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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
TIPOS DE IGREJAS HOJE
TIPOS DE IGREJAS
HOJE
Qual
delas está afinada ao seu papel?
O termo "igreja" é essencialmente neotestamentário.
Conhecer verdadeiramente o termo "igreja" na essência do seu
significado e histórico é ir bem mais além do que resumi-lo ao conceito comumente
equivocado a que alguém pode dar a um grupo de pessoas buscando um estilo de
vida melhor, com frequência rotineira a dias e horários de reuniões de cultos.
Biblicamente, o termo "igreja" implica em muito mais do que um
simples ajuntamento de natureza eventual, sazonal ou periódica, de
pessoas ligadas a rituais, gostos e afinidades cristãs comuns resumidas ao cantar, ao
falar, ao ver e ouvir gestos e palavras manifestos por alguém.
Segundo competentes vozes dos bons e mais reconhecidos
observadores e estudiosos cristãos de nosso tempo, notoriamente vêm hoje sendo
classificadas algumas igrejas por tipos segundo a historicidade e constatação de
seus procedimentos e da vida e visão de suas lideranças, comparados à luz dos
moldes e princípios, orientados no Novo Testamento. Algumas bem notadas pelo
seu amplo espectro de quantidade, de conteúdo consistente e da qualidade de
seus programas e projetos, outras mergulhadas na corrida da busca desejada de projeção
institucional, aplicando mecanismos dedicados a áreas setorizadas de suas
atuações. Nessa classificação estão algumas a seguir.
1 - As igrejas que
se fossilizam. Se fossilizar é uma expressão emprestada da paleontologia, com
o fim de figurar algo que se faz tornar-se em fóssil; se faz tornar-se em
restos ou vestígios antigos fragmentados, petrificados, de algum ser que teve
vida e passou pela existência em tempos remotos; a algo com forma seca e inerte
jazendo restrito em um fosso, num buraco. E em relação a igrejas, essa expressão
revela realidades para as quais se deve atentar nos seus alertas. As igrejas
que se fossilizam sobrevivem fechadas e temerosas em seus próprios medos e
cismas alimentados pela ignorância, pela má concepção e pela digressão. Elas não vivem nem para si mesmas, nem para o Evangelho e nem para as causas do Reino. O
entendimento deficiente reinante no seu seio provoca desastres na aplicação de
suas linhas conservadoras em relação aos tempos e épocas das realidades
enfrentadas pelo homem moderno. As igrejas que se fossilizam deixam seus
sintomas gritantes ressoarem além das suas paredes e serem notados longe, ainda que
debaixo de toda campanha marketizada e da boa polidez amistosa e emprego da
chamada política da boa vizinhança que tentem mostrar. As igrejas que se fossilizam simplesmente
se alienam das realidades de seus contextos e de suas épocas, se afastam dos propósitos do Evangelho e perdem a livre capacidade interativa tanto dentro de seus âmbitos como com o ambiente externo .
2 - As igrejas que
se priorizam. Ainda que não largamente pronunciado, o verbete “prioridade” diz de uma
atitude cujo procedimento se direciona à ordenação de coisas por suas
importâncias. Prioridade se configura em preferência, importância, precedência
e primazia. Em outras palavras – “dar o primeiro lugar” -. As igrejas que se
priorizam arrastam consigo um grande débito para com o Céu e, sem que estejam
apercebidas, acirram uma agressão contra o Evangelho e a proclamação extensiva do
mesmo, em função de se priorizarem a si mesmas. A visão confusa ou borrada
sobre as priorizações reais as arrasta também ao terreno da alienação parcial de
si mesmas e a insensibilidade para com o ambiente externo. Elas vivem para si mesmas, e quase nada para a causa do Evangelho. As igrejas que se
priorizam norteiam todas as suas atividades concentradas única e exclusivamente
para o seu ambiente interior sobreviver a apenas momentos em torno de si mesma.
Não possuem programas, alvos e projetos definidos e duradouros com metas a
serem atingidas nas prioridades do Reino de Deus. Pautam e alimentam suas
atividades segundo o seu parecer restrito à sua visão particular.
Consequentemente perdem a credibilidade como igreja e organismo espiritual e
ganham a rotulação de apenas grupos religiosos organizados para se auto sobreviverem
rotineiramente dentro de suas paredes. Notoriamente, nas igrejas que se
priorizam é percebida a sustentabilidade concentrada na centralização unilateral
de ideais provisórios, onde a provisoriedade pauta e comanda a sua visão
particular. Nessas igrejas, os perigos desastrosos que rondam seus líderes são
as constantes ameaças de instabilidade, as ondas dos contextos da insegurança,
o desfoco de alvos e a presença da inconsistência.
3 - As igrejas que
se comercializam. Comprar e vender são atividades muito úteis, normais, muito
comuns e historicamente necessárias em todo e qualquer segmento humano. Entre
os homens, em tudo que se vive, se emprega, se produz, se adquire e se aplica
estão presentes tanto o comprar como o vender na esfera de objetos palpáveis e
bens materiais. Comprar e vender itens que possuem conteúdos que produzem
instrução, orientação e edificação são de necessidade e investimento
reconhecidos para o viver e a atuação melhores como caminhos e instrumentos
para aperfeiçoamento. Entretanto, mostram as observações, os estudos e as estatísticas
realizados por institutos cristãos de pesquisas que as igrejas que se
comercializam atuam semelhantes a empresas agenciadoras de negócios comerciais rotativos.
As igrejas que se comercializam tornam-se como pontos de negócios semelhantes a
lojas comerciais, a mercados, a postos de combustíveis. Elas vivem somente das suas promoções de e para os seus interesses e em nada para a vida do Reino. O ponto forte de sua sobrevivência
reside em propagandas e exposição de impressões e flashes relevantes utilizados como chamadas
espetaculosas a uma clientela para si. São grupos genericamente rotativos,
instáveis e mutáveis, sobrevivendo de lançamentos de práticas acompanhando modismos
importados.
4 - As igrejas que
se revitalizam. Uma das mais buscadas e enfatizadas práticas modernas em
igrejas é o avivalismo (não o avivamento). Avivalismo significa uma tentativa
de revitalização superficial e momentânea com a finalidade de acender ânimos
para um dado momento em curto espaço de tempo. Ao passo que avivamento é uma
demonstração da presença de um despertamento consciente, consistente e
duradouro direcionado ao alcance do alvo preconizado na Palavra de Deus. Revitalização
não é avivamento e nem renovação. Revitalizar significa retomada de fôlego e ânimo;
reativar revigoramento. Apesar da canalização de esforços para essa
revitalização, o que não é um erro ou desvio em si, o ponto central crítico
reside na aplicação de mecanismos passageiros e paliativos apenas para atendimento
de momentos deficientes e carentes. Os perigos e o fundo falso desse tipo de
revitalização estão sutil e ocultamente na ausência ou abandono de cuidados
eficientes e de trabalhos eficazes que visem de fato e em verdade a direção
para o avivamento bíblico, real e verdadeiro. As igrejas que empregam seus
esforços para revitalização de ânimos e auto-estimas na busca do bem-estar confiantemente
pautados em contingências humanas, se divorciam e se perdem do engajamento da
missão-mor da Igreja de Cristo, e concentram-se cansadas em assuntos
contingenciais do momento na ânsia de atenderem gostos e vontades particulares
para fins estranhos aos da igreja e do Evangelho. Enfim, arrastam-se em
cansaços após cansaços e dificilmente chegam numa revitalização eficaz.
5 - As igrejas que
evangelizam. É sabido de todos nós que nossa missão principal e maior é a
tarefa da evangelização. É anunciar com persistência sistematicamente o
Evangelho a todos os de fora e também edificar e aperfeiçoar os de dentro. Devido
a vários fatores da atualidade, hoje já é patentemente percebida a necessidade
de evangelizar tanto os de fora como os de dentro. Tornar a graça de Deus para
a Salvação, conhecida, explicada e exemplificada é o propósito do anúncio do
Evangelho, e construir e fortalecer cidadãos do Céu é o trabalho constante para
com as vidas abraçadas por Ele. Construir hospitais, escolas, institutos, instituições,
são atos louváveis, empreendimentos contributivamente inteligentes e essencialmente
sociais e cívicos. Entretanto nossa missão não se resume a isso. Nossa chamada
fundamental é para a proclamação do Evangelho, e a seguinte é para preservar
vidas abraçadas por ele. Foram notadas pelos observadores cristãos que as
igrejas que não se empenham na evangelização também não obtêm sucesso na sua revitalização
contínua, não amadurecem e não se renovam com a propriedade de que é normal
para a vida da igreja cristã e tendem a sucumbir nos seus vícios ocupacionais
rotineiros. Ao contrário das igrejas que evangelizam, as que não evangelizam
tendenciam ao envelhecimento e sobrevivem de expansões de famílias suas
integrantes tradicionais e da rotatividade veloz de êxodos, tornando-se anãs
sem que percebam e sem alvos permanentes.
