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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
TIPOS DE IGREJAS HOJE
TIPOS DE IGREJAS
HOJE
Qual
delas está afinada ao seu papel?
O termo "igreja" é essencialmente neotestamentário.
Conhecer verdadeiramente o termo "igreja" na essência do seu
significado e histórico é ir bem mais além do que resumi-lo ao conceito comumente
equivocado a que alguém pode dar a um grupo de pessoas buscando um estilo de
vida melhor, com frequência rotineira a dias e horários de reuniões de cultos.
Biblicamente, o termo "igreja" implica em muito mais do que um
simples ajuntamento de natureza eventual, sazonal ou periódica, de
pessoas ligadas a rituais, gostos e afinidades cristãs comuns resumidas ao cantar, ao
falar, ao ver e ouvir gestos e palavras manifestos por alguém.
Segundo competentes vozes dos bons e mais reconhecidos
observadores e estudiosos cristãos de nosso tempo, notoriamente vêm hoje sendo
classificadas algumas igrejas por tipos segundo a historicidade e constatação de
seus procedimentos e da vida e visão de suas lideranças, comparados à luz dos
moldes e princípios, orientados no Novo Testamento. Algumas bem notadas pelo
seu amplo espectro de quantidade, de conteúdo consistente e da qualidade de
seus programas e projetos, outras mergulhadas na corrida da busca desejada de projeção
institucional, aplicando mecanismos dedicados a áreas setorizadas de suas
atuações. Nessa classificação estão algumas a seguir.
1 - As igrejas que
se fossilizam. Se fossilizar é uma expressão emprestada da paleontologia, com
o fim de figurar algo que se faz tornar-se em fóssil; se faz tornar-se em
restos ou vestígios antigos fragmentados, petrificados, de algum ser que teve
vida e passou pela existência em tempos remotos; a algo com forma seca e inerte
jazendo restrito em um fosso, num buraco. E em relação a igrejas, essa expressão
revela realidades para as quais se deve atentar nos seus alertas. As igrejas
que se fossilizam sobrevivem fechadas e temerosas em seus próprios medos e
cismas alimentados pela ignorância, pela má concepção e pela digressão. Elas não vivem nem para si mesmas, nem para o Evangelho e nem para as causas do Reino. O
entendimento deficiente reinante no seu seio provoca desastres na aplicação de
suas linhas conservadoras em relação aos tempos e épocas das realidades
enfrentadas pelo homem moderno. As igrejas que se fossilizam deixam seus
sintomas gritantes ressoarem além das suas paredes e serem notados longe, ainda que
debaixo de toda campanha marketizada e da boa polidez amistosa e emprego da
chamada política da boa vizinhança que tentem mostrar. As igrejas que se fossilizam simplesmente
se alienam das realidades de seus contextos e de suas épocas, se afastam dos propósitos do Evangelho e perdem a livre capacidade interativa tanto dentro de seus âmbitos como com o ambiente externo .
2 - As igrejas que
se priorizam. Ainda que não largamente pronunciado, o verbete “prioridade” diz de uma
atitude cujo procedimento se direciona à ordenação de coisas por suas
importâncias. Prioridade se configura em preferência, importância, precedência
e primazia. Em outras palavras – “dar o primeiro lugar” -. As igrejas que se
priorizam arrastam consigo um grande débito para com o Céu e, sem que estejam
apercebidas, acirram uma agressão contra o Evangelho e a proclamação extensiva do
mesmo, em função de se priorizarem a si mesmas. A visão confusa ou borrada
sobre as priorizações reais as arrasta também ao terreno da alienação parcial de
si mesmas e a insensibilidade para com o ambiente externo. Elas vivem para si mesmas, e quase nada para a causa do Evangelho. As igrejas que se
priorizam norteiam todas as suas atividades concentradas única e exclusivamente
para o seu ambiente interior sobreviver a apenas momentos em torno de si mesma.
Não possuem programas, alvos e projetos definidos e duradouros com metas a
serem atingidas nas prioridades do Reino de Deus. Pautam e alimentam suas
atividades segundo o seu parecer restrito à sua visão particular.
Consequentemente perdem a credibilidade como igreja e organismo espiritual e
ganham a rotulação de apenas grupos religiosos organizados para se auto sobreviverem
rotineiramente dentro de suas paredes. Notoriamente, nas igrejas que se
priorizam é percebida a sustentabilidade concentrada na centralização unilateral
de ideais provisórios, onde a provisoriedade pauta e comanda a sua visão
particular. Nessas igrejas, os perigos desastrosos que rondam seus líderes são
as constantes ameaças de instabilidade, as ondas dos contextos da insegurança,
o desfoco de alvos e a presença da inconsistência.
3 - As igrejas que
se comercializam. Comprar e vender são atividades muito úteis, normais, muito
comuns e historicamente necessárias em todo e qualquer segmento humano. Entre
os homens, em tudo que se vive, se emprega, se produz, se adquire e se aplica
estão presentes tanto o comprar como o vender na esfera de objetos palpáveis e
bens materiais. Comprar e vender itens que possuem conteúdos que produzem
instrução, orientação e edificação são de necessidade e investimento
reconhecidos para o viver e a atuação melhores como caminhos e instrumentos
para aperfeiçoamento. Entretanto, mostram as observações, os estudos e as estatísticas
realizados por institutos cristãos de pesquisas que as igrejas que se
comercializam atuam semelhantes a empresas agenciadoras de negócios comerciais rotativos.
As igrejas que se comercializam tornam-se como pontos de negócios semelhantes a
lojas comerciais, a mercados, a postos de combustíveis. Elas vivem somente das suas promoções de e para os seus interesses e em nada para a vida do Reino. O ponto forte de sua sobrevivência
reside em propagandas e exposição de impressões e flashes relevantes utilizados como chamadas
espetaculosas a uma clientela para si. São grupos genericamente rotativos,
instáveis e mutáveis, sobrevivendo de lançamentos de práticas acompanhando modismos
importados.
4 - As igrejas que
se revitalizam. Uma das mais buscadas e enfatizadas práticas modernas em
igrejas é o avivalismo (não o avivamento). Avivalismo significa uma tentativa
de revitalização superficial e momentânea com a finalidade de acender ânimos
para um dado momento em curto espaço de tempo. Ao passo que avivamento é uma
demonstração da presença de um despertamento consciente, consistente e
duradouro direcionado ao alcance do alvo preconizado na Palavra de Deus. Revitalização
não é avivamento e nem renovação. Revitalizar significa retomada de fôlego e ânimo;
reativar revigoramento. Apesar da canalização de esforços para essa
revitalização, o que não é um erro ou desvio em si, o ponto central crítico
reside na aplicação de mecanismos passageiros e paliativos apenas para atendimento
de momentos deficientes e carentes. Os perigos e o fundo falso desse tipo de
revitalização estão sutil e ocultamente na ausência ou abandono de cuidados
eficientes e de trabalhos eficazes que visem de fato e em verdade a direção
para o avivamento bíblico, real e verdadeiro. As igrejas que empregam seus
esforços para revitalização de ânimos e auto-estimas na busca do bem-estar confiantemente
pautados em contingências humanas, se divorciam e se perdem do engajamento da
missão-mor da Igreja de Cristo, e concentram-se cansadas em assuntos
contingenciais do momento na ânsia de atenderem gostos e vontades particulares
para fins estranhos aos da igreja e do Evangelho. Enfim, arrastam-se em
cansaços após cansaços e dificilmente chegam numa revitalização eficaz.
5 - As igrejas que
evangelizam. É sabido de todos nós que nossa missão principal e maior é a
tarefa da evangelização. É anunciar com persistência sistematicamente o
Evangelho a todos os de fora e também edificar e aperfeiçoar os de dentro. Devido
a vários fatores da atualidade, hoje já é patentemente percebida a necessidade
de evangelizar tanto os de fora como os de dentro. Tornar a graça de Deus para
a Salvação, conhecida, explicada e exemplificada é o propósito do anúncio do
Evangelho, e construir e fortalecer cidadãos do Céu é o trabalho constante para
com as vidas abraçadas por Ele. Construir hospitais, escolas, institutos, instituições,
são atos louváveis, empreendimentos contributivamente inteligentes e essencialmente
sociais e cívicos. Entretanto nossa missão não se resume a isso. Nossa chamada
fundamental é para a proclamação do Evangelho, e a seguinte é para preservar
vidas abraçadas por ele. Foram notadas pelos observadores cristãos que as
igrejas que não se empenham na evangelização também não obtêm sucesso na sua revitalização
contínua, não amadurecem e não se renovam com a propriedade de que é normal
para a vida da igreja cristã e tendem a sucumbir nos seus vícios ocupacionais
rotineiros. Ao contrário das igrejas que evangelizam, as que não evangelizam
tendenciam ao envelhecimento e sobrevivem de expansões de famílias suas
integrantes tradicionais e da rotatividade veloz de êxodos, tornando-se anãs
sem que percebam e sem alvos permanentes.
De toda essa classificação, se pode ser depreendido de que como
igreja do Senhor Jesus, não devemos nos deixar se tornar fossilizados. É
preciso efetuar mudanças, saber de fato o que mudar, as razões para mudanças,
para que mudar, quando e como trabalhar essas
mudanças. Como igreja do Senhor Jesus, não devemos nos fazer prioridade de nós
mesmos e para nós mesmos. A nossa prioridade não está direcionada para atendimento
de nós mesmos nas coisas que realizamos, mas sim para alcançar o ambiente
externo enquanto também preservamos o interno. Como igreja do Senhor Jesus, não
devemos nos assemelhar a pontos de comércio e negócios desta vida. Nossa
propaganda é a Salvação pela graça significativamente exposta no Evangelho e
não em nomes e rotulações para chamada de clientelas comerciantes. Como igreja
do Senhor Jesus, não devemos nos fincar na conformação ao desejo único de nos
manter apenas alegres para momentos nos interiores dos templos. Há muita coisa
a ser feita para a proclamação do Evangelho. Precisamos de avivamento pelo
ensino e exposição real, verdadeira e consistentemente bíblica para a
construção saudável de vidas que entregam suas vidas ao Senhor da igreja. Avivalismo
contingencial para atender a momentos é uma fábrica de vítimas do engano e da
desafinação da vontade de Deus para a Sua Igreja. Como igreja do Senhor Jesus,
não devemos estancar a tarefa necessária e imperativa da evangelização, nem
travar pessoas e meios envolvidos nela, a fim de não impedir assim a missão da igreja ser robustecida e prosseguir.
EvGS
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
PREGADORES: Algumas lições práticas das limitações que muito nos ensinam.
Algumas lições práticas das limitações que muito nos ensinam.
Existem muitas coisas na vida que são extremamente usadas pelo nosso Bom e Maravilhoso Deus para por elas nos transmitir profundas e valiosas lições. Deus sempre empregou coisas das mais diversas para fazer com elas Seus instrumentos e ferramentas a ensinar lições aos homens. Algumas destas lições infelizmente deixamos passar quase que precipitada e imediatamente por forças das circunstâncias que nos rodeiam o momento. Há vezes que por questões involuntárias, e por não identificarmos os seus verdadeiros valores destinados direta e individualmente a nós, desvencilhamos delas e preferimos nos ater a outras que julgamos mais promissoras.
Há lições que sacrificialmente ao longo dos anos vão se tornando mais acesas e sendo renovadas, cada dia apresentando uma nova faceta marcante com brilho diferente, e classifico estas como estando entre as maiores riquezas providenciais de Deus a nós para nos fazer continuadamente mais experientes, mais bem forjados e adestrados para a peleja, mais bem prontos, dispostos, equilibrados e seguros como pessoas, como cristãos, como servos de Deus e, em se tratando do ministério da Palavra, mais aptos como pregadores e ensinadores cristãos.
Há lições que custamos aprendê-las, bem como há lições que facilmente conseguimos extraí-las e absorvê-las com relativa facilidade no nosso viver. Principalmente quando estas se nos apresentam claras e de alguma maneira nos trazem ou somam valores práticos importantes que se revelam e se encaixam nas nossas realidades, ou ligeiramente entendemos a que se destinam em nossa vida.
O principal motivo que agora me faz trazer este artigo são algumas experiências extremamente úteis e vitais para todo pregador e/ou ensinador cristão. De forma especial e específica, dedico esta rica e singular oportunidade para passá-las aos demais companheiros pregadores e ensinadores cristãos, mais diretamente aos mais jovens e aos principiantes que ora se iniciam na jornada de pregação e/ou de ensino cristãos a fim de que com elas possam de alguma maneira ser mais eficazes em alcançar os seus propósitos na pregação e mais eficientes na condução de suas tarefas na ministração como pregadores e/ou ensinadores cristãos propriamente ditos.
Vezes por outras as aparentes adequações e as vantagens, segundo o julgamento da visão puramente humana natural, tentam nos atrair a entrar em caminhos julgados por nós serem os atalhos mais fáceis e menos penosos e menos custosos a seguir e, por isso, nas nossas limitações deixamos de aprender grandes lições que mais na frente nossas vidas vão cobrá-las de nós mesmos e requerê-las de nossos ministérios. Isto nos revela os motivos que levam tantas pessoas despreparadas a ocuparem lugares onde não foram postas no devido tempo e encontramo-las realizando ministérios de forma infantil, deficiente e prematura. Algumas destas até possuem a chamada e a vocação para tais, mas por não se deixarem ser moldadas e feito habilitadas, por perderem a capacidade de discernir o tempo, a natureza e importância para o que foram chamadas e vocacionadas, se precipitam a “passarem os pés pelas mãos” não sabendo que seus ministérios na verdade são muito mais do que apenas imaginam nas suas mentes limitadas e que requerem de si muito mais do que elas “acham” que são.
Nós pregadores, pequenos ou grandes, experientes ou veteranos, vez por outras estamos vendo essas lições passarem em nossa frente nas tribunas e púlpitos onde somos convidados a ora nos fazer eventualmente presentes e ora ativamente participantes, e por esta causa cabe-nos a responsabilidade em cooperar com o aperfeiçoamento de nossos irmãos mais novos e principiantes, realmente chamados e vocacionados, a fim de que eles venham juntamente conosco a ser motivo de louvores a Deus, principalmente neste tempo em que a proliferação de religiões, seitas e ensinamentos tortuosos está alastrando a sociedade tateante, sedenta e faminta de ouvir a Palavra de Deus por intermédio de nós pregadores sérios, aptos e idôneos.
