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terça-feira, 29 de setembro de 2015
AONDE VÃO NOSSAS CRIANÇAS?
AONDE VÃO NOSSAS
CRIANÇAS?
Doutrinamento
ou passatempo?
A chamada “igreja infantil” é a base da estrutura alvo do
discipulado cristão de base. Essa igreja encontra-se sob sérios riscos quase
que inconfessos em termos locais. Fugir desta verdade é fechar as vistas para a
realidade que vem se arrastando em igrejas locais. Formar exige muito mais do
que apenas informar. A igreja infanto-juvenil está pobre e carente de
doutrinação formativa e rica de passatempos informativos.
Recentemente veiculou na internet e assumiu jargão no meio
evangélico a frase “Leve seu filho hoje
para a igreja, para que amanhã não o busque na cadeia”. Aparentemente a
frase parece soar plausível e verdadeira. Mas somente parece. Os crivos da
realidade apontam para verdades evitadas. Espelham e dão contas do falseio
ilusório da frase grotesca e ignorantemente jargonada e reverberizada quase que
inconsciente e ausente de lucidez e ausente de responsabilidades. Jargões e declarações
inconsistentes são tendenciosos e desafinados da realidade.
Estudiosos e pesquisadores cristãos competentes no assunto da
pedagogia cristã infanto-juvenil, juntamente com mestres dessa área, têm
trazido a lume verdades quase que ocultas a respeito dessas realidades
evitadas. Vozes lúcidas e competentes têm emitido alertas sobre causas e
conseqüências atinentes ao assunto. A formação sólida das futuras gerações de
cristãos evangélicos em igrejas está sob sérios riscos. Hoje evitado o assunto
em não poucas igrejas locais, enquanto os sinais lampejam forte, inquietante e
gritantemente realidades melindrosas e que têm passado em branco na visão
desatenta para quadros do Mundo.
Olhares panorâmicos do mundo cristão evangélico têm acompanhado
e se munido detalhadamente dos fatos progressivos tanto de igrejas locais como
das sociedades humanas, e por bons esforços buscado contribuir para orientar reparações
e ajustes. “Para onde estão sendo conduzidas nossas crianças evangélicas?”
“Para onde está sendo levada a igreja infanto-juvenil cristã evangélica?” “Que
está sendo feito com lucidez consistente, coerente e sólido para a igreja
infanto-juvenil?” são questionamentos evitados ou ainda com ínfimas respostas.
Ainda que alguém tente fugir da realidade, a igreja infanto-juvenil
cristã evangélica como um todo encontra-se sob sérios riscos de descontinuidade
em suas futuras gerações. A Igreja nunca foi uma porta de fast-food gospel, nem um drive-thru de fiéis a mercadinhos preferenciais da fé. A igreja infanto-juvenil vem dando sinais de assimilação de pontos da demagogia e do afastamento da intrepidez da doutrina cristã. A desatenção ao grito de hoje poderá acarretar sérios
riscos irreparáveis amanhã, que certamente contribuirão para um desfecho
lamentável para quadros futuros que a eternidade revelará. Vale muito
questionar como foco de exame se a igreja infanto-juvenil está sendo alvo de
doutrinação, ou de passatempo caracterizada e puramente religioso.
A discipulação eficiente com resultados eficazes em qualquer
âmbito deve levar seriamente em conta os fatores que envolvem o processo
ensino-aprendizagem, para qualquer âmbito da vida humana. A aprendizagem eficiente
de conteúdos e o seu desenvolvimento eficaz se dão por fatores que envolvem as
áreas cognitiva, psicomotora e afetiva. O processo ensino-aprendizagem se realiza visando cada uma destas e os
objetivos que norteiam suas didática e metodologias. Fugir destas vertentes é o
mesmo que tentar tapar o sol com a peneira.
Ainda na discipulação, há ainda que se ter em conta as
realidades dos campos formativo e informativo. A base objetiva da doutrinação
cristã na sua completude envolve a informação e a formação. Ambas se
entrelaçam, se equilibram e se concluem completando a comprovação da
frutificação. A informação oferece conteúdo e a formação confere o lastro da
disciplina. É uma dívida impagável para com a igreja infanto-juvenil. Tentar
falsamente aplacar a consciência empregando subterfúgios desconstrutivos e
fugindo de se deparar com o grito da igreja infanto-juvenil é um grave erro
comprometedor e negligente. Segundo observadores cristãos, algumas dessas
realidades evocam foco.
Em primeiro plano estão os excessos de atividades lúdicas
encaminhando e conduzindo a igreja infanto-juvenil. Reconhecendo o valor e a
importância dos recursos instrucionais, das técnicas da didática infantil, assim
como as suas metodologias, é preciso que as atividades da igreja
infanto-juvenil sejam pautadas e voltadas para o equilíbrio entre caráter,
métodos, técnicas e objetivação. Tem sido observado que as atividades da igreja
infanto-juvenil em igrejas têm assumido o maior peso em distração lúdica do que
propriamente direcionada para a formação doutrinária de base.
Em segundo plano está o notado despreparo na aplicação das
técnicas didáticas direcionadas para o campo formativo. As atividades da igreja
infanto-juvenil tem se afastado da prioridade sobre a disciplina formativa que
consubstancia, consolida e fortalece as convicções cristãs. A supervalorização
e concentração na vontade unilateral de passar informações e conteúdos tem
deixado em segundo plano a condução da formação. É preciso engajamento
consciente de esforços permanentes e insistentes no preparo de como aplicar as
técnicas didáticas visando a formação e não apenas passar informação.
Em algumas igrejas, nem sempre as atividades da igreja
infanto-juvenil têm sido conduzidas debaixo de objetivos responsavelmente
percebidos por lideranças e orientadores. A soma de deficiências mais a
ausência de preparo, mais a falta de boa vontade responsavelmente incansável e mais
fatores desmotivacionais têm acarretado e incentivado a despriorização do campo
formativo. Restando apenas a saída para o preenchimento das atividades com
passatempos lúdicos e distracionais, descasados do livro Bíblia Sagrada em
cerca de 80% das ferramentas, dos conteúdos bíblicos e do domínio do Livro.
Finalmente, em terceiro plano está o modelo empobrecido de
condução e tratamento de classes dominicais da igreja infanto-juvenil. Tem sido
observado que o modelo orientado na prática da condução de classes da igreja
infanto-juvenil tem equivocadamente assumido a postura e o sistema apenas de
creche infantil. A igreja infanto-juvenil em igrejas locais tem recebido o
tratamento característico de creche infantil. Quase sempre igrejas locais
mantém sua igreja infanto-juvenil entregue em mãos de veículos cuidadores em
forma de condutores de passatempo ocupacionais em ambiente religioso. O que é
um erro grave e crasso esse modelo.
Nem todos os elementos orientadores que conduzem as atividades
da igreja infanto-juvenil desenvolvem suas atividades por questão consciente de
responsabilidades com vistas comprometidas para o futuro da igreja cristã nos
tempos vindouros. Alguns desses elementos aceitam ou optam por conduzir
atividades da igreja infanto-juvenil por questões pessoais estranhas e alheias
aos propósitos da igreja cristã. Algumas movidas por questões pessoais de foro
íntimo particular ou motivadas em função de problemas existenciais que lhes
envolvem na sua individualidade.
