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sábado, 12 de abril de 2014

A IGREJA CONTINUA A MESMA

A IGREJA CONTINUA A MESMA...
Algumas igrejas que não.
O Senhor nosso Deus é incomparavelmente surpreendente. O Senhor nosso Deus é soberanamente o Provedor, Protetor e Mantenedor da Sua Igreja. Dia após dia o Espírito de Cristo, do Senhor da Igreja, tem levantado e enviado pastores, mestres, doutrinadores, estudiosos e ensinadores, comprometidos com Deus, com a Sua Palavra e com a Sua Igreja a exortar os filhos da casa de Deus ao comprometimento fervoroso com a essência e as virtudes do Evangelho de Cristo antes do momento iminente do grito da meia-noite no anúncio da chegada do Noivo.

É incrível e extraordinário o conteúdo que o apóstolo João recebeu na inspiração do Espírito e o escreveu nas suas epístolas universais para a Igreja do Senhor Jesus em todos os tempos. E tão quanto mais notáveis, úteis e necessários os seus conselhos e recomendações exortativos para a Igreja militante no tempo do fim. Ele faz notar que é possível uma pessoa ou um grupo continuar sendo crente, mas ter deixado os limites da ortodoxia para trás. Ultrapassar os limites da ortodoxia é ir além do que a Igreja foi ensinada.  

Faz alguns anos que mentes pensavam e declaravam que a semeadura do joio no meio do trigo seria esforço feito por trabalhadores estranhos à seara do Mestre. Os anos se passaram, e o que cada dia se mostra e se configura é a elaboração laboratorial do joio e a sua semeadura feitos e levados a todo esforço por gentes em todas as posições e setores no santuário ou ligadas a ele. O comichão nos ouvidos e a inconformidade com o que foi recebido dos nossos primeiros pais primitivos estão levando pessoas e grupos a se tornarem vulneráveis às investidas de espíritos estranhos à Igreja do Senhor Jesus.

A Igreja do Senhor Jesus continua a mesma. Algumas igrejas que não, por diversos e vários fatores observados e testemunhados. Respeitando as excessões. No seu livro “O que estão fazendo com a Igreja”, o Rev. Augustus Nicodemus traça linhas competentes, resultantes de um exaustivo e louvável trabalho de estudo e pesquisas acerca do afastamento e desvio de igrejas da Igreja. Vale dizer que as realidades hodiernas de igrejas ao serem confrontadas com a realidade da Igreja revelam assustadoramente esse distanciamento por parte delas em relação à Igreja do Senhor Jesus. São fatos testemunhados e constatados cotidianamente no suor das tarefas sacras. Esses fatos publicam mais do que palavras podem dizer.

O primeiro deles que mostra esse afastamento, é notado nas tendências da natureza humana decaída dominando sobre os gostos. O gosto por bispos e apóstolos. O gosto por posições nominais, pompas, domínios monopolizadores, e rituais. Uma busca pela veneração e respeitabilidade à base de mecanismos da imposição formal ou ideológica, ao invés de ter sua base na prática e no exemplo de vida fundamentados no que se foi recebido do Senhor e do apostolado. As incoerências na linha de conduta vêm publicando a grande divergência e afastamento dos moldes de tratamentos e modo de viver ensinados à Igreja.

O segundo a declarar esse distanciamento consiste na idéia de que pastores e líderes são mediadores entre Deus e as pessoas. O exemplo disso está sendo comprovado na terceirização da fé, na transferência de confiança às chamadas “orações poderosas” de pessoas detentoras de algum grau de influência sobre outras. A recorrência depositária de confiança em terceiros através da auto-exclusão nutrida por ignorância e analfabetismo bíblicos pode ser claramente constatada em muitos círculos de crentes.

O terceiro a mostrar a realidade desse afastamento está na forte presença do misticismo supersticioso sobre nomes, pessoas e objetos. Uma das tendências da natureza humana decaída é buscar adorar algo fisicamente visível ou alguém ou ser adorada por alguém. O misticismo supersticioso tem arrastado pessoas e grupos a serem adoradores cativos e cegos a nomes, títulos, rótulos, pessoas, assim como de mistificar objetos, amuletos, patuás, produzidos com o suposto fim de através da aquisição destes, pessoas possam por eles agradar a Deus e obter respostas, bênçãos e favores divinos. Uma ilusão que apenas tem alimentado o mercantilismo religioso. Em alguns círculos evangélicos, o almoxarifado e os balcões do misticismo supersticioso são abastecidos pela ignorância e insensatez de se dar ao esforço de comprar objetos, amuletos e patuás “evangélicos”, entretanto se resumem e se esquivam de adquirir literaturas e vídeos competentes para se edificarem e serem robustecidos na sua cosmovisão e na sua fé.

O quarto fato a mostrar a realidade gritante desse afastamento reside nas equivocadas aplicação e admissão dos conceitos entre o que é sagrado e o que é profano. Entre alguns crentes se desenvolveu uma cultura evangélica brasileira que por anos incorreu no triste prejuízo de infundir na mentalidade evangélica um estilo de tratamento opositor, antagônico e anti-religioso entre crentes e pessoas de outras religiões ou credos. Alguns seguimentos evangélicos ainda foram mais além, ao semear o tratamento opositor entre crentes e crentes, entre igrejas e igrejas, tanto de denominações distintas como até de algumas de mesma denominação.

O quinto fato a revelar esse afastamento pode ser visto no acatamento e assimilação de modismos e movimentos para atenderem a febres eventuais ou satisfazerem a necessidades existenciais e psicológicas das pessoas. Invenções próprias e consubstanciadas nos gostos e no querer das tendências da natureza humana decaída ditam lugar e reivindicam presença em alguns santuários. Não importa se o conteúdo interior com base bíblica é mais importante. Todavia nesses o mais interessante e atrativo é que as coisas aconteçam para causar “mostras” exteriores de satisfação e preenchimento de lacunas momentâneas no homem natural.

Alguns crentes e lideranças já conformativa e associativamente assumem o lugar da adoração congregacional com a “ministração” de espetáculos e apresentações cênicas rotineiros e isolados da ministração bíblica, em detrimento da adoração sacra e devocional pautada nos princípios e propósitos dos serviços de culto e adoração a Deus. O culto congregacional ao Senhor é um serviço composto de tarefas sacras e ao mesmo tempo uma manifestação livre e respeitosa de expressões individuais unidas, pautadas e dirigidas em princípios e propósitos ensinados na Palavra de Deus.

O sexto fato que mostra esse afastamento consiste na prática do seletismo de pessoas segundo a visão humana. Essa forma de seletividade empregada com visão humana tem possibilitado e viabilizado o espírito faccioso e dissensor a infiltrar e imperar austeridades, partidarismo, separatismo, autoritarismo e coisas não-condizentes, incompatíveis e estranhas ao Espírito da Igreja, e para enfraquecimento da fé e do ânimo em muitos crentes e igrejas.

