Mostrando postagens com marcador arrogância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arrogância. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 29 de julho de 2015
A ILUSÃO DA SOBERBA
O VIRUS DA SOBERBA
Uma virose que ilude corações
e destroça vidas
Na Bíblia Sagrada escrito está que a soberba precede a ruína e o
espírito altivo vem antes da queda. Na Bíblia Sagrada está a palavra “soberba”
que traduz a dos textos originais, a saber: “huperephanos”, cujo sentido bíblico é “mostrar-se a si mesmo acima
dos outros”, “querer aparecer ou se manifestar muito acima dos demais”. Soberba
possui estreita ligação com o desdenho, a arrogância, a altivez, o orgulho (não
gabardia). Nunca devemos confundir a soberba e o orgulho com a gabardia. A
soberba estraga e desafora e avilta a gabardia. Toda soberba é um mal sinal indicador
da presença de excessos, imoderação, inchação.
A soberba é uma ferramenta terrível que se reveste de cores
variadas e se lança de modos diferentes. A soberba chega a vestir roupas da
falsa humildade para se passar como se na verdade humildade fosse. Ela tem a
força de se ocultar por trás de nomes, rótulos, empreendimentos, projetos,
planos, gestos e falas. A soberba é como um prato que somente aparece do meio
da festa para frente. A soberba sempre lampeja indicativos para dar mostras que
o final da festa está chegando.
A soberba é um dos fatores com os quais pessoas têm se
complicado ao longo da história humana. Gentes de todas as camadas sociais já
passaram por algum inchaço da soberba. Felizes são as que saem dela sem
arranhões e sem haverem sido sequeladas por ela. A soberba atrai o ódio e se
assemelha a um animal perigoso cuja mordida provoca feridas profundas. Nunca se
confunda entre soberba e autoridade, e entre arrogância e ímpeto. São fatores
diferentes, todavia um pode abrigar o outro ou serem interpretados
tortuosamente.
A soberba é um dos elementos que por vezes se coloca como causa,
mas também assume posição de efeito. Fama, prestígio e poder são três elementos
com os quais nem todo homem sabe lidar e equacionar os vieses de cada um deles.
A soberba tem derrubado não poucas pessoas. Reis e monarcas foram sentenciados
por ela, e em função da mesma tiveram perdas sobre perdas. A soberba entrou no anjo Lúcifer. Deixou um exemplo que o tornou em Satanás. Por causa da
soberba, aquele que brilhava tornou-se trevas. Aquele que somava tornou-se um
divisor. Aquele que convivia em harmonia tornou-se um inimigo em si mesmo. Um
exemplo resultante da soberba a ser visto por todos os mortais.
Apesar de todos os exemplos e fatos, a síndrome de Lúcifer, continua
encontrando guarida em não poucos corações. Os anos se passam, e aqui e ali e
acolá vezes por outras surgem pobres corações contaminados pelo vírus da
soberba. A soberba tem descarrilado não poucas vidas. Já destruiu elos da
comunhão. Por causa de soberbas,
profetas, escribas, apóstolos e discípulos já foram feitos vítimas
delas. Hoje continua vitimando pessoas do altar. Pregadores e cantores que um
dia já foram servos, hoje vitimados pelo vírus da soberba se tornaram senhores
opulentos pelos inchaços dela.
A humildade e a predisposição para ela existe. E nunca
terminemos de acreditar na existência da humildade, mesmo quando a falsa regra
tenta ditar que a soberba faz parte da normalidade e nunca cai de moda. Nenhum
espetáculo da soberba se sustém de pé e tampouco vai muito longe, posto que
cedo ou aparentemente tarde a própria soberba corroerá o fio do equilíbrio ou
desarticulará os mosquetões do picadeiro dela mesma. Sem que se perceba,
silenciosa e progressivamente a soberba abate e faz o soberbo despencar do
espetáculo.
A soberba manifesta numa vida jovem é bem mais fácil de ser
perdoada e corrigida do que quando se instala num coração maduro. Aquela porque poucas quedas
tiveram que a entalhasse cortes e esta porque pelo tempo de experiências e
vivências já deveria ser mestra em fugir dela por conhecer as dores de seus
cortes. A soberba trai a pessoa do soberbo pela sua própria altivez e o prende
em malhas da rede de demagogias. Quase sempre os soberbos são amantes da falsa
coragem e da demagogia.
Os males do ufanismo e do gigantismo da soberba têm causado
desperdícios e prejuízos em tribunas e púlpitos. Assim como feito danos em não
poucos corações entre públicos. E quando a ignorância menospreza conselhos
sábios e despreza as linhas bíblicas, mais as cópias da soberba se reproduzem
nutrindo a mediocridade. Todo soberbo possui coração litigioso e espírito
contendor. Da queda da soberba, dificilmente o soberbo sai ileso do poço dela e
mais difícil ainda se levanta sozinho do fosso de vergonha que o abrigou nela.
