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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
OS CAMINHOS DO REI SAUL.
O REI SAUL:
Caminhos que destronam uma vida.
As aparências podem enganar, e nem sempre a primeira impressão é
a que realmente fica. Aparências excepcionais podem prender a atenção de
qualquer um à primeira vista. Existem vidas que possuem os requisitos que
apontam para uma jornada promissora e bem-sucedida em função de suas aparências.
Entretanto, ao longo de seu caminhar concorrem tragicamente para um final de
derrotas sobre derrotas por contas das mazelas produzidas pelo seu caráter no desvio de sua conduta.
O rei Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim, o primeiro rei
de Israel, foi uma dessas pessoas. Seu nome do hebraico bíblico significa
“Pedido de Deus”. No Livro de Deus, a maior parte do Primeiro Livro do Profeta
Samuel é ocupada com a história do rei Saul. O benjamita Saul, de físico exuberante
e majestático, mas de caráter atrofiado e patético. Começou bem, contudo se perdeu no seu orgulho arrogante e terminou em passos errantes e desastrosos.
Como tantas pessoas, Saul teve um início de vida pública
sobremaneira aplaudido e prestigiado, contudo
infelizmente aportou num fim desastrado. Saul teve o privilégio dado por
Deus e a oportunidade histórica de haver sido o primeiro monarca sobre um povo
que nunca havia experimentado um governo de rei antes dele. O povo israelita
experimentou a liderança periodicamente interventora e transitória através de
juízes, mas a autoridade de rei foi a sua primeira experiência, e esta através
do jovem capitão Saul.
Antes de Saul, o povo israelita ainda não era definido como uma
nação, e somente passou a sê-lo com o marco da chegada de Saul. Até então o
povo israelita era de várias tribos ligadas étnica e culturalmente sob a
aliança teocrática. Saul teve um privilégio incomum. Porém se perdeu e o jogou
fora a cada passo que palmilhou em repetidos erros que configuraram em
desobediência diretamente contra Deus. Muita gente hoje cai nos caminhos de
Saul, quer conscientes ou levadas inconscientemente, quer intencional ou
influenciadas involuntariamente.
As credenciais externas de Saul não demonstravam o conteúdo
interior do seu caráter. Apesar de estar ocupando uma posição majestosa, o caráter
de Saul estava entronizado por um leque de males que somente depois começaram a
vir à tona. Decisões egoístas abriram o começo de seus erros sucessivos. Os
caminhos de Saul eram opostos aos esperados de suas credenciais externas.
Olhando o perfil psicológico de Saul, notamos que alguns males
foram lhe atingindo em conseqüência de seus erros. Saul é o retrato das pessoas
errantes contumazes que achando-se em superioridade e detentoras de autoridade,
acreditam que poderiam fazer a tolice do que bem lhes venha à cabeça. Denegriu
a nobreza da posição lhe confiada por Deus. Menosprezou a Deus e subestimou a
unção lhe concedida e o profeta e sacerdote que testemunhou a sua ilustre
designação e ascensão a assentar-se no primeiro trono de rei da sua nação.
O recalque tomou de assalto o seu coração. Saul era um rei, mas
a sua insegurança assumiu o governo do seu coração. Uma pessoa recalcada sente-se
ameaçada ao tirar conclusões equivocadas, fundamentadas em suposições de ameaça
contra si mesma ou contra os seus valores, ou contra o que julga defender. Saul
fora uma dessas pessoas recalcadas. O recalque é uma arma cujo tiro sempre sai pela culatra contra a própria pessoa recalcada. Um dos sintomas do recalque é o medo seguido do revanchismo.
Nem sempre pessoas recalcadas exteriorizam seus recalques
verbalmente, contudo publicam declaração deles através do desferir atos que
configuram esquivas, medos e invejas não-confessadas pela fala, mas
corroboradas através de suas ações. O recalque é um dos mecanismos de defesa da
personalidade acionado por pessoas que declaram se sentir supostamente ameaçadas,
mesmo sem falarem através da voz. A aparência e a superioridade de Saul não
foram capazes de ocultar o seu recalque.
O revanchismo em forma de represália foi outro mal que sufocou o
seu coração. Apesar de estar na posição de rei, cujos poderes estavam a seu
dispor para usá-los, Saul preferiu lançar mão do revanchismo usando a
represália. A represália é uma forma de vingança, uma retaliação, uma desforra
com atos rigorosamente ilícitos contra outrem por danos reais ou imaginários
que supostamente foram lhe causados. O revanchismo, a represália e a retaliação são as formas covardes que revelam os danos de um caráter doentio ou inferiorizado. São atos de covardia difíceis de serem reparados e perdoados com os devidos tratamentos.