O sétimo fato revelador desse distanciamento está comprovado no lento e continuado abandono e desprezo das linhas que demarcam claramente o solo santo da fé histórica da Igreja. Uma fé fundamentada nos exemplos dados pelo Mestre e praticados e corroborados pelos apóstolos e pelos crentes primitivos. Uma fé embasada na Palavra de Deus, e não uma crença condicional assanhada por espetáculos e movida pelos interesses pessoais particulares que entronizam apenas o ego e a pessoa do crente.

O oitavo fato que mostra de forma gritante esse afastamento está na infiltração e na impregnação do neoliberalismo em crentes e igrejas. Uma cultura que “ilumina” crentes com ilusões viciosas que não lhe levarão a lugar algum. Apenas os conduzirão para o pântano das frustrações, das decepções, das descrenças e do cansaço desmotivador da capacidade de crer e confiar. Uma cultura que leva pessoas a acreditarem em tudo que é mecanizado e manifesto entre paredes nos templos, e ao mesmo tempo sutilmente leva pessoas a terem um futuro pontilhado pelo veneno do descrédito e da incredulidade. Uma cultura que obscurece e anestesia a capacidade de exame e crivo sobre as coisas que estão sendo executadas para o Senhor e em Seu nome.

Tem sido terrível a fabricação e a instalação de neoliberais em igrejas. O que na verdade, forte e veementemente foi combatido na Igreja e por ela. Meios e instituições crentes produzindo gentes que infestam do neoliberalismo sagradas tribunas. Promotores do neoliberalismo cedendo púlpitos para a disseminação da cultura neoliberal disfarçada de “cultura de pensamentos bíblicos” e recheada de “pensamentos cristãos”. E por conta da ignorância e do analfabetismo bíblico e teológico, muitos crentes desavisados têm sido levados como vítimas vulneráveis da cultura do neoliberalismo disfarçado em igrejas.

E por fim, o nono fato revelador desse afastamento está no acatamento de conceitos e assimilação de práticas em destino a um falso progresso. Um progresso que descaracteriza e desvia crentes e igrejas dos verdadeiros propósitos da vida cristã e das doutrinas bíblicas que regem os princípios de vida no Reino de Deus. Grupos históricos vêm sendo movidos dos alicerces cristãos. Algumas igrejas e suas lideranças deixam claramente transparecer os seus medos e ressentimentos diante de falsas acusações neoliberais que influenciam intimidação a grupos conservadores, maldosamente conceituando-os como igrejas estagnadas, engessadas, sem progresso e sem frutificação.

A força do espírito dos libertinos também é notada atuando de forma sutil, aberta e sem oposição em igrejas. Lideranças cedem lugar a mentalidades conformativas ao sistema mundo no pensar e no agir. Na busca de um suposto progresso, imperceptivelmente crentes e lideranças crentes estão sendo arrastados pelo espírito libertino liderando-os inteligentemente para o estado de diluição, de perda de identidade cristã, de distanciamento dos ensinamentos do Mestre e Senhor da Igreja e, por fim, da perda da razão de existirem como igrejas.

Crentes e lideranças crentes vêm clara e literalmente se perdendo em promoções de momentos imediatistas que transitam entre extremos, a saber: os que numa ponta vão desde a ausência de razão bíblica até na outra a de pluralidade que atenda e sacie apenas o momento humano presente, em detrimento do permanente que nutra, fortaleça e conserve a fé, o ânimo e a esperança no futuro prometido pelo Senhor aos Seus servos.

“Filhinhos”, que demos ouvidos às bem-aventuradas palavras escritas pelo apóstolo João.
EvGS




quarta-feira, 21 de março de 2012

PERIGOS NA PASSAGEM DE GERAÇÕES.



PERIGOS NA PASSAGEM DE GERAÇÕES.
Juízes 2.10-14 está às portas...

A história do povo de Deus possui bastantes detalhes interessantes. Cada um deles nos oferece várias e diferentes lições. Em cada uma são encontrados razões e propósitos para existirem.

Desde os tempos dos antigos israelitas até os nossos dias de geração eleita, remida e resgatada pelo precioso sangue do Senhor Jesus, essa história transcorre passando e contemplando gerações.

A Bíblia Sagrada diz que as coisas passadas sobrevieram como figuras para o nosso ensino. E deixar de olhar para essa verdade bíblica seria como desprezar a didática mestra de Deus e ignorar o cuidado amoroso, longânime e compassivo do Senhor sobre o seu povo. Deus sempre quis preservá-lo ao longo dos tempos nas suas gerações como Sua propriedade eleita e separada.

Uma das didáticas do Senhor aplicadas para ensinar o Seu povo consiste na repetição. A repetição é o método mais elementar e eficaz no processo ensino/aprendizagem. A repetição facilita a memorização e leva ao condicionamento. Para as gerações de servos de Deus, a repetição é um veículo fundamental para viabilizar a conexão entre si.
Deus sempre faz com que as gerações de Seus filhos mantenham o curso e o rumo de todas as coisas que lhes foram, e como foram, ensinadas pelos antigos pais, a fim de que seja mantida a identidade de filhos da promessa, assim como da benção e da preservação da aliança com o Senhor.

O texto fala sobre a geração que sucedeu a de Calebe. Ele e sua geração possuíam o conhecimento dos feitos do Senhor. Eles haviam aprendido a primar para que os feitos do Senhor jamais fossem apartados do coração dos filhos de Israel e nunca caíssem no esquecimento.

Calebe e sua geração conheciam testemunhalmente a fonte na qual consiste todo o segredo das vitórias. A sua geração viu os feitos do Senhor Deus durante a longa e seletiva marcha. Todavia as gerações passam, e cada uma no seu tempo e no seu espaço enfrenta a suscetibilidade de sofrer influências nos seus padrões. Calebe e sua geração sabiam que primeiro vem a promessa, depois se chega à conquista e por fim ganha-se a consolidação da posse.

A Bíblia Sagrada diz que “uma geração vai e outra vem...”. Ec 1.4 (ARC). A passagem de gerações é inevitável e naturalmente conseqüente. Enquanto uma geração passa, a outra se levanta. Os problemas começam a aparecer quando os seus padrões sofrem a perda de foco sobre o fio-mestre que liga e estabelece a conexão entre si.
Elas podem passar, entretanto não devem desprezar o seu fio-mestre de conexão entre elas. Devem primar por ele, a fim de que perdurem a bênção e os favores de Deus sobre elas, e nelas seja perpetuado o nome do Senhor eternamente.

Cada geração possui a sua história, o seu legado, os seus referenciais, que traduzem os valores. E na medida em que o tempo se estende, mais surgem e rondam as tendências a elementos derivativos e produtos estranhos entre as gerações, e cada vez mais cronologicamente se distanciam uma da outra. E com isto, mais se afloram os perigos das distrações e desvios de suas realidades, assim como o surgimento da possibilidade de perdas entre elas. 

Durante a geração de Josué e Calebe, ainda que tendo a presença de remanescentes e estrangeiros em seu meio e haja sofrido altos e baixos sazonais, a predominância do conhecimento e do temor de Deus no seio do povo assumia posição e direção incontestes contra a ignorância e frieza espirituais.

