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sábado, 6 de outubro de 2012
ASSIM COMO O RECEBESTE...
Continue vivendo em Cristo
Eis um grande desafio... Cl 2.6
O lindo e rico texto de
Colossenses 2.6 é por demais
precioso e admirável. Sobremaneira inspirado pelo Espírito de Deus, o apóstolo
Paulo escreveu com tamanha riqueza e profundidade a Carta aos Colossenses. E
esse versículo revela o segredo do sucesso contido num principio elementar da
fé cristã: continuar vivendo em Cristo, palmilhando nos princípios aprendidos nas
Escrituras Sagradas.
Epafras, um cristão
convertido, havia levado as boas novas do Evangelho para a cidade de Colossos.
E mais tarde, uma visita de Epafras ao apóstolo, quando este esteve em Roma,
foi uma ocasião precursora da referida Carta.
O versículo em pauta
diz: “Portanto, assim como vocês
receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele”. Cl 2.6. (NVI)
Começar bem e
continuar assim como começou é um enorme desafio para não poucos crentes em
Cristo nos dias hodiernos. E não obstante, para uma numerosa multidão de
pessoas a mesma coisa lhes acontece em relação a tantas áreas da vida. Os
caminhos da vida humana possuem os seus percalços, seus pontos de solicitudes,
desencontros, desgastes e provações. Afinal, há de se refinar o ouro e há de que
seja purificada a prata, a fim de que estes alcancem a consistência e o brilho concedidos
pelo Céu.
Mudanças ocorrem, e
muitas se fazem necessário acontecerem. Não se pode ganhar todas as coisas sem
perder algumas outras que não se carece ter, e ficar estagnado no tempo é um
sinal de ignorância e desalinho para com o curso da vida. Mas felizes são os
que sabem guardar os princípios recebidos durante esse movimento da existência.
E o grande e real desafio consiste em continuar e permanecer com o cerne e a
seiva conservados assim como se começou. Os vendavais e as tempestades da vida
sempre hão de bater forte contra a estrutura da construção.
Nessa Carta, o
apóstolo Paulo faz as suas preliminares como lhe é de praxe. Depois apresenta
os seus agradecimentos; segue falando da supremacia do Senhor Jesus Cristo;
continua fazendo uma breve exposição sobre o seu intenso trabalho pela igreja
militante; e chega a esse versículo com uma partícula conclusiva precedendo o
rico aconselhamento espiritual e experiente numa curta expressão aos crentes
colossenses, cuja tônica recai fortemente na ligação comparativa “...assim como...”.
Aqueles crentes
colossenses receberam a Cristo Jesus como o Senhor. Todavia, assim como
cotidianamente batem às nossas portas, também naqueles dias chegou o tempo das das
heresias e das filosofias sutis e suas misturas haverem assediado e fustigado
as deles. E aquele Jesus Cristo que receberam e dele provaram, já estava por
pouco não sendo visto e distinguido como O receberam quando pelas Escrituras
lhes foi ensinado.
Um dos mais crassos
erros que se comete, é trocar o certo, real e verdadeiro pelo duvidoso,
ilusório e mentiroso. O Senhor Jesus Cristo é a verdade e essência centrais das
Escrituras Sagradas e o Homem central de todo o universo. E tentar retirá-lo do
centro seria retirar todas as coisas dos seus lugares e ao mesmo tempo
desconhecer as linhas das extremidades.
Hoje, no pleno século
das luzes, ainda rondam às portas da fé, e batem forte contra ela, as mesmas
influências e os velhos confrontos tentando impedir que nossas raízes se
aprofundem em Cristo, que não extraiamos dEle a nutrição, que não cresçamos nEle, que não nos tornemos
fortes e vigorosos na fé e que não venhamos a experimentar uma vida de alegria
e gratidão por meio de Cristo Jesus.
Apesar das velhas
idéias e filosofias terem o mesmo miolo, e serem as mesmas as astuciosas
diligências, suas roupagens foram trocadas e ataviadas com idéias e pensamentos
sedutores, cujo fim deságua em estragar a fé e a alegria recebidas através do
Senhor Jesus Cristo.
Idéias e pensamentos
cujas cores ao passar dos anos assumiram variados brilhos, evoluíram em degrades,
acenderam cintilações e engenharam matizações. As sutilezas da polidez
pretensiosa, somadas aos ingredientes das receitas do inferno e das hostes de demônios
buscam iludir, arrebanhar e manter cativos as mentes oscilantes e fazer
tropegar os passos coxeantes.
A expressão “assim
como”, contida no texto de Colossenses 2.6, não significa dizer retrocesso,
estagnações. Contudo aponta para uma vida equilibrada, coerente e sustentada
efetivamente sobre os lastros dos princípios da Palavra de Deus em relação ao
Senhor Jesus. Uma vez conhecido o Senhor Jesus Cristo, e provado das excelências
do Seu precioso nome, continuemos vitalmente apreciando o Mestre e Seus
ensinamentos, continuemos nos ocupando, progredindo, crescendo e avançando
dentro de Sua vontade.
Assim como recebemos
Cristo Jesus, o Senhor, continuemos a viver nEle. Vivamos alegres e agradecidos
nEle. “O Senhor é bom, uma fortaleza no
dia da angústia, e conhece os que nEle confiam”. Na 1.7.
Viver diferente, ou
não continuar a viver em Cristo como O recebeu, seria tamanha imprudência, seria
expurgar os marcos antigos e substanciais das doutrinas de Cristo. Se por um
lado, não avançar e progredir no tempo é terrível sinal de ignorância e tolice,
por outro no mínimo é correr os mesmos riscos de apostasia, ou de soçobrar em
naufrágio na fé.
Quem continua vivendo
em Cristo, assim como O recebeu, demonstra estar vivendo enraizado, edificado e
firmado na fé nEle. Não venhamos a ceder nossas convicções para que as malhas sincretistas
das artimanhas de satanás viessem a encontrar lugar de roubar a preciosa
semente do Evangelho lançada nos bons e sinceros corações.
Continuar a viver em
Cristo Jesus, o Senhor, assim como O recebeu, é ter fortalecidas as convicções
e a esperança no porvir, é uma experiência ímpar e singular que o mundo jamais
irá tê-la. (Jo 14.1-4)
Portanto, avancemos na
grande obra, progridamos no Reino de Deus, sejamos bem sucedidos e
transbordantes de gratidão, continuando a viver em Cristo Jesus, o Senhor,
assim como O recebemos.
DEUS SEJA LOUVADO!
PbGS
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
MATURIDADE ESPIRITUAL.
MATURIDADE ESPIRITUAL.
Deixando as coisas de menino...
Hoje no Brasil é um feriado a nível nacional – o feriado do Dia das Crianças -. O “dia dos meninos” tão esperado por todas as crianças brasileiras. Os adolescentes, os jovens e os adultos de hoje lembram do seu dia quando nele tiveram as experiências de o haverem passado como meninos. Foram dias de imaturidade, de instabilidade e de ingenuidade. Sonhos e aventuras foram as suas marcas.
Para os adultos esse dia e suas comemorações e homenagens já passaram, visto que suas vidas avançaram em muitos aspectos. A multidão de adultos de hoje presta homenagens às crianças e bem sabem como foram suas vidas quando crianças eram. O tempo passou e sobraram marcas do que se foi, visto que cresceram e deixaram de serem meninos.
A vida cristã possui também vários aspectos. Um deles é a dinâmica de seu desenvolvimento, de seu crescimento. Assim como a vida cronológica natural, a vida espiritual também ocorre em processo. Em alguns aspectos, a vida espiritual transcorre ligada a fases do processo da vida cronológica natural. De certa forma, existe uma relação de aspectos entre ambas.
Os aspectos cronológicos não significam o sinal de maturidade mental, e por vezes não indicam propriamente a referência de maturidade comportamental, e muito menos atestam maturidade espiritual. Existem os velhos em meninices e há os meninos que não crescem por razão de não deixarem de velhices.
Existe uma boa diferença entre maturidade e maturação. Maturidade indica a fase final e estável de um desenvolvimento. Maturação se constitui num processo sucessivo e dinâmico de transformações que implicam em alterações e desenvolvimento. Maturidade é um estado e maturação é um processo. Maturidade é estática e maturação é dinâmica.
Para se obter o quadro real que mostre os sinais de maturidade, assim como os movimentos da maturação, se faz necessário aplicar a capacidade perceptiva. O que percebemos e como percebemos são os fatores mais importantes para compreendermos o estado de maturidade e acompanharmos o processo de maturação.
A ação de interpretar os conteúdos observados e percebidos nesses fatores é um grande desafio para que sejam obtidos o conhecimento e a compreensão seguros sobre a maturidade e a maturação. É preciso conhecer e compreender tanto aquilo que está sendo apresentado como aquilo que já aconteceu. Isto é uma questão de maturidade de percepção e propriedade na aplicação da capacidade de interpretação.
Nem sempre os “cabelos brancos” possuem a sua capacidade perceptiva desenvolvida e capaz de perceberem e interpretarem com propriedade as relações entre diferentes padrões, entre variados contextos, entre faixas individuais, entre tempos e épocas. Jamais se pode conter e estatizar aquilo que por natureza é progressivo e dinâmico.
Para cada tempo, cada lugar e cada época é requerida a aplicabilidade da percepção a fim de que se produza apropriada e proveitosamente o fruto afinado e eficaz ao seu contexto. Do contrário, o descompasso de épocas traga e invalida as boas intenções de produzir, assim como torna os frutos inservíveis e inadequados.
Maturidade é decorrente também de esforços em investimento somados ao tino de perceber e aproveitar as oportunidades. A maturação contempla as mudanças e transformações e a maturidade aponta para a estatura. Para alcançar a maturidade são requeridos disciplina e esforços em investimentos pessoais.
Os horizontes da percepção podem substanciar a tomada de decisões. Se aqueles forem amplos e abrangentes, estas serão mais enriquecedoras, compensativas, adequadas, próprias e equilibradas. Se aqueles forem curtos e localizados, estas serão mais empobrecidas, mirradas, bitoladas e condicionadas a um universo pequeno, reduzido, fechado e restrito, e geralmente obscurecidas por focos de influências e indecisões.
Na verdade, os sinais fisiológicos e cronológicos não atestam a realeza adquirida e conservada nas bagagens mental e espiritual de uma pessoa. Os feitos demonstram a diferença modular existente entre diferentes pessoas com bagagens mentais e espirituais distintas. As portas da maturidade não estão fechadas para uns. Elas permanecem abertas a todos. Todos podem aproveitá-las, pois o privilégio dessa bênção está para todos.
Maturidade não é apenas uma fase da vida. Também não se restringe ao conhecimento e ao saber. Maturidade é uma questão de exercício da prática atingindo-a durante as empreitadas e realizações da vida. A maneira de tratar os assuntos da vida, assim como as ferramentas para enfrentá-los oferecem algumas pistas indicadoras de maturidade.
Maturidade é potencialmente um valor que se adquire da soma de outros valores e experiências angariados e vividos. Nem sempre na bagagem dos “cabelos brancos” de uns reside as mesmas riquezas de maturidade conquistadas por outros de “cabelos pretos”.
Enquanto existem tantos “cabelos pretos” realizando meninices, há tantos “cabelos brancos” lamentavelmente imaturos pensando e vivendo coisas de menino. Que pena que velhos meninos não crescem, e desastroso é que os meninos velhos não chegam à maturidade. A beleza da vida não começa na maturidade, mas reside com maior brilhantismo e mais propriedade quando é construída com a pauta adequada que leva ao estado de maturidade.
A maturidade pode ser adquirida precocemente, todavia melhor e mais consistência possui quando é atingida naturalmente, no seu tempo e fase próprios. Maturidade precoce pode indicar silenciosamente efeitos de rastros de anomalias, produto resultante de deficiências, de desafinos e desatinos.
A maneira dos homens avaliarem as estaturas de maturidade uns dos outros é interessante, e quase sempre não apresentam o quadro real alheio, como também ocultam ou embotam as deficiências ou incompletudes do de si próprios. Dificilmente encontramos alguém que se auto-avalie honestamente, assim como aplique o equilíbrio e a honestidade ao avaliar o próximo. Os homens conhecem padrões e encontram facilidade em aplicá-los aos outros.
Que desacerto, que desarranjo, que destempero, quando imaturos avaliam outros imaturos. Imaturos geralmente se perdem porque os desacertos de sua visão lhes impedem de se acharem. E o pior ainda mais se dá quando imaturos buscam maneiras obscurecidas e tentativas foscas para avaliarem status amadurecidos. Um desconcerto fatal, um desastre pode ser esperado. Enfim, meninos espirituais pouco ou quase nada percebem e compreendem da maturidade espiritual. Meninos espirituais sofrem, e como sofrem até chegarem à maturidade...
Alguns sinais da imaturidade nos meninos espirituais são identificados nos textos sagrados. Por meninos espirituais entenda-se o sentido dos textos originais como pessoas que ainda não atingiram o estado de maturidade espiritual. Pelo tempo deveriam ser mestres, mas infelizmente não chegaram a sê-lo.
Por que a Bíblia Sagrada chama os imaturos espirituais de meninos? Vejamos as coisas de menino que a Sagrada Escritura revela a seguir.
1 - A inconstância de menino. Ef 4.14
A inconstância é um sinal característico claro, próprio e patente do estado de imaturidade. Empregando um termo náutico para as ondas e vagas do mar, Paulo usa a mesma palavra “kludōnizomenoi” numa linguagem metafórica para caracterizar a imaturidade espiritual.
A palavra “kludōnizomenoi” do texto grego original usada em linguagem metafórica para nos falar da inconstância como uma característica de insegurança e falta de firmeza mental, ausência de convicções, mente agitada por influências externas, mente influenciada e arrastada por impetuosas e furiosas ações externas.
2 - A fala de menino. 1Co 13.11a
Aqui a expressão empregada no texto pelo apóstolo Paulo quer nos dar o sentido de “estava acostumado a falar como menino”. A fala é o meio de comunicação, e a comunicação feita por um menino é tenra, deficiente em amplitude de sentido, é muito limitada a uma exigüidade de experiências, de vivência e de um universo de sentidos em formação.
A fala de menino é incompleta, é superficial, sofre influências de fantasias e ilusões imaginativas, é carente de sentidos exatos e recorre a exteriorização de expressões físicas para lhe completar o que não conhecem e não sabem expressar para se fazer ser compreendida com propriedade. A fala revela o estado de maturidade.
Meninos recorrem a artifícios para dizerem através deles de alguma forma o que querem sejam entendidas e atendidos os seus gostos, as suas vontades pessoais. A fala de menino é desconexa do contexto geral completo que lhe rodeia, exatamente por lhe faltar maturidade.
3 - O pensamento de menino. 1Co 13.11b
O termo grego empregado por Paulo para a expressão “pensava” no texto original nos fala da maneira peculiar ao menino ao aplicar as suas faculdades de pensamento ligadas aos seus sentimentos. O pensamento de menino está ligado aos seus interesses próprios, ao seu próprio favor independente dos conflitos que possam causar.
O pensamento de menino discorre conjugado aos seus sentimentos. É um pensamento isolado no tempo e tenro em fé. É um pensamento recheado de sentimentos quase sempre senão misto, mas adaptado de irrealidades, de ilações incompletas. O pensamento de menino é um indicativo de imaturidade espiritual e identificado quando exteriorizado nas ações. A exteriorização do pensamento revela o estado de maturidade.
Paulo usa para esse tipo de pensar o termo grego “phroneō”. Essa palavra tem uma aplicação extraordinária, visto que ela quer dizer de um pensamento disposto e alimentado por sentimentos. Não é um pensamento conjugado a raciocínio lógico e judicioso. Apesar de ser um ato que envolve os sentimentos, a vontade e a consciência, ainda é informe e instável.
É um pensamento movediço que não se preocupa em se firmar em obediência. É um pensamento inseguro que ora oscila em excessiva dependência e ora quer se manter como se fosse o poderoso dono de si mesmo e isolado das outras pessoas e dos seus contextos. É um raciocínio inconsistente, mutante, e muitas vezes imprevidente em toda a maneira de ver o mundo real. Raciocínio de menino não enxerga futuro, por isso é um dos sinais da imaturidade espiritual.
Assim sendo, aos meninos espirituais o conselho paulino de natureza orientadora é “deixe de ser menino espiritual”. Deixemos a imaturidade e procuremos sair da condição de subdesenvolvimento espiritual. Fujamos do perigo da instabilidade. Saiamos do terreno da ingenuidade cega e exercitemo-nos nossas faculdades em perceber e discernir o bem e o mal.
Ganhemos crescimento e maturidade espirituais pela Palavra de Deus, no exercício da oração, nas empreitadas da comunhão, na experiência verdadeira do poder do Espírito Santo, no esforço e investimento disciplinados e inteligentes. Enfim, deixemos de ser meninos espirituais.
Na vida natural o tempo de ser menino passa. E na vida espiritual o tempo de ser meninos espirituais deve passar e ser deixado para trás.
DEIXEMOS, PORTANTO, AS COISAS DE MENINO ESPIRITUAL.