Assim sendo, há uma esperança nos corações responsáveis de que
as atividades da igreja infanto-juvenil retornem ao campo do doutrinamento e
não continuem a seguirem pelos caminhos e atalhos do passatempo. Sob pena de
que as gerações futuras de cristãos evangélicos não venham se afastar e se
perder do conhecimento da estrutura básica do livro Bíblia Sagrada, nem das
fortes convicções cristãs reformadas. A fim de fazer frente ao mundo moderno,
aos requerimentos das sociedades hodiernas, aos reclames explosivos do mundo em
amplo espectro de confusão, faz-se necessário encaminhar a igreja
infanto-juvenil ao caminho do doutrinamento como fator preponderante e
predominante na história da igreja cristã militante.
Pensemos e questionemo-nos sobre para onde estão conduzindo a
igreja infanto-juvenil. Para onde ela está sendo levada. Está havendo
doutrinamento formativo ou passatempo informativo para a igreja
infanto-juvenil? Gerações da igreja infanto-juvenil cada vez mais rica de conhecimentos informativos e cada vez mais pobre de convicções cristãs. A frase jargonada “Leve
seu filho hoje para a igreja, para que amanhã não o busque na cadeia”
espelha a verdadeira realidade, ou apenas consiste num jargão à beira da ilusão
falaciosa para aplacamento de consciências?
EvGS
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
NEM PRATA E NEM OURO.
NEM PRATA E NEM OURO.
Quando não se possuía ambos...
“Não possuo nem prata e nem ouro, mas o que tenho, isso eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” At 3.6
Séculos se passaram, e essas memoráveis palavras dirigidas pelo apóstolo Pedro a um coxo que jazia na porta do templo, chamada Formosa, ainda retinem nos ouvidos e afogueiam os corações dos inúmeros e verdadeiros discípulos do Mestre Amado. Ainda influenciam e poderosamente motivam sinceros e verdadeiros servos de Deus, cidadãos do verdadeiro Reino.
Os anos se foram, e o texto bíblico cuja passagem encontra-se a expressão acima tem sobremaneira servido aos milhares e milhares de pregadores. O lindo e rico texto de At 3.4-6 revela, além do contentamento num coração firme e convicto, também a propriedade, a confiança e a dignidade ousada em realizar as mesmas obras que fizera o Mestre.
As épocas transcorreram, e com elas a visão das coisas espirituais ensinadas pelo Mestre também foi por muitos sendo lentamente deixada de lado. Expressões vivas como as do texto em pauta foram substituídas em muitos lábios. Alguns números lamentavelmente jogaram a visão das coisas espirituais literalmente fora das prioridades e das práticas aprendidas com o Mestre.
Os tempos avançaram, e com o passar das gerações, algumas sensibilidades foram sendo enfraquecidas. A obscuridade e o entenebrecimento passaram a rondar muitos corações. Mentalidades estranhas ao Espírito do Novo Testamento e linhas das filosofias humanas assumiram vultos.
Gentes temidas e dominadoras em busca da prata e do ouro perderam os trilhos e dispuseram em prateleiras rentáveis negócios imobiliários com a venda de supostos loteamentos no céu. A ignorância para com as Escrituras liderou muitos a comprarem o perdão e as indulgências.
A prata recebeu o primado e ao ouro foi cedida a primazia. A prata comprou boas posições e o ouro enobreceu status. A prata ditou rumos às prioridades e o ouro endeusou personalidades. A prata e o ouro aos poucos foram assediando corações e assumindo tronos entre os homens.
Com a nova visão sobre a prata e focada sobre o ouro, muitas mentes passaram a falsamente acreditar no ganho de satisfação para todas as suas necessidades. A visualização de vantagens engenhou objetivos particulares que conjugassem com os propósitos eclesiásticos.
Com a corrida acirrada em busca da prata e na luta pelo ouro, muitas coisas passaram a encher os olhos de muita gente expressiva. A força da prata influenciou as arenas, e o imperialismo do ouro veio a amordaçar muitos lábios. Em muitos corações, a visão de bênçãos foi desfocada, e o espírito da ganância ganhou lugar de sócio-ditatorial.
E juntos e conjugados a prata e o ouro passaram a presidir muitas mentalidades e expulsaram a convicção e a firmeza da fé de muitos corações. Foram desmotivadas a coragem e a ousadia e abafadas a propriedade e a confiança de muito boas gentes influentes.
Quando não se possuia nem prata e nem ouro, tinha-se e guardava-se a confiança no nome do Senhor Jesus. Atitude que parece estar andando sob resfriamento em muitos corações. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a consciência mais avivada e consistente sobre toda e completa riqueza do poder e da autoridade empartidos pelo Senhor Jesus.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a plena certeza sobre todas as bênçãos espirituais com as quais o Deus Pai abençoou os Seus filhos santos em todos os lugares e fiéis em Cristo Jesus, o Deus Filho.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a forte convicção do suprimento de todas as necessidades em glória por meio de Cristo.
Os mecanismos de facilidades ofertados pela prata e garantidos pelo ouro vieram direcionar a visão de dependência para o que pertence a César, em substituição e desprezo para com o senso de dependência ao que pertence a Deus.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se o coração determinado a valorizar o resgate, a redenção. Assim como a reconhecer a soberania, a realeza, o poder e a glória de Deus.
A herança parece ter sido assaltada de muitos co-herdeiros e se esvaída dos seus pensamentos e lembranças. O prato de lentilhas que derrotou a fé de Esaú e o fez de profano, anda aromatizando olfatos influentes e atraindo paladares expressivos.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se a coragem e a ousadia confiante de poder realizar muitos milagres, sinais e maravilhas através do sacrossanto nome do Senhor Jesus. Quando não se fixa os olhos na prata e no ouro, a excelência do poder de Deus manifesta a glória e a majestade do nome do Senhor.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, tinha-se suficiente propriedade, legitimidade e transparência para se expor a receber os olhares carentes de todo e qualquer dos coxos desta vida. Quem está diuturnamente pautando a vida na prática dos ensinamentos do Mestre não sente receios e nem ares de temor e suspiros de ameaças diante dos olhares alheios.
O preço da prata e a realeza do ouro engodaram e tornaram cativos muitos corações. Em contrapartida, o poder espiritual foi literalmente substituído por poderes terrenos e transitórios. Mecanismos e filosofias humanas tentam desviar e desvirtuar a visão do poder de Deus. Muito boas gentes com o intento de usar os seus púlpitos para manipular pessoas e exercer domínio sobre vidas, andam trocando a excelência da autoridade das Escrituras pelas falíveis correntes de conhecimentos e ciências humanas.
A força da prata e a realeza do ouro avaliáveis e perecíveis jamais cobrem a majestade, a significância e o esplendor do poder do nome do Senhor Jesus residente num coração crente e temente em ação sob a eficácia desse maravilhoso nome. Quem vive na eficácia do nome de Jesus, também a este nome teme, e impelido por ele realiza as mesmas obras feitas pelo Seu Dono.
Tão logo apareçam a ferrugem e a traça, a prata e o ouro são minados. E com eles vão-se os que neles estribam a confiança.
A prata e o ouro realmente passaram a assumir os primeiros lugares em muitos corações. Em contrapartida, nem poder e nem propriedade suficientes são nesses encontrados para se posicionarem a dizer: “olha para nós!”
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a visão da vida de cristão não via diferença entre passar a noite em vigília de louvores e adoração, mesmo estando sob restrições e adversidades. Com a influência da prata e do ouro, tentam transformar vigílias em “vigilhões”. E como resultado, nada mais é visto do que apresentações artísticas atravessando as horas noturnas regadas por muita comida e numerosos cambistas. E aqui e acolá a distribuição massiva da propaganda dos que almejam sentar nas cadeiras das câmaras municipais e estaduais com os votos dos filhos do Reino.