A didática mestra da prática de repetição nos ensinamentos norteava o tablado das ministrações, e estas se esforçavam em imprimir nos corações o venerado apego ao Senhor e faziam passar entre o povo a legitimidade da alegria e da sinceridade na reverência ao Seu nome. Ser povo de Deus para aquela geração significava motivo de testemunho direto dos feitos do Deus Vivo Todo-Poderoso. Nela,  as palavras e a voz de Deus tinham a considerada primazia, produziam vida e renovavam a chama da aliança e sustentavam os seus padrões.
Mas as trilhas da ruína, dos prejuízos e dos estragos começaram a tomar e assumir formas no momento em que começaram os olhos dos filhos de Deus se afastar do Senhor, e os laços de convivência e afinidades com o paganismo se estreitaram, assumiram volumosas medidas tentadoras, despertaram fascínio e arrastaram à imitação.

O conceito de preservação das raízes, dos costumes e das atividades espirituais aos poucos foi sofrendo péssimos comprometimentos não somente para as bases da identidade, mas também prenunciando sérios desgostos, exposições ao escárnio, prejuízos, e fazendo com que as bênçãos de Deus fossem retidas do Seu povo.

Enfim, a geração que veio depois da de Calebe sofreu as terríveis conseqüências do contágio pagão. Para aquela geração sucessora, as misturas, iguarias e engodos pagãos transformaram-se em dieta principal assimilada nas vias das facilidades. E assim aquilo que era objeto de fascínio passou a trazer perdas, sofrimentos e vergonhas, e estes vexames começaram a bater às portas que um dia foram vistas guardadas e preservadas pela marca do sangue do cordeiro nos umbrais.   

Para nós, como geração eleita do Senhor, isso quer  falar e nos trazer ao terreno das coisas sérias. Isso quer nos dizer em alta voz que, como evangélicos, servos de Deus, precisamos manter os marcos antigos.
Precisamos não perder o fio-mestre de nossa conexão com as gerações de nossos pais na fé. Precisamos conhecer e trazer sempre na prática determinados padrões principais e vigentes que, na graça do Senhor, deles herdamos. Não se trata de retrocesso, mas de progresso legítimo, qualitativo, consistente, e coerente com a nossa identidade de filhos do Reino.

Como evangélicos no tempo hodierno, tivemos as gerações daqueles cristãos protestantes, reformados, nossos pais na fé que nos antecederam. Foram gerações que debaixo do poder e da graça do Senhor enfrentaram obstáculos, sofreram reprimendas, venceram severos entraves, foram alvos de hostilidades.

Enfim, com a ajuda do Senhor Jesus, venceram o furor dos artifícios satânicos envernizados com o brilho de “zelo”, cujos rostos e feições ocultavam a sagacidade e as estratégias nos segredos da perseguição. Hoje, aquele furor foi revestido de novas roupagens e diluído em estratégias politizadas, amistosas e influentes.

Os milhões de volumes sobre a nossa história denominaram os cristãos evangélicos propriamente como “os protestantes”. A diferença crucial entre cristãos se tornou patente não somente na teologia doutrinária, mas também em toda essência dos segmentos e padrões comportamentais da prática sob o credo reformado. Não somos fundamentalistas, todavia guardamos e zelamos pelos marcos antigos e pela essência da vida cristã normal em estreito vínculo de comunhão com o Senhor.

Ser protestante sempre foi ponto de honra na média. Em contrapartida ser “gospel” veio a ser disparo influente na moda. Mas uma das pequeninas diferenças é que a presença constante de conversões reais e verdadeiras, e de sinais, e de milagres e maravilhas comprovada no meio protestante passou a ser substituída no meio “gospel” pela superestima às rotinas demonstrativas dos aplausos emocionantes aos dotes do intelecto humano, às exposições das capacidades naturais e à cativação das habilidades humanas.

No passado, a igreja do Senhor Jesus se manteve afastada de determinadas associações. Mas as gerações passaram. E o grande perigo na passagem de gerações começa a aparecer a partir de uma geração sucessora que tenta ignorar, abafar, o fio-mestre de sua conexão com as gerações que lhe antecederam.

Entretanto, louvamos a Deus porque várias coisas estão trazendo muitos filhos do Reino a examinarem melhor e refletirem mais nos nossos padrões nestes dias de igreja militante, comprada, remida pelo precioso sangue do Senhor Jesus na cruz do Calvário. Alguns bons clarões já podem começar a ser vistos por gente da geração jovem que demonstra profundo amor e serviço ao Senhor com sinceridade e de fato com verdade.

Na tentativa seqüencial de enfraquecer a nossa conexão com as gerações passadas e conseguintemente misturar aditivos aos nossos padrões como igreja do Senhor Jesus, uma força e presença estranhas e contrárias ao espírito de igreja reformada tentam apagar da mente de nossas gerações mais jovens o fio-mestre estabelecedor dessa conexão. É preciso conhecer o significado de progresso para saber não cair nas malhas do retrocesso e não ser diluído nos inchaços da soberba.  

É preciso que as gerações mais jovens saibam que mentes pensantes forçam um tipo artificioso de “renovação inédita” que ao longo da história já vestiu outras roupas, mas jamais produziu renovos e muito menos valores renovados. Visto que a força dos impérios de papel não suporta o poder da água do Espírito.

Estranhas associações querem arrastar os filhos do Reino aos píncaros da soberba com a mescla das alternâncias do sentimentalismo e do emocionalismo voltados para o ego. Força-se infundir nas gerações mais jovens o macro foco fascinante pelos brilhos da artificialidade, pelos fulgores da superficialidade, pelo contentamento das ilusões e pelo sensacionalismo triunfalista.  
Aquela geração do texto em apreço superestimou a sua própria mentalidade e seus ideais antropocêntricos. Em contrapartida, subestimou a relevância dos valores teocêntricos. Não assimilou os privilégios de haver contado com a misericórdia, o amor, a benignidade, a bondade, os conselhos, a provisão, a justiça e as implicações conseqüentes de seu relacionamento com Deus e da iniciativa de aliança do Senhor para com todos aqueles que O conhecem.

Considerando os excessos e as exceções, seria de muito proveito conhecer os trilhos e as trilhas por onde passaram as gerações passadas. Seria extremamente proveitoso distinguir os sintomas dos inchaços humanistas e espiritualistas e os efeitos verdadeiros do enchimento espiritual.

A geração que conhece os feitos do Senhor, vive as pelejas do Senhor e possui a linda e corajosa história. Por força de convicções, não precisa da assimilação de aditivos artísticos do paganismo. Para que comer as “sementes” nas mãos das associações pagãs, promovidas pelas estratégias mercantilistas de Mamon e conduzidas pelo imperialismo consumista de Baal?

Alguém pensante tenta minar e distrair as convicções das gerações mais jovens dos filhos do Reino buscando atraí-los e despertá-los para as fascinações dos espetáculos recheados com cantos paródicos e falas artificiosas. E com isso, desfocá-los da visão sobre os feitos do Senhor Deus,  desviá-los da verdadeira essência do culto de adoração a Ele e roubar deles as razão e essência da vida cristã.