PbGS
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quinta-feira, 25 de março de 2010
A EXPERIÊNCIA – Uma bênção que coroa a vida.
A EXPERIÊNCIA – uma bênção que coroa a vida.
Nestes momentos enquanto arrumei algumas coisas na minha pequena bagagem, preparando-me para mais uma viagem ao compromisso ministerial, e enquanto o sono não me veio aos olhos, li um pequeno documentário a respeito de uma pessoa de muita experiência em algumas áreas de atividades da obra missionária, e o lampejo do Espírito de Deus me trouxe a lhes escrever estas linhas no teor de artigo.
A vida possui os seus ciclos e a sua dinâmica. Ninguém vem à luz já sabendo ou dominando coisa alguma. Desde os princípios de nossos dias vamos conhecendo tudo que vem ao nosso encontro no compasso do tempo. Vamos somando algumas coisas ao nosso mundo interior, vamos adquirindo o saber mediante o exercício ou a prática, vamos adquirindo conhecimentos de maneira espontânea e pelo treinamento prático deles.
Com o passar dos anos vamos adquirindo habilidades e perícia por meio da prática e do exercício da observação. Isto se chama experiência. Há pessoas ricas de teorias e ao mesmo tempo pobres de experiência. Existem pessoas repletas de idéias e ao mesmo tempo vazias de experiência. A experiência é uma bênção que coroa a vida.
Muito diferentemente de qualquer religião do mundo, a vida cristã não se conforma e nem é alimentada por idéias, ilusões, teorias e “faz-de-conta”. Porque ela exige, estimula e ensina a buscar a prática em todo o conjunto de nossas atividades. E a maior experiência que podemos ter é a que adquirimos de forma pessoal entre nós e o Senhor. Em qualquer segmento religioso se estabelece buscas experimentais momentâneas e seccionadas sob algum tipo de possibilidade e condição.
Na vida cristã a experiência é perene diretamente com o Senhor em doce e constante comunhão, ainda que cercados por aflições, ainda que nos momentos do vale e da aparente escuridão, tudo coopera juntamente para o bem daqueles que nEle crêem e O amam e nEle esperam.
Vejamos algumas das mais fortes e extraordinárias experiências da vida cristã que nos levam a viver em constante e progressivo conhecimento de Deus:
Para tanto, começo, pois, dentre elas pela mais pessoal e íntima entre o homem e o Senhor – a experiência na oração a Deus.
Quem não ora, não consegue estabelecer os primeiros passos de experiência com Deus. Quem rara e dificilmente ora, também dificilmente obtém de Deus alguma experiência e raramente conhece a Sua voz. Quem pouco ora, também quase pouco recebe de Deus, porque orar é uma experiência maior do que uma momentânea necessidade.
Quem muito ora, por outro lado, mais afinado e conhecedor da intimidade de Deus se torna. Orar é uma experiência maior do que qualquer terapia. Orar produz e fortalece a maior experiência que o ser humano pode ter, a manutenção da sensibilidade ao Espírito de Deus.
Outra experiência que nos leva a construir confiança na vontade e nos propósitos de Deus é a experiência na bondade de Deus. Uma experiência maior e mais gratificante que nos faz chegar muito além da filantropia, do humanitarismo, do assistencialismo e do protecionismo. Esperar na bondade de Deus anula e cancela todas e quaisquer intenções de pretendermos que as coisas sejam feitas por nós ou para nós como exata e caprichadamente achamos devam ser.
Quem tem experiência na bondade de Deus não avança precipitadamente em coisas que não lhe devam ou não lhe caibam. A bondade de Deus não nos deixa receber uma pedra se pedimos peixe. A bondade de Deus permanece em nossas vidas se permanecermos crédulos e esperançosos nela.
Ainda, outra experiência que todos os homens carecem é a experiência na salvação em Cristo. Ele veio para o que era seu, mas os seus não O receberam. A experiência na salvação alegremente se inicia quando O recebemos e com isto passamos a ser feitos filhos de Deus. Quem não tem a experiência na salvação, não tem a Sua adoção.
A experiência na salvação é crescente e progressiva, pois cada vez que dela nos apossamos, mais ela vai se revelando em nosso interior e se mostrando em nosso exterior. Salvação é a maior necessidade acima de toda e qualquer carência que o homem possui. A salvação produz experiências.
Nunca é demais lembrar que nossa experiência na salvação se renova a cada dia, ainda mais quando não nos conformamos com o mundo, mas nos transformamos pela renovação de nosso entendimento. Jamais os religiosos deste mundo podem obter a experiência na salvação se não começarem por não se conformarem com o sistema mundo e se permitirem ser renovados no entendimento.
Além dessas, a experiência na proteção de Deus. Um dos nossos maiores desafios em meio a esta geração corrompida e perversa na qual o pecado e a iniqüidade permeiam e campeiam a violência, ameaçam e abalam os valores humanos.
Para uma multidão de pessoas infelizmente ainda é mais fácil esconder-se em supostos meios de proteção. Uns buscam se proteger nos mecanismos e nas instituições, outras avidamente tentam conseguir proteção no fetichismo, nas crendices, na idolatria e nos misticismos filosófico e teosófico. O homem está desorientado, apesar de todo acesso e facilidades a informações. A experiência na proteção de Deus sempre vai além dos pensamentos e idealismos humanos e religiosos.
E mais ainda, uma outra experiência de que tanto buscamos é também a na abundância de Deus. Muitas pessoas vivem suas vidas descontentes e insatisfeitas por julgarem serem apenas as coisas conseguidas através do dinheiro e dos negócios as únicas fontes de contentamento e satisfação da vida. Há pessoas em sérios riscos afundadas e soçobradas no consumismo e na ufanação, e existem outras absolutamente escravizadas pelo mal uso dos meios que possuem.
A abundância de Deus nos faz diariamente experimentarmos as manifestações da graça do Senhor Jesus. A bênção do Senhor não nos acrescenta dores. A abundância de Deus não consiste necessariamente em quantidade, mas sobrepuja graciosamente em qualidade. Experimentar essa abundância é ter o privilégio de possuir uma experiência singular.
E não somente essas, mas também existe a experiência na justiça de Deus, que é realmente um tanto quase incompreensível. Quando pensamos em justiça, entendemo-la segundo os nossos padrões frios e mecanizados. Todavia quando do pouco que conhecemos da justiça de Deus visualizamos os planos e projetos de Deus para a raça humana, adentramos numa outra forma de conceito de justiça, e esta somente o Deus Eterno possui.
A justiça de Deus é exercida por amor e por extrema bondade e misericórdia para restauração, recuperação e reposicionamento do homem. Nas suas limitações, o homem jamais consegue alcançar a plenitude da justiça de Deus por si mesmo. O único meio pelo qual podemos alcançar uma face da justiça de Deus consiste em olhar para o Filho de Deus, Jesus Cristo. Quem vê o Filho vê o Pai.
Toda expressão do Filho é a visão que devemos possuir do Pai. Experiência na justiça de Deus é permitir confiantemente que Ele execute-a como apraz a Ele, e não como queremos que seja feita. Esperar na justiça de Deus não significa entregar simplesmente ao esquecimento, mas sim estar quieto compreendendo que somente Deus sabe como agir em determinado caso ou situação.
Em complemento, uma das experiências que todos aqueles que desejam viver piamente vivenciam - a experiência nas provações de Deus -. Apesar de saber que em algum tempo vai sofrer provações, nenhum de nós escolhemos ou desejamos o tempo propício de sermos provados, e exatamente por esta razão é que nos sentimos atingidos como que de repente.
As provações acontecem-nos como por uma surpresa, e este é o fator que pesa contra o nosso entendimento. Sabemos que elas existem, sabemos que todos estão sujeitos a elas, mas não sabemos como e quando elas virão. Tudo que nossa visão consegue anteprever são simplesmente conjecturas da possibilidade de acontecerem por alguma via, mas por qual delas para que nos antecipadamente preparemo-nos. Os tipos de provações são os mais variados e incontáveis e imprevisíveis. E a cada passagem por elas vamos adquirindo uma nova visão de mundo e de vida.
Com isto vamos assumindo uma nova estatura a cada tempo mais aperfeiçoada no entendimento, na paciência e nas diversas áreas de nossa existência. As provações na verdade nos concedem o incompreensível privilégio de aprender mais, ainda que de formas para nós rigorosas ou extremamente injustas. A experiência nas provações de Deus nos abate e nos quebranta como a aprendizes, mas nos ergue como vencedores experientes.
Por fim e a propósito, a última delas – a experiência no ministério de Deus -. Há de se encontrar pessoas dos mais diversos meios e níveis com uma visão tenra sobre o sagrado ministério cristão. Algumas tudo o que querem e sonham é ter um lugar no sagrado ministério cristão. Nada de mal há em desejar uma coisa excelente, e tudo de mal existe em nutrir um desejo excelente sobre algo para o qual não tenha sido chamado e vocacionado.
Quantas pessoas temos encontrado tomando um lugar no sagrado ministério para o qual os seus corações nunca estiveram preparados. Pessoas que longe e distanciadas vivem do real significado da obra sacrificial do sagrado ministério cristão. Algumas jamais deram frutos, quanto mais nem se quer floresceram. São reconhecidos portadores de títulos e credenciais e ao mesmo tempo ignorantes e descredenciados na vocação.
Podemos possuir tudo que o sagrado ministério requer, mas se não formos chamados e vocacionados para ele, em nada nele somos contados no Reino de Deus. E para exercer o sagrado ministério cristão é preciso mais do que teorias e títulos, são necessários anos de experiência que corrobore e confirme seja seguramente viver para ele. Não é a experiência de muitas vezes ouvir na mesa do papai pastor, nem na varanda do titio pregador, nem na sala do primo presbítero e nem tampouco na garagem do amigão pastor-presidente, nem na cozinha do primo evangelista. Esta experiência não comove o altar, não move a mão de Deus para aprová-la aos moldes particulares da vontade humana interesseira.
É promissora em vantagens e frustrantes em derrotas. Inexperientes, iniciantes e candidatos ao sagrado ministério cristão sobe a escada da vida ministerial começando a pisar nos seus primeiros degraus como aprendizes-aspirantes que reconhecem suas fragilidades e limitações e com estas juntando as experiências dos experimentados, vai tomando e assumindo mais seguro a posição ministerial na medida em que sobe os demais degraus da escada da vida ministerial.
Portanto, resta-nos estar certos de que sem as experiências de Deus, somos tão somente discípulos suscetíveis, dependentes e carentes de progressivas experiências com Deus. Quando inexperientes queremos “sacar da espada e cortar a orelha dos perseguidores”, sendo inexperientes queremos “saltar na frente e mandar descer fogo do céu e consumir os opositores”.
Sendo inexperientes “não sabemos de que espírito somos”. E como inexperientes não possuímos sensibilidade suficientes para saber “quem de fato toca na orla dos vestidos do Mestre Jesus”. Na condição de inexperientes “nos alegramos unicamente quando notamos que os demônios se sujeitam ao nosso mandar”.
Por outro lado, quando já passados pelas experiências de Deus, já não agimos pela espada, já não deixamos de pesar o que falamos, já conseguimos compreender conscientemente de que espírito somos, já não somos levados pelos choros falseadores de falsas mamães em disputa querendo se vingar umas das outras usando-nos como divisores de um filho em duas partes.
Com as experiências de Deus já possuímos um ânimo sóbrio e equilibrado para saber de fato quais são as nossas motivações na obra de Deus, já conhecemos qual tipo de amor com o qual amamos o Senhor para saber qual é o nossa posição e com isto apascentar as Suas ovelhas. Já nas experiências de Deus conseguimos seguir nas convicções que Ele nos dá. Já conseguimos discernir o que se nos apresenta diante dos nossos olhos e chega aos nossos ouvidos.
E muitas vezes já não nos lançamos afoitos para guiar o povo de Deus numa jornada que nem sempre sabemos ao certo quem está dentre ele disposto a servir com sua casa ao Senhor. As experiências contam muito mais do que apenas títulos, credenciais, conhecimentos propedêuticos, teses pragmáticas distantes da realidade sacrificial inerente ao cerne do sagrado ministério cristão.
É um tanto fácil vermos os inexperientes tropeçarem, ainda que de forma alguma não o desejamos. Mas se torna muito difícil vermos os experientes soçobrarem, ainda que solidária e lamentavelmente o aceitamos, mas também tudo isto faz parte da experiência. A experiência em tudo é, pois, uma bênção que coroa a vida, pois quanto mais vivemos mais suscetíveis a experiências nos tornamos.
PbGS
http://www.glaukosantos.com/
Nestes momentos enquanto arrumei algumas coisas na minha pequena bagagem, preparando-me para mais uma viagem ao compromisso ministerial, e enquanto o sono não me veio aos olhos, li um pequeno documentário a respeito de uma pessoa de muita experiência em algumas áreas de atividades da obra missionária, e o lampejo do Espírito de Deus me trouxe a lhes escrever estas linhas no teor de artigo.
A vida possui os seus ciclos e a sua dinâmica. Ninguém vem à luz já sabendo ou dominando coisa alguma. Desde os princípios de nossos dias vamos conhecendo tudo que vem ao nosso encontro no compasso do tempo. Vamos somando algumas coisas ao nosso mundo interior, vamos adquirindo o saber mediante o exercício ou a prática, vamos adquirindo conhecimentos de maneira espontânea e pelo treinamento prático deles.
Com o passar dos anos vamos adquirindo habilidades e perícia por meio da prática e do exercício da observação. Isto se chama experiência. Há pessoas ricas de teorias e ao mesmo tempo pobres de experiência. Existem pessoas repletas de idéias e ao mesmo tempo vazias de experiência. A experiência é uma bênção que coroa a vida.
Muito diferentemente de qualquer religião do mundo, a vida cristã não se conforma e nem é alimentada por idéias, ilusões, teorias e “faz-de-conta”. Porque ela exige, estimula e ensina a buscar a prática em todo o conjunto de nossas atividades. E a maior experiência que podemos ter é a que adquirimos de forma pessoal entre nós e o Senhor. Em qualquer segmento religioso se estabelece buscas experimentais momentâneas e seccionadas sob algum tipo de possibilidade e condição.
Na vida cristã a experiência é perene diretamente com o Senhor em doce e constante comunhão, ainda que cercados por aflições, ainda que nos momentos do vale e da aparente escuridão, tudo coopera juntamente para o bem daqueles que nEle crêem e O amam e nEle esperam.
Vejamos algumas das mais fortes e extraordinárias experiências da vida cristã que nos levam a viver em constante e progressivo conhecimento de Deus:
Para tanto, começo, pois, dentre elas pela mais pessoal e íntima entre o homem e o Senhor – a experiência na oração a Deus.
Quem não ora, não consegue estabelecer os primeiros passos de experiência com Deus. Quem rara e dificilmente ora, também dificilmente obtém de Deus alguma experiência e raramente conhece a Sua voz. Quem pouco ora, também quase pouco recebe de Deus, porque orar é uma experiência maior do que uma momentânea necessidade.
Quem muito ora, por outro lado, mais afinado e conhecedor da intimidade de Deus se torna. Orar é uma experiência maior do que qualquer terapia. Orar produz e fortalece a maior experiência que o ser humano pode ter, a manutenção da sensibilidade ao Espírito de Deus.
Outra experiência que nos leva a construir confiança na vontade e nos propósitos de Deus é a experiência na bondade de Deus. Uma experiência maior e mais gratificante que nos faz chegar muito além da filantropia, do humanitarismo, do assistencialismo e do protecionismo. Esperar na bondade de Deus anula e cancela todas e quaisquer intenções de pretendermos que as coisas sejam feitas por nós ou para nós como exata e caprichadamente achamos devam ser.
Quem tem experiência na bondade de Deus não avança precipitadamente em coisas que não lhe devam ou não lhe caibam. A bondade de Deus não nos deixa receber uma pedra se pedimos peixe. A bondade de Deus permanece em nossas vidas se permanecermos crédulos e esperançosos nela.
Ainda, outra experiência que todos os homens carecem é a experiência na salvação em Cristo. Ele veio para o que era seu, mas os seus não O receberam. A experiência na salvação alegremente se inicia quando O recebemos e com isto passamos a ser feitos filhos de Deus. Quem não tem a experiência na salvação, não tem a Sua adoção.
A experiência na salvação é crescente e progressiva, pois cada vez que dela nos apossamos, mais ela vai se revelando em nosso interior e se mostrando em nosso exterior. Salvação é a maior necessidade acima de toda e qualquer carência que o homem possui. A salvação produz experiências.
Nunca é demais lembrar que nossa experiência na salvação se renova a cada dia, ainda mais quando não nos conformamos com o mundo, mas nos transformamos pela renovação de nosso entendimento. Jamais os religiosos deste mundo podem obter a experiência na salvação se não começarem por não se conformarem com o sistema mundo e se permitirem ser renovados no entendimento.
Além dessas, a experiência na proteção de Deus. Um dos nossos maiores desafios em meio a esta geração corrompida e perversa na qual o pecado e a iniqüidade permeiam e campeiam a violência, ameaçam e abalam os valores humanos.
