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sábado, 6 de agosto de 2011
LIDERAR INDIVIDUALIDADES.
LIDERAR INDIVIDUALIDADES.
Eis um grande desafio...
Nesta oportunidade, venho com um assunto-tema atinente à liderança no Reino de Deus. A considerável concentração de interesses e de esforços nessa área mostra a notoriedade das carências, comprova a existência de deficiências e revela a busca de preparação e aperfeiçoamento.
Influência e marketing pessoais são trunfos parciais, empregados pelos meios seculares para imporem visão e posição, obterem sucessos, promoverem fama e causarem impactos no âmbito humano, porém não significam liderança. Infelizmente essas ferramentas deixaram de ser vistas como devem ser e lamentavelmente passaram a ser assumidas e aclamadas como marcas de expressão, significado e atestado de liderança.
A metodologia da liderança no Reino de Deus difere substancialmente em essência, natureza e aplicação dos conceitos, princípios e estilos da liderança nos corredores seculares. O grande erro e a enorme discrepância residem na tentativa de aplicar conceitos dos impérios do mundo, conciliar princípios seculares, introduzir filosofias pagãs, na liderança no Reino de Deus.
Liderança no Reino de Deus é um dos assuntos que vai além das teorias, oferecem aprendizagem prática, requerem boa e considerável vivência e legitimidade de experiências, autenticidade de procedimentos e transparência de condutas por parte daqueles que nele exercitam suas vidas. Ainda que o domínio de seus conteúdos não esteja na visão modal, pelo menos resida nos limiares que circundam a mediana.
Na vida dentro do Reino de Deus as teorias, as suposições e as hipóteses ficam muito aquém da prática vivencial e da experiência cotidiana. Ao contrário do mundo secular, no Reino de Deus não existem doutores categóricos em liderança, ainda que existam os excelentes e dedicados estudiosos, assim como os experientes no assunto. Liderança é um desses assuntos cujas aulas e lições requerem complemento na prática de campo, visto que somente quem labuta nelas percebe e consubstancia melhor os seus caminhos.
E como linha mestra e fio principal, preciso de antemão delimitar o vasto assunto a uma de suas áreas – a liderança de individualidades -. Pouco se fala e se ouve nesta área, posto que também poucos se exercitam efetivamente nela. Liderar o elemento grupal é diferente do conduzir o elemento individual. Aqui está um dos grandes desafios na liderança no Reino de Deus. Um desafio que excede visões, táticas, técnicas e estratégias de grupo. Liderar um grupo não é a mesma tarefa ou atividade de conduzir cada indivíduo pertencente a ele.
Liderar individualidades no Reino de Deus jamais foi atividade para teóricos, ainda que acolha e adestre aprendizes. E bem fazem bons proveitos e absorvem excelentes conteúdos estando estes últimos bem predispostos a trilharem sem reservas e sem rodeios os seus passos nela. Isto é um bom e louvável começo, mas ainda assim não indica seja garantia e eficácia de um nobre fim. Na liderança há passos a andar e existem caminhos a se percorrer a cada dia.
Liderar no Reino de Deus é um curso sem término, uma grade curricular sempre vasta e um histórico de módulos inconclusos que não perdem e não se afastam da nobreza de sua escola. Liderar no Reino de Deus é uma escola cujas pedagogia e didática são superiores às das escolas na área da Administração acadêmica secular. Nestas o maior literalmente manda no menor e naquela exemplarmente o maior serve ao menor.
Louvamos ao Senhor nosso Deus pelos competentes institutos, boas escolas, eficientes cursos e dignas instituições, que preparam líderes. Todavia O louvemos mais ainda pelas lições de Sua nobre e excelente escola cujos objetivos são múltiplos e abrangentes e cujos adestramentos conclamam o comprometimento daqueles que nela são aprendizes.
Nessa nobre escola a grade curricular, os planos de aulas e as avaliações para capacitação e aperfeiçoamento da vocação não estão presos a ditames e nem se limitam a indicações humanas. Nessa escola os objetivos visam inicialmente atingir essência e natureza íntimas e não apenas ministrar informações, nem administrar patrimônios e regrar condutas e procedimentos.
Nessa excelente e espetacular escola a cada dia coisas novas vão surpreendendo, transcorrendo e conferindo ensinamentos, no sentido de produzirem edificação e aperfeiçoamentos, ainda que sempre a caminho da nossa completa e inteira prontificação.
Alegrias e tristezas, sorrisos e choros, expressam a construção de vivência e experiência na liderança no Reino de Deus. Deseja ela quem quer, mas ama e se entrega a ela quem possui vocação. Aprende e gosta dela quem se predispõe, porém se compromete quem percebe as responsabilidades.
Trilha nela quem possui temor, resignação e chamado para liderar efetivamente no Reino de Deus. São bonito e lindo os sucessos e as glórias dela, porém caros, custosos e trabalhosos os passos nos desafios durante a sua construção.
Felizes são aqueles aprendizes que retêm e aproveitam o máximo e o melhor dos conteúdos absorvidos e neles perseveram, tendo em vista que liderar no Reino de Deus é assunto de prática real, não teórico.
Respeitando todos os anos de experiências e vivências de todo e qualquer líder no Reino de Deus, independente de suas respeitadas credenciais, posições e reconhecidos currículos acadêmicos, lembramos enfaticamente que a linha mestra registra que o Reino de Deus não é deste mundo e que sua natureza não está direcionada e resumida unicamente à visão terrenal. Portanto, a sua metodologia de liderança muito excede nos seus valores em relação aos estilos de liderança seculares, ainda que alguns pontos destes se encostem e paralelizem-se naquela.
E entendemos que quando alguém perde-se no rumo da metodologia do Reino, fácil e tendenciosamente se torna em se enveredar nos estilos seculares e se valer da visão e da força destes. Quando um líder perde a essência, a natureza e o norte da liderança no Reino, deixa de ser líder e passa a assumir posição de gerente, comandante ou chefe, menos de líder. E isto não se torna apenas notório, e vai além do que se imagina e reflete fora das mesas de diálogo, de planejamento e de conciliações.
Para líderes perdidos do rumo da liderança no Reino, lhes sobram apenas os desgastes secretamente escondidos, inconfessáveis e indeclaráveis por trás dos rótulos formais da autoridade posicional empobrecida de espiritualidade e de espírito cristão, desaprumada e desalinhada tentando se sustentar sobre muletas de gerência, comando e chefia e se equilibrar sobre forças estranhas ao Reino.
Não são poucos os líderes que apoiados nessas muletas coxeiam entre as trilhas das convicções vocacionais, e em plena marcha perdem o seu próprio passo na cadência dos favores seculares ditatoriais ou tutoriais. Liderar vidas no Reino de Deus pode por alguns ser confundido como gerenciar, comandar e chefiar registros e rótulos institucionalmente jurídicos, estatuídos e regimentados, sob os quais convivem eventualmente pessoas religiosamente vinculadas a ele.
Representar rótulos formais ou administrar bens físicos patrimoniais não confere indicação de eficácia dos seus resultados e nem liderança propriamente dita. “Levar” o elemento grupal não significa liderar o elemento individual. Que melhor digam a realidade dos êxodos e suas lacunas deixadas por eles quando batem às portas.
Em quaisquer que sejam o setor e o ambiente humano, a atividade de liderar sempre foi um grande desafio em todos os tempos, e as atividades de gerenciar, comandar e chefiar, sempre foram desafios amenos em relação à liderança propriamente dita. Algumas diferenças e divergências existem entre elas, e bem fazem os que lideram no Reino de Deus se discernirem-nas e optarem sobretudo pela de liderar com êxito empregando a metodologia do Reino.
Anos após anos surgem pessoas bem intencionadas, dedicadas e competentemente versadas no assunto e trazem a lume teorias e estudos na área de liderança. Alguns desses enfatizam o êxito nas contingências, outros apontam para o regresso às origens e, além desses, outros enfatizam a nova visão moderna e contemporânea.