Cativações apaixonantes pelos coloridos dos fitilhos, serpentinas e confetes da inteligência humana estão enfeitando cantos e contos e tentando impor um estranho brilho divorciado do Espírito Santo e da Palavra de Deus, com o objetivo de tirar o foco dos filhos do Reino de sobre os padrões estabelecidos pelo fio-mestre da conexão e liderá-los na visão para o estabelecimento de “novíssimos” padrões contemporâneos (pagãos).

Antes do que já passamos, e diante das influências pagãs infiltradas e latentes em tantos princípios aplaudidos e amados do presente século, é preciso sermos mestres no saber discernir entre o teocêntrico e o antropocêntrico, entre as euforias empolgantes e o júbilo espiritual, entre os sons dos barulhos artísticos e o poder espiritual, entre os arranjos fantasiadores contingenciais e o revestimento espiritual.

A atualidade e esta geração estão de certa forma nos fazendo ser cada dia mais dedicados em ser mestres cuidadosos no saber diferenciar entre as emoções pretensiosas e ufanistas e a renovação espiritual, entre os falatórios coroados pela diplomacia da retórica eloqüente e arranjos da oratória e as pregações conduzidas realmente nas Escrituras e movidas poderosamente no Espírito, entre as manifestações produzidas pelo intelecto humano e as impactantes movidas e realizadas pelo Espírito de unção, poder, sinais e maravilhas.

Que esta geração diuturnamente seja tomada de um forte anelo, por uma corajosa decisão, por uma incessante busca, em manter a conexão estabelecida pelo fio-mestre com as gerações passadas de nossos pais na fé. E assim seja definitivamente liberta dos sofismas falaciosos e das infiltrações artísticas.

Que seja radicalmente curada das escamas e do embassamento da visão. Que sejam eliminados os inchaços retentores do espírito de ilusão e distração. Que sejam desfeitos os laços fetichistas das associações estranhas provenientes e sugestivas do jugo desigual, e se levante como geração cristã, sem elos comprometedores, notoriamente poderosa e realmente cheia do Espírito de graça e de poder.
PbGS



sábado, 11 de fevereiro de 2012

NEM PRATA E NEM OURO.

NEM PRATA  E  NEM OURO.
Quando não se possuía ambos...

 “Não possuo nem prata e nem ouro, mas o que tenho, isso eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” At 3.6

Séculos se passaram, e essas memoráveis palavras dirigidas pelo apóstolo Pedro a um coxo que jazia na porta do templo, chamada Formosa, ainda retinem nos ouvidos e afogueiam os corações dos inúmeros e verdadeiros discípulos do Mestre Amado. Ainda influenciam e poderosamente motivam sinceros e verdadeiros servos de Deus, cidadãos do verdadeiro Reino.

Os anos se foram, e o texto bíblico cuja passagem encontra-se a expressão acima tem sobremaneira servido aos milhares e milhares de pregadores. O lindo e rico texto de At 3.4-6 revela, além do contentamento num coração firme e convicto, também a propriedade, a confiança e a dignidade ousada em realizar as mesmas obras que fizera o Mestre.

As épocas transcorreram, e com elas a visão das coisas espirituais ensinadas pelo Mestre também foi por muitos sendo lentamente deixada de lado. Expressões vivas como as do texto em pauta foram substituídas em muitos lábios. Alguns números lamentavelmente jogaram a visão das coisas espirituais literalmente fora das prioridades e das práticas aprendidas com o Mestre.    

Os tempos avançaram, e com o passar das gerações, algumas sensibilidades foram sendo enfraquecidas. A obscuridade e o entenebrecimento passaram a rondar muitos corações. Mentalidades estranhas ao Espírito do Novo Testamento e linhas das filosofias humanas assumiram vultos.

Gentes temidas e dominadoras em busca da prata e do ouro perderam os trilhos e dispuseram em prateleiras rentáveis negócios imobiliários com a venda de supostos loteamentos no céu. A ignorância para com as Escrituras liderou muitos a comprarem o perdão e as indulgências.

A prata recebeu o primado e ao ouro foi cedida a primazia. A prata comprou boas posições e o ouro enobreceu status. A prata ditou rumos às prioridades e o ouro endeusou personalidades. A prata e o ouro aos poucos foram assediando corações e assumindo tronos entre os homens.

Com a nova visão sobre a prata e focada sobre o ouro, muitas mentes passaram a falsamente acreditar no ganho de satisfação para todas as suas necessidades. A visualização de vantagens engenhou objetivos particulares que conjugassem com os propósitos eclesiásticos.

Com a corrida acirrada em busca da prata e na luta pelo ouro, muitas coisas passaram a encher os  olhos de muita gente expressiva. A força da prata influenciou as arenas, e o imperialismo do ouro veio a amordaçar muitos lábios. Em muitos corações, a visão de bênçãos foi desfocada, e o espírito da ganância ganhou lugar de sócio-ditatorial.

E juntos e conjugados a prata e o ouro passaram a presidir muitas mentalidades e expulsaram a convicção e a firmeza da fé de muitos corações. Foram desmotivadas a coragem e a ousadia e abafadas a propriedade e a confiança de muito boas gentes influentes.

Quando não se possuia nem prata e nem ouro, tinha-se e guardava-se a confiança no nome do Senhor Jesus. Atitude que parece estar andando sob resfriamento em muitos corações. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a consciência mais avivada e consistente sobre toda e completa riqueza do poder e da autoridade empartidos pelo Senhor Jesus.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a plena certeza sobre todas as bênçãos espirituais com as quais o Deus Pai abençoou os Seus filhos santos em todos os lugares e fiéis em Cristo Jesus, o Deus Filho.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a forte convicção do suprimento de todas as necessidades em glória por meio de Cristo.

Os mecanismos de facilidades ofertados pela prata e garantidos pelo ouro vieram direcionar a visão de dependência para o que pertence a César, em substituição e desprezo para com o senso de dependência ao que pertence a Deus.  

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se o coração determinado a valorizar o resgate, a redenção. Assim como a reconhecer a soberania, a realeza, o poder e a glória de Deus.

A herança parece ter sido assaltada de muitos co-herdeiros e se esvaída dos seus pensamentos e lembranças. O prato de lentilhas que derrotou a fé de Esaú e o fez de profano, anda aromatizando olfatos influentes e atraindo paladares expressivos.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a coragem e a ousadia confiante de poder realizar muitos milagres, sinais e maravilhas através do sacrossanto nome do Senhor Jesus. Quando não se fixa os olhos na prata e no ouro, a excelência do poder de Deus manifesta a glória e a majestade do nome do Senhor.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se suficiente propriedade, legitimidade e transparência para se expor a receber os olhares carentes de todo e qualquer dos coxos desta vida. Quem está diuturnamente pautando a vida na prática dos ensinamentos do Mestre não sente receios e nem ares de temor e suspiros de ameaças diante dos olhares alheios.