Para uma multidão de pessoas infelizmente ainda é mais fácil esconder-se em supostos meios de proteção. Uns buscam se proteger nos mecanismos e nas instituições, outras avidamente tentam conseguir proteção no fetichismo, nas crendices, na idolatria e nos misticismos filosófico e teosófico. O homem está desorientado, apesar de todo acesso e facilidades a informações. A experiência na proteção de Deus sempre vai além dos pensamentos e idealismos humanos e religiosos.
E mais ainda, uma outra experiência de que tanto buscamos é também a na abundância de Deus. Muitas pessoas vivem suas vidas descontentes e insatisfeitas por julgarem serem apenas as coisas conseguidas através do dinheiro e dos negócios as únicas fontes de contentamento e satisfação da vida. Há pessoas em sérios riscos afundadas e soçobradas no consumismo e na ufanação, e existem outras absolutamente escravizadas pelo mal uso dos meios que possuem.
A abundância de Deus nos faz diariamente experimentarmos as manifestações da graça do Senhor Jesus. A bênção do Senhor não nos acrescenta dores. A abundância de Deus não consiste necessariamente em quantidade, mas sobrepuja graciosamente em qualidade. Experimentar essa abundância é ter o privilégio de possuir uma experiência singular.
E não somente essas, mas também existe a experiência na justiça de Deus, que é realmente um tanto quase incompreensível. Quando pensamos em justiça, entendemo-la segundo os nossos padrões frios e mecanizados. Todavia quando do pouco que conhecemos da justiça de Deus visualizamos os planos e projetos de Deus para a raça humana, adentramos numa outra forma de conceito de justiça, e esta somente o Deus Eterno possui.
A justiça de Deus é exercida por amor e por extrema bondade e misericórdia para restauração, recuperação e reposicionamento do homem. Nas suas limitações, o homem jamais consegue alcançar a plenitude da justiça de Deus por si mesmo. O único meio pelo qual podemos alcançar uma face da justiça de Deus consiste em olhar para o Filho de Deus, Jesus Cristo. Quem vê o Filho vê o Pai.
Toda expressão do Filho é a visão que devemos possuir do Pai. Experiência na justiça de Deus é permitir confiantemente que Ele execute-a como apraz a Ele, e não como queremos que seja feita. Esperar na justiça de Deus não significa entregar simplesmente ao esquecimento, mas sim estar quieto compreendendo que somente Deus sabe como agir em determinado caso ou situação.
Em complemento, uma das experiências que todos aqueles que desejam viver piamente vivenciam - a experiência nas provações de Deus -. Apesar de saber que em algum tempo vai sofrer provações, nenhum de nós escolhemos ou desejamos o tempo propício de sermos provados, e exatamente por esta razão é que nos sentimos atingidos como que de repente.
As provações acontecem-nos como por uma surpresa, e este é o fator que pesa contra o nosso entendimento. Sabemos que elas existem, sabemos que todos estão sujeitos a elas, mas não sabemos como e quando elas virão. Tudo que nossa visão consegue anteprever são simplesmente conjecturas da possibilidade de acontecerem por alguma via, mas por qual delas para que nos antecipadamente preparemo-nos. Os tipos de provações são os mais variados e incontáveis e imprevisíveis. E a cada passagem por elas vamos adquirindo uma nova visão de mundo e de vida.
Com isto vamos assumindo uma nova estatura a cada tempo mais aperfeiçoada no entendimento, na paciência e nas diversas áreas de nossa existência. As provações na verdade nos concedem o incompreensível privilégio de aprender mais, ainda que de formas para nós rigorosas ou extremamente injustas. A experiência nas provações de Deus nos abate e nos quebranta como a aprendizes, mas nos ergue como vencedores experientes.
Por fim e a propósito, a última delas – a experiência no ministério de Deus -. Há de se encontrar pessoas dos mais diversos meios e níveis com uma visão tenra sobre o sagrado ministério cristão. Algumas tudo o que querem e sonham é ter um lugar no sagrado ministério cristão. Nada de mal há em desejar uma coisa excelente, e tudo de mal existe em nutrir um desejo excelente sobre algo para o qual não tenha sido chamado e vocacionado.
Quantas pessoas temos encontrado tomando um lugar no sagrado ministério para o qual os seus corações nunca estiveram preparados. Pessoas que longe e distanciadas vivem do real significado da obra sacrificial do sagrado ministério cristão. Algumas jamais deram frutos, quanto mais nem se quer floresceram. São reconhecidos portadores de títulos e credenciais e ao mesmo tempo ignorantes e descredenciados na vocação.
Podemos possuir tudo que o sagrado ministério requer, mas se não formos chamados e vocacionados para ele, em nada nele somos contados no Reino de Deus. E para exercer o sagrado ministério cristão é preciso mais do que teorias e títulos, são necessários anos de experiência que corrobore e confirme seja seguramente viver para ele. Não é a experiência de muitas vezes ouvir na mesa do papai pastor, nem na varanda do titio pregador, nem na sala do primo presbítero e nem tampouco na garagem do amigão pastor-presidente, nem na cozinha do primo evangelista. Esta experiência não comove o altar, não move a mão de Deus para aprová-la aos moldes particulares da vontade humana interesseira.
É promissora em vantagens e frustrantes em derrotas. Inexperientes, iniciantes e candidatos ao sagrado ministério cristão sobe a escada da vida ministerial começando a pisar nos seus primeiros degraus como aprendizes-aspirantes que reconhecem suas fragilidades e limitações e com estas juntando as experiências dos experimentados, vai tomando e assumindo mais seguro a posição ministerial na medida em que sobe os demais degraus da escada da vida ministerial.
Portanto, resta-nos estar certos de que sem as experiências de Deus, somos tão somente discípulos suscetíveis, dependentes e carentes de progressivas experiências com Deus. Quando inexperientes queremos “sacar da espada e cortar a orelha dos perseguidores”, sendo inexperientes queremos “saltar na frente e mandar descer fogo do céu e consumir os opositores”.
Sendo inexperientes “não sabemos de que espírito somos”. E como inexperientes não possuímos sensibilidade suficientes para saber “quem de fato toca na orla dos vestidos do Mestre Jesus”. Na condição de inexperientes “nos alegramos unicamente quando notamos que os demônios se sujeitam ao nosso mandar”.
Por outro lado, quando já passados pelas experiências de Deus, já não agimos pela espada, já não deixamos de pesar o que falamos, já conseguimos compreender conscientemente de que espírito somos, já não somos levados pelos choros falseadores de falsas mamães em disputa querendo se vingar umas das outras usando-nos como divisores de um filho em duas partes.
Com as experiências de Deus já possuímos um ânimo sóbrio e equilibrado para saber de fato quais são as nossas motivações na obra de Deus, já conhecemos qual tipo de amor com o qual amamos o Senhor para saber qual é o nossa posição e com isto apascentar as Suas ovelhas. Já nas experiências de Deus conseguimos seguir nas convicções que Ele nos dá. Já conseguimos discernir o que se nos apresenta diante dos nossos olhos e chega aos nossos ouvidos.
E muitas vezes já não nos lançamos afoitos para guiar o povo de Deus numa jornada que nem sempre sabemos ao certo quem está dentre ele disposto a servir com sua casa ao Senhor. As experiências contam muito mais do que apenas títulos, credenciais, conhecimentos propedêuticos, teses pragmáticas distantes da realidade sacrificial inerente ao cerne do sagrado ministério cristão.
É um tanto fácil vermos os inexperientes tropeçarem, ainda que de forma alguma não o desejamos. Mas se torna muito difícil vermos os experientes soçobrarem, ainda que solidária e lamentavelmente o aceitamos, mas também tudo isto faz parte da experiência. A experiência em tudo é, pois, uma bênção que coroa a vida, pois quanto mais vivemos mais suscetíveis a experiências nos tornamos.
PbGS
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
A VERDADE – o pilar que sustenta nossa vida e pregação.
A VERDADE – o pilar que sustenta nossa vida e pregação.
Aproveitando este pequeno espaço de tempo após algumas horas de descanso de viagem, não poderia permitir passarem estas fagulhas do Espírito nem deixar escondidas estas sementes que ainda me sobraram das semeaduras realizadas neste período de feriado.
Um período de mentiras e ilusões que engana e diverte multidões de almas que atravessam os mais de trezentos dias do ano inteiro pensando e concentrando esforços especiais nas margens de suas possibilidades individuais para de tudo fazerem em alguns poucos dias tão rápidos e passageiros que a mágica das trevas suposta e ilusoriamente os enfeitam em longos e esplendidos. E como este, tantos outros abrem-se em nosso calendário.
Um turbilhão de mentiras e ilusões interesseiras que arrasta, impele, comprime e oprime uma multidão de almas cativas e anestesiadas pelo êxtase da pseudofama carnavalesca.
Louvo e magnífico a Deus porque algumas igrejas não cessaram o sonido de suas trombetas e não calaram o som de suas vozes em dias difíceis nos quais a oposição à verdade se faz mais clara. Neste curto período intitulado de feriado carnavalesco não me houve tempo para fechar o Sagrado Livro de Deus e nem tampouco afastar-me de meus compromissos já anteriormente tratados entre amigos. Acredito piamente não mais termos ou nos entregarmos ao luxo de nos escondermos em retiros individuais ou coletivos e mandarmos ou deixarmos que outros toquem as nossas trombetas em nossos posto e posição sob as mais variadas escusas que quiséssemos manifestar. Na verdade, alguns escondem-se, outros fogem e ainda outros segregam-se enrustidamente, todavia outros ousadamente tocam suas trombetas de forma altissonante enquanto atacam ofensivamente com a verdade de Deus contra as fortalezas de mentiras e ilusões do adversário. Aleluia!
Nem tudo que fazemos expressa ou representa exatamente o que de nós mesmos queríamos ou desejaríamos realizar para agradar a ótica alheia.
Das tantas coisas na vida que realizamos, algumas na verdade fazemos por questões de obediente entrega, de obrigação ou de necessidade. Excetuando a primeira, estas duas últimas quase sempre gostaríamos de evitar repeti-las, ou que a elas não fôssemos mais obrigados nem pela força do dever nem pelo impulso da necessidade.
Quase sempre no que fazemos, as escolhas e decisões sempre vão ser norteadas pelas nossas preferências e necessidades. Na verdade, existem algumas coisas que desejamos nunca acontecessem, se partissem e dependessem de nossas vontades e escolhas. Entretanto, quando se trata de prontas obediência e entrega, temos que seguir adiante vendo que elas em algum momento vão acontecer dentro ou alheias das nossas vontades.
Imaginemos quão difícil fora para os judeus antigos recém-egressos do cativeiro assírio sob os cuidados de Esdras e Neemias, depois de tanto tempo casados com as mulheres estranhas à sua linhagem, terem de dispensá-las de volta para as suas pátrias, por serem eles orientados pelos seus líderes a seguirem a verdade – que difícil fora para Esdras e Neemias ver uma multidão de mulheres e filhos terem que deixar os homens seus maridos a quem aprenderam a amar e a servi-los como esposas e partirem para seus lugares de origem deixando-os para trás. Imaginemos ainda quão difícil fora para os hebreus sob o comando de Josué terem que apagar os vestígios de servidão a outros deuses e decidirem num momento com suas casas servirem ao Senhor que é o Deus Verdadeiro. Imaginemos quão difícil fora para o então Abrão sair de sua terra e de seu convívio, deixando para trás a sua parentela e sair como estrangeiro e peregrino guiado pela verdade da promessa de Deus para uma terra que ainda no futuro ser-lhe-ia mostrada pelo Senhor. Imaginemos quão difícil fora para a igreja primitiva receber e aceitar como sendo verdadeira a conversão do então perseguidor Saulo de Tarso que zelava pela verdade, e que mais tarde recebera do Senhor o novo nome de Paulo e pregava a verdade muitas vezes afirmando “digo a verdade e não minto”.
Dizer a verdade, não faltar com a verdade, sustentar a verdade, ensinar a verdade e pregar a verdade não são deveres tão fáceis de ser cumpridos. Quando assim fazemos, certamente em muitos momentos e ocasiões não seremos bem aceitos, acatados, reconhecidos e aplaudidos por quem da verdade foge ou se faz oposto a ela por quaisquer motivos que sejam ou possuam. E um dos pilares que nos sustentam e nos ancoram na vida de pregador ou ensinador é exatamente este princípio basilar – amar a verdade -. Certamente todos nós gostamos de dizer verdades aos outros, porém nem todos gostamos de ouvir verdades sobre nós mesmos, ainda mais quando elas nos confrontam à luz daquilo que realmente somos ou que em algum momento fazemos, de bom ou de deficiente. Bem como quando as verdades contrariam ou literalmente descobrem e desnudam algo mantido por nossas conveniências ou caprichos pessoais – quantos conflitos isto causa...! Seja por isso que alguns planos e intenções escusos concorrem em promover inimizades para com quem sustenta e fala a verdade. A verdade coopera para construir e solidificar amigos, mas também em outras vezes ela revela inimigos. E quantos se fazem inimigos por serem parciais para com a verdade de amigos.
Imaginemos quão difícil foi a vida terrena do Senhor Jesus Cristo entre os homens por não faltar com a verdade dizer sempre a verdade, ensinar e pregar a verdade, sendo Ele mesmo a Verdade. Quão difícil fora para as pessoas e os meios, conformados aos seus próprios hábitos, tradicionalismo e visões particulares e convenientes, o ouvir a verdade pregada pelo Senhor Jesus. Quantos ressentimentos e intenções de retaliações e perseguições se colocaram em oposição à verdade pregada pelo nosso Bom Mestre e Senhor Jesus.
Ainda, usando nossas capacidades de imaginação sobre os escritos históricos e neotestamentários, podemos consistentemente deduzir o quão difícil fora a vida dos primeiros apóstolos e discípulos nos primeiros passos limiares da igreja primitiva por em razão de haverem se fundamentado na verdade, não faltar com a verdade e pregar a verdade, sob pena de comprometerem suas integridades físicas sofrendo violência por causa da verdade. Quantas oposições os fizeram de alvos indesejáveis e de opróbrios aos olhos dos demais por pregarem a verdade. Quantos interesses e zelos costumeiros desejaram abafar e calar a verdade ensinada e pregada por aqueles homens simples e do meio do povo em sua maioria.
Por fim, lembremos de um dos homens que pouco dele se fala em muitos púlpitos, o qual por falar a verdade fora alvo de desprezo, de rejeição, de reprovação e de inimizade em seu tempo – Micaías, um profeta contemporâneo do rei Acabe -. Quão difícil fora também a vida de Micaías entre os seus contemporâneos poderosos e amigos dos poderosos. Imaginemos o que os amigos íntimos e os assistentes afetivos diretos do rei Acabe não comentavam nos corredores e passos do palácio sobre a pessoa de Micaías. Perguntamos, que conceito o palácio poderoso de Acabe dava a Micaías por pregar a verdade? Para o rei e seu palácio, o profeta Micaías era um fornecedor de más notícias, um desencorajador, um pessimista, um revoltado, uma oposição!
Realmente podemos visualizar o quão difícil é em todos os tempos, falar a verdade, sustentar a verdade, ensinar e pregar a verdade, haja vista que a verdade pode comprometer posições, hábitos, costumes, tradições, conveniências e até mesmo algumas licitudes.
Dos exemplos acima, quero neste artigo aplicativamente focar este último por estar mais próximo das muitas coisas que acontecem no tempo hodierno – o de Micaías, um simples profeta de Samaria -. Que tamanho impacto constante tivera a vida desse homem por sua palavra estar afinada com a Palavra de Deus e aliada ao seu compromisso com ela. O grande problema que se opunha à palavra da verdade que saía da boca de Micaías se concentrava numa visão desequilibrada alimentada pelas lentes morais fora de foco e inteiramente distorcidas do rei Acabe. Que lamentável se torna o fim de quem se opõe à verdade por haver entrado em caminhos que levam à contra-mão dela. A resposta para abafar ou calar a verdade se desfecha em revanchismos, em perseguições quando não abertas, camufladas e ocultas.
Imaginemos se a câmara do rei Acabe possuísse o “telefone vermelho” (linha especial privativa) para através deste o rei ligar para os seus amigos e colegas para dar a “folha corrida construída com sua visão individual e particular” sobre Micaías. Que poderiam os “grampos” colherem e revelarem das conversas telefônicas que desmereciam a pessoa, a vida e a obra do profeta Micaías? No palácio não havia concordância à palavra da verdade que saía da boca de Micaías. No palácio não abrigava boas recomendações sobre Micaías. No palácio a palavra que saía da boca de Micaías de nada ou pouco tinha receptividade. Enfim, Micaías contrariava totalmente o rei Acabe e representava um aborrecimento ao seu palácio por aquele externar a verdade para, sobre e com este. O que o palácio tanto desejava era que Micaías falasse em nome da boa-vontade e da diplomacia politiqueira, mas o profeta não engenhava adaptações na sua mensagem para agradar ou satisfazer a situações e a pessoas. Que difícil fora a vida do Micaías...! Mal-interpretado em razão da errante capacidade perceptiva e insensível do seu rei.