Outros, ainda, prometem revelar segredos de sucesso para as questões situacionais de liderança. Apesar de serem identificados utilidade e proveito na gama de todos esses bons conhecimentos, ainda assim ficam aquém e por muito a deverem ao fator liderança de individualidades.
A atividade de liderar está acima das formalidades documentais, enquanto as de gerenciar, comandar e chefiar estão presas, dependentes, padronizadas e instituídas pela força do estabelecido na legalidade documental expressa no papel escrito.
Liderar move e conduz íntimos e abre vias de bons comprometimentos e consecução para a criatividade e para expressões. Enquanto gerenciar, comandar e chefiar determinam e padronizam condutas e resultados mecanizados e quase sempre robotizados dentro de parâmetros impostos dirigidos sob a força da hierarquia e dos reforços através de recompensas e compensações de alguma forma suportadas por meios documentais. Liderar é, pois, um grande desafio, enquanto gerenciar, comandar e chefiar são, portanto, desafios amenos.
As épocas e seus movimentos propagam novos estilos e tendências, novas fórmulas e representações, novas formas e padrões, novas linhas de pensamentos e de visões, novos conceitos e adequações inovadores, que exercem influências sobre cada indivíduo e ambiente. O elemento individual fica exposto e confrontado pelo elemento grupal. E em meio a esses contextos o desafio de liderar se avoluma e exige mais do que a formalidade determina e espera.
Mover íntimos pelo emprego da força verbal ou pelo poder documental escrito, ou ainda pela oferta de recompensas materiais, não significa garantia de lealdade, de legítima e considerável satisfação, de ambiente favorável e de completude de sucesso, ainda que por alguns quesitos apareçam focos estilhaçados e promissores nos resultados das ações respondentes no setor liderado. Muitas vezes o marketing promove cascas coloridas, esconde caroços desbotados e semeia manchas não tratadas, e colhe frutos dduvidosos, deficientes, secos e mirrados.
Esses resultados não declaram perenização de reciprocidade e nem garantem a manutenção de comprometimento leal, do companheirismo fiel, da cumplicidade deliberada e muito menos da fidelidade duradoura em empreendimentos.
Governar esforços mecanizados é diferente de liderar raciocínios alheios, conduzir mentes pensantes, inteligentes e engenhosas, orientar vontades alheias, trabalhar em suprir necessidades íntimas alheias, restaurar valores alheios, direcionar sensos e juízos alheios, na consecução e consolidação de empreendimentos conjuntos, conjugados – isto é liderar individualidades.
Mover íntimos individuais a voluntariamente alcançarem objetivos comuns pela liderança é o grande desafio que suplanta “contratos psicológicos” e poderes documentais. Aquilo que atende hoje não garante que respondido da mesma forma e na mesma altura amanhã. Liderar individualidades é estar perto delas e assisti-las se mantendo equilibrado no primeiro lugar.
As épocas e seus movimentos estão dinamizando as massas, mecanizando procedimentos, incentivando estímulos cada vez mais dirigidos e focados no elemento grupal, ao passo que com isso o individual vai sendo abafado e abarcado pelas tendências do grupal e ao mesmo tempo que como num processo tendo as suas características individuais ameaçadas, sendo tragado pela visão grupal e pela representação numérica.
O modismo grupal acelerando na frente do mediano individual, despreza o fator unitário das individualidades. Ele torna as individualidades vistas apenas como frios números e dígitos insensíveis. E assim considerável número de líderes perdem a visão de Reino de Deus, se divorciam da metodologia de liderança dele e se desconectam do Céu. A liderança no Reino de Deus impõe o seu chamamento em direção a atender individualidades antes de tudo.
Os requerimentos das épocas e seus movimentos estão revelando e sinalizando a carência de reciclagem ministerial para os líderes no Reino de Deus. A reciclagem sem perdas de referencial e de identidade, de individualidade e de integridade está intimando em caráter de urgência ao retorno dos moldes das práticas primitivas em cuidar, acompanhar e atender o elemento individual.
Uma reciclagem que não perca ou se afaste do rumo da metodologia de liderança naturalmente praticada e aplicada no Reino de Deus. Uma reciclagem que sirva de antídoto eficaz contra os moldes da banalização e do descomprometimento que minam e esfriam corações decepcionados e frustrados em conseqüência da artificialidade decepcionante de sermões falaciosos, do joguete de interesses escusos e particulares e da incoerência de procedimentos dos gerentes da ilusão, comandantes do engano e chefes da maquiagem.
Os mecanismos humanos, que são próprios e concebidos da visão secular, podem ter a força de promoverem movimentos e cobrirem status momentâneos e passageiros. Entretanto são impotentes para manterem e conservarem o poder da coesão fiel, do comprometimento leal, da reciprocidade livre, cumplicidade e voluntariado que residem predispostamente em cada individualidade. Liderar o elemento individual é muito mais difícil e complexo do que gerenciar, comandar e chefiar o elemento grupal.
O elemento individual moderno está cada vez mais bem informado, visto que acessa e ao mesmo tempo é acessado através da interatividade dos meios de informação e de comunicação. Tanto líderes como liderados podem adquirir as mesmas informações, promover e repassá-las a outros, influenciarem e envolverem opiniões e ao mesmo tempo ambientes variados, independente de posicionamento filosófico ou localização geográfica.
Envolver e comprometer individualidades num mesmo projeto são os alvos desafiantes que tanto a liderança como a gerência, o comando e a chefia esperam com eficiência atingirem. E nem tudo que se move na força legal do papel escrito inerte é exatamente o mesmo que se revelaria na deliberada expressão viva, legítima e autêntica do íntimo. Incentivar para obtenção de sucessos ainda está aquém e é diferente de fazer com que as individualidades se sintam e se vejam envolvidas e percebam o seu comprometimento com motivação própria para alcançá-los.
Liderar individualidades no Reino de Deus é esperar contestações, questionamentos e críticas advindos delas. E os estilos de gerência, comando e chefia estariam por status e funcionalidade avessos a contestações, a questionamentos e a críticas originadas de individualidades que incidam e peçam contas sobre suas condutas, procedimentos e processos.
No Reino de Deus quem lidera torna-se público e, por isso, deve ter a consciência e a predisposição de ter suas condutas observadas, confrontadas, questionadas, criticadas e julgadas. Essas ações possuem suas vias de sucesso quando aceitavelmente cabíveis, respeitosamente confraternas e solidamente justas, transparentes e honestas. Liderar individualidades é estar aberto a monitoramentos e observações alheios.
Quase sempre os estilos de gerência, comando e chefia são opostos a manifestações que excedam os seus entendimentos e compreensões condicionados e impregnados pelos ditames rotineiros do papel legal escrito. Com as novidades e adequações das épocas, alguns caminhos têm sido um tanto mais abertos nesse sentido, todavia sempre aquém e bem distantes da metodologia de liderança no Reino de Deus.
Um fator notório conseqüente da ausência de liderança de individualidades são o esfacelamento e a fragmentação de grupos. Ele está sempre dando suas presenças e declarando assim que o poder das individualidades sempre foi mais forte. Quando individualidades não são apropriadamente assistidas, tratadas e nutridas, esse fator se torna rondante e presente.
Gerentes, comandantes e chefes, visando proteger e manter a integridade de seus grupos, recorrem aos recursos que lhes são disponíveis na oferta de recompensas materiais, físicas, e compensações físicas como reforços para manterem os seus liderados em prol dos seus objetivos. Eles possuem mecanismos formais documentalmente lhes favoráveis e lançam mão do que têm e podem oferecer, e mesmo assim não satisfazem e não abrangem individualidades.
Não basta aos líderes no Reino de Deus estarem atrelados funcionalmente ao papel escrito como os líderes seculares formais, mas serem comprometidos em conduta e procedimentos intemporais que mostrem transparentemente a essência do espírito cristão no exercício da prática.
Gerentes, comandantes e chefes impõem suas posições e seus governos sobre a força documental, reconhecendo que por vezes devem trafegar entre linhas e parâmetros para atingirem alvos com resultados promissores, senão pelo menos favoráveis. Geralmente esses estilos e posições seculares são do tipo “faça o que digo, mas não façam o que eu faço”. Suas condutas e procedimentos são temporais e localizados e nem sempre estão atrelados às naturezas e essências do elemento individual.