Estas lições nos revelam com clareza o quanto podem as nossas limitações nos ensinar. E por entender que seja este momento oportuno e também didático e desejosamente edificante, aqui vou passá-las aos amados leitores e caros companheiros pequenos pregadores, para que delas seja o tanto quanto possível ainda mais extrair e adicioná-las a outras boas lições já porventura angariadas na caminhada ministerial. Todos os pregadores, quer pequenos quer grandes, quer experientes quer muito mais experientes, quer principiantes quer veteranos, em algum momento certamente passam no endereço das limitações e dele levam consigo estas lições.
Uma das coisas que faz sobremaneira lembrar e sentir o peso conseqüente da queda de nossos primeiros pais são as nossas limitações. Elas nos dizem incontestavelmente muito de que somos e estamos tão limitados em muitas áreas da vida terrena que nos fazem identificar alguns dos nossos pontos de concepção ignorantes e eventualmente insensíveis no que tantas vezes gostaríamos que assim não o fossem, e nisso sentimos mais fortemente nossos erros, falhas, gafes e equívocos ante a vontade ansiosa de acharmos que neles estamos acertando. Aceitáveis e toleráveis se fazem quando são cometidos ainda na fase de aprendizes, porém são mais notados e rebatidos quando cometidos por alguém em fase considerável e notória.
Mesmo sob a inspiração do Espírito de Deus, e reconhecendo os preciosos e ricos dons que o Eterno Amado de nossas almas nos concede, ainda assim por mais esclarecidos e fortes que sejamos e nos sintamos, não deixamos de ser limitados em nós mesmos.
De todas as nossas limitações, a que mais nos deixa inconformados é a nossa minúscula visão da imensidade do mundo espiritual. Dele enxergamos tão pouco que no momento em que nos é aberta apenas uma pequenina visão já achamos estar em plenas condições totais de vermos e compreendermos imediata e prontamente todas quantas forem as passagens que Deus assim graciosamente nos mostrar ou nos dirigir.
E nós, como pregadores e ensinadores cristãos em nossas jornadas ministeriais, às vezes tais como meninos tenros e surpresos, ficamos impactados quando o Deus da Glória nos presenteia com revelações daquilo que somente Ele sabe o inteiro teor e o propósito contido na Sua Palavra. Alguns ficaram satisfeitos como Abraão no deserto e Moisés diante da sarça ardente, outros ficaram temerosos como Gideão no lagar e Isaias no templo, outros ficaram sem forças para levantarem-se do pó como Saulo na caminhada perseguidora e João desterrado numa ilha. E nós no nosso tempo, neste tempo da maravilhosa graça, ficamos maravilhados ante a majestade do poder de nosso Deus ao se nos mostrar apenas fagulhas das incontáveis riquezas do Céu.
Às vezes somos desafiados pelas questões da vida e seus caminhos por nós trilhados e nelas achamos cada vez mais a fonte do incentivo para nos aprofundar e progredir no conhecimento do Deus Vivo e Verdadeiro e de Sua vontade. Gostaríamos imensamente de poder compreender a todo tempo todas as coisas contidas nas Sagradas Escrituras, entretanto nos conformamos apenas com aquelas pequenas – segundo a nossa capacidade de assimilação - que nos são reveladas, e por causa de nossas limitações as consideramos e as encerramos como se fossem as tantas e tão grandes do nosso Bondoso e Amoroso Deus.
As Escrituras Sagradas nos fazem cada vez mais amar e admirar o Senhor Deus e nos apegarmos a Ele, e muito mais quando sobre elas meditamos e orientados nos pomos a refletir em suas aplicações para o viver diário. Encontramos no texto as riquezas mais sublimes da excelência dos tesouros de Deus. Tornamo-nos enriquecidos cada vez que nos adestramos a ouvir a voz de Deus mais intima e devocionalmente. Parece-nos ser um exercício tão curto que quase não damos contas das horas trabalhadas sobre a passagem bíblica em estudo e sob oração.
Há textos nos quais temos que trabalhar dias a fio a fim de dele poder extrair as pequenas pérolas mais ricas do grande tesouro da vontade de Deus para a nossa vida e posteriormente para a de nossos ouvintes. Mesmo assim ainda somos limitados e notamos cada vez mais as nossas limitações. Há vezes em que o pregador alcança extrair e elaborar várias mensagens de um único texto em ocasiões diferentes e distantes entre si. Como também há vezes de passar meses sem encontrar se quer uma só mensagem dos muitos textos das Sagradas Escrituras como se a porta estivesse e permanecesse fechada ao seu bater. Mas ao se colocar perseverante e continuadamente exercitando-se no ouvir aos pés do nosso Deus Maravilhoso abre-se lhe a porta da palavra.
De nenhuma outra maneira o pregador consegue obter o orvalho do Céu. Nem mesmo ante a tecnologia moderna capaz de oferecer sua ajuda através de seus multipainéis interessantes de recursos dos mais diversos no teclar interativo e automático. Há pregadores que, de tanto utilizar de forma automática e mecânica esboços alheios contínua e habitualmente, perdem a capacidade interpretativa e a sensibilidade espiritual sobre o texto sagrado e ao assumirem o púlpito deixam claro aos seus ouvintes e levam-lhes a lembrar que seus sermões são “enlatados genéricos” encontrados em todas as livrarias e bancas da cidade. Nenhum recurso, por mais avançado, ou automático ou mecânico que seja, é capaz de nos fazer superar nossas limitações ante a imensidade e a amplitude do mundo espiritual.
Há vezes em que passamos meses para extrair as ricas lições e aplicações reais e seguras das verdades contidas em alguns poucos versículos do texto bíblico sobre o qual Deus nos direciona a trabalhar para dele extraí-las e entregar as mensagens delas aos nossos ouvintes. Aprofundamos neles singrando suas terminologias nas línguas originais, mergulhando na exaustiva concordância e comentários, pesquisando suas lexicografias e etimologias, recorrendo a sua geografia e costumes antigos da época, sem quase nada substancial ter obtido a não ser informações complementares. E depois de muito tempo nessa busca exaustiva uma centelha da fagulha do Espírito de Deus nos traz o esclarecimento, para nós completo, da forma tão singular que perguntamos a nós mesmos se aquilo estava ali na nossa frente e nunca o tínhamos percebido mesmo havendo lido em repetidas vezes detalhada e sistematicamente, por que o notamos naquela riqueza de detalhes em poucas e pequenas palavras ou expressões. Estas experiências nos fazem enxergar cada vez mais as nossas limitações acerca do mundo espiritual e da profundidade da Palavra de Deus. Nossas limitações nos ensinam lições significativas, principalmente quando se trata em lidar com os textos das Sagradas Escrituras.
Se alguém pensar que para ser um pregador cristão é o suficiente e preciso copiar esboços de outrem, rechear sua bíblia ou encher seu “caderninho” deles e sair pelas igrejas afora distribuindo “cartãozinho”, anunciando-se e oferecendo-se em classificados evangélicos, e assumir os púlpitos falando topicamente “três a cinco palavrinhas interessantes e fantásticas” bombardeando o público com discursos e argumentos frios e mecanicistas acompanhados de “gritinhos frenéticos e frenesis” e “pulinhos macaquiços” pretendendo com essas alegóricas fantasias ocupar o tempo de uma pregação cristã e impressionar lideranças e o povo de Deus e se estabelecer como pregador ESTÁ INTEIRAMENTE ENGANADO E ARRISCADAMENTE NA CONTRAMÃO. Pode “dar certo” por um tempo todavia depois chegará ao encontro fatal do cansaço, das frustrações, das desilusões ao cair em si e se despertar que a “fantasia da festa” acabou. E das suas limitações nenhuma lição aprendeu ainda. Nós, pequenos pregadores com certa medida de experiência e convivência, sabemos que as tribunas e púlpitos por nós conhecidos e recomendados, não se deixam ser enganados nem impactados com essas aberrações folclóricas e postiças que se lhes apresentam e se lhes auto-ofertam!
Por ocasião de uma festividade de aniversário de uma acolhedora igreja na cidade do Rio de Janeiro, estive ladeando a tribuna com outros companheiros pregadores também convidados para aquele feliz e marcante evento, e que pelas vidas exemplares dos quais louvo a Deus, e sem que fossem quase percebidos os detalhes das citações proferidas daquele púlpito em uma das noites, da retaguarda junto com os demais companheiros ouvimos uma “rajada” de citações de textos bíblicos em uma seqüencia de concordâncias que ao público alegre pareciam exatos e em perfeito encaixe naquele momento, porém ao folhear as páginas sagradas naquela ocasião percebi que as palavras ditas como sendo originais não condizem com o que realmente está escrito e referenciado nos respectivos textos citados daquele púlpito naquela ocasião. Dele foram também sob improvisos em forma de “enxertos” dados significados inconsistentes e traduções distantes daquilo que na verdade aqueles textos espelharam aos antigos ouvintes e aos seus leitores contemporâneos, forçando daquela forma o sentido e, por conseguinte comprometendo a estrutura encadeada de todas as demais citações e argumentações referentes. Aquela cena levemente comentada entre nós no momento, me levou particularmente a enxergar situações passadas semelhantes com outros, e que mais uma vez as limitações ensinam preciosas lições, especificamente as referentes à ministração da Palavra.
Em vista do propósito deste artigo, vamos então a algumas destas preciosas lições:
A primeira delas - não devemos afirmar afoitas declarações do que o texto não diz, não sugere, não deixa implícito e não apóia. Nem sempre o estrito tratamento de texto é o principal meio de alcançar facilmente o verdadeiro pensamento revelador e nem os métodos nos encaminham diretos à proposição central única e definitiva do texto. Quando nos pusermos ao púlpito devemos ter a boa consciência de que nele jamais deve ser posto mensagens definitivas como um ponto decisivo de encerramento do texto, e dele nunca devem sair expressões ilusórias de coisas infundadas e alucinantes, das quais não emana coisa alguma da verdade de Deus para a Sua amada igreja. Utilizar o texto bíblico para incitar o ouvinte a acreditar em promessas contidas em palavras proféticas sobre as quais nem mesmo o pregador demonstra piamente acreditar é obra de dúvida e fogo estranho. Portanto, se estivermos pregando o texto sagrado, ainda que as expressões nele contidas sejam de aparente promessa, devemos o haver segura e previamente conhecido ainda na fase de pesquisa e elaboração, para que não venhamos erroneamente destinar aos ouvintes aleatoriamente uma promessa específica feita aos povos antigos como se ela valesse literalmente a nós mesmos como igreja no nosso tempo, quando as que foram feitas escrituristicamente a nós como igreja são as maiores e as mais escatológicas, salvo aquelas destinadas infinitivamente para as gerações de cristãos em todos os tempos. Nossas limitações nos ensinam que apenas temos o que de Deus recebemos e não desprezamos o fator inspiração do Espírito Santo, mas devemos mesmo sob inspiração de fé ter de fato a fé requerida e o conhecimento adquirido para lançar citações e conteúdos de natureza profética e de promessa ao público ouvinte. Nosso trabalho de pregadores é sumamente espiritual, mas também altamente responsável e consciente, e nisto temos o dever de discernir quando somos tomados pela inspiração de Deus para uma ação específica.
A segunda delas – consiste em não forçarmos significados de palavras e colocarmos termos estranhos no lugar daqueles originais escritos no texto original. Por isso, seria de bom alvitre e de elogiável prudência o conhecer confiante do significado das palavras do texto através dos meios competentes disponibilizados. Encontramos atualmente muitas versões dos textos bíblicos a preços razoavelmente satisfatórios para aquisição, bem como as muitas e diversas ferramentas para dar base segura a um estudo mais apropriado das passagens bíblicas sobre as quais fomos direcionados a pregar sobre elas e suas verdades e lições ao público. Acreditamos que o nosso Deus nos entregou a Bíblia Sagrada e providenciou os meios humanos e naturais necessários para fazê-la conhecida na nossa língua, no nosso idioma, portanto, as versões de que hoje dispomos são o suficiente para embasar comparações em nossos estudos e pesquisas no nosso vernáculo inerentes à pregação. Quando queremos mais profundidade para ministrações mais amplas e mais sistemáticas que demandam longo tempo devemos então recorrer às ferramentas mais completas e especializadas e assim prontificar um conteúdo mais longo num trabalho mais extenso. Às vezes ouvimos significados forçados daquilo que a palavra escrita não quer dizer, e notamos companheiros tentarem se livrar das frases que proferiram, olhando para nós sentados na retaguarda tentando buscar de nós apoio e concordância sobre o conteúdo lançado por eles ao público. Nossas limitações nos ensinam que o que está escrito para nós foi escrito, não necessitando de locupletar em coisa alguma, e por sermos limitados devemos nos aferir diante dos recursos a nós disponibilizados. O público ouvinte não está exclusivamente interessado em terminologias e demonstrações de conhecimentos e domínio dos idiomas bíblicos antigos. O povo nas suas limitações está para ouvir homens limitados que na dedicação ao Senhor serem usados por Deus na verdade e nela transcender as limitações do visível e do palpável para o mundo espiritual do invisível, mas acessível e atingível. Forçar significados e dar sentidos estranhos aos textos bíblicos, bem como inserir termos inexistentes nos originais é correr o risco de proferir heresias e misticismos, ou disseminar irrealidades fantasiosas – isto é perigoso.
A terceira delas – não falar sobre algo que não domina e que de nada traz proveito ao público. Tentar citar com certa profundidade assuntos científicos sobre os quais nada expressam para uma pregação cristã com duração de minutos é inútil ao público e inadequado ao momento. Por que tantos pregadores querem dissertar sobre postulados científicos e acadêmicos que de quase nada alimenta nem edifica o público ouvinte que deseja e anseia em ouvir a voz de Deus. Por que citações exaustivas de estatísticas e saturações de notícias sobre ciências e tecnologias mesclando maciçamente os argumentos da pregação cristã? É preciso saber que as ciências e as academias seculares constantemente mudam seus pareceres nos postulados sobre seus resultados de estudos e pesquisas, demonstrando assim suas limitações, mutações e sombras de variações. E torna-se à beira do ridículo alguém pouco fundamentado, pouco capaz, pouco recomendado, dissertar e propor assuntos sobre os quais não possua grau e competência próprios para falar seguramente em profundidade. Sabemos que há ministros do evangelho que dedicam suas vidas em estudos científicos para apologeticamente escreverem suas obras e ministrarem estudos e palestras específicas, e que para estas atividades é requerido longo espaço de tempo. Como pregadores nosso assunto principal e do qual temos que possuir competência, maturidade e aptidão para falar é a Palavra de Deus, e desta anunciar de forma coerente, verdadeira e competente os conselhos de Deus aos homens! Quaisquer outros assuntos são apenas pequenos detalhes e a estes se reserva apenas pequenos espaços suficientemente cabíveis para como não-especialistas e não-especializados comentar em nossa limitação. A Palavra de Deus não muda e continua firme para sempre! Tentar na pregação cristã dissertar sobre assuntos não cabidos à pregação é também uma demonstração de infantilidade vestida de roupagem adulta. Tentar se posicionar em explicar profundidades de algo que não se domina competentemente é se passar por “sabichão” às margens da ignorância e da insensatez.