Movido pelo ressentimento alimentado pela inveja, o medo e o
recalque contra o sucesso alheio, Saul foi descendo degrau a degrau sem se
aperceber de si mesmo e sem notar a desonra que estava trazendo a recair sobre si e sua casa. Olhando pelo prisma humano, se nota que o rei Saul
perdeu a grande oportunidade de ter um valoroso e corajoso capitão Davi no seu
exército por pelo menos alguns anos e deixar o seu trono com honras e méritos
prestigiados por uma nação o tendo como o seu primeiro rei na sua história.
Pessoas com visão borrada como Saul perdem grandes oportunidades de dar a volta
por cima e gozar de bênçãos e benesses conquistadas por si e por seus pares a sua
volta que na verdade as honram e coroam a si mesmas com resultados meritórios.
A retaliação é uma forma de aplicação da pena conhecida como
pena de talião. A aparência e a superioridade de Saul não tiveram o poder de
esconder as suas ações de revanchismo e represália embutidas no seu caráter. Lamentavelmente
não poucas gentes esquecem ou fingem esquecer da triste surpresa de se
depararem no juízo com os castigos irrevogáveis impostos sobre suas ações de
“santas” represálias, “santas” retaliações e “santos” revanchismos, levadas a
cabo contra os seus conservos até o final de seus dias de lucidez mental.
Usurpação de cargo e auto arvoramento de posição se constituíram
no primeiro pecado cometido lúcida e intencionalmente por Saul. Deus lhe
confiou o honroso cargo de monarca, mas Saul em dado momento arvorou a posição como de
um sacerdote. Atropelar e açoitar outros usando o poder conferido e confiado a si é um ato insano que pode terminar numa noite após uma sentença escrita na parede durante um lindo banquete. Nem todas as pessoas sabem de fato lidar com o poder que lhe está
disponível ou acessível às mãos. No afã de que estão em cargo ou posição de eminência,
elas premeditam o cometimento de males e atos covardes contra outras, constrangem pessoas,
arquitetam ou concorrem para a vergonha de outrem, atropelam os seus pares,
desconsideram históricos e legados e promovem o detrimento da honra alheia, a fim de forçarem impor sustentação ao seu poder.
Interesse e visão preferentes foram o segundo pecado cometido
por Saul. Deus o ordenou a destruir todo um povo abominável, todavia o rei Saul
aplicou o interesse e visão preferentes por si mesmo, alheio e contrário ao que
Deus lhe mandou fazer. Quantas pessoas em posição de superioridade encontram,
ou copiam ou criam jeitos preferentes para fazer valer a sua plataforma de
poder. Preferem seguir seus interesse e visão preferentes do que de fato e em
verdade preferirem dar ouvidos ao Senhor Deus nas responsabilidades assumidas e
na prática da Palavra de Deus para com o seu papel.
Perda de equilíbrio espiritual foi o terceiro pecado cometido
por Saul. Numa sucessão de pecados e envolto num lençol de males, o rei Saul
fora seguindo astuciosamente seus próprios pensamentos até perder o seu
equilíbrio espiritual. Consultou a feitiçaria, quando sabia que Deus abomina
veementemente essa prática. Quantas pessoas em posição de superioridade, de
tantos males que praticam, se desequilibram espiritualmente e optam por darem
ouvidos a falas estranhas, movidas por espíritos enganadores em bocas
“poderosas”, do que seguirem os conselhos instruídos pela Palavra de Deus.
De tanto ofender ao Senhor, maquinar premeditadamente o mal,
buscar prejudicar ao jovem Davi e dar ouvidos a espírito estranho, o rei Saul
já não podia mais contar com a unção que recebera na sua investidura de
autoridade monarca e nem com o Espírito de Deus que no princípio esteve sobre
ele. Quantas pessoas em posição de superioridade fracassam os pontos de suas
vidas e perdem seu equilíbrio espiritual, em razão de sua persistência contumaz
em ações ofensoras, ou em males culposos ou dolosos, ou em cometimento de erros
prejudiciais à vida de outrem.
As cadeias do recalque, os planos do revanchismo, o verdugo da
retaliação e da vingança, o algoz da represália e o cativeiro dos ressentimentos
estão regendo, algemando e aprisionando não poucas almas da casa do Pai. Nestes
dias do tempo do fim, quando todas as coisas estão convergindo para a tarefa
final do anúncio do Evangelho da graça de Deus, é impressionante como aqui e
ali a cada passo ainda surgem gentes como o rei Saul. Tentando se projetar pelas
boas aparências, confiar e se estribar em posição e status, entretanto de
caráter amante dos caminhos de Saul, propondo, fustigando e fomentando
malefícios tolos e inconseqüentes, que podem lhe custar perdas, desonras e escombros.