De toda essa classificação, se pode ser depreendido de que como
igreja do Senhor Jesus, não devemos nos deixar se tornar fossilizados. É
preciso efetuar mudanças, saber de fato o que mudar, as razões para mudanças,
para que mudar, quando e como trabalhar essas
mudanças. Como igreja do Senhor Jesus, não devemos nos fazer prioridade de nós
mesmos e para nós mesmos. A nossa prioridade não está direcionada para atendimento
de nós mesmos nas coisas que realizamos, mas sim para alcançar o ambiente
externo enquanto também preservamos o interno. Como igreja do Senhor Jesus, não
devemos nos assemelhar a pontos de comércio e negócios desta vida. Nossa
propaganda é a Salvação pela graça significativamente exposta no Evangelho e
não em nomes e rotulações para chamada de clientelas comerciantes. Como igreja
do Senhor Jesus, não devemos nos fincar na conformação ao desejo único de nos
manter apenas alegres para momentos nos interiores dos templos. Há muita coisa
a ser feita para a proclamação do Evangelho. Precisamos de avivamento pelo
ensino e exposição real, verdadeira e consistentemente bíblica para a
construção saudável de vidas que entregam suas vidas ao Senhor da igreja. Avivalismo
contingencial para atender a momentos é uma fábrica de vítimas do engano e da
desafinação da vontade de Deus para a Sua Igreja. Como igreja do Senhor Jesus,
não devemos estancar a tarefa necessária e imperativa da evangelização, nem
travar pessoas e meios envolvidos nela, a fim de não impedir assim a missão da igreja ser robustecida e prosseguir.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
ATRAVÉS DO ESPÍRITO...
Através do Espírito...
Se não for, não há
edificação...
Nos dias da Antiga Aliança, o Espírito de Deus se apoderava
circunstancialmente de pessoas e as habilitava a realizar especificamente o
mandado de Deus para alguma ação ou área específica. Deus pode fazer tudo, entretanto
Ele se permite a incluir pessoas chamando e dotando-as a fazerem com que os
Seus propósitos sejam cumpridos naquela ação ou área destinada. Nenhum homem
tinha o privilégio de ter a participação direta e permanente do Espírito de Deus
dentro de si a todo tempo e para todas as coisas e ocasiões.
Reis e legisladores foram apoderados pelo Espírito, mas momentaneamente,
a serviço do reino e em favor do povo. Juízes receberam sobre si o Espírito
para cumprirem determinados propósitos de Deus periodicamente, para a glória de
Deus e em favor do povo. Artistas foram temporariamente inspirados pelo
Espírito para desenvolverem atividades de construção e adorno do tabernáculo e
do templo. Sacerdotes tiveram o favor do Espírito para cumprirem o ministério
sacerdotal dentro de suas turmas a serviço do Eterno, do templo e em favor do
povo. Profetas foram dirigidos pelo Espírito sobre si para falarem da parte de
Deus ao Seu povo no seu tempo.
Veio a plenitude dos tempos e tudo aquilo que era restrito a
pessoas, a lugares e a momentos passou a ser aberto aos filhos da casa do Pai
em todos os lugares. O véu do templo se rasgou de alto a baixo e o acesso foi
aberto ao Santíssimo Lugar através do sacrifício santo, vicário, único e
substitutivo feito uma só vez pelo Senhor Jesus.
Tudo pelo Espírito de Deus porque sempre deve prevalecer os
propósitos dEle. Fomos alcançados pela imensa graça de ter o Espírito conosco e em nós através do Senhor Jesus. Em todo
tempo os objetivos predominantes devem ser os do Espírito. E fora dos do
Espírito, outros têm qualquer configuração alheia a Ele. O Espírito da promessa
chegou até nós. Andemos no Espírito.
Agora o Espírito Santo está conosco e em nós. Assim nos enfatiza
a Palavra de Deus e o testemunho pessoal de cada um de nós. Recebemos as
riquezas do Eterno através do Espírito, para a operação do Espírito através de
nós, e para a glória de Deus. Fora desses princípios nada tributa glória para
Deus. Tudo que façamos deve ser através do Espírito.
1 – Através do Espírito, adoramos a Deus. Jo 4.23-24. De nós
mesmo não sabemos e somos parciais em como adora-LO. Somos instruídos e
orientados pelas Escrituras, todavia a propriedade da adoração a Deus segue
fundamentalmente nos princípios de ser em espírito e em verdade. Tentar
adorar a Deus fora do Espírito é oferecer fogo estranho. Há não poucas gentes
inventando adoração, confundindo e resumindo a adoração em momentos de atração
pessoal a si mesmas. Busca de partículas de adoração dividida consigo e com
Deus.
2 – Através do Espírito, glorificamos a Cristo. Jo 16.14. Um dos
propósitos da vinda do Espírito de Deus a nós através do Senhor Jesus é a
glorificação dEle mesmo. O Senhor Jesus disse “Eu vou e o Espírito virá... Ele
me glorificará”. Gentes glorificando de lábios e com o objetivo de em suas
encenações erigirem palcos e cativarem glórias para si mesmas em suas
“apresentações”. Quando não é pelo Espírito, então as apresentações se reviram
em bobagens à beira da inconsequência.
3 – Através do Espírito, ganhamos almas. At 8.29. Apesar de todo
preparo acadêmico para a condução das falas ou dos atos, o homem é impotente em
si mesmo para produzir transformação radical em alguém. O que é
produzido pela lógica, também através da lógica é desfeito. O que um homem diz
segundo seu poder de criatividade lógica, pode ser desdito e desarticulado por
outro homem através da mesma lógica. Adesão não é a mesma coisa que conversão.
Ninguém se converte por imposição. Conversão por imposição é
violência hostil, uma tolice constrangedora, candidatura à superficialidade, à
conveniência, à conivência, à artificialidade e à traição. Entretanto, o que o
Espírito fala ou faz a alguém, isso fica marcado e impresso e nenhuma
capacidade humana o desfará. O Espírito convence do pecado, da justiça e do
juízo. Pontos espirituais básicos que todo homem carece estar ciente deles.
4 – Através do Espírito, servimos a Deus. Hb. 9.14. Servir ainda
é uma palavra com sua propriedade um tanto desconhecida por muitos. Servir a
Deus não significa ser ou estar obrigado, serviciente ou subjugado a fazer algo
que alguém queira para sustentar desejos, querer, ostentações, “colaborações”,
brios, objetivos, pessoais algum. Servir a Deus parte dos princípios da “diakonia”, da “latreia”, da “proskyneo”.
Biblicamente, o próprio Deus não aceita serviço por obrigação imposta. Servir
por obrigatoriedade imposta é coisa do diabo, é coisa de quem adora arrebanhar números
e ajuntar pessoas apenas.
Dessa forma, alguém pode fazer muitas coisas atinentes ao reino
de Deus, pode usar dons e talentos para realizar muitas coisas relacionadas com
a igreja, pode usar suas capacidades e empregar suas habilidades para fazer
muitas coisas em prol de si ou de outros, ou para impressionar pessoas e
grupos. Entretanto, a grande diferença é se o que se faz é o propósito do Espírito
com relação ao Deus Eterno e as vidas.
Se não for pelo Espírito, então em cinzas se tornará. É o que
nos faz ver claramente a Bíblia Sagrada. Se não for pelo Espírito, então é por
força e/ou de certa forma uma imposição. Se algo não é feito pelo Espírito,
então é realizado por qualquer artifício estranho a Ele. Então, que tudo seja
feito pelo Espírito e REALMENTE para a glória e louvor de Deus.
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sábado, 10 de agosto de 2013
DISTRAIR OU EDIFICAR?
DISTRAIR OU
EDIFICAR?
Qual destes está
governando a sua obra?
Edificação é um verbete cujo sentido parece haver saído do foco
de boa parte dos filhos da casa do Pai. Edificação anda de significado menosprezado
por boa parte de gente em não poucos arraiais dos filhos da casa de Deus. Essa
realidade tem sido tão percebida quanto vivenciada está. Notoriamente, boa parte dos filhos do Reino anda
um tanto fria e apática do foco da edificação espiritual.
Uma das palavras mais preciosas do Cristianismo é EDIFICAÇÃO.
Edificação possui o sentido básico da ação de edificar, de construir. E na
Bíblia Sagrada esse verbete e seus correlatos aparecem cerca de 370 vezes ao
todo no hebraico bíblico do Antigo Testamento, e em mais de 70 vezes ao todo no
original grego do Novo Testamento.
No âmbito veterotestamentário possui seu sentido literal, ainda
que por vezes aponte figuradamente para coisas do futuro. E no neotestamentário
sua aplicação tem o maior significado na linguagem metafórica aplicada à pessoa
do cristão diretamente.
Biblicamente, edificar significa muito mais do que construir,
levantar, erguer. Em relação ao ser humano, edificar significa construir o interior
de uma pessoa baseado em coisas sólidas, trabalhando nela com o propósito de
que se torne cada vez mais desenvolvida saudavelmente nos valores gerais.
É contribuir para o aprimoramento dos princípios e valores
gerais de uma pessoa. É promover seguramente o aumento na sabedoria, no afeto,
na graça, na virtude, na santidade, no ânimo e no desenvolvimento espiritual do
cristão. Notemos, portanto, que edificar envolve um peso de tamanha responsabilidade
sentido no presente, mas percebidos seus resultados somente no futuro.
A meta em busca da estatura dos filhos de Deus é trabalhada
cotidianamente através das coisas conduzidas de tal maneira que promovam
edificação. Um dos propósitos para o fortalecimento das convicções cristãs e
das capacidades de exercer os ministérios cristãos e de vencer os combates da
vida cristã é o da edificação.
Quando não se visa realmente edificar, ou não se sabe se o que
realiza está edificando, os resultados conseqüentes serão vidas açoitadas,
desequilibradas e desestabilizadas nos ventos da inconstância, da insegurança e
das insatisfações. Vidas mergulhadas no mar da artificialidade. Por vezes
banhando-se nas praias da superficialidade confortável e resumida dentro de
seus círculos. Outras soçobradas na inconsistência, apoiando-se em fatores
contingenciais volúveis, momentâneos, voláteis e movíveis. Na verdade, quando
não se edifica, se destrói ou coopera para desastres e desmantelos espirituais.
