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segunda-feira, 27 de maio de 2013
UMA FÓRMULA INSUPERÁVEL.
Uma fórmula
insuperável.
Apenas como nos
ensina a Bíblia Sagrada.
A palavra de ordem é ir por todo o mundo e pregar o Evangelho.
Isto implica naturalmente em crescimento e expansão do Reino de Deus entre os
homens. Nós semeamos e regamos, todavia é o Senhor nosso Deus quem dá o
crescimento e isto alcança expansão.
Ano após ano, quase sempre encontramos aqui e ali quem publique fórmulas
sugestivas sobre crescimento e expansão de igrejas. Há quem queira mostrar “segredos-mestres”
e existe quem seja aclamado mestre sobre tais “segredos” para o crescimento e
expansão de igrejas.
Por outro lado, gerações mais novas tentam introduzir teorias e
rudimentos humanos, adquiridos e apreciados dos ilustres bancos acadêmicos
seculares, como “chaves-mestras” que abrissem todas as portas para o crescimento e
expansão de igrejas. Visões que bem cabem nos corredores e salas de uma empresa secular, mas que no Reino de Deus apenas servem de excitação aos ouvidos.
E no afã de obterem sucessos relâmpagos, buscam fascinadamente celeiros
de novas e inusitadas “alavancas” para o crescimento e expansão de igrejas.
Vezes por outras reaparece e reacende a ênfase sobre os assuntos de crescimento
e expansão de igrejas. Crescer e expandir são dois resultados que por si mesmos
traduzem fatores para os quais não se deve jamais desaperceber.
Apesar de não se poder fechar os olhos para a realidade
existencial das facilidades contributivas a algumas áreas vividas na igreja,
ainda assim de pé prevalecem insuperavelmente os princípios bíblicos para o
crescimento e expansão de igrejas. Invocar fundamentos e aditivos seculares
como alavancas de crescimento e expansão de igrejas seria tentar assemelhar a
Noiva do Cordeiro a sindicatos, associações, empresas e agremiações humanos. Isso
pode até dar certo por um tempo, todavia nos outros que se seguirem, certamente
a descaracterização invade as portas e assumem assentos.
Em todos os tempos a igreja do Senhor Jesus enfrentou desafios
dos mais diversos que já nos aconteceram. Os dias de Pentecostes foram
majestosos e sobremaneira motivadores, entretanto depois deles vieram o
crescimento e a expansão da igreja do Senhor Jesus. E não obstante, com isso
também vieram como providência do Espírito de Deus os conselhos e princípios
insuperáveis que permanecem inabaláveis, governam e sustêm a essência de igreja
e predominam na mesma linha de testemunhos que de nossos primeiros pais recebemos.
E neste tempo de desgastes de alguns, anseios de outros,
excessos e desencontros de uma porção, vale relembrar esses conselhos e
princípios basilares para o legítimo e autêntico crescimento e expansão que
autenticam o nosso legado para gerações mais novas.
1 – Nos manter em oração.
Mt 9.36.
Lamentavelmente há mais gente ocupada de caneta, telefones e facilidades
espetaculares da eletrônica moderna nas mãos do que verdadeiramente envolvidas
e imbuídas na oração. Notavelmente e sem qualquer ranço de espírito crítico,
dificilmente se tem visto comportamentos oriundos de uma atitude de oração para
reconhecimentos de posição e tomadas de decisão.
Tem sido muito mais fácil, apreciável e revanchista, o aplicar o
congelamento, a depreciação, a expulsão e o banimento daqueles que ceiam e
comungam na mesma mesa, do que depender de Deus na oração para rever posições e
tomar decisões mais próprias e substancias da vida familiar entre os filhos do
Reino. Ainda norteia e predomina o conselho paulino de orar continuamente. 1Ts
5.17.
2 – Nos manter em vigilância. Mt 26.41;
Mc 13.33-37. Lamentavelmente e infelizmente há mais gente digladiando nas
arenas modernas decoradas pelo “layout”
ditatorial da ganância e da arrogância, do que propriamente se apercebendo da
multidão de testemunhas que nos rodeiam, nos expectam e nos espetam. Infelizmente
para algumas mentalidades, o vigiar se tornou em engenhosas cismas e malícias.
E enquanto as rusgas e rinhas são alimentadas pelo espírito da
emulação e pelas estratégias da rivalidade, o joio vem sendo sutilmente semeado
e as portas do inferno cativando, dividindo casas e aplaudindo o estabelecimento
do partidarismo quase que oculto em corações expressivos e influentes. A beca
continua gritando aos microfones, mas são os becos que parecem estar ditando,
governando e respondendo por trás dos balcões. Mas ainda norteia o conselho
joanino no olhar para nós mesmos. 2Jo 8.
3 – Primar pelos sinais e maravilhas. Mc
16.20. Lamentavelmente em várias tribunas e círculos se sente mais confortável,
contente e satisfeito com o espírito de presença numérica, de expectador e de
alegria momentânea, do que com uma entrega pessoal e comprometida com Mc
16.17-18. Em alguns lugares, parece estar sendo mais fácil nadar na terapia da
distração do que propriamente mergulhar no oceano do Espírito.
Sou de uma geração, com cujos mestres aprendi legados de nossos
primeiros pais. Sou de uma geração cuja pauta e prática não ditam e nem
declaram ordens e coações de sinais e maravilhas para Deus. Os mestres de minha
geração não ensinaram a duvidar de milagres, sinais e maravilhas feitos pelo
Senhor Jesus, e questiona-los muito menos. Ainda que certas gentes queiram
semear dúvidas sobre algumas passagens das Escrituras, ainda continuamos vendo
e testemunhando sinais e maravilhas no seio dos filhos do Eterno Deus.
4 – Nos manter em mobilização. At 2.
Lamentavelmente em alguns lugares essa ênfase vem recaindo e se acomodando nos
movimentos confinados e conformados nas quatro paredes dos templos. Mobilização
é um dos assuntos que mais tem sido desviado de sua rota original. Se mobilizar, em alguns arraiais cristãos tem assumido conceitos que por vezes entram em
conflito com a missão precípua da igreja militante do Senhor Jesus.
Louvo a Deus por inúmeros corações que permanecem firmes,
motivados e impelidos pelo Ide do Mestre e pelo fervor do Espírito realizando
apaixonadamente trabalhos e esforços notoriamente evangelizantes e outros
substancialmente formativos. Definitivamente o defender bandeiras e o euforizar
divisas não conferem essência e nem consistência para crescimento e expansão reais,
legítimos e verdadeiros da igreja do Senhor Jesus.
5 – Primar pela pregação rigorosamente bíblica.