PbGS
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
BREVE PALAVRA AOS PRESBÍTEROS.
AOS QUE SÃO PRESBÍTEROS.
É preciso SER e jamais apenas ESTAR.
Uma breve palavra especial aos presbíteros que são PRESBÍTEROS. As expressões entre aspas (“”) se referem apenas a pseudos.
Não tem sido segredo, ou desconhecido, ou ignorado. E a velocidade das comunicações empregando todos os meios está em amplo espectro rasgando os ares, refletindo nas linhas telefônicas, irradiando nas antenas e cruzando os continentes publicamente, dando contas de não poucos acontecimentos envolvendo “ministros evangélicos”, mormente os “pastores”.
Um lamentável sinal com um ponto despertador das atenções focando sobre a forte cobrança de perfil, de performance, de cuidados, de decisões e de ética sobre aqueles que verdadeiramente são ministros do Evangelho e pastores. Como tudo possui e mostra as suas razões de ser, assim também possivelmente essas atenções, e certamente acenderão luzes e farão com que conhecidas discrepâncias comportamentais sejam corrigidas e gritantes desajustes sejam eliminados.
Com diferentes objetivos, os olhos mais habilidosos, astutos e blasfemadores do mundo estão postos e diretivos também sobre os ministros evangélicos e pastores, cujos ofícios são nobres e excelentes e cujas condutas devem ser honrosas. Esses olhos não pairam propriamente sobre os obreiros oficiais menores das igrejas evangélicas simplesmente, cujas limitações funcionais destes, por natureza, também lhes mantêm restritos, afastados, isolados e livres de acessos e de participações em autonomias de procedimentos. Esses olhares têm uma linguagem sutil e oferecem fios iluminados de cobranças.
Por um lado, aparece neles uma chamada e por outro surge uma fustigação influente pelos teores que são trazidos a lume. Ainda enquanto é dia, seria melhor que alguns “ministros” e “pastores” deixassem o pedestal e descessem os degraus e se voltassem ao primeiro amor primitivo e aos princípios, ENQUANTO PODEM e o TEMPO ESTÁ SENDO FAVORÁVEL A RETOMADAS. A noite vem...
Apesar de sabermos que nem todos envolvidos nesses acontecimentos são de fato ministros evangélicos e muito menos realmente pastores, é momento dos presbíteros que verdadeiramente são PRESBÍTEROS redobrarem e concentrarem os cuidados sobre si mesmos, sobre as coisas que lhes dizem respeito, sobre a doutrina e sobre os rebanhos. Enfim, manterem o seu sal temperador, digno e consistente.
A vergonha, a depreciação e o desmerecimento abriram suas portas para acolher e apadrinhar algumas figuras que transitam nos corredores das más notícias da mídia como portadoras de títulos e credenciais de “ministro evangélico” e de “pastor”. De alguns anos para cá, parece ter aumentado essa safra inescrupulosa e teatral. Nos nossos dias de desempregos e de desenfreados anseios almejantes, parece também haver aumentado o volume dos artistas faladores nos púlpitos evangélicos.
Perfis enganosos e ações ilusionistas tentam desmerecer a honra do sagrado ministério cristão. Mentes e mentalidades desvinculadas da verdade e dos propósitos tradicionais e correntes no sagrado ministério cristão. Maus procedimentos costumeiros e mecanismos ofensores contumazes, desconexos e desalinhados aos de um ministro evangélico e distanciados aos de um pastor.
Ao longo do calor da vida, se revelam rotineiramente os desequilíbrios e os desajustes que estão assolando e assoreando vidas que um dia FORAM, mas os espinhos, as contingências, as ambiências e os engodos lhes fascinaram e atraíram até o ponto de hoje apenas ESTAREM. Pessoas que perdem as condições de continuarem a SER. Pessoas que por seus atos e procedimentos, ultrapassam as linhas da tolerância, desprezam as do respeito, desgovernam das da equidade. Enfim, se distanciam das natureza e proposta do Evangelho e da essência da vida cristã.
Assim resta e recai o grande e triste remorso que revela o perigo do deixar de SER para apenas ESTAR. Pessoas que lamentavelmente se afastam das condições do nobre e excelente ofício vocacional sagrado, herdam feitos de outros nomes e lhes sobram apenas o que alguém chama de “vícios de pastor”. Uma pergunta move os ares: até onde vão algumas mentes supostamente inatingíveis, cegamente ignóbeis, desacertadas, desaprumadas e desalinhadas?
É ligeiramente impressionante como algumas mentes diante de certas circunstâncias perdem o tino e os trilhos, são fascinadas e atraídas por estranhas trilhas, idéias e artimanhas aparentemente vantajosas e perdem as noções da vida real e objetiva e a visão das atribuições de suas responsabilidades e da autoridade lhes empartida.