Por outro lado, a liderança cristã vai bem mais distante do que a liderança eclesiástica simplesmente alcança. Nela predominam fatores mais simples e menos complexos, mais individuais e informais. Enquanto a liderança eclesiástica tendencia para as possibilidades de engessamento e para padrões tramitacionais da lógica formal e pela visão de hierarquização psicional, a simplicidade da liderança cristã possibilita avançar espaços menos formais e abranger e singrar terrenos informais, de maneira que ela chega a pontos mais facilmente acolhedores do que a liderança eclesiástica atinge.
A liderança cristã pauta-se no modelo do Senhor Jesus Cristo e dos líderes e liderados primitivos. Ela naturalmente envolve líder e liderados, convocando e convergindo ambas individualidades ao contrato único que as une na visualização e práticas do exemplo. A liderança cristã atinge individualidades mais eficientemente e com resultados eficazes.
Os estilos e sistemas de lideranças seculares se opõem e conflitam com a metodologia de liderança cristã, visto que esta é própria do Reino de Deus que não é deste mundo. Os estilos e sistemas de lideranças seculares são compartimentalizadores e tem o seu foco no elemento grupal, sendo também pouco sensível ao elemento individual. E a metodologia da liderança cristã é compartilhadora.
Na vida cristã o comprometimento salta do papel e deve ser transformado e externado em ações práticas. Ausentes destas, quaisquer pregação de sermão ou ministração de ensino, ou implantação de diretivas, se tornam improváveis, incoerentes, pouco aceitas, quase nada respondidas e muitas vezes impeditivos ao alcance de resultados eficazes.
O que se conduz puramente de forma eclesiástica hoje pode não ser mantido e sustentado com a mesma visão, com a mesma força e com o mesmo peso de resposta expressa de fidelidade, lealdade e comprometimento mútuo amanhã. Que digam melhor as dissidências conseqüentes de contingências situacionais e existenciais localizadas, mas o que se conduz de forma cristã e espiritual hoje pode perdurar por anos afio sem sofrer variações.
Liderar de forma cristã e espiritual contém mais profundidade e aplicação do que funcional e posicionalmente se espera das formalidades estruturais. Enquanto a liderança eclesiástica foca os vetores e se pauta em características formais e visíveis, a liderança cristã aprofunda-se em focos imparciais sobre a natureza e responsabilidades gerais dos vetores nela envolvidos.
A liderança cristã possui propriedades suficientes para conduzir individualidades. Muitos líderes eclesiais nutrem receios contra expressões plenas e abertas afloradas da liderança cristã – isto pasma e surpreende a alguns, contudo a verdade nesse item muitas vezes aparece e é preciso que seja dita.
O envolvimento eclesial é estabelecido e acordado na força do registro e da ética estruturais formalizadas, mas o compromisso cristão é construído, consubstanciado e consolidado no poder da concordância e entrega mútuas e deliberadas nas ações éticas ensinadas na Palavra de Deus, mais fundamentalmente nos escritos neotestamentários.
O líder que possui expectativas de sucesso real, fiel, palpável e verdadeiro, deve envidar esforços para entrelaçar a liderança cristã, a espiritual e a eclesiástica como tecidas num só fio de procedimentos. Isto confere segurança e autoridade, oferece suporte à estabilidade, cativa respeito, fidelidade e comprometimento, abrange e atende individualidades.
Um dos grandes e notados desafios para os líderes apascentadores é a tarefa de liderar individualidades. E cada vez avançam as épocas, muitos líderes se esquivam e fogem dessa visão de liderança. Ela se faz pouco presente e uma metodologia que se faz árdua, trabalhosa, sofre entraves e padece incompreensões. Lidar com individualidades eventualmente não significa liderar e conduzir individualidades efetivamente.
Como é frustrante e inconsistente liderar apenas com palavras sem ações. Como é impróprio liderar à distância. Como é incoerente liderar pela visão idealista e por padrões utópicos. Como é incongruente liderar numa direção enquanto uma parte dos liderados divide-se nela e outras seguem outra por aquela não atender as individualidades dos liderados.
Como é simbólico e artificial liderar o elemento grupal apontando para um retorno no qual apenas se imagina ou idealiza e ao qual a deficiência de investimento no elemento individual revela o seu empobrecimento e insatisfação frustrante e decepcionante. Realmente é um grande trabalho desafiante o liderar individualidades.
Liderar individualidades é um grande desafio porque se foca em atender essencialmente aos anseios das necessidades espirituais e gregárias do elemento individual, assim como ir ao encontro das suas expectativas de valorização e visão dos fatores individuais. Nem sempre o êxodo na rotatividade nômade de freqüência nos grupos se deve em primeira mão a insumos externos, e sim ao surgimento de ausências de atendimento e reciprocidade rasa no âmbito interno do grupo.
O foco visualiza em atender o elemento grupal e enxerga como o mais importante as suas ações-respostas, colocando em segundo plano o elemento individual e suas natureza, capacidades, necessidades, carências e expectativas pessoais. Esse foco atende confortavelmente até certo ponto à liderança eclesiástica, porém conflita com a liderança cristã e de certa forma negligencia a liderança espiritual.
É, ou não, um grande desafio liderar individualidades no Reino de Deus? Rogamos que o Senhor Jesus Cristo equipe os líderes do Reino com todas as ferramentas e sensibilidades pertinentes, assim como com a boa consciência para perceberem o panorama e a grande necessidade de liderar individualidades.
PbGS
segunda-feira, 9 de maio de 2011
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
Busque e zele por ela.
Estamos no tempo em que a palavra “qualidade” está em evidência em vários meios e aplicação em muitas áreas. Buscar qualidade no que somos e em tudo no que produzimos são iniciativas extremamente promissoras, empreendedoras, inteligentes e animadoras. Uma demonstração de maturidade e de visão de propósitos. Quem busca qualidade, sabe aonde almeja chegar, e se lança e dedica-se na procura de trilhar caminhos seguros da perfeição.
As imperfeições de ontem e de hoje não podem ser desprezadas, e podem servir de indicadores para a busca de obtenção da excelência pela qualidade crescente e contínua. Elas podem servir de objeto de apreciação para a possibilidade de melhoramento e aprimoramento. Não persistir na busca de excelência para a qualidade seria uma atitude desleixada e um tanto negligente para conosco mesmos, e desconexa para com os requerimentos do contexto.
A busca da qualidade de vida espiritual começa melhor ser percebida nas palavras do Senhor Jesus a nos dizer “sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”, Mt 5.48. E também mais adiante Paulo, o apóstolo ensinador, nos clareia o caminho dessa busca de qualidade empregando o imperativo “transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”, do vosso “metanoia”, da mentalidade, da capacidade de compreensão, Rm 12.2.
O Senhor Jesus Cristo nos aponta o referencial, e o apóstolo Paulo nos ensina os meios, para a busca de qualidade para a nossa vida espiritual. Quantas pessoas perdem os melhores proveitos de suas vidas privando-as de experimentar melhoria contínua na sua vida espiritual. É preciso coragem, iniciativa, disposição e disciplina para manter e possuir uma vida espiritual de qualidade com legitimidade cristã e utilidade significativa.
Os dicionários definem “qualidade” como um atributo que determina a essência ou a natureza de alguém ou de algo. É o valor, a virtude característica, da propriedade ou da condição ou da capacidade de alguém ou de algo. A trilha em busca da qualidade é um caminho estreito e trabalhoso cujos frutos nos incentivam e cujo final nos contenta e nos favorece a satisfação e o senso de utilidade e do dever cumprido em cada dia.
Seria de muita valia se todos nós olhássemos para a busca da excelência pela qualidade em todas as coisas aplicando as nossas capacidade e habilidade seletivas e examinadoras em continuar em busca do melhoramento e aprimoramento contínuos para as coisas que num dado momento despertamos para elas e as consideramos suscetíveis e carentes de serem melhor qualificadas e se façam úteis e relevantes pela sua boa qualidade.