O preço da prata e a realeza do ouro engodaram e tornaram cativos muitos corações. Em contrapartida, o poder espiritual foi literalmente substituído por poderes terrenos e transitórios. Mecanismos e filosofias humanas tentam desviar e desvirtuar a visão do poder de Deus. Muito boas gentes com o intento de usar os seus púlpitos para manipular pessoas e exercer domínio sobre vidas, andam trocando a excelência da autoridade das Escrituras pelas falíveis correntes de conhecimentos e ciências humanas.

A força da prata e a realeza do ouro avaliáveis e perecíveis jamais cobrem a majestade, a significância e o esplendor do poder do nome do Senhor Jesus residente num coração crente e temente em ação sob a eficácia desse maravilhoso nome. Quem vive na eficácia do nome de Jesus, também a este nome teme, e impelido por ele realiza as mesmas obras feitas pelo Seu Dono.


Tão logo apareçam a ferrugem e a traça, a prata e o ouro são minados. E com eles vão-se os que neles estribam a confiança.
  
A prata e o ouro realmente passaram a assumir os primeiros lugares em muitos corações. Em contrapartida, nem poder e nem propriedade suficientes são nesses encontrados para se posicionarem a dizer: “olha para nós!”

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a visão da vida de cristão não via diferença entre passar a noite em vigília de louvores e adoração, mesmo estando sob restrições e adversidades. Com a influência da prata e do ouro, tentam transformar vigílias em “vigilhões”. E como resultado, nada mais é visto do que apresentações artísticas atravessando as horas noturnas regadas por muita comida e numerosos cambistas. E aqui e acolá a distribuição massiva da propaganda dos que almejam sentar nas cadeiras das câmaras municipais e estaduais com os votos dos filhos do Reino.

Quando não se possuia nem prata e nem ouro, via-se e eram encontrados vários evangelistas, um bom número de pastores e consideráveis doutores nas reuniões de oração, nas vigílias e na simplicidade dos cultos espirituais costumeiros.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, apelava-se com humilde dependência para a intercessão das providências e favores da mão do Senhor Deus. Para que as “campanhas dos sete”, “dos vinte e um” e “dos quarenta dias”? Para que a compra-e-venda de amuletos milagreiros incitadores de uma tal fé?

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a pregação da mensagem bíblica não exigia exclusividade de pregador, visto que até um diácono era poderosamente usado nas mãos de Deus em favor do anúncio da salvação em Cristo. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, havia a clara consciência de que um planta e Deus levanta outro companheiro para regar o que aquele plantou.

Quando não se possuía nem prata e nem ouro, todos na sua amplitude eram unânimes nas decisões sobre assuntos delicados. Para que negar o derramamento do Espírito a Cornélio e aos que com ele estavam em sua casa? Para que se tornar sucessor de Ananias e Safira, se a prata e o ouro são apenas acessórios para sustento nesta vida?

Rogamos ao Eterno que os valores avaliáveis da prata e o peso imponente do ouro voltem aos seus lugares devidos, e a excelência do poder de Deus em ação torne a habitar muitos bons corações. Que o poder de Deus volte a ser entronizado em muitos bons corações influentes, a fim de que de fato e em verdade a glória de Deus seja manifesta com toda a sua majestade e primazia.
PbGS
www.glaukosantos.com




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

QUEM UM DIA VIRIA A DIZER?

QUEM UM DIA VIRIA A DIZER?
Ap 2.4-5 – “Se não te arrependeres...”

Dezesseis pontos incisivos para neles fazer a igreja evangélica refletir. Apenas uma voz entre as muitas outras...

1- Quem um dia viria a dizer que hoje estás desmerecendo os teus profetas, louvadores e tangedores dos teus altares? E por tua causa, em seus lugares tens elegido faladores, palradores e tagarelas, cantadores, exibicionistas e encantadores para “alegrarem” os teus cultos a ti mesma e promoverem as tuas logomarcas. Por esta causa, estás deveras sendo saqueada e empobrecida, posto que a originalidade das tuas riquezas está sendo saqueada por interesses escusos e teus talentos sendo minados e levados pelos impérios do mundo para satisfazer os focos dos holofotes e abrilhantar o vídeo das câmeras.

2- Quem um dia viria a dizer que hoje em alguns dos teus altares os sacrifícios estão recebendo o requintado e fino toque das cinzas e aplausos carnavalescos, assim como os embalos de boates. E os serviços de adoração oferecendo o aroma do incenso santo misturado com o fogo estranho para cativarem e fazerem apenas prosélitos, e não discípulos do Mestre? Um dia os sacrifícios e serviços que andaram juntos e pertinentes à Palavra de Deus e ao temor, fortalecendo e alegrando os muitos bons e sinceros corações dos filhos do Reino, estão agora sendo colocados na mesa do divórcio e sendo levados ao casamento com as alegorias dos espetáculos do mundo.

3- Quem um dia viria a dizer que hoje estás te aliando aos poderes e poderosos do mundo e neles tens depositado toda a tua confiança e se curvado aos seus modos, editos e ditames? Por tua causa, os valores fundamentais e basilares da fé e da legítima comunhão estão sendo postos de lado, depreciados, desmerecidos e desacreditados. Um dia já fostes mais firme e convicta diante das feras nas arenas e diante dos algozes nas masmorras. Um dia já fostes mais zelosa e mantenedora dos teus princípios e da tua verdadeira identidade. Diante dos teus olhos, já vistes as portas dos cárceres serem abertas e carcereiro se converter à mensagem que a te está confiada.  

4- Quem um dia viria a dizer que hoje teus idosos e jovens estão discursando como os destros oradores dos reis da Terra e como os eloqüentes anunciadores dos palácios imperiais? Lamentavelmente, hoje num isolado número de novas falas habilidosas nos teus púlpitos apresentam palavras desnudas da unção tocante, despidas do poder demonstrado e de rasas aplicações pouco ou nada convincentes. Quem um dia viria a dizer que estás sonolenta e sendo adormecida em enganos e fantasias por estares perdendo a visão do “kerigma” inseparável do “martírion”?

5- Quem um dia viria a dizer que hoje estás te enchendo do ouro e te estribando da prata? Em contrapartida, tens esquecido as fortes e impressas lições da púrpura, tens desconsiderado o carmesim e pouco se interessado pela essência da lavagem pela água e do poder pelo mover do autêntico e legítimo fogo. Por causa da tua confiança extrema no ouro e na prata, já desvias o teu coração da direção oferecida pelo teu Senhor e te destinas na intenção dos teus próprios e caprichados planos. As pimentas, os pepinos e os melões do Egito querem atrair os teus olhos e te manter cativa no cativeiro para que não saias a oferecer o teu culto livre ao Senhor teu Deus.

6- Quem um dia viria a dizer que hoje pela tua impaciência e inobservância, estás optando por deixares de ser guiada pelo Espírito nas tuas decisões? Visto que não tens aprendido com os tropeços e desacertos das sortes sobre alguns, tens insistido em confiar unilateralmente, e deixar ser dirigida, pela força limitada da tua inteligência, do teu braço de carne, da tua influência e da tua engenhosidade. Por esta causa, tuas fórmulas e incrementos fazem com que deixes de realizar o que deverias e te arrefeceres no que poderias.