At 8.35; 9.20. Lamentavelmente alguns corações parecem não compreender, ou
desconhecer, o significado, a essência e o propósito da pregação bíblica. A
pregação bíblica possui por sua natureza um conteúdo completo de ensino,
instrução, estímulo, que produzem edificação, consolação, exortação,
doutrinamento e motivação para nutrir e aperfeiçoar nossas convicções e passos
na vida cristã.
Pregação bíblica não é causar impactos de conteúdos que
enriquecem curiosidades insatisfeitas. Tampouco seria promoção de fumaças e
suores que duram apenas alguns minutos no ar e as lutas do dia seguinte abafam
as emoções e suprimem os estímulos promovidos do dia anterior.
6 – Nos posicionar como obreiros fiéis. 1Co
4.2. Lamentavelmente fidelidade está sendo vista como uma mercadoria objeto de
trocas e de trocos. Em alguns lugares exige-se fidelidade alheia, e esquece-se
dos vértices recíprocos da fidelidade, escusa-se das coordenadas horizontal e
vertical da fidelidade. Fidelidade não é matéria de barganha apoiadora e nem de
compra de brios. Fidelidade estimula a outros e atesta selo de comprometimento
com a legitimidade de crescimento e expansão.
7 – Manter o espírito combativo. 2Tm 2.5;
Ef 6.12. Lamentavelmente neste tempo do fim parece que algumas mentalidades se
investem em arregimentação para combaterem entre si mesmas. Nossa visão de
combate é direcionada contra os principados e hostes espirituais da maldade, e
fortalecidos no Senhor na força do Seu poder, seguimos adiante sendo úteis com
nossas ferramentas para o crescimento e expansão da obra do Senhor Jesus. É no
bom combate que seguimos nossa carreira até o fim.
Assim sendo, apesar de todas as boas vontades, os anelos dos
caprichos, a busca de melhorias e aperfeiçoamento através de ferramentas de
elaboração administrativa, ainda permanece de pé e insuperáveis os conselhos
sábios daqueles que os receberam do nosso Mestre e Senhor Jesus. Ainda
prevalecem os princípios do Reino de Deus na entre nós.
Nós como igreja e Noiva do Senhor Jesus, não somos de forma
alguma um sindicato. Não recebemos o espírito de associação e nem de agremiação
alguma. Nossa vida e labor não são de uma empresa humana, ainda que em alguns
aspectos possa humanamente parecer. Temos uma identidade espiritual. Somos um
organismo espiritual, vivo. Somos um corpo – o corpo de Cristo!
Não podemos nos deixar ser enganados por bagatelas e barganhas
de supostos segredos para crescimento e expansão de igrejas. Supostos segredos
promovem afogamentos nas praias da arrogância, da soberba e do partidarismo. Atolam
corações no pântano da vergonha e da ganância. Conduzem a brigas por tudo e a perdas
por nada. Erigem incrementos e desmoronam mentalidades para o jogo de
interesses estranhos ao Reino. Fomentam e auxiliam conluios do corporativismo feio,
amordaçador e intimidador.
Não podemos nos deixar ser enganados e iludidos por tipos de
“segredos-mestres” que mais se adequam a uma palhoça dividida por interesses do
inferno do que a uma casa unida e coesa na manutenção dos conselhos e
princípios da Casa do Pai.
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sábado, 6 de outubro de 2012
ASSIM COMO O RECEBESTE...
Continue vivendo em Cristo
Eis um grande desafio... Cl 2.6
O lindo e rico texto de
Colossenses 2.6 é por demais
precioso e admirável. Sobremaneira inspirado pelo Espírito de Deus, o apóstolo
Paulo escreveu com tamanha riqueza e profundidade a Carta aos Colossenses. E
esse versículo revela o segredo do sucesso contido num principio elementar da
fé cristã: continuar vivendo em Cristo, palmilhando nos princípios aprendidos nas
Escrituras Sagradas.
Epafras, um cristão
convertido, havia levado as boas novas do Evangelho para a cidade de Colossos.
E mais tarde, uma visita de Epafras ao apóstolo, quando este esteve em Roma,
foi uma ocasião precursora da referida Carta.
O versículo em pauta
diz: “Portanto, assim como vocês
receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele”. Cl 2.6. (NVI)
Começar bem e
continuar assim como começou é um enorme desafio para não poucos crentes em
Cristo nos dias hodiernos. E não obstante, para uma numerosa multidão de
pessoas a mesma coisa lhes acontece em relação a tantas áreas da vida. Os
caminhos da vida humana possuem os seus percalços, seus pontos de solicitudes,
desencontros, desgastes e provações. Afinal, há de se refinar o ouro e há de que
seja purificada a prata, a fim de que estes alcancem a consistência e o brilho concedidos
pelo Céu.
Mudanças ocorrem, e
muitas se fazem necessário acontecerem. Não se pode ganhar todas as coisas sem
perder algumas outras que não se carece ter, e ficar estagnado no tempo é um
sinal de ignorância e desalinho para com o curso da vida. Mas felizes são os
que sabem guardar os princípios recebidos durante esse movimento da existência.
E o grande e real desafio consiste em continuar e permanecer com o cerne e a
seiva conservados assim como se começou. Os vendavais e as tempestades da vida
sempre hão de bater forte contra a estrutura da construção.
Nessa Carta, o
apóstolo Paulo faz as suas preliminares como lhe é de praxe. Depois apresenta
os seus agradecimentos; segue falando da supremacia do Senhor Jesus Cristo;
continua fazendo uma breve exposição sobre o seu intenso trabalho pela igreja
militante; e chega a esse versículo com uma partícula conclusiva precedendo o
rico aconselhamento espiritual e experiente numa curta expressão aos crentes
colossenses, cuja tônica recai fortemente na ligação comparativa “...assim como...”.
Aqueles crentes
colossenses receberam a Cristo Jesus como o Senhor. Todavia, assim como
cotidianamente batem às nossas portas, também naqueles dias chegou o tempo das das
heresias e das filosofias sutis e suas misturas haverem assediado e fustigado
as deles. E aquele Jesus Cristo que receberam e dele provaram, já estava por
pouco não sendo visto e distinguido como O receberam quando pelas Escrituras
lhes foi ensinado.
Um dos mais crassos
erros que se comete, é trocar o certo, real e verdadeiro pelo duvidoso,
ilusório e mentiroso. O Senhor Jesus Cristo é a verdade e essência centrais das
Escrituras Sagradas e o Homem central de todo o universo. E tentar retirá-lo do
centro seria retirar todas as coisas dos seus lugares e ao mesmo tempo
desconhecer as linhas das extremidades.
