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sábado, 6 de agosto de 2011
LIDERAR INDIVIDUALIDADES.
LIDERAR INDIVIDUALIDADES.
Eis um grande desafio...
Nesta oportunidade, venho com um assunto-tema atinente à liderança no Reino de Deus. A considerável concentração de interesses e de esforços nessa área mostra a notoriedade das carências, comprova a existência de deficiências e revela a busca de preparação e aperfeiçoamento.
Influência e marketing pessoais são trunfos parciais, empregados pelos meios seculares para imporem visão e posição, obterem sucessos, promoverem fama e causarem impactos no âmbito humano, porém não significam liderança. Infelizmente essas ferramentas deixaram de ser vistas como devem ser e lamentavelmente passaram a ser assumidas e aclamadas como marcas de expressão, significado e atestado de liderança.
A metodologia da liderança no Reino de Deus difere substancialmente em essência, natureza e aplicação dos conceitos, princípios e estilos da liderança nos corredores seculares. O grande erro e a enorme discrepância residem na tentativa de aplicar conceitos dos impérios do mundo, conciliar princípios seculares, introduzir filosofias pagãs, na liderança no Reino de Deus.
Liderança no Reino de Deus é um dos assuntos que vai além das teorias, oferecem aprendizagem prática, requerem boa e considerável vivência e legitimidade de experiências, autenticidade de procedimentos e transparência de condutas por parte daqueles que nele exercitam suas vidas. Ainda que o domínio de seus conteúdos não esteja na visão modal, pelo menos resida nos limiares que circundam a mediana.
Na vida dentro do Reino de Deus as teorias, as suposições e as hipóteses ficam muito aquém da prática vivencial e da experiência cotidiana. Ao contrário do mundo secular, no Reino de Deus não existem doutores categóricos em liderança, ainda que existam os excelentes e dedicados estudiosos, assim como os experientes no assunto. Liderança é um desses assuntos cujas aulas e lições requerem complemento na prática de campo, visto que somente quem labuta nelas percebe e consubstancia melhor os seus caminhos.
E como linha mestra e fio principal, preciso de antemão delimitar o vasto assunto a uma de suas áreas – a liderança de individualidades -. Pouco se fala e se ouve nesta área, posto que também poucos se exercitam efetivamente nela. Liderar o elemento grupal é diferente do conduzir o elemento individual. Aqui está um dos grandes desafios na liderança no Reino de Deus. Um desafio que excede visões, táticas, técnicas e estratégias de grupo. Liderar um grupo não é a mesma tarefa ou atividade de conduzir cada indivíduo pertencente a ele.
Liderar individualidades no Reino de Deus jamais foi atividade para teóricos, ainda que acolha e adestre aprendizes. E bem fazem bons proveitos e absorvem excelentes conteúdos estando estes últimos bem predispostos a trilharem sem reservas e sem rodeios os seus passos nela. Isto é um bom e louvável começo, mas ainda assim não indica seja garantia e eficácia de um nobre fim. Na liderança há passos a andar e existem caminhos a se percorrer a cada dia.
Liderar no Reino de Deus é um curso sem término, uma grade curricular sempre vasta e um histórico de módulos inconclusos que não perdem e não se afastam da nobreza de sua escola. Liderar no Reino de Deus é uma escola cujas pedagogia e didática são superiores às das escolas na área da Administração acadêmica secular. Nestas o maior literalmente manda no menor e naquela exemplarmente o maior serve ao menor.
Louvamos ao Senhor nosso Deus pelos competentes institutos, boas escolas, eficientes cursos e dignas instituições, que preparam líderes. Todavia O louvemos mais ainda pelas lições de Sua nobre e excelente escola cujos objetivos são múltiplos e abrangentes e cujos adestramentos conclamam o comprometimento daqueles que nela são aprendizes.
Nessa nobre escola a grade curricular, os planos de aulas e as avaliações para capacitação e aperfeiçoamento da vocação não estão presos a ditames e nem se limitam a indicações humanas. Nessa escola os objetivos visam inicialmente atingir essência e natureza íntimas e não apenas ministrar informações, nem administrar patrimônios e regrar condutas e procedimentos.
Nessa excelente e espetacular escola a cada dia coisas novas vão surpreendendo, transcorrendo e conferindo ensinamentos, no sentido de produzirem edificação e aperfeiçoamentos, ainda que sempre a caminho da nossa completa e inteira prontificação.
Alegrias e tristezas, sorrisos e choros, expressam a construção de vivência e experiência na liderança no Reino de Deus. Deseja ela quem quer, mas ama e se entrega a ela quem possui vocação. Aprende e gosta dela quem se predispõe, porém se compromete quem percebe as responsabilidades.
Trilha nela quem possui temor, resignação e chamado para liderar efetivamente no Reino de Deus. São bonito e lindo os sucessos e as glórias dela, porém caros, custosos e trabalhosos os passos nos desafios durante a sua construção.
Felizes são aqueles aprendizes que retêm e aproveitam o máximo e o melhor dos conteúdos absorvidos e neles perseveram, tendo em vista que liderar no Reino de Deus é assunto de prática real, não teórico.
Respeitando todos os anos de experiências e vivências de todo e qualquer líder no Reino de Deus, independente de suas respeitadas credenciais, posições e reconhecidos currículos acadêmicos, lembramos enfaticamente que a linha mestra registra que o Reino de Deus não é deste mundo e que sua natureza não está direcionada e resumida unicamente à visão terrenal. Portanto, a sua metodologia de liderança muito excede nos seus valores em relação aos estilos de liderança seculares, ainda que alguns pontos destes se encostem e paralelizem-se naquela.
E entendemos que quando alguém perde-se no rumo da metodologia do Reino, fácil e tendenciosamente se torna em se enveredar nos estilos seculares e se valer da visão e da força destes. Quando um líder perde a essência, a natureza e o norte da liderança no Reino, deixa de ser líder e passa a assumir posição de gerente, comandante ou chefe, menos de líder. E isto não se torna apenas notório, e vai além do que se imagina e reflete fora das mesas de diálogo, de planejamento e de conciliações.
Para líderes perdidos do rumo da liderança no Reino, lhes sobram apenas os desgastes secretamente escondidos, inconfessáveis e indeclaráveis por trás dos rótulos formais da autoridade posicional empobrecida de espiritualidade e de espírito cristão, desaprumada e desalinhada tentando se sustentar sobre muletas de gerência, comando e chefia e se equilibrar sobre forças estranhas ao Reino.
Não são poucos os líderes que apoiados nessas muletas coxeiam entre as trilhas das convicções vocacionais, e em plena marcha perdem o seu próprio passo na cadência dos favores seculares ditatoriais ou tutoriais. Liderar vidas no Reino de Deus pode por alguns ser confundido como gerenciar, comandar e chefiar registros e rótulos institucionalmente jurídicos, estatuídos e regimentados, sob os quais convivem eventualmente pessoas religiosamente vinculadas a ele.
Representar rótulos formais ou administrar bens físicos patrimoniais não confere indicação de eficácia dos seus resultados e nem liderança propriamente dita. “Levar” o elemento grupal não significa liderar o elemento individual. Que melhor digam a realidade dos êxodos e suas lacunas deixadas por eles quando batem às portas.
Em quaisquer que sejam o setor e o ambiente humano, a atividade de liderar sempre foi um grande desafio em todos os tempos, e as atividades de gerenciar, comandar e chefiar, sempre foram desafios amenos em relação à liderança propriamente dita. Algumas diferenças e divergências existem entre elas, e bem fazem os que lideram no Reino de Deus se discernirem-nas e optarem sobretudo pela de liderar com êxito empregando a metodologia do Reino.
Anos após anos surgem pessoas bem intencionadas, dedicadas e competentemente versadas no assunto e trazem a lume teorias e estudos na área de liderança. Alguns desses enfatizam o êxito nas contingências, outros apontam para o regresso às origens e, além desses, outros enfatizam a nova visão moderna e contemporânea.
Outros, ainda, prometem revelar segredos de sucesso para as questões situacionais de liderança. Apesar de serem identificados utilidade e proveito na gama de todos esses bons conhecimentos, ainda assim ficam aquém e por muito a deverem ao fator liderança de individualidades.
A atividade de liderar está acima das formalidades documentais, enquanto as de gerenciar, comandar e chefiar estão presas, dependentes, padronizadas e instituídas pela força do estabelecido na legalidade documental expressa no papel escrito.