A Bíblia Sagrada ainda está dizendo e aconselhando, instruindo e
orientando, batendo e enfatizando, a que nenhum homem seja soberbo. Todo
soberbo enquanto no seu auge cria e abre caminhos desaforados enquanto com isto
fecha portas da compaixão e cerra portões para a misericórdia. Quem nunca
enxerga os perigos da soberba é o próprio soberbo enquanto exaltado pela
altivez dela.
Soberbos se contentam com escudos de cobre e desmerecem o alto
valor e significado de escudos de ouro. Para o soberbo, tanto faz o brilho de
um como o reluzir do outro. Para o soberbo, a diferença das coisas está apenas
no campo seletivo interesseiro dele. O soberbo apenas visa tronos, status e
posição, e as demais coisas somente se essas convergirem para o seu campo de
interesse pessoal que contente e satisfaça a si. Ao soberbo o que mais importa
é que haja brilho imediato diante de si.
Alguns antes de se tornarem soberbos começam nas profundezas da
lama. Outros começam sobre tamancos alheios. E do meio para o fim sempre ambos buscam
estar nos píncaros da altivez arrogante e sempre desconhecem aqueles que lhes
emprestaram tamancos enquanto nos seus dias calçados com sandálias da falsa
humildade e das aparências. A soberba despreza o sacerdócio alheio, denigre e
avilta a legitimidade de quem na simplicidade, no suor e em lagrimas abriram
caminhos antes dos que vêm depois.
Que nenhum de nós venha desprezar o vinho da simplicidade e se
embriagar com o mosto da soberba. Que nenhum de nós venha abandonar o azeite
perfumado da humildade e se lambuzar com a graxa fétida da soberba. A soberba
que derribou o anjo Lúcifer até hoje continua enlameando e fazendo gentes
despencar. Uma sugestão amiga: Fuja da soberba enquanto ela esteja apenas
rondando a varanda do seu orgulho e a sala da sua gabardia. Ainda prevalece e
deve predominar a simplicidade e a prudência ensinadas pelo Mestre da Galiléia.
EvGS
Marcadores:
arrogância,
ingratidão,
orgulho,
soberba,
tolice
terça-feira, 23 de junho de 2015
APÓSTOLO "ZÉ". CONHEÇA!
APÓSTOLO “ZÉ”.
Atos de um "apóstolo" atual. Reflita!
Um currículo quase que interessante. Leia as declarações
pessoais do apóstolo Zé. Declarações apostólicas modais atualizadas, proferidas
do apóstolo Zé na primeira pessoa do singular, própria e comum de um “apóstolo atual”.
Qualquer história ou fato reais parecidos ou conhecidos ou semelhantes são apenas mera
coincidência. Leia, pense e reflita.
1 – ATOS DE NOMEAÇÃO:
“Me considero um apóstolo. Ninguém me nomeou. Nunca precisei de homem algum
para me nomear. A “bíblia” já me nomeou diretamente. Tenho que me fazer “amigo”
e buscar “parceria” de alguém porque sozinho ninguém vive, não é mesmo?!
Comecei sofrendo... sofri muito... Me converti... e vim me humilhando e sendo
humilhado... até que um dia “deus” falou diretamente comigo e eu dali em diante
passei a dar ouvidos o que aquele povo dizia para mim! Fiz uma “viagem” e
voltei transformado! Hoje... não tem mais quase nenhum daqueles... quiseram “se
fazer” nas minhas costas, então “orei” para que “deus” passasse uma vassoura
“santa” do “céu” e limpasse tudo! O sinal de “deus” na minha nomeação é que
aqueles que “se levantaram contra mim” estão hoje na platéia e me vendo no
palco! Para que nomeação mais do que essa?!”
2 – ATOS DE CONFIRMAÇÃO:
“Todos que conheço já me chamavam de apóstolo e eu cheguei a esta conclusão pessoal
de experiência entre eu e “deus”. Custei muito tempo para entender essa “chamada”...
levei dois anos! Tanto que em meu carro está a placa gravada com tipos
garrafais para poder ser identificado aonde quer que eu vá e seja de todos
visto e todo mundo saiba que existe apóstolo sim! Adoro quando o povo se
levanta animado me aplaudindo e bradam em alta voz pra mim “Esse é o nosso
apóstolo marreta!” Vou aos píncaros de glórias!” O meu povo gosta, e eu me vejo
confirmado no meu “ministério apostólico”. Para mais confirmação do que esta?!”
Sou igual a Elias! Fui chamado e confirmado sem ter nome! E eu trabalhei para
confirmar e fortalecer o meu ministério! Eu... o apóstolo Zé... trabalhei muito
para montar o meu ministério! Hoje está aí... confirmado depois de uma
consagração extraordinária de doze litros de azeite extra-virgem purinho e
“orado” no monte e derramado sobre a minha cabeça!”