Há verdades que despertam ânimos, ampliam visões e descortinam caminhos e horizontes para o sucesso. O que o profeta Micaías estava há muito querendo dizer ao rei Acabe era que este mudasse a sua linha de visão pessoal e de comportamento para que este obtivesse o completo sucesso. O que Micaías desejava era cumprir o seu papel de profeta dizendo a verdade para ver o bem do seu rei e do seu povo, mas pena que as ocupações particulares e o mundo pessoal do rei Acabe não lhe facultavam a capacidade de percepção e nem o senso de verdade para aplicar a sensibilidade sobre o que Micaías lhe transmitia. A verdade que Micaías pregava iria em muito servir em despertar o ânimo do seu rei ao rumo verdadeiro para realmente levá-lo a temer ao Senhor, para contribuí-lo em ampliar sua visão e lhe fazer provocar mudanças de caminhos e de sensibilidade espiritual.
Uma das virtudes de todo aquele que fala e prega a verdade é não efetuar bajulações e nem temer bajuladores. O profeta de Samaria, Micaías, possuía essa virtude e tanto assim era a sua prática que por ela recebeu uma bofetada no rosto por um de seus pares na frente do rei e de seus convidados de conselho de guerra na ocasião do “pré-briefing” de guerra na presença de dois reis, seus generais, seus assistentes de ordem e seus profetas particulares, mas ainda bem que existem reis como Jeosafá que levanta sua visão acima dos profeteiros particulares de plantão e manda que lhe seja apresentado um profeta que lhe fale a verdade - Quem tem visão da peleja não se conforma nem se deixa impressionar aos alaridos e alardes que vêm em sua frente -. Por vezes, para evitar situações desagradáveis e não contrariar intenções arriscadas, quantas pessoas distorcem a verdade e agem ao contrário do que fizera o profeta Micaías. Isto muitas vezes conduz o receptor-alvo da verdade a não enxergar o caminho, e de certa forma sendo-lhe covarde por vê-lo na margem do perigo e não buscar livrá-lo dizendo-lhe a verdade. Talvez se Micaías tivesse sido ouvido, mesmo falando inverdades no seu sarcasmo momentâneo para com o seu rei, obtivesse com isso um último melhor conceito amistoso, ganhasse algum bom reconhecimento, lograsse algum favorecimento do palácio. Todavia, pergunto: será que o íntimo da consciência de Micaías iria concordar ao longo do tempo com o “arranjo” que dissera? Para quem vive e prega a verdade, um tal “arranjo” desse fica aferroando-lhe e queimando-lhe para o resto de sua vida marcado no seu mundo interior que certamente o desconforto e a incomodação vão lhe perseguir e arrastar ora mais e ora menos na caminhada por ver que promoveu e induziu ao engano aqueles que para com os quais jamais deveria faltar com a verdade.
Agora trago uma boa notícia – quem prega a verdade, é sempre requisitado e mesmo que fale em tom sarcástico é inquirido enfaticamente a falar a verdade, pois em sua boca ela funciona, ainda que esta cause dores e contrariedades. Mesmo que nossos opositores gratuitos nos ojerizem e nos odeiem e que nos tenham como antipáticos, dentro de si alguma coisa vai impeli-los em algum momento a nos rogar insistentemente que falemos a verdade, porquanto em questões cruciais da vida, diante de decisões vitais, o que mais importa, o que mais significa e o que mais se conta e pesa, é exatamente a verdade que falamos ou que nos seja dita. Não importam as muitas falas de “profeteiros” e bajuladores, de fanfarrões alvissareiros, de mentirosos lisonjeiros, de subservientes irrefletidos, o que se busca e se carece como única linha de confiança é a verdade que pregamos ou que nos seja dita. Para alguns homens amantes de si mesmos, ressentidos, medrosos, se torna mais fácil assumirem o comportamento instintivo das lagartixas – “balançar sempre a cabeça verticalmente”, oferecendo mesmo como racionais, com esse gesto, a sempiterna indicação de subserviência ou de perene concordância para não contrariar, nem levantar oposições e nem cair do “ranking” da simpatia. Para esses opositores da verdade e para seus concordes e co-participes quase nada lhes importa o futuro para alguns escondido por trás das cortinas do tempo, quase em mais nada estão interessados além de seus próprios ideais. Para eles, o mais importante não são os pré-requisitos e exigências para estar prontos para a guerra, é ouvir quaisquer coisas que lhes massageiem o ego e lhes impressionem, ainda que isto os arraste aos prejuízos e à derrota fatal.
Só fala e prega a verdade quem está afinado e familiarizado aos pensamentos de Deus. Micaías era um destes seguramente afinado e extremamente familiarizado. E se quisermos falar e pregar a verdade, temos que pagar o sério preço em todas as áreas e meios para estarmos familiarizados e nos mantermos afinados com os pensamentos de Deus. Quem está afinado e familiarizado com os pensamentos de Deus promove felizes e edificantes idéias. No meio desse turbilhão de desprovidos de idéias, existem pessoas que, por serem desafinadas com os pensamentos de Deus, nenhuma idéia substancial e significativa produzem e nem por aquelas que lhes representem ultrapassagem lutam e promovem, por entediadas e ressentidas formalizarem possíveis ameaças imaginárias, porém ao receberem uma idéia fundamentada e pautada na verdade, se fazem de ignorantes e alheios a ela, contudo dias depois elas se apossam daquela idéia “aparentemente esquecida” como se esta tivesse se originado de si mesmas, desmerecem os seus idealizadores e propagam como se fossem elas as pessoas afinadas aos pensamentos de Deus e com eles possuíssem algum grau de familiaridade e se lançam como “donas da idéia”. Ao passo que o tempo passa vão se revelando que suas idéias em nada carregam da idéia original colhida dos pensamentos de Deus. E realmente olhando para o palácio de mentiras e falsidades do rei Acabe, não havia lugar nobre que recebesse e acatasse bem a palavra da verdade falada por aquele Micaías.
Uma das recompensas de quem fala e prega a verdade é que, mesmo sob incompreensões e aparente divergência, em algum momento verá a verdade que falara ou pregara ser cumprida e noticiada alheia aos seus desejos ou intenções pessoais, porquanto a verdade não está amarrada ou presa aos objetivos e propostas humanos. Em todos os tempos e épocas existiram as oposições à verdade, contudo este tempo do fim possui esta triste característica – se opor e ressentir-se com a verdade -. Para o mundo destas estações lhe é mais contornável o conviver tolerantemente com a ausência da verdade contra si e contra seus mandos e desmandos do que dar ouvidos à ela e a partir daí reconhecer a sua importância e significado.
Para o rei Acabe o profeta Micaías possuía os falsos conceitos de “mal-educado”, “desobediente”, “irreverente”, “não ou pouco confiável”, “traidor ou traiçoeiro”, “aborrecedor”, “contrariador” e possivelmente outros próprios da linguagem e dos costumes da época. Mas, segundo nossa ótica hoje olhando de fora os escritos, será que o profeta Micaías era realmente digno de todos esses conceitos injuriosos? Será que o objeto-alvo dos conceitos não está trocado? Para o detentor do poder era muito mais fácil, seguro e acessível propagar uma má fama sobre Micaías por não gostando deste fazer os outros acreditarem e apoiarem o posicionamento do rei a respeito de um profeta do meio do povo. Era muito mais fácil para o detentor do poder “pegar o seu telefone vermelho privativo” e propagar os queixumes sobre o profeta contrariador, disseminar que o pequeno profeta era "não-confiável", bem como consultar a outros reis e bajuladores sobre o que poderia fazer de um profeta mal-conceituado. Se os “grampos” colhessem as conversas telefônicas realizadas na linha privativa do “telefone vermelho” do palácio do rei Acabe e por uma quebra de sigilo fossem reveladas, quantas coisas, ressentimentos, invejas, revanches e rapinas assoladoras abrigadas no silêncio aparentemente sorridente do palácio nos surpreenderiam aqui de fora...!
Imaginemos o tamanho e a profundidade da ira que corroia no interior do rei Acabe e de seus parentes dentro do palácio contra um profeta residente no meio do povo, ouvindo e vendo o que sofria e padecia o povo de restrições e sob ameaças a qualquer momento desferidas a mando da mulher fria do rei Acabe, a falsa e maligna Jezabel, que sorrateiramente agia na companhia de seus pares maleficiosos, enquanto o silêncio do palácio cobria os ares que iriam afetar as almas daqueles que se lhes opunham e reprovavam em razão da verdade. Quão difícil é a vida de quem fala e prega a verdade...!
As únicas armas de que dispunha Jezabel eram as suas baterias de incapacidades moral e espiritual que covardemente atiravam na tentativa de abafar e abater o sucesso alheio. Jezabel, na verdade, nutria o orgulho de ser rainha e aproveitando-se da posição e do prestígio de seu marido rei, escondia-se atrás da força de autoridade dele e tramava e engenhava contra as vidas dos profetas arautos levantados e enviados por Deus ao Seu povo, e descendo ela às mais baixas operações revanchistas no seu ressentimento, conluiava-se com os seus comanditas para num só golpe fazerem desmerecer e calar as palavras de verdade nas bocas dos profetas de Deus. A verdade incomodava o brio e o espírito do rei Acabe e o sucesso alheio corroia o coração invejoso de sua mulher rainha. O rei e a rainha por certo estimavam que mais cedo ou mais tarde iriam ser confrontados pela verdade falada pelos profetas arautos de Deus contra a qual tanto o palácio lutava. Quão difícil foram os dias do profeta Micaías...! A verdade era tão forte, clara e assinaladora nas palavras do pequeno profeta Micaías que apenas sua presença incomodava o grande e poderoso rei Acabe. E por que não frisar mais diretamente daquelas que se referiam aos sucessos alheios... Micaías e seus colegas profetas realmente atravessaram dias difíceis por causa da verdade que falavam e pregavam.
Nestes dias, pois, de oposição à verdade – uma das características do tempo do fim -, lembremos de que ela é o pilar que sustenta nossa vida e nossa pregação num tempo de mentiras, de ilusões, de “faz-de-contas”, de “panos-quentes”. Ainda que as “linhas privativas” do palácio queiram e intentem nos causar demérito injustificado, continuam sendo nos tempos de crises e de tomadas de decisões cruciais nos corredores do palácio, de fome e de sede da verdade de Deus e da operação de Seu Espírito no meio do povo, não são os profeteiros que prevalecem e “funcionam” com suas palavras mentirosas e lisonjeiras e suas presenças impressionantes – o que mais os imponentes palácios e seus grandes reis desejam e anseiam ouvir sempre foi, é e sempre será a palavra firme e segura da verdade na boca de pequenos profetas que vivem-na e pregam-na aonde quer que forem enviados, convidados e acolhidos.
O mais importante não é o profeta ser acolhido e aplaudido no suntuoso e requintado palácio, ainda que alguns iludam-se com tamanha fachada de receptividade e acolhida. O mais importante não é o pequeno profeta ser colocado nos lugares mais altos entre os grandes transeuntes privilegiados de "passe-livre" do palácio. O mais importante é o Excelso e Maravilhoso Deus ser glorificado e exaltado na minúscula e passageira vida de Seu pequeno e simples profeta, bem como na sua marcante obra. Também por outro lado não são os caprichos e as insinuações do rei, nem as ameaças da rainha, nem tampouco as invejas rancorosas dos bajuladores do palácio, que calam e abafam a mensagem do profeta. Assim como tantos já se foram, eles também passam e somente o palácio fica como testemunha imponente de que nas suas salas e corredores já pisou um profeta que fala e prega a verdade. Quantas lições em profundidade nos traz a vida do profeta Micaías, e quantos “Micaías” estamos precisando para estes tempos de “Acabes”...! Pois sem a pregação da verdade dos “Micaías” de hoje os aconselhamentos mentirosos e impressionantes dos profeteiros arrastam e influenciam os “Acabes” aos erros e à derrota. E quantos “Acabes” se livram de assombrosas perdas por darem ouvidos às verdades que nossos “Micaías” pequenos e pouco expressivos falam e pregam. Mas felizes são os grandes e poderosos reis que podem ouvir e contar com a verdade contundente e estável na palavra de pequenos e simples profetas nas horas cruciais de decisões fatais.
E como eu disse na minha palestra em dois desses dias de feriado a um grupo seleto, aqui retransmito que o mais importante não é apenas a nossa desenvoltura nas oportunidades que pregamos, ou no arranjo do material que desejamos trazer ao público, mas que se profundamente desejamos que o Senhor opere milagres e maravilhas sobre a nossa pregação, toda a nossa vida e obra sejam edificadas e sustentadas sobre o pilar da verdade, ainda que alguns ao serem tocados por ela ao ouvirem-na venham por um momento a pensar nos rejeitarem. E quando naquela ocasião disse em pregar a verdade, não falei sobre o sair como irresponsáveis “atirando” coisas contra a vida particular de quem quer que seja, nem de no afã da obediência falar o que não é lícito e nem o que nos convém, mas centralizarmos toda a nossa vida e trabalho de pregação na verdade da Palavra de Deus, uma pregação centralizada inteira e completamente na Palavra de Deus, ainda que as aplicações da pregação abranjam todas as áreas práticas e particulares da vida humana – esse é um dos propósitos de uma pregação que produz vida -, independente de quem sejam os ouvintes e os públicos.
Uma coisa certa sempre é: não há nada igual ou similar o ouvir a voz do Eterno Deus na pregação e nesta o ver o agir e o mover de Deus em sinais, milagres e maravilhas instantâneos em operação conjunta com o Espírito Santo – isto é resultado de uma estrutura de vida e obra construídas e sustentadas sobre o pilar da verdade. Pode ser que os “Acabes” repulsem e rejeitem os “Micaías”, porém sempre existem os reis “Jeosafás” ponderados, conscientes, sóbrios e sensíveis ao Espírito de Deus que desprezam os bajuladores profeteiros dos palácios e mandam buscar os verdadeiros profetas “Micaías” para que diante de si falem e preguem a verdade.
PbGS
Aproveitando este pequeno espaço de tempo após algumas horas de descanso de viagem, não poderia permitir passarem estas fagulhas do Espírito nem deixar escondidas estas sementes que ainda me sobraram das semeaduras realizadas neste período de feriado.
Um período de mentiras e ilusões que engana e diverte multidões de almas que atravessam os mais de trezentos dias do ano inteiro pensando e concentrando esforços especiais nas margens de suas possibilidades individuais para de tudo fazerem em alguns poucos dias tão rápidos e passageiros que a mágica das trevas suposta e ilusoriamente os enfeitam em longos e esplendidos. E como este, tantos outros abrem-se em nosso calendário.
Um turbilhão de mentiras e ilusões interesseiras que arrasta, impele, comprime e oprime uma multidão de almas cativas e anestesiadas pelo êxtase da pseudofama carnavalesca.
Louvo e magnífico a Deus porque algumas igrejas não cessaram o sonido de suas trombetas e não calaram o som de suas vozes em dias difíceis nos quais a oposição à verdade se faz mais clara. Neste curto período intitulado de feriado carnavalesco não me houve tempo para fechar o Sagrado Livro de Deus e nem tampouco afastar-me de meus compromissos já anteriormente tratados entre amigos. Acredito piamente não mais termos ou nos entregarmos ao luxo de nos escondermos em retiros individuais ou coletivos e mandarmos ou deixarmos que outros toquem as nossas trombetas em nossos posto e posição sob as mais variadas escusas que quiséssemos manifestar. Na verdade, alguns escondem-se, outros fogem e ainda outros segregam-se enrustidamente, todavia outros ousadamente tocam suas trombetas de forma altissonante enquanto atacam ofensivamente com a verdade de Deus contra as fortalezas de mentiras e ilusões do adversário. Aleluia!
Nem tudo que fazemos expressa ou representa exatamente o que de nós mesmos queríamos ou desejaríamos realizar para agradar a ótica alheia.
Das tantas coisas na vida que realizamos, algumas na verdade fazemos por questões de obediente entrega, de obrigação ou de necessidade. Excetuando a primeira, estas duas últimas quase sempre gostaríamos de evitar repeti-las, ou que a elas não fôssemos mais obrigados nem pela força do dever nem pelo impulso da necessidade.
Quase sempre no que fazemos, as escolhas e decisões sempre vão ser norteadas pelas nossas preferências e necessidades. Na verdade, existem algumas coisas que desejamos nunca acontecessem, se partissem e dependessem de nossas vontades e escolhas. Entretanto, quando se trata de prontas obediência e entrega, temos que seguir adiante vendo que elas em algum momento vão acontecer dentro ou alheias das nossas vontades.
Imaginemos quão difícil fora para os judeus antigos recém-egressos do cativeiro assírio sob os cuidados de Esdras e Neemias, depois de tanto tempo casados com as mulheres estranhas à sua linhagem, terem de dispensá-las de volta para as suas pátrias, por serem eles orientados pelos seus líderes a seguirem a verdade – que difícil fora para Esdras e Neemias ver uma multidão de mulheres e filhos terem que deixar os homens seus maridos a quem aprenderam a amar e a servi-los como esposas e partirem para seus lugares de origem deixando-os para trás. Imaginemos ainda quão difícil fora para os hebreus sob o comando de Josué terem que apagar os vestígios de servidão a outros deuses e decidirem num momento com suas casas servirem ao Senhor que é o Deus Verdadeiro. Imaginemos quão difícil fora para o então Abrão sair de sua terra e de seu convívio, deixando para trás a sua parentela e sair como estrangeiro e peregrino guiado pela verdade da promessa de Deus para uma terra que ainda no futuro ser-lhe-ia mostrada pelo Senhor. Imaginemos quão difícil fora para a igreja primitiva receber e aceitar como sendo verdadeira a conversão do então perseguidor Saulo de Tarso que zelava pela verdade, e que mais tarde recebera do Senhor o novo nome de Paulo e pregava a verdade muitas vezes afirmando “digo a verdade e não minto”.