Assim como é impressionante a maneira pela qual o embaraço abarca, abraça, envolve e avilta algumas boas gentes até que seus nomes sejam expostos nas vitrines das más notícias e se tornem em objeto de escárnio e tropeço às muitas almas sinceras e famintas e sedentas para conhecerem o Senhor Jesus e os Seus preciosos dons.
A lama e o escárnio têm intentado levar algumas gentes à rotina de lampejos dos variados flashes e ao foco das muitas câmeras, assim como para as telas e às letras dos diversos impressos. Um pequeno número isolado de mentes que se dizem “ministros evangélicos” e “pastores” tem se tornado insípida, insipiente e desprezível. Mas que lamentável que isso tem atingido e influenciado opiniões contra os nobres e bons ministros de Cristo e honrados pastores de Seus rebanhos.
Sabemos que a mídia, cumprindo o seu papel profissional, com o seu olhar tecnologizado rastreia os muitos cantos, e ao encontrar um assunto, um press-release, um fato, que na sua visão sobressaiam acima da média geral e atraiam atenções, e por ela sejam julgados interessantes a serem noticiados, esses são fatalmente tornados em notícias.
Aqui um bom e muito oportuno momento de alerta aos presbíteros que realmente são PRESBÍTEROS. Cuidados consigo mesmos. Cuidados sobre os tesouros lhes confiados pelo Senhor. Cuidados sobre as suas probidade e competência. É preciso saber sobre quem e a que devemos endereçar o nosso olhar, corrigir caminhos e seguir bons passos dando firmes passadas sóbrias, lúcidas e convictas.
Jamais deixemos de cuidar de nossa individualidade, de nossos deveres pessoais para com o nosso Senhor, para com os talentos e dons nos confiados pelo Senhor a servirem às pessoas e aos rebanhos, pela chamada expressa a nós e pela vocação dada a cada um.
Como presbíteros, tenhamos em nós e mantenhamos também no seio do rebanho o cuidado com a doutrina que recebemos, sabendo de quem a recebemos. Os presbíteros que são PRESBÍTEROS possuem como dever sagrado o esforço de se aperfeiçoarem e se reciclarem através das soma e aquisição de bons conteúdos. Também têm que se manter seguros, comedidos e crescendo na graça, sem se afastar dos marcos fundamentais. Cuidando do que somos e do que fazemos junto a verdadeiros ministros e pastores.
Como presbíteros, não podemos nos enveredar a imitar o caminho de pseudo-ministros e pseudo-pastores. Pessoas insipientes cujos procedimentos são minados e pontilhados por interesses e astuciosas estratégicas feias, infames, réprobas, embusteiras e vergonhosas. Devemos e temos o compromisso principal e primário de honrar o majestoso nome do Senhor que nos chamou, a nós mesmos, depois cuidar das vidas a quem Deus confiou no nosso caminho.
Por qualquer e nenhum pretexto, ou favor que venha ser nos oferecido, não nos iludamos. Sejamos firmes e jamais nos deixemos ser enganados por fantasias, embustes e ilusões de “ministros” do charlatanismo, do engano e da manipulação de “pastores”. Sabendo que há algumas gentes embusteiras aparentemente humildes, e falsa e simuladamente sincera se escondendo por trás da boa fama de instituições, do bom nome de ministro e da boa honra de pastor.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, cuidemos de nós mesmos e da boa, séria, legítima e verdadeira doutrina cristã que sustentamos, para que não venha sobre nós o faminto e sedento foco crescente que lamentavelmente sempre rastreia, busca e recai avidamente nos “maiorais”. Para manter a boa honra dos presbíteros, não imitemos e nem nos associemos a quem até o próprio mundo ímpio esboçando sorrisos lhe cerra as portas do crédito e polidamente lhe vira as costas.
Não nos afastemos dos nossos bom siso e boa ordem de presbíteros, para que não venha a nos acontecer o que está lamentavelmente ocorrendo com alguns “ministros evangélicos” e “pastores”. Mantenhamo-nos firmes e convictos em nossa posição individual e não tomemos parte em corporativismo de desmandos, charlatanismo, enganos, manipulações e manobras escusas e interesseiras.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, ponhamos os nossos olhos, fé, confiança e esperança em Cristo, sabendo que a salvação e a vida digna do Evangelho não dependem de favores ou ofertas subliminares de homem algum. Sendo conscientes de que unânimes como irmãos devemos honrar, servir e auxiliar àqueles a quem o Senhor pôs em posição de eminência e responsabilidade sobre nós e aos rebanhos aos quais com eles os servimos.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, jamais nos irmanemos com “ministros” ou “pastores”, que possuem seus nomes sob os cordéis das dúvidas, sobre as adriças das fortes suspeitas, indícios e acusações de indignidade e improbidade. Pessoas cujos procedimentos trafegam nos corredores da difamação, vão além dos limites e extrapolam as linhas das tolerâncias.