3 – ATOS DE AUTORIDADE:
“Minha autoridade espiritual está acima de todos os homens. A minha autoridade
é inquestionável. O que eu dito, meu povo segue na risca. E se não aceitar o
que o apóstolo Zé diz, é porque não está preparado para servir a “deus”, e nem
que eu apresente o “desobediente” a “deus”. Subo os montes e desço as grutas
para buscar a “deus” e buscar os mistérios das revelações nunca vistas antes.”
Não preciso procurar aconselhamento de ninguém! Homem só atrapalha! E tem outra
coisa... se eu fosse me apoiar em autoridade de homem, eu não teria chegado
onde cheguei, veja o meu apostolado! Você acha que quem tem uma multidão dessa
como é a do meu ministério apostólico, é coisa de homem?! Eu, o apóstolo Zé,
não brinco de ser crente!”
4 – ATOS DE COMPETÊNCIA:
“Sou honesto. Não conheço ninguém mais honesto do que eu. E se aparecer, eu
desafio. Dizem que sou soberbo, arrogante... mas isso é coisa da “oposição”! Não
pego dinheiro direto “da mão de ninguém”. Não faço cobrança. Exatamente para
que não haja ninguém me cobrando e me apontando de nada. Eu apenas utilizo o
texto bíblico para de alguma maneira “dar uma sacudida espiritual” no meu povo.
No meu “ministério” lidero o meu povo a seguir a minha competência de cobrar
resultados de “deus”, porque quando o apóstolo Zé declara e profetiza, “deus”
tem que dar! Por aí afora não sei! Mas no meu ministério, a palavra do apóstolo
Zé é “cumprida na terra e aprovada no céu”!”
5 – ATOS DE DESEMPENHO:
“Bom... o meu papel é mostrar o diferencial... é fazer a diferença. Amo, gosto
e adoro estourar o meu povo no resplendor! Na minha tribuna sentam nas últimas
fileiras os figurantes. Meu papel apostólico é fazer o exponencial do apóstolo
Zé se projetar. No meu púlpito pregam somente renomados, e eu pago bem! Ninguém
vai poder dizer que o ministério do apóstolo Zé paga mal... Tanto é abertamente
verídico o meu papel que vocês vêem que só sentam ladeados do apóstolo Zé gente
de grife e de nome. No meu apostolado, a fé é valorizada por demais! Fé é muito importante para um "ministério"! Pela fé apostólica, tenho vendido rosas, água, pedras, tijolos, remédios simbólicos, vassouras, enfim tudo! Pela fé tenho recebido de "deus", veículos, mansões, fazendas... e pobreza é coisa do "capeta"! Tudo pela fé! Na mão do apóstolo Zé chegou, e deu... tenha certeza que ficou bem empregado e bem investido... para "honra e seriedade" do apostolado! E outra coisa... sei que tem muita gente ressentida
comigo.... são inimigos “de grátis” porque nas minhas competências não existe
outro apóstolo Zé – só eu, que agora recente já estou pensando em adotar o que
vários irmãos do meu ministério estão aclamando a mim como “pai, apóstolo,
patriarca, paipóstolo Elias”! Um papel
muito importante o meu vai ser para as gerações, ainda que alguns sejam mortos,
roubados e destruídos, por si mesmos.... Afinal não são todos que agüentam
fazer “a obra espinhosa”, e a obra do “bicho capiroto” é de fazer assim mesmo
contra as pessoas!”
6 – ATOS MINISTERIAIS:
“No meu ministério, faço tudo pela criatividade. Amo, gosto e adoro ver o meu
povo sempre alegre! A vida já está ruim e difícil no mundo... então, faço tudo
para envolver e engajar o meu povo em “atividades mais atrativas”. Veja bem...
temos tudo na presença de “deus”! O povo de meu ministério é um povo alegre e
festeiro! Temos shows temáticos, espetáculos “ministeriais”, ringues,
tecnologia do telão, unção extravagante com azeite de oliva extra virgem,
purinho, vinho da alegria, danças a vontade! Recentemente, aprovei e lancei uma "bênção" criada pela "garotada", que é a boate gospel. Uma estratégia de "ganhar" gente pro meu ministério! Afinal, é o que o povo do meu
ministério gosta! E cada povo tem o seu gosto... No meu ministério, “deus” fala
comigo e me orienta a fazer o povo estar sempre alegre como disse o “meu
colega” Apóstolo Paulo! Então, eu invisto em criatividade... gosto de
aproveitar as idéias de gente criativa... levo isso para o monte da oração e
apresento a “deus”. Se ele aprovar, e sempre ele aprova! Então, eu o apóstolo
Zé, lanço a minha unção apostólica e agora a criatividade ungida é minha!"
7 – ATOS DE VISÃO DE
TRABALHO: “Bom... estamos em um novo tempo! Todas as promessas já foram cumpridas!