Liderar move e conduz íntimos e abre vias de bons comprometimentos e consecução para a criatividade e para expressões. Enquanto gerenciar, comandar e chefiar determinam e padronizam condutas e resultados mecanizados e quase sempre robotizados dentro de parâmetros impostos dirigidos sob a força da hierarquia e dos reforços através de recompensas e compensações de alguma forma suportadas por meios documentais. Liderar é, pois, um grande desafio, enquanto gerenciar, comandar e chefiar são, portanto, desafios amenos.
As épocas e seus movimentos propagam novos estilos e tendências, novas fórmulas e representações, novas formas e padrões, novas linhas de pensamentos e de visões, novos conceitos e adequações inovadores, que exercem influências sobre cada indivíduo e ambiente. O elemento individual fica exposto e confrontado pelo elemento grupal. E em meio a esses contextos o desafio de liderar se avoluma e exige mais do que a formalidade determina e espera.
Mover íntimos pelo emprego da força verbal ou pelo poder documental escrito, ou ainda pela oferta de recompensas materiais, não significa garantia de lealdade, de legítima e considerável satisfação, de ambiente favorável e de completude de sucesso, ainda que por alguns quesitos apareçam focos estilhaçados e promissores nos resultados das ações respondentes no setor liderado. Muitas vezes o marketing promove cascas coloridas, esconde caroços desbotados e semeia manchas não tratadas, e colhe frutos dduvidosos, deficientes, secos e mirrados.
Esses resultados não declaram perenização de reciprocidade e nem garantem a manutenção de comprometimento leal, do companheirismo fiel, da cumplicidade deliberada e muito menos da fidelidade duradoura em empreendimentos.
Governar esforços mecanizados é diferente de liderar raciocínios alheios, conduzir mentes pensantes, inteligentes e engenhosas, orientar vontades alheias, trabalhar em suprir necessidades íntimas alheias, restaurar valores alheios, direcionar sensos e juízos alheios, na consecução e consolidação de empreendimentos conjuntos, conjugados – isto é liderar individualidades.
Mover íntimos individuais a voluntariamente alcançarem objetivos comuns pela liderança é o grande desafio que suplanta “contratos psicológicos” e poderes documentais. Aquilo que atende hoje não garante que respondido da mesma forma e na mesma altura amanhã. Liderar individualidades é estar perto delas e assisti-las se mantendo equilibrado no primeiro lugar.
As épocas e seus movimentos estão dinamizando as massas, mecanizando procedimentos, incentivando estímulos cada vez mais dirigidos e focados no elemento grupal, ao passo que com isso o individual vai sendo abafado e abarcado pelas tendências do grupal e ao mesmo tempo que como num processo tendo as suas características individuais ameaçadas, sendo tragado pela visão grupal e pela representação numérica.
O modismo grupal acelerando na frente do mediano individual, despreza o fator unitário das individualidades. Ele torna as individualidades vistas apenas como frios números e dígitos insensíveis. E assim considerável número de líderes perdem a visão de Reino de Deus, se divorciam da metodologia de liderança dele e se desconectam do Céu. A liderança no Reino de Deus impõe o seu chamamento em direção a atender individualidades antes de tudo.
Os requerimentos das épocas e seus movimentos estão revelando e sinalizando a carência de reciclagem ministerial para os líderes no Reino de Deus. A reciclagem sem perdas de referencial e de identidade, de individualidade e de integridade está intimando em caráter de urgência ao retorno dos moldes das práticas primitivas em cuidar, acompanhar e atender o elemento individual.
Uma reciclagem que não perca ou se afaste do rumo da metodologia de liderança naturalmente praticada e aplicada no Reino de Deus. Uma reciclagem que sirva de antídoto eficaz contra os moldes da banalização e do descomprometimento que minam e esfriam corações decepcionados e frustrados em conseqüência da artificialidade decepcionante de sermões falaciosos, do joguete de interesses escusos e particulares e da incoerência de procedimentos dos gerentes da ilusão, comandantes do engano e chefes da maquiagem.
Os mecanismos humanos, que são próprios e concebidos da visão secular, podem ter a força de promoverem movimentos e cobrirem status momentâneos e passageiros. Entretanto são impotentes para manterem e conservarem o poder da coesão fiel, do comprometimento leal, da reciprocidade livre, cumplicidade e voluntariado que residem predispostamente em cada individualidade. Liderar o elemento individual é muito mais difícil e complexo do que gerenciar, comandar e chefiar o elemento grupal.
O elemento individual moderno está cada vez mais bem informado, visto que acessa e ao mesmo tempo é acessado através da interatividade dos meios de informação e de comunicação. Tanto líderes como liderados podem adquirir as mesmas informações, promover e repassá-las a outros, influenciarem e envolverem opiniões e ao mesmo tempo ambientes variados, independente de posicionamento filosófico ou localização geográfica.
Envolver e comprometer individualidades num mesmo projeto são os alvos desafiantes que tanto a liderança como a gerência, o comando e a chefia esperam com eficiência atingirem. E nem tudo que se move na força legal do papel escrito inerte é exatamente o mesmo que se revelaria na deliberada expressão viva, legítima e autêntica do íntimo. Incentivar para obtenção de sucessos ainda está aquém e é diferente de fazer com que as individualidades se sintam e se vejam envolvidas e percebam o seu comprometimento com motivação própria para alcançá-los.
Liderar individualidades no Reino de Deus é esperar contestações, questionamentos e críticas advindos delas. E os estilos de gerência, comando e chefia estariam por status e funcionalidade avessos a contestações, a questionamentos e a críticas originadas de individualidades que incidam e peçam contas sobre suas condutas, procedimentos e processos.
No Reino de Deus quem lidera torna-se público e, por isso, deve ter a consciência e a predisposição de ter suas condutas observadas, confrontadas, questionadas, criticadas e julgadas. Essas ações possuem suas vias de sucesso quando aceitavelmente cabíveis, respeitosamente confraternas e solidamente justas, transparentes e honestas. Liderar individualidades é estar aberto a monitoramentos e observações alheios.
Quase sempre os estilos de gerência, comando e chefia são opostos a manifestações que excedam os seus entendimentos e compreensões condicionados e impregnados pelos ditames rotineiros do papel legal escrito. Com as novidades e adequações das épocas, alguns caminhos têm sido um tanto mais abertos nesse sentido, todavia sempre aquém e bem distantes da metodologia de liderança no Reino de Deus.
Um fator notório conseqüente da ausência de liderança de individualidades são o esfacelamento e a fragmentação de grupos. Ele está sempre dando suas presenças e declarando assim que o poder das individualidades sempre foi mais forte. Quando individualidades não são apropriadamente assistidas, tratadas e nutridas, esse fator se torna rondante e presente.
Gerentes, comandantes e chefes, visando proteger e manter a integridade de seus grupos, recorrem aos recursos que lhes são disponíveis na oferta de recompensas materiais, físicas, e compensações físicas como reforços para manterem os seus liderados em prol dos seus objetivos. Eles possuem mecanismos formais documentalmente lhes favoráveis e lançam mão do que têm e podem oferecer, e mesmo assim não satisfazem e não abrangem individualidades.
Não basta aos líderes no Reino de Deus estarem atrelados funcionalmente ao papel escrito como os líderes seculares formais, mas serem comprometidos em conduta e procedimentos intemporais que mostrem transparentemente a essência do espírito cristão no exercício da prática.
Gerentes, comandantes e chefes impõem suas posições e seus governos sobre a força documental, reconhecendo que por vezes devem trafegar entre linhas e parâmetros para atingirem alvos com resultados promissores, senão pelo menos favoráveis. Geralmente esses estilos e posições seculares são do tipo “faça o que digo, mas não façam o que eu faço”. Suas condutas e procedimentos são temporais e localizados e nem sempre estão atrelados às naturezas e essências do elemento individual.
Por outro lado, a liderança cristã vai bem mais distante do que a liderança eclesiástica simplesmente alcança. Nela predominam fatores mais simples e menos complexos, mais individuais e informais. Enquanto a liderança eclesiástica tendencia para as possibilidades de engessamento e para padrões tramitacionais da lógica formal e pela visão de hierarquização psicional, a simplicidade da liderança cristã possibilita avançar espaços menos formais e abranger e singrar terrenos informais, de maneira que ela chega a pontos mais facilmente acolhedores do que a liderança eclesiástica atinge.