A visão de qualidade não se estagna e não se contenta com o estado alcançado. A visão de qualidade pode mudar para melhor muitas coisas em nossas vidas e contextos em vista da busca e aplicação de melhoramento e aprimoramento contínuo. O que vemos e fazemos hoje pode ser submetido ao melhoramento e ao aprimoramento para ser e servir melhor amanhã. O estado de conformidade tende a ser vencido pelo cansaço desestimulador e pela desmotivação causados pela ausência de renovação.
Somente torna-se obsoleto, arcaico e desatualizado quem ou o que não se submete aos rumos e aos meios para alcançar a perfeição, conformando-se com o estado até então obtido. A falta de visão de melhoramento é um risco de cair no confinamento improdutivo e se tornar deficiente por se fazer pouco útil e quase nada servível. A vida espiritual de uma pessoa é suscetível de melhorias e aprimoramento todos os dias. O nosso relacionamento com o Senhor e o nosso desempenho na Sua obra tornam-se mais vivos e produtivos na medida em que nos entregamos e nos dedicamos a buscar a excelência pela qualidade de nossa vida espiritual.
Olhamos para o Pai que é perfeito, buscamos ser Seus imitadores como filhos amados e nos transformamos pela renovação do nosso entendimento, e assim vamos tendo abertas as vias e possibilidades de experimentar qual seja a Sua boa e perfeita vontade para as nossas vidas. Aqui não está uma relação de obrigatoriedade, e sim de entrega satisfeita, aberta e concordante por entendimento que envolve todo o nosso ser.
Ao falar de qualidade nos traria à primeira vista apenas a aplicação da mesma nos bens materiais produzidos e consumidos. Isto é um resquício influenciador da mentalidade secularizada. Quase que a maioria das pessoas não visualiza o item qualidade nas coisas imateriais. Parece-nos que a capacidade avaliativa e examinadora das pessoas tende a concentrar-se na área material e ser deficiente na identificação perceptiva para a busca de qualidade nas áreas e valores imateriais.
Minha missão específica neste artigo é dirigir-me especialmente aos que desejam melhor zelar pela qualidade de vida espiritual. Aqueles que buscam melhoramento e aprimoramento contínuos através da busca persistente pela excelência através da qualidade de vida espiritual para o que empreendem a ser e a realizar. E mais fundamentalmente incentivar àqueles que procuram conscientemente a renovação real, verdadeira e significativa para as suas vidas. Este artigo poderia ser pouco servível para aqueles que se conformam em ser configurados em apenas números e dígitos de estatísticas nos arraiais evangélicos.
Nesta oportunidade lhes trago uma palavra amiga e conscientizadora, cujo tema norteia a reflexão sobre como contribuir para a busca da excelência pela qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que efetivamente conosco convivem, assim como dos públicos ouvintes que eventualmente nos ouvem e nos acompanham na pregação e no ensino. Num tempo em que muitos se sufocam em querer a satisfação da vida material e dos instantes imediatistas, é estarrecedor comprovar como tantos imperceptivelmente são arrastados pela onda do conformismo e outros afundam suas vidas em formalidades mecanicamente religiosas.
Falar da busca da excelência pela qualidade do que realizamos para o Senhor nas coisas que traduzem valores espirituais parece ter sido um assunto de somenos importância por algumas pessoas. Mas pode ser esperado por tantas almas que precisam com urgência diária trilharem o melhor e mais legítimo caminho para obter qualidade de vida espiritual.
Pacotes de falas eufóricas enfeitados por laços de desleixos têm sido os presentes mais fáceis de serem ofertados para encobrirem negligências com as coisas espirituais. As patentes coloridas e alvissareiras do engano e da ilusão que visam atender apelos da momentaneidade e da transitoriedade circunstancial ofuscam, inebriam e desviam a capacidade reflexiva individual sobre o que cada pessoa pode fazer em direção à busca de excelência pela qualidade de vida espiritual nas suas individualidades.
Algumas pessoas lamentavelmente deixam transparecer que para elas as coisas feitas hoje na Casa de Deus seriam frutos de fatalidades, e estão alheias de nossas capacidade e habilidade em zelar pela excelência da qualidade no que realizamos e oferecemos para melhorar, aperfeiçoar, a qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que nos cercam e nos ouvem. Com isto infelizmente alguns têm servido apenas de veículos incentivadores às suas motivações individuais e ministeriais, têm sido ferramentas que buscam acolhimentos para as suas próprias satisfações.
Infelizmente e de forma pouco inteligente, algumas dessas pessoas se entregam instintivamente ao fatalismo sem perceberem os riscos no agora pelos quais estão induzindo vidas no depois. Muitas delas dormentes e inertes ao panorama dos tempos, parecem haver perdido o senso de urgência em manter uma vida espiritual de qualidade e significativamente útil e dinâmica. As circunstâncias temporais podem influenciar uma vida conformada em postergações, e postergar algumas coisas é perder oportunidades de aprendizagem, edificação, melhoramento e aprimoramento.
Vozes inconfessas tentam nos dizer que a visão de seus serviços no santuário do Senhor precisa apenas atender aos momentos. Para essa visão, os frutos produzidos não precisam atender e dar suporte firme com vistas a resultados em colheita e contemplação na eternidade.
O momento passageiro do agora força ofuscar a ocasião irreversível do depois. E para alguns o que mais importa é o que seja produzido no presente e apenas para o presente, em detrimento do que o Reino de Deus possa ganhar real e efetivamente no presente e os seus servos lograrem sucesso para o futuro e no futuro.
No momento em que a consciência com lucidez toma posicionamento responsável e sóbrio em atentar para a qualidade de vida espiritual, se tem conseqüentemente a partir daí o ponto de partida incentivador que possibilita o interesse de adquirir um excelente padrão de qualidade em todas as áreas da vida individual e coletiva nos rebanhos do Senhor.
Sempre é encontrada a minoria desfocada da visão de Reino de Deus, e destas verdade e realidade não temos dúvida. Entretanto quando essa minoria nota o logro de sucesso naqueles que assimilaram, ou estão em assimilação, da busca da excelência pela qualidade para as suas vidas espirituais, os fatos e os acontecimentos por si mesmos vão convencendo de que qualidade contempla também a vida espiritual e é um assunto relevante para quem deseja servir melhor ao Senhor e ser útil aos Seus rebanhos.
A qualidade de vida espiritual é atestada pela demonstração prática na riqueza dos valores que uma vida possui e apresenta. Não são coisas momentâneas que conferem a existência e a consistência de qualidade de vida espiritual em uma dada pessoa. A constatação contínua desse quadro leva a todos perceberem, sentirem e testemunharem que não se trata de uma manifestação sazonal, nem temporal. Cada pessoa percebe o seu estado, a sua condição, a sua carência, e sabe que sua vida precisa ganhar um “up”, um novo ar, uma real e verdadeira renovação como diz a Palavra de Deus, sem influências ou tendências de pensamentos e filosofias humanas.
Não é a circunstancialidade e nem a ambiência que ditam ou definem qualidade de vida espiritual. Uma consciência cristã sensível à busca de mudança e aperfeiçoamento relevantes e próprios para a vida espiritual através de uma entrega dedicada a aplicar os princípios que conferem excelência pela qualidade de vida espiritual é de um grande valor prático para a obtenção dessa qualidade. Uma verdade em prática persistente e crescente. Tanto faz nos abertos areópagos como no interior de um cárcere, a qualidade de vida espiritual de uma pessoa se manifesta naturalmente independente de contextos.
Nas coisas materiais, os valores e sucessos na qualidade são facilmente visíveis, palpáveis e constatáveis. Na vida espiritual, os seus valores alvos da busca de excelência pela qualidade vão transcendendo a cada dia do invisível para exteriorizar no visível, de maneira que serão identificados os resultados linearmente e de forma contínua e sem esforço exacerbado e fatigante. E naturalmente vai se aflorando ao visível e palpável a realidade do que escreveu o apóstolo Paulo “já não vivo eu, mas Cristo vive em mim”.