Hoje, no pleno século
das luzes, ainda rondam às portas da fé, e batem forte contra ela, as mesmas
influências e os velhos confrontos tentando impedir que nossas raízes se
aprofundem em Cristo, que não extraiamos dEle a nutrição, que não cresçamos nEle, que não nos tornemos
fortes e vigorosos na fé e que não venhamos a experimentar uma vida de alegria
e gratidão por meio de Cristo Jesus.
Apesar das velhas
idéias e filosofias terem o mesmo miolo, e serem as mesmas as astuciosas
diligências, suas roupagens foram trocadas e ataviadas com idéias e pensamentos
sedutores, cujo fim deságua em estragar a fé e a alegria recebidas através do
Senhor Jesus Cristo.
Idéias e pensamentos
cujas cores ao passar dos anos assumiram variados brilhos, evoluíram em degrades,
acenderam cintilações e engenharam matizações. As sutilezas da polidez
pretensiosa, somadas aos ingredientes das receitas do inferno e das hostes de demônios
buscam iludir, arrebanhar e manter cativos as mentes oscilantes e fazer
tropegar os passos coxeantes.
A expressão “assim
como”, contida no texto de Colossenses 2.6, não significa dizer retrocesso,
estagnações. Contudo aponta para uma vida equilibrada, coerente e sustentada
efetivamente sobre os lastros dos princípios da Palavra de Deus em relação ao
Senhor Jesus. Uma vez conhecido o Senhor Jesus Cristo, e provado das excelências
do Seu precioso nome, continuemos vitalmente apreciando o Mestre e Seus
ensinamentos, continuemos nos ocupando, progredindo, crescendo e avançando
dentro de Sua vontade.
Assim como recebemos
Cristo Jesus, o Senhor, continuemos a viver nEle. Vivamos alegres e agradecidos
nEle. “O Senhor é bom, uma fortaleza no
dia da angústia, e conhece os que nEle confiam”. Na 1.7.
Viver diferente, ou
não continuar a viver em Cristo como O recebeu, seria tamanha imprudência, seria
expurgar os marcos antigos e substanciais das doutrinas de Cristo. Se por um
lado, não avançar e progredir no tempo é terrível sinal de ignorância e tolice,
por outro no mínimo é correr os mesmos riscos de apostasia, ou de soçobrar em
naufrágio na fé.
Quem continua vivendo
em Cristo, assim como O recebeu, demonstra estar vivendo enraizado, edificado e
firmado na fé nEle. Não venhamos a ceder nossas convicções para que as malhas sincretistas
das artimanhas de satanás viessem a encontrar lugar de roubar a preciosa
semente do Evangelho lançada nos bons e sinceros corações.
Continuar a viver em
Cristo Jesus, o Senhor, assim como O recebeu, é ter fortalecidas as convicções
e a esperança no porvir, é uma experiência ímpar e singular que o mundo jamais
irá tê-la. (Jo 14.1-4)
Portanto, avancemos na
grande obra, progridamos no Reino de Deus, sejamos bem sucedidos e
transbordantes de gratidão, continuando a viver em Cristo Jesus, o Senhor,
assim como O recebemos.
DEUS SEJA LOUVADO!
PbGS
terça-feira, 25 de setembro de 2012
RENOVAÇÃO: uma bênção de Deus.
Renovação.
Uma bênção de Deus para as nossas
vidas.
Na Bíblia Sagrada, uma
das palavras que revelam o dinamismo da vida cristã é RENOVAÇÃO. E todas as
suas correlatas e derivadas nos deixam perceber e compreender que o Senhor Deus
é o Deus que renova todas as coisas. O Deus da renovação.
Tudo quanto é velho
passa. O velho pacto passou. As coisas velhas passam. A vida velha ao receber o
renovo de Deus, passa. A velha criatura ao vir para o Senhor Jesus, se faz
nova. No futuro, passarão o céu e a terra, e o Deus Eterno fará novas todas as
coisas. O nosso Deus é o Deus das coisas novas.
Em sentido de
renovação segundo a Palavra de Deus, é preciso ter ciência que renovação não se trata de coisa alguma
ligada à filosofias de mutação. Renovar no sentido bíblico possui significados
que ao longo deste artigo serão vistos e relembrados. Ainda, o renovar não possui
qualquer relação com inovação, invenção.
Passem os anos que se
forem, o Senhor nosso Deus é o mesmo e sem sombras de variação, e permanece fazendo
coisas novas. A Palavra do Senhor não cai por terra e jamais passará, porquanto
além de ser ela eterna, é também sempre nova a cada dia. Pessoa alguma que vem
até a presença do Senhor, e conhece a Sua eterna bondade, e recebe do Seu bom
favor, e prova que o Senhor é bom e permanece em Cristo Jesus, jamais
conseguiria levar uma vida velha e carregar um passado ressequido, árido,
debaixo de velhos escombros ou empoeirado.
O Senhor Deus renova a
nossa autoridade. 2Cr 15.8. Nesse sentido, essa renovação se manifesta na
tomada de decisões feitas por nós, seguida da assunção de posicionamento que se
revelam em nossos atos de coragem determinada colocada na prática. Esse tipo de
renovação se mostra nas conseqüências do encorajamento recebido de Deus para
realizar algum feito da vontade de Deus.
O Senhor Deus nos dá
oportunidades para por elas demonstrarmos a nossa renovação de lealdade para
com Ele. 2Sm 14.11. Esse versículo não está falando do reforço de um pacto com o
reino sob a liderança do rei Saul. O reino ao qual o profeta Samuel está se
referindo é o reino do domínio do Senhor Deus sobre o Seu povo. E mais
diretamente quer dizer de um momento e
oportunidade apropriados no qual o povo recebeu uma renovação especial
ao ouvir a chamada do profeta e ser liderado a firmar a sua lealdade
respondente ao domínio do Senhor Deus.
O Senhor Deus nos
restaura para Ele e renova os nossos dias. Lm 5.21. A renovação de Deus envolve
também restauração. Nenhum deus, nenhuma força ou energia e nenhuma filosofia
humana teriam essa capacidade de conjugar e convergir para si esses dois
fatores no interior de uma pessoa. Restaurar o íntimo das pessoas e renovar os
dias delas para trazê-las a si debaixo da mesma dedicação e apego como quando elas
estavam nos seus primeiros passos de comunhão com o Senhor. Aqui estão duas
lindas palavras trabalhando diretas e conjugadas: “restaurar” e “renovar”.
No texto hebraico
original elas são respectivamente “eshib” e “chdsh”. A primeira com o
forte sentido de reverter, retornar, recompensar, trazer de volta, responder. A
segunda, com o de renovar, refazer, rejuvenescer, fazer novo outra vez.