Em virtude das lições que neste artigo pretendo e acredito sejam oportunas e bem vindas a suprir necessidades, podemos concluir juntamente aos nossos caros leitores e amados companheiros pequenos pregadores que o povo quer e precisa ouvir a voz de Deus na nossa fala, por isso vem sedento e faminto de ouvir a pregação, e muitas vezes as pessoas chegam a sacrificar preferências de tempo, de lugar e de atividades e outras necessidades para virem especialmente nos ouvir na certeza que vão levar algo marcante de Deus, contido na Palavra de Deus, para as suas vidas! Isto não é casualidade e nem fatalidade – isto é o fogo do Espírito de Deus queimando-lhes por dentro nas entranhas avisando “vai lá que hoje vou falar e tratar com vocês usando os meus vasos escolhidos como meus porta-vozes na minha Palavra para este tempo”! Aleluia!
A pregação deve ser cristocêntrica, voltada para a obra salvífica, sacrificial e redentora do Senhor Jesus para com os homens. Seja sobre qual passagem bíblica for levado a pregar, se faça em todas as fases da pregação de forma que tudo dirija a si e também ao público ouvinte a reconhecerem e identificarem a presença do Senhor Jesus Cristo como parte principal integrante e vista na aplicação do texto sagrado. O público vem nos ouvir como a pregadores competentes nas coisas sacrossantas da Palavra de Deus. O público não está nem um pouco, ainda que se demonstre eticamente, interessado em ouvir profundidades científicas e tecnológicas para as quais se merece muito tempo para concebê-las e apreciá-las, pois essas informações científicas já lhes são apresentadas nas mídias falada, escrita e televisada no viver diário comum e rotineiro.
Nosso público ouvinte vem nos ouvir para receber as verdades intemporais e eternas de nosso Deus diretamente para si. Também não vem para nos ouvir explicar-lhes em minutos pontos teológicos difíceis aos quais é preciso uma carga horária consideravelmente longa para a ele ministrá-los e por ele serem concebidos.
A nós pregadores se requer, além das muitas outras coisas, a boa medida de habilidade em lidar com as ferramentas e com o texto sagrado das Escrituras, a fim de podermos compreender melhor os mundos espiritual e natural até onde nos for dado conhecê-los, e expositivamente pregar a verdade da Palavra de Deus dentro das nossas limitações, deixando que o Senhor da Palavra seja gracioso para conosco e nos faça sob Sua inspiração transpor muito mais elevados e além delas nos mantendo em Sua verdade.
Quanto aos trabalhos de texto e literário, a proposição central do texto é como uma linha fixa de pensamento, mas a proposição central da mensagem é variável mesmo sendo uma verdade intemporal, devido à aplicação desta em todos os tempos e a todas as gerações. A visão do pregador se dirige em fazer conhecidos os mistérios de Deus até onde Ele o deseja ser conhecido para que suscite ou acenda a fé, pois a nossa capacidade de assimilação é tão limitada a ponto de que se nosso raciocínio lógico operar sobre as coisas espirituais seremos levados sorrateira e forçosamente, na nossa forma natural de pensar e de conceber, a descrer fria e lentamente do poder e da dimensão infinita e insondável de nosso Deus e com isso influenciarmos o público ouvinte a isso também com relação às coisas espirituais.
A experiência na vida de pregação e ensino cristão nos faz enxergar nossas limitações sobre o mundo espiritual com mais consciência no passar dos anos, por isso devemos ser muito prudentes e vigilantes para não sermos tidos como disseminadores de heresias e de mentirosas pregações. Defensores de opiniões pessoais particulares sobre assuntos dos quais nosso raciocínio se torna impotente por ser limitado para discorrê-los.
Parece que os temas mais sugestivos e buscados por uma maioria de pregadores são concentrados sobre prosperidades ignoradas e abundâncias mal concebidas e inatingíveis nas realidades de cada ouvinte, auto-ajuda ao ego desestruturado e auto-afirmação idealista, otimismos e iluminação psicologicamente altruístas e explicações massacrantes sobre os avanços e multiplicação das ciências. Raramente estamos vendo os pregadores levarem o público ouvinte aos temas bíblicos que contém tantas riquezas, e mesmo com suas grandes lições espirituais, gerais e morais, com certa facilidade conseguimos perceber deles o que nosso Deus quer nos falar efetivamente às nossas vidas tão limitadas em todas as gerações. Os pregadores que usam um texto bíblico chave para apenas dizerem intituladamente que suas pregações são bíblicas quando nestas seus assuntos, temas e argumentações são estranhos à Palavra e Obra de nosso Deus, são alvos facilmente vulneráveis e expostos às astutas ciladas de um dos mais ardilosos veículos diabólicos – a mentira mesclada com a verdade. Lamentavelmente me absteria de dizer isto se fossem apenas em foco isolado composto por aprendizes iniciantes na pregação, mas como sabemos que não é, esses tais “pregadores” na realidade do Reino de Deus não são na verdade pregadores, nem cientistas, nem humanistas, nem homens de púlpito, nem muito menos ministros despenseiros das coisas de Deus – são biblicamente conceituados como “falsos profetas”, e ministerialmente definidos como ídolos ávidos por adorações a si mesmos, amantes das inverdades e cooperadores do diabo. Mais uma vez digo, lamentavelmente se torna duro e difícil expressar esta verdade tão dolorida, todavia curativa e necessária nesta oportunidade.
E para esta oportunidade, somente estas três lições já nos mostram nossas limitações e o quanto é constante o nosso grau de dependência de Deus, nos fazem reclames ao nosso empenho no correto e edificante trabalho da pregação, a fim de nos fazer prontos, habilitados e respeitados no anúncio do Evangelho. Nossas limitações nos ensinam lições significativas.
Em vista disso, proponho aos nossos generosos e amáveis leitores e pequenos pregadores a considerarem as nossas limitações e destas visualizarem as conseqüentes lições e, se porventura se depararem com situações semelhantes nos seus ambientes de adoração, lembrem-se amistosamente deste artigo um dia aqui escrito por este companheiro pequeno pregador e ensinador cristão, e sejam cooperativamente graciosos em retransmiti-lo a outros a fim de que sejam aperfeiçoados e com isso seus trabalhos se tornem fecundos e rendam glórias para o nosso Maravilhoso Deus Eterno dos pregadores cristãos.
PbGS
Existem muitas coisas na vida que são extremamente usadas pelo nosso Bom e Maravilhoso Deus para por elas nos transmitir profundas e valiosas lições. Deus sempre empregou coisas das mais diversas para fazer com elas Seus instrumentos e ferramentas a ensinar lições aos homens. Algumas destas lições infelizmente deixamos passar quase que precipitada e imediatamente por forças das circunstâncias que nos rodeiam o momento. Há vezes que por questões involuntárias, e por não identificarmos os seus verdadeiros valores destinados direta e individualmente a nós, desvencilhamos delas e preferimos nos ater a outras que julgamos mais promissoras.
Há lições que sacrificialmente ao longo dos anos vão se tornando mais acesas e sendo renovadas, cada dia apresentando uma nova faceta marcante com brilho diferente, e classifico estas como estando entre as maiores riquezas providenciais de Deus a nós para nos fazer continuadamente mais experientes, mais bem forjados e adestrados para a peleja, mais bem prontos, dispostos, equilibrados e seguros como pessoas, como cristãos, como servos de Deus e, em se tratando do ministério da Palavra, mais aptos como pregadores e ensinadores cristãos.
Há lições que custamos aprendê-las, bem como há lições que facilmente conseguimos extraí-las e absorvê-las com relativa facilidade no nosso viver. Principalmente quando estas se nos apresentam claras e de alguma maneira nos trazem ou somam valores práticos importantes que se revelam e se encaixam nas nossas realidades, ou ligeiramente entendemos a que se destinam em nossa vida.
O principal motivo que agora me faz trazer este artigo são algumas experiências extremamente úteis e vitais para todo pregador e/ou ensinador cristão. De forma especial e específica, dedico esta rica e singular oportunidade para passá-las aos demais companheiros pregadores e ensinadores cristãos, mais diretamente aos mais jovens e aos principiantes que ora se iniciam na jornada de pregação e/ou de ensino cristãos a fim de que com elas possam de alguma maneira ser mais eficazes em alcançar os seus propósitos na pregação e mais eficientes na condução de suas tarefas na ministração como pregadores e/ou ensinadores cristãos propriamente ditos.
Vezes por outras as aparentes adequações e as vantagens, segundo o julgamento da visão puramente humana natural, tentam nos atrair a entrar em caminhos julgados por nós serem os atalhos mais fáceis e menos penosos e menos custosos a seguir e, por isso, nas nossas limitações deixamos de aprender grandes lições que mais na frente nossas vidas vão cobrá-las de nós mesmos e requerê-las de nossos ministérios. Isto nos revela os motivos que levam tantas pessoas despreparadas a ocuparem lugares onde não foram postas no devido tempo e encontramo-las realizando ministérios de forma infantil, deficiente e prematura. Algumas destas até possuem a chamada e a vocação para tais, mas por não se deixarem ser moldadas e feito habilitadas, por perderem a capacidade de discernir o tempo, a natureza e importância para o que foram chamadas e vocacionadas, se precipitam a “passarem os pés pelas mãos” não sabendo que seus ministérios na verdade são muito mais do que apenas imaginam nas suas mentes limitadas e que requerem de si muito mais do que elas “acham” que são.
Nós pregadores, pequenos ou grandes, experientes ou veteranos, vez por outras estamos vendo essas lições passarem em nossa frente nas tribunas e púlpitos onde somos convidados a ora nos fazer eventualmente presentes e ora ativamente participantes, e por esta causa cabe-nos a responsabilidade em cooperar com o aperfeiçoamento de nossos irmãos mais novos e principiantes, realmente chamados e vocacionados, a fim de que eles venham juntamente conosco a ser motivo de louvores a Deus, principalmente neste tempo em que a proliferação de religiões, seitas e ensinamentos tortuosos está alastrando a sociedade tateante, sedenta e faminta de ouvir a Palavra de Deus por intermédio de nós pregadores sérios, aptos e idôneos.
Estas lições nos revelam com clareza o quanto podem as nossas limitações nos ensinar. E por entender que seja este momento oportuno e também didático e desejosamente edificante, aqui vou passá-las aos amados leitores e caros companheiros pequenos pregadores, para que delas seja o tanto quanto possível ainda mais extrair e adicioná-las a outras boas lições já porventura angariadas na caminhada ministerial. Todos os pregadores, quer pequenos quer grandes, quer experientes quer muito mais experientes, quer principiantes quer veteranos, em algum momento certamente passam no endereço das limitações e dele levam consigo estas lições.
Uma das coisas que faz sobremaneira lembrar e sentir o peso conseqüente da queda de nossos primeiros pais são as nossas limitações. Elas nos dizem incontestavelmente muito de que somos e estamos tão limitados em muitas áreas da vida terrena que nos fazem identificar alguns dos nossos pontos de concepção ignorantes e eventualmente insensíveis no que tantas vezes gostaríamos que assim não o fossem, e nisso sentimos mais fortemente nossos erros, falhas, gafes e equívocos ante a vontade ansiosa de acharmos que neles estamos acertando. Aceitáveis e toleráveis se fazem quando são cometidos ainda na fase de aprendizes, porém são mais notados e rebatidos quando cometidos por alguém em fase considerável e notória.
Mesmo sob a inspiração do Espírito de Deus, e reconhecendo os preciosos e ricos dons que o Eterno Amado de nossas almas nos concede, ainda assim por mais esclarecidos e fortes que sejamos e nos sintamos, não deixamos de ser limitados em nós mesmos.
De todas as nossas limitações, a que mais nos deixa inconformados é a nossa minúscula visão da imensidade do mundo espiritual. Dele enxergamos tão pouco que no momento em que nos é aberta apenas uma pequenina visão já achamos estar em plenas condições totais de vermos e compreendermos imediata e prontamente todas quantas forem as passagens que Deus assim graciosamente nos mostrar ou nos dirigir.
E nós, como pregadores e ensinadores cristãos em nossas jornadas ministeriais, às vezes tais como meninos tenros e surpresos, ficamos impactados quando o Deus da Glória nos presenteia com revelações daquilo que somente Ele sabe o inteiro teor e o propósito contido na Sua Palavra. Alguns ficaram satisfeitos como Abraão no deserto e Moisés diante da sarça ardente, outros ficaram temerosos como Gideão no lagar e Isaias no templo, outros ficaram sem forças para levantarem-se do pó como Saulo na caminhada perseguidora e João desterrado numa ilha. E nós no nosso tempo, neste tempo da maravilhosa graça, ficamos maravilhados ante a majestade do poder de nosso Deus ao se nos mostrar apenas fagulhas das incontáveis riquezas do Céu.
Às vezes somos desafiados pelas questões da vida e seus caminhos por nós trilhados e nelas achamos cada vez mais a fonte do incentivo para nos aprofundar e progredir no conhecimento do Deus Vivo e Verdadeiro e de Sua vontade. Gostaríamos imensamente de poder compreender a todo tempo todas as coisas contidas nas Sagradas Escrituras, entretanto nos conformamos apenas com aquelas pequenas – segundo a nossa capacidade de assimilação - que nos são reveladas, e por causa de nossas limitações as consideramos e as encerramos como se fossem as tantas e tão grandes do nosso Bondoso e Amoroso Deus.
As Escrituras Sagradas nos fazem cada vez mais amar e admirar o Senhor Deus e nos apegarmos a Ele, e muito mais quando sobre elas meditamos e orientados nos pomos a refletir em suas aplicações para o viver diário. Encontramos no texto as riquezas mais sublimes da excelência dos tesouros de Deus. Tornamo-nos enriquecidos cada vez que nos adestramos a ouvir a voz de Deus mais intima e devocionalmente. Parece-nos ser um exercício tão curto que quase não damos contas das horas trabalhadas sobre a passagem bíblica em estudo e sob oração.