Qualidade de vida espiritual de uma pessoa não é medida pela quantidade ou pela variedade de bens terrenos que esta possui. Não são a quantidade e a variedade desses bens e patrimônios o selo que ateste sua qualidade de vida espiritual, e muito menos certifiquem garantias ou provas de que o que possui é mostra de qualidade de vida espiritual.
Qualidade de vida espiritual não resume o foco em sucessos na vida material, na obtenção de bens e lucros materiais. Para alguns estes itens infelizmente têm sido vistos como “provas de prosperidade”. A mente natural materialista tentando se infiltrar nos ensinamentos bíblicos, querendo impor a força de suas interpretações particulares e incoerentes para a área material da vida, e ao mesmo tempo sendo opostas, enganosas e mentirosas diante da proposta real e verdadeira do Evangelho de Cristo para o homem.
A influência da filosofia materialista tentando minar os conteúdos ensinados pelo Senhor Jesus e afastar os servos de Deus da piedade e induzi-los entrarem na visão de trocas e interesses firmada e dirigida com prioridade na obtenção e satisfação pessoal nas coisas da vida terrena.
Uma tentativa materialista de querer supervalorizar o material em detrimento dos valores espirituais. Fazendo por influenciar as pessoas a dirigirem todos os seus passos, esforços e visão unicamente ao fim material. Constantemente encontramos tais pessoas decepcionadas e perdidas em frustrações e deixam de lado a busca de excelência para as suas vidas pela qualidade de vida espiritual.
Na corrida dividida e conflituosa entre as influências e os ditames do “ter”, do “ser” e do “estar”, os assombrosos ministérios do avivalismo e animação de públicos, assim como os da prosperidade material, têm causado mais prejuízos espirituais na vida de muita gente do que se imagina em primeiro momento. Uma geração influenciada a apenas mover a alma e o corpo e se dirigir à satisfação de seus interesses materiais. Uma geração que vem sendo ensinada e fortemente influenciada a empregar todos os seus esforços e visão horizontal e linear em direção à satisfação e deleite pessoais na vida material.
Jamais essas foram a marca norteadora da proposta original e legítima do Evangelho para os homens. Jamais foram essas a marca impressa nos pregadores do verdadeiro avivamento que arrebata o espírito e transcende a alma. As gerações passam, todavia os princípios bíblicos permanecem os mesmos. E é a perseverante visão neles que nos faz buscar para a nossa vida espiritual a excelência pela qualidade.
Cada geração experimenta os movimentos próprios de suas épocas, mas em cada uma deve sempre perdurar a presença dos princípios legítimos e fundamentais ensinados na Palavra de Deus. É a prática desses princípios que conduz diariamente a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual.
Pregadores legítimos de conteúdo e de autenticidade possuem e persistem na busca pela excelência da qualidade no que produzem para as vidas no Reino de Deus e realizam nele. A persistência tem um alto custo cujo preço somente é pago por aqueles que são verdadeiramente dispostos a efetuá-lo. Lembro-me de uma palestra ministrada pelo saudoso pastor-pregador batista Nilson Fanini, em 1987 em Niterói-RJ, que naquela ocasião nos disse “persista em trabalhar e se esforçar naquilo para o que Deus lhe chamou, independente do preço que os homens queiram tarifar as suas disposição e obra”.
A busca de excelência pela qualidade de vida espiritual atinge as mensagens da pregação. Sem mensagem de excelente qualidade as manifestações “produzem” apenas gente delirante e imaginativa para o presente e pouco pensante e reflexiva para o futuro. Mensagem de excelente qualidade move além da alma e do corpo do ouvinte, posto que vai direta ao encontro do espírito e faz este reconhecer a voz do Deus que lhe criou.
Mensagem de excelente qualidade produz reflexão e conscientização profundas no espírito do ouvinte, e toda manifestação conseqüente dela atesta no crivo da verdade e da autoridade bíblicas. Verdade, consistência bíblica, legitimidade de propósito e aplicação compreensível, coerente e alcançável através de sua prática são alguns dos itens da excelência na qualidade de uma mensagem bíblica.
Estamos singrando dias de descrenças e confusões, as ilusões e o engano já não mais estão batendo às portas, visto que agora as invadem diuturnamente e inescrupulosamente sem requisitar licença ou consultar possibilidades. Dias nos quais o cuidado pela vida espiritual tem sido colocado em segundo plano e parece que o zelo por ela restringe-se apenas na manutenção da sua superficialidade por um numeroso contingente.
Uma visão geral revela esse fato e gritantemente roga pela busca de excelência para a qualidade de vida espiritual. O ritmo da busca e manutenção da sobrevivência, mais os requerimentos das ocupações seculares e, além disso, as massacrantes rotinas têm sido fatores que gritam e rogam pelo melhor empenho e maior dedicação dos apascentadores, pregadores e ensinadores.
Outro fator que incide sobre a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual são as mudanças. As gerações vão experimentando mudanças e sofrendo e sendo influenciadas por estas. E muitas vidas anseiam por terem uma vida espiritual de qualidade sem perderem sua identidade cristã diante das mudanças. Muitas delas se mantêm dependentes das mensagens nas pregações e no ensino, em virtude das exigências impostas pelas suas rotinas de ocupações seculares.
A natureza e as características do tempo presente estão tragando e resumindo os homens de seus compromissos pessoais e individuais, suprimindo e resumindo sua liberdade individual para manutenção do seu bem-estar espiritual, psicológico, emocional, afetivo, religioso, etc. Enfim, uma corrida que afeta diretamente o fôlego de buscar excelência pela qualidade de vida espiritual.
A vida espiritual é progressiva, dinâmica e renovável. Uma vida espiritual com excelente qualidade deixa transparecer alguns indicadores de qualidade visíveis e testemunhados. Exercício do equilíbrio emocional e comportamental cada vez melhor; equilíbrio e sobriedade no modo e no senso de juízo; exercício da sensibilidade e percepção na produção de frutos no tempo próprio; frutificação natural e normal nas suas áreas de atuação, sem anomalias e sem desequilíbrio; e a sensível melhora e facilidade na condução de assuntos próprios da vida prática.
Assim sendo, notamos a necessidade premente de em tudo que fizermos, o façamos para a glória de Deus – isto traduz e resume de forma esclarecedora o significado do que é buscar excelência pela qualidade para uma vida espiritual de qualidade -. Os frutos revelam o grau e o nível de qualidade da vida espiritual de uma pessoa. Quanto maior é esse grau e melhor o nível, melhor e mais numerosos e consistentes se mostram os frutos.
Busque a excelência pela qualidade para a sua vida espiritual. Jamais terceirize a sua fé e os seus propósitos. Como prioridade, zele você primeiro pela sua qualidade de vida espiritual. Zele e cuide da qualidade de seu ministério. No final e em vista disso, quem tem a ganhar é você, os que lhe cercam, e acima de tudo a lucrar é o Reino de Deus.
PbGS
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
IMITAR O MESTRE: o caminho do sucesso.
Imitar o Mestre é o caminho.
Tal qual o Mestre, deve ser o discípulo.
Um dos passos na metodologia da aprendizagem é a imitação. Desde a infância até a velhice, tanto no reino animal como no humano, a presença da imitação está em constante reprodução. Não se tratam de rudimentos e nem de fórmulas mágicas experimentais, mas da dinâmica da vida. A vida cristã envolve diretamente o fator imitação no processo da aprendizagem.
Palmilhar nos passos do Mestre não significa triunfar em sucessos humanos. Mas sim no de palmilhar os passos que nos conduzem ao êxito seguro do viver
Imitar o Mestre é o maior e mais norteador caminho que o discípulo possa trilhar para alcançar os mesmos alvos atingidos por Ele. O apóstolo Paulo declarou "Sede meus imitadores, assim como sou de Cristo". Imitar é uma questão de possuir referênciais que apontem para a Referência Maior. Nesta vida não se aprende coisa alguma, sem que haja passado pelo processo da imitação, mesmo que inconscientemente.