A liderança cristã pauta-se no modelo do Senhor Jesus Cristo e dos líderes e liderados primitivos. Ela naturalmente envolve líder e liderados, convocando e convergindo ambas individualidades ao contrato único que as une na visualização e práticas do exemplo. A liderança cristã atinge individualidades mais eficientemente e com resultados eficazes.
Os estilos e sistemas de lideranças seculares se opõem e conflitam com a metodologia de liderança cristã, visto que esta é própria do Reino de Deus que não é deste mundo. Os estilos e sistemas de lideranças seculares são compartimentalizadores e tem o seu foco no elemento grupal, sendo também pouco sensível ao elemento individual. E a metodologia da liderança cristã é compartilhadora.
Na vida cristã o comprometimento salta do papel e deve ser transformado e externado em ações práticas. Ausentes destas, quaisquer pregação de sermão ou ministração de ensino, ou implantação de diretivas, se tornam improváveis, incoerentes, pouco aceitas, quase nada respondidas e muitas vezes impeditivos ao alcance de resultados eficazes.
O que se conduz puramente de forma eclesiástica hoje pode não ser mantido e sustentado com a mesma visão, com a mesma força e com o mesmo peso de resposta expressa de fidelidade, lealdade e comprometimento mútuo amanhã. Que digam melhor as dissidências conseqüentes de contingências situacionais e existenciais localizadas, mas o que se conduz de forma cristã e espiritual hoje pode perdurar por anos afio sem sofrer variações.
Liderar de forma cristã e espiritual contém mais profundidade e aplicação do que funcional e posicionalmente se espera das formalidades estruturais. Enquanto a liderança eclesiástica foca os vetores e se pauta em características formais e visíveis, a liderança cristã aprofunda-se em focos imparciais sobre a natureza e responsabilidades gerais dos vetores nela envolvidos.
A liderança cristã possui propriedades suficientes para conduzir individualidades. Muitos líderes eclesiais nutrem receios contra expressões plenas e abertas afloradas da liderança cristã – isto pasma e surpreende a alguns, contudo a verdade nesse item muitas vezes aparece e é preciso que seja dita.
O envolvimento eclesial é estabelecido e acordado na força do registro e da ética estruturais formalizadas, mas o compromisso cristão é construído, consubstanciado e consolidado no poder da concordância e entrega mútuas e deliberadas nas ações éticas ensinadas na Palavra de Deus, mais fundamentalmente nos escritos neotestamentários.
O líder que possui expectativas de sucesso real, fiel, palpável e verdadeiro, deve envidar esforços para entrelaçar a liderança cristã, a espiritual e a eclesiástica como tecidas num só fio de procedimentos. Isto confere segurança e autoridade, oferece suporte à estabilidade, cativa respeito, fidelidade e comprometimento, abrange e atende individualidades.
Um dos grandes e notados desafios para os líderes apascentadores é a tarefa de liderar individualidades. E cada vez avançam as épocas, muitos líderes se esquivam e fogem dessa visão de liderança. Ela se faz pouco presente e uma metodologia que se faz árdua, trabalhosa, sofre entraves e padece incompreensões. Lidar com individualidades eventualmente não significa liderar e conduzir individualidades efetivamente.
Como é frustrante e inconsistente liderar apenas com palavras sem ações. Como é impróprio liderar à distância. Como é incoerente liderar pela visão idealista e por padrões utópicos. Como é incongruente liderar numa direção enquanto uma parte dos liderados divide-se nela e outras seguem outra por aquela não atender as individualidades dos liderados.
Como é simbólico e artificial liderar o elemento grupal apontando para um retorno no qual apenas se imagina ou idealiza e ao qual a deficiência de investimento no elemento individual revela o seu empobrecimento e insatisfação frustrante e decepcionante. Realmente é um grande trabalho desafiante o liderar individualidades.
Liderar individualidades é um grande desafio porque se foca em atender essencialmente aos anseios das necessidades espirituais e gregárias do elemento individual, assim como ir ao encontro das suas expectativas de valorização e visão dos fatores individuais. Nem sempre o êxodo na rotatividade nômade de freqüência nos grupos se deve em primeira mão a insumos externos, e sim ao surgimento de ausências de atendimento e reciprocidade rasa no âmbito interno do grupo.
O foco visualiza em atender o elemento grupal e enxerga como o mais importante as suas ações-respostas, colocando em segundo plano o elemento individual e suas natureza, capacidades, necessidades, carências e expectativas pessoais. Esse foco atende confortavelmente até certo ponto à liderança eclesiástica, porém conflita com a liderança cristã e de certa forma negligencia a liderança espiritual.
É, ou não, um grande desafio liderar individualidades no Reino de Deus? Rogamos que o Senhor Jesus Cristo equipe os líderes do Reino com todas as ferramentas e sensibilidades pertinentes, assim como com a boa consciência para perceberem o panorama e a grande necessidade de liderar individualidades.
PbGS
segunda-feira, 9 de maio de 2011
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
Busque e zele por ela.
Estamos no tempo em que a palavra “qualidade” está em evidência em vários meios e aplicação em muitas áreas. Buscar qualidade no que somos e em tudo no que produzimos são iniciativas extremamente promissoras, empreendedoras, inteligentes e animadoras. Uma demonstração de maturidade e de visão de propósitos. Quem busca qualidade, sabe aonde almeja chegar, e se lança e dedica-se na procura de trilhar caminhos seguros da perfeição.
As imperfeições de ontem e de hoje não podem ser desprezadas, e podem servir de indicadores para a busca de obtenção da excelência pela qualidade crescente e contínua. Elas podem servir de objeto de apreciação para a possibilidade de melhoramento e aprimoramento. Não persistir na busca de excelência para a qualidade seria uma atitude desleixada e um tanto negligente para conosco mesmos, e desconexa para com os requerimentos do contexto.
A busca da qualidade de vida espiritual começa melhor ser percebida nas palavras do Senhor Jesus a nos dizer “sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”, Mt 5.48. E também mais adiante Paulo, o apóstolo ensinador, nos clareia o caminho dessa busca de qualidade empregando o imperativo “transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”, do vosso “metanoia”, da mentalidade, da capacidade de compreensão, Rm 12.2.
O Senhor Jesus Cristo nos aponta o referencial, e o apóstolo Paulo nos ensina os meios, para a busca de qualidade para a nossa vida espiritual. Quantas pessoas perdem os melhores proveitos de suas vidas privando-as de experimentar melhoria contínua na sua vida espiritual. É preciso coragem, iniciativa, disposição e disciplina para manter e possuir uma vida espiritual de qualidade com legitimidade cristã e utilidade significativa.
Os dicionários definem “qualidade” como um atributo que determina a essência ou a natureza de alguém ou de algo. É o valor, a virtude característica, da propriedade ou da condição ou da capacidade de alguém ou de algo. A trilha em busca da qualidade é um caminho estreito e trabalhoso cujos frutos nos incentivam e cujo final nos contenta e nos favorece a satisfação e o senso de utilidade e do dever cumprido em cada dia.
Seria de muita valia se todos nós olhássemos para a busca da excelência pela qualidade em todas as coisas aplicando as nossas capacidade e habilidade seletivas e examinadoras em continuar em busca do melhoramento e aprimoramento contínuos para as coisas que num dado momento despertamos para elas e as consideramos suscetíveis e carentes de serem melhor qualificadas e se façam úteis e relevantes pela sua boa qualidade.
A visão de qualidade não se estagna e não se contenta com o estado alcançado. A visão de qualidade pode mudar para melhor muitas coisas em nossas vidas e contextos em vista da busca e aplicação de melhoramento e aprimoramento contínuo. O que vemos e fazemos hoje pode ser submetido ao melhoramento e ao aprimoramento para ser e servir melhor amanhã. O estado de conformidade tende a ser vencido pelo cansaço desestimulador e pela desmotivação causados pela ausência de renovação.
Somente torna-se obsoleto, arcaico e desatualizado quem ou o que não se submete aos rumos e aos meios para alcançar a perfeição, conformando-se com o estado até então obtido. A falta de visão de melhoramento é um risco de cair no confinamento improdutivo e se tornar deficiente por se fazer pouco útil e quase nada servível. A vida espiritual de uma pessoa é suscetível de melhorias e aprimoramento todos os dias. O nosso relacionamento com o Senhor e o nosso desempenho na Sua obra tornam-se mais vivos e produtivos na medida em que nos entregamos e nos dedicamos a buscar a excelência pela qualidade de nossa vida espiritual.