Há textos nos quais temos que trabalhar dias a fio a fim de dele poder extrair as pequenas pérolas mais ricas do grande tesouro da vontade de Deus para a nossa vida e posteriormente para a de nossos ouvintes. Mesmo assim ainda somos limitados e notamos cada vez mais as nossas limitações. Há vezes em que o pregador alcança extrair e elaborar várias mensagens de um único texto em ocasiões diferentes e distantes entre si. Como também há vezes de passar meses sem encontrar se quer uma só mensagem dos muitos textos das Sagradas Escrituras como se a porta estivesse e permanecesse fechada ao seu bater. Mas ao se colocar perseverante e continuadamente exercitando-se no ouvir aos pés do nosso Deus Maravilhoso abre-se lhe a porta da palavra.
De nenhuma outra maneira o pregador consegue obter o orvalho do Céu. Nem mesmo ante a tecnologia moderna capaz de oferecer sua ajuda através de seus multipainéis interessantes de recursos dos mais diversos no teclar interativo e automático. Há pregadores que, de tanto utilizar de forma automática e mecânica esboços alheios contínua e habitualmente, perdem a capacidade interpretativa e a sensibilidade espiritual sobre o texto sagrado e ao assumirem o púlpito deixam claro aos seus ouvintes e levam-lhes a lembrar que seus sermões são “enlatados genéricos” encontrados em todas as livrarias e bancas da cidade. Nenhum recurso, por mais avançado, ou automático ou mecânico que seja, é capaz de nos fazer superar nossas limitações ante a imensidade e a amplitude do mundo espiritual.
Há vezes em que passamos meses para extrair as ricas lições e aplicações reais e seguras das verdades contidas em alguns poucos versículos do texto bíblico sobre o qual Deus nos direciona a trabalhar para dele extraí-las e entregar as mensagens delas aos nossos ouvintes. Aprofundamos neles singrando suas terminologias nas línguas originais, mergulhando na exaustiva concordância e comentários, pesquisando suas lexicografias e etimologias, recorrendo a sua geografia e costumes antigos da época, sem quase nada substancial ter obtido a não ser informações complementares. E depois de muito tempo nessa busca exaustiva uma centelha da fagulha do Espírito de Deus nos traz o esclarecimento, para nós completo, da forma tão singular que perguntamos a nós mesmos se aquilo estava ali na nossa frente e nunca o tínhamos percebido mesmo havendo lido em repetidas vezes detalhada e sistematicamente, por que o notamos naquela riqueza de detalhes em poucas e pequenas palavras ou expressões. Estas experiências nos fazem enxergar cada vez mais as nossas limitações acerca do mundo espiritual e da profundidade da Palavra de Deus. Nossas limitações nos ensinam lições significativas, principalmente quando se trata em lidar com os textos das Sagradas Escrituras.
Se alguém pensar que para ser um pregador cristão é o suficiente e preciso copiar esboços de outrem, rechear sua bíblia ou encher seu “caderninho” deles e sair pelas igrejas afora distribuindo “cartãozinho”, anunciando-se e oferecendo-se em classificados evangélicos, e assumir os púlpitos falando topicamente “três a cinco palavrinhas interessantes e fantásticas” bombardeando o público com discursos e argumentos frios e mecanicistas acompanhados de “gritinhos frenéticos e frenesis” e “pulinhos macaquiços” pretendendo com essas alegóricas fantasias ocupar o tempo de uma pregação cristã e impressionar lideranças e o povo de Deus e se estabelecer como pregador ESTÁ INTEIRAMENTE ENGANADO E ARRISCADAMENTE NA CONTRAMÃO. Pode “dar certo” por um tempo todavia depois chegará ao encontro fatal do cansaço, das frustrações, das desilusões ao cair em si e se despertar que a “fantasia da festa” acabou. E das suas limitações nenhuma lição aprendeu ainda. Nós, pequenos pregadores com certa medida de experiência e convivência, sabemos que as tribunas e púlpitos por nós conhecidos e recomendados, não se deixam ser enganados nem impactados com essas aberrações folclóricas e postiças que se lhes apresentam e se lhes auto-ofertam!
Por ocasião de uma festividade de aniversário de uma acolhedora igreja na cidade do Rio de Janeiro, estive ladeando a tribuna com outros companheiros pregadores também convidados para aquele feliz e marcante evento, e que pelas vidas exemplares dos quais louvo a Deus, e sem que fossem quase percebidos os detalhes das citações proferidas daquele púlpito em uma das noites, da retaguarda junto com os demais companheiros ouvimos uma “rajada” de citações de textos bíblicos em uma seqüencia de concordâncias que ao público alegre pareciam exatos e em perfeito encaixe naquele momento, porém ao folhear as páginas sagradas naquela ocasião percebi que as palavras ditas como sendo originais não condizem com o que realmente está escrito e referenciado nos respectivos textos citados daquele púlpito naquela ocasião. Dele foram também sob improvisos em forma de “enxertos” dados significados inconsistentes e traduções distantes daquilo que na verdade aqueles textos espelharam aos antigos ouvintes e aos seus leitores contemporâneos, forçando daquela forma o sentido e, por conseguinte comprometendo a estrutura encadeada de todas as demais citações e argumentações referentes. Aquela cena levemente comentada entre nós no momento, me levou particularmente a enxergar situações passadas semelhantes com outros, e que mais uma vez as limitações ensinam preciosas lições, especificamente as referentes à ministração da Palavra.
Em vista do propósito deste artigo, vamos então a algumas destas preciosas lições:
A primeira delas - não devemos afirmar afoitas declarações do que o texto não diz, não sugere, não deixa implícito e não apóia. Nem sempre o estrito tratamento de texto é o principal meio de alcançar facilmente o verdadeiro pensamento revelador e nem os métodos nos encaminham diretos à proposição central única e definitiva do texto. Quando nos pusermos ao púlpito devemos ter a boa consciência de que nele jamais deve ser posto mensagens definitivas como um ponto decisivo de encerramento do texto, e dele nunca devem sair expressões ilusórias de coisas infundadas e alucinantes, das quais não emana coisa alguma da verdade de Deus para a Sua amada igreja. Utilizar o texto bíblico para incitar o ouvinte a acreditar em promessas contidas em palavras proféticas sobre as quais nem mesmo o pregador demonstra piamente acreditar é obra de dúvida e fogo estranho. Portanto, se estivermos pregando o texto sagrado, ainda que as expressões nele contidas sejam de aparente promessa, devemos o haver segura e previamente conhecido ainda na fase de pesquisa e elaboração, para que não venhamos erroneamente destinar aos ouvintes aleatoriamente uma promessa específica feita aos povos antigos como se ela valesse literalmente a nós mesmos como igreja no nosso tempo, quando as que foram feitas escrituristicamente a nós como igreja são as maiores e as mais escatológicas, salvo aquelas destinadas infinitivamente para as gerações de cristãos em todos os tempos. Nossas limitações nos ensinam que apenas temos o que de Deus recebemos e não desprezamos o fator inspiração do Espírito Santo, mas devemos mesmo sob inspiração de fé ter de fato a fé requerida e o conhecimento adquirido para lançar citações e conteúdos de natureza profética e de promessa ao público ouvinte. Nosso trabalho de pregadores é sumamente espiritual, mas também altamente responsável e consciente, e nisto temos o dever de discernir quando somos tomados pela inspiração de Deus para uma ação específica.
A segunda delas – consiste em não forçarmos significados de palavras e colocarmos termos estranhos no lugar daqueles originais escritos no texto original. Por isso, seria de bom alvitre e de elogiável prudência o conhecer confiante do significado das palavras do texto através dos meios competentes disponibilizados. Encontramos atualmente muitas versões dos textos bíblicos a preços razoavelmente satisfatórios para aquisição, bem como as muitas e diversas ferramentas para dar base segura a um estudo mais apropriado das passagens bíblicas sobre as quais fomos direcionados a pregar sobre elas e suas verdades e lições ao público. Acreditamos que o nosso Deus nos entregou a Bíblia Sagrada e providenciou os meios humanos e naturais necessários para fazê-la conhecida na nossa língua, no nosso idioma, portanto, as versões de que hoje dispomos são o suficiente para embasar comparações em nossos estudos e pesquisas no nosso vernáculo inerentes à pregação. Quando queremos mais profundidade para ministrações mais amplas e mais sistemáticas que demandam longo tempo devemos então recorrer às ferramentas mais completas e especializadas e assim prontificar um conteúdo mais longo num trabalho mais extenso. Às vezes ouvimos significados forçados daquilo que a palavra escrita não quer dizer, e notamos companheiros tentarem se livrar das frases que proferiram, olhando para nós sentados na retaguarda tentando buscar de nós apoio e concordância sobre o conteúdo lançado por eles ao público. Nossas limitações nos ensinam que o que está escrito para nós foi escrito, não necessitando de locupletar em coisa alguma, e por sermos limitados devemos nos aferir diante dos recursos a nós disponibilizados. O público ouvinte não está exclusivamente interessado em terminologias e demonstrações de conhecimentos e domínio dos idiomas bíblicos antigos. O povo nas suas limitações está para ouvir homens limitados que na dedicação ao Senhor serem usados por Deus na verdade e nela transcender as limitações do visível e do palpável para o mundo espiritual do invisível, mas acessível e atingível. Forçar significados e dar sentidos estranhos aos textos bíblicos, bem como inserir termos inexistentes nos originais é correr o risco de proferir heresias e misticismos, ou disseminar irrealidades fantasiosas – isto é perigoso.
A terceira delas – não falar sobre algo que não domina e que de nada traz proveito ao público. Tentar citar com certa profundidade assuntos científicos sobre os quais nada expressam para uma pregação cristã com duração de minutos é inútil ao público e inadequado ao momento. Por que tantos pregadores querem dissertar sobre postulados científicos e acadêmicos que de quase nada alimenta nem edifica o público ouvinte que deseja e anseia em ouvir a voz de Deus. Por que citações exaustivas de estatísticas e saturações de notícias sobre ciências e tecnologias mesclando maciçamente os argumentos da pregação cristã? É preciso saber que as ciências e as academias seculares constantemente mudam seus pareceres nos postulados sobre seus resultados de estudos e pesquisas, demonstrando assim suas limitações, mutações e sombras de variações. E torna-se à beira do ridículo alguém pouco fundamentado, pouco capaz, pouco recomendado, dissertar e propor assuntos sobre os quais não possua grau e competência próprios para falar seguramente em profundidade. Sabemos que há ministros do evangelho que dedicam suas vidas em estudos científicos para apologeticamente escreverem suas obras e ministrarem estudos e palestras específicas, e que para estas atividades é requerido longo espaço de tempo. Como pregadores nosso assunto principal e do qual temos que possuir competência, maturidade e aptidão para falar é a Palavra de Deus, e desta anunciar de forma coerente, verdadeira e competente os conselhos de Deus aos homens! Quaisquer outros assuntos são apenas pequenos detalhes e a estes se reserva apenas pequenos espaços suficientemente cabíveis para como não-especialistas e não-especializados comentar em nossa limitação. A Palavra de Deus não muda e continua firme para sempre! Tentar na pregação cristã dissertar sobre assuntos não cabidos à pregação é também uma demonstração de infantilidade vestida de roupagem adulta. Tentar se posicionar em explicar profundidades de algo que não se domina competentemente é se passar por “sabichão” às margens da ignorância e da insensatez.
Em virtude das lições que neste artigo pretendo e acredito sejam oportunas e bem vindas a suprir necessidades, podemos concluir juntamente aos nossos caros leitores e amados companheiros pequenos pregadores que o povo quer e precisa ouvir a voz de Deus na nossa fala, por isso vem sedento e faminto de ouvir a pregação, e muitas vezes as pessoas chegam a sacrificar preferências de tempo, de lugar e de atividades e outras necessidades para virem especialmente nos ouvir na certeza que vão levar algo marcante de Deus, contido na Palavra de Deus, para as suas vidas! Isto não é casualidade e nem fatalidade – isto é o fogo do Espírito de Deus queimando-lhes por dentro nas entranhas avisando “vai lá que hoje vou falar e tratar com vocês usando os meus vasos escolhidos como meus porta-vozes na minha Palavra para este tempo”! Aleluia!
A pregação deve ser cristocêntrica, voltada para a obra salvífica, sacrificial e redentora do Senhor Jesus para com os homens. Seja sobre qual passagem bíblica for levado a pregar, se faça em todas as fases da pregação de forma que tudo dirija a si e também ao público ouvinte a reconhecerem e identificarem a presença do Senhor Jesus Cristo como parte principal integrante e vista na aplicação do texto sagrado. O público vem nos ouvir como a pregadores competentes nas coisas sacrossantas da Palavra de Deus. O público não está nem um pouco, ainda que se demonstre eticamente, interessado em ouvir profundidades científicas e tecnológicas para as quais se merece muito tempo para concebê-las e apreciá-las, pois essas informações científicas já lhes são apresentadas nas mídias falada, escrita e televisada no viver diário comum e rotineiro.
Nosso público ouvinte vem nos ouvir para receber as verdades intemporais e eternas de nosso Deus diretamente para si. Também não vem para nos ouvir explicar-lhes em minutos pontos teológicos difíceis aos quais é preciso uma carga horária consideravelmente longa para a ele ministrá-los e por ele serem concebidos.
A nós pregadores se requer, além das muitas outras coisas, a boa medida de habilidade em lidar com as ferramentas e com o texto sagrado das Escrituras, a fim de podermos compreender melhor os mundos espiritual e natural até onde nos for dado conhecê-los, e expositivamente pregar a verdade da Palavra de Deus dentro das nossas limitações, deixando que o Senhor da Palavra seja gracioso para conosco e nos faça sob Sua inspiração transpor muito mais elevados e além delas nos mantendo em Sua verdade.
Quanto aos trabalhos de texto e literário, a proposição central do texto é como uma linha fixa de pensamento, mas a proposição central da mensagem é variável mesmo sendo uma verdade intemporal, devido à aplicação desta em todos os tempos e a todas as gerações. A visão do pregador se dirige em fazer conhecidos os mistérios de Deus até onde Ele o deseja ser conhecido para que suscite ou acenda a fé, pois a nossa capacidade de assimilação é tão limitada a ponto de que se nosso raciocínio lógico operar sobre as coisas espirituais seremos levados sorrateira e forçosamente, na nossa forma natural de pensar e de conceber, a descrer fria e lentamente do poder e da dimensão infinita e insondável de nosso Deus e com isso influenciarmos o público ouvinte a isso também com relação às coisas espirituais.
A experiência na vida de pregação e ensino cristão nos faz enxergar nossas limitações sobre o mundo espiritual com mais consciência no passar dos anos, por isso devemos ser muito prudentes e vigilantes para não sermos tidos como disseminadores de heresias e de mentirosas pregações. Defensores de opiniões pessoais particulares sobre assuntos dos quais nosso raciocínio se torna impotente por ser limitado para discorrê-los.