Parece estar sendo levantada mais gente embalada em busca de
euforias transitórias na procura de viver e aproveitar momentos e satisfações do
que sendo realmente conduzida na direção da edificação. Edificar é área cujas
estradas levam a quem nelas trafega para coisas consistentes, perenes, duráveis
e relevantes. Edificar não são promoções que atendem e aludem a momentos. Edificar
é trabalhar com esforços conscientes a fim de que vidas sejam preparadas,
entendidas e/ou aperfeiçoadas nas coisas do Céu enquanto caminham na marcha aqui
na Terra.
Por outro lado, deparamos com a distração. Distrair parece estar
sendo uma palavra-chave hipervalorizada neste século. Forças e tendências aleatórias
e alheias estão tentando distrair os servos do Senhor Jesus. Gerar e fustigar
entretenimento no seio do povo de Deus tem sido uma das artimanhas do inferno, objetivando
roubar-lhe ou desviá-lo do foco de sobre o que lhe está proposto ser e realizar
na militância de sua missão.
E lamentamos que por ignorância, ou estranhos temores, ou
discernimento deficiente, ou ainda outros fatores não confessados, tantos
filhos do Reino têm deliberadamente cedido aos trâmites da distração. Não se
surpreenda, mas até mesmo algumas gentes influentes e expressivas vêm sendo atraídas
pelas temporadas e carrosséis da distração e tragadas pelas correntezas dela.
A distração é perita no emprego da ferramenta chamada
substituição. Substituir, trocar, permutar, têm sido a sutil estratégia do
inferno em ações lentas e ofensivas contra o trabalho de edificar. O inferno
jamais cooperaria com algum mecanismo de progressão, de edificação, dos servos
do Senhor Jesus. Historicamente, a distração jamais causou progresso e edificação
nos filhos da casa do Pai. Muito pelo contrário, ela incita e seduz para a
perda da identidade cristã.
Distrair é um verbete que também está presente nas páginas
sagradas do Livro de Deus. Entretanto sua ocorrência é rara e sua presença nem
sempre é claramente percebida à primeira vista. E através de ações semelhantes,
ou por analogia e citações metafóricas, é que identificamos a existência e
presença da distração em alguns fatos bíblicos.
Distrair é uma palavra que tem sua origem no latim, e significa
puxar em diferentes sentidos, rasgar, tornar desatento, fazer esquecer, chamar
a atenção de alguém para outro ponto ou objeto, ficar alheio, descuidar-se,
fazer descuidado, entreter, divertir, desviar a atenção.
Distrair o povo do santuário é uma fantasia inconseqüente e
desastrosa, cujos resultados o mais que fazem é produzir pessoas biblicamente
anorexas, espiritualmente debilitadas, céticas e descrentes a cultuarem um Deus
a quem não se interessam de fato a conhece-lO, servi-lO e nEle se deleitarem a
ponto de se fazerem profundas na adoração e na devoção a Deus.
A distração tem levado gentes em alguns arraiais cristãos a
criarem e/ou louvarem o que não sabem dos significados e implicações do que
estão compondo ou cantando. A distração tem visado, alimentado e afogueado nas
ondas sonoras da harmonia de acordes apenas o calor das relações horizontais e
lamentavelmente afastado corações das chamas e chamada renovadoras ao
relacionamento vertical.
A distração tem impelido corações que acessam os púlpitos à ilusória
produção e entrega de mensagens rasas, superficiais, sem cheiro de
autenticidade bíblica, desconexas dos sentidos reais e propósitos das perícopes
dos textos sagrados, e sem perfume de esforço e sacrifício. Lamentavelmente a
pregação em alguns arraiais tem sido vista apenas como ponto de interesses, de
obrigatoriedade e de oportunidades de espetáculos fantasiosos divorciados do
favor da mão do Eterno. Enfim uma estranha “unção” infrutífera e interesseira.
A distração tem afugentado almas de apreciarem testemunhos
pessoais dos feitos de Deus em
vidas. A distração tem forçado substituir a simplicidade dos
testemunhos pessoais e em seu lugar apresentar contos espetaculares do império
do materialismo. A terrível arte da distração tem nutrido e assentado o
desinteresse e a incredulidade em corações dos santuários a respeito de
testemunhos pessoais.
Testemunhos pessoais que evidenciam o agir de Deus em situações
incomuns na vida de alguém edificam, entretanto sua simplicidade parece ter caído
em desuso em alguns arraiais dos servos do Senhor Jesus. Em contrapartida, a
hipocrisia e a superficialidade de lentes embaçadas aplaudem mais a presença do
níquel de Mamom e dos títulos de cezares do que a intervenção divina
poderosamente sobre as coisas e ações das ciências dos homens.
Diante de tudo isso, que se prefere para realizar? Distrair as
almas ou edificar as vidas? Qual destas faz parte dos propósitos da vida cristã
no Reino de Deus? Distrai-se os rebanhos ou continuam-se os esforços dedicados
a de fato e em verdade edificá-los? Que mais vale, premeditar a provocação de
inchaços nas almas ou trabalhar com esforço e dedicação mister a nutrir vidas
espiritualmente como nos propõe o Mestre para os filhos do Reino?
Não nos deixemos, pois, ser inchados pelas vanglórias da
distração. Elas são como fogo em palha seca. Na mesma força que se levanta
também na mesma intensidade velozmente cai e é abafada pelas próprias cinzas.
Que nosso alvo seja sempre o de edificar, e para tanto devemos aplicar de forma
espiritual e inteligente as ferramentas nos disponibilizadas pelo Senhor.
Que edificar seja o propósito que governe a obra que cada um de
nós realiza no Reino de Deus.
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terça-feira, 3 de abril de 2012
"PORÉM": todos têm, mas veja o seu.
“PORÉM”:
Todos têm um, mas cada um veja o seu.
“Porém” é uma palavra que imprime superior atenção a tudo que lhe está anteposto e posposto. Conduz o foco mais para sobre o que lhe sucede do que propriamente ao que lhe antecede. “Porém” é também uma palavra que possui a força de apagar tudo que lhe é dito antes e salientar o que lhe vem depois.
“Porém” é uma palavra que consubstancia maior valor e confere ênfase em uma coisa do que sobre outra. Nem todas as pessoas conseguem captar o real significado de um “porém”, assim como também nem todas conseguem aplicá-lo com exatidão e com a devida e adequada propriedade.
Há pessoas que escondem-se por trás de um “porém”, a fim de fugir dos seus “porque”. Algumas vivem sufocadas no poço de suas interrogações. Outras, sucumbidas no fosso de seus “talvez”. Algumas se submetem a assassinar seus próprios sonhos e matar planos, por inconfessadamente temerem os ressentimentos e imposições dos “porém” alheios sobre os seus próprios “porém”.
“Porém” é uma palavra adversativa, e quase sempre que a ouvimos num relance intuitivo, inicialmente temos a tendência de interpretar que ela buscaria apenas infundir a idéia de contrariedade, de oposição. De tirar o valor de sobre algo para colocá-lo em outro.
“Porém” é uma palavra que não possui antônimos, apesar de ter sinônimos e viabilizar a possibilidade de sua substituição por expressões de suas similaridades. Busque conhecer os bons “porém”, contudo jamais ignore os “porém” que podem lhe atrapalhar, lhe travar, ou lhe fazer presa dos caprichos e manipulações de outrem.
“Porém” é uma palavra que pode imprimir valores negativos, mas também pode muito bem enaltecer valores positivos. Há pessoas que possuem o seu foco perito e tendencioso a apenas enxergar o “porém” negativo, e existem pessoas que logram sucesso em se deter no “porém” positivo sem se deixarem ser levadas aos entraves do negativo.
“Porém” é uma palavra que pode iludir, ofuscar, as relações de causa e efeito, ou produzir distorções de visão sobre algo. Ela tanto pode esconder realidades como pode declarar objeções. Cuidado quando seguir os “porém” que lhe ensinam, visto que eles podem estar desafinados da realidade cristã ou ser preconcebidos de “porém” estratificados, supostos ou imaginários.
“Porém” é uma palavra que possui o poder de levar uma pessoa a fazer avaliação de seus procedimentos, de seus propósitos, de suas prioridades e do emprego e aplicação de seus critérios. Um “porém” corretamente e bem avaliado pode levar ao aperfeiçoamento promissor, e um “porém” mal intencionado pode causar prejuízo e remorso.
Todas as pessoas possuem cada uma o seu “porém”. Mas nem todas as pessoas podem ou sabem ser equilibradas diante de um “porém” alheio. Há pessoas que tentam quebrar, ou denegrir, ou depreciar, os “porém” alheios, e existem pessoas que jamais aprenderam a lidar, ou dirigir, ou disciplinar os seus próprios “porém”.
Na verdade, nenhum de nós conseguiria viver sem um “porém”. Contudo certamente ficaríamos exaustos e desencorajados se vivêssemos uma vida arrastada e aprisionada pelas correntes de muitos “porém”. Há “porém” alegres e alavancadores, e existem “porém” tristes e desalentadores.
Na Bíblia Sagrada estão exaustivamente registrados muitos “porém”. Cada um deles é apresentado numa situação, e em cada uma destas encontramos um propósito. Os “porém” registrados no Livro de Deus servem para nos declarar que temos sempre, e pelo menos, um “porém” em nossa vida, e precisamos além de identificá-lo aprendermos com ele, ou através deles, se muitos houver.
