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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
TIPOS DE IGREJAS HOJE
TIPOS DE IGREJAS
HOJE
Qual
delas está afinada ao seu papel?
O termo "igreja" é essencialmente neotestamentário.
Conhecer verdadeiramente o termo "igreja" na essência do seu
significado e histórico é ir bem mais além do que resumi-lo ao conceito comumente
equivocado a que alguém pode dar a um grupo de pessoas buscando um estilo de
vida melhor, com frequência rotineira a dias e horários de reuniões de cultos.
Biblicamente, o termo "igreja" implica em muito mais do que um
simples ajuntamento de natureza eventual, sazonal ou periódica, de
pessoas ligadas a rituais, gostos e afinidades cristãs comuns resumidas ao cantar, ao
falar, ao ver e ouvir gestos e palavras manifestos por alguém.
Segundo competentes vozes dos bons e mais reconhecidos
observadores e estudiosos cristãos de nosso tempo, notoriamente vêm hoje sendo
classificadas algumas igrejas por tipos segundo a historicidade e constatação de
seus procedimentos e da vida e visão de suas lideranças, comparados à luz dos
moldes e princípios, orientados no Novo Testamento. Algumas bem notadas pelo
seu amplo espectro de quantidade, de conteúdo consistente e da qualidade de
seus programas e projetos, outras mergulhadas na corrida da busca desejada de projeção
institucional, aplicando mecanismos dedicados a áreas setorizadas de suas
atuações. Nessa classificação estão algumas a seguir.
1 - As igrejas que
se fossilizam. Se fossilizar é uma expressão emprestada da paleontologia, com
o fim de figurar algo que se faz tornar-se em fóssil; se faz tornar-se em
restos ou vestígios antigos fragmentados, petrificados, de algum ser que teve
vida e passou pela existência em tempos remotos; a algo com forma seca e inerte
jazendo restrito em um fosso, num buraco. E em relação a igrejas, essa expressão
revela realidades para as quais se deve atentar nos seus alertas. As igrejas
que se fossilizam sobrevivem fechadas e temerosas em seus próprios medos e
cismas alimentados pela ignorância, pela má concepção e pela digressão. Elas não vivem nem para si mesmas, nem para o Evangelho e nem para as causas do Reino. O
entendimento deficiente reinante no seu seio provoca desastres na aplicação de
suas linhas conservadoras em relação aos tempos e épocas das realidades
enfrentadas pelo homem moderno. As igrejas que se fossilizam deixam seus
sintomas gritantes ressoarem além das suas paredes e serem notados longe, ainda que
debaixo de toda campanha marketizada e da boa polidez amistosa e emprego da
chamada política da boa vizinhança que tentem mostrar. As igrejas que se fossilizam simplesmente
se alienam das realidades de seus contextos e de suas épocas, se afastam dos propósitos do Evangelho e perdem a livre capacidade interativa tanto dentro de seus âmbitos como com o ambiente externo .
2 - As igrejas que
se priorizam. Ainda que não largamente pronunciado, o verbete “prioridade” diz de uma
atitude cujo procedimento se direciona à ordenação de coisas por suas
importâncias. Prioridade se configura em preferência, importância, precedência
e primazia. Em outras palavras – “dar o primeiro lugar” -. As igrejas que se
priorizam arrastam consigo um grande débito para com o Céu e, sem que estejam
apercebidas, acirram uma agressão contra o Evangelho e a proclamação extensiva do
mesmo, em função de se priorizarem a si mesmas. A visão confusa ou borrada
sobre as priorizações reais as arrasta também ao terreno da alienação parcial de
si mesmas e a insensibilidade para com o ambiente externo. Elas vivem para si mesmas, e quase nada para a causa do Evangelho. As igrejas que se
priorizam norteiam todas as suas atividades concentradas única e exclusivamente
para o seu ambiente interior sobreviver a apenas momentos em torno de si mesma.
Não possuem programas, alvos e projetos definidos e duradouros com metas a
serem atingidas nas prioridades do Reino de Deus. Pautam e alimentam suas
atividades segundo o seu parecer restrito à sua visão particular.
Consequentemente perdem a credibilidade como igreja e organismo espiritual e
ganham a rotulação de apenas grupos religiosos organizados para se auto sobreviverem
rotineiramente dentro de suas paredes. Notoriamente, nas igrejas que se
priorizam é percebida a sustentabilidade concentrada na centralização unilateral
de ideais provisórios, onde a provisoriedade pauta e comanda a sua visão
particular. Nessas igrejas, os perigos desastrosos que rondam seus líderes são
as constantes ameaças de instabilidade, as ondas dos contextos da insegurança,
o desfoco de alvos e a presença da inconsistência.
3 - As igrejas que
se comercializam. Comprar e vender são atividades muito úteis, normais, muito
comuns e historicamente necessárias em todo e qualquer segmento humano. Entre
os homens, em tudo que se vive, se emprega, se produz, se adquire e se aplica
estão presentes tanto o comprar como o vender na esfera de objetos palpáveis e
bens materiais. Comprar e vender itens que possuem conteúdos que produzem
instrução, orientação e edificação são de necessidade e investimento
reconhecidos para o viver e a atuação melhores como caminhos e instrumentos
para aperfeiçoamento. Entretanto, mostram as observações, os estudos e as estatísticas
realizados por institutos cristãos de pesquisas que as igrejas que se
comercializam atuam semelhantes a empresas agenciadoras de negócios comerciais rotativos.
As igrejas que se comercializam tornam-se como pontos de negócios semelhantes a
lojas comerciais, a mercados, a postos de combustíveis. Elas vivem somente das suas promoções de e para os seus interesses e em nada para a vida do Reino. O ponto forte de sua sobrevivência
reside em propagandas e exposição de impressões e flashes relevantes utilizados como chamadas
espetaculosas a uma clientela para si. São grupos genericamente rotativos,
instáveis e mutáveis, sobrevivendo de lançamentos de práticas acompanhando modismos
importados.
4 - As igrejas que
se revitalizam. Uma das mais buscadas e enfatizadas práticas modernas em
igrejas é o avivalismo (não o avivamento). Avivalismo significa uma tentativa
de revitalização superficial e momentânea com a finalidade de acender ânimos
para um dado momento em curto espaço de tempo. Ao passo que avivamento é uma
demonstração da presença de um despertamento consciente, consistente e
duradouro direcionado ao alcance do alvo preconizado na Palavra de Deus. Revitalização
não é avivamento e nem renovação. Revitalizar significa retomada de fôlego e ânimo;
reativar revigoramento. Apesar da canalização de esforços para essa
revitalização, o que não é um erro ou desvio em si, o ponto central crítico
reside na aplicação de mecanismos passageiros e paliativos apenas para atendimento
de momentos deficientes e carentes. Os perigos e o fundo falso desse tipo de
revitalização estão sutil e ocultamente na ausência ou abandono de cuidados
eficientes e de trabalhos eficazes que visem de fato e em verdade a direção
para o avivamento bíblico, real e verdadeiro. As igrejas que empregam seus
esforços para revitalização de ânimos e auto-estimas na busca do bem-estar confiantemente
pautados em contingências humanas, se divorciam e se perdem do engajamento da
missão-mor da Igreja de Cristo, e concentram-se cansadas em assuntos
contingenciais do momento na ânsia de atenderem gostos e vontades particulares
para fins estranhos aos da igreja e do Evangelho. Enfim, arrastam-se em
cansaços após cansaços e dificilmente chegam numa revitalização eficaz.