Parece que os temas mais sugestivos e buscados por uma maioria de pregadores são concentrados sobre prosperidades ignoradas e abundâncias mal concebidas e inatingíveis nas realidades de cada ouvinte, auto-ajuda ao ego desestruturado e auto-afirmação idealista, otimismos e iluminação psicologicamente altruístas e explicações massacrantes sobre os avanços e multiplicação das ciências. Raramente estamos vendo os pregadores levarem o público ouvinte aos temas bíblicos que contém tantas riquezas, e mesmo com suas grandes lições espirituais, gerais e morais, com certa facilidade conseguimos perceber deles o que nosso Deus quer nos falar efetivamente às nossas vidas tão limitadas em todas as gerações. Os pregadores que usam um texto bíblico chave para apenas dizerem intituladamente que suas pregações são bíblicas quando nestas seus assuntos, temas e argumentações são estranhos à Palavra e Obra de nosso Deus, são alvos facilmente vulneráveis e expostos às astutas ciladas de um dos mais ardilosos veículos diabólicos – a mentira mesclada com a verdade. Lamentavelmente me absteria de dizer isto se fossem apenas em foco isolado composto por aprendizes iniciantes na pregação, mas como sabemos que não é, esses tais “pregadores” na realidade do Reino de Deus não são na verdade pregadores, nem cientistas, nem humanistas, nem homens de púlpito, nem muito menos ministros despenseiros das coisas de Deus – são biblicamente conceituados como “falsos profetas”, e ministerialmente definidos como ídolos ávidos por adorações a si mesmos, amantes das inverdades e cooperadores do diabo. Mais uma vez digo, lamentavelmente se torna duro e difícil expressar esta verdade tão dolorida, todavia curativa e necessária nesta oportunidade.
E para esta oportunidade, somente estas três lições já nos mostram nossas limitações e o quanto é constante o nosso grau de dependência de Deus, nos fazem reclames ao nosso empenho no correto e edificante trabalho da pregação, a fim de nos fazer prontos, habilitados e respeitados no anúncio do Evangelho. Nossas limitações nos ensinam lições significativas.
Em vista disso, proponho aos nossos generosos e amáveis leitores e pequenos pregadores a considerarem as nossas limitações e destas visualizarem as conseqüentes lições e, se porventura se depararem com situações semelhantes nos seus ambientes de adoração, lembrem-se amistosamente deste artigo um dia aqui escrito por este companheiro pequeno pregador e ensinador cristão, e sejam cooperativamente graciosos em retransmiti-lo a outros a fim de que sejam aperfeiçoados e com isso seus trabalhos se tornem fecundos e rendam glórias para o nosso Maravilhoso Deus Eterno dos pregadores cristãos.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
PREGADORES: Mensagens que edificam, restauram e produzem reflexão e avivamento.
PREGADORES: Mensagens que edificam, restauram e produzem reflexão e avivamento.
- Este artigo é extenso por ser resposta explicativa a um grande número de pessoas, inclusive expressivos membros de comunidades “orkuteiras”, que generosamente se dirigiram a mim por diversas vias pedindo comentar o tema “Avivalismo e suas mensagens”.
Hoje, havendo obtido um pouco mais de tempo e boa oportunidade, reservo estes preciosos minutos para escrever-lhes este artigo como resposta um tanto quanto segura e abalizada ao que sincera e honestamente me foi dirigido. Agradeço sensibilizado a demonstrada consideração.
Pelas muitas e rotineiras experiências que nos envolvem e nos circundam no fervor do trabalho da pregação e do ensino cristão, temos visto com tamanha clareza, e entre nós pequenos pregadores do nosso bom círculo de companheiros comentado, e da mesma forma também ouvido de líderes que têm se dirigido a nós e por muitas vezes como bons hospitaleiros nos recebido e nos honrado no seio de seus liderados nos muitos lugares por onde temos sido por outros seguramente recomendados e espontaneamente acolhidos, da necessidade de mensagens que poderosamente edifiquem, que efetivamente restaurem, que sensivelmente produzam reflexão e que notavelmente canalizem a um avivamento significativo e duradouro. Essa necessidade tem chamado a atenção de todos, e particularmente nos trazido, como pequenos pregadores, a observar e a fazer ponderações sobremaneira contundentes a um grande número de “mensagens” tendenciosamente magicistas e ilusoriamente faraônicas que têm sido “arremessadas” como sugestões orais sobre públicos.
As observações feitas por nosso expressivo número de pequenos pregadores são jamais negativamente julgadoras, todavia merecida e inevitavelmente avaliadoras em função dos estragos que tais mensagens avivalistas humanistas vêm causando à seara e chegado aos nossos ouvidos num volume que já requisita nossas atenções. Quando substitutivamente surgem mensagens tendenciosas ao avivalismo humanista coroado de sentimentalismo emocionado e aplaudido artisticamente de algumas tribunas e púlpitos já vislumbramos seus péssimos resultados espirituais como sendo os piores contra a fé cristã genuína. Algumas dessas tendências são negativamente influenciadoras, terrivelmente pobres em conteúdo bíblico, insignificantemente nutridoras, lamentavelmente vazias de doutrinação e espiritualmente cambaleantes e artificiosas. Mensagens sedativas e entorpecedoras, que lamentável...!
Que frustrante quadro é o dessas ilusionárias mensagens festeiras para as quais jamais nossos mestres ensinadores homiletas e exegetas dariam ouvidos e tampouco perderiam seu tempo em conceituá-las como pregações cristãs, assim como jamais as recomendariam a seus alunos! Discursos eufóricos sedutores de emoções, desgovernados nos objetivos e nos argumentos rasos e sensacionalistas nas expressões, “jogados” como que por uma “tarrafa de pesca” sobre o público como se fossem elas pregações cristãs ao povo.
Mensagens anônimas nas quais não se deixa ao menos o ouvinte saber quais são as vontades de quem as inspirou, nem as que estão por trás de quem as elaborou e transmite e nem para quê e nem a quem as transmite. Às vezes quando as ouvimos, somos ligeiramente levados, mesmo em meio às muitas manifestações características da alegria e fervor pentecostais em pessoas sinceras, a perceber como se pela visualização de uma pequena janela, um pouco e resumidamente do poder que a influência artística do entretenimento exerce sobre o mundo dos homens. Alguém falando artificiosamente e gesticulando inflamadamente buscando influenciar e persuadir para obter o retorno por respostas comportamentais imediatas a alguém bradando e saltitando, gritando e gesticulando, ao pronunciamento de mensagens emocionalmente avivalistas e racionalmente humanistas, sem ambos saberem de suas partes o que de fato efetivamente estão fazendo de substancial em prol do Reino de Deus e para quê com a razão e o entendimento estão fazendo sobre o quê está lhes envolvendo. Mensagens versando um tema, porém com argumentação esfacelada em muitos e minúsculos assuntos que mesmo estando juntos são soltos e desconexos num mesmo “discurso”, comparado a uma caixa rotulada contendo no seu interior juntos muitos ossos soltos e secos sem conectividade e sem relação alguma entre si. Mensagens estas levadas e carregadas sobre muletas de gritos e sob cobertura de jargões emotivos para impactar e envolver os ouvintes, sem produzir lições substanciais e significativas capazes de produzirem edificação, restauração e reflexão para suas vidas espirituais como servos de Deus e nEle crentes em Jesus Cristo.
Em nome do pentecostalismo, que é reconhecidamente vivo e real e saudável em todos os sentidos, o que mais valem para tais avivalismos humanistas é a ânsia de buscar respostas imediatas no mundo emocional em gestos inflamados para fazer estremecer de alegrias as entranhas do povo, ainda que este nada aprenda e nada leve consigo de substancial da parte do Senhor Jesus Cristo. Isto lamentavelmente vem levando multidões de pessoas a “rolarem” pela vida afora com Bíblia nas mãos, porém sem raízes da fé cristã genuína no coração e tem arrastado pessoas a serem feitas cristãos contingenciais construídos com emendas quebradiças sobre alicerces das conveniências circunstanciais.
Por um lado, antigamente se dizia que o povo era pouco “letrado” e pouco esclarecido e por isso este não sabia nem entendia o que estava realmente fazendo. Por outro lado, hoje, com todos os fáceis acessos à informação se diz que o povo esclarecido está interessado mesmo é em trocar calorosas energias e quanto mais no calor da alegria otimista e altruísta melhor ainda será. E como resultado desse tal avivalismo humanista, cada dia mais nos deparamos com cristãos repletos de alegrias transitórias ao vento das circunstâncias e ao mesmo tempo vazios de compromisso marcante com Deus, cristãos cheios de otimismo racional e idealismo misticista e ao mesmo tempo vazios de temor e de poder espiritual; cristãos altamente conhecedores e íntimos dos diários e agendas de “estrelas” e famosos e ao mesmo tempo rasteiramente ignorantes aos sinais e milagres do avivamento e distanciados da intimidade do Espírito de Deus, cristãos embriagados pelas seduções do mundo e ruminantes de desejos desenfreados se declarando “fracos” ante as pressões naturais da vida.
Líderes temerosos e receosos da rejeição, desejando preencher as agendas de seus ministérios e igrejas com eventos impactantes, fantasticamente vultosos e impressionadores, sendo o mais importante que seus congregados se vejam e se sintam emotivamente satisfeitos e persuasivamente predispostos a cooperarem com suas presenças alegres e generosas, ainda que pouco se tenha, ou não, o devido cuidado para as mensagens e nem as recomendações de quem sejam os pregadores para os seus tais eventos. Temos conversado com líderes que depois de muito tempo chegaram à conclusão destas realidades com volumosos prejuízos em várias áreas de seus rebanhos e ministérios. Alguns hoje retomando o crescimento por haverem outra vez reconhecido e retornado ao rumo correto e verdadeiro trazendo para si os pregadores sérios na Palavra, idôneos no viver, maduros na experiência, marcados por trajetórias e aptos aos lugares das suas tribunas e púlpitos.
Tanto antigamente como hoje, o foco principal se concentra nas atitudes precipitadas em vias de assombrosos precipícios espirituais sugestionados antigamente pela falsa santidade visual e aparente, e hoje pelos requerimentos tentadores da pos-modernidade social, opressora e formalista. Quando na verdade estamos percebendo as tribunas e púlpitos carentes de verdadeiros profetas pregadores, mestres e ensinadores, de fato comprometidos com Deus e respeitados entre os homens, ao invés de artistas e atores memorizadores de textos bíblicos e decoradores de “gospealidades”, nem de “estrelas famosas” promotoras de entretenimentos e diversões terapêuticas por sugestões orais convenientes tidas como “mensagens” acompanhados de sessões de exercícios corporais, levando o público unicamente ao delírio irrefletido e forçadamente ao suor dos movimentos eufóricos.
Por essas e outras razões, o verdadeiro avivamento do Espírito de Deus é erroneamente combatido e ignorantemente evitado, pois ao se cederem e forçarem lugar as “mensagens avivalistas”, suprimem, denigrem e desprezam as mensagens verdadeiramente edificantes, restauradoras e produtoras de reflexão e canalizadoras ao avivamento, nascidas de verdadeiros avivamentos, permanecendo em algumas igrejas não o avivamento, mas sim o avivalismo humanista nebulosamente periódico sob efeitos de “fumaça e espuma” e tribunas e púlpitos sofrendo sob conseqüências de “apagão” arcando com elevadas despesas e prejuízos resultantes do avivalismo humanista passageiro e forçado.
Pois, então, precípua e necessariamente vamos a alguns lampejos das terminologias, a fim de que comecemos assim para melhor trazer à memória e posicionar os nossos amáveis leitores, nossos corajosos companheiros pequenos pregadores e ensinadores cristãos.
Que significa e quais conotações possui o termo “mensagem”? Ao responder, não seria redundante defini-lo como sendo uma comunicação que na sua natureza traz consigo significado e propósito em transmitir uma informação, um pensamento, uma doutrina. Também não seria de forma alguma um exagero nem um desdém relembrar que no seu trâmite toda mensagem tem sua origem e seu destinatário.
Daí, logo depreendemos alguns elementos básicos e comuns de uma mensagem, e para que seja uma mensagem precisa fundamentalmente ser uma comunicação, e esta possui natureza, conteúdo, finalidade e trâmite. Nenhum de nós nos habilitaria e nos lançaria a transmitir uma mensagem sem conteúdo, sem significado, sem propósito e sem destinatário. Isto seria classificadamente considerado como um ato de insensatez, e por que não dizer um ato vazio e sem qualquer existência de comunicação e, por conseguinte nem se quer ser mensagem. Desde as mais antigas descobertas sobre as milenares, empíricas, rústicas e rudes formas de comunicação até então conhecidas, em nenhuma encontramos assinaladamente ausência desses elementos básicos que efetivamente compõem uma mensagem.
Quando mais encontramos elementos aparentemente soltos e isolados naquelas formas de comunicação, mais somos convencidos de que alguém as registrou, e as registrou sobre algo, e as emitiu visando alguma coisa, e as emitiu para serem recebidas por alguém.
Respeitando todos os nossos conceitos e classificações que obtemos da homilética, da hermenêutica, da retórica e dos diversos estudos da lógica de linguagem e seus estilos e funções aplicativos, precisamos sobretudo iniciar qualquer trabalho de comunicação partindo desses elementos básicos para podermos nos assentar confiantemente sobre qual tipo de trabalho de comunicação estamos realizando, ou intencionando realizar, efetivamente.
Nosso grande e supremo exemplo é o nosso Maravilhoso Conselheiro. E tomando por base a Palavra dEle, encontramos que, mesmo sendo Ele inatingível e inassimilável em Sua plenitude, assim mesmo nos deu no passado a Sua Palavra escrita, e nos dá atual e constantemente as Suas mensagens. Glórias, pois, ao Deus Comunicativo por Excelência! Ainda que por algumas vezes Ele se expressou usando símbolos, tipos, figuras, palavras e acontecimentos, a Seu tempo Ele mesmo nos providencia meios para compreender e receber a Sua mensagem. Se as circunstâncias e transitoriedades em nossas limitações nos deixam quase incapazes de entendermos plenamente a Sua linguagem, todavia aos poucos pelo andar com Ele e pela prática e exercício da fé vão se nos abrindo a inteireza e completude de Sua revelação progressiva corroborada na Sua Palavra Eterna. E assim entendemos que o Deus Vivo e Verdadeiro, que conhece nossa estrutura, nos diz que Ele é o origem da mensagem, que esta Sua mensagem contém seu significado, que esta Sua mensagem tem seu propósito, que esta Sua mensagem se destina aos homens individualmente, e muito mais rica e majestosamente ainda – é que esta mensagem torna realidade a Sua vontade e não volta vazia para Ele (Is 55.11). Ainda que o objeto de Sua mensagem não haja existido, Ele todavia faz trazê-lo para a existência! Notemos nisto que existe uma unidade inseparável entre a palavra (mensagem) e seu cumprimento, e esta unidade está presa e enraizada na vontade de Deus.