O corajoso general sírio Naamã era um homem prezado e respeitado pelos seus superiores. A Bíblia diz que por ele o Senhor deu vitórias às forças do exército de sua nação. Naamã, garboso e bem fardado, em cujos ombros repousavam suas platinas e lauréis que lhe distinguiam diante das tropas e honravam o poder de mando dos seus superiores hierárquicos e era fator de orgulho para o seu povo. Apesar de tudo isso, aquele Naamã tinha o seu “porém”. 2Re 5.1-19 (ARC)
Apesar de toda a investidura de sua autoridade e da elegância de sua farda e de sua honra e reconhecimentos recebidos, Naamã tinha o seu “porém”. Há “porém” que atormentam e existem “porém” que incomodam, que ferem, que dão sinal de limitações e de impossibilidades.
O respeitado general sírio Naamã possuía e gozava de muitos valores reais, objetivos e subjetivos, mas tinha o seu “porém” que um dia chamou a atenção no interior de sua residência. Chegou o dia de Naamã ter o seu “porém” trazido às vistas observadoras e às vias de reparos e cessação. A lepra que tomava o seu adestrado corpo fazia parte do seu “porém”.
Aquele “porém” do general não poderia ser extirpado segundo a sua concepção. Era grande demais para ser curado pelos impotentes deuses ou limitados favores no território do paganismo da antiga Síria. Foi um “porém” que precisou deixar as suas ocupações rotineiras, depender das recomendações de uma carta-passaporte e atravessar fronteiras. Foi um “porém” quase não tratado em razão de seu preconceito posicional e de sua arrogância e falta de humildade. Foi um “porém” cuja avaliação não cobria qualquer preço material. Foi um “porém” que lhe exigiu reverência e fé. Foi um “porém” que por pouco quase deixou de reconhecer um profeta e desmerecer a palavra definitiva e certeira que saiu da boca deste.
Nem todos gostam de ouvir dos seus “porém”, todavia às vezes, ouvir sobre os nossos “porém” e atender ao que precisamos fazer com eles pode nos levar a novos caminhos promissores. Há pessoas que se perderam em atalhos vãos e inúteis porque passaram todo o tempo resistindo, ou reagindo, ou se conformando, aos seus “porém”. Há pessoas que tiveram a oportunidade de terem alguns dos seus “porém” resolvidos ou extirpados, mas se fizeram gigantescamente grandes até que a perderam. Jamais deixe de ouvir e examinar os seus “porém”.
O profeta canônico Habacuque viveu um período de sérias dificuldades no meio do seu povo. A frieza espiritual aliada à depravação moral e conjunta com a mornidão irreverente e impiedosa por parte do seu povo estavam causando sérias perturbações. Um panorama de total e completa desconsideração e ausência de arrependimento entre o seu povo. O prenúncio de um juízo estava apontando e levando o seu povo aos sítios da ruína e da escassez. Hc 3.17-19
Para o profeta-filósofo Habacuque, em meio ao panorama vivenciado, ainda que houvesse falta, ausência, escassez, o “porém” de sua fé expressa lhe levaria ao terreno da alegria no Senhor, o Deus da Salvação. Viesse o que viesse sobre o que estava ao seu redor, o seu “porém” não lhe permitia ser levado ao desequilíbrio ou contaminado pela visão descomprometida dos outros.
Em meio às lutas e as suas guerras, nem todos possuem a firmeza de manter o “porém” expresso da fé confiante no Deus da Salvação. Há pessoas que mentalmente sabem que Deus é fiel e verdadeiro, todavia não possuem no seu íntimo a firmeza de convicção suficiente para não abrir mão do seu “porém” de fé expressa quando se deixam ser levadas pelas vistas dos olhos naturais. A alegria rejubilante fazia parte do “porém” de Habacuque.
O dedicado chefe de cobradores de impostos, Zaqueu, era bem sucedido nas suas áreas de atuação. E naquele tempo, a cobrança de imposto em favor do poder dominante conferia posição e status ao funcionário do império. Zaqueu não era apenas um cobrador andante, um ambulante de cobranças de porta em porta. Apesar de não ser bem visto pelos populares, Zaqueu era um chefe de cobradores, e isto nos diz que ele por ser maioral gozava de certo respeito na ponta de entrada da administração das finanças do império romano. Lc 19.1-10
O chefe alfandegário Zaqueu tinha no seu íntimo uma curiosidade ímpar ainda não satisfeita. E foi exatamente por ela que o seu “porém” veio a ser conhecido por todos os leitores amantes do Novo Testamento. Zaqueu parecia ter consideravelmente tudo, mas o que lhe faltava para completar o seu tudo ainda estava por vir. Após breves passos de uma rápida corrida para conhecer o Mestre Nazareno que passava de entrada em Jericó, o seu “porém” veio a lume. A sua estatura pequena fazia parte do seu “porém”. O “porém” do Zaqueu levou-lhe a satisfazer a sua curiosidade, o dirigiu a que fosse eliminada a sua ignorância sobre o homem chamado Jesus e o fez ouvir a declaração da verdade sobre si – Zaqueu também é um filho de Abraão -.
Ministros de algumas das antigas igrejas da Ásia, citadas nos três primeiros capítulos do Livro de Apocalipse, tinham cada um “porém”. Eram “porém” diferentes, mas todos de igual modo se fizeram alvos do mesmo foco observador.
O ministro principal da igreja em Éfeso possuía um currículo exemplar de obras e trabalhos perseverantes aliado à sua capacidade de suportar provações. Mas tinha um “porém” que fez com que o Senhor declarasse ter algo contra ele, apesar de toda obra e trabalho que fazia. Nenhuma obra ou trabalho que empreendamos, assim como toda a nossa capacidade suportar aflições e provações poderiam substituir a força de manutenção do nosso primeiro amor ao Senhor Jesus. Um bom e oportuno convite a lembranças pode despertar arrependimentos e retomadas de rumos. Ap 2.1-5
O ministro oficial da igreja em Pérgamo possuía um histórico de firmeza e afirmação de fé somado ao seu zelo conservador. Mas carregava consigo alguns “porém” que fizeram com que o Senhor tivesse algumas coisas contra ele. Apesar de se mostrar lampejos de fidelidade e estar domiciliado nas cercanias do trono de Satanás, aquele ministro permitia que debaixo de suas rédeas fossem sustentadas as ministrações de heresias, falsos ensinamentos, promotores de confusão espiritual e indecência moral, com o fim de lograr interesses materiais. Ap 2.13-16
Aquele ministro não foi capaz de conter a infiltração e coibir o alastramento das doutrinas gnosticistas libertinas, e possibilitou indiretamente o oferecimento e consumo de oferendas idólatras, assim como se fez permissionário da prática da prostituição na igreja sob sua liderança e cuidados. Há pessoas cujos “porém” cedentes podem atrapalhar e causar sérios danos à vida de outras que com elas se coadunam. É preciso ter muito cuidado contra os “porém” ambienciais com feições carismáticas.
O ministro responsável pela igreja de Tiatira possuía um currículo expressivo de caridade, fé, obras crescentes, trabalhos perseverantes. Mas apesar de tudo isso, aquele ministro possuía o seu “porém”. E foi aquele “porém” que fez com que o Senhor declarasse ter algo contra ele. Aquele ministro era um agente de tolerâncias a que a igreja sob seus cuidados fosse ensinada e seduzida para a prostituição e para a adoração a deuses estranhos dentro de seus próprios termos. Ap 2.19-23
Aquele ministro chegou a apoiar a extorsão materialista com fachada de espiritualismo que tinha o pretexto de atender aos desejos pessoais dos favorecidos tolerados. O mundo materialista e as tentações dele eram imponentes e exerciam influência naquela região. É preciso conservar e guardar o que temos para que não sejamos vitimados pelas malhas das falsas tolerâncias e das permissividades.
Assim, pode ser visto que existe pelo menos um “porém”, mas cada um veja o seu. Há pessoas que possuem mais de um e existem pessoas que tendo muitos “porém” somente concentram o seu olhar e se atrapalham e se travam em um porém de alguém. Jamais podemos deixar que certos “porém” sejam infiltrados no meio dos rebanhos do Senhor. Os “porém” são possíveis existir, mas nunca devemos fechar os olhos e fazer vistas grossas a “porém” permissivos e destruidores, por mais classicista ou carismaticamente politizados que se apresentem.
Nenhum “porém” seja desprezado e não revisto. Todos os “porém” se façam objetos de apreciação, visto que nenhum deles ficará sem a sua devida e merecida recompensa. Busquemos, pois, nos ancorar a “porém” que não seja objeto de contrariedade para com o Senhor. Que nenhum dos nossos “porém” venha ser causa de tropeço a outrem. Que nenhum dos nossos “porém” se torne em falseio e pretensões oportunistas. Procuremos tratar dos “porém” antes que chegue o dia de ouvir o esperado grito da meia-noite.
Que o Senhor nosso Deus, ao olhar o “porém” de cada um, não tenha coisa alguma contra os nossos “porém”.
VOCÊ JÁ VIU O SEU “PORÉM” HOJE?
Aproveite para revê-lo e apresentá-lo ao Mestre Jesus!
PbGS
NOTA:
Este artigo contém algumas partes da mensagem gravada, que preguei na última quinzena do mês passado na abertura do 10º Aniversário do Conjunto de Homens da IEAD, Imigrante-ES. O tema daquela linda festividade foi “Tu, porém, foge destas coisas.” 1Tm 6.11.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
CONSIDERAÇÕES EM Rm 14.19.
CONSIDERAÇÕES EM Rm 14.19.
Para a paz e a edificação...
Existem muitas realizações. Há uma gama variada de coisas que foram realizadas e outra das que estão sendo feitas. Enfim, faz-se alguma coisa para alguém, assim como de alguém se recebe alguma. Examiná-las é uma excelente iniciativa, é o primeiro passo para poder conhecê-las bem.