Não precisamos mais de ficar tão focados na Bíblia Sagrada porque nela já foi
tudo revelado para nós! Já não vejo mais razões para doutrinar a igreja porque
cada um por si mesmo já tem entendimento da Palavra! Vejo que o povo do meu
ministério já sabe das coisas da Palavra! Não vou cansar o povo ouvindo e
repetindo o que já sabem! Já não estamos no tempo mais de ficar cansando,
enfadando, acrescentando peso, no povo! O povo já passa o dia trabalhando
pesado, outros encarando problemas, e por que eu, logo eu, um apóstolo de
consciência bíblica, iria ficar colocando mais peso em cima dos ombros do meu
povo?! Não..., isso é farisaísmo pesado! Então, eu que “interpreto” a Palavra e
“alimento” o meu povo, e minha visão é a de fazer o meu povo leve, unido,
coeso, distraído, entretido, sem qualquer peso... Afinal, eu ganhei cada um
deles e eu, apóstolo Zé, vou levar eles e apresentar direto a “deus” e dar
contas de cada um deles lá”!”
8 – ATOS DE MINISTRAÇÃO:
“OK... para mim a Bíblia Sagrada está em primeiro plano! Admiro demais a
Bíblia... Depois dos cultos fico na minha mansão apostólica, vendo os vídeos
das ministrações do meu ministério. Tudo bem criativo, bem elaborado, bem
planejado com a aprovação do meu apostolado. Adoro ouvir as pregações do meu ministério.
As de fora dele não me interessam! As de meu ministério não enfadam, não tiram o
povo do “céu” e nem cansam ninguém! Alegria e aplausos purinhos na presença de
“deus”! Ando vigilante com o meu apostolado! Primeiro, entrevisto o pregador antes de ministrar para
o meu povo! Segundo, dou sempre um alerta aos cantores para manterem o meu povo
sempre em movimento de interação... numa comunhão distraída de problemas! Dinamismo puro para esquecer problemas da vida! No meu ministério, essa coisa de profecia e de cura divina só vêm se for para trazer alguma "edificação de benefícios e vantagens para o meu apostolado, e fora disso nada! No meu apostolado quem ora e cura sou eu, o apóstolo "Zé", porque ninguém no meu ministério apostólico é maior do que o apóstolo! Para pregar e cantar para o
meu povo no meu ministério, tem que ter nome, render ofertas e trazer divisas
para o povo “da casa”! “Acho” que para “deus” tudo tem que ser grande como
“ele” é! Então, para mim... na minha visão atualizada... eu... apóstolo Zé...
dou primazia à Bíblia Sagrada, contanto que seja minutinhos relâmpagos de pregação com uma
mensagem sempre especial não reflexiva, nada de coisas que levem o meu povo a
pensar e ficar depois pensando e comparando e discordando de coisas do meu
ministério! Nada disso! “Acho” que ministrações são para trazer as pessoas para
unir e fortalecer o apostolado em si...! Fora disso é coisa do “capeta”!”
Qualquer história ou fato reais conhecidos ou semelhantes, são apenas
mera coincidência! Pense e reflita. Ore, interceda e chore pela igreja do Senhor Jesus, se tiver entendido o texto.
EvGS
Marcadores:
apostolatria,
apostolos,
arrogância,
heresias,
infantilidade,
soberba
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
TROPEÇOS QUE ENSINAM.
OS TROPEÇOS DE
ACABE.
Um
poço de fraquezas, desequilíbrios e culpas
Um dos fatores que os homens encontram dificuldades em lidar com
ele é o poder. Poucos são os que conhecem as suas trilhas e sabem lidar com a
força do poder lhe investido e com o exercício da autoridade lhe delegada,
conscientes das conseqüências e resultados de tudo que faz aos outros. No Livro
de Deus estão registrados vários nomes, sobre cujos ombros repousaram o poder e
a autoridade sobre o povo de Deus.
Olhando na ótica de juízo puramente humano, é possível que se
diga que alguns desses nomes bem que poderiam passar em branco e não constar
nas páginas sagradas. Segundo nossos julgamentos, na melhor das interpretações,
esses nomes seriam dispensados sem sombra de dúvidas, posto que as suas
histórias de obras receberam o triste resumo declarativo final “e fez o que era
mal aos olhos do Senhor”.
Um desses nomes é Acabe. Foi um dos monarcas de Israel. Acabe recebeu
o trono de Israel de seu pai Onri, e reinou vinte e dois anos sobre o seu povo
Israel, em Samaria. Mas
o rei Acabe não somente herdou o trono, contudo também herdou e continuou a
história viciada no desastroso legado deixado pelo seu pai, a saber: “e fez o
que era mal aos olhos do Senhor, pior do que todos antes dele”. Se o rei seu
pai fez pior, o texto nos deixa ver que Acabe, seu sucessor no poder, fez mal
mais ainda do que seu pai de quem herdou o trono. Mas, para que os fatos da
vida do rei Acabe constam nas páginas sagradas do Livro de Deus?