5 - As igrejas que
evangelizam. É sabido de todos nós que nossa missão principal e maior é a
tarefa da evangelização. É anunciar com persistência sistematicamente o
Evangelho a todos os de fora e também edificar e aperfeiçoar os de dentro. Devido
a vários fatores da atualidade, hoje já é patentemente percebida a necessidade
de evangelizar tanto os de fora como os de dentro. Tornar a graça de Deus para
a Salvação, conhecida, explicada e exemplificada é o propósito do anúncio do
Evangelho, e construir e fortalecer cidadãos do Céu é o trabalho constante para
com as vidas abraçadas por Ele. Construir hospitais, escolas, institutos, instituições,
são atos louváveis, empreendimentos contributivamente inteligentes e essencialmente
sociais e cívicos. Entretanto nossa missão não se resume a isso. Nossa chamada
fundamental é para a proclamação do Evangelho, e a seguinte é para preservar
vidas abraçadas por ele. Foram notadas pelos observadores cristãos que as
igrejas que não se empenham na evangelização também não obtêm sucesso na sua revitalização
contínua, não amadurecem e não se renovam com a propriedade de que é normal
para a vida da igreja cristã e tendem a sucumbir nos seus vícios ocupacionais
rotineiros. Ao contrário das igrejas que evangelizam, as que não evangelizam
tendenciam ao envelhecimento e sobrevivem de expansões de famílias suas
integrantes tradicionais e da rotatividade veloz de êxodos, tornando-se anãs
sem que percebam e sem alvos permanentes.
De toda essa classificação, se pode ser depreendido de que como
igreja do Senhor Jesus, não devemos nos deixar se tornar fossilizados. É
preciso efetuar mudanças, saber de fato o que mudar, as razões para mudanças,
para que mudar, quando e como trabalhar essas
mudanças. Como igreja do Senhor Jesus, não devemos nos fazer prioridade de nós
mesmos e para nós mesmos. A nossa prioridade não está direcionada para atendimento
de nós mesmos nas coisas que realizamos, mas sim para alcançar o ambiente
externo enquanto também preservamos o interno. Como igreja do Senhor Jesus, não
devemos nos assemelhar a pontos de comércio e negócios desta vida. Nossa
propaganda é a Salvação pela graça significativamente exposta no Evangelho e
não em nomes e rotulações para chamada de clientelas comerciantes. Como igreja
do Senhor Jesus, não devemos nos fincar na conformação ao desejo único de nos
manter apenas alegres para momentos nos interiores dos templos. Há muita coisa
a ser feita para a proclamação do Evangelho. Precisamos de avivamento pelo
ensino e exposição real, verdadeira e consistentemente bíblica para a
construção saudável de vidas que entregam suas vidas ao Senhor da igreja. Avivalismo
contingencial para atender a momentos é uma fábrica de vítimas do engano e da
desafinação da vontade de Deus para a Sua Igreja. Como igreja do Senhor Jesus,
não devemos estancar a tarefa necessária e imperativa da evangelização, nem
travar pessoas e meios envolvidos nela, a fim de não impedir assim a missão da igreja ser robustecida e prosseguir.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
UMA VISTA NA REFORMA
UMA VISTA NA REFORMA
Alguém
ainda se lembra dela?
O dia 31 do mês passado trouxe algumas surpresas. Digo realmente
surpresas pelo menos no seio do povo de Deus. Enquanto em alguns rebanhos ele
pouco ou quase nenhum impacto fez em corações nos santuários, também por outro
lado é desastroso que muito menos se tenha norteado mensagens prementemente
necessárias aos púlpitos cristãos em todo tempo. Contatos e conversas daqui,
dali e de lá dão contas dessa lamentável verdade “gospel”.
Fato lamentável que alguns rebanhos da chamada “igreja moderna”,
mergulhada no clima das euforias do imediatismo interesseiro, nas nuvens de
temores e nos apêndices e adendos de buscas de satisfações do que mais importa
e interessa aos momentos, parece haver desprezado o oceano do Espírito da
Reforma e se deleitado no falso apego aos lagos da conformação. Alguém ainda se
lembra da Reforma?
Passaram-se os dias, contudo não se foi esquecido por alguns observadores
um pouco mais atentos nos fatos inesquecíveis da Reforma Protestante. E no
panorama hodierno eles gritam tão alto e fortemente que parece nos querer
despertar, nos sacudir, nos dizer que Lutero estaria outra vez mais batendo o
martelo pregando as Institutas nas portas de não poucas igrejas de nossos dias.
Parece que os reformadores, que sacrificialmente derramaram
suor, lágrimas e sangue, lamentavelmente pouco ou quase nada estão dizendo para
não poucos crentes da geração dos dias de hoje. Lamentavelmente parece que os
fatos da Reforma pouco ou quase nada estão sendo de fato lembrados por alguns
líderes caminhando trôpegos no malabarismo das necessidades, dos temores, dos orgulhos pessoais desenfreados; nem por pregadores deste tempo e nem por cantores de arraiais dos
filhos da casa de Deus, caminhantes ávidos na busca sedenta e desejosa de projeção humana. Anestesias modernas estão norteando gentes e
encurralando e neutralizando líderes nos cercados das artificialidades, dos temores e das fomes e sedes deste tempo.
Ainda que algumas mentalidades tentem fazer arranjos de
justificativas e apologias, e fujam de encarar os fatos modernos que gritam na
mídia e em experiências nos santuários, literalmente a mesma presença que levou
a igreja cristã de forma sutil e forçosa se dividir no velho continente
europeu, está nos mesmos moldes forçando hoje dividir a igreja cristã
brasileira. A voz da Reforma continua gritando incessantemente, e pena que uma
das piores ilusões é achar que a ouve, quando para ela se desleixa e não se atenta.
A igreja moderna brasileira, salvo exceções, vem vivendo um
outro evangelho, um evangelho diluído em conveniências e modismos fatuais, que não é o Evangelho. Aqui e ali,
nega-se nas falas, contudo declara-se com fatos. Uns bizarros e outros nas
linhas do inaceitável, desprezível e aborrecível. Uma igreja partidária e
separatista dentro de si mesma. Promove grupos e expectativas pretensiosas, desrespeita moldes e despreza
indivíduos. Alguém ainda se lembra da Reforma?
A igreja moderna brasileira, salvo exceções, vem seguindo um
caminho que não é o seu. Parece haver esquecido seus fundamentos, assim como
parece notoriamente ter se afastado de suas origens. Parece que os esforços
modernos de alguns estão canalizando rebanhos ou grupos a tomarem e assumirem a
configuração particular associativa de clubes de conchavos faccionados, objetos de lucros, pauta particular de
negócios, auditório partidário e fracionado, teatro de apresentações artificiais e representações articulosas.
Alguém ainda se lembra da Reforma?
A igreja moderna brasileira, salvo exceções, parece vir se
conformando, se nutrindo e sendo alimentada por massageamentos espetaculosos ao
ego, por enfeitiçamento de vidas através da injeção de jargões ocos,
artificiais, inconsistentes, rasos e ilusoriamente aplaudidos. Uma falsa imagem
da graça de Deus e uma manifestação de conceitos equivocados a respeito do que é a graça de Cristo.
Mensagens não cristocêntricas, mas egocêntricas, hedonistas, estranhas ao
Senhor da Igreja. Um mixto frio alimentando falsos conceitos e ilusões anti-bíblicos. Alguém ainda se lembra da Reforma?
A igreja moderna brasileira, salvo exceções, vem caminhando
entre extremos e boa parte sucumbida em extremismos. Alguns rebanhos parece não saberem lidar com os teores e conteúdos da centralidade. Percebe-se
isso nos seus alvos que recebem a atenção frenética na aplicação de sua atenção sobre
áreas isoladas em detrimento de outras. É notável a confusão entre a aplicação de paciência e o tato de tolerância. Um
observado afastamento dos padrões de Deus e um apoio simpático em padrões
humanos sutilmente efetua exclusões silenciosas e leva a perdas desastrosas percebidas somente depois quando prejuízos batem em suas portas. Alguém ainda se lembra da Reforma?
A igreja moderna brasileira, salvo exceções, perdida apenas em
canções de lábios e sacudida em heresias engenhadas pelas sugestões humanas
interesseiras. E por falta ou ausência do espírito reflexivo e medidativo para com os
fundamentos teológicos, troca-se a sua configuração original pela de
ajustamento por associação de amizades contingenciais e de afinidades participativas. Mensagens que não falam
de arrependimento e nem de conversão, porém de adesão a um estilo de vida,
aderência a estilo de visão concentrada na busca do bem-estar amistoso segundo a visão
dos interesses humanos. Alguém ainda se lembra da Reforma?