A importância das coisas que fazemos e a sua validade para edificação reside na qualidade do que produzimos, na consistência do que realizamos, na sua utilidade, na sua função, nas razões pelas quais fazemos, no propósito para o qual as fazemos, na permanência de sua duração, no benefício que vão trazer, na fonte-origem que nos leva a fazê-las. E somente conhecemos de fato essa importância se examinamos esses itens do seu feito.
Todos nós naturalmente já nos acostumamos a produzir feitos para alguém, ou presenciar alguns ou recebê-los de alguém. Examinar o que fazemos e o que recebemos é uma demonstração de sabedoria, de seriedade, de responsabilidade, de denodo e de dedicação. É muito importante, útil e proveitoso o conhecer os frutos para se saber e se obter a melhor e mais justa e mais real definição dos feitos e tudo que gira em torno deles.
Exame não significa ceticismo, incredulidade, descrença, cisma, suspeita, preconceito e desconfiança. Exame é uma atitude louvável na busca do conhecimento e um procedimento fundamental, um gesto elogiável, uma questão de prioridade, de bom senso e de respeito e valorização pela verdade. Quem não aplica a capacidade de examinação, pode deixar de ganhar muitos êxitos, perder oportunidades de edificação.
Nem tudo que vemos ser feito possui algum proveito para edificação. Na verdade, existem coisas que ao invés de promoverem edificação, causam desonra, provocam destruição, conduzem à vergonha e abrem espaço ao escárnio. Se faz necessário ter em mente a extraordinária orientação bíblica “examinai tudo e retende o bem”, 1Ts 5.21.
Para nossa segurança e firmeza na edificação, existem recursos aos quais podemos lançar mão para identificar e conhecer com profundidade e propriedade os feitos realizados por alguém. Esses recursos residem nos resultados colhidos de alguns itens investigativos, ferramentas examinadoras, cujas aplicações fundamentadas na Sagrada Escritura revelam o que se precisa saber sobre as coisas feitas entre nós.
A ausência da capacidade de examinação, assim como a deficiência na sua aplicação, têm trazido sérios prejuízos e impedido a edificação de vidas. Quando essa ausência e essa deficiência se fazem a prática comum, as vidas se tornam bastante suscetíveis, fragilizadas e vulneráveis a absorverem toda e qualquer coisa que se lhes apresente ou lhes cause influência ou lhes leve a se tornarem reféns e sucumbidas nos covis da curiosidade.
Para algumas vidas, parece ter passado o tempo da boa prática de se deter em examinar com profundidade, com propriedade, com segurança, com equilíbrio, tudo que se apresenta diante dos olhos e se chega aos ouvidos. Uma estranha e funesta nuvem favorecedora ao obscurantismo e à confusão paira sobre muitas vidas e arrasta-as ao terreno da ignorância e da incredulidade.
Parece haver se ido o tempo das mais acuradas reflexões, das mais conscientes buscas, das decisões mais inteligentes, da sensibilidade mais espiritual, sobre tudo que se nos apresenta. É estarrecedor notar a ação do estranho interesse forçando a porta de muitos corações a fim de arrombá-las e invadirem-nas com a desvalorização e a diluição. Para alguns pouco lhes importa o alto valor da edificação, e para outros de nada vale o seu custo, o seu preço e as suas recompensas.
Estava acompanhando um de meus filhos numa fila de concurso, quando ouvi um grupo de pessoas bradar a um de seus colegas ao largo recomendando-o ao “embrulha e manda!” Aquela expressão me fez lembrar naquele momento que parece estarmos na “era do embrulha e manda”. O “momentismo” destronando valores e qualificações de muito boas gentes, e alimentando e cultivando a preguiça mental, bem como ao descaso mútuo. Um prejuízo que somente o futuro vai dizer com mais propriedade.
Muitas coisas descomprometidas com a edificação estão sendo feitas assim, com base nesse jargão do “embrulha e manda”. O falso hábito do “engolir sem antes mastigar”, sem antes ocupar o tempo em “identificar o odor e provar o sabor”. A “forçação” da pressa e da rapidez em instalar e assimilar coisas impudicas, estranhas ao Espírito e ofensivas contra os princípios da Palavra. Os resultados refletem na construção de uma geração artificial em sacrifícios, rasa em sensos, superficial em espiritualidade, instável nas decisões, frágil na luta espiritual, debilitada na visão, volúvel nas mudanças e dividida no coração.
Um forçamento com vistas a não oferecer tempo para pensar, ponderar, examinar. E o significado de edificação se torna em somenos importância, confundido como sentimentalismo e emocionalismo, momentâneos e passageiros. Por conseguinte, tantas mentalidades desarranjadas e tantas vidas congestionadas nas vielas e labirintos das incertezas, da insegurança e da descrença. Vidas lamentavelmente vulneráveis à perda de identidade e ao naufrágio na fé.
Algumas boas gentes já não sabem mais em que e em quem depositarem a sua credibilidade, porque também não se dão ao trabalho de efetuarem exame honesto. Parece que em favor do desgoverno de vidas, em prol da artificialidade, da superficialidade, da inconsistência, a instantaneidade e o imediatismo se tornam o veículo facilitador da vergonha, da insipidez, da insipiência e do menosprezo. Que pena que muita gente que demonstra saber muito, infelizmente conhece pouco e lamentavelmente pratica menos.
Parece haver passado o tempo no qual a ênfase deixou de colocar a tônica maior e mais forte sobre os resultados, os frutos, e sim passou a concentrar o seu foco principal sobre a validade apenas no curso dos momentos que os antecipam. Perde-se muito porque examina-se pouco. Desmorona-se mais porque se constrói pior. Algumas vidas vivendo o “weakness” (fraqueza) em lugar do “strengthening” (fortalecimento).
Para alguns, parece terem caídos no desprezo as funções das ferramentas para aquisição do identificar e conhecer significados, naturezas, origens, fundamentos, propósitos, causas, razões, efeitos, conseqüências. Parece que passou a ser visto como perda de tempo e desuso a prática do exame. Examinar caiu de moda e aplaudir a ignorância assumiu o apogeu. Por isso, as inverdades têm subido ao pódio.
Para alguns, parece que passou a ser mais importante o incremento engenhoso para atender ao momento da semeadura do que a qualidade que se espera ser obtida no momento da colheita dos frutos. O momento do agora parecendo ter supervalorização em relação ao que estará por vir no do depois.
Agradecemos a Deus pelo fato de existir muita gente falando sobre edificação. Mas sobretudo louvamos a Deus pela numerosa multidão de servos de Deus, crentes em Cristo, que está efetivamente ocupada e dedicadamente empenhada em promover e manter a edificação. Edificar é um trabalho de construção.
Muitas coisas são feitas, mas para que servem? O que está por trás em suas origens? Quais são as suas pretensões? Quais são os interesses que as movimentam? São veículos de quais ensinamentos? Qual é a sua natureza? Estes quesitos de questionamentos apenas começam acendendo uma luz para se chegar com segurança na edificação.
A Sagrada Escritura nos traz o lindo e extraordinário texto de Romanos 14.19. Uma passagem bíblica que nos conduz a refletir um pouco mais com bastante seriedade sobre as coisas que são feitas visando a edificação. Esse lindo texto bíblico é um orientador poderoso para fundamentar a capacidade de examinação.
O rico texto de Rm 14.19 diz “Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.” (ARC). Ele nos leva a refletir sobre algumas considerações úteis e essenciais.
Primeira: o versículo não é isolado. Ele é parte de uma perícope. No texto grego original ele começa com a partícula de transição “’ara”. No texto aparece a palavra “Sigamos” indicando a sugestão imperativa e traduz o termo grego “diōkōmen”, de “diōkō”, do verbo de ação “diō” do texto original. É incrível e extraordinária a inspiração do Espírito Santo no escritor ao aplicar esse termo.
Essa palavra “diōkō” possui um poderoso e forte significado – persiga, procure, fuja em direção a, corra atrás de, mova-se em direção a, procure se apegar a -. Aqui aparece uma palavra de ação que diz de um esforço em direção a algo. Nela não há atitude estática, inerte.
Segunda: o texto é parte de um parágrafo sobre a liberdade e o amor dominante no seio cristão que nos orienta a não causar tropeços e quedas a outros. Isto também nos diferencia de grupos religiosos no mundo que se posicionam na prática da rivalidade, procedem o zelo empregando a hostilidade, desfechando o ódio, imprimindo a violência, possibilitando a dissensão, viabilizando a separação e a inimizade. Se auto-afirmam apoiadas sobre os pilares da intolerância e da inflexibilidade.
Essa liberdade e esse amor cristãos de forma alguma significariam aprovar, acolher e assimilar valores estranhos aos ensinamentos bíblicos, nem tampouco cederem lugar à política da simbiose de visão e de práticas em busca da manutenção de interesses e de preciosismos. A liberdade e o amor cristãos são responsáveis, coerentes, edificantes e agradam ao Senhor Deus.
Terceira: o texto é a conclusão de uma linha de pensamento. Ele conclui uma idéia existente e expressa, dentro do parágrafo. Ele fala de serventia, de função, de “coisas que servem”. Há coisas que são proveitosas e nos servem, e a essas devemos procurá-las. Se existem as coisas que servem, logo há as inservíveis. Assim como existem as que nos servem, também há as que de nada serviriam às nossas vidas.
Há coisas que não precisamos de forma alguma segui-las, nada possuem de serventia para que as imitemos. Não precisamos delas porquanto nada de louvor somam, nada trazem de proveitoso para o meio salutar cristão e muito menos para uma vida que ama e serve ao Senhor Jesus. Aqui o termo “coisas” não se refere a pessoas, indivíduos.
