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segunda-feira, 9 de maio de 2011
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
QUALIDADE DE VIDA ESPIRITUAL.
Busque e zele por ela.
Estamos no tempo em que a palavra “qualidade” está em evidência em vários meios e aplicação em muitas áreas. Buscar qualidade no que somos e em tudo no que produzimos são iniciativas extremamente promissoras, empreendedoras, inteligentes e animadoras. Uma demonstração de maturidade e de visão de propósitos. Quem busca qualidade, sabe aonde almeja chegar, e se lança e dedica-se na procura de trilhar caminhos seguros da perfeição.
As imperfeições de ontem e de hoje não podem ser desprezadas, e podem servir de indicadores para a busca de obtenção da excelência pela qualidade crescente e contínua. Elas podem servir de objeto de apreciação para a possibilidade de melhoramento e aprimoramento. Não persistir na busca de excelência para a qualidade seria uma atitude desleixada e um tanto negligente para conosco mesmos, e desconexa para com os requerimentos do contexto.
A busca da qualidade de vida espiritual começa melhor ser percebida nas palavras do Senhor Jesus a nos dizer “sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”, Mt 5.48. E também mais adiante Paulo, o apóstolo ensinador, nos clareia o caminho dessa busca de qualidade empregando o imperativo “transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”, do vosso “metanoia”, da mentalidade, da capacidade de compreensão, Rm 12.2.
O Senhor Jesus Cristo nos aponta o referencial, e o apóstolo Paulo nos ensina os meios, para a busca de qualidade para a nossa vida espiritual. Quantas pessoas perdem os melhores proveitos de suas vidas privando-as de experimentar melhoria contínua na sua vida espiritual. É preciso coragem, iniciativa, disposição e disciplina para manter e possuir uma vida espiritual de qualidade com legitimidade cristã e utilidade significativa.
Os dicionários definem “qualidade” como um atributo que determina a essência ou a natureza de alguém ou de algo. É o valor, a virtude característica, da propriedade ou da condição ou da capacidade de alguém ou de algo. A trilha em busca da qualidade é um caminho estreito e trabalhoso cujos frutos nos incentivam e cujo final nos contenta e nos favorece a satisfação e o senso de utilidade e do dever cumprido em cada dia.
Seria de muita valia se todos nós olhássemos para a busca da excelência pela qualidade em todas as coisas aplicando as nossas capacidade e habilidade seletivas e examinadoras em continuar em busca do melhoramento e aprimoramento contínuos para as coisas que num dado momento despertamos para elas e as consideramos suscetíveis e carentes de serem melhor qualificadas e se façam úteis e relevantes pela sua boa qualidade.
A visão de qualidade não se estagna e não se contenta com o estado alcançado. A visão de qualidade pode mudar para melhor muitas coisas em nossas vidas e contextos em vista da busca e aplicação de melhoramento e aprimoramento contínuo. O que vemos e fazemos hoje pode ser submetido ao melhoramento e ao aprimoramento para ser e servir melhor amanhã. O estado de conformidade tende a ser vencido pelo cansaço desestimulador e pela desmotivação causados pela ausência de renovação.
Somente torna-se obsoleto, arcaico e desatualizado quem ou o que não se submete aos rumos e aos meios para alcançar a perfeição, conformando-se com o estado até então obtido. A falta de visão de melhoramento é um risco de cair no confinamento improdutivo e se tornar deficiente por se fazer pouco útil e quase nada servível. A vida espiritual de uma pessoa é suscetível de melhorias e aprimoramento todos os dias. O nosso relacionamento com o Senhor e o nosso desempenho na Sua obra tornam-se mais vivos e produtivos na medida em que nos entregamos e nos dedicamos a buscar a excelência pela qualidade de nossa vida espiritual.
Olhamos para o Pai que é perfeito, buscamos ser Seus imitadores como filhos amados e nos transformamos pela renovação do nosso entendimento, e assim vamos tendo abertas as vias e possibilidades de experimentar qual seja a Sua boa e perfeita vontade para as nossas vidas. Aqui não está uma relação de obrigatoriedade, e sim de entrega satisfeita, aberta e concordante por entendimento que envolve todo o nosso ser.
Ao falar de qualidade nos traria à primeira vista apenas a aplicação da mesma nos bens materiais produzidos e consumidos. Isto é um resquício influenciador da mentalidade secularizada. Quase que a maioria das pessoas não visualiza o item qualidade nas coisas imateriais. Parece-nos que a capacidade avaliativa e examinadora das pessoas tende a concentrar-se na área material e ser deficiente na identificação perceptiva para a busca de qualidade nas áreas e valores imateriais.
Minha missão específica neste artigo é dirigir-me especialmente aos que desejam melhor zelar pela qualidade de vida espiritual. Aqueles que buscam melhoramento e aprimoramento contínuos através da busca persistente pela excelência através da qualidade de vida espiritual para o que empreendem a ser e a realizar. E mais fundamentalmente incentivar àqueles que procuram conscientemente a renovação real, verdadeira e significativa para as suas vidas. Este artigo poderia ser pouco servível para aqueles que se conformam em ser configurados em apenas números e dígitos de estatísticas nos arraiais evangélicos.
Nesta oportunidade lhes trago uma palavra amiga e conscientizadora, cujo tema norteia a reflexão sobre como contribuir para a busca da excelência pela qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que efetivamente conosco convivem, assim como dos públicos ouvintes que eventualmente nos ouvem e nos acompanham na pregação e no ensino. Num tempo em que muitos se sufocam em querer a satisfação da vida material e dos instantes imediatistas, é estarrecedor comprovar como tantos imperceptivelmente são arrastados pela onda do conformismo e outros afundam suas vidas em formalidades mecanicamente religiosas.
Falar da busca da excelência pela qualidade do que realizamos para o Senhor nas coisas que traduzem valores espirituais parece ter sido um assunto de somenos importância por algumas pessoas. Mas pode ser esperado por tantas almas que precisam com urgência diária trilharem o melhor e mais legítimo caminho para obter qualidade de vida espiritual.
Pacotes de falas eufóricas enfeitados por laços de desleixos têm sido os presentes mais fáceis de serem ofertados para encobrirem negligências com as coisas espirituais. As patentes coloridas e alvissareiras do engano e da ilusão que visam atender apelos da momentaneidade e da transitoriedade circunstancial ofuscam, inebriam e desviam a capacidade reflexiva individual sobre o que cada pessoa pode fazer em direção à busca de excelência pela qualidade de vida espiritual nas suas individualidades.
Algumas pessoas lamentavelmente deixam transparecer que para elas as coisas feitas hoje na Casa de Deus seriam frutos de fatalidades, e estão alheias de nossas capacidade e habilidade em zelar pela excelência da qualidade no que realizamos e oferecemos para melhorar, aperfeiçoar, a qualidade de vida espiritual nossa e daqueles que nos cercam e nos ouvem. Com isto infelizmente alguns têm servido apenas de veículos incentivadores às suas motivações individuais e ministeriais, têm sido ferramentas que buscam acolhimentos para as suas próprias satisfações.
Infelizmente e de forma pouco inteligente, algumas dessas pessoas se entregam instintivamente ao fatalismo sem perceberem os riscos no agora pelos quais estão induzindo vidas no depois. Muitas delas dormentes e inertes ao panorama dos tempos, parecem haver perdido o senso de urgência em manter uma vida espiritual de qualidade e significativamente útil e dinâmica. As circunstâncias temporais podem influenciar uma vida conformada em postergações, e postergar algumas coisas é perder oportunidades de aprendizagem, edificação, melhoramento e aprimoramento.
Vozes inconfessas tentam nos dizer que a visão de seus serviços no santuário do Senhor precisa apenas atender aos momentos. Para essa visão, os frutos produzidos não precisam atender e dar suporte firme com vistas a resultados em colheita e contemplação na eternidade.
O momento passageiro do agora força ofuscar a ocasião irreversível do depois. E para alguns o que mais importa é o que seja produzido no presente e apenas para o presente, em detrimento do que o Reino de Deus possa ganhar real e efetivamente no presente e os seus servos lograrem sucesso para o futuro e no futuro.
No momento em que a consciência com lucidez toma posicionamento responsável e sóbrio em atentar para a qualidade de vida espiritual, se tem conseqüentemente a partir daí o ponto de partida incentivador que possibilita o interesse de adquirir um excelente padrão de qualidade em todas as áreas da vida individual e coletiva nos rebanhos do Senhor.
Sempre é encontrada a minoria desfocada da visão de Reino de Deus, e destas verdade e realidade não temos dúvida. Entretanto quando essa minoria nota o logro de sucesso naqueles que assimilaram, ou estão em assimilação, da busca da excelência pela qualidade para as suas vidas espirituais, os fatos e os acontecimentos por si mesmos vão convencendo de que qualidade contempla também a vida espiritual e é um assunto relevante para quem deseja servir melhor ao Senhor e ser útil aos Seus rebanhos.
A qualidade de vida espiritual é atestada pela demonstração prática na riqueza dos valores que uma vida possui e apresenta. Não são coisas momentâneas que conferem a existência e a consistência de qualidade de vida espiritual em uma dada pessoa. A constatação contínua desse quadro leva a todos perceberem, sentirem e testemunharem que não se trata de uma manifestação sazonal, nem temporal. Cada pessoa percebe o seu estado, a sua condição, a sua carência, e sabe que sua vida precisa ganhar um “up”, um novo ar, uma real e verdadeira renovação como diz a Palavra de Deus, sem influências ou tendências de pensamentos e filosofias humanas.
Não é a circunstancialidade e nem a ambiência que ditam ou definem qualidade de vida espiritual. Uma consciência cristã sensível à busca de mudança e aperfeiçoamento relevantes e próprios para a vida espiritual através de uma entrega dedicada a aplicar os princípios que conferem excelência pela qualidade de vida espiritual é de um grande valor prático para a obtenção dessa qualidade. Uma verdade em prática persistente e crescente. Tanto faz nos abertos areópagos como no interior de um cárcere, a qualidade de vida espiritual de uma pessoa se manifesta naturalmente independente de contextos.
Nas coisas materiais, os valores e sucessos na qualidade são facilmente visíveis, palpáveis e constatáveis. Na vida espiritual, os seus valores alvos da busca de excelência pela qualidade vão transcendendo a cada dia do invisível para exteriorizar no visível, de maneira que serão identificados os resultados linearmente e de forma contínua e sem esforço exacerbado e fatigante. E naturalmente vai se aflorando ao visível e palpável a realidade do que escreveu o apóstolo Paulo “já não vivo eu, mas Cristo vive em mim”.
Qualidade de vida espiritual de uma pessoa não é medida pela quantidade ou pela variedade de bens terrenos que esta possui. Não são a quantidade e a variedade desses bens e patrimônios o selo que ateste sua qualidade de vida espiritual, e muito menos certifiquem garantias ou provas de que o que possui é mostra de qualidade de vida espiritual.
Qualidade de vida espiritual não resume o foco em sucessos na vida material, na obtenção de bens e lucros materiais. Para alguns estes itens infelizmente têm sido vistos como “provas de prosperidade”. A mente natural materialista tentando se infiltrar nos ensinamentos bíblicos, querendo impor a força de suas interpretações particulares e incoerentes para a área material da vida, e ao mesmo tempo sendo opostas, enganosas e mentirosas diante da proposta real e verdadeira do Evangelho de Cristo para o homem.