A igreja moderna brasileira, salvo exceções, parece que aplica
seus esforços sobremaneira impetuosa na corrida que um dia já foi de fato veloz e publicamente ousada na evangelização. Hoje apenas para conquistar simpatias e amizades, ganhar vidas, entretanto na ausência dos
mesmos cuidados relaxa e opõe-se contra algumas que estão dentro dela. Parece
que para algumas mentalidades o importante é não cair da graça, não deixar a
fé, entretanto nada ou pouco se fazer para levantar vidas e ensina-las a não
serem confinadas a cativações humanas, independente de visões particulares
tendenciosas e partidárias que se tenha sobre essas. Fatos que se sobre somaram e acarretaram a pressa da chegada da Reforma Protestante.
Alguém ainda se lembra da Reforma? Pois é. Passando as vistas na
Reforma, e olhando para a igreja moderna brasileira, salvo exceções localizadas,
são percebidos os paralelos comuns entre esta incrivelmente moderna e aquela
dos dias que antecederam a necessidade da Reforma. Aqueles foram dias de uma
igreja fracionada e desencontrada perdendo a identidade cristã; aderindo procedimentos estranhos ao
Evangelho de Cristo; desfocando-se dos seus propósitos e desprezando os seus
fundamentos teológicos. Lideranças da época pregando discursos desconexos dos valores
aprendidos nos caminhos da fé cristã; lideranças desafinadas entre falas, atos
e Escritura; lideranças se tornando avessas às Escrituras e engenhando
perseguições intolerantes e facções partidárias contra outros líderes dentro de si
mesma; aderindo e assimilando interesses afeiçoavelmente politiqueiros e tiranamente
partidaristas dentro de si mesma.
Aqueles foram dias de um cenário se desmoronando pelos desastres da hipocrisia teatral
contagiando e arrebanhando pessoas pela impetuosidade de promessas otimismistas recheadas com
a égide do positivismo egoísta e dos privilégios exclusivistas, e aquilo que era construído sobre os lastros
das doutrinas cristãs fundamentais foi sendo aos poucos desprezado e transformado
pelas influências das mentalidades tendenciosas, diluídas em interesses com
misto de religiosidade. Um quadro lamentável, desastrosamente perigoso de uma
igreja que quis se sustentar na força do braço e se impor empregando poderes seculares
e buscando aplausos com sutilezas humanas. Que isso diz para a igreja moderna brasileira dos dias de hoje?
Alguém ainda se lembra da Reforma?
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
UMA FÓRMULA INSUPERÁVEL.
Uma fórmula
insuperável.
Apenas como nos
ensina a Bíblia Sagrada.
A palavra de ordem é ir por todo o mundo e pregar o Evangelho.
Isto implica naturalmente em crescimento e expansão do Reino de Deus entre os
homens. Nós semeamos e regamos, todavia é o Senhor nosso Deus quem dá o
crescimento e isto alcança expansão.
Ano após ano, quase sempre encontramos aqui e ali quem publique fórmulas
sugestivas sobre crescimento e expansão de igrejas. Há quem queira mostrar “segredos-mestres”
e existe quem seja aclamado mestre sobre tais “segredos” para o crescimento e
expansão de igrejas.
Por outro lado, gerações mais novas tentam introduzir teorias e
rudimentos humanos, adquiridos e apreciados dos ilustres bancos acadêmicos
seculares, como “chaves-mestras” que abrissem todas as portas para o crescimento e
expansão de igrejas. Visões que bem cabem nos corredores e salas de uma empresa secular, mas que no Reino de Deus apenas servem de excitação aos ouvidos.
E no afã de obterem sucessos relâmpagos, buscam fascinadamente celeiros
de novas e inusitadas “alavancas” para o crescimento e expansão de igrejas.
Vezes por outras reaparece e reacende a ênfase sobre os assuntos de crescimento
e expansão de igrejas. Crescer e expandir são dois resultados que por si mesmos
traduzem fatores para os quais não se deve jamais desaperceber.
Apesar de não se poder fechar os olhos para a realidade
existencial das facilidades contributivas a algumas áreas vividas na igreja,
ainda assim de pé prevalecem insuperavelmente os princípios bíblicos para o
crescimento e expansão de igrejas. Invocar fundamentos e aditivos seculares
como alavancas de crescimento e expansão de igrejas seria tentar assemelhar a
Noiva do Cordeiro a sindicatos, associações, empresas e agremiações humanos. Isso
pode até dar certo por um tempo, todavia nos outros que se seguirem, certamente
a descaracterização invade as portas e assumem assentos.
Em todos os tempos a igreja do Senhor Jesus enfrentou desafios
dos mais diversos que já nos aconteceram. Os dias de Pentecostes foram
majestosos e sobremaneira motivadores, entretanto depois deles vieram o
crescimento e a expansão da igreja do Senhor Jesus. E não obstante, com isso
também vieram como providência do Espírito de Deus os conselhos e princípios
insuperáveis que permanecem inabaláveis, governam e sustêm a essência de igreja
e predominam na mesma linha de testemunhos que de nossos primeiros pais recebemos.
E neste tempo de desgastes de alguns, anseios de outros,
excessos e desencontros de uma porção, vale relembrar esses conselhos e
princípios basilares para o legítimo e autêntico crescimento e expansão que
autenticam o nosso legado para gerações mais novas.
1 – Nos manter em oração.
Mt 9.36.
Lamentavelmente há mais gente ocupada de caneta, telefones e facilidades
espetaculares da eletrônica moderna nas mãos do que verdadeiramente envolvidas
e imbuídas na oração. Notavelmente e sem qualquer ranço de espírito crítico,
dificilmente se tem visto comportamentos oriundos de uma atitude de oração para
reconhecimentos de posição e tomadas de decisão.
Tem sido muito mais fácil, apreciável e revanchista, o aplicar o
congelamento, a depreciação, a expulsão e o banimento daqueles que ceiam e
comungam na mesma mesa, do que depender de Deus na oração para rever posições e
tomar decisões mais próprias e substancias da vida familiar entre os filhos do
Reino. Ainda norteia e predomina o conselho paulino de orar continuamente. 1Ts
5.17.
2 – Nos manter em vigilância. Mt 26.41;
Mc 13.33-37. Lamentavelmente e infelizmente há mais gente digladiando nas
arenas modernas decoradas pelo “layout”
ditatorial da ganância e da arrogância, do que propriamente se apercebendo da
multidão de testemunhas que nos rodeiam, nos expectam e nos espetam. Infelizmente
para algumas mentalidades, o vigiar se tornou em engenhosas cismas e malícias.
E enquanto as rusgas e rinhas são alimentadas pelo espírito da
emulação e pelas estratégias da rivalidade, o joio vem sendo sutilmente semeado
e as portas do inferno cativando, dividindo casas e aplaudindo o estabelecimento
do partidarismo quase que oculto em corações expressivos e influentes. A beca
continua gritando aos microfones, mas são os becos que parecem estar ditando,
governando e respondendo por trás dos balcões. Mas ainda norteia o conselho
joanino no olhar para nós mesmos. 2Jo 8.
3 – Primar pelos sinais e maravilhas. Mc
16.20. Lamentavelmente em várias tribunas e círculos se sente mais confortável,
contente e satisfeito com o espírito de presença numérica, de expectador e de
alegria momentânea, do que com uma entrega pessoal e comprometida com Mc
16.17-18. Em alguns lugares, parece estar sendo mais fácil nadar na terapia da
distração do que propriamente mergulhar no oceano do Espírito.
Sou de uma geração, com cujos mestres aprendi legados de nossos
primeiros pais. Sou de uma geração cuja pauta e prática não ditam e nem
declaram ordens e coações de sinais e maravilhas para Deus. Os mestres de minha
geração não ensinaram a duvidar de milagres, sinais e maravilhas feitos pelo
Senhor Jesus, e questiona-los muito menos. Ainda que certas gentes queiram
semear dúvidas sobre algumas passagens das Escrituras, ainda continuamos vendo
e testemunhando sinais e maravilhas no seio dos filhos do Eterno Deus.
4 – Nos manter em mobilização. At 2.