Olhamos para o Pai que é perfeito, buscamos ser Seus imitadores como filhos amados e nos transformamos pela renovação do nosso entendimento, e assim vamos tendo abertas as vias e possibilidades de experimentar qual seja a Sua boa e perfeita vontade para as nossas vidas. Aqui não está uma relação de obrigatoriedade, e sim de entrega satisfeita, aberta e concordante por entendimento que envolve todo o nosso ser.
Ao falar de qualidade nos traria à primeira vista apenas a aplicação da mesma nos bens materiais produzidos e consumidos. Isto é um resquício influenciador da mentalidade secularizada. Quase que a maioria das pessoas não visualiza o item qualidade nas coisas imateriais. Parece-nos que a capacidade avaliativa e examinadora das pessoas tende a concentrar-se na área material e ser deficiente na identificação perceptiva para a busca de qualidade nas áreas e valores imateriais.
Minha missão específica neste artigo é dirigir-me especialmente aos que desejam melhor zelar pela qualidade de vida espiritual. Aqueles que buscam melhoramento e aprimoramento contínuos através da busca persistente pela excelência através da qualidade de vida espiritual para o que empreendem a ser e a realizar. E mais fundamentalmente incentivar àqueles que procuram conscientemente a renovação real, verdadeira e significativa para as suas vidas. Este artigo poderia ser pouco servível para aqueles que se conformam em ser configurados em apenas números e dígitos de estatísticas nos arraiais evangélicos.
Nesta oportunidade lhes trago uma palavra amiga e conscientizadora, cujo tema norteia a reflexão sobre como contribuir para a busca da excelência pela qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que efetivamente conosco convivem, assim como dos públicos ouvintes que eventualmente nos ouvem e nos acompanham na pregação e no ensino. Num tempo em que muitos se sufocam em querer a satisfação da vida material e dos instantes imediatistas, é estarrecedor comprovar como tantos imperceptivelmente são arrastados pela onda do conformismo e outros afundam suas vidas em formalidades mecanicamente religiosas.
Falar da busca da excelência pela qualidade do que realizamos para o Senhor nas coisas que traduzem valores espirituais parece ter sido um assunto de somenos importância por algumas pessoas. Mas pode ser esperado por tantas almas que precisam com urgência diária trilharem o melhor e mais legítimo caminho para obter qualidade de vida espiritual.
Pacotes de falas eufóricas enfeitados por laços de desleixos têm sido os presentes mais fáceis de serem ofertados para encobrirem negligências com as coisas espirituais. As patentes coloridas e alvissareiras do engano e da ilusão que visam atender apelos da momentaneidade e da transitoriedade circunstancial ofuscam, inebriam e desviam a capacidade reflexiva individual sobre o que cada pessoa pode fazer em direção à busca de excelência pela qualidade de vida espiritual nas suas individualidades.
Algumas pessoas lamentavelmente deixam transparecer que para elas as coisas feitas hoje na Casa de Deus seriam frutos de fatalidades, e estão alheias de nossas capacidade e habilidade em zelar pela excelência da qualidade no que realizamos e oferecemos para melhorar, aperfeiçoar, a qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que nos cercam e nos ouvem. Com isto infelizmente alguns têm servido apenas de veículos incentivadores às suas motivações individuais e ministeriais, têm sido ferramentas que buscam acolhimentos para as suas próprias satisfações.
Infelizmente e de forma pouco inteligente, algumas dessas pessoas se entregam instintivamente ao fatalismo sem perceberem os riscos no agora pelos quais estão induzindo vidas no depois. Muitas delas dormentes e inertes ao panorama dos tempos, parecem haver perdido o senso de urgência em manter uma vida espiritual de qualidade e significativamente útil e dinâmica. As circunstâncias temporais podem influenciar uma vida conformada em postergações, e postergar algumas coisas é perder oportunidades de aprendizagem, edificação, melhoramento e aprimoramento.
Vozes inconfessas tentam nos dizer que a visão de seus serviços no santuário do Senhor precisa apenas atender aos momentos. Para essa visão, os frutos produzidos não precisam atender e dar suporte firme com vistas a resultados em colheita e contemplação na eternidade.
O momento passageiro do agora força ofuscar a ocasião irreversível do depois. E para alguns o que mais importa é o que seja produzido no presente e apenas para o presente, em detrimento do que o Reino de Deus possa ganhar real e efetivamente no presente e os seus servos lograrem sucesso para o futuro e no futuro.
No momento em que a consciência com lucidez toma posicionamento responsável e sóbrio em atentar para a qualidade de vida espiritual, se tem conseqüentemente a partir daí o ponto de partida incentivador que possibilita o interesse de adquirir um excelente padrão de qualidade em todas as áreas da vida individual e coletiva nos rebanhos do Senhor.
Sempre é encontrada a minoria desfocada da visão de Reino de Deus, e destas verdade e realidade não temos dúvida. Entretanto quando essa minoria nota o logro de sucesso naqueles que assimilaram, ou estão em assimilação, da busca da excelência pela qualidade para as suas vidas espirituais, os fatos e os acontecimentos por si mesmos vão convencendo de que qualidade contempla também a vida espiritual e é um assunto relevante para quem deseja servir melhor ao Senhor e ser útil aos Seus rebanhos.
A qualidade de vida espiritual é atestada pela demonstração prática na riqueza dos valores que uma vida possui e apresenta. Não são coisas momentâneas que conferem a existência e a consistência de qualidade de vida espiritual em uma dada pessoa. A constatação contínua desse quadro leva a todos perceberem, sentirem e testemunharem que não se trata de uma manifestação sazonal, nem temporal. Cada pessoa percebe o seu estado, a sua condição, a sua carência, e sabe que sua vida precisa ganhar um “up”, um novo ar, uma real e verdadeira renovação como diz a Palavra de Deus, sem influências ou tendências de pensamentos e filosofias humanas.
Não é a circunstancialidade e nem a ambiência que ditam ou definem qualidade de vida espiritual. Uma consciência cristã sensível à busca de mudança e aperfeiçoamento relevantes e próprios para a vida espiritual através de uma entrega dedicada a aplicar os princípios que conferem excelência pela qualidade de vida espiritual é de um grande valor prático para a obtenção dessa qualidade. Uma verdade em prática persistente e crescente. Tanto faz nos abertos areópagos como no interior de um cárcere, a qualidade de vida espiritual de uma pessoa se manifesta naturalmente independente de contextos.
Nas coisas materiais, os valores e sucessos na qualidade são facilmente visíveis, palpáveis e constatáveis. Na vida espiritual, os seus valores alvos da busca de excelência pela qualidade vão transcendendo a cada dia do invisível para exteriorizar no visível, de maneira que serão identificados os resultados linearmente e de forma contínua e sem esforço exacerbado e fatigante. E naturalmente vai se aflorando ao visível e palpável a realidade do que escreveu o apóstolo Paulo “já não vivo eu, mas Cristo vive em mim”.
Qualidade de vida espiritual de uma pessoa não é medida pela quantidade ou pela variedade de bens terrenos que esta possui. Não são a quantidade e a variedade desses bens e patrimônios o selo que ateste sua qualidade de vida espiritual, e muito menos certifiquem garantias ou provas de que o que possui é mostra de qualidade de vida espiritual.
Qualidade de vida espiritual não resume o foco em sucessos na vida material, na obtenção de bens e lucros materiais. Para alguns estes itens infelizmente têm sido vistos como “provas de prosperidade”. A mente natural materialista tentando se infiltrar nos ensinamentos bíblicos, querendo impor a força de suas interpretações particulares e incoerentes para a área material da vida, e ao mesmo tempo sendo opostas, enganosas e mentirosas diante da proposta real e verdadeira do Evangelho de Cristo para o homem.
A influência da filosofia materialista tentando minar os conteúdos ensinados pelo Senhor Jesus e afastar os servos de Deus da piedade e induzi-los entrarem na visão de trocas e interesses firmada e dirigida com prioridade na obtenção e satisfação pessoal nas coisas da vida terrena.
Uma tentativa materialista de querer supervalorizar o material em detrimento dos valores espirituais. Fazendo por influenciar as pessoas a dirigirem todos os seus passos, esforços e visão unicamente ao fim material. Constantemente encontramos tais pessoas decepcionadas e perdidas em frustrações e deixam de lado a busca de excelência para as suas vidas pela qualidade de vida espiritual.