A influência da filosofia materialista tentando minar os conteúdos ensinados pelo Senhor Jesus e afastar os servos de Deus da piedade e induzi-los entrarem na visão de trocas e interesses firmada e dirigida com prioridade na obtenção e satisfação pessoal nas coisas da vida terrena.
Uma tentativa materialista de querer supervalorizar o material em detrimento dos valores espirituais. Fazendo por influenciar as pessoas a dirigirem todos os seus passos, esforços e visão unicamente ao fim material. Constantemente encontramos tais pessoas decepcionadas e perdidas em frustrações e deixam de lado a busca de excelência para as suas vidas pela qualidade de vida espiritual.
Na corrida dividida e conflituosa entre as influências e os ditames do “ter”, do “ser” e do “estar”, os assombrosos ministérios do avivalismo e animação de públicos, assim como os da prosperidade material, têm causado mais prejuízos espirituais na vida de muita gente do que se imagina em primeiro momento. Uma geração influenciada a apenas mover a alma e o corpo e se dirigir à satisfação de seus interesses materiais. Uma geração que vem sendo ensinada e fortemente influenciada a empregar todos os seus esforços e visão horizontal e linear em direção à satisfação e deleite pessoais na vida material.
Jamais essas foram a marca norteadora da proposta original e legítima do Evangelho para os homens. Jamais foram essas a marca impressa nos pregadores do verdadeiro avivamento que arrebata o espírito e transcende a alma. As gerações passam, todavia os princípios bíblicos permanecem os mesmos. E é a perseverante visão neles que nos faz buscar para a nossa vida espiritual a excelência pela qualidade.
Cada geração experimenta os movimentos próprios de suas épocas, mas em cada uma deve sempre perdurar a presença dos princípios legítimos e fundamentais ensinados na Palavra de Deus. É a prática desses princípios que conduz diariamente a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual.
Pregadores legítimos de conteúdo e de autenticidade possuem e persistem na busca pela excelência da qualidade no que produzem para as vidas no Reino de Deus e realizam nele. A persistência tem um alto custo cujo preço somente é pago por aqueles que são verdadeiramente dispostos a efetuá-lo. Lembro-me de uma palestra ministrada pelo saudoso pastor-pregador batista Nilson Fanini, em 1987 em Niterói-RJ, que naquela ocasião nos disse “persista em trabalhar e se esforçar naquilo para o que Deus lhe chamou, independente do preço que os homens queiram tarifar as suas disposição e obra”.
A busca de excelência pela qualidade de vida espiritual atinge as mensagens da pregação. Sem mensagem de excelente qualidade as manifestações “produzem” apenas gente delirante e imaginativa para o presente e pouco pensante e reflexiva para o futuro. Mensagem de excelente qualidade move além da alma e do corpo do ouvinte, posto que vai direta ao encontro do espírito e faz este reconhecer a voz do Deus que lhe criou.
Mensagem de excelente qualidade produz reflexão e conscientização profundas no espírito do ouvinte, e toda manifestação conseqüente dela atesta no crivo da verdade e da autoridade bíblicas. Verdade, consistência bíblica, legitimidade de propósito e aplicação compreensível, coerente e alcançável através de sua prática são alguns dos itens da excelência na qualidade de uma mensagem bíblica.
Estamos singrando dias de descrenças e confusões, as ilusões e o engano já não mais estão batendo às portas, visto que agora as invadem diuturnamente e inescrupulosamente sem requisitar licença ou consultar possibilidades. Dias nos quais o cuidado pela vida espiritual tem sido colocado em segundo plano e parece que o zelo por ela restringe-se apenas na manutenção da sua superficialidade por um numeroso contingente.
Uma visão geral revela esse fato e gritantemente roga pela busca de excelência para a qualidade de vida espiritual. O ritmo da busca e manutenção da sobrevivência, mais os requerimentos das ocupações seculares e, além disso, as massacrantes rotinas têm sido fatores que gritam e rogam pelo melhor empenho e maior dedicação dos apascentadores, pregadores e ensinadores.
Outro fator que incide sobre a busca de excelência pela qualidade de vida espiritual são as mudanças. As gerações vão experimentando mudanças e sofrendo e sendo influenciadas por estas. E muitas vidas anseiam por terem uma vida espiritual de qualidade sem perderem sua identidade cristã diante das mudanças. Muitas delas se mantêm dependentes das mensagens nas pregações e no ensino, em virtude das exigências impostas pelas suas rotinas de ocupações seculares.
A natureza e as características do tempo presente estão tragando e resumindo os homens de seus compromissos pessoais e individuais, suprimindo e resumindo sua liberdade individual para manutenção do seu bem-estar espiritual, psicológico, emocional, afetivo, religioso, etc. Enfim, uma corrida que afeta diretamente o fôlego de buscar excelência pela qualidade de vida espiritual.
A vida espiritual é progressiva, dinâmica e renovável. Uma vida espiritual com excelente qualidade deixa transparecer alguns indicadores de qualidade visíveis e testemunhados. Exercício do equilíbrio emocional e comportamental cada vez melhor; equilíbrio e sobriedade no modo e no senso de juízo; exercício da sensibilidade e percepção na produção de frutos no tempo próprio; frutificação natural e normal nas suas áreas de atuação, sem anomalias e sem desequilíbrio; e a sensível melhora e facilidade na condução de assuntos próprios da vida prática.
Assim sendo, notamos a necessidade premente de em tudo que fizermos, o façamos para a glória de Deus – isto traduz e resume de forma esclarecedora o significado do que é buscar excelência pela qualidade para uma vida espiritual de qualidade -. Os frutos revelam o grau e o nível de qualidade da vida espiritual de uma pessoa. Quanto maior é esse grau e melhor o nível, melhor e mais numerosos e consistentes se mostram os frutos.
Busque a excelência pela qualidade para a sua vida espiritual. Jamais terceirize a sua fé e os seus propósitos. Como prioridade, zele você primeiro pela sua qualidade de vida espiritual. Zele e cuide da qualidade de seu ministério. No final e em vista disso, quem tem a ganhar é você, os que lhe cercam, e acima de tudo a lucrar é o Reino de Deus.
PbGS
quarta-feira, 6 de abril de 2011
AGRADECIMENTOS E CONGRATULAÇÕES (V).
AGRADECIMENTOS E CONGRATULAÇÕES (V).
Singrando pátrias abertas...
Comecei este ano deixando de lado portas sofridas pelos ditames do recalque e fechadas pela força da sublimação. E atendendo e singrando as abertamente sinceras e generosas das pátrias abertas, não levei em conta pontos medíocres e nem despeitos alheios e injustificados, visto que estive atendendo diretamente ao chamado do nosso Bom Mestre.
Singrando pátrias abertas...
Comecei este ano deixando de lado portas sofridas pelos ditames do recalque e fechadas pela força da sublimação. E atendendo e singrando as abertamente sinceras e generosas das pátrias abertas, não levei em conta pontos medíocres e nem despeitos alheios e injustificados, visto que estive atendendo diretamente ao chamado do nosso Bom Mestre.
As ocupações dos compromissos efetivos sempre são mais importantes, e o estar bem entre bons amigos edificando e abençoando vidas não nos deixa sobrar tempo para visualizar ressentimentos e revanchismos alheios e muito menos nos embaraçar com as armadilhas dos seus recalques escondidos na força perseguidora apoiada em credenciais.
O que nos está dito pelo nosso Mestre Amado Jesus cumpre-se sem cair um til e nem uma letra. Comecei este bom ano iniciando a jornada de compromissos previamente agendados no fim do ano passado para o início deste.
Estive em muitos e diversificados lugares e com boas e ordeiras gentes no serviço do Mestre. E a Ele preciso tomar estas primeiras linhas para mais esta vez continuar expressando a minha profunda e sincera gratidão ao nosso Maravilhoso Deus, posto que Ele fez marcantes e excelentes coisas no meio do Seu povo. Sem a presença da boa e poderosa mão dEle, nada do foi feito teria sido realizado.
Em vista disso, sensibilizadamente agradecido rendo e credito a Ele todas as glórias, admirações, adoração e louvores para sempre e sempiternamente.
No primeiro trimestre do ano corrente, estive retornando em visita a muitos lugares nos quais já havia sido previamente convidado anteriormente. E com a devida autorização dos idealizadores e promotores dos seus eventos, passo, pois, a publicar aqui apenas o que obtive a autorização para fazê-lo via internet.
1 - Estive no grande e marcante evento da “Quinta da Vitória”, em atenção ao gentil e cordial convite previamente agendado pela AD Central do Boaçu, São Gonçalo-RJ. Foi uma noite de casa repleta e inesquecível para o dileto público presente. Foi uma noite de milagres verdadeiros durante a entrega da poderosa mensagem da Palavra de Deus. Deus seja louvado nas pátrias abertas.
2 - Estive ainda no “Movimento Missionário de Março”, idealizado e promovido pela AD Central de Boavista, São Gonçalo-RJ, atendendo ao gentil convite previamente agendado e confirmado pelo respeitável ministério daquela receptiva e hospitaleira igreja. Foi um trabalho especial cujo propósito se destinou ao compromisso missionário.
No primeiro trimestre do ano corrente, estive retornando em visita a muitos lugares nos quais já havia sido previamente convidado anteriormente. E com a devida autorização dos idealizadores e promotores dos seus eventos, passo, pois, a publicar aqui apenas o que obtive a autorização para fazê-lo via internet.
1 - Estive no grande e marcante evento da “Quinta da Vitória”, em atenção ao gentil e cordial convite previamente agendado pela AD Central do Boaçu, São Gonçalo-RJ. Foi uma noite de casa repleta e inesquecível para o dileto público presente. Foi uma noite de milagres verdadeiros durante a entrega da poderosa mensagem da Palavra de Deus. Deus seja louvado nas pátrias abertas.
2 - Estive ainda no “Movimento Missionário de Março”, idealizado e promovido pela AD Central de Boavista, São Gonçalo-RJ, atendendo ao gentil convite previamente agendado e confirmado pelo respeitável ministério daquela receptiva e hospitaleira igreja. Foi um trabalho especial cujo propósito se destinou ao compromisso missionário.
Foi uma noite de casa cheia em cujas dependências externas foram alocados lugares extra para acomodar o respeitável público presente. Uma noite de poder e de maravilhas. Durante a entrega da mensagem bíblica, O Senhor nosso Deus curou enfermidades terminais e ora está confirmado por laudo oficial de duas competentes juntas médicas, uma particular e a outra estadual, a cura radical, total e incontestável de uma irmã cujo primeiro nome informado é Rosimar. Houve claras decisões e a classe de novos conversos está ora maior que antes. Ao Deus Eterno seja todo o nosso louvor e adoração. Deus seja louvado pelas pátrias abertas.
3 - Estive também no 37º Aniversário da AD na cidade de Morro do Côco, no norte-fluminense, em atenção ao ilustre e cordial convite previamente agendado e confirmado pelos idealizadores e promotores daquele lindo evento aberto ao imenso público extraordinariamente receptivo. A presença e atuação da união de igrejas da região foi claramente massiva, participativa, interativa e responsiva.
3 - Estive também no 37º Aniversário da AD na cidade de Morro do Côco, no norte-fluminense, em atenção ao ilustre e cordial convite previamente agendado e confirmado pelos idealizadores e promotores daquele lindo evento aberto ao imenso público extraordinariamente receptivo. A presença e atuação da união de igrejas da região foi claramente massiva, participativa, interativa e responsiva.
Estiveram presentes além dos públicos locais, outros públicos visitantes em caravanas acompanhados por seus respectivos obreiros e ministros, grupos e conjuntos de louvores de diversas igrejas da região. O intrépido coral da PIB em Morro do Côco atuou. Grupos da IPB em Travessão, das Igrejas Maranata em Vila Nova e em Morro do Côco e em Travessão de Campos. Além dos das AD das cidades norte-fluminenses de Vila Nova, Santa Clara, São Francisco do Itabapoana, Bom Jesus, Seis Marias, Conselheiro Josino, Mutuca e Batelão.
Fui outra vez sensibilizado pela distinta receptividade e cordialidade daquela liderança unida e coesa, irmanada ao respeitável ministério e a considerável caravana da AD em Saracuruna, Caxias-RJ. A casa estava completamente cheia e os diletos públicos foram acomodados estendendo-se até as dependências externas e calçada ao longo da rua.
O Espírito do Senhor moveu e renovou vidas naquele lindo evento. Foi me concedida a privilegiada honra de pregar ao generoso público presente por duas noites – na noite de abertura e na penúltima do evento. Louvado seja Deus pelas pátrias abertas.
4 - Estive mais outra vez no litoral norte-fluminense, na AD do Bairro Ilha, Rio das Ostras-RJ, em atenção ao gentil convite formulado desde o ano passado pelos idealizadores daquele evento – “Sábado da Conquista” -. O Senhor nosso Deus foi bom e generoso para conosco mais outra vez. Querendo Deus, outras vezes mais estaremos ladeados nos futuros eventos ora mantidos e confirmadosem agenda. Louvado seja Deus pelas pátrias abertas.
5 – Estive, além do mais, na ADem Jardim Independência , São Gonçalo-RJ, em atenção ao generoso convite formulado por aquele ministério co-irmão e amigo e o seu dileto público presente no segundo Culto de Missões deste ano, promovido por aquela querida e amada igreja. Foi uma marcante noite edificante entre irmãos amigos.
4 - Estive mais outra vez no litoral norte-fluminense, na AD do Bairro Ilha, Rio das Ostras-RJ, em atenção ao gentil convite formulado desde o ano passado pelos idealizadores daquele evento – “Sábado da Conquista” -. O Senhor nosso Deus foi bom e generoso para conosco mais outra vez. Querendo Deus, outras vezes mais estaremos ladeados nos futuros eventos ora mantidos e confirmados
5 – Estive, além do mais, na AD
Houve decisão e retorno de vidas ao convívio do aprisco. Os sinais visivelmente claros nos permitiram notar que o nosso Deus sensibilizou e moveu vidas durante a entrega da Sua mensagem.
6 – Estive, ainda, na ADem Jardim Coelho , São Gonçalo, RJ, em atenção ao cordato convite formulado pela secretaria de missões daquela acolhedora igreja co-irmã e amiga sob a direção de um bom e modesto amigo. A mim foi concedida a honra da mensagem para a noite de abertura do seu 4º Encontro Missionário Anual. Credito todas as vitórias daquela noite ao imenso favor do nosso Bom Deus.
6 – Estive, ainda, na AD
7 – Estive também na AD do Bairro Jóquei, São Gonçalo-RJ, em atenção ao ilustre e cordial convite daquele ministério co-irmão e amigo receptivo e acolhedor. Foi um excelente trabalho realizado pela secretaria de missões daquela querida e amada igreja. Tive a privilegiada honra de entregar a mensagem do Eterno ao caloroso público presente no terceiro Culto de Missões deste ano promovido por aquela igreja.
8 - Atendendo ao gentil convite da secretaria de missões da AD no Bairro Alacomba, Tribobó, São Gonçalo, estive no seu terceiro Culto de Missões daquela querida e amada igreja co-irmã e amiga neste ano. Foi para mim uma imensa satisfação em atender ao generoso convite formulado. Não tenho explicação, posto que fui ricamente abençoado pela receptividade interativa daquele dileto público composto de irmãos e amigos adoradores.
Aos caros amigos e generosos amigos anfitriões e companheiros com os quais estive ladeando as tribunas no primeiro trimestre deste ano, e que concederam a mim a privilegiada honra de entregar a mensagem de nosso Majestoso Deus aos respeitáveis públicos sob suas lideranças e aos seus convidados, expresso a minha sincera gratidão pelos seus gentis convites a este pequeno pregador. Louvado seja Deus pelas pátrias abertas.
Aos modestos amigos companheiros que preferiram não ser publicados aqui via internet, respeito gentilmente a solicitação amiga, embora já lhes tenha expressado o meu agradecimento sincero pessoalmente quando estivemos juntos na ocasião de cada evento.
Aos nobres amigos que estamos em acerto de agenda, alocação de eventos e confirmação de convites, desde já lhes expresso minha profunda gratidão pela imensa honra sobremaneira privilegiada de estarmos juntos nos trabalhos em vista.
Aos idealizadores do 1º Círculo de Palestras 2011 para Obreiros, a ser promovido pela união de igrejas da região norte-fluminense, com sua programação ora em fase de planejamento e implantação, externo a minha sincera gratidão pela gentil iniciativa do agendamento para minha futura presença efetiva por dois dos cinco dias do evento.
Confirmo minha ministração nos dois dias e turnos alocados a mim para os temas “Reciclagem Ministerial”, “Em Busca da Qualidade Ministerial” e “Desafios deste Século e a Legitimidade Ministerial”.
Com o bom favor do Senhor, confirmo que estarei com imensa satisfação junto ao considerável número de obreiros e lideranças, desenvolvendo temas e suas sub-teses expositivamente a luz da Palavra de Deus e dos diversificados assuntos nas áreas de atuação ministerial no século.
Dentre eles focarei: o sagrado ministério frente as tendências psico-sociais pós-modernas; o sagrado ministério e as estruturas religiosas emergentes; visão para trabalhos com classes especiais emergentes no mundo pós-moderno; comportamento e atuação ministeriais no contexto social pós-moderno; pregação e mensagem relevantes ao homem pós-moderno; etc.
Permitindo Deus, estaremos juntos no brilhante e esperado evento. Creio que será uma grande bênção e produzirá edificação nas muitas vidas que nele estarão presentes.
Aos meus nobres companheiros e colaboradores e apoiadores da Biblical Preaching, da Preach It, da Preaching Now e da Preach the Word, nos USA, no Canadá, na Europa, e do Zhong-Baxi Hui, na Ásia Oriental, recebam as minhas distintas congratulações e sinceros agradecimentos pela grande colaboração e pelo imenso apoio efetivo a este pequeno pregador.
Ao Deus Eterno que abre portas e pátrias, credito e dedico-Lhe todo o meu sincero louvor, a minha verdadeira adoração, a minha mais profunda gratidão para sempre e sempiternamente...
Deus seja louvado pelas pátrias abertas...
PbGS
PbGS
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
RECICLAGEM – A ÊNFASE DA ÉPOCA...
RECICLAGEM – A ÊNFASE DA ÉPOCA...
Reciclar não é inovar, e sim renovar.
Nesta oportunidade venho aos diletos leitores de diferentes gerações com uma palavra consideravelmente muito oportuna em tempos de fortes transições e significativas mudanças. O tempo dos saltos, avanços e das grandes oportunidades é chegado. Quem foi de gerações anteriores e está sendo presenteado em viver neste tempo juntamente com a geração atual, tem o privilégio de haver sido também agraciado em presenciar o transcurso de acontecimentos das épocas e suas ênfases.
Atravessamos o tempo com as suas épocas, e em cada uma dessas há suas ênfases. É preciso saber compreender a existência de valores renováveis, assim como estar vigilantes aplicando nossas capacidades de percepção e de inteligência para saber discernir, entender e lidar seguramente com tato e sabedoria para com as épocas e suas ênfases. É preciso saber o que se deve seguramente fazer para que os valores sejam mantidos protegidos e renovados, e como precisamos empreender e realizar cada ação ou projeto neste tempo e para tempos futuros mantendo-nos atrelados nos ensinamentos da Palavra de Deus, na revelação progressiva da Escritura Sagrada e nos marcos deixados por homens fiéis e idôneos que tem nos ensinado.
Para alguns não está sendo nada fácil transitar neste tempo com as suas realidades diversificadas. Outros encontram dificuldades para lidar com as ênfases das épocas deste tempo convivente com a dualidade e a dubiedade. Para esses tantos tudo lhes parece como um surgimento desigual de desencontros irreverentes, desastrosos e desastrados. À sua primeira vista, tudo lhes parece ser contrariador e opositor. Para esses há uma semelhança com uma disputa tipo quebra-de-braço, na qual o confronto de forças constante e contínuo se mantém acirrado alimentando desconfortantes choques aparentemente irremediáveis e sem tréguas.
Para outros o sucesso bate à porta ao buscar atravessá-lo equilibradamente. De certo que alguns tentando encontrar êxito, e buscando e seguindo tentativas experimentais, enveredam-se em caminhos divergentes daqueles princípios imutáveis ensinados na Escritura Sagrada, mantendo-se duvidosamente nas margens e guiados por ventos idealistas, enquanto outros amigavelmente diluem-se ou são diluídos no meio das épocas e suas ênfases.
Mas também que podemos dizer de tantos outros que prosseguem avançando ricamente pautados na trilha do sucesso subindo a escalada firmes nos referenciais e confiantes no que estão produzindo seguramente na direção de Deus. Existem segredos que coroam e envolvem essa escalada, e podemos seguramente observá-los sem nos permitir ser arrastados e cativados pela dualidade e pela dubiedade, nem pelas demais portas do sincretismo amistosamente parceiro da conivência e da conveniência.
Cada tempo possui as suas épocas com suas ênfases, e tudo que precisamos para atravessá-los de forma segura e apropriada a princípio fazer é identificar suas características, medir suas abrangências, conhecer as necessidades, trabalhar e mover-se dentro da exeqüibilidade e de olhos bem abertos a adequabilidades, corroborar a firmeza no que é imutável, persistir na qualidade, saber adequar as circunstancialidades ao padrão predestinado e preestabelecido e acompanhar o desenvolvimento sem perder a identidade e a natureza nos princípios que recebemos. Negar o passado com seus detalhes e contingências seria desastroso, e não se preparar para o futuro seria negligência.
Tivemos a época da ênfase sobre o durável. Tivemos a época da ênfase para com o descartável. Estamos na época da ênfase no reciclável. O novo tempo chegou oferecendo oportunidades para a promissora perenização mediante a reciclagem. Somente se arrasta e perde-se em conflitos e sucumbem em insatisfações quem erroneamente quer e distorcidamente interpreta este tempo e se deixa ficar estaticamente plantado sem diretivas, confinado e preso nas cadeias do inconformismo, haja vista que a reciclagem abriu suas portas. Na verdade vivenciamos a época da atualização. Basta saber o que fazer e como fazer diante da ênfase oportuna da reciclagem e logo abre-se a porta da corroboração, da atualização e conseqüentemente da renovação.
O durável e duradouro visa sempre manter-se no padrão da sua alta qualidade. O seu elevado valor e a sua plena confiabilidade são mantidos com vistas a permanecer integralmente servível até perderem sua utilidade total pelo tempo de uso. O durável não troca a sua natureza e mantém o seu cerne original. É feito para atender todo o tempo enquanto durar, conservando-se no mesmo estado, com as mesmas qualidades, com vida resistente e prolongada. O durável tem a capacidade de atravessar o tempo e as épocas em pleno uso. A relação tempo e uso determina a sua duração estimada em condições normais e adversas.
O descartável possui as suas características próprias que se aliam às suas funções e suas aplicações para atenderem a necessidades momentâneas. A instantaneidade e a transitoriedade são itens visados pela praticidade dos descartáveis. São feitos para atenderem a momentos. Não se pode esperar durabilidade, futuridade e complexidade no descartável. O descartável é literalmente jogado fora logo depois de ser usado e geralmente não é levado em conta. Quando se trata de atender a emprego confiável e prolongado, o descartável é deixado de fora, é naturalmente excluído, rejeitado e ignorando, por atender apenas a contingências de curto prazo. Daí se nota a ausência de profundidade e a pouca importância do descartável quando se exige algo que não se torne em refugo inútil imediatamente depois do seu primeiro emprego.
O reciclável tem seu valor, posto que visa atender a demandas temporais e previsivamente sua durabilidade e utilidade dependem de renovação periódica e sequencial para que atravesse o tempo sendo útil, servível e prestável. O reciclável é feito para atender dentro de ciclos de dependências renováveis. Os recicláveis são passíveis e possíveis de sofrerem renovação para atravessarem tempos sendo útil e servindo a novas utilidades. O reciclável pode sofrer atualização, pode ser recuperado, aproveitado.
Já experimentamos apropriadamente cada uma dessas épocas com suas ênfases. E cada uma delas nos trouxe novidades espetaculares. Cada uma nos trouxe novas lições e nos tornou mais fortemente discernidores e sensivelmente exploradores de novos rumos sobre os imutáveis trilhos seguros com seus marcos antigos. Certamente acertamos mais e erramos menos quando sabemos lidar seguramente com os tempos, suas épocas com suas ênfases sem perdermos a nossa fidelidade e a nossa identidade ao que fomos propostos a seguir e a fazer.
Tivemos um tempo em que a ignorância e a incapacidade alimentadas pelas forças da inveja e do revanchismo “inspiraram” o fim do durável para ceder lugar ao postiço. E o que mais se viu nesse tempo foram tantos descartáveis que se atormentaram mutuamente ao competirem com os seus colegas impostores. E o que mais estes aspiravam era abafarem os duráveis para serem reconhecidos como se também duráveis fossem.
O durável sempre atendeu e satisfez às mais diversas necessidades com marca, qualidade, potencialidade, originalidade e notoriedade. O durável jamais pôde ser suplantado pela efemeridade dos aplausos aos descartáveis. E na corrida desajuizada, afoita e ansiosa para entremeterem-se entre os duráveis, os descartáveis tentaram mudar seus coloridos, seus enfeites, suas ofertas, porém tudo que conseguiram foram relances oportunistas. Quanta falta fez o legítimo e verdadeiro durável...
Tivemos um tempo em que a imprudência difamatória e a avareza impenitente na ânsia de se promoverem, propagaram forçosamente o fim capital do descartável anunciando e justificando afoitamente a fantasia enganosa do artificial. E o que mais foi visto nesse tempo foram as confusões ilusionistas do artificioso ferrenhamente concorrendo com o descartável para tentar ultrapassá-lo e estabelecer lugar junto ao durável.
O artificial buscou estrategicamente desmerecer o durável, porém tudo que conseguiu foi atingir o descartável e cair literalmente na custódia das mãos piratas. O artificial para sustentar a sua pujança ilusionista tenta de todos os meios se abrigar no esconderijo do eufemismo para atenuar conceitos sobre a sua natureza artificiosa utilizando a metamorfose de palavras para os que lhe são atribuídos. Quantas inverdades inventaram contra o durável, e coitado do descartável que no meio dessa guerra ficou perdido e desbotado e nunca pôde ser igualado e nem ao menos assemelhado ao durável, ficando sempre a mercê do refugo permanente...
Tivemos um tempo em que a necessidade e a sensibilidade sofreram um forte despertamento ao se aperceberem dos prejuízos dos descartáveis e das perdas dos duráveis, e logo mais que depressa encontraram a porta espetacularmente milagrosa para o reciclável. Enfim, veio a ser ótimo o pesado sono haver chegado ao fim, mesmo sendo despertado aos trancos do pesadelo ameaçador da inutilidade fatal. A boa nova da possibilidade de reciclagem chegou aos ouvidos atentos, subiu ao pensamento inteligente, desceu ao coração fértil e sensível e externou-se em sucessivas alegrias e promissores horizontes. Que bom que a grande saída chegou, aproveita quem a apercebe e pode, e se permite ser reciclado quem sente e deseja...
Em tudo isso coisa alguma foi em vão, porquanto todas essas épocas têm nos ensinado pontos extraordinários para os demais segmentos da vida. Atualmente é lamentável que pouco se busque ser durável, mas também em contrapartida a procura desejosa paga o pesado preço tateando a todo custo encontrá-lo. De lentes corretivas nas mãos, a crise motivada pela miopia e pela visão borrada está chorando e procurando o durável, porquanto foi massacrada, entristecida e depois de tanto haver sido enganada se desiludiu pelas alegrias e alegorias do avivalismo infrutífero, pelas traições e malefícios causados pelas constantes mudanças de capas do impostor e do artificioso. Quanto desrespeito e banalização foram vistas, e quase houve prejuízos incalculáveis...
Quase sempre o conformismo da facilidade instiga a se adaptar e se acomodar ao descartável. E sem contar com a ausência de responsabilidade, a negligência, o desleixo e a falta de zelo, surge a ilusão preferencial e econômica em insistir empregar o descartável como se este fosse durável, e o que sobram são apenas as cinzas e a fumaça do que se foi e hoje não é mais, em função de nada significante, frutífero e útil haver deixado. Sobre o descartável predomina a lei do momentâneo, e os fantasmas do esquecimento, do refugo e da rejeição lhe rondam depois do seu momento de utilidade. O descartável é desprovido de consistência e sua pouca significância se revela na sua incoerência.
Aparece algum valor real no descartável quando este oferece a possibilidade de se tornar reutilizável mediante a submissão ao processo de reciclagem. Felizmente estamos convivendo numa geração que demonstra alto grau de inteligência humana, mas que também sintomatiza graus de sensíveis deficiências espirituais. Colocar no pódio e aplaudir o descartável e o postiço em detrimento do durável reciclado seria um triste e contundente sintoma de perda do senso de distinguir diferenças e valores.
Todavia em tudo é preferível o reciclável. Que bom que chegamos ao tempo da ênfase no reciclável. Tanto o durável como o descartável estão tendo a oportunidade de se perenizarem desde que possibilitem a se permitirem ser submetidos ao extraordinário benefício da reciclagem e suas fases. Por que ser apenas durável, se existe a chance de permanecer atravessando épocas sendo naturalmente renovável. Ser durável é excelente, porém melhor atravessar tempos e épocas se beneficiando com a reciclagem. Por que se conformar sendo apenas descartável, se há a oportunidade de se tornar durável e sair da constante ameaça predestinada do descarte se dando a chance de ser refeito e moldado pela reciclagem.
Qual será o futuro do durável se este não se permitir tornar-se reciclável? Qual possibilidade de futuro do descartável se este permanece não-confiável e inconsistente por não ser durável?
Se atrapalhado pelos medos, inseguranças e pela ausência de convicções, o durável pode ser diluído no meio dos descartáveis. Se artificializado pelas conjunturas dos modismos momentâneos e fantasiosos, o descartável pode se perder no tempo e sem que se aperceba ser posto rejeitado na ciranda dos impostores e por conseguinte perder a possibilidade e probabilidade de novas e oportunas renovações e da sua utilidade por não assemelhar-se ao durável e sair da validade para reciclagem.
Aperfeiçoado pelas capacidades de perceber posições para cada necessidade requerida e pela primordialidade de se perenizar distinguível, renovável, servível e utilizável, o reciclável ganha a capacidade de avançar de forma seguramente confortável, inteligente, apreciável, confiável e promissora sem perder sua natureza, seus propósitos, suas funções e sua razão de existência.
O melhor seria se o durável jamais se permitisse se tornar descartável e se inclinasse a reconhecer a necessidade premente de se fazer reciclável. O mais importante não é apenas durar e muito menos descartar, entretanto se permitir reciclar. Durar, sempre. Descartar, jamais. Reciclar, continuamente.
Agora, concluindo este artigo, chego ao momento elucidativo do seu cerne, convidando os caros e generosos leitores a correlacionarem esta temática a tantas pessoas do cotidiano que encontramos sucumbindo, outras soçobrando, na terrível teia do inconformismo e do revanchismo desfavorecedores. Busquemos em todo tempo ser duráveis sendo recicláveis, alcançando sucessivas vitórias, e se possível nos fora, continuarmos causando excelentes influências em promover incentivos e encorajamento para boas transformações nos descartáveis. O tempo em que estamos atravessando está propício para contribuirmos persistentemente com a ênfase da época dos recicláveis.
Ao durável que anseia permanecer durável, recicle-se! Ao descartável que deseja não continuar sendo descartável, recicle-se! Ao que espera reciclar-se, então esforce-se, persista e sobretudo apresse-se para a reciclagem. O tempo está passando e as recompensas resultantes da reciclagem renovadora são deveras promissoras.
Reciclar não é inovar, e sim renovar, atualizar, sem perder a identidade, a qualidade e a natureza...
Portanto, permita-se ter a bênção de se reciclar e aproveite a reciclagem.
PbGS
www.glaukosantos.com
Reciclar não é inovar, e sim renovar.
Nesta oportunidade venho aos diletos leitores de diferentes gerações com uma palavra consideravelmente muito oportuna em tempos de fortes transições e significativas mudanças. O tempo dos saltos, avanços e das grandes oportunidades é chegado. Quem foi de gerações anteriores e está sendo presenteado em viver neste tempo juntamente com a geração atual, tem o privilégio de haver sido também agraciado em presenciar o transcurso de acontecimentos das épocas e suas ênfases.
Atravessamos o tempo com as suas épocas, e em cada uma dessas há suas ênfases. É preciso saber compreender a existência de valores renováveis, assim como estar vigilantes aplicando nossas capacidades de percepção e de inteligência para saber discernir, entender e lidar seguramente com tato e sabedoria para com as épocas e suas ênfases. É preciso saber o que se deve seguramente fazer para que os valores sejam mantidos protegidos e renovados, e como precisamos empreender e realizar cada ação ou projeto neste tempo e para tempos futuros mantendo-nos atrelados nos ensinamentos da Palavra de Deus, na revelação progressiva da Escritura Sagrada e nos marcos deixados por homens fiéis e idôneos que tem nos ensinado.
Para alguns não está sendo nada fácil transitar neste tempo com as suas realidades diversificadas. Outros encontram dificuldades para lidar com as ênfases das épocas deste tempo convivente com a dualidade e a dubiedade. Para esses tantos tudo lhes parece como um surgimento desigual de desencontros irreverentes, desastrosos e desastrados. À sua primeira vista, tudo lhes parece ser contrariador e opositor. Para esses há uma semelhança com uma disputa tipo quebra-de-braço, na qual o confronto de forças constante e contínuo se mantém acirrado alimentando desconfortantes choques aparentemente irremediáveis e sem tréguas.
Para outros o sucesso bate à porta ao buscar atravessá-lo equilibradamente. De certo que alguns tentando encontrar êxito, e buscando e seguindo tentativas experimentais, enveredam-se em caminhos divergentes daqueles princípios imutáveis ensinados na Escritura Sagrada, mantendo-se duvidosamente nas margens e guiados por ventos idealistas, enquanto outros amigavelmente diluem-se ou são diluídos no meio das épocas e suas ênfases.
Mas também que podemos dizer de tantos outros que prosseguem avançando ricamente pautados na trilha do sucesso subindo a escalada firmes nos referenciais e confiantes no que estão produzindo seguramente na direção de Deus. Existem segredos que coroam e envolvem essa escalada, e podemos seguramente observá-los sem nos permitir ser arrastados e cativados pela dualidade e pela dubiedade, nem pelas demais portas do sincretismo amistosamente parceiro da conivência e da conveniência.
Cada tempo possui as suas épocas com suas ênfases, e tudo que precisamos para atravessá-los de forma segura e apropriada a princípio fazer é identificar suas características, medir suas abrangências, conhecer as necessidades, trabalhar e mover-se dentro da exeqüibilidade e de olhos bem abertos a adequabilidades, corroborar a firmeza no que é imutável, persistir na qualidade, saber adequar as circunstancialidades ao padrão predestinado e preestabelecido e acompanhar o desenvolvimento sem perder a identidade e a natureza nos princípios que recebemos. Negar o passado com seus detalhes e contingências seria desastroso, e não se preparar para o futuro seria negligência.
Tivemos a época da ênfase sobre o durável. Tivemos a época da ênfase para com o descartável. Estamos na época da ênfase no reciclável. O novo tempo chegou oferecendo oportunidades para a promissora perenização mediante a reciclagem. Somente se arrasta e perde-se em conflitos e sucumbem em insatisfações quem erroneamente quer e distorcidamente interpreta este tempo e se deixa ficar estaticamente plantado sem diretivas, confinado e preso nas cadeias do inconformismo, haja vista que a reciclagem abriu suas portas. Na verdade vivenciamos a época da atualização. Basta saber o que fazer e como fazer diante da ênfase oportuna da reciclagem e logo abre-se a porta da corroboração, da atualização e conseqüentemente da renovação.
O durável e duradouro visa sempre manter-se no padrão da sua alta qualidade. O seu elevado valor e a sua plena confiabilidade são mantidos com vistas a permanecer integralmente servível até perderem sua utilidade total pelo tempo de uso. O durável não troca a sua natureza e mantém o seu cerne original. É feito para atender todo o tempo enquanto durar, conservando-se no mesmo estado, com as mesmas qualidades, com vida resistente e prolongada. O durável tem a capacidade de atravessar o tempo e as épocas em pleno uso. A relação tempo e uso determina a sua duração estimada em condições normais e adversas.
O descartável possui as suas características próprias que se aliam às suas funções e suas aplicações para atenderem a necessidades momentâneas. A instantaneidade e a transitoriedade são itens visados pela praticidade dos descartáveis. São feitos para atenderem a momentos. Não se pode esperar durabilidade, futuridade e complexidade no descartável. O descartável é literalmente jogado fora logo depois de ser usado e geralmente não é levado em conta. Quando se trata de atender a emprego confiável e prolongado, o descartável é deixado de fora, é naturalmente excluído, rejeitado e ignorando, por atender apenas a contingências de curto prazo. Daí se nota a ausência de profundidade e a pouca importância do descartável quando se exige algo que não se torne em refugo inútil imediatamente depois do seu primeiro emprego.
O reciclável tem seu valor, posto que visa atender a demandas temporais e previsivamente sua durabilidade e utilidade dependem de renovação periódica e sequencial para que atravesse o tempo sendo útil, servível e prestável. O reciclável é feito para atender dentro de ciclos de dependências renováveis. Os recicláveis são passíveis e possíveis de sofrerem renovação para atravessarem tempos sendo útil e servindo a novas utilidades. O reciclável pode sofrer atualização, pode ser recuperado, aproveitado.
Já experimentamos apropriadamente cada uma dessas épocas com suas ênfases. E cada uma delas nos trouxe novidades espetaculares. Cada uma nos trouxe novas lições e nos tornou mais fortemente discernidores e sensivelmente exploradores de novos rumos sobre os imutáveis trilhos seguros com seus marcos antigos. Certamente acertamos mais e erramos menos quando sabemos lidar seguramente com os tempos, suas épocas com suas ênfases sem perdermos a nossa fidelidade e a nossa identidade ao que fomos propostos a seguir e a fazer.
Tivemos um tempo em que a ignorância e a incapacidade alimentadas pelas forças da inveja e do revanchismo “inspiraram” o fim do durável para ceder lugar ao postiço. E o que mais se viu nesse tempo foram tantos descartáveis que se atormentaram mutuamente ao competirem com os seus colegas impostores. E o que mais estes aspiravam era abafarem os duráveis para serem reconhecidos como se também duráveis fossem.
O durável sempre atendeu e satisfez às mais diversas necessidades com marca, qualidade, potencialidade, originalidade e notoriedade. O durável jamais pôde ser suplantado pela efemeridade dos aplausos aos descartáveis. E na corrida desajuizada, afoita e ansiosa para entremeterem-se entre os duráveis, os descartáveis tentaram mudar seus coloridos, seus enfeites, suas ofertas, porém tudo que conseguiram foram relances oportunistas. Quanta falta fez o legítimo e verdadeiro durável...
Tivemos um tempo em que a imprudência difamatória e a avareza impenitente na ânsia de se promoverem, propagaram forçosamente o fim capital do descartável anunciando e justificando afoitamente a fantasia enganosa do artificial. E o que mais foi visto nesse tempo foram as confusões ilusionistas do artificioso ferrenhamente concorrendo com o descartável para tentar ultrapassá-lo e estabelecer lugar junto ao durável.
O artificial buscou estrategicamente desmerecer o durável, porém tudo que conseguiu foi atingir o descartável e cair literalmente na custódia das mãos piratas. O artificial para sustentar a sua pujança ilusionista tenta de todos os meios se abrigar no esconderijo do eufemismo para atenuar conceitos sobre a sua natureza artificiosa utilizando a metamorfose de palavras para os que lhe são atribuídos. Quantas inverdades inventaram contra o durável, e coitado do descartável que no meio dessa guerra ficou perdido e desbotado e nunca pôde ser igualado e nem ao menos assemelhado ao durável, ficando sempre a mercê do refugo permanente...
Tivemos um tempo em que a necessidade e a sensibilidade sofreram um forte despertamento ao se aperceberem dos prejuízos dos descartáveis e das perdas dos duráveis, e logo mais que depressa encontraram a porta espetacularmente milagrosa para o reciclável. Enfim, veio a ser ótimo o pesado sono haver chegado ao fim, mesmo sendo despertado aos trancos do pesadelo ameaçador da inutilidade fatal. A boa nova da possibilidade de reciclagem chegou aos ouvidos atentos, subiu ao pensamento inteligente, desceu ao coração fértil e sensível e externou-se em sucessivas alegrias e promissores horizontes. Que bom que a grande saída chegou, aproveita quem a apercebe e pode, e se permite ser reciclado quem sente e deseja...
Em tudo isso coisa alguma foi em vão, porquanto todas essas épocas têm nos ensinado pontos extraordinários para os demais segmentos da vida. Atualmente é lamentável que pouco se busque ser durável, mas também em contrapartida a procura desejosa paga o pesado preço tateando a todo custo encontrá-lo. De lentes corretivas nas mãos, a crise motivada pela miopia e pela visão borrada está chorando e procurando o durável, porquanto foi massacrada, entristecida e depois de tanto haver sido enganada se desiludiu pelas alegrias e alegorias do avivalismo infrutífero, pelas traições e malefícios causados pelas constantes mudanças de capas do impostor e do artificioso. Quanto desrespeito e banalização foram vistas, e quase houve prejuízos incalculáveis...
Quase sempre o conformismo da facilidade instiga a se adaptar e se acomodar ao descartável. E sem contar com a ausência de responsabilidade, a negligência, o desleixo e a falta de zelo, surge a ilusão preferencial e econômica em insistir empregar o descartável como se este fosse durável, e o que sobram são apenas as cinzas e a fumaça do que se foi e hoje não é mais, em função de nada significante, frutífero e útil haver deixado. Sobre o descartável predomina a lei do momentâneo, e os fantasmas do esquecimento, do refugo e da rejeição lhe rondam depois do seu momento de utilidade. O descartável é desprovido de consistência e sua pouca significância se revela na sua incoerência.
Aparece algum valor real no descartável quando este oferece a possibilidade de se tornar reutilizável mediante a submissão ao processo de reciclagem. Felizmente estamos convivendo numa geração que demonstra alto grau de inteligência humana, mas que também sintomatiza graus de sensíveis deficiências espirituais. Colocar no pódio e aplaudir o descartável e o postiço em detrimento do durável reciclado seria um triste e contundente sintoma de perda do senso de distinguir diferenças e valores.
Todavia em tudo é preferível o reciclável. Que bom que chegamos ao tempo da ênfase no reciclável. Tanto o durável como o descartável estão tendo a oportunidade de se perenizarem desde que possibilitem a se permitirem ser submetidos ao extraordinário benefício da reciclagem e suas fases. Por que ser apenas durável, se existe a chance de permanecer atravessando épocas sendo naturalmente renovável. Ser durável é excelente, porém melhor atravessar tempos e épocas se beneficiando com a reciclagem. Por que se conformar sendo apenas descartável, se há a oportunidade de se tornar durável e sair da constante ameaça predestinada do descarte se dando a chance de ser refeito e moldado pela reciclagem.
Qual será o futuro do durável se este não se permitir tornar-se reciclável? Qual possibilidade de futuro do descartável se este permanece não-confiável e inconsistente por não ser durável?
Se atrapalhado pelos medos, inseguranças e pela ausência de convicções, o durável pode ser diluído no meio dos descartáveis. Se artificializado pelas conjunturas dos modismos momentâneos e fantasiosos, o descartável pode se perder no tempo e sem que se aperceba ser posto rejeitado na ciranda dos impostores e por conseguinte perder a possibilidade e probabilidade de novas e oportunas renovações e da sua utilidade por não assemelhar-se ao durável e sair da validade para reciclagem.
Aperfeiçoado pelas capacidades de perceber posições para cada necessidade requerida e pela primordialidade de se perenizar distinguível, renovável, servível e utilizável, o reciclável ganha a capacidade de avançar de forma seguramente confortável, inteligente, apreciável, confiável e promissora sem perder sua natureza, seus propósitos, suas funções e sua razão de existência.
O melhor seria se o durável jamais se permitisse se tornar descartável e se inclinasse a reconhecer a necessidade premente de se fazer reciclável. O mais importante não é apenas durar e muito menos descartar, entretanto se permitir reciclar. Durar, sempre. Descartar, jamais. Reciclar, continuamente.
Agora, concluindo este artigo, chego ao momento elucidativo do seu cerne, convidando os caros e generosos leitores a correlacionarem esta temática a tantas pessoas do cotidiano que encontramos sucumbindo, outras soçobrando, na terrível teia do inconformismo e do revanchismo desfavorecedores. Busquemos em todo tempo ser duráveis sendo recicláveis, alcançando sucessivas vitórias, e se possível nos fora, continuarmos causando excelentes influências em promover incentivos e encorajamento para boas transformações nos descartáveis. O tempo em que estamos atravessando está propício para contribuirmos persistentemente com a ênfase da época dos recicláveis.
Ao durável que anseia permanecer durável, recicle-se! Ao descartável que deseja não continuar sendo descartável, recicle-se! Ao que espera reciclar-se, então esforce-se, persista e sobretudo apresse-se para a reciclagem. O tempo está passando e as recompensas resultantes da reciclagem renovadora são deveras promissoras.
Reciclar não é inovar, e sim renovar, atualizar, sem perder a identidade, a qualidade e a natureza...
Portanto, permita-se ter a bênção de se reciclar e aproveite a reciclagem.
PbGS
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
QUALIDADE TOTAL NA PREGAÇÃO: o pregador, a pregação e a metodologia.
QUALIDADE TOTAL NA PREGAÇÃO: o pregador, a pregação e a metodologia.
Caros leitores e respeitados companheiros de pregação e ensino cristãos, desta feita trago em foco um tema sobre o qual rara e eventualmente ouvimos em nosso meio. Talvez seja por ele provocar comichões e inquietações na alma idolatrada de uma fatia de “pregadores”, talvez seja por desencorajamento pelo desinteresse, ou talvez por possíveis esquivas ao despertamento de acusações de foro íntimo. Mas a verdade é que enquanto as crises de identidade e de credibilidade assolam pessoas, entidades e instituições pelo mundo afora suscitando profundas insatisfações, nossos olhos de pequenos pregadores ainda continuam orientados pelos lampejos dos marcos antigos a nós confiados para nos tornar cada vez melhores, aperfeiçoados, dignos e eficientes. E enquanto tais crises arrebanham homens que usam nossos púlpitos sob pretextos estranhos ao chamamento e vocação divinos levando ouvintes a alegrias e euforias passageiras, nossos corações e almas de pequenos pregadores ainda inflamados na chama do Espírito de Deus se atrelam e se ancoram nos exemplos de idoneidade, fidelidade e lealdade para com o Deus da Palavra e com a Palavra dEle, conosco mesmos e com o povo de Deus. Enquanto para uns o ato de pregar tornou-se como instrumento de negociatas e profissionalismo disfarçados em apresentações avivalistas e abusivamente remuneradas como prestação de serviços, nossos senso e tato de pequenos pregadores permanecem afinados, equilibrados e equalizados aos padrões aprovados pelo Senhor e respeitados, reconhecidos e aclamados pelo povo de Deus. O que profundamente buscamos e sobremaneira desejamos é continuar ouvindo a voz de Deus em nossa fala e em nossa vida e esforçando-nos para que os homens ouçam-na em nossa simples e humilde fala – isto por si já nos aponta para a necessidade de qualidade total na pregação. Qualidade total também abrange pregador e pregação. Quiçá ainda mais nestes tempos hodiernos e pos-modernos nos quais não mais se aceita ou se contenta com “alimento feito de volumosas palhas secas embutidas em recipientes enfeitados e sugestivamente atraentes”.
Mas onde todo esse preâmbulo se encaixa e coaduna com qualidade total na pregação? Não pretendo lhes trazer rudimentos nem complexidades, mas sim lhes causar profundas reflexões.
A pregação não é apenas um ato acionador de euforias avivalistas em si mesma com procedimentos retóricos e técnicas oratórias para dar-lhe roupagem de “espuma”. Entre grandes avivalistas e pequenos evangelistas, preferimos conscientemente reconhecer o segundo como a dádiva de Deus para Seu povo porque o primeiro facilmente encontramos em quaisquer esquina e anúncios classificados e avançadamente “marquetizados” enquanto o segundo procuramos seguramente e sem riscos nos celeiros de Deus. Qualidade total na pregação foi a vida prática da igreja primitiva, e é a necessidade apelativa de hoje. Ela engloba um processo muito mais amplo do que uma elaboração de um componente litúrgico para um evento puramente momentâneo e situacional. Mais do que qualquer produto ou serviço humanamente transitório, a pregação requer qualidade, e esta de espectro e natureza TOTAL. A qualidade total na pregação abraça os três agentes do processo: o homem, a mensagem e os métodos. O homem, como o recipiente e agente transmissor; a mensagem como o veículo de conteúdo da transmissão; e os métodos como os meios e recursos que o elemento transmissor emprega para si e para a mensagem que transmite.
Estamos vivendo a era da busca de qualidade total em todos os segmentos da sociedade humana para a efetiva consubstanciação e segurança em tudo quanto necessitamos, construímos e mantemos. Tudo parece indicar que apenas publicidade não resolve os problemas nem satisfaz necessidades. E olhando para isso, a nós pequenos pregadores, não são as campanhas publicitárias que nos atestam qualidade total como pregadores de qualidade e pregações de qualidade. O que atesta suficientemente qualidade total na pregação é o que passaremos a doravante ver no presente artigo.
Para ser preliminarmente claro e seguidamente explícito, vejamos o que é qualidade. Que entendemos por qualidade? É o atributo que determina e distingue a essência, a natureza, de algo. É a capacidade que uma dada coisa possui de atingir satisfatória e eficientemente os efeitos desejados. São as propriedades que uma coisa essencialmente possui. E para ser entendida como qualidade total é principalmente necessário que notemos além das capacidades, propriedades e acessividades – é necessário que sejam visualizados o processo, as exigências e os componentes intrínsecos que fazem o corolário da qualidade para que acrescentemos a ela o adjetivo “total” e assim passe a ser qualidade total.
Por que qualidade total na pregação? Onde percebemos isto escrituristicamente? Notamo-la nas vidas e obras desde o nosso Mestre Amado Jesus, atravessando pelos primeiros discípulos e apóstolos, singrando as de nossos antecessores e vindo requerendo até nas nossas em nossos dias.
A qualidade total na pregação engloba ativamente os três elementos principais supracitados como agentes: o pregador, a pregação e a metodologia. Quanto ao pregador, refere-se à sua vida de pessoa e de obreiro cristão. Quanto à pregação, refere-se à sua obra e trabalho ativo. Quanto aos métodos ou metodologia, refere-se aos meios e procedimentos gerais que o pregador usa e aplica à sua vida e obra.
Para que a pregação possua qualidade total ela tem que ser vista e concebida como um processo que visa satisfazer exigências e necessidades. E os dois pilares sobre os quais deve ser construída a qualidade total na pregação são: o alto grau de comprometimento e a responsabilidade. Comprometimento é mais do que envolvimento – comprometimento é assumir uma obrigação, é sujeitar-se com empenho em realizar ou produzir algo. O pregador não deve sentir-se simplesmente envolvido com a pregação, ele deve estar comprometido com ela. Não basta sentir-se envolvido por ter uma agenda a cumprir. O comprometimento envolve tanto o pregador quanto a sua agenda e abrange muito mais que agendas – abrange almas. Sentimento de estar envolvido pode ser confundido como falso sintoma do que é comprometimento. Sentimento é subjetivo e comprometimento é avaliável, distinguível, notável e definível. O envolvimento é transitório, o comprometimento é permanente.
A agenda que hoje está cheia e completamente alocada um dia esteve vazia de envolvimento. E se não houver os devidos respeito e cuidado, a agenda ora cheia poderá brevemente se tornar a estar vazia ou até lamentavelmente esquecida por falta de comprometimento. Que digam reforçadamente isto os pregadores “papagaios” – sonorizam apenas o que ouvem dos outros sem saberem o teor e nem discernirem a unção daquilo que estão retransmitindo pelas suas falas! Que Deus tenha misericórdia desses neófitos e deficientes irmãos retransmissores inconscientes de expressões alheias.
O pregador é envolvido pela família, amigos, igrejas e circunstâncias gerais, e é natural e aceitável que ele se envolva com esses, mas seu alto e maior comprometimento continua sendo primeiramente com Deus e com Sua Palavra, depois com ele mesmo, depois com o ministério e vocação, depois com os seus líderes ministeriais superiores e então, por fim, com o público. Quando o pregador inverte essa ordem, soma para si preocupações, ansiedades e frustrações. Que digam melhor isto os pregadores “negociantes” – comprometem seu nome, sua família e suas finanças confiando antecipadamente no acerto de possíveis pagamentos a serem recebidos dos seus “contratantes”. Alguns desses já não podem nem mais acessar ou comprar em alguns lugares e nem muito menos “pregar” em alguns púlpitos. Que Deus tenha misericórdia desses neófitos e deficientes irmãos portadores de mercadorias rotuladas de “sermões”.
O comprometimento espelha o que por muitas vezes tocamos e recomendamos repetidamente sobre o tema da originalidade, fidelidade e lealdade. É preciso praticar o que se prega e ser exemplo vivo do tipo de influência que precisa exercer para que o edifício de Deus seja edificado com resultados que glorifiquem a Deus, calem a boca de caluniadores e retomem respeito público.
Responsabilidade é mais do que contrato – é a capacidade de responder pelas ações (palavras e atos) perante Deus, perante a família e perante a Igreja. É a capacidade de assumir e cumprir seus deveres no agir e no falar de tal forma que estes glorifiquem a Deus, honrem sua pessoa e família e satisfaçam as necessidades do povo de Deus. Portanto, alto comprometimento e responsabilidade são exigências elementares que direcionam para o aperfeiçoamento contínuo para a qualidade total na pregação.
Ainda, é preciso salientar que a qualidade total na pregação requer os elementos que conferem consistência ao processo da mesma, abrangendo pregador, pregação e metodologia:
- clareza e precisão nas explicações de tal forma que produzam reflexão introspectiva e cura na alma do ouvinte, levando-o a conceber e assumir posturas ou decidir mudanças pessoais e motivacionais. Não basta apenas levar o ouvinte a compreender, entender o assunto, é necessário levá-lo a sentir e visualizar conseqüências e implicações. Não se trata de sentimentalização, e sim de reflexão, arrependimento e conversão. O relativismo e o idealismo em explicações na prédica são “venenos” perigosos para a fé!
- profundidade nos conteúdos da prédica observando a devida simetria para a duração adequada. Isto se adquire aos pés do Deus Todo Amoroso e Inspirador, e nos anos de vida e experiências, e nas leituras dedicadas e no aprimoramento contínuo.
- entusiasmo e otimismo consistentes e equilibrados para com a mensagem e o público. Isto é fogo que se adquire acendendo-o no altar.
- demonstração de credibilidade real na mensagem que transmite, sabendo que tudo quanto disser tem dupla validade e direção: a primeira para a pessoa do pregador e a segunda para a vida do ouvinte.
- suporte testemunhal na fala e na vida do pregador. Por falta deste elemento têm surgido “pregadores” que se tornam verdadeiros “artistas” por voarem tanto e por tanto tempo pelas igrejas que sua ausência do seu convívio causa a perda de seus referenciais ou enfraquecimento de seu suporte testemunhal. As pessoas que mais oferecem referências seguras a nosso respeito são as que conosco convivem no calor diário. Não se trata aqui dos pregadores itinerantes reconhecidamente sofredores pela causa do Mestre, com suas trajetórias patenteadas de lágrimas, de saudades, de ausências da família, de escassez e limitação de recursos e finanças. Lembro-me haver encontrado companheiros pregadores, alguns hoje bem reconhecidos e considerados, em logradouros distantes e inóspitos, afirmando certeza apenas de alimentação, pousada junto ao missionário local e passagens, atendendo a convites de igrejas de tábuas, de estuque, e de povo de pés semi-descalços.
- conhecimento e domínio bíblico, teológico, eclesiástico, ético e experimental dos conteúdos que transmite ao público ouvinte. A falta ou negligência a este elemento tem sido evidenciada nos pregadores “papagaios” tentando se estabelecerem e pregarem mensagens pobres, superficiais e artificiais nas tribunas de nossas igrejas, repetindo por retransmissão frases e jargões ouvidos de outros pregadores.
- condução do ouvinte ao convencimento através de fatos, argumentos e aplicações efetivas. Posso afirmar-lhes seguramente que isto não se consegue com discursos vazios ou estrategicamente montados. Mais esta vez digo - isto requer vida e intimidade com Deus e com o pagamento do alto preço requerido pelo ministério da Palavra. Não permitamos cair na infantilidade de que tudo o que dissermos vai ser recebido e assimilado pelo público. Pode ser na maioria das vezes momentaneamente aplaudido porém depois separada e certamente colocado em crivo de exame e julgamentos. Quantos CDs e DVDs lembro ter examinado junto a outros companheiros e encontrado heresias em conteúdos enfeitados de marketing, fraseologias argumentativas bem colocadas e cenas aplaudidas, porém recheados de “sedativos entorpecedores” para a alma e “venenos destruidores” para a fé cristã.
- a estruturação do assunto deve ser levada em conta de tal maneira que possa a pregação ser compreendida, alcançada e recebido seu sentido seguro e verdadeiro.
- determinação de propósitos a serem alcançados pela pregação – falei sobre esse elemento em artigos anteriores.
- investimento pessoal do pregador em sua pessoa, em seu ministério e em sua pregação. O ministério da Palavra nas vocações de pregador e ensinador cristãos requer dedicação em grandes áreas: a primeira, OBSERVAÇÃO CONSTANTE– observar o homem com seus comportamentos e variantes nas dimensões espírito (pneuma), alma (psyque) e corpo (soma); observar a natureza com suas múltiplas maravilhas, lições e facetas. Observar a sociedade e a natureza deve ser rotina constante e incansável de todo pregador. A segunda, LEITURA HABITUAL – ler a Bíblia devocionalmente para alimentar-se dela para aquisição e manutenção da fé; ler a Bíblia sistematicamente para conhecê-la e dominar o conteúdo literário dela; ler a Bíblia homiletica e hermeneuticamente para elaborar adequada e consistentemente as mensagens contidas nela; e ler conteúdos extra-bíblicos para aquisição de conhecimentos gerais e manter-se atualizado com os problemas e anseios do homem de seu tempo. A terceira, APRIMORAMENTO CONTÍNUO – aprimorar-se nos estudos e pesquisas, bem como no manuseio e utilização das ferramentas relacionadas com o pregador e com a pregação; aprimorar-se no idioma que fala e escreve para que a expressão oral seja aceita ainda que seja coloquial; aprimorar-se na vida familiar, social e espiritual para que seja um referencial nos ambientes onde vive e freqüenta. A manutenção espiritual e o aprimoramento ministerial do pregador são termos chave para servir ao Senhor Deus sempre melhor.
- acessibilidade aos ouvintes, pois isto é o “frontdoor” do inter-relacionamento humano: não se deve fazer o que citou um companheiro nosso que um determinado cidadão cristão evangélico intitulado pregador vivia se oferecendo insistentemente para pregar na sua igreja. Até que uma oportunidade lhe foi facultada e aquela lhe foi a primeira e última, pois aquela igreja identificou ao invés de um pregador um sujeito com o semblante tão fechado e carregado que foi comparado a um “pitbull” por causa de sua demonstração de arrogância imponente e de sua paupérrima cordialidade para com os irmãos diáconos e recepcionistas e ainda sua ignorada urbanidade para com os obreiros da tribuna. Senhores, o público nos ama e gostaria de nos ter em suas igrejas sempre que possível for! E o público é composto desde os irmãos mais simples até aos mais favorecidos, desde os mais indoutos até aos mais escolados e social e elevadamente nivelados! Os vasos são de barro mas o conteúdo dentro deles são tesouros que Deus põe pelo Seu Espírito inspirando e usando nós pregadores e ensinadores!
Em vista de tudo isso, por um lado lamentamos pela existência ainda de uma pequena fatia de pregadores que desconhecem, ou ignoram, a qualidade total na pregação, todavia por outro glorificamos e exaltamos ao nosso Deus pela oportunidade de poder encontrar entre nós um grande e expressivo exército de pregadores que buscam animosamente empreender esforços e dedicação persistente para obterem qualidade total na pregação. E o maior e mais interessado em coroar esses esforços é o Espírito de Deus porque qualidade total na vida e obra do pregador sempre foi a maior marca e selo conjuntos que move campanhas sérias e ações eficazes como agentes marcantes de Deus na Terra contra o mundanismo e o pecado que se alastram nos valores humanos e campeiam nas vidas e nas famílias e nos demais segmentos seculares dos homens. Portanto, é necessário buscar e praticar qualidade total na pregação, tendo em vista que discursos são apenas discursos e estes morrem lentamente na memória dos ouvintes porém pregação com qualidade total sobrevive com vida e atravessa anos na mente e no coração daqueles que nos ouvem, principalmente nos novos decididos colhidos por ela. Qualidade total na pregação faz a real diferença: glorifica a Deus, satisfaz as necessidades da alma, fortalece o espírito, aperfeiçoa a vida do pregador e aprimora a sua obra, anuncia com propriedade a Salvação, torna o pregador acessível ao público, mantém as portas abertas para novas e freqüentes oportunidades e nos apresenta reconhecidamente como homens de Deus! Pense nisso e busque qualidade total na pregação!
PbGS
Caros leitores e respeitados companheiros de pregação e ensino cristãos, desta feita trago em foco um tema sobre o qual rara e eventualmente ouvimos em nosso meio. Talvez seja por ele provocar comichões e inquietações na alma idolatrada de uma fatia de “pregadores”, talvez seja por desencorajamento pelo desinteresse, ou talvez por possíveis esquivas ao despertamento de acusações de foro íntimo. Mas a verdade é que enquanto as crises de identidade e de credibilidade assolam pessoas, entidades e instituições pelo mundo afora suscitando profundas insatisfações, nossos olhos de pequenos pregadores ainda continuam orientados pelos lampejos dos marcos antigos a nós confiados para nos tornar cada vez melhores, aperfeiçoados, dignos e eficientes. E enquanto tais crises arrebanham homens que usam nossos púlpitos sob pretextos estranhos ao chamamento e vocação divinos levando ouvintes a alegrias e euforias passageiras, nossos corações e almas de pequenos pregadores ainda inflamados na chama do Espírito de Deus se atrelam e se ancoram nos exemplos de idoneidade, fidelidade e lealdade para com o Deus da Palavra e com a Palavra dEle, conosco mesmos e com o povo de Deus. Enquanto para uns o ato de pregar tornou-se como instrumento de negociatas e profissionalismo disfarçados em apresentações avivalistas e abusivamente remuneradas como prestação de serviços, nossos senso e tato de pequenos pregadores permanecem afinados, equilibrados e equalizados aos padrões aprovados pelo Senhor e respeitados, reconhecidos e aclamados pelo povo de Deus. O que profundamente buscamos e sobremaneira desejamos é continuar ouvindo a voz de Deus em nossa fala e em nossa vida e esforçando-nos para que os homens ouçam-na em nossa simples e humilde fala – isto por si já nos aponta para a necessidade de qualidade total na pregação. Qualidade total também abrange pregador e pregação. Quiçá ainda mais nestes tempos hodiernos e pos-modernos nos quais não mais se aceita ou se contenta com “alimento feito de volumosas palhas secas embutidas em recipientes enfeitados e sugestivamente atraentes”.
Mas onde todo esse preâmbulo se encaixa e coaduna com qualidade total na pregação? Não pretendo lhes trazer rudimentos nem complexidades, mas sim lhes causar profundas reflexões.
A pregação não é apenas um ato acionador de euforias avivalistas em si mesma com procedimentos retóricos e técnicas oratórias para dar-lhe roupagem de “espuma”. Entre grandes avivalistas e pequenos evangelistas, preferimos conscientemente reconhecer o segundo como a dádiva de Deus para Seu povo porque o primeiro facilmente encontramos em quaisquer esquina e anúncios classificados e avançadamente “marquetizados” enquanto o segundo procuramos seguramente e sem riscos nos celeiros de Deus. Qualidade total na pregação foi a vida prática da igreja primitiva, e é a necessidade apelativa de hoje. Ela engloba um processo muito mais amplo do que uma elaboração de um componente litúrgico para um evento puramente momentâneo e situacional. Mais do que qualquer produto ou serviço humanamente transitório, a pregação requer qualidade, e esta de espectro e natureza TOTAL. A qualidade total na pregação abraça os três agentes do processo: o homem, a mensagem e os métodos. O homem, como o recipiente e agente transmissor; a mensagem como o veículo de conteúdo da transmissão; e os métodos como os meios e recursos que o elemento transmissor emprega para si e para a mensagem que transmite.
Estamos vivendo a era da busca de qualidade total em todos os segmentos da sociedade humana para a efetiva consubstanciação e segurança em tudo quanto necessitamos, construímos e mantemos. Tudo parece indicar que apenas publicidade não resolve os problemas nem satisfaz necessidades. E olhando para isso, a nós pequenos pregadores, não são as campanhas publicitárias que nos atestam qualidade total como pregadores de qualidade e pregações de qualidade. O que atesta suficientemente qualidade total na pregação é o que passaremos a doravante ver no presente artigo.
Para ser preliminarmente claro e seguidamente explícito, vejamos o que é qualidade. Que entendemos por qualidade? É o atributo que determina e distingue a essência, a natureza, de algo. É a capacidade que uma dada coisa possui de atingir satisfatória e eficientemente os efeitos desejados. São as propriedades que uma coisa essencialmente possui. E para ser entendida como qualidade total é principalmente necessário que notemos além das capacidades, propriedades e acessividades – é necessário que sejam visualizados o processo, as exigências e os componentes intrínsecos que fazem o corolário da qualidade para que acrescentemos a ela o adjetivo “total” e assim passe a ser qualidade total.
Por que qualidade total na pregação? Onde percebemos isto escrituristicamente? Notamo-la nas vidas e obras desde o nosso Mestre Amado Jesus, atravessando pelos primeiros discípulos e apóstolos, singrando as de nossos antecessores e vindo requerendo até nas nossas em nossos dias.
A qualidade total na pregação engloba ativamente os três elementos principais supracitados como agentes: o pregador, a pregação e a metodologia. Quanto ao pregador, refere-se à sua vida de pessoa e de obreiro cristão. Quanto à pregação, refere-se à sua obra e trabalho ativo. Quanto aos métodos ou metodologia, refere-se aos meios e procedimentos gerais que o pregador usa e aplica à sua vida e obra.
Para que a pregação possua qualidade total ela tem que ser vista e concebida como um processo que visa satisfazer exigências e necessidades. E os dois pilares sobre os quais deve ser construída a qualidade total na pregação são: o alto grau de comprometimento e a responsabilidade. Comprometimento é mais do que envolvimento – comprometimento é assumir uma obrigação, é sujeitar-se com empenho em realizar ou produzir algo. O pregador não deve sentir-se simplesmente envolvido com a pregação, ele deve estar comprometido com ela. Não basta sentir-se envolvido por ter uma agenda a cumprir. O comprometimento envolve tanto o pregador quanto a sua agenda e abrange muito mais que agendas – abrange almas. Sentimento de estar envolvido pode ser confundido como falso sintoma do que é comprometimento. Sentimento é subjetivo e comprometimento é avaliável, distinguível, notável e definível. O envolvimento é transitório, o comprometimento é permanente.
A agenda que hoje está cheia e completamente alocada um dia esteve vazia de envolvimento. E se não houver os devidos respeito e cuidado, a agenda ora cheia poderá brevemente se tornar a estar vazia ou até lamentavelmente esquecida por falta de comprometimento. Que digam reforçadamente isto os pregadores “papagaios” – sonorizam apenas o que ouvem dos outros sem saberem o teor e nem discernirem a unção daquilo que estão retransmitindo pelas suas falas! Que Deus tenha misericórdia desses neófitos e deficientes irmãos retransmissores inconscientes de expressões alheias.
O pregador é envolvido pela família, amigos, igrejas e circunstâncias gerais, e é natural e aceitável que ele se envolva com esses, mas seu alto e maior comprometimento continua sendo primeiramente com Deus e com Sua Palavra, depois com ele mesmo, depois com o ministério e vocação, depois com os seus líderes ministeriais superiores e então, por fim, com o público. Quando o pregador inverte essa ordem, soma para si preocupações, ansiedades e frustrações. Que digam melhor isto os pregadores “negociantes” – comprometem seu nome, sua família e suas finanças confiando antecipadamente no acerto de possíveis pagamentos a serem recebidos dos seus “contratantes”. Alguns desses já não podem nem mais acessar ou comprar em alguns lugares e nem muito menos “pregar” em alguns púlpitos. Que Deus tenha misericórdia desses neófitos e deficientes irmãos portadores de mercadorias rotuladas de “sermões”.
O comprometimento espelha o que por muitas vezes tocamos e recomendamos repetidamente sobre o tema da originalidade, fidelidade e lealdade. É preciso praticar o que se prega e ser exemplo vivo do tipo de influência que precisa exercer para que o edifício de Deus seja edificado com resultados que glorifiquem a Deus, calem a boca de caluniadores e retomem respeito público.
Responsabilidade é mais do que contrato – é a capacidade de responder pelas ações (palavras e atos) perante Deus, perante a família e perante a Igreja. É a capacidade de assumir e cumprir seus deveres no agir e no falar de tal forma que estes glorifiquem a Deus, honrem sua pessoa e família e satisfaçam as necessidades do povo de Deus. Portanto, alto comprometimento e responsabilidade são exigências elementares que direcionam para o aperfeiçoamento contínuo para a qualidade total na pregação.
Ainda, é preciso salientar que a qualidade total na pregação requer os elementos que conferem consistência ao processo da mesma, abrangendo pregador, pregação e metodologia:
- clareza e precisão nas explicações de tal forma que produzam reflexão introspectiva e cura na alma do ouvinte, levando-o a conceber e assumir posturas ou decidir mudanças pessoais e motivacionais. Não basta apenas levar o ouvinte a compreender, entender o assunto, é necessário levá-lo a sentir e visualizar conseqüências e implicações. Não se trata de sentimentalização, e sim de reflexão, arrependimento e conversão. O relativismo e o idealismo em explicações na prédica são “venenos” perigosos para a fé!
- profundidade nos conteúdos da prédica observando a devida simetria para a duração adequada. Isto se adquire aos pés do Deus Todo Amoroso e Inspirador, e nos anos de vida e experiências, e nas leituras dedicadas e no aprimoramento contínuo.
- entusiasmo e otimismo consistentes e equilibrados para com a mensagem e o público. Isto é fogo que se adquire acendendo-o no altar.
- demonstração de credibilidade real na mensagem que transmite, sabendo que tudo quanto disser tem dupla validade e direção: a primeira para a pessoa do pregador e a segunda para a vida do ouvinte.
- suporte testemunhal na fala e na vida do pregador. Por falta deste elemento têm surgido “pregadores” que se tornam verdadeiros “artistas” por voarem tanto e por tanto tempo pelas igrejas que sua ausência do seu convívio causa a perda de seus referenciais ou enfraquecimento de seu suporte testemunhal. As pessoas que mais oferecem referências seguras a nosso respeito são as que conosco convivem no calor diário. Não se trata aqui dos pregadores itinerantes reconhecidamente sofredores pela causa do Mestre, com suas trajetórias patenteadas de lágrimas, de saudades, de ausências da família, de escassez e limitação de recursos e finanças. Lembro-me haver encontrado companheiros pregadores, alguns hoje bem reconhecidos e considerados, em logradouros distantes e inóspitos, afirmando certeza apenas de alimentação, pousada junto ao missionário local e passagens, atendendo a convites de igrejas de tábuas, de estuque, e de povo de pés semi-descalços.
- conhecimento e domínio bíblico, teológico, eclesiástico, ético e experimental dos conteúdos que transmite ao público ouvinte. A falta ou negligência a este elemento tem sido evidenciada nos pregadores “papagaios” tentando se estabelecerem e pregarem mensagens pobres, superficiais e artificiais nas tribunas de nossas igrejas, repetindo por retransmissão frases e jargões ouvidos de outros pregadores.
- condução do ouvinte ao convencimento através de fatos, argumentos e aplicações efetivas. Posso afirmar-lhes seguramente que isto não se consegue com discursos vazios ou estrategicamente montados. Mais esta vez digo - isto requer vida e intimidade com Deus e com o pagamento do alto preço requerido pelo ministério da Palavra. Não permitamos cair na infantilidade de que tudo o que dissermos vai ser recebido e assimilado pelo público. Pode ser na maioria das vezes momentaneamente aplaudido porém depois separada e certamente colocado em crivo de exame e julgamentos. Quantos CDs e DVDs lembro ter examinado junto a outros companheiros e encontrado heresias em conteúdos enfeitados de marketing, fraseologias argumentativas bem colocadas e cenas aplaudidas, porém recheados de “sedativos entorpecedores” para a alma e “venenos destruidores” para a fé cristã.
- a estruturação do assunto deve ser levada em conta de tal maneira que possa a pregação ser compreendida, alcançada e recebido seu sentido seguro e verdadeiro.
- determinação de propósitos a serem alcançados pela pregação – falei sobre esse elemento em artigos anteriores.
- investimento pessoal do pregador em sua pessoa, em seu ministério e em sua pregação. O ministério da Palavra nas vocações de pregador e ensinador cristãos requer dedicação em grandes áreas: a primeira, OBSERVAÇÃO CONSTANTE– observar o homem com seus comportamentos e variantes nas dimensões espírito (pneuma), alma (psyque) e corpo (soma); observar a natureza com suas múltiplas maravilhas, lições e facetas. Observar a sociedade e a natureza deve ser rotina constante e incansável de todo pregador. A segunda, LEITURA HABITUAL – ler a Bíblia devocionalmente para alimentar-se dela para aquisição e manutenção da fé; ler a Bíblia sistematicamente para conhecê-la e dominar o conteúdo literário dela; ler a Bíblia homiletica e hermeneuticamente para elaborar adequada e consistentemente as mensagens contidas nela; e ler conteúdos extra-bíblicos para aquisição de conhecimentos gerais e manter-se atualizado com os problemas e anseios do homem de seu tempo. A terceira, APRIMORAMENTO CONTÍNUO – aprimorar-se nos estudos e pesquisas, bem como no manuseio e utilização das ferramentas relacionadas com o pregador e com a pregação; aprimorar-se no idioma que fala e escreve para que a expressão oral seja aceita ainda que seja coloquial; aprimorar-se na vida familiar, social e espiritual para que seja um referencial nos ambientes onde vive e freqüenta. A manutenção espiritual e o aprimoramento ministerial do pregador são termos chave para servir ao Senhor Deus sempre melhor.
- acessibilidade aos ouvintes, pois isto é o “frontdoor” do inter-relacionamento humano: não se deve fazer o que citou um companheiro nosso que um determinado cidadão cristão evangélico intitulado pregador vivia se oferecendo insistentemente para pregar na sua igreja. Até que uma oportunidade lhe foi facultada e aquela lhe foi a primeira e última, pois aquela igreja identificou ao invés de um pregador um sujeito com o semblante tão fechado e carregado que foi comparado a um “pitbull” por causa de sua demonstração de arrogância imponente e de sua paupérrima cordialidade para com os irmãos diáconos e recepcionistas e ainda sua ignorada urbanidade para com os obreiros da tribuna. Senhores, o público nos ama e gostaria de nos ter em suas igrejas sempre que possível for! E o público é composto desde os irmãos mais simples até aos mais favorecidos, desde os mais indoutos até aos mais escolados e social e elevadamente nivelados! Os vasos são de barro mas o conteúdo dentro deles são tesouros que Deus põe pelo Seu Espírito inspirando e usando nós pregadores e ensinadores!
Em vista de tudo isso, por um lado lamentamos pela existência ainda de uma pequena fatia de pregadores que desconhecem, ou ignoram, a qualidade total na pregação, todavia por outro glorificamos e exaltamos ao nosso Deus pela oportunidade de poder encontrar entre nós um grande e expressivo exército de pregadores que buscam animosamente empreender esforços e dedicação persistente para obterem qualidade total na pregação. E o maior e mais interessado em coroar esses esforços é o Espírito de Deus porque qualidade total na vida e obra do pregador sempre foi a maior marca e selo conjuntos que move campanhas sérias e ações eficazes como agentes marcantes de Deus na Terra contra o mundanismo e o pecado que se alastram nos valores humanos e campeiam nas vidas e nas famílias e nos demais segmentos seculares dos homens. Portanto, é necessário buscar e praticar qualidade total na pregação, tendo em vista que discursos são apenas discursos e estes morrem lentamente na memória dos ouvintes porém pregação com qualidade total sobrevive com vida e atravessa anos na mente e no coração daqueles que nos ouvem, principalmente nos novos decididos colhidos por ela. Qualidade total na pregação faz a real diferença: glorifica a Deus, satisfaz as necessidades da alma, fortalece o espírito, aperfeiçoa a vida do pregador e aprimora a sua obra, anuncia com propriedade a Salvação, torna o pregador acessível ao público, mantém as portas abertas para novas e freqüentes oportunidades e nos apresenta reconhecidamente como homens de Deus! Pense nisso e busque qualidade total na pregação!
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