Lamentavelmente em alguns lugares essa ênfase vem recaindo e se acomodando nos
movimentos confinados e conformados nas quatro paredes dos templos. Mobilização
é um dos assuntos que mais tem sido desviado de sua rota original. Se mobilizar, em alguns arraiais cristãos tem assumido conceitos que por vezes entram em
conflito com a missão precípua da igreja militante do Senhor Jesus.
Louvo a Deus por inúmeros corações que permanecem firmes,
motivados e impelidos pelo Ide do Mestre e pelo fervor do Espírito realizando
apaixonadamente trabalhos e esforços notoriamente evangelizantes e outros
substancialmente formativos. Definitivamente o defender bandeiras e o euforizar
divisas não conferem essência e nem consistência para crescimento e expansão reais,
legítimos e verdadeiros da igreja do Senhor Jesus.
5 – Primar pela pregação rigorosamente bíblica.
At 8.35; 9.20. Lamentavelmente alguns corações parecem não compreender, ou
desconhecer, o significado, a essência e o propósito da pregação bíblica. A
pregação bíblica possui por sua natureza um conteúdo completo de ensino,
instrução, estímulo, que produzem edificação, consolação, exortação,
doutrinamento e motivação para nutrir e aperfeiçoar nossas convicções e passos
na vida cristã.
Pregação bíblica não é causar impactos de conteúdos que
enriquecem curiosidades insatisfeitas. Tampouco seria promoção de fumaças e
suores que duram apenas alguns minutos no ar e as lutas do dia seguinte abafam
as emoções e suprimem os estímulos promovidos do dia anterior.
6 – Nos posicionar como obreiros fiéis. 1Co
4.2. Lamentavelmente fidelidade está sendo vista como uma mercadoria objeto de
trocas e de trocos. Em alguns lugares exige-se fidelidade alheia, e esquece-se
dos vértices recíprocos da fidelidade, escusa-se das coordenadas horizontal e
vertical da fidelidade. Fidelidade não é matéria de barganha apoiadora e nem de
compra de brios. Fidelidade estimula a outros e atesta selo de comprometimento
com a legitimidade de crescimento e expansão.
7 – Manter o espírito combativo. 2Tm 2.5;
Ef 6.12. Lamentavelmente neste tempo do fim parece que algumas mentalidades se
investem em arregimentação para combaterem entre si mesmas. Nossa visão de
combate é direcionada contra os principados e hostes espirituais da maldade, e
fortalecidos no Senhor na força do Seu poder, seguimos adiante sendo úteis com
nossas ferramentas para o crescimento e expansão da obra do Senhor Jesus. É no
bom combate que seguimos nossa carreira até o fim.
Assim sendo, apesar de todas as boas vontades, os anelos dos
caprichos, a busca de melhorias e aperfeiçoamento através de ferramentas de
elaboração administrativa, ainda permanece de pé e insuperáveis os conselhos
sábios daqueles que os receberam do nosso Mestre e Senhor Jesus. Ainda
prevalecem os princípios do Reino de Deus na entre nós.
Nós como igreja e Noiva do Senhor Jesus, não somos de forma
alguma um sindicato. Não recebemos o espírito de associação e nem de agremiação
alguma. Nossa vida e labor não são de uma empresa humana, ainda que em alguns
aspectos possa humanamente parecer. Temos uma identidade espiritual. Somos um
organismo espiritual, vivo. Somos um corpo – o corpo de Cristo!
Não podemos nos deixar ser enganados por bagatelas e barganhas
de supostos segredos para crescimento e expansão de igrejas. Supostos segredos
promovem afogamentos nas praias da arrogância, da soberba e do partidarismo. Atolam
corações no pântano da vergonha e da ganância. Conduzem a brigas por tudo e a perdas
por nada. Erigem incrementos e desmoronam mentalidades para o jogo de
interesses estranhos ao Reino. Fomentam e auxiliam conluios do corporativismo feio,
amordaçador e intimidador.
Não podemos nos deixar ser enganados e iludidos por tipos de
“segredos-mestres” que mais se adequam a uma palhoça dividida por interesses do
inferno do que a uma casa unida e coesa na manutenção dos conselhos e
princípios da Casa do Pai.
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sábado, 3 de novembro de 2012
REFORMA: haverá outra?
A Reforma: haverá outra?
Lembrando do Dia da Reforma Protestante.
No qüinquagésimo dia
após o sábado da semana da Páscoa, estavam todos os apóstolos e discípulos do
Senhor Jesus reunidos num só lugar em Jerusalém, esperando receberem a promessa
do Deus Pai declarada pelo Deus Filho.
Até o dia anterior, o
brilho e a glória do Pentecoste ainda não haviam sido vistos, e agora vieram no
de repente de Deus. Ali estava a igreja do Senhor Jesus começando a ser
manifesta ao mundo, debaixo do mover do Espírito Santo diante das vistas
públicas. E a partir daquele momento, sob o impacto e o dinamismo do Espírito,
aqueles primeiros cristãos começaram a viver a realidade do Reino Deus em
plenitude entre os homens.
Entretanto, quantas
coisas se levantaram e tentaram ofuscar esse brilho, e tantas outras têm
forçado promover a mancha da descrença contra a verdade incontestável da
presença da glória de Deus entre os homens através da Sua igreja. A igreja do
Senhor Jesus tem atravessado os anos experimentando aqui e ali algumas situações
e oposições externas e internas. As externas finalizam-se em escombros, e as
internas quase sempre terminam deixando tristes rastros de prejuízos. Alguns
destes são arrastados por anos.
Os séculos se passam e
ainda se afloram alguns espíritos perturbadores que se levantam contra a
essência e a estabilidade da igreja do Senhor Jesus e chegam a ir um pouco mais
longe da velha tática da perseguição. Os anos se vão e ainda é visto o mesmo espírito
que atuou na vida do Simão mágico encantador, continuar encontrando lugar, a fim
de enlamear e manchar a igreja. Cobiçou poder, posição e influência, querendo continuar
obtendo atenção e respeito dos públicos. Quantas vergonhas tem causado o
espírito insatisfeito da cobiça.
E lamentavelmente o
espírito de Judas Iscariotes ainda encontra guarida oculta em corações enrustidos
que transitam às mesas “metendo a mão no pão da comunhão” num dia e se predispondo
ocultamente a trair outras mãos companheiras no outro. Senta-se à mesa e dela
sai para secretamente consolidar o ardiloso plano da traição. Quantos destroços
e prejuízos tem o espírito da traição causado contra aqueles que estão efetivamente
servindo a Deus.
Os tempos transcorrem
e ainda é visto o mesmo espírito que atuou no casal Ananias e Safira dirigindo
e gerenciando propósitos. Não se omitiu, não cobiçou, não traiu, mas mentiu
premeditadamente, conduzindo “jogadas ocultas”. Esse mesmo espírito tem
perturbado a vida normal da igreja, querendo infiltrar descréditos,
desmerecimentos, deméritos. O terrível espírito da infiltração buscando se
instalar num dia pra causar estragos no outro.
As épocas se vão e o
espírito de Himeneu e de Fileto ainda encontra apoio diretor em algumas mentes.
Com o intuito de arrebanhar e agregar o maior número de vidas em torno de si,
esse terrível espírito continua a produzir heresias, a desviar os homens da
verdade e a disseminar seus pacotes, cujos ensinamentos se alastram tais quais
o câncer e são como gangrena contra vidas que sinceramente buscam conhecer e de
fato servir ao Senhor Deus. O espírito do engano tem procurado contaminar a
consciência de muitos e arrasar vidas levando-as ao naufrágio na fé.
Os dias correm e o
espírito de Alexandre, o ferreiro, latoeiro, ainda corre às soltas para
desestabilizar a vida de harmonia, paz e tranqüilidade dos servos do Senhor
Jesus. Causar males é o princípio norteador que esse terrível espírito se
dispõe a empreitar. Tanto faz serem males localizados como generalizados, para
ele quanto mais amplitude melhor. O infame arquiteto é o mesmo. Tanto males no
falar como no agir. O espírito do malefício tem causado muitos estragos e
oposições contra vidas.