Agora com o poder nas suas mãos e sobre os seus ombros a autoridade investida, o rei Acabe poderia
ter “dado a volta por cima”, se não apagando, pelo menos amenizando os feitos
da velha história de seu pai, marcando boa pontuação, construindo uma nova
história admirável e assim restaurando e promovendo o bom nome e o bom conceito
de sua casa e de seu povo naqueles dias. Entretanto, o costume viciado de sua
família palaciana desmedida somado aos tropeços de seus ímpetos insensatos o
fizeram mergulhar sua vida aos poucos num poço de fraquezas, desequilíbrios e
culpas, sem que percebesse as consequências. Quanto mais poder e autoridade uma
pessoa possui, mais se torna exposta e mais força de influência exerce sobre as
outras. Acabe parece não ter medido essa realidade.
Sua história ocupa quase oito páginas da Bíblia Sagrada nas
versões em língua portuguesa, e nos deixa ver que por ser rei sobre um povo,
Acabe desconheceu as suas responsabilidades para consigo mesmo, para com Deus e
para com o seu povo, e delirou em equívocos a ponto de por em risco a sua
própria vida, a de sua família, a de sua parentela e os limites de sua
imunidade. Sua contumácia provocativa levou a si e o seu povo a sofrerem e
padecerem debaixo de uma seca total durante um pouco mais de três anos, assim
como a experimentarem derrotas e fracassos, mesmo debaixo de desmandos e falsas
aparências.
Fazendo mal uso do seu poder e de sua autoridade, o rei Acabe parece
ter imaginado que o seu povo e o seu reino fossem suas possessões pessoais
particulares e privativas, ou um objeto de joguete político em suas mãos. Esqueceu de que reinar sobre o povo de Deus é uma
oportunidade, um privilégio honrado, mas também pode ser um desastre
vergonhoso, dependendo de como o governa. Acabe não mediu os seus atos, até que
se viu sozinho e sem conselheiros sábios aliados. Acabe subestimou o mesmo Deus
que o exaltou ao trono, e que um pouco mais de vinte anos depois o humilhou e o
destituiu através de uma das piores formas que homem poderoso algum espera lhe
aconteça.
Sem ser percebida, a sua cegueira espiritual alimentada pelo
destemor a Deus e por um tipo insensato de coragem obscureceu-lhe sua visão da vida, e o fez descarrilar
o povo de Deus do seu bom caminho, assim como com que seus atos audaciosos viessem
deixar registrados na história dos homens o que realmente leva uma família, sua
parentela, e um povo à rejeição diante de Deus e à derrocada final e fatal
debaixo de desprezos e desonras. Acabe foi mais além do vale de fraquezas
pessoais. Ele atingiu o cume de um monte de mandos vergonhosos, de desmandos
covardes, contra a saúde espiritual de sua casa e de seu povo, que era povo de
Deus e não simplesmente um povo de seu “partido”. Um jogo de cobiças, covardias
e soberbas formatou o seu caráter na dissimulação e no sentimento de
inferioridade manhosos e velados.
Acabe quis inverter os valores e desfazer os marcos e rastros do
seu povo assumindo uma posição hostil contra Deus e violentando espiritualmente
o decoro e os valores morais e espirituais do seu povo, sem perceber que o seu
potencial de liderança deveria ser para a glória de Deus e não para distorcer completamente
as suas lentes morais. A ligação de Acabe com Deus estava fina e desgastada. O
Deus que vela pela Sua Palavra e zela pelo Seu povo colocou o profeta Elias nos
passos do rei Acabe, todavia este parece não ter entendido e assimilado os
cuidados embutidos no recurso enviado por Deus para resolver os seus problemas,
promover restauração de sua casa e viabilizar a preservação de sua parentela e
reavivar o seu povo.
Para o rei Acabe, o profeta Elias era “uma pedra no sapato”, uma
ameaça perturbadora e um criador de problemas, contudo pensando e
correspondendo assim, o monarca simplesmente estava declarando e reforçando o
corte final e conclusivo do fio fino e desgastado que lhe ligava a Deus. O rei
Acabe conduzia a sua vida debaixo de falsas aparências, e sob elas jogava com a
culpa e ao mesmo tempo se auto agredia com os seus sentimentos de inferioridade
e de dissimulação. Acabe não sabia conviver com a verdade sobre si mesmo, e nem
com o bem-estar e sucesso alheios, e nem ainda enfrentar os desafios de maneira
justa e leal, e em vista disso tornou-se cada vez mais um emocionalmente
desequilibrado e fraco, assim como um indivíduo facilmente manipulado e perdido
em labirintos de medos e inconseqüências.
Acabe é a figura das pessoas que ficam emburradas e amuadas
diante da superioridade e do bom senso dos outros. Acabe é a figura das pessoas
que jogam com as ferramentas do revanchismo covarde e com a força momentânea da
retaliação insana. O cego e insensato Acabe perdeu a oportunidade privilegiada por
Deus de receber os louros provenientes das tentativas de restauração dirigidas
por Deus através das investidas do profeta Elias para lhe estancar uma enxurrada de erros e desacertos perigosos que mais tarde receberam a dura sentença de
desprezo e desterro extensiva a toda sua casa.