Quando não se possuia nem prata e nem ouro, via-se e eram encontrados vários evangelistas, um bom número de pastores e consideráveis doutores nas reuniões de oração, nas vigílias e na simplicidade dos cultos espirituais costumeiros.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, apelava-se com humilde dependência para a intercessão das providências e favores da mão do Senhor Deus. Para que as “campanhas dos sete”, “dos vinte e um” e “dos quarenta dias”? Para que a compra-e-venda de amuletos milagreiros incitadores de uma tal fé?
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, a pregação da mensagem bíblica não exigia exclusividade de pregador, visto que até um diácono era poderosamente usado nas mãos de Deus em favor do anúncio da salvação em Cristo. Quando não se possuía nem prata e nem ouro, havia a clara consciência de que um planta e Deus levanta outro companheiro para regar o que aquele plantou.
Quando não se possuía nem prata e nem ouro, todos na sua amplitude eram unânimes nas decisões sobre assuntos delicados. Para que negar o derramamento do Espírito a Cornélio e aos que com ele estavam em sua casa? Para que se tornar sucessor de Ananias e Safira, se a prata e o ouro são apenas acessórios para sustento nesta vida?
Rogamos ao Eterno que os valores avaliáveis da prata e o peso imponente do ouro voltem aos seus lugares devidos, e a excelência do poder de Deus em ação torne a habitar muitos bons corações. Que o poder de Deus volte a ser entronizado em muitos bons corações influentes, a fim de que de fato e em verdade a glória de Deus seja manifesta com toda a sua majestade e primazia.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
MATURIDADE ESPIRITUAL.
MATURIDADE ESPIRITUAL.
Deixando as coisas de menino...
Hoje no Brasil é um feriado a nível nacional – o feriado do Dia das Crianças -. O “dia dos meninos” tão esperado por todas as crianças brasileiras. Os adolescentes, os jovens e os adultos de hoje lembram do seu dia quando nele tiveram as experiências de o haverem passado como meninos. Foram dias de imaturidade, de instabilidade e de ingenuidade. Sonhos e aventuras foram as suas marcas.
Para os adultos esse dia e suas comemorações e homenagens já passaram, visto que suas vidas avançaram em muitos aspectos. A multidão de adultos de hoje presta homenagens às crianças e bem sabem como foram suas vidas quando crianças eram. O tempo passou e sobraram marcas do que se foi, visto que cresceram e deixaram de serem meninos.
A vida cristã possui também vários aspectos. Um deles é a dinâmica de seu desenvolvimento, de seu crescimento. Assim como a vida cronológica natural, a vida espiritual também ocorre em processo. Em alguns aspectos, a vida espiritual transcorre ligada a fases do processo da vida cronológica natural. De certa forma, existe uma relação de aspectos entre ambas.
Os aspectos cronológicos não significam o sinal de maturidade mental, e por vezes não indicam propriamente a referência de maturidade comportamental, e muito menos atestam maturidade espiritual. Existem os velhos em meninices e há os meninos que não crescem por razão de não deixarem de velhices.
Existe uma boa diferença entre maturidade e maturação. Maturidade indica a fase final e estável de um desenvolvimento. Maturação se constitui num processo sucessivo e dinâmico de transformações que implicam em alterações e desenvolvimento. Maturidade é um estado e maturação é um processo. Maturidade é estática e maturação é dinâmica.
Para se obter o quadro real que mostre os sinais de maturidade, assim como os movimentos da maturação, se faz necessário aplicar a capacidade perceptiva. O que percebemos e como percebemos são os fatores mais importantes para compreendermos o estado de maturidade e acompanharmos o processo de maturação.
A ação de interpretar os conteúdos observados e percebidos nesses fatores é um grande desafio para que sejam obtidos o conhecimento e a compreensão seguros sobre a maturidade e a maturação. É preciso conhecer e compreender tanto aquilo que está sendo apresentado como aquilo que já aconteceu. Isto é uma questão de maturidade de percepção e propriedade na aplicação da capacidade de interpretação.
Nem sempre os “cabelos brancos” possuem a sua capacidade perceptiva desenvolvida e capaz de perceberem e interpretarem com propriedade as relações entre diferentes padrões, entre variados contextos, entre faixas individuais, entre tempos e épocas. Jamais se pode conter e estatizar aquilo que por natureza é progressivo e dinâmico.
Para cada tempo, cada lugar e cada época é requerida a aplicabilidade da percepção a fim de que se produza apropriada e proveitosamente o fruto afinado e eficaz ao seu contexto. Do contrário, o descompasso de épocas traga e invalida as boas intenções de produzir, assim como torna os frutos inservíveis e inadequados.
Maturidade é decorrente também de esforços em investimento somados ao tino de perceber e aproveitar as oportunidades. A maturação contempla as mudanças e transformações e a maturidade aponta para a estatura. Para alcançar a maturidade são requeridos disciplina e esforços em investimentos pessoais.
Os horizontes da percepção podem substanciar a tomada de decisões. Se aqueles forem amplos e abrangentes, estas serão mais enriquecedoras, compensativas, adequadas, próprias e equilibradas. Se aqueles forem curtos e localizados, estas serão mais empobrecidas, mirradas, bitoladas e condicionadas a um universo pequeno, reduzido, fechado e restrito, e geralmente obscurecidas por focos de influências e indecisões.
Na verdade, os sinais fisiológicos e cronológicos não atestam a realeza adquirida e conservada nas bagagens mental e espiritual de uma pessoa. Os feitos demonstram a diferença modular existente entre diferentes pessoas com bagagens mentais e espirituais distintas. As portas da maturidade não estão fechadas para uns. Elas permanecem abertas a todos. Todos podem aproveitá-las, pois o privilégio dessa bênção está para todos.
Maturidade não é apenas uma fase da vida. Também não se restringe ao conhecimento e ao saber. Maturidade é uma questão de exercício da prática atingindo-a durante as empreitadas e realizações da vida. A maneira de tratar os assuntos da vida, assim como as ferramentas para enfrentá-los oferecem algumas pistas indicadoras de maturidade.
Maturidade é potencialmente um valor que se adquire da soma de outros valores e experiências angariados e vividos. Nem sempre na bagagem dos “cabelos brancos” de uns reside as mesmas riquezas de maturidade conquistadas por outros de “cabelos pretos”.
Enquanto existem tantos “cabelos pretos” realizando meninices, há tantos “cabelos brancos” lamentavelmente imaturos pensando e vivendo coisas de menino. Que pena que velhos meninos não crescem, e desastroso é que os meninos velhos não chegam à maturidade. A beleza da vida não começa na maturidade, mas reside com maior brilhantismo e mais propriedade quando é construída com a pauta adequada que leva ao estado de maturidade.
A maturidade pode ser adquirida precocemente, todavia melhor e mais consistência possui quando é atingida naturalmente, no seu tempo e fase próprios. Maturidade precoce pode indicar silenciosamente efeitos de rastros de anomalias, produto resultante de deficiências, de desafinos e desatinos.
A maneira dos homens avaliarem as estaturas de maturidade uns dos outros é interessante, e quase sempre não apresentam o quadro real alheio, como também ocultam ou embotam as deficiências ou incompletudes do de si próprios. Dificilmente encontramos alguém que se auto-avalie honestamente, assim como aplique o equilíbrio e a honestidade ao avaliar o próximo. Os homens conhecem padrões e encontram facilidade em aplicá-los aos outros.