Quarta: notemos que essas “coisas que servem” apontam para alvos, finalidades, propósitos. Elas não existem simplesmente por existirem e acontecerem e serem resumidas nelas mesmas. Na seqüência, primeiro elas “servem para a paz”. São essas que devemos procurar para a nossa vida e inseri-las e cultivá-las em nosso meio para promoverem a paz.
Essas coisas visam à harmonia, objetivam a comunhão, promovem o bom entendimento mútuo, não influenciam ou sugerem a discórdias. Elas não abrem brechas para opiniões particulares, visões localizadas, conjecturas estranhas ao meio conhecedor e pautado na prática da Palavra de Deus.
Quinta: percebamos ainda que essas “coisas que servem”, também possuem o propósito de promoverem a edificação. Elas também em seguida servem “para a edificação”. Elas não servem para efetuar ilusões e passatempos. Elas não servem para produzir distração ou diversão. Elas não servem para criar subterfúgios ou manter simulação ou engano.
A palavra “edificação” nesse versículo traduz o termo grego do texto original “oikodomē”. Este termo é composto de duas partes – a primeira, “oikos” que significa “casa”; e a segunda, “dymeō” que literalmente significa “construir” -.
Esse termo grego “oikodomē” possui uma linguagem especial para dizer de construir, construção de uma casa; de estruturar, de erigir uma estrutura; de fazer progresso; estabelecer uma estrutura; confirmar uma construção, elaborar, aprimorar. Também dá a idéia de fortalecimento, de crescimento, como um processo estrutural. Aqui é empregado em linguagem figurada para falar sobre a edificação da vida espiritual, a sua construção, a sua estruturação, o seu progresso, o seu aprimoramento, a sua elaboração.
Daí percebemos as razões da grande responsabilidade que temos sobre o que fazemos uns aos outros, o que produzimos entre nós, o que promovemos nos outros. Devemos ter a consciência e o senso de responsabilidade nos propósitos das coisas que fazemos para os outros, assim como sobre o exame das coisas que são feitas para nós. Não há uma indicação de perfeccionismo, mas uma busca de aprimoramento através da aplicação mútua do que recebemos do Senhor para ministrar entre nós.
Sexta: por fim, vejamos que esse brilhante versículo é concluído com a expressão “...de uns para com os outros”. Aqui notamos claramente os alvos das ações práticas, em que meio elas são procedidas. Também aqui notamos definitivamente que as ações acontecem mutuamente e assumem via de mão dupla e interativa. Fazemos a outros e deles também recebemos livre e interativamente.
A expressão do texto grego original para esse tratamento interpessoal é “allelous”, e transmite a idéia predominante de mutualidade, de troca mútua, de ministração mútua, de ação mútua, de reciprocidade. Aqui é preciso se zelar pela manutenção do cuidado sobre nossa vida de fé, nosso íntimo, nosso fundamento, nossos alicerces escriturísticos. Aqui é requerido de nós a capacidade e a responsabilidade de apreciação e exame sobre as coisas que fazemos a outros e as que outros fazem a nós.
Em vista dessas considerações, não devemos, portanto, absorver e assimilar para a nossa vida coisa alguma que produza desarmonia, que sirva de elemento importunador e de inquietude. Não devemos acolher e adotar produtos de influências discordantes da Palavra de Deus e estranhos ao cerne dela, se quisermos ser edificados com verdade e em direção à “estatura de varão perfeito”, pronto e “aprovado para toda boa obra” e nos “conservando perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus”. Ef 4.13; 2Tm 2.15, 3.17; Cl 4.12b.
Sabemos que o poder da criatividade e a capacidade de imaginação, ambos são formidáveis e podem substanciar mentalidades férteis. Os resultados do emprego desses fatores é uma prova incontestável da dinâmica e da existência dos muitos projetos e empreendimentos que acontecem e dos tantos que estão ao nosso redor. Em algum lugar, por alguma pessoa, está sendo criada, ou imaginada, ou realizada, alguma coisa.
Mas é preciso se saber que qualquer coisa alheia ou divorciada da Palavra de Deus viabiliza e favorece o terreno da heresia. O conhecimento e a revelação progressivos de Deus jamais conflitam com os ensinamentos basilares da Escritura Sagrada. Por mais bem intencionados e aparentemente proveitosos que sejam os elementos que se nos apresentem, mesmo assim devem sofrer o crivo de exame com visão na Palavra de Deus, e não adotá-los pela vista de sugestão de influências.
Para algumas pessoas, o ato de examinar o que se recebe pode ser visto como uma ação de afronta, desrespeito e indelicadeza. Há necessidade de examinarmos o que se produz uns para os outros. Examinar o que alguém faz ou dele se recebe parece conotar um ato rude, matuto, “quadrado”, retrógrado e deselegante. Entretanto, mais do que nunca cada dia se faz mais necessário.
Para algumas pessoas, teríamos que desprezar a sabedoria aprendida dos ensinamentos da Bíblia Sagrada, ou juntar a ela fontes duvidosas e conflitantes para atender a anseios e a influências. Há um grande e estranho interesse em alguém e em algum lugar para que sejamos obrigados a receber e aplaudir qualquer coisa às escuras, sem examiná-las e sem direito a reprová-las e rejeitá-las.
Parece que fontes estranhas estão querendo forçosamente impor aprovação e popularidade ao que é descabido, ao que é e está reprovado, ao que agride, ao que promove vergonha, ao que inverte valores. Ao que ao invés de construir, destrói, desconfigura, desmorona, descaracteriza, arruína e nubla a identidade. Há uma visão ofuscada e errante que nos anseios dessa imposição, tenta implantar e instalar a confusão a fim de que não haja a edificação no seio do povo eleito de Deus.
Tem havido uma avalanche de coisas que alguém rotula como “cristãs”, como “gospel”, produzidas com a finalidade de servirem como objeto de vergonha, de chocarrices, de promoção ao escárnio. Coisas rasas e fantasiosas que para nada de edificante servem, apenas ocupam um espaço como um peso morto, inservível e fétido.
Coisas vazias de Deus, descasadas de Sua Eterna Palavra, desprovidas do espírito cristão. Que mais buscam alcançar popularidade a qualquer custo e sob qualquer esforço, do que produzir paz e edificação nos corações. Coisas que nem ao menos sacam um bom e largo sorriso salutar e contente dos lábios dos filhos do Reino. Pesos mortos que ao invés de promoverem edificação, exalam cheiro de tristeza do que perfume de alegria, interesses espúrios e desalinhados ao povo do Reino. A capacidade de efetuar exame parece que realmente anda em séria crise.
São tantos frutos do descaso produzidos apenas pela capacidade da criatividade e da imaginação, ou sob uma influência e inspiração estranhas, que se nutrem em causar confusão, se estribarem e se fortalecerem em função de coisas que não promovem edificação e somente causam desassossego, importunação, inquietação, confusão, aos corações.
Todavia, acima de tudo devemos ter como o nosso norte e nossa linha-mestra a paz e a edificação como o texto de Rm 14.19 e suas considerações nos ensinam. A afinada visão com o Reino de Deus nos leva a efetuar exames e nos impele ao fortalecimento, ao crescimento, ao progresso, como ensinado na Escritura Sagrada.
Promovamos, pois, a paz e a edificação de uns aos outros, para a glória e o louvor do Senhor Deus!
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domingo, 14 de agosto de 2011
“Quanto ao irmão Apolo,...”.
1Co 16.12 – “Quanto ao irmão Apolo,...”.
Nobrezas de uma vida edificante e determinada.
Existem vidas que são extremamente úteis e produzem edificação em outras. E por possuírem um profundo sentimento somado a uma completa convicção, consciência e razão lúcidas de suas capacidades e habilidades, dentro da vontade de Deus realizam muito do que podem com o pouco que recebem, valorizando as oportunidades que têm. E olhando para essa verdade, percebemos que não basta apenas sermos úteis. É preciso mais, cabe-nos ir sempre um pouco mais além.
É preciso que tenhamos em mente que nossas vidas devem ser mais do que rotineiramente úteis. É imprescindível que possuamos sentimento e convicções conjugados no que somos e no que realizamos. É indispensável que mantenhamos a consciência e a razão centradas no Senhor que nos equipa com as capacidades e habilidades próprias para realizarmos dentro de Sua vontade o muito com o pouco que recebemos, aproveitando e valorizando as oportunidades que temos. Temos que ancorar a consciência e a razão seguras de que somos apenas o meio e que somente o Senhor Deus é o fim.
O Senhor nosso Deus emprega nossas vidas como meios na Sua grande obra para Ele atingir os Seus fins. Jamais devemos confundir essa verdade e nunca nos arrisquemos a trilhar outro rumo, sob pena de cairmos no triste engano de que seríamos o fim e não os meios. Cada um de nós tem os seus lugar e colocação, as suas próprias características, suas capacidades individuais, suas facilidades em habilidades. Na obra de Deus, enquanto um planta, outro rega e somente o Senhor nosso Deus é quem dá o crescimento.
E o Senhor nosso Deus leva em conta esses fatores residentes ou predispostos em nós, e nos emprega como a ferramentas específicas na Sua grande obra. Ignorar esses fatores é hostilizar individualidades, é desconhecer o agir de Deus, é desconsiderar particularidades e assim causar desastres e promover prejuízos para a obra de Deus. Deus quer nos usar no que somos e com o que temos. As chaves das realizações são do Senhor e estão abrindo portas cooperando por vezes com as nossas vidas, talentos e capacidades.