Hoje em dia entendemos porque aprouve a Deus fazer que no Seu
Livro esteja registrada a história de um dos nomes de homens poderosos que
passaram sobre a terra e tomaram um tempo de sua vida fazendo provocações a
Deus mais do que os que foram antes de si no trono e violentando e
desencaminhando o povo de Deus. A vida de Acabe está registrada para nos
orientar a não agirmos com coisas iguais ou semelhantes como aquele monarca ora
manhoso e ora soberbo e arrogante, quando lidamos com a força do poder e com o
empenho da autoridade. Para nos fazer avisados dos perigos e tropeços que podem
levar toda uma vida, uma família, uma parentela, um povo, ao poço de fraquezas,
desequilíbrios e culpas.
A vida do rei Acabe está registrada também para nos dar lampejos
de que os cuidados de Deus sobre nós, a nosso favor, podem estar residindo em
pessoas que possam nos parecer sejam perturbadoras dos nossos intentos e modos
de conduzir nosso caráter e as coisas e pessoas que estão sob o nosso poder e
autoridade ou afetas a nós. A todo tempo, gentes estão despencando no
despenhadeiro da desordem pessoal, da desonra moral, da rejeição e da
reprovação. Umas despencando, mas outras se lançando, por desprezarem avisos e
recursos de Deus, que as levariam a ser livradas de perder os freios de seus
limites e torná-las vítimas tragadas pelas suas próprias mazelas contumazes e
desaforos inconsequentes.
EvGS
Marcadores:
arrogância,
cobiças,
desequilibrios,
destemor,
dissimulações,
fraquezas,
soberba
sexta-feira, 4 de abril de 2014
FORMALISMO RELIGIOSO
Formalismo religioso
Guardai-vos
desse fermento.
Os bons dicionários em sua maioria definem a palavra formalismo
como sendo o apego excessivo a formalidades. A tendência de privilegiar e
enaltecer a forma e as qualidades formais em detrimento do conteúdo e da
realidade. A preocupação com a forma externa acima do conteúdo interno. Em
suma, a formalidade visualiza prioritariamente a forma exterior, ao mesmo tempo
em que despreza o conteúdo interior.
Para o formalismo importa que a forma exterior satisfaça e
prevaleça, enquanto o seu cerimonialismo abafe e/ou afaste a realidade do
conteúdo interior. Formalismo é uma palavra normal e aceitável em alguns
âmbitos, mas também por vezes mal compreendida. Em algumas ocasiões e para
algumas circunstâncias se cabe o formalismo. Ser formal não é sinônimo de ser
fechado ou engessado. Todavia, como cada coisa tem os seus tempos e lugares,
assim o formalismo tem os seus. Se o formalismo é para algumas coisas uma
trava, o seu excesso é um desastre.
E um âmbito no qual o formalismo se faz ser por vezes chocante é
no religioso. O formalismo religioso conforma a alma no desprezo dos valores
interiores e no sono cerimonioso da prática mecânica de tradições; promove o
arrefecimento da comunhão e contribui para o desfalecimento da fé e desrespeito
aos valores interiores do próximo. O formalismo religioso afasta pessoa de
pessoas.
O Senhor Jesus nos dias do Seu ministério terreno encontrou e
defrontou-se com o formalismo religioso que estava imperando e campeando naquela
época. O Senhor Jesus combateu forte e veementemente a prática do formalismo
religioso no Seu tempo. E isso não foi em vão. O formalismo religioso atraia, concentrava e
cativava a atenção para o que mais importava ser visto pelos olhos, enquanto a
manifestação da alma e da essência do conteúdo interior estava sendo desprezada.
O formalismo religioso confere identidade e declaração de
desequilíbrio, incoerência e desconexão com o real significado do servir a Deus
e a do servir a vidas. Causa choques. Choca, afasta e intriga. Na área
religiosa o foco original e legítimo concentra-se primaria e exatamente no
conteúdo interior. É no interior onde está o ponto forte que emana, manifesta e
reflete seu conteúdo para o mundo exterior.
O formalismo religioso viabiliza o abrir brechas para a
hipocrisia, e não obstante abre vagas sutis para a mediocridade comandar. É possível
e louvável o ser sensato e equilibrado na formalidade, todavia é honroso e
decoroso ser legítimo e coerente na informalidade. Enfim, um tempero que faz
subir escadas sem se dar lugar para a soberba, e leva a descer degraus sem se
dar espaço para o vil, o indecoroso e muito menos ao profano.
O formalismo religioso é desastroso, mesquinho e intolerante. Festeja
e agita a bandeira de tradições e ao mesmo tempo entulha as vias da compaixão e
desdenha da misericórdia. Engole o camelo e côa o mosquito. Critica o argueiro
nos olhos alheios e se conforma com a trave nos seus próprios. O formalismo
religioso fala alto e sua voz pode ser ouvida, entretanto os seus moldes jamais
devem ser imitados. Invejar e apedrejar são a sua perícia, e exercer a
misericórdia é a sua incompetência.