Que desacerto, que desarranjo, que destempero, quando imaturos avaliam outros imaturos. Imaturos geralmente se perdem porque os desacertos de sua visão lhes impedem de se acharem. E o pior ainda mais se dá quando imaturos buscam maneiras obscurecidas e tentativas foscas para avaliarem status amadurecidos. Um desconcerto fatal, um desastre pode ser esperado. Enfim, meninos espirituais pouco ou quase nada percebem e compreendem da maturidade espiritual. Meninos espirituais sofrem, e como sofrem até chegarem à maturidade...
Alguns sinais da imaturidade nos meninos espirituais são identificados nos textos sagrados. Por meninos espirituais entenda-se o sentido dos textos originais como pessoas que ainda não atingiram o estado de maturidade espiritual. Pelo tempo deveriam ser mestres, mas infelizmente não chegaram a sê-lo.
Por que a Bíblia Sagrada chama os imaturos espirituais de meninos? Vejamos as coisas de menino que a Sagrada Escritura revela a seguir.
1 - A inconstância de menino. Ef 4.14
A inconstância é um sinal característico claro, próprio e patente do estado de imaturidade. Empregando um termo náutico para as ondas e vagas do mar, Paulo usa a mesma palavra “kludōnizomenoi” numa linguagem metafórica para caracterizar a imaturidade espiritual.
A palavra “kludōnizomenoi” do texto grego original usada em linguagem metafórica para nos falar da inconstância como uma característica de insegurança e falta de firmeza mental, ausência de convicções, mente agitada por influências externas, mente influenciada e arrastada por impetuosas e furiosas ações externas.
2 - A fala de menino. 1Co 13.11a
Aqui a expressão empregada no texto pelo apóstolo Paulo quer nos dar o sentido de “estava acostumado a falar como menino”. A fala é o meio de comunicação, e a comunicação feita por um menino é tenra, deficiente em amplitude de sentido, é muito limitada a uma exigüidade de experiências, de vivência e de um universo de sentidos em formação.
A fala de menino é incompleta, é superficial, sofre influências de fantasias e ilusões imaginativas, é carente de sentidos exatos e recorre a exteriorização de expressões físicas para lhe completar o que não conhecem e não sabem expressar para se fazer ser compreendida com propriedade. A fala revela o estado de maturidade.
Meninos recorrem a artifícios para dizerem através deles de alguma forma o que querem sejam entendidas e atendidos os seus gostos, as suas vontades pessoais. A fala de menino é desconexa do contexto geral completo que lhe rodeia, exatamente por lhe faltar maturidade.
3 - O pensamento de menino. 1Co 13.11b
O termo grego empregado por Paulo para a expressão “pensava” no texto original nos fala da maneira peculiar ao menino ao aplicar as suas faculdades de pensamento ligadas aos seus sentimentos. O pensamento de menino está ligado aos seus interesses próprios, ao seu próprio favor independente dos conflitos que possam causar.
O pensamento de menino discorre conjugado aos seus sentimentos. É um pensamento isolado no tempo e tenro em fé. É um pensamento recheado de sentimentos quase sempre senão misto, mas adaptado de irrealidades, de ilações incompletas. O pensamento de menino é um indicativo de imaturidade espiritual e identificado quando exteriorizado nas ações. A exteriorização do pensamento revela o estado de maturidade.
Paulo usa para esse tipo de pensar o termo grego “phroneō”. Essa palavra tem uma aplicação extraordinária, visto que ela quer dizer de um pensamento disposto e alimentado por sentimentos. Não é um pensamento conjugado a raciocínio lógico e judicioso. Apesar de ser um ato que envolve os sentimentos, a vontade e a consciência, ainda é informe e instável.
É um pensamento movediço que não se preocupa em se firmar em obediência. É um pensamento inseguro que ora oscila em excessiva dependência e ora quer se manter como se fosse o poderoso dono de si mesmo e isolado das outras pessoas e dos seus contextos. É um raciocínio inconsistente, mutante, e muitas vezes imprevidente em toda a maneira de ver o mundo real. Raciocínio de menino não enxerga futuro, por isso é um dos sinais da imaturidade espiritual.
Assim sendo, aos meninos espirituais o conselho paulino de natureza orientadora é “deixe de ser menino espiritual”. Deixemos a imaturidade e procuremos sair da condição de subdesenvolvimento espiritual. Fujamos do perigo da instabilidade. Saiamos do terreno da ingenuidade cega e exercitemo-nos nossas faculdades em perceber e discernir o bem e o mal.
Ganhemos crescimento e maturidade espirituais pela Palavra de Deus, no exercício da oração, nas empreitadas da comunhão, na experiência verdadeira do poder do Espírito Santo, no esforço e investimento disciplinados e inteligentes. Enfim, deixemos de ser meninos espirituais.
Na vida natural o tempo de ser menino passa. E na vida espiritual o tempo de ser meninos espirituais deve passar e ser deixado para trás.
DEIXEMOS, PORTANTO, AS COISAS DE MENINO ESPIRITUAL.
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sábado, 10 de setembro de 2011
VASTI – caráter e convicções.
VASTI – caráter e convicções.
Valores que possuem alto custo.
Na noite da primeira sexta-feira deste mês em curso estive pregando na rica abertura do 9º Aniversário da Igreja Evangélica Congregacional, no distrito de Cassarotiba, Maricá-RJ, em atendimento ao cordial e generoso convite formulado pelo nobre amigo conhecido de alguns anos e que lidera o digno e atuante ministério daquela amada igreja.
Foi uma rica e feliz oportunidade me concedida por Deus em haver reencontrado alguns outros obreiros e ladeado com eles a nobre tribuna sagrada. Foi uma linda festividade com a extraordinária e inexplicável marca da presença do Espírito do Senhor evidente no seio daquele numeroso e amável público. Deus provê pátrias e portas abertas para seus pregadores sérios e de conteúdo, comprometidos com Deus, com o povo do Seu Reino e com a Sua Palavra.
Dias depois, uma digna irmã em Cristo que esteve presente com o grupo liderado de sua igreja naquele alegre evento me localizou e dela recebi um telefonema dizendo-me não haver encontrado neste blog uma postagem cujo tema e conteúdo discorressem especificamente sobre a vida de alguma mulher da Bíblia Sagrada. Aquela conversa sugestiva e edificante me imprimiu incentivação e encorajamento, e também me fez refletir naquela carinhosa e cordata observação.
Os dias passaram e hoje, com respeitoso carinho sobre aquela observação refletida, venho nesta oportunidade estender também a todos os diletos e generosos leitores algumas lições edificantes sobre os episódios da vida da rainha persa Vasti, nos dias do rei Assuero (Xerxes), seu esposo e regente naquele trono conhecido na época desde a Índia até a Etiópia.
Daqueles episódios escriturísticos notamos que o mover do Senhor nosso Deus jamais será inteiramente concebido e nunca cabalmente compreendido por pessoa alguma. Tudo que o Senhor Deus faz, além de ter propósitos, tem suas razões, que muitas vezes são inicialmente inapercebidos e apenas parcialmente interpretados.
Da mesma forma como nos soa estranho saber que Deus abate a quem Ele quer, por mais auto-confiante e poderoso que esse alguém seja. E levanta qualquer um que Ele queira, por mais frágil, simples e indigno que pareça aos olhos e aos conceitos humanos. Também nos fala um tanto limitadamente assimilável que Deus cria e move esses feitos para a consecução e consolidação dos Seus planos e projetos.
