerão perseguições por possuírem a essência contrária ao sistema mundo. 

A visão desfocada da mentalidade influenciada pelo relativismo, pelo liberalismo e pela libertinagem conclui e prega precipitadamente no veredicto “não devemos seguir a ninguém. Temos que seguir a nós mesmos”. E com isto prosseguem vidas no obscurantismo secular tateando, e alheias na “doce” ilusão de imitar os seus próprios erros inconseqüentes e desiludidas nas suas profundas lamúrias.

4 – O sucesso se fortalece quando assimilamos OPÍSO.

Ainda, chegamos até uma palavra também interessante e confirmadora no assunto. O vocábulo grego “OPÍSO” dos textos originais nos revela ainda mais detalhes dessa relação discípulo-mestre. Ele é traduzido para a nossa expressão “ir após alguém”, ou “seguir depois de alguém”. “OPÍSO” mais profundamente diz de seguir alguém com apego e lealdade participando da mesma vida de sofrimentos, de labores e de comunhão. “OPISO” também diz de uma pessoa que desassociada, desvinculada, das coisas deixadas para trás, segue após alguém indo junto com este numa mesma direção. Entram fatores importantes nesta relação – apego, lealdade e direção. Esta palavra confere um novo ângulo de visão e seus segredos para o sucesso de imitar o Mestre.

Diante desta palavra, o discípulo não sustém sua vida em seguir os mestres, motivados por interesses ou conveniências pessoais em troca de “um bocado de pão ou de alguns pedaços de peixes”, ou participação de momentos de alaridos, euforias, glórias e fama, como aconteceram com alguns dos tempos bíblicos. Há a predominância da relação de apego e lealdade pelo forte vínculo do amor cristão na mesma direção, e não existe uma determinística cega para fazer valer imposições desumanas de uma lealdade ou fidelidade friamente cega e irracional, sem os princípios do amor e da razão prevalecerem na relação discípulo-mestre. O discípulo é pessoal, afetiva e racionalmente apegado e leal ao mestre sem perder as bases do amor. Este termo tem sentido próximo da relação com a palavra “AKOLOUTHEÓ”.

5 – O sucesso se realiza quando somos MATHÉTES com MANTHANÓ.

Por fim, outro vocábulo muito significativo e esclarecedor vem à tona. A palavra do texto original grego “MATHÉTÉS”. Esta é uma palavra sumamente importante que completa a inteireza de significado do termo “discípulo”. Ela quer dizer de aprender os ensinamentos de alguém com o pensamento acompanhado com esforços (“MANTHANÓ”). Em suma, o vocábulo “MATHÉTÉS” nos diz de que aprendemos empregando a mente e o esforço pessoal. Mais uma vez, isto lança por terra a falsa idéia de que discípulo seria alguém que aprende passivamente e por contemplação e admiração.

Aqui há uma demonstração de razão, raciocínio, atenção, operando juntos com o emprego de esforço em ação. Enquanto se entende, se age. Enquanto se age, compreende e aprende. Aqui também está a significante essência da imitação legítima, didática e autêntica.

O mestre no seu trabalho de fazer enquanto ensina, incentiva e guia os discípulos que se tornam motivados enquanto pensam, se esforçam, realizam e aprendem. Nas culturas orientais e nas terras bíblicas a eficiência em aprender está em o discípulo se ater mais a ouvir e ver o mestre ensinar, aplicar o adestramento e falar mais, e o discípulo aprender disciplinadamente se esforçando em agir e imitar falando menos, aplicando o aprendizado, se esforçando e raciocinando mais.

Um dos erros crassos de discípulos de nosso tempo é o de passarem pouco tempo raciocinando e aprendendo os ensinamentos que lhes foram ministrados pelos mestres. Seja possível que estes erros advenham de onde, com quem e quanto tempo eles aprendem. O imediatismo e a impaciência são duas ferramentas que interferem contra a aprendizagem por imitação e aniquilam a eficácia dos resultados do ensino por ela.

Ausência de imitação atrofia, causa males e provoca deficiências.

Em alguns rebanhos a evasão, ou a substituição, ou a suplantação das reuniões de ensinos e de estudos bíblicos revelam deficiências tanto nos discípulos como nos mestres. Mostram a ausência de requisitos e de dedicação ao trabalho realizado. A inversão de prioridades ou a inconsistência de conteúdos, ou a impropriedade, ou a inadequabilidade, de metodologias de ensino, ou ainda a presença de alguma complexidade incidem contra a simplicidade do método da imitação que seria a melhor via de se conseguir melhor assimilação dos conteúdos ensinados e aprendidos.

Dando menor importância ao método eficiente da imitação, quantas vezes se ouve que esses rebanhos têm confessado e publicado a deficiência de ânimo, a ausência de encorajamento e de incentivação corretos e adequados, de desmotivação e desapego aos pontos salientes e essenciais dos ensinamentos bíblicos por parte de mestres ou de discípulos. Imitar é, pois, ainda o método de ensino-aprendizagem que traz os melhores e mais duradouros resultados. Por isso, imitar os mestres que por sua vez também imitam o Mestre é o caminho seguro, legítimo e autêntico do sucesso.    

Portanto, um discípulo deve carregar consigo a marca patente de sua escola e de seus mestres, e melhor se faz quando estes mestres são imitadores do Mestre. A marca se pereniza, comprova o fruto, revela legitimidade, originalidade e autenticidade, bem como traz à luz a sublime pessoa do Mestre na vida do discípulo e do seu mestre. Jamais vamos identificar a marca de uma escola ou de seus mestres se ela não for notável na vida de seus discípulos. As marcas de um discípulo revelam a do seu mestre e a da sua escola, apontando para o Mestre. Discípulos precisam ter as marcas da imitação do Mestre no seu mestre e na sua escola.

A ausência de marcos dos mestres na vida dos  discípulos coloca em dúvida a sua origem e põe em risco a confiabilidade sobre a identidade destes. O mestre deve espelhar o Mestre nos discípulos, e estes somente estão seguros da legitimidade, da originalidade e da autenticidade do Mestre em suas vidas quando os mestres de fato imitam o Mestre.
Imitemos, pois, os mestres que são imitadores do Mestre, e assim palmilhamos o caminho do sucesso estando em Cristo Jesus, o nosso Mestre por excelência.
PbGS