Dizer a verdade, não faltar com a verdade, sustentar a verdade, ensinar a verdade e pregar a verdade não são deveres tão fáceis de ser cumpridos. Quando assim fazemos, certamente em muitos momentos e ocasiões não seremos bem aceitos, acatados, reconhecidos e aplaudidos por quem da verdade foge ou se faz oposto a ela por quaisquer motivos que sejam ou possuam. E um dos pilares que nos sustentam e nos ancoram na vida de pregador ou ensinador é exatamente este princípio basilar – amar a verdade -. Certamente todos nós gostamos de dizer verdades aos outros, porém nem todos gostamos de ouvir verdades sobre nós mesmos, ainda mais quando elas nos confrontam à luz daquilo que realmente somos ou que em algum momento fazemos, de bom ou de deficiente. Bem como quando as verdades contrariam ou literalmente descobrem e desnudam algo mantido por nossas conveniências ou caprichos pessoais – quantos conflitos isto causa...! Seja por isso que alguns planos e intenções escusos concorrem em promover inimizades para com quem sustenta e fala a verdade. A verdade coopera para construir e solidificar amigos, mas também em outras vezes ela revela inimigos. E quantos se fazem inimigos por serem parciais para com a verdade de amigos.
Imaginemos quão difícil foi a vida terrena do Senhor Jesus Cristo entre os homens por não faltar com a verdade dizer sempre a verdade, ensinar e pregar a verdade, sendo Ele mesmo a Verdade. Quão difícil fora para as pessoas e os meios, conformados aos seus próprios hábitos, tradicionalismo e visões particulares e convenientes, o ouvir a verdade pregada pelo Senhor Jesus. Quantos ressentimentos e intenções de retaliações e perseguições se colocaram em oposição à verdade pregada pelo nosso Bom Mestre e Senhor Jesus.
Ainda, usando nossas capacidades de imaginação sobre os escritos históricos e neotestamentários, podemos consistentemente deduzir o quão difícil fora a vida dos primeiros apóstolos e discípulos nos primeiros passos limiares da igreja primitiva por em razão de haverem se fundamentado na verdade, não faltar com a verdade e pregar a verdade, sob pena de comprometerem suas integridades físicas sofrendo violência por causa da verdade. Quantas oposições os fizeram de alvos indesejáveis e de opróbrios aos olhos dos demais por pregarem a verdade. Quantos interesses e zelos costumeiros desejaram abafar e calar a verdade ensinada e pregada por aqueles homens simples e do meio do povo em sua maioria.
Por fim, lembremos de um dos homens que pouco dele se fala em muitos púlpitos, o qual por falar a verdade fora alvo de desprezo, de rejeição, de reprovação e de inimizade em seu tempo – Micaías, um profeta contemporâneo do rei Acabe -. Quão difícil fora também a vida de Micaías entre os seus contemporâneos poderosos e amigos dos poderosos. Imaginemos o que os amigos íntimos e os assistentes afetivos diretos do rei Acabe não comentavam nos corredores e passos do palácio sobre a pessoa de Micaías. Perguntamos, que conceito o palácio poderoso de Acabe dava a Micaías por pregar a verdade? Para o rei e seu palácio, o profeta Micaías era um fornecedor de más notícias, um desencorajador, um pessimista, um revoltado, uma oposição!
Realmente podemos visualizar o quão difícil é em todos os tempos, falar a verdade, sustentar a verdade, ensinar e pregar a verdade, haja vista que a verdade pode comprometer posições, hábitos, costumes, tradições, conveniências e até mesmo algumas licitudes.
Dos exemplos acima, quero neste artigo aplicativamente focar este último por estar mais próximo das muitas coisas que acontecem no tempo hodierno – o de Micaías, um simples profeta de Samaria -. Que tamanho impacto constante tivera a vida desse homem por sua palavra estar afinada com a Palavra de Deus e aliada ao seu compromisso com ela. O grande problema que se opunha à palavra da verdade que saía da boca de Micaías se concentrava numa visão desequilibrada alimentada pelas lentes morais fora de foco e inteiramente distorcidas do rei Acabe. Que lamentável se torna o fim de quem se opõe à verdade por haver entrado em caminhos que levam à contra-mão dela. A resposta para abafar ou calar a verdade se desfecha em revanchismos, em perseguições quando não abertas, camufladas e ocultas.
Imaginemos se a câmara do rei Acabe possuísse o “telefone vermelho” (linha especial privativa) para através deste o rei ligar para os seus amigos e colegas para dar a “folha corrida construída com sua visão individual e particular” sobre Micaías. Que poderiam os “grampos” colherem e revelarem das conversas telefônicas que desmereciam a pessoa, a vida e a obra do profeta Micaías? No palácio não havia concordância à palavra da verdade que saía da boca de Micaías. No palácio não abrigava boas recomendações sobre Micaías. No palácio a palavra que saía da boca de Micaías de nada ou pouco tinha receptividade. Enfim, Micaías contrariava totalmente o rei Acabe e representava um aborrecimento ao seu palácio por aquele externar a verdade para, sobre e com este. O que o palácio tanto desejava era que Micaías falasse em nome da boa-vontade e da diplomacia politiqueira, mas o profeta não engenhava adaptações na sua mensagem para agradar ou satisfazer a situações e a pessoas. Que difícil fora a vida do Micaías...! Mal-interpretado em razão da errante capacidade perceptiva e insensível do seu rei.
Há verdades que despertam ânimos, ampliam visões e descortinam caminhos e horizontes para o sucesso. O que o profeta Micaías estava há muito querendo dizer ao rei Acabe era que este mudasse a sua linha de visão pessoal e de comportamento para que este obtivesse o completo sucesso. O que Micaías desejava era cumprir o seu papel de profeta dizendo a verdade para ver o bem do seu rei e do seu povo, mas pena que as ocupações particulares e o mundo pessoal do rei Acabe não lhe facultavam a capacidade de percepção e nem o senso de verdade para aplicar a sensibilidade sobre o que Micaías lhe transmitia. A verdade que Micaías pregava iria em muito servir em despertar o ânimo do seu rei ao rumo verdadeiro para realmente levá-lo a temer ao Senhor, para contribuí-lo em ampliar sua visão e lhe fazer provocar mudanças de caminhos e de sensibilidade espiritual.
Uma das virtudes de todo aquele que fala e prega a verdade é não efetuar bajulações e nem temer bajuladores. O profeta de Samaria, Micaías, possuía essa virtude e tanto assim era a sua prática que por ela recebeu uma bofetada no rosto por um de seus pares na frente do rei e de seus convidados de conselho de guerra na ocasião do “pré-briefing” de guerra na presença de dois reis, seus generais, seus assistentes de ordem e seus profetas particulares, mas ainda bem que existem reis como Jeosafá que levanta sua visão acima dos profeteiros particulares de plantão e manda que lhe seja apresentado um profeta que lhe fale a verdade - Quem tem visão da peleja não se conforma nem se deixa impressionar aos alaridos e alardes que vêm em sua frente -. Por vezes, para evitar situações desagradáveis e não contrariar intenções arriscadas, quantas pessoas distorcem a verdade e agem ao contrário do que fizera o profeta Micaías. Isto muitas vezes conduz o receptor-alvo da verdade a não enxergar o caminho, e de certa forma sendo-lhe covarde por vê-lo na margem do perigo e não buscar livrá-lo dizendo-lhe a verdade. Talvez se Micaías tivesse sido ouvido, mesmo falando inverdades no seu sarcasmo momentâneo para com o seu rei, obtivesse com isso um último melhor conceito amistoso, ganhasse algum bom reconhecimento, lograsse algum favorecimento do palácio. Todavia, pergunto: será que o íntimo da consciência de Micaías iria concordar ao longo do tempo com o “arranjo” que dissera? Para quem vive e prega a verdade, um tal “arranjo” desse fica aferroando-lhe e queimando-lhe para o resto de sua vida marcado no seu mundo interior que certamente o desconforto e a incomodação vão lhe perseguir e arrastar ora mais e ora menos na caminhada por ver que promoveu e induziu ao engano aqueles que para com os quais jamais deveria faltar com a verdade.
Agora trago uma boa notícia – quem prega a verdade, é sempre requisitado e mesmo que fale em tom sarcástico é inquirido enfaticamente a falar a verdade, pois em sua boca ela funciona, ainda que esta cause dores e contrariedades. Mesmo que nossos opositores gratuitos nos ojerizem e nos odeiem e que nos tenham como antipáticos, dentro de si alguma coisa vai impeli-los em algum momento a nos rogar insistentemente que falemos a verdade, porquanto em questões cruciais da vida, diante de decisões vitais, o que mais importa, o que mais significa e o que mais se conta e pesa, é exatamente a verdade que falamos ou que nos seja dita. Não importam as muitas falas de “profeteiros” e bajuladores, de fanfarrões alvissareiros, de mentirosos lisonjeiros, de subservientes irrefletidos, o que se busca e se carece como única linha de confiança é a verdade que pregamos ou que nos seja dita. Para alguns homens amantes de si mesmos, ressentidos, medrosos, se torna mais fácil assumirem o comportamento instintivo das lagartixas – “balançar sempre a cabeça verticalmente”, oferecendo mesmo como racionais, com esse gesto, a sempiterna indicação de subserviência ou de perene concordância para não contrariar, nem levantar oposições e nem cair do “ranking” da simpatia. Para esses opositores da verdade e para seus concordes e co-participes quase nada lhes importa o futuro para alguns escondido por trás das cortinas do tempo, quase em mais nada estão interessados além de seus próprios ideais. Para eles, o mais importante não são os pré-requisitos e exigências para estar prontos para a guerra, é ouvir quaisquer coisas que lhes massageiem o ego e lhes impressionem, ainda que isto os arraste aos prejuízos e à derrota fatal.
Só fala e prega a verdade quem está afinado e familiarizado aos pensamentos de Deus. Micaías era um destes seguramente afinado e extremamente familiarizado. E se quisermos falar e pregar a verdade, temos que pagar o sério preço em todas as áreas e meios para estarmos familiarizados e nos mantermos afinados com os pensamentos de Deus. Quem está afinado e familiarizado com os pensamentos de Deus promove felizes e edificantes idéias. No meio desse turbilhão de desprovidos de idéias, existem pessoas que, por serem desafinadas com os pensamentos de Deus, nenhuma idéia substancial e significativa produzem e nem por aquelas que lhes representem ultrapassagem lutam e promovem, por entediadas e ressentidas formalizarem possíveis ameaças imaginárias, porém ao receberem uma idéia fundamentada e pautada na verdade, se fazem de ignorantes e alheios a ela, contudo dias depois elas se apossam daquela idéia “aparentemente esquecida” como se esta tivesse se originado de si mesmas, desmerecem os seus idealizadores e propagam como se fossem elas as pessoas afinadas aos pensamentos de Deus e com eles possuíssem algum grau de familiaridade e se lançam como “donas da idéia”. Ao passo que o tempo passa vão se revelando que suas idéias em nada carregam da idéia original colhida dos pensamentos de Deus. E realmente olhando para o palácio de mentiras e falsidades do rei Acabe, não havia lugar nobre que recebesse e acatasse bem a palavra da verdade falada por aquele Micaías.
Uma das recompensas de quem fala e prega a verdade é que, mesmo sob incompreensões e aparente divergência, em algum momento verá a verdade que falara ou pregara ser cumprida e noticiada alheia aos seus desejos ou intenções pessoais, porquanto a verdade não está amarrada ou presa aos objetivos e propostas humanos. Em todos os tempos e épocas existiram as oposições à verdade, contudo este tempo do fim possui esta triste característica – se opor e ressentir-se com a verdade -. Para o mundo destas estações lhe é mais contornável o conviver tolerantemente com a ausência da verdade contra si e contra seus mandos e desmandos do que dar ouvidos à ela e a partir daí reconhecer a sua importância e significado.
Para o rei Acabe o profeta Micaías possuía os falsos conceitos de “mal-educado”, “desobediente”, “irreverente”, “não ou pouco confiável”, “traidor ou traiçoeiro”, “aborrecedor”, “contrariador” e possivelmente outros próprios da linguagem e dos costumes da época. Mas, segundo nossa ótica hoje olhando de fora os escritos, será que o profeta Micaías era realmente digno de todos esses conceitos injuriosos? Será que o objeto-alvo dos conceitos não está trocado? Para o detentor do poder era muito mais fácil, seguro e acessível propagar uma má fama sobre Micaías por não gostando deste fazer os outros acreditarem e apoiarem o posicionamento do rei a respeito de um profeta do meio do povo. Era muito mais fácil para o detentor do poder “pegar o seu telefone vermelho privativo” e propagar os queixumes sobre o profeta contrariador, disseminar que o pequeno profeta era "não-confiável", bem como consultar a outros reis e bajuladores sobre o que poderia fazer de um profeta mal-conceituado. Se os “grampos” colhessem as conversas telefônicas realizadas na linha privativa do “telefone vermelho” do palácio do rei Acabe e por uma quebra de sigilo fossem reveladas, quantas coisas, ressentimentos, invejas, revanches e rapinas assoladoras abrigadas no silêncio aparentemente sorridente do palácio nos surpreenderiam aqui de fora...!
Imaginemos o tamanho e a profundidade da ira que corroia no interior do rei Acabe e de seus parentes dentro do palácio contra um profeta residente no meio do povo, ouvindo e vendo o que sofria e padecia o povo de restrições e sob ameaças a qualquer momento desferidas a mando da mulher fria do rei Acabe, a falsa e maligna Jezabel, que sorrateiramente agia na companhia de seus pares maleficiosos, enquanto o silêncio do palácio cobria os ares que iriam afetar as almas daqueles que se lhes opunham e reprovavam em razão da verdade. Quão difícil é a vida de quem fala e prega a verdade...!
As únicas armas de que dispunha Jezabel eram as suas baterias de incapacidades moral e espiritual que covardemente atiravam na tentativa de abafar e abater o sucesso alheio. Jezabel, na verdade, nutria o orgulho de ser rainha e aproveitando-se da posição e do prestígio de seu marido rei, escondia-se atrás da força de autoridade dele e tramava e engenhava contra as vidas dos profetas arautos levantados e enviados por Deus ao Seu povo, e descendo ela às mais baixas operações revanchistas no seu ressentimento, conluiava-se com os seus comanditas para num só golpe fazerem desmerecer e calar as palavras de verdade nas bocas dos profetas de Deus. A verdade incomodava o brio e o espírito do rei Acabe e o sucesso alheio corroia o coração invejoso de sua mulher rainha. O rei e a rainha por certo estimavam que mais cedo ou mais tarde iriam ser confrontados pela verdade falada pelos profetas arautos de Deus contra a qual tanto o palácio lutava. Quão difícil foram os dias do profeta Micaías...! A verdade era tão forte, clara e assinaladora nas palavras do pequeno profeta Micaías que apenas sua presença incomodava o grande e poderoso rei Acabe. E por que não frisar mais diretamente daquelas que se referiam aos sucessos alheios... Micaías e seus colegas profetas realmente atravessaram dias difíceis por causa da verdade que falavam e pregavam.
Nestes dias, pois, de oposição à verdade – uma das características do tempo do fim -, lembremos de que ela é o pilar que sustenta nossa vida e nossa pregação num tempo de mentiras, de ilusões, de “faz-de-contas”, de “panos-quentes”. Ainda que as “linhas privativas” do palácio queiram e intentem nos causar demérito injustificado, continuam sendo nos tempos de crises e de tomadas de decisões cruciais nos corredores do palácio, de fome e de sede da verdade de Deus e da operação de Seu Espírito no meio do povo, não são os profeteiros que prevalecem e “funcionam” com suas palavras mentirosas e lisonjeiras e suas presenças impressionantes – o que mais os imponentes palácios e seus grandes reis desejam e anseiam ouvir sempre foi, é e sempre será a palavra firme e segura da verdade na boca de pequenos profetas que vivem-na e pregam-na aonde quer que forem enviados, convidados e acolhidos.