Trabalhar, mover, transformar, usar, equipar e empregar as coisas loucas, fracas e insignificantes deste mundo são algumas das inúmeras especialidades do Senhor Deus. Deus abre os canais da história humana para imprimir e fazer serem notados o imenso brilho de Sua soberania e o grande fulgor de Seu poder na História. O Senhor Deus tanto lidera a História como desfaz e constrói histórias.
Deus transforma o mais amargo dos amargos e o mais péssimo entre os péssimos em mais doce e mais excelente. Da mesma forma Ele tira do cenário o mais doce e mais excelente para elevar e estabelecer o que não conseguiríamos definir, qualificar e classificar para substituir aqueles.
De onde há espinheiro, Deus o tira e faz nascer a sarça e crescer a murta. Há momento que Deus faz o eclipse da Lua apagar a sua luminosidade para que apareça a estrela que Ele convoca a mostrar o seu brilho e sua presença no momento em que Ele quer.
Às vezes é preciso que algumas coisas inesperadas se revelem nas oportunidades do mover de Deus e aconteçam para que saibamos lidar sabiamente, com tato e inteligência com coisas e pessoas que estão no nosso contexto e ao nosso redor. O curso das ações de Deus constrói ao mesmo tempo em que instrui.
Um dos textos da Sagrada Escritura que muito nos mostra essas verdades é o que está registrado no Livro que toma o nome de Ester. A judia Ester que veio a ser a rainha da Pérsia nos dias do rei Assuero (Xerxes). Esse livro contém, dentre muitas outras, as ricas e profundas lições que revelam até onde vai e sustenta o auto-senso de equilíbrio, de respeito, de pudor, assim como da força de caráter e a firmeza de convicções de uma pessoa.
Apesar de empolgantes e estimulantes, o mais lindo nesse livro não são os acontecimentos em si mesmos. O mais notável nesse precioso livro é, sobretudo, a revelação do poder, da soberania, da vontade e da providência de Deus sobre homens e reinos para movê-los em favor do Seu povo. Quando o Senhor quer cumprir a sua vontade e realizar o seu propósito, Ele move qualquer coisa e a faz estar inteiramente a serviço de Sua soberana vontade.
E visualizando essas lições supramencionadas, me proponho neste singelo artigo a trazer aos diletos e generosos leitores o foco sobre a rainha persa Vasti. Talvez, e seja muito possível que a maioria de nós tenha a atenção atraída em primeira mão para os livramentos concedidos a Mardoqueu, aos atos de justiça impostos sobre Hamã e os detalhes que culminaram nas vitórias concedidas pelo Senhor a Ester e ao povo judeu daquela época.
Todos esses detalhes são riquíssimos e sobremodo importantes e empolgantes, porém neste artigo preciso lhes trazer um pouco mais de perto ao terreno de Vasti, porquanto as lições da vida de Vasti podem lhe despertar a visão sobre acontecimentos até então não lhe bem compreendidos, não lhe satisfatoriamente aceitos.
Começo por lhe dizer que a rainha Vasti, enquanto no poder e no convívio do palácio persa, foi a rainha mais poderosa do Oriente Médio. Vasti exerceu autoridade e influência no reino durante os seus dias na co-regência do trono persa com o seu esposo rei, e mesmo depois de estando fora dele, ainda de certa forma durante o reinado de seu filho em poder daquele trono.
O nome de Vasti é originado do antigo persa, romanizado na escrita para Washiti, e possui o significado de “a mais doce”, “a mais excelente”. O nome estava intrinsecamente representado na formosura de sua pessoa e na beleza incomum de sua presença. A bela e linda pessoa de Vasti estava identificada, conferida e estampada no seu nome. Olhar para a beleza exterior de Vasti era enxergar a sua força de caráter e a sua firmeza de convicções residentes no seu interior. Valores interiores que lamentavelmente faltam em muita gente de nosso tempo.
Mas assim como para todos os homens, tanto o poder é transitório e possui restrições como os fatores humanos são limitados e passageiros, os de Vasti também foram. Apesar da fragilidade do seu poder, havia nela a manutenção de valores interiores que podem e devem ser cultivados por todo aquele que não se dobra a vontades desgovernadas, a ditames desmedidos e desmandos irrefletidos, com a cara de “cortesia conveniente e respeitosa à oficialidade do sombrio bom senso”.
As lições da vida de Vasti muito ferem aqueles que se vendem, se trocam, se auto-desvalorizam e se barganham em troca de favores, de titulações e de posições humanas transitórias e passageiras. As lições da vida de Vasti chocam diretamente contra aqueles que, a fim de se manterem no poder, na moda e na mídia, transgridem contra si mesmos, contra o auto-senso judicioso e contra as suas integridades moral e espiritual.
Chocam contra aqueles que mudam de carapaça, matizam e trocam de cores. Enfim, se submetem a fazerem qualquer coisa com o fim de serem mantidos no visual da popularidade e de um trono do poder. Aqui na Terra tudo isso é visto por um olhar conceitual e avalista, mas realmente não sabemos como é enxergado pelo olhar esquadrinhador no Céu.
Tudo começou a vir a lume quando o monarca persa promoveu um banquete no seu suntuoso palácio para os seus cordatos convivas. Havia dois ambientes separados e destinados cada um para um público confraternizar-se, como era o costume daqueles idos de então no mundo persa. Num ambiente concentravam-se os homens e no outro afastado dos olhos deles confraternizavam-se reunidas as mulheres.
Em meio a toda alegria e excitação do ambiente, movidas pela força da embriaguez do vinho, o rei Assuero no último dia da festa queria e mandou que a sua esposa, a rainha Vasti, fosse trazida do seu ambiente para desfilar mostrando a sua beleza e formosura diante da reunião seleta de ébrios congregados. Na passagem bíblica, o verbo “mostrar” traduz a palavra rā’āh no texto original hebraico, e possui um dos significados de “fazer desfrutar com os olhos”.
Aquele monarca estava acostumado a ter o que queria e terminou por receber o que não esperava. O nome Assuero era originado do antigo persa, cuja escrita romanizada é ‘ªhashwẽrôsh e significa “rei venerável”. Um venerável incorrendo no risco de se fazer desprezível.
Movido pela euforia da embriaguez e pelo seu capricho pessoal, o rei Assuero recebeu a inesperada recusa da sua esposa rainha Vasti em não ceder a se permitir a aquele seu capricho. Assuero se viu de brios tocados e humilhados. E furioso e indignado, o rei levantou-se diante dos comensais confraternos para resolver um novo problema que se instalara a partir dali afetando a família, o ambiente do lar, o ambiente da realeza e a sua representação social e política.
Para ele e seus convivas chocados, o quadro indicava nas suas óticas e pareceres um problema misto de quebra de autoridade, desrespeito conjugal, desprezo para com os convidados. Segundo os olhos humanos e costumes, o prevalecimento da recusa foi considerado como audacioso descumprimento ao mandado de um rei, ofensa, e o juízo sobre a rainha aparentemente audaz foi sugerido por um conselho como resposta à sua atitude de insolência. O que os maiorais temiam eram os futuros posicionamentos das mulheres perante aos caprichos desmandados e descabidos de seus maridos.
Para ela e suas convivas no outro ambiente, a iniciativa do rei seu marido foi um ato conflitante, desastroso e impensado. O rei fez uma exigência incomum. Ele queria expor a rainha, sua própria esposa, por um capricho pessoal inapropriadamente. Foi um ato impróprio, pois que feria as mulheres e também era incompatível à posição de uma rainha. A perda de sensos no mau emprego do exercício de poder muitas vezes expõe à execração vergonhosa e acarreta prejuízos desastrosos.