7- Quem um dia viria a dizer que hoje em alguns termos de ti o amor que está sendo praticado está por muitos sendo visto e assemelhado ao amor de prostituição? Neles fala-se o que se faz apenas para atrair atenções e conseguir o que se quer. Nem mesmo os mercantes e mercadores estão dispostos a te afiançarem. E por causa de alguns em teu seio as portas dos mercados estão te rejeitando crédito nos seus balcões.

8- Quem um dia viria a dizer que hoje por causa dos desmandos, abusos e descasos de alguns ministros teus, os impérios do mundo estão querendo tragar e sobrepor as tuas virtudes? E pondo enfeites nos teus talentos, querem te levar a palcos e picadeiros para te transformar em circo de espetáculos religiosos, te resumirem a espaços culturais e te confinarem em museus históricos. Querem fazer do teu histórico apenas peças teatrais, riquezas literárias e relíquias de memórias, para que te esfries e cesses o teu anúncio contra o pecado e o teu esforço para restauração e edificação de vidas.

9- Quem um dia viria a dizer que hoje teus discursos estão  ganhado artifícios rebuscados? Vejas se tu percebes que estão alguns entre os teus querendo mudar a essência e o propósito da mensagem cristã da Salvação que deverias ser mestra no seu anúncio e poderosa na sua demonstração. Busques abrir teus olhos ainda enquanto caminhas acordada e com azeite nas tuas lâmpadas, porquanto é chegada a alta hora da escuridão e o cansaço com ela vem sobre todos.

10- Quem um dia viria a dizer que hoje ministros do teu seio se perdendo da vocação, estão sendo atraídos pelas aparentes vantagens seculares e mergulhando nas águas da hipocrisia, se tornam destros na arte do engano e habilidosos na indústria de promessas? Por esta causa, alguns se aplicam na visão de seus próprios interesses e caprichos. E para conquistá-los e atingi-los, com isso se fazem manipuladores de massas e influenciadores de idéias usando seus conservos como meios para com duplo sentido chegarem aos seus fins pessoais e particulares.

11- Quem um dia viria a dizer que hoje, por causa dos desmandos, abusos e descasos praticados no meio de ti, poucos querem te ouvir nas praças, nas esquinas e nas ruas? Por tua causa, já te sentes intimidada a mostrar a tua face às feras e aos cézares deste tempo. Para atraíres as multidões, já não precisas do Espírito na pregação em demonstração de poder e na manifestação de sinais e maravilhas do Seu mover. Para ires aos públicos já te deténs a depender única e inteiramente de mecanismos e arranjos artísticos complementares. Em lugar de poder salvador e regenerador, instalastes o apogeu e cedestes poltronas ao luxo.

12- Quem um dia viria a dizer que hoje estás correndo léguas, quilômetros, milhas e jardas para angariar primeiros, grandes, príncipes, poderosos, ricos e letrados, e não te comoves e nem te moves por milímetros, centímetros,  metros e braças para aninhar debaixo de tuas asas últimos, pequenos, fracos, pobres e símplices? Por tua causa, os olhares de muitos estão aos poucos sendo tirados de sobre a manjedoura e colocados em admiração sobre os magos e seus presentes. A vil cédula e o vil metal estão te levando aos tribunais da Terra, te enchendo e nublando os olhos, inchando o teu coração e calando a tua boca.

13- Quem um dia viria a dizer que hoje tuas portas imponentes e sofisticadas estão sendo salpicadas pelo sangue inocente e pelas lágrimas dos desesperados de fora e dos decepcionados de dentro? Teus painéis estão acompanhando a evolução dos séculos e ganhando luz, cores, artes e fantasias, entretanto teus assentos estão sendo minados pelas contingências e futilidades passageiras. Por esta causa, a moldura dos conchavos e conluios que alguns em ti abrigam está enfraquecendo, desgastando e arruinando a estrutura dos teus concílios, levando teus ministros a avarezas, a precocemente aos leitos e à inutilidade física.

14- Quem um dia viria a dizer que hoje a humildade legítima de alguns dos teus ministros iria sofrer maus tratos até se tornar desertora? Que teu escudo de ouro um dia por ti mesmo viria a ser rejeitado e descrido por ti e assim substituído por ninharias de bronze e artifícios de latão? Que tua nobreza iria um dia ser posta à venda e a trocas, por tua causa. Que o sal de muitos dos teus encontra-se em fortes riscos de tornar-se insípido e a tua luz de se fazer em penumbras?

15- Quem um dia viria a dizer que hoje estás preferindo afagar os filhos do Reino dentro de tuas paredes, condicionando-os apenas aos nobres e extraordinários cultos alegres e fortalecedores, ao invés de também levá-los e exercitá-los a perceberem de perto o calor das praças, a presenciarem nos olhos as angústias das esquinas e a sentirem os desalentos, as dores e as perversidades das ruas? 

16- Ah... Mas, enfim, em meio a tantos desmandos, descasos e abusos, também quem um dia deixaria de vir publicamente dizer em alta voz e em bom som a mensagem pregada pelos antigos que diz “arrependa-te e voltes ao teu primeiro amor”? Que lembres de onde caístes, que faças reparos, que converta-te e retomes o caminho de antes do qual tens te afastado. Que os teus ouvidos estejam prontos e possam ouvir, para que sejas de fato e com verdade um Reino de vencedores com legítima identidade de vencedores, e não um mega império de supostos e pretensos ídolos cobertos de pseudos-sucessos, jargões altruístas e auto-afirmações triunfalistas.

Se não te cuidares, a embriaguez de tua cegueira e o luxo do teu apogeu misturados à tua presunção te conduzirão à sensação de segurança até que te chegues à soleira das portas do iminente cativeiro e o grande rapto dos santos que estão na Terra e fiéis que estão em Cristo te surpreendam. Se não te cuidares, muitos que estão no teu meio ficarão desolados para trás no meio dos cães dentro do panorama das agonias, descasos e aflições profetizados sobre o mundo.
REFLITAMOS E TOMEMOS POSIÇÃO!
PbGS



segunda-feira, 27 de junho de 2011

MEUS 40 + 1 NUNCA...


MEUS 40 + 1 NUNCA...
Faz bem aos bons SEMPRE.

NUNCA é um vocábulo muito forte, uma marca firme de decisão. Um ponto afirmativo, mas que pode ser negativo e intrigante quando mal compreendido. Uma declaração, mas pode ser também um item recomendatório. Um tônico que mantém a boa saúde da mente e do coração dos bons, mas também uma vacina contra vírus maleficiosos dos péssimos.

É preciso ter ciência e certeza do peso desse verbete, posto que ele pode alegrar e fazer bem ao brilho dos bons, todavia possa evidenciar e incomodar o ofuscamento dos péssimos. Bem vivem os bons que não abrem mão da lista dos 40 + 1 NUNCA, mesmo sabendo que podem desagradar aos péssimos.