Na corrida dividida e conflituosa entre as influências e os ditames do “ter”, do “ser” e do “estar”, os assombrosos ministérios do avivalismo e animação de públicos, assim como os da prosperidade material, têm causado mais prejuízos espirituais na vida de muita gente do que se imagina em primeiro momento. Uma geração influenciada a apenas mover a alma e o corpo e se dirigir à satisfação de seus interesses materiais. Uma geração que vem sendo ensinada e fortemente influenciada a empregar todos os seus esforços e visão horizontal e linear em direção à satisfação e deleite pessoais na vida material.
Jamais essas foram a marca norteadora da proposta original e legítima do Evangelho para os homens. Jamais foram essas a marca impressa nos pregadores do verdadeiro avivamento que arrebata o espírito e transcende a alma. As gerações passam, todavia os princípios bíblicos permanecem os mesmos. E é a perseverante visão neles que nos faz buscar para a nossa vida espiritual a excelência pela qualidade.
Cada geração experimenta os movimentos próprios de suas épocas, mas em cada uma deve sempre perdurar a presença dos princípios legítimos e fundamentais ensinados na Palavra de Deus. É a prática desses princípios que conduz diariamente a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual.
Pregadores legítimos de conteúdo e de autenticidade possuem e persistem na busca pela excelência da qualidade no que produzem para as vidas no Reino de Deus e realizam nele. A persistência tem um alto custo cujo preço somente é pago por aqueles que são verdadeiramente dispostos a efetuá-lo. Lembro-me de uma palestra ministrada pelo saudoso pastor-pregador batista Nilson Fanini, em 1987 em Niterói-RJ, que naquela ocasião nos disse “persista em trabalhar e se esforçar naquilo para o que Deus lhe chamou, independente do preço que os homens queiram tarifar as suas disposição e obra”.
A busca de excelência pela qualidade de vida espiritual atinge as mensagens da pregação. Sem mensagem de excelente qualidade as manifestações “produzem” apenas gente delirante e imaginativa para o presente e pouco pensante e reflexiva para o futuro. Mensagem de excelente qualidade move além da alma e do corpo do ouvinte, posto que vai direta ao encontro do espírito e faz este reconhecer a voz do Deus que lhe criou.
Mensagem de excelente qualidade produz reflexão e conscientização profundas no espírito do ouvinte, e toda manifestação conseqüente dela atesta no crivo da verdade e da autoridade bíblicas. Verdade, consistência bíblica, legitimidade de propósito e aplicação compreensível, coerente e alcançável através de sua prática são alguns dos itens da excelência na qualidade de uma mensagem bíblica.
Estamos singrando dias de descrenças e confusões, as ilusões e o engano já não mais estão batendo às portas, visto que agora as invadem diuturnamente e inescrupulosamente sem requisitar licença ou consultar possibilidades. Dias nos quais o cuidado pela vida espiritual tem sido colocado em segundo plano e parece que o zelo por ela restringe-se apenas na manutenção da sua superficialidade por um numeroso contingente.
Uma visão geral revela esse fato e gritantemente roga pela busca de excelência para a qualidade de vida espiritual. O ritmo da busca e manutenção da sobrevivência, mais os requerimentos das ocupações seculares e, além disso, as massacrantes rotinas têm sido fatores que gritam e rogam pelo melhor empenho e maior dedicação dos apascentadores, pregadores e ensinadores.
Outro fator que incide sobre a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual são as mudanças. As gerações vão experimentando mudanças e sofrendo e sendo influenciadas por estas. E muitas vidas anseiam por terem uma vida espiritual de qualidade sem perderem sua identidade cristã diante das mudanças. Muitas delas se mantêm dependentes das mensagens nas pregações e no ensino, em virtude das exigências impostas pelas suas rotinas de ocupações seculares.
A natureza e as características do tempo presente estão tragando e resumindo os homens de seus compromissos pessoais e individuais, suprimindo e resumindo sua liberdade individual para manutenção do seu bem-estar espiritual, psicológico, emocional, afetivo, religioso, etc. Enfim, uma corrida que afeta diretamente o fôlego de buscar excelência pela qualidade de vida espiritual.
A vida espiritual é progressiva, dinâmica e renovável. Uma vida espiritual com excelente qualidade deixa transparecer alguns indicadores de qualidade visíveis e testemunhados. Exercício do equilíbrio emocional e comportamental cada vez melhor; equilíbrio e sobriedade no modo e no senso de juízo; exercício da sensibilidade e percepção na produção de frutos no tempo próprio; frutificação natural e normal nas suas áreas de atuação, sem anomalias e sem desequilíbrio; e a sensível melhora e facilidade na condução de assuntos próprios da vida prática.
Assim sendo, notamos a necessidade premente de em tudo que fizermos, o façamos para a glória de Deus – isto traduz e resume de forma esclarecedora o significado do que é buscar excelência pela qualidade para uma vida espiritual de qualidade -. Os frutos revelam o grau e o nível de qualidade da vida espiritual de uma pessoa. Quanto maior é esse grau e melhor o nível, melhor e mais numerosos e consistentes se mostram os frutos.
Busque a excelência pela qualidade para a sua vida espiritual. Jamais terceirize a sua fé e os seus propósitos. Como prioridade, zele você primeiro pela sua qualidade de vida espiritual. Zele e cuide da qualidade de seu ministério. No final e em vista disso, quem tem a ganhar é você, os que lhe cercam, e acima de tudo a lucrar é o Reino de Deus.
PbGS
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
RECICLAGEM – A ÊNFASE DA ÉPOCA...
RECICLAGEM – A ÊNFASE DA ÉPOCA...
Reciclar não é inovar, e sim renovar.
Nesta oportunidade venho aos diletos leitores de diferentes gerações com uma palavra consideravelmente muito oportuna em tempos de fortes transições e significativas mudanças. O tempo dos saltos, avanços e das grandes oportunidades é chegado. Quem foi de gerações anteriores e está sendo presenteado em viver neste tempo juntamente com a geração atual, tem o privilégio de haver sido também agraciado em presenciar o transcurso de acontecimentos das épocas e suas ênfases.
Atravessamos o tempo com as suas épocas, e em cada uma dessas há suas ênfases. É preciso saber compreender a existência de valores renováveis, assim como estar vigilantes aplicando nossas capacidades de percepção e de inteligência para saber discernir, entender e lidar seguramente com tato e sabedoria para com as épocas e suas ênfases. É preciso saber o que se deve seguramente fazer para que os valores sejam mantidos protegidos e renovados, e como precisamos empreender e realizar cada ação ou projeto neste tempo e para tempos futuros mantendo-nos atrelados nos ensinamentos da Palavra de Deus, na revelação progressiva da Escritura Sagrada e nos marcos deixados por homens fiéis e idôneos que tem nos ensinado.
Para alguns não está sendo nada fácil transitar neste tempo com as suas realidades diversificadas. Outros encontram dificuldades para lidar com as ênfases das épocas deste tempo convivente com a dualidade e a dubiedade. Para esses tantos tudo lhes parece como um surgimento desigual de desencontros irreverentes, desastrosos e desastrados. À sua primeira vista, tudo lhes parece ser contrariador e opositor. Para esses há uma semelhança com uma disputa tipo quebra-de-braço, na qual o confronto de forças constante e contínuo se mantém acirrado alimentando desconfortantes choques aparentemente irremediáveis e sem tréguas.
Para outros o sucesso bate à porta ao buscar atravessá-lo equilibradamente. De certo que alguns tentando encontrar êxito, e buscando e seguindo tentativas experimentais, enveredam-se em caminhos divergentes daqueles princípios imutáveis ensinados na Escritura Sagrada, mantendo-se duvidosamente nas margens e guiados por ventos idealistas, enquanto outros amigavelmente diluem-se ou são diluídos no meio das épocas e suas ênfases.
Mas também que podemos dizer de tantos outros que prosseguem avançando ricamente pautados na trilha do sucesso subindo a escalada firmes nos referenciais e confiantes no que estão produzindo seguramente na direção de Deus. Existem segredos que coroam e envolvem essa escalada, e podemos seguramente observá-los sem nos permitir ser arrastados e cativados pela dualidade e pela dubiedade, nem pelas demais portas do sincretismo amistosamente parceiro da conivência e da conveniência.