O Senhor Deus nos faz renovar
as nossas forças. Is 40.31. Esse lindo texto nos faz ver uma estreita ligação
entre a ação de esperar e o seu efeito de renovação. A renovação de Deus também
está ligada à esperança que temos e mantemos no Senhor nosso Deus. “Esperar” e
“renovar”. Aqui elas estão interligadas, sendo a segunda o efeito da primeira.
No texto hebraico
original elas são respectivamente “u.qui” e a segunda “ichliphu”.
A primeira diz de uma ação contínua de esperar, e literalmente quer dizer de
alguém que está se mantendo esperançoso, esperando, aguardando, se esforçando,
se esticando, se estendendo, para frente. A segunda diz de uma renovação no
sentido de um futuro com mudança de vigor, com variação de vigor, com um vigor
diferente que passou por mudança.
A Palavra de Deus nos
fala a respeito da renovação do nosso entendimento como sendo ela um agente ou
veículo que nos leva à natureza e ao estado de transformação de nossa vida com
o propósito de que por ela venhamos a experimentar a vontade de Deus para
conosco. Rm 12.2. Podemos também rogar ao Senhor que Ele renove em nós um
espírito reto. Sl 51.10.
No texto grego
original ela é a “anakainosei”. Uma palavra que nos fala de uma ação de deixar
para trás a velha natureza interior não-regenerada, deixar para trás a velha e
estagnada mentalidade. Nesse texto, ela também quer nos dizer de uma renovação
ligada ao que vamos conhecendo do Senhor a cada dia e que nos faz experimentar
e viver o novo de Deus a cada passo que vamos dando para fazer a vontade do
Senhor e nos tornando livres dos esquemas conformativos do mundo oposto a Deus.
Algumas vezes, em
alguns lugares e por algumas pessoas, reside e predomina a grande dificuldade
de alcançar o significado real e prático da renovação de Deus para nós.
Imaginemos os choques e crises que ocorreram e se instalaram entre o
encerramento da Velha Aliança e o início da Nova, mesmo depois do longo período
centenário de silêncio intertestamentário de Deus para com os homens.
Imaginemos quão
difícil fora para um sistema entrelaçado de cultura e religião, embasado em
escritos milenares vir a conceber que estava se defrontando com a chegada do cumprimento de tudo
quanto estava escrito e esse trazendo o novo sistema de Aliança não mais
concentrado em leis e cerimônias e nem dominado por classes humanas
privilegiadas dentro de uma tradição louvável, mas restrita e desafinada com os
propósitos das já conhecidas e meditadas Escrituras Sagradas. Ainda restam
muitas revelações a virem à luz, na medida em que o tempo passa e o cumprimento
da Palavra de Deus transcorre e é percebido cada vez mais claramente.
Imaginemos em muitas igrejas, líderes nutrindo e conduzindo velhos
hábitos cerimonialistas e costumes desconcertantes e carrancudos de cultos permeados e sucumbidos de formalidades mecânicas e robóticas e de rotinas artificiais
cultivadas pela mentalidade formalmente "culta", "estilizada", mas infelizmente engessada, de semana após semana. Enquanto assistem como expectadores um tanto atentos e um tanto frios aos seus liderados mergulhados no mover do Espírito de adoração ao Senhor Jesus.
Imaginemos como fora o impacto de renovação no pentecostes, na ocasião da chegada do mover de Deus sobre um número de pessoas do povo comum todo junto e reunido, e de repente neles se vê e deles se ouve uma mesma mensagem em várias línguas distintas durante um período de festas nas quais estavam presente gentes de várias partes do mundo ouvindo-a em sua própria fala.
Imaginemos como fora o impacto de renovação no pentecostes, na ocasião da chegada do mover de Deus sobre um número de pessoas do povo comum todo junto e reunido, e de repente neles se vê e deles se ouve uma mesma mensagem em várias línguas distintas durante um período de festas nas quais estavam presente gentes de várias partes do mundo ouvindo-a em sua própria fala.
Imaginemos a liberdade
de acesso livre e informal, assim também como das considerações que algumas
classes de pessoas passaram a ter depois que o véu do templo se rasgou de alto
abaixo, e chegou a Nova Aliança trazida pelo Filho de Deus, o Senhor Jesus, o
Messias esperado entre os homens. A nova e eterna aliança em Cristo Jesus.
Que a benção da
renovação segundo a Palavra de Deus seja perene e permaneça transformando
velhas vidas e velhos pensamentos. Que a bênção da renovação segundo A Palavra
de Deus arrebate a formalidade fria, fosca, farisaica e estéril de muitas
mentalidades. Que a bênção da renovação segundo a Palavra de Deus seja
percebida, buscada e alcançada por todos os santuários que se reúnem para
adorar ao Senhor Jesus e a Ele prestarem culto debaixo do mover e da direção do
Espírito do Senhor.
Aproveitemos com equilíbrio,
coerência e consistência a bênção da renovação
segundo a Palavra de Deus.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
IGREJAS, TRIBOS E AQUÁRIOS?
Igrejas, tribos e aquários?
Uma visão empobrecida e desfocada.
O crescimento do
número de evangélicos no Brasil tem sido uma realidade clara, inconfundível e
incontestável. Os censos estatísticos e os meios de comunicação dão por boa
prova em larga escala que mais corações brasileiros estão cada vez mais sensivelmente
se voltando para a verdade e o poder do Evangelho e mais inclinadamente para os
cultos das igrejas evangélicas a fim de ouvi-lo e aprenderem dele.
Por vivência e
experiência, os filhos do Reino conhecem que esse mover sobre as muitas vidas não
emana exclusivamente de qualquer pensamento das fraquezas e debilidades humanas
como também de forma alguma seria de
nenhuma iniciativa filosófica humana.
Muito pelo contrário
do que os inebriados e escarnecedores esquinas e “cafofos” comentam, algumas
excelentes coisas nos comprovam que o Evangelho de Cristo é e sempre
permanecerá triunfante como sempre o foi em si mesmo, visto que ele é poder de
Deus para salvação de todo aquele que crê. Rm 1.16. O Evangelho da graça de
Deus sempre libertará e aliviará todos os corações cansados e oprimidos que a ele se chegam.
Enquanto as tragédias conseqüentes
do pecado buscam campear em terras secas e áridas, os corações tementes a Deus nos declaram que o povo brasileiro hoje está cada
vez mais buscando sair das trevas e vir para a Luz. O povo brasileiro está hoje mais esclarecido
e mais conhecedor a respeito de tudo que nos contextos lhe circundam. Isto se
deve a alguns fatores nem sempre instantaneamente identificáveis e quase sempre
por fatos e circunstâncias inexplicáveis por palavras. Enfim, o crescimento do
número de evangélicos é uma realidade incontestável e palpável.