Muitas vezes é preciso saber interpretar e acatar sobriamente um NUNCA para então saber valorizar verdadeiramente um SEMPRE. Um NUNCA prudentemente bem colocado é melhor do que um SEMPRE afoitamente impensado. Muitos se fazem péssimos e sofrem sérios prejuízos por não terem sabido firmar um NUNCA antes de haverem desvalorizado um SEMPRE.

Antes de querer receber os SEMPRE alheios é melhor ajuizar os NUNCA pertencentes a si próprio, visto que ambos trafegam observando direitos e obedecendo deveres em suas próprias vias, como é natural da vida humana.

Aqui publico a breve lista dos meus 40 + 1 NUNCA. Ela pode despertar reflexões, pode apaziguar e acalmar mentes e corações, entretanto por outro lado pode silenciar palavras e pensamentos ociosos. Para quem ama a sinceridade e a transparência, 40 + 1 NUNCA tem no seu bojo um segredo salutar e uma razão consistente de ser tão mais inteligente e sábia quanto se possa perceber, a começar pelo seu numeral quarenta.

Enfim, com distinta gentileza convido-lhe a tomar parte do seu precioso tempo em percorrer generosamente o artigo, e na conclusão certamente você vai compreender com mais exatidão a breve lista provadora dos meus 40 + 1 NUNCA e poder lograr edificação.

Se ela for também a sua realidade, eis a razão pela qual você está confortável, bem e feliz com a sua vida, com a sua mente e seu coração estando em paz com Deus, consigo mesmo e com os homens de bem, sabendo que os seus NUNCA pessoais são extremamente valiosos SEMPRE.

1 – NUNCA disse o que eu não fui, e sinto por aqueles que apenas relembram o que mal foram e algemados em remorsos deixam de ser o que as oportunidades lhes abriram perdendo o que bem poderiam ter sido.

2 – NUNCA digo o que eu não sou, e sinto por aqueles que lamentavelmente não sabem expressar ou não confiam e duvidam do que são, e arrastados carregam o triste e pesado fardo sufocados na frustração de não serem o que deveriam ser.

3 – NUNCA direi o que Deus não disse que eu serei, e sinto por aqueles que não sabem ser o que deveriam realmente ser, e medrosos tudo fazem para que outros como eles insuficientemente sejam.

4 – NUNCA disse o que Deus não diz que eu seja, e sinto por aqueles que não sabem ser o que Deus lhes mandou que fossem, e recalcados em guerras e frustrações interiores soçobram não sabendo discernir o que precisam ser.

5 – NUNCA digo o que Deus não diz o que eu sou, e sinto por aqueles que impensadamente dizem o que jamais Deus lhes falou que são, e arrogantemente contrariados sobrevivem em tentativas frustradas de quererem abafar o que Deus disse que os outros são.

6 – NUNCA direi o que Deus não diz o que eu fui, e sinto por aqueles que perdem preciosas oportunidades presos apenas imaginando o que ninguém testificara que foram.

7 – NUNCA deixei de dizer o que Deus fez por mim, e sinto por aqueles que apenas dizem o que “acham” que Deus pode admissivelmente fazer ou nenhum proveito promovem a outros por pouco ou quase nada terem o que dizer em função de suas instáveis e incrédulas ações de fazer.

8 – NUNCA deixo de dizer o que Deus faz de mim, e sinto por aqueles que negam dizer com a totalidade do seu ser o testemunho do que Deus realiza através de suas vidas que bem poderia fortalecer, animar, consolar e edificar tantas outras.

9 – NUNCA deixarei de dizer o que Deus disse que fará comigo, e sinto por aqueles que estáticos se imaginam diante de um futuro de chumbo, querendo reviver um passado de zinco, desmotivando os outros de buscarem a excelência do ouro legitimamente subindo os degraus do bronze para o que Deus fará consigo.

10 – NUNCA deixo de dizer as minhas convicções fundamentadas nas Escrituras Sagradas e nas experiências promovidas pela vida, e sinto por aqueles que desrespeitam e contrariam as alheias e as suas próprias mascarando e enfeitando o que jamais diriam.

11 – NUNCA deixarei de dizer o meu “NÃO” quando preciso é, e sinto por aqueles que atropelam a si próprios dizendo sempre “SIM” quando lhes é necessário estampar o seu “NÃO”, e atropelados em prejuízos pessoais tentam agradar a ostentação caprichosa de outros suicidando o seu próprio e devido “SIM”.

12 – NUNCA deixo de dizer o meu “SIM” depois que ajuízo, reconheço e considero não devo dizer “NÃO”, e sinto por aqueles que somente nutrem a declaração caprichosa e arrogante do seu “NÃO” por jamais terem a sobriedade e a hombridade de reconhecerem e considerarem o “SIM” de outros.

13 – NUNCA deixo de dizer que apenas cumpro a minha obrigação como um grande devedor, e sinto por aqueles que insensíveis, incoerentes e instáveis imaginariamente não sabendo lidar com obrigações alheias impõem deveres para os quais jamais esforçariam um gesto.

14 – NUNCA digo o que extrapola as minhas experiências pessoais dinâmicas e reais, e sinto por aqueles que propagam situações das quais jamais puderam experimentar ou vivem sob poeira oxidante e traças no museu irreciclável e não-renovável das suas.

15 – NUNCA deixei de dizer o que pode contrariar sentimentos gratuitamente ressentidos, e sinto por aqueles que forçando querer agradar penumbras dos becos do fingimento preferem trafegar neles falecendo por dentro e suicidando as suas decisões debaixo das formalidades do legalismo concessivo em troca de pobres migalhas de prerrogativas passageiras.

16 – NUNCA deixei de dizer o que pode inquietar espíritos  invejosos e revanchistas enrustidos, e sinto por aqueles que se dobrando temerosos a eles, deixam de realizar grandes empreendimentos com suas próprias vidas.

17 – NUNCA deixo de dizer o que pode frustrar perseguidores inferiorizados gratuitos, e sinto por aqueles que, ao invés de servidores, se fazem subservientes a eles a ponto de perderem suas transparências e identidades de foro íntimo para maquiar insatisfações interiores e evitar rejeições.

18 – NUNCA deixei de dizer o que pode incomodar brios pouco inteligentes e soberbos, e sinto por aqueles que somente sabem dizer o que jamais sozinhos teriam a coragem de confessar consigo mesmos diante do seu espelho.

19 – NUNCA digo o que visa massagear egos desordeiros, e sinto por aqueles que ansiando por prestígios ou posições não sabem reprovar a desordem se colocando com tato e inteligência na centralidade equilibrada e na medida da delicadeza jamais demasiada.

20 – NUNCA deixarei de dizer que independo de bajulações e fujo do espírito mexeriqueiro, e sinto por aqueles que apenas mudaram de religião, todavia não assimilaram o teor prático do credo, continuando a viverem dependentes e carentes das compatibilidades bajuladoras e dos suportes do mexerico.  