Ao lermos o profeta Isaias, vale dizer que o termo “vazia” da hb. RÊQAM, com sua raiz em ReQ, diz de algo não satisfeito, sem valor, vão, inútil; algo sem sentido, sem razão e sem motivo. Então ao lermos o texto registrado pelo profeta com a palavra “vazia”, podemos entender que o Senhor em tudo o que diz Ele o faz para satisfazer a vontade dEle, o faz por ser útil, valioso e valoroso o propósito da vontade dEle, o faz porque isso tem sentido e nisso o porquê e o para quê se curvam à suprema vontade dEle. Deus não tem nem dá mensagens vazias! Glórias, pois, ao Deus Maravilhoso e Eterno!
E agora inferimos no por quê de alguns pregadores insistirem em transmitir mensagens que não edificam, não restauram, não produzem reflexão e nem refletem em avivamento e em crescimento do Reino de Deus, cultivando pessoas alegres, festeiras, convenientes e contingenciais. E muito mais perigoso ainda se torna quando é notado que essas mensagens são parcialmente bíblicas, apesar de algumas conterem tópicos bíblicos; não serem cristocêntricas, apesar de tocarem amplamente apenas num dos lados do dom abençoador de Cristo; e não serem retiradas do altar de Deus, nem obtidas aos pés do Deus Todo-poderoso.
Avivalismo humanista abre rastros de conformidades lógicas adoçadas nos delírios do idealismo, de terapias orais sedativas facilmente sedimentadas nas mentes que se iludem aos delírios. Avivamento produz claras e profundas marcas de satisfação comportamental nas almas tementes e nestas faz abalarem e reestruturarem seus caminhos, repensarem suas vidas e saltarem para o melhor.
Alguns pregadores somente concentram suas linhas de visão estritamente na homilética e na retórica, importando-se exaustivamente com os fraseados e suas colocações ocasionais, quando em muito destas poderiam bem tirar excelentes proveitos enobrecedores. Alguns outros pregadores buscam esforços a se resumirem apenas no texto isolado e desconexo ao vasto teor dos seus contextos remotos ou imediatos chegando a profetizar e citar heresias camufladas e aleatoriamente. Ainda alguns outros apenas se atiram à estrutura de que dizem ser seu “esqueleto” e com isto vão na sua autoconfiança e sinceramente aos púlpitos sob altos e longos gritos e gesticulações arrastados preenchendo-os com rajadas de jargões e enxertos enfáticos em tópicos de prosperidades, de otimismos, de auto-ajudas, de auto-afirmação, apoiados em sub-tópicos de linhas de pensamentos das ciências humanas, e algumas vezes de coisas tão estranhas e imaginativas provenientes da mente humana limitada, buscando nessas elucidar as coisas espirituais, divinas e eternas do texto bíblico. Mensagens racionalistas mescladas e recheadas com textos bíblicos. Ainda vale nestes tempos modernos bradar a antiga frase clássica de nossos mestres pregadores antigos – “a Bíblia explica e revela a si mesma e tem o poder e a eficácia de penetrar no mais interior do homem.”! Mensagens separadas e divorciadas da obra vicária e salvífica do Senhor Jesus Cristo não funcionam nem movem a mão de Deus. Muito alarde e muita “fumaça e espuma”, pouco fogo do altar, pouco conteúdo e pouco poder de Deus, todos estes num conjunto promotor do avivalismo humanista raso, transitório e eventual.
Por outro ângulo, concentrar-se isoladamente em trabalhar apenas nos rudimentos extraídos das terminologias gregas do KERIGMA e suas relacionais variantes aplicativas, achando que tudo na mensagem e pregação bíblicas se resume estreitamente nesses significados, e abandonar a essência da pregação em si, é um desleixo e uma atitude relapsa tão fraudulenta que as Escrituras no Antigo Testamento conceituam tal mensageiro parcial como um réu pré-julgado e um atalaia culpado e negligente, e as no Novo Testamento o enquadram como desconhecido de Jesus Cristo, desapropriado de galardão com perdas de dádivas divinas, participante do fogo do inferno e possuidor de obras consideradas palhas e estas lançadas para a queima fatal. “Produtores” de mensagens artificiais, jamais terão dessa forma o contato e a intimidade da inspiração e da voz de Deus. Certamente terão o apoio dos livros e se tornam em reflexos de leituras. “Disseminadores” de mensagens fogosas sem fogo do altar e elegantemente avivalistas e alvissareiras, jamais terão dessa forma a nobreza e a honra de verem de perto a verdadeira ação renovadora e restauradora do avivamento. Enganosamente citam apoio comparativo em profetas veterotestamentários usados para animar o povo de suas épocas.
Não nos deixemos nos enganar ou sermos enganados – espetáculos são artifícios artísticos de entretenimento para os palcos e avivamento é a operação do mover de Deus como marca duradoura para os púlpitos e para seus ouvintes!
Senhores, o avivamento não possui e nem é trazido por propaganda e nem por gritarias e alardes, o avivamento tem seu caminho próprio e, segundo as nossas boas e felizes experiências de pequenos pregadores experientes e das dos nossos companheiros veteranos ainda muito mais experientes, somos concordes e unânimes em declarar que uma mensagem que edifica, restaura e produz reflexão e canaliza ao avivamento somente nasce no coração do pregador em vida constante e ritmada nas labaredas do avivamento. A verdadeira mensagem é um veículo de avivamento, ela não é o avivamento em si, bem como avivamento não é sinônimo de apenas alegria e euforismo emocionais! Ela salta das páginas sagradas, acende os olhos lacrimejantes, sobe na mente avivada ao panorama das letras, abala conceitos e abafa a lógica, desce e penetra no peito avivado e afogueia o coração, penetra no entendimento e discerne e confere com a unção. No seu curso inverso, ela volta no mesmo trajeto todavia agora de forma incendiada que produz arrependimentos e conversão interiores na alma, faz refletir e causar sede de mudanças pessoais para agradar ao Senhor Deus, faz remoer nas entranhas, toca nas estruturas individuais, queima o peito aceso e encontra o livre curso de saída na fala inconteste do pregador avivado. Esta mensagem produz mudanças profundas tanto no pregador como no ouvinte. Aleluias para sempre ao Cordeiro Eterno que nos aviva!
Avivalismo não significa avivamento. Mensagens avivalistas jamais canalizam ao avivamento. O secularismo com suas multifacetas domina e sabe extremamente empregar suas técnicas eficientes para manipular e entreter as faculdades interiores do homem, que digam muito bem sobre isto os produtores de eventos e programações artísticos. Portanto, não nos enganemos nem nos deixemos ser iludidos. Avivalismo demonstra euforia passageira elaborada para mover circunstancialmente o ambiente para que ela permaneça enquanto durar o evento, sendo pouco importante o depois, e quase sempre ela é desprovida de razão ponderada e de espiritualidade convicta e de atos exemplares de uma vida realmente marcada pela experiência pessoal contagiante do avivamento de quem vive no altar aos pés do Eterno Deus.
Definitivamente não são as classificações das mensagens que são responsáveis pela edificação, restauração, reflexão e avivamento. Entretanto, mais uma vez concordes e unânimes posso seguramente afirmar que nós, pregadores, pequenos ou grandes, reconhecemos que a verdadeira mensagem expositiva certamente requer como obra expositiva um grande e perseverante esforço do pregador em um trabalho custoso, exaustivo e paciente, mas sobremaneira enriquecedor, edificante, restaurador e promotor de reflexão e canalizador ao avivamento. Mensagens estas que sua elaboração nos obrigam a recorrer paciente e perseverantemente ao altar por muito tempo, até o ouvirmos a voz de nosso Amoroso Deus nos dando a Sua Palavra e nela a Sua mensagem eficaz que edifica, restaura e aviva efetivamente.
Senhores, mensagens engenhosamente enfeitadas com a laboriosidade da imaginação da mente humana, produzem apenas os engodos atraentes do avivalismo humanista e ao mesmo tempo apenas lançam as sugestivas iscas para pescarem os aplausos emotivos momentâneos. Produzem um abalo arrasador e tempestuoso, mas é tão rápido que não deixa sinais positivos nas vidas nem levam ouvintes a produzirem frutos e quanto menos criarem raízes. Nelas tomam lugar apenas as fortes manifestações das emoções humanas, e não a manifestação dos dons espirituais e da glória de Deus entre os homens.
Por lugares afora, temos comprovadamente visto, ouvido e tomado conhecimento de grandes prejuízos deixados por causa desses tais avivalismos espantosos. Avivalismos causadores de estragos sorrateiros em ministérios e igrejas, principalmente em larga escala nos pequenos e médios, que preferem ter em suas tribunas e púlpitos aventureiros e descomprometidos avivalistas, tenros na jornada e/ou meninos no entendimento, do que com mais segurança os pregadores experientes, sérios, idôneos e reconhecidos na jornada de pessoa e de homem de Deus, porta-vozes de mensagens edificantes, restauradoras e promotoras de reflexão e veiculadoras de conseqüente avivamento vindo da parte de Deus; mensagens que produzem saltos e brados significativos de alegria contagiantes na alma e no espírito do ouvinte e o faz levá-las para o seu interior por longos anos se alimentando delas.
Os avivalismos são como temporais com tempestades e furacões, que no momento de ajuntamento há uma explosão e alvoroço de volumosas euforias, ao som dos diversos integrantes contratados, porém depois quando tudo passa voltam as igrejas e aqueles ministérios a assumir a carência de solidez na estrutura espiritual de congregados, a convivência rotineira e às vezes metódicas caindo na inanição, a temerosidade e a receiosidade nos seus titulares de sofrer alguma reprovação e rejeição vindas do povo, a viverem cambaleantes entre os limites da fé e das dúvidas. E com o fatal saudosismo e as insatisfações, brotam os queixumes e pedidos de presença de eventos mais impactantes e as prementes discordâncias de opiniões arrastam as ovelhas a “pularem o cercado e visitarem outros pastos em busca de gramas verdejantes”, deixando seus líderes preocupados em “como fechar as brechas do aprisco com artifícios de tapumes esquisitos e alheios”.
Quais sintomas de tudo isso? O principal é a ausência de mensagens edificantes, restauradoras e promotoras de reflexão e avivamento. É a ausência de mensagens que curem as feridas do ouvinte, mensagens que penetrem na alma e nela cooperem com o Espírito de Deus em plantar uma semente que O permita nela convencer o ouvinte para as realidades do Céu e da Salvação em Jesus Cristo, mensagens que trabalhem nas entranhas do ouvinte, mensagens que façam o ouvinte ser fortalecido em Cristo Jesus e com isso crie raízes espirituais ou fortaleça as existentes, mensagens que revigorem e renovem o ouvinte como um todo, mensagens que possibilitem o ouvinte ter sua alma repleta de gozo espiritual e lhe respondam seus questionamentos íntimos, e por fim mensagens que levem o ouvinte a ficar “remoendo-as” por muito tempo acesas na alma. Mensagens assim dão trabalho a serem conseguidas e elaboradas, e muitas vezes a constante oposição do inferno trabalha em áreas para que elas sejam abafadas e não sejam entregues ao povo, e em outras até na hora da entrega elas sejam de alguma forma parciais ou obstruídas, ou mesmo suplantadas por coisas secundárias.
Não estou de forma alguma, em nenhum momento e espaço neste artigo, me referindo a reprovadas “mensagens espancadoras, expressões vingativas e revanchistas e lançamento de indiretas” desferidas de púlpitos para atingirem algo ou a alguém, não! Isto é antibíblico, antiético e sobretudo um ato de covardia, tirania e abuso reprovado e inaceitável! A falta de autoridade e de respeito mútuo juntos, tanto de líderes como de liderados, são como um câncer que somente vem à luz depois de descoberto sob fortes e doloridos sintomas em fase inevitável. E esta falta de autoridade e de respeito mútuo fatalmente veiculam em pessoas desequilibradas que equivocadamente encontram lugar de se expressar e se fazer respeitadas apenas nos púlpitos, e usam destes para arremessarem tais tipos de mensagens aos seus líderes e/ou liderados. Isto é diabólico, infernal e demoníaco, pois existem muitas vias aprovadas e úteis para se resolver pontos difíceis, discordâncias e vencer dificuldades!
Não pensemos que pela natureza de nossa época, devido à sobrevivência e a imediatividade, as circunstâncias e fatos apagam as mensagens. Mensagens apagadas são aquelas produzidas no finito e limitado mundo da imaginação humana, “montadas” especial e especificamente para impactar o momento, alvoroçar a euforia imediata, ainda que não tenham origem definida, significado claro, conteúdo substancial, propósito e destinatário conhecidos ou existentes.
A mensagem de Deus, recebida no altar, e entregue fielmente ao ouvinte, produz o efeito que apraz e cumpre cabalmente suas função e finalidade como veículo da vontade de Deus. Ela não está isenta de passar pelos conhecidos passos e procedimentos da hermenêutica, da homilética, da retórica e da oratória, entretanto não são esses os responsáveis que lhe coroam e enriquecem de valores espirituais eternos. Estes apenas servem de ferramentas de trabalho para facilitarem a transmissão e recepção.
Conclamo, pois, aos amáveis leitores e honrados companheiros pequenos pregadores a sempre continuarem buscando levar ao ouvinte mensagens que edifiquem, restaurem e produzam reflexões e marcas profundas e duradouras, e com isto haja um avivamento visível, palpável, definível, conceituável e também duradouro, capaz de ser testemunhado por longos tempos na vida do ouvinte.
Temos notado claramente que a maturidade do pregador puramente avivalista é calçada no imediatismo insolente, irrefletido e inconseqüente, bem como a sua trajetória é de curta e fraca sustentabilidade e sua aptidão é construída sobre alicerces movediços, rasos e quebradiços colados pela mistura das conveniências ocasionais da emoção. Aos passos das provações acirradas e das tenebrosas tentações e perseguições surgidas dos revezes naturais da vida, o pregador puramente avivalista desmancha lentamente toda a sua fachada e costado de manifestações puramente alarmantes e impactantes e passa aos poucos a recolher e minimizar o toque de sua trombeta, reduz suas turbinas, afrouxa seus lemes, apaga sua luz de alcançado, recolhe suas asas, lança suas âncoras, encostam suas ferramentas e finalmente voltam alguns infelizmente às práticas da vida velha, e outros mais tementes voltam a sentar no banco de aluno discipulado para na nova oportunidade aprenderem a construir uma real estrutura de vida cristã sadia e capaz de com consciência e convicção suspender e suportar o peso da estrutura a eles requerido e imposto para a jornada de pregação e de pregador.