E para tanto, Ele nos capacita e nos permite gerenciar o pouco que recebemos para fazermos realidade o muito que podemos fazer nas oportunidades que Ele nos presenteia. E visto que o norte de nossas realizações deve estar dirigido, afinado e aferido para a glória e majestade do Senhor nosso Deus, tudo que fazemos, o façamos integralmente para louvor do precioso nome dEle, assim como para produzir edificação em outras vidas.
Dentre as vidas extremamente úteis que realizam muito com o pouco que recebem esteve a de Apolo. E olhar direta e especialmente para vida daquele nobre servo de Deus registrada na Bíblia Sagrada é perceber a consciência e a razão de que o Senhor nosso Deus espera o melhor de nós com o que Ele nos presenteia. Notamos que não basta apenas saber o que temos, é preciso aproveitar e gerir bem isso nos aplicando para realizarmos muito no que podemos.
Apolo foi uma dessas vidas para a qual podemos dirigir sobre ela os nossos olhares com carinho e admiração pelo referencial de lições cativantes que oferece. Quanto ao alarde gratuito de expectativas levantado por alguns crentes em torno do nome e conseqüentes da obra de Apolo, nenhuma culpa referente a pensamentos divididos por preferências pessoais entre os crentes coríntios poderíamos atribuir incisiva e contundentemente a ele. Visto que em todo tempo cada coração nos públicos sempre se identifica e simpatiza com aqueles a quem naturalmente apreciam e sobriamente elegem e os consideram como seus favoritos. Cada pessoa se revela e é distinguidamente notada naturalmente.
O pequeno conteúdo escrituristicamente resumido sobre Apolo é bastante para conhecermos um pouco do que aquele nobre irmão em Cristo foi na sua existência. Tanto as linhas que o descrevem como as que fazem ligeira citação de seu nome, são suficientemente nobres para que da vida de Apolo possamos extrair bons exemplos e edificantes lições intemporais e incentivadoras. Ter a vida de Apolo somada com a de outros referenciais incentivadores é obter encorajamento para vencer e avançar servindo cada vez melhor e mais legitimamente ao Senhor nosso Deus com o que temos.
A vida de Apolo foi nobre porquanto possuiu consideráveis pontos de nobreza que a coroaram e a fizeram com que fosse nobremente distinguida. Se a vida e ministério pessoais de Apolo foram alvo de fortes e excelentes investimentos recebidos, isso foi uma questão sua de senso e inteligência piedosos e de percepção das demandas da vida que requereriam as suas constantes dedicação e aplicação. Problemas conseqüentes de preferências pessoais sempre surgem, mas também sempre são resolvidos com a aplicação apropriada de bom senso, inteligência e tato orientadores e instrutivos.
Vejamos esses pontos de nobreza da vida de Apolo que podem conferir significado às nossas vidas e torná-las mais extremamente úteis e mais nobres.
1 - A nobreza de sua chegada e apresentação.
Apolo chegou a Éfeso apenas como um cidadão judeu, natural de Alexandria do Egito. At 18.24a. A chegada dele causou impacto natural e digno que a levou a ser registrada no Livro de Deus. Apolo não estava oficialmente registrado entre os profetas e mestres da igreja no seu tempo, nem existe o claro registro de quem o enviou a Éfeso para ficar ali, nem muito menos de uma carta de recomendação a seu respeito para aquela empreitada.
Entretanto sabemos com claridade que Apolo chegou naquela importante e desenvolvida cidade da época comprovando através de suas obras o seu histórico pessoal e o seu propósito de nela pregar e ensinar com verdade e fidedignidade acerca de Jesus e saiu dela para Corinto bem recomendado.
A nobreza de sua chegada estava expressa na sua apresentação notada por outros. Uma chegada digna e nobre não deve coisa alguma exclusivamente ao marketing de publicidade impetrado pelos que a apresentem, e sim às qualificações e características pessoais comprovadas, competentes e testemunhadas daquele que as possui. A apresentação de Apolo em Éfeso não foi exponencialmente arranjada ou publicitariamente promovida, porém notada na pessoa que ele era e no que ele fazia.
Não chegou a Éfeso uma grande figura apoiada nos anúncios e lançamento dos arrojos coloridos da propaganda e das montagens de arranjos de chamadas e vinhetas. Nenhum de nós precisa ser projetado com um grande nome, mas tudo que cada um de nós deve é fazer jus à simples identidade que temos revelada no que somos e realizamos para a glória de Deus por meio de Jesus Cristo. Por outro lado, muito menos chegou um aventureiro falante ou um falador ambulante.
Apolo não visitou a cidade de Éfeso. Apolo chegou a Éfeso. Chegou um homem com um histórico de qualificações e características conhecidas e comprovadas. Não chegou a Éfeso um cidadão falante e desconhecido, de histórico sombrio e duvidoso, um vendedor mercadejando discursos religiosos profissionais com o intento de viver naquela cidade às custas das igrejas e de “atividades profissionais de pregar e ensinar”. Sua chegada e apresentação foram testemunhadas, honradas e dignas de serem registradas na Bíblia Sagrada.
2 - A nobreza de sua eloqüência.
A boca daquele nobre pregador falava abundantemente com propriedade notória o que estava no seu coração repleto e completo de profundo sentimento conjugado a uma firme convicção no que cria, no que era e no que fazia. A pregação e o ensino ministrados por Apolo tinham a forte marca transparente do fervor original, legítimo, real e verídico de sua própria vida dedicada e aplicada.
Apesar de inicialmente sua pregação e ensino estarem incompletos, supriram o efeito desejado e não possuíam o propósito de serem meras demonstrações de falatórios retóricos, discursos simplesmente condicionados pelas técnicas da oratória com vistas a disseminar informações ou exposições de mostra do seu domínio de conhecimentos para demonstrar apenas erudição interesseira e ganhar e cativar seguidores para si.
Apolo era um homem culto (aner logios), um homem hábil na retórica, na aplicação de raciocínio, capaz na sua erudição de palavras e conhecimentos. Apolo era de estilo eloqüente e de presença carismática, uma ferramenta poderosa que o Senhor nosso Deus estava usando para somá-la ao trabalho de outros crentes pregadores e ensinadores. Isso de certa forma assumiu um contraste com a pessoa do apóstolo Paulo e sua atuação de pregação e ensino nas ministrações, visto que Paulo na sua simplicidade e humildade preferiu cumprir o seu ministério apoiando-se na persuasão unicamente pelo poder do Evangelho demonstrado.
Enquanto Apolo estava sendo útil através da aplicação de persuasão de palavras de sabedoria pela oratória e retórica com o fim de alcançar as camadas mais cultas entre o povo. Ambos foram grandes ferramentas evangelizadoras somadas uma a outra, tanto Paulo como Apolo, acrescentando e reconhecendo a Paulo como uma ferramenta também extremamente doutrinadora.
Muitas pregações e ensinos têm sido literalmente rejeitados, apaticamente vomitados; causam náuseas, ojerizas e enjôos, não pelo conteúdo que possuem e nem pelas aplicações e resultados que pretendem, todavia pela razão de estarem friamente divorciados e desconexos da vida incoerente do seu ministrante. Púlpitos sagrados assemelhados a parlatórios de mostras oratórias profissionais e falas discursivas cheiram mais a currais religiosos veiculadores de engano e hipocrisia e cativadores de interesses ocultos do que simplesmente a promotores do bom perfume de influência e convencimento do Evangelho de Cristo.
A eloqüência de Apolo vinha de um profundo sentimento aliado a uma completa e verdadeira convicção de sua fé e obra. A eloqüência dele não era descasada de sua vida, de seu coração e de seu investimento pessoal e piedoso. Ela não era produto incendiário e atiçador de “fogo-de-palha” para promover impacto e atender momentaneidade nos seus ouvintes.
A eloqüência de Apolo muito menos consistia de discursos ou debates promotores de divisão e dissensão, mas de conteúdo e condução extremamente eficazes em argumentação esclarecedora, demonstração de provas, elucidação de fatos escriturísticos, riquezas de detalhes comparativos consistentes e convincentes.
3 - A nobreza de ser poderoso nas Escrituras.
Esse é o tipo de poder que não é adquirido a curto prazo. Esse é o tipo de poder que é duradouro e jamais eventual. Esse tipo de poder é nobre porque é colhido no que se tem plantado efetivamente na dedicação aplicativa ao longo dos anos. Esse é o tipo de poder que não nasce isolado dos nossos frutos e experiências, nem está restrito a conjunturas lógicas e a técnicas de expressão da fala. É o resultado nobre da soma de esforços disciplinados – isso tem um alto preço, custa caro, não é automático e nem mecânico -.
Apolo era vigoroso (dynatos) no domínio de conhecimento no Antigo Testamento. Sua pregação e seu ensino começaram assim, e ele utilizava disso para fundamentar suas exposições e ministrações com mais exatidão acerca de Jesus Cristo.
Apesar de Apolo ter iniciado a sua empreitada de pregação e ensino com sucesso, ele tinha apenas alguns poucos conhecimentos básicos sobre a pessoa e obras do Senhor Jesus Cristo, mas o acúmulo de bastante conhecimento e grandes experiências nas Escrituras somados à autoridade lhe concedida pelo Espírito Santo o fizeram ter êxito no seu sincero e transparente trabalho de pregação e ensino.
Para começar não é necessário se ter muito, contudo o pouco sólido e consistente que se tenha seja o resultado real, verdadeiro e legítimo da soma de fatores e virtudes que nos ofereçam base para realizarmos o que o Senhor Deus quer que façamos para a Sua glória.