Imitar o mestre significa ter, e guiar-se por um referencial de natureza e conduta para guiar-se por ele a realizar as mesmas coisas que ele fez e ensinou. Possuir a estrutura e a estatura do Mestre é a meta buscada por todo discípulo motivado, consciente, convicto e determinado ao que se propõe alcançar. O discípulo que decide imitar o Mestre precisa antecipadamente saber que na sua trajetória vai passar pelos mesmos trechos que aquele passou, porém nem sempre vai experimentar as mesmas coisas que o mestre ou o Mestre viveu. E aqui está uma eqüidistância natural colocada providencialmente entre as vivências de cada um.
Imitar o mestre significa ter, e guiar-se por um referencial de natureza e conduta para guiar-se por ele a realizar as mesmas coisas que ele fez e ensinou. Possuir a estrutura e a estatura do Mestre é a meta buscada por todo discípulo motivado, consciente, convicto e determinado ao que se propõe alcançar. O discípulo que decide imitar o Mestre precisa antecipadamente saber que na sua trajetória vai passar pelos mesmos trechos que aquele passou, porém nem sempre vai experimentar as mesmas coisas que o mestre ou o Mestre viveu. E aqui está uma eqüidistância natural colocada providencialmente entre as vivências de cada um.
O discípulo reconhece e dimensiona os seus referenciais.
Imitar é uma atitude que deve ser bem interpretada. “Basta que o discípulo seja como o seu mestre”, disse o Senhor Jesus, o Mestre por excelência. E para ser como o Mestre, o discípulo deve primar por carregar e externar em sua vida a identidade dos mestres que são referenciais que apontam para o Mestre. Pessoas se perdem e se desgovernam em razão de haverem antes se perdidas dos caminhos ensinados pelos mestres apontando as coisas do Mestre. Gerações estão se perdendo por desconexão do que os mestres lhes ensinaram. O discípulo deve a todo tempo reconhecer e dimensionar DE QUEM aprendeu, COM QUEM aprendeu, DE ONDE aprendeu e QUANTO TEMPO passou aprendendo.
Saber lidar com esses fatores sem perder a individualidade própria e sem se deixar ser influenciado por fatores externos e alheios à esta relação de cooperatividade, por si se fazem um grande desafio para o discípulo, da mesma forma como o foi na vida do mestre. Ser discípulo significa possuir patentemente as marcas impressas interiormente e exteriormente das coisas do Mestre ensinadas pelos mestres.
Saber lidar com esses fatores sem perder a individualidade própria e sem se deixar ser influenciado por fatores externos e alheios à esta relação de cooperatividade, por si se fazem um grande desafio para o discípulo, da mesma forma como o foi na vida do mestre. Ser discípulo significa possuir patentemente as marcas impressas interiormente e exteriormente das coisas do Mestre ensinadas pelos mestres.
O tempo do discípulo e a vida do mestre.
Um dos fatores das ocorrências da imaturidade diante das multi questões da vida é o ignorar o fator tempo. É preciso tempo de aprendizado se dedicando com disciplina. Não se pode construir um legado sem haver se espelhado em outros legados. O que se recebe é o que se ensina. A paciência e o compromisso dos mestres envolvem o passar o restante de suas vidas ensinando e lidando com as dinâmicas da vida dos discípulos, para que o fruto dos seus ensinamentos permaneça e gere outros frutos.
Imitar não é tarefa tão fácil.
A visão do mundo ocidental desconhece o valor e a importância do constante aprendizado por imitação. O apóstolo Paulo ao encorajar Timóteo (que fora seu aluno) a fim de que este fosse seu imitador, deixou claro que assim era como ele disse ser de Cristo. Timóteo conhecia o estilo de vida e todos os fatores e características de Paulo bem como as lutas e todos os demais detalhes de labor e lida deste. Não lhe fora tarefa fácil o ser imitador de um homem bastante capaz, muito experiente e diuturnamente experimentado nas muitas coisas inerentes à vida, aos ambientes e às questões de religião.
Nesse sentido, não é prática fácil o imitar um mestre olhando para o Mestre, visto que este é um caminho que exige esforços persistente de conhecimento, disciplina, trabalho, resignação e disposição para alcançar prontidão e propósitos. E bem que muito nos vale imitar a Paulo, haja vista que na totalidade de suas atitudes e comportamentos buscou ser irrepreensível. Paulo foi um bom referencial de seriedade e compromisso morais a ser imitado. Coisa que anda em crise e está em escassez em nossos dias.
Nesse sentido, não é prática fácil o imitar um mestre olhando para o Mestre, visto que este é um caminho que exige esforços persistente de conhecimento, disciplina, trabalho, resignação e disposição para alcançar prontidão e propósitos. E bem que muito nos vale imitar a Paulo, haja vista que na totalidade de suas atitudes e comportamentos buscou ser irrepreensível. Paulo foi um bom referencial de seriedade e compromisso morais a ser imitado. Coisa que anda em crise e está em escassez em nossos dias.
Diferenças entre imitação e plágio.
A imitação na nossa cultura ocidental assume ainda por algum ângulo a visão com um distorcido foco, pois para muitos de nós ocidentais o imitar é visto como um elemento mal interpretado, por muitas vezes incompreendido, equivocadamente visto como antididático e amplamente parcializado. Prova desta distorção está presente em um numeroso grupo ao correlacionar confusamente as palavras “imitação” e “plágio”. Imitação não é plágio. Plagiar é horroroso, desrespeitoso, inescrupuloso e indecoroso. E em contrapartida, imitar é bíblico, louvável, didático e se constitui numa manifestação de se estar predisposto a seguir os bons exemplos, a cumprir uma tarefa ou fazer uma atividade da melhor maneira que se pode ao desempenhar uma função ou um papel em qualquer área da vida. Ninguém aprende alguma coisa de prática sem haver passado pelas vias da imitação.
Imitar, além de ser um elemento didático empregado na metodologia de interação no processo ensino-aprendizagem, também é uma questão de visão cultural. Cada povo tem a sua cultura. E um dos indicadores de pobreza de cultura é o descaso para com o que se recebeu dos mestres que vieram antes. E há culturas que valorizam o emprego da imitação como um método eficiente para transmitir ensinamentos e perenizá-los vivos e eficazes por gerações.
Ausência de foco para a imitação.
A negligência na imitação tem se revelado na perda do direcionamento de seus trabalhos e de valores. Por esta razão, muitos discípulos depois de ouvirem o ensinamento ou a pregação, saem para suas casas sem haverem recebido ou identificado o alvo referencial inspirador do Mestre nos mestres aos quais precisam imitar aplicando nas suas vidas pessoalmente e individualmente o que receberam, a fim de que se consolide o processo progressivo de imitar o Mestre pelas muitas coisas que ouviram dos mestres, quer pelo ensino ou pela pregação.
Imitar o Mestre é o nosso alvo e o caminho do sucesso. Imitar o Mestre confere brilho, legitimidade, autenticidade, coerência e originalidade, sem contar que é mais promissor e inteligente. Não são as particularidades pessoais e individuais dos mestres que devem ser tomados para imitação. Mas as metodologias e a mecânica de cada segmento recebidos deles.
Os púlpitos respeitados sentem, confessam e expressam verbalmente a profunda compaixão pela ausência de valores reais recebidos dos mestres. Estudos, mensagens, sermões e pregações que não inspiram o ouvinte a imitar o Mestre devem ser reformulados, revistos e sentidos primeiro na ótica dos mestres, antes de entregá-los aos públicos para que também estes sejam inspirados a imitar o Mestre.
Os púlpitos respeitados sentem, confessam e expressam verbalmente a profunda compaixão pela ausência de valores reais recebidos dos mestres. Estudos, mensagens, sermões e pregações que não inspiram o ouvinte a imitar o Mestre devem ser reformulados, revistos e sentidos primeiro na ótica dos mestres, antes de entregá-los aos públicos para que também estes sejam inspirados a imitar o Mestre.