Cada tempo possui as suas épocas com suas ênfases, e tudo que precisamos para atravessá-los de forma segura e apropriada a princípio fazer é identificar suas características, medir suas abrangências, conhecer as necessidades, trabalhar e mover-se dentro da exeqüibilidade e de olhos bem abertos a adequabilidades, corroborar a firmeza no que é imutável, persistir na qualidade, saber adequar as circunstancialidades ao padrão predestinado e preestabelecido e acompanhar o desenvolvimento sem perder a identidade e a natureza nos princípios que recebemos. Negar o passado com seus detalhes e contingências seria desastroso, e não se preparar para o futuro seria negligência.
Tivemos a época da ênfase sobre o durável. Tivemos a época da ênfase para com o descartável. Estamos na época da ênfase no reciclável. O novo tempo chegou oferecendo oportunidades para a promissora perenização mediante a reciclagem. Somente se arrasta e perde-se em conflitos e sucumbem em insatisfações quem erroneamente quer e distorcidamente interpreta este tempo e se deixa ficar estaticamente plantado sem diretivas, confinado e preso nas cadeias do inconformismo, haja vista que a reciclagem abriu suas portas. Na verdade vivenciamos a época da atualização. Basta saber o que fazer e como fazer diante da ênfase oportuna da reciclagem e logo abre-se a porta da corroboração, da atualização e conseqüentemente da renovação.
O durável e duradouro visa sempre manter-se no padrão da sua alta qualidade. O seu elevado valor e a sua plena confiabilidade são mantidos com vistas a permanecer integralmente servível até perderem sua utilidade total pelo tempo de uso. O durável não troca a sua natureza e mantém o seu cerne original. É feito para atender todo o tempo enquanto durar, conservando-se no mesmo estado, com as mesmas qualidades, com vida resistente e prolongada. O durável tem a capacidade de atravessar o tempo e as épocas em pleno uso. A relação tempo e uso determina a sua duração estimada em condições normais e adversas.
O descartável possui as suas características próprias que se aliam às suas funções e suas aplicações para atenderem a necessidades momentâneas. A instantaneidade e a transitoriedade são itens visados pela praticidade dos descartáveis. São feitos para atenderem a momentos. Não se pode esperar durabilidade, futuridade e complexidade no descartável. O descartável é literalmente jogado fora logo depois de ser usado e geralmente não é levado em conta. Quando se trata de atender a emprego confiável e prolongado, o descartável é deixado de fora, é naturalmente excluído, rejeitado e ignorando, por atender apenas a contingências de curto prazo. Daí se nota a ausência de profundidade e a pouca importância do descartável quando se exige algo que não se torne em refugo inútil imediatamente depois do seu primeiro emprego.
O reciclável tem seu valor, posto que visa atender a demandas temporais e previsivamente sua durabilidade e utilidade dependem de renovação periódica e sequencial para que atravesse o tempo sendo útil, servível e prestável. O reciclável é feito para atender dentro de ciclos de dependências renováveis. Os recicláveis são passíveis e possíveis de sofrerem renovação para atravessarem tempos sendo útil e servindo a novas utilidades. O reciclável pode sofrer atualização, pode ser recuperado, aproveitado.
Já experimentamos apropriadamente cada uma dessas épocas com suas ênfases. E cada uma delas nos trouxe novidades espetaculares. Cada uma nos trouxe novas lições e nos tornou mais fortemente discernidores e sensivelmente exploradores de novos rumos sobre os imutáveis trilhos seguros com seus marcos antigos. Certamente acertamos mais e erramos menos quando sabemos lidar seguramente com os tempos, suas épocas com suas ênfases sem perdermos a nossa fidelidade e a nossa identidade ao que fomos propostos a seguir e a fazer.
Tivemos um tempo em que a ignorância e a incapacidade alimentadas pelas forças da inveja e do revanchismo “inspiraram” o fim do durável para ceder lugar ao postiço. E o que mais se viu nesse tempo foram tantos descartáveis que se atormentaram mutuamente ao competirem com os seus colegas impostores. E o que mais estes aspiravam era abafarem os duráveis para serem reconhecidos como se também duráveis fossem.
O durável sempre atendeu e satisfez às mais diversas necessidades com marca, qualidade, potencialidade, originalidade e notoriedade. O durável jamais pôde ser suplantado pela efemeridade dos aplausos aos descartáveis. E na corrida desajuizada, afoita e ansiosa para entremeterem-se entre os duráveis, os descartáveis tentaram mudar seus coloridos, seus enfeites, suas ofertas, porém tudo que conseguiram foram relances oportunistas. Quanta falta fez o legítimo e verdadeiro durável...
Tivemos um tempo em que a imprudência difamatória e a avareza impenitente na ânsia de se promoverem, propagaram forçosamente o fim capital do descartável anunciando e justificando afoitamente a fantasia enganosa do artificial. E o que mais foi visto nesse tempo foram as confusões ilusionistas do artificioso ferrenhamente concorrendo com o descartável para tentar ultrapassá-lo e estabelecer lugar junto ao durável.
O artificial buscou estrategicamente desmerecer o durável, porém tudo que conseguiu foi atingir o descartável e cair literalmente na custódia das mãos piratas. O artificial para sustentar a sua pujança ilusionista tenta de todos os meios se abrigar no esconderijo do eufemismo para atenuar conceitos sobre a sua natureza artificiosa utilizando a metamorfose de palavras para os que lhe são atribuídos. Quantas inverdades inventaram contra o durável, e coitado do descartável que no meio dessa guerra ficou perdido e desbotado e nunca pôde ser igualado e nem ao menos assemelhado ao durável, ficando sempre a mercê do refugo permanente...
Tivemos um tempo em que a necessidade e a sensibilidade sofreram um forte despertamento ao se aperceberem dos prejuízos dos descartáveis e das perdas dos duráveis, e logo mais que depressa encontraram a porta espetacularmente milagrosa para o reciclável. Enfim, veio a ser ótimo o pesado sono haver chegado ao fim, mesmo sendo despertado aos trancos do pesadelo ameaçador da inutilidade fatal. A boa nova da possibilidade de reciclagem chegou aos ouvidos atentos, subiu ao pensamento inteligente, desceu ao coração fértil e sensível e externou-se em sucessivas alegrias e promissores horizontes. Que bom que a grande saída chegou, aproveita quem a apercebe e pode, e se permite ser reciclado quem sente e deseja...
Em tudo isso coisa alguma foi em vão, porquanto todas essas épocas têm nos ensinado pontos extraordinários para os demais segmentos da vida. Atualmente é lamentável que pouco se busque ser durável, mas também em contrapartida a procura desejosa paga o pesado preço tateando a todo custo encontrá-lo. De lentes corretivas nas mãos, a crise motivada pela miopia e pela visão borrada está chorando e procurando o durável, porquanto foi massacrada, entristecida e depois de tanto haver sido enganada se desiludiu pelas alegrias e alegorias do avivalismo infrutífero, pelas traições e malefícios causados pelas constantes mudanças de capas do impostor e do artificioso. Quanto desrespeito e banalização foram vistas, e quase houve prejuízos incalculáveis...
Quase sempre o conformismo da facilidade instiga a se adaptar e se acomodar ao descartável. E sem contar com a ausência de responsabilidade, a negligência, o desleixo e a falta de zelo, surge a ilusão preferencial e econômica em insistir empregar o descartável como se este fosse durável, e o que sobram são apenas as cinzas e a fumaça do que se foi e hoje não é mais, em função de nada significante, frutífero e útil haver deixado. Sobre o descartável predomina a lei do momentâneo, e os fantasmas do esquecimento, do refugo e da rejeição lhe rondam depois do seu momento de utilidade. O descartável é desprovido de consistência e sua pouca significância se revela na sua incoerência.
Aparece algum valor real no descartável quando este oferece a possibilidade de se tornar reutilizável mediante a submissão ao processo de reciclagem. Felizmente estamos convivendo numa geração que demonstra alto grau de inteligência humana, mas que também sintomatiza graus de sensíveis deficiências espirituais. Colocar no pódio e aplaudir o descartável e o postiço em detrimento do durável reciclado seria um triste e contundente sintoma de perda do senso de distinguir diferenças e valores.