4 - A nobreza de ser instruído no caminho do Senhor.
A visão geral de algumas pessoas hodiernas do mundo gospel tende mais a ser teórica, clássica e categoricamente religiosa, do que ser propriamente prática de experiências trabalhadas no caminho do Senhor Jesus. Aqui notamos que Apolo dominava o conhecimento da letra e do Espírito da Palavra. Ele era esclarecido e ensinado na letra escrita da Palavra e na orientação do Espírito da Palavra.
Apolo não visava uma vontade expressiva de expor a bela e consistente bagagem de conhecimentos e informações teóricas para mostrar e oferecer seu repertório aos ouvintes. Ele vivia o que ensinava e isso coroava o seu trabalho com virtude e autoridade para ser ouvido. Apolo não estava em busca de aplausos e sim em tarefa de pregação e ensino diligentes para a salvação de almas.
Na mentalidade de alguns crentes da atualidade o ser instruído é doloroso e árduo de mais e de pouco significado e de quase nenhuma relevância. Buscar títulos e posições e demonstrar bagagem de informações e conhecimentos são o afã de muitos corações. Tomar ou fazer parte de um grupo de congregados pelos encontros e reuniões rotineiros em substituição da instrução parece estar sendo inteiramente suficiente e completamente satisfatório. Ser instruído é uma qualidade pouco popular entre os crentes atualmente. Ser instruído é muito mais do que ser vocacionado, chamado, treinado, nas coisas e trabalhos do templo.
5 - A nobreza de seu notável fervor.
Apolo era fervoroso no espírito, e esse fervor era notável na sua empreitada de pregação e ensino a respeito de Jesus. Esse tipo de fervor revela a seriedade, a consistência, consubstanciadas nos sentimentos conjugados às convicções. Esse tipo de fervor em coisa alguma significa ou se assemelha a fanatismo ou intolerância ou linha de rigidez na tentativa de mostrar um painel de emoções misturadas a falas.
Esse tipo de fervor tem estado ausente de vidas e de alguns púlpitos na atualidade. Dificilmente hoje são encontrados vidas e púlpitos equilibrados no que crêem, no que são, no que contêm, no que fazem e no que expressam. Lamentavelmente os extremos se mostram em ou serem por um lado ardentemente desastrados e desalinhados ou por outro friamente polidos, classicistas e conservadores.
Felizes são vidas consistente e apropriadamente instruídas e púlpitos que são notavelmente sábios, maduros, repletos de fervor e entusiasmo, equilibrados no viver cotidiano, nos conteúdos e nas práticas da pregação e do ensino.
6 - A nobreza da exatidão de sua pregação e seu ensino.
Exatidão no conhecimento, na compreensão e na demonstração acerca de Jesus Cristo, expressam o caráter de fidedignidade e diligência nos trabalhos que se realiza. Temos ouvido pregações e ensinos que revelam o desleixo, a negligência, a inconsistência, o descaso, a falta de aplicação e a ausência de dedicação, expressos na superficialidade dos conteúdos e na artificialidade da execução.
Algumas pregações e ensinos fantasiados pelas riquezas da oratória e da retórica, todavia desvinculados da essência da mensagem do Cristo Vivo e Redentor. Sofistas profissionais, disseminadores de argumentos aparentemente válidos, porém no seu bojo possuem o fim de enganar e iludir os ouvintes, esconder a realidade da vida do orador, do preletor, do ministrante, ou melhor dizendo, do simplesmente falador.
O empenho na busca da exatidão acerca dos assuntos que se prega ou ensina é um trabalho esforçado, acurado, diligente, disciplinado e seguro, e resulta em frutos de um labor no qual não se engana. É ir além e acima da simples visão convencional. A pregação e o ensino com exatidão são resultantes de um trabalho dedicado de crivo, de examinação e avaliação.
A pregação e o ensino com exatidão não são “farofas” de falas e “profetadas avivamentistas”, servidas para preencher o tempo e iludir mentes. Deus não tem compromisso com as falações de “profeteiros”, de “farofeiros de falas”, cujas mensagens e jargões “fervorentos” intentam estimular suadouros e impelir sinais estranhos ao Espírito do Senhor.
7 - A nobreza de sua humildade.
Existem muitas palavras que seus significados, seus sentidos, são equivocadamente confundidos, talvez o desconhecimento e a ignorância contribuam para isso. Humildade é uma dessas palavras que sofrem a força da confusão equivocada. É preciso saber identificar a verdadeira humildade e discerni-la da falsa, pretextuosa e interesseira. A humildade de Apolo era verdadeira e foi expressa através do seu zelo em se submeter a aprender mais ao ser convidado a visitar a casa de um casal de crentes extremamente piedosos, servos de Deus e servidores da igreja.
Assim que Priscila e Áquila ouviram a pregação e o ensino de Apolo, se interessaram por ele e o chamaram a parte em separado para que eele fosse estar na casa daquele casal de crentes. Apolo aceitou o convite e foi complementar a bagagem de seus conhecimentos acerca de Cristo com aquele casal. O bom perfume de Cristo em cada um de nós faz com que sejamos identificados nEle através do que somos e do que fazemos.
As explicações e esclarecimentos recebidos de Priscila e Áquila contribuíram para que Apolo se tornasse melhor ainda nas suas tarefas de pregação, debates e ensino, visto que resultaram em fazer com que Apolo muito auxiliasse os demais crentes de outras cidades. A idoneidade, os conteúdos, a capacidade, o denodo e a humildade de Apolo o identificaram com os demais crentes e logo foi animado e recomendado pelos irmãos a seguir o seu ministério sendo útil também em outros lugares e a outras vidas.
Nunca sabemos ou dominamos todos os assuntos inteira e completamente. Sempre existe alguém que pode somar alguma coisa à bagagem que cada um de nós possui. É inicialmente o bastante estarmos abertos e predispostos a colher e examinar o que chega diante dos nossos olhos e na presença dos nossos ouvidos. Ninguém faz tudo, visto que sempre restará alguma coisa mais a ser feita por nós ou por alguém mais. Apolo se tornou melhor, mais poderosamente conclusivo, mais eficiente no seu trabalho e mais eficaz nos seus resultados porque aplicou sua humildade à sua bagagem e se ateve em muito ajudar outras vidas.
8 - A nobreza de sua firmeza e discernimento.
É preciso que cada um saiba o que é e o que realiza no Corpo de Cristo, mas também é necessário que cada uma dessas pessoas estejam seguramente conectadas ao fio principal dos propósitos do Corpo. Não basta apenas levar em conta o que somos e focar e fazer valer o que fazemos como se construíssemos um empreendimento solto da estrutura principal e desaprumado ou desalinhado a ela.
Certamente que são encontradas várias e diversificadas individualidades, muitas e variáveis maturidades e visões. Entretanto, melhor é conhecer e estar ladeado de uma pessoa como Apolo. Transparente nas atitudes e no fervor, firme nas vontades e convicções, humilde na predisposição de aprender, maduro e discernidor na visão das circunstâncias e contextos. Assim é o começo de quem adquire respeito e revela autoridade.
Apolo foi insistentemente solicitado a fazer uma viagem em visita a um grupo de crentes, todavia o pedido insistente conflitara com a visão de foro íntimo de Apolo. E essa visão pessoal foi acatada e respeitada. Não fora vista com olhares estranhos, com percepções ressentidas, com intentos revanchistas. A individualidade de Apolo foi respeitada e o momento era particularmente dele. Apolo sabia o que estava fazendo e o momento próprio de se dirigir ao empreendimento orientado.
A atitude de Apolo foi a de alguém que “possui a mente no Céu e os pés no chão”. Apolo não era do tipo de pessoa de idéias mutantes, essência volátil, íntimo volúvel, vontades afoitas, visão alegórica, senso desequilibrado e interesses desafinados com o Reino de Deus e muito menos um transeunte ambiencial nele.
Apolo era conhecido, por isso eram respeitadas a sua individualidade e a sua visão. Apolo não era e não foi posicionado como um concorrente dos apóstolos e discípulos. Apolo foi um poderoso e útil cooperador que soube regar o que outros plantaram. Conhecimento seguro e fidedigno somado ao determinado fervor das Escrituras são poderosos diferenciais na vida de quem serve a Deus.
Apolo era também do tipo de pessoa firme, determinada, consciente, de suas obrigações, de suas ferramentas e dos locais onde aplicá-las e do tempo oportuno para tal. A firmeza, a determinação e a visão de oportunidades que Apolo possuía não eram produto de dissociações, de revanchismos, de auto-supervalorização. Muitos atualmente avaliam seus colaboradores e conservos tendo numa mão à frente o prêmio da barganha e da negociata e na outra escondida atrás a pá do descarte e da revanche velados.
Assim sendo, para ajudar o caro e dileto leitor a estar convencido das nobrezas da vida de Apolo e com elas poder somar às suas, generosamente tome alguma boa oportunidade do seu precioso tempo para, além do texto bíblico citado no título deste artigo, ler também At 18.24-28. É realmente breve e rapidinho, mas o esforço é compensativamente duradouro e edificante.
Rogo ao Senhor nosso Deus que a sua vida expresse as nobrezas da vida de Apolo, que sua chegada seja como foi a de Apolo. Que sua eloqüência e fervor no espírito sejam na mesma intensidade e propriedade da de Apolo. Que seu empenho em buscar exatidão e fidedignidade na sua pregação e ensino acerca de Jesus seja semelhante ao de Apolo. Que sua humildade seja tão própria, legítima e equilibrada como foi a de Apolo e que a sua firmeza e discernimento sejam maduros, consistentes e determinados como foram os de Apolo.
PbGS
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