Os tempos passam e o
espírito do gigantismo vem se levantando e se robustecendo, causando tragédias vestido
de capa educada, politizada e atrevida e tombando vidas. Expulsar e descartar
os princípios da humildade e da simplicidade cristãs são a meta cruel do
gigantismo. Esse espírito trabalha silenciosamente usando pessoas como massas
de manobra para atingir os seus fins. O espírito do gigantismo
inescrupulosamente busca sob pretexto de humildade se esconder e se escudar
usando o nome do Senhor Jesus, todavia em nada comunga com o Espírito do
Salvador Ungido. O terrível espírito do gigantismo tem causado muitos tropeços
contra vidas. Seu princípio contraditório é crescer tomando emprestado e usando
o nome do Mestre.
Os ponteiros dos
relógios correm e avançam, e o terrível espírito do absolutismo ainda encontra
ferramentas que se prestam a lhe ceder emprego. O espírito do absolutismo cria
mecanismos convencionados dos mais engenhosos de que se possa imaginar. Esse
espírito é amante concubinado do egoísmo, da avareza e da arrogância. É
extremamente avesso à união e à unidade imparcial.
O espírito do
absolutismo faz tudo para que outros se dobrem e se curvem ao seu cetro influente
e expressivo. Ele sofre das vistas afetadas pelas cataratas da vanglória, pela
miopia da presunção e pelo estigmatismo das falsas pretensões. O espírito do
absolutismo é hábil e sagaz em aniquilar, afastar e descartar vidas que lhe
sejam vistas por “concorrentes” ou supostas ameaças.
O calendário avança, e
o espírito do preciosismo ainda encontra espaço para se suster tentando
atropelar qualquer plano de Deus que julgue seja desafinado ou inferior às suas
expectativas. O espírito do preciosismo corre, ciranda e brinca com a síndrome de lúcifer, é
desprovido de consciência, de sensibilidade espiritual e completamente
contraditório ao temor e aos desígnios de Deus.
O autoritarismo e a
tirania do espírito do preciosismo tudo fazem para remover ou roubar as
oportunidades das pessoas que servem a Deus dentro de suas capacidades e
limitações. O espírito do preciosismo tem alvejado muitos ânimos e causado
estragos e desencontros na seara.
Atualmente, nos nossos
dias notoriamente tem se visto o trabalho sagaz, engenhoso e sorrateiro do
espírito de distração. Com artimanhas inteligentes esse espírito campeia e se
alastra, tentando envolver e desvirtuar a igreja. O terrível espírito de
distração tem promovido ondas de ilusões cada vez mais densas, fortes, coloridas e
impetuosas exatamente nas fendas abertas e nas lacunas não preenchidas pela
igreja. Na verdade, a distração é oposta a dores e sacrifícios. Seu lema é que
os benefícios sejam altíssimos e os sacrifícios não lhe exijam custo algum.
O espírito de
distração é sagaz em polemizar tudo que requeira o emprego da fé para
sacrifícios por obediência, persistência e determinação. É astuto em arquitetar
e arranjar argumentos que ofereçam convencimento e suporte ao conformismo, ao
comodismo e ao imediatismo. O terrível espírito de distração vem ganhando
terreno em atrair e cativar muitos servos de Deus aos passatempos religiosos.
Ele é avesso e oposto a toda e qualquer tarefa que labute na Palavra de Deus.
Em alguns arraiais
evangélicos já se substituiu os verdadeiros estudos bíblicos expositivos com
explicação afinada e aplicação imparcial. E em seus lugares estão sendo
promovidos e aplaudidos apenas os momentos de palestras para aumentar apenas o
cabedal de conhecimentos da cultura bíblica ou tratar os caminhos de traumas e labirintos
dos comportamentos humanos. Enquanto isso o espírito de distração busca solapar
as bases da fé cristã nos corações, enfraquecer o temor a Deus em não poucas
vidas e tentar ludibriá-las engodando-as e massificando-as com conteúdos das
ciências humanas.
Em outros desses
arraiais, parece já não serem nutridos a busca e o interesse pelos cânticos e
hinos espirituais. O terrível espírito de distração tem por todas as formas
procurado implantar e promover largas, rotineiras e vastas campanhas artísticas
com músicas e canções em torno do nome de Deus ou de Sua Palavra.
Algumas dessas letras musicais
na verdade revelam a presença do espírito de distração governando a inspiração
do artista pelas estradas eufóricas do hedonismo. O terrível espírito de
distração possui uma engenharia inteligente em arrastar numerosas multidões
para as portas dos shows e naturalmente anestesiá-las mantendo-as distantes da
Palavra de Deus e das mensagens realmente bíblicas.
O espírito de
distração tem forçado portas antigas e novas. Esse espírito vem sorrateiramente
assolando terrenos onde lhe tem cedido assentos. O espírito de distração já
incita e propõe que seja mais fácil ser um ser um cristão distraído do que ser
um religioso comprometido. E a massa amante e apaixonada pela distração vai
sendo lentamente anestesiada e suavemente adormecida pelos passatempos da
artificialidade e da superficialidade dos “faz-de-contas”.
O espírito de
distração vem preparando e equipando um exército de gentes iludidas, sem a
menor fome e sede de ouvir mensagens realmente bíblicas que restauram e transformam
vidas. O espírito de distração vem iludindo e insuflando gentes a apenas
pensarem e sentirem, contudo não se decidirem determinadamente a agir conforme
a vigorosa e eficaz Palavra de Deus. Afinal, estamos no tempo das
artificialidades e das superficialidades sugestionadas não apenas em
plataformas, mas também lamentavelmente em algumas tribunas e púlpitos.
Será que a esta altura
do tempo do fim, haverá a necessidade de mais uma Reforma? Mas queira Deus que
cada coração que serve ao Senhor Deus possa cair em si e tomar a consciência
conjugada com a fé e as aplique ao temor a Deus, à reverência jubilosa, ao
respeito venerado pela Palavra do Senhor nosso Deus e aos cuidados de buscar a
se inclinar a Deus com todo o coração e de toda a força, de todo entendimento.
Haverá mais uma
Reforma?
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
IGREJAS, TRIBOS E AQUÁRIOS?
Igrejas, tribos e aquários?
Uma visão empobrecida e desfocada.
O crescimento do
número de evangélicos no Brasil tem sido uma realidade clara, inconfundível e
incontestável. Os censos estatísticos e os meios de comunicação dão por boa
prova em larga escala que mais corações brasileiros estão cada vez mais sensivelmente
se voltando para a verdade e o poder do Evangelho e mais inclinadamente para os
cultos das igrejas evangélicas a fim de ouvi-lo e aprenderem dele.
Por vivência e
experiência, os filhos do Reino conhecem que esse mover sobre as muitas vidas não
emana exclusivamente de qualquer pensamento das fraquezas e debilidades humanas
como também de forma alguma seria de
nenhuma iniciativa filosófica humana.
Muito pelo contrário
do que os inebriados e escarnecedores esquinas e “cafofos” comentam, algumas
excelentes coisas nos comprovam que o Evangelho de Cristo é e sempre
permanecerá triunfante como sempre o foi em si mesmo, visto que ele é poder de
Deus para salvação de todo aquele que crê. Rm 1.16. O Evangelho da graça de
Deus sempre libertará e aliviará todos os corações cansados e oprimidos que a ele se chegam.
Enquanto as tragédias conseqüentes
do pecado buscam campear em terras secas e áridas, os corações tementes a Deus nos declaram que o povo brasileiro hoje está cada
vez mais buscando sair das trevas e vir para a Luz. O povo brasileiro está hoje mais esclarecido
e mais conhecedor a respeito de tudo que nos contextos lhe circundam. Isto se
deve a alguns fatores nem sempre instantaneamente identificáveis e quase sempre
por fatos e circunstâncias inexplicáveis por palavras. Enfim, o crescimento do
número de evangélicos é uma realidade incontestável e palpável.
Por outro lado, não
tem sido distante ou raro perceber a existência concentrada de muitas igrejas
evangélicas em um mesmo lugar. Umas quase de portas com outras numa mesma rua e
num mesmo logradouro. Algo nunca visto em décadas anteriores. Alguns segmentos
sociais e também alguns conselhos e concílios chegam a demonstrar nas suas
entrelinhas algumas deixas de desconfortos e alguns resquícios de preocupações.