Aos presbíteros que são PRESBÍTEROS, que sejam de fato presbíteros, vivamos como presbíteros, nos posicionemos como presbíteros, e se assim o nosso Senhor Deus nos fizer e outro tanto queira e coroe sobre nós, sejamos recolhidos à glória com dignificação e honradez de verdadeiros presbíteros e de PRESBÍTEROS VERDADEIROS, que servem e honram ao Senhor que nos chamou e vocacionou, que não tenhamos de que nos envergonhar em função da lama e do escárnio alheios, provocados e promovidos pelo descomprometimento de outrem.
Não como concordantes bajuladores, jamais como sindicalistas de causas, nunca como coadjuvantes de cenas gananciosas ou aspirantes visionários de batalhas avarentas. Em nada nos assemelhemos ou nos troquemos por “ministros” de delitos e por “pastores” da criminalidade. Não ponhamos o nosso ombro ao de “ministros” da vergonha e de falcatruas e nem demos a nossa mão às de “pastores” da falsidade e da desonra.
Tu, porém, tens cuidado de ti mesmo e do teu ensino...1Tm 4.16 (KJV)
Sobretudo, aos ministros que realmente são MINISTROS do Evangelho e aos pastores que realmente são PASTORES evangélicos, permanecem e sempre hão de perdurar o nosso apreço, o nosso respeito, a nossa elevada e distinta consideração, estima e admiração, pelo que realmente são, pela nobreza do que notoriamente realizam e comprobatoriamente desenvolvem para a glória de nosso bondoso Deus e para a edificação de vidas.
Especialmente aos presbíteros que realmente são verdadeiros PRESBÍTEROS. Aos que são presbíteros verdadeiros, de valor e com valor.
PbGS
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NOTA DE REFORÇO:
Relembro que as palavras e expressões entre aspas (“”) se referem a pseudo, a embustes – procedimentos que se dizem SER o que na realidade prática apenas demonstram ESTAR -.
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sábado, 10 de setembro de 2011
VASTI – caráter e convicções.
VASTI – caráter e convicções.
Valores que possuem alto custo.
Na noite da primeira sexta-feira deste mês em curso estive pregando na rica abertura do 9º Aniversário da Igreja Evangélica Congregacional, no distrito de Cassarotiba, Maricá-RJ, em atendimento ao cordial e generoso convite formulado pelo nobre amigo conhecido de alguns anos e que lidera o digno e atuante ministério daquela amada igreja.
Foi uma rica e feliz oportunidade me concedida por Deus em haver reencontrado alguns outros obreiros e ladeado com eles a nobre tribuna sagrada. Foi uma linda festividade com a extraordinária e inexplicável marca da presença do Espírito do Senhor evidente no seio daquele numeroso e amável público. Deus provê pátrias e portas abertas para seus pregadores sérios e de conteúdo, comprometidos com Deus, com o povo do Seu Reino e com a Sua Palavra.
Dias depois, uma digna irmã em Cristo que esteve presente com o grupo liderado de sua igreja naquele alegre evento me localizou e dela recebi um telefonema dizendo-me não haver encontrado neste blog uma postagem cujo tema e conteúdo discorressem especificamente sobre a vida de alguma mulher da Bíblia Sagrada. Aquela conversa sugestiva e edificante me imprimiu incentivação e encorajamento, e também me fez refletir naquela carinhosa e cordata observação.
Os dias passaram e hoje, com respeitoso carinho sobre aquela observação refletida, venho nesta oportunidade estender também a todos os diletos e generosos leitores algumas lições edificantes sobre os episódios da vida da rainha persa Vasti, nos dias do rei Assuero (Xerxes), seu esposo e regente naquele trono conhecido na época desde a Índia até a Etiópia.
Daqueles episódios escriturísticos notamos que o mover do Senhor nosso Deus jamais será inteiramente concebido e nunca cabalmente compreendido por pessoa alguma. Tudo que o Senhor Deus faz, além de ter propósitos, tem suas razões, que muitas vezes são inicialmente inapercebidos e apenas parcialmente interpretados.
Da mesma forma como nos soa estranho saber que Deus abate a quem Ele quer, por mais auto-confiante e poderoso que esse alguém seja. E levanta qualquer um que Ele queira, por mais frágil, simples e indigno que pareça aos olhos e aos conceitos humanos. Também nos fala um tanto limitadamente assimilável que Deus cria e move esses feitos para a consecução e consolidação dos Seus planos e projetos.