Por outro lado, não
tem sido distante ou raro perceber a existência concentrada de muitas igrejas
evangélicas em um mesmo lugar. Umas quase de portas com outras numa mesma rua e
num mesmo logradouro. Algo nunca visto em décadas anteriores. Alguns segmentos
sociais e também alguns conselhos e concílios chegam a demonstrar nas suas
entrelinhas algumas deixas de desconfortos e alguns resquícios de preocupações.
Mas por quê, se a graça e o perdão de Deus são insondavelmente misericordiosos?
Não seria por demais
dizer que alguns de telescópios, lunetas, binóculos e monóculos estão ainda a
certa distância observando como a elas chegarem e outros já bem de “pertinho” a
elas se inclinando em busca de alguma coisa que somente suas vidas poderiam
revelar o que residem nos seus corações. Certo se vê e de forma experiente se
sabe que visão quantitativa jamais pode ser confundida com vida qualitativa.
Graças ao Deus Eterno
que todos os corações tementes ao Senhor têm notoriamente manifestado de forma
unida, unânime e coesa o repúdio e o desprezo claros e diretos contra objetivos
fundamentalmente “satanabólicos” (uma
mistura lúgubre e ardilosa de intentos destruidores satânicos somados a um bojo
sutil e arquitetado de estratégias diabolicamente divisoras e dissensoras).
Diante de tal fato,
algumas coisas nos ares nos dizem que a Luz do Evangelho está brilhando mais
forte nos corações que buscam se inclinarem para a Palavra de Deus. Muitos bons
corações começam a perceber pelo menos inicialmente por alguns filetes a
majestosa soberania de Deus na História do homem. Ao longo dos anos o Evangelho
de Cristo tem libertado e transformado vidas, movido muitos corações como
ferramentas determinadas nas empreitadas em prol e a favor da felicidade real
do próximo.
Alguns púlpitos têm
posto em prática o real esforço e a severa dedicação sérios e honestos para com
a Palavra de Deus. Ainda que por vezes alguns centenários, outros decanos e
ainda alguns outros mais jovens e um tanto neófitos ainda não tenham conseguido
literalmente “se encontrar” nos propósitos para os quais existem. Todavia mais
cedo e breve o quanto se espera, a sede de instruções e adestramentos vai
fazê-los voltar os olhares para aprenderem daqueles que por décadas servem de
fato e em verdade ao Evangelho de Cristo.
Mas em meio a alegre
nova citando o crescimento do número de evangélicos no Brasil, um terrível e
assustador clima se levanta tentando declarar e fixar o estabelecimento de convivência
tribal e não de comunhão entre igrejas. Afinal que está crescendo? Igrejas ou
tribos? Alguém quer sugestionar que sufoquemos o exercício das linhas pastorais
e substituamo-lo pela visão de chefes tribais. Alguém parece querer e estar
interessado em que deixássemos de ser igreja e assumíssemos a conduta de tribo. Todavia quem realmente apascenta e quem legítima e coerentemente prega pela Espada do Espírito jamais precisa de “tacapes” de “chefes”
e nem de “fumaças místicas” de “pajés”.
O panorama parece
querer nos dizer que haveria uma intenção de estabelecimento de tribos e não a
manutenção da unidade em comunhão de igrejas. Ainda bem que isso não tem sido
uma visão generalizada. Não tem sido o legado que temos recebido dos nossos
primeiros pais, e nem mesmo o exemplo que DEVEMOS deixar para os nossos
posteriores. Afinal, muito distantes e diferentes estão os princípios da igreja
em relação às coisas próprias e naturais da visão de “chefes de tribos”.
Determinantemente, precisamos
entender que a igreja do Senhor Jesus nunca foi e jamais será uma tribo. Até
porque tribos são grupos humanos reduzidos e setorizados, ligados entre si apenas
por laços naturais e terrenos. E a igreja é um corpo além de organizacional, é místico
e espiritual em Cristo. A igreja do Senhor Jesus não pode trocar a essência
legítima de unidade verdadeira para viver prática e visão de interesses
tribais. Alguns estudiosos e autores evangélicos renomados e respeitados vêm
publicando obras apologéticas a respeito do assunto.
Não é de se estranhar
que ainda estejam soçobrando desalinhadas com o tempo algumas mentes que fazem
estar estonteantemente estampada e impressa a sua visão de “chefe tribal”.
Igrejas cujas portas quase se encontram e cujos terrenos quase se avizinham,
todavia cujos corações parecem sempre se afastar e “vigilantemente” se distanciarem.
Afinal, algumas das coisas eficientes que os chefes tribais com orgulho e garbo
fazem é defender o seu povo, demarcar as suas fontes de subsistência e delimitar
o seu território.
Uma concentração
massiva de igrejas evangélicas num mesmo lugar parece querer declarar algumas
observações: primeira, pode estar havendo apenas um crescente número de adesões e
afinidades para com o evangelho na região; segunda, pode também lamentavelmente estar havendo
um crescente número de fracionamento de grupos motivado por divisões de poder,
por incapacidades ou desajustes de líderes, ou por desencontros de interesses;
e terceira, pode estar havendo um crescente número de conversões na área. Esta
última premissa é a que deveria justificar também como uma razão demonstrativa com mais propriedade e
coerência do crescimento verdadeiro e real.
Na verdade, por um
lado há muitos e vários pontos espiritual, psicológica, fisiológica ou socialmente
motivadores. E por outro, sabe-se que sempre existiu no coração de todo
brasileiro uma forte vontade de conhecer a Deus e uma expectativa inata e
tendente ao exercício e aprofundamento de seu senso religioso devido também às
suas origens antropológicas. Alheio a tendências, o crescimento qualitativo vai além do aumento quantitativo. Este demonstra elevação de números, e aquele é comprovado pelos frutos produzidos pela individualidade do coração convertido.
Contudo, qualquer ou
nenhum crescimento podem justificar a adoção, dotação ou assunção de práticas
das idéias tribais para liderar a igreja do Senhor Jesus. Jamais seria
aceitável e muito menos aprovável que um líder cristão “recomende” (para não
dizer cercear ou proibir persuasivamente) a qualquer um de seus liderados para não
freqüentarem cultos e ajuntamentos fraternos de outras igrejas evangélicas. Seria
uma declaração velada de divisão e dissensão. Seria neste tempo voltar um
comungar com as mesmas péssimas e arcaicas influências de Diótrefes.
Mais desastroso ainda, é encontrar alguns líderes cristãos declarando o seu próprio rebanho de “aquário”.