O mais importante não é o profeta ser acolhido e aplaudido no suntuoso e requintado palácio, ainda que alguns iludam-se com tamanha fachada de receptividade e acolhida. O mais importante não é o pequeno profeta ser colocado nos lugares mais altos entre os grandes transeuntes privilegiados de "passe-livre" do palácio. O mais importante é o Excelso e Maravilhoso Deus ser glorificado e exaltado na minúscula e passageira vida de Seu pequeno e simples profeta, bem como na sua marcante obra. Também por outro lado não são os caprichos e as insinuações do rei, nem as ameaças da rainha, nem tampouco as invejas rancorosas dos bajuladores do palácio, que calam e abafam a mensagem do profeta. Assim como tantos já se foram, eles também passam e somente o palácio fica como testemunha imponente de que nas suas salas e corredores já pisou um profeta que fala e prega a verdade. Quantas lições em profundidade nos traz a vida do profeta Micaías, e quantos “Micaías” estamos precisando para estes tempos de “Acabes”...! Pois sem a pregação da verdade dos “Micaías” de hoje os aconselhamentos mentirosos e impressionantes dos profeteiros arrastam e influenciam os “Acabes” aos erros e à derrota. E quantos “Acabes” se livram de assombrosas perdas por darem ouvidos às verdades que nossos “Micaías” pequenos e pouco expressivos falam e pregam. Mas felizes são os grandes e poderosos reis que podem ouvir e contar com a verdade contundente e estável na palavra de pequenos e simples profetas nas horas cruciais de decisões fatais.
E como eu disse na minha palestra em dois desses dias de feriado a um grupo seleto, aqui retransmito que o mais importante não é apenas a nossa desenvoltura nas oportunidades que pregamos, ou no arranjo do material que desejamos trazer ao público, mas que se profundamente desejamos que o Senhor opere milagres e maravilhas sobre a nossa pregação, toda a nossa vida e obra sejam edificadas e sustentadas sobre o pilar da verdade, ainda que alguns ao serem tocados por ela ao ouvirem-na venham por um momento a pensar nos rejeitarem. E quando naquela ocasião disse em pregar a verdade, não falei sobre o sair como irresponsáveis “atirando” coisas contra a vida particular de quem quer que seja, nem de no afã da obediência falar o que não é lícito e nem o que nos convém, mas centralizarmos toda a nossa vida e trabalho de pregação na verdade da Palavra de Deus, uma pregação centralizada inteira e completamente na Palavra de Deus, ainda que as aplicações da pregação abranjam todas as áreas práticas e particulares da vida humana – esse é um dos propósitos de uma pregação que produz vida -, independente de quem sejam os ouvintes e os públicos.
Uma coisa certa sempre é: não há nada igual ou similar o ouvir a voz do Eterno Deus na pregação e nesta o ver o agir e o mover de Deus em sinais, milagres e maravilhas instantâneos em operação conjunta com o Espírito Santo – isto é resultado de uma estrutura de vida e obra construídas e sustentadas sobre o pilar da verdade. Pode ser que os “Acabes” repulsem e rejeitem os “Micaías”, porém sempre existem os reis “Jeosafás” ponderados, conscientes, sóbrios e sensíveis ao Espírito de Deus que desprezam os bajuladores profeteiros dos palácios e mandam buscar os verdadeiros profetas “Micaías” para que diante de si falem e preguem a verdade.
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
PREGADORES: Algumas ferramentas que requerem uso cuidadoso.
Algumas ferramentas que requerem uso cuidadoso.
A vida humana por natureza é interativa, participativa, gregária e comunicativa. Este é um dos fatores que também prazerosa e evidentemente nos une todos os dias me fazendo lhes escrever artigos todos os meses. O homem não deve viver isolado, sob pena de tal escolha vir trazer-lhe sérios problemas, tanto para o seu mundo pessoal interior como para o seu relacionamento social. Se comunicar é salutar e se torna ainda mais em bênção quando deste ato interativo saímos significativamente mais fortalecidos e edificados. O isolamento auto-suficiente geralmente acarreta sérios problemas pessoais e psicossociais quanto à conduta relacional e a incidência de vários males psíquicos e psicológicos, e não somente isto, mas causando por vezes o prejuízo da desatualização e desafino com as atualidades e benesses da vida e do panorama do mundo.
Em todo tempo os homens precisam se inter-relacionarem entre si. Precisamos exercer a comunicabilidade, a participação e a inter-relação com nosso meio. Esta é uma iniciativa que pode extremamente nos facilitar a vida em grupo, nortear nossas escolhas e auxiliar nas nossas decisões.
Na verdade os homens são interdependentes entre si, ainda que saibamos e reconheçamos que a nossa principal fonte da qual essencial e primordialmente dependemos é o Senhor.
É nesta vida relacional interativa que, em função da providência e da concessão divinas, vamos recebendo, produzindo, descobrindo e levantando coisas e valores novos e úteis que muito podem ser cultivados, proveitosos, aplicados e producentes nas nossas jornadas da vida. Essas coisas e valores são verdadeiras ferramentas importantes para a vida em grupo. Dentre essas estão o prestígio, os favores, a amizade e os privilégios que adquirimos ou travamos com nossos conviventes como uma sucessão de trocas. Essas quatro consistem em ferramentas extremamente úteis que quando bem empregadas e, com tato e conhecimento, exercido o seu poder, realizam atos fantásticos e produzem frutos graciosos e resultados dignos de serem delongadamente apreciados.
Que maravilha quando conhecemos e dominamos lúcida e conscientemente o poder dessas ferramentas...! E, por outro lado, que lamentável se tornam os resultados quando usamo-las descuidadosamente...!
Quando as conhecemos e dominamos, as situações e circunstâncias da vida que nos envolvem diretamente parecem abrir-se em leque de muitos significados para nós e diante de nós. Ora podendo nos ensinar lições, ora tentando nos incitar aos riscos e perigos, ora nos tornando alertas e prudentes e ora nos insuflando à perda de exercício equilibrado dos nossos poderes de juízos pessoais, ora buscando nos arrastar a sombrios terrenos da inconseqüência e ora nos adestrando a um estado de prontidão e alerta diante das coisas que se nos apresentam os momentos circunstanciais.
Visando estar seguros do que realizamos e de posse dessas ferramentas, devemos redobrar nossa atenção e tomar nossos cuidados em onde, em quando, em que, empregá-las e como exercer seu poder ao lidar com as demais coisas da vida, com as pessoas que nos acercam e principalmente com as coisas eclesiásticas e espirituais. As eclesiásticas podem admitir e dar espaço justo, cabido e adequado a algumas. Porém as espirituais jamais abrem lugar ou concessões para a inserção apelativa ao emprego dessas ferramentas, haja vista as coisas espirituais não serem pautadas segundo os padrões e parâmetros humanos e naturais. Usar adequada e apropriadamente essas ferramentas pode trazer benefícios notórios, tanto para o indivíduo como para a obra de Deus.
Entretanto quando nos acontece o contrário em não conhecer e nem dominar o uso correto, sábio e adequado dessas ferramentas, somos inebriados e nos perdemos fácil e voluvelmente no lamaçal dos prejuízos e no tremedal das doloridas lamentações. Quando isto acontece, nossa autoridade eclesiástica ministerial corre o sério risco de ser respeitada apenas formal e aparentemente, e não tarda cairmos no descrédito do público que conosco convive mais de perto. Como alguns no passado, quantos líderes hoje correm os mesmos sérios riscos de se manterem respeitados apenas por força da posição ministerial trincada nas junturas de suas amarrações “arranjadas” e sob a cobertura protecionista de terceiros, fazendo valer não mais as suas pessoas e valores, e sim os “escudos e armaduras” de outrem que os façam falar, interceder e representar por eles. Quantas pessoas hoje perdidas e soçobradas carregando fortes cicatrizes nas suas vidas e se esforçando para sair de situações que lhes tragaram por terem sido inconseqüentes em lhes haver faltado o tato quando diante de circunstâncias que requisitaram o indubitável e irremediável emprego adequado dessas ferramentas e não souberam lidar com elas? Umas porque não souberam usá-las e outras porque não souberam ser favorecidas pelas mesmas.
Certa frase popular diz que “se quisermos conhecer realmente uma pessoa devemos facultar-lhe poderes”. E a Palavra de Deus em um de seus característicos ensinos nos dá, por este momento, dentre outros um exemplo disto através de uma figura escriturística – o rei Roboão - que se perdeu e influenciou e motivou a outros também ao fracasso depois que se fortaleceu e confirmou o seu reino. Com isto nos deixando ver que há pessoas que também realmente não sabem exercer o poder das ferramentas que possuem. Que tristeza quando uma pessoa desconhecendo a origem dos poderes e valores que possui mete os pés pelas mãos, e por lhes faltar o temor, o tato e o domínio em lidar com tais ferramentas, se tornam presas e vítimas de si mesmas! É lamentável e lastimável quando encontramos pessoas que naufragam na fé e na vida cristã e outras que causam desfavores, e por assim dizer favores desfavoráveis, à obra de Deus por lhes terem faltado conhecimento e domínio sobre poderes e valores que possuem.
Minha incumbência e tarefa neste artigo é lhes trazer algumas verdades de ferramentas sobre as quais devemos obrigatoriamente conhecer e dominar o poder de exercê-las para que nossos favores na verdade não venham se tornar em desfavores quando se trata de inseri-los e/ou aplicá-los desnorteada, insana e desafinadamente nas coisas eclesiásticas e por vezes nas espirituais e, por conseqüência, se façam desfavoráveis para a obra de Deus.
Começo, pois, por lhes explicar em rápidas linhas os significados dessas ferramentas, a fim de que possam os caros e generosos leitores se posicionar no tema deste artigo.
Primeiramente, que podemos dizer do prestígio? Dele podemos seguramente afirmar que é uma valorosa ferramenta que carrega consigo grande influência, admiração e importância. Prestigiar e ser prestigiado é um ato de louvor que merece ter seu lugar distinto e destacado entre os homens. Quando sabemos prestigiar alguém a recíproca seqüencialmente bate palmas de alegrias em nossa porta. Quem desconhece o poder do prestígio oferece aos outros sua tola declaração implícita de desdém, de arrogância e de desprezo. Quantos prestigiados desprezam quem lhes prestigiam e quantas pessoas evitam prestigiar outras por sentirem-se ressentidas ou não saberem de fato como fazê-lo. Contudo quem o pratica sábia e conscientemente causa boa e grande influência, fortalece elos, demonstra grande admiração e expressa grandiosa importância para com outrem e, além disso, abre portas seguramente confiáveis para estabeleceber reciprocidades e outros novos valores.
Devemos saber a quem e como exercer o poder do prestígio. Não devemos e não podemos prestigiar coisas e pessoas reprovadas pela Palavra de Deus e não recomendáveis segundo o bom senso, sob pena de quem venha perder o prestígio sejamos nós, bem como com isto venhamos a sofrer prejuízos relevantes. Quantas pessoas por não conhecerem a quem estavam prestigiando sofreram sérios danos e receberam os mais tristes e desalentadores conceitos e traições. Assim como também precisamos saber a maneira de exercer o prestígio a fim de que não venhamos perder o equilíbrio e cair em horrendos embaraços. Jamais um homem de Deus deve usar do poder do prestígio para desnortear alguém nem atrapalhar e causar resultados embaraçosos e escandalosos na obra de Deus. Jamais se deve por alguém no sagrado ministério da Palavra motivado pelo prestígio – pregadores cristãos homens de Deus não são fabricados nas ondas do prestígio. A ferramenta prestígio não possui poder nem recomendações divinos para “fabricar” pregadores cristãos, homens de Deus.
E agora que podemos dizer dos favores? Os favores são traduzidos em ajudas, benefícios, auxílios e facilidades que são oferecidos gratuitamente como dádivas ou concessões que se faça a outrem. Existem favores que devemos oferecê-los e aceitá-los. Existem favores que podemos fazer e aceitá-los sem sombra de dúvidas nem reservas. Entretanto, há favores que jamais devemos e nunca podemos de forma alguma ceder em fazer ou aceitá-los. Existem favores que são favoráveis. Todavia há favores que na verdade são desfavores e, por conseguinte, são desfavoráveis. Há circunstâncias nas quais os favores são ampla e elogiosamente cabidos e adequados, porém existem situações que de forma alguma nelas são admitidos favores, sob pena de que com esse ato venhamos ser causadores de desfavores, ou ainda concorrermos para resultados desfavoráveis com a fachada aparente de favores. Quantos prejuízos hoje notados por causa dos favores que trouxeram resultados desfavoráveis para a obra de Deus, especificamente para o exercício do sagrado ministério. Quantos líderes por terem inserido favores nas coisas eclesiásticas e espirituais, alguns na verdade acreditando em suas sinceridades pessoais que estavam prestando um favor, fizeram na verdade desfavores, e sobretudo causaram heranças desfavoráveis para a obra de Deus, e quando se acordaram já estavam diante de sérios prejuízos ao verem os lastimosos resultados desfavoráveis originados de favores que jamais podiam fazer ou aceitá-los. Nas coisas eclesiásticas e nas espirituais se requer boa medida de maturidade, de discernimento, de atenção e de sérios cuidados ao fazer ou aceitar favores, para que não se venha se tornar co-participe causador de favores desfavoráveis à obra de Deus. Nenhum favor por melhor e mais bem intencionado que seja não levanta pregadores cristãos homens de Deus, pois pregadores levantados ou reconhecidos baseado em favores são qualquer outra coisa arranjada, menos pregadores cristãos homens de Deus. Um homem de Deus se abstém de fazer e/ou aceitar favores que causam desfavores a outros e que também acarretem resultados desfavorecedores à obra de Deus. Quem não sabe empregar a ferramenta do favor se torna desfavorável e causa desfavores para a obra de Deus.
Ainda, que dizer da amizade? A amizade é um inestimável valor. Na verdade ela é um sentimento de estima e de afeição que construímos com alguém após termos travado boa convivência cordial com este. O exercício do poder da amizade pode abrir muitas portas e caminhos na nossa vida. Quando usamos bem e cuidadosamente esta ferramenta, ela promove bênçãos. Um dos perigos se apresenta quando imprudentes nos lançamos a fazer amizade precipitadamente. E de outra forma, em função do item amizade, quando colocamos erradamente pessoas que nos rondam a ocuparem posições nas quais não temos o direito e nem muito menos o dever de colocá-las. Jamais se pode “colocar” uma pessoa numa posição ministerial sagrada em função da amizade. A exemplo disso quantos falsos, desleais, infiéis e desonestos obreiros, meninos tenros nunca provados no calor do trabalho ministerial, cães gananciosos, desordeiros e aproveitadores, são encontrados nas brechas da infiltração ocupando lugares sagrados no santo ministério da Palavra por motivo da falta de discernimento em alguns, ou por deliberado capricho pessoal em outros, atropelam as coisas eclesiásticas e espirituais no exercício do poder da amizade que deve ser lúcido e consciente. Amizade pode ser apreciada em apenas alguns fatores eclesiásticos, mas nunca se coaduna em escolhas nas coisas espirituais cujo Dono e Senhor possui a direção para elas. Amizade é uma ferramenta que jamais deve ser desprezada, todavia em função da amizade quantos elementos indecorosos e oportunistas se mantêm forçosamente a nosso lado como se estivessem num cativeiro em si mesmos a espreita de quando a porta abrir, abocanhar um momento para tomarem volume até se revelarem abertamente cooperadores desfavoráveis para com a obra de Deus. Todos, todos sem qualquer exceção, os ocupantes de lugares no sagrado ministério que foram ou são postos unicamente pelo fator amizade não possuem frutos consistentes que glorifiquem a Deus indicando que não fora o Senhor quem os tenha chamado e vocacionado. Podem ser educados, tenham bom trato com os outros, tenham alguns talentos espirituais e dotes naturais, possuam títulos ou bagagem de conhecimentos e certa desenvoltura em alguma área secular natural e da igreja, porém o ponto focal e crucial surge quando se lhes deparam os questionamentos naturais que surgem na caminhada ministerial e nos momentos difíceis de crises e naqueles requerentes pela obra de Deus. Construir amizade é uma tarefa que poucos executam com domínio, sobriedade e equilíbrio. Nem todas as pessoas sabem construir amizades, e muitos se equivocam quando pensam que convivência seja sinônimo de amizade. Usar do poder da amizade, ou se aproveitar dele, para promover confusão na obra de Deus é uma atitude diabólica e perniciosa. É perigoso desfavorecer a obra de Deus em função da amizade!
Por fim, que podemos dizer do privilégio? Dele podemos expressar que é uma condição peculiar que favorece vantagem especial, honra e regalia. Quando dizemos ao público que servir a Deus é um privilégio, dizemos que na verdade estamos ocupando uma posição privilegiada, uma condição especial de honra e de regalia nas coisas espirituais por sermos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, ainda que materialmente sejamos portadores de necessidades e restrições naturais peculiares da vida humana ainda na Terra.