Trabalhar, mover, transformar, usar, equipar e empregar as coisas loucas, fracas e insignificantes deste mundo são algumas das inúmeras especialidades do Senhor Deus. Deus abre os canais da história humana para imprimir e fazer serem notados o imenso brilho de Sua soberania e o grande fulgor de Seu poder na História. O Senhor Deus tanto lidera a História como desfaz e constrói histórias.
Deus transforma o mais amargo dos amargos e o mais péssimo entre os péssimos em mais doce e mais excelente. Da mesma forma Ele tira do cenário o mais doce e mais excelente para elevar e estabelecer o que não conseguiríamos definir, qualificar e classificar para substituir aqueles.
De onde há espinheiro, Deus o tira e faz nascer a sarça e crescer a murta. Há momento que Deus faz o eclipse da Lua apagar a sua luminosidade para que apareça a estrela que Ele convoca a mostrar o seu brilho e sua presença no momento em que Ele quer.
Às vezes é preciso que algumas coisas inesperadas se revelem nas oportunidades do mover de Deus e aconteçam para que saibamos lidar sabiamente, com tato e inteligência com coisas e pessoas que estão no nosso contexto e ao nosso redor. O curso das ações de Deus constrói ao mesmo tempo em que instrui.
Um dos textos da Sagrada Escritura que muito nos mostra essas verdades é o que está registrado no Livro que toma o nome de Ester. A judia Ester que veio a ser a rainha da Pérsia nos dias do rei Assuero (Xerxes). Esse livro contém, dentre muitas outras, as ricas e profundas lições que revelam até onde vai e sustenta o auto-senso de equilíbrio, de respeito, de pudor, assim como da força de caráter e a firmeza de convicções de uma pessoa.
Apesar de empolgantes e estimulantes, o mais lindo nesse livro não são os acontecimentos em si mesmos. O mais notável nesse precioso livro é, sobretudo, a revelação do poder, da soberania, da vontade e da providência de Deus sobre homens e reinos para movê-los em favor do Seu povo. Quando o Senhor quer cumprir a sua vontade e realizar o seu propósito, Ele move qualquer coisa e a faz estar inteiramente a serviço de Sua soberana vontade.
E visualizando essas lições supramencionadas, me proponho neste singelo artigo a trazer aos diletos e generosos leitores o foco sobre a rainha persa Vasti. Talvez, e seja muito possível que a maioria de nós tenha a atenção atraída em primeira mão para os livramentos concedidos a Mardoqueu, aos atos de justiça impostos sobre Hamã e os detalhes que culminaram nas vitórias concedidas pelo Senhor a Ester e ao povo judeu daquela época.
Todos esses detalhes são riquíssimos e sobremodo importantes e empolgantes, porém neste artigo preciso lhes trazer um pouco mais de perto ao terreno de Vasti, porquanto as lições da vida de Vasti podem lhe despertar a visão sobre acontecimentos até então não lhe bem compreendidos, não lhe satisfatoriamente aceitos.
Começo por lhe dizer que a rainha Vasti, enquanto no poder e no convívio do palácio persa, foi a rainha mais poderosa do Oriente Médio. Vasti exerceu autoridade e influência no reino durante os seus dias na co-regência do trono persa com o seu esposo rei, e mesmo depois de estando fora dele, ainda de certa forma durante o reinado de seu filho em poder daquele trono.
O nome de Vasti é originado do antigo persa, romanizado na escrita para Washiti, e possui o significado de “a mais doce”, “a mais excelente”. O nome estava intrinsecamente representado na formosura de sua pessoa e na beleza incomum de sua presença. A bela e linda pessoa de Vasti estava identificada, conferida e estampada no seu nome. Olhar para a beleza exterior de Vasti era enxergar a sua força de caráter e a sua firmeza de convicções residentes no seu interior. Valores interiores que lamentavelmente faltam em muita gente de nosso tempo.
Mas assim como para todos os homens, tanto o poder é transitório e possui restrições como os fatores humanos são limitados e passageiros, os de Vasti também foram. Apesar da fragilidade do seu poder, havia nela a manutenção de valores interiores que podem e devem ser cultivados por todo aquele que não se dobra a vontades desgovernadas, a ditames desmedidos e desmandos irrefletidos, com a cara de “cortesia conveniente e respeitosa à oficialidade do sombrio bom senso”.
As lições da vida de Vasti muito ferem aqueles que se vendem, se trocam, se auto-desvalorizam e se barganham em troca de favores, de titulações e de posições humanas transitórias e passageiras. As lições da vida de Vasti chocam diretamente contra aqueles que, a fim de se manterem no poder, na moda e na mídia, transgridem contra si mesmos, contra o auto-senso judicioso e contra as suas integridades moral e espiritual.