Se um líder confessa ser o seu rebanho um aquário, então subentende-se que as
pessoas nele estariam privadas, subjugadas, obrigadas e limitadas a um espaço privado e confinado. Seria mais
decente, honrado, nobre e justo que os “peixes” gozem do exercício de sua
liberdade para ajuizarem que os tempos de “aquários” foram findados.
O crescimento está
chegando, e os tempos estão fazendo as suas declarações. Que este crescimento venha na verdade ser real e verdadeiramente
mantido e nutrido com a Palavra de Deus e percebido nos frutos dignos do
arrependimento e da conversão, segundo as Escrituras Sagradas. Que este
crescimento não venha se apoiar em idéias tribais, arcaicas, feudais, exclusivistas,
sectárias, separatistas. Que este
crescimento encontre o profundo rio do fluir do Espírito, visto que as igrejas
não são “aquários”. Que este crescimento jamais se preste em apoio a ditames de
“chefes tribais”, amantes de sectarismos e de separatismos.
Que com este
crescimento aproveitemos o mover do Espírito sobre as muitas vidas e que estas
se tornem qualitativamente mais voltadas para a Palavra de Deus. Que com este
crescimento o sublime orvalho do ensino das Escrituras seja buscado vezes mais
do que antes. Que com este crescimento os líderes comecem a perceber as
demandas e se voltem cada vez mais para a capacitação, para a reciclagem e para
o imenso clamor e necessidade de vida cristã legítima e autêntica.
Diante de tal
crescimento, precisamos ter em mente que somos a igreja governada pelo Senhor
Jesus Cristo e não e jamais nos transformemos em "tribos" manobradas por “chefes”
e assistidas por “pajés” e nem mesmo tidas como "aquários". Que nenhum de nós venha ter essa visão empobrecida e desfocada. Que
jamais encontre guarida em nós o espírito de tribo, a subserviência a “chefes”
e o medo de “pajés”.
Você pertence a uma
igreja ou a uma tribo? Sua regra de fé e conduta está firmada nos ensinamentos
cristãos contidos na Espada do Espírito ou se baseia na influência e ditames
dos “tacapes” dos “chefes” e nas “fumaças místicas” dos “pajés”? Você possui a
liberdade cristã ou está aprisionado aos “totens” de “tribos”?
QUE SEJAMOS SEMPRE
IGREJA, NUNCA TRIBOS E JAMAIS AQUÁRIOS.
Que o nosso
crescimento seja como igreja, jamais como "tribos" e muito menos uma multiplicação de fracionamentos de "aquários".
PbGS
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
CONSIDERAÇÕES EM Rm 14.19.
CONSIDERAÇÕES EM Rm 14.19.
Para a paz e a edificação...
Existem muitas realizações. Há uma gama variada de coisas que foram realizadas e outra das que estão sendo feitas. Enfim, faz-se alguma coisa para alguém, assim como de alguém se recebe alguma. Examiná-las é uma excelente iniciativa, é o primeiro passo para poder conhecê-las bem.
A importância das coisas que fazemos e a sua validade para edificação reside na qualidade do que produzimos, na consistência do que realizamos, na sua utilidade, na sua função, nas razões pelas quais fazemos, no propósito para o qual as fazemos, na permanência de sua duração, no benefício que vão trazer, na fonte-origem que nos leva a fazê-las. E somente conhecemos de fato essa importância se examinamos esses itens do seu feito.
Todos nós naturalmente já nos acostumamos a produzir feitos para alguém, ou presenciar alguns ou recebê-los de alguém. Examinar o que fazemos e o que recebemos é uma demonstração de sabedoria, de seriedade, de responsabilidade, de denodo e de dedicação. É muito importante, útil e proveitoso o conhecer os frutos para se saber e se obter a melhor e mais justa e mais real definição dos feitos e tudo que gira em torno deles.
Exame não significa ceticismo, incredulidade, descrença, cisma, suspeita, preconceito e desconfiança. Exame é uma atitude louvável na busca do conhecimento e um procedimento fundamental, um gesto elogiável, uma questão de prioridade, de bom senso e de respeito e valorização pela verdade. Quem não aplica a capacidade de examinação, pode deixar de ganhar muitos êxitos, perder oportunidades de edificação.
Nem tudo que vemos ser feito possui algum proveito para edificação. Na verdade, existem coisas que ao invés de promoverem edificação, causam desonra, provocam destruição, conduzem à vergonha e abrem espaço ao escárnio. Se faz necessário ter em mente a extraordinária orientação bíblica “examinai tudo e retende o bem”, 1Ts 5.21.
Para nossa segurança e firmeza na edificação, existem recursos aos quais podemos lançar mão para identificar e conhecer com profundidade e propriedade os feitos realizados por alguém. Esses recursos residem nos resultados colhidos de alguns itens investigativos, ferramentas examinadoras, cujas aplicações fundamentadas na Sagrada Escritura revelam o que se precisa saber sobre as coisas feitas entre nós.
A ausência da capacidade de examinação, assim como a deficiência na sua aplicação, têm trazido sérios prejuízos e impedido a edificação de vidas. Quando essa ausência e essa deficiência se fazem a prática comum, as vidas se tornam bastante suscetíveis, fragilizadas e vulneráveis a absorverem toda e qualquer coisa que se lhes apresente ou lhes cause influência ou lhes leve a se tornarem reféns e sucumbidas nos covis da curiosidade.
Para algumas vidas, parece ter passado o tempo da boa prática de se deter em examinar com profundidade, com propriedade, com segurança, com equilíbrio, tudo que se apresenta diante dos olhos e se chega aos ouvidos. Uma estranha e funesta nuvem favorecedora ao obscurantismo e à confusão paira sobre muitas vidas e arrasta-as ao terreno da ignorância e da incredulidade.
Parece haver se ido o tempo das mais acuradas reflexões, das mais conscientes buscas, das decisões mais inteligentes, da sensibilidade mais espiritual, sobre tudo que se nos apresenta. É estarrecedor notar a ação do estranho interesse forçando a porta de muitos corações a fim de arrombá-las e invadirem-nas com a desvalorização e a diluição. Para alguns pouco lhes importa o alto valor da edificação, e para outros de nada vale o seu custo, o seu preço e as suas recompensas.
Estava acompanhando um de meus filhos numa fila de concurso, quando ouvi um grupo de pessoas bradar a um de seus colegas ao largo recomendando-o ao “embrulha e manda!” Aquela expressão me fez lembrar naquele momento que parece estarmos na “era do embrulha e manda”. O “momentismo” destronando valores e qualificações de muito boas gentes, e alimentando e cultivando a preguiça mental, bem como ao descaso mútuo. Um prejuízo que somente o futuro vai dizer com mais propriedade.