Mas por quê, se a graça e o perdão de Deus são insondavelmente misericordiosos?
Não seria por demais
dizer que alguns de telescópios, lunetas, binóculos e monóculos estão ainda a
certa distância observando como a elas chegarem e outros já bem de “pertinho” a
elas se inclinando em busca de alguma coisa que somente suas vidas poderiam
revelar o que residem nos seus corações. Certo se vê e de forma experiente se
sabe que visão quantitativa jamais pode ser confundida com vida qualitativa.
Graças ao Deus Eterno
que todos os corações tementes ao Senhor têm notoriamente manifestado de forma
unida, unânime e coesa o repúdio e o desprezo claros e diretos contra objetivos
fundamentalmente “satanabólicos” (uma
mistura lúgubre e ardilosa de intentos destruidores satânicos somados a um bojo
sutil e arquitetado de estratégias diabolicamente divisoras e dissensoras).
Diante de tal fato,
algumas coisas nos ares nos dizem que a Luz do Evangelho está brilhando mais
forte nos corações que buscam se inclinarem para a Palavra de Deus. Muitos bons
corações começam a perceber pelo menos inicialmente por alguns filetes a
majestosa soberania de Deus na História do homem. Ao longo dos anos o Evangelho
de Cristo tem libertado e transformado vidas, movido muitos corações como
ferramentas determinadas nas empreitadas em prol e a favor da felicidade real
do próximo.
Alguns púlpitos têm
posto em prática o real esforço e a severa dedicação sérios e honestos para com
a Palavra de Deus. Ainda que por vezes alguns centenários, outros decanos e
ainda alguns outros mais jovens e um tanto neófitos ainda não tenham conseguido
literalmente “se encontrar” nos propósitos para os quais existem. Todavia mais
cedo e breve o quanto se espera, a sede de instruções e adestramentos vai
fazê-los voltar os olhares para aprenderem daqueles que por décadas servem de
fato e em verdade ao Evangelho de Cristo.
Mas em meio a alegre
nova citando o crescimento do número de evangélicos no Brasil, um terrível e
assustador clima se levanta tentando declarar e fixar o estabelecimento de convivência
tribal e não de comunhão entre igrejas. Afinal que está crescendo? Igrejas ou
tribos? Alguém quer sugestionar que sufoquemos o exercício das linhas pastorais
e substituamo-lo pela visão de chefes tribais. Alguém parece querer e estar
interessado em que deixássemos de ser igreja e assumíssemos a conduta de tribo. Todavia quem realmente apascenta e quem legítima e coerentemente prega pela Espada do Espírito jamais precisa de “tacapes” de “chefes”
e nem de “fumaças místicas” de “pajés”.
O panorama parece
querer nos dizer que haveria uma intenção de estabelecimento de tribos e não a
manutenção da unidade em comunhão de igrejas. Ainda bem que isso não tem sido
uma visão generalizada. Não tem sido o legado que temos recebido dos nossos
primeiros pais, e nem mesmo o exemplo que DEVEMOS deixar para os nossos
posteriores. Afinal, muito distantes e diferentes estão os princípios da igreja
em relação às coisas próprias e naturais da visão de “chefes de tribos”.
Determinantemente, precisamos
entender que a igreja do Senhor Jesus nunca foi e jamais será uma tribo. Até
porque tribos são grupos humanos reduzidos e setorizados, ligados entre si apenas
por laços naturais e terrenos. E a igreja é um corpo além de organizacional, é místico
e espiritual em Cristo. A igreja do Senhor Jesus não pode trocar a essência
legítima de unidade verdadeira para viver prática e visão de interesses
tribais. Alguns estudiosos e autores evangélicos renomados e respeitados vêm
publicando obras apologéticas a respeito do assunto.
Não é de se estranhar
que ainda estejam soçobrando desalinhadas com o tempo algumas mentes que fazem
estar estonteantemente estampada e impressa a sua visão de “chefe tribal”.
Igrejas cujas portas quase se encontram e cujos terrenos quase se avizinham,
todavia cujos corações parecem sempre se afastar e “vigilantemente” se distanciarem.
Afinal, algumas das coisas eficientes que os chefes tribais com orgulho e garbo
fazem é defender o seu povo, demarcar as suas fontes de subsistência e delimitar
o seu território.
Uma concentração
massiva de igrejas evangélicas num mesmo lugar parece querer declarar algumas
observações: primeira, pode estar havendo apenas um crescente número de adesões e
afinidades para com o evangelho na região; segunda, pode também lamentavelmente estar havendo
um crescente número de fracionamento de grupos motivado por divisões de poder,
por incapacidades ou desajustes de líderes, ou por desencontros de interesses;
e terceira, pode estar havendo um crescente número de conversões na área. Esta
última premissa é a que deveria justificar também como uma razão demonstrativa com mais propriedade e
coerência do crescimento verdadeiro e real.
Na verdade, por um
lado há muitos e vários pontos espiritual, psicológica, fisiológica ou socialmente
motivadores. E por outro, sabe-se que sempre existiu no coração de todo
brasileiro uma forte vontade de conhecer a Deus e uma expectativa inata e
tendente ao exercício e aprofundamento de seu senso religioso devido também às
suas origens antropológicas. Alheio a tendências, o crescimento qualitativo vai além do aumento quantitativo. Este demonstra elevação de números, e aquele é comprovado pelos frutos produzidos pela individualidade do coração convertido.
Contudo, qualquer ou
nenhum crescimento podem justificar a adoção, dotação ou assunção de práticas
das idéias tribais para liderar a igreja do Senhor Jesus. Jamais seria
aceitável e muito menos aprovável que um líder cristão “recomende” (para não
dizer cercear ou proibir persuasivamente) a qualquer um de seus liderados para não
freqüentarem cultos e ajuntamentos fraternos de outras igrejas evangélicas. Seria
uma declaração velada de divisão e dissensão. Seria neste tempo voltar um
comungar com as mesmas péssimas e arcaicas influências de Diótrefes.
Mais desastroso ainda, é encontrar alguns líderes cristãos declarando o seu próprio rebanho de “aquário”.
Se um líder confessa ser o seu rebanho um aquário, então subentende-se que as
pessoas nele estariam privadas, subjugadas, obrigadas e limitadas a um espaço privado e confinado. Seria mais
decente, honrado, nobre e justo que os “peixes” gozem do exercício de sua
liberdade para ajuizarem que os tempos de “aquários” foram findados.
O crescimento está
chegando, e os tempos estão fazendo as suas declarações. Que este crescimento venha na verdade ser real e verdadeiramente
mantido e nutrido com a Palavra de Deus e percebido nos frutos dignos do
arrependimento e da conversão, segundo as Escrituras Sagradas. Que este
crescimento não venha se apoiar em idéias tribais, arcaicas, feudais, exclusivistas,
sectárias, separatistas. Que este
crescimento encontre o profundo rio do fluir do Espírito, visto que as igrejas
não são “aquários”. Que este crescimento jamais se preste em apoio a ditames de
“chefes tribais”, amantes de sectarismos e de separatismos.
Que com este
crescimento aproveitemos o mover do Espírito sobre as muitas vidas e que estas
se tornem qualitativamente mais voltadas para a Palavra de Deus. Que com este
crescimento o sublime orvalho do ensino das Escrituras seja buscado vezes mais
do que antes. Que com este crescimento os líderes comecem a perceber as
demandas e se voltem cada vez mais para a capacitação, para a reciclagem e para
o imenso clamor e necessidade de vida cristã legítima e autêntica.
Diante de tal
crescimento, precisamos ter em mente que somos a igreja governada pelo Senhor
Jesus Cristo e não e jamais nos transformemos em "tribos" manobradas por “chefes”
e assistidas por “pajés” e nem mesmo tidas como "aquários". Que nenhum de nós venha ter essa visão empobrecida e desfocada. Que
jamais encontre guarida em nós o espírito de tribo, a subserviência a “chefes”
e o medo de “pajés”.