Chocam contra aqueles que mudam de carapaça, matizam e trocam de cores. Enfim, se submetem a fazerem qualquer coisa com o fim de serem mantidos no visual da popularidade e de um trono do poder. Aqui na Terra tudo isso é visto por um olhar conceitual e avalista, mas realmente não sabemos como é enxergado pelo olhar esquadrinhador no Céu.
Tudo começou a vir a lume quando o monarca persa promoveu um banquete no seu suntuoso palácio para os seus cordatos convivas. Havia dois ambientes separados e destinados cada um para um público confraternizar-se, como era o costume daqueles idos de então no mundo persa. Num ambiente concentravam-se os homens e no outro afastado dos olhos deles confraternizavam-se reunidas as mulheres.
Em meio a toda alegria e excitação do ambiente, movidas pela força da embriaguez do vinho, o rei Assuero no último dia da festa queria e mandou que a sua esposa, a rainha Vasti, fosse trazida do seu ambiente para desfilar mostrando a sua beleza e formosura diante da reunião seleta de ébrios congregados. Na passagem bíblica, o verbo “mostrar” traduz a palavra rā’āh no texto original hebraico, e possui um dos significados de “fazer desfrutar com os olhos”.
Aquele monarca estava acostumado a ter o que queria e terminou por receber o que não esperava. O nome Assuero era originado do antigo persa, cuja escrita romanizada é ‘ªhashwẽrôsh e significa “rei venerável”. Um venerável incorrendo no risco de se fazer desprezível.
Movido pela euforia da embriaguez e pelo seu capricho pessoal, o rei Assuero recebeu a inesperada recusa da sua esposa rainha Vasti em não ceder a se permitir a aquele seu capricho. Assuero se viu de brios tocados e humilhados. E furioso e indignado, o rei levantou-se diante dos comensais confraternos para resolver um novo problema que se instalara a partir dali afetando a família, o ambiente do lar, o ambiente da realeza e a sua representação social e política.
Para ele e seus convivas chocados, o quadro indicava nas suas óticas e pareceres um problema misto de quebra de autoridade, desrespeito conjugal, desprezo para com os convidados. Segundo os olhos humanos e costumes, o prevalecimento da recusa foi considerado como audacioso descumprimento ao mandado de um rei, ofensa, e o juízo sobre a rainha aparentemente audaz foi sugerido por um conselho como resposta à sua atitude de insolência. O que os maiorais temiam eram os futuros posicionamentos das mulheres perante aos caprichos desmandados e descabidos de seus maridos.
Para ela e suas convivas no outro ambiente, a iniciativa do rei seu marido foi um ato conflitante, desastroso e impensado. O rei fez uma exigência incomum. Ele queria expor a rainha, sua própria esposa, por um capricho pessoal inapropriadamente. Foi um ato impróprio, pois que feria as mulheres e também era incompatível à posição de uma rainha. A perda de sensos no mau emprego do exercício de poder muitas vezes expõe à execração vergonhosa e acarreta prejuízos desastrosos.
A quebra daquele ato impróprio e impensado do soberano monarca Assuero deu o início visível exteriorizado do agir de Deus. Nesse caso, a quebra começou pela atitude-resposta de Vasti ao mandado imprudente do rei. A posição de Vasti conferia exemplo e influência sobre todas as mulheres do reino, e sua atitude poderia de certa forma se tornar um guia para outras.
Para quem ocupa posição notável e influente é preciso refletir nos seus exemplos formadores de opiniões nos outros. Para que a vontade de Deus venha ser realizada, os acontecimentos vão sendo desencadeados e se mostrando, independente do conceito ou juízo que façamos sobre eles.
Na força da embriaguez e debaixo da euforia do banquete, o rei estava pondo em risco a honra dele, invadindo a integridade moral da esposa e promovendo escárnio do seu reino, assim como possibilitando e viabilizando um desrespeito insultuoso que iria se tornar publicamente notório. Além disso, mandou servos domésticos comuns trazer escoltada a rainha. O que era impróprio e incidia com isso em rotulá-la como um objeto comum de prêmio como mostra para exposição.
O rei embriagado quis quebrar protocolos, fazendo abuso insanamente de sua autoridade para agradar a outros expondo sua própria esposa como se faz com um troféu. Terminou por ser colocado em situação difícil e desagradável por seu comportamento desequilibrado. A influência eufórica do ambiente do rei lhe sacou do tino e da capacidade de pesar e medir as conseqüências do seu ato.
A atitude da rainha Vasti em resposta ao querer imprudente do rei muito pode ensinar e muito pode revelar a ação de Deus. Vasti com sua resposta demonstrou e deixou claro que sua força de caráter e sua firmeza de convicções independiam de posição e de poder, assim como tinham um valor a ser zelado primeiro por ela e que sua atitude de submissão possuía limitações. Esse poder e exercício de percepção estão faltando em muita gente hoje.