A quebra daquele ato impróprio e impensado do soberano monarca Assuero deu o início visível exteriorizado do agir de Deus. Nesse caso, a quebra começou pela atitude-resposta de Vasti ao mandado imprudente do rei. A posição de Vasti conferia exemplo e influência sobre todas as mulheres do reino, e sua atitude poderia de certa forma se tornar um guia para outras.
Para quem ocupa posição notável e influente é preciso refletir nos seus exemplos formadores de opiniões nos outros. Para que a vontade de Deus venha ser realizada, os acontecimentos vão sendo desencadeados e se mostrando, independente do conceito ou juízo que façamos sobre eles.
Na força da embriaguez e debaixo da euforia do banquete, o rei estava pondo em risco a honra dele, invadindo a integridade moral da esposa e promovendo escárnio do seu reino, assim como possibilitando e viabilizando um desrespeito insultuoso que iria se tornar publicamente notório. Além disso, mandou servos domésticos comuns trazer escoltada a rainha. O que era impróprio e incidia com isso em rotulá-la como um objeto comum de prêmio como mostra para exposição.
O rei embriagado quis quebrar protocolos, fazendo abuso insanamente de sua autoridade para agradar a outros expondo sua própria esposa como se faz com um troféu. Terminou por ser colocado em situação difícil e desagradável por seu comportamento desequilibrado. A influência eufórica do ambiente do rei lhe sacou do tino e da capacidade de pesar e medir as conseqüências do seu ato.
A atitude da rainha Vasti em resposta ao querer imprudente do rei muito pode ensinar e muito pode revelar a ação de Deus. Vasti com sua resposta demonstrou e deixou claro que sua força de caráter e sua firmeza de convicções independiam de posição e de poder, assim como tinham um valor a ser zelado primeiro por ela e que sua atitude de submissão possuía limitações. Esse poder e exercício de percepção estão faltando em muita gente hoje.
Quer fosse para mostrar sua auto-afirmação diante das suas convidadas, quer fosse para fazer valer os seus valores morais, ela foi mais autêntica, sóbria, lúcida, leal, legítima e prudente do que o seu próprio marido rei. Exercício de poder e consciência do senso de valores são dois fatores distintos, mas quando unidos em ação conjunta revelam virtudes extraordinariamente louváveis. É preciso ser próprio para não se tornar vulgar e impróprio.
A atitude de Vasti recebeu o conceito e o parecer de desprezo e acarretou indignação. Fazendo o que lhe pareceu por correto e ético, e preservando a sua moral e de seu esposo e lar, Vasti sofreu perdas enquanto Deus estava com isso trabalhando no silêncio. Deus honrou e valorizou a individualidade da pessoa de Vasti ao mesmo tempo em que estava preparando o caminho para levantar Ester. É preciso saber ser próprio para não terminar por se tornar em objeto de joguete. Vasti foi própria e autêntica.
Deus valorizou Vasti e recompensou o seu reino provendo sobre ela uma outra rainha tão linda e tão nobre, forte e firme quanto era Vasti. Vasti não perdeu o seu lugar no trono para outra mulher qualquer. A mais doce, a mais linda, desceu do trono para a estrela nele subir e ocupá-lo dentro da vontade e da provisão de Deus. Perde-se a posição e o trono, mas não se deixa cair o valor, a integridade e as convicções pessoais. Existem valores que jamais se deve trocar e há virtude que nunca podemos deixar de apresentá-la.
Vasti foi banida da presença real para sempre, tendo como a causa principal a de recusar-se a se apresentar como um objeto bibelô para satisfazer as vistas dos olhos cobiçosos dos amigos ébrios de seu marido. As controvérsias geradas pela atitude de Vasti fizeram que ela fosse deposta da posição e do trono. O conflito gerado a partir da atitude de Vasti deu lugar e oportunidade para Ester subir ao trono tempos depois da crise instalada na família e no palácio do rei Assuero.
Apesar da força de caráter e da firmeza de convicções de Vasti serem merecedores de nossas admirações, percebemos o agir e o mover da mão do Senhor nosso Deus mostrando o Seu poder e soberana vontade sobre os homens e reinos. Quanto vale o seu caráter e até onde vai a firmeza de suas convicções? Quem se vende, se troca e se barganha hoje, pode sofrer sérias conseqüências como desonras amanhã. O que lhe vale mais? A posição, o poder, que transitam em cursos incertos e não-garantidos, ou as integridades moral e espiritual? Que vale mais, a sua roupa transitória, ou o seu corpo permanente?
Alguém pode estar crente e convencido de que esteja fazendo o certo contra alguém ou em favor de algo, sem saber que suas visão, vontades e decisões estão sendo lideradas por Deus providencialmente para canalizar bênçãos e promover favores a alguém, a algum ambiente, a algum lar. O Senhor Deus opera tanto o querer como o efetuar.
Assim sendo, devemos lembrar que os propósitos do Senhor nosso Deus são mais altos que o nosso entendimento e por esta causa transcendem toda e qualquer decisão humana. Da mesma forma precisamos lembrar que nossa força de caráter e nossa firmeza de convicções possuem um elevado valor e para mantê-los podemos pagar um alto preço pelo seu imensurável custo.
Precisamos, outrossim, aprender que toda coisa debaixo do Céu é movível, é transitória, é mutável e passageira. Jamais se estribe na auto-confiança colocada nas coisas vistas pelos olhos. Nunca se permita ser iludido ou sofrer o engano, acreditando equivocadamente que suas vontades e decisões são soltas e isoladas em si mesmas.
Independentemente do nosso juízo, qualquer que seja ele sobre o que for, existem situações criadas por Deus, alocadas no seu tempo para dentro de nossa cronologia, e movidas dentro dos Seus propósitos, para especificamente abaterem uns enquanto levantam outros a fim de que a vontade soberana de Deus seja cumprida.
Não tentemos, não subestimemos o Senhor Deus, pois tudo está em Suas potentes mãos para fazer o que Lhe apraz e quando Ele quer. Importa não perdermos os nossos sensos sobre os nossos valores individuais segundo a Palavra de Deus. E se porventura algum infortúnio tenha tocado os valores pessoais do caro leitor, não se abata, não perca o rumo, retorne para ele, fazendo valer a sua força de caráter e a sua firmeza de convicções pessoais com vistas nos princípios ensinados na Palavra de Deus.
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domingo, 4 de setembro de 2011
NÃO DESVALORIZE A INTEGRIDADE.
NÃO DESVALORIZE A INTEGRIDADE.
Perigos da falta de integridade.
Faz alguns anos que o nobre e respeitado Rev. Warren Wiersbe escreveu um elenco de artigos temáticos que consubstanciaram o grande e forte alerta publicado no seu livro “A Crise de Integridade”. É um livro interessante e despertador. Recomendo a todos os bons corações tementes a Deus esse rico tesouro traduzido e publicado no Brasil pela eficiente e renomada Editora Vida.
Num tempo em que paira uma tenebrosa nuvem de descasos, desrespeitos, descrenças e descréditos fomentados pelos desastrosos excessos e alimentados por atitudes isoladas, perdidas em suas visões e desequilibradas dos lastros do comprometimento com o Senhor Deus, com a Sua Palavra e com o Seu povo, há um grande clamor que cobra e exige a presença de integridade para com Deus.