Todavia em tudo é preferível o reciclável. Que bom que chegamos ao tempo da ênfase no reciclável. Tanto o durável como o descartável estão tendo a oportunidade de se perenizarem desde que possibilitem a se permitirem ser submetidos ao extraordinário benefício da reciclagem e suas fases. Por que ser apenas durável, se existe a chance de permanecer atravessando épocas sendo naturalmente renovável. Ser durável é excelente, porém melhor atravessar tempos e épocas se beneficiando com a reciclagem. Por que se conformar sendo apenas descartável, se há a oportunidade de se tornar durável e sair da constante ameaça predestinada do descarte se dando a chance de ser refeito e moldado pela reciclagem.
Qual será o futuro do durável se este não se permitir tornar-se reciclável? Qual possibilidade de futuro do descartável se este permanece não-confiável e inconsistente por não ser durável?
Se atrapalhado pelos medos, inseguranças e pela ausência de convicções, o durável pode ser diluído no meio dos descartáveis. Se artificializado pelas conjunturas dos modismos momentâneos e fantasiosos, o descartável pode se perder no tempo e sem que se aperceba ser posto rejeitado na ciranda dos impostores e por conseguinte perder a possibilidade e probabilidade de novas e oportunas renovações e da sua utilidade por não assemelhar-se ao durável e sair da validade para reciclagem.
Aperfeiçoado pelas capacidades de perceber posições para cada necessidade requerida e pela primordialidade de se perenizar distinguível, renovável, servível e utilizável, o reciclável ganha a capacidade de avançar de forma seguramente confortável, inteligente, apreciável, confiável e promissora sem perder sua natureza, seus propósitos, suas funções e sua razão de existência.
O melhor seria se o durável jamais se permitisse se tornar descartável e se inclinasse a reconhecer a necessidade premente de se fazer reciclável. O mais importante não é apenas durar e muito menos descartar, entretanto se permitir reciclar. Durar, sempre. Descartar, jamais. Reciclar, continuamente.
Agora, concluindo este artigo, chego ao momento elucidativo do seu cerne, convidando os caros e generosos leitores a correlacionarem esta temática a tantas pessoas do cotidiano que encontramos sucumbindo, outras soçobrando, na terrível teia do inconformismo e do revanchismo desfavorecedores. Busquemos em todo tempo ser duráveis sendo recicláveis, alcançando sucessivas vitórias, e se possível nos fora, continuarmos causando excelentes influências em promover incentivos e encorajamento para boas transformações nos descartáveis. O tempo em que estamos atravessando está propício para contribuirmos persistentemente com a ênfase da época dos recicláveis.
Ao durável que anseia permanecer durável, recicle-se! Ao descartável que deseja não continuar sendo descartável, recicle-se! Ao que espera reciclar-se, então esforce-se, persista e sobretudo apresse-se para a reciclagem. O tempo está passando e as recompensas resultantes da reciclagem renovadora são deveras promissoras.
Reciclar não é inovar, e sim renovar, atualizar, sem perder a identidade, a qualidade e a natureza...
Portanto, permita-se ter a bênção de se reciclar e aproveite a reciclagem.
PbGS
www.glaukosantos.com
Reciclar não é inovar, e sim renovar.
Nesta oportunidade venho aos diletos leitores de diferentes gerações com uma palavra consideravelmente muito oportuna em tempos de fortes transições e significativas mudanças. O tempo dos saltos, avanços e das grandes oportunidades é chegado. Quem foi de gerações anteriores e está sendo presenteado em viver neste tempo juntamente com a geração atual, tem o privilégio de haver sido também agraciado em presenciar o transcurso de acontecimentos das épocas e suas ênfases.
Atravessamos o tempo com as suas épocas, e em cada uma dessas há suas ênfases. É preciso saber compreender a existência de valores renováveis, assim como estar vigilantes aplicando nossas capacidades de percepção e de inteligência para saber discernir, entender e lidar seguramente com tato e sabedoria para com as épocas e suas ênfases. É preciso saber o que se deve seguramente fazer para que os valores sejam mantidos protegidos e renovados, e como precisamos empreender e realizar cada ação ou projeto neste tempo e para tempos futuros mantendo-nos atrelados nos ensinamentos da Palavra de Deus, na revelação progressiva da Escritura Sagrada e nos marcos deixados por homens fiéis e idôneos que tem nos ensinado.
Para alguns não está sendo nada fácil transitar neste tempo com as suas realidades diversificadas. Outros encontram dificuldades para lidar com as ênfases das épocas deste tempo convivente com a dualidade e a dubiedade. Para esses tantos tudo lhes parece como um surgimento desigual de desencontros irreverentes, desastrosos e desastrados. À sua primeira vista, tudo lhes parece ser contrariador e opositor. Para esses há uma semelhança com uma disputa tipo quebra-de-braço, na qual o confronto de forças constante e contínuo se mantém acirrado alimentando desconfortantes choques aparentemente irremediáveis e sem tréguas.
Para outros o sucesso bate à porta ao buscar atravessá-lo equilibradamente. De certo que alguns tentando encontrar êxito, e buscando e seguindo tentativas experimentais, enveredam-se em caminhos divergentes daqueles princípios imutáveis ensinados na Escritura Sagrada, mantendo-se duvidosamente nas margens e guiados por ventos idealistas, enquanto outros amigavelmente diluem-se ou são diluídos no meio das épocas e suas ênfases.
Mas também que podemos dizer de tantos outros que prosseguem avançando ricamente pautados na trilha do sucesso subindo a escalada firmes nos referenciais e confiantes no que estão produzindo seguramente na direção de Deus. Existem segredos que coroam e envolvem essa escalada, e podemos seguramente observá-los sem nos permitir ser arrastados e cativados pela dualidade e pela dubiedade, nem pelas demais portas do sincretismo amistosamente parceiro da conivência e da conveniência.
Cada tempo possui as suas épocas com suas ênfases, e tudo que precisamos para atravessá-los de forma segura e apropriada a princípio fazer é identificar suas características, medir suas abrangências, conhecer as necessidades, trabalhar e mover-se dentro da exeqüibilidade e de olhos bem abertos a adequabilidades, corroborar a firmeza no que é imutável, persistir na qualidade, saber adequar as circunstancialidades ao padrão predestinado e preestabelecido e acompanhar o desenvolvimento sem perder a identidade e a natureza nos princípios que recebemos. Negar o passado com seus detalhes e contingências seria desastroso, e não se preparar para o futuro seria negligência.
Tivemos a época da ênfase sobre o durável. Tivemos a época da ênfase para com o descartável. Estamos na época da ênfase no reciclável. O novo tempo chegou oferecendo oportunidades para a promissora perenização mediante a reciclagem. Somente se arrasta e perde-se em conflitos e sucumbem em insatisfações quem erroneamente quer e distorcidamente interpreta este tempo e se deixa ficar estaticamente plantado sem diretivas, confinado e preso nas cadeias do inconformismo, haja vista que a reciclagem abriu suas portas. Na verdade vivenciamos a época da atualização. Basta saber o que fazer e como fazer diante da ênfase oportuna da reciclagem e logo abre-se a porta da corroboração, da atualização e conseqüentemente da renovação.
O durável e duradouro visa sempre manter-se no padrão da sua alta qualidade. O seu elevado valor e a sua plena confiabilidade são mantidos com vistas a permanecer integralmente servível até perderem sua utilidade total pelo tempo de uso. O durável não troca a sua natureza e mantém o seu cerne original. É feito para atender todo o tempo enquanto durar, conservando-se no mesmo estado, com as mesmas qualidades, com vida resistente e prolongada. O durável tem a capacidade de atravessar o tempo e as épocas em pleno uso. A relação tempo e uso determina a sua duração estimada em condições normais e adversas.
O descartável possui as suas características próprias que se aliam às suas funções e suas aplicações para atenderem a necessidades momentâneas. A instantaneidade e a transitoriedade são itens visados pela praticidade dos descartáveis. São feitos para atenderem a momentos. Não se pode esperar durabilidade, futuridade e complexidade no descartável. O descartável é literalmente jogado fora logo depois de ser usado e geralmente não é levado em conta. Quando se trata de atender a emprego confiável e prolongado, o descartável é deixado de fora, é naturalmente excluído, rejeitado e ignorando, por atender apenas a contingências de curto prazo. Daí se nota a ausência de profundidade e a pouca importância do descartável quando se exige algo que não se torne em refugo inútil imediatamente depois do seu primeiro emprego.