Todos nós temos algum privilégio em alguma coisa, quando não no campo material seja no espiritual, quando não numa área seja, portanto, em outra. Que ferramenta importante e magnífica é o privilégio! Conhecê-la, dominá-la e saber empregá-la é muito importante e abençoador. Em contrapartida, quando ignoramos seu poder e usamo-la inadequadamente causamos enormes transtornos, às vezes para nós mesmos e às vezes quanto pior para a obra de Deus. Grandes problemas e intrincadas situações que se erguem diante de algumas pessoas e envolvem-nas são em conseqüência de também não saberem usar cuidadosamente os privilégios que possuem. Quando a ferramenta do privilégio é empregada erradamente, os resultados são péssimos e arrasadores, alguns destes podendo atravessarem e se arrastarem por anos. Algumas pessoas confundem privilégio com imunidade, ou tentam forçar que um seja o outro, outras aproveitam dele para realizar barganhas falsamente acreditando que por ele são intocáveis, e outras infelizmente tomam de forma indecorosa assentos em lugares nos quais o Deus dos pregadores cristãos não os permitiu a Seu tempo ocupar, porém por força do privilégio de outros se colocam, ou são colocados, afoitamente a estar. Não devemos usar do privilégio para engenhar artifícios que maculam o bom nome e o excelente conceito do ministério da Palavra e do púlpito cristão. E quando se usa, ou se faz valer, do poder do privilégio com o fim de “empurrar” coisas e pessoas não recomendadas para o sagrado ministério cristão, se corre o risco de “tornar o sal insípido e inservível, pronto apenas para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”. Nós, pregadores cristãos, pequenos ou grandes, devemos cooperar unanimemente em ser mantido o zelo pelo ministério da Palavra, a fim de que por causa de alguns excessos e reprovados não venhamos nós corroborar com a crítica maldosa de públicos.
E, a esta altura neste artigo, lanço algumas perguntas para causar-lhes profunda reflexão na vossa alma, aguçada atenção na vossa mente e desconfortantes questionamentos no vosso espírito – Vale apena agradar pessoas em detrimento da obra de Deus? Vale apena deixar ser envolvido por favores e com isto despencar desfavores contra a obra de Deus? Vale apena se permitir que a força da amizade cause desprestígios para a obra de Deus? Vale apena fazer valer a força do privilégio para transtornar o povo de Deus? Vale apena provocar tropeços, descrenças e esfriamento nos neófitos na fé? Vale apena comprometer o bom nome do ministério da Palavra e do púlpito cristão, fazendo-os tornarem insípidos e inservíveis e postos para serem pisados pelos homens? Por fim, vale a pena cooperar com o diabo?
Quantas situações constrangedoras e fatos contrariadores na obra de Deus que poderiam e podem ser evitados se os seus agentes causadores tivessem exercido equilibrada e sabiamente o poder dessas ferramentas. Quantos de nós poderíamos ter evitado que algumas “coisas feias e detentoras de visão espiritual borrada” viessem tomar lugar em nossas tribunas e púlpitos. Quantos prestígios foram e ainda hoje são maculados; quantos favores tem causado verdadeiros desfavores; quantas amizades têm perdido sentido e importâncias em função do uso descuidoso dessas ferramentas; e quantos privilégios se tornam sombrios e duvidosos. Tudo por conta do desconhecimento e do pouco tato em lidar e exercer o poder dessas ferramentas. Ainda vale e incomoda muito o forte e alto sonido da antiga frase popular que diz “diga-me com quem andas e eu te direi quem és”! Devemos saber empregar essas quatro ferramentas para não sofrermos péssimas surpresas.
Quando vemos algumas pessoas de posse dessas ferramentas aplicarem desafinada e erroneamente o poder de exercê-las devemos previsivelmente, segundo nossas histórias, vivências e experiências legítimas, nos preparar em ver sérios e dolorosos resultados sobrevirem pela frente.
Na grande seara do Mestre, todos os homens devem ter o bom senso de que nenhuma dessas ferramentas são itens responsáveis para levantar ministros cristãos, e muito menos especificamente pregadores ou ensinadores cristãos para o ministério da Palavra. O uso impensado, oportunista, desafinado e imprudente dessas ferramentas pode causar concessões prejudiciais que somente o futuro pode confirmar a extensão dos erros e o espectro dos danos.
Sempre vão existir os atos bajuladores e o forçamento intencional de fazer valer os caprichos pessoais acobertados pela posição ministerial e eclesiástica por parte de alguns – uns são chamados e vocacionados pelo Dono e Senhor da Igreja e outros escolhidos pelos administradores da obra. A grande diferença aparece quando se busca identificar os frutos inerentes que atendam à vontade de Deus para a Sua Igreja. Os chamados e vocacionados apresentam comprovadamente frutos produzidos além de pelos talentos, capacidades e dons naturais, pelos ministeriais que identificam e tornam público a sua chamada e vocação, atestando com isso uma chamada convicta e marcante. Os escolhidos pelos administradores da obra apresentam apenas frutos produzidos pelas capacidades e dons naturais adquiridos nos bancos de escolas da vida secular e nas contingências da convivência. São úteis e não deixam de sê-lo, todavia são desprovidos da marca essencial do selo da chamada e vocação divinas.
Não são os conselhos nem os concílios humanos que fundamentados nos seus desejos pessoais dão deliberada e aleatoriamente homens para o santo e sagrado ministério, muito menos ainda para os de pregadores e mestres cristãos.
Nós, pregadores e ensinadores cristãos, não somos o que somos, pequenos ou grandes, por contas de homem, ou de homens, fundamentados a bel-prazer em decisões e votos particulares e intencionais, frutos de imposições ou decisões humanamente deliberadas e aleatórias às cegas. Não o somos por fruto de abrigo da parte de homens nem por homem algum. Ai de nós, pregadores e ensinadores cristãos, se usando de oportunismo nos abrigarmos em supostos e pretensiosos prestígios, ou fazermos ou aceitarmos favores desfavoráveis, ou nos inclinarmos para amizades artificiosas e interesseiras, ou deixarmos ser arrastados por privilégios amordaçadores. Não raro encontramos vez após vezes homens amordaçados por haverem se tornado vítimas de outros ou de si mesmos em função do mal e descuidoso uso do exercício do poder dessas ferramentas.
Não devemos viver isolados, nem desprezar tais ferramentas, mas devemos continuar usando o poder de exercer o discernimento nestas ferramentas sobre a quem e como fazer ou aceitar, pois quando bem empregadas são uma bênção e fortes referenciais de quem as conhece e domina seu exercício.
Pregadores cristãos homens de Deus não são amordaçados pelo preço da barganha nem pelo calor dos conchavos secretos. Pregadores cristãos homens de Deus não são vencidos pelas imposições e caprichos e nem inclinados ao sabor dos desejos seletos em apenas ouvir o que se quer e se “alegra”.
Nosso Deus quando nos chamou e nos vocacionou, mostrou aos nossos companheiros líderes sobre nós fazendo-lhes identificar quem somos como pessoas e como homens de Deus, como somos nos frutos que nosso Deus nos concede e para que propósito e visão fomos chamados e vocacionados – e isto por um considerável período sob provas e esperas, diga-se por força de memória que algumas cabidas e adequadas, porém outras infelizmente fabricadas nos excessos e ainda outras lamentavelmente arrumadas nos encaixes da incompletude paupérrima. Bem verdade é que alguns de nós sofreram e outros ainda hoje sofrem vitimados pelos reclames dos idealismos de visões pessoais particularizadas, dos desprezos e menosprezos, das invejas perseguidoras e das retaliações pessoais e outros da pouca capacidade avaliadora de que seus avaliadores executam julgamentos estritamente pessoais sobre si.
Temos encontrado alguns lamentosos comentários vindos de tribunas e púlpitos e de públicos a cerca de “profeteiros” de nosso tempo que, acobertados e abrigados em pessoas que, desafinadas com o Céu, fazem o mau uso do poder de exercer essas ferramentas - o prestígio, os favores, a amizade e os privilégios -, assumem os lugares sagrados para os quais o Dono e Senhor deles não os pôs. Nós, pequenos pregadores cristãos, aprendemos que não se deve questionar chamada e vocação ministerial de outrem, entretanto o próprio Dono e Senhor da seara e do ministério que nela labuta, nos ensina que “pelos frutos se conhece a árvore”!
Recebi recentemente alguns telefonemas de outros companheiros pregadores, uns de nosso bom e edificante círculo, e outros que também são nossos amigos e têm sido leitores acompanhantes dos artigos aqui escritos e publicados. Naquelas conversas ouvi o bastante e suficiente para compreender que realmente estamos atravessando o tempo difícil de que Paulo, o apóstolo, escreveu a Timóteo. Nesta era que estamos atravessando, na qual a fome e a sede da Palavra de Deus nos rebanhos do Senhor se revelam claras, cristalinas e patentes, ficamos sem compreender as razões que realmente nascem nos corações de alguns homens e de algumas lideranças cristãs e lhes movem para que esforcem-se em se opor friamente contra alguns pregadores cristãos homens de Deus, sérios, maduros, idôneos, habilitados na obra, ordeiros como pessoas e como obreiros, e no entanto acolhem em parceria e aprovam faladores pretensiosos, cães aproveitadores, inimigos da verdade e amantes do dinheiro, da mentira e do engano, “profeteiros” vazios e defensores de teses interesseiras e proposições infundadas, “estrelas” penumbrosas, portadores de “carteirinhas e títulos comprados meramente como mercadorias nos balcões de mercadinhos e botecos”. Uma demonstração de insensibilidade, de insensatez, de ausência de discernimento e de desequilíbrio ao empregar mal as ferramentas aqui descritas.
Em vista de todas essas coisas e, como todos os nossos demais companheiros pregadores cristãos, tanto do nosso bom círculo como os cordiais leitores, com nossa alma voltada para a glória de Deus, esperamos continuar a mão do Senhor sendo manifesta nos nossos púlpitos; esperamos que olhando para essas verdades alguns novos rumos sejam corrigidos e norteados e outros seguramente retomados.
Eu, particularmente, ladeado por um bom e expressivo número de outros pequenos pregadores cristãos homens de Deus conjuntamente com os quais compomos singular e unicamente pela graça do Eterno Senhor a magestosa oportunidade de serví-lO sendo Seus porta-vozes da Sua Palavra aos homens, desejo que o conteúdo deste artigo faça-se por pauta de reflexão, e tenho vistas para a certeza de que trará despertamento nos caros e generosos leitores e por que não dizer em tantos quantos dele tomar conhecimento?
Saibamos, pois, conhecer, dominar e exercer o poder dessas ferramentas, a fim de que em nosso meio e por nossas vontades pessoais elas não sejam causadoras de desfavores, e sim promotoras de incontáveis bênçãos para conosco e para com a obra de nosso Eterno Deus.
PbGS
A vida humana por natureza é interativa, participativa, gregária e comunicativa. Este é um dos fatores que também prazerosa e evidentemente nos une todos os dias me fazendo lhes escrever artigos todos os meses. O homem não deve viver isolado, sob pena de tal escolha vir trazer-lhe sérios problemas, tanto para o seu mundo pessoal interior como para o seu relacionamento social. Se comunicar é salutar e se torna ainda mais em bênção quando deste ato interativo saímos significativamente mais fortalecidos e edificados. O isolamento auto-suficiente geralmente acarreta sérios problemas pessoais e psicossociais quanto à conduta relacional e a incidência de vários males psíquicos e psicológicos, e não somente isto, mas causando por vezes o prejuízo da desatualização e desafino com as atualidades e benesses da vida e do panorama do mundo.
Em todo tempo os homens precisam se inter-relacionarem entre si. Precisamos exercer a comunicabilidade, a participação e a inter-relação com nosso meio. Esta é uma iniciativa que pode extremamente nos facilitar a vida em grupo, nortear nossas escolhas e auxiliar nas nossas decisões.
Na verdade os homens são interdependentes entre si, ainda que saibamos e reconheçamos que a nossa principal fonte da qual essencial e primordialmente dependemos é o Senhor.
É nesta vida relacional interativa que, em função da providência e da concessão divinas, vamos recebendo, produzindo, descobrindo e levantando coisas e valores novos e úteis que muito podem ser cultivados, proveitosos, aplicados e producentes nas nossas jornadas da vida. Essas coisas e valores são verdadeiras ferramentas importantes para a vida em grupo. Dentre essas estão o prestígio, os favores, a amizade e os privilégios que adquirimos ou travamos com nossos conviventes como uma sucessão de trocas. Essas quatro consistem em ferramentas extremamente úteis que quando bem empregadas e, com tato e conhecimento, exercido o seu poder, realizam atos fantásticos e produzem frutos graciosos e resultados dignos de serem delongadamente apreciados.
Que maravilha quando conhecemos e dominamos lúcida e conscientemente o poder dessas ferramentas...! E, por outro lado, que lamentável se tornam os resultados quando usamo-las descuidadosamente...!
Quando as conhecemos e dominamos, as situações e circunstâncias da vida que nos envolvem diretamente parecem abrir-se em leque de muitos significados para nós e diante de nós. Ora podendo nos ensinar lições, ora tentando nos incitar aos riscos e perigos, ora nos tornando alertas e prudentes e ora nos insuflando à perda de exercício equilibrado dos nossos poderes de juízos pessoais, ora buscando nos arrastar a sombrios terrenos da inconseqüência e ora nos adestrando a um estado de prontidão e alerta diante das coisas que se nos apresentam os momentos circunstanciais.
Visando estar seguros do que realizamos e de posse dessas ferramentas, devemos redobrar nossa atenção e tomar nossos cuidados em onde, em quando, em que, empregá-las e como exercer seu poder ao lidar com as demais coisas da vida, com as pessoas que nos acercam e principalmente com as coisas eclesiásticas e espirituais. As eclesiásticas podem admitir e dar espaço justo, cabido e adequado a algumas. Porém as espirituais jamais abrem lugar ou concessões para a inserção apelativa ao emprego dessas ferramentas, haja vista as coisas espirituais não serem pautadas segundo os padrões e parâmetros humanos e naturais. Usar adequada e apropriadamente essas ferramentas pode trazer benefícios notórios, tanto para o indivíduo como para a obra de Deus.
Entretanto quando nos acontece o contrário em não conhecer e nem dominar o uso correto, sábio e adequado dessas ferramentas, somos inebriados e nos perdemos fácil e voluvelmente no lamaçal dos prejuízos e no tremedal das doloridas lamentações. Quando isto acontece, nossa autoridade eclesiástica ministerial corre o sério risco de ser respeitada apenas formal e aparentemente, e não tarda cairmos no descrédito do público que conosco convive mais de perto. Como alguns no passado, quantos líderes hoje correm os mesmos sérios riscos de se manterem respeitados apenas por força da posição ministerial trincada nas junturas de suas amarrações “arranjadas” e sob a cobertura protecionista de terceiros, fazendo valer não mais as suas pessoas e valores, e sim os “escudos e armaduras” de outrem que os façam falar, interceder e representar por eles. Quantas pessoas hoje perdidas e soçobradas carregando fortes cicatrizes nas suas vidas e se esforçando para sair de situações que lhes tragaram por terem sido inconseqüentes em lhes haver faltado o tato quando diante de circunstâncias que requisitaram o indubitável e irremediável emprego adequado dessas ferramentas e não souberam lidar com elas? Umas porque não souberam usá-las e outras porque não souberam ser favorecidas pelas mesmas.
Certa frase popular diz que “se quisermos conhecer realmente uma pessoa devemos facultar-lhe poderes”. E a Palavra de Deus em um de seus característicos ensinos nos dá, por este momento, dentre outros um exemplo disto através de uma figura escriturística – o rei Roboão - que se perdeu e influenciou e motivou a outros também ao fracasso depois que se fortaleceu e confirmou o seu reino. Com isto nos deixando ver que há pessoas que também realmente não sabem exercer o poder das ferramentas que possuem. Que tristeza quando uma pessoa desconhecendo a origem dos poderes e valores que possui mete os pés pelas mãos, e por lhes faltar o temor, o tato e o domínio em lidar com tais ferramentas, se tornam presas e vítimas de si mesmas! É lamentável e lastimável quando encontramos pessoas que naufragam na fé e na vida cristã e outras que causam desfavores, e por assim dizer favores desfavoráveis, à obra de Deus por lhes terem faltado conhecimento e domínio sobre poderes e valores que possuem.
Minha incumbência e tarefa neste artigo é lhes trazer algumas verdades de ferramentas sobre as quais devemos obrigatoriamente conhecer e dominar o poder de exercê-las para que nossos favores na verdade não venham se tornar em desfavores quando se trata de inseri-los e/ou aplicá-los desnorteada, insana e desafinadamente nas coisas eclesiásticas e por vezes nas espirituais e, por conseqüência, se façam desfavoráveis para a obra de Deus.
Começo, pois, por lhes explicar em rápidas linhas os significados dessas ferramentas, a fim de que possam os caros e generosos leitores se posicionar no tema deste artigo.
Primeiramente, que podemos dizer do prestígio? Dele podemos seguramente afirmar que é uma valorosa ferramenta que carrega consigo grande influência, admiração e importância. Prestigiar e ser prestigiado é um ato de louvor que merece ter seu lugar distinto e destacado entre os homens. Quando sabemos prestigiar alguém a recíproca seqüencialmente bate palmas de alegrias em nossa porta. Quem desconhece o poder do prestígio oferece aos outros sua tola declaração implícita de desdém, de arrogância e de desprezo. Quantos prestigiados desprezam quem lhes prestigiam e quantas pessoas evitam prestigiar outras por sentirem-se ressentidas ou não saberem de fato como fazê-lo. Contudo quem o pratica sábia e conscientemente causa boa e grande influência, fortalece elos, demonstra grande admiração e expressa grandiosa importância para com outrem e, além disso, abre portas seguramente confiáveis para estabeleceber reciprocidades e outros novos valores.