Nós, pequenos pregadores, não somos promotores de diversão e entretenimento, nem tampouco de espetáculos, buscando saciar vidas com avivalismo humanista e nem ter e apresentar uma agenda completamente alimentada por tribunas e púlpitos famintos e ansiosos por famas. Não fomos de maneira alguma chamados e vocacionados pelo Eterno Deus para manter cativos e reféns “ministérios e igrejas” e nem para “abalar” e iludir as emoções das aglomeradas multidões tecnicamente festeiras e espiritualmente sedentas e famintas da cura e dos Conselhos de Deus.
Somos tão somente servos de Deus, desprovidos e desinteressados da fama, comprometidos com Deus e com Sua Palavra e respeitados e acolhidos entre os homens que nos rodeiam. Somos cumpridores de uma tarefa incalculável e devedores de uma honra imerecida para entregar mensagens edificantes, restauradoras que produzam reflexões, movam estruturas e possibilitem o avivamento.
PbGS
- Este artigo é extenso por ser resposta explicativa a um grande número de pessoas, inclusive expressivos membros de comunidades “orkuteiras”, que generosamente se dirigiram a mim por diversas vias pedindo comentar o tema “Avivalismo e suas mensagens”.
Hoje, havendo obtido um pouco mais de tempo e boa oportunidade, reservo estes preciosos minutos para escrever-lhes este artigo como resposta um tanto quanto segura e abalizada ao que sincera e honestamente me foi dirigido. Agradeço sensibilizado a demonstrada consideração.
Pelas muitas e rotineiras experiências que nos envolvem e nos circundam no fervor do trabalho da pregação e do ensino cristão, temos visto com tamanha clareza, e entre nós pequenos pregadores do nosso bom círculo de companheiros comentado, e da mesma forma também ouvido de líderes que têm se dirigido a nós e por muitas vezes como bons hospitaleiros nos recebido e nos honrado no seio de seus liderados nos muitos lugares por onde temos sido por outros seguramente recomendados e espontaneamente acolhidos, da necessidade de mensagens que poderosamente edifiquem, que efetivamente restaurem, que sensivelmente produzam reflexão e que notavelmente canalizem a um avivamento significativo e duradouro. Essa necessidade tem chamado a atenção de todos, e particularmente nos trazido, como pequenos pregadores, a observar e a fazer ponderações sobremaneira contundentes a um grande número de “mensagens” tendenciosamente magicistas e ilusoriamente faraônicas que têm sido “arremessadas” como sugestões orais sobre públicos.
As observações feitas por nosso expressivo número de pequenos pregadores são jamais negativamente julgadoras, todavia merecida e inevitavelmente avaliadoras em função dos estragos que tais mensagens avivalistas humanistas vêm causando à seara e chegado aos nossos ouvidos num volume que já requisita nossas atenções. Quando substitutivamente surgem mensagens tendenciosas ao avivalismo humanista coroado de sentimentalismo emocionado e aplaudido artisticamente de algumas tribunas e púlpitos já vislumbramos seus péssimos resultados espirituais como sendo os piores contra a fé cristã genuína. Algumas dessas tendências são negativamente influenciadoras, terrivelmente pobres em conteúdo bíblico, insignificantemente nutridoras, lamentavelmente vazias de doutrinação e espiritualmente cambaleantes e artificiosas. Mensagens sedativas e entorpecedoras, que lamentável...!
Que frustrante quadro é o dessas ilusionárias mensagens festeiras para as quais jamais nossos mestres ensinadores homiletas e exegetas dariam ouvidos e tampouco perderiam seu tempo em conceituá-las como pregações cristãs, assim como jamais as recomendariam a seus alunos! Discursos eufóricos sedutores de emoções, desgovernados nos objetivos e nos argumentos rasos e sensacionalistas nas expressões, “jogados” como que por uma “tarrafa de pesca” sobre o público como se fossem elas pregações cristãs ao povo.
Mensagens anônimas nas quais não se deixa ao menos o ouvinte saber quais são as vontades de quem as inspirou, nem as que estão por trás de quem as elaborou e transmite e nem para quê e nem a quem as transmite. Às vezes quando as ouvimos, somos ligeiramente levados, mesmo em meio às muitas manifestações características da alegria e fervor pentecostais em pessoas sinceras, a perceber como se pela visualização de uma pequena janela, um pouco e resumidamente do poder que a influência artística do entretenimento exerce sobre o mundo dos homens. Alguém falando artificiosamente e gesticulando inflamadamente buscando influenciar e persuadir para obter o retorno por respostas comportamentais imediatas a alguém bradando e saltitando, gritando e gesticulando, ao pronunciamento de mensagens emocionalmente avivalistas e racionalmente humanistas, sem ambos saberem de suas partes o que de fato efetivamente estão fazendo de substancial em prol do Reino de Deus e para quê com a razão e o entendimento estão fazendo sobre o quê está lhes envolvendo. Mensagens versando um tema, porém com argumentação esfacelada em muitos e minúsculos assuntos que mesmo estando juntos são soltos e desconexos num mesmo “discurso”, comparado a uma caixa rotulada contendo no seu interior juntos muitos ossos soltos e secos sem conectividade e sem relação alguma entre si. Mensagens estas levadas e carregadas sobre muletas de gritos e sob cobertura de jargões emotivos para impactar e envolver os ouvintes, sem produzir lições substanciais e significativas capazes de produzirem edificação, restauração e reflexão para suas vidas espirituais como servos de Deus e nEle crentes em Jesus Cristo.
Em nome do pentecostalismo, que é reconhecidamente vivo e real e saudável em todos os sentidos, o que mais valem para tais avivalismos humanistas é a ânsia de buscar respostas imediatas no mundo emocional em gestos inflamados para fazer estremecer de alegrias as entranhas do povo, ainda que este nada aprenda e nada leve consigo de substancial da parte do Senhor Jesus Cristo. Isto lamentavelmente vem levando multidões de pessoas a “rolarem” pela vida afora com Bíblia nas mãos, porém sem raízes da fé cristã genuína no coração e tem arrastado pessoas a serem feitas cristãos contingenciais construídos com emendas quebradiças sobre alicerces das conveniências circunstanciais.
Por um lado, antigamente se dizia que o povo era pouco “letrado” e pouco esclarecido e por isso este não sabia nem entendia o que estava realmente fazendo. Por outro lado, hoje, com todos os fáceis acessos à informação se diz que o povo esclarecido está interessado mesmo é em trocar calorosas energias e quanto mais no calor da alegria otimista e altruísta melhor ainda será. E como resultado desse tal avivalismo humanista, cada dia mais nos deparamos com cristãos repletos de alegrias transitórias ao vento das circunstâncias e ao mesmo tempo vazios de compromisso marcante com Deus, cristãos cheios de otimismo racional e idealismo misticista e ao mesmo tempo vazios de temor e de poder espiritual; cristãos altamente conhecedores e íntimos dos diários e agendas de “estrelas” e famosos e ao mesmo tempo rasteiramente ignorantes aos sinais e milagres do avivamento e distanciados da intimidade do Espírito de Deus, cristãos embriagados pelas seduções do mundo e ruminantes de desejos desenfreados se declarando “fracos” ante as pressões naturais da vida.
Líderes temerosos e receosos da rejeição, desejando preencher as agendas de seus ministérios e igrejas com eventos impactantes, fantasticamente vultosos e impressionadores, sendo o mais importante que seus congregados se vejam e se sintam emotivamente satisfeitos e persuasivamente predispostos a cooperarem com suas presenças alegres e generosas, ainda que pouco se tenha, ou não, o devido cuidado para as mensagens e nem as recomendações de quem sejam os pregadores para os seus tais eventos. Temos conversado com líderes que depois de muito tempo chegaram à conclusão destas realidades com volumosos prejuízos em várias áreas de seus rebanhos e ministérios. Alguns hoje retomando o crescimento por haverem outra vez reconhecido e retornado ao rumo correto e verdadeiro trazendo para si os pregadores sérios na Palavra, idôneos no viver, maduros na experiência, marcados por trajetórias e aptos aos lugares das suas tribunas e púlpitos.
Tanto antigamente como hoje, o foco principal se concentra nas atitudes precipitadas em vias de assombrosos precipícios espirituais sugestionados antigamente pela falsa santidade visual e aparente, e hoje pelos requerimentos tentadores da pos-modernidade social, opressora e formalista. Quando na verdade estamos percebendo as tribunas e púlpitos carentes de verdadeiros profetas pregadores, mestres e ensinadores, de fato comprometidos com Deus e respeitados entre os homens, ao invés de artistas e atores memorizadores de textos bíblicos e decoradores de “gospealidades”, nem de “estrelas famosas” promotoras de entretenimentos e diversões terapêuticas por sugestões orais convenientes tidas como “mensagens” acompanhados de sessões de exercícios corporais, levando o público unicamente ao delírio irrefletido e forçadamente ao suor dos movimentos eufóricos.
Por essas e outras razões, o verdadeiro avivamento do Espírito de Deus é erroneamente combatido e ignorantemente evitado, pois ao se cederem e forçarem lugar as “mensagens avivalistas”, suprimem, denigrem e desprezam as mensagens verdadeiramente edificantes, restauradoras e produtoras de reflexão e canalizadoras ao avivamento, nascidas de verdadeiros avivamentos, permanecendo em algumas igrejas não o avivamento, mas sim o avivalismo humanista nebulosamente periódico sob efeitos de “fumaça e espuma” e tribunas e púlpitos sofrendo sob conseqüências de “apagão” arcando com elevadas despesas e prejuízos resultantes do avivalismo humanista passageiro e forçado.
Pois, então, precípua e necessariamente vamos a alguns lampejos das terminologias, a fim de que comecemos assim para melhor trazer à memória e posicionar os nossos amáveis leitores, nossos corajosos companheiros pequenos pregadores e ensinadores cristãos.
Que significa e quais conotações possui o termo “mensagem”? Ao responder, não seria redundante defini-lo como sendo uma comunicação que na sua natureza traz consigo significado e propósito em transmitir uma informação, um pensamento, uma doutrina. Também não seria de forma alguma um exagero nem um desdém relembrar que no seu trâmite toda mensagem tem sua origem e seu destinatário.
Daí, logo depreendemos alguns elementos básicos e comuns de uma mensagem, e para que seja uma mensagem precisa fundamentalmente ser uma comunicação, e esta possui natureza, conteúdo, finalidade e trâmite. Nenhum de nós nos habilitaria e nos lançaria a transmitir uma mensagem sem conteúdo, sem significado, sem propósito e sem destinatário. Isto seria classificadamente considerado como um ato de insensatez, e por que não dizer um ato vazio e sem qualquer existência de comunicação e, por conseguinte nem se quer ser mensagem. Desde as mais antigas descobertas sobre as milenares, empíricas, rústicas e rudes formas de comunicação até então conhecidas, em nenhuma encontramos assinaladamente ausência desses elementos básicos que efetivamente compõem uma mensagem.
Quando mais encontramos elementos aparentemente soltos e isolados naquelas formas de comunicação, mais somos convencidos de que alguém as registrou, e as registrou sobre algo, e as emitiu visando alguma coisa, e as emitiu para serem recebidas por alguém.
Respeitando todos os nossos conceitos e classificações que obtemos da homilética, da hermenêutica, da retórica e dos diversos estudos da lógica de linguagem e seus estilos e funções aplicativos, precisamos sobretudo iniciar qualquer trabalho de comunicação partindo desses elementos básicos para podermos nos assentar confiantemente sobre qual tipo de trabalho de comunicação estamos realizando, ou intencionando realizar, efetivamente.
Nosso grande e supremo exemplo é o nosso Maravilhoso Conselheiro. E tomando por base a Palavra dEle, encontramos que, mesmo sendo Ele inatingível e inassimilável em Sua plenitude, assim mesmo nos deu no passado a Sua Palavra escrita, e nos dá atual e constantemente as Suas mensagens. Glórias, pois, ao Deus Comunicativo por Excelência! Ainda que por algumas vezes Ele se expressou usando símbolos, tipos, figuras, palavras e acontecimentos, a Seu tempo Ele mesmo nos providencia meios para compreender e receber a Sua mensagem. Se as circunstâncias e transitoriedades em nossas limitações nos deixam quase incapazes de entendermos plenamente a Sua linguagem, todavia aos poucos pelo andar com Ele e pela prática e exercício da fé vão se nos abrindo a inteireza e completude de Sua revelação progressiva corroborada na Sua Palavra Eterna. E assim entendemos que o Deus Vivo e Verdadeiro, que conhece nossa estrutura, nos diz que Ele é o origem da mensagem, que esta Sua mensagem contém seu significado, que esta Sua mensagem tem seu propósito, que esta Sua mensagem se destina aos homens individualmente, e muito mais rica e majestosamente ainda – é que esta mensagem torna realidade a Sua vontade e não volta vazia para Ele (Is 55.11). Ainda que o objeto de Sua mensagem não haja existido, Ele todavia faz trazê-lo para a existência! Notemos nisto que existe uma unidade inseparável entre a palavra (mensagem) e seu cumprimento, e esta unidade está presa e enraizada na vontade de Deus.
Ao lermos o profeta Isaias, vale dizer que o termo “vazia” da hb. RÊQAM, com sua raiz em ReQ, diz de algo não satisfeito, sem valor, vão, inútil; algo sem sentido, sem razão e sem motivo. Então ao lermos o texto registrado pelo profeta com a palavra “vazia”, podemos entender que o Senhor em tudo o que diz Ele o faz para satisfazer a vontade dEle, o faz por ser útil, valioso e valoroso o propósito da vontade dEle, o faz porque isso tem sentido e nisso o porquê e o para quê se curvam à suprema vontade dEle. Deus não tem nem dá mensagens vazias! Glórias, pois, ao Deus Maravilhoso e Eterno!