21 – NUNCA deixo de ser amante da verdade, e sinto por aqueles que são cativados a aplaudirem a mentira por não saberem aborrecer as fábulas, e com a mentira tentam afogar a verdade de si próprios por terem horrores da feiúra dela.

22 – NUNCA direi o que não cabe ao meu perfil real, e sinto por aqueles que descaracterizam e recheiam os seus fantasiando o que jamais lhes coube consoantes idealizarem.

23 – NUNCA deixo de dizer que existem cabeças que não pensam, mentes que não refletem e corações que não meditam, e sinto por aqueles que se destrambelham porque não pensam, desorientam-se porque não refletem e se destroçam porque não meditam.

24 – NUNCA deixo de dizer que existem olhos que não se enxergam e ouvidos que não sabem ouvir, e sinto por aqueles que dizem estar vendo o que jamais foram suficientemente humildes para enxergarem e insensíveis para escutar o que outros nas entrelinhas inteligente e sabiamente são capazes de ler.

25 – NUNCA deixo de dizer o que posso fazer para evitar injustiças e falsidades, e sinto por aqueles que secretamente comprometidos com elas cooperam e facilitam para que prevaleçam e viabilizem as intrigas, o caos e as crises.

26 – NUNCA deixo de dizer que ter tempo é uma questão de prioridade e opção, e sinto por aqueles que se desordenam e se perdem debaixo de desculpas por não saberem usar e tirar proveito das oportunidades do tempo do qual dispõem.

27 – NUNCA deixarei de dizer com sobriedade o que sei, com humildade o que penso, com consciência o que sou, com propriedade o que faço, e sinto por aqueles se negam a dizerem o que sabem, suicidam e assassinam por não saberem externar o que pensam, perdem-se por não saberem de fato o que são e se frustram por confessarem que não podem fazer o que deveriam ter feito.

28 – NUNCA deixo de dizer bem, distinguir e estimar reciprocamente aqueles que me fazem o bem, e sinto por aqueles que esquecem dos que bem lhe fizeram e por se fazerem incapazes de gerar o bem, dizem mal dos que jamais coisa alguma lhes fizeram.

29 – NUNCA deixarei de dizer e enaltecer a boa fama dos que somam as suas comigo e reciprocamente absorvem da minha, e sinto por aqueles dos quais somente em serem pronunciados seus nomes as várias entranhas alheias sentem calafrios, náuseas e repulsas.

30 – NUNCA deixarei de dizer bem dos que verdadeiramente por elevado amor, gratidão e distinta consideração deles dependo, e sinto por aqueles que são incapazes de serem amados e notoriamente ínfimos de serem considerados e deles pessoa alguma deliberada e voluntariamente admitiria depender.

31 - NUNCA deixo de somar honras aos que abertamente me honram, e sinto por aqueles que se resumem em seus próprios desprezos, cujos defeitos e malícias intentam ofuscar e obscurecer as virtudes e honras dos outros.

32 – NUNCA direi coisa alguma daqueles que merecem deles nada ser mencionado, por esses quem os conhece unanimemente também nada teria fora da neutralidade  citar.

33 – NUNCA deixarei de dizer o bom nome daqueles que em qualquer lugar merecem ser lembrados e citados, por esses quem os conhece se coloca de pé para urgir altissonante as boas notificações sobre eles.

34 – NUNCA deixarei de mencionar os lugares nos quais sou honrado, considerado, acolhido e irmanadamente respeitado, e sinto por aqueles que deles nada vale ser lembrado, nada cabe ser dito e nenhum odor ser estimado.

35 – NUNCA me dou ao luxo de me conformar e ser tolhido aos ditames da subserviência promovida pelos recalques e sublimações alheios, e sinto por aqueles que conformam e perdem suas vidas tolhidas e inquietas debaixo do que jamais esperaram para elas.

36 – NUNCA deixo de servir a Deus ou me privar de saldar a minha grande dívida vertical para com Ele visando  atender à manobras dos caprichos de desmandos alheios, e sinto por aqueles que dissimulando estarem servindo se fazem velhacos jogando com as aparências com o fito de não caírem da graça dos olhos humanos.

37 – NUNCA deixo de servir a Deus e ou me privar de realizar a Sua soberana vontade para atender a mentes doentias, incoerentes e inconsistentes, e sinto por aqueles que se reduzem à insignificância e pensamentos irrisórios escondendo-se por trás de rotulações medíocres e estribando-se em nominações jactanciosas.

38 – NUNCA deixarei de dizer a realidade em função dos impérios da falsa e movediça ambiência que falseia entre os bemóis de sorrisos sombrios e sustenidos de fraseados enganosos, e sinto por aqueles que transitam nos corredores da ilusão deles como quem troca de roupas alugadas a cada festa que lhe desponta.

39 – NUNCA deixo de pregar contra a mediocridade e a hipocrisia em qualquer instância e forma que elas se configurem e estejam. Quer de fraque, luvas e cartola ou de alpargatas, “chita” e chapéu de palha, causam os mesmos danos por vezes irreparáveis em corações decepcionados e iludidos por elas. 

40 – NUNCA deixo de exigir que no epitáfio de minha lápide não haja sombras e dúvidas sobre a minha fé e valores, sobre a lealdade, dedicação e fidelidade de minhas obras, e sinto por aqueles que em vida deixaram de ser, de ter, de dizer e de realizar o que Deus quis que fossem, que tivessem, que dissessem e que realizassem durante as suas existências por haverem vivido encurralados debaixo de instintos irracionais alheios. 

40 + 1 - NUNCA espero que seja dito, que seja feito, que seja aprovado, o que nunca esteja apropriadamente correto, lúcido e sóbrio; o que nunca seja suficientemente coerente, verdadeiro e leal; e o que nunca tenha passado transparentemente no crivo da sublime e eterna Palavra de Deus...

Se você é assim como sou, pensa assim como penso, sente assim como sinto e faz assim como faço, então assim como eu, você está apto a passar pela provação dos 40 + 1 NUNCA.

Você verá que esses NUNCA também vão lhe salvaguardar de pretensões, de mediocridades, de fingimentos e de hipocrisias SEMPRE, assim como lhe fazerem estar sem pesares ao deitar a sua cabeça no travesseiro no momento de sua individualidade.  

Quem somente sabe dizer o SEMPRE, se torna alvo fácil da decepção ao receber um NUNCA. Quem não sabe dizer um NUNCA pode vir a ser feito refém de um SEMPRE.

Somente ao Senhor Deus é preciso dizermos o nosso SEMPRE, ainda que por vezes tremamos de cutelo em punho levantado, ou hesitemos em plena marcha na travessia do deserto, ou ainda em vias de sermos jogados e esquecidos no fundo de um poço, como também sob riscos de sermos atirados na fornalha, ou doutra forma de sermos humilhados diante das cortes dos czares.

Que o seu NUNCA seja nobre, sóbrio, oportuno, coerente, significativo e inteligente para que sirva de ferramenta capaz, própria e eficaz, provadora de corações aos quais você possa com segurança e responsabilidade externar o seu SEMPRE sem remorso e marcado de verdade e pela honestidade. 
PbGS