Devemos saber a quem e como exercer o poder do prestígio. Não devemos e não podemos prestigiar coisas e pessoas reprovadas pela Palavra de Deus e não recomendáveis segundo o bom senso, sob pena de quem venha perder o prestígio sejamos nós, bem como com isto venhamos a sofrer prejuízos relevantes. Quantas pessoas por não conhecerem a quem estavam prestigiando sofreram sérios danos e receberam os mais tristes e desalentadores conceitos e traições. Assim como também precisamos saber a maneira de exercer o prestígio a fim de que não venhamos perder o equilíbrio e cair em horrendos embaraços. Jamais um homem de Deus deve usar do poder do prestígio para desnortear alguém nem atrapalhar e causar resultados embaraçosos e escandalosos na obra de Deus. Jamais se deve por alguém no sagrado ministério da Palavra motivado pelo prestígio – pregadores cristãos homens de Deus não são fabricados nas ondas do prestígio. A ferramenta prestígio não possui poder nem recomendações divinos para “fabricar” pregadores cristãos, homens de Deus.
E agora que podemos dizer dos favores? Os favores são traduzidos em ajudas, benefícios, auxílios e facilidades que são oferecidos gratuitamente como dádivas ou concessões que se faça a outrem. Existem favores que devemos oferecê-los e aceitá-los. Existem favores que podemos fazer e aceitá-los sem sombra de dúvidas nem reservas. Entretanto, há favores que jamais devemos e nunca podemos de forma alguma ceder em fazer ou aceitá-los. Existem favores que são favoráveis. Todavia há favores que na verdade são desfavores e, por conseguinte, são desfavoráveis. Há circunstâncias nas quais os favores são ampla e elogiosamente cabidos e adequados, porém existem situações que de forma alguma nelas são admitidos favores, sob pena de que com esse ato venhamos ser causadores de desfavores, ou ainda concorrermos para resultados desfavoráveis com a fachada aparente de favores. Quantos prejuízos hoje notados por causa dos favores que trouxeram resultados desfavoráveis para a obra de Deus, especificamente para o exercício do sagrado ministério. Quantos líderes por terem inserido favores nas coisas eclesiásticas e espirituais, alguns na verdade acreditando em suas sinceridades pessoais que estavam prestando um favor, fizeram na verdade desfavores, e sobretudo causaram heranças desfavoráveis para a obra de Deus, e quando se acordaram já estavam diante de sérios prejuízos ao verem os lastimosos resultados desfavoráveis originados de favores que jamais podiam fazer ou aceitá-los. Nas coisas eclesiásticas e nas espirituais se requer boa medida de maturidade, de discernimento, de atenção e de sérios cuidados ao fazer ou aceitar favores, para que não se venha se tornar co-participe causador de favores desfavoráveis à obra de Deus. Nenhum favor por melhor e mais bem intencionado que seja não levanta pregadores cristãos homens de Deus, pois pregadores levantados ou reconhecidos baseado em favores são qualquer outra coisa arranjada, menos pregadores cristãos homens de Deus. Um homem de Deus se abstém de fazer e/ou aceitar favores que causam desfavores a outros e que também acarretem resultados desfavorecedores à obra de Deus. Quem não sabe empregar a ferramenta do favor se torna desfavorável e causa desfavores para a obra de Deus.
Ainda, que dizer da amizade? A amizade é um inestimável valor. Na verdade ela é um sentimento de estima e de afeição que construímos com alguém após termos travado boa convivência cordial com este. O exercício do poder da amizade pode abrir muitas portas e caminhos na nossa vida. Quando usamos bem e cuidadosamente esta ferramenta, ela promove bênçãos. Um dos perigos se apresenta quando imprudentes nos lançamos a fazer amizade precipitadamente. E de outra forma, em função do item amizade, quando colocamos erradamente pessoas que nos rondam a ocuparem posições nas quais não temos o direito e nem muito menos o dever de colocá-las. Jamais se pode “colocar” uma pessoa numa posição ministerial sagrada em função da amizade. A exemplo disso quantos falsos, desleais, infiéis e desonestos obreiros, meninos tenros nunca provados no calor do trabalho ministerial, cães gananciosos, desordeiros e aproveitadores, são encontrados nas brechas da infiltração ocupando lugares sagrados no santo ministério da Palavra por motivo da falta de discernimento em alguns, ou por deliberado capricho pessoal em outros, atropelam as coisas eclesiásticas e espirituais no exercício do poder da amizade que deve ser lúcido e consciente. Amizade pode ser apreciada em apenas alguns fatores eclesiásticos, mas nunca se coaduna em escolhas nas coisas espirituais cujo Dono e Senhor possui a direção para elas. Amizade é uma ferramenta que jamais deve ser desprezada, todavia em função da amizade quantos elementos indecorosos e oportunistas se mantêm forçosamente a nosso lado como se estivessem num cativeiro em si mesmos a espreita de quando a porta abrir, abocanhar um momento para tomarem volume até se revelarem abertamente cooperadores desfavoráveis para com a obra de Deus. Todos, todos sem qualquer exceção, os ocupantes de lugares no sagrado ministério que foram ou são postos unicamente pelo fator amizade não possuem frutos consistentes que glorifiquem a Deus indicando que não fora o Senhor quem os tenha chamado e vocacionado. Podem ser educados, tenham bom trato com os outros, tenham alguns talentos espirituais e dotes naturais, possuam títulos ou bagagem de conhecimentos e certa desenvoltura em alguma área secular natural e da igreja, porém o ponto focal e crucial surge quando se lhes deparam os questionamentos naturais que surgem na caminhada ministerial e nos momentos difíceis de crises e naqueles requerentes pela obra de Deus. Construir amizade é uma tarefa que poucos executam com domínio, sobriedade e equilíbrio. Nem todas as pessoas sabem construir amizades, e muitos se equivocam quando pensam que convivência seja sinônimo de amizade. Usar do poder da amizade, ou se aproveitar dele, para promover confusão na obra de Deus é uma atitude diabólica e perniciosa. É perigoso desfavorecer a obra de Deus em função da amizade!
Por fim, que podemos dizer do privilégio? Dele podemos expressar que é uma condição peculiar que favorece vantagem especial, honra e regalia. Quando dizemos ao público que servir a Deus é um privilégio, dizemos que na verdade estamos ocupando uma posição privilegiada, uma condição especial de honra e de regalia nas coisas espirituais por sermos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, ainda que materialmente sejamos portadores de necessidades e restrições naturais peculiares da vida humana ainda na Terra.
Todos nós temos algum privilégio em alguma coisa, quando não no campo material seja no espiritual, quando não numa área seja, portanto, em outra. Que ferramenta importante e magnífica é o privilégio! Conhecê-la, dominá-la e saber empregá-la é muito importante e abençoador. Em contrapartida, quando ignoramos seu poder e usamo-la inadequadamente causamos enormes transtornos, às vezes para nós mesmos e às vezes quanto pior para a obra de Deus. Grandes problemas e intrincadas situações que se erguem diante de algumas pessoas e envolvem-nas são em conseqüência de também não saberem usar cuidadosamente os privilégios que possuem. Quando a ferramenta do privilégio é empregada erradamente, os resultados são péssimos e arrasadores, alguns destes podendo atravessarem e se arrastarem por anos. Algumas pessoas confundem privilégio com imunidade, ou tentam forçar que um seja o outro, outras aproveitam dele para realizar barganhas falsamente acreditando que por ele são intocáveis, e outras infelizmente tomam de forma indecorosa assentos em lugares nos quais o Deus dos pregadores cristãos não os permitiu a Seu tempo ocupar, porém por força do privilégio de outros se colocam, ou são colocados, afoitamente a estar. Não devemos usar do privilégio para engenhar artifícios que maculam o bom nome e o excelente conceito do ministério da Palavra e do púlpito cristão. E quando se usa, ou se faz valer, do poder do privilégio com o fim de “empurrar” coisas e pessoas não recomendadas para o sagrado ministério cristão, se corre o risco de “tornar o sal insípido e inservível, pronto apenas para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”. Nós, pregadores cristãos, pequenos ou grandes, devemos cooperar unanimemente em ser mantido o zelo pelo ministério da Palavra, a fim de que por causa de alguns excessos e reprovados não venhamos nós corroborar com a crítica maldosa de públicos.
E, a esta altura neste artigo, lanço algumas perguntas para causar-lhes profunda reflexão na vossa alma, aguçada atenção na vossa mente e desconfortantes questionamentos no vosso espírito – Vale apena agradar pessoas em detrimento da obra de Deus? Vale apena deixar ser envolvido por favores e com isto despencar desfavores contra a obra de Deus? Vale apena se permitir que a força da amizade cause desprestígios para a obra de Deus? Vale apena fazer valer a força do privilégio para transtornar o povo de Deus? Vale apena provocar tropeços, descrenças e esfriamento nos neófitos na fé? Vale apena comprometer o bom nome do ministério da Palavra e do púlpito cristão, fazendo-os tornarem insípidos e inservíveis e postos para serem pisados pelos homens? Por fim, vale a pena cooperar com o diabo?
Quantas situações constrangedoras e fatos contrariadores na obra de Deus que poderiam e podem ser evitados se os seus agentes causadores tivessem exercido equilibrada e sabiamente o poder dessas ferramentas. Quantos de nós poderíamos ter evitado que algumas “coisas feias e detentoras de visão espiritual borrada” viessem tomar lugar em nossas tribunas e púlpitos. Quantos prestígios foram e ainda hoje são maculados; quantos favores tem causado verdadeiros desfavores; quantas amizades têm perdido sentido e importâncias em função do uso descuidoso dessas ferramentas; e quantos privilégios se tornam sombrios e duvidosos. Tudo por conta do desconhecimento e do pouco tato em lidar e exercer o poder dessas ferramentas. Ainda vale e incomoda muito o forte e alto sonido da antiga frase popular que diz “diga-me com quem andas e eu te direi quem és”! Devemos saber empregar essas quatro ferramentas para não sofrermos péssimas surpresas.
Quando vemos algumas pessoas de posse dessas ferramentas aplicarem desafinada e erroneamente o poder de exercê-las devemos previsivelmente, segundo nossas histórias, vivências e experiências legítimas, nos preparar em ver sérios e dolorosos resultados sobrevirem pela frente.
Na grande seara do Mestre, todos os homens devem ter o bom senso de que nenhuma dessas ferramentas são itens responsáveis para levantar ministros cristãos, e muito menos especificamente pregadores ou ensinadores cristãos para o ministério da Palavra. O uso impensado, oportunista, desafinado e imprudente dessas ferramentas pode causar concessões prejudiciais que somente o futuro pode confirmar a extensão dos erros e o espectro dos danos.
Sempre vão existir os atos bajuladores e o forçamento intencional de fazer valer os caprichos pessoais acobertados pela posição ministerial e eclesiástica por parte de alguns – uns são chamados e vocacionados pelo Dono e Senhor da Igreja e outros escolhidos pelos administradores da obra. A grande diferença aparece quando se busca identificar os frutos inerentes que atendam à vontade de Deus para a Sua Igreja. Os chamados e vocacionados apresentam comprovadamente frutos produzidos além de pelos talentos, capacidades e dons naturais, pelos ministeriais que identificam e tornam público a sua chamada e vocação, atestando com isso uma chamada convicta e marcante. Os escolhidos pelos administradores da obra apresentam apenas frutos produzidos pelas capacidades e dons naturais adquiridos nos bancos de escolas da vida secular e nas contingências da convivência. São úteis e não deixam de sê-lo, todavia são desprovidos da marca essencial do selo da chamada e vocação divinas.
Não são os conselhos nem os concílios humanos que fundamentados nos seus desejos pessoais dão deliberada e aleatoriamente homens para o santo e sagrado ministério, muito menos ainda para os de pregadores e mestres cristãos.
Nós, pregadores e ensinadores cristãos, não somos o que somos, pequenos ou grandes, por contas de homem, ou de homens, fundamentados a bel-prazer em decisões e votos particulares e intencionais, frutos de imposições ou decisões humanamente deliberadas e aleatórias às cegas. Não o somos por fruto de abrigo da parte de homens nem por homem algum. Ai de nós, pregadores e ensinadores cristãos, se usando de oportunismo nos abrigarmos em supostos e pretensiosos prestígios, ou fazermos ou aceitarmos favores desfavoráveis, ou nos inclinarmos para amizades artificiosas e interesseiras, ou deixarmos ser arrastados por privilégios amordaçadores. Não raro encontramos vez após vezes homens amordaçados por haverem se tornado vítimas de outros ou de si mesmos em função do mal e descuidoso uso do exercício do poder dessas ferramentas.
Não devemos viver isolados, nem desprezar tais ferramentas, mas devemos continuar usando o poder de exercer o discernimento nestas ferramentas sobre a quem e como fazer ou aceitar, pois quando bem empregadas são uma bênção e fortes referenciais de quem as conhece e domina seu exercício.
Pregadores cristãos homens de Deus não são amordaçados pelo preço da barganha nem pelo calor dos conchavos secretos. Pregadores cristãos homens de Deus não são vencidos pelas imposições e caprichos e nem inclinados ao sabor dos desejos seletos em apenas ouvir o que se quer e se “alegra”.
Nosso Deus quando nos chamou e nos vocacionou, mostrou aos nossos companheiros líderes sobre nós fazendo-lhes identificar quem somos como pessoas e como homens de Deus, como somos nos frutos que nosso Deus nos concede e para que propósito e visão fomos chamados e vocacionados – e isto por um considerável período sob provas e esperas, diga-se por força de memória que algumas cabidas e adequadas, porém outras infelizmente fabricadas nos excessos e ainda outras lamentavelmente arrumadas nos encaixes da incompletude paupérrima. Bem verdade é que alguns de nós sofreram e outros ainda hoje sofrem vitimados pelos reclames dos idealismos de visões pessoais particularizadas, dos desprezos e menosprezos, das invejas perseguidoras e das retaliações pessoais e outros da pouca capacidade avaliadora de que seus avaliadores executam julgamentos estritamente pessoais sobre si.
Temos encontrado alguns lamentosos comentários vindos de tribunas e púlpitos e de públicos a cerca de “profeteiros” de nosso tempo que, acobertados e abrigados em pessoas que, desafinadas com o Céu, fazem o mau uso do poder de exercer essas ferramentas - o prestígio, os favores, a amizade e os privilégios -, assumem os lugares sagrados para os quais o Dono e Senhor deles não os pôs. Nós, pequenos pregadores cristãos, aprendemos que não se deve questionar chamada e vocação ministerial de outrem, entretanto o próprio Dono e Senhor da seara e do ministério que nela labuta, nos ensina que “pelos frutos se conhece a árvore”!
Recebi recentemente alguns telefonemas de outros companheiros pregadores, uns de nosso bom e edificante círculo, e outros que também são nossos amigos e têm sido leitores acompanhantes dos artigos aqui escritos e publicados. Naquelas conversas ouvi o bastante e suficiente para compreender que realmente estamos atravessando o tempo difícil de que Paulo, o apóstolo, escreveu a Timóteo. Nesta era que estamos atravessando, na qual a fome e a sede da Palavra de Deus nos rebanhos do Senhor se revelam claras, cristalinas e patentes, ficamos sem compreender as razões que realmente nascem nos corações de alguns homens e de algumas lideranças cristãs e lhes movem para que esforcem-se em se opor friamente contra alguns pregadores cristãos homens de Deus, sérios, maduros, idôneos, habilitados na obra, ordeiros como pessoas e como obreiros, e no entanto acolhem em parceria e aprovam faladores pretensiosos, cães aproveitadores, inimigos da verdade e amantes do dinheiro, da mentira e do engano, “profeteiros” vazios e defensores de teses interesseiras e proposições infundadas, “estrelas” penumbrosas, portadores de “carteirinhas e títulos comprados meramente como mercadorias nos balcões de mercadinhos e botecos”. Uma demonstração de insensibilidade, de insensatez, de ausência de discernimento e de desequilíbrio ao empregar mal as ferramentas aqui descritas.
Em vista de todas essas coisas e, como todos os nossos demais companheiros pregadores cristãos, tanto do nosso bom círculo como os cordiais leitores, com nossa alma voltada para a glória de Deus, esperamos continuar a mão do Senhor sendo manifesta nos nossos púlpitos; esperamos que olhando para essas verdades alguns novos rumos sejam corrigidos e norteados e outros seguramente retomados.
Eu, particularmente, ladeado por um bom e expressivo número de outros pequenos pregadores cristãos homens de Deus conjuntamente com os quais compomos singular e unicamente pela graça do Eterno Senhor a magestosa oportunidade de serví-lO sendo Seus porta-vozes da Sua Palavra aos homens, desejo que o conteúdo deste artigo faça-se por pauta de reflexão, e tenho vistas para a certeza de que trará despertamento nos caros e generosos leitores e por que não dizer em tantos quantos dele tomar conhecimento?
Saibamos, pois, conhecer, dominar e exercer o poder dessas ferramentas, a fim de que em nosso meio e por nossas vontades pessoais elas não sejam causadoras de desfavores, e sim promotoras de incontáveis bênçãos para conosco e para com a obra de nosso Eterno Deus.
PbGS
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