O formalismo religioso mantém pintado o sepulcro de cal e nele
esconde seus restos ressequidos e sem vida. Nas esquinas faz contas e publica o
mínimo de sacrifício feito por si e despreza e abafa o tanto de suor, sangue e
lágrimas da exaustão e cansaço alheios. O formalismo religioso agrada ao que
lhe apraz e sacia o seu ventre. Comunga, se conluia e busca a proteção aos pés
do império de Cezares e joga e se diverte com o poder do Reino.
O formalismo religioso assiste de forma fervorosa e vibrante o “lavar
das mãos” diante de causas cruciais. Muitas vezes sem que se aperceba, promove
a vergonha pública da coroa de espinhos e da cruz. Por vezes e em ocasiões
propícias a si, usa as reservas da prata para comprar a traição. O formalismo
religioso sugere adesão e corre atrás de prosélitos, porque também é impotente,
amordaçado e manietado em demonstrar e convencer da conversão. Somente se
oferece aquilo que se possui.
O formalismo religioso imperceptivelmente abre espaços e promove
de forma tola a plataforma do desmantelo. O formalismo religioso literalmente ama,
zela e adora cada acentuação e pontuação das letras, todavia abafa, sufoca e
extingue a coragem e a intrepidez do Espírito. O formalismo religioso é um
ébrio tentando se passar por lúcido e equilibrado. É um manco que caminha
encostado em ombros interesseiros e aproveitadores, e manqueja apoiado em
muletas alheias. É um cego guiando outros cegos. Ata e amarra em si o viés das
picuinhas e afrouxa e solta os cordões da insensatez, da insensibilidade, da desonestidade
e da subestimação.
O formalismo religioso polidamente destrata, açoita e oprime
líderes, e desrespeita e humilha liderados. Ele não permite olhar para o chão a
enxergar a água da bacia lhe cobrando lavar pés alheios. Porém trata o redil
como se este fosse subdividido em currais cativos numerados para dar suporte a
bancadas e câmbios que atendam aos seus fins para si. O formalismo religioso
possui a eficiência sagaz de se infiltrar, se ocultar e se escudar em cargos e
posições, com a finalidade de manter parasitariamente contínuos os seus maus hábitos
rotineiros.
O formalismo religioso é um verdadeiro desastre vestido de
polidez e causador de escombros. Enquanto elegantemente olha para o exterior e
se preocupa com a mediocridade de aparências e performances, números e
numerários, estatísticas e tributos, tragicamente esconde-se das incumbências e
tarefas inerentes, clamadas pelas realidades. Ele foge e se oculta das vozes
dos clamores lhe cobrando coerência e afinação de atitudes, ações e posições, a
fim de evitar a queda nos perigos conseqüentes da insipidez.
Que o formalismo religioso seja mantido distante do coração dos
filhos da casa do Pai. Não tenhamos qualquer afinidade ou simpatia pelo formalismo
religioso. Que sejamos simplesmente discípulos do Mestre amado, filhos da
comunhão e da liberdade conforme a graça de Deus que nos alcançou. Não sejamos colaboradores
da fidalguia tola e da soberba vergonhosa produzidas pelo formalismo religioso.
Sejamos tão somente ministros de Cristo e despenseiros fiéis de Deus entre os
homens.
Não abracemos o formalismo religioso em detrimento dos
princípios.
Deus seja louvado!
EvGS
Marcadores:
arrogância,
didatikos,
embustes,
engano,
evgs,
formalismo,
ilusão,
incoerência,
kerigmatikos,
pbgs,
soberba
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
TRONCOS OU RAMOS?
Troncos ou ramos?
Pensemos antes de
consumar.
Disse o Senhor Jesus: "Eu sou a videira, e vós sois os
ramos..." Jo 15.5-6.
A natureza é uma rica fonte bastante ilustrativa. Algumas coisas na
natureza podem oferecer ensinamentos como recursos instrucionais, ou didáticos
ilustrativos. Olhar para uma videira e meditar nas palavras dos versículos
supracitados é perceber e compreender a verdade que o Senhor Jesus quer que
saibamos e aprendamos sobre o nosso relacionamento pessoal com Ele e dEle
conosco, assim como da nossa maneira de viver. Um dos assuntos que esse texto
fala é da unidade em Cristo.
Viver em unidade é uma das mais caras e raras práticas de vida. A
unidade ensinada pelo Senhor Jesus não é uma utopia. Essa unidade é valor do
Filho de Deus, e é jóia preciosa de cristão. Viver no aprisco do Senhor é
perceber o desafio (não a impossibilidade) de se manter a unidade ensinada pelo
nosso amado Mestre Jesus. Unidade requer alguns fatores relevantes. Sem estes,
pode até existir a presença de ajuntamento, de reunião, de agrupamento, de
mistura e de junções. Todavia sem eles, a de unidade não. Juntar gentes é
relativamente fácil, posto que atenções são naturalmente despertadas por
embalos de artifícios visuais e sonoros. Porém mantê-las em unidade ao longo dos
anos é um desafio-mor.