Corações divididos no santuário é sinal de incompletude e ingratidão. Não basta ser e fazer apenas o que se pode sobre o que o Senhor Deus aprova, é preciso buscar sempre ser e realizar o que se deve sem perder o norte da integridade para com Ele. Íntimos divididos provocam resultados duvidosos e movediços.
Integridade é um polissílabo que lamentavelmente veio a ser desprezado por muitos, e infelizmente menos apreciado por todos. É uma palavra extraordinária que deveria inspirar a todos, porém seu brilho tem apenas alcançado alguns e devidamente compreendido pela sensibilidade de poucos. Integridade é uma palavra que se mantém distante da sua oposta, a parcialidade. Mas admite as suas afetivas, a misericórdia, a sinceridade e a tolerância até certo ponto judiciosamente aceitável.
Houve um tempo em que integridade era uma palavra mais amiga, louvável e elogiosa, incentivadora e cativante, todavia parece que ao passar dos anos ela se tornou friamente ingrata e constrangedoramente inquietante em muitos corações e a muitas pessoas. Muitos gostariam de descolori-la, silenciá-la e até bani-la, posto que para eles ela denote uma ferrenha e vívida cobrança monitoradora.
Muitos têm forçado a má interpretação do verbete “integridade”. Formas incoerentes e pensamentos equivocados têm contribuído para isso. Por outro lado, alguns dizem que se trata de uma virtude inalcançável, de um valor abstrato, impraticável, utópico e inatingível. Ademais, integridade parece ter fugido da prática em alguns setores da vida e sido canalizada para qualificar especificamente apenas bens físicos e termos escritos.
Segundo os bons dicionários da língua portuguesa, integridade significa uma virtude ou qualidade do que é reto, íntegro, completo, inteiro, perfeito, incorruptível, honesto, de bom caráter, pleno, imparcial. Integridade está nítida e claramente exposta nos dicionários, entretanto encontra-se ocultamente despaginada, escondida, obscurecida e arrefecida no coração de muitos.
As pesquisas por verbetes já falam por si mesmas em revelar que a busca pela palavra-chave integridade é numericamente inferior em relação a outras que são aquecidamente paginadas pelo triste fulgor da frivolidade, pela volumosa supervalorização da futilidade e pelos enfeites dos cardos da leviandade. Desligar-se da integridade e plugar-se na parcialidade é o triste caminho prenunciado e pontilhado de infortúnios e dissabores.
Houve um tempo em que integridade foi mais usual e mais acolhida. Foi uma palavra adorável e oferecia marca e garantia de confiabilidade. Integridade admite margens de tolerância e não se configura como símbolo de inflexibilidade. Integridade é um valor qualitativo que se adquire e se mantém com os altos custos de sacrifícios pessoais na firme e decidida vontade legítima de errar menos e acertar mais.
Sem integridade, dificilmente alguma estrutura se dispõe e se mantém de pé e respeitada por muito tempo. Qualquer esforço desfocado e descasado da integridade, por mais brilhante, arrojado e inteligente que seja, se torna em projetos e empreendimentos da artificialidade. E tão logo lhe cheguem as crises e tempestades, logo lhe bate à porta os primeiros toques anunciadores do descrédito e da rejeição.
E como exemplo, na Escritura Sagrada estão registrados alguns nomes e narrativas em torno deles que muito bem expressam os grandes perigos da falta de integridade para com Deus e suas sérias conseqüências. A considerável ausência dessa integridade leva ao caos, promove o desrespeito, sugere o descrédito, descarrega na rejeição e confina ao desprezo e aos prejuízos.
Dentre esses nomes está o de Amazias, rei de Judá, em Jerusalém, filho do rei Joás. 2 Crônicas 25. Amazias reinou por cerca de quase trinta anos, e seu nome significa “O Senhor Fortalece”, ou pode também ser traduzido para “O Senhor é poderoso”, ou ainda para “Fortaleza do Senhor”. Apesar do brilho de seu nome, Amazias deixou de tê-lo feito valer em sua vida por haver coxeado na integridade.
A vida do rei Amazias tem muito a nos ensinar quanto aos perigos conseqüentes da falta de integridade para com o Senhor Deus. Ele poderia ter sido um bom referencial, mas sua vida foi marcada pela falta de integridade, que mais tarde lhe trouxe tristes e desalentadores infortúnios e desgraça. Seus crassos erros partiram exatamente dessa falta de integridade.
Tudo em Amazias parece nos dizer que ele pode ter sido política e militarmente um bom rei bem sucedido, mas por causa de haver permanecido persistente na sua ausência de integridade para com Deus, não chegou a ser um referencial em espiritualidade e o histórico conclusivo de suas ações recebeu o desfecho “E fez o que era reto aos olhos do Senhor, porém não com o coração inteiro.” 2Cr 25.2
A primeira frase dessa declaração poderia ter sido louvável na sua totalidade se não estivesse existido o dissabor e a incompletude expressos a partir do “porém” na segunda frase complementar coordenada adversativa. Entretanto, foi exatamente a segunda frase a partir desse “porém” que nos deixa explicado a causa de seus infortúnios – a falta de integridade de Amazias para com o Senhor Deus.
Uma vida com ausência de integridade para com Deus é assemelhada a um barco com pouca estabilidade navegando sem salva-vidas em meio a densas e altas vagas do mar. Por mais inteligente e capaz que seja o seu comandante e mais hábil, destemido e adestrado seja o seu timoneiro, a presença da insegurança e a força do desgoverno se fazem real a cada nó da derrota e a cada vista do horizonte à sua proa.
Amazias foi do tipo de pessoa que, além de se fazer insensível à voz do Senhor Deus, prepotente e arrogante, carrega consigo a feia marca de não conseguir realizar alguma coisa completa. Amazias foi do tipo de pessoa que faz e vive as coisas pela metade, escolhe viver sempre no meio-termo, “em cima do muro”, pende para o lado que estiver visualmente bem e popularmente aceitável. Enfim, Amazias foi um exemplo de superficialidade e de incerteza nas suas convicções e atos. A falta de integridade para com o Senhor levou-lhe à derrocada fatal.
Seu pai, o rei Joás, serviu bem apenas enquanto o seu grande conselheiro Joiada viveu. Mas depois se tornou um péssimo exemplo de espiritualidade após a morte daquele sacerdote que lhe serviu como um bom conselheiro da parte do Senhor Deus. Como os muitos inseguros coxeantes escolhem, seu pai decidiu viver uma vida de “camaleão” – mudando de cor conforme o ambiente que se encontrava -. Seu pai conformou o seu caráter e sua personalidade de acordo com as ambiências e as conveniências interessantes a si próprio -. Isso lhe custou a própria vida.
Amazias foi um fruto que exalou bom cheiro, mas por sua inconsistência e incontinência caiu do galho precocemente. Amazias tinha tudo para realizar uma jornada promissora, porém sua incompletude e parcialidade lhe ofuscaram o seu sucesso. Apesar de haver obtido algum sucesso, sua vida não foi longe, e foi mesclada de idolatria, traição, intrigas, desconfianças, inseguranças e mortes. Amazias foi contaminado pelo forte medo da traição e movido pelo espírito inquieto e interesseiro.
Amazias começou o seu reinado debaixo de uma péssima herança deixada pelo rei seu pai – crises e desânimos entre o seu povo -. Amazias teve os ventos a seu favor para poder ter mudado completamente a situação do seu reinado, todavia a sua arrogância insensível, as suas más inspirações e a sua precipitação imprudente, pautadas na ausência de integridade para com o Senhor falaram mais alto e o fizeram vitimado juntamente com o seu povo.