Imitar reforça e consolida a estrutura de discípulo devedor.
Não se pode fechar os olhos para os requerimentos e avisos do branco da seara madura para a ceifa, nem se perder o senso de dever, de obrigação para com Deus e de compromisso para com os homens. Não se pode abandonar o conceito paulino de sermos “OFEILETES” (vocábulo grego dos originais neotestamentários nos escritos de Paulo que diz daqueles que são devedores com obrigação para com Deus e devedores com compromisso para com os homens). Por isso, existe e predomina a necessidade constante de sermos imitadores do mestre Paulo, apóstolo, assim como ele foi do Mestre Jesus Cristo.
Precisamos compreender a essência dessa relação de papéis - discípulo e mestre -. Nenhum de nós se tornará mestre sem que antes tenha sido discípulo. O Senhor Jesus disse de si mesmo que “estava fazendo tudo que via o Pai fazer”, e que “lhe importava fazer a obra que o Pai Lhe mandou realizar”. Em termos humanos, um mestre que nunca se fez um discípulo para aprender, não carrega consigo a marca de mestre e nem pode propriamente possuir e externar a estrutura integral de discípulo. Haja vista que não há lugar para o tamanho contra-senso em algo que exige natureza e não apenas estado.
E para sermos cada vez discípulos melhores e mais eficientes no aproveitamento dessa linda relação discípulo-mestre, algumas palavras e expressões muito nos valem ser percebidas e assimiladas direto dos textos bíblicos originais.
1 - O sucesso começa quando somos MIMETES.
Começo, pois, pela expressão paulina “Sede meus imitadores, assim como eu sou de Cristo”. Que expressão espetacular e profunda é essa de Paulo quando indica uma atividade básica de um discípulo. Aqui as palavras são claras e delas entendemos que ele disse aos demais que apenas não ESTIVESSEM imitando a ele, mas sim que efetivamente FOSSEM seus imitadores. Não é uma questão de estado e sim de natureza! Não se trata de uma condição conformada de estado e de representação apenas, mas sim de uma característica própria de natureza que vai além de uma comparação.
No sentido humano, aqui encontramos um mestre ordenando aos seus discípulos (geração de cristãos que deveriam se pautar na pessoa de Paulo, na mecânica do seu trabalho, e tê-lo como uma referência legítima, original e autêntica do Mestre, assim como a natureza dele era de um discípulo de Cristo) que assumissem uma natureza e característica e não apenas um estado condicional ou circunstancial de imitação. E esse mesmo mestre aponta aos seus discípulos que tudo de sua natureza não finda no seu exemplo, mas sim no de Cristo. Paulo não demonstra que o seu ensino finaliza em si mesmo, ele não traz a sua pessoa como o fim do seu ensino, mas que assim como ele era e fazia as mesmas coisas ensinadas e marcadas na vida de Cristo, os discípulos poderiam confiar que estavam na direção e propósito corretos e autênticos como se estivessem seguindo diretamente a Cristo.
Nessa expressão paulina encontramos uma palavra bastante apropriada – imitadores -. Que vocábulo magnífico! Essa palavra “imitadores” traduz a original “MIMETES” do texto grego original. Paulo estava, então, dizendo “Sede meus mimetes, assim como eu sou “mimetes” de Cristo”. Um estado ou condição passa transitoriamente, todavia uma natureza demora ser concebida e assimilada, porém ao ser assumida, permanece a partir daí impressa como uma marca característica própria e duradoura.
Na vida cristã temos que palmilhar os passos como “MIMETES” de Paulo, porquanto sabemos de forma segura que assim estamos extensiva e concomitantemente sendo imitadores de Cristo. E entre os nossos mestres encontramos os que são “mimetes” de Paulo. Uma pessoa que na sua vida cristã desconhece o emprego pessoal e prático da verdade e realidade desse vocábulo, também está distante do Mestre e por demais longe de conceber a vida de um verdadeiro discípulo. Repriso que um dos métodos didáticos básicos mais eficientes que produz resultados eficazes da aprendizagem a curto prazo é o da imitação. A simplicidade e a eficácia da didática da imitação são coroadas pela solidez, robustez e originalidade que podem ser conferidas nos êxitos de seus resultados. Se um discípulo não possui a marca do seu mestre, logo ainda está e é alheio a ele.
O Senhor Jesus com Sua excelente propriedade disse que “pelos frutos conhecereis a árvore”. Esta verdade também toca implicitamente na aplicada desse assunto. Quando presenciamos as práticas de uma pessoa, estamos na verdade vendo além do visível e aparente. Está sendo nos dado conhecer além de ações produzidas, o cerne, a origem e a identidade individual representadas dela. Certamente as práticas foram trazidas de alguém no qual se fundamentaram, ou desenvolveram a partir de um dado momento. Alguém imita a alguém. E nessa relação, alguém também está constante ensinando ao passo que aprendendo e dando mostras de como se deve fazer as coisas.
2 - O sucesso é legítimo quando agimos em MIMÉOMAI.
Em seguida, a incisiva palavra de ação “IMITAR” propriamente dita que traduz o verbo original “MIMÉOMAI” do texto grego original que diz de imitar o que se vê de alguém fazer. Imitar um tipo de conduta específica de alguém com o qual mantenha vínculo. Imitar significa copiar o mais fielmente possível. Significa se espelhar no exemplo de modo de viver, nas instruções e na conduta de alguém. Este verbo tem a estreita relação com o substantivo adjetivo “MIMETES” citado acima.
Ainda que poucos se importem com seu compromisso de exemplo, este tem a sua tônica e força de voz significativamente influenciadoras. O exemplo fala muito alto, ele contagia enquanto ensina, ele arrasta ao campo da assimilação, posto que atitude alguma é mais contagiosa que o exemplo. Desde o Mestre até os mestres que "Ele mesmo deu", o ensino e a prática se consolidam a partir da imitação de exemplos. Entendemos que Paulo estava com isto também dizendo para que sejamos exemplos para outros nos imitarem e não apenas emularem ou simularem ações semelhantes. Se houver senso de compromisso prático com os legados referenciais que recebemos de outros homens fiéis e idôneos, certamente da mesma forma iremos espelhar legados referenciais para outros.
O caminho é se ter como alvo primordial o de seguindo e imitando mestres, assimilar condutas e exemplos dados pelo Mestre. João Batista disse uma frase interessante – “que Ele cresça e eu diminua” -. E mais tarde Paulo escreveu “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim”. Este é o lado benéfico, consciente, producente e edificante deste outro caminho que deve predominar aceso na mentalidade dos discípulos de Cristo. Seguimos e imitamos a Cristo de tal maneira que aos poucos vamos assimilando, percebendo e sendo percebidos de que Ele vai aumentando e assumindo lugar em nós até chegar o momento de estarmos conscientes de que temos diminuido de nós mesmos e que Cristo juntamente conosco e em nós assumimos que Ele aumentou e vive em nós através do que somos e fazemos.
O que significa seguir senão imitar? Não se pode ser um discípulo sem existir uma relação de proximidade e de estreita ligação pessoal com mestres que apontam para o Mestre. E sem existir relação de proximidade entre o discípulo e o mestre, a imitação sofre pontos de discrepâncias e se torna incompleta e artificial. A maior evidência é o próprio Senhor Jesus Cristo, o qual nos deixou o grande exemplo, para que Lhe sigamos os passos e o imitemos. Imitar o Mestre é o caminho do sucesso.
3 – O sucesso prossegue quando agimos com AKOLOUTHEÓ.
Indo um pouco mais além, chegamos na palavra grega “AKOLOUTHEÓ”. Um termo raiz pouco usado sozinho, mas com a adição de prefixos nos textos originais. Esta é uma palavra especial e muito significativa para um discípulo. Ela nos diz de acompanhar pessoalmente, com entendimento e de perto alguém enquanto aprende deste e serve a este. Aqui está um conceito pouco compreensível nas culturas ocidentais, haja vista que o mundo ocidental encontra sérias dificuldades em lidar com o ato de entrega voluntariamente e submissa a alguém a quem se segue. No mundo os homens encontram uma facilidade espetacular de seguir e assimilar instituições, organizações, conceitos lógicos e modos pela visão da similaridade e pela relação de admiração e afinidades sob condições e limites. Aqui esse vocábulo vai muito adiante da visão pessoal de vínculo por admiração condicional pura e simplesmente.