O reciclável tem seu valor, posto que visa atender a demandas temporais e previsivamente sua durabilidade e utilidade dependem de renovação periódica e sequencial para que atravesse o tempo sendo útil, servível e prestável. O reciclável é feito para atender dentro de ciclos de dependências renováveis. Os recicláveis são passíveis e possíveis de sofrerem renovação para atravessarem tempos sendo útil e servindo a novas utilidades. O reciclável pode sofrer atualização, pode ser recuperado, aproveitado.
Já experimentamos apropriadamente cada uma dessas épocas com suas ênfases. E cada uma delas nos trouxe novidades espetaculares. Cada uma nos trouxe novas lições e nos tornou mais fortemente discernidores e sensivelmente exploradores de novos rumos sobre os imutáveis trilhos seguros com seus marcos antigos. Certamente acertamos mais e erramos menos quando sabemos lidar seguramente com os tempos, suas épocas com suas ênfases sem perdermos a nossa fidelidade e a nossa identidade ao que fomos propostos a seguir e a fazer.
Tivemos um tempo em que a ignorância e a incapacidade alimentadas pelas forças da inveja e do revanchismo “inspiraram” o fim do durável para ceder lugar ao postiço. E o que mais se viu nesse tempo foram tantos descartáveis que se atormentaram mutuamente ao competirem com os seus colegas impostores. E o que mais estes aspiravam era abafarem os duráveis para serem reconhecidos como se também duráveis fossem.
O durável sempre atendeu e satisfez às mais diversas necessidades com marca, qualidade, potencialidade, originalidade e notoriedade. O durável jamais pôde ser suplantado pela efemeridade dos aplausos aos descartáveis. E na corrida desajuizada, afoita e ansiosa para entremeterem-se entre os duráveis, os descartáveis tentaram mudar seus coloridos, seus enfeites, suas ofertas, porém tudo que conseguiram foram relances oportunistas. Quanta falta fez o legítimo e verdadeiro durável...
Tivemos um tempo em que a imprudência difamatória e a avareza impenitente na ânsia de se promoverem, propagaram forçosamente o fim capital do descartável anunciando e justificando afoitamente a fantasia enganosa do artificial. E o que mais foi visto nesse tempo foram as confusões ilusionistas do artificioso ferrenhamente concorrendo com o descartável para tentar ultrapassá-lo e estabelecer lugar junto ao durável.
O artificial buscou estrategicamente desmerecer o durável, porém tudo que conseguiu foi atingir o descartável e cair literalmente na custódia das mãos piratas. O artificial para sustentar a sua pujança ilusionista tenta de todos os meios se abrigar no esconderijo do eufemismo para atenuar conceitos sobre a sua natureza artificiosa utilizando a metamorfose de palavras para os que lhe são atribuídos. Quantas inverdades inventaram contra o durável, e coitado do descartável que no meio dessa guerra ficou perdido e desbotado e nunca pôde ser igualado e nem ao menos assemelhado ao durável, ficando sempre a mercê do refugo permanente...
Tivemos um tempo em que a necessidade e a sensibilidade sofreram um forte despertamento ao se aperceberem dos prejuízos dos descartáveis e das perdas dos duráveis, e logo mais que depressa encontraram a porta espetacularmente milagrosa para o reciclável. Enfim, veio a ser ótimo o pesado sono haver chegado ao fim, mesmo sendo despertado aos trancos do pesadelo ameaçador da inutilidade fatal. A boa nova da possibilidade de reciclagem chegou aos ouvidos atentos, subiu ao pensamento inteligente, desceu ao coração fértil e sensível e externou-se em sucessivas alegrias e promissores horizontes. Que bom que a grande saída chegou, aproveita quem a apercebe e pode, e se permite ser reciclado quem sente e deseja...
Em tudo isso coisa alguma foi em vão, porquanto todas essas épocas têm nos ensinado pontos extraordinários para os demais segmentos da vida. Atualmente é lamentável que pouco se busque ser durável, mas também em contrapartida a procura desejosa paga o pesado preço tateando a todo custo encontrá-lo. De lentes corretivas nas mãos, a crise motivada pela miopia e pela visão borrada está chorando e procurando o durável, porquanto foi massacrada, entristecida e depois de tanto haver sido enganada se desiludiu pelas alegrias e alegorias do avivalismo infrutífero, pelas traições e malefícios causados pelas constantes mudanças de capas do impostor e do artificioso. Quanto desrespeito e banalização foram vistas, e quase houve prejuízos incalculáveis...
Quase sempre o conformismo da facilidade instiga a se adaptar e se acomodar ao descartável. E sem contar com a ausência de responsabilidade, a negligência, o desleixo e a falta de zelo, surge a ilusão preferencial e econômica em insistir empregar o descartável como se este fosse durável, e o que sobram são apenas as cinzas e a fumaça do que se foi e hoje não é mais, em função de nada significante, frutífero e útil haver deixado. Sobre o descartável predomina a lei do momentâneo, e os fantasmas do esquecimento, do refugo e da rejeição lhe rondam depois do seu momento de utilidade. O descartável é desprovido de consistência e sua pouca significância se revela na sua incoerência.
Aparece algum valor real no descartável quando este oferece a possibilidade de se tornar reutilizável mediante a submissão ao processo de reciclagem. Felizmente estamos convivendo numa geração que demonstra alto grau de inteligência humana, mas que também sintomatiza graus de sensíveis deficiências espirituais. Colocar no pódio e aplaudir o descartável e o postiço em detrimento do durável reciclado seria um triste e contundente sintoma de perda do senso de distinguir diferenças e valores.
Todavia em tudo é preferível o reciclável. Que bom que chegamos ao tempo da ênfase no reciclável. Tanto o durável como o descartável estão tendo a oportunidade de se perenizarem desde que possibilitem a se permitirem ser submetidos ao extraordinário benefício da reciclagem e suas fases. Por que ser apenas durável, se existe a chance de permanecer atravessando épocas sendo naturalmente renovável. Ser durável é excelente, porém melhor atravessar tempos e épocas se beneficiando com a reciclagem. Por que se conformar sendo apenas descartável, se há a oportunidade de se tornar durável e sair da constante ameaça predestinada do descarte se dando a chance de ser refeito e moldado pela reciclagem.
Qual será o futuro do durável se este não se permitir tornar-se reciclável? Qual possibilidade de futuro do descartável se este permanece não-confiável e inconsistente por não ser durável?
Se atrapalhado pelos medos, inseguranças e pela ausência de convicções, o durável pode ser diluído no meio dos descartáveis. Se artificializado pelas conjunturas dos modismos momentâneos e fantasiosos, o descartável pode se perder no tempo e sem que se aperceba ser posto rejeitado na ciranda dos impostores e por conseguinte perder a possibilidade e probabilidade de novas e oportunas renovações e da sua utilidade por não assemelhar-se ao durável e sair da validade para reciclagem.
Aperfeiçoado pelas capacidades de perceber posições para cada necessidade requerida e pela primordialidade de se perenizar distinguível, renovável, servível e utilizável, o reciclável ganha a capacidade de avançar de forma seguramente confortável, inteligente, apreciável, confiável e promissora sem perder sua natureza, seus propósitos, suas funções e sua razão de existência.
O melhor seria se o durável jamais se permitisse se tornar descartável e se inclinasse a reconhecer a necessidade premente de se fazer reciclável. O mais importante não é apenas durar e muito menos descartar, entretanto se permitir reciclar. Durar, sempre. Descartar, jamais. Reciclar, continuamente.
Agora, concluindo este artigo, chego ao momento elucidativo do seu cerne, convidando os caros e generosos leitores a correlacionarem esta temática a tantas pessoas do cotidiano que encontramos sucumbindo, outras soçobrando, na terrível teia do inconformismo e do revanchismo desfavorecedores. Busquemos em todo tempo ser duráveis sendo recicláveis, alcançando sucessivas vitórias, e se possível nos fora, continuarmos causando excelentes influências em promover incentivos e encorajamento para boas transformações nos descartáveis. O tempo em que estamos atravessando está propício para contribuirmos persistentemente com a ênfase da época dos recicláveis.
Ao durável que anseia permanecer durável, recicle-se! Ao descartável que deseja não continuar sendo descartável, recicle-se! Ao que espera reciclar-se, então esforce-se, persista e sobretudo apresse-se para a reciclagem. O tempo está passando e as recompensas resultantes da reciclagem renovadora são deveras promissoras.
Reciclar não é inovar, e sim renovar, atualizar, sem perder a identidade, a qualidade e a natureza...
Portanto, permita-se ter a bênção de se reciclar e aproveite a reciclagem.
PbGS
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