Muitas coisas descomprometidas com a edificação estão sendo feitas assim, com base nesse jargão do “embrulha e manda”. O falso hábito do “engolir sem antes mastigar”, sem antes ocupar o tempo em “identificar o odor e provar o sabor”. A “forçação” da pressa e da rapidez em instalar e assimilar coisas impudicas, estranhas ao Espírito e ofensivas contra os princípios da Palavra. Os resultados refletem na construção de uma geração artificial em sacrifícios, rasa em sensos, superficial em espiritualidade, instável nas decisões, frágil na luta espiritual, debilitada na visão, volúvel nas mudanças e dividida no coração.
Um forçamento com vistas a não oferecer tempo para pensar, ponderar, examinar. E o significado de edificação se torna em somenos importância, confundido como sentimentalismo e emocionalismo, momentâneos e passageiros. Por conseguinte, tantas mentalidades desarranjadas e tantas vidas congestionadas nas vielas e labirintos das incertezas, da insegurança e da descrença. Vidas lamentavelmente vulneráveis à perda de identidade e ao naufrágio na fé.
Algumas boas gentes já não sabem mais em que e em quem depositarem a sua credibilidade, porque também não se dão ao trabalho de efetuarem exame honesto. Parece que em favor do desgoverno de vidas, em prol da artificialidade, da superficialidade, da inconsistência, a instantaneidade e o imediatismo se tornam o veículo facilitador da vergonha, da insipidez, da insipiência e do menosprezo. Que pena que muita gente que demonstra saber muito, infelizmente conhece pouco e lamentavelmente pratica menos.
Parece haver passado o tempo no qual a ênfase deixou de colocar a tônica maior e mais forte sobre os resultados, os frutos, e sim passou a concentrar o seu foco principal sobre a validade apenas no curso dos momentos que os antecipam. Perde-se muito porque examina-se pouco. Desmorona-se mais porque se constrói pior. Algumas vidas vivendo o “weakness” (fraqueza) em lugar do “strengthening” (fortalecimento).
Para alguns, parece terem caídos no desprezo as funções das ferramentas para aquisição do identificar e conhecer significados, naturezas, origens, fundamentos, propósitos, causas, razões, efeitos, conseqüências. Parece que passou a ser visto como perda de tempo e desuso a prática do exame. Examinar caiu de moda e aplaudir a ignorância assumiu o apogeu. Por isso, as inverdades têm subido ao pódio.
Para alguns, parece que passou a ser mais importante o incremento engenhoso para atender ao momento da semeadura do que a qualidade que se espera ser obtida no momento da colheita dos frutos. O momento do agora parecendo ter supervalorização em relação ao que estará por vir no do depois.
Agradecemos a Deus pelo fato de existir muita gente falando sobre edificação. Mas sobretudo louvamos a Deus pela numerosa multidão de servos de Deus, crentes em Cristo, que está efetivamente ocupada e dedicadamente empenhada em promover e manter a edificação. Edificar é um trabalho de construção.
Muitas coisas são feitas, mas para que servem? O que está por trás em suas origens? Quais são as suas pretensões? Quais são os interesses que as movimentam? São veículos de quais ensinamentos? Qual é a sua natureza? Estes quesitos de questionamentos apenas começam acendendo uma luz para se chegar com segurança na edificação.
A Sagrada Escritura nos traz o lindo e extraordinário texto de Romanos 14.19. Uma passagem bíblica que nos conduz a refletir um pouco mais com bastante seriedade sobre as coisas que são feitas visando a edificação. Esse lindo texto bíblico é um orientador poderoso para fundamentar a capacidade de examinação.
O rico texto de Rm 14.19 diz “Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.” (ARC). Ele nos leva a refletir sobre algumas considerações úteis e essenciais.
Primeira: o versículo não é isolado. Ele é parte de uma perícope. No texto grego original ele começa com a partícula de transição “’ara”. No texto aparece a palavra “Sigamos” indicando a sugestão imperativa e traduz o termo grego “diōkōmen”, de “diōkō”, do verbo de ação “diō” do texto original. É incrível e extraordinária a inspiração do Espírito Santo no escritor ao aplicar esse termo.
Essa palavra “diōkō” possui um poderoso e forte significado – persiga, procure, fuja em direção a, corra atrás de, mova-se em direção a, procure se apegar a -. Aqui aparece uma palavra de ação que diz de um esforço em direção a algo. Nela não há atitude estática, inerte.
Segunda: o texto é parte de um parágrafo sobre a liberdade e o amor dominante no seio cristão que nos orienta a não causar tropeços e quedas a outros. Isto também nos diferencia de grupos religiosos no mundo que se posicionam na prática da rivalidade, procedem o zelo empregando a hostilidade, desfechando o ódio, imprimindo a violência, possibilitando a dissensão, viabilizando a separação e a inimizade. Se auto-afirmam apoiadas sobre os pilares da intolerância e da inflexibilidade.
Essa liberdade e esse amor cristãos de forma alguma significariam aprovar, acolher e assimilar valores estranhos aos ensinamentos bíblicos, nem tampouco cederem lugar à política da simbiose de visão e de práticas em busca da manutenção de interesses e de preciosismos. A liberdade e o amor cristãos são responsáveis, coerentes, edificantes e agradam ao Senhor Deus.
Terceira: o texto é a conclusão de uma linha de pensamento. Ele conclui uma idéia existente e expressa, dentro do parágrafo. Ele fala de serventia, de função, de “coisas que servem”. Há coisas que são proveitosas e nos servem, e a essas devemos procurá-las. Se existem as coisas que servem, logo há as inservíveis. Assim como existem as que nos servem, também há as que de nada serviriam às nossas vidas.
Há coisas que não precisamos de forma alguma segui-las, nada possuem de serventia para que as imitemos. Não precisamos delas porquanto nada de louvor somam, nada trazem de proveitoso para o meio salutar cristão e muito menos para uma vida que ama e serve ao Senhor Jesus. Aqui o termo “coisas” não se refere a pessoas, indivíduos.
Quarta: notemos que essas “coisas que servem” apontam para alvos, finalidades, propósitos. Elas não existem simplesmente por existirem e acontecerem e serem resumidas nelas mesmas. Na seqüência, primeiro elas “servem para a paz”. São essas que devemos procurar para a nossa vida e inseri-las e cultivá-las em nosso meio para promoverem a paz.
Essas coisas visam à harmonia, objetivam a comunhão, promovem o bom entendimento mútuo, não influenciam ou sugerem a discórdias. Elas não abrem brechas para opiniões particulares, visões localizadas, conjecturas estranhas ao meio conhecedor e pautado na prática da Palavra de Deus.