Você pertence a uma
igreja ou a uma tribo? Sua regra de fé e conduta está firmada nos ensinamentos
cristãos contidos na Espada do Espírito ou se baseia na influência e ditames
dos “tacapes” dos “chefes” e nas “fumaças místicas” dos “pajés”? Você possui a
liberdade cristã ou está aprisionado aos “totens” de “tribos”?
QUE SEJAMOS SEMPRE
IGREJA, NUNCA TRIBOS E JAMAIS AQUÁRIOS.
Que o nosso
crescimento seja como igreja, jamais como "tribos" e muito menos uma multiplicação de fracionamentos de "aquários".
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
CASA, PALCO OU IGREJA - para onde ir?
EU VOU
FICAR EM CASA.
Li esta afirmação intitulando um artigo num blog mantido por um jovem cristão, no qual demonstrou com poucas e suficientes palavras o posicionamento juvenil firme, inteligente, cônscio e equilibrado diante das muitas iguarias oferecidas e servidas nos altares dos diversos banquetes promovidos pelas conjunturas e conveniências das assessorias e cortes deste mundo.
O culto a baal atravessou os séculos, com seus banquetes e altares sendo vestidos de roupas novas e refeitos com novas formas em cada época. Apesar dos tempos mudarem, o culto a baal veio recebendo elegantes cores e habilidosos sons; veio absorvendo novos pensamentos e instigando novas idéias; ganhou simpatizantes através da aquiescência dos novos incrementos da tecnologia.
Banquetes e altares se tornaram cidades e palcos, respectivamente. Alimentam, cevam e preparam vidas hoje com vistas a serem tragadas amanhã. E o pior nas suas tristezas futuras é que estas não são percebidas nas aparentes e passageiras alegrias no seu presente.
Quando aquelas chegarem, as suas vítimas notarão que estas infelizmente não compensaram e não restituem a vontade de viver melhor e um pouco mais no seu presente. São os rastros que sobram das desilusões não ditas nos banquetes e altares do culto a baal.
Quando aquelas chegarem, as suas vítimas notarão que estas infelizmente não compensaram e não restituem a vontade de viver melhor e um pouco mais no seu presente. São os rastros que sobram das desilusões não ditas nos banquetes e altares do culto a baal.
Vítimas que desapercebidamente vão deixando para trás o que jamais gostariam que ficasse. E que quando notam chegando prematuramente o limiar do seu final de existência, os seus olhos serão abertos quando nada mais podem fazer por elas mesmas. E o mesmo baal que alimentou as suas almas com aparentes alegrias, se revela no seu final fincando-lhes as garras, sacrificando-as e sufocando-as nos prejuízos e desalentos.
E então as iguarias dos banquetes e dos altares perdem todo o suposto valor e os altares friamente ignoram os farrapos ambulantes que “surgiram” nas ruas, nas casas, nas praças, nas cidades, no país e no mundo. Os banquetes e palcos que um dia lhes convidaram quando tudo era apetite e festa, são os mesmos que um dia lhes ignorarão quando tudo lhes for dissabor e miséria.
Banquetes promotores que debaixo de coloridos arranjos sonoros alardeiam e panfletam a intenção em favor das causas humanas, entretanto silenciam e escondem os terríveis desfavores dos rastros de desesperos em choros debaixo de lágrimas pranteadoras. A força e o impacto das suas alegrias e dos seus supostos e aparentes benefícios não são tão empolgantes e convincentes e muito menos recompensadores quanto são verdadeiros e reais as tristezas e prejuízos que deixam nos rastros de suas sobras e se despontam nos horizontes que estão por vir após eles.
Banquetes que aparentemente propagam e prometem elevados picos de ressaltos beneficentes, porém escondem as profundas e feias ranhuras e sulcos destrutivos que deixam impressos nas almas, em famílias, na sociedade e nos destroços de muitos lares. Aquilo que se ouve publicamente ser dito num jargão alegórico “para um mundo melhor” parece querer na verdade nos dizer “para um mundo cada vez psicologicamente doente e humanamente pior”.
Um mundo com uma sociedade estonteantemente enganada pelo frondoso brilho da desvalorização humana. Cidades cada vez mais palmilhadas pelo pecado e todas as suas mazelas conseqüentes. Um mundo cada vez mais pseudo-humanista, notoriamente vazio, confuso e desorientado, ao passo de cada vez menos espiritual, irrisoriamente crédulo e pouquíssimo temente a Deus.
Um mundo que publica e comprovadamente mostra a suas incoerências. Ao mesmo tempo que parece querer abrir as suas largas portas para incentivar os talentos humanos, contribui para que as portas das cidades percam a sua hospitalidade e sejam fechadas pelos medos, inseguranças, etc. Que pena que esses banquetes abastam apenas a alguns, enquanto desforram, desassossegam e sucumbem a outros. Poderes a uns poucos e “pão e circo” a outros muitos.
Que pena que hoje aplaude-se festivos banquetes norteados pelos luminosos palcos e em contrapartida amanhã pais, cônjuges, lares, famílias, patrões e empregados chorarão as lágrimas das tristezas colhidas das sobras que dos altares do culto a baal lhes restaram como rastros das alegrias ilusórias. Quem dera que as vítimas de amanhã se despertassem e percebessem os seus próprios sacrifícios sendo preparados hoje.
As demonstrações artistica e habilidosamente executadas nos palcos dos banquetes festivos deste mundo jamais se assemelham a adoração que é executada autentica e espiritualmente no santuário do Eterno Deus. A adoração no santuário do Senhor possui a marca e a presença da inspiração do Espírito. Já a dos banquetes festivos deste mundo falam por si mesmas.
Apesar de achar muito interessante e bem criativa a afirmação acima, postada por aquele jovem cristão, noto que ela poderia somar um pouco mais de qualidade de visão e essência espirituais, produtivas e autenticamente positivas, se ao invés de “EU VOU FICAR EM CASA”, passasse a ser:
EU VOU
PARA A IGREJA.
Compreendendo as boas intenções e razões daquele jovem, assim como o alcance de sua visão à vista de histórias pregressas de conhecimento público, posso seguramente dizer que o melhor e mais lucrativo resultado ainda não seria ficar em casa – mas, sim “IR PARA A IGREJA”.
Penso que não seja o caso e nem o sentido daquele título, mas talvez seja muito possível que algumas pessoas prefiram ficar em casa por ainda não haver conhecido a Igreja como deveria conhecê-la. Penso que algumas pessoas de fato não conheçam com propriedade o significado da igreja do Senhor Jesus. Ela é muito mais do que uma possível idéia resumida e desfocada de que fosse apenas um grupo separado para eventuais encontros e atividades humanas.
Penso que seja muito provável que ainda exista uma multidão de pessoas que desconhecem as festas repletas de vida, de alegria e de significado e de importância da igreja, porque até então somente conhecem as iguarias servidas nos banquetes e altares de baal. Ficar em casa, por outro lado, apesar de ser um bom uso do direito de decidir, não seria uma atitude espiritual, não seria inteligente, não seria recompensadora e muito menos motivadora.
Enquanto na Casa do Senhor há perfume de vida e essência de edificação, em muitas casas pouco se receba e pouco se edifique. Muito pior se torna ao encontro do cheiro de morte e dos odores de destruição que o os banquetes e altares exalam do culto a baal. Há uma visão estranha cujos objetivos além de cativarem à atenção e promoverem a distração dos filhos dos homens, também avidamente desejam atrair e manterem os filhos do Reino distantes do santuário e em meio de emocionantes delírios afastados da presença de Deus.
Existem delírios que movem a alma, mas infelizmente nada produzem e edificam no espírito. Existem emoções que batem forte na alma e evocam lembranças e recordações de fatos, entretanto as fontes motivadoras delas é que precisam ser discernidas, assim como pré-conhecidas as finalidades a que pretendem.
Existem casas e a Casa, assim como também existem portas e a Porta. Ao longo dos anos a Casa do Senhor tem sido o refúgio para todo aquele que no seu coração sincera e verdadeiramente busca “ver a Sua formosura e aprender no Seu santo templo”, como prova inconteste do que está escrito na Sagrada Escritura.