E agora inferimos no por quê de alguns pregadores insistirem em transmitir mensagens que não edificam, não restauram, não produzem reflexão e nem refletem em avivamento e em crescimento do Reino de Deus, cultivando pessoas alegres, festeiras, convenientes e contingenciais. E muito mais perigoso ainda se torna quando é notado que essas mensagens são parcialmente bíblicas, apesar de algumas conterem tópicos bíblicos; não serem cristocêntricas, apesar de tocarem amplamente apenas num dos lados do dom abençoador de Cristo; e não serem retiradas do altar de Deus, nem obtidas aos pés do Deus Todo-poderoso.
Avivalismo humanista abre rastros de conformidades lógicas adoçadas nos delírios do idealismo, de terapias orais sedativas facilmente sedimentadas nas mentes que se iludem aos delírios. Avivamento produz claras e profundas marcas de satisfação comportamental nas almas tementes e nestas faz abalarem e reestruturarem seus caminhos, repensarem suas vidas e saltarem para o melhor.
Alguns pregadores somente concentram suas linhas de visão estritamente na homilética e na retórica, importando-se exaustivamente com os fraseados e suas colocações ocasionais, quando em muito destas poderiam bem tirar excelentes proveitos enobrecedores. Alguns outros pregadores buscam esforços a se resumirem apenas no texto isolado e desconexo ao vasto teor dos seus contextos remotos ou imediatos chegando a profetizar e citar heresias camufladas e aleatoriamente. Ainda alguns outros apenas se atiram à estrutura de que dizem ser seu “esqueleto” e com isto vão na sua autoconfiança e sinceramente aos púlpitos sob altos e longos gritos e gesticulações arrastados preenchendo-os com rajadas de jargões e enxertos enfáticos em tópicos de prosperidades, de otimismos, de auto-ajudas, de auto-afirmação, apoiados em sub-tópicos de linhas de pensamentos das ciências humanas, e algumas vezes de coisas tão estranhas e imaginativas provenientes da mente humana limitada, buscando nessas elucidar as coisas espirituais, divinas e eternas do texto bíblico. Mensagens racionalistas mescladas e recheadas com textos bíblicos. Ainda vale nestes tempos modernos bradar a antiga frase clássica de nossos mestres pregadores antigos – “a Bíblia explica e revela a si mesma e tem o poder e a eficácia de penetrar no mais interior do homem.”! Mensagens separadas e divorciadas da obra vicária e salvífica do Senhor Jesus Cristo não funcionam nem movem a mão de Deus. Muito alarde e muita “fumaça e espuma”, pouco fogo do altar, pouco conteúdo e pouco poder de Deus, todos estes num conjunto promotor do avivalismo humanista raso, transitório e eventual.
Por outro ângulo, concentrar-se isoladamente em trabalhar apenas nos rudimentos extraídos das terminologias gregas do KERIGMA e suas relacionais variantes aplicativas, achando que tudo na mensagem e pregação bíblicas se resume estreitamente nesses significados, e abandonar a essência da pregação em si, é um desleixo e uma atitude relapsa tão fraudulenta que as Escrituras no Antigo Testamento conceituam tal mensageiro parcial como um réu pré-julgado e um atalaia culpado e negligente, e as no Novo Testamento o enquadram como desconhecido de Jesus Cristo, desapropriado de galardão com perdas de dádivas divinas, participante do fogo do inferno e possuidor de obras consideradas palhas e estas lançadas para a queima fatal. “Produtores” de mensagens artificiais, jamais terão dessa forma o contato e a intimidade da inspiração e da voz de Deus. Certamente terão o apoio dos livros e se tornam em reflexos de leituras. “Disseminadores” de mensagens fogosas sem fogo do altar e elegantemente avivalistas e alvissareiras, jamais terão dessa forma a nobreza e a honra de verem de perto a verdadeira ação renovadora e restauradora do avivamento. Enganosamente citam apoio comparativo em profetas veterotestamentários usados para animar o povo de suas épocas.
Não nos deixemos nos enganar ou sermos enganados – espetáculos são artifícios artísticos de entretenimento para os palcos e avivamento é a operação do mover de Deus como marca duradoura para os púlpitos e para seus ouvintes!
Senhores, o avivamento não possui e nem é trazido por propaganda e nem por gritarias e alardes, o avivamento tem seu caminho próprio e, segundo as nossas boas e felizes experiências de pequenos pregadores experientes e das dos nossos companheiros veteranos ainda muito mais experientes, somos concordes e unânimes em declarar que uma mensagem que edifica, restaura e produz reflexão e canaliza ao avivamento somente nasce no coração do pregador em vida constante e ritmada nas labaredas do avivamento. A verdadeira mensagem é um veículo de avivamento, ela não é o avivamento em si, bem como avivamento não é sinônimo de apenas alegria e euforismo emocionais! Ela salta das páginas sagradas, acende os olhos lacrimejantes, sobe na mente avivada ao panorama das letras, abala conceitos e abafa a lógica, desce e penetra no peito avivado e afogueia o coração, penetra no entendimento e discerne e confere com a unção. No seu curso inverso, ela volta no mesmo trajeto todavia agora de forma incendiada que produz arrependimentos e conversão interiores na alma, faz refletir e causar sede de mudanças pessoais para agradar ao Senhor Deus, faz remoer nas entranhas, toca nas estruturas individuais, queima o peito aceso e encontra o livre curso de saída na fala inconteste do pregador avivado. Esta mensagem produz mudanças profundas tanto no pregador como no ouvinte. Aleluias para sempre ao Cordeiro Eterno que nos aviva!
Avivalismo não significa avivamento. Mensagens avivalistas jamais canalizam ao avivamento. O secularismo com suas multifacetas domina e sabe extremamente empregar suas técnicas eficientes para manipular e entreter as faculdades interiores do homem, que digam muito bem sobre isto os produtores de eventos e programações artísticos. Portanto, não nos enganemos nem nos deixemos ser iludidos. Avivalismo demonstra euforia passageira elaborada para mover circunstancialmente o ambiente para que ela permaneça enquanto durar o evento, sendo pouco importante o depois, e quase sempre ela é desprovida de razão ponderada e de espiritualidade convicta e de atos exemplares de uma vida realmente marcada pela experiência pessoal contagiante do avivamento de quem vive no altar aos pés do Eterno Deus.
Definitivamente não são as classificações das mensagens que são responsáveis pela edificação, restauração, reflexão e avivamento. Entretanto, mais uma vez concordes e unânimes posso seguramente afirmar que nós, pregadores, pequenos ou grandes, reconhecemos que a verdadeira mensagem expositiva certamente requer como obra expositiva um grande e perseverante esforço do pregador em um trabalho custoso, exaustivo e paciente, mas sobremaneira enriquecedor, edificante, restaurador e promotor de reflexão e canalizador ao avivamento. Mensagens estas que sua elaboração nos obrigam a recorrer paciente e perseverantemente ao altar por muito tempo, até o ouvirmos a voz de nosso Amoroso Deus nos dando a Sua Palavra e nela a Sua mensagem eficaz que edifica, restaura e aviva efetivamente.
Senhores, mensagens engenhosamente enfeitadas com a laboriosidade da imaginação da mente humana, produzem apenas os engodos atraentes do avivalismo humanista e ao mesmo tempo apenas lançam as sugestivas iscas para pescarem os aplausos emotivos momentâneos. Produzem um abalo arrasador e tempestuoso, mas é tão rápido que não deixa sinais positivos nas vidas nem levam ouvintes a produzirem frutos e quanto menos criarem raízes. Nelas tomam lugar apenas as fortes manifestações das emoções humanas, e não a manifestação dos dons espirituais e da glória de Deus entre os homens.
Por lugares afora, temos comprovadamente visto, ouvido e tomado conhecimento de grandes prejuízos deixados por causa desses tais avivalismos espantosos. Avivalismos causadores de estragos sorrateiros em ministérios e igrejas, principalmente em larga escala nos pequenos e médios, que preferem ter em suas tribunas e púlpitos aventureiros e descomprometidos avivalistas, tenros na jornada e/ou meninos no entendimento, do que com mais segurança os pregadores experientes, sérios, idôneos e reconhecidos na jornada de pessoa e de homem de Deus, porta-vozes de mensagens edificantes, restauradoras e promotoras de reflexão e veiculadoras de conseqüente avivamento vindo da parte de Deus; mensagens que produzem saltos e brados significativos de alegria contagiantes na alma e no espírito do ouvinte e o faz levá-las para o seu interior por longos anos se alimentando delas.
Os avivalismos são como temporais com tempestades e furacões, que no momento de ajuntamento há uma explosão e alvoroço de volumosas euforias, ao som dos diversos integrantes contratados, porém depois quando tudo passa voltam as igrejas e aqueles ministérios a assumir a carência de solidez na estrutura espiritual de congregados, a convivência rotineira e às vezes metódicas caindo na inanição, a temerosidade e a receiosidade nos seus titulares de sofrer alguma reprovação e rejeição vindas do povo, a viverem cambaleantes entre os limites da fé e das dúvidas. E com o fatal saudosismo e as insatisfações, brotam os queixumes e pedidos de presença de eventos mais impactantes e as prementes discordâncias de opiniões arrastam as ovelhas a “pularem o cercado e visitarem outros pastos em busca de gramas verdejantes”, deixando seus líderes preocupados em “como fechar as brechas do aprisco com artifícios de tapumes esquisitos e alheios”.
Quais sintomas de tudo isso? O principal é a ausência de mensagens edificantes, restauradoras e promotoras de reflexão e avivamento. É a ausência de mensagens que curem as feridas do ouvinte, mensagens que penetrem na alma e nela cooperem com o Espírito de Deus em plantar uma semente que O permita nela convencer o ouvinte para as realidades do Céu e da Salvação em Jesus Cristo, mensagens que trabalhem nas entranhas do ouvinte, mensagens que façam o ouvinte ser fortalecido em Cristo Jesus e com isso crie raízes espirituais ou fortaleça as existentes, mensagens que revigorem e renovem o ouvinte como um todo, mensagens que possibilitem o ouvinte ter sua alma repleta de gozo espiritual e lhe respondam seus questionamentos íntimos, e por fim mensagens que levem o ouvinte a ficar “remoendo-as” por muito tempo acesas na alma. Mensagens assim dão trabalho a serem conseguidas e elaboradas, e muitas vezes a constante oposição do inferno trabalha em áreas para que elas sejam abafadas e não sejam entregues ao povo, e em outras até na hora da entrega elas sejam de alguma forma parciais ou obstruídas, ou mesmo suplantadas por coisas secundárias.
Não estou de forma alguma, em nenhum momento e espaço neste artigo, me referindo a reprovadas “mensagens espancadoras, expressões vingativas e revanchistas e lançamento de indiretas” desferidas de púlpitos para atingirem algo ou a alguém, não! Isto é antibíblico, antiético e sobretudo um ato de covardia, tirania e abuso reprovado e inaceitável! A falta de autoridade e de respeito mútuo juntos, tanto de líderes como de liderados, são como um câncer que somente vem à luz depois de descoberto sob fortes e doloridos sintomas em fase inevitável. E esta falta de autoridade e de respeito mútuo fatalmente veiculam em pessoas desequilibradas que equivocadamente encontram lugar de se expressar e se fazer respeitadas apenas nos púlpitos, e usam destes para arremessarem tais tipos de mensagens aos seus líderes e/ou liderados. Isto é diabólico, infernal e demoníaco, pois existem muitas vias aprovadas e úteis para se resolver pontos difíceis, discordâncias e vencer dificuldades!
Não pensemos que pela natureza de nossa época, devido à sobrevivência e a imediatividade, as circunstâncias e fatos apagam as mensagens. Mensagens apagadas são aquelas produzidas no finito e limitado mundo da imaginação humana, “montadas” especial e especificamente para impactar o momento, alvoroçar a euforia imediata, ainda que não tenham origem definida, significado claro, conteúdo substancial, propósito e destinatário conhecidos ou existentes.
A mensagem de Deus, recebida no altar, e entregue fielmente ao ouvinte, produz o efeito que apraz e cumpre cabalmente suas função e finalidade como veículo da vontade de Deus. Ela não está isenta de passar pelos conhecidos passos e procedimentos da hermenêutica, da homilética, da retórica e da oratória, entretanto não são esses os responsáveis que lhe coroam e enriquecem de valores espirituais eternos. Estes apenas servem de ferramentas de trabalho para facilitarem a transmissão e recepção.
Conclamo, pois, aos amáveis leitores e honrados companheiros pequenos pregadores a sempre continuarem buscando levar ao ouvinte mensagens que edifiquem, restaurem e produzam reflexões e marcas profundas e duradouras, e com isto haja um avivamento visível, palpável, definível, conceituável e também duradouro, capaz de ser testemunhado por longos tempos na vida do ouvinte.
Temos notado claramente que a maturidade do pregador puramente avivalista é calçada no imediatismo insolente, irrefletido e inconseqüente, bem como a sua trajetória é de curta e fraca sustentabilidade e sua aptidão é construída sobre alicerces movediços, rasos e quebradiços colados pela mistura das conveniências ocasionais da emoção. Aos passos das provações acirradas e das tenebrosas tentações e perseguições surgidas dos revezes naturais da vida, o pregador puramente avivalista desmancha lentamente toda a sua fachada e costado de manifestações puramente alarmantes e impactantes e passa aos poucos a recolher e minimizar o toque de sua trombeta, reduz suas turbinas, afrouxa seus lemes, apaga sua luz de alcançado, recolhe suas asas, lança suas âncoras, encostam suas ferramentas e finalmente voltam alguns infelizmente às práticas da vida velha, e outros mais tementes voltam a sentar no banco de aluno discipulado para na nova oportunidade aprenderem a construir uma real estrutura de vida cristã sadia e capaz de com consciência e convicção suspender e suportar o peso da estrutura a eles requerido e imposto para a jornada de pregação e de pregador.
Nós, pequenos pregadores, não somos promotores de diversão e entretenimento, nem tampouco de espetáculos, buscando saciar vidas com avivalismo humanista e nem ter e apresentar uma agenda completamente alimentada por tribunas e púlpitos famintos e ansiosos por famas. Não fomos de maneira alguma chamados e vocacionados pelo Eterno Deus para manter cativos e reféns “ministérios e igrejas” e nem para “abalar” e iludir as emoções das aglomeradas multidões tecnicamente festeiras e espiritualmente sedentas e famintas da cura e dos Conselhos de Deus.
Somos tão somente servos de Deus, desprovidos e desinteressados da fama, comprometidos com Deus e com Sua Palavra e respeitados e acolhidos entre os homens que nos rodeiam. Somos cumpridores de uma tarefa incalculável e devedores de uma honra imerecida para entregar mensagens edificantes, restauradoras que produzam reflexões, movam estruturas e possibilitem o avivamento.
PbGS
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