Quinta: percebamos ainda que essas “coisas que servem”, também possuem o propósito de promoverem a edificação. Elas também em seguida servem “para a edificação”. Elas não servem para efetuar ilusões e passatempos. Elas não servem para produzir distração ou diversão. Elas não servem para criar subterfúgios ou manter simulação ou engano.
A palavra “edificação” nesse versículo traduz o termo grego do texto original “oikodomē”. Este termo é composto de duas partes – a primeira, “oikos” que significa “casa”; e a segunda, “dymeō” que literalmente significa “construir” -.
Esse termo grego “oikodomē” possui uma linguagem especial para dizer de construir, construção de uma casa; de estruturar, de erigir uma estrutura; de fazer progresso; estabelecer uma estrutura; confirmar uma construção, elaborar, aprimorar. Também dá a idéia de fortalecimento, de crescimento, como um processo estrutural. Aqui é empregado em linguagem figurada para falar sobre a edificação da vida espiritual, a sua construção, a sua estruturação, o seu progresso, o seu aprimoramento, a sua elaboração.
Daí percebemos as razões da grande responsabilidade que temos sobre o que fazemos uns aos outros, o que produzimos entre nós, o que promovemos nos outros. Devemos ter a consciência e o senso de responsabilidade nos propósitos das coisas que fazemos para os outros, assim como sobre o exame das coisas que são feitas para nós. Não há uma indicação de perfeccionismo, mas uma busca de aprimoramento através da aplicação mútua do que recebemos do Senhor para ministrar entre nós.
Sexta: por fim, vejamos que esse brilhante versículo é concluído com a expressão “...de uns para com os outros”. Aqui notamos claramente os alvos das ações práticas, em que meio elas são procedidas. Também aqui notamos definitivamente que as ações acontecem mutuamente e assumem via de mão dupla e interativa. Fazemos a outros e deles também recebemos livre e interativamente.
A expressão do texto grego original para esse tratamento interpessoal é “allelous”, e transmite a idéia predominante de mutualidade, de troca mútua, de ministração mútua, de ação mútua, de reciprocidade. Aqui é preciso se zelar pela manutenção do cuidado sobre nossa vida de fé, nosso íntimo, nosso fundamento, nossos alicerces escriturísticos. Aqui é requerido de nós a capacidade e a responsabilidade de apreciação e exame sobre as coisas que fazemos a outros e as que outros fazem a nós.
Em vista dessas considerações, não devemos, portanto, absorver e assimilar para a nossa vida coisa alguma que produza desarmonia, que sirva de elemento importunador e de inquietude. Não devemos acolher e adotar produtos de influências discordantes da Palavra de Deus e estranhos ao cerne dela, se quisermos ser edificados com verdade e em direção à “estatura de varão perfeito”, pronto e “aprovado para toda boa obra” e nos “conservando perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus”. Ef 4.13; 2Tm 2.15, 3.17; Cl 4.12b.
Sabemos que o poder da criatividade e a capacidade de imaginação, ambos são formidáveis e podem substanciar mentalidades férteis. Os resultados do emprego desses fatores é uma prova incontestável da dinâmica e da existência dos muitos projetos e empreendimentos que acontecem e dos tantos que estão ao nosso redor. Em algum lugar, por alguma pessoa, está sendo criada, ou imaginada, ou realizada, alguma coisa.
Mas é preciso se saber que qualquer coisa alheia ou divorciada da Palavra de Deus viabiliza e favorece o terreno da heresia. O conhecimento e a revelação progressivos de Deus jamais conflitam com os ensinamentos basilares da Escritura Sagrada. Por mais bem intencionados e aparentemente proveitosos que sejam os elementos que se nos apresentem, mesmo assim devem sofrer o crivo de exame com visão na Palavra de Deus, e não adotá-los pela vista de sugestão de influências.
Para algumas pessoas, o ato de examinar o que se recebe pode ser visto como uma ação de afronta, desrespeito e indelicadeza. Há necessidade de examinarmos o que se produz uns para os outros. Examinar o que alguém faz ou dele se recebe parece conotar um ato rude, matuto, “quadrado”, retrógrado e deselegante. Entretanto, mais do que nunca cada dia se faz mais necessário.
Para algumas pessoas, teríamos que desprezar a sabedoria aprendida dos ensinamentos da Bíblia Sagrada, ou juntar a ela fontes duvidosas e conflitantes para atender a anseios e a influências. Há um grande e estranho interesse em alguém e em algum lugar para que sejamos obrigados a receber e aplaudir qualquer coisa às escuras, sem examiná-las e sem direito a reprová-las e rejeitá-las.
Parece que fontes estranhas estão querendo forçosamente impor aprovação e popularidade ao que é descabido, ao que é e está reprovado, ao que agride, ao que promove vergonha, ao que inverte valores. Ao que ao invés de construir, destrói, desconfigura, desmorona, descaracteriza, arruína e nubla a identidade. Há uma visão ofuscada e errante que nos anseios dessa imposição, tenta implantar e instalar a confusão a fim de que não haja a edificação no seio do povo eleito de Deus.
Tem havido uma avalanche de coisas que alguém rotula como “cristãs”, como “gospel”, produzidas com a finalidade de servirem como objeto de vergonha, de chocarrices, de promoção ao escárnio. Coisas rasas e fantasiosas que para nada de edificante servem, apenas ocupam um espaço como um peso morto, inservível e fétido.
Coisas vazias de Deus, descasadas de Sua Eterna Palavra, desprovidas do espírito cristão. Que mais buscam alcançar popularidade a qualquer custo e sob qualquer esforço, do que produzir paz e edificação nos corações. Coisas que nem ao menos sacam um bom e largo sorriso salutar e contente dos lábios dos filhos do Reino. Pesos mortos que ao invés de promoverem edificação, exalam cheiro de tristeza do que perfume de alegria, interesses espúrios e desalinhados ao povo do Reino. A capacidade de efetuar exame parece que realmente anda em séria crise.
São tantos frutos do descaso produzidos apenas pela capacidade da criatividade e da imaginação, ou sob uma influência e inspiração estranhas, que se nutrem em causar confusão, se estribarem e se fortalecerem em função de coisas que não promovem edificação e somente causam desassossego, importunação, inquietação, confusão, aos corações.
Todavia, acima de tudo devemos ter como o nosso norte e nossa linha-mestra a paz e a edificação como o texto de Rm 14.19 e suas considerações nos ensinam. A afinada visão com o Reino de Deus nos leva a efetuar exames e nos impele ao fortalecimento, ao crescimento, ao progresso, como ensinado na Escritura Sagrada.
Promovamos, pois, a paz e a edificação de uns aos outros, para a glória e o louvor do Senhor Deus!
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