Quer fosse para mostrar sua auto-afirmação diante das suas convidadas, quer fosse para fazer valer os seus valores morais, ela foi mais autêntica, sóbria, lúcida, leal, legítima e prudente do que o seu próprio marido rei. Exercício de poder e consciência do senso de valores são dois fatores distintos, mas quando unidos em ação conjunta revelam virtudes extraordinariamente louváveis. É preciso ser próprio para não se tornar vulgar e impróprio.
A atitude de Vasti recebeu o conceito e o parecer de desprezo e acarretou indignação. Fazendo o que lhe pareceu por correto e ético, e preservando a sua moral e de seu esposo e lar, Vasti sofreu perdas enquanto Deus estava com isso trabalhando no silêncio. Deus honrou e valorizou a individualidade da pessoa de Vasti ao mesmo tempo em que estava preparando o caminho para levantar Ester. É preciso saber ser próprio para não terminar por se tornar em objeto de joguete. Vasti foi própria e autêntica.
Deus valorizou Vasti e recompensou o seu reino provendo sobre ela uma outra rainha tão linda e tão nobre, forte e firme quanto era Vasti. Vasti não perdeu o seu lugar no trono para outra mulher qualquer. A mais doce, a mais linda, desceu do trono para a estrela nele subir e ocupá-lo dentro da vontade e da provisão de Deus. Perde-se a posição e o trono, mas não se deixa cair o valor, a integridade e as convicções pessoais. Existem valores que jamais se deve trocar e há virtude que nunca podemos deixar de apresentá-la.
Vasti foi banida da presença real para sempre, tendo como a causa principal a de recusar-se a se apresentar como um objeto bibelô para satisfazer as vistas dos olhos cobiçosos dos amigos ébrios de seu marido. As controvérsias geradas pela atitude de Vasti fizeram que ela fosse deposta da posição e do trono. O conflito gerado a partir da atitude de Vasti deu lugar e oportunidade para Ester subir ao trono tempos depois da crise instalada na família e no palácio do rei Assuero.
Apesar da força de caráter e da firmeza de convicções de Vasti serem merecedores de nossas admirações, percebemos o agir e o mover da mão do Senhor nosso Deus mostrando o Seu poder e soberana vontade sobre os homens e reinos. Quanto vale o seu caráter e até onde vai a firmeza de suas convicções? Quem se vende, se troca e se barganha hoje, pode sofrer sérias conseqüências como desonras amanhã. O que lhe vale mais? A posição, o poder, que transitam em cursos incertos e não-garantidos, ou as integridades moral e espiritual? Que vale mais, a sua roupa transitória, ou o seu corpo permanente?
Alguém pode estar crente e convencido de que esteja fazendo o certo contra alguém ou em favor de algo, sem saber que suas visão, vontades e decisões estão sendo lideradas por Deus providencialmente para canalizar bênçãos e promover favores a alguém, a algum ambiente, a algum lar. O Senhor Deus opera tanto o querer como o efetuar.
Assim sendo, devemos lembrar que os propósitos do Senhor nosso Deus são mais altos que o nosso entendimento e por esta causa transcendem toda e qualquer decisão humana. Da mesma forma precisamos lembrar que nossa força de caráter e nossa firmeza de convicções possuem um elevado valor e para mantê-los podemos pagar um alto preço pelo seu imensurável custo.
Precisamos, outrossim, aprender que toda coisa debaixo do Céu é movível, é transitória, é mutável e passageira. Jamais se estribe na auto-confiança colocada nas coisas vistas pelos olhos. Nunca se permita ser iludido ou sofrer o engano, acreditando equivocadamente que suas vontades e decisões são soltas e isoladas em si mesmas.
Independentemente do nosso juízo, qualquer que seja ele sobre o que for, existem situações criadas por Deus, alocadas no seu tempo para dentro de nossa cronologia, e movidas dentro dos Seus propósitos, para especificamente abaterem uns enquanto levantam outros a fim de que a vontade soberana de Deus seja cumprida.
Não tentemos, não subestimemos o Senhor Deus, pois tudo está em Suas potentes mãos para fazer o que Lhe apraz e quando Ele quer. Importa não perdermos os nossos sensos sobre os nossos valores individuais segundo a Palavra de Deus. E se porventura algum infortúnio tenha tocado os valores pessoais do caro leitor, não se abata, não perca o rumo, retorne para ele, fazendo valer a sua força de caráter e a sua firmeza de convicções pessoais com vistas nos princípios ensinados na Palavra de Deus.
PbGS
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