Aqui vamos ao sério vínculo que transcende a contemplação e a admiração – vamos ao lado prático demonstrativo e comprobatório por ações. É a prova que o discípulo mostra que assimilou a identidade do Mestre através de seus mestres, pois enquanto aprende destes também serve ao Mestre. Quando os públicos voltaram sua atenção em ver os discípulos, os identificaram de quem eles aprenderam e que seu mestre era Jesus, o Nazareno. Foi exatamente isso que aconteceu com aqueles primeiros discípulos, com os apóstolos e depois com todos os que quiserem viver piamente no Senhor Jesus.
São os marcos de quem aprendemos e as marcas da identidade do Mestre que possuímos que nos fazem distanciarmos naturalmente do sistema mundo com a sua visão distorcida e desfocada da Palavra de Deus e com sua vida divorciada de Deus. Assim como foi com os discípulos, com os apóstolos e com o Mestre, será com todos aqueles que quiserem viver piamente em imitar o Mestre, os quais padecerão perseguições por possuírem a essência contrária ao sistema mundo.
A visão desfocada da mentalidade influenciada pelo relativismo, pelo liberalismo e pela libertinagem conclui e prega precipitadamente no veredicto “não devemos seguir a ninguém. Temos que seguir a nós mesmos”. E com isto prosseguem vidas no obscurantismo secular tateando, e alheias na “doce” ilusão de imitar os seus próprios erros inconseqüentes e desiludidas nas suas profundas lamúrias.
4 – O sucesso se fortalece quando assimilamos OPÍSO.
Ainda, chegamos até uma palavra também interessante e confirmadora no assunto. O vocábulo grego “OPÍSO” dos textos originais nos revela ainda mais detalhes dessa relação discípulo-mestre. Ele é traduzido para a nossa expressão “ir após alguém”, ou “seguir depois de alguém”. “OPÍSO” mais profundamente diz de seguir alguém com apego e lealdade participando da mesma vida de sofrimentos, de labores e de comunhão. “OPISO” também diz de uma pessoa que desassociada, desvinculada, das coisas deixadas para trás, segue após alguém indo junto com este numa mesma direção. Entram fatores importantes nesta relação – apego, lealdade e direção. Esta palavra confere um novo ângulo de visão e seus segredos para o sucesso de imitar o Mestre.
Diante desta palavra, o discípulo não sustém sua vida em seguir os mestres, motivados por interesses ou conveniências pessoais em troca de “um bocado de pão ou de alguns pedaços de peixes”, ou participação de momentos de alaridos, euforias, glórias e fama, como aconteceram com alguns dos tempos bíblicos. Há a predominância da relação de apego e lealdade pelo forte vínculo do amor cristão na mesma direção, e não existe uma determinística cega para fazer valer imposições desumanas de uma lealdade ou fidelidade friamente cega e irracional, sem os princípios do amor e da razão prevalecerem na relação discípulo-mestre. O discípulo é pessoal, afetiva e racionalmente apegado e leal ao mestre sem perder as bases do amor. Este termo tem sentido próximo da relação com a palavra “AKOLOUTHEÓ”.
5 – O sucesso se realiza quando somos MATHÉTES com MANTHANÓ.
Por fim, outro vocábulo muito significativo e esclarecedor vem à tona. A palavra do texto original grego “MATHÉTÉS”. Esta é uma palavra sumamente importante que completa a inteireza de significado do termo “discípulo”. Ela quer dizer de aprender os ensinamentos de alguém com o pensamento acompanhado com esforços (“MANTHANÓ”). Em suma, o vocábulo “MATHÉTÉS” nos diz de que aprendemos empregando a mente e o esforço pessoal. Mais uma vez, isto lança por terra a falsa idéia de que discípulo seria alguém que aprende passivamente e por contemplação e admiração.
Aqui há uma demonstração de razão, raciocínio, atenção, operando juntos com o emprego de esforçoem ação. Enquanto se entende, se age. Enquanto se age, compreende e aprende. Aqui também está a significante essência da imitação legítima, didática e autêntica.
Aqui há uma demonstração de razão, raciocínio, atenção, operando juntos com o emprego de esforço
O mestre no seu trabalho de fazer enquanto ensina, incentiva e guia os discípulos que se tornam motivados enquanto pensam, se esforçam, realizam e aprendem. Nas culturas orientais e nas terras bíblicas a eficiência em aprender está em o discípulo se ater mais a ouvir e ver o mestre ensinar, aplicar o adestramento e falar mais, e o discípulo aprender disciplinadamente se esforçando em agir e imitar falando menos, aplicando o aprendizado, se esforçando e raciocinando mais.
Um dos erros crassos de discípulos de nosso tempo é o de passarem pouco tempo raciocinando e aprendendo os ensinamentos que lhes foram ministrados pelos mestres. Seja possível que estes erros advenham de onde, com quem e quanto tempo eles aprendem. O imediatismo e a impaciência são duas ferramentas que interferem contra a aprendizagem por imitação e aniquilam a eficácia dos resultados do ensino por ela.
Um dos erros crassos de discípulos de nosso tempo é o de passarem pouco tempo raciocinando e aprendendo os ensinamentos que lhes foram ministrados pelos mestres. Seja possível que estes erros advenham de onde, com quem e quanto tempo eles aprendem. O imediatismo e a impaciência são duas ferramentas que interferem contra a aprendizagem por imitação e aniquilam a eficácia dos resultados do ensino por ela.
Ausência de imitação atrofia, causa males e provoca deficiências.
Em alguns rebanhos a evasão, ou a substituição, ou a suplantação das reuniões de ensinos e de estudos bíblicos revelam deficiências tanto nos discípulos como nos mestres. Mostram a ausência de requisitos e de dedicação ao trabalho realizado. A inversão de prioridades ou a inconsistência de conteúdos, ou a impropriedade, ou a inadequabilidade, de metodologias de ensino, ou ainda a presença de alguma complexidade incidem contra a simplicidade do método da imitação que seria a melhor via de se conseguir melhor assimilação dos conteúdos ensinados e aprendidos.
Dando menor importância ao método eficiente da imitação, quantas vezes se ouve que esses rebanhos têm confessado e publicado a deficiência de ânimo, a ausência de encorajamento e de incentivação corretos e adequados, de desmotivação e desapego aos pontos salientes e essenciais dos ensinamentos bíblicos por parte de mestres ou de discípulos. Imitar é, pois, ainda o método de ensino-aprendizagem que traz os melhores e mais duradouros resultados. Por isso, imitar os mestres que por sua vez também imitam o Mestre é o caminho seguro, legítimo e autêntico do sucesso.
Portanto, um discípulo deve carregar consigo a marca patente de sua escola e de seus mestres, e melhor se faz quando estes mestres são imitadores do Mestre. A marca se pereniza, comprova o fruto, revela legitimidade, originalidade e autenticidade, bem como traz à luz a sublime pessoa do Mestre na vida do discípulo e do seu mestre. Jamais vamos identificar a marca de uma escola ou de seus mestres se ela não for notável na vida de seus discípulos. As marcas de um discípulo revelam a do seu mestre e a da sua escola, apontando para o Mestre. Discípulos precisam ter as marcas da imitação do Mestre no seu mestre e na sua escola.
A ausência de marcos dos mestres na vida dos discípulos coloca em dúvida a sua origem e põe em risco a confiabilidade sobre a identidade destes. O mestre deve espelhar o Mestre nos discípulos, e estes somente estão seguros da legitimidade, da originalidade e da autenticidade do Mestre em suas vidas quando os mestres de fato imitam o Mestre.
Imitemos, pois, os mestres que são imitadores do Mestre, e assim palmilhamos o caminho do sucesso estando em Cristo Jesus , o nosso Mestre por excelência.
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