A Escritura Sagrada traz num dos seus mais belos salmos, em forma de uma linda poesia retratando a saudade do templo e os motivos para freqüentar o culto divino, a expressão “o pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si”. Sl 84.3. Por milhares de anos o santuário tem sido o lugar no qual os filhos de Deus se encontram e congregados prestam jubilosamente o seu serviço de adoração ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Apesar do pardal ser um pequeno pássaro comum e desprezível e a andorinha um pássaro inquieto, ambas as criaturas muito pequeninas, frágeis e pouco significantes aos olhos humanos, se dirigem ao santuário e nele encontram casa e ninho. Uma lição espetacular de demonstração do instinto de direção, segurança e preservação. E por que não dizer uma fonte de ensino?
As outras aves não encontrariam casa no santuário. Primeiro, as de rapinas são muito sestrosas, desconfiadas, belicosas e solitárias, portanto não encontrariam suficiente conforto e liberdade plena para fazerem suas casas no santuário.
Por outro lado, as aves domésticas são rasteiras e excessivamente dependentes de cuidados humanos, além de ser uma das fontes alimentares do homem, portanto como se alimentar de um ser residente efetivo do mesmo santuário no qual se adora?
E terceiro, as silvestres são bastante nômades, viajantes, habitadoras dos lugares escondidos e pouco se fazem aparecer fora do seu habitat, portanto não encontrariam facilidade para fixar morada num mesmo lugar em cujo interior haja movimentos de pessoas e execução de sons altissonantes.
Neste belo salmo encontramos ainda, numa demonstração de amor à Casa do Senhor, a brilhante declaração “Quão amáveis são os Teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos”. Amáveis na forma; amáveis nos sons das vozes nos cânticos; amáveis nos sons produzidos pelo conjunto de instrumentos musicais; amáveis pela leitura da Escritura Sagrada; amáveis pela junção de emoções e sentimentos congregados na adoração; amáveis pela explicação dos textos sagrados assim como a sua aplicação para as vidas que os ouvem; amáveis porque neles aprendemos lições e sabedorias que em outro lugar não os receberíamos.
Bem-aventurados são aqueles que encontram os altares da Casa do Senhor. Nos átrios da Casa do Senhor recebemos e lucramos em um dia mais do que em mil fora deles. Por certo, nos banquetes festivos deste mundo, por mais brilhosos e fustigantes que sejam, neles jamais serão encontrados vida que há em Cristo Jesus e os sublimes louvores de adoração ao Deus Vivo e Verdadeiro.
A nossa casa é um lugar de repouso, de aconchego e de proteção, entretanto ir para a Casa do Senhor para congregar em adoração e louvores junto a outros filhos do Reino tem uma linguagem e expressão extraordinariamente maiores.
Ir para a igreja possui uma demonstração do senso de importância aplicado ao imenso valor do nosso tesouro. Onde ele está aí está o nosso coração. Por quais razões ficaríamos em casa, se possuímos a feliz motivação de irmos para a igreja? Quais benefícios dos banquetes e altares do culto a baal poderiam produzir vida ou promover a glória do Senhor Deus?
NÃO FIQUE EM CASA, VÁ PARA A IGREJA!
PbGS
segunda-feira, 25 de abril de 2011
SHOUWANG EM ORAÇÃO E JEJUM.
SHOUWANG EM ORAÇÃO E JEJUM INTENSOS.
Pastores presos em Beijing.
守望 福音教会 : 上帝是我们的避难所 !
A Igreja Evangélica Shouwang (“Vigilante”), em Beijing, foi fundada em 1993 pelo honrado e respeitado Pr. Jin Tianming. Ela é uma das maiores igrejas de Beijing. Desde 2003 o pastor fundador vem buscando registrar a igreja junto ao órgão competente do governo chinês, porém sem sucesso. A Igreja Shouwang diz não ter explicação para a repetida recusa para a expedição do registro dela por parte do governo chinês.
No sábado, dia Atualmente a Igreja Evangélica Shouwang tem congregados mais de 1.000 membros. Na semana passada, o Pr. Jin Tianming e centenas de membros da igreja foram presos e depois liberados quando tentavam realizar o culto de adoração de domingo em um local ao ar livre.
Líderes da Igreja Shouwang têm repetidamente afirmado que a reunião ao ar livre é politicamente motivada. Eles afirmam que os seus membros são forçados a adorar ao ar livre porque o governo chinês impediu senhorios de cederem qualquer espaço para igrejas.
A igreja foi expulsa de onde aconteciam anteriormente as reuniões e funcionários do local alegam que foram pressionados a fecharem as portas para a Igreja Shouwang.
“Pedimos ao governo chinês para exercer moderação e se abster de recorrer à violência que contribui para a escalada do conflito com os pacíficos adoradores de Shouwang, que não pedem nada mais do que simplesmente exercer o seu direito à liberdade religiosa”, disse o fundador presidente da China Aid.
O governo chinês, nos últimos tempos, tem aumentado a repressão contra dissidentes e manifestantes, de acordo com relatório do Departamento de Estado dos EUA sobre direitos humanos divulgado nesta semana.
“Na China, vimos uma tendência negativa que está parecendo agravar-se na primeira parte de 2011″, disse a secretária de Estado Hillary Clinton.
Clinton destacou que dezenas de advogados, ativistas, blogueiros e outros que desafiaram a autoridade do governo chinês foram detidos por exercerem o seu ”internacionalmente reconhecido direito à livre expressão”.
Muitos acreditam que a repressão chinesa vem do seu medo de possíveis “rebeliões” de alguns cidadãos inspirados pela revolta no mundo árabe. Entretanto, a repressão parece ter sido a prática constante das autoridades chinesas contra os pastores evangélicos chineses nos seus territórios.
Dada a sensibilidade do governo atual em relação à dissidência, um encontro de centenas de cristãos não-registrados no domínio público seria uma possível ameaça.
Na China, as igrejas protestantes devem se registrar na Tríplice Autonomia do Movimento Patriótico, órgão governamental chinês que supervisiona as igrejas e o Conselho Cristão da China para operar legalmente.
As igrejas cristãs chinesas, no entanto, percebem que esse é um órgão do governo que coloca a submissão à autoridade do Estado no mesmo nível (se não superior) a submissão à autoridade de Cristo. Por isso, muitas igrejas se recusam a se registrarem. Eles argumentam: “Cristo é o cabeça da igreja, não o governo”.
Paira a realidade no temor de que a regulação do governo controle o conteúdo do sermão, e a entrega da mensagem bíblica na pregação, caso a igreja se registre.
Elder Fu Xianwei de Xangai, presidente da Tríplice Autonomia do Movimento Patriótico, relata que na China há mais de 23 milhões de cristãos protestantes, incluindo os crentes não-registrados.
Shouwang, uma das maiores igrejas não registradas em Pequim, provavelmente enfrentará uma pressão especialmente severa do governo chinês, pois o incidente recebeu muita atenção da mídia internacional e as autoridades mundiais estão retratando o fato de forma negativa para a China.
Além de deter o pastor sênior Jin Tianming, as autoridades chinesas também estão pressionando os senhorios a expulsarem os membros das igrejas de suas casas. Além disso, houve a prisão de outro pastor, Li Xiaobai, e sua esposa.
No momento, afirma-se que o paradeiro do pastor Jin Tianming é desconhecido.
Segundo a CAA (China Aid Association), mais de uma dezena de igrejas “clandestinas” para o governo em Beijing (Pequim) se uniram para emitir uma declaração de apoio à igreja Shouwang e abriram uma vigília de oração semanal pela congregação e os seus líderes.
No domingo, dia 17, o honorável Pr. Yuan Ling, co-pastor auxiliar, conclamou todos os membros daquela igreja unida e coesa para fazerem períodos intensos de oração e um intenso jejum pelos pastores presos e suas famílias, assim como pelo caminho do entendimento e do diálogo entre governo e igrejas evangélicas em todo o território chinês.
Faço registrar minha mensagem especial solidária e encorajadora:
全能的上帝是我们的最高住房 !
恩典和耶稣基督的和平与你同在 .
PbGS
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