Numa atitude revanchista com a máscara de precaução e segurança pessoal, depois que conseguiu se estabelecer no poder, matou os servos que mataram o seu pai Joás. Amazias executou o seu juízo vingativo de certa forma desconsiderando causas, efeitos e pessoas.
Para o seu povo, seu pai Joás foi alguém que com suas atitudes e desmandos fez ofensas contra o altar, contra o Senhor e contra o seu povo. Na verdade, o pai de Amazias colheu do fruto do plantio da sua semeadura. Seus atos motivaram a conspiração contra si movida por outros.
Amazias foi do tipo de pessoa que tenta manter uma vida de aparências. Ele manteve uma vida mostrando a todos um interesse em Deus. Mas foi um interesse irreal, enganador, ilusionista. Amazias fez como lamentavelmente muitos ainda hoje fazem – uma demonstração falsa de um interesse inexistente -. E tudo indica que coisa alguma fez para sair e mudar esse quadro.
Aquela foi uma demonstração hipócrita e fingida de um interesse pelas coisas do Senhor Deus e do Seu santo templo, sem de fato estar com a inteireza do íntimo voltado para ele. Essa demonstração consiste numa máscara de falsa humildade escondida por trás de uma aparência de respeito sincero e verdadeiro para com Deus.
Amazias passou parte de sua vida nutrindo suspeitas e respirando maquiação. Num ambiente que contrariava a vida religiosa e cultural do seu povo, debaixo da falta de integridade e da desconfiança vivia Amazias. Olhar para a vida de Amazias é enxergar um coração cheio de boas intenções aplicadas de maneira errada e controversa, assim como descasada da vontade do Senhor Deus. Seus esforços não sobressaíram à sua falta de integridade para com Deus.
Uma vez com o coração dividido, se fez inconsistente. Quando o coração é tomado pela divisão, os frutos desse momento lhe brotam dúbios, dúplices, inconsistentes e duvidosos de sua integridade. O coração de Amazias não possuía o patamar consistente que desse suporte à integridade para com Deus. E assim acontece com qualquer pessoa que queira viver obedecendo ao Senhor com um coração dividido e sentimentos parciais. Tentar servir a Deus sem o coração inteiro é sinônimo de perdas e prejuízos.
O Senhor é o Deus que não aceita serviços e adoração de corações divididos, de motivações duplas, pluralistas, compartilhados com inclinação a deuses estranhos, de qualquer tipo e gênero que sejam. Não há como se dividir em servir a dois senhorios. E o nosso Deus exige fidelidade e completude de íntimo – esse é um dos lados humanos operadores parceiros e comprobatórios da conversão -. Faltou integridade de coração em Amazias, e por esta causa os perigos conseqüentes lhe rondaram até tragarem sua vida pela morte, assim como foi com a de seu pai.
A falta de integridade levou Amazias a ofender ao Senhor Deus, ao aceitar e acolher os deuses edomitas em seu reinado. Amazias foi o responsável pela introdução da idolatria edomita nos termos da cidade santa. O troféu comprovante de sua vitória na batalha ele trouxe como despojo para exibir a sua superioridade, e esse acabou por ser o pivô de sua própria derrota e infortúnios. Aquilo que Amazias subjugou no passado, veio a ser adorado por ele depois. As primeiras gotas da ausência de integridade podem se avolumar e virem a formar um caudaloso rio de águas turvas e traiçoeiras.
Por causa daquela ofensa, e de não ter dado ouvido à voz de alerta do Senhor Deus através do profeta, Amazias foi entregue pelo Senhor Deus nas mãos do rei de Israel, Jeoás, filho de Jeoacaz, e foi feito escravo deste. Aquela ofensa foi a causa primária, e mais tarde lhe brotou a secundária – desfecho arrogante e afoito de um insensato e presunçoso desafio inconseqüente contra aquele monarca -. O seu falso senso de segurança e sua arrogância cegaram-lhe o entendimento e o deixou não perceber qual era a sua real situação desamparada diante de Deus.
O fim dos anos de Amazias foi frustrante, em vista dos frutos de sua falta de integridade. Amazias teve a péssima experiência de haver visto o templo do Senhor Deus ser violado, desrespeitado e saqueado. Experimentou a amarga situação de ter visto também o enfraquecimento e desmantelamento das defesas do seu povo até o ponto de este ser capturado.
Amazias se tornou alvo da impopularidade. A partir do momento em que deixou de seguir o conselho do Senhor, se fez motivo de infortúnios para si e para o seu povo, até que foi feito alvo de perseguição e conspiração pelos que lhe serviram como oficiais. O que havia ocorrido com o seu pai, lhe veio também tocar à sua história de derrotas no comando. Aquilo que Amazias não queria foi o que lhe ocorreu, exatamente por sua ausência de integridade para com o Senhor Deus.
Dessa forma, notamos que apesar de haver feito o que o Senhor aprova, lhe faltou integridade, e Amazias foi assolado por perigos conseqüentes dessa falta. A história de experiências de todo aquele que insiste nos seus erros e desacertos e persiste em não levar o Senhor Deus a sério e não O considerar, geralmente pode ter suas bases abaladas por sérios desgastes e infortúnios iniciados e desencadeados a partir de algum setor e área de sua vida.
O pior e desalentador é ver que da parte de Amazias não é encontrado registro de uma iniciativa de clamor, de arrependimento, ou um passo de concerto e recomeço esperançoso, converso e confiante na misericórdia de Deus. Amazias insistiu em viver com o coração dividido e assim terminou os seus dias.
Amazias fez “vistas grossas” e deixou tudo correr frouxo em pontos que ele não devia ter aberto mão. “O Senhor Deus é bom, e a Sua benignidade dura para sempre”. “O Senhor é bom e conhece a todos os que nEle confiam”. Diz a Palavra de Deus. Existem pontos e valores relacionados ao Senhor e Suas coisas sagradas aos quais jamais devemos desprezar.
Que nenhum de nós deixemos de considerar o Senhor e nos humilharmos diante dEle, e jamais voltemos às costas para Ele e O desprezemos. Que nenhum de nós se faça arrogante e insensível ao que o Senhor Deus aprova, a ponto de virmos a ser tidos por insípidos e reprovados, assim como de não sermos colhidos e vitimados pelos nossos próprios atos atropeladores.
Que nenhum de nós venha a cair na falsa confiança e na presunção fundamentadas em algum sucesso que tenhamos obtido e em algum favor que prestemos ao povo de Deus em busca de popularidade. A tônica maior recai em valorizarmos a integridade e nesta persistir.
Que nenhum de nós venha perder o foco da palavra integridade, assim como do alto valor do seu significado. Que qualquer um de nós venha a cada dia e em cada passo, deixando para trás as coisas que ficam, consertando suas veredas e prosseguindo constantes e de inteiro ânimo para o alvo proposto pelo prêmio da soberana vocação de Deus que há em Cristo Jesus , servindo e seguindo ao Senhor em busca de agradar a Deus fazendo o que Ele aprova.
Que cada um bom coração comprometido com a sua própria integridade para com o Senhor Deus e com a da Sua obra venha continuamente realizar com o coração inteiro o que o Senhor Deus aprova e espera de nós. Que a busca persistente de integridade seja a indicação de rumo e o nosso norte.
NÃO DESVALORIZE A INTEGRIDADE.
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