Olhando com vistas humanas, dos fatores que a unidade requer,
alguns deles são primordiais, a saber: a transparência; a coerência; a
hombridade; a interdependência e o respeito mútuo. E olhando com visão
espiritual, a operação desses fatores naturalmente requer tanto o favor da
graça divina como o empenho e a sensibilidade dos esforços humanos. Em questão
dessa unidade, anular a ação do Espírito nela seria uma brutalidade tola, e
ignorar as ações humanas nela seria uma irracionalidade perigosa.
Ao longo dos anos, a visão do mundo secular vem forçando as
portas dos santuários, oferecendo engodos ideológicos espetaculares e iscas filosóficas
fantásticas que bem conflitam com a unidade ensinada pelo Mestre a nós
discípulos dEle. Matar, roubar e destruir são ações nas quais o
arqui-adversário é perito e destro no emprego de ferramentas para alcançar o
que por milênios tem vindo forçando obter. Passam-se os anos, as suas
estratégias assumem novas artimanhas, entretanto os objetivos são os mesmos.
Estranhas visões querem e influenciam a que nos vejamos
incompletos, frustrados e decepcionados frente aos desafios em ter a unidade nos
ensinada pelo Senhor, e venhamos a nos tornar insatisfeitos com ela tanto na
sua verticalidade como na horizontalidade. Alguém anseia que venhamos perder a
excelente visão fundamental de que somos ramos da videira verdadeira. Somos
ramos da videira. Mas alguém está interessado a que passemos a não nos ver como
ramos, mas sim como troncos, como se troncos independentes fôssemos.
A visão do mundo secular é um tanto criativa. Reconheçam-se os
seus méritos em não poucas áreas humanas. Entretanto, sua aplicabilidade se faz
ofensivamente contrária quando se trata da visão bíblica sobre a unidade
ensinada pelo Senhor Jesus à Sua igreja. Não somos sindicato. Não somos
agremiação. Não somos clube. Nossa estrutura de ramos não assimila parenterais estranhos
que correm nas veias de troncos da divisibilidade movida pela sede de poder, pela
fome do separatismo ressentido, soberbo e invejoso, inflamado pelas terríveis
chamas do partidarismo.
O tronco pode existir e viver sem ramos. Todavia dificilmente os
ramos subsistem e sobrevivem por si, sem a seiva do caule. Separe-se do caule e
logo perderá toda a capacidade de viver como cristão e de como realizar as
coisas agradando a Deus como diz as Escrituras. O mais que poderá fazer é
arrastar-se no tempo embromando, e seguir passos angariando e garimpando
méritos e lisonjas humanos. Se tornar apenas um tronco solto.
Certamente que no futuro o Senhor Deus vai pedir contas das razões
pelas quais alguém se arrasta como tronco no presente. Estamos num tempo em que
as fantasias da hipocrisia, os confetes da falsa humildade e as serpentinas do
desamor ganancioso estão promovendo bailes e foliões às escuras, nas penumbras
e às ocultas, a fim de que não venhamos nos aperceber dos perigos da ausência
de unidade, e percamos o teor e o fulgor dela e passemos a ser não mais ramos,
porém troncos, falsamente declarando estar sendo ramos.
E um dos terríveis perigos é o de achar-se estar sendo aquilo
que já há tempos deixou de ser e não estar sendo mais. Figurativamente falando,
alguns incômodos e decepções podem instigar algumas sedes e fomes que suscitam
o forte desejo tentador de ser tronco ao invés de continuar sendo ramo. Querer
deixar de ser ramo para ser tronco é um efeito das investidas da antiga
serpente do Éden. Não basta se autoafirmar como ramo e na realidade tentar
subsistir, ou estar sobrevivendo como tronco. É uma ilusão delirante, perigosa
e anestesiante. Por outro lado, também é um prejuízo incalculável o ser ramo
sem frutificação.
Nem pensar em ser tronco. Bom é ser ramo. E melhor e mais sábio
é o ser ramo em plena forma de frutificação. Somos ramos, e não troncos.
Quantos ramos se deixaram levar pelas altas ondas do mar da ilusão e sem se
aperceberem de si mesmos assumiram a natureza e a característica de troncos.
Troncos isolados tendem a secar e quando não se espera eles tombam, ou são
tombados pela falsa auto-suficiência, autonomia ilusória. Ser troncos é coisa afoita e impensada. O bom mesmo é sermos ramos.
Então, que permaneçamos sendo ramos frutíferos como fomos feitos
para ser.
Deus seja louvado!
PbGS
Marcadores:
arrogância,
auto-suficiência,
engano,
frutificação,
ilusão,
resignação,
soberba,
subordinação
Assinar